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<p>FUNDAMENTOS DA ORIENTAÇÃO ESCOLAR</p><p>2</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a2</p><p>Faculdade de Minas</p><p>1 – INTRODUÇÃO...........................................................................................4</p><p>2 – ORIGEM EVOLUÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO DA ORIENTAÇÃO</p><p>EDUCACIONAL NO BRASIL.....................................................................................6</p><p>3 – ORIENTADOR EDUCACIONAL E OS ALUNOS: A CRIAÇÃO DE</p><p>ESPAÇOS DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL E EXERCICIOS DA CIDADANIA ...........17</p><p>4 – O PAPEL DO ORIENTADOR EDUCACIONAL NA EDUCAÇÃO</p><p>INCLUSIVA ...............................................................................................................20</p><p>5 – O ORIENTADOR EDUCACIONAL E A COMUNIDADE: O</p><p>CONHECIMENTO DO CONTEXTO LOCAL.............................................................27</p><p>BIBLIOGRAFIA ..............................................................................................36</p><p>3</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a3</p><p>Faculdade de Minas NOSSA HISTÓRIA</p><p>A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho de</p><p>um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de cursos de</p><p>Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma entidade capaz</p><p>de oferecer serviços educacionais em nível superior.</p><p>O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de</p><p>conhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a</p><p>participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na sua</p><p>formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos</p><p>científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade,</p><p>transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de</p><p>publicações e/ou outras normas de comunicação.</p><p>Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura, de</p><p>forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir uma</p><p>base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, excelência no</p><p>atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar o espaço de</p><p>uma das instituições modelo no país na oferta de cursos de qualidade.</p><p>4</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a4</p><p>Faculdade de Minas</p><p>1 – INTRODUÇÃO</p><p>A busca pela formação integral do estudante, a integração de toda a comunidade</p><p>escolar no processo educacional do sujeito, caracteriza a amplitude do orientador</p><p>educacional. Consideramos a definição de Martins (1984) para o serviço de</p><p>Orientação Educacional, no qual se insere o Orientador Educacional:</p><p>A Orientação Educacional (OE) é um processo organizado e permanente que existe</p><p>na escola. Ela busca a formação integral dos educandos (este processo é apreciado</p><p>em todos os seus aspectos, tido como capaz de aperfeiçoamento e realização),</p><p>através de conhecimentos científicos e métodos técnicos. A Orientação Educacional</p><p>é um sistema em que se dá através da relação de ajuda entre Orientador, aluno e</p><p>demais segmentos da escola; resultado de uma relação entre pessoas, realizada de</p><p>maneira organizada que acaba por despertar no educando oportunidades para</p><p>amadurecer, fazer escolhas, se auto conhecer e assumir responsabilidades.</p><p>(MARTINS, 1984, p. 97).</p><p>Valorizar a humanização do sujeito e abrir espaço para sua autonomia são ações</p><p>fundamentais no processo da educação. Martins (1999) define a importância do</p><p>professor e traça uma postura adequada para sua função:</p><p>O educador é, sem dúvida, o elemento fundamental da comunidade educativa, pois</p><p>desempenha a missão de formar a alma do educando. Em função disso, não pode</p><p>limitar-se a um mero transmissor de conhecimento ou a ser apenas alguém que faz</p><p>da educação um meio de ganhar a vida. Antes disso, o educador deve irradiar</p><p>entusiasmo, vibrando com a ação educativa. (MARTINS, 1999, p. 136).</p><p>O Orientador Educacional está inserido em um contexto diário de conflitos escolares.</p><p>Consideramos que além da busca por garantir a efetiva aprendizagem do currículo</p><p>disciplinar da qual o aluno necessita, precisa construir uma adequada rede de</p><p>relações sociais. O Orientador, na medida do possível, deve favorecer a segurança</p><p>5</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a5</p><p>Faculdade de Minas</p><p>emocional de alunos e professores, promover o compromisso dos pais com a</p><p>educação dos filhos, conduzir olhares e ações diferenciadas dos professores,</p><p>resgatar o espírito de cooperação e ajuda das pessoas diretamente responsáveis pela</p><p>construção do sujeito.</p><p>Assim, Coll (2004) enfatiza que o ideal seria ampliar a rede de apoio. É na escola que</p><p>se manifestam os conflitos, porém é preciso que nela existam programas formais de</p><p>intervenção com as famílias, tendo a sociedade de ações preventivas: Uma proposta</p><p>preventiva globalizada não deveria centrar-se somente no âmbito escolar, mas teria</p><p>de incidir também no contexto social. Por essa razão, as políticas sociais que reduzem</p><p>as condições de risco (pobreza, clima de violência) e incentivam fatores geradores de</p><p>bem-estar (serviços de saúde, trabalho, proteção social, moradia digna) têm uma</p><p>relação positiva no âmbito educativo. (COLL, 2004, p. 125).</p><p>Segundo Lück (1994) o Orientador Educacional tem como ponto de vista a educação</p><p>que consegue associar conhecimento, habilidades e sentimentos na ação docente e</p><p>no currículo. Aquela que equilibra tanto as necessidades individuais quanto as do</p><p>grupo e da instituição. O Orientador, tendo a mediação entre professor e aluno como</p><p>seu principal papel, deve se fazer perceber com a articulação, com o engajamento</p><p>necessário entre o real e o desejado, com a contribuição para a organização,</p><p>dinamização e o sucesso do processo educativo. Não pode ser ouvinte passivo das</p><p>queixas dos professores, nem apontador dos conflitos familiares como causadores do</p><p>insucesso na educação. A ação do Orientador Educacional precisa resgatar a</p><p>capacidade de os professores enxergarem além do aluno-número, mas sim fazê-los</p><p>observar que recorrentes fracassos de um aluno não o caracterizam como um</p><p>incapaz. O Orientador pode promover um clima sócio afetivo com trabalhos</p><p>voluntários, práticas solidárias que transformam os envolvidos, mostrando-lhes a</p><p>possibilidade de construir uma vida produtiva em prol do outro.</p><p>6</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a6</p><p>Faculdade de Minas</p><p>2 - ORIGEM, EVOLUÇÃO E CONTEXTUALIZAÇÃO DA</p><p>ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL NO BRASIL.</p><p>A Revolução Industrial retirou muitos adultos de seus lares, afastando-os do cuidado</p><p>pessoal dos seus filhos. Com isso, os filhos, passaram a ser cuidados por terceiros.</p><p>Como a grande parte da população adulta se encontrava também ocupava nas</p><p>incipientes indústrias, a solução foi agrupar os educandos, em números cada vez</p><p>maiores, em instituições formais e especializadas, para que os pais pudessem se</p><p>dedicar às novas formas de trabalho, em novos locais.