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<p>ABDOME</p><p>AGUDO</p><p>ISQUÊMICO</p><p>Doutorandas</p><p>Gabriéli e Maísa</p><p>Redução súbita de fluxo sanguíneo intestinal (em determinada</p><p>parte ou em todo) impedindo que seja mantido metabolismo basal do tecido,</p><p>levando à isquemia e posteriormente morte celular e necrose.</p><p>Tendo como possíveis causas:</p><p>Trombose/embolia mesentérica</p><p>Hérnias estrangulada</p><p>Colite isquêmica</p><p>Torção testicular</p><p>Torção ovariana</p><p>ABDOME AGUDO ISQUÊMICO:</p><p>CLÍNICA</p><p>Dor abdominal não traumática - desproporcional ao exame físico</p><p>Dor lancinante</p><p>Dor de rápida evolução - leva o paciente a emergência rapidamente</p><p>(horas)</p><p>Inquietude - pacientes mudam continuamente de posição no leito</p><p>enquanto tentam achar um posicionamento que reduza seu desconforto.</p><p>Ruídos intestinais hiperativos podem ser encontrados na fase precoce da</p><p>isquemia intestinal</p><p>EXAMES:</p><p>LABORATORIAIS:</p><p>Hemograma sem leucocitose</p><p>PCR baixo</p><p>Eletrólitos em busca de distúrbios metabólicos por vômitos, caso presente</p><p>Amilase e lipase aumentados pela lesão isquêmica do intestino</p><p>Gasometria arterial com acidose pela isquemia</p><p>D-dímeros</p><p>B-HCG para mulher em idade fértil</p><p>IMAGEM:</p><p>Rx de abdome agudo > ortostatismo ou decúbito lateral com raio horizontal em</p><p>busca de pneumoperitônio e obstruções</p><p>Us de abdome > vias biliares > cálculos</p><p>Us transvaginal > ectópica, torção ovariana, ruptura de cisto ovariano.</p><p>Tomografia computadorizada de abdome e pelve</p><p>Angitomografia</p><p>EXAMES:</p><p>ANGIOTC PADRÃO-OURO</p><p>EXAMES:</p><p>IMAGEM:</p><p>Rx de abdome agudo > ortostatismo ou decúbito lateral com raio</p><p>horizontal em busca de pneumoperitônio e obstruções</p><p>Us de abdome > vias biliares > cálculos</p><p>Us transvaginal > ectópica, torção ovariana, ruptura de cisto</p><p>ovariano ...</p><p>Tomografia computadorizada de abdome e pelve</p><p>Angitomografia</p><p>(Sabiston Tratado de Cirurgia: A Base Biológica da Prática Cirúrgica Moderna. 19. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Elsevier; 2014).</p><p>OS ACHADOS LABORATORIAIS E POR</p><p>IMAGENS, EMBORA ÚTEIS, NUNCA DEVEM</p><p>SUBSTITUIR O JULGAMENTO CLÍNICO À BEIRA</p><p>DO LEITO FEITO POR UM PROFISSIONAL</p><p>EXPERIENTE.</p><p>TROMBOSE/</p><p>EMBOLIA</p><p>MESENTÉRICA</p><p>COLITE</p><p>ISQUÊMICA</p><p>1 2 3</p><p>ETIOLOGIAS</p><p>HÉRNIAS</p><p>ESTRANGULADA</p><p>TORÇÃO</p><p>TESTICULAR</p><p>4 5</p><p>TORÇÃO</p><p>OVARIANA</p><p>ETIOLOGIAS</p><p>TROMBOSE/EMBOLIA</p><p>MESENTÉRICA</p><p>1</p><p>A N A T O M I A</p><p>D E F I N I Ç Ã O</p><p>Doença intestinal isquêmica é o distúrbio vascular</p><p>mais comum do trato gastrointestinal e resulta do</p><p>fornecimento inadequado de sangue a qualquer parte da</p><p>parede intestinal. Esses distúrbios podem ser divididos em:</p><p>isquemia do intestino delgado ou isquemia mesentérica e</p><p>colite isquêmica (CI).</p><p>A isquemia intestinal ocorre quando ocorre uma</p><p>redução de pelo menos 75% nofluxo sanguíneo intestinal por</p><p>mais de 12 horas.</p><p>I S Q U E M I A M E S E N T É R I C A A G U D A</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Aparecimento súbito de obstáculo à circulação em artérias</p><p>digestivas, levando à necrose intestinal .</p><p>É uma emergência com risco de vida com rápida evolução.</p><p>A importância do diagnóstico precoce deve-se ao péssimo prognóstico</p><p>dos incidentes não tratados, que podem atingir 95% de mortalidade.</p><p>Essa incidência é reduzida para 70% em caso de tratamento adequado.