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<p>DESCRIÇÃO</p><p>Apresentação do escopo de atuação profissional do engenheiro.</p><p>PROPÓSITO</p><p>Conhecer as várias perspectivas de atuação profissional do engenheiro, proporcionando-lhe</p><p>visão abrangente para o seu posicionamento no mercado.</p><p>OBJETIVOS</p><p>MÓDULO 1</p><p>Identificar as potencialidades de atuação como engenheiro em projetos e em gestão</p><p>MÓDULO 2</p><p>Identificar as potencialidades de atuação como engenheiro na academia e na pesquisa</p><p>MÓDULO 3</p><p>Identificar as possibilidades e restrições de atuação no mercado de trabalho</p><p>MÓDULO 4</p><p>Identificar aspectos regionais que caracterizam problemas e oportunidades na atuação como</p><p>engenheiro</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>ESCOPO DA ATUAÇÃO PROFISSIONAL DO</p><p>ENGENHEIRO</p><p>AVISO: orientações sobre unidades de medida</p><p>AVISO</p><p>Em nosso material, unidades de medida e números são escritos juntos (ex.: 25km) por</p><p>questões de tecnologia e didáticas. No entanto, o Inmetro estabelece que deve existir um</p><p>espaço entre o número e a unidade (ex.: 25 km). Logo, os relatórios técnicos e demais</p><p>materiais escritos por você devem seguir o padrão internacional de separação dos</p><p>números e das unidades</p><p>MÓDULO 1</p><p> Identificar as potencialidades de atuação como engenheiro em projetos e em gestão</p><p>javascript:void(0)</p><p>O ENGENHEIRO PROJETISTA E O</p><p>ENGENHEIRO GESTOR</p><p>PROJETO E GESTÃO</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>É praticamente impossível um engenheiro não atuar em projetos ou na área de gestão durante</p><p>a carreira. A própria demanda por soluções de engenharia acaba incluindo atuação em projetos</p><p>e atividades de gestão. Considerando tal importância, podemos aprofundar a abordagem</p><p>dessas áreas de atuação.</p><p>A atuação do engenheiro está ligada a soluções práticas de problemas na sociedade. Não é</p><p>como o físico ou como o matemático que podem agir na “ciência pela ciência”, ou seja, que, na</p><p>busca de entendimento de fenômenos ou desdobramentos de teorias, podem atuar</p><p>descompromissados com solução de problemas práticos da sociedade. Daí a necessidade de</p><p>os engenheiros trabalharem em projetos.</p><p>MAS O QUE É “PROJETO”?</p><p>Na língua portuguesa, a palavra projeto tem pelo menos duas conotações que se</p><p>destacam. Tomando como referência a língua inglesa, duas palavras são traduzidas para</p><p>o português como “projeto”:</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>DESIGN</p><p></p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>PROJECT</p><p>Por isso, é necessário sabermos distinguir essas duas conotações de projeto na língua</p><p>portuguesa.</p><p>ATUAÇÃO EM PROJETO COMO TRADUÇÃO DE</p><p>PROJECT</p><p>A palavra inglesa project, além de “projeto”, tem o mesmo radical de algumas outras palavras</p><p>em português. O verbo “projetar” pode ter a conotação de “levar à frente” alguma coisa. Por</p><p>exemplo, podemos dizer que um projetor multimídia “leva à frente” uma imagem</p><p>luminosa para algum anteparo. Outra palavra na língua portuguesa é o substantivo “projetil”,</p><p>muitas vezes conhecido popularmente como “bala” de alguma arma de fogo: as armas de fogo</p><p>utilizam munições, e uma munição é composta de uma cápsula e um projetil; a cápsula contém</p><p>pólvora, estopim e o projetil; uma vez acionado o estopim, ele queima a pólvora, que expulsa o</p><p>projetil da cápsula devido à expansão dos gases (explosão). O projetil “vai à frente” dirigido</p><p>pelo cano da arma.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Tanto o verbo “projetar” como o substantivo “projetil” possuem o significado de “levar à frente”</p><p>alguma coisa. Esse é o primeiro significado importante para termos em mente ao pensarmos</p><p>sobre as possibilidades de atuação dos engenheiros em projetos.</p><p>Quando se utiliza a palavra “projeto” no sentido de “levar algo à frente”, essa pode ser utilizada</p><p>em associação a diferentes atividades desempenhadas por vários tipos de profissionais.</p><p>Quando se fala em “levar algo à frente”, normalmente se quer dizer que alguém precisa “fazer</p><p>algo acontecer”.</p><p> EXEMPLO</p><p>O lançamento de um produto no mercado. Para “levar à frente” um produto até o mercado, um</p><p>projeto se torna necessário. Nesse sentido, um projeto trata do planejamento de tarefas que</p><p>culminarão no objetivo almejado, o produto lançado no mercado.</p><p>Organizar tarefas inclui sequenciamento e programação de atividades. Sequenciamento diz</p><p>respeito à ordem relativa entre as atividades; programação, ao momento em que cada uma</p><p>delas deverá ser desempenhada segundo o planejamento do projeto.</p><p>Portanto, segundo essa conotação, um projeto se caracteriza por ter início, meio e fim</p><p>específicos em um calendário.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Atividades de projeto que se caracterizam por organizar atividades para realizar determinado</p><p>objetivo não são atividades restritas a engenheiros. Os administradores, os profissionais de</p><p>marketing e muitos outros também trabalham com projetos dessa natureza. Muitas vezes, esse</p><p>tipo de projeto é associado à área de gestão. Metodologias para gerenciamento de projetos</p><p>auxiliam os profissionais no planejamento, na execução e no controle desse projeto.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>O Instituto de Gerenciamento de Projetos norte-americano (Project Management Institute –</p><p>PMI) é uma referência metodológica por meio da edição do Corpo de Conhecimento em</p><p>Gerenciamento de Projetos (Project Management Body of Knowledge – PMBOK).</p><p>Os engenheiros atuam em projetos caracterizados pela organização de atividades para</p><p>alcançarem objetivos no planejamento, na execução e no controle. Uma forma de se referir aos</p><p>objetivos é dizer que os projetos têm produtos ou resultados. Nessa abordagem, as atividades</p><p>do projeto ao “lançarem à frente” um produto, estão associadas ao caminho a ser percorrido,</p><p>ou seja, ao modo como chegar no objetivo ou produto.</p><p>Os caminhos podem ser diferentes, o método escolhido pode ser diferente. Uma vez que as</p><p>características daquilo que se quer (o produto) estejam bem definidas, as atividades que</p><p>culminam na obtenção do produto podem variar. Assim, os engenheiros atuam em projetos</p><p>dessa natureza conduzindo o plano na direção da obtenção dos produtos esperados.</p><p>ATUAÇÃO EM PROJETO COMO TRADUÇÃO DE</p><p>DESIGN</p><p>Além do sentido da palavra “projeto” como “lançar à frente” um produto (project), a outra</p><p>palavra na língua inglesa traduzida para o português como “projeto” é a palavra design. O</p><p>sentido original está associado a “conceber” alguma coisa. Assim como o projeto (project) está</p><p>associado ao modo como um produto deve ser lançado; o projeto (design) está associado a “o</p><p>que” é este produto, ou seja, design diz respeito às especificações do produto. Antes que algo</p><p>seja “lançado à frente”, ele precisa estar descrito em especificações. O produto precisa ser</p><p>concebido, precisa ser gerado.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Essa conotação de projeto está bem perto daquilo que é a identidade da engenharia: conceber</p><p>“engenhos” que atendam às necessidades da sociedade. Projeto, nesse sentido, é muito mais</p><p>do que gestão de atividades. Pode-se dizer que o nível de responsabilidade é maior, visto que,</p><p>se algo for concebido de forma errada, não adianta nada lançar no prazo um produto que não</p><p>consiga suprir as necessidades do cliente que demandou uma solução.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>O trabalho com projeto (design) se assemelha à definição do DNA de um organismo na área de</p><p>biologia. Qualquer mudança em uma letra no sequenciamento (como pode ser visto nesta</p><p>imagem que exemplifica uma sequência de DNA) é capaz de mudar completamente o</p><p>comportamento do ser vivo. As engenharias em suas várias especialidades se encarregam de</p><p>dar suas contribuições com especificações associadas às áreas de conhecimento, o que</p><p>envolve citação de normas nacionais e internacionais, tanto relativas a características do</p><p>produto quanto a procedimentos de teste durante o desenvolvimento.</p><p>Muitas vezes, os limites de tolerância aceitáveis são importantes nas especificações.</p><p>Particularmente, em projetos de um sistema que envolve desenvolvimento simultâneo de</p><p>subsistemas e vários componentes, a definição de limites de tolerância das partes afeta a</p><p>montagem e o funcionamento dos subsistemas e do sistema como um todo.</p><p>ATUAÇÃO EM PROJETOS</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Numa perspectiva ampla, a atuação profissional do engenheiro em projetos acontece tanto na</p><p>condução de atividades de gestão quanto nas associadas a especificações de produtos.</p><p>Quando nos referimos a produtos, não consideramos somente aqueles tangíveis, mas também</p><p>os intangíveis (serviços).</p><p>Veja a diferença entre projeto e processo:</p><p>Projeto (project)</p><p>É caracterizado pelo encadeamento de atividades que visam a consecução de objetivos</p><p>específicos estabelecidos em seu escopo. Normalmente, essas atividades são desempenhadas</p><p>e não se repetem.</p><p></p><p>Processo</p><p>Caracteriza-se pela repetição de atividades. Uma vez delineado um caminho que visa à</p><p>obtenção de um produto que é demandado com frequência, a repetição dessas atividades que</p><p>geram os tais produtos caracterizam o que chamamos de processo.