</p><p>Outro movimento importante, que teve início nos EUA a partir de 1890 e que foi se</p><p>intensificando naquele país até a década de 1930, foi a implantação da educação</p><p>7</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a7</p><p>Faculdade de Minas</p><p>compulsória para todas as crianças. Esse movimento, que teria tido como uma das</p><p>suas causas a intensa imigração por que passou aquele país, bem como a inserção</p><p>das crianças na vida urbana, levou uma crescente preocupação com a proteção da</p><p>população infantil. Tal preocupação teve como resultado prático a promulgação de</p><p>leis sobre o trabalho infantil e a inserção obrigatória das crianças na educação formal;</p><p>na teoria deu ensejo ao desenvolvimento</p><p>de um novo ramo da Psicologia, a Psicologia</p><p>da Criança.</p><p>A consequência disso: necessidade de as escolas aumentarem sobremaneira o</p><p>número de alunos admitidos, bem como se prepararem para atender a uma</p><p>população bastante heterogênica, em termos de etnia, de classe socioeconômica, de</p><p>saúde física e também mental.</p><p>Com toda essa mudança, houve também a necessidade da existência nas escolas de</p><p>especialistas para trabalhar com os professores e na assistência aos alunos,</p><p>assistência essa que não se limitaria à área da saúde física, que poderia ser cuidada</p><p>fora os estabelecimentos de ensino.</p><p>Assim, tinha a opção de se contar com um psicólogo escolar que, dada sua formação,</p><p>mais de psicólogo que de pedagogo, se concentraria apenas nos alunos com</p><p>problemas psíquicos, aplicaria testes para detectar aqueles alunos que precisariam</p><p>de tratamento e de atendimento psicológico e detectaria alunos com necessidades</p><p>especiais, provendo, quando necessário, tratamento psicológico.</p><p>Em primeira instância, o levantamento de alunos que aparentemente teriam</p><p>problemas psicológicos poderia ser realizado por um educador especializado – por</p><p>um OE ou por um serviço de OE , conforme o tamanho de cada escola.</p><p>Esse OE seria responsável também por diferentes aspectos da vida escolar, como</p><p>os relacionamentos entre alunos e destes com a escola, com os professores e demais</p><p>funcionários, trataria ainda com os pais dos alunos, exercendo várias outras funções.</p><p>Embora a educação, desde muito tempo, sempre pressupusesse orientação, de tal</p><p>forma que, por estarem ambas intimamente associadas, ficaria difícil nessa época,</p><p>separar uma da outra ou diferenciá-las, a OE apenas surgiria, formalmente e no</p><p>8</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a8</p><p>Faculdade de Minas</p><p>ambiente escolar após e por causa da Revolução Industrial. Nessa época, caberia à</p><p>OE, treinar alunos para as novas formas de trabalho.</p><p>A OE, com essas novas finalidades de orientação vocacional e profissional, teve</p><p>início apenas em fins do século XIX. Ela surgiu primeiramente em São Francisco e</p><p>em Boston, nos EUA, e a seguir na França, estendendo-se mais tarde a outros países,</p><p>inclusive ao Brasil.</p><p>Como o início da OE formal confunde-se com o da OV, pode-se dizer que ela teve</p><p>suas raízes históricas com Frank Parsons, que, no início da primeira década do século</p><p>XX, apresentou uma teoria para a OV, teria essa que viria a se tornar clássica.</p><p>Segundo essa teoria, caberia à OV a tarefa de colocar o “homem certo na função</p><p>certa”. A teoria de Parsons não só se tornou bastante conhecida e difundida, como</p><p>também iria influenciar sobremaneira, e por muito tempo, a condução da OV e, por</p><p>conseguinte, a da própria OE, com ela confundida.</p><p>Para que a gente possa compreender o porquê e como se transformou a OE naquilo</p><p>que sabemos hoje, faz-se necessário resgatar seu histórico, acentuando as</p><p>transformações e a evolução histórica por ela sofrida.</p><p>Em um primeiro momento, ela assumiu um caráter totalmente pragmático,</p><p>confundindo-se com uma OV exercida em um ambiente escolar.</p><p>Em um segundo momento, ela assumiu caráter terapêutico ou corretivo. Como a</p><p>escola, pelo menos a pública, graças à Rev. Industrial e ao movimento de</p><p>escolarização compulsória, fora obrigada a abrir suas portas a todos e qualquer tipo</p><p>de aluno, começaram a despontar nela vários alunos que não se adaptavam a ela</p><p>e/ou que não conseguiam acompanhar seu nível de exigência. Passou, então, a ser</p><p>atribuída à OE a responsabilidade do esforço para o tratamento desses alunos,</p><p>visando adaptá-los ao novo ambiente escolar.</p><p>Com o crescimento do número de alunos e como começaram a surgir problemas de</p><p>comportamento inadequados semelhantes em vários deles, a OE passou de um</p><p>tratamento individualizado, de um ou de poucos alunos por vez, para outros tipos de</p><p>9</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a9</p><p>Faculdade de Minas</p><p>estratégias mais adequadas a grupos de alunos, dentre outras, reuniões e palestras</p><p>para alunos e para os seus responsáveis, para tratar de problemas recorrentes.</p><p>Ou seja: nesse segundo momento, a OE teve finalidade terapêutica.</p><p>Já no terceiro momento, a OE passou a ter caráter não mais apenas remediativo, mas</p><p>também preventivo. Percebeu-se que não só seria necessário como também mais</p><p>eficaz prevenir comportamentos indesejáveis do que esperar que se manifestassem</p><p>para, depois, corrigi-los.</p><p>Estimados estudantes! Esse item da nossa aula diz respeito a legislação vinculada à</p><p>profissão de Orientador Educacional e em função disso, passa a ter suma importância</p><p>para nossos estudos. Então, mãos à obra!</p><p>Foi em 1942 que a OE apareceu pela primeira vez, mencionada na legislação federal</p><p>brasileira. Ela se encontra nas chamadas Leis Orgânicas do Ensino, criadas para</p><p>cada uma das diferentes modalidades do ensino secundário existentes na ocasião.</p><p>Isto é, o ensino industrial, o secundário, o comercial e o agrícola. De acordo com tais</p><p>leis, tornava-se obrigatória a existência da OE nas escolas de ensino secundário</p><p>brasileiras, tendo sido o Brasil o primeiros pais no mundo a conter, em sua legislação,</p><p>tal obrigatoriedade. Infelizmente, entretanto, a ela não correspondeu a real</p><p>implantação da OE nas nossas escolas. Uma série de circunstâncias contribuiu para</p><p>essa situação. Entre elas, certamente, a falta de profissionais aptos para o</p><p>preenchimento das vagas que seriam abertas, por força e para o atendimento da</p><p>legislação.</p><p>A OE que aparece na legislação do ano de 1942 era restrita ao ensino médio, nas</p><p>suas diferentes modalidades. Esse fato deve ter ocorrido como resquício do caráter</p><p>de natureza profissionalizante que a OE teve nas suas origens. Nessas Leis</p><p>Orgânicas do Ensino, as primeiras em que é mencionada a OE no Brasil, esta já</p><p>aparece desvinculada da OV, com atribuições que extrapolavam aquelas restritas à</p><p>Orientação Profissional ou Vocacional, embora contivessem, dentre seus itens, um</p><p>ou dois que se referiam ao preparo ou à escolha profissional.