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CENÁRIOS ECONÔMICOS 
Alberto dos Santos 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
 
 
SUMÁRIO 
 
 
1 INTRODUÇÃO À ECONOMIA .................................................................... 3 
2 NOÇÕES GERAIS DE ECONOMIA ............................................................ 11 
3 AS ESCOLAS DO PENSAMENTO ECONÔMICO ........................................ 22 
4 MICROECONOMIA: PRODUÇÃO E CUSTOS; RENDA ............................... 31 
5 MACROECONOMIA. ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA ................ 45 
6 ECONOMIA INTERNACIONAL: COMÉRCIO INTERNACIONAL E POLÍTICA 
CAMBIAL ................................................................................................................................. 62 
 
 
 
 
3 
 
 
1 INTRODUÇÃO À ECONOMIA 
As primeiras civilizações se formaram quando o homem descobriu a 
agricultura e passou a ter uma vida mais sedentária, isso por volta de 
4. 000 a. C. Essas primeiras civilizações se formaram em torno ou em 
função de grandes rios: a Mesopotâmia estava ligada aos Rios Tigre e 
Eufrates, o Egito ao Nilo, a Índia ao Indo e a China ao Amarelo. 
Foi no Oriente Médio que tiveram início as civilizações. Tempos depois, 
foram se desenvolvendo no Oriente outras civilizações que, sem contar 
com o poder fertilizante dos grandes rios, ganharam características 
diversas. As pastoris, como a dos hebreus, ou as mercantis, como a dos 
fenícios. Cada um desses povos teve, além de uma rica história interna, 
longas e muitas vezes conflituosas relações com os demais. 
Fonte: <http: //www. sohistoria. com. br/ef2/mesopotamia/>. Acesso em: 14 jun. 
2018. 
 
1. 1 Definição de economia 
Objetivos: 
• Identificar os conceitos introdutórios de Economia. 
• Abordar as inter-relações da economia com as demais ciências. 
• Compreender a razão da economia na vida dos indivíduos e da sociedade. 
 
Conhecimento de Economia 
• Não se limita à política. 
• Por que todos devem saber? = Interesse geral 
 
 
4 
 
O que é economia? 
Economia é o estudo da escassez. 
Elementos que compõem a atividade econômica: 
(a) os recursos produtivos; 
(b) as técnicas de produção que transformam os recursos em bens e serviços; 
(c) as necessidades humanas. 
É a forma como as sociedades utilizam os recursos para produção de bens com valor e 
a forma como é feita a distribuição desses bens entre os indivíduos. 
Economia = Ciência social 
Seu objeto de estudo também é fruto da vida social. 
As relações com os agentes econômicos (empresas ou pessoas físicas) e o 
funcionamento dos sistemas econômicos conduz à reflexão sobre os problemas 
existentes e a proposta de soluções. 
 
 
É o estudo da utilização dos recursos escassos na produção de bens e serviços para a 
satisfação das necessidades ou desejos humanos. 
Dessa forma, podemos concluir que. . . 
Os recursos econômicos que constituem a base de qualquer economia são os meios 
utilizados pela sociedade para a produção de bens e serviços que irão satisfazer as 
necessidades humanas. 
 
1. 2 Economia como Ciência 
Objetivos: 
• Compreender a economia no que tange à moeda. 
 
5 
 
• Correlacionar moeda e economia. 
 
Para começar, temos uma pergunta importante para você: a Economia é uma Ciência? 
Para falarmos sobre isso, é preciso saber que a Economia começou muito antes de 
mim e de você. As transações econômicas tiveram início com os povos antigos. Por 
essa razão, é fundamental conhecer como nasceu a Economia, que está presente nas 
ações mais simples do nosso dia a dia. 
Podemos dizer quena Mesopotâmiajá existiam transações econômicas. Essa civilização 
é considerada uma das mais antigas da história. Ocupada entre 4. 000 a. C. e 539 a. C 
por uma série de povos que formaram a nação mesopotâmica, a estreita faixa de terra 
localizava-se entre os rios Tigre e Eufrates, no Oriente Médio, onde atualmente é o 
Iraque. Por sua disponibilidade de terras, grande parte de sua riqueza era movida pelas 
atividades agrícolas. 
Como você pode ver, embora já existissem naquela época atividades comerciais, 
portanto, econômicas, ainda não se falava sobre a Economia como Ciência. 
Já na Renascença, por volta dos séculos XV e XVI, era quase impossível a emergência 
da Economia como campo específico de estudo, tendo em vista a dominação do 
Estado e da Igreja, a força dos costumes e as crenças religiosas e filosóficas, além da 
amplitude limitada da atividade econômica. 
Vários foram os problemas vividos pelas sociedades antigas e, certamente, em todas 
as épocas da História universal dessas pequenas comunidades, todas procuraram 
resolver de alguma forma seus problemas de natureza econômica. Entretanto, os 
registros históricos de estudos da economia vistos como conjunto sistematizado de 
conhecimentosão relativamente recentes. 
Somente a partir do século XVIII é que a Economia despontou como Ciência. 
A partir da Revolução Industrial, mais especificamente no final do século XIX, com o 
motor de combustão interna e a geração de energia elétrica, o progresso econômico 
 
6 
 
foi intenso. Nas últimas décadas do século XX, seu estudo ganhou novo e inesperado 
impulso. 
 
Após os conflitos evidenciados nos períodos de guerras (a primeira entre 1914 e 1918 
e a segunda entre 1939 e 1945), os estudos da época tinham foco em como conseguir 
rapidamente o equilíbrio econômico das nações, visto haver uma grande massa de 
desempregados. 
Mas você deve estar se perguntando: se já fazemos transações econômicas em nosso 
dia a dia, por que falar de Economia como Ciência? 
Em um grupo formado por várias pessoas, podemos dizer que cada uma delas age de 
forma diferente diante de um problema econômico. Contudo, ao ocupar um cargo de 
responsabilidade em uma empresa ou na administração pública, essas pessoas 
precisam ir além da subjetividade, ou seja, necessitarão de conhecimentos teóricos 
mais sólidos para poder analisar os problemas econômicos no contexto organizacional. 
Esperamos que você tenha compreendido que o conhecimento sobre os temas 
econômicos é importante na busca de soluções para melhorar a qualidade de vida da 
sociedade e das organizações. 
 
1. 3 Questões econômicas 
Objetivo: 
• Compreender e associar as questões econômicas. 
 
Aumentos de preço 
Em uma visão bem simplista, os aumentos de preço se justificam em função da 
existência de inflação. 
Quando há inflação nas economias, o ajuste de preços também ocorre em função da 
falta de credibilidade por parte do empresário em relação à estabilidade da economia. 
Na verdade, não ocorre equilíbrio entre oferta e procura. 
 
7 
 
Períodos de crise econômica 
Podemos dizer que há uma relação direta entre os períodos de crise econômica com o 
montante que os governos gastam dos recursos que têm a sua disposição. Quando se 
gasta mais do que o disponível, é gerado um desequilíbrio nas contas dos governos, 
levando o país a enfrentar crises. A consequência é a elevada carga tributária, o que 
ajuda a reduzir o consumo da sociedade, provocando menor produção e mais 
desemprego. 
 
Desemprego 
O desemprego tem forte relação com os setores produtivos e, estes, dependem do 
poder aquisitivo dos consumidores para decidirem o volume que será produzido. 
Portanto, o ideal é que haja crescimento econômico de forma a utilizar a plena 
capacidade produtiva disponível, ou seja, direcionar a economia ao pleno emprego dos 
recursos. 
 
Setores que crescem mais que outros 
Pode ser observado atualmente que alguns setores crescem mais que outros. 
Podemos citar, por exemplo, o crescimento da indústria automobilística, que buscou 
investir de maneira acentuada na aceleração do crescimento e desenvolvimento 
tecnológico para que pudesse atender à exigência do consumidor ao buscar pelo 
conforto, pelo prazer e pela satisfação pessoal. Ou negativamente, a indústria de Bens 
de Capital, que para vender uma nova máquina, depende de osconsumidores 
comprarem mais do que têm comprado. 
 
Diferenças salariais 
Você sabia que o salário acaba sendo uma forma que o empresário tem para reduzir 
custos em busca de aumentar seus lucros? 
Desde a formação da sociedade brasileira, evidenciamos que os grandes centros 
pagam mais pelo trabalho do que as regiões que acusam menor índice de 
desenvolvimento e crescimento econômico. 
 
8 
 
Tal colocação nos levará a entender a questão do “custo de vida” que tanto ouvimos 
falar. Isso se deve, é claro, à realidade que nas capitais mais desenvolvidas, os preços 
são maiores em comparação com os centros menos desenvolvidos, o que leva a gastos 
maiores no primeiro em relação ao segundo. 
Crises no balanço de pagamentos 
Você sabia que em uma economia globalizada os acordos econômicos são feitos de 
maneira equilibrada, ou seja, não está previsto a determinado país exportar mais do 
que importará deste país? Quando esse “Balanço de pagamentos” está em 
desequilíbrio, ou seja, há mais importação (compra) do que exportações (venda), 
dizemos que há crise no balanço de pagamentos. 
Valorização ou desvalorização na taxa de câmbio 
Você sabia que o dólar é parâmetro para comparação entre as moedas mundiais, por 
ser considerada uma moeda forte? 
• Até que ponto é bom o aumento do dólar? 
 É bom para exportação, pois torna o produto brasileiro mais competitivo. 
• De que forma ele se mostra eficaz? 
 Imagine que você exporte um produto com as seguintes informações: 
o Preço de venda em Reais (R$): 2. 000, 00 
o Taxa do dólar (exemplo) R$: 2, 00 (para comprar 1 dólar, necessito de R$ 2, 00) 
o Preço de venda em dólar (US$): 1. 000, 00, ou seja, R$ 2. 000, 00 / R$ 2, 00 
Em uma segunda hipótese: 
o Admita que o dólar subisse para R$ 2, 50 
o Novo preço de venda: R$ 2. 000, 00 / R$ 2, 50 = US$ 800, 00 
o Conclusão: o preço de venda ficou mais barato em dólar, ou seja: 
o Era US$ 1000, 00 e passou a ser USS 800, 00 o que corresponde a 20% mais 
barato. 
Isto gera competitividade no mercado externo. Porém, não podemos esquecer: 
O que ocorre na Economia globalizada? 
Também há as importações; 
Um fornecedor internacional vende um produto por US$ 1. 500, 00 
Quanto custará nas duas situações? 
 
9 
 
Situação 1: Dólar a R$ 2, 00 = US$ 1. 500, 00 X R$ 2, 00 = R$ 3. 000, 00 
Situação 2: Dólar a R$ 2, 50 = US$ 1. 500, 00 X R$ 2, 50 = R$ 3. 750, 00 
Isso também é possível para detectarmos as movimentações financeiras que envolvem 
Euro, Yen, entre outros. 
 
Ociosidade em alguns setores da atividade 
Como vimos, vários são os fatores que determinam a “atividade”, seja pela melhor 
maximização dos recursos utilizados, pelo poder aquisitivo dos consumidores, seja pela 
necessidade de o patrão aumentar seus preços, ou pela concorrência acirrada em 
função da necessidade de sobrevivência, enfim, os setores econômicos sempre serão 
influenciados pelas nossas decisões como consumidores, pelos empresários como 
produtores ou pelo governo como mediador. 
 
Diferenças de renda entre as várias regiões do país 
Uma das grandes questões sociais, e que sempre vem à tona nos debates 
governamentais e analíticos sociais, não é o “crescer economicamente”, mas 
“distribuir o que já temos”, ou seja, tudo o que já conquistamos como nação deveria 
ser distribuído igualmente, o que elevaria o grau de equiparação de consumo e 
riqueza. A desigualdade é o fundamento da má distribuição de renda e uma das 
justificativas da pobreza no Brasil. 
Se as classes de renda fossem iguais em todo o país, não seria mencionada a questão 
do “custo de vida”, pois, teoricamente, os preços seriam iguais. 
 
