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<p>AFYA – FACULDADE DE CIÊNCIAS MÉDICAS – ITACOATIARA/AM</p><p>MEDICINA</p><p>RAISSA CRISTINA DINIZ DORNELES</p><p>ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO</p><p>ITACOATIARA – AM</p><p>2024</p><p>RAISSA CRISTINA DINIZ DORNELES</p><p>ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO</p><p>Trabalho apresentado para aquisição de nota</p><p>parcial em TIC’S, no eixo de Sistemas</p><p>Orgânicos Integrados, pelo curso de</p><p>Medicina da Faculdade de Ciências Médicas</p><p>- Afya, ministrada pelo docente: Prof°.</p><p>Alessandro.</p><p>ITACOATIARA – AM</p><p>2024</p><p>ACIDENTE VASCULAR ENCAFÁLICO</p><p>O acidente vascular encefálico (AVE), frequentemente conhecido como derrame</p><p>cerebral, é uma condição médica crítica que resulta da interrupção abrupta do fluxo</p><p>sanguíneo para uma parte do cérebro. Esse evento pode levar a uma ampla gama de</p><p>déficits neurológicos e consequências graves, variando desde paralisia até alterações</p><p>cognitivas e alterações na capacidade de fala. O AVE é uma das principais causas de morte</p><p>e incapacidade em todo o mundo, representando um problema significativo para os</p><p>sistemas de saúde e para a qualidade de vida dos pacientes afetados (Gouvêa et al., 2015).</p><p>Os acidentes vasculares encefálicos podem ser classificados em duas categorias</p><p>principais: isquêmico e hemorrágico. O AVE isquêmico ocorre quando uma artéria</p><p>cerebral é bloqueada por um coágulo sanguíneo ou outra substância, impedindo o fluxo</p><p>sanguíneo para uma área do cérebro. Já o AVE hemorrágico é causado pelo rompimento</p><p>de um vaso sanguíneo no cérebro, resultando em sangramento que pode danificar o tecido</p><p>cerebral e aumentar a pressão intracraniana (Gouvêa et al., 2015).</p><p>1. Qual tipo de tomografia utilizamos na avaliação do paciente com quadro agudo</p><p>de AVC?</p><p>Na avaliação de um paciente com quadro agudo de acidente vascular cerebral (AVC),</p><p>o exame de imagem inicial mais utilizado é a Tomografia Computadorizada (TC) de</p><p>crânio sem contraste. Esse exame é fundamental para diferenciar entre AVC isquêmico e</p><p>hemorrágico e para excluir outras causas de sintomas neurológicos agudos, como tumores</p><p>ou infecções (Gouvêa et al., 2015).</p><p>Indicações e objetivos (Gouvêa et al., 2015):</p><p>Descartar o diagnóstico de AVE hemorrágico, já na admissão e identificar área de</p><p>infarto (sensibilidade aumenta após 24 horas) em até 72 horas. Segundo a Gouvêa (2015),</p><p>recomenda-se a imagem (TC sem contraste) dentro de 20 minutos após um paciente com</p><p>suspeita de acidente vascular cerebral chegar ao hospital.</p><p>Sinais precoces de AVE isquêmico (Gouvêa et al., 2015):</p><p>A presença de sinais precoces implica pior prognóstico, sendo eles:</p><p>• Hipoatenuação do parênquima acometido;</p><p>• Hipoatenuação envolvendo ≥ 1/3 do território da artéria cerebral média (ACM);</p><p>• Obscuração do núcleo lentiforme;</p><p>• Desaparecimento de sulcos corticais;</p><p>• Hiperatenuação de grandes vasos.</p><p>Cálculo do ASPECTS: Escore para graduar regiões de hipodensidade definida na TC</p><p>de crânio, em casos de AVC isquêmico < 6 horas e indicação de r-tPA e/ou trombectomia</p><p>(Gouvêa et al., 2015).</p><p>2. Quais as três perguntas que devemos tem em mente antes de utilizar trombólise</p><p>IV?</p><p>Antes de utilizar a trombólise intravenosa (IV) em pacientes com suspeita de acidente</p><p>vascular cerebral (AVC) isquêmico agudo, é essencial considerar três perguntas</p><p>fundamentais (Nogueira et al., 2012):</p><p>2.1. Qual é o horário de início dos sintomas?</p><p>É crucial determinar com precisão o momento em que os sintomas do AVC começaram,</p><p>pois a trombólise deve ser iniciada dentro de uma janela terapêutica de até 3 horas após</p><p>o início dos sintomas.</p><p>2.2. A tomografia computadorizada do crânio exclui a presença de hemorragia?</p><p>A realização de uma tomografia computadorizada sem contraste é obrigatória para</p><p>garantir que não haja evidência de hemorragia cerebral, o que contraindica o uso de</p><p>trombolíticos.</p><p>2.3. O paciente atende aos critérios de inclusão e exclusão para o uso de rt-PA?</p><p>É fundamental verificar se o paciente se enquadra nos critérios de inclusão (como idade</p><p>superior a 18 anos e ausência de hemorragia na TC) e se não apresenta condições que o</p><p>excluam do tratamento (como uso recente de anticoagulantes ou hipertensão não</p><p>controlada).</p><p>3. Território da cerebral média em um corte do estilo de uma tomografia (plano</p><p>transversal do encéfalo).</p><p>Figura 1: Créditos: Dra. Elazir Mota - Rio de</p><p>Janeiro/RJ; Tomografia em plano transversal.</p><p>Figura 2: Anatomia do encéfalo (Micheau, A.; Hoa, D., 2008).</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>GOUVÊA, D.; et al. Acidente Vascular Encefálico: uma revisão da literatura. Ciência</p><p>Atual–Revista Científica Multidisciplinar do Centro Universitário São José, Rio de</p><p>Janeiro, 2015, v. 6, n. 2, pg. 02-06. Disponível em:</p><p>https://revista.saojose.br/index.php/cafsj/article/view/122/106. Acessado em: 31 ago.</p><p>2024.</p><p>MICHEAU, A.; HOA, D. Anatomia do cérebro (IRM) - atlas de secções transversais da</p><p>anatomia humana. Imaios, august, 2008. DOI: https://doi.org/10.37019/e-</p><p>anatomy/163.br. Acessado em: 1 set. 2024.</p><p>NOGUEIRA, R. G.; SILVA, G. S.; LIMA, F. O.; et al. Diretrizes para o tratamento do</p><p>acidente vascular cerebral isquêmico agudo. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, São</p><p>Paulo, 2012, v. 98, n. 3, p. 68-96. DOI: 10.1590/S0066-782X2012005000011. Acessado</p><p>em: 31 ago. 2024.</p>

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