</p><p>A existência da OE na legislação nacional ocorreu em um período curto, de menos</p><p>de três décadas, porém teve intensa e importante presença na legislação nacional. A</p><p>10</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a1</p><p>0</p><p>Faculdade de Minas</p><p>orientação educacional da década de 1950 no Brasil dava ao Orientador Educacional,</p><p>as seguintes atribuições:</p><p>- Auxiliar os alunos a conhecer as oportunidades educacionais da cidade, do Estado</p><p>e do País;</p><p>- Levar os alunos a conhecer as profissões e a compreender os problemas do</p><p>trabalho, de forma que possam preparar-se para a vida na comunidade;</p><p>- Auxiliar os alunos a realizar os seus objetivos educacionais;</p><p>- Estudar os problemas escolares que lhe forem propostos pelo diretor e pela</p><p>Congregação;</p><p>- Organizar o fichário dos alunos;</p><p>- Cooperar com os professores, no sentido da boa execução dos trabalhos escolares</p><p>e dentro de suas atribuições com o diretor;</p><p>- Velar para que o estudo, a recreação, o descanso dos alunos decorra em condições</p><p>de maior conveniência pedagógica;</p><p>- Cooperar com o bibliotecário na orientação da leitura dos alunos;</p><p>- Promover atividades extracurriculares que concorram para completar a educação</p><p>dos alunos;</p><p>- Pesquisar as causas do fracasso dos alunos no estudo, anotando os dados que</p><p>puder recolher, em visitas domiciliares à família e em entendimento com os</p><p>professores e os de sua própria observação;</p><p>- Colaborar no preparo das comemorações cívicas e solenidades da escola; -</p><p>Colaborar nos trabalhos de exames;</p><p>- Distribuir os boletins dos alunos;</p><p>- Realizar palestras e promover reuniões de estudo em classe, especialmente nas</p><p>faltas de professores;</p><p>11</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a1</p><p>1</p><p>Faculdade de Minas</p><p>- Entregar ao diretor, mensalmente, sua folha de serviço e, anualmente,</p><p>o relatório de</p><p>seus trabalhos;</p><p>- Atender às solicitações do diretor, feitas no interesse do ensino.</p><p>Já em 1960, podemos citar a Lei número 4.024 (Lei de Diretrizes e Bases da</p><p>Educação Nacional) que em 1961 introduziu a OE no então chamado ensino primário.</p><p>Se tal inclusão desse grau de ensino no âmbito da OE constituiu, por um lado, um</p><p>avanço, por outro representaria um retrocesso, pelo que se deduz dos requisitos para</p><p>a formação dos Orientadores Educacionais.</p><p>No final dessa década, foi promulgada a Lei 5.564 de 21/2/1968, que teve por</p><p>finalidade, regulamentar a profissão do Orientador Educacional.</p><p>Já em 1970 a Orientação Educacional atingiu seu ápice no Brasil, tanto no que diz</p><p>respeito à legislação, quanto à movimentação dos Orientadores Educacional. Gente,</p><p>seguindo a evolução histórica, em 1980, a orientação educacional no Brasil ainda</p><p>gozava do prestígio adquirido na década anterior. As Faculdades de Educação</p><p>continuavam a formar e a habilitar novos contingentes de orientadores educacionais.</p><p>A década de 80 também ficou marcada por problemas que a OE enfrentou como:</p><p>- O não cumprimento da Lei Federal 5692/71 que tornava obrigatória a existência da</p><p>OE nas escolas.</p><p>- A não realização de concursos públicos para provimento de cargos de OE nas</p><p>escolas públicas;</p><p>- A falta de preparo adequado aos alunos de OE nos cursos de pedagogia.</p><p>- A insegurança na atuação e questionamentos de ordem ideológica e metodológica</p><p>que vinham preocupando os Orientadores Educacionais.</p><p>- A atuação de grande parte de Orientadores Educacionais nas escolas que deixava</p><p>muito a desejar.</p><p>- A maior parte dos Orientadores Educacionais não estava preparada para ministrar</p><p>as aulas de OV do componente curricular.</p><p>12</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a1</p><p>2</p><p>Faculdade de Minas</p><p>A atual LDB (Lei 9394/96) não explicita a obrigatoriedade da existência da OE nas</p><p>escolas. Embora a OE apareça mencionada explicitamente na lei, ela o é de forma</p><p>extremamente cautelosa.</p><p>DOS DEVERES FUNDAMENTAIS</p><p>Artigo 1º - São deveres fundamentais do Orientador Educacional:</p><p>a) Exercer suas funções com elevado padrão de competência, senso de</p><p>responsabilidade, zelo, discrição e honestidade;</p><p>b) Atualizar constantemente seus conhecimentos;</p><p>c) Colocar-se a serviço do bem comum da sociedade, sem permitir que prevaleça</p><p>qualquer interesse particular ou de classe;</p><p>d) Ter uma filosofia de vida que permita, pelo amor à Verdade e respeito à Justiça,</p><p>transmitir segurança e firmeza a todos aqueles com quem se relaciona</p><p>profissionalmente;</p><p>e) Respeitar os códigos sociais e expectativas morais da comunidade em que</p><p>trabalha;</p><p>f) Assumir somente a responsabilidade de tarefas para as quais esteja capacitado,</p><p>recorrendo a outros especialistas sempre que for necessário;</p><p>g) Lutar pela expansão da Orientação Educacional e defender a profissão;</p><p>h) Respeitar a dignidade e os direitos fundamentais da pessoa humana;</p><p>i) Prestar serviços profissionais desinteressadamente em campanhas educativas e</p><p>situações de emergências, dentro de suas possibilidades.</p><p>Artigo 2º - Ao Orientador Educacional é vedado:</p><p>a) encaminhar o orientando a outros profissionais, visando fins lucrativos;</p><p>b) aceitar remuneração incompatível com a dignidade da profissão;</p><p>13</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a1</p><p>3</p><p>Faculdade de Minas</p><p>c) atender casos em que esteja emocionalmente envolvido, por certos fatores</p><p>pessoais ou relações íntimas;</p><p>d) dar aconselhamento individual através da imprensa falada, escrita e/ou televisiva;</p><p>e) desviar, para atendimento particular próprio, os casos da instituição onde trabalha;</p><p>f) favorecer, de qualquer forma, pessoa que exerça ilegalmente e, em desacordo a</p><p>este Código de Ética, a profissão de Orientador Educacional;</p><p>COM OS OUTROS PROFISSIONAIS</p><p>Artigo 11. – Desenvolver bom relacionamento com os componentes de outras</p><p>categorias profissionais.</p><p>Artigo 12. – Reconhecer os casos pertinentes aos demais campos de especialização</p><p>encaminhando-os aos profissionais competentes.</p><p>COM A INSTITUIÇÃO EMPREGADORA</p><p>Artigo 13. – Respeitar as posições filosóficas, políticas e religiosas da instituição em</p><p>que trabalha, tendo em vista o princípio constitucional de autodeterminação.</p><p>Artigo 14. – Realizar seu trabalho em conformidade com as normas propostas pela</p><p>instituição, conhecidas no ato da admissão, procurando o crescimento e a integração</p><p>de todos.</p><p>DA DIVULGAÇÃO Artigo 21. – Divulgar os resultados de investigações e experiências</p><p>quando isto importar em benefício do desenvolvimento educacional.</p><p>Artigo 22. – Observar, nas divulgações dos trabalhos científicos as seguintes normas:</p><p>a) Omitir a identificação do orientando;</p><p>b) Seguir as normas estabelecidas pelas instituições que regulam as publicações;</p><p>DA DIVULGAÇÃO E CUMPRIMENTO Artigo 23. – Divulgar este Código de Ética é</p><p>obrigação das entidades de classe.</p><p>14</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a1</p><p>4</p><p>Faculdade de Minas</p><p>Artigo 24. – Transmitir os preceitos deste Código de Ética aos estudantes de</p><p>Orientação Profissional é dever da das instituições responsáveis pela sua formação.</p><p>Artigo 25. – Fazer cumprir, fiscalizar, prever e aplicar as penalidades aos infratores</p><p>deste Código de Ética é competência exclusiva dos Conselhos Federais e Regionais</p><p>de Orientação Educacional.</p><p>Artigo 26. – Este Código de Ética entrará em vigor após a sua publicação no Diário</p><p>Oficial da União.