</p><p>Os engenheiros atuam na definição de processos e todo processo antes de ser instituído foi</p><p>projetado por alguém. As atividades repetitivas normalmente são testadas como processo-</p><p>piloto para inclusão de eventuais ajustes. A atuação do engenheiro é importante tanto durante</p><p>as especificações de produtos como de processos, assim como em todas as outras</p><p>correspondentes atividades associadas a planejamento, execução e controle.</p><p>ATUAÇÃO EM GESTÃO</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Os profissionais da área de engenharia são essencialmente técnicos. No entanto, a fim de</p><p>serem capazes de conduzir suas atividades objetivando dar soluções para as demandas da</p><p>sociedade, necessariamente também precisam ser gestores. As competências necessárias</p><p>para a atuação estritamente técnica geralmente estão associadas ao raciocínio lógico-</p><p>matemático no uso de vários métodos e a ferramentas aprendidas em disciplinas teóricas e</p><p>práticas nos cursos de graduação.</p><p>Quanto às competências associadas à capacidade de gestão, apesar de disciplinas teóricas e</p><p>práticas nas graduações servirem de base, sua consolidação mínima normalmente ocorre</p><p>durante as vivências profissionais experimentadas. Considerando as múltiplas inteligências</p><p>necessárias, ao se tratar de competências para gestão, a inteligência interpessoal se destaca</p><p>como imprescindível.</p><p>Normalmente, o engenheiro-gestor atua em vários níveis durante a carreira. É comum a</p><p>distinção entre os níveis de gestão em:</p><p>NÍVEL OPERACIONAL</p><p></p><p>NÍVEL TÁTICO</p><p></p><p>NÍVEL ESTRATÉGICO</p><p>Conheça cada um destes níveis:</p><p>ATUAÇÃO NA GESTÃO OPERACIONAL</p><p>Assim que o engenheiro inicia sua carreira, é bem comum que suas atividades ligadas à gestão</p><p>estejam restritas ao nível operacional. A gestão operacional engloba desde as atividades sob</p><p>responsabilidade pessoal do engenheiro até atividades de execução associadas a trabalhos</p><p>realizados em grupos. Muitas vezes, mesmo que ainda no nível júnior na carreira, o engenheiro</p><p>recém-formado pode assumir chefia de equipes técnicas responsáveis pela execução de</p><p>tarefas em projetos e/ou processos.</p><p>A responsabilidade técnica se destaca na atuação no nível operacional de gestão.</p><p>Frequentemente, profissionais de nível técnico de formação desempenham atividades sob</p><p>responsabilidade técnica de engenheiros. A capacidade de liderança em equipes pode ser um</p><p>diferencial. A posição hierárquica de chefia nem sempre é suficiente para harmonizar o trabalho</p><p>de uma equipe. Não é somente necessário decidir sobre assuntos estritamente técnicos no</p><p>grupo, mas as decisões gerenciais envolvem alocação de pessoas, solução de conflitos entre</p><p>elas e a manutenção do bem-estar geral da equipe com foco no desempenho de suas funções.</p><p>Aparentemente, essas intervenções não seriam necessárias se fôssemos considerar um</p><p>mundo ideal, onde todas as pessoas não tivessem problemas pessoais, fossem completamente</p><p>focadas e competentes no desempenho daquilo que são responsáveis. Porém, o mundo real é</p><p>diferente: As pessoas vão para o trabalho acompanhadas de problemas pessoais, podem ter</p><p>lacunas ainda não identificadas em suas respectivas formações profissionais e, muitas vezes,</p><p>possuem problemas de relacionamento uns com os outros. Uma simples imposição do</p><p>organograma mostrando como funciona a hierarquia não é suficiente para conduzir a equipe</p><p>para o desempenho das atividades. Uma gestão de liderança se faz necessária mesmo nesse</p><p>nível operacional.</p><p>ATUAÇÃO NA GESTÃO TÁTICA</p><p>O nível tático de gestão é considerado o nível intermediário entre o operacional e o estratégico</p><p>e está associado à média gerência. O engenheiro atua no nível tático normalmente quando</p><p>começa a progredir na carreira assumindo chefia de laboratório e/ou de seções. Nesse nível,</p><p>muitas vezes as atividades de planejamento e controle se destacam.</p><p>A fim de que os recursos necessários para o funcionamento adequado do laboratório ou seção</p><p>sejam encomendados com a devida antecedência, é necessário planejar. A questão</p><p>orçamentária também se faz bem presente nesse nível de planejamento. Diante de possíveis</p><p>incertezas relativas às demandas e/ou disponibilidade de recursos, a atuação gerencial tática</p><p>busca contornar as dificuldades controlando e replanejando oportunamente o trabalho.</p><p>É importante salientar que apesar de atuar no nível tático, é bastante natural que o engenheiro,</p><p>já experiente, também acabe gerindo atividades do nível operacional ocasionalmente.</p><p>ATUAÇÃO NA GESTÃO ESTRATÉGICA</p><p>O nível estratégico de gestão normalmente está sob responsabilidade de engenheiros seniores.</p><p>A gestão estratégica pode estar associada a várias camadas na estrutura organizacional de</p><p>uma empresa. Já em um nível avançado na carreira como chefe de divisão, departamento ou</p><p>diretoria (ou até mesmo presidência), o engenheiro atua definindo os rumos ou setor específico</p><p>da organização. A gestão estratégica está associada à visão e à missão da organização.</p><p>A atuação do engenheiro como gestor da estratégia inclui avaliar todo o conjunto de ações</p><p>táticas e operacionais sob sua responsabilidade. Tudo o que está planejado e/ou em execução</p><p>está alinhado com os objetivos estratégicos organizacionais? Essa pergunta deve ser feita todo</p><p>o tempo. A responsabilidade na condução de um setor ou mesmo de toda a organização pode</p><p>estar nas mãos de um engenheiro. O planejamento estratégico é importantíssimo para auxiliar</p><p>o gestor no desempenho de sua função.</p><p>Na posição estratégica de gestão, o engenheiro não somente trata de problemas internos, mas</p><p>também de problemas que envolvem todo o ambiente no qual se encontra. Essa visão ampla</p><p>se faz necessária para avaliar as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças na gestão.</p><p>A atuação do engenheiro em atividades de projeto e de gestão ocorre com muita frequência. A</p><p>capacitação proporcionada em disciplinas curriculares presenciais em sala de aula são</p><p>importantes para dar fundamentos teóricos para os futuros engenheiros, porém as atividades</p><p>associadas à vivência profissional, seja em estágios supervisionados ou não, complementam a</p><p>formação das competências necessárias para a atuação do engenheiro nessas funções.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. OBSERVE AS AFIRMATIVAS A SEGUIR:</p><p>I. A PALAVRA “PROJETO” PODE ESTAR ASSOCIADA A UM CONJUNTO</p><p>DE ATIVIDADES QUE VISAM “LEVAR À FRENTE UM EMPREENDIMENTO”.</p><p>II. A ATUAÇÃO EM GESTÃO DE PROJETOS É ALGO EXCLUSIVO DAS</p><p>ENGENHARIAS.</p><p>III. PROJETO É UM CONJUNTO DE ATIVIDADES QUE VISAM A UM</p><p>OBJETIVO E QUE TEM COMO CARACTERÍSTICA INÍCIO, MEIO E FIM BEM</p><p>DEFINIDOS NO TEMPO.</p><p>ESTÁ CORRETO O QUE SE AFIRMA EM</p><p>A) I, II e III.</p><p>B) II e III.</p><p>C) I e II.</p><p>D) I e III.</p><p>E) II, somente.</p><p>2. OBSERVE AS AFIRMATIVAS A SEGUIR:</p><p>I. UM ENGENHEIRO QUE CONDUZ O TRABALHO DE UMA EQUIPE NO</p><p>CAMPO ESTÁ EXERCENDO SUA GESTÃO NO NÍVEL OPERACIONAL.</p><p>II. UM ENGENHEIRO RESPONSÁVEL POR VÁRIAS EQUIPES DE</p><p>ENGENHARIA EXERCE UMA GESTÃO NO NÍVEL TÁTICO.</p><p>III. UM ENGENHEIRO QUE EXERCE UMA GESTÃO NO NÍVEL</p><p>ESTRATÉGICO NÃO EXERCE FUNÇÕES NO NÍVEL OPERACIONAL.</p><p>ESTÁ CORRETO O QUE SE AFIRMA EM</p><p>A) I, II e III.</p><p>B) II e III.</p><p>C) I e II.</p><p>D) I e III.</p><p>E) II, somente.</p><p>GABARITO</p><p>1. Observe as afirmativas a seguir:</p><p>I. A palavra “projeto”</p><p>pode estar associada a um conjunto de atividades que visam “levar</p><p>à frente um empreendimento”.</p><p>II. A atuação em gestão de projetos é algo exclusivo das engenharias.</p><p>III. Projeto é um conjunto de atividades que visam a um objetivo e que tem como</p><p>característica início, meio e fim bem definidos no tempo.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>A alternativa "D " está correta.</p><p>A atuação em projetos não tem exclusividade de nenhuma área específica de formação. É</p><p>bastante comum profissionais de Administração, Marketing, engenheiros e outros trabalharem</p><p>em gestão de projetos.</p><p>2. Observe as afirmativas a seguir:</p><p>I. Um engenheiro que conduz o trabalho de uma equipe no campo está exercendo sua</p><p>gestão no nível operacional.</p><p>II. Um engenheiro responsável por várias equipes de engenharia exerce uma gestão no</p><p>nível tático.</p><p>III. Um engenheiro que exerce uma gestão no nível estratégico não exerce funções no</p><p>nível operacional.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>A alternativa "C " está correta.</p><p>Apesar de não ser usual ou frequente, nada impede que um engenheiro que estiver exercendo</p><p>funções estratégicas possa também eventualmente exercer funções operacionais.</p><p>MÓDULO 2</p><p> Identificar as potencialidades de atuação como engenheiro na academia e na</p><p>pesquisa</p><p>QUAL É A IMPORTÂNCIA DAS</p><p>CONTRIBUIÇÕES DA ENGENHARIA NA</p><p>PESQUISA?</p><p>ACADEMIA</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>Ao abordarmos as possibilidades de atuação dos profissionais engenheiros, encontramos com</p><p>muita frequência tais profissionais trabalhando em ensino e pesquisa. Na verdade, o chamado</p><p>“estado da arte” ou “da técnica” nas engenharias somente é viabilizado por meio do viés</p><p>inquiridor dos pesquisadores, cientistas e professores.