Taxas de juros 
Segundo Mochón (2007), podemos definir o termo taxa de juros como sendo o custo 
do dinheiro no tempo. Em palavras mais simples, quanto custa obter recurso (dinheiro) 
de alguém? Esse custo é explicado pela taxa de juros. 
No Brasil, a taxa de juros ainda é um fator que restringe o crédito ou a busca por tal 
dinheiro. Devemos entender que todo consumidor, ao obter dinheiro, é conduzido ao 
consumo. Tal procedimento faz com que o detentor do capital (o empresário), 
percebendo mais dinheiro na Economia, eleve seus preços provocando o aumento dos 
 
10 
 
índices de inflação. Então, a taxa de juros passa a ser uma ferramenta de controle, 
coibindo tal procedimento. 
 
 
Déficit governamental 
O déficit governamental tem forte relação com a questão da dívida externa, uma vez 
que essa tem fundamento na ação do governo de utilizar recursos oriundos de 
economias estrangeiras passando a dever para estes. 
 
Elevação de impostos e tarifas públicas 
Devemos nos lembrar de que o governo, para movimentar a “máquina pública”, 
necessita de recursos, ou seja, o dinheiro que movimenta tal máquina é originado pelo 
pagamento de impostos e tributos. Quando o governo arrecada mais do que consome, 
há um aumento em impostos e tarifas. 
De acordo com Mochón (2007), os impostos são instrumento fundamental da política 
econômica. A incidência de um imposto mede a maneira como se divide a carga do 
imposto entre os participantes do mercado. Os impostos reduzem a renda privada e o 
gasto privado e, ao mesmo tempo, são fontes de recursos para o gasto público. 
Conforme temos evidenciado, o governo também se usa do advento do imposto para 
alavancar determinados setores econômicos, como o foi em certos momentos, quando 
da redução da alíquota do IPI para incentivar o aumento da venda de automóveis. 
 
 
 
Conclusão 
 
Neste bloco, vimos que em um grupo formado por várias pessoas, é possível haver 
muitas definições diferentes e opiniões divergentes a respeito de economia. A 
dificuldade com que as pessoas conduzem suas próprias vidas e como agem diante de 
seus problemas, acabam por interferir em suas opiniões. Mas o conhecimento sobre os 
 
11 
 
temas econômicos se faz importante na busca de soluções para melhorar a qualidade 
de vida das pessoas e das organizações. 
A principal tarefa da economia é descobrir como o mundo econômico funciona de 
modo a atender às necessidades humanas e a busca pela maximização dos lucros por 
parte das organizações. 
 
2 NOÇÕES GERAIS DE ECONOMIA 
Queremos que você entenda que o dinamismo de nossa Economia altera 
constantemente as decisões que são tomadas por nós e pelos gestores das 
organizações. Diante desse contexto, usaremos uma linguagem com foco em 
estratégias, permitindo a visualização de possíveis decisões frente à constante 
competitividade do mercado e aos desafios para sobrevivência. 
 
2. 1 Objetos de estudos da Ciência Econômica: necessidades, escolhas, produção, 
distribuição, recursos, entre outros 
Objetivos: 
• Compreender a correlação entre as variáveis econômicas que afetam nossas 
decisões. 
• Entender como podemos melhorar nossas decisões diante de cenários 
conflitantes. 
 
Justifica-se estudar os objetos da Ciência Econômica, principalmente no que 
tange às necessidades humanas, à questão das escolhas que justificam a produção e, 
consequentemente, à distribuição. 
Com foco na produção, evidencia-se a preocupação com a capacidade 
empresarial e o estudo da curva de possibilidade de produção. Nesse enfoque, surgem 
as questões: o que produzir, como, quando, quanto e para quem produzir. 
 
12 
 
Faz-se necessário, neste ponto, compreender os conceitos de riqueza, utilidade e 
valor, o que irá nos conduzir ao entendimento do que se refere ao capitalismo e ao 
mercado. 
Você deve ter percebido que toda a economia gira em torno da escassez, seja ela 
escassez de recursos, de dinheiro, de pessoas ou de máquinas. Em função disso, 
podemos dizer que em tudo há limitação. Vamos fazer uma pausa para reforçar bem 
essa ideia: os recursos são limitados, já que não são infinitos, mas as necessidades são 
ilimitadas, uma vez que podem ser muitas, ok? 
Dessa forma, se temos necessidades e se elas são ilimitadas, temosque escolher, 
dentre as várias opções, qual das necessidades vamos atender. Quanto menor for o 
nosso poder aquisitivo, por exemplo, mais difíceis serão nossas escolhas. 
Em função das escolhas, as empresas têm uma tendência a produzir o que o 
consumidor deseja consumir. Você já teve a impressão de que alguns produtos foram 
criados exatamente para algo que você precisava? Isso significa que a produção 
depende da decisão de cada consumidor. 
Definida a necessidade, agora precisamos saber: como os produtos produzidos 
chegarão até nós, consumidores? Para que isso aconteça, serão discutidos e 
implementados os meios de distribuição. Você sabe como isso acontece? 
 
 
 
Figura 1: meios de distribuição 
Quando falamos de distribuição de produtos, estamos falando em meios de 
transporte, logística, pontos de vendas, enfim, da forma como os produtos chegarão 
 
13 
 
aos consumidores. Essa tarefa também tem forte apelo em relação aos limitadores de 
recursos para distribuição. Esses limitadores podem se apresentar de várias maneiras, 
por exemplo, a distância entre o fabricante e os pontos de comercialização, áreas de 
difícil acesso etc. Por isso, a economia acaba ficando presa aos recursos que são 
limitados. 
Imagine que nós fazemos parte de uma empresa. Se pensarmos em mão de obra 
produtiva, não temos centenas de pessoas à disposição para produção. Se pensarmos 
em máquinas, não temos várias à disposição. Ou seja, os recursos acabam sendo 
limitados ao nosso capital investido. 
Dessa forma, podem ocorrer duas situações: recursos demais geram ociosidade; 
recursos de menos geram escassez. Assim, podemos pensar na Economia como um 
sistema, pois diversas áreas interagem em um ciclo equilibrado entre si. 
Pudemos perceber que deve haver um equilíbrio entre o que o produtor pode ou 
deseja produzir e entre o que o consumidor pode e deseja consumir. Para ambos, 
existe um leque de escolhas, já que os recursos são limitados. 
 
2. 2 Capacidade empresarial 
Objetivos: 
• Associar as questões econômicas à limitação da capacidade empresarial. 
• Entender o comportamento da Curva de Possibilidade de Produção. 
• Analisar os impactos evidenciados. 
• Refletir sobre o tema. 
 
Entendendo a Curva de possibilidade produção (CPP) 
Hipóteses para sua representação: 
 
1) A quantidade de recursos existentes é fixa durante o tempo de análise. 
2) Todos os recursos de produção (terra, trabalho e capital) estão 
empregados na produção. 
3) O nível tecnológico não sofre alterações, ou seja, mantém-se constante. 
 
 
14 
 
 
CPP: Considera toda a força de trabalho da sociedade, ou seja, quando todos os 
recursos disponíveis estão empregados e não há capacidade ociosa. 
 
Trade-off: quando se abre mão de um bem para se obter um outro bem distinto. 
 
Em uma economia com milhares de produtos, as escolhas que enfrentamos são 
complexas. Segundo Mendes (2005), na escolha dos bens e serviços que devem ser 
produzidos, a primeira providência é determinar quais combinações de bens e serviços 
são possíveis, levando em consideração duas restrições: 
 
a) que a quantidade de recursos produtivos é 
determinada (limitada); 
b) que o nível de tecnologia disponível também é 
determinado, ou seja, naquele momento, não é possível 
fazer uma mudança tecnológica. Esse limite é descrito 
pela curva ou fronteira de possibilidade de produção. 
 
Exemplificando 
Imaginemos uma sociedade que produz alimentos (bens de consumo); em um dado 
momento ela vê a possibilidade ou necessidade de produzir máquinas (bens de 
capital), sem fazer nenhum tipo de investimento. 
 
Recursos máxima capacidade produtiva 
 
 
Trade-off: abrir mão da produção de alimentos para produzir máquinas. 
 
Vamos analisar, a seguir, a tabela de possibilidades de produção: 
 
 
15 
 
 
Alternativas de 
produção 
Máquinas (em 
milhares) 
Alimentos (em 
toneladas) 
A 25 0 
B 20 30, 0 
C 15 47, 5 
D 10 60, 0 
E 0 70, 0 
Tabela 1: tabela de possibilidades 
 
 
Figura 2. Fonte: Mendes, 2005. 
A curva ABCDE indica todas as possibilidades de produção de máquinas e alimentos 
dentro da sociedade. 
O ponto Y (ou qualquer ponto interno à curva) indica operação com capacidade ociosa. 
O ponto Z representa uma combinação impossível de produção; está indicando que a 
produção seria maior do que a capacidade produtiva da sociedade. 
O deslocamento da curva para a direita indica que o país ou sociedade está crescendo, 
que houve um aumento da quantidade física de fatores de produção, ou melhor, 
aproveitamento dos recursos já existentes, o que pode ocorrer com um progresso 
tecnológico. 
 
16 
 
 
A curva de possibilidade de produção (CPP) é uma representação gráfica das escolhas 
que podem ser feitas no âmbito da produção com os recursos disponíveis. 
A curva de possibilidade de produção é uma fronteira. A CPP revela o que uma 
economia é capaz de produzir. 
 Reflete a produção máxima possível de dois bens. 
 
Para reestabelecer o pleno-emprego, poder-se-ia escolher qualquer outro ponto na 
CPP, como B, C ou D. 
O custo de oportunidade de um produto é a alternativa que tem de ser sacrificada a 
fim de se obter tal produto, visto que os recursos são limitados. 
2. 3 Função da economia 
A função da Economia como um todo é descrever, analisar, explicar e 
correlacionar o comportamento da produção, do desemprego, dos preços e 
fenômenos semelhantes. Para que tenham significado, é preciso que as descrições 
sejam mais do que uma série de narrativas separadas. Devem estabelecer um padrão 
sistemático visando constituir a verdadeira análise. 
 
A investigação 
A investigação dos principais problemas econômicos e as tomadas de decisão 
baseiam-se em quatro questões fundamentais sobre a produção: “O que produzir? ”; 
“Como produzir? ”; “Quando produzir”; “Que quantidade (Quanto) produzir? ”; “Para 
quem produzir? ”. 
 
Recursos limitados X Necessidades ilimitadas 
Em razão da quantidade limitada de recursos e as necessidades ilimitadas de 
uma sociedade, são necessárias escolhas em termos econômicos. 
 
 
17 
 
O que produzir? 
Dado que os recursos são limitados, é preciso escolher quais bens e serviços 
devem ser produzidos e em quais quantidades. 
 
Como produzir? 
De que forma os bens e serviços serão produzidos, ou seja, qual a combinação de 
recursos e técnicas que será utilizada para atingir os objetivos de produção definidos 
pela sociedade. 
 
 
Quando produzir? 
Como nos dias atuais as empresas decidem por estratégias de redução de 
estoques, essa questão se torna relevante, visto a necessidade de reposição dos 
estoques estratégicos. 
 
Quanto produzir? 
Uma vez definidas as questões anteriores, o próximo questionamento é qual a 
quantidade a produzir. 
 
Para quem produzir? 
Depois de definir o que será produzido em termos quantitativos e a forma de 
produção, deve-se estabelecer o destino final desta produção, ou seja, a quem será 
distribuída na sociedade. 
2. 4 Bens econômicos 
Os bens econômicos são relativamente escassos e supõe a ocorrência de esforço 
humano na sua obtenção. Tais bens apresentam como característica básica o fato de 
terem um preço (preço maior que zero). 
Riqueza: a palavra “riqueza” lembra uma grande quantidade de bens econômicos ou 
dinheiro. Adam Smith (1723-1790), economista inglês, escreveu que “riqueza é o 
conjunto de bens de que o homem efetivamente e realmente pode dispor para fins 
 
18 
 
econômicos”. Em Economia, qualquer bem útil, acessível e limitado recebe o nome de 
riqueza. 
 
Utilidade: “Utilidade” é a qualidade que possuem os bens econômicos de satisfazer as 
necessidades humanas. O bem, porém, só é útil quando desejado pelo homem. 
Utilidade, portanto, é um conceito mais subjetivo que objetivo. O grau de utilidade de 
um bem depende da necessidade de cada indivíduo. Um bem pode ser útil para 
alguéme não o ser para outra pessoa. 
 
Valor: “Valor” é a medida da utilidade econômica. 
 
