Prévia do material em texto
CONTROLE DE QUALIDADE NA INDÚSTRIA QUÍMICA Controle Estatístico do Processo (CEP) Controle estatístico do processo (CEP) Um produto ou serviço de qualidade é aquele que atende perfeitamente, de forma confiável, de forma acessível, de forma segura e no tempo certo as necessidades do cliente. Cada produto possui um número de elementos que, em conjunto, descrevem sua adequação ao uso. Esses elementos são frequentemente chamados de características de qualidade. Essas características podem ser de diversos tipos: físicas, tais como comprimento, peso, voltagem e viscosidade; sensoriais, como gosto, aparência e cor; ou de orientação temporal, como confiabilidade, manutenção, utilidade e durabilidade. Controle estatístico do processo (CEP) Se um produto deve corresponder, ou exceder, às expectativas do cliente, deve então ser produzido por um processo que seja estável ou replicável. O processo deve ser capaz de operar com pequena variabilidade em torno das dimensões-alvo ou nominais das características de qualidade do produto. O controle estatístico do processo (CEP) é uma técnica aplicada a produção que permite a obtenção da estabilidade do processo e redução sistemática da variabilidade nas características da qualidade de interesse, contribuindo para a melhoria da qualidade intrínseca, da produtividade, da confiabilidade e do custo do que está sendo produzido. Controle estatístico do processo (CEP) Suas sete principais ferramentas são: 1. Histogramas ou diagrama de ramo e folhas 2. Folha de controle 3. Gráfico de Pareto 4. Diagrama de causa-e-efeito 5. Diagrama de concentração de defeito 6. Diagrama de dispersão 7. Gráfico de controle Das sete ferramentas o Gráfico de controle de Shewhart é o mais sofisticado tecnicamente. O controle da qualidade iniciou na década de 20, nos Estados Unidos, como resultado de avanços na tecnologia de medição e da aplicação industrial das cartas de controle, desenvolvidas pelo Dr. Walter A. Shewhart. O Dr. Walter Shewhart desenvolveu uma técnica simples mas poderosa para fazer a distinção entre causas comuns e causas especiais: as cartas de controle do processo. Shewhart propôs o uso das cartas de controle para a análise dos dados provenientes de amostragem, substituindo a mera detecção e correção de produtos defeituosos pelo estudo e prevenção dos problemas relacionados à qualidade, visando impedir que produtos defeituosos fossem produzidos. Controle estatístico do processo (CEP) Gráfico de Controle (ou Carta de controle) Linha central – representando o valor médio da característica de qualidade que corresponde ao estado sob controle (isto é, apenas causas aleatórias estão presentes. Limite superior de controle (LSC) Limite inferior de controle (LIC) Obs: é comum unirem- se os pontos amostrais por seguimentos de reta a fim de facilitar a visualização da evolução ao longo do tempo Ca ra ct er íst ic a da qu al id ad e am os tr al Linha Central Controle estatístico do processo (CEP) O principal objetivo do CEP é possibilitar um controle eficaz da qualidade, feito pelo próprio operador em tempo real. Isso aumenta o comprometimento do operador com a qualidade do que está sendo produzido e libera a gerência para as tarefas de melhoria. O CEP possibilita o monitoramento das características de interesse, assegurando que elas irão se manter dentro de limites preestabelecidos e indicando quando devem ser tomadas ações de correção e melhoria. Controle estatístico do processo (CEP) É importante ressaltar a importância de se detectar os defeitos o mais cedo possível, para evitar a adição de matéria prima e mão de obra a um produto defeituoso. O CEP objetiva aumentar a capacidade dos processos, reduzindo refugo e retrabalho, e, por consequência, o custo da má qualidade. Assim, ele proporciona às empresas a base para melhorar a qualidade de produtos e serviços e, simultaneamente, reduzir substancialmente o custo da má qualidade. Controle estatístico do processo (CEP) É um sistema de inspeção por amostragens realizadas ao longo do processo, com o objetivo de verificar a presença de causas especiais, ou seja, causas que podem prejudicar a qualidade do produto manufaturado. Um vez identificadas as causas especiais, podemos atuar sobre elas, melhorando continuamente a qualidade do produto. Controle estatístico do processo (CEP) A variabilidade está sempre presente. Em qualquer processo de produção, independentemente de quão bem planejado ou cuidadosamente mantido ele seja, certa quantidade de variabilidade inerente ou natural sempre existirá. Se compararmos duas unidades quaisquer, produzidas pelo mesmo processo, elas jamais serão exatamente idênticas. Contudo, a diferença pode ser grande ou pode ser praticamente inexistente. Além disso, as fontes de variabilidade podem agir de forma diferente sobre o processo. Controle estatístico do processo (CEP) Variabilidade Essa variabilidade natural, ou ´´ruído de fundo´´ é o efeito cumulativo de muitas