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<p>FONTE DO DIREITO</p><p>DESCOMPLICAMOS OS SEUS ESTUDOS!</p><p>DIREITO CIVIL</p><p>CONTRATOS</p><p>RESUMO</p><p>ESQUEMATIZADO</p><p>@fonte_dodireito</p><p>COLEÇÃO DE RESUMOS</p><p>FONTE DO DIREITO</p><p>© Fonte do Direito. Todos os direitos reservados.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>RESUMO ESQUEMATIZADO</p><p>DIREITO CIVIL - CONTRATOS</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Conheça todos os nossos Resumos e Cursos:</p><p>https://fontedodireito.com/pagina-de-cursos</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>3</p><p>Sumário</p><p>1. TEORIA GERAL DOS CONTRATOS............................................................................................7</p><p>1.1 CONCEITO............................................................................................................................ 7</p><p>1.2 CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS............................................................................... 7</p><p>1.2.1 Quanto aos Direitos e Deveres das Partes ................................................................7</p><p>1.2.2 Quanto às Vantagens Patrimoniais .......................................................................... 8</p><p>1.2.3 Quanto às Cláusulas Do Contrato ............................................................................ 8</p><p>1.2.4 Quanto à Forma ........................................................................................................9</p><p>1.2.5 Quanto à Designação ............................................................................................... 9</p><p>1.2.6 Quanto ao Modo Porque Existem............................................................................ 9</p><p>1.2.7 Quanto ao Agente ...................................................................................................10</p><p>1.2.8 Quanto ao Momento da Execução ......................................................................... 10</p><p>1.2.9 Quanto ao Tempo ...................................................................................................11</p><p>1.2.10 Quanto ao Objeto ................................................................................................. 11</p><p>1.3 PRINCÍPIOS CONTRATUAIS ........................................................................................... 11</p><p>1.3.1 Princípio da Autonomia da Vontade/Autonomia Privada ......................................11</p><p>1.3.2 Princípio da Supremacia do Interesse Público .......................................................12</p><p>1.3.3 Princípio da Pacta Sunt Servanda/Força Obrigatória dos Contratos .....................12</p><p>1.3.4 Princípio da Revisão Contratual ou Onerosidade Excessiva ................................. 13</p><p>1.3.5 Princípio da Função Social dos Contratos ............................................................. 14</p><p>1.3.6 Princípio da Boa-Fé ............................................................................................... 14</p><p>1.4 DEVERES ANEXOS OU LATERAIS DE CONDUTA..................................................... 15</p><p>1.4.1 Dever de Conduta ...................................................................................................15</p><p>1.4.2 Dever de Segurança ............................................................................................... 15</p><p>1.4.3 Dever de lealdade ...................................................................................................15</p><p>1.4.4 Dever de Informação ..............................................................................................15</p><p>1.4.5 Dever de Cooperação .............................................................................................15</p><p>1.4.6 Deveres Dependentes e Independentes ..................................................................15</p><p>1.4.7 Deveres Anexos ou Laterais de Conduta ............................................................... 15</p><p>1.5 FORMAÇÃO DOS CONTRATOS ......................................................................................16</p><p>1.5.1 Conceito ................................................................................................................. 16</p><p>1.5.2 Manifestação da Vontade .......................................................................................16</p><p>1.5.3 Autonomia Privada ................................................................................................ 17</p><p>1.6 NEGOCIAÇÕES PRELIMINARES.................................................................................... 17</p><p>1.6.1 Conceito ................................................................................................................. 17</p><p>1.6.2 Proposta ..................................................................................................................18</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>4</p><p>1.7 ACEITAÇÃO E RETRATAÇÃO........................................................................................20</p><p>1.7.1 Aceitação ................................................................................................................20</p><p>1.7.2 Retratação ...............................................................................................................22</p><p>1.8 REVISÃO CONTRATUAL.................................................................................................22</p><p>1.9 EXTINÇÃO DOS CONTRATOS ........................................................................................24</p><p>1.9.1 Extinção Normal do Contrato ................................................................................ 24</p><p>1.9.2 Extinção por Fatos Anteriores a Celebração ..........................................................24</p><p>1.9.3 Extinção do Contrato por Fatos Posteriores à Celebração .....................................25</p><p>1.9.4 Extinção por Morte de Um Contratante .................................................................26</p><p>1.10 VÍCIOS REDIBITÓRIOS.................................................................................................. 26</p><p>1.10.1 Quanto as Consequências do Vício ......................................................................27</p><p>1.10.2 Evicção .................................................................................................................28</p><p>1.10.3 Arras ou Sinal .......................................................................................................30</p><p>1.11 ESTIPULAÇÃO EM FAVOR DE TERCEIRO.................................................................31</p><p>1.12 PROMESSA DE FATO DE TERCEIRO...........................................................................33</p><p>1.13 CONTRATO PRELIMINAR............................................................................................. 33</p><p>1.14 CONTRATO COM PESSOA A DECLARAR.................................................................. 35</p><p>2. CONTRATOS EM ESPÉCIE......................................................................................................... 37</p><p>2.1 COMPRA E VENDA........................................................................................................... 38</p><p>2.1.1 Classificação/Natureza Jurídica ............................................................................. 38</p><p>2.1.2 Elementos da Compra e Venda ..............................................................................38</p><p>2.1.3 Efeitos da Compra ..................................................................................................40</p><p>2.1.4 Limitações da Compra e Venda .............................................................................41</p><p>2.2 PERMUTA........................................................................................................................... 47</p><p>2.3 DOAÇÃO............................................................................................................................. 48</p><p>2.3.1 Quanto à Classificação ...........................................................................................48</p><p>2.3.2 Quanto à Forma ......................................................................................................49</p><p>2.3.3 Modalidades ...........................................................................................................49</p><p>tão-somente restituirá o valor recebido, mais as despesas do</p><p>contrato.</p><p>A doutrina esclarece que se o vício for ínfimo ou que não geram grandes repercussões em relação à</p><p>utilidade da coisa, não cabe à resolução do contrato, apenas abatimento por força da função social do</p><p>contrato.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 28</p><p>1.10.2 Evicção</p><p>É a perda da coisa para o verdadeiro dono.</p><p>DE ACORDO COMWASHINGTON DE BARROS MONTEIRO:</p><p>Evicção é a perda da coisa em virtude de sentença judicial, que a atribui a outrem por</p><p>causa jurídica preexistente ao contrato. Dá-se a evicção quando o adquirente vem a</p><p>perder, total ou parcialmente, a coisa por sentença fundada em motivo jurídico anterior</p><p>(evincere est vincendo in judicio aliquid auferre). (2011, p. 55)</p><p>QUANTO AOS EFEITOS</p><p>A evicção pode ser total ou parcial.</p><p>QUANTO AS PARTES DA EVICÇÃO</p><p>Alienante:</p><p>Aquele que transfere a coisa viciada de forma onerosa.</p><p>Evicto ou adquirente:</p><p>Aquele que perde a coisa adquirida.</p><p>HIPÓTESE PRAZO TERMO</p><p>INICIAL</p><p>Coisa móvel entregue ao</p><p>Adqurente.</p><p>30 dias Data da tradição</p><p>(entrega efetiva)</p><p>Coisa móvel que já estava na</p><p>posse do adquirente</p><p>15 dias Data da alienação</p><p>(tradição ficta)</p><p>Coisa imóvel entregue ao</p><p>adquirente</p><p>1 ano Data da tradição</p><p>Coisa imóvel que já estava na</p><p>posse do adquirente</p><p>6 meses Data da alienação</p><p>Defeito da coisa móvel que</p><p>mesmo após a alienação</p><p>permaneceu oculto, sendo</p><p>descoberto apenas em momento</p><p>posterior</p><p>30 dias, desde que</p><p>descoberto</p><p>em até 180 dias</p><p>contados da data</p><p>da tradição</p><p>Data da ciência</p><p>do defeito</p><p>Defeito da coisa imóvel que</p><p>mesmo após a alienação</p><p>permaneceu oculto, sendo</p><p>descoberto apenas em momento</p><p>posterior</p><p>1 ano, desde que</p><p>descoberto em</p><p>até 1 ano</p><p>contados da data</p><p>da tradição</p><p>Data da ciência</p><p>do defeito</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 29</p><p>Evictor ou terceiro:</p><p>Decisão judicial ou administrativa a seu favor.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 447. Nos contratos onerosos, o alienante responde pela evicção. Subsiste esta garantia</p><p>ainda que a aquisição se tenha realizado em hasta pública.</p><p>A responsabilidade da evicção decorre de lei, não necessitando estar estabelecida em contrato, porém,</p><p>as partes podem modular seus efeitos, atenuando ou agravando. Caso as partes optem pela exclusão da</p><p>cláusula de evicção, será necessário que esta cláusula seja EXPRESSA, não presumindo a exclusão.</p><p>Todavia, mesmo excluída a responsabilidade pela evicção, se ocorrer, o alienante responde pelo preço</p><p>da coisa. Isso é claro, se o evicto não sabia do risco da evicção, ou informado do risco, não assumiu.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 448. Podem as partes, por cláusula expressa, reforçar, diminuir ou excluir a</p><p>responsabilidade pela evicção.</p><p>QUANTO AOS DIREITOS DO EVICTO</p><p>Haverá a restituição integral do preço pago, mas, deve-se levar em conta o valor da coisa à época em</p><p>que se perdeu, evitando assim enriquecimento sem justa causa.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 450. (...)</p><p>Parágrafo único. O preço, seja a evicção total ou parcial, será o do valor da coisa, na época em</p><p>que se evenceu, e proporcional ao desfalque sofrido, no caso de evicção parcial.</p><p>A indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir ao evictor ou terceiro.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 450. Salvo estipulação em contrário, tem direito o evicto, além da restituição integral do</p><p>preço ou das quantias que pagou:</p><p>I - à indenização dos frutos que tiver sido obrigado a restituir;</p><p>Art. 452. Se o adquirente tiver auferido vantagens das deteriorações, e não tiver sido condenado</p><p>a indenizá-las, o valor das vantagens será deduzido da quantia que lhe houver de dar o alienante.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 30</p><p>Art. 454. Se as benfeitorias abonadas ao que sofreu a evicção tiverem sido feitas pelo alienante,</p><p>o valor delas será levado em conta na restituição devida.</p><p>Indenização pelas despesas do contrato e prejuízos da evicção.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 450. (...)</p><p>II - à indenização pelas despesas dos contratos e pelos prejuízos que diretamente resultarem da</p><p>evicção;</p><p>As custas judiciais e os honorários advocatícios.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 450. (...)</p><p>III - às custas judiciais e aos honorários do advogado por ele constituído.</p><p>As benfeitorias necessárias e úteis realizadas pelo evicto (adquirente) que não foram pagas</p><p>(abandonadas) pelo terceiro (evictor), deverão ser pagas pelo alienante.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 453. As benfeitorias necessárias ou úteis, não abonadas ao que sofreu a evicção, serão</p><p>pagas pelo alienante.</p><p>1.10.3 Arras ou Sinal</p><p>É o inicio de um pagamento que busca garantir e confirmar a proposta acordada.