</p><p>Os projetos pedagógicos dos cursos das engenharias, apesar de terem diferenças</p><p>consideráveis nos períodos mais avançados, devido às especificidades de cada engenharia, na</p><p>descrição das disciplinas nos períodos básicos, normalmente são muito parecidos. Nos</p><p>períodos básicos, os alunos têm acesso às disciplinas das áreas de exatas (matemática, física,</p><p>química e outras) como também algumas associadas às outras áreas de conhecimento.</p><p>A iniciação científica é estimulada, e assim desde cedo é possível vislumbrar a importância das</p><p>pesquisas básicas e aplicadas para a evolução do conhecimento e da técnica associadas às</p><p>engenharias.</p><p>AS CONTRIBUIÇÕES DAS ENGENHARIAS</p><p>PARA A CIÊNCIA E PARA A TECNOLOGIA</p><p>As palavras ciência e tecnologia costumam ser utilizadas em conjunto.</p><p>MAS O QUE É CIÊNCIA? O QUE É TECNOLOGIA?</p><p>Muitas pessoas utilizam essas palavras como se fossem sinônimos, mas não são. É bem</p><p>verdade que muitas vezes se costuma atuar simultaneamente com ciência e com tecnologia,</p><p>mas o correto entendimento de cada uma dessas palavras se faz necessário para que</p><p>possamos observar suas respectivas importâncias para as engenharias. Ciência é saber “o</p><p>porquê” das coisas, porém, o caminho para se estabelecer tal entendimento deve estar</p><p>baseado na chamada metodologia científica. A área de conhecimento que estuda a Ciência</p><p>é a Epistemologia.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Segundo a Epistemologia, distinguir aquilo que é crença, sem comprovação científica, daquilo</p><p>que é aceito como verdade se faz necessário. A metodologia científica apresenta caminhos</p><p>para que pesquisas possam ser conduzidas e resultem em conclusões cientificamente aceitas</p><p>pela comunidade mundial. Esse é o caminho a ser utilizado para a expansão das fronteiras do</p><p>conhecimento. Nem tudo o que é verdade é conhecido da humanidade. Que bom que há muito</p><p>ainda para ser descoberto!</p><p>Os métodos científicos se baseiam no caminho lógico entre pressupostos e comprovações de</p><p>suposições, ou entre premissas e comprovações de hipóteses. A fim de que seja possível</p><p>comprovar uma suposição de pesquisa ou de pressupostos, um caminho é se basear em</p><p>experimentos. A repetibilidade dos resultados dos experimentos por alguém que utilize o</p><p>mesmo método experimental divulgado em uma pesquisa científica deve acontecer conforme o</p><p>relato do método na pesquisa. As técnicas estatísticas auxiliam na coleta e tratamento de</p><p>dados e informações obtidas.</p><p>E O QUE É TECNOLOGIA?</p><p>A ciência está associada a “saber o porquê” das coisas, a tecnologia está associada a</p><p>“saber como” fazer as coisas. O foco é a utilidade. Muitas técnicas funcionam mesmo que</p><p>ninguém ainda tenha conseguido explicar pela ciência os mecanismos e a lógica para tal</p><p>funcionamento. Por outro lado, a ciência muitas vezes avança na condução de teorias lógicas</p><p>aceitáveis sobre coisas possíveis de serem feitas ou existirem, que ainda ninguém descobriu</p><p>como fazer ou experimentar. Muitas teorias surgem e somente são comprovadas séculos</p><p>depois de enunciadas.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>A história mostra que os alquimistas nos primórdios da química trabalhavam exaustivamente</p><p>em experimentos, misturando substâncias em proporções distintas e verificando os resultados</p><p>das reações observadas. Muitos eram motivados esperando conseguir produzir ouro a partir de</p><p>elementos não tão nobres.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>O empirismo é caracterizado pelas experimentações. Métodos empíricos muitas vezes são</p><p>utilizados para desenvolvimento de tecnologias, ou seja, por meio de experimentações</p><p>organizadas e documentadas se consegue de repente descobrir “como fazer” algo de forma</p><p>inédita. Geralmente, uma vez descoberto “como fazer” algo, a técnica descoberta é guardada</p><p>com muito zelo devido ao seu potencial valor comercial.</p><p>ATUAÇÃO DOS ENGENHEIROS NA ACADEMIA</p><p>A academia é o ambiente propício para se trabalhar em ensino e pesquisa. No Brasil, o</p><p>Ministério da Educação organiza e regula os cursos nos diversos níveis de ensino, desde o</p><p>fundamental, passando pelo ensino médio até o ensino superior. Neste último, a participação</p><p>do engenheiro se dá de forma bastante intensa. A academia é o berço e a referência dos</p><p>engenheiros. É lá que os engenheiros são “gerados”. Não se trata simplesmente de</p><p>transferência de conhecimentos de uma geração para outra. Além do intenso fluxo de</p><p>conhecimentos, é na academia que cursos de especialização e de pós-graduação, lato sensu e</p><p>stricto sensu ocorrem.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Pós-graduação no Brasil se distinguem em mestrado e doutorado (stricto sensu — “em sentido</p><p>específico”) e especializações (que podem ser consideradas apenas especializações ou lato</p><p>sensu — “em sentido amplo”, dependendo da duração e necessidade de trabalho no final do</p><p>curso). Alguns cursos enquadrados como lato sensu, muitas vezes, são conhecidos como</p><p>Master of Business Administration - MBA.</p><p>As especializações se distinguem dos cursos de mestrado e de doutorado pela quantidade bem</p><p>menor de horas de duração dos cursos, e porque nos mestrados se exige pesquisa orientada e</p><p>dissertação no final do curso, assim como nos doutorados são exigidas pesquisa orientada e</p><p>tese. Neste caso, na tese deve estar incluída alguma característica de ineditismo, que é</p><p>avaliada por banca de doutores competentes da respectiva área.</p><p>A academia é um sistema aberto, ou seja, não se fecha para a comunidade científica nacional e</p><p>mundial, pelo contrário. A academia existe num ambiente em que a publicação dos resultados</p><p>das pesquisas realizadas é muito incentivado. Os veículos utilizados para divulgar as pesquisas</p><p>acadêmicas são periódicos, revistas nacionais e internacionais, nos quais se discutem</p><p>assuntos “da fronteira do conhecimento”, isto é, as mais recentes ideias e descobertas</p><p>científicas são discutidas nesses fóruns.</p><p>O grande objetivo é a qualidade daquilo que está surgindo como novo conhecimento. Uma vez</p><p>os conhecimentos validados pela comunidade internacional, por exemplo, maior a certeza na</p><p>adoção daquilo que surge como novo conhecimento. Apesar de a academia incluir ensino e</p><p>pesquisa, vamos nos deter detalhadamente na consideração sobre a atuação do engenheiro na</p><p>academia, observando apenas as contribuições relativas ao ensino.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>O ensino superior nas engenharias é formado por um corpo</p><p>docente na maioria composto por</p><p>engenheiros. As disciplinas específicas dos cursos, normalmente ofertadas após o ciclo básico,</p><p>são as que mais se precisa de docentes engenheiros. Difícil encontrar algum docente com</p><p>expertise teórico e prático para lecionar disciplinas específicas que não seja um engenheiro</p><p>daquela especialidade. Muito contribuem os físicos, os químicos e os matemáticos lecionando</p><p>disciplinas oferecidas no ciclo básico. Docentes advogados, administradores e de outras áreas</p><p>também costumam lecionar nos cursos de engenharia, mas a maioria dos docentes possui</p><p>graduação e/ou pós-graduação nas engenharias.</p><p>Apesar de não ser uma exigência absoluta e unânime entre todas as instituições de ensino, a</p><p>admissão de docentes nos cursos de engenharia pressupõe que o candidato tenha pós-</p><p>graduação stricto sensu, ou seja, seja mestre ou doutor. Algumas vezes, devido à escassez de</p><p>professores com tais titulações acadêmicas, especialistas são admitidos.</p><p>A composição do corpo docente não é somente um assunto de foro interno na instituição. Por</p><p>conta das regras estabelecidas para avaliação de cursos pelo Ministério da Educação, as IES</p><p>devem manter em seu quadro docente um elevado percentual de mestres e doutores para que</p><p>sejam bem avaliadas por ocasião de uma visita do MEC.</p><p>ATUAÇÃO DOS ENGENHEIROS NA PESQUISA</p><p>Como já observado quando falamos sobre a importância da ciência e da tecnologia, os</p><p>profissionais engenheiros atuam intensamente em ambas as áreas. Pesquisas são</p><p>fundamentais para o desenvolvimento das engenharias, entretanto, é preciso lembrar que</p><p>pesquisa não se faz somente na academia.</p><p>O “negócio” nuclear nas engenharias é cooperar para a solução de problemas práticos da</p><p>sociedade. Infelizmente, no Brasil, apesar de muito pesquisarmos, poucas patentes são</p><p>geradas. E efetividade das pesquisas estaria justamente representada no número de patentes</p><p>geradas, o que não tem ocorrido. As patentes são aceitas quando se consegue vislumbrar</p><p>aplicações práticas de invenções. Tais aplicações práticas estão associadas à geração de</p><p>riquezas para a nação.</p><p>A academia busca, em primeiro lugar, a formação de recursos humanos competentes. O</p><p>mercado de trabalho deveria absorver pesquisadores gerados na academia para atuarem nas</p><p>indústrias. Assim, os pesquisadores atuariam em pesquisa e desenvolvimento dentro das</p><p>indústrias, objetivando a geração de produtos inovadores de alto valor agregado.