</p><p>O que é o PPP (PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO)? Para facilitar o entendimento,</p><p>Projeto = algo que se tem a intenção de executar.</p><p>Político= ligado ao coletivo, a participação do cidadão.</p><p>Pedagógico= com fins educacionais.</p><p>CONCEPÇÃO, PRINCÍPIOS E EIXOS NORTEADORES:</p><p>O OE é um especialista em educação e membro do corpo de funcionários da escola</p><p>(comunidade escolar). Sua participação na construção do Projeto Político Pedagógico</p><p>da escola é fundamental, pois cabe ao OE participar ativamente da elaboração,</p><p>contribuindo para que o PPP seja formatado de acordo com as necessidades daquela</p><p>comunidade. Como o OE tem voz ativa dentro da escola e conhece bem os espaços,</p><p>sua colaboração pode definir o sucesso do ano letivo. Como o PPP é um documento</p><p>coletivo (como estudaremos a seguir), a participação do OE é importante, mas ele</p><p>não é o mais importante. Ele é uma peça do quebra cabeça e se faltar, ficará</p><p>incompleto. Assim como qualquer outra peça que faltar deixará uma lacuna.</p><p>15</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a1</p><p>5</p><p>Faculdade de Minas</p><p>3 - O ORIENTADOR EDUCACIONAL E OS ALUNOS: A</p><p>CRIAÇÃO DE ESPAÇOS DE PARTICIPAÇÃO SOCIAL E</p><p>EXERCÍCIO DA CIDADANIA</p><p>A visão contemporânea de orientação educacional aponta para o aluno como centro</p><p>da ação pedagógica, cabendo ao orientador atender a todos os alunos em suas</p><p>solicitações e expectativas, não restringindo a sua atenção apenas aos alunos que</p><p>apresentam problemas disciplinares ou dificuldades de aprendizagem.</p><p>16</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a1</p><p>6</p><p>Faculdade de Minas</p><p>Mediador entre o aluno e o meio social, o orientador discute problemas atuais, que</p><p>fazem parte do contexto sociopolítico, econômico e cultural em que vivemos. Assim,</p><p>por meio da problematização, pode levar o aluno ao estabelecimento de relações e</p><p>ao desenvolvimento da consciência crítica.</p><p>Para poder exercer a contento a sua função, o orientador precisa compreender o</p><p>desenvolvimento cognitivo do aluno, sua afetividade, emoções, sentimentos, valores,</p><p>atitudes. Além disso, cabe a ele promover, entre os alunos, atividades de discussão</p><p>e informação sobre o mundo do trabalho, assessorando-os no que se refere a</p><p>assuntos que dizem respeito a escolhas.</p><p>Todas as relações que se estabelecem no cotidiano escolar, em especial o</p><p>relacionamento com os colegas, podem receber inúmeras contribuições do</p><p>profissional orientador educacional.</p><p>Como membro do corpo gestor da escola, cabe ao orientador educacional participar</p><p>da construção coletiva de caminhos para a criação de condições facilitadoras e</p><p>desejáveis ao bom desenvolvimento do trabalho pedagógico. É um profissional que</p><p>participa de todos os momentos coletivos da escola, na definição de seus rumos, na</p><p>elaboração e na avaliação de sua proposta pedagógica, nas reuniões do Conselho</p><p>de Classe, oferecendo subsídios para uma melhor avaliação do processo</p><p>educacional. Desta forma, é necessária a discussão sobre a natureza da vida escolar,</p><p>em que todos os integrantes da equipe pedagógica escolar "questionem criticamente</p><p>o currículo existente na escola, o currículo oculto, o aparelho político em todos os</p><p>níveis, a forma e o conteúdo dos textos escolares e as condições de trabalho que</p><p>caracterizam escolas específicas". (GIROUX, 1987, p. 48)</p><p>O orientador, aliado aos demais profissionais da escola e a outros pedagogos, pode</p><p>contribuir muito para a organização e a dinamização do processo educativo. É o que</p><p>dizem Giacaglia e Penteado (2002, p. 15): "participando do planejamento e da</p><p>caracterização da escola e da comunidade, o orientador educacional poderá</p><p>contribuir, significativamente, para decisões que se referem ao processo educativo</p><p>como um todo".</p><p>17</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a1</p><p>7</p><p>Faculdade de Minas</p><p>Cabe a ele integrar todos os segmentos que compõem a comunidade escolar:</p><p>direção, equipe técnica, professores, alunos, funcionários e famílias, visando à</p><p>construção de um espaço educativo ético e solidário.</p><p>Em que pesem as contribuições do profissional orientador educacional ao processo</p><p>educativo, muitas escolas, notadamente na rede escolar estadual paulista, não têm</p><p>mais esse profissional na equipe, o que significa que outro profissional está</p><p>acumulando as suas funções. Normalmente esse profissional é o coordenador</p><p>pedagógico, que, além de cumprir a sua extensa função junto aos professores,</p><p>associa a ela a função do orientador, resultando numa inadequação das duas.</p><p>O orientador educacional é o profissional encarregado da articulação entre escola e</p><p>família. Assim, cabe a ele a tarefa de contribuir para a aproximação entre as duas,</p><p>planejando momentos culturais em que a família possa estar presente, junto com seus</p><p>filhos, na escola. Cabe também ao orientador educacional a tarefa de servir de elo</p><p>entre a situação escolar do aluno e a família, sempre visando a contribuir para que o</p><p>aluno possa aprender significativamente. A perspectiva de orientação educacional</p><p>que consideramos válida não se equipara ao trabalho do psicólogo escolar, que tem</p><p>dimensão terapêutica. O papel do orientador com relação à família não é apontar</p><p>desajustes ou procurar os pais apenas para tecer longas reclamações sobre o</p><p>comportamento do filho e, sim, procurar caminhos, junto com a família, para que o</p><p>espaço escolar seja favorável ao aluno. Não cabe ao orientador a tarefa de</p><p>diagnosticar problemas e/ou dificuldades emocionais ou psicológicas e, sim, que volte</p><p>seu trabalho para os aspectos saudáveis dos alunos.</p><p>4 - O PAPEL DO ORIENTADOR EDUCACIONAL NA</p><p>EDUCAÇÃO INCLUSIVA</p><p>Uma visão mais atenta nos leva a perceber a necessidade de refletir quanto a real</p><p>importância deste profissional neste aspecto. A escola é um espaço de transmissão</p><p>de conhecimento, de produção, de interação. Sendo assim, é o lugar ideal para se</p><p>educar enfatizando as diferenças, bem como levar os alunos à reflexão sobre os</p><p>direitos de cada cidadão. Neste sentido, é muito importante a execução de ações que</p><p>promovam a inclusão. Esta palavra, tão falada atualmente, tem todo um significado.</p><p>18</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a1</p><p>8</p><p>Faculdade de Minas</p><p>É uma nova estruturação do ensino regular que tem como principal objetivo a</p><p>construção individual de cada aluno em um ser consciente dos seus direitos, e,</p><p>portanto, um cidadão independente das suas peculiaridades. Neste processo de</p><p>construção é essencial a participação da sociedade, oferecendo boas condições de</p><p>acessibilidade para que estes indivíduos tenham oportunidades idênticas, tanto fora</p><p>quanto dentro da escola.</p><p>Neste contexto, uma escola inclusiva deve estar preparada para atender a todos os</p><p>indivíduos, respeitando as suas diferenças e garantindo-lhes o direito à cidadania e a</p><p>atuação na sociedade. A escola inclusiva deve ser o palco para a transformação</p><p>social destes educandos, proporcionando a oportunidade destes de obter autonomia,</p><p>através de ações pedagógicas que oportunizem a produção de novos conhecimentos.