causas pequenas, essencialmente inevitáveis, e é chamada de ´´sistema estável de causas aleatórias (causas comuns)´´. Diz-se que um processo que opera apenas com as causas aleatórias da variação está sob controle estatístico. As causas aleatórias são uma parte inerente ao processo. Controle estatístico do processo (CEP) Variabilidade Outros tipos de variabilidade podem, ocasionalmente, estar presentes na saída de um processo, e surgem normalmente de três fontes: o Erros do operador o Diferenças na matéria-prima, matéria-prima defeituosa o Máquinas ajustadas ou controladas de maneira inadequada. Tal variabilidade é, geralmente, muito grande quando comparada com o ruído de fundo, e representa um nível inaceitável do desempenho do processo. Essas fontes de variabilidade (que não fazem parte do padrão de causas aleatórias), são as causas atribuíveis de variação (causas especiais). Quando o processo opera na presença de causas atribuíveis, diz-se que ele está fora de controle. Controle estatístico do processo (CEP) Controle estatístico do processo (CEP) LCS LCI Limites de controle Tempo Dimensão Devido à variabilidade inerente ao processo, as medidas individuais de uma característica de qualidade são todas diferentes entre si, mas quando agrupadas elas tendem a formar um certo padrão: Controle estatístico do processo (CEP) Quando o processo é estável, esse padrão pode ser descrito por uma distribuição de probabilidade. Controle estatístico do processo (CEP) As medidas de um conjunto de peças variam uma para outra... ... mas, elas formam uma aglomeração, que se estável, pode ser descrita como uma distribuição normal, que pode diferir quanto a: Localização Dispersão Forma Ou quaisquer combinação entre essas. Esta distribuição pode ser caracterizada pelos seguintes fatores: • Localização – que representa a tendência central dos dados. • Dispersão - que representa a variabilidade dos dados em torno da tendência central. • Forma - padrão de variação (se a distribuição é simétrica, assimétrica, oblíqua, uniforme etc.) Controle estatístico do processo (CEP) Controle estatístico do processo (CEP) Se apenas causas comuns (aleatórias) estiverem presentes, o resultado do processo forma uma distribuição estável ao longo do tempo e previsível Se causas especiais (atribuíveis) estiverem presentes, o resultado do processo não é estável e ao longo do tempo é imprevisível. Linha objetivo Linha objetivo Predição Predição Te m po Te m po • Causas comuns (aleatórias) • são as diversas fontes (causas) de variação que atuam de forma aleatória no processo, gerando uma variabilidade inerente do processo. • Essa variabilidade representa o padrão natural do processo, pois é resultante do efeito cumulativo de pequenas fontes de variabilidade (causas) que acontecem diariamente, mesmo quando o processo está trabalhando sob condições normais de operação. • Um processo que apresenta apenasas causas comuns atuando é dito um processo estável ou sob controle, pois apresenta sempre a mesma variabilidade ao longo do tempo. Controle estatístico do processo (CEP) • Causas comuns (aleatórias) • As causas comuns, em geral, só podem ser resolvidas por uma ação global sobre o sistema, e muitas vezes a atuação sobre elas não se justifica economicamente. • Os operadores estão em boa posição para identificá-las, mas a sua correção exige decisão gerencial. Controle estatístico do processo (CEP) • As causas especiais são causas que não são pequenas e não seguem um padrão aleatório (problemas nos equipamentos ou nas ferramentas, um lote de matéria prima com características muito diferentes etc.). • São consideradas falhas de operação. Elas fazem com que o processo saia fora de seu padrão natural de operação, ou seja, provocam alterações na forma, tendência central ou variabilidade das características de qualidade. • Elas reduzem significativamente o desempenho do processo e devem ser identificadas e neutralizadas, pois sua correção se justifica economicamente • As causas especiais geralmente são corrigidas por ação local e, por isso, são de responsabilidade dos operadores, apesar de algumas vezes a gerência estar em melhor posição para resolver o problema. • Causas especiais (atribuíveis) Controle estatístico do processo (CEP) • Um objetivo maior do controle estatístico do processo é detectar rapidamente a ocorrência de causas atribuíveis (especiais) das mudanças do processo, de modo que a investigação do processo e a ação corretiva possam ser realizadas antes que muitas unidades não conformes sejam fabricadas. • A meta de um sistema de controle do processo é permitir que sejam realizadas decisões corretas referentes a quando agir sobre o processo, pois tanto o excesso de ação quanto a falta de ação são prejudiciais. • Assim, a função do sistema de controle do processo é fornecer um sinal estatístico sempre que causas especiais estejam presentes, de forma que ações corretivas possam ser disparadas. Controle estatístico do processo (CEP)