</p><p>Exemplo:</p><p>Peço para me fazer um sofá planejado no valor de R$10.000,00 e repasso para o fabricante 20% do</p><p>valor do sofá (R$2.000,00) como um sinal de demonstrar meu interesse e vontade de ficar com o bem.</p><p>QUANTO AS ESPÉCIES</p><p>Confirmatórias:</p><p>Visa confirmar a seriedade do acordo e caso a parte venha se sentir lesada pode esta pedir indenização</p><p>suplementar.</p><p>Código Civil</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 31</p><p>Art. 417. Se, por ocasião da conclusão do contrato, uma parte der à outra, a título de arras,</p><p>dinheiro ou outro bem móvel, deverão as arras, em caso de execução, ser restituídas ou</p><p>computadas na prestação devida, se do mesmo gênero da principal.</p><p>Art. 418. Se a parte que deu as arras não executar o contrato, poderá a outra tê-lo por desfeito,</p><p>retendo-as; se a inexecução for de quem recebeu as arras, poderá quem as</p><p>deu haver o contrato</p><p>por desfeito, e exigir sua devolução mais o equivalente, com atualização monetária segundo</p><p>índices oficiais regularmente estabelecidos, juros e honorários de advogado.</p><p>Art. 419. A parte inocente pode pedir indenização suplementar, se provar maior prejuízo,</p><p>valendo as arras como taxa mínima. Pode, também, a parte inocente exigir a execução do</p><p>contrato, com as perdas e danos, valendo as arras como o mínimo da indenização.</p><p>Penitenciais:</p><p>Trata-se da antecipação das perdas e danos, porém, uma vez antecipada as perdas e danos, não há de se</p><p>falar da indenização suplementar.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 420. Se no contrato for estipulado o direito de arrependimento para qualquer das partes, as</p><p>arras ou sinal terão função unicamente indenizatória. Neste caso, quem as deu perdê-las-á em</p><p>benefício da outra parte; e quem as recebeu devolvê-las-á, mais o equivalente. Em ambos os</p><p>casos não haverá direito a indenização suplementar.</p><p>1.11 ESTIPULAÇÃO EM FAVOR DE TERCEIRO</p><p>Uma parte convenciona com o devedor que este deverá realizar determinada prestação em benefício de</p><p>outrem, alheio à relação jurídica.</p><p>PARA SILVIO RODRIGUES E CAIOMÁRIO DA SILVA PEREIRA</p><p>Nessas modalidades, uma pessoa convenciona com outra que concederá uma vantagem</p><p>ou benefício em favor de terceiro, que não é parte no contrato. Dá-se a estipulação em</p><p>favor de terceiro, pois, quando, no contrato celebrado entre duas pessoas, denominadas</p><p>estipulante e promitente, convenciona-se que a vantagem resultante do ajuste reverterá</p><p>em benefício de terceira pessoa, alheia à formação do vínculo contratual. (2016, p. 91) -</p><p>(2022, p.107)</p><p>QUANTO AS PARTES</p><p>Estipulante:</p><p>Aquele que estabelece a obrigação.</p><p>Promitente ou Devedor:</p><p>Aquele que se compromete a realizar a obrigação.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 32</p><p>Terceiro Beneficiado:</p><p>Destinatário da obrigação pactuada.</p><p>QUANTO AOS REQUISITO</p><p>Exige a manifestação da vontade entre o estipulante e o promitente. Entretanto, o beneficiário irá</p><p>manifestar o aceite ou a recusa na fase de execução do contrato. É necessário que esta estipulação em</p><p>favor de terceiro seja uma atribuição patrimonial gratuita, ou seja, uma vantagem de apreciação</p><p>econômica em contraprestação.</p><p>QUANTO AOS EFEITOS</p><p>O estipulante e o terceiro poderão exigir o cumprimento da obrigação. Entretanto, exige-se do terceiro</p><p>que faça anuência EXPRESSA às condições e normas do contrato.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 436. O que estipula em favor de terceiro pode exigir o cumprimento da obrigação.</p><p>Parágrafo único. Ao terceiro, em favor de quem se estipulou a obrigação, também é permitido</p><p>exigi-la, ficando, todavia, sujeito às condições e normas do contrato, se a ele anuir, e o</p><p>estipulante não o inovar nos termos do art. 438.</p><p>Porém, se o estipulante indicar que o beneficiário pode reclamar a execução, aquele perde o direito de</p><p>exonerar o promitente (devedor).</p><p>Código Civil</p><p>Art. 43. As pessoas jurídicas de direito público interno são civilmente responsáveis por atos dos</p><p>seus agentes que nessa qualidade causem danos a terceiros, ressalvado direito regressivo contra</p><p>os causadores do dano, se houver, por parte destes, culpa ou dolo.</p><p>Cabe ao credor a faculdade de substituir o beneficiário, caso tenha determinado em contrato. Não</p><p>exigindo conhecimento do beneficiário, apenas comunicação do promitente.</p><p>Por que exige-se a comunicação? (a fins de identificar a quem deverá pagar).</p><p>Ato inter vivos ou estipulação de última vontade.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 438. O estipulante pode reservar-se o direito de substituir o terceiro designado no contrato,</p><p>independentemente da sua anuência e da do outro contratante.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 33</p><p>Parágrafo único. A substituição pode ser feita por ato entre vivos ou por disposição de última</p><p>vontade.</p><p>1.12 PROMESSA DE FATO DE TERCEIRO</p><p>Trata-se de um negócio jurídico em que a prestação acertada não é exigida do estipulante, mas sim de</p><p>um terceiro. Em outras palavras, uma pessoa se compromete a execução de uma obrigação por outra</p><p>pessoa.</p><p>NAS PALAVRAS CARLOS ROBERTO GONÇALVES:</p><p>Trata-se do denominado contrato por outrem ou promessa de fato de terceiro . O único</p><p>vinculado é o que promete, assumindo obrigação de fazer que, não sendo executada,</p><p>resolve- se em perdas e danos. Isto porque ninguém pode vincular terceiro a uma</p><p>obrigação. As obrigações têm como fonte somente a própria manifestação da vontade</p><p>do devedor, a lei ou eventual ato ilícito por ele praticado. (2017, p.133)</p><p>PERDAS E DANOS</p><p>Código Civil</p><p>Art. 439. Aquele que tiver prometido fato de terceiro responderá por perdas e danos, quando</p><p>este o não executar.</p><p>Entretanto, caso o terceiro for cônjuge, o promitente tiver se comprometido em obter a anuência da</p><p>esposa, tendo esta recusado a prestar, o marido responderá pelas perdas e danos.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 439. (...)</p><p>Parágrafo único. Tal responsabilidade não existirá se o terceiro for o cônjuge do promitente,</p><p>dependendo da sua anuência o ato a ser praticado, e desde que, pelo regime do casamento, a</p><p>indenização, de algum modo, venha a recair sobre os seus bens.</p><p>O terceiro quando anuir com a obrigação, passa a ser de sua responsabilidade, liberando o estipulante.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 440. Nenhuma obrigação haverá para quem se comprometer por outrem, se este, depois de</p><p>se ter obrigado, faltar à prestação.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 34</p><p>1.13 CONTRATO PRELIMINAR</p><p>É o negócio jurídico através do qual as partes criam o direito de exigir o cumprimento de um contrato</p><p>definitivo. O Contrato preliminar não é obrigatório.</p><p>PARA CARLOS ROBERTO GONÇALVES</p><p>O contrato preliminar, que tem sempre por objeto a efetivação de um contrato definitivo.</p><p>Contrato preliminar ou pactum de contrahendo (como era denominado no direito romano), ou</p><p>ainda contrato-promessa, é aquele que tem por objeto a celebração de um contrato definitivo.</p><p>Tem, portanto, um único objeto. (2017, p. 175)</p><p>Código Civil</p><p>Art. 462. O contrato preliminar, exceto quanto à forma, deve conter todos os requisitos</p><p>essenciais ao contrato a ser celebrado.</p><p>QUANTO</p><p>À CLÁUSULA DE ARREPENDIMENTO</p><p>Poderá uma das partes manifestar que não deseja realizar o contrato definitivo. Somente poderá se</p><p>recusar se tiver esta cláusula, caso contrário a outra parte poderá levar ao juiz para que supra a</p><p>manifestação de vontade e declare a formação do contrato definitivo.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 463. Concluído o contrato preliminar, com observância do disposto no artigo antecedente,</p><p>e desde que dele não conste cláusula de arrependimento, qualquer das partes terá o direito de</p><p>exigir a celebração do definitivo, assinando prazo à outra para que o efetive.</p><p>Parágrafo único. O contrato preliminar deverá ser levado ao registro competente.</p><p>QUANTO AO CONTRATO UNILATERAL</p><p>Em casos de contrato unilateral, por exemplo doação, quem promete da algo não pode ficar vinculado</p><p>indefinidamente. Se não houver prazo determinado para manifestar o aceite, desobrigando o devedor</p><p>em decorrência de um prazo satisfatório.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 466. Se a promessa de contrato for unilateral, o credor, sob pena de ficar a mesma sem</p><p>efeito, deverá manifestar-se no prazo nela previsto, ou, inexistindo este, no que lhe for</p><p>razoavelmente assinado pelo devedor.</p><p>A parte que quer manifestar o desejo de contratação, e a outra parte de opondo. Aquele poderá pleitear</p><p>o suprimento na parte inadimplemento em juízo para que o juiz determine a realização do contrato</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 35</p><p>definitivo, transcorrido o prazo sem manifestação do inadimplente, o juiz decretará a realização do</p><p>contrato.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 464. Esgotado o prazo, poderá o juiz, a pedido do interessado, suprir a vontade da parte</p><p>inadimplente, conferindo caráter definitivo ao contrato preliminar, salvo se a isto se opuser a</p><p>natureza da obrigação.</p><p>Art. 465. Se o estipulante não der execução ao contrato preliminar, poderá a outra parte</p><p>considerá-lo desfeito, e pedir perdas e danos.</p><p>1.14 CONTRATO COMPESSOA A DECLARAR</p><p>É a faculdade em que uma pessoa tem de indicar outra pessoa para adquirir os efeitos e assumir as</p><p>obrigações decorrentes do contrato. Ou melhor dizendo, trata-se de um negócio jurídico por meio do</p><p>qual um dos contratantes acaba indicando uma pessoa, que será responsável de assumir a posição</p><p>jurídica no seu lugar. Estabelece ainda que, o prazo para indicar a pessoa é de 5 dias após o término do</p><p>negócio.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 467. No momento da conclusão do contrato, pode uma das partes reservar-se a faculdade</p><p>de indicar a pessoa que deve adquirir os direitos e assumir as obrigações dele decorrentes.</p><p>A referida cláusula é denominada pro amico elegendo ou sibi aut amico vel eligendo.</p><p>É Utilizada para evitar despesas com nova alienação, nos casos de bens adquiridos com o propósito de</p><p>revenda, com a simples intermediação do que figura como adquirente.</p><p>QUANTO AS PARTES</p><p>Promitente:</p><p>Assume o compromisso de reconhecer o amicus ou eligendo;</p><p>Estipulante:</p><p>Pactua em seu favor a cláusula de substituição;</p><p>Electus:</p><p>Nomeado, aceita sua indicação, que é comunicada ao promitente.</p><p>A validade do negócio requer capacidade e legitimação de todos os personagens, no momento da</p><p>estipulação do contrato.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 36</p><p>QUANTO AOS EFEITOS</p><p>Feita validamente, a pessoa nomeada adquire os direitos e assume as obrigações do contrato com efeito</p><p>retroativo.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 469. A pessoa, nomeada de conformidade com os artigos antecedentes, adquire os direitos</p><p>e assume as obrigações decorrentes do contrato, a partir do momento em que este foi celebrado.</p><p>QUANTO AOMOMENTO DA INDICAÇÃO</p><p>Após a conclusão do contrato, o Estipulante deverá indicar o Electus no prazo de 5 dias caso outro</p><p>prazo não seja estipulado. Já o Electus, deverá aceitar a indicação nos moldes do contrato.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 468. Essa indicação deve ser comunicada à outra parte no prazo de cinco dias da conclusão</p><p>do contrato, se outro não tiver sido estipulado.</p><p>Parágrafo único. A aceitação da pessoa nomeada não será eficaz se não se revestir da mesma</p><p>forma que as partes usaram para o contrato.</p><p>CASO O ELECTUS NÃO ASSUMA A OBRIGAÇÃO:</p><p>O contrato não será passado para o terceiro, ficando vinculado as partes se:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 470. O contrato será eficaz somente entre os contratantes originários:</p><p>I - se não houver indicação de pessoa, ou se o nomeado se recusar a aceitá-la;</p><p>II - se a pessoa nomeada era insolvente, e a outra pessoa o desconhecia no momento da</p><p>indicação.</p><p>Art. 471. Se a pessoa a nomear era incapaz ou insolvente no momento da nomeação, o contrato</p><p>produzirá seus efeitos entre os contratantes originários.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 37</p><p>2.CONTRATOS EM ESPÉCIE</p><p>Os contratos em espécie podem ser divididos em 4 tipos:</p><p>1º - Quanto ao bem;</p><p>2º - Quanto a atividade;</p><p>3º - Quanto ao conflito; e</p><p>4º - Quanto ao relacionamento.</p><p>Após essa divisão, menciona-se que, os contratos também podem se dividir quanto aos seus objetos.</p><p>Sendo eles:</p><p>CONTRATOS QUANTO AO BEM:</p><p>- Compra e Venda;</p><p>- Doação;</p><p>- Mútuo;</p><p>- Comodato;</p><p>- Estimatório;</p><p>- Locação;</p><p>- Permuta;</p><p>- Empreitada;</p><p>- Renda;</p><p>- Jogo e Aposta.</p><p>Esses contratos também são conhecidos como “contratos translativos”.</p><p>CONTRATOS QUANTO A ATIVIDADE:</p><p>- Mandato;</p><p>- Prestação de Serviço;</p><p>- Corretagem;</p><p>- Agência;</p><p>- Distribuição;</p><p>- Seguro;</p><p>- Transporte; e</p><p>- Fiança.</p><p>Quando houver um intermediário nos contratos “quanto atividade”, também podem ser chamados</p><p>como “contratos fiduciários”.</p><p>CONTRATOS QUANTO AO CONFLITO:</p><p>- Transação;</p><p>- Compromisso; e</p><p>- Mediação.