</p><p>ETIOLOGIAS</p><p>Embolia arterial mesentérica (40 a 50% dos casos),</p><p>Trombose arterial mesentérica (20 a 35% dos casos)</p><p>Trombose venosa mesentérica (5 a 15% dos casos)</p><p>Isquemia mesentérica não oclusiva (5 a 15% dos casos)</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>Fibrilação atrial</p><p>Doença cardíaca valvular</p><p>Insuficiência cardíaca congestiva</p><p>Infarto do miocárdio recente</p><p>Endocardite bacteriana</p><p>Qualquer outra cardiopatia emboligênica</p><p>Sintomas isquêmicos no cérebro ou nas extremidades</p><p>História de doença cardiovascular</p><p>Perda de peso recente</p><p>Claudicação intestinal pós prandial (sugere possível IAM de origem</p><p>aterotrombótica)</p><p>Trombofilias</p><p>Coagulopatias</p><p>I S Q U E M I A M E S E N T É R I C A A G U D A</p><p>I S Q U E M I A M E S E N T É R I C A A G U D A</p><p>CLÍNICA:</p><p>Início súbito de dor abdominal forte, aguda e espasmódica - 3 a 6</p><p>horas, após um intervalo indolor devido ao dano dos receptores</p><p>intramurais da dor como resultado da hipoperfusão prolongada, seguindo</p><p>com uma isquemia irreversível da mucosa com infiltração de leucócitos e</p><p>formação de radicais de oxigênio em 6 horas, progredindo para invasão</p><p>bacteriana -> necrose e, finalmente, peritonite e disfunção orgânica</p><p>sistêmica - após cerca de 24horas de evolução.</p><p>Geralmente acompanhada de náuseas e vômitos.</p><p>A tríade: Dor abdominal intensa desproporcional aos sinais físicos;</p><p>Evacuação/vômitos espontânea (vômito e/ou diarreia não sanguinolenta</p><p>ou sanguinolenta); e fonte óbvia de êmbolos, como fibrilação atrial ou</p><p>infarto do miocárdio recente, pode estar presente em 40% a 80% dos</p><p>casos de embolia de AMS.</p><p>I S Q U E M I A M E S E N T É R I C A A G U D A</p><p>EXAME FÍSICO</p><p>Fase inicial: o abdome geralmente é macio e sem sensibilidade, mas a</p><p>ausculta pode revelar som intestinal hiperativo.</p><p>A sensibilidade à palpação ocorre quando toda a parede intestinal se</p><p>torna isquêmica.</p><p>Fase tardia: a sensibilidade rebote (sinal de Blumberg), a rigidez e a</p><p>defesa indicam necrose da parede intestinal. Nessa fase, os ruídos</p><p>intestinais tornam-se hipoativos ou ausentes, o paciente desenvolve</p><p>diarreia com sangue, febre e choque.</p><p>DIAGNÓSTICO:</p><p>TC de abdome com contraste ou angiotomografia.</p><p>I S Q U E M I A M E S E N T É R I C A A G U D A</p><p>TRATAMENTO:</p><p>Administrar fluídos e antibióticos de amplo espectro,</p><p>Revascularização endovascular</p><p>Laparoscopia diagnóstica, especialmente em pacientes com sinais de</p><p>peritonismo.</p><p>Indicações de laparotomia:</p><p>Sinais de isquemia irreversível ou peritonismo, nesses casos, é</p><p>necessária a realização de ressecção parcial do intestino afetado pela</p><p>necrose.</p><p>I S Q U E M I A M E S E N T É R I C A A G U D A</p><p>COMPLICAÇÕES</p><p>Endovascular:</p><p>Recorrência</p><p>Complicações sépticas</p><p>Complicações hemorrágicas/perfurativas</p><p>Laparotômica:</p><p>Síndrome do intestino curto</p><p>Síndromes disabsortivas</p><p>Deiscência de suturas/ infecção de FO</p><p>Aderências e bridas</p><p>O diagnóstico de oclusão da AMS pode ser confirmado por ultrassom, angiotomografia</p><p>computadorizada ou angiografia.</p><p>As opções de tratamento para quadros agudos são: laparotomia com</p><p>embolectomia, ponte de safena ou de enxerto sintético, procedimentos</p><p>híbridos de desobstrução e o tratamento endovascular, por meio de</p><p>angioplastia com implante de stent (principalmente para oclusões trombóticas).</p><p>Pode-se realizar trombólise, seguida de angioplastia com stent , principalmente nos casos</p><p>em que a obstrução alcança segmentos mais distais da artéria.</p><p>No presente caso, houve uma oclusão segmentar curta, sem acometimento dos</p><p>segmentos distais da AMS, provocada, possivelmente, pela estenose iatrogênica que, devido à</p><p>presença de pequenos trombos recentes não organizados, permitiu o seu cateterismo sem muita</p><p>dificuldade. A técnica BUDDY WIRE facilitou a navegação no cruzamento da lesão com o dispositivo</p><p>de entrega do stent expansível por balão e de sua liberação com sucesso, restabelecendo o fluxo</p><p>sanguíneo para esta artéria.