</p><p>Em muitos países desenvolvidos, esta percepção da necessidade de as indústrias investirem</p><p>em pesquisa e desenvolvimento é bem resolvida. Infelizmente, no Brasil, não. Poucas</p><p>indústrias percebem os benefícios advindos de investimentos nessas áreas. Não é algo simples</p><p>de dosar: os investimentos normalmente envolvem o desenvolvimento de laboratórios</p><p>equipados com equipamentos “de ponta” para a condução das pesquisas. Além de serem caros</p><p>os investimentos, as incertezas sobre os resultados nas pesquisas, às vezes, acabam não</p><p>convencendo a maioria dos empresários.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Existem exceções, no entanto. Algumas instituições, públicas ou privadas, investem em</p><p>pesquisa e desenvolvimento buscando inovações em produtos e em processos. Os</p><p>engenheiros são fundamentais na condução dessas pesquisas aplicadas. Normalmente,</p><p>engenheiros com cursos de pós-graduação nos níveis mestrado e doutorado são admitidos</p><p>nessas instituições que não necessariamente desenvolvem atividades acadêmicas.</p><p>Apesar das incertezas associadas aos resultados almejados, as pesquisas não são planejadas</p><p>“no escuro”. Uma vez que determinada empresa dispõe de recursos adequados, ou seja,</p><p>orçamento para custeio, laboratórios equipados e pessoal competente para conduzir</p><p>pesquisas, projetos de pesquisa muitas vezes não tão ambiciosos podem ser conduzidos com</p><p>baixa probabilidade de insucesso.</p><p>Para tal, as metodologias de gestão de projetos normalmente indicam a necessidade de</p><p>estudos de viabilidade técnica e econômica para trabalhar as questões de custo-benefício-</p><p>prazos nos projetos que envolvem pesquisa e desenvolvimento. Como já mencionado, muitas</p><p>vezes o foco é a obtenção de melhorias em processos. Vantagens competitivas podem ser</p><p>obtidas quando se consegue otimizar recursos de produção de forma a produzir algo mais</p><p>barato que os concorrentes.</p><p>O ambiente de pesquisa no qual os engenheiros se inserem, normalmente, é multidisciplinar,</p><p>com participação de múltiplas engenharias e de profissionais de diversas outras áreas</p><p>correlatas à demanda específica que motiva a pesquisa. Geralmente, o governo federal</p><p>fomenta pesquisas em instituições privadas, buscando alavancar a evolução de determinada</p><p>área de conhecimento no país. Fomentos orientados a desenvolvimento e/ou manutenção de</p><p>infraestrutura laboratorial são frequentes.</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Outra característica frequente nos ambientes de pesquisa é a prática de convênios entre</p><p>laboratórios e incubação de startups em centros de pesquisa e/ou universidades. A união e o</p><p>compartilhamento de pesquisadores e de infraestrutura laboratorial muitas vezes promovem o</p><p>avanço em determinadas áreas que seria muito difícil ou impossível de ocorrer caso as</p><p>pesquisas fossem realizadas de forma separada. São ambientes de trabalho compartilhado</p><p>onde todos ganham.</p><p>A atuação do engenheiro em ensino e pesquisa é bastante útil para a manutenção e para o</p><p>desenvolvimento das engenharias e, consequentemente, da sociedade. A ciência e a</p><p>tecnologia estarão sempre evoluindo no mundo, quer estejamos envolvidos ou não no</p><p>provimento de soluções de engenharia em prol de desenvolvimento. Se não acompanharmos</p><p>as constantes evoluções, estaremos marginalizados com relação às potencialidades de</p><p>geração de riquezas para o nosso país.</p><p>É importante participar de ações de pesquisa e desenvolvimento na academia e na indústria.</p><p>Mesmo que muitas vezes não sejamos os protagonistas, os benefícios advindos das</p><p>participações sempre compensam.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. OBSERVE AS AFIRMATIVAS A SEGUIR:</p><p>I. A CIÊNCIA QUE ESTUDA A CIÊNCIA É A EPISTEMOLOGIA.</p><p>II. A METODOLOGIA CIENTÍFICA É BASE PARA A CONDUÇÃO DOS</p><p>ESFORÇOS DE PESQUISA.</p><p>III. AS FRONTEIRAS DO CONHECIMENTO SÃO EXPANDIDAS POR MEIO</p><p>DAS PESQUISAS CIENTÍFICAS.</p><p>ESTÁ CORRETO O QUE SE AFIRMA EM</p><p>A) I, II e III.</p><p>B) II e III.</p><p>C) I e II.</p><p>D) I e III.</p><p>E) II, somente.</p><p>2. OBSERVE AS AFIRMATIVAS A SEGUIR:</p><p>I. O INGRESSO DE UM ENGENHEIRO NA DOCÊNCIA DO ENSINO</p><p>SUPERIOR NECESSARIAMENTE EXIGE CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO</p><p>STRICTO SENSU.</p><p>II. PROFISSIONAIS ENGENHEIROS PERTENCENTES A INDÚSTRIAS</p><p>PRIVADAS OU PÚBLICAS PODEM REALIZAR PESQUISAS CIENTÍFICAS.</p><p>III. NO BRASIL, A MAIOR PROPORÇÃO DAS PESQUISAS ACONTECE NA</p><p>ACADEMIA.</p><p>ESTÁ CORRETO O QUE SE AFIRMA EM</p><p>A) I, II e III.</p><p>B) II e III.</p><p>C) I e II.</p><p>D) I e III.</p><p>E) II, somente.</p><p>GABARITO</p><p>1. Observe as afirmativas a seguir:</p><p>I. A ciência que estuda a Ciência é a Epistemologia.</p><p>II. A metodologia científica é base para a condução dos esforços de pesquisa.</p><p>III. As fronteiras do conhecimento são expandidas por meio das pesquisas científicas.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>A alternativa "A " está correta.</p><p>A metodologia científica é base para a condução das pesquisas científicas. Por meio dela, no</p><p>contexto da Epistemologia, é possível expandir os limites do conhecimento.</p><p>2. Observe as afirmativas a seguir:</p><p>I. O ingresso de um engenheiro na docência do ensino superior necessariamente exige</p><p>curso de pós-graduação stricto sensu.</p><p>II. Profissionais engenheiros pertencentes a indústrias privadas ou públicas podem</p><p>realizar pesquisas científicas.</p><p>III. No Brasil, a maior proporção das pesquisas acontece na academia.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>A alternativa "B " está correta.</p><p>O ingresso na docência no ensino superior é facilitado quando o candidato é portador de</p><p>diploma de curso de mestrado ou doutorado, no entanto, especialistas não são proibidos de</p><p>lecionar.</p><p>MÓDULO 3</p><p> Identificar as possibilidades e restrições de atuação no mercado de trabalho</p><p>QUAL É O ESCOPO DE ATUAÇÃO</p><p>PROFISSIONAL DO ENGENHEIRO?</p><p>POSSIBILIDADES E RESTRIÇÕES</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>A atuação do engenheiro já foi abordada com ênfase em projetos, gestão, academia e</p><p>pesquisa.</p><p>MAS O QUE MAIS O ENGENHEIRO PODE FAZER?</p><p>QUAIS SÃO OS LIMITES PARA A SUA ATUAÇÃO?</p><p>O contexto de nossas discussões envolve todas as especialidades nas engenharias. Não é o</p><p>caso aqui tratar de todas as particularidades de cada área. Vamos nos ater àquilo que é</p><p>comum em todas elas, e se for o caso, destacamos alguma particularidade de determinada</p><p>engenharia.</p><p>O ENGENHEIRO E O MERCADO DE</p><p>TRABALHO</p><p>A atuação do engenheiro, assim como de qualquer profissional, depende das demandas pelo</p><p>seu serviço. É verdade que nem sempre as opções por determinada profissão ou por outra se</p><p>baseiam simplesmente em “vocação”. A empregabilidade na profissão deve e é considerada.</p><p>No caso das engenharias, quais são as demandas da sociedade para os serviços</p><p>altamente especializados dos engenheiros? É importante se fazer uma distinção entre as</p><p>demandas formais de empregabilidade em organizações e as demandas associadas à atuação</p><p>autônoma. A visão de mercado no sentido amplo, não somente nacional, mas também</p><p>internacional, é essencial.</p><p>Imagem: Bilanol/ Shutterstock.com</p><p> SAIBA MAIS</p><p>O mercado nas engenharias, assim como em qualquer área, é bastante dinâmico. Se</p><p>observarmos a história recente, poderemos ver que as demandas por profissionais varia muito</p><p>no tempo. Algumas profissões passam a ser mais demandadas do que outras devido a várias</p><p>conjunturas econômicas, políticas e sociais. Outras vezes, é simplesmente devido à evolução</p><p>tecnológica em determinada área que acaba tendo repercussões no mercado de trabalho.</p><p>Assim como em qualquer mercado, estar sempre pesquisando as suas tendências é essencial</p><p>para que se possa ter uma mínima capacidade de inferência sobre o futuro. Muito além da</p><p>obtenção de diplomas, o desafio de se capacitar continuamente para não perder</p><p>oportunidades no mercado deve ser algo a considerar. Uma percepção tardia pode</p><p>incompatibilizar a oportunidade.</p><p>O ENGENHEIRO EMPREENDEDOR</p><p>Empreendedorismo é uma palavra “da moda”. É algo que atualmente se busca enfatizar — no</p><p>mínimo uma opção a ser considerada. Entretanto, é uma opção que requer muitos cuidados</p><p>para que se tenha maiores chances de êxito. A formação das competências necessárias para</p><p>alguém ser um empreendedor de sucesso não se restringe à capacitação em disciplinas de</p><p>caráter informacional.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p> SAIBA MAIS</p><p>As variáveis envolvidas no estabelecimento de um novo negócio são bastantes diversificadas,</p><p>assim como a necessidade de processamento de informações do mercado e dos vários</p><p>sistemas políticos, administrativos e financeiros que o envolvem. Por isso, muitas vezes, o</p><p>empreendedor se cerca de outras pessoas que possuem a mesma visão empreendedora e</p><p>juntos planejam, validam e executam o plano do novo empreendimento. Quando se cogita a</p><p>possibilidade de atuar na engenharia como empreendedor, normalmente o que mais justifica tal</p><p>intenção é a existência de uma ideia inovadora ou uma percepção de nichos de mercado ainda</p><p>não explorados em determinado contexto.</p><p>Nichos de mercado são identificados quando se percebe que na relação oferta-demanda há</p><p>espaço para ser ocupado, isto é, ao se considerar os específicos provedores de demanda num</p><p>mercado, é possível perceber eventuais lacunas, seja por falta de qualidade do produto/serviço</p><p>ofertados pelos concorrentes, seja pela simples inexistência de alguém para suprir a demanda</p><p>específica.