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 38</p><p>CONTRATOS QUANTO AO RELACIONAMENTO:</p><p>- União Estável;</p><p>- Pacto Antenupcial;</p><p>- Namoro;</p><p>- Dissolução; e</p><p>- Divórcio Extraconjugal.</p><p>2.1 COMPRA E VENDA</p><p>CONCEITO</p><p>Nas palavras de Eduardo Espínola, “denomina-se compra e venda o contrato bilateral pelo qual uma</p><p>das partes (vendedor) se obriga a transferir o domínio de uma coisa à outra (comprador), mediante a</p><p>contraprestação de certo preço em dinheiro.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 481. Pelo contrato de compra e venda, um dos contratantes se obriga a transferir o domínio</p><p>de certa coisa, e o outro, a pagar-lhe certo preço em dinheiro.</p><p>Neste tipo de contrato não há uma transmissão de bens, mas sim uma transmissão de obrigações. Ou</p><p>seja, o comprador (devedor) entrega um valor em dinheiro e o vendedor (credor) entrega uma coisa, o</p><p>que ocasiona uma contraprestação.</p><p>2.1.1 Classificação/Natureza Jurídica</p><p>O contrato de compra e venda, classifica-se como:</p><p>- Contrato oneroso;</p><p>- Translativo de domínio;</p><p>- Bilateral ou sinalagmático;</p><p>- Em regra comutativo;</p><p>- Consensual (informal) em regra, sendo Solene por exceção.</p><p>2.1.2 Elementos da Compra e Venda</p><p>Código Civil</p><p>Art. 482. A compra e venda, quando pura, considerar-se-á obrigatória e perfeita, desde que as</p><p>partes acordarem no objeto e no preço.</p><p>CONSENTIMENTO:</p><p>Pode gerar a nulidade, em caso de vício do consentimento (artigo 171, CC).</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 39</p><p>Art. 171. Além dos casos expressamente declarados na lei, é anulável o negócio jurídico:</p><p>I - por incapacidade relativa do agente;</p><p>II - por vício resultante de erro, dolo, coação, estado de perigo, lesão ou fraude contra credores.</p><p>COISA:</p><p>Existência da coisa (presente/futura – artigo 483 do CC);</p><p>Código Civil</p><p>Art. 483. A compra e venda pode ter por objeto coisa atual ou futura. Neste caso, ficará sem</p><p>efeito o contrato se esta não vier a existir, salvo se a intenção das partes era de concluir contrato</p><p>aleatório.</p><p>Individualização (determinada ou determinável);</p><p>Disponibilidade da coisa.</p><p>PREÇO</p><p>Certo, determinado/determinável, valor corrente e nominal;</p><p>Preço deve corresponder ao valor da coisa e não preço vil;</p><p>Proibido “pague o que quiser”;</p><p>Arbitrado pelas partes ou terceiro (necessidade do aceite – artigo 485, CC);</p><p>Art. 485. A fixação do preço pode ser deixada ao arbítrio de terceiro, que os contratantes logo</p><p>designarem ou prometerem designar. Se o terceiro não aceitar a incumbência, ficará sem efeito</p><p>o contrato, salvo quando acordarem os contratantes designar outra pessoa.</p><p>Nulo se fixado apenas por uma das partes (artigo 489, CC)</p><p>Art. 489. Nulo é o contrato de compra e venda, quando se deixa ao arbítrio exclusivo de uma</p><p>das partes a fixação do preço.</p><p>Critério objetivo da fixação: Taxa de mercado ou de bolsa (artigo 486, CC) e moeda estrangeira/ouro</p><p>(artigo 487, CC);</p><p>Art. 486. Também se poderá deixar a fixação do preço à taxa de mercado ou de bolsa, em certo</p><p>e determinado dia e lugar.</p><p>Art. 487. É lícito às partes fixar o preço em função de índices ou parâmetros, desde que</p><p>suscetíveis de objetiva determinação.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 40</p><p>Se não houver preço fixado – Tabelamento oficial (artigo 488, CC).</p><p>Art. 488. Convencionada a venda sem fixação de preço ou de critérios para a sua determinação,</p><p>se não houver tabelamento oficial, entende-se que as partes se sujeitaram ao preço corrente nas</p><p>vendas habituais do vendedor.</p><p>Parágrafo único. Na falta de acordo, por ter havido diversidade de preço, prevalecerá o termo</p><p>médio.</p><p>2.1.3 Efeitos da Compra</p><p>GERAÇÃO DE OBRIGAÇÕES RECÍPROCAS:</p><p>- Obrigação de transmissão do bem (consumação);</p><p>- Princípio da causalidade;</p><p>- Descumprimento da obrigação: resolução do contrato.</p><p>RESPONSABILIDADE DO VENDEDOR POR VÍCIO REDIBITÓRIO E EVICÇÃO:</p><p>Vicio Redibitório = defeito oculto;</p><p>Evicção = perda pelo proprietário.</p><p>RESPONSABILIDADE POR RISCOS (PERDA/DETERIORAÇÃO):</p><p>Até a tradição/registro: responsabilidade do Vendedor (Res Perit Domino);</p><p>Após a tradição/registro: responsabilidade do Comprador.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 492. Até o momento da tradição, os riscos da coisa correm por conta do vendedor, e os do</p><p>preço por conta do comprador.</p><p>QUANTO À DISPOSIÇÃO DE RETIRADA DO BEM:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 492. (...)</p><p>§ 1º Todavia, os casos fortuitos, ocorrentes no ato de contar, marcar ou assinalar coisas, que</p><p>comumente se recebem, contando, pesando, medindo ou assinalando, e que já tiverem sido</p><p>postas à disposição do comprador, correrão por conta deste.</p><p>COMPRADOR EMMORA:</p><p>Código Civil</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 41</p><p>Art. 492. (...)</p><p>§ 2º Correrão também por conta do comprador os riscos das referidas coisas, se estiver em</p><p>mora de as receber, quando postas à sua disposição no tempo, lugar e pelo modo ajustados.</p><p>ENTREGA DA COISA:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 493. A tradição da coisa vendida, na falta de estipulação expressa, dar-se-á no lugar onde</p><p>ela se encontrava, ao tempo da venda.</p><p>EXPEDIÇÃO DO BEM:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 494. Se a coisa for expedida para lugar diverso, por ordem do comprador, por sua conta</p><p>correrão os riscos, uma vez entregue a quem haja de transportá-la, salvo se das instruções dele</p><p>se afastar o vendedor.</p><p>REPARTIÇÃO DAS DESPESAS:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 490. Salvo cláusula em contrário, ficarão as despesas de escritura e registro a cargo do</p><p>comprador, e a cargo do vendedor as da tradição.</p><p>VENDA A VISTA:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 491. Não sendo a venda a crédito, o vendedor não é obrigado a entregar a coisa antes de</p><p>receber o preço.</p><p>VENDA À CRÉDITO:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 495. Não obstante o prazo ajustado para o pagamento, se antes da tradição o comprador</p><p>cair em insolvência, poderá o vendedor sobrestar na entrega da coisa, até que o comprador lhe</p><p>dê caução de pagar no tempo ajustado.</p><p>2.1.4 Limitações da Compra e Venda</p><p>VENDA DE ASCENDENTE PARA DESCENDENTE</p><p>Código Civil</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 42</p><p>Art. 496. É anulável a venda de ascendente a descendente, salvo se os outros descendentes e o</p><p>cônjuge do alienante expressamente houverem consentido.</p><p>Parágrafo único. Em ambos os casos, dispensa-se o consentimento do cônjuge se o regime de</p><p>bens for o da separação obrigatória.</p><p>Atenção!</p><p>Em caso de venda “por debaixo dos panos”, aquele que não teve a oportunidade de prestar a anuência</p><p>poderá pleitear a anulação do contrato pelo prazo de 2 anos após a compra e venda – Art. 179 CC.</p><p>Art. 179. Quando a lei dispuser que determinado ato é anulável, sem estabelecer prazo para</p><p>pleitear-se a anulação, será este de dois anos, a contar da data da conclusão do ato.</p><p>COMPRA E VENDA ENTRE CÔNJUGES</p><p>Código Civil</p><p>Art. 499. É lícita a compra e venda entre cônjuges, com relação a bens excluídos da comunhão.</p><p>VENDA DE BENS SOB ADMINISTRAÇÃO</p><p>Código Civil</p><p>Art. 497. Sob pena de nulidade, não podem ser comprados, ainda que em hasta pública:</p><p>I - pelos tutores, curadores, testamenteiros e administradores, os bens confiados à sua guarda ou</p><p>administração;</p><p>II - pelos servidores públicos, em geral, os bens ou direitos da pessoa jurídica a que servirem,</p><p>ou que estejam sob sua administração direta ou indireta;</p><p>III - pelos juízes, secretários de tribunais, arbitradores, peritos e outros serventuários ou</p><p>auxiliares da justiça, os bens ou direitos sobre que se litigar em tribunal, juízo ou conselho, no</p><p>lugar onde servirem, ou a que se estender a sua autoridade;</p><p>IV - pelos leiloeiros e seus prepostos, os bens de cuja venda estejam encarregados.</p><p>Parágrafo único. As proibições deste artigo estendem-se à cessão de crédito.</p><p>Art. 498. A proibição contida no inciso III do artigo antecedente, não compreende os casos de</p><p>compra e venda ou cessão entre co-herdeiros, ou em pagamento de dívida, ou para garantia de</p><p>bens já pertencentes a pessoas designadas no referido inciso.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 43</p><p>VENDA DE BENS EM CONDOMÍNIO INDIVISÍVEL</p><p>Código Civil</p><p>Art. 504. Não pode um condômino em coisa indivisível vender a sua parte a estranhos, se outro</p><p>consorte a quiser, tanto por tanto. O condômino, a quem não se der conhecimento da venda,</p><p>poderá, depositando o preço, haver para si a parte vendida a estranhos, se o requerer no prazo</p><p>de cento e oitenta dias, sob pena de decadência.</p><p>Parágrafo único. Sendo muitos os condôminos, preferirá o que tiver benfeitorias de maior valor</p><p>e, na falta de benfeitorias, o de quinhão maior. Se as partes forem iguais, haverão a parte</p><p>vendida os comproprietários, que a quiserem, depositando previamente o preço.</p><p>VENDA POR AMOSTRA, PROTÓTIPO OUMODELO</p><p>Amostra:</p><p>Reprodução perfeita e corpórea de uma coisa determinada.</p><p>Protótipo:</p><p>Primeiro exemplar de uma coisa criada (invenção).</p><p>Modelo:</p><p>Reprodução exemplificativa da coisa, por desenho ou acompanhada de uma descrição</p><p>detalhada.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 484. Se a venda se realizar à vista de amostras, protótipos ou modelos, entender-se-á que o</p><p>vendedor assegura ter a coisa as qualidades que a elas correspondem.</p><p>Parágrafo único. Prevalece a amostra, o protótipo ou o modelo, se houver contradição ou</p><p>diferença com a maneira pela qual se descreveu a coisa no contrato.</p><p>VENDA AD CORPUS E AD MENSURAM</p><p>A Modalidade “Ad Mensuram” estipula o preço do imóvel observando o valor individual de cada</p><p>unidade de medida, multiplicado pelo número de vezes que essa unidade de medida cabe no todo.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 500. Se, na venda de um imóvel, se estipular o preço por medida de extensão, ou se</p><p>determinar a respectiva área, e esta não corresponder, em qualquer dos casos, às dimensões</p><p>dadas, o comprador terá o direito de exigir o complemento da área, e, não sendo isso possível, o</p><p>de reclamar a resolução do contrato ou abatimento proporcional ao preço.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 44</p><p>Na modalidade “Ad Corpus”, a metragem total do imóvel têm importância secundária, sendo a</p><p>referência de medidas meramente enunciativas, tendo o preço do imóvel como global em relação a</p><p>área.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 500. (...)</p><p>§ 3º Não haverá complemento de área, nem devolução de excesso, se o imóvel for vendido</p><p>como coisa certa e discriminada, tendo sido apenas enunciativa a referência às suas dimensões,</p><p>ainda que não conste, de modo expresso, ter sido a venda ad corpus .</p><p>Mesmo que expressamente adotada a modalidade “Ad Mensuram”, existem exceções previstas no</p><p>Artigo 500 do Código Civil, tais como:</p><p>A referência meramente enunciativa das dimensões, caso a diferença não exceder 1/20 (um</p><p>vigésimo) da área total, ficando ainda ressalvado ao comprador a possibilidade de provar que</p><p>não realizaria o negócio em tais circunstâncias.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 500. (...)</p><p>§ 1º Presume-se que a referência às dimensões foi simplesmente enunciativa, quando a</p><p>diferença encontrada não exceder de um vigésimo da área total enunciada, ressalvado ao</p><p>comprador o direito de provar que, em tais circunstâncias, não teria realizado o negócio.</p><p>E, ainda, não será exigível a complementação da área em caso de o bem haver sido vendido</p><p>devidamente descriminado, como coisa certa, tendo suas dimensões sidas meramente</p><p>enunciativas, mesmo que não se trate de venda “Ad Corpus” expressa.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 500. (...)</p><p>§ 2º Se em vez de falta houver excesso, e o vendedor provar que tinha motivos para ignorar a</p><p>medida exata da área vendida, caberá ao comprador, à sua escolha, completar o valor</p><p>correspondente ao preço ou devolver o excesso.</p><p>Prazo para entrar com a ação:</p><p>Um ano a contar do registro do título de transmissão.</p><p>Código Civil</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 45</p><p>Art. 501. Decai do direito de propor as ações previstas no artigo antecedente o vendedor ou o</p><p>comprador que não o fizer no prazo de um ano, a contar do registro do título.</p><p>Parágrafo único. Se houver atraso na imissão de posse no imóvel, atribuível ao alienante, a</p><p>partir dela fluirá o prazo de decadência.</p><p>VENDA A CONTENTO OU SUJEITA À PROVA</p><p>Código Civil</p><p>Art. 509. A venda feita a contento do comprador entende-se realizada sob condição suspensiva,</p><p>ainda que a coisa lhe tenha sido entregue; e não se reputará perfeita, enquanto o adquirente não</p><p>manifestar seu agrado.</p><p>COMPRA E VENDA COM RESERVA DE DOMÍNIO (ARTIGO 521 À 528 CC)</p><p>Esta clausula pode ser utilizada na compra e venda de Coisa móvel e infungível, onde se tem a</p><p>transferência da propriedade após o pagamento integral. Com isso, o vendedor detém domínio sobre a</p><p>coisa e o comprador a posse.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 521. Na venda de coisa móvel, pode o vendedor reservar para si a propriedade, até que o</p><p>preço esteja integralmente pago.