</p><p>Surge então a importância de um profissional que seja o elo garantidor da integração</p><p>entre escola e sociedade; promovendo o diálogo entre os diferentes agentes do</p><p>processo e preparando estes indivíduos para conviver em uma sociedade</p><p>diversificada e aberta as diferenças: o orientador educacional.</p><p>Igualmente, é necessário enfatizar que nossa sociedade é cenário de enormes</p><p>desigualdades, sejam elas no aspecto social, econômicos ou culturais. Logo, é</p><p>essencial que o orientador educacional trabalhe tendo em mente que a escola</p><p>inclusiva deve ter como prioridade o desenvolvimento e a integração dos alunos.</p><p>Partindo deste princípio surgem os seguintes questionamentos: A escola está</p><p>preparada para receber esses alunos, realizando a inclusão? Está disposta a buscar</p><p>novos conhecimentos que promovam a inclusão destes alunos? As respostas a estas</p><p>questões se pautam na criação de um currículo voltado para o trabalho com essas</p><p>diferenças, bem como na preparação deste profissional para lidar com este público.</p><p>É fundamental que o orientador educacional atue como mediador entre a escola e a</p><p>família, pois esta conduta irá garantir a permanência dos alunos no ambiente escolar</p><p>o tempo necessário para que haja a integração deste à comunidade escolar, e</p><p>consequentemente à sociedade. Portanto, o trabalho do orientador educacional deve</p><p>ser feito de forma consciente, sob pena de excluir mais do que incluir. Além disso,</p><p>deve ser relevante a ponto de gerar ações pedagógicas favoráveis, a promover uma</p><p>aprendizagem satisfatória e como resultado transformar alunos em cidadãos</p><p>19</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a1</p><p>9</p><p>Faculdade de Minas</p><p>conscientes, participativos e atuantes no espaço social, independente das suas</p><p>diferenças.</p><p>A Inclusão é o processo de adaptação da sociedade para incluir, em seu meio social,</p><p>pessoas consideradas de alguma forma diferentes. Sobre isso, Ferreira e Guimarães</p><p>comentam:</p><p>Trata-se de, considerando suas limitações, reconhecer-lhe os mesmos direitos que</p><p>os outros e oferecer-lhe os serviços e as condições necessárias para que possa</p><p>desenvolver, ao máximo, as suas potencialidades, vivendo da forma mais natural que</p><p>lhe for possível. (FERREIRA e GUIMARÃES, 2008. p.112)</p><p>A partir deste conceito, podemos entender a inclusão através de três ângulos</p><p>diferentes: Da criação de uma sociedade mais justa; do desenvolvimento da</p><p>igualdade, no que diz respeito ao sistema educacional; e finalmente da promoção da</p><p>diversidade e da heterogeneidade. É resultado de um esforço bilateral entre pessoas</p><p>e sociedade, já que há interesse de ambas as partes em discutir os problemas e criar</p><p>soluções que beneficiem todos os atores envolvidos. Atualmente o momento é de</p><p>uma tomada de consciência da sociedade em relação aos direitos humanos, segundo</p><p>Carvalho: “felizmente temos mais consciência acerca de direitos humanos, embora a</p><p>prática da proposta da educação inclusiva ainda não conte com o consenso e a</p><p>unanimidade, mesmo entre aqueles que defendem a ideia.” (CARVALHO, 2004, p.26)</p><p>Porém, mesmo com todo o interesse demonstrado, percebemos que ainda há muito</p><p>a ser feito para a construção de</p><p>uma sociedade realmente inclusiva. Observa-se que</p><p>a escola recebe alunos por uma imposição legal, o que não assegura a inclusão, pelo</p><p>contrário. É necessária a reformulação total do sistema, começando pela escola, em</p><p>seu currículo, pois é na inclusão escolar que o indivíduo vê a primeira oportunidade</p><p>de formar-se um cidadão crítico e atuante socialmente, e não é isso o que vemos na</p><p>prática. Destacamos aqui o exemplo da escola pública. A falta de estrutura e de apoio</p><p>que é comumente vista nestas instituições não favorece o processo de inclusão do</p><p>aluno. Esta situação se repete no âmbito externo, nos meios de transporte e no</p><p>oferecimento da acessibilidade. É preciso que haja o comprometimento geral da</p><p>sociedade, e principalmente a consciência do significado da palavra inclusão, a fim</p><p>de que todos tenham as mesmas oportunidades. Citando as palavras de Montoan:</p><p>20</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a2</p><p>0</p><p>Faculdade de Minas</p><p>... a escola não pode continuar ignorando o que acontece ao seu redor nem anulando</p><p>e marginalizando as diferenças nos processos pelos quais forma e instrui os alunos.</p><p>E muito menos desconhecer que aprender implica ser capaz de expressar, dos mais</p><p>variados modos, o que sabemos, implica representar o mundo a partir de nossas</p><p>origens, de nossos valores e sentimentos. (MONTOAN, 2003 p. 17).</p><p>Sabemos que um bom orientador educacional é aquele que está sempre em contato</p><p>com a comunidade, mantendo um compromisso com o seu alunado e com a escola</p><p>na qual está inserido. Sendo assim, as escolas devem conhecer a realidade da</p><p>comunidade da qual participam, e o orientador educacional deve trabalhar</p><p>coletivamente, a fim de encontrar a melhor maneira de desenvolver uma educação</p><p>inclusiva de qualidade, utilizando os conhecimentos prévios dos alunos na construção</p><p>do aprendizado. Sobre isso, Libâneo comenta:</p><p>Educação é o conjunto de ações, processos, influências, estruturas que intervêm no</p><p>desenvolvimento humano de indivíduos e grupo, relação ativa com o ambiente natural</p><p>e social, num determinado contexto de relações entre grupos e classes sociais.</p><p>(LIBÂNEO,2002, p.22)</p><p>Ainda sobre a função do orientador educacional, Grinspun observa:</p><p>O principal papel da Orientação Educacional será ajudar o aluno na formação de uma</p><p>cidadania crítica, e a escola, na organização e realização de seu projeto político</p><p>pedagógico. Isso significa ajudar nosso aluno “por inteiro”: com utopias, desejos e</p><p>paixões. A escola, com toda sua teia de relações, constitui o eixo dessa área da</p><p>Orientação, isto é, a Orientação trabalha na escola em favor da</p><p>cidadania.(GRINSPUN, 2006, p. 33).</p><p>Deste modo, a orientação educacional, de acordo com as palavras citadas acima,</p><p>deve contribuir ajudando a construir a cidadania no ambiente escolar, aperfeiçoando</p><p>as práticas pedagógicas da instituição. Além disso, é fundamental que seja</p><p>esclarecido que aluno especial a escola está preparada para incluir, pois para</p><p>desenvolver um bom trabalho de inclusão é primordial que esta aconteça dentro das</p><p>limitações apresentadas pela escola. O projeto pedagógico da escola precisa ser feito</p><p>de forma a ser cumprido, apresentando um projeto de inclusão compatível com a</p><p>21</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a2</p><p>1</p><p>Faculdade de Minas</p><p>instituição. É preciso que o orientador, e a instituição escolar como um todo,</p><p>contribuam para a formação de um currículo que trabalhe as diferenças existentes</p><p>entre o alunado, caso contrário estará contribuindo para a exclusão, e não para a</p><p>inclusão escolar.