</p><p>Como nosso foco é destacar as possibilidades de atuação dos profissionais das engenharias, o</p><p>que destaca os engenheiros no mercado é o apelo tecnológico das propostas de soluções que</p><p>normalmente está associado a inovações. Transformar ideias em projetos de</p><p>produtos/serviços bem-sucedidos é algo que os engenheiros empreendedores devem</p><p>estar focados.</p><p>O sucesso dos projetos de empreendedorismo (“lançar à frente” o empreendimento) está</p><p>associado à originalidade da ideia (projeto do produto — concepção) em determinado mercado-</p><p>alvo e à capacidade de gestão de tudo aquilo relacionado à execução do projeto específico.</p><p>Não basta a ideia ser genial, é importante que os caminhos escolhidos para transformar a ideia</p><p>em empreendimento rentável sejam os melhores possíveis.</p><p>Vale sempre a pena lembrar de pelo menos duas frases: “o ótimo é inimigo do bom” e</p><p>“tempo é dinheiro”. Oportunidade é um fator essencial. A otimização e o excesso de</p><p>perfeccionismo podem fazer sucumbir uma ótima ideia. Uma ideia que se torna um negócio</p><p>tardio no mercado pode já chegar obsoleta.</p><p>MODELO DE SISTEMA PRODUÇÃO-</p><p>MERCADO A SER CONSIDERADO</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>Para melhor explorar a questão das possibilidades de atuação das engenharias, convém</p><p>considerar um modelo de sistema produção-mercado com o qual se pode analisar qualquer tipo</p><p>de negócio. O modelo se baseia em três funções essenciais:</p><p>FUNÇÃO</p><p>PRODUÇÃO</p><p></p><p>FUNÇÃO</p><p>MARKETING</p><p></p><p>FUNÇÃO DESENVOLVIMENTO DE</p><p>PRODUTOS/SERVIÇOS</p><p>APESAR DE NASCER NO ÂMBITO DA ENGENHARIA</p><p>DE PRODUÇÃO, O MODELO SE APLICA A TODAS AS</p><p>ENGENHARIAS. A IDEIA É SIMPLES: TUDO TEM</p><p>ORIGEM E DESTINO NO MERCADO.</p><p>As ofertas suprem demandas e demanda é tudo aquilo que o mercado precisa, algo que varia</p><p>no tempo. Suas necessidades, os problemas da sociedade a serem resolvidos. Essa é a base</p><p>para entendimento do modelo, o que também pode ser auxiliado pela imagem a seguir:</p><p>Imagem: Extraída de Slack et al., 2016, p. 114, adaptada por Allan Gadelha.</p><p> Modelo de produção-mercado.</p><p>A função marketing diz respeito à capacidade de ler e interpretar o mercado.</p><p>É um caminho de mão dupla. Estimular uma demanda no mercado também é algo que pode</p><p>ser feito. O monitoramento de mercado deve acontecer independentemente de se ter uma</p><p>estrutura formal de marketing numa empresa. É uma ação que pode ser desempenhada por</p><p>engenheiros ou por outros profissionais.</p><p>A função desenvolvimento de produtos/serviços é a função que pensa e concebe o produto do</p><p>futuro.</p><p>Enquanto a função produção se encarrega de dar respostas oportunas ao mercado com o</p><p>provimento de produtos/serviços demandados, normalmente, alguém se encarrega de projetar</p><p>os novos produtos (e consequentemente os novos processos) necessários para o suprimento</p><p>das novas demandas identificadas.</p><p>ATUAÇÃO EM PROJETOS E PESQUISAS</p><p>Geralmente ocorre na função desenvolvimento de produtos/serviços, algo que já foi explorado.</p><p>ATUAÇÃO EM MARKETING</p><p>Ocorre sem necessariamente que o engenheiro ocupe formalmente um posto de trabalho</p><p>associado a marketing na estrutura organizacional, mas no dia a dia em ações diretas ou</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>indiretas com os clientes. Comunicar-se com os demandantes das soluções de engenharia,</p><p>antes, durante e depois das soluções terem sido implementadas é essencial.</p><p>O Planejamento e Controle da Produção (PCP) atua como interface entre as funções</p><p>marketing e produção. O PCP equilibra a produção para que ela produza na medida certa. Por</p><p>isso é preciso ter a justa sensibilidade do mercado, saber onde está e para onde está indo, com</p><p>o objetivo evitar dois erros extremos:</p><p>Produzir aquilo que o mercado não precisa (estoque).</p><p>Não produzir em quantidades suficientes aquilo que o mercado precisa (desabastecimento).</p><p>A função produção é aquela que sustenta a organização e que “toca” (faz acontecer) o negócio.</p><p>São os processos produtivos em funcionamento contínuo entregando “as encomendas” de</p><p>produtos/serviços para o mercado. É justamente aí que encontramos muitas outras</p><p>possibilidades de atuação para os engenheiros.</p><p>POSSIBILIDADES DE ATUAÇÃO NA</p><p>PRODUÇÃO</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>Uma vez introduzido o modelo de produção-mercado, no qual as três funções essenciais</p><p>aparecem ao observarmos a dinâmica das organizações, resta falar com mais detalhes sobre</p><p>as possibilidades de atuação dos profissionais engenheiros na função produção. Uma</p><p>abordagem é enxergar a produção como um conjunto de processos interconectados.</p><p>Dependendo do tipo de produto/serviço particular, alguns processos têm maior ou menor</p><p>relevância em determinado contexto.</p><p>ATUAÇÃO EM PROCESSOS DE MANUTENÇÃO</p><p>Independente da especialidade nas engenharias, os processos produtivos precisam de</p><p>manutenção. Ações para garantir a confiabilidade na produção são necessárias. Em algumas</p><p>áreas, como na engenharia mecânica, as demandas por manutenção são mais aparentes e</p><p>tangíveis. Em outras, quando o que se entende por “falha” não estiver estritamente associado a</p><p>peças mecânicas, como em produção na indústria química e/ou farmacêutica, provimento de</p><p>serviços digitais na área de telecomunicações ou quaisquer outros serviços (normalmente no</p><p>contexto da engenharia de produção), as demandas por manutenção e consequentes ações</p><p>não são tão aparentes. Nem sempre é necessário possuir pós-graduação em engenharia de</p><p>manutenção para trabalhar na área. O engenheiro graduado geralmente migra para a área de</p><p>manutenção e à medida que precisa, vai se atualizando.</p><p>ATUAÇÃO NA ÁREA FINANCEIRA</p><p>Além do engenheiro de produção — cuja oferta é mais frequente —, muitos outros profissionais</p><p>das demais áreas de engenharia acabam trabalhando na área financeira. Talvez, o que</p><p>justifique a procura por engenheiros para desempenharem funções nessa área seja a sólida</p><p>formação matemática e a prática de lidar com problemas reais nas engenharias. Bancos,</p><p>instituições financeiras e de seguros costumam contratar engenheiros para esse tipo de</p><p>trabalho “com números”. A competência em trabalhar com probabilidades e estatísticas também</p><p>é muito apreciada nesse mercado, incluindo a área atuarial (que se dedica à aplicação dos</p><p>cálculos matemáticos às operações financeiras, especialmente para avaliar seguros).</p><p>ATUAÇÃO EM PROCESSOS LOGÍSTICOS</p><p>A logística é uma área multidisciplinar que visa assegurar a disponibilidade de itens em hora,</p><p>quantidades e condições certas. Apesar de não ser uma área exclusiva para o engenheiro, a</p><p>logística absorve muitos profissionais das engenharias. A área de pesquisa operacional surgiu</p><p>neste contexto de proporcionar soluções para problemas logísticos. Otimização de rotas,</p><p>minimização de custos e problemas associados a redes de distribuição são exemplos de</p><p>demandas para a atuação da engenharia.</p><p>POSSIBILIDADES DE ATUAÇÃO EM OUTROS</p><p>PROCESSOS NAS VÁRIAS FUNÇÕES</p><p>A relação das possibilidades de atuação do engenheiro é bastante extensa devido à</p><p>versatilidade do perfil profissional. Convém lembrar como um bom referencial dessas</p><p>possibilidades o que o sistema CONFEA/CREA enumera como 18 atividades de competência</p><p>do engenheiro previstas na Resolução n° 218, de 29 de junho de 1973:</p><p>1. Supervisão, coordenação e orientação técnica.</p><p>2. Estudo, planejamento, projeto e especificação.</p><p>3. Estudo de viabilidade técnico-econômica.</p><p>4. Assistência, assessoria e consultoria.</p><p>5. Direção de obra e serviço técnico.</p><p>6. Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico.</p><p>7. Desempenho de cargo e função técnica.</p><p>8. Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica, extensão.</p><p>9. Elaboração de orçamento.</p><p>10. Padronização, mensuração e controle de qualidade.</p><p>11. Execução de obra e serviço técnico.</p><p>12. Fiscalização de obra e serviço técnico.</p><p>13. Produção técnica e especializada.</p><p>14. Condução de trabalho técnico.</p><p>15. Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção.</p><p>16. Execução de instalação, montagem e reparo.</p><p>17. Operação e manutenção de equipamento e instalação.</p><p>18. Execução de desenho técnico.</p><p>No rol dessas atividades, encontramos atuações na função produção, nas funções marketing e</p><p>desenvolvimento de produtos/serviços, assim como naquelas já foi vistas nas atuações em</p><p>projeto, gestão, academia e pesquisa.</p><p>Destacamos, nesse rol, a atividade número 10: padronização, mensuração e controle de</p><p>qualidade. A participação dos profissionais engenheiros na área de qualidade é bastante</p><p>significativa. Normalmente, para que determinada organização se destaque no mercado e se</p><p>mantenha competitiva, ela deve atingir a excelência em tudo aquilo que faz. A capacitação</p><p>obtida nos cursos de engenharia, com visão tanto técnica quanto gerencial, abordando ciências</p><p>exatas e ciências humanas, torna os engenheiros aptos para o suprimento dessa demanda no</p><p>mercado.