</p><p>Após a entrega da coisa, os riscos correm por conta do comprador:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 524. A transferência de propriedade ao comprador dá-se no momento em que o</p><p>preço esteja integralmente pago. Todavia, pelos riscos da coisa responde o comprador, a</p><p>partir de quando lhe foi entregue.</p><p>Constituição do comprador em mora:</p><p>Cobrança das prestações vencidas e vincendas ou recuperar a posse.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 526. Verificada a mora do comprador, poderá o vendedor mover contra ele a</p><p>competente ação de cobrança das prestações vencidas e vincendas e o mais que lhe for</p><p>devido; ou poderá recuperar a posse da coisa vendida.</p><p>Depreciação/Despesas e Excedente:</p><p>Código Civil</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 46</p><p>Art. 527. Na segunda hipótese do artigo antecedente, é facultado ao vendedor reter as</p><p>prestações pagas até o necessário para cobrir a depreciação da coisa, as despesas feitas e</p><p>o mais que de direito lhe for devido. O excedente será devolvido ao comprador; e o que</p><p>faltar lhe será cobrado, tudo na forma da lei processual.</p><p>PREEMPÇÃO OU PREFERÊNCIA (ARTIGO 513 À 520 CC)</p><p>Código Civil</p><p>Art. 513. A preempção, ou preferência, impõe ao comprador a obrigação de oferecer ao</p><p>vendedor a coisa que aquele vai vender, ou dar em pagamento, para que este use de seu direito</p><p>de prelação na compra, tanto por tanto.</p><p>Prazo para o exercício do Direito de Preferência:</p><p>Coisa Móvel: 180 dias</p><p>Coisa Imóvel: 2 anos</p><p>Código Civil</p><p>Art. 513. (...)</p><p>Parágrafo único. O prazo para exercer o direito de preferência não poderá exceder a cento e</p><p>oitenta dias, se a coisa for móvel, ou a dois anos, se imóvel.</p><p>Prazo para resposta, no silêncio do contrato:</p><p>Até 3 dias para coisa móvel;</p><p>Até 60 dias para coisa imóvel.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 516. Inexistindo prazo estipulado, o direito de preempção caducará, se a coisa for móvel,</p><p>não se exercendo nos três dias, e, se for imóvel, não se exercendo nos sessenta dias</p><p>subseqüentes à data em que o comprador tiver notificado o vendedor.</p><p>Mesmas Condições:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 518. Responderá por perdas e danos o comprador, se alienar a coisa sem ter dado ao</p><p>vendedor ciência do preço e das vantagens que por ela lhe oferecem. Responderá</p><p>solidariamente o adquirente, se tiver procedido de má-fé.</p><p>Cláusula Personalíssima</p><p>Código Civil</p><p>Art. 520. O direito de preferência não se pode ceder nem passa aos herdeiros.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 47</p><p>RETROVENDA</p><p>Art. 505. O vendedor de coisa imóvel pode reservar-se o direito de recobrá-la no prazo máximo</p><p>de decadência de três anos, restituindo o preço recebido e reembolsando as despesas do</p><p>comprador, inclusive as que, durante o período de resgate, se efetuaram com a sua autorização</p><p>escrita, ou para a realização de benfeitorias necessárias.</p><p>Art. 506. Se o comprador se recusar a receber as quantias a que faz jus, o vendedor, para</p><p>exercer o direito de resgate, as depositará judicialmente.</p><p>Parágrafo único. Verificada a insuficiência do depósito judicial, não será o vendedor restituído</p><p>no domínio da coisa, até e enquanto não for integralmente pago o comprador.</p><p>Art. 507. O direito de retrato, que é cessível e transmissível a herdeiros e legatários, poderá ser</p><p>exercido contra o terceiro adquirente.</p><p>Art. 508. Se a duas ou mais pessoas couber o direito de retrato sobre o mesmo imóvel, e só uma</p><p>o exercer, poderá o comprador intimar as outras para nele acordarem, prevalecendo o pacto em</p><p>favor de quem haja efetuado o depósito, contanto que seja integral.</p><p>2.2 PERMUTA</p><p>É o contrato onde dois sujeitos trocam bens entre si, ao qual não se envolve dinheiro.</p><p>Segundo Carvalho de Mendonça:</p><p>“Permuta, escambo, troca, permutação, barganha – palavras sinônimas na técnica e no uso</p><p>vulgar – exprimem “o contrato em que as partes se obrigam a prestar uma coisa por outra,</p><p>excluindo o dinheiro”.</p><p>Já para Clóvis Beviláqua:</p><p>“A troca é, portanto, o contrato pelo qual as partes se obrigam a dar uma coisa por outra, que</p><p>não seja dinheiro”.</p><p>SUJEITOS</p><p>Ambas as partes são denominadas permutantes.</p><p>QUANDO ENVOLVER ASCENDENTE E DESCENDENTE.</p><p>Art. 533, CC:</p><p>II - é anulável a troca de valores desiguais entre ascendentes e descendentes, sem</p><p>consentimento dos outros descendentes e do cônjuge do alienante.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 48</p><p>QUANTO AS DESPESAS</p><p>Art. 533, CC:</p><p>I - salvo disposição em contrário, cada um dos contratantes pagará por metade as despesas com</p><p>o instrumento da troca;</p><p>QUANTO AO PROCEDIMENTO</p><p>Art. 533. Aplicam-se à troca as disposições referentes à compra e venda.</p><p>De acordo com Carlos Roberto Gonçalves:</p><p>“Como ocorre com a compra e venda, a troca é negócio jurídico bilateral e oneroso, tendo</p><p>caráter apenas obrigacional: gera para os permutantes a obrigação de transferir, um para o outro,</p><p>a propriedade de determinada coisa. É também consensual, e não real, porque se aperfeiçoa</p><p>com o acordo de vontades, independente da tradição. É solene só por exceção, quando tem por</p><p>objeto bens imóveis (CC, art. 108). Como as prestações são certas e permitem às partes antever</p><p>as vantagens e desvantagens</p><p>que dele podem advir, é também contrato comutativo”.</p><p>2.3 DOAÇÃO</p><p>CONCEITO</p><p>É o contrato no qual uma pessoa transfere seus direitos (Doador), por ato de liberalidade, a outrem que</p><p>recebe os direitos (Donatário). Assim, para que uma relação contratual configure doação é necessário</p><p>que o Donatário aceite. Menciona-se ainda que, no silêncio do Donatário, presume-se à aceitação.</p><p>Conforme o a doutrina de Carlos Roberto Gonçalves:</p><p>A doação é contrato, em regra, gratuito, unilateral e formal ou solene. Gratuito, porque</p><p>constitui uma liberalidade, não sendo imposto qualquer ônus ou encargo ao beneficiário. Será,</p><p>no entanto, oneroso, se houver tal imposição. Unilateral, porque cria obrigação para somente</p><p>uma das partes. Contudo, será bilateral, quando modal ou com encargo. Formal, porque se</p><p>aperfeiçoa com o acordo de vontades entre doador e donatário e a observância da forma escrita,</p><p>independentemente da entrega da coisa. (2017, p. 331)</p><p>Código Civil</p><p>Art. 538. Considera-se doação o contrato em que uma pessoa, por liberalidade, transfere do seu</p><p>patrimônio bens ou vantagens para o de outra.</p><p>2.3.1 Quanto à Classificação</p><p>- Típico;</p><p>- Consensual;</p><p>- Gratuito (em regra. A exceção é a doação onerosa);</p><p>- Unilateral (em regra), Bilateral (comutativo);</p><p>- Escrito (art. 541 – formal, paragrafo único – informal);</p><p>- Execução imediata ou futura.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 49</p><p>Código Civil</p><p>Art. 541. A doação far-se-á por escritura pública ou instrumento particular.</p><p>Parágrafo único. A doação verbal será válida, se, versando sobre bens móveis e de pequeno</p><p>valor, se lhe seguir incontinenti a tradição.</p><p>2.3.2 Quanto à Forma</p><p>Ocorre a doação por:</p><p>ESCRITURA PÚBLICA:</p><p>- Se for bem imóvel superior á 30 salários mínimos (obrigatório);</p><p>- Se for bem imóvel inferior á 30 salários mínimos.</p><p>INSTRUMENTO PARTICULAR:</p><p>- Se for bem móvel de grande valor;</p><p>- Se for bem móvel de entrega futura.</p><p>VERBAL/MANUAL:</p><p>- Se for bem móvel de pequeno valor com devida entrega imediata.</p><p>2.3.3 Modalidades</p><p>PURA E SIMPLES:</p><p>É aquela simples, de plena liberalidade, sem nenhum ônus, motivação, condição, encargo e afins.</p><p>MODAL OU COM ENCARGO:</p><p>Impõe-se ao donatário um dever ou incumbência, de satisfazer certa obrigação, seja em favor do que</p><p>faz a liberalidade, ou de terceiro, ou de interesse geral.</p><p>DOAÇÃO REMUNERATÓRIA:</p><p>É feita com caráter de retribuição por um serviço prestado pelo donatário.</p><p>DOAÇÃO SUBVENÇÃO PERIÓDICA:</p><p>Ocorre quando o doador constitui uma renda (ex: mesada) em favor do donatário.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 50</p><p>DOAÇÃO CONJUNTIVA:</p><p>Doação feita em conjunto, ou seja, a mais de uma pessoa, distribuída em partes iguais aos beneficiados,</p><p>a menos que o contrário se tenha estipulado (em cláusula expressa).</p><p>DOAÇÃO CONDICIONAL:</p><p>Fica subordinada a um evento futuro e incerto. (Art. 121, CC)</p><p>Art. 121. Considera-se condição a cláusula que, derivando exclusivamente da vontade das</p><p>partes, subordina o efeito do negócio jurídico a evento futuro e incerto.</p><p>2.3.4 Capacidade dos Agentes</p><p>DONATÁRIO:</p><p>É quem recebe a transmissão;</p><p>Qualquer pessoa pode figurar nesse polo, podendo ser relativamente incapaz; plenamente incapaz; ou</p><p>um nascituro, desde que de forma expressa seus representantes aceitem a doação.</p><p>DOADOR:</p><p>É quem transmite;</p><p>Somente as pessoas Capazes; Pessoa casada, com bens em comunhão, somente poderão doar com a</p><p>anuência do cônjuge.</p><p>2.3.5 Objeto do Contrato</p><p>Qualquer bem pode ser doado, ainda que não constitua o patrimônio do doador.</p><p>DOAÇÃO DE TODOS OS BENS SEM RESERVA (ART. 548, CC):</p><p>Código Civil</p><p>Art. 548. É nula a doação de todos os bens sem reserva de parte, ou renda suficiente para a</p><p>subsistência do doador.</p><p>DOAÇÃO INOFICIOSA (ARTIGO 549, CC):</p><p>Código Civil</p><p>Art. 549. Nula é também a doação quanto à parte que exceder à de que o doador, no momento</p><p>da liberalidade, poderia dispor em testamento.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 51</p><p>FRAUDE CONTRA CREDORES (ARTIGO 158 E 1.813, CC):</p><p>Art. 158. Os negócios de transmissão gratuita de bens ou remissão de dívida, se os praticar o</p><p>devedor já insolvente, ou por eles reduzido à insolvência, ainda quando o ignore, poderão ser</p><p>anulados pelos credores quirografários, como lesivos dos seus direitos.</p><p>Art. 1.813. Quando o herdeiro prejudicar os seus credores, renunciando à herança, poderão eles,</p><p>com autorização do juiz, aceitá-la em nome do renunciante.</p><p>2.3.6 Revogação da Doação</p><p>Código Civil</p><p>Art. 555. A doação pode ser revogada por ingratidão do donatário, ou por inexecução do</p><p>encargo.</p><p>Art. 562. A doação onerosa pode ser revogada por inexecução do encargo, se o donatário</p><p>incorrer em mora. Não havendo prazo para o cumprimento, o doador poderá notificar</p><p>judicialmente o donatário, assinando-lhe prazo razoável para que cumpra a obrigação assumida.</p><p>INGRATIDÃO</p><p>Código Civil</p><p>Art. 557. Podem ser revogadas por ingratidão as doações:</p><p>I - se o donatário atentou contra a vida do doador ou cometeu crime de homicídio doloso contra</p><p>ele;</p><p>II - se cometeu contra ele ofensa física;</p><p>III - se o injuriou gravemente ou o caluniou;</p><p>IV - se, podendo ministrá-los, recusou ao doador os alimentos de que este necessitava.</p><p>DOAÇÃO REMUNERATÓRIA</p><p>Código Civil</p><p>Art. 540. A doação feita em contemplação do merecimento do donatário não perde o caráter de</p><p>liberalidade, como não o perde a doação remuneratória, ou a gravada, no excedente ao valor</p><p>dos serviços remunerados ou ao encargo imposto.</p><p>DOAÇÃO COM ENCARGO CUMPRIDO (ART. 553, CC)</p><p>Código Civil</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 52</p><p>Art. 553. O donatário é obrigado a cumprir os encargos da doação, caso forem a benefício do</p><p>doador, de terceiro, ou do interesse geral.</p><p>Parágrafo único. Se desta última espécie for o encargo, o Ministério Público poderá exigir sua</p><p>execução, depois da morte do doador, se este não tiver feito.</p><p>DOAÇÃO PARA DETERMINADO CASAMENTO (ART. 546, CC)</p><p>Código Civil</p><p>Art. 546. A doação feita em contemplação de casamento futuro com certa e determinada pessoa,</p><p>quer pelos nubentes entre si, quer por terceiro a um deles, a ambos, ou aos filhos que, de futuro,</p><p>houverem um do outro, não pode ser impugnada por falta de aceitação, e só ficará sem efeito se</p><p>o casamento não se realizar.</p><p>REVERSÃO DO OBJETO (ARTIGO 547 CC)</p><p>Código Civil</p><p>Art. 547. O doador pode estipular que os bens doados voltem ao seu patrimônio, se sobreviver</p><p>ao donatário.</p><p>Parágrafo único. Não prevalece cláusula de reversão em favor de terceiro.</p><p>ENTIDADE NÃO CONSTITUÍDA (ARTIGO 554 CC)</p><p>Código Civil</p><p>Art. 554. A doação a entidade futura caducará se, em dois anos, esta não estiver constituída</p><p>regularmente.</p><p>2.4 LOCAÇÃO</p><p>CONCEITO</p><p>O contrato de locação significa disponibilizar bem ou atividade mediante remuneração. Trata-se de um</p><p>contrato onde alguém cede a outrem temporariamente o uso do bem mediante remuneração. Salienta-</p><p>se ainda que, no contrato de locação o pagamento é feito periodicamente pelo o uso do bem, que é</p><p>chamado de aluguel/Aluguer/Valor Locativo.</p><p>Segundo Caio Mário da Silva Pereira “Locação de coisas é o contrato pelo qual uma das partes</p><p>se obriga a conceder à outra o uso e gozo de uma coisa não fungível, temporariamente e</p><p>mediante remuneração” (Instituições de direito civil, v. III, p. 272).</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 53</p><p>Orlando Gomes, por sua vez, a define como “o contrato pelo qual uma das partes se obriga,</p><p>mediante contraprestação em dinheiro, a conceder à outra, temporariamente, uso e gozo de</p><p>coisa não fungível” (Contratos, cit., p. 305).