</p><p>O compromisso principal do orientador escolar é, enquanto elo entre a escola e a</p><p>sociedade, realizar um trabalho de conscientização, mostrando aos alunos e a</p><p>comunidade a importância da igualdade de direitos para todos. De acordo com as</p><p>palavras de Luck (2005):</p><p>A complexidade do processo do ensino depende, para seu desenvolvimento e</p><p>aperfeiçoamento, de ações coletivas, de espírito de equipe, devendo ser esse o</p><p>grande desfio da gestão educacional. E é nesse sentido que se caracteriza essa</p><p>gestão: na mobilização do trabalho humano, coletivamente organizado para a</p><p>promoção de experiências significativas de aprendizagem. (LUCK, 2005, p.82)</p><p>Isso envolve considerar as diferenças sociais e culturais, respeitando cada aluno e</p><p>nunca impondo uma cultura dominante, esta atitude pode desmotivar o aluno</p><p>produzindo o fracasso e a evasão escolar.</p><p>. O orientador educacional deve se utilizar todas as formas necessárias para que</p><p>ocorra a inclusão, procurando inclusive fora da escola se possível, meios para que a</p><p>mesma cumpra o seu papel de ensinar e de incluir, independente de fatores que</p><p>possam prejudicar o aproveitamento do alunado na escola.</p><p>Outra atitude que gera o fracasso e a evasão escolar é relacionada aos portadores</p><p>de necessidades especiais. Uma criança portadora de alguma deficiência física ou</p><p>mental não raro é rotulada como “retardada”, “sem capacidade para aprender a ler ou</p><p>escrever” ou simplesmente segregada, esquecida num ambiente onde deveria ser</p><p>acolhida e respeitada. Para que isso não aconteça é necessário que o orientador</p><p>educacional acompanhe de perto o trabalho dos docentes da instituição, estando</p><p>pronto a dar o suporte e a intervir quando necessário. Neste aspecto, Luck comenta:</p><p>Uma ação educativa relevante e um currículo positivo unem em uma associação</p><p>harmoniosa os conhecimentos, habilidades e sentimentos. Consideram</p><p>22</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a2</p><p>2</p><p>Faculdade de Minas</p><p>equilibradamente tanto as necessidades individuais como as de grupo, as pessoais e</p><p>as institucionais. A educação sob esse ângulo traduz o ponto de vista da Orientação</p><p>Educacional. (LUCK, 2007, p.18)</p><p>Sendo assim, entendemos que é fundamental que o orientador educacional promova</p><p>a realização e a integração das propostas contidas nas Leis e Decretos relativos à</p><p>Inclusão escolar na rotina pedagógica da instituição, procurando sempre a melhor</p><p>maneira de unir escola, alunos e pais, numa perspectiva de realização da tão</p><p>esperada educação inclusiva.</p><p>23</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a2</p><p>3</p><p>Faculdade de Minas</p><p>5 - O ORIENTADOR EDUCACIONAL E A</p><p>COMUNIDADE: O CONHECIMENTO DO CONTEXTO</p><p>LOCAL</p><p>Compreender o modo de vida, os interesses, as aspirações, as necessidades, a</p><p>conquista da comunidade é muito importante. Só assim será possível o apoio da</p><p>escola na luta da comunidade por melhores condições de vida. Neste sentido, pode-</p><p>se apontar que uma das tarefas do orientador educacional é o conhecimento da</p><p>comunidade e das situações que facilitam sua vida, bem como as que a dificultam.</p><p>24</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a2</p><p>4</p><p>Faculdade de Minas</p><p>Como polo cultural, cabe à escola e, especificamente, ao orientador educacional</p><p>elevar o nível cultural dos membros da comunidade, propiciar debates sobre temas</p><p>de interesse, bem como de alunos, pais, professores, envolvendo questões presentes</p><p>no dia-a-dia. É fundamental que se estabeleça um clima de constante diálogo entre</p><p>ambas, uma vez que a escola deve estar aberta à comunidade à qual pertence.</p><p>Como estratégia que pode colaborar para o bom andamento do trabalho educativo,</p><p>podemos citar a abertura da escola à comunidade, que nem sempre é feita de forma</p><p>tranquila, com afirma Vasconcellos (2002, p. 63):</p><p>Alguns diretores tratam os equipamentos da escola como se fossem objetos pessoais,</p><p>propriedades privadas; outros, ao contrário, estabelecem relações de parceria com a</p><p>comunidade e, com isto, não só passam a contar com ela como elemento de apoio</p><p>para as mudanças, como ainda obtêm diminuição do vandalismo, da violência; os</p><p>alunos se sentem acolhidos, experimentam a escola como território aliado. Queremos</p><p>deixar claro que estamos nos referindo à abertura tanto no que diz respeito às</p><p>instalações e equipamentos, quanto, num sentido mais sutil, de se deixar sensibilizar</p><p>pelas exigências colocadas pela sociedade.</p><p>Da mesma forma que se dá o trabalho do orientador educacional no que se refere à</p><p>comunidade, assim também o é no que se refere à sociedade. O orientador</p><p>educacional é o profissional da escola que, não tendo um currículo a seguir, pode se</p><p>organizar para trazer aos alunos os fatos sociais marcantes que nos envolvem, bem</p><p>como propor a participação em lutas maiores. A escola não pode silenciar face às</p><p>grandes questões que a mídia veicula diariamente. Discutir a corrupção, os atos de</p><p>terrorismo, a violência urbana e outras situações presentes na sociedade brasileira e</p><p>na mundial serão de grande utilidade para os demais componentes curriculares. De</p><p>modo análogo, não só deve o orientador educacional levar a sociedade para a escola,</p><p>mas, também, como uma via de mão dupla, levar a escola, suas conquistas e</p><p>dificuldades para a sociedade.</p><p>O OE é o profissional dentro da escola que pode encontrar alternativas de ações</p><p>que possibilitem ao professor rever sua prática e a forma como se relaciona com os</p><p>alunos e com seus próprios colegas, descobrir que tipo de professor é construir seu</p><p>próprio conhecimento e sua identidade profissional. Ele deve usar como estratégia a</p><p>25</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a2</p><p>5</p><p>Faculdade de Minas</p><p>ligação entre escola e família, buscando sempre um bom ajustamento do aluno para</p><p>alcançar o bom desenvolvimento de seus conhecimentos.</p><p>Deve assumir funções de assistência ao professor, aos pais, às pessoas da escola</p><p>com as quais os alunos mantêm contatos significativos, no sentido de que estes se</p><p>tornem mais preparados para entender as necessidades dos alunos, tanto com</p><p>relação aos aspectos cognitivos, como afetivos. Portanto, a abertura para o diálogo,</p><p>a troca, o respeito, o prazer pelo conhecimento e a valorização do ser humano é a</p><p>chave para uma boa atuação e valorização do orientador. De todas as funções</p><p>atribuídas ao OE, são destacadas três, as quais têm maior importância, que seriam</p><p>a função de atividade existencial, a terapêutica e a de recuperação.</p><p>A atividade existencial deverá atender os alunos que precisam e querem orientação</p><p>pessoal, não apenas na vida escolar, mas na vida particular, sendo auxiliados em</p><p>situações problemas, dúvidas, inseguranças e incertezas. Já a atividade terapêutica</p><p>está voltada aos alunos com dificuldades de estudo ou de comportamento, cujos</p><p>casos precisam de assistência mais frequente e especializada. A atividade de</p><p>recuperação refere-se aos alunos que apresentam um déficit de aprendizagem e</p><p>que precisa de recuperação.