</p><p>LIMITAÇÕES</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>APÓS CONSIDERARMOS AS MUITAS POSSIBILIDADES</p><p>DE ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS ENGENHEIROS NO</p><p>MERCADO E SUA ALTÍSSIMA VERSATILIDADE DE</p><p>ATUAÇÃO EM VÁRIAS ÁREAS, AINDA EXISTEM</p><p>LIMITAÇÕES?</p><p>Sem considerarmos o óbvio, como “não deve realizar cirurgias” ou algo semelhante, algumas</p><p>áreas podem ser consideradas “cinzentas”, nem tão brancas, nem tão pretas, que causem</p><p>alguma dúvida. Algumas vezes, essa indefinição leva a decisões judiciais.</p><p> EXEMPLO</p><p>Inicialmente, a arquitetura estava ligada às engenharias no sistema CONFEA/CREA, mas</p><p>profissionais da arquitetura resolveram se separar e hoje têm o próprio conselho (Conselho de</p><p>Arquitetura e Urbanismo – CAU/BR). Naturalmente, a formação desse novo conselho se deu</p><p>por conta de disputas entre as classes dos engenheiros civis e os profissionais de arquitetura.</p><p>São áreas notadamente próximas. Uma vez estabelecidos os limites, tanto os arquitetos quanto</p><p>os engenheiros podem entender quais são as restrições impostas sobre suas respectivas</p><p>atuações.</p><p>Da mesma forma, muitas disputas ocorrem quando existem profissionais em mais de uma área</p><p>capacitados para atuarem em determinada tarefa. Conflitos ocorrem pela disputa de emprego.</p><p>As respectivas entidades de classe acabam tomando partido, muitas vezes em busca de</p><p>alguma decisão judicial que assegure exclusividade para a atuação. As possibilidades de</p><p>atuação dos profissionais das engenharias são enormes. A demanda por serviços de</p><p>engenharia, apesar de sofrer oscilações no mercado devido à saúde da economia no tempo,</p><p>continua sendo alta dentro das perspectivas e possibilidades de crescimento de nosso país.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>Seja como autônomo no negócio que planejou empreender, seja como funcionário numa</p><p>empresa estatal ou privada, o engenheiro é um bem precioso para o desenvolvimento da</p><p>economia, e os problemas que demandam a intervenção das engenharias não param de surgir.</p><p>Cabe aos profissionais das engenharias “arregaçarem as mangas” e partirem para o trabalho.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. OBSERVE AS AFIRMATIVAS A SEGUIR:</p><p>I. ATIVIDADES DE PLANEJAMENTO SÃO ESSENCIAIS PARA O SUCESSO</p><p>DE EMPREENDIMENTOS, ENTRETANTO, EXCESSO DE PLANEJAMENTO</p><p>PODE PREJUDICAR A AÇÃO OPORTUNA.</p><p>II. OS ENGENHEIROS PODEM ATUAR EM PROJETOS, NA GESTÃO, NA</p><p>ACADEMIA E EM PESQUISAS.</p><p>III.É NO MERCADO QUE SE INICIAM AS DEMANDAS PELOS</p><p>PROFISSIONAIS ENGENHEIROS E PARA ONDE AS SOLUÇÕES</p><p>DEMANDADAS DEVEM FLUIR.</p><p>ESTÁ CORRETO O QUE SE AFIRMA EM</p><p>A) I, II e III.</p><p>B) II e III.</p><p>C) I e II.</p><p>D) I e III.</p><p>E) II, somente.</p><p>2. OBSERVE AS AFIRMATIVAS A SEGUIR:</p><p>I. ENGENHEIROS PODEM TRABALHAR CONDUZINDO PROCESSOS</p><p>LOGÍSTICOS.</p><p>II. ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICO-ECONÔMICA É UMA ATIVIDADE</p><p>DE COMPETÊNCIA DOS ENGENHEIROS QUE PODE ESTAR ASSOCIADA A</p><p>QUALQUER ESPECIALIDADE NAS ENGENHARIAS.</p><p>III. PADRONIZAÇÃO, MENSURAÇÃO E CONTROLE DE QUALIDADE SÃO</p><p>ATIVIDADES DE COMPETÊNCIA DOS ENGENHEIROS.</p><p>ESTÁ CORRETO O QUE SE AFIRMA EM</p><p>A) I, II e III.</p><p>B) II e III.</p><p>C) I e II.</p><p>D) I e III.</p><p>E) III, somente.</p><p>GABARITO</p><p>1. Observe as afirmativas a seguir:</p><p>I. Atividades de planejamento são essenciais para o sucesso de empreendimentos,</p><p>entretanto, excesso de planejamento pode prejudicar a ação oportuna.</p><p>II. Os engenheiros podem atuar em projetos, na gestão, na academia e em pesquisas.</p><p>III.É no mercado que se iniciam as demandas pelos profissionais engenheiros e para</p><p>onde as soluções demandadas devem fluir.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>A alternativa "A " está correta.</p><p>O planejamento é importante, porém deve ser feito na medida certa, porque planejar pode</p><p>demorar demais a ponto de se perder uma oportunidade. O mercado é a origem e o fim da</p><p>atuação dos engenheiros</p><p>que podem atuar em diversas áreas.</p><p>2. Observe as afirmativas a seguir:</p><p>I. Engenheiros podem trabalhar conduzindo processos logísticos.</p><p>II. Estudo de viabilidade técnico-econômica é uma atividade de competência dos</p><p>engenheiros que pode estar associada a qualquer especialidade nas engenharias.</p><p>III. Padronização, mensuração e controle de qualidade são atividades de competência</p><p>dos engenheiros.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>A alternativa "A " está correta.</p><p>São grandes as possibilidades de atuação dos engenheiros. Além do rol de possíveis</p><p>atividades contidas na Resolução n° 218, de 29 de junho de 1973 do sistema CONFEA/CREA,</p><p>muitas outras atividades afins podem ser foco de atuação nas engenharias.</p><p>MÓDULO 4</p><p> Identificar aspectos regionais que caracterizam problemas e oportunidades na</p><p>atuação como engenheiro</p><p>ONDE ESTÃO AS OPORTUNIDADES NOS</p><p>DIVERSOS SETORES ECONÔMICOS PARA</p><p>A MINHA ÁREA?</p><p>CARACTERÍSTICAS REGIONAIS DAS</p><p>DEMANDAS PARA ATUAÇÃO DE</p><p>ENGENHEIROS</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>As demandas pelos serviços de engenharia estão associadas aos problemas na sociedade.</p><p>Apesar de podermos identificar quase todos os mesmos tipos de demanda em todo o território</p><p>nacional, com certeza a frequência e as características próprias não são as mesmas em todas</p><p>as regiões. As instituições de ensino superior, ao redigirem seus respectivos projetos</p><p>pedagógicos de curso, devem incluir uma contextualização do “perfil do egresso” observando</p><p>as características regionais, compatibilizando a proposta do curso para suprir a determinada</p><p>região de profissionais qualificados, atendendo as demandas específicas na região.</p><p>Essa abordagem pode ser aplicada em diversos níveis de setorização regional, como dentro do</p><p>estado, numa respectiva cidade ou até mesmo em um bairro. O Brasil tem dimensões</p><p>continentais. As características geográficas, o perfil dos setores atuantes na economia, o nível</p><p>de escolaridade da população, recursos naturais etc., definem um perfil específico de</p><p>necessidade de profissionais engenheiros para cada região. Em algumas circunstâncias, é</p><p>possível “prever” um aquecimento da economia que impacta diretamente algumas áreas das</p><p>engenharias.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Pré-Sal e investimentos em</p><p>infraestrutura para a Copa do Mundo 2014 e a Olimpíada de 2016 são exemplos históricos de</p><p>fatores impulsionadores de atividades de engenharia. De modo geral, existe um grau de</p><p>previsibilidade de aumento de demanda de profissionais das engenharias relacionado às</p><p>perspectivas de investimentos em diversos setores da economia.</p><p>Segundo Formiga (2010), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou que a</p><p>engenharia exerce um poder multiplicador na sociedade ao conduzir inovação na indústria e</p><p>demais setores econômicos. Como numa reação em cadeia, o trabalho das engenharias acaba</p><p>impactando e alavancando vários outros setores que se servem de suas soluções e as</p><p>complementam e/ou apoiam.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>A demanda por engenheiros depende de vários fatores, incluindo a composição da economia</p><p>nas regiões, as tendências de crescimento econômico, a localização dos polos produtivos e o</p><p>grau de maturidade e desenvolvimento de tecnologias no país. A tendência de crescimento</p><p>populacional, a imigração e os deslocamentos entre as regiões também devem ser</p><p>considerados nas projeções de demanda pelos serviços das engenharias. Como em qualquer</p><p>outro esforço para compatibilizar certo equilíbrio entre oferta e demanda (já discutido quando</p><p>falamos sobre as funções marketing e produção no módulo anterior, no papel do Planejamento</p><p>e Controle da Produção), se faz necessário contabilizar os estoques, ou seja, o que se pode</p><p>dizer que se tem disponível (quantidades versus tempo).</p><p> ATENÇÃO</p><p>Uma consideração adicional a ser feita é que os “recursos” profissionais graduados em</p><p>engenharia não são exclusivos, ou seja, muitos diplomados podem estar trabalhando em outras</p><p>áreas ou mesmo estar sem ocupação. Como em qualquer mercado em que se tem liberdade, a</p><p>oferta/demanda se equilibra impulsionada pelas melhores percepções de atratividade.</p><p>Um estudo divulgado na revista Pesquisa e Planejamento Econômico (PPE) do IPEA</p><p>(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) tratou de mapear e fazer projeções de demanda</p><p>por engenheiros por categoria, setor e microrregião brasileiras (SOUZA e DOMINGUES, 2014).</p><p>Apesar dos dados coletados na pesquisa não serem tão recentes, o estudo fez previsões até o</p><p>ano de 2023. Além das informações pelo próprio IPEA, foram utilizadas também informações</p><p>de pesquisas similares e da Relação Anual de Informações (RAIS) do Ministério do Trabalho</p><p>e Emprego – MTE.</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>O estudo aborda também a dinâmica que ocorre nas movimentações entre profissionais no</p><p>mercado de trabalho. Uma das formas de se explicar o comportamento dessa dinâmica é</p><p>considerar incompatibilidades regionais, que se caracterizam quando trabalhadores não estão</p><p>dispostos a se deslocar para cidades ou regiões onde existe oferta de emprego. Este elemento</p><p>é muito importante para ser considerado no Brasil: dependendo da atratividade de determinada</p><p>região ou cidade, mesmo com oferta formal de vagas para engenharias, pode haver escassez</p><p>de profissionais em determinada região, enquanto em outra pode haver estoque de</p><p>trabalhadores disponíveis.