Existem dois tipos: 
a) Valor de uso: É a utilidade que um bem tem para nós pessoalmente. 
b) Valor de troca: É o valor que um bem tem no sentido de poder ser trocado por 
outro. 
 
Desse modo, um bem pode ser de grande valor de uso e de nenhum valor de troca, 
como um álbum de fotos de família, por exemplo. 
 
O valor das coisas é determinado por um conjunto de fatores, o trabalho e a utilidade 
são apenas dois dos fatores constitutivos desse valor. Além desses, existem outros 
elementos: sociais, políticos, psicológicos, estéticos etc. 
 
2. 5 Capitalismo e Mercado 
Objetivos: 
• Entender como se processa o sistema econômico dentro do capitalismo. 
• Associar o capitalismo ao desenvolvimento econômico. 
• Compreender o posicionamento do mercado nesse contexto. 
 
 
19 
 
Conforme Fontes (2010), o sistema econômico que tende a prevalecer no mundo 
contemporâneo é o de economia mista, que se caracteriza por possuir meios de 
produção tanto nas mãos do Estado quanto nas mãos dos empresários. Não existe 
atualmente nenhuma economia totalmente capitalista ou socialista. 
 
O capitalismo se caracteriza pelo inviolável direito à propriedade privada e pelo 
sistema de mercado organizado, com ativa compra e venda de produtos e insumos e 
com ampla liberdade nos mercados de mão de obra e moeda. Mercado é o local onde 
ocorrem as compras e vendas dos produtos e insumos. 
Vale aqui relembrarmos que a Terra, o Trabalho e o Capital empregados nas atividades 
de mercado são os que chamamos de “fatores de produção”, e são característicos do 
sistema capitalista. 
Os sistemas econômicos que tendem a prevalecer no mundo formam um sistema 
misto entre o capitalismo, que se caracteriza por possuir os meios de produção na mão 
dos empresários, e o socialismo, cujos meios de produção estão na mão do estado. 
 
 
 
 
20 
 
Conclusão 
 
Neste bloco, evidenciamos o conceito da Curva de Possibilidades de Produção (CPP) 
que nos indica a capacidade máxima de produção e ilustra a escassez de recursos 
limitada à capacidade produtiva de uma sociedade, empresa ou país. 
Como complemento, discutimos também o Princípio do Custo de Oportunidade que 
descreve a noção de que sempre enfrentamos a possibilidade de escolher entre duas 
ou mais opções e de que teríamos de optar por uma coisa (um produto, por exemplo) 
em detrimento de outra, considerando que os recursos são limitados e poderiam ser 
utilizados em diferentes alternativas. Dessa forma, avançamos para o conceito de 
“Bem”, que se refere a tudo aquilo que permite satisfazer uma ou várias necessidades 
humanas, por essa razão, um bem é procurado: porque é útil. Com o passar do tempo, 
com a evolução do homem e o aumento de suas necessidades, a Economia assumiu 
um lugar de destaque, como forma de melhor administrar os poucos recursos 
disponíveis para a satisfação das necessidades humanas. 
Tambémexpomos as questões de “Riqueza”, que nos lembra uma grande quantidade 
de bens econômicos ou dinheiro; “Utilidade”, que é a qualidade que possuem os bens 
econômicos de satisfazer as necessidades humanas; e “Valor”, que é a medida da 
utilidade econômica. 
 
 
 
 
 
 
 
21 
 
 
3 AS ESCOLAS DO PENSAMENTO ECONÔMICO 
Neste bloco, vamos conhecer as escolas do pensamento econômico e sua história. 
Talvez vocêesteja se questionando o porquê desse estudo e o que nos interessa tais 
conhecimentos, pois já não são fatos passados? Eu faria a mesma pergunta na sua 
condição de aluno. Mas como professor, gostaria de esclarecer que o dinamismo da 
economia é constante. Os episódios que ocorreram no passado servem de parâmetros 
explicativos para as ocorrências dos dias atuais, e creiam: muitos deles podem se 
repetir e, se isso de fato ocorrer, você terá condições de tomar decisões, quer seja em 
sua vida pessoal, quer seja em sua vida profissional, sem conflitos. 
Historicamente, como é de seu conhecimento, tivemos um período de grandes guerras 
(1914 – 1918 e 1939 – 1945) que geraram enormes conflitos econômicos entre os 
países ocidentais, com intenso abalo, mais específico, na década de 30. Como 
consequência, vários instrumentos de análise econômica foram criados durante o 
período de guerras, de forma a se conhecer com profundidade os sistemas de 
produção dessas nações envolvidas. Tal estudo era necessário para dar suporte aos 
esforços e uso dos recursos nesse período. Obviamente, após as guerras, buscava-se 
por estudos que determinassem novamente o reequilíbrio econômico e a solução para 
o elevado número de desempregados. 
 
 
 
 
 
22 
 
3. 1 Escolas: o Mercantilismo 
Objetivos: 
• Entender como os pensadores criavam soluções para os problemas econômicos 
da época. 
• Compreender o raciocínio dos pensadores da primeira escola econômica. 
 
Conforme Rossetti (2000), em períodos anteriores, a atividade econômica do homem 
era tratada e estudada como parte integrante da Filosofia Social, da Moral e da Ética e 
dos costumes individuais. A atividade econômica orientava-se de acordo com alguns 
princípios gerais de ética, justiça e igualdade. Os conceitos de troca, em Aristóteles, e 
preços justos, em São Tomás de Aquino, a condenação dos juros ou da usura, 
encontravam sua justificativa em termos morais, não existindo um estudo sistemático 
das relações econômicas. 
A partir do século XVI, assistimos o surgimento da primeira escola econômica: o 
mercantilismo, momento de forte evidência da intervenção do Estado na economia. 
O Mercantilismo: premissas básicas 
• O governo de um país seria mais forte e poderoso quanto maior fosse seu 
estoque de metais preciosos. 
• Estímulos de guerras justificava a forte e constante presença do Estado em 
assuntos econômicos. 
Naquela época, havia a crença de que a riqueza das nações estava na quantidade de 
ouro e prata que possuíam e que poderiam acumular. 
Por essa razão, o principal objetivo de portugueses e espanhóis no continente 
americano era o dedescobrir fontes de ouro e prata. Como aconteceu na América, 
nem sempre era possível achar o metal precioso para abastecimento dos cofres dos 
Estados europeus. 
 
23 
 
A saída era acumular ouro e prata através do comércio, que recebeu uma série de 
características para atender essa necessidade. Essa era uma outra alternativa viável na 
época. 
3. 2 Escolas: a Fisiocracia 
Objetivos: 
• Refletir sobre as questões econômicas e suas propostas de solução. 
• Conhecer quais trabalhos foram elaborados por essa importante escola. 
 
Fisiocracia do grego "Governo da Natureza” 
 
A Fisiocracia é uma teoria econômica desenvolvida por um grupo de economistas 
franceses do século XVIII que acreditava que a riqueza das nações era derivada 
unicamente do valor de "terras agrícolas" ou do "desenvolvimento da terra", e que 
produtos agrícolas deveriam ter preços elevados. 
Teoria Agrícola do Excedente 
Os fisiocratas formularam seus estudos no momento em que a economia era quase 
que essencialmente agrária. Pode ter sido esse o fator motivador que considerava 
apenas o trabalho agrícola como sendo valioso e produtivo. 
Excesso de produção agrícola 
• Necessidades imediatas. 
O excesso de produção permitiria o desenvolvimento do comércio, a existência de 
artesãos e a organização governamental. 
 
24 
 
 
Figura 3: excesso de produção agrícola 
 
Lucro 
O lucro advindo da indústria e do comércio não poderiam ser geradores de riquezas. 
As mercadorias e outros bens que circulavam nesses dois setores representavam uma 
transformação daquilo que era gerado pelo uso da terra, fonte de toda e qualquer 
riqueza. 
Segundo a Fisiocracia, os proprietários da terra deveriam ser considerados os 
verdadeiros geradores de toda a riqueza nacional. 
 
3. 3 Escolas: o Liberalismo 
Objetivos: 
• Conhecer as escolas dopensamento econômico e a influência do Liberalismo. 
• Entender as consequências econômicas de sua implementação na economia. 
 
Teoria de maior destaque entre as que tentaram justificar a organização da sociedade 
industrial capitalista. 
Principais pensadores: 
 
25 
 
• Adam Smith 
• David Ricardo 
Principal ideia: liberdade desassociada completamente do controle e a regulação em 
excesso advinda do governo na economia. 
Estado Capitalista: assegurar as condições da produção de mercadorias é sua própria 
razão de ser. 
Sustentabilidade Econômica 
A questão é: até que ponto, de fato, a não participação do estado permite uma 
condição de sustentabilidade econômica? 
Os próprios pensadores do liberalismo divergiam entre si. Acredita-se haver muito 
mais questões envolvidas do que simplesmente o equilíbrio econômico. 
 
 
3. 4 Os pensadores econômicos 
Adam Smith 
Principais ideias: teoria do “deixai fluir livremente” (laissez-faire), política econômica 
liberal que estimulava a competição e condenava o controle e a regulação excessiva do 
governo na economia. 
Segundo Fontes (2010), uma de suas ideias liberais mais divulgadas refere-se à mão 
invisível, metáfora criada por ele. O sistema de mercado age como uma mão invisível, 
pois nele as ações individuais e egoístas dos agentes econômicos resultam nos 
melhores resultados do ponto de vista da sociedade como um todo. Significa que, 
mesmo quando o indivíduo busca apenas o seu próprio interesse, os resultados 
acabam gerando benefícios para a coletividade. 
Vamos pensar 
Qual sua opinião sobre a questão de interferência do estado? 
 
 
26 
 
Ainda de acordo com Fontes (2010), a competição é o principal mecanismo do sistema 
de mercado, impondo naturalmente certa disciplina aos diversos agentes econômicos. 
Por exemplo, se um vendedor quiser comercializar um produto por um preço acima do 
que o mercado deseja comprar, ele não encontrará comprador. Ou, se um trabalhador 
exigir um salário acima do praticado pelo mercado, ele continuará desempregado. 
 
Contribuições: Adam Smith (1723-1790) foi um economista e filósofo escocês. É 
considerado o que mais contribuiu para a moderna percepção da economia de livre 
mercado. Segundo seu livro mais importante, Uma investigação sobre a natureza e a 
causa da riqueza das nações, publicado em 1776, a riqueza das nações e dos indivíduos 
em geral era fruto de interesses próprios (self-interest), sendo que o bem que todos os 
indivíduos proporcionam não são autopercebidos. 
Karl Marx 
Principais ideias: segundo Fontes (2010), Marx é considerado o pai do comunismo, 
uma doutrina que propõe o fim das classes sociais e do Estado, com a abolição total da 
propriedade privada e igual distribuição dos bens produzidos pela sociedade. 
Fez-se importante naquele momento a expressão “mais-valia”, um dos pilares do 
Marxismo referente à diferença entre o valor produzido pelo trabalho e o valor pago 
ao trabalhador, sendo considerada a base da exploração do sistema capitalista. 
 
Contribuições: de acordo com Fontes (2010), o que distingue Smith de Marx é 
principalmente o fato de o primeiro ter visualizado a acumulação e o crescimento 
econômico como aspectos inerentes e positivos do capitalismo, enquanto o segundo 
via a acumulação e o crescimento como processos que ocorreriam à custa da 
marginalização das pequenas firmas e dos trabalhadores, reduzindo eventualmente a 
estrutura social a uma grande massa de proletariados e a um pequeno número de 
poderosos capitalistas. 
John M. Keynes 
 
27 
 
Principais ideias: Keynes foi um economista britânico cujos ideais serviram de 
influência para a macroeconomia moderna, tanto na teoria quanto na prática. 
Na década de 1930, Keynes iniciou uma revolução no pensamento econômico; ele era 
contrário às ideias da economia neoclássica, as quais defendiam que os mercados 
livres ofereceriam automaticamente empregos aos trabalhadores desde que eles 
fossem flexíveis na sua procura salarial. 
 
