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Uma mulher de 72 anos, com antecedentes de hipertensão arterial e fibrilação atrial crônica (em uso irregular de varfarina), é trazida à emergência com queixa de dor abdominal súbita e excruciante há 4 horas. Refere dois episódios de vômitos desde o início do quadro. Exame físico: Sinais vitais: PA 130/80 mmHg, FC 112 bpm (ritmo irregular), FR 22 irpm, Temperatura 36,8 °C. Abdome: Levemente distendido, ruídos hidroaéreos diminuídos. À palpação, o abdome encontra-se flácido, sem massas e sem sinais de irritação peritoneal (descompressão brusca negativa), apesar da paciente demonstrar sofrimento intenso e gritar de dor durante o exame. Laboratório: Leucocitose (16.000/mm³ com desvio à esquerda), Lactato sérico de 4,5 mmol/L (Ref: < 2,0) e pH arterial de 7,28.
Qual a principal hipótese diagnóstica e a conduta imediata?
A) Isquemia Colônica (Colite Isquêmica); realizar colonoscopia de urgência para avaliar viabilidade da mucosa e iniciar antibioticoterapia.
B) Embolia da Artéria Mesentérica Superior; realizar Angiotomografia de abdome e programar embolectomia cirúrgica com avaliação de alças.
C) Isquemia Mesentérica Crônica agudizada; iniciar infusão de vasodilatadores (papaverina) por cateterismo e manter observação clínica em UTI.
D) Perfuração de Úlcera Peptica; realizar Radiografia de Tórax e Abdome para pesquisar pneumoperitônio e indicar laparotomia de urgência.
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CuriosidadesGerais

há 3 semanas

Respostas

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há 3 semanas

Analisando o caso: - Mulher de 72 anos com fibrilação atrial crônica em uso irregular de varfarina (risco de embolia). - Dor abdominal súbita e intensa, vômitos, abdome flácido sem sinais claros de peritonite, mas com sofrimento intenso. - Leucocitose, lactato elevado e acidose (pH 7,28) indicam isquemia e possível necrose tecidual. - Fibrilação atrial e dor abdominal súbita sugerem fortemente embolia da artéria mesentérica superior, que causa isquemia mesentérica aguda. Conduta imediata: confirmar diagnóstico com angiotomografia de abdome e programar embolectomia cirúrgica para remover o êmbolo e avaliar viabilidade intestinal. Portanto, a alternativa correta é: B) Embolia da Artéria Mesentérica Superior; realizar Angiotomografia de abdome e programar embolectomia cirúrgica com avaliação de alças.

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Um menino de 9 anos, com diagnóstico prévio de asma brônquica, é levado à Unidade de Emergência com quadro de dispneia intensa e "chiado" iniciado há 4 horas. A mãe relata que utilizou três jatos de salbutamol em casa, sem melhora. Ao exame físico, o paciente apresenta-se agitado, sentado e encurvado para frente. Consegue responder às perguntas do médico utilizando apenas palavras isoladas. Dados vitais e exame segmentar: Frequência Respiratória: 38 irpm; Frequência Cardíaca: 135 bpm; Saturação de O2 (SpO2 ): 89% em ar ambiente; Musculatura acessória: Presença de tiragem intercostal e fúrcula evidentes.
Considerando os critérios de classificação e o protocolo de tratamento apresentados nos anexos, qual é a classificação da crise e a conduta imediata correta?
A) Exacerbação Leve a Moderada; administrar 4 a 10 puffs de SABA (Salbutamol) a cada 20 minutos por 1 hora e considerar corticoide sistêmico se não houver resposta plena.
B) Exacerbação Grave; iniciar oxigenioterapia para manter SpO2 ≥94%, administrar 4 a 10 puffs de SABA associado ao Brometo de Ipratrópio e prescrever Corticoide Sistêmico na admissão.
C) Exacerbação Grave; indicar imediatamente Intubação Orotraqueal e ventilação mecânica, visto que o rebaixamento do nível de consciência e a SpO2 <90% indicam falência respiratória iminente.
D) Exacerbação Leve a Moderada; realizar nebulização com Soro Fisiológico a 3% e Adrenalina, visando reduzir o edema de mucosa, associado à Dexametasona intramuscular.

Uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde devido à ausência de menstruação há 9 meses. Relata que a menarca ocorreu aos 12 anos e que possuía ciclos regulares até o início do quadro. Nega galactorreia, alterações visuais, perda de peso acentuada ou prática de exercícios extenuantes. No histórico médico, nega cirurgias uterinas (curetagens) ou infecções pélvicas. Ao exame físico: mamas e genitália externa com desenvolvimento normal (Tanner M5P5); IMC de 23 kg/m ². Resultados da investigação inicial: Beta-hCG: Negativo. TSH e Prolactina: Normais. Teste da Progesterona (Medroxiprogesterona 10mg/dia por 10 dias): Ausência de sangramento. Teste do Estrogênio + Progesterona: Presença de sangramento após a interrupção. Dosagem de FSH: 62 mUI/mL (Referência: 2 a 10 mUI/mL na fase folicular). Cariótipo: 46,XX. Ultrassonografia Transvaginal: Útero de volume normal; ovários de volume normal apresentando diversos folículos primordiais e antrais pequenos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
A) Síndrome de Asherman; visto que a falha no teste da progesterona confirma a presença de sinéquias uterinas obliterantes, independentemente do resultado do teste combinado.
B) Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) por depleção folicular; caracterizada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico e falência na resposta aos testes hormonais.
C) Síndrome de Savage (Síndrome dos Ovários Resistentes); pois a paciente apresenta cariótipo normal, níveis elevados de gonadotrofinas e presença de folículos à ultrassonografia, indicando resistência periférica aos receptores de FSH/LH.
D) Amenorreia Hipotalâmica Funcional; justificada pela falha no teste da progesterona, embora os níveis de FSH devessem estar baixos ou inapropriadamente normais.

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