</p><p>Diante disso, menciona-se ainda que, as partes denominam-se locador, senhorio ou arrendador; e</p><p>locatário, inquilino ou arrendatário. O vocábulo arrendamento é sinônimo de locação, podendo ambos</p><p>ser usados indistintamente.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 565. Na locação de coisas, uma das partes se obriga a ceder à outra, por tempo</p><p>determinado ou não, o uso e gozo de coisa não fungível, mediante certa retribuição.</p><p>2.4.1 Características Jurídicas</p><p>Trata-se de um contrato:</p><p>- Consensual;</p><p>- Sinalagmático ou Bilateral;</p><p>- Comutativo;</p><p>- Pode ser Intuito Persona e pode ser Impessoal;</p><p>- Informal;</p><p>- Típico;</p><p>- Oneroso;</p><p>- Inominado.</p><p>2.4.2 Sujeitos do Contrato</p><p>LOCADOR:</p><p>É o proprietário/senhorio da coisa;</p><p>LOCATÁRIO:</p><p>Possui a posse direta da coisa.</p><p>2.4.3 Prazo</p><p>DETERMINADO:</p><p>Na morte, continua com os herdeiros.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 577. Morrendo o locador ou o locatário, transfere-se aos seus herdeiros a locação por</p><p>tempo determinado.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 54</p><p>Art. 571. Havendo prazo estipulado à duração do contrato, antes do vencimento não poderá o</p><p>locador reaver a coisa alugada, senão ressarcindo ao locatário as perdas e danos resultantes,</p><p>nem o locatário devolvê-la ao locador, senão pagando, proporcionalmente, a multa prevista no</p><p>contrato.</p><p>Parágrafo único. O locatário gozará do direito de retenção, enquanto não for ressarcido.</p><p>Art. 573. A locação por tempo determinado cessa de pleno direito findo o prazo estipulado,</p><p>independentemente de notificação ou aviso.</p><p>INDETERMINADO:</p><p>Trata-se de um contrato personalismo.</p><p>Na morte, acaba o contrato.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 574. Se, findo o prazo, o locatário continuar na posse da coisa alugada, sem oposição do</p><p>locador, presumir-se-á prorrogada a locação pelo mesmo aluguel, mas sem prazo determinado.</p><p>2.4.4 Quanto à Forma</p><p>Presume-se que seja escrito, mas também pode ser verbal, desde que a lei assim exija.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 107. A validade da declaração de vontade não dependerá de forma especial, senão quando</p><p>a lei expressamente a exigir.</p><p>2.4.5 Quanto aos Direitos e Deveres</p><p>LOCADOR:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 566. O locador é obrigado:</p><p>I - a entregar ao locatário a coisa alugada, com suas pertenças, em estado de servir ao uso a que</p><p>se destina, e a mantê-la nesse estado, pelo tempo do contrato, salvo cláusula expressa em</p><p>contrário;</p><p>II - a garantir-lhe, durante o tempo do contrato, o uso pacífico da coisa.</p><p>Art. 567. Se, durante a locação, se deteriorar a coisa alugada, sem culpa do locatário, a este</p><p>caberá pedir redução proporcional do aluguel, ou resolver o contrato, caso já não sirva a coisa</p><p>para o fim a que se destinava.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 55</p><p>Art. 568. O locador resguardará o locatário dos embaraços e turbações de terceiros, que tenham</p><p>ou pretendam ter direitos sobre a coisa alugada, e responderá pelos seus vícios, ou defeitos,</p><p>anteriores à locação.</p><p>LOCATÁRIO:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 569. O locatário é obrigado:</p><p>I - a servir-se da coisa alugada para os usos convencionados ou presumidos, conforme a</p><p>natureza dela e as circunstâncias, bem como tratá-la com o mesmo cuidado como se sua fosse;</p><p>II - a pagar pontualmente o aluguel nos prazos ajustados, e, em falta de ajuste, segundo o</p><p>costume do lugar;</p><p>III - a levar ao conhecimento do locador as turbações de terceiros, que se pretendam fundadas</p><p>em direito;</p><p>IV - a restituir a coisa, finda a locação, no estado em que a recebeu, salvas as deteriorações</p><p>naturais ao uso regular.</p><p>Art. 570. Se o locatário empregar a coisa em uso diverso do ajustado, ou do a que se destina, ou</p><p>se ela se danificar por abuso do locatário, poderá o locador, além de rescindir o contrato, exigir</p><p>perdas e danos.</p><p>Art. 575. Se, notificado o locatário, não restituir a coisa, pagará, enquanto a tiver em seu poder,</p><p>o aluguel que o locador arbitrar, e responderá pelo dano que ela venha a sofrer, embora</p><p>proveniente de caso fortuito.</p><p>Parágrafo único. Se o aluguel arbitrado for manifestamente excessivo, poderá o juiz reduzi-lo,</p><p>mas tendo sempre</p><p>em conta o seu caráter de penalidade.</p><p>2.4.6 Quanto à Coisa</p><p>Código Civil</p><p>Art. 576. Se a coisa for alienada durante a locação, o adquirente não ficará obrigado a respeitar</p><p>o contrato, se nele não for consignada a cláusula da sua vigência no caso de alienação, e não</p><p>constar de registro.</p><p>§ 1º O registro a que se refere este artigo será o de Títulos e Documentos do domicílio do</p><p>locador, quando a coisa for móvel; e será o Registro de Imóveis da respectiva circunscrição,</p><p>quando imóvel.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 56</p><p>§ 2º Em se tratando de imóvel, e ainda no caso em que o locador não esteja obrigado a respeitar</p><p>o contrato, não poderá ele despedir o locatário, senão observado o prazo de noventa dias após a</p><p>notificação.</p><p>Art. 578. Salvo disposição em contrário, o locatário goza do direito de retenção, no caso de</p><p>benfeitorias necessárias, ou no de benfeitorias úteis, se estas houverem sido feitas com expresso</p><p>consentimento do locador.</p><p>2.5 MÚTUO</p><p>O contrato de mútuo é aquele que alguém transfere/entrega coisa fungível.</p><p>Para Orlando Gomes:</p><p>A característica fundamental do mútuo é, com efeito, a transferência da propriedade da coisa</p><p>emprestada, como decorrência natural da impossibilidade de ser restituída na sua</p><p>individualidade. É, por isso, modalidade de contrato translativo617. Constitui empréstimo para</p><p>consumo, pois o mutuário não é obrigado a devolver o mesmo bem, do qual se torna dono</p><p>(pode consumi-lo, aliená-lo, abandoná-lo, p. ex.), mas sim coisa da mesma espécie. (Contratos,</p><p>cit., p. 354.)</p><p>Código Civil</p><p>Art. 586. O mútuo é o empréstimo de coisas fungíveis. O mutuário é obrigado a restituir ao</p><p>mutuante o que dele recebeu em coisa do mesmo gênero, qualidade e quantidade.</p><p>Art. 587. Este empréstimo transfere o domínio da coisa emprestada ao mutuário, por cuja conta</p><p>correm todos os riscos dela desde a tradição.</p><p>2.5.1 Sujeitos</p><p>MUTUANTE:</p><p>É aquele que entrega a coisa (bem mutuado).</p><p>MUTUÁRIO:</p><p>É o novo dono(a) da coisa recebida.</p><p>2.5.2 Responsabilidade do Mutuante</p><p>Código Civil</p><p>Art. 587. Este empréstimo transfere o domínio da coisa emprestada ao mutuário, por cuja conta</p><p>correm todos os riscos dela desde a tradição.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 57</p><p>2.5.3 Quanto ao Prazo</p><p>Código Civil</p><p>Art. 592. Não se tendo convencionado expressamente, o prazo do mútuo será:</p><p>I - até a próxima colheita, se o mútuo for de produtos agrícolas, assim para o consumo, como</p><p>para semeadura;</p><p>II - de trinta dias, pelo menos, se for de dinheiro;</p><p>III - do espaço de tempo que declarar o mutuante, se for de qualquer outra coisa fungível.</p><p>2.5.4 Quanto a Garantia</p><p>Código Civil</p><p>Art. 590. O mutuante pode exigir garantia da restituição, se antes do vencimento o mutuário</p><p>sofrer notória mudança em sua situação econômica.</p><p>2.5.5 Quanto ao Silêncio no Empréstimo</p><p>Código Civil</p><p>Art. 591. Destinando-se o mútuo a fins econômicos, presumem-se devidos juros, os quais, sob</p><p>pena de redução, não poderão exceder a taxa a que se refere o art. 406, permitida a</p><p>capitalização anual.</p><p>Art. 406. Quando os juros moratórios não forem convencionados, ou o forem sem taxa</p><p>estipulada, ou quando provierem de determinação da lei, serão fixados segundo a taxa que</p><p>estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda Nacional.</p><p>E se houver cobrança acima deste limite?</p><p>Código Civil</p><p>Art. 940. Aquele que demandar por dívida já paga, no todo ou em parte, sem ressalvar as</p><p>quantias recebidas ou pedir mais do que for devido, ficará obrigado a pagar ao devedor, no</p><p>primeiro caso, o dobro do que houver cobrado e, no segundo, o equivalente do que dele exigir,</p><p>salvo se houver prescrição.</p><p>2.5.6 Quanto a Menoridade</p><p>DEPENDE!</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 58</p><p>Código Civil</p><p>Art. 588. O mútuo feito a pessoa menor, sem prévia autorização daquele sob cuja guarda estiver,</p><p>não pode ser reavido nem do mutuário, nem de seus fiadores.</p><p>Possibilidade prevista em lei:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 589. Cessa a disposição do artigo antecedente:</p><p>I - se a pessoa, de cuja autorização necessitava o mutuário para contrair o empréstimo, o</p><p>ratificar posteriormente;</p><p>II - se o menor, estando ausente essa pessoa, se viu obrigado a contrair o empréstimo para os</p><p>seus alimentos habituais;</p><p>III - se o menor tiver bens ganhos com o seu trabalho. Mas, em tal caso, a execução do credor</p><p>não lhes poderá ultrapassar as forças;</p><p>IV - se o empréstimo reverteu em benefício do menor;</p><p>V - se o menor obteve o empréstimo maliciosamente.</p><p>2.6 COMODATO</p><p>É um contrato de empréstimo de bem infungível, de coisa certa, determinada e única. Trata-se de um</p><p>contrato real, vez que nasce da entrega da coisa.</p><p>Neste sentido, de acordo com Washington de Barros Monteiro e Caio Mário da Silva Pereira:</p><p>É, portanto, contrato benéfico, pelo qual uma pessoa entrega a outrem alguma coisa infungível,</p><p>para que a use graciosamente e, posteriormente, a restitua. Desde o direito romano o comodato</p><p>é conhecido como empréstimo de uso, distinguindo-se do mútuo, que é empréstimo de</p><p>consumo. (Curso de direito civil, v. 5, p. 197) - (Instituições de direito civil, v. III, p. 341)</p><p>2.6.1 Sujeitos</p><p>COMODANTE:</p><p>É aquele que entrega o bem comodado ao empréstimo para o Comodatário.</p><p>COMODATÁRIO:</p><p>É aquele que recebe a posse do bem comodado.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 59</p><p>2.6.2 Quanto ao Uso da Coisa</p><p>Código Civil</p><p>Art. 582. O comodatário é obrigado</p><p>a conservar, como se sua própria fora, a coisa emprestada,</p><p>não podendo usá-la senão de acordo com o contrato ou a natureza dela, sob pena de responder</p><p>por perdas e danos. O comodatário constituído em mora, além de por ela responder, pagará, até</p><p>restituí-la, o aluguel da coisa que for arbitrado pelo comodante.</p><p>2.6.3 Quanto a Despesa do Uso da Coisa</p><p>Código Civil</p><p>Art. 584. O comodatário não poderá jamais recobrar do comodante as despesas feitas com o</p><p>uso e gozo da coisa emprestada.</p><p>2.6.4 Quanto ao Salvamento da Coisa</p><p>Código Civil</p><p>Art. 583. Se, correndo risco o objeto do comodato juntamente com outros do comodatário,</p><p>antepuser este a salvação dos seus abandonando o do comodante, responderá pelo dano</p><p>ocorrido, ainda que se possa atribuir a caso fortuito, ou força maior.</p><p>2.6.5 Quanto ao Prazo</p><p>Código Civil</p><p>Art. 581. Se o comodato não tiver prazo convencional, presumir-se-lhe-á o necessário para o</p><p>uso concedido; não podendo o comodante, salvo necessidade imprevista e urgente, reconhecida</p><p>pelo juiz, suspender o uso e gozo da coisa emprestada, antes de findo o prazo convencional, ou</p><p>o que se determine pelo uso outorgado.</p><p>2.6.6 Quanto a Responsabilidade Solidária</p><p>Código Civil</p><p>Art. 585. Se duas ou mais pessoas forem simultaneamente comodatárias de uma coisa, ficarão</p><p>solidariamente responsáveis para com o comodante.</p><p>Art. 399. O devedor em mora responde pela impossibilidade da prestação, embora essa</p><p>impossibilidade resulte de caso fortuito ou de força maior, se estes ocorrerem durante o atraso;</p><p>salvo se provar isenção de culpa, ou que o dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse</p><p>oportunamente desempenhada.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 60</p><p>2.6.7 Quanto a Não Devolução do Bem</p><p>Código Civil</p><p>Art. 582. O comodatário é obrigado a conservar, como se sua própria fora, a coisa emprestada,</p><p>não podendo usá-la senão de acordo com o contrato ou a natureza dela, sob pena de responder</p><p>por perdas e danos. O comodatário constituído em mora, além de por ela responder, pagará, até</p><p>restituí-la, o aluguel da coisa que for arbitrado pelo comodante.</p><p>Em caso de perdas e danos?</p><p>Código Civil</p><p>Art. 402. Salvo as exceções expressamente previstas em lei, as perdas e danos devidas ao</p><p>credor abrangem, além do que ele efetivamente perdeu, o que razoavelmente deixou de lucrar.</p><p>E se mesmo assim o comodatário não devolver a coisa?</p><p>Deverá entrar com uma ação de Reintegração de Posse.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no</p><p>de esbulho, e segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.</p><p>§ 1º O possuidor turbado, ou esbulhado, poderá manter-se ou restituir-se por sua própria força,</p><p>contanto que o faça logo; os atos de defesa, ou de desforço, não podem ir além do</p><p>indispensável à manutenção, ou restituição da posse.</p><p>§ 2º Não obsta à manutenção ou reintegração na posse a alegação de propriedade, ou de outro</p><p>direito sobre a coisa.</p><p>Art. 397. O inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo, constitui de pleno</p><p>direito em mora o devedor.</p><p>E se o bem se perder/deteriorar sem culpa do devedor/comodatário?