</p><p>Maior número de casos será necessário para propor esta técnica como alternativa mais</p><p>viável ou consensual nestes casos. Porém, sua utilização, neste caso, evitou nova laparotomia ou o</p><p>emprego de técnicas mais invasivas de restauração vascular. Evitou-se também ressecção</p><p>intestinal, poupando-o de sintomas relacionados com intestino curto ou mesmo complicações</p><p>sépticas relacionadas a necrose ou perfuração intestinal, além de usufruir de um pós-operatório</p><p>mais ameno.</p><p>COLITE</p><p>ISQUÊMICA</p><p>2</p><p>C O L I T E I S Q U Ê M I C A</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Pode surgir por uma irrigação inadequada da parede cólica, com</p><p>hipoperfusão local e hipóxia. Distribuição normalmente segmentar, sendo que</p><p>afeta mais o cólon esquerdo. A inviabilização de todo o cólon é menos</p><p>prevalente, atingindo menos de 10 % dos casos.</p><p>Mais frequente em pessoas idosas. Com o envelhecimento progressivo</p><p>da população, estima-se um aumento</p><p>maior de casos</p><p>Taxas de mortalidade superiores a 50%, principal fator é o diagnóstico</p><p>tardio e o tratamento pouco adequado.</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>Idade superior a 65 anos,</p><p>Sexo feminino,</p><p>Doença pulmonar obstrutiva crónica,</p><p>Hipertensão,</p><p>Diabetes mellitus tipo II,</p><p>Dislipidemia,</p><p>Arritmias cardíacas,</p><p>Doença coronária,</p><p>Insuficiência cardíaca,</p><p>Obstipação crónica,</p><p>Insuficiência renal,</p><p>Doença arterial oclusiva periférica</p><p>Drogas (farmacos: estrogênio, triptanos e laxantes, drogas ilícitas)</p><p>C O L I T E I S Q U Ê M I C A</p><p>CLÍNICA</p><p>Dor abdominal aguda, em cólica, geralmente associada a urgência</p><p>fecal , podendo intensificar-se com a ingesta alimentar</p><p>Vômitos,</p><p>Diarreia</p><p>Hematoquezias</p><p>Fazem-se suspeitar de colite isquêmica severa:</p><p>Sinais sistêmicos de sepse,</p><p>Sinais de dificuldade respiratória aguda,</p><p>Sinais de irritação peritoneal.</p><p>C O L I T E I S Q U Ê M I C A</p><p>EXAME FÍSICO</p><p>Como todo abdome agudo isquêmico, no início do quadro não teremos</p><p>achados significativos, no passar da evolução, inicia aparecimento de sinais</p><p>de peritonismo.</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>Labs: aumento de D-dímero.</p><p>Meios complementares de diagnóstico como angiotomografia</p><p>computorizada ou colonoscopia são usados para o diagnóstico mais</p><p>preciso.</p><p>O exame físico é o pilar do diagnóstico</p><p>C O L I T E I S Q U Ê M I C A</p><p>C O L I T E I S Q U Ê M I C A</p><p>TRATAMENTO</p><p>Laparotomia exploradora</p><p>Colectomia subtotal</p><p>Colectomia estendida sem restauração de continuidade</p><p>COMPLICAÇÕES</p><p>A maioria dos pacientes se recupera sem sequelas a longo prazo.</p><p>Porém, os que apresentam as piores lesões de perfusão podem ter</p><p>danos na mucosa a longo prazo:</p><p>Estenoses</p><p>Perfurações</p><p>Má absorção</p><p>Colopatias com perda de proteínas</p><p>Algumas complicações são responsáveis por demandar o tratamento cirúrgico para CI:</p><p>peritonite, perfuração transmural, instabilidade hemodinâmica e doença intratável, onde 20% dos</p><p>casos os pacientes necessitam de intervenção cirúrgica. Não existe um consenso em relação a</p><p>qual abordagem seria a mais indicada, porém sua escolha deve ser feita avaliando-se a função do</p><p>órgão afetado e extensão da isquemia.</p><p>A técnica cirúrgica a ser escolhida dependerá da região afetada do cólon, além das</p><p>condições em que se apresenta o paciente, podendo ocorrer anastomoses ou apresentar</p><p>necessidade de ileostomia e colostomia.