</p><p>É possível que políticas regionais de incentivo possam repentinamente tornar potencialmente</p><p>mais atrativo um local e isso motivar um deslocamento em prol de suprimento da demanda por</p><p>engenheiros. A escassez de trabalhadores poderá sempre coexistir com desemprego. Às vezes</p><p>não é questão de quantidade, mas de qualidade.</p><p>As discussões sobre esse tema, percepções sobre a atuação dos profissionais engenheiros em</p><p>âmbito regional no Brasil, aborda as possibilidades de distribuição com base em dados</p><p>históricos. Conforma já afirmado, os dados de referência utilizados na publicação já comentada</p><p>(SOUZA e DOMINGUES, 2014) foram obtidos no Ministério do Trabalho e Emprego, no</p><p>documento Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2010.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>A RAIS é um documento administrativo de âmbito nacional, de preenchimento obrigatório para</p><p>todos os estabelecimentos no país com cinco ou mais empregados, que reúne as informações</p><p>para monitorar as dinâmicas no mercado de trabalho. Também serve para controlar os registros</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>relativos ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), as contribuições e benefícios</p><p>relacionados à Previdência Social e aos pagamentos de abono salarial. A RAIS está organizada</p><p>com informações da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) e do Código</p><p>Brasileiro de Ocupações (CBO).</p><p>Segundo IPEA (2014), dentre treze categorias pesquisadas (segundo classificação CBO), as</p><p>que mais empregavam em 2010 eram:</p><p>Engenheiros Civis (34%).</p><p></p><p>Eletricistas e Eletrônicos (16%).</p><p></p><p>Engenheiros de Produção (15%).</p><p></p><p>Mecânicos (14%).</p><p>As outras engenharias aparecem com percentuais menores. Em outra tabulação, agora por</p><p>setores em percentuais de engenheiros contratados, destacam-se os seguintes:</p><p>Construção (16%).</p><p></p><p>Serviços Prestados às Empresas (15%).</p><p></p><p>Administração Pública e Seguridade Social (10%).</p><p>O estudo apresenta informações sobre concentrações de engenheiros nos estados. Em 2010,</p><p>São Paulo despontava com 36% do total de engenheiros, seguido pelo Rio de Janeiro</p><p>(14%) e Minas Gerais (11%). O estudo também apresenta tabulações por cidades. Nesse</p><p>caso, a cidade de São Paulo detinha 17% do total, seguida pela cidade do Rio de Janeiro</p><p>(10%) e Belo Horizonte (7%).</p><p>A partir dos dados históricos, o estudo utiliza um modelo de prospecção que trabalha com</p><p>cenários macroeconômicos de referência prospectando até 2023. O cenário inclui Produto</p><p>Interno Bruto (PIB), consumo das famílias, investimento, consumo do governo, exportações,</p><p>importações e emprego (crescimento percentual ano a ano).</p><p>Além disso, são feitas simulações</p><p>que capturam desvios setoriais e regionais dos</p><p>investimentos, calibrados de acordo com informações de projeções e anúncios de</p><p>investimentos coletados em diversas fontes: Banco Nacional de Desenvolvimento</p><p>Econômico e Social (BNDES), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP),</p><p>Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Confederação Nacional</p><p>da Indústria (CNI), Planos Plurianuais (PPAs) Estaduais, entre outras.</p><p>As projeções de crescimento apresentaram os estados do Amazonas e Pará se destacando na</p><p>Região Norte. Na Região Nordeste, o estado da Bahia se destaca, seguido por Ceará e</p><p>Pernambuco. Na Região Centro-Oeste, Mato Grosso e Goiás.</p><p>Os estudos prosseguem com muitas outras informações fornecidas pelo modelo, mas</p><p>demonstram, de forma geral, que a concentração regional do emprego em ocupações típicas</p><p>de engenharia está diretamente relacionada à estrutura produtiva de cada região, tornando</p><p>heterogêneas as demandas por esses profissionais.</p><p>Tal diversidade combinada à variedade e à localização dos investimentos previstos para a</p><p>economia brasileira resulta no aumento da demanda de formações específicas em engenharia,</p><p>principalmente aquelas ligadas à indústria extrativa e a setores tecnológicos, como engenheiros</p><p>mecânicos, de produção, qualidade, segurança, químicos, eletricistas, eletrônicos,</p><p>metalurgistas e de minas.</p><p>De posse dessas informações, tanto históricas quanto nos estudos prospectivos, cada</p><p>engenheiro ou aluno em formação pode melhor planejar suas decisões relacionadas ao modo e</p><p>onde exercer a profissão.</p><p>IDENTIFICAÇÃO DE PROBLEMAS E</p><p>OPORTUNIDADES NA ATUAÇÃO</p><p>Imagem: Shutterstock.com</p><p>A atuação profissional do engenheiro necessariamente está associada à identificação e solução</p><p>de problemas. Sob várias perspectivas, as diferentes engenharias podem eventualmente</p><p>colaborar nas soluções de problemas afetos às áreas específicas. Ao tratarmos a questão</p><p>associada à atuação das engenharias nas várias regiões do Brasil, estaremos em busca de</p><p>identidades regionais ou regiões vocacionadas a demandas específicas de algumas</p><p>engenharias.</p><p>ONDE EU POSSO MELHOR ATUAR NA MINHA ÁREA</p><p>ESPECÍFICA DE ENGENHARIA? COMO POSSO</p><p>IDENTIFICAR OPORTUNIDADES DE ATUAÇÃO NO</p><p>TERRITÓRIO NACIONAL?</p><p>Ou então...</p><p>É VERDADE QUE AS MESMAS TÉCNICAS E</p><p>FERRAMENTAS USADAS NA IDENTIFICAÇÃO DE</p><p>PROBLEMAS ESPECÍFICOS (JÁ NUM CONTEXTO DE</p><p>ESTAR TRABALHANDO NA BUSCA DE UMA SOLUÇÃO</p><p>ESPECÍFICA) PODEM TER MUITA UTILIDADE NA</p><p>BUSCA POR ESSAS RESPOSTAS?</p><p>É POSSÍVEL UTILIZAR FERRAMENTAS TIPO O</p><p>GRÁFICO DE PARETO OU A ANÁLISE DE CAUSA RAIZ</p><p>PARA MELHOR DESENHAR UM “MAPA DE DEMANDA”</p><p>ATUAL DE SUA ENGENHARIA?</p><p>Nessa discussão, vamos nos valer de alguns dados históricos e estatísticos.</p><p> SAIBA MAIS</p><p>Gráfico de Pareto, também conhecido como diagrama de Pareto, é uma das 7 ferramentas da</p><p>qualidade na linha de produção. Utiliza-se esse gráfico para que sejam focalizados os esforços</p><p>na melhoria dos projetos. A análise de causa raiz é uma metodologia na qual se busca</p><p>identificar a causa raiz de um problema, para que seja proposta a melhor solução possível.</p><p>Assim como já abordado, características regionais das demandas para atuações de</p><p>engenheiros, a identificação de problemas e oportunidades pode ser feita por regiões,</p><p>microrregiões, estados, cidades etc. Dependendo do setor observado, nichos específicos</p><p>podem ser identificados, arranjos produtivos locais (APL) ou outro tipo/fator de atratividade</p><p>relacionado a demandas para as engenharias.</p><p>A fim de explorarmos melhor as potenciais oportunidades regionais de aplicação das</p><p>engenharias, vamos considerar a distribuição dos arranjos produtivos locais no Brasil. Os APLs</p><p>são grupos de empresas localizadas em um mesmo território que apresentam produção</p><p>especializada e mantêm vínculos de interação, articulação, cooperação e aprendizagem entre</p><p>si e possivelmente com outros atores locais. Esses APLs podem estar associados a governo,</p><p>empresas, instituições de ensino, como também à pesquisa ou outros.</p><p>Esse fenômeno da concentração de empreendimentos de um mesmo setor produtivo em</p><p>determinada região geográfica é estudado no Brasil e no mundo. O mesmo fenômeno é</p><p>referido como arranjo produtivo local, sistema produtivo local ou até mesmo é utilizada a</p><p>palavra inglesa cluster (grupo, aglomeração). A expressão mais difundida no Brasil é arranjo</p><p>produtivo local.</p><p> VOCÊ SABIA</p><p>Devido à necessidade de articulação das ações governamentais para o apoio integrado aos</p><p>arranjos produtivos locais, foi instituído pela Portaria Interministerial n° 200, de 2 de agosto de</p><p>2004, o Grupo de Trabalho Permanente para Arranjos Produtivos Locais (GTP APL),</p><p>envolvendo 23 instituições governamentais e não governamentais. No ano seguinte, foram</p><p>integradas mais 10 instituições (Portaria Interministerial n° 331, de 24 de outubro 2005).</p><p>Posteriormente, foram alterados alguns de seus representantes por meio de portarias do MDIC:</p><p>n° 187, de 31 de outubro de 2006; n° 106, de 28 de abril 2008; e n° 133, de 16 de junho de</p><p>2010. Em 2011, novos nomes foram inseridos, conforme Portaria Ministerial n° 167, de 29 de</p><p>junho 2011. A coordenação era realizada pelo antigo Ministério da Indústria, Comércio Exterior</p><p>e Serviços, por meio da Coordenação-Geral de Programas Especiais, órgão da Secretaria do</p><p>Desenvolvimento e Competitividade Industrial daquele Ministério. Uma vez extinto o MDIC em</p><p>2019 (Lei n° 13.844, de 18 de junho de 2019), as funções do antigo Ministério foram atribuídas</p><p>ao atual Ministério da Economia.</p><p>Segundo o Observatório Brasileiro, os APLs estão classificados em 44 setores produtivos,</p><p>dentre os quais se destacam alguns com maior intensidade de atividades relacionadas às</p><p>engenharias. No setor de Aeroespacial/Defesa, existem APLs no estado de São Paulo e Rio</p><p>Grande do Sul (Polo de Defesa de Santa Maria). O APL “Aeroespacial e Defesa de São José</p><p>dos Campos” se destaca.