</p><p>Código Civil</p><p>Art. 238. Se a obrigação for de restituir coisa certa, e esta, sem culpa do devedor, se perder</p><p>antes da tradição, sofrerá o credor a perda, e a obrigação se resolverá, ressalvados os seus</p><p>direitos até o dia da perda.</p><p>2.7 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS</p><p>É o contrato onde alguém desempenha uma atividade a outrem, mediante pagamento em dinheiro.</p><p>Para Carlos Roberto Gonçalves:</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 61</p><p>Trata-se de contrato bilateral ou sinalagmático, porque gera obrigações para ambos os</p><p>contratantes. O prestador assume uma obrigação de fazer perante o dono do serviço, que, por</p><p>sua vez, compromete-se a remunerá-lo pela atividade desenvolvida. (2017, p. 398)</p><p>Embora na empreitada também haja prestação de serviços, o Código Civil a disciplina em</p><p>capítulo próprio. Nela, uma das partes se obriga a realizar determinada obra com seu trabalho, e</p><p>às vezes também com o fornecimento dos materiais. O empreiteiro trabalha por conta própria,</p><p>com absoluta independência, assumindo os riscos inerentes à sua atividade, enquanto o</p><p>prestador de serviços exerce uma atividade para o empregador, mediante remuneração, por</p><p>conta e risco deste e sob suas ordens. A encomenda de outros tipos de trabalho, como o parecer</p><p>solicitado a um jurista, por exemplo, é tratada como prestação de serviço. (2017, p. 398)</p><p>Código Civil</p><p>Art. 593. A prestação de serviço, que não estiver sujeita às leis trabalhistas ou a lei especial, reger-se-á</p><p>pelas disposições deste Capítulo.</p><p>Art. 594. Toda a espécie de serviço ou trabalho lícito, material ou imaterial, pode ser contratada</p><p>mediante retribuição.</p><p>2.7.1 Quanto aos Elementos do Contrato</p><p>- Tomador;</p><p>- Prestador;</p><p>- Serviço;</p><p>- Remuneração/Salário Civil/Preço.</p><p>2.7.2 Quanto ao Trabalho Prestado</p><p>Código Civil</p><p>Art. 601. Não sendo o prestador de serviço contratado para certo e determinado trabalho,</p><p>entender-se-á que se obrigou a todo e qualquer serviço compatível com as suas forças e</p><p>condições.</p><p>2.7.3 Quanto ao Pagamento</p><p>Código Civil</p><p>Art. 597. A retribuição pagar-se-á depois de prestado o serviço, se, por convenção, ou costume,</p><p>não houver de ser adiantada, ou paga em prestações.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 62</p><p>2.7.4 Quanto ao Contrato</p><p>INTUITO PERSONA:</p><p>Não pode o prestador colocar outro para desempenhar a atividade em seu lugar e o tomador não pode</p><p>colocar outro para fluir da atividade.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 607. O contrato de prestação de serviço acaba com a morte de qualquer das partes.</p><p>Termina, ainda, pelo escoamento do prazo, pela conclusão da obra, pela rescisão do contrato</p><p>mediante aviso prévio, por inadimplemento de qualquer das partes ou pela impossibilidade da</p><p>continuação do contrato, motivada por força maior.</p><p>SITUAÇÃO DE NÃO INTUITO PERSONA:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 609. A alienação do prédio agrícola, onde a prestação dos serviços se opera, não importa a</p><p>rescisão do contrato, salvo ao prestador opção</p><p>2.3.4 Capacidade dos Agentes ........................................................................................ 50</p><p>2.3.5 Objeto do Contrato .................................................................................................50</p><p>2.3.6 Revogação da Doação ............................................................................................51</p><p>2.4 LOCAÇÃO........................................................................................................................... 52</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>5</p><p>2.4.1 Características Jurídicas .........................................................................................53</p><p>2.4.2 Sujeitos do Contrato ...............................................................................................53</p><p>2.4.3 Prazo .......................................................................................................................53</p><p>2.4.4 Quanto à Forma ......................................................................................................54</p><p>2.4.5 Quanto aos Direitos e Deveres ...............................................................................54</p><p>2.4.6 Quanto à Coisa .......................................................................................................55</p><p>2.5 MÚTUO................................................................................................................................56</p><p>2.5.1 Sujeitos ...................................................................................................................56</p><p>2.5.2 Responsabilidade do Mutuante .............................................................................. 56</p><p>2.5.3 Quanto ao Prazo .....................................................................................................57</p><p>2.5.4 Quanto a Garantia .................................................................................................. 57</p><p>2.5.5 Quanto ao Silêncio no Empréstimo ....................................................................... 57</p><p>2.5.6 Quanto a Menoridade .............................................................................................57</p><p>2.6 COMODATO....................................................................................................................... 58</p><p>2.6.1 Sujeitos ...................................................................................................................58</p><p>2.6.2 Quanto ao Uso da Coisa .........................................................................................59</p><p>2.6.3 Quanto a Despesa do Uso da Coisa ....................................................................... 59</p><p>2.6.4 Quanto ao Salvamento da Coisa ............................................................................ 59</p><p>2.6.5 Quanto ao Prazo .....................................................................................................59</p><p>2.6.6 Quanto a Responsabilidade Solidária .................................................................... 59</p><p>2.6.7 Quanto a Não Devolução do Bem..........................................................................60</p><p>2.7 PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS............................................................................................ 60</p><p>2.7.1 Quanto aos Elementos do Contrato ........................................................................61</p><p>2.7.2 Quanto ao Trabalho Prestado .................................................................................61</p><p>2.7.3 Quanto ao Pagamento ............................................................................................ 61</p><p>2.7.4 Quanto ao Contrato ................................................................................................ 62</p><p>2.7.5 Quanto a Forma ......................................................................................................62</p><p>2.7.6 Quanto a Prestação de Serviço para Pagamento de Dívida ................................... 62</p><p>2.7.7 Quanto ao Prazo .....................................................................................................62</p><p>2.7.8 Demissão por Contrato de Prazo Determinado ......................................................63</p><p>2.7.9 Quanto ao Direito do Prestador ..............................................................................63</p><p>2.7.10 Quanto ao Terceiro Aliciante ...............................................................................63</p><p>2.7.11 Quanto ao Cumprimento do Contrato ..................................................................64</p><p>2.7.12 Quanto a Falta de Habilitação Técnica do Prestador ........................................... 64</p><p>2.7.13 Quanto ao Fim do Contrato ..................................................................................64</p><p>2.8 EMPREITADA.....................................................................................................................64</p><p>2.8.1 Elementos Subjetivos .............................................................................................65</p><p>2.8.2 Elementos Objetivos .............................................................................................. 65</p><p>2.8.3 Suspensão da Empreitada .......................................................................................65</p><p>2.8.4 Quanto a Responsabilidade Pelos Defeitos Materiais ............................................66</p><p>2.8.5 Quanto a Responsabilidade por Perdas de Materiais .............................................66</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>6</p><p>2.8.6 Quanto ao Aumento de Preço ................................................................................ 66</p><p>2.8.7 Quanto a Responsabilidade Final pelo Trabalho ................................................... 67</p><p>2.8.8 Execução por Partes da Obra ................................................................................. 67</p><p>2.8.9 Quanto a Contratação de Terceiros ........................................................................67</p><p>2.8.10 Quanto a Garantia ................................................................................................ 67</p><p>2.8.11 Quanto a Verificação da Obra ..............................................................................68</p><p>2.8.12 Quanto a Modificação do Projeto ........................................................................ 68</p><p>2.8.13 Quanto ao Pagamento Atrasado pelo Dono da Obra ........................................... 68</p><p>2.8.14 Quanto a Diminuição do Material em 10%......................................................... 68</p><p>2.8.15 Quanto a Conformidade/Quitação da Obra ..........................................................69</p><p>2.8.16 Quanto ao Projetista da Obra ............................................................................... 69</p><p>2.8.17 Quanto à Extinção do Contrato ............................................................................69</p><p>2.9 MANDATO..........................................................................................................................70</p><p>2.9.1 Sujeitos do Mandato ...............................................................................................70</p><p>2.9.2 Características ........................................................................................................ 71</p><p>2.9.3 Classificação dos Mandatos ...................................................................................71</p><p>2.9.4 Elementos/Requisitos do Mandato .........................................................................72</p><p>2.9.5 Substabelecimento ................................................................................................. 72</p><p>2.9.6 Obrigações do Mandatário .....................................................................................72</p><p>2.9.7 Obrigações do Mandante ....................................................................................... 73</p><p>2.9.8 Extinção do Mandato ............................................................................................. 73</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>entre continuá-lo com o adquirente da</p><p>propriedade ou com o primitivo contratante.</p><p>2.7.5 Quanto a Forma</p><p>Código Civil</p><p>Art. 595. No contrato de prestação de serviço, quando qualquer das partes não souber ler, nem</p><p>escrever, o instrumento poderá ser assinado a rogo e subscrito por duas testemunhas.</p><p>2.7.6 Quanto a Prestação de Serviço para Pagamento de Dívida</p><p>Aqui, trata-se de uma Dação em Pagamento, onde um pagamento será substituído por um serviço</p><p>prestado.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 356. O credor pode consentir em receber prestação diversa da que lhe é devida.</p><p>Art. 598. A prestação de serviço não se poderá convencionar por mais de quatro anos, embora o</p><p>contrato tenha por causa o pagamento de dívida de quem o presta, ou se destine à execução de</p><p>certa e determinada obra. Neste caso, decorridos quatro anos, dar-se-á por findo o contrato,</p><p>ainda que não concluída a obra.</p><p>2.7.7 Quanto ao Prazo</p><p>PRAZO DETERMINADO:</p><p>Art. 598, CC. (Acima indicado)</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 63</p><p>PRAZO INDETERMINADO:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 599. Não havendo prazo estipulado, nem se podendo inferir da natureza do contrato, ou do</p><p>costume do lugar, qualquer das partes, a seu arbítrio, mediante prévio aviso, pode resolver o</p><p>contrato.</p><p>Parágrafo único. Dar-se-á o aviso:</p><p>I - com antecedência de oito dias, se o salário se houver fixado por tempo de um mês, ou mais;</p><p>II - com antecipação de quatro dias, se o salário se tiver ajustado por semana, ou quinzena;</p><p>III - de véspera, quando se tenha contratado por menos de sete dias.</p><p>2.7.8 Demissão por Contrato de Prazo Determinado</p><p>Código Civil</p><p>Art. 603. Se o prestador de serviço for despedido sem justa causa, a outra parte será obrigada a</p><p>pagar-lhe por inteiro a retribuição vencida, e por metade a que lhe tocaria de então ao termo</p><p>legal do contrato.</p><p>E se for o prestador que não quiser mais cumprir o contrato?