</p><p>A laparotomia exploradora é indicada em caso de peritonite, e a colectomia subtotal será</p><p>indicada quando houver envolvimento transmural do cólon devido à inviabilidade de recuperação</p><p>do tecido afetado pelo processo isquêmico. Recomenda-se também a colectomia estendida sem</p><p>restauração de continuidade, sendo a abordagem que mais reduz o risco de mortalidade dos</p><p>pacientes, e também a colecistectomia profilática - necessária em 20% dos casos - a depender do</p><p>grau e complexidade da CI e complicações subjacentes. Todas as técnicas devem ser baseadas</p><p>nos achados endoscópicos, considerando-se a gravidade do processo isquêmico do cólon.</p><p>3</p><p>HÉRNIAS</p><p>ESTRANGULADA</p><p>H É R N I A S E S T R A N G U L A D A S</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Suprimento sanguíneo comprometido para os conteúdos da</p><p>hérnia</p><p>Complicação grave e potencialmente fatal.</p><p>Ocorre mais em hérnias grandes com pequenos orifícios. O</p><p>pequeno colo da hérnia obstrui o fluxo sanguíneo arterial, a drenagem</p><p>venosa, ou ambos, para os conteúdos do saco herniário. As</p><p>aderências entre os conteúdos da hérnia e o revestimento peritoneal</p><p>do saco herniário podem proporcionar um ponto de acorrentamento</p><p>que aprisiona os conteúdos da hérnia e predispõe à obstrução</p><p>intestinal e ao estrangulamento.</p><p>A maior parte das hérnias estranguladas são as inguinais, pois possui</p><p>maior prevalência.</p><p>Maior probabilidade de estrangulamento: hérnias femorais.</p><p>LOCAIS</p><p>H É R N I A S E S T R A N G U L A D A S</p><p>H É R N I A S E S T R A N G U L A D A S</p><p>FATORES DE RISCO</p><p>Para formação de hérnias:</p><p>Fragilidade da parede abdominal</p><p>Aumento da pressão abdominal</p><p>Doenças do colágeno</p><p>Para estrangulamento:</p><p>Tamanho/volume da hernia</p><p>Tamanho do osteo</p><p>IMPORTANTE</p><p># Hernia de Richter: encarceramento de borda antimesenterica da alça</p><p>intestinal</p><p>H É R N I A S E S T R A N G U L A D A S</p><p>CLÍNICA/EXAME FÍSICO</p><p>Dor abdominal aguda na presença de uma hérnia não redutível e com</p><p>sinal de sofrimento.</p><p>Parede hiperemiada/arroxeada</p><p>Abaulamento irredutível</p><p>Flogismos locais</p><p>Dor local intensa</p><p>DIAGNÓSTICO</p><p>Confirmação pode ser dada com US com doppler</p><p>TRATAMENTO</p><p>Abordagem cirúrgica aberta na região herniária ou abordagem</p><p>laparoscópica.</p><p>Ressecção do conteúdo herniário não viável.</p><p>O reparo de uma hérnia com suspeita de estrangulamento é mais</p><p>seguro usando‐se uma abordagem pré‐peritoneal. Com essa exposição,</p><p>os conteúdos do saco herniário podem ser diretamente visualizados e</p><p>sua viabilidade avaliada por meio de uma única incisão. O anel constritor é</p><p>identificado e pode ser incisado para redução da víscera aprisionada com</p><p>mínimo perigo para os órgãos circundantes, vasos sanguíneos e nervos.</p><p>Se for necessário ressecar o intestino estrangulado, o peritônio pode ser</p><p>aberto e a ressecção feita sem a necessidade de uma segunda incisão.</p><p>H É R N I A S E S T R A N G U L A D A S</p><p>COMPLICAÇÕES</p><p>A maioria está associada com a necessidade de ressecção intestinal:</p><p>Síndrome do intestino curto</p><p>Má absorção</p><p>Complicações de FO</p><p>H É R N I A S E S T R A N G U L A D A S</p><p>TORÇÃO</p><p>TESTICULAR</p><p>4</p><p>T O R Ç Ã O T E S T I C U L A R</p><p>DEFINIÇÃO</p><p>Interrupção do suprimento sanguíneo testicular causada pela rotação</p><p>do cordão espermático, causando um edema progressivo por oclusão</p><p>arterial e venosa, o que poderá resultar no infarto testicular.</p><p>É uma emergência cirúrgica que ocorre em 20% - 30% dos homens com</p><p>escroto agudo.</p><p>INCIDÊNCIA</p><p>Infância e a adolescência</p><p>Pico de incidência entre os 12 e os 14 anos de idade (86% dos casos .</p><p>> 10 anos de idade</p><p>ETIOLOGIAS:</p><p>1) Trauma local</p><p>2) Atividade esportiva capaz de aumentar o reflexo cremastérico (RC) -</p><p>como ciclismo, natação e patinação.