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Um menino de 4 anos é levado pela mãe à Unidade Básica de Saúde com quadro de tosse produtiva e febre alta (39,2 °C) há 3 dias. A mãe relata que hoje a criança passou a "respirar mais rápido" e está mais caidinha. Ao exame físico: paciente em regular estado geral, corado, hidratado e febril. Dados vitais: Frequência Respiratória: 44 irpm; Frequência Cardíaca: 110 bpm; Saturação de O2 : 95% em ar ambiente. Ausculta pulmonar: Presença de estertores finos localizados em base de hemitórax direito. Ausência de sibilos ou estridor. Não há tiragem subcostal ou batimento de asa de nariz. De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde e os dados da tabela em anexo,
qual é o diagnóstico e a conduta correta?
A) Crise de Asma Aguda; iniciar uso de Salbutamol via inalatória (com espaçador) e prescrever ciclo curto de corticoide sistêmico (Prednisolona).
B) Bronquiolite Viral Aguda; indicar internação hospitalar para suporte com oxigênio e higiene nasal, visto que a frequência respiratória está elevada para a idade.
C) Crupe Viral (Laringite); administrar Dexametasona (0,6 mg/kg) por via oral em dose única e realizar nebulização com adrenalina se houver estridor em repouso.
D) Pneumonia Bacteriana; iniciar tratamento ambulatorial com Amoxicilina oral (50 mg/kg/dia) e orientar retorno para reavaliação em 48-72 horas.
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CuriosidadesGerais

há 4 meses

Respostas

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há 4 meses

Vamos analisar os dados do caso: - Menino de 4 anos com tosse produtiva e febre alta há 3 dias. - Passou a respirar mais rápido e está mais "caidinho". - Frequência respiratória: 44 irpm (elevada para a idade). - Saturação de O2: 95% (normal). - Ausculta: estertores finos na base do hemitórax direito, sem sibilos ou estridor. - Sem sinais de dificuldade respiratória grave (sem tiragem ou batimento de asa de nariz). Análise das alternativas: A) Crise de Asma Aguda: geralmente apresenta sibilos e dificuldade respiratória, o que não foi descrito. B) Bronquiolite Viral Aguda: ocorre em crianças menores (geralmente <2 anos), com sibilos e dificuldade respiratória mais intensa. C) Crupe Viral (Laringite): caracteriza-se por estridor, tosse "latida" e rouquidão, que não foram relatados. D) Pneumonia Bacteriana: tosse produtiva, febre alta, estertores localizados e taquipneia são compatíveis. O tratamento ambulatorial com Amoxicilina oral é indicado para casos sem sinais de gravidade. Portanto, a resposta correta é: D) Pneumonia Bacteriana; iniciar tratamento ambulatorial com Amoxicilina oral (50 mg/kg/dia) e orientar retorno para reavaliação em 48-72 horas.

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Um menino de 9 anos, com diagnóstico prévio de asma brônquica, é levado à Unidade de Emergência com quadro de dispneia intensa e "chiado" iniciado há 4 horas. A mãe relata que utilizou três jatos de salbutamol em casa, sem melhora. Ao exame físico, o paciente apresenta-se agitado, sentado e encurvado para frente. Consegue responder às perguntas do médico utilizando apenas palavras isoladas. Dados vitais e exame segmentar: Frequência Respiratória: 38 irpm; Frequência Cardíaca: 135 bpm; Saturação de O2 (SpO2 ): 89% em ar ambiente; Musculatura acessória: Presença de tiragem intercostal e fúrcula evidentes.
Considerando os critérios de classificação e o protocolo de tratamento apresentados nos anexos, qual é a classificação da crise e a conduta imediata correta?
A) Exacerbação Leve a Moderada; administrar 4 a 10 puffs de SABA (Salbutamol) a cada 20 minutos por 1 hora e considerar corticoide sistêmico se não houver resposta plena.
B) Exacerbação Grave; iniciar oxigenioterapia para manter SpO2 ≥94%, administrar 4 a 10 puffs de SABA associado ao Brometo de Ipratrópio e prescrever Corticoide Sistêmico na admissão.
C) Exacerbação Grave; indicar imediatamente Intubação Orotraqueal e ventilação mecânica, visto que o rebaixamento do nível de consciência e a SpO2 <90% indicam falência respiratória iminente.
D) Exacerbação Leve a Moderada; realizar nebulização com Soro Fisiológico a 3% e Adrenalina, visando reduzir o edema de mucosa, associado à Dexametasona intramuscular.

Uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde devido à ausência de menstruação há 9 meses. Relata que a menarca ocorreu aos 12 anos e que possuía ciclos regulares até o início do quadro. Nega galactorreia, alterações visuais, perda de peso acentuada ou prática de exercícios extenuantes. No histórico médico, nega cirurgias uterinas (curetagens) ou infecções pélvicas. Ao exame físico: mamas e genitália externa com desenvolvimento normal (Tanner M5P5); IMC de 23 kg/m ². Resultados da investigação inicial: Beta-hCG: Negativo. TSH e Prolactina: Normais. Teste da Progesterona (Medroxiprogesterona 10mg/dia por 10 dias): Ausência de sangramento. Teste do Estrogênio + Progesterona: Presença de sangramento após a interrupção. Dosagem de FSH: 62 mUI/mL (Referência: 2 a 10 mUI/mL na fase folicular). Cariótipo: 46,XX. Ultrassonografia Transvaginal: Útero de volume normal; ovários de volume normal apresentando diversos folículos primordiais e antrais pequenos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
A) Síndrome de Asherman; visto que a falha no teste da progesterona confirma a presença de sinéquias uterinas obliterantes, independentemente do resultado do teste combinado.
B) Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) por depleção folicular; caracterizada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico e falência na resposta aos testes hormonais.
C) Síndrome de Savage (Síndrome dos Ovários Resistentes); pois a paciente apresenta cariótipo normal, níveis elevados de gonadotrofinas e presença de folículos à ultrassonografia, indicando resistência periférica aos receptores de FSH/LH.
D) Amenorreia Hipotalâmica Funcional; justificada pela falha no teste da progesterona, embora os níveis de FSH devessem estar baixos ou inapropriadamente normais.

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