</p><p>Código Civil</p><p>Art. 602. O prestador de serviço contratado por tempo certo, ou por obra determinada, não se</p><p>pode ausentar, ou despedir, sem justa causa, antes de preenchido o tempo, ou concluída a obra.</p><p>Parágrafo único. Se se despedir sem justa causa, terá direito à retribuição vencida, mas</p><p>responderá por perdas e danos. O mesmo dar-se-á, se despedido por justa causa.</p><p>2.7.9 Quanto ao Direito do Prestador</p><p>Código Civil</p><p>Art. 604. Findo o contrato, o prestador de serviço tem direito a exigir da outra parte a</p><p>declaração de que o contrato está findo. Igual direito lhe cabe, se for despedido sem justa causa,</p><p>ou se tiver havido motivo justo para deixar o serviço.</p><p>2.7.10 Quanto ao Terceiro Aliciante</p><p>Código Civil</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 64</p><p>Art. 608. Aquele que aliciar pessoas obrigadas em contrato escrito a prestar serviço a outrem</p><p>pagará a este a importância que ao prestador de serviço, pelo ajuste desfeito, houvesse de caber</p><p>durante dois anos.</p><p>2.7.11 Quanto ao Cumprimento do Contrato</p><p>Código Civil</p><p>Art. 600. Não se conta no prazo do contrato o tempo em que o prestador de serviço, por culpa</p><p>sua, deixou de servir.</p><p>2.7.12 Quanto a Falta de Habilitação Técnica do Prestador</p><p>Código Civil</p><p>Art. 606. Se o serviço for prestado por quem não possua título de habilitação, ou não satisfaça</p><p>requisitos outros estabelecidos em lei, não poderá quem os prestou cobrar a retribuição</p><p>normalmente correspondente ao trabalho executado. Mas se deste resultar benefício para a</p><p>outra parte, o juiz atribuirá a quem o prestou uma compensação razoável, desde que tenha</p><p>agido com boa-fé.</p><p>Parágrafo único. Não se aplica a segunda parte deste artigo, quando a proibição da prestação de</p><p>serviço resultar de lei de ordem pública.</p><p>Em outras palavras, se o prestador não tiver habilitação técnica, mas agir de boa-fé, este irá receber o</p><p>pagamento pelo serviço desde que tenha gerado lucro para o tomador de serviço. Caso não possua</p><p>habilitação técnica e estava de má-fé, este não receberá nada.</p><p>Salienta-se ainda que, se para a prestação de serviço exigia habilitação legal (Exemplo: advogado,</p><p>contador ou economista), este mesmo que preste muito bem o serviço e atue com boa-fé, de acordo</p><p>com a lei não receberá nada pelo simples fato de ter mentido quanto sua habilitação.</p><p>2.7.13 Quanto ao Fim do Contrato</p><p>Código Civil</p><p>Art. 607. O contrato de prestação de serviço acaba com a morte de qualquer das partes.</p><p>Termina, ainda, pelo escoamento do prazo, pela conclusão da obra, pela rescisão do contrato</p><p>mediante aviso prévio, por inadimplemento de qualquer das partes ou pela impossibilidade da</p><p>continuação do contrato, motivada por força maior.</p><p>2.8 EMPREITADA</p><p>Trata-se de um contrato que alguém elabora uma obra para outrem, mediante remuneração.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 65</p><p>Segundo Carlos Roberto Gonçalves:</p><p>Empreitada (locatio operis) é contrato em que uma das partes (o empreiteiro), mediante</p><p>remuneração a ser paga pelo outro contraente (o dono da obra), obriga-se a realizar</p><p>determinada obra, pessoalmente ou por meio de terceiros, de acordo com as instruções deste e</p><p>sem relação de subordinação. Constitui, também, uma prestação de serviço (locatio operarum),</p><p>mas de natureza especial. (2017, p. 406)</p><p>A empreitada distingue-se da prestação de serviço pelos seguintes traços: a) o objeto do</p><p>contrato de prestação de serviço é apenas a atividade do prestador, sendo a remuneração</p><p>proporcional ao tempo dedicado ao trabalho, enquanto na empreitada o objeto da prestação não</p><p>é essa atividade, mas a obra em si, permanecendo inalterada a remuneração, qualquer que seja o</p><p>tempo de trabalho despendido; b) na primeira, a execução do serviço é dirigida e fiscalizada por</p><p>quem contratou o prestador, a quem este fica diretamente subordinado, ao passo que, na</p><p>empreitada, a direção compete ao próprio empreiteiro; c) na prestação de serviço o patrão</p><p>assume os riscos do negócio, mas na empreitada é o empreiteiro que assume os riscos do</p><p>empreendimento, sem estar subordinado ao dono da obra. (2017, p. 406)</p><p>Código Civil</p><p>Art. 610. O empreiteiro de uma obra pode contribuir para ela só com seu trabalho ou com ele e</p><p>os materiais.</p><p>§ 1º A obrigação</p><p>de fornecer os materiais não se presume; resulta da lei ou da vontade das</p><p>partes.</p><p>§ 2º O contrato para elaboração de um projeto não implica a obrigação de executá-lo, ou de</p><p>fiscalizar-lhe a execução.</p><p>2.8.1 Elementos Subjetivos</p><p>Empreteiro;</p><p>Dono da Obra;</p><p>Projetista/Autor do Projeto.</p><p>2.8.2 Elementos Objetivos</p><p>Obra;</p><p>Remuneração/Preço/Retribuição.</p><p>2.8.3 Suspensão da Empreitada</p><p>É conhecida como a execução frustrada da obra.</p><p>Código Civil</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 66</p><p>Art. 623. Mesmo após iniciada a construção, pode o dono da obra suspendê-la, desde que pague</p><p>ao empreiteiro as despesas e lucros relativos aos serviços já feitos, mais indenização razoável,</p><p>calculada em função do que ele teria ganho, se concluída a obra.</p><p>Art. 624. Suspensa a execução da empreitada sem justa causa, responde o empreiteiro por</p><p>perdas e danos.</p><p>Causa que a lei permite a suspensão da obra pelo o empreiteiro:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 625. Poderá o empreiteiro suspender a obra:</p><p>I - por culpa do dono, ou por motivo de força maior;</p><p>II - quando, no decorrer dos serviços, se manifestarem dificuldades imprevisíveis de execução,</p><p>resultantes de causas geológicas ou hídricas, ou outras semelhantes, de modo que torne a</p><p>empreitada excessivamente onerosa, e o dono da obra se opuser ao reajuste do preço inerente</p><p>ao projeto por ele elaborado, observados os preços;</p><p>III - se as modificações exigidas pelo dono da obra, por seu vulto e natureza, forem</p><p>desproporcionais ao projeto aprovado, ainda que o dono se disponha a arcar com o acréscimo</p><p>de preço.</p><p>2.8.4 Quanto a Responsabilidade Pelos Defeitos Materiais</p><p>Código Civil</p><p>Art. 613. Sendo a empreitada unicamente de lavor (art. 610), se a coisa perecer antes de</p><p>entregue, sem mora do dono nem culpa do empreiteiro, este perderá a retribuição, se não provar</p><p>que a perda resultou de defeito dos materiais e que em tempo reclamara contra a sua quantidade</p><p>ou qualidade.</p><p>Qual é o prazo para denunciar o defeito material?</p><p>Apesar de a lei não falar, presume-se o prazo de 5 dias estabelecido no art. 218, §3º do CPC.</p><p>2.8.5 Quanto a Responsabilidade por Perdas de Materiais</p><p>Código Civil</p><p>Art. 617. O empreiteiro é obrigado a pagar os materiais que recebeu, se por imperícia ou</p><p>negligência os inutilizar.</p><p>2.8.6 Quanto ao Aumento de Preço</p><p>Código Civil</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 67</p><p>Art. 619. Salvo estipulação em contrário, o empreiteiro que se incumbir de executar uma obra,</p><p>segundo plano aceito por quem a encomendou, não terá direito a exigir acréscimo no preço,</p><p>ainda que sejam introduzidas modificações no projeto, a não ser que estas resultem de</p><p>instruções escritas do dono da obra.</p><p>Parágrafo único. Ainda que não tenha havido autorização escrita, o dono da obra é obrigado a</p><p>pagar ao empreiteiro os aumentos e acréscimos, segundo o que for arbitrado, se, sempre</p><p>presente à obra, por continuadas visitas, não podia ignorar o que se estava passando, e nunca</p><p>protestou.</p><p>2.8.7 Quanto a Responsabilidade Final pelo Trabalho</p><p>Código Civil</p><p>Art. 611. Quando o empreiteiro fornece os materiais, correm por sua conta os riscos até o</p><p>momento da entrega da obra, a contento de quem a encomendou, se este não estiver em mora</p><p>de receber. Mas se estiver, por sua conta correrão os riscos.</p><p>2.8.8 Execução por Partes da Obra</p><p>Código Civil</p><p>Art. 614. Se a obra constar de partes distintas, ou for de natureza das que se determinam por</p><p>medida, o empreiteiro terá direito a que também se verifique por medida, ou segundo as partes</p><p>em que se dividir, podendo exigir o pagamento na proporção da obra executada.</p><p>2.8.9 Quanto a Contratação de Terceiros</p><p>Código Civil</p><p>Art. 622. Se a execução da obra for confiada a terceiros, a responsabilidade do autor do projeto</p><p>respectivo, desde que não assuma a direção ou fiscalização daquela, ficará limitada aos danos</p><p>resultantes de defeitos previstos no art. 618 e seu parágrafo único.</p><p>2.8.10 Quanto a Garantia</p><p>Código Civil</p><p>Art. 618. Nos contratos de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis, o</p><p>empreiteiro de materiais e execução responderá, durante o prazo irredutível de cinco anos, pela</p><p>solidez e segurança do trabalho, assim em razão dos materiais, como do solo.</p><p>Parágrafo único. Decairá do direito assegurado neste artigo o dono da obra que não propuser a</p><p>ação contra o empreiteiro, nos cento e oitenta dias seguintes ao aparecimento do vício ou</p><p>defeito.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 68</p><p>2.8.11 Quanto a Verificação da Obra</p><p>Código Civil</p><p>Art. 614. Se a obra constar de partes distintas, ou for de natureza das que se determinam por</p><p>medida, o empreiteiro terá direito a que também se verifique por medida, ou segundo as partes</p><p>em que se dividir, podendo exigir o pagamento na proporção da obra executada.</p><p>§ 1º Tudo o que se pagou presume-se verificado.</p><p>E qual é o prazo para denunciar defeitos na obra?</p><p>§ 2º O que se mediu presume-se verificado se, em trinta dias, a contar da medição, não forem</p><p>denunciados os vícios ou defeitos pelo dono da obra ou por quem estiver incumbido da sua</p><p>fiscalização.</p><p>2.8.12 Quanto aModificação do Projeto</p><p>Código Civil</p><p>Art. 621. Sem anuência de seu autor, não pode o proprietário da obra introduzir modificações</p><p>no projeto por ele aprovado, ainda que a execução seja confiada a terceiros, a não ser que, por</p><p>motivos supervenientes ou razões de ordem técnica, fique comprovada a inconveniência ou a</p><p>excessiva onerosidade de execução do projeto em sua forma originária.</p><p>Parágrafo único. A proibição deste artigo não abrange alterações de pouca monta, ressalvada</p><p>sempre a unidade estética da obra projetada.</p><p>2.8.13 Quanto ao Pagamento Atrasado pelo Dono da Obra</p><p>Código Civil</p><p>Art. 611. Quando o empreiteiro fornece os materiais, correm por sua conta os riscos até o</p><p>momento da entrega da obra, a contento de quem a encomendou, se este não estiver em mora</p><p>de receber. Mas se estiver, por sua conta correrão os riscos.</p><p>2.8.14 Quanto a Diminuição do Material em 10%</p><p>Código Civil</p><p>Art. 620. Se ocorrer diminuição no preço do material ou da mão-de-obra superior a um décimo</p><p>do</p><p>preço global convencionado, poderá este ser revisto, a pedido do dono da obra, para que se</p><p>lhe assegure a diferença apurada.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 69</p><p>Ou seja, se o material usado na obra em uma empreitada mista (mão de obra + material), houver uma</p><p>diminuição de 10% no valor, poderá o dono da obra pedir uma revisional para pagar um menor preço.</p><p>Entretanto, se o preço dos materiais subirem mais que 10% no valor, não poderá o empreiteiro pedir</p><p>revisional para que aumente o valor que irá receber.</p><p>2.8.15 Quanto a Conformidade/Quitação da Obra</p><p>Código Civil</p><p>Art. 615. Concluída a obra de acordo com o ajuste, ou o costume do lugar, o dono é obrigado a</p><p>recebê-la. Poderá, porém, rejeitá-la, se o empreiteiro se afastou das instruções recebidas e dos</p><p>planos dados, ou das regras técnicas em trabalhos de tal natureza.</p><p>Art. 616. No caso da segunda parte do artigo antecedente, pode quem encomendou a obra, em</p><p>vez de enjeitá-la, recebê-la com abatimento no preço.</p><p>2.8.16 Quanto ao Projetista da Obra</p><p>Código Civil</p><p>Art. 610. O empreiteiro de uma obra pode contribuir para ela só com seu trabalho ou com ele e</p><p>os materiais.</p><p>§ 1º A obrigação de fornecer os materiais não se presume; resulta da lei ou da vontade das</p><p>partes.</p><p>§ 2º O contrato para elaboração de um projeto não implica a obrigação de executá-lo, ou de</p><p>fiscalizar-lhe a execução.</p><p>Art. 621. Sem anuência de seu autor, não pode o proprietário da obra introduzir modificações</p><p>no projeto por ele aprovado, ainda que a execução seja confiada a terceiros, a não ser que, por</p><p>motivos supervenientes ou razões de ordem técnica, fique comprovada a inconveniência ou a</p><p>excessiva onerosidade de execução do projeto em sua forma originária.</p><p>Parágrafo único. A proibição deste artigo não abrange alterações de pouca monta, ressalvada</p><p>sempre a unidade estética da obra projetada.</p><p>Art. 618. Nos contratos de empreitada de edifícios ou outras construções consideráveis, o</p><p>empreiteiro de materiais e execução responderá, durante o prazo irredutível de cinco anos, pela</p><p>solidez e segurança do trabalho, assim em razão dos materiais, como do solo.</p><p>Nada impede que o autor do projeto seja o dono da obra.</p><p>2.8.17 Quanto à Extinção do Contrato</p><p>Código Civil</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 70</p><p>Art. 626. Não se extingue o contrato de empreitada pela morte de qualquer das partes, salvo se</p><p>ajustado em consideração às qualidades pessoais do empreiteiro.</p><p>2.9 MANDATO</p><p>Ocorre o Mandato quando alguém (mandante) nomeia outra pessoa (mandatário) para agir em nome</p><p>desta pessoa. É um contrato de representação.