</p><p>3) Epididimite e inflamação testicular por congestão vascular</p><p>4) Estações de altas temperaturas climáticas</p><p>PROGNÓSTICO:</p><p>De 4-8h de evolução: bom prognóstico, geralmente sem necessidade</p><p>orquiectomia</p><p>>12h: mau prognóstico, orquiectomia torna-se uma opção</p><p>T O R Ç Ã O T E S T I C U L A R</p><p>CLÍNICA:</p><p>1- Dor escrotal súbita e de forte intensidade, unilateral - o acometimento</p><p>bilateral é raro</p><p>2- Náuseas e vômitos.</p><p>3- Dor abdominal, inflamação, hiperemia e hipertermia local</p><p>A apresentação testicular pode envolver retração testicular, testículo</p><p>horizontalizado ou epidídimo localizado anteriormente.</p><p>T O R Ç Ã O T E S T I C U L A R</p><p>CLÍNICA: exame físico</p><p>1) Dor testicular associada à ausência do reflexo cremastérico (10% casos)</p><p>2) Elevação manual do testículo sem alívio da dor (ausência do Sinal de</p><p>Prehn)</p><p>3) Discrepância de tamanho, grau de tumefação, presença ou ausência e</p><p>localização de eritema, engrossamento da pele e posição dos testículos</p><p>DIAGNÓSTICO:</p><p>CLÍNICO</p><p>US com doppler - pode ser realizado em até 1h do início dos</p><p>sintomas</p><p>T O R Ç Ã O T E S T I C U L A R</p><p>T O R Ç Ã O T E S T I C U L A R</p><p>TRATAMENTO:</p><p>Analgesia</p><p>Na tentativa de alívio da dor e na melhora da perfusão temporária</p><p>testicular, está indicada a distorção manual, SE tolerância da dor pelo</p><p>paciente</p><p>Abordagem cirúrgica</p><p>DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL:</p><p>Torção dos apêndices testiculares, orquiepididimites, hérnia</p><p>inguinoescrotal encarcerada, abscesso testicular, púrpura de Henoch-</p><p>Schönlein e trauma da bolsa testicular</p><p>T O R Ç Ã O T E S T I C U L A R</p><p>5</p><p>TORÇÃO</p><p>OVARIANA / ANEXIAL</p><p>T O R Ç Ã O O V A R I A N A</p><p>Rotação parcial ou total do pedículo vascular ovariano que promove</p><p>estase circulatória, inicialmente venosa, e que se torna arterial com a</p><p>progressão da torção e do edema resultante.</p><p>Cerca de 2,7% das emergências na ginecologia</p><p>Diagnóstico tardio = pode ocorrer necrose e perda do ovário e ou da</p><p>tuba, além de peritonite e tromboflebite.</p><p>Alta</p><p>prevalência em mulheres na menacme</p><p>T O R Ç Ã O O V A R I A N A</p><p>ETIOLOGIAS:</p><p>Fertilização in vitro</p><p>Multíparas</p><p>Gestação gemelar</p><p>Histórico de neoplasias císticas</p><p>Histórico prévio de cistos ovarianos</p><p>Mobilidade aumentada ou espasmo das trompas de falópio,</p><p>ligamentos pélvicos alongados, exercícios extenuantes e mudanças</p><p>bruscas da pressão intra-abdominal.1</p><p>T O R Ç Ã O O V A R I A N A</p><p>DIAGNÓSTICO:</p><p>Primeira escolha: USG - rápida, com bom valor preditivo</p><p>positivo e especificidade</p><p>US com doppler</p><p>RM</p><p>TC</p><p>T O R Ç Ã O O V A R I A N A</p><p>CLÍNICA:</p><p>Dor repentina , inespecífica e contínua</p><p>Dor em fossa inguinal inicialmente evoluindo para hipoe e</p><p>mesogástrios</p><p>NÃO HÁ DOR OU SANGRAMENTO CERVICAL</p><p>Maior probabilidade de tormção no lado DIREITO - fator</p><p>protetor do cólon sigmoide limitando movimentação de OE</p><p>Náuseas e vômitos</p><p>Evolução >36h = isquemia completa de órgão</p><p>T O R Ç Ã O O V A R I A N A</p><p>TRATAMENTO:</p><p>Distorção via laparoscópica - função ovariana preservada em</p><p>cerca de 88 a 100% dos casos</p><p>Deve-se evitar ao máximo realizar ooferectomia</p><p>QUESTÕES:</p><p>AMRIGS 2019 – em relação à semiologia do abdome agudo vascular, qual o achado mais frequente?