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Um homem de 58 anos, com antecedente de cirurgia para correção de hérnia incisional há 5 anos, procura o pronto-atendimento com queixa de dor abdominal em cólica, náuseas e episódios de vômitos biliosos há 24 horas. Refere que, desde o início do quadro, não consegue eliminar flatos ou fezes. Ao exame físico, o abdome apresenta-se distendido, com ruídos hidroaéreos aumentados e timbre metálico. A percussão é timpânica e não há sinais de irritação peritoneal. A rotina radiológica para abdome agudo evidenciou: distensão de alças localizadas centralmente, presença de níveis hidroaéreos em diversos patamares e imagem de "empilhamento de moedas". Não foi observado ar na ampola retal.
Com base no quadro clínico e nos achados radiológicos, qual o diagnóstico e a conduta inicial correta?
A) Obstrução intestinal baixa; o achado de "empilhamento de moedas" é característico de volvo de sigmoide, devendo-se realizar descompressão endoscópica de urgência.
B) Obstrução intestinal alta; a principal causa em pacientes com cirurgia prévia são as bridas (aderências), e a conduta inicial inclui jejum, hidratação venosa e passagem de sonda nasogástrica para descompressão.
C) Íleo paralítico (funcional); a presença de níveis hidroaéreos e distensão central indica apenas lentidão do trânsito, sendo indicado o uso imediato de procinéticos e dieta rica em resíduos.
D) Obstrução intestinal baixa; a ausência de ar no reto e o "empilhamento de moedas" sugerem neoplasia de cólon esquerdo (sinal da maçã mordida), sendo mandatória a laparotomia imediata.
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Analisando o caso: - Homem com antecedente de cirurgia abdominal (correção de hérnia incisional), fator de risco para aderências (bridas). - Quadro de dor abdominal em cólica, náuseas, vômitos biliosos, ausência de eliminação de flatos e fezes. - Exame físico: abdome distendido, ruídos hidroaéreos aumentados, timpanismo, sem sinais de peritonite. - Radiografia: distensão de alças centrais, níveis hidroaéreos em vários patamares, imagem de "empilhamento de moedas", ausência de ar na ampola retal. Esses achados são típicos de obstrução intestinal alta causada por aderências (bridas), comum em pacientes com cirurgias prévias. Conduta inicial correta: jejum, hidratação venosa e passagem de sonda nasogástrica para descompressão. Portanto, a alternativa correta é: B) Obstrução intestinal alta; a principal causa em pacientes com cirurgia prévia são as bridas (aderências), e a conduta inicial inclui jejum, hidratação venosa e passagem de sonda nasogástrica para descompressão.

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Um menino de 9 anos, com diagnóstico prévio de asma brônquica, é levado à Unidade de Emergência com quadro de dispneia intensa e "chiado" iniciado há 4 horas. A mãe relata que utilizou três jatos de salbutamol em casa, sem melhora. Ao exame físico, o paciente apresenta-se agitado, sentado e encurvado para frente. Consegue responder às perguntas do médico utilizando apenas palavras isoladas. Dados vitais e exame segmentar: Frequência Respiratória: 38 irpm; Frequência Cardíaca: 135 bpm; Saturação de O2 (SpO2 ): 89% em ar ambiente; Musculatura acessória: Presença de tiragem intercostal e fúrcula evidentes.
Considerando os critérios de classificação e o protocolo de tratamento apresentados nos anexos, qual é a classificação da crise e a conduta imediata correta?
A) Exacerbação Leve a Moderada; administrar 4 a 10 puffs de SABA (Salbutamol) a cada 20 minutos por 1 hora e considerar corticoide sistêmico se não houver resposta plena.
B) Exacerbação Grave; iniciar oxigenioterapia para manter SpO2 ≥94%, administrar 4 a 10 puffs de SABA associado ao Brometo de Ipratrópio e prescrever Corticoide Sistêmico na admissão.
C) Exacerbação Grave; indicar imediatamente Intubação Orotraqueal e ventilação mecânica, visto que o rebaixamento do nível de consciência e a SpO2 <90% indicam falência respiratória iminente.
D) Exacerbação Leve a Moderada; realizar nebulização com Soro Fisiológico a 3% e Adrenalina, visando reduzir o edema de mucosa, associado à Dexametasona intramuscular.

Uma mulher de 27 anos procura a Unidade Básica de Saúde devido à ausência de menstruação há 9 meses. Relata que a menarca ocorreu aos 12 anos e que possuía ciclos regulares até o início do quadro. Nega galactorreia, alterações visuais, perda de peso acentuada ou prática de exercícios extenuantes. No histórico médico, nega cirurgias uterinas (curetagens) ou infecções pélvicas. Ao exame físico: mamas e genitália externa com desenvolvimento normal (Tanner M5P5); IMC de 23 kg/m ². Resultados da investigação inicial: Beta-hCG: Negativo. TSH e Prolactina: Normais. Teste da Progesterona (Medroxiprogesterona 10mg/dia por 10 dias): Ausência de sangramento. Teste do Estrogênio + Progesterona: Presença de sangramento após a interrupção. Dosagem de FSH: 62 mUI/mL (Referência: 2 a 10 mUI/mL na fase folicular). Cariótipo: 46,XX. Ultrassonografia Transvaginal: Útero de volume normal; ovários de volume normal apresentando diversos folículos primordiais e antrais pequenos.
Qual é o diagnóstico mais provável?
A) Síndrome de Asherman; visto que a falha no teste da progesterona confirma a presença de sinéquias uterinas obliterantes, independentemente do resultado do teste combinado.
B) Insuficiência Ovariana Prematura (IOP) por depleção folicular; caracterizada pelo hipogonadismo hipergonadotrófico e falência na resposta aos testes hormonais.
C) Síndrome de Savage (Síndrome dos Ovários Resistentes); pois a paciente apresenta cariótipo normal, níveis elevados de gonadotrofinas e presença de folículos à ultrassonografia, indicando resistência periférica aos receptores de FSH/LH.
D) Amenorreia Hipotalâmica Funcional; justificada pela falha no teste da progesterona, embora os níveis de FSH devessem estar baixos ou inapropriadamente normais.

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