</p><p>Cerca de 104 empresas com aproximadamente 15 mil funcionários compõem o APL nas</p><p>seguintes especializações voltadas ao segmento aeroespacial:</p><p>Manufatura & Estruturas de Aeronaves Pequenas e Médias</p><p>Design e Engenharia</p><p>Serviços & Consultoria especializados no segmento aeroespacial</p><p>Sistemas Eletrônicos</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>No setor de Construção Civil, existem polos em vários estados. No Rio de Janeiro, o polo</p><p>“Areias de Piranema” (extração de areia – 37 empresas); no Rio Grande do Norte, o polo</p><p>“Cadeia Produtiva da Construção Civil”; no Acre, Pernambuco e Tocantins, polos denominados</p><p>“Construção Civil”; e no Espírito Santo, o polo “Construção Civil da Região Metropolitana”</p><p>(3.720 empresas com 56.100 empregados).</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>O setor de Construção Naval está presente nos estados do Rio de Janeiro e no Rio Grande do</p><p>Sul. O APL “Cluster Tecnológico Naval do Rio de Janeiro” se destaca com produtos e serviços</p><p>associados à caldeiraria pesada; máquinas e equipamentos industriais; motores e turbinas,</p><p>peças e acessórios específicos; artigos pirotécnicos; munição naval; gerenciamento de projetos</p><p>de construção naval e reparos; sistemas navais; e, serviços marítimos (publicações náuticas,</p><p>levantamentos hidrográficos, dragagens, docagens, perícias etc.).</p><p>Foto: Shutterstock.com</p><p>No setor Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC), destaca-se no estado de São</p><p>Paulo o polo “Polo Cosmético de Diadema e Região” com 175 empresas e 6.112 funcionários.</p><p>Os produtos e serviços estão associados às áreas de higiene pessoal, perfumaria e</p><p>cosméticos, fornecedores de matéria-prima (soluções e componentes químicos, fragrâncias</p><p>etc.), embalagens (primárias, secundárias e sachês), serviços de consultoria, formação e</p><p>capacitação técnica.</p><p>Vários outros polos podem ser observados dentre os 44 setores produtivos cadastrados no</p><p>Observatório Brasileiro de APL. As oportunidades de atuação em cada engenharia não estão</p><p>necessariamente associadas a somente determinado</p><p>setor, visto que tecnologias trabalhadas</p><p>nas engenharias possuem ampla aplicação em diversos setores. A identificação de</p><p>oportunidades é mais bem obtida em pesquisas específicas relacionadas a determinada</p><p>aplicação de tecnologia.</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>javascript:void(0)</p><p>A dinâmica do mercado é tamanha, que é bem possível que desde a edição até a leitura deste</p><p>texto, algo novo tenha surgido e oportunidades adicionais tenham aparecido. O governo federal</p><p>é um grande promotor de oportunidades para as engenharias. Obras outrora adormecidas</p><p>podem ganhar fôlego subitamente, fomentando determinadas áreas, e o ambiente global da</p><p>economia é outro fator de destaque nessa dinâmica. Além de todos os cenários regionais</p><p>desenhados, ao serem observados o passado, o presente e o futuro, na prática, cada indivíduo</p><p>tem preferências particulares que podem culminar em decisões também muito particulares.</p><p>O importante é estar sempre pesquisando.</p><p>VERIFICANDO O APRENDIZADO</p><p>1. OBSERVE AS AFIRMATIVAS A SEGUIR:</p><p>I. A ENGENHARIA EXERCE UM PODER MULTIPLICADOR NA SOCIEDADE</p><p>AO CONDUZIR INOVAÇÃO NA INDÚSTRIA E DEMAIS SETORES</p><p>ECONÔMICOS, AO IMPACTAR E ALAVANCAR VÁRIOS OUTROS SETORES</p><p>DA ECONOMIA NO PROVIMENTO DE PRODUTOS E SERVIÇOS.</p><p>II. O GRAU DE MATURIDADE E DESENVOLVIMENTO DE TECNOLOGIAS</p><p>NO PAÍS PODE IMPACTAR O MERCADO DE TRABALHO NAS</p><p>ENGENHARIAS.</p><p>III. A CONTABILIZAÇÃO DE ENGENHEIROS DISPONÍVEIS NO MERCADO</p><p>DE TRABALHO SE TORNA FÁCIL AO SE CONSULTAR BASES DE DADOS</p><p>ESTATÍSTICAS NAS REGIÕES.</p><p>ESTÁ CORRETO O QUE SE AFIRMA EM</p><p>A) I, II e III.</p><p>B) II e III.</p><p>C) I e II.</p><p>D) I e III.</p><p>E) II, somente.</p><p>2. OBSERVE AS AFIRMATIVAS A SEGUIR:</p><p>I. O GOVERNO FEDERAL DISPONIBILIZA UMA PLATAFORMA DE</p><p>PESQUISA INTITULADA OBSERVATÓRIO BRASILEIRO APL, NA QUAL É</p><p>POSSÍVEL OBSERVAR A DISTRIBUIÇÃO DOS ARRANJOS PRODUTIVOS</p><p>LOCAIS NO TERRITÓRIO NACIONAL E INTERNACIONAL DE ACORDO</p><p>COM VÁRIOS SETORES PRODUTIVOS.</p><p>II. O SETOR AEROESPACIAL E DE DEFESA TEM ARRANJO PRODUTIVO</p><p>LOCAL QUE SE DESTACA NA CIDADE DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, EM</p><p>SÃO PAULO.</p><p>III. NOS APLS, É POSSÍVEL OBSERVAR O EFEITO MULTIPLICADOR DE</p><p>EMPREGOS, VISTO QUE ATIVIDADES ASSOCIADAS ÀS ENGENHARIAS</p><p>COSTUMAM ATRAIR OUTRAS ATIVIDADES PERIFÉRICAS.</p><p>ESTÁ CORRETO O QUE SE AFIRMA EM</p><p>A) I, II e III.</p><p>B) II e III.</p><p>C) I e II.</p><p>D) I e III.</p><p>E) II, somente.</p><p>GABARITO</p><p>1. Observe as afirmativas a seguir:</p><p>I. A engenharia exerce um poder multiplicador na sociedade ao conduzir inovação na</p><p>indústria e demais setores econômicos, ao impactar e alavancar vários outros setores da</p><p>economia no provimento de produtos e serviços.</p><p>II. O grau de maturidade e desenvolvimento de tecnologias no país pode impactar o</p><p>mercado de trabalho nas engenharias.</p><p>III. A contabilização de engenheiros disponíveis no mercado de trabalho se torna fácil ao</p><p>se consultar bases de dados estatísticas nas regiões.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>A alternativa "C " está correta.</p><p>A contabilização de engenheiros disponíveis no mercado de trabalho não é nada fácil, já que</p><p>muitos engenheiros migram para outras áreas, se tornam autônomos e alguns podem decidir</p><p>retornar para o mercado por algum motivo. Nenhum banco de dados consegue prever tais</p><p>movimentos.</p><p>2. Observe as afirmativas a seguir:</p><p>I. O governo federal disponibiliza uma plataforma de pesquisa intitulada Observatório</p><p>Brasileiro APL, na qual é possível observar a distribuição dos arranjos produtivos locais</p><p>no território nacional e internacional de acordo com vários setores produtivos.</p><p>II. O setor Aeroespacial e de Defesa tem arranjo produtivo local que se destaca na cidade</p><p>de São José dos Campos, em São Paulo.</p><p>III. Nos APLs, é possível observar o efeito multiplicador de empregos, visto que</p><p>atividades associadas às engenharias costumam atrair outras atividades periféricas.</p><p>Está correto o que se afirma em</p><p>A alternativa "B " está correta.</p><p>A afirmativa I está errada, pois a plataforma indica somente os arranjos produtivos em área</p><p>nacional. A afirmativa II está correta, pois nosso setor de pesquisa aeroespacial tem sede em</p><p>São José dos Campos, no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).</p><p>A afirmativa III está correta, pois a atividade da engenharia não trabalha sozinha, necessitando</p><p>de diversas áreas periféricas como apoio.</p><p>CONCLUSÃO</p><p>CONSIDERAÇÕES FINAIS</p><p>Como vimos, a versatilidade inerente ao engenheiro lhe proporciona ampla atuação em</p><p>diversos setores da economia. Ora atuando como pesquisador, ora como gestor, o engenheiro</p><p>trabalha com projetos e pesquisas em empresas ou na academia, sempre buscando o</p><p>aprimoramento de suas capacitações.</p><p>Os engenheiros são preparados para o desenvolvimento de soluções para vários problemas na</p><p>sociedade. A busca pelo domínio da ciência e da técnica não se encerra no final do curso de</p><p>graduação. Durante toda a carreira, a pesquisa aplicada se faz necessária para que os</p><p>obstáculos no caminho das soluções possam ser contornados e transpostos.</p><p>O entendimento do mercado é essencial para o sucesso da profissão, tanto para a correta</p><p>compreensão das demandas específicas pelos serviços de engenharia em curso quanto para o</p><p>planejamento da carreira em si. Além das atuações mais corriqueiras em projetos, gestão,</p><p>academia e pesquisa, várias outras oportunidades podem ser observadas quando se pesquisa</p><p>o mercado em constante mutação.</p><p>O Brasil é um país de dimensões continentais. As variedades na geografia, na cultura e no</p><p>clima proporcionam ampla distribuição territorial das atividades econômicas. Cabe a cada</p><p>indivíduo observar o cenário atual e prospectar os vindouros para poder escolher onde e</p><p>quando atuar na prática de sua especialidade como engenheiro.</p><p>AVALIAÇÃO DO TEMA:</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Registros administrativos: RAIS e CAGED.</p><p>Brasília: MTE, 2010.</p><p>CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA E AGRONOMIA. CONFEA. Resolução n° 218, de</p><p>29 de junho de 1973. Regulamenta as atribuições profissionais inseridos nos sistema</p><p>CONFEA/CREA.</p><p>FORMIGA, M. M. M. (org.). Engenharia para o desenvolvimento: inovação, sustentabilidade</p><p>e responsabilidade social como novos paradigmas. Brasília: CNI/SENAI, 2010.</p><p>INSTITUTO DE PESQUISA ECONÔMICA APLICADA. IPEA. Pesquisa e planejamento</p><p>econômico. v. 44. n. 2. ago. 2014.</p><p>GUIA PMBOK. Um guia do conhecimento em gerenciamento de projetos. 6 ed. EUA: PMI,</p><p>2017.</p><p>SLACK, N. et al. Administração da produção. 3 ed. São Paulo: Atlas, 2006.</p><p>SOUZA, K. B. de.; DOMINGUES, E. P. Mapeamento e projeção da demanda por</p><p>engenheiros por categoria, setor e microrregiões brasileiras. Pesquisa e Planejamento</p><p>Econômico. Rio de Janeiro: Ipea, 2014.</p><p>EXPLORE+</p><p>Para quem deseja se aprofundar neste conteúdo, recomendamos:</p><p>O artigo A Inserção de recém-graduados em engenharias, medicina e licenciaturas no</p><p>mercado de trabalho formal no site do IPEA. Veja o cenário do mercado brasileiro em</p><p>2015.</p><p>Visite o portal Observatório Brasileiro APL.</p><p>CONTEUDISTA</p><p>Beniamin Achilles Bondarczuk</p>