</p><p>A. Distensão abdominal;</p><p>B. Hematoquezia;</p><p>C. Início súbito da dor;</p><p>D. Hematêmese;</p><p>UNAERP 2021 – paciente dá entrada em unidade de emergência, com dor abdominal de início agudo, em forte</p><p>intensidade, há cerca de 6 horas. Ao exame físico, apresenta abdome levemente doloroso à palpação, sem</p><p>sinais de irritação peritoneal, RHA diminuídos, com ausculta cardíaca sugerindo fibrilação atrial. O diagnóstico</p><p>mais provável para esse paciente é:</p><p>A. Úlcera perfurada;</p><p>B. Apendicite aguda;</p><p>C. Oclusão intestinal;</p><p>D. Isquemia mesentérica;</p><p>E. Pancreatite aguda;</p><p>UNAERP 2021 – paciente dá entrada em unidade de emergência, com dor abdominal de início agudo, em forte</p><p>intensidade, há cerca de 6 horas. Ao exame físico, apresenta abdome levemente doloroso à palpação, sem</p><p>sinais de irritação peritoneal, RHA diminuídos, com ausculta cardíaca sugerindo fibrilação atrial. O diagnóstico</p><p>mais provável para esse paciente é:</p><p>A. Úlcera perfurada;</p><p>B. Apendicite aguda;</p><p>C. Oclusão intestinal;</p><p>D. Isquemia mesentérica;</p><p>E. Pancreatite aguda;</p><p>AMRIGS 2019 – em relação à semiologia do abdome agudo vascular, qual o achado mais frequente?</p><p>A. Distensão abdominal;</p><p>B. Hematoquezia;</p><p>C. Início súbito da dor;</p><p>D. Hematêmese;</p><p>HSA 2020 – qual a principal causa de abdome agudo vascular:</p><p>A. Trombose da veia mesentérica superior;</p><p>B. Trombose venosa profunda (TVP);</p><p>C. Embolia da artéria mesentérica superior;</p><p>D. Isquemia não oclusiva;</p><p>E. Trombose da artéria mesentérica superior;</p><p>SP - Centro Universitário de Rio Claro - Claretiano 2023 - A colite isquêmica</p><p>é uma doença principalmente observada em:</p><p>A Colón transversal.</p><p>B Ceco</p><p>C Cólon esquerdo.</p><p>D Cólon ascendente.</p><p>HSA 2020 – qual a principal causa de abdome agudo vascular:</p><p>A. Trombose da veia mesentérica superior;</p><p>B. Trombose venosa profunda (TVP);</p><p>C. Embolia da artéria mesentérica superior;</p><p>D. Isquemia não oclusiva;</p><p>E. Trombose da artéria mesentérica superior;</p><p>SP - Centro Universitário de Rio Claro - Claretiano 2023 - A colite isquêmica</p><p>é uma doença principalmente observada em:</p><p>A Colón transversal.</p><p>B Ceco</p><p>C cólon esquerdo.</p><p>D cólon ascendente.</p><p>USP SP 2017: Mulher de 65 anos deu entrada no pronto-socorro com queixa de dor abdominal intensa,</p><p>vômitos fecaloides e abaulamento doloroso em região inguinal direita, que surgiu de forma súbita e evoluiu</p><p>com hiperemia local, conforme ilustrado na figura. O exame físico mostra distensão abdominal e abaulamento</p><p>em região inguinocrural. Toque retal: ampola vazia. (Conforme imagem do caderno de questões). Qual é a</p><p>afirmação correta, a respeito do diagnóstico ou do tratamento desta paciente?</p><p>A) O diagnóstico é hérnia estrangulada da região inguinocrural.</p><p>B) Deve ser feita redução manual da hérnia e seguimento ambulatorial.</p><p>C) O quadro radiológico sugere fortemente obstrução cólica.</p><p>D) A melhor opção inicial é o tratamento clínico, com sondagem gástrica, hidratação, antibiótico antieméticos,</p><p>por via intravenosa, por 48 horas, pelo menos.</p><p>USP SP 2017: Mulher de 65 anos deu entrada no pronto-socorro com queixa de dor abdominal intensa,</p><p>vômitos fecaloides e abaulamento doloroso em região inguinal direita, que surgiu de forma súbita e evoluiu</p><p>com hiperemia local, conforme ilustrado na figura. O exame físico mostra distensão abdominal e abaulamento</p><p>em região inguinocrural. Toque retal: ampola vazia. (Conforme imagem do caderno de questões). Qual é a</p><p>afirmação correta, a respeito do diagnóstico ou do tratamento desta paciente?</p><p>A) O diagnóstico é hérnia estrangulada da região inguinocrural.</p><p>B) Deve ser feita redução manual da hérnia e seguimento ambulatorial.</p><p>C) O quadro radiológico sugere fortemente obstrução cólica.</p><p>D) A melhor opção inicial é o tratamento clínico, com sondagem gástrica, hidratação, antibiótico antieméticos,</p><p>por via intravenosa, por 48 horas, pelo menos.