</p><p>A recuperação não tem somente o objetivo de levar o educando a alcançar notas,</p><p>mas pesquisar junto aos alunos as causas que os levaram a este estado de</p><p>desinteresse, desorganização, conflito e desajuste na escola. Atualmente, o</p><p>orientador atua de forma a atender os estudantes levando em conta que eles estão</p><p>inseridos em um contexto social, o que influencia o processo de aprendizagem,</p><p>trabalhando diretamente com os mesmos e, assim ajudando-os em seu</p><p>desenvolvimento pessoal.</p><p>A visão contemporânea de OE aponta para o aluno como centro da ação</p><p>pedagógica, atuando como mediador entre o aluno e o meio social, o orientador</p><p>discute problemas atuais, que fazem parte do contexto em que o aluno vive. Assim,</p><p>por meio da problematização, pode levar o aluno a estabelecer relações e a</p><p>desenvolver a consciência crítica. Para exercer com satisfação a sua função, o</p><p>orientador precisa compreender o desenvolvimento cognitivo do aluno, sua</p><p>afetividade, emoções, sentimentos, valores, atitudes, podendo, assim, promover,</p><p>26</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a2</p><p>6</p><p>Faculdade de Minas</p><p>entre eles, atividades de discussão e informação, auxiliando-os no que diz respeito</p><p>a escolhas.</p><p>Como membro do corpo gestor da escola, ele tem a função de participar da</p><p>construção coletiva de caminhos para a criação de condições facilitadoras e</p><p>desejáveis ao bom desenvolvimento do trabalho pedagógico. É um profissional que</p><p>participa de todos os momentos coletivos da escola, na definição de seus rumos, na</p><p>elaboração e na avaliação de sua proposta pedagógica, oferecendo condições para</p><p>uma melhor avaliação do processo educacional, fazendo a ligação entre a situação</p><p>escolar do aluno e a família, sempre visando contribuir para que o aluno possa</p><p>aprender de maneira significativa, voltando, assim seu trabalho para aspectos</p><p>saudáveis dos alunos.</p><p>Educar, hoje, exige mais do que nunca olhar o aluno de forma ampla, um ser que é</p><p>constituído de história, crenças e valores, assim a OE ganhou uma nova função,</p><p>perdeu o antigo rótulo de delegado e hoje trabalha intermediando conflitos e</p><p>ajudando professores a lidar com alunos que tem dificuldade, por isso o trabalho da</p><p>OE é árduo e de longo prazo. Ele inicia com o diagnóstico do problema, vai para o</p><p>levantamento dos dados e, posteriormente elabora um planejamento com</p><p>alternativas de soluções levando em consideração os resultados da análise e o</p><p>contexto social do aluno.</p><p>Pimentel, diz: A Orientação Educacional, no seu conceito amplo dentro do sistema,</p><p>se propõe a levar o adolescente a opções conscientes, baseadas no conhecimento</p><p>racional dos fatos e situações, bem como na avaliação objetiva de seu próprio</p><p>potencial, num processo de conscientização versus manipulação social,</p><p>caminhando gradativamente para a maturação individual e social. (1976, p. 17)</p><p>Assim sendo, a OE, hoje, ao desenvolver seu trabalho visa levar os jovens ao</p><p>amadurecimento consciente, o que reflete num desenvolvimento digno e virtuoso</p><p>dentro da sociedade.</p><p>Conforme Crispnun (2001), a Orientação Educacional, na atualidade, caminha na</p><p>busca da totalidade do aluno, preocupando-se com a ampliação do conhecimento</p><p>do educando como pessoa, construindo sua personalidade e participando</p><p>27</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a2</p><p>7</p><p>Faculdade de Minas</p><p>consciente e ativamente de sua própria história de vida, valorizando a realidade de</p><p>cada aluno.</p><p>Orientação Educacional vê o aluno como um ser global, que precisa se desenvolver</p><p>em um meio harmonioso e equilibrado, tanto no aspecto intelectual quanto físico,</p><p>moral, estético, intelectual, educacional e vocacional.</p><p>Conceição (2010) expõe claramente qual a função do orientador na escola e qual a</p><p>sua contribuição para o ensino: O orientador educacional deve adotar a prática de</p><p>agente de informação qualificada e estar preparado para as relações interpessoais</p><p>dentro da escola, aderindo a prática da reflexão permanente com professores, alunos</p><p>e pais, com o fundamento de que todos, juntos, alcancem soluções para os problemas</p><p>que virão a ocorrer.</p><p>O orientador deve fazer com que sua falta seja notada, ele deve ser uma figura</p><p>importante na escola, e não um membro isolado, onde apenas fará seus deveres se</p><p>for cogitado. Além disso tudo, também enfrentamos as várias formas de modelos. A</p><p>presença do orientador educacional na escola (mesmo que isso seja obrigatório por</p><p>lei) significa, portanto que houve a escolha de determinado tipo de atuação e, por</p><p>consequência, de um modelo. No panorama de enfrentamento, quando ele está</p><p>presente, há que perguntar qual é o modelo de orientação educacional que a escola</p><p>quer, pois, sem essa informação, poderemos estar diante da evidência de um</p><p>equívoco permanente e de mais um problema num campo que, por excelência é o da</p><p>resolução de problemas (CONCEIÇÃO, 2010, p. 49).</p><p>O orientador tem principalmente a função de auxiliar os alunos no seu</p><p>desenvolvimento como pessoa, cuidando da formação de seus valores, atitudes,</p><p>emoções e sentimentos. Além de orientar, ele procura ouvir seus</p><p>alunos e dialogar</p><p>com eles e também com os familiares dos alunos, bem como também, com seus</p><p>professores e comunidade. Participa ativamente da realização de projetos na escola,</p><p>e também da organização e propostas pedagógicas da escola. Ajuda o professor a</p><p>lidar com as dificuldades dos seus alunos, e ensina o professor a também aprender</p><p>com elas. O orientador muitas vezes é o mediador dos conflitos entre alunos,</p><p>professores e outros membros da comunidade, ele deve conhecer a legislação</p><p>educacional do país, e está sempre a disposição do meio escolar, circulando pela</p><p>escola e convivendo com os estudantes, atento onde poderá ser útil.</p><p>28</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a2</p><p>8</p><p>Faculdade de Minas</p><p>No meio escolar, o orientador educacional faz parte da equipe gestora, juntamente</p><p>com o diretor e o coordenador pedagógico. Ele tem a função chave de ser o</p><p>responsável pelo desenvolvimento do aluno, auxiliando-o no seu crescimento como</p><p>cidadão, e faz com que cada aluno que passe por ele, tenha a capacidade de poder</p><p>refletir sobre seus valores éticos e morais, e ajuda também a achar solução para os</p><p>problemas, e não simplesmente ignorá-los</p><p>Junto com o professor, esse profissional zela pelo processo de aprendizagem de cada</p><p>criança individualmente, buscando aceitar seus limites e mostrando ao professor</p><p>como se deve proceder com a capacidade que cada indivíduo possui, ou seja: ao</p><p>mesmo tempo em que o professor se ocupa em cumprir o currículo disciplinar, o</p><p>orientador educacional se preocupa com os processos atitudinais, o que podemos</p><p>chamar de currículo oculto. Neste currículo, fazem parte os aspectos que as crianças</p><p>aprendem na escola de forma não explícita: valores e a construção de relações</p><p>interpessoais.</p><p>Algumas vezes, o orientador escolar tem suas funções confundidas com a de um</p><p>psicólogo, pois esse profissional trabalha com o convívio direto na área de relações</p><p>humanas, no entanto, essa confusão precisa ser evitada, porque, mesmo que o</p><p>orientador trabalhe com problemas de convivência, ele abrange apenas um âmbito</p><p>escolar, onde atua no aspecto pedagógico e não a na dimensão terapêutica do</p><p>atendimento.