</p><p>O mandatário tem o dever de cumprir fielmente seu mandato em nome do outro, tendo que prestar</p><p>contas para o mandante e caso venha desviar algum valor para si, deverá pagar juros ao mandante.</p><p>Já o mandante é obrigado pagar juros para o mandatário se este tiver que tirar dinheiro do bolso para</p><p>cumprir o mandato, também fica responsável por eventuais lesões, doenças ou infrações que o</p><p>mandatário venha praticar.</p><p>Nas palavras Roberto de Ruggiero o Mandato é:</p><p>“encarregar outrem de praticar um ou mais atos por nossa conta e no nosso nome, de modo que</p><p>todos os efeitos dos atos praticados se liguem diretamente à nossa pessoa como se nós próprios</p><p>os tivéssemos praticado, é o que tecnicamente se chama conferir ou dar mandato”. (1973, p.</p><p>329 - 330)</p><p>Código Civil</p><p>Art. 653. Opera-se o mandato quando alguém recebe de outrem poderes para, em seu nome,</p><p>praticar atos ou administrar interesses. A procuração é o instrumento do mandato.</p><p>2.9.1 Sujeitos do Mandato</p><p>MANDANTE:</p><p>Quem se faz representar;</p><p>MANDATÁRIO:</p><p>Quem se obriga a representar;</p><p>TODAS AS PESSOAS CAPAZES PODEM OUTORGAR A PROCURAÇÃO (ARTIGO 654 CC)</p><p>Código Civil</p><p>Art. 654. Todas as pessoas capazes são aptas para dar procuração mediante instrumento</p><p>particular, que valerá desde que tenha a assinatura do outorgante.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 71</p><p>TODAS AS PESSOAS CAPAZES E INCLUSIVE OS RELATIVAMENTE INCAPAZES PODEM SER</p><p>MANDATÁRIOS (ARTIGO 666, CC).</p><p>Código Civil</p><p>Art. 666. O maior de dezesseis e menor de dezoito anos não emancipado pode ser mandatário,</p><p>mas o mandante não tem ação contra ele senão de conformidade com as regras gerais,</p><p>aplicáveis às obrigações contraídas por menores.</p><p>2.9.2 Características</p><p>- Contrato;</p><p>- Nominado;</p><p>- Consensual;</p><p>- Execução diferida;</p><p>- Objeto lícito.</p><p>2.9.3 Classificação dos Mandatos</p><p>QUANTO A ORIGEM:</p><p>- Legal;</p><p>- Judicial;</p><p>- Político;</p><p>- Convencional.</p><p>QUANTO A CONTRAPRESTAÇÃO:</p><p>- Gratuito;</p><p>- Oneroso.</p><p>Obs: presume-se gratuito.</p><p>QUANTO A FIGURA DOMANDATÁRIO:</p><p>Individual (simples ou singular);</p><p>Plural (Coletivo):</p><p>Solidário;</p><p>Conjunto;</p><p>Fracionário;</p><p>Sucessivo ou subsidiário.</p><p>QUANTO AOMODO OU FORMA (ARTIGO 657, CC):</p><p>- Expresso;</p><p>- Tácito.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 72</p><p>Código Civil</p><p>Art. 657. A outorga do mandato está sujeita à forma exigida por lei para o ato a ser praticado.</p><p>Não se admite mandato verbal quando o ato deva ser celebrado por escrito.</p><p>QUANTO AOMOMENTO:</p><p>- Prévio;</p><p>- Posterior (ratificação, artigo 665, CC).</p><p>Art. 665. O mandatário que exceder os poderes do mandato, ou proceder contra eles, será</p><p>considerado mero gestor de negócios, enquanto o mandante lhe não ratificar os atos.</p><p>QUANTO A AMPLITUDE (ARTIGO 661, CC):</p><p>- Geral;</p><p>- Específico.</p><p>Art. 661. O mandato em termos gerais só confere poderes de administração.</p><p>2.9.4</p><p>Elementos/Requisitos doMandato</p><p>- Local e data de emissão;</p><p>- Qualificação das partes;</p><p>- Objetivo da outorga;</p><p>- Extensão dos poderes.</p><p>2.9.5 Substabelecimento</p><p>Não poderá substabelecer caso exista cláusula que proíba;</p><p>Espécie: Com ou sem reserva de poderes;</p><p>Não tem exigência quanto à forma (artigo 655, CC).</p><p>Código Civil</p><p>Art. 655. Ainda quando se outorgue mandato por instrumento público, pode substabelecer-se</p><p>mediante instrumento particular.</p><p>2.9.6 Obrigações do Mandatário</p><p>(Artigos 667 a 674, CC)</p><p>- Agir observando os limites dos poderes outorgados;</p><p>- Prestar informações sobre os atos praticados;</p><p>- Indenizar qualquer prejuízo causado por sua culpa ou de quem substabelecer sem autorização;</p><p>- Transferir vantagem recebida;</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 73</p><p>- O mandatário não pode compensar os prejuízos que lhe deu causa com os proventos que o</p><p>mandante recebeu.</p><p>2.9.7 Obrigações do Mandante</p><p>(Artigos 675 a 681, CC)</p><p>- Cumprir as obrigações contraídas;</p><p>- Adiantar as despesas para execução do mandato;</p><p>- Remuneração do mandatário;</p><p>- Reembolso com juros das somas adiantadas pelo mandatário;</p><p>- Perdas (desde que sem culpa do mandatário);</p><p>- Direito ao ressarcimento pelo mandatário que atuou fora dos limites outorgado.</p><p>2.9.8 Extinção doMandato</p><p>- Revogação (resilição por parte do mandante);</p><p>- Renúncia (resilição por parte do mandatário);</p><p>- Morte ou interdição de uma das partes;</p><p>- Mudança no estado que inabilite o mandante a conferir os poderes ao mandatário;</p><p>- Término do prazo ou conclusão do negócio.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>AGUIAR JUNIOR. Ruy Rosado de. Extinção dos contratos por incumprimento do</p><p>devedor, p. 250.</p><p>BEVILÁQUA, Clóvis. Código Civil dos Estados Unidos do Brasil comentado, v. IV, obs.</p><p>ao art. 1.085.</p><p>DINIZ, Maria Helena. Curso de Direito Civil Brasileiro: teoria geral do direito civil. 29 ed.</p><p>São Paulo-SP: Saraiva, 2012. v.1.</p><p>DINIZ, Maria Helena. Tratado teórico e prático dos contratos, v. 1, p. 128.</p><p>FIUZA, Cézar. Direito Civil: curso completo. 12 ed. rev. e atual. e ampl. Belo Horizonte-BH:</p><p>Del Rey, 2008. v.Único.</p><p>GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito Civil Brasileiro: parte geral. 10 ed. São Paulo-SP:</p><p>Saraiva, 2012. v.1.</p><p>GONÇALVES, Carlos Roberto. Direito civil brasileiro, volume 3: contratos e atos</p><p>unilaterais / Carlos Roberto Gonçalves. – 14. ed. – São Paulo : Saraiva, 2017.</p><p>GOMES, Orlando. Contratos, p. 4; Silvio Rodrigues, Direito civil, v. 3, p. 9.</p><p>MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de Direito Civil. São Paulo: Saraiva, 2007, v.4.</p><p>PEREIRA, Caio Mário da Silva. Instituições de direito civil, v. III, p. 37-38.</p><p>RODRIGUES, Silvio. Direito civil, cit., v. 3, p. 70; Caio Mário da Silva Pereira, Instituições,</p><p>cit., v. III, p. 45.</p><p>TARTUCE, Flávio. Manual de direito civil: volume único. 5. Ed. Rev., atual. E ampl. – Rio</p><p>de Janeiro: Forense; São Paulo: MÉTODO, 2015.</p><p>THEODORO JÚNIOR, Humberto. O contrato e seus princípios, p. 100.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Não desista dos seus sonhos e jamais desista de estudar.</p><p>Foco na caminhada, você é capaz de chegar onde quer que deseje,</p><p>basta acreditar, traçar um plano e executá-lo.</p><p>“O sucesso é algo que você constrói pela pessoa que se torna”.</p><p>Conte com a equipe Fonte do Direito!</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>....................................................................................................................................74</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 7</p><p>1. TEORIA GERAL DOS CONTRATOS</p><p>A função social do contrato afeta a liberdade contratual, o que significa que os contratantes devem</p><p>observar as regras relacionadas ao conteúdo e ao objeto do contrato ao pactuá-lo. Isso ocorre porque a</p><p>função social do contrato é baseada na priorização dos valores coletivos sobre os individuais. Em</p><p>outras palavras, para que um contrato seja eficaz, ele deve ter como objetivo atender a um bem comum</p><p>específico, sem prejudicar ou violar os direitos de terceiros, conforme estabelecido no art. 421 do</p><p>Código Civil, que diz o seguinte:</p><p>Art. 421. A liberdade contratual será exercida nos limites da função social do contrato.</p><p>Assim, tomando como base que os Negócios Jurídicos são todos os acontecimentos naturais ou</p><p>humanos capazes de criar, modificar ou extinguir direitos, entende-se que a essência dos contratos</p><p>busca materializar os negócios jurídicos resultantes do acordo de vontades, seja bilateral ou plurilateral,</p><p>que possam gerar efeito jurídico. Portanto, nem todo encontro de vontades é um contrato, pois para ser</p><p>contrato é necessário ter o efeito jurídico.</p><p>Então, o que significa o Efeito Jurídico?</p><p>O efeito jurídico significa que, em caso de descumprimento do contrato, o Estado pode fazer cumprir</p><p>uma das partes ou punir a parte que não cumpriu o que foi acordado.</p><p>1.1 CONCEITO</p><p>De acordo com João Antunes Varela:</p><p>“O contrato é o acordo de duas ou mais vontades, em conformidade com a ordem jurídica,</p><p>destinado a estabelecer uma regulamentação de interesses entre as partes, com o objetivo de</p><p>adquirir, modificar ou extinguir relações jurídicas de natureza patrimonial.”</p><p>Para Orlando Gomes e Silvio Rodrigues, o contrato “é uma espécie de negócio jurídico que requer a</p><p>participação de pelo menos duas partes para sua formação. É, portanto, um negócio jurídico bilateral</p><p>ou plurilateral. Na teoria dos negócios jurídicos, distinguem-se os unilaterais, que se aperfeiçoam pela</p><p>manifestação de vontade de apenas uma das partes, e os bilaterais, que resultam de uma composição de</p><p>interesses. Os negócios bilaterais, que decorrem de mútuo consenso, são os contratos. Portanto, o</p><p>contrato é uma espécie de negócio jurídico.”</p><p>Com base em todo esse conteúdo, é importante que sejam lembrados três pontos importantes:</p><p>1º O fundamento do contrato é a própria vontade humana;</p><p>2º Os contratos estão limitados pelo ordenamento jurídico;</p><p>3º O efeito dos contratos é a criação, modificação ou extinção de direitos ou obrigações.</p><p>1.2 CLASSIFICAÇÃO DOS CONTRATOS</p><p>1.2.1 Quanto aos Direitos e Deveres das Partes</p><p>Contratos Unilaterais:</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 8</p><p>Nesse tipo de contrato, um dos contratantes assume obrigações em relação ao outro, como ocorre na</p><p>doação pura e simples. Os efeitos desse contrato recaem apenas sobre um dos sujeitos.</p><p>Exemplo: Doação.</p><p>Contratos Bilaterais:</p><p>Neste, as partes são devedoras e credoras entre si, estabelecendo um negócio jurídico com direitos e</p><p>deveres recíprocos. Aqui, os efeitos do contrato se aplicam a ambas as partes, com ônus e bônus para</p><p>ambos.</p><p>Exemplo: Compra e venda.</p><p>Contratos Plurilaterais:</p><p>São contratos que envolvem várias pessoas, trazendo direitos e deveres para todos os envolvidos na</p><p>mesma proporção.</p><p>Exemplos: Seguro de vida em grupo, contrato de consórcio ou esquemas de vendas em pirâmide.</p><p>1.2.2 Quanto às Vantagens Patrimoniais</p><p>CONTRATOS ONEROSOS:</p><p>Esses contratos trazem vantagens para ambos os contratantes, ou seja, o benefício é obtido mediante</p><p>uma contraprestação. Os contratos onerosos podem ser divididos em Comutativos e Aleatórios:</p><p>Comutativos:</p><p>Nesse tipo de contrato, já existe uma previsão do benefício no momento da formação do</p><p>contrato. A pessoa tem conhecimento sobre a vantagem que irá receber.</p><p>Exemplos: Compra e venda, empréstimo e fiança.</p><p>Aleatórios:</p><p>Nesses contratos, não há previsibilidade do benefício e a pessoa não sabe o que vai receber. São</p><p>contratos que envolvem riscos, mas o contratante se submete a eles mesmo assim.</p><p>Exemplo: Seguro.</p><p>Acidentalmente Aleatórios:</p><p>São contratos de natureza comutativa, mas que se tornam aleatórios por desejo dos contratantes.</p><p>Exemplo: João pactua com Carlos um contrato de compra e venda de safra de café referente ao</p><p>ano de 2025. No início, há uma previsão do que João vai receber de Carlos, porém, como se</p><p>trata de um evento futuro e incerto, esse contrato se torna aleatório.</p><p>CONTRATOS GRATUITOS/BENÉFICOS</p><p>São aqueles que oneram somente uma das partes.</p><p>Aqui o benefício não vem mediante a uma contraprestação.</p><p>1.2.3 Quanto às Cláusulas Do Contrato</p><p>Contratos paritários:</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 9</p><p>As partes negociam as cláusulas contratuais em igualdade de condições, não havendo hierarquia entre</p><p>elas.</p><p>Contratos tipo:</p><p>É comum nas relações de consumo, em que o fornecedor já estabelece algumas condições, sendo</p><p>possível discutir apenas parte do contrato.</p><p>Contratos de adesão:</p><p>Uma das partes possui maior influência na elaboração das cláusulas, sendo responsável por todas elas.</p><p>A outra parte simplesmente adere ao modelo de contrato predefinido, sem possibilidade de modificá-lo,</p><p>podendo apenas aceitar ou rejeitar as cláusulas estabelecidas.</p><p>1.2.4 Quanto à Forma</p><p>Contratos solenes:</p><p>São aqueles que possuem uma forma específica determinada em lei, como a necessidade de uma</p><p>Escritura Pública para a compra e venda de imóveis.</p><p>Contratos não solenes:</p><p>Esses contratos podem ser realizados sem a necessidade de uma formalidade específica ou solenidade.</p><p>Contratos consensuais:</p><p>São contratos que produzem efeitos apenas com o acordo de vontades entre as partes, seja por meio de</p><p>uma conversa ou negociação. A entrega da coisa objeto do contrato pode ocorrer posteriormente ou até</p><p>mesmo não ser necessária.</p><p>Contratos reais:</p><p>Nesse tipo de contrato, além do acordo de vontades, é necessário também a efetiva entrega da coisa</p><p>para que os efeitos</p><p>contratuais sejam produzidos.</p><p>1.2.5 Quanto à Designação</p><p>Contratos típicos/nominados:</p><p>Referem-se aos contratos que estão esquematizados na lei e possuem uma denominação própria. São</p><p>estabelecidos e regulados por disposições legais específicas. Exemplos de contratos típicos são a troca,</p><p>doação, comodato, mútuo, prestação de serviços, empreitada e depósito.</p><p>Contrato atípico/inominado:</p><p>