</p><p>CEREM - MS - 2013 Quanto às hérnias da parede abdominal, marque V para verdadeiro, F para falso e assinale</p><p>a alternativa que apresenta a sequência correta, cima para baixo:</p><p>() Hérnia estrangulada é aquela que se insinua e retorna espontaneamente através do anel herniário.</p><p>() Hérnia estrangulada é aquela que apresenta comprometimento da vascularização de seu conteúdo.</p><p>() Hérnia encarcerada pode apresentar-se com conteúdo necrótico ou perfurado.</p><p>() A hérnia inguinal direta tem como causa primordial a passagem pelo anel inguinal.</p><p>() As hénias femorais são mais comuns do que as hérnias inguinais, nas mulheres.</p><p>A ) F, V, F, F, F.</p><p>B) V, F, V, V, V.</p><p>C) F, V, F, V, F.</p><p>D) V, V, V, V, F.</p><p>CEREM - MS - 2013 Quanto às hérnias da parede abdominal, marque V para verdadeiro, F para falso e assinale</p><p>a alternativa que apresenta a sequência correta, cima para baixo:</p><p>() Hérnia estrangulada é aquela que se insinua e retorna espontaneamente através do anel herniário.</p><p>() Hérnia estrangulada é aquela que apresenta comprometimento da vascularização de seu conteúdo.</p><p>() Hérnia encarcerada pode apresentar-se com conteúdo necrótico ou perfurado.</p><p>() A hérnia inguinal direta tem como causa primordial a passagem pelo anel inguinal.</p><p>() As hénias femorais são mais comuns do que as hérnias inguinais, nas mulheres.</p><p>A ) F, V, F, F, F.</p><p>B) V, F, V, V, V.</p><p>C) F, V, F, V, F.</p><p>D) V, V, V, V, F.</p><p>A) Tumor colorretal perfurado</p><p>b) Pancreatite necro-hemorrágica</p><p>C) Pielonefrite obstrutiva por cálculo renal coraliforme</p><p>D) Aneurismo roto de aorta-abdominal</p><p>[HPEV - SP - 2024] Homem de 68 anos de idade foi admitido na unidade de emergência com quadro de dor lombar</p><p>de forte intensidade há 3 horas. Relata que a dor se iniciou enquanto carregava caixas pesadas, chegando a</p><p>apresentar um episódio de síncope durante o início do quadro álgico. Apresenta antecedente pessoal de</p><p>hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia e tabagismo. Ao exame, está em regular estado geral, descorado (2+/4+),</p><p>FC 110 bpm e PA</p><p>160×100mmHg. O abdome é plano, doloroso à palpação em mesogástrio flanco esquerdo, com plastrão palpável</p><p>nessas regiões. Sem alterações ao exame cardiopulmonar. Exames laboratoriais revelaram: Hb 9,0g/dL; leuco:</p><p>9.000/mm3;</p><p>Cr: 2,6 mg/dL e Ur: 100 mg/dL. Foi submetido a tomografia de abdome, que pode ser vista nas imagens a seguir:</p><p>Qual é o diagnóstico?</p><p>A) Tumor colorretal perfurado</p><p>b) Pancreatite necro-hemorrágica</p><p>C) Pielonefrite obstrutiva por cálculo renal coraliforme</p><p>D) Aneurismo roto de aorta-abdominal</p><p>[HPEV - SP - 2024] Homem de 68 anos de idade foi admitido na unidade de emergência com quadro de dor lombar</p><p>de forte intensidade há 3 horas. Relata que a dor se iniciou enquanto carregava caixas pesadas, chegando a</p><p>apresentar um episódio de síncope durante o início do quadro álgico. Apresenta antecedente pessoal de</p><p>hipertensão arterial sistêmica, dislipidemia e tabagismo. Ao exame, está em regular estado geral, descorado (2+/4+),</p><p>FC 110 bpm e PA</p><p>160×100mmHg. O abdome é plano, doloroso à palpação em mesogástrio flanco esquerdo, com plastrão palpável</p><p>nessas regiões. Sem alterações ao exame cardiopulmonar. Exames laboratoriais revelaram: Hb 9,0g/dL; leuco:</p><p>9.000/mm3;</p><p>Cr: 2,6 mg/dL e Ur: 100 mg/dL. Foi submetido a tomografia de abdome, que pode ser vista nas imagens a seguir:</p><p>Qual é o diagnóstico?</p><p>[НСРА - RS - 2019] Paciente de 62 anos foi encaminhado à Emergência por quadro de intensa dor periumbilical</p><p>(9/10), iniciado há menos de 2 horas. Referiu colecistectomia por técnica aberta há 12 anos, correção de hérnia</p><p>inguinal há 3 anos e episódios frequentes de palpitação no último ano. Encontrava-se sudorético e com pressão</p><p>arterial de 150/90 mmHg. Ao exame físico, havia ruídos hidroaéreos e o abdômen estava flácido à palpação. A</p><p>ausculta do precórdio revelou ritmo irregular. Qual o diagnóstico mais provável?