</p><p>O profissional escolar não pode ficar apenas em sua sala, esperando que os alunos</p><p>cheguem até ele, não pode esperar o problema acontecer, como ficar recebendo em</p><p>sua sala, alunos que foram expulsos de pelos professores por mal comportamento</p><p>com seus colegas ou equipe escolar. O orientador atua antes que o problema chegue,</p><p>ele circula pelas salas, pelos corredores da escola, conversa com professores e</p><p>alunos e busca solucionar os possíveis focos de maior preocupação.</p><p>Além disso, o trabalho do orientador não se restringe apenas à escola, ele deve atuar</p><p>como um mediador entre a instituição e a comunidade, buscando participar da sua</p><p>realidade, ouvindo o que ela tem a dizer e abrindo espações para o diálogo entre suas</p><p>vontades e planos e o planejamento escolar.</p><p>Apesar de ser de extrema importância ter um orientador escolar em cada escola,</p><p>muitas vezes não contamos com um deles, porém, o trabalho do orientador deve ser</p><p>http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/orientador-educacional/curriculo-oculto-448775.shtml</p><p>29</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a2</p><p>9</p><p>Faculdade de Minas</p><p>feito da mesma maneira, por professores e também equipe diretiva. Da mesma forma</p><p>de uma escola que não conta um coordenador pedagógico não deixa de planejar as</p><p>situações didáticas, uma escola que também não tem um orientador educacional não</p><p>deixa de se preocupar com a formação cidadã de seus alunos. Segundo Grispun</p><p>(2006, p.16), “o centro de atenção máxima da escola deve ser o aluno. A escola existe</p><p>em função dele, e, portanto, para ele”.</p><p>Funções do Orientador Educacional:</p><p>• Despertar o interesse da família, dos estudantes e da escola para a</p><p>investigação da realidade, com vontade de transformação desta realidade, de</p><p>melhoras, de empenho para cada vez evoluir;</p><p>• Buscar integrar a família com a escola;</p><p>• Trabalhar ações juntamente com a Coordenação Pedagógica e Direção;</p><p>• Auxiliar o professor, trabalhando junto na prática pedagógica, principalmente</p><p>nos registros, observação, planejamento, replanejamento e avaliação de todo o</p><p>processo pedagógico;</p><p>• Trabalhar cooperando com o professor na prática de criação de estratégias</p><p>para motivar os alunos a aprender e os próprios professores a ensinar;</p><p>• Atuar na intervenção de possíveis traumas dos alunos por problemas de</p><p>aprendizagem, e ensinar que sim, o aluno tem capacidade, motivá-los a querer mais,</p><p>ter sede de aprender e também de ensinar;</p><p>• Adquirir confiança dos alunos, sendo firme e decidido nas ações, mas não</p><p>os deixando encurralados, intimidando-os;</p><p>• Desenvolver a organização e o hábito de estudar;</p><p>• Promover atividades de orientação vocacional;</p><p>• Promover formação continuada e reflexão da prática para os professores e</p><p>equipe da escola;</p><p>• um orientador educacional precisa desenvolver diariamente as características</p><p>de responsabilidade e comprometimento. Assim como deve sempre propor mudanças</p><p>estratégicas para melhoria do desenvolvimento integral dos educandos.</p><p>30</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a3</p><p>0</p><p>Faculdade de Minas</p><p>• Deve estar constantemente atualizado;</p><p>• Comprometimento ético, mantendo discrição e sigilo das informações;</p><p>• Ser solidário, criativo e dinâmico.</p><p>O Orientador Educacional precisa manter seus problemas pessoais separados da sua</p><p>vida profissional. O orientador é uma figura pública, muitas vezes vista como um porto</p><p>seguro para diversas famílias. Escândalos públicos e escape de informações</p><p>pessoais relevantes, podem e vão danificar sua impressão perante os olhos dos</p><p>alunos, comunidade e todos que convivem com esse profissional. Qualquer problema</p><p>íntimo deve ser resolvido em seu meio de vida, na sua casa, assim como também dos</p><p>professores que trabalham juntamente com um orientador. Por fim, o Orientador</p><p>Educacional, como Educador, deve servir de exemplo para os educandos e também</p><p>para os profissionais da escola. Dessa forma, os participantes sociais da escola</p><p>crescerão e poderão transformar sua realidade, visando uma melhor qualidade,</p><p>através da aquisição de uma aprendizagem significativa e eficaz.</p><p>31</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a3</p><p>1</p><p>Faculdade de Minas BIBLIOGRAFIA</p><p>BARDIN, Lawrence. Análise de Conteúdo. São Paulo: Edições 70, 2016. BRASIL.</p><p>Parâmetros curriculares nacionais: introdução aos parâmetros curriculares nacionais</p><p>Resolução nº 2. Institui as diretrizes da educação especial na educação básica.</p><p>Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica. Brasília, 2001.</p><p>______. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº9.394, de 20 de</p><p>dezembro de 1996. Disponível em http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/ldb.pdf</p><p>Acesso em 06 set 2017</p><p>GADOTTI, Moacir, 1990. Uma só escola para todos: caminhos da autonomia escolar.</p><p>Prefácio de GIACAGLIA, Lia Renata Angelini e PENTEADO, Wilma Millan Alves.</p><p>Orientação Educacional na prática. 6a Edição. Editora Cengage. 2010. GRINSPUN,</p><p>Mírian P. S. Zippin. A orientação Educacional. Conflito de paradigmas e alternativas</p><p>para a escola. 5a Edição. Editora Cortez. 2011. LIBÂNEO, Carlos José. Educação</p><p>Escolar: Política, Estrutura e Organização. São Paulo, Cortez, 2012.</p><p>ASSIS, N. Revendo o meu fazer sob uma perspectiva teórico-prática. In: GRINSPUN,</p><p>M.P.S. (Org.) A prática dos orientadores educacionais. São Paulo: Cortez,</p><p>1994. [ Links ]</p><p>BALESTRO, M. A trajetória e a prática da orientação educacional. Revista Prospectiva n.</p><p>28, 2004/2005. [ Links ]</p><p>BRANDÃO,C. R. (Org.) O educador: vida e morte. Rio de Janeiro: Edições Graal,</p><p>1982. [ Links ]</p><p>BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.</p><p>LDB 9394/96 [ Links ]</p><p>GIACAGLIA, L. R. A. Orientação educacional na prática: princípios, técnicas,</p><p>instrumentos. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.</p><p>BRASIL. Congresso Nacional. Lei 5692, de 11 de agosto de 1971. Fixa Diretrizes e</p><p>Bases para o ensino de 1° e 2º graus, e dá outras providências.</p><p>BRASIL. Congresso Nacional. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº.</p><p>9394, de 20/12/1996</p><p>BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Imprensa Oficial,</p><p>1988.</p><p>javascript:void(0);</p><p>javascript:void(0);</p><p>javascript:void(0);</p><p>javascript:void(0);</p><p>32</p><p>P</p><p>ág</p><p>in</p><p>a3</p><p>2</p><p>Faculdade de Minas</p><p>BRUEL, Ana Lorena de Oliveira. Políticas e legislação da educação básica no Brasil.</p><p>Curitiba.Ibpex,2010.</p><p>CARVALHO,Rosita E. Educação inclusiva com os pingos nos “is”. Porto Alegre. Ed.</p><p>Mediação, 2004</p><p>FERREIRA, Maria Elisa Caputo; GUIMARÃES, Marly. Educação inclusiva. Editora:</p><p>DP &A, 2008</p><p>GRINSPUN, Miriam P.S. Zippin. A Orientação Educacional: Conflitos de</p><p>paradigmas e alternativas para a escola. São Paulo. Editora Cortez, 2006.</p><p>GRINSPUN, Miriam P.S. Zippin. Supervisão e Orientação Educacional: Perspectivas</p><p>de Integração na Escola. São Paulo. Editora Cortez, 2006.</p><p>LIBÂNEO, José Carlos.</p>