Contribuições: após a deflagração da Segunda Grande Guerra Mundial, as ideias 
econômicas de Keynes foram adotadas pelas principais potências econômicas 
do Ocidente. Durante as décadas de 1950 e 1960, o sucesso dos postulados de Keynes 
foi tão evidente que a maioria dos governos capitalistas adotou suas recomendações. 
Conforme citado porAntônio Delfim Netto, "É incrível o que Keynes pensou. Ele foi 
muito mais do que um economista. O que ele escreveu é muito mais relevante para a 
economia do que tudo que fizeram depois”. 
Jean B. Say 
Contribuições: o economista francês Jean Baptiste Say (1768-1834) continuou os 
estudos de Adam Smith e foi o formulador da chamada Lei de Say, a qual pode ser 
assim resumida: 
• A oferta de um produto sempre gera demanda por outros produtos; 
• A oferta cria sua própria demanda. 
Como curiosidade histórica, o que acontece com a Lei de Say é que ele jamais escreveu 
que "a oferta cria a sua própria procura", mas ficou conhecido por isso. Em outras 
palavras, ele ficou famoso pelo que não fez. É um grave erro de interpretação do que 
ele escreveu. 
David Ricardo 
 
28 
 
Principais ideias: David Ricardo (1772-1823) pode ser considerado como outro 
expoente do período clássico, desenvolveu alguns modelos econômicos com grande 
potencial analítico. 
Contribuições: analisou o comércio entre as nações e tais estudos constituíram um 
importante item da teoria do comércio internacional, chamada de Teoria das 
Vantagens Comparativas. 
Thomas Malthus 
Principais ideias: economista inglês (1766-1834) que elaborou a teoria que afirmava 
que a população iria crescer tanto que seria impossível produzir alimentos suficientes 
para alimentar o grande número de pessoas no planeta. 
Para ele, o mundo deveria sim ter doenças, guerras, epidemias, ele também propôs 
uma política de controle de natalidade para que houvesse um equilíbrio entre 
produção de alimentos e população. 
 
 
Contribuições: entre suas obras, a principal foi Ensaio sobre o princípio da população, 
de 1803. Para Malthus, a produção de alimentos crescia de forma aritmética enquanto 
o crescimento populacional crescia de forma alarmante. 
 
 
 
Observe como esse pensador econômico solucionava o problema da fome. Talvez 
esse seja o verdadeiro sentido das guerras, já pensou nisso? 
 
 
29 
 
Conclusão 
Vimos, neste bloco, como as escolas econômicas tratavam dos assuntos vigentes em 
suas épocas. Porém, não há estudos sem pesquisadores. Dessa forma, vamos avançar 
em nosso aprendizado focando o pensamento de alguns dos idealizadores desses 
estudos. 
Para chegarmos até os dias atuais e melhor compreendermos a abordagem 
econômica, identificamos os pensadores econômicos cujos estudos são de extrema 
relevância para tal, pensadores como Adam Smith, Karl Marx, John Maynard Keynes, 
Jean Baptiste Say, David Ricardo, Thomas Malthus entre outros que, individualmente, 
muito contribuíram. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
30 
 
 
4 MICROECONOMIA: PRODUÇÃO E CUSTOS; RENDA 
Vimos no bloco 2, que em razão da quantidade limitada de recursos e as necessidades 
ilimitadas de uma sociedade, são necessárias escolhas em termos econômicos, e 
destacamos algumas perguntas, tais como: O que produzir? Como produzir? Quando 
produzir? Quanto produzir?Para quem produzir? Lembra-se desses tópicos? 
A busca por essas respostas implica em maior ou menor utilização de recursos pela 
organização. Em função disso, outro fator importante se faz presente: a questão da 
eficiência produtiva. 
Nesse sentido, iremos também abranger nossos estudos na correlação do resultado 
desta produção, com seus custos envolvidos e sua receita obtida, e como 
consequência, o lucro (ou prejuízo) obtido. 
Não distante disso, lembre-se do envolvimento dos conceitos com os consumidores 
que somos, pois também buscamos sempre por preços menores condizentes como o 
nosso poderaquisitivo. 
 
 
 
 
 
 
 
31 
 
4. 1 Produção e eficiência 
Objetivo: 
 Compreender e raciocinar a respeito dos conceitos de produção e sua correlação com 
a questão da eficiência. 
 
Evidenciamos que a economia necessita de explicação para tudo o que se relaciona a 
ela. Este bloco será conduzido na busca de explicação das questões econômicas que 
sofrem influência da produção e das variáveis formadoras dos preços de venda, 
principalmente no que tange à Curva de Possibilidade de Produção (CPP), que é uma 
representação gráfica das escolhas que podem ser feitas no âmbito da produção com 
os recursos disponíveis. Com foco nessa premissa, podemos entender que as empresas 
necessitam otimizar ao máximo seus recursos produtivos, de forma a obterem, como 
diretriz principal, o maior lucro possível. Podemos, então, associar essa diretriz à vida 
das pessoas e das organizações e dos desdobramentos que os envolvem. 
Diversos foram os momentos em que foi descrita a palavra “produção”. Mas o que 
vem a ser produção? 
Em economia, produção é um processo, um método que consiste na combinação 
dos fatores de produção cuja finalidade é a de satisfazer as 
diversas necessidades humanas promovendo a geração de bens ou serviços. Numa 
visão mais simplista, seria a combinação dos fatores de produção que estudamos para 
a criação dos bens ou serviços de que os consumidores (pessoas ou organizações) 
necessitam. 
Conforme Fontes (2010), o termo produção remete aos produtos e aos fatores de 
produção utilizados na elaboração de bens e serviços. 
O resultado de um processo de produção, denominamos de produto, e é este 
resultado que será consumido pela sociedade. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Economia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Processo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fatores_de_produ%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Necessidade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Humanidade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bem_(economia)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Servi%C3%A7os
 
32 
 
 
 
 
Importante 
Não podemos esquecer que a associação dos fatores de produção(Terra, Trabalho e 
Capital), empregados nas atividades de mercado, é que realiza a produção e o produto 
gerado. Porém, há também uma variável importante e imprescindível: a tecnologia 
que, conforme Fontes (2010), são os conhecimentos técnicos e científicos aplicados à 
atividade econômica. A técnica economicamente mais eficiente é aquela que permite a 
obtenção do mesmo nível de produção que as técnicas alternativas, ao menor custo 
possível. 
Saiba mais 
Todas as organizações são sistemas de recursos que perseguem objetivos. Todas as 
pessoas que administram organizações, de qualquer dimensão, são responsáveis pela 
realização de objetivos e pela forma como os recursos são utilizados. 
Nesse sentido, dois novos conceitos são introduzidos no nosso estudo: o da eficiência 
e o do custo. 
Conforme Fontes (2010), uma função de produção básica é expressa por Q = A f (L, K, T) 
Em que: 
• Q é a quantidade total produzida por unidade de tempo; 
• L é a quantidade de mão de obra utilizada por unidade de tempo; 
• K é o capital físico utilizado por unidade de tempo; 
• T é a quantidade de área ou terra utilizada por unidade de tempo; e 
• A é a tecnologia utilizada na produção. 
 
33 
 
a) Podemos entender por“eficiência” a relação entre os resultados que foram obtidos 
e os recursos que foram utilizados. É a palavra que indica que a organização utiliza 
produtivamente, ou de maneira econômica, todos os seus recursos. Quanto maior o 
grau de produtividade ou otimização na utilização dos recursos, dizemos que mais 
eficiente é a organização. 
Segundo Stoner (1999), eficiência é a capacidade de minimizar o uso de recursos para 
alcançar os objetivos da organização; para Drucker (apud STONER, 1999, p. 136), 
eficiência é “fazer as coisas certo”. 
Uma abordagem da eficiência como uma medida de desempenho é feita por 
Chiavenato (2000, p. 177) quando diz que: "[. . . ] eficiência é uma relação técnica 
entre entradas e saídas, [. . . ] é uma relação entre custos e benefícios, ou seja, uma 
relação entre os recursos aplicados e o resultado final obtido: é a razão entre o esforço 
e o resultado, entre a despesa e a receita, entre o custo e o benefício resultante”. 
Em relação à teoria da produção, podemos ainda distinguir dois conceitos: eficiência 
técnica e eficiência econômica. 
Conforme Fontes (2010), a eficiência técnica existe quando um método é 
tecnologicamente mais eficiente, permitindo a obtenção da mesma quantidade de 
produtos que os outros processos, com a utilização de menor quantidade de todos os 
fatores de produção, ou menor quantidade de pelo menos um fator. 
A eficiência econômica é alcançada quando se obtêm a mesma quantidade de 
produto, ao menor custo possível. Numa linguagem mais simplista, a existência de 
eficiência significa dizer que ocorre ausência de desperdício. 
b) De acordo com Martins (2008), “custo” é definido como o gasto relativo ao bem ou 
serviço utilizado na produção de outros bens ou serviços. 
Os custos são determinados de acordo com o grau de eficiência com que os fatores de 
produção e a tecnologia são utilizados. Como resultado, quando confrontados com as 
receitas de vendas obtidas, irão determinar a lucratividade das organizações advinda 
 
34 
 
da maior ou menor otimização do uso dos fatores e da tecnologia, ou seja, com maior 
ou menor eficiência produtiva aplicada aos modelos produtivos. 
Eficiência Produtiva 
Chegamos ao conceito de eficiência produtiva. Evidencia-se a eficiência produtiva 
quando o uso das tecnologias de produção e dos fatores de produção não conseguem 
produzir maior quantidade de um determinado bem sem sacrificar a produção de 
outro; quando isso ocorre, significa que a economia está sobre a sua fronteira de 
possibilidades de produção. 
Em termos microeconômicos, podemos afirmar que a existência de eficiência 
produtiva significa que, utilizando a tecnologia disponível e os preços correlacionados 
dos fatores de produção, uma determinada organização conseguiu produzir o máximo 
de bens com o mínimo de fatores produtivos. 
 
4. 2 Relação entre produção total e o Custo Total 
Objetivos: 
• Compreender os conceitos correlacionados à produção total. 
• Interpretar tais conceitos e associá-los ao custo total. 
 
Custo Total 
O Custo Total é a soma de todos os custos que uma empresa possui, não importando 
se esses custos são fixos ou variáveis. Deve-se ter em mente qualquer tipo de gasto 
que a empresa efetue, em qualquer esfera, sendo eles insignificantes ou não. Várias 
vezes esquecemos de alguns gastos, por exemplo, o custo com as embalagens usadas 
ou com a customização de outros produtos. 
Você precisa saber: o Custo só é reconhecido como tal no instante do uso de fatores 
de produção na feitura de um produto ou na realização de um serviço. Um exemplo 
disso é a matéria-prima utilizada na confecção de um determinado produto. 
http://old.knoow.net/cienceconempr/economia/bem.htm
http://old.knoow.net/cienceconempr/economia/fronteirapossibprod.htm
http://old.knoow.net/cienceconempr/economia/fronteirapossibprod.htm
 
35 
 
 
Figura 4: Custo total 
 
Custo e produção: qual a relação? 
Fontes (2010) nos conta que o custo é o inverso da produção, ou seja, ele diminui 
quando a produção aumenta e aumenta quando a produção cai. Esta afirmativa, 
embora de difícil interpretação, pode ser entendida como resultado da existência dos 
custos fixos, pois na medida em que os volumes de produção aumentam, eles são, na 
mesma proporção, diluídos pela maior quantidade produzida. O inverso também deve 
ser assim entendido. 
Custos fixos 
Uma empresa possui custos fixos e custos variáveis. Os primeiros são aqueles menos 
propensos a apresentar variações em relação ao volume de produção ou de vendas. 
Ao contrário, os custos variáveis, como o nome já diz, estãorelacionados ao aumento 
ou diminuição de gastos proporcional ao nível de atividade. 
Produção total: o que é? 
Uma empresa possui custos fixos e custos variáveis. Os primeiros são aqueles menos 
propensos a apresentar variações em relação ao volume de produção ou de vendas. 
 
36 
 
Ao contrário, os custos variáveis, como o nome já diz, estão relacionados ao aumento 
ou diminuição de gastos proporcional ao nível de atividade. 
Você precisa saber: a produção total definida pela organização também dependerá dos 
custos totais envolvidos nesta produção e a maior ou menor eficiência conseguida será 
fator preponderante para obtenção da lucratividade. 
Economia de escala: o que é? 
Segundo o Dicionário Financeiro, 
As economias de escala são aquelas em que o aumento na 
produção resulta em uma queda do custo médio do produto. 
Para aumentar sua produção, é comum que a empresa tenha de 
aumentar também os fatores produtivos utilizados no processo, 
como sua quantidade de máquinas e seu número de 
trabalhadores. A economia de escala acontece quando o custo 
desse investimento cresce menos do que a produção resultante 
dele. 
 
Você precisa saber: segundo Porter (1989), as economias de escala surgem devido à 
habilidade de executar atividades de formas diferentes e mais eficientes em um 
volume maior. Economias de escala refletem não somente a tecnologia utilizada em 
determinado processo produtivo, como também a maneira como a empresa escolhe 
operá-la. 
Saiba mais 
Leia o artigo da Endeavor Brasil, intitulado “Economia de escala: menos 
recursos e mais produtividade” (2015), disponível em: 
<https://endeavor.org.br/economia-de-escala/>. Acesso em 15 jun. 
2018. 
 
 
 
37 
 
 
Produtividade: o que é? 
Produtividade é o resultado obtido pela utilização de todos os fatores de produção, 
fatores estes que devem ser utilizados de maneira eficiente, ou seja, com o máximo de 
aproveitamento. Podemos também dizer que poderia haver plena produção, mas 
“zero” de produtividade, se tudo o que tivesse sido produzido estivesse errado. A 
produtividade é um excelente medidor da performance organizacional da empresa. 
Quem fundamentou essa ideia foi Peter Drucker, cuja afirmação é “que as 
produtividades são o melhor indicador para comparar a eficácia da gestão”. 
4. 3 Receita total e lucro 
Objetivos: 
Compreender e interpretar a relação entre a receita e o lucro. 
Destacar conceitos do custo de oportunidade. 
Refletir sobre a análise microeconômica. 
 
Para a sobrevivência de uma organização, a empresa necessita obter lucro em suas 
negociações. Como isso acontece? 
Receita Total 
Quantidade vendida x Preço de venda 
Para fazer esse cálculo, tenha em mente que, quando um cliente paga por um produto, 
há o retorno dos custos e despesas incorridos, os impostos que são do governo e o 
lucro para quem vende. 
Por exemplo: preço de venda igual a R$ 40, 00 por unidade. Quantidade vendida igual 
a 100 unidades. Portanto, receita total igual a R$ 4. 000, 00. 
 
 
38 
 
Preço de venda 
Custos + despesas + impostos + lucro 
Observe que, em caso de erro nesse cálculo, há uma grande possibilidade de a 
empresa comercializar com prejuízo. 
Custo Total 
Quantidade vendida x custo unitário total 
Custo unitário total 
Custo de produção/quantidade produzida 
Custo de produção 
Custos variáveis + custos fixos 
Lucro 
O lucro é resultante da venda (receita total), subtraindo-se os gastos (custos e 
despesas) e os impostos. O problema é que, em uma situação de concorrência, as 
empresas tentam reduzir os seus preços para serem mais atrativas e a questão passa a 
ser a dos próprios custos. 
Os preços de venda podem ser iguais em todas as empresas do mesmo segmento de 
negócio, mas os custos e despesas de cada uma delas certamente não são. 
 
Para a economia, é importante esse cálculo, pois nele está o componente que mais 
importa para o governo: o imposto. 
 
39 
 
 
Figura 5: Imposto 
 
Poder aquisitivo do consumidor 
Na medida em que o poder aquisitivo cai, as empresas tentam reduzir os seus preços 
de venda. 
Numa situação de competitividade, podemos aumentar o volume produzido, diluindo 
por mais unidades os custos fixos, ofertando preços menores. 
 
Custo de oportunidade 
É a alternativa que tem de ser sacrificada a fim de se obter um produto. 
 
4. 4 PIB e PNB e Curva de possibilidade de produção 
Objetivos: 
Entender o papel da análise do PIB no Brasil. 
Compreender a questão do Produto Nacional. 
Refletir sobre os tópicos evidenciados. 
 
40 
 
Muito se fala em PIB e PNB, mas o que tais siglas representam em nossas vidas e na 
vida das organizações? Qual o grau de importância de conhecer tais conceitos? Esse 
conhecimento não seria apenas de necessidade dos governantes e políticos? 
No cálculo do PIB entram os mais variados tipos de produtos e serviços finais, por 
exemplo: automóveis, cimento, pão, geladeira, carnes, sapatos, bananas, televisão, 
milho, soja, trigo etc. ; seria muito difícil agregá-los, pois não tem sentido somar 
sapatos com carnes, ou milho com soja. Para resolver o problema de “agregar” tudo, 
de obter um único indicador que inclua todos os bens e serviços, foi criado pelos 
economistas o conceito de “produto”, resultante da produção. Conforme Fontes 
(2010), produção é a variável macroeconômica que capta todo o processo de 
fabricação de produtos e prestação de serviços da economia. 
PIB per capita 
O PIB per capita é calculado a partir da divisão do PIB pelo número de habitantes da 
região e indica quanto cada habitante produziu em determinado período. 
 
Figura 5. Fonte: <https: //goo. gl/hxEHbf>. Acesso em: 25 maio 2018. 
 
41 
 
O valor per capita foi o primeiro indicador utilizado para analisar a qualidade de vida 
em um país. Os diversos Países podem ter como resultante um PIB elevado por serem 
grandes e terem muitos habitantes, mas seu PIB per capita pode ser baixo, já que seu 
total é dividido por muitas pessoas, e aqui você deve considerar crianças, idosos, 
desempregados, ou seja, pessoas que não necessariamente produzem (gerem 
produto). 
Produto Nacional Bruto (PNB) 
O PIB se difere do PNB por incluir as parcelas de renda geradas internamente e 
transferidas para o exterior. Conforme Fontes (2010), essa diferença decorre do fato 
de uma parte dos fatores de produção empregados internamente ser de propriedade 
de residentes no exterior. De uma maneira simplista, estamos nos referindo aos 
fatores de produção pertencentes às multinacionais, por exemplo. 
 
 
Podemos representar o PNB das seguintes formas: 
PNB = PIB – renda líquida enviada ao exterior ou 
PIB = PNB + renda líquida enviada ao exterior 
Associando aos conceitos que estudamos referente à CPP (Curva de Possibilidade de 
Produção), para alcançar determinada receita ou renda, é preciso produzir. Produto 
nacional é precisamente a soma de todos os bens e serviços finais vendidos no período 
de um ano. 
4. 5 Crescimento econômico 
 
Crescimento econômico 
O crescimento econômico está ligado ao aumento do produto de uma economia ao 
longo do tempo, ou seja, o aumento da quantidade de bens e serviços que um país 
 
42 
 
produz. Tal acontecimento traz benefícios à sociedade, como a elevação do nível de 
renda, o aumento do emprego e a melhoria do nível de vida da população. 
Poupança 
Para ampliar a capacidade produtiva das empresas, os países necessitam de recursos 
financeiros. Esses recursos são oriundos da poupança das economias que, por sua vez, 
são formadas pelos recursos não consumidos. 
Investimento 
O investimento é o valor daquela parte do produto da economia, para qualquer 
período de tempo, não destinada ao consumo, ou valor da parte do produto da 
economia que toma a forma de novas estruturas, novo equipamento durável de 
produção e variação nos estoques. 
Pense na possibilidade de o empresário ter utilizado partede seu lucro para a 
aquisição de novas máquinas, por exemplo. O valor obtido foi usado para 
investimento. 
 
Desenvolvimento econômico 
O desenvolvimento econômico é um processo que envolve, além do crescimento 
econômico, a melhoria do padrão de vida da população, alterando a estrutura da 
própria economia. 
Indicadores 
O grau de desenvolvimento de um país é percebido pela análise de certos indicadores, 
denominados indicadores econômicos, que se relacionam em termos de estrutura. 
Eles indicam a situação de uma determinada área econômica. 
 
 
 
43 
 
Conclusão 
O PIB faz uma radiografia analítica de toda a atividade econômica ocorrida na 
economia. O resultado da atividade econômica do país pode ser medido sob três 
óticas: pelo lado da produção ou oferta, pelo lado da demanda ou despesa e pelo lado 
da renda gerada no processo de produção. 
Se observarmos o comportamento da economia de um determinado país, iremos 
notar que as atividades econômicas oscilam com o decorrer do tempo, mesmo porque 
há uma frequente adaptabilidade às exigências dos consumidores e a evolução 
tecnológica. 
Também há a questão do poder aquisitivo do consumidor. Na medida em que este cai, 
as empresas tentam reduzir os seus preços de venda. Lembre-se do nosso aprendizado 
referente à oferta e demanda. Numa situação de competitividade, a empresa necessita 
vender o máximo de quantidade (maior volume) possível para alavancar seu resultado. 
 
 
 
 
 
 
 
44 
 
 
5 MACROECONOMIA. ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA. 
A visão da macroeconomia, em um enfoque mais simplista, envolve as questões 
econômicas como inflação, taxa de juros, desemprego, produção, interferência do 
governo, enfim, tudo o que diz respeito ao controle econômico. Algumas dúvidas são: 
até que ponto o governo pode ou deve interferir na tratativa dos problemas 
econômicos que vão surgindo? Qual o grau de interferência, visto que toda influência 
do governo na economia, certamente causa consequências? 
Uma das questões que mais tem afetado as empresas, os consumidores e as próprias 
diretrizes do governo é a inflação. Extremamente difícil de controlar, os índices de 
inflação exigem constantes ajustes na economia. Neste bloco, vamos associar os 
efeitos inflacionários à situação do desemprego, da baixa produção, da falta de 
lucratividade das organizações e, até mesmo, do desconforto do governo perante às 
taxas de inflação. 
Um dos mecanismos, senão o mais importante deles para combater a inflação, é a 
definição de taxas de juros pelo governo. Discutiremos aqui sua eficácia e o grau de 
influência no mercado. Abordaremos as questões da política monetária, sua correlação 
com o Banco Central e a questão da oferta de moeda. Iremos ainda abranger em nosso 
estudo o papel da intermediação financeira e a intervenção governamental na 
economia. 
 
 
 
 
 
 
45 
 
5. 1 Inflação, taxa de juros, Política monetária e o Banco central 
Objetivos: 
Correlacionar diversas questões econômicas entre si. 
 Entender o comportamento de tais questões na economia. 
 Analisar os impactos evidenciados. 
 
Inflação: constante aumento do nível geral de preços; perda do poder aquisitivo da 
moeda; preços “sobem” mais do que temos como reposição da perda do nosso poder 
aquisitivo. 
Inflação de demanda: desequilíbrio entre consumo e oferta; excesso de demanda 
agregada em relação à produção; “Muito dinheiro à procura de poucos bens”. 
Inflação de Custos: O nível da demanda da economia permanece o mesmo, mas os 
custos de certos fatores de produção se elevam; provoca uma retração da oferta 
(menor produção); leva a um aumento dos preços de mercado. 
Inflação inercial: inflação presente tem vínculo com a inflação passada; resistência às 
políticas de estabilização que poderiam eliminá-la; uso dos índices inflacionários 
passados nos reajustes do valor das parcelas de contratos futuros. 
E você, concorda que a inflação continuará presente? 
Taxa de juros: um dos mecanismos usados pelo governo brasileiro para diminuir a 
inflação; a taxa de juros em elevação restringirá o crédito aos consumidores, que 
deixam de consumir; a Queda acentuada no índice geral de preços, redução das 
expectativas de inflação. 
Política monetária: decisões tomadas pelas autoridades monetárias com o objetivo de 
alterar o equilíbrio no mercado monetário; mudar a quantidade de moeda ou a taxa de 
juros. As políticas podem ser: 
 
46 
 
Expansionistas -aumento da oferta de moeda, provocando uma queda na taxa de 
juros. 
Restritivas -controle da oferta de moeda. 
 
Banco Central ou BACEN: Banco dos bancos; regula a oferta de moeda e o crédito de 
forma equilibrada com o crescimento do produto; mantem a liquidez da economia. 
5. 2 A oferta de moeda 
Objetivos: 
Compreender a economia no que tange à moeda. 
Correlacionar moeda e economia. 
 
Figura 6: Oferta da moeda 
 
Oferta de moeda: o que é? 
A oferta de moeda é a quantidade de moeda que o governo tem de manter disponível 
no mercado. Deve haver um equilíbrio entre os recursos de produção e sua 
quantidade. É o que chamamos de lastro. Se há produto envolvido, deve haver uma 
quantidade de moeda correspondente. 
 
47 
 
A falta de moeda 
Cada consumidor "sente" essa falta de diferentes maneiras: podemos ter nosso poder 
aquisitivo menor em relação aos diversos preços disponíveis no mercado ou, até 
mesmo, preços dos mesmos produtos diferentes nos diversos pontos de venda. 
 
 
Para saber mais sobre a falta de moeda em circulação, assista ao vídeo “Banco Central 
alerta para a falta de moedas”, no canal Globo Play, disponível em: <https: 
//globoplay. globo. com/v/6685396/>. Acesso em: 15 jun. 2018. 
 
5. 3 Intermediação financeira 
Objetivos: 
Entender o papel do governo como intermediário financeiro. 
Compreender o posicionamento do governo quando há ocorrência de sua intervenção 
no mercado. 
 
No dia a dia dos consumidores e das empresas no mercado certamente há o uso da 
moeda. Estes, de um lado, podem estar necessitando de mais recursos financeiros 
Como atuar na área? 
Como economista, você pode desempenhar o papel de um analista econômico-
financeiro em organizações públicas ou privadas. 
Em um órgão governamental, você pode desempenhar o papel de 
econometrista, que irá associar os conhecimentos econômicos com os conceitos 
de estatística e desenvolver indicadores econômicos para implementação de 
decisões governamentais. 
 
 
48 
 
para realizarem seus planos de aquisição, quer seja para consumo ou para 
investimentos. Por outro lado, também há uma parcela de consumidores e 
organizações que não estão, necessariamente, carecendo de recursos imediatos. 
Podemos com isso afirmar que existem, de um lado, os agentes deficitários que 
necessitam tomar recursos emprestados e, de outro, os agentes superavitários ou 
poupadores. 
Conforme Fontes (2010), nesse jogo de interesses e necessidades opostas, os bancos, 
as corretoras e outras empresas do setor financeiro realizam o encontro entre os dois 
lados: recebem o dinheiro dos poupadores e o emprestam aos empreendedores. 
Devemos sempre nos lembrar, por exemplo, que um banco não possui dinheiro que 
não seja dos clientes. Esse dinheiro é emprestado a quem necessita e, por conta disso, 
há um custo a ser cobrado denominadotaxa de juros. 
5. 4 Intervenção governamental 
Objetivo: 
Entender como o governo intervém na economia. 
 
O papel do governo: papel controlador e de monitoramento sobre o mercado–
justificativa da sua constante intervenção. 
Como o governo age: por meio de Política fiscal – instrumento de intervenção do 
governo na economia. Escolhas são feitas pelo governo com relação ao montante de 
compras governamentais ou aos impostos. 
Controlando as variáveis fiscais, o governo pode incentivar ou desestimular o nível de 
demanda agregada. 
Possível consequência - aumento de impostos.Tendência - aumento de preço imediato do produto, pode causar uma diminuição 
drástica no consumo. 
 
49 
 
Consequência -aumento do desemprego, entre outros. 
 
5. 5 Estrutura do Sistema Financeiro Nacional (SFN) 
Objetivo: 
Conhecer a estrutura do sistema financeiro nacional. 
 
A estrutura do Sistema Financeiro Nacional (SFN) ainda pode ser descrita por seus 
órgãos normativos, entidades supervisoras e operadores. 
Segundo o BACEN (2009), o Conselho Monetário Nacional (CMN), instituído pela Lei 4. 
595, de 31 de dezembro de 1964, é o órgão responsável por expedir diretrizes gerais 
para o bom funcionamento do SFN. Integram o CMN o Ministro da Fazenda 
(Presidente), o Ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão e o Presidente do 
Banco Central do Brasil. Dentre suas funções estão: adaptar o volume dos meios de 
pagamento às reais necessidades da economia; regular o valor interno e externo da 
moeda e o equilíbrio do balanço de pagamentos; orientar a aplicação dos recursos das 
instituições financeiras; propiciar o aperfeiçoamento das instituições e dos 
instrumentos financeiros; zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras; 
coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária e da dívida pública interna e 
externa. 
A expectativa do governo é que as diretrizes definidas sejam alcançadas. Nesse 
sentido, os desvios devem ser ajustados. Dessa forma, o governo também exerce um 
papel de controlador e de monitoramento sobre o mercado, justificando assim a sua 
constante intervenção. 
Nesse sentido de controle é que os Bancos denominados de Central no mundo todo 
promovem as diretrizes da economia de seus países e o fazem buscando sempre o 
equilíbrio de suas economias perante o mercado interno e externo. 
 
 
50 
 
 
5. 5. 1 Mercado 
O mercado é o ambiente social ou virtual propício às condições para a troca de bens e 
serviços. Também se pode entender como sendo a instituição ou organização 
mediante a qual os ofertantes (vendedores) e os demandantes (compradores) 
estabelecem uma relação comercial com o fim de realizar transações, acordos ou 
trocas comerciais. https: //administradores. com. br/artigos/estruturas-de-mercado - 
acesso em 21/03/2020 
 
 
a) análise das estruturas de mercado: a partir da demanda e da oferta de 
mercado, são determinados o preço e a quantidade de equilíbrio de um 
dado bem ou serviço. O preço e quantidade, entretanto, dependerão da 
particular forma ou estrutura desse mercado, ou seja, se ele é 
competitivo, com muitas empresas produzindo um dado produto, ou 
concentrado em poucas ou em uma única empresa. 
 
Conforme Pinho; Vasconcelos e Toneto Jr (2011, p. 112) as estruturas de mercados de 
bens e serviços são: 
 
1. concorrência perfeita: muitos vendedores e muitos compradores num 
mercado em que nenhum deles tem uma influência significativa no preço. 
2. concorrência imperfeita ou monopolista: caracteriza-se pelo fato de que as 
empresas produzem produtos diferenciados, embora substitutos próximos. 
3. monopólio: o setor é a própria firma, porque existe um único produtor que 
realiza toda a produção . 
4. oligopólio: estrutura de mercado que se caracteriza pela existência de 
reduzido número de produtores e vendedores fabricando bens que são 
substitutos próximos entre si. 
https://administradores.com.br/artigos/estruturas-de-mercado%20%20-%20acesso%20em%2021/03/2020
https://administradores.com.br/artigos/estruturas-de-mercado%20%20-%20acesso%20em%2021/03/2020
 
51 
 
 
Conforme Pinho; Vasconcelos e Toneto Jr (2011, p. 112) as estruturas do mercado de 
fatores de produção são: 
 
1. concorrência perfeita: muitos vendedores e muitos compradores num 
mercado em que nenhum deles tem uma influência significativa no preço. 
2. concorrência imperfeita: apresenta um único vendedor. 
3. monopsônio: é caracterizado pela existência de muitos vendedores e um 
único comprador. 
4. Oligopsônio: mercado no qual existem poucos compradores, que 
dominam o mercado e muitos vendedores. 
5. 5. 2 Estruturas de mercado de bens e serviços 
 
Aspectos Específicos 
QUAL TIPO DE MERCADO? 
Concorrência 
Perfeita 
Concorrência 
Imperfeita 
Oligopólio Monopólio 
Quantidade de 
empresas 
Muito grande Muitas Poucas Uma 
O Produto Padronizado Diferenciado Padroniz. e 
Dif. 
Único 
Há Controle sobre 
preços? 
Nenhum Pequeno Considerável Muito 
Há Barreiras de 
entrada? 
Sem barreiras Sem barreiras Com barreiras Com barreiras 
Exemplos Produtos 
agrícolas 
Restaurante, 
lojas de 
varejo, 
Automóveis, 
Companhias 
Energia 
elétrica, 
 
52 
 
magazines aéreas Petróleo. 
Fonte: Adaptado pelo autor 
 
ESTRUTURA DE MERCADO DE FATORES DE PRODUÇÃO 
 
Aspectos Específicos 
QUAL TIPO DE MERCADO? 
MONOPSÔNIO OLIGOPSÔNIO 
Quantidade de empresas Única Poucas 
Fator de produção Padronizado Padronizado 
Exemplos Indústria 
automobilística, 
Industria de 
Cigarros 
Processadores de produtos agrícolas, 
como café, suco de laranja, óleos 
vegetais, etc. 
 Fonte: Adaptado pelo autor 
 
 
Bibliografia 
PINHO, D. B. ; VASCONCELLOS, M. A. S. (Orgs. ). Manual de economia. 6. ed. São Paulo: 
Saraiva, 2011. 
 
5. 5. 3 O processo de crescimento econômico no Brasil 
 
Para Fritsch (1990, p. 37), [. . . ] a instabilidade econômica gerada pelos sucessivos 
choques externos que se iniciam em 1914 e se estendem pela primeira metade dos 
 
53 
 
anos 20 [. . . ] A história das políticas econômicas e o desempenho da economia 
brasileira entre o limiar do século e a revolução de 1930 pode ser dividida em períodos 
demarcados, basicamente, por alterações no comportamento da economia 
internacional: a do longo ciclo de crescimento com endividamento da década anterior 
a 1914, a do funcionamento anômalo da economia mundial durante a Primeira Guerra 
Mundial, e a do choque, reconstrução e colapso dos anos 20. Nesse período, o centro 
nevrálgico da economia brasileira gravitou em torno do café, embora um lento 
processo de diversificação econômica estivesse em curso, tanto no setor agrícola como 
no setor industrial. 
Desde o século XIX que o café vinha se apresentando como o produto de exportação 
principal da economia brasileira, inicialmente produzido na região do Vale do Paraíba 
fluminense e depois se dirigindo a São Paulo. 
De acordo com Saes e Farina (1999, p. 54-55), A participação do Brasil no mercado 
internacional do café tem sido decrescente. No início do século XX o Brasil chegou a 
deter 80% do total do mercado internacional do café, na década de 90 dominava 
apenas 25% a 30% do mercado, tendo permanecido desde os anos 60 com a 
exportação praticamente estagnada em cerca de 17 milhões de sacas. 
Como o mercado do café sofreu instabilidades decorrentes de choques externos, em 
1906 foi firmado o Convênio de Taubaté com a finalidade de intervir no mercado 
cafeeiro para que a economia do café pudesse desfrutar de algumas garantias. E, 
assim, o governo decidiu comprar o excedente produzido. Como forma de manter o 
preço, foi proibida a ampliação das plantações de café e foram facilitados os 
empréstimos externos para a compra do excedente produzido. 
 
De acordo com Borges (2010) Outro momento que é importante destacarmos em 
relação à economia brasileira foi o primeiro surto industrial no Brasil que ocorreu no 
Rio de Janeiro, em fins do século XIX, e somente depois se estendeu a São Paulo 
durante a Primeira República. Contudo, a idéia parece ter se fortalecido após a 
Primeira Guerra Mundial, quando se confirmou a necessidade de a economia buscar 
formas concretas de se industrializar, embora os esforços ocorressem de forma lenta, 
tendo em vista os interesses agrários predominarem na pauta das discussões 
estabelecidas. E assim caminhou a Primeira República no Brasil. 
 
Com a entrada do presidente Juscelino Kubitschek, foram tomadas uma série de 
medidas de combate aos desequilíbriosexternos. A política de industrialização marcou 
profundamente o período, cujo principal emblema foi o Plano de Metas, lançado em 
 
54 
 
1956. Entretanto, do ponto de vista estrutural, a política de ciência e tecnologia 
nacional não foi tratada com a devida prioridade. 
 
Segundo Araújo (2004, p. 29), Apesar de já existirem algumas instituições científicas 
desde o século XIX, o desenvolvimento tecnológico brasileiro não tem sido suficiente 
para que o país possa impor uma lógica de desenvolvimento econômico mais 
independente dos avanços obtidos por outros países. Apenas na primeira metade da 
década de 50, instituições como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e 
tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de pessoal de Nível Superior 
(CAPES) foram fundadas. Na segunda metade da década de 50, no governo de 
Kubitschek, a busca de autonomia tecnológica brasileira foi abandonada com a 
implementação do Plano de Metas. Nesse Plano, dado o objetivo de implantar em um 
curto período de tempo segmentos industriais com uma maior complexidade 
tecnológica, o desenvolvimento tecnológico brasileiro foi posto em segundo plano, já 
que a importação de tecnologia e o desenvolvimento tecnológico feito pelas filiais das 
empresas transnacionais – obtidos das matizes localizadas nos Países Centrais – eram 
vistos como mais importantes. 
 
Com a entrada de Jânio Quadros, em 1961, na presidência da República, houve um 
recrudescimento da política industrial. A inflação herdada do governo do presidente 
Juscelino Kubitschek acelerou-se, e os problemas fiscais e de balanço de pagamentos 
precisaram ser reorganizados. 
 
O período do governo militar foi dividido em quatro fases, segundo Gremaud, Saes e 
Toneto Júnior (1997), assim descritas: 
 
a) Primeira de 1964/1967: fase marcada pela estagnação das atividades 
econômicas, grandes reformas institucionais e preparação para entrada da 
economia brasileira na economia mundial. 
 
b) Segunda de 1968/1973: fase conhecida como a do “Milagre Econômico”, tendo 
o país colhido os frutos dos ajustamentos anteriores, além da situação 
internacional apresentar um quadro animador. 
 
c) Terceira de 1974/1979: fase do recrudescimento da economia, com 
instabilidade na economia internacional, após o choque do petróleo, que 
 
55 
 
atingiu o mundo em cheio. Foi nesse período que foi criado o II Plano Nacional 
de Desenvolvimento Econômico com vistas a organizar a economia diante das 
dificuldades. 
 
d) Quarta de 1980/1984: fase assinalada internamente por recessão, inflação 
elevada, redução do investimento estatal; e externamente por um quadro 
desfavorável devido à elevação dos juros, ao segundo choque do petróleo e à 
instabilidade cambial. No período do governo militar, de 1964 a 1984, o país foi 
governado por meio de atos institucionais e decretos, com fortalecimento do 
executivo e o enfraquecimento do legislativo. 
 
 
 
5. 5. 4 A questão das políticas 
 
 
Conforme Borges (2010) As políticas econômicas ortodoxas se fundamentam 
geralmente na teoria neoclássica e têm por objetivo central a busca da estabilização 
monetária por meio da contração do gasto público e da restrição creditícia, via 
aumento das taxas de juros. O papel do Estado, nessa concepção, é apenas 
complementar ao funcionamento do mercado, que deve ser livre para alocar os 
recursos da maneira mais eficiente. Já entre o repertório heterodoxo de políticas 
econômicas, com base fundamentalmente em uma leitura keynesiana da economia, 
encontram-se políticas fiscais e monetárias expansionistas, além de políticas 
distributivas, como forma de estimular a demanda efetiva e o crescimento da renda 
agregada. Aqui, o papel do Estado é central, planejando investimentos, regulando os 
mercados e produzindo diretamente bens e serviços quando o mercado não se mostra 
capaz de fazê-lo ou quando se trata de objetivo estratégico do desenvolvimento de um 
dado país. Observe, porém, que isso não implica que o crescimento econômico se 
obtenha apenas por meio de políticas heterodoxas, ou que, ao contrário, políticas 
expansionistas não conduzam a instabilidades e a estagnação. 
 
5. 5. 5 A economia brasileira no período contemporâneo 
 
Para discutir as perspectivas da economia brasileira no período contemporâneo, 
abordaremos a globalização, que vem há muitos anos, o endividamento e as relações 
 
56 
 
internacionais com vistas ao fortalecimento do comércio exterior, eixos fundamentais 
de qualquer debate que se pretenda sério e aprofundado. 
Com o ressurgimento do processo por substituição de importações na década de 1970, 
novas ações se tornaram necessárias ao País, e a opção pelo endividamento externo 
trouxe conseqüências ainda sentidas nos dias de hoje. 
De 1968 a 1973 tivemos a fase do “milagre econômico”, que também recruscedeu. 
Com os dois choques do petróleo, ocorridos na década de 1970, verificou-se a 
necessidade de trazer de volta o processo de substituição por importações à pauta da 
política econômica da época como uma das alternativas ideais para superar as 
dificuldades. 
A década de 1980, devido às dificuldades herdadas do período autoritário, ficou 
caracterizada como “perdida” e, logo em seguida, na década de 1990, a economia 
brasileira resolveu se abrir definitivamente ao comércio exterior e reduzir as barreiras 
à participação do capital estrangeiro em boa parte dos setores de sua economia. 
Na década de 2000, prosseguiu-se com o modelo de ajustamento da década de 1990, 
mas com reformulações principalmente no que diz respeito ao retorno de uma maior 
participação do Estado na economia. 
Foi a partir do primeiro choque do petróleo, ocorrido em 1973, que o Brasil procedeu 
ao aumento do endividamento externo. Na realidade, essa opção foi tomada tendo 
por objetivo a manutenção do crescimento econômico, que foi em parte atingido com 
a promulgação do segundo Plano Nacional de Desenvolvimento Econômico (II PND), 
sob coordenação do ministro do Planejamento João Paulo dos Reis Velloso. 
No II PND, a proposta centrou-se na busca da transformação da estrutura econômica 
brasileira, destinando os cuidados para os setores energético, nuclear, petroquímico e 
de bens de capital. Nessa etapa da economia brasileira, as empresas multinacionais 
reduziram os interesses e participaram do processo apenas como auxiliares, uma 
forma encontrada de não incorrerem em riscos maiores, segundo observam Rego e 
Marques (2003). 
 
5. 5. 6 Os planos econômicos 
 
Fonte: http: //www. virgula. com. br/carreira/conheca-os-planos-economicos-do-
brasil/ acesso em 21/03/2020 
 
http://www.virgula.com.br/carreira/conheca-os-planos-economicos-do-brasil/
http://www.virgula.com.br/carreira/conheca-os-planos-economicos-do-brasil/
 
57 
 
Plano Cruzado - Fevereiro de 1986 
 
Criado pelo governo José Sarney no final de fevereiro de 1986, o Plano Cruzado foi 
idealizado por Dilson Funaro, então ministro da Fazenda. O pioneiro dentre os planos 
econômicos que caracterizaram o Choque Heterodoxo. Para combater a inflação que 
chegava a 235% ao final do ano anterior, foi introduzida uma nova moeda na 
economia, o Cruzado (Cz$), que substituía o Cruzeiro na paridade de mil para um, 
objetivando criar uma imagem de moeda forte e possibilitando a intervenção nos 
contratos. 
 
O congelamento dos preços foi iniciado no dia 28 de fevereiro, data de início do plano, 
e era controlado através da Tabela da Superintendência Nacional de Abastecimento e 
Preços (SUNAB). À população foi encarregado o cargo de “fiscal”, de modo que 
qualquer desrespeito ao cumprimento aos preços indicados pela SUNAB deveria ser 
denunciado. 
Plano Bresser - Julho 1987 
Luiz Carlos Bresser Pereira assumiu o Ministério da Fazenda do Governo José Sarney 
em abril de 1987 após fracasso do Plano Cruzado. Pouco depois de sua posse, a 
inflação no Brasil atingiu a marca de 23, 21%. 
Na época, o principalproblema do país era o déficit público, com o governo gastando 
mais do arrecadava. 
Plano Verão - Janeiro de 1989 
Substituto de Bresser na Fazenda, Maílson da Nóbrega lançou no dia 16 de janeiro de 
1989 um plano econômico que ficou conhecido como Verão. A crise inflacionária nos 
anos 80 levou à edição de uma lei que modificou o índice de rendimento da caderneta, 
promovendo ainda o congelamento dos preços e salários, a criação de uma nova 
moeda, o cruzado novo, que inicialmente era atrelada em paridade ao dólar, e a 
extinção da OTN, importante fator de correção monetária. 
Plano Collor - Março de 1990 
Anunciado no dia 16 de março de 1990, um dia após a posse do presidente Fernando 
Collor, o plano foi um conjunto de reformas econômicas que visavam controlar a 
inflação crescente nos anos anteriores. Oficialmente, o nome do plano era Brasil Novo, 
mas ficou conhecido popularmente como Plano Collor. 
Plano Real - Junho de 1993 
http://virgula.com.br/tag/plano-cruzado
 
58 
 
O Plano Real foi implantado em três etapas e iniciado em 14 de junho de 1993 quando 
Fernando Henrique Cardoso era Ministro da Fazenda do governo de Itamar Franco. No 
ano seguinte foi criada a Unidade Real de Valor (URV) que passaria a ser a nova moeda 
brasileira posteriormente e que se chamaria Real. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
59 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
ARAÚJO, Rogério Dias de. Desempenho inovador brasileiro e comportamento 
tecnológico das firmas domésticas e transnacionais no final da década de 90. 
Dissertação de Mestrado (UNICAMP). Campinas: São Paulo, 2004. 
 
BORGES, Fernando Tadeu de Miranda Economia brasileira / Fernando Tadeu de 
Miranda Borges, Pedro Caldas Chadarevia. – Florianópolis : Departamento de Ciências 
da Administração / UFSC; [Brasília] : CAPES : UAB, 2010. 140p. : il. 
 
FRITSCH, Winston. Apogeu e crise na Primeira República: 1900-1930. In: ABREU, 
Marcelo de Paiva. A ordem do progresso. Cem anos de Política Econômica Republicana 
(1889-1989). Rio de Janeiro: Campus, 1990. 
 
GREMAUD, Amaury Patrick; et al. Formação econômica do Brasil. São Paulo: Atlas, 
1997. 
 
REGO, José Márcio; MARQUES, Rosa Maria (Orgs. ). Economia brasileira. 2. ed. São 
Paulo: Saraiva, 2003. 
 
SAES, Maria Sylvia M. ; FARINA, Elizabeth Maria Mercier. Q. O agribusiness do café no 
Brasil. São Paulo: Milkbizz, 1999. 
 
 
60 
 
Conclusão 
Segundo Wassily Leontieff (economista russo radicado nos Estados Unidos, prêmio 
Nobel de economia em 1973), a moeda é a mercadoria que serve de equivalente geral 
para todas as mercadorias. Já para Fontes (2010), a moeda, sinônimo de dinheiro, é o 
objeto de aceitação geral, garantida por lei, usada na aquisição de bens e serviços e o 
Banco Central ou BACEN, que é o banco dos bancos, tem como objetivo regular a 
moeda e o crédito de forma equilibrada com o crescimento do produto, mantendo, 
assim, a liquidez da economia. 
Passos (2008) afirma que a inflação pode ser definida como o processo persistente de 
aumento do nível geral de preços, o que resulta em perda do poder aquisitivo da 
moeda. O mesmo autor observa que o problema inflacionário não ocorre apenas em 
economias em desenvolvimento, como a brasileira. Nos dias de hoje a inflação é um 
fenômeno universal, que traz grandes consequências políticas, econômicas e sociais. 
De acordo com Fontes (2010), em períodos de inflação, tanto as pessoas que 
emprestam dinheiro, quanto as que tomam emprestado devem prestar atenção na 
taxa de juros real, ignorando a taxa de juros nominal. A taxa de juros nominal é igual à 
taxa de juros real mais a inflação. 
 
Um dos mecanismos que o governo brasileiro usa com frequência para diminuir a 
inflação é o controle da taxa de juros. Esse controle é exercido sobre a taxa SELIC 
(Sistema Especial de Liquidação e de Custódia). A Taxa Selic é também conhecida como 
taxa básica de juros e é utilizada como referência para a economia brasileira. 
O Plano Real surgiu em 1994 com o claro objetivo da política governamental da 
época de estabilizar os preços através da manutenção das taxas de inflação em 
patamares bem reduzidos. Apolítica monetária diz respeito às intervenções do 
governo sobre o mercado financeiro, seja com atuação ao controlar a oferta de 
moeda ou atuando sobre as taxas de juros. 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_Especial_de_Liquida%C3%A7%C3%A3o_e_de_Cust%C3%B3dia
 
61 
 
 
6 ECONOMIA INTERNACIONAL: COMÉRCIO INTERNACIONAL E POLÍTICA 
CAMBIAL 
Neste bloco, abordaremos os efeitos da globalização que causaram muitos reflexos 
internamente, tanto para as pessoas quanto para as organizações e o governo. 
Precisamos nos lembrar de que o Brasil por muitos anos foi um país agrícola. Imagine 
gerar riqueza dependendo somente da agricultura. Chegou um momento em nossa 
história que depender somente do solo já não era mais suficiente, então partimos para 
a industrialização. 
O processo de industrialização se desenvolveu, criou-se uma infraestrutura econômica 
para tal, mudaram-se os conceitos de comportamento perante o mercado interno. 
Porém, em meados de 1990, já no Plano Collor, rumamos em direção à globalização. 
Significou, naquele momento, que as barreiras haviam sido rompidas e abrimos nossas 
portas para o mercado internacional. Lógico que, de imediato, isso causou um choque 
em diversas áreas, pois, até então, nossos produtos industrializados não tinham o 
potencial tecnológico que os países desenvolvidos possuíam. 
Discutiremos, ainda, as relações com o comércio internacional e o papel da política 
cambial nesse contexto. 
 
 
 
62 
 
6. 1 Teoria das vantagens absolutas e comparativas 
Objetivos: 
Correlacionar os temas inerentes à comercialização de produtos e serviços com outros 
países. 
Compreender os efeitos na economia. 
Pensar que os países necessitam de vários produtos para suprirem suas necessidades. 
 
Um dos ramos da economia que trata do comércio entre os países é a Economia 
Internacional. Ela procura estudar a questão das trocas de bens e serviços e também a 
questão do movimento internacional dos fatores de produção. 
O comércio internacional existe para atender as necessidades que não são atendidas 
pelos próprios países. 
Razões que justificam o comércio exterior: 
Desigualdades das reservas de recursos naturais. 
Diferenças internacionais no tocante a fatores climáticos, altitude, topografia, entre 
outros. 
Desigualdades nas disponibilidades estruturais de capital e trabalho. 
Diferenças nos estágios de desenvolvimento tecnológico. 
 
De acordo com Fontes (2010), o princípio das vantagens comparativas sugere que cada 
país deve se especializar na produção daquela mercadoria em que é relativamente 
mais eficiente ou que tenha um custo relativamente menor. Por outro lado, este país 
deverá importar aqueles bens cuja produção implica num custo relativamente menor. 
Devemos pensar que isto tem bastante similaridade com os processos terceirizados 
das empresas, ou seja, naquilo que não somos eficientes, passamos a “alguém” 
 
63 
 
eficiente em seus modelos produtivos para fazê-lo. O grande objetivo desta decisão é a 
questão da otimização dos recursos utilizados. 
A questão de se obter ou não vantagem absoluta, situa-se na questão deste país 
possuir menores custos na produção dos produtos que comparamos com aos dos 
outros países. 
 
6. 2 Globalização e integração econômica 
Objetivos: 
• Compreender a economia no que tange a moeda. 
• Correlacionar moeda com a economia 
 
O que é? 
A globalização é “a integração cada vez maior dos mercados, cultura e política, com 
manifestações principalmente nos meios de comunicação e transportes. Esse 
fenômeno é gerado pela necessidade das economias mundiais se expandirem e 
diversificarem a produção, com intuito de baratear os custos”. (FONTES et al. , 2010, p. 
211) 
Adaptação 
Antes da expansão da economia brasileirapara o mercado estrangeiro, o Brasil passou 
por um processo de transformação e consequente adaptação de sua realidade. Isso 
ocorreu após o início de sua industrialização. 
A globalização no Brasil ganhou força a partir da Era Collor. Aliás, expandir a 
comercialização e tornar o país uma economia em crescimento foi um dos objetivos do 
desse governo (1990-1992). 
Quando liberaram as importações dos produtos estrangeiros, mesmo havendo similar 
nacional, houve uma grande dificuldade nas empresas que tiveram de se adaptar à 
nova realidade e competir com preços e qualidade dos produtos importados. 
 
64 
 
Além disso, as expectativas da população em possuir um produto importado 
dificultaram ainda mais o processo de adaptação. 
 
Consequência: Desemprego 
Em razão da quantidade limitada de recursos e as necessidades ilimitadas de uma 
sociedade, são necessárias escolhas em termos econômicos. 
De um lado, isto foi muito bom, pois “forçou” a indústria nacional a se atualizar em 
termos de processo. Mas, por outro lado, muitas empresas não conseguiram se ajustar 
à nova realidade e fecharam, o que gerou um grau elevado de desemprego. 
Integração econômica 
Quando os governos dos vários países se unem na busca de uma melhor prática de 
comercialização, estamos nos referindo à questão da integração econômica. 
Aceleração do crescimento econômico 
A integração econômica promoverá uma melhor condição econômica dos países 
envolvidos. De uma maneira geral, permite uma aceleração do crescimento 
econômico, troca de tecnologias, conhecimento etc. 
Graus de profundidade de integração econômica 
Para Fontes (2010, p. 212), “Existem diferentes graus de profundidade de integração 
econômica, como se vê a seguir: 
• Acordo de tarifas preferenciais: menores tarifas entre dois países. 
• Área de livre comércio: elimina todas as tarifas entre países-membros, mas 
podem manter tarifas diferenciadas com países não membros. 
• União aduaneira: elimina todas as tarifas entre países membros e adotam uma 
mesma tarifa externa frente aos países não membros. 
• Mercado comum: possui as características de uma união aduaneira acrescida à 
livre mobilidade dos fatores de produção, trabalho e capital. 
 
65 
 
• União monetária: estágio mais avançado de integração econômica, sendo um 
mercado comum acrescido de harmonização das políticas fiscais, monetárias, 
agrícolas, industriais etc. Caracteriza-se por ter um governo supranacional e 
somente um Banco Central, e uma única moeda”. 
 
6. 3 O balanço de pagamentos 
Objetivo: 
Entender alguns dos tópicos que envolvem o balanço de pagamentos e evidenciar sua 
relevância dentro do cenário nacional. 
As relações econômicas internacionais também envolvem outros tipos de transações 
além da comercialização de produtos e serviços, tais como empréstimos, 
investimentos, financiamentos etc. 
Conforme Passos (2008), tradicionalmente, o balanço de pagamentos de um país é 
definido como o registro sistemático das transações econômicas, ocorridas em certo 
período de tempo, entre residentes e não residentes. 
Podemos associar esse conceito aobalanço de uma empresa, por exemplo, nele estão 
contidas todas as informações que conduziram àquele resultado ou à riqueza do 
próprio patrimônio da empresa. O balanço de pagamento também, numa visão 
simplista, tem esta função. 
Por registro sistemático, Passos (2008) define o balanço de pagamentos como a 
escrituração das transações econômicas de um país com o resto do mundo. 
Talvez você se questione quanto à metodologia de divulgação dessas informações, se 
são idênticas em todos os países. A reposta é “sim”. Ficaria difícil a interpretação das 
informações de interesse se não houvesse igualdade entre os registros. 
De acordo com Fontes (2010), o registro e a divulgação do balanço de pagamentos dos 
países seguem a metodologia recomendada no manual do Balanço de Pagamentos do 
Fundo Monetário Internacional (FMI). Isso é feito para que haja padronização na 
 
66 
 
elaboração e divulgação das contas externas dos países e, assim, se possa comparar o 
desempenho dos mesmos. 
Por tal desempenho, temos que observar que estão correlacionadas às transações 
efetuadas entre os países. 
De acordo com Passos (2008), as transações econômicas podem ser agrupadas em três 
grandes itens: transações correntes, conta de capital e conta financeira. 
 
Figura 7: transações correntes, conta de capital e conta financeira. 
 
6. 4 Transações entre países 
Objetivos: 
Evidenciar as abordagens correlatas às transações entre países. 
 Entender seu funcionamento. 
 Analisar as correlações. 
 
Transações econômicas: podem se referir tanto a produtos comercializados como a 
serviços prestados entre os países. 
Fontes (2010) identifica que no grupo da conta corrente há três subgrupos: 
Transações correntes: 
• Balança comercial – registra o movimento de 
exportações e importações de mercadorias. 
 
67 
 
• Balança de serviços – registra as receitas e 
despesas dos principais serviços internacionais, 
relacionados a viagens, transportes, seguros, 
renda de capitais e atividades governamentais. 
• Transferências unilaterais –nessas se enquadram, 
por exemplo, os donativos remetidos e recebidos. 
 
Conta de capital: como subgrupos as contas de investimento direto, reinvestimento, 
empréstimos a médio e a longo prazos, empréstimos a curto prazo e as amortizações, 
que se referem ao pagamento de dívidas externas anteriormente contraídas. 
Conta financeira: existe um conjunto de operações feitas entre os países. Se 
considerarmos a operacionalidade das empresas, observamos que elas não 
transacionam apenas entre si. Para tal, também envolvem as instituições financeiras. 
 
Figura 8: transações 
Assim são as transações entre os países. 
Total da conta financeira 
Receita, despesa e saldo de investimentos diretos. 
Receita, despesa e saldo de investimentos em carteira. 
Total de operações com derivativos 
 
68 
 
Derivativo: contrato firmado entre duas partes no qual se determinam pagamentos 
futuros com base no comportamento dos preços de um ativo de mercado à vista. 
Outros investimentos 
Inclui créditos comerciais, empréstimos, moeda e depósitos, outros ativos e passivos e 
operações de regularização. 
 
6. 5 Política cambial 
Objetivos: 
Perceber as múltiplas influências das decisões do governo perante o mercado 
internacional. 
 Compreender o funcionamento da política cambial na economia. 
 
O que é câmbio? 
Troca de moeda de um país pela moeda de outro; preço das moedas internacionais; e, 
no Brasil, forte associação à moeda dólar. 
Política cambial: governo de diversos países; foco na otimização das negociações; 
adoção de políticas que se adaptem às suas necessidades. 
Taxa de câmbio: preço de uma moeda em termos de outra. Indica o preço de uma 
moeda internacional de referência que, no caso brasileiro, é o dólar norte-americano. 
Paridade da moeda: se um dólar norte-americano vale R$ 3, 00, já inclui a taxa de 
câmbio entre as duas moedas. 
US$ 1, 00 = R$ 3, 00 
Em países como o Brasil 
Presença da inflação, moeda instável. 
 
69 
 
Perda do poder aquisitivo da moeda acaba refletindo também na equiparação dos 
preços das moedas estrangeiras. 
Desvalorização cambial 
Aumento no preço da moeda estrangeira. 
A moeda nacional passa a valer menos em termos de moeda estrangeira. 
Valorização cambial 
Diminuição no preço da moeda estrangeira. 
 
 
 
 
 
 
70 
 
Conclusão 
Os governos dos diversos países, no uso de suas atribuições e com foco na melhor 
otimização resultante das negociações entre os demais países, irão adotar decisões 
que melhor lhe convenham, ou seja, adotarão políticas que melhor se adaptem às suas 
necessidades. Uma variávelimportante nesse contexto é a taxa de câmbio a ser 
utilizada. 
Segundo Passos (2008), para o aumento no preço damoeda estrangeira dá-se o nome 
de desvalorização cambial. Assim, o termo desvalorização significa que moeda nacional 
passa a valer menos em termos de moeda estrangeira. Reciprocamente, uma 
diminuição no preço da moeda estrangeira denomina-se valorização cambial. 
Em países como o Brasil, no qual há a presença da inflação, a moeda não é estável, ou 
seja, a perda do poder aquisitivo da moeda acaba refletindo também na equiparação 
dos preços das moedas estrangeiras. 
 
 
 
71 
 
Referências Bibliográficas 
FARINA, E. M. ; AZEVEDO, P. F. ; SAES, M. S. Competitividade: Mercado, Estado e 
Organizações. São Paulo: Editora Singular, 2000. 
FONTES, R. Economia: um enfoque básico e simplificado. São Paulo: Atlas, 2010. 
MARTINS, E. Contabilidade de Custos. 9. ed. São Paulo: Atlas, 2008. 
MENDES, J. T. G. Economia: fundamentos e aplicações. São Paulo: Pearson Prentice 
Hall, 2005. 
MOCHÓN, F. Princípios de economia. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. 
PASSOS, C. R. M; NOGAMI, O. Princípios de economia. 5. ed. ver. São Paulo: Cengage 
Learning, 2008. 
ROSSETTI, J. P. Introdução à Economia. 20. ed. São Paulo: Atlas, 2000. 
VASCONCELLOS, M. A. S. ; GARCIA, M. E. Fundamentos de Economia. São Paulo: 
Saraiva, 2003.

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