</p><p>A) Diverticulite perfurada de sigmoide</p><p>B) Embolia mesentérica</p><p>C) Obstrução instestinal por bridas</p><p>D) Quadro inicial de apendicite</p><p>E) Úlcera perfurada</p><p>[НСРА - RS - 2019] Paciente de 62 anos foi encaminhado à Emergência por quadro de intensa dor periumbilical</p><p>(9/10), iniciado há menos de 2 horas. Referiu colecistectomia por técnica aberta há 12 anos, correção de hérnia</p><p>inguinal há 3 anos e episódios frequentes de palpitação no último ano. Encontrava-se sudorético e com pressão</p><p>arterial de 150/90 mmHg. Ao exame físico, havia ruídos hidroaéreos e o abdômen estava flácido à palpação. A</p><p>ausculta do precórdio revelou ritmo irregular. Qual o diagnóstico mais provável?</p><p>A) Diverticulite perfurada de sigmoide</p><p>B) Embolia mesentérica</p><p>C) Obstrução instestinal por bridas</p><p>D) Quadro inicial de apendicite</p><p>E) Úlcera perfurada</p><p>[FHSTE - RS - 2021] Paciente de 65 anos, com antecedentes de diabetes, hipertensão, portador de fibrilação atrial</p><p>crônica e revascularização miocárdica, foi trazido para emergência com queixa de dor abdominal intensa iniciada</p><p>hámenos de 1 hora. Ao exame, estava corado, afebril, porém hipotenso e taquicárdico, com abdome difusamente</p><p>doloroso, mas sem sinais de peritonismo ou massas abdominais. Os exames laboratoriais revelam discreta</p><p>leucocitose e acidose metabólica. Qual é o diagnóstico mais provável?</p><p>A) ruptura de aneurisma de aorta</p><p>B isquemia mesentérica</p><p>C) úlcera péptica perfurada</p><p>D)Apendicite rota</p><p>[FHSTE - RS - 2021] Paciente de 65 anos, com antecedentes de diabetes, hipertensão, portador de fibrilação atrial</p><p>crônica e revascularização miocárdica, foi trazido para emergência com queixa de dor abdominal intensa iniciada</p><p>hámenos de 1 hora. Ao exame, estava corado, afebril, porém hipotenso e taquicárdico, com abdome difusamente</p><p>doloroso, mas sem sinais de peritonismo ou massas abdominais. Os exames laboratoriais revelam discreta</p><p>leucocitose e acidose metabólica. Qual é o diagnóstico mais provável?</p><p>A) ruptura de aneurisma de aorta</p><p>B isquemia mesentérica</p><p>C) úlcera péptica perfurada</p><p>D)Apendicite rota</p><p>Referências:</p><p>ASA NAYAFANA. Irreducible Incisional Hernia1.</p><p>AHMED M, 2021; MEHDORN M, 20232.</p><p>NOMI NAVAS-CAMPO R, et al., 2020; TIAN Y, et al., 20233.</p><p>KERZMANN A, et al., 2018; KUHN F, et al., 20204.</p><p>ESTLER A, et al., 20225.</p><p>SELIM M, et al., 20216.</p><p>Endovascular treatment of iatrogenic acute</p><p>mesenteric ischemia J. Vasc. Bras. 12 (2) • Jun 2013)</p><p>7.</p><p>Sabiston Tratado de Cirurgia: A Base Biológica da</p><p>Prática Cirúrgica Moderna. 19. ed. Rio de Janeiro:</p><p>Elsevier; 2014</p><p>8.</p><p>Risk factors for inguinal hernia in women: a case-control</p><p>study. The Coala Trial Group. Am J Epidemiol. 1997</p><p>9.</p><p>EMERGÊNCIA GASTROINTESTINAL: RELATO DE CASO</p><p>SOBRE HÉRNIA INGUINAL ESTRANGULADA EM PACIENTE</p><p>IDOSO." Anais do Congresso Regional de Emergências</p><p>Médicas (CREMED-CO). No. 03. 2019.)</p><p>10.</p><p>Barbagelatta M. Anatomic-pathologic diagnosis of</p><p>ischemic colitis. J Chir 1997</p><p>11.</p><p>Referências:</p><p>12. (Washington C., Carmichael J. Management of Ischemic</p><p>Colitis. Clin Colon Rectal Surg 2012)</p><p>13. alinier P,Carfagna L,Delsol M,Ballouhey Q,Lemasson F,Le</p><p>Man- dat A,et al.Ovarian torsion.Management and ovarian</p><p>prognosis: report of 45 cases.J Pediatr Surg.2009</p><p>Sep;44(9):1759-65.</p><p>14. Nizar K, Deutsch M, Filmer S, Weizman B, Beloosesky R,</p><p>Weiner Z. Doppler studies of the ovarian Venous blood flow in</p><p>the diag- nosis of adnexal torsion.J Clin Ultrasound.2009</p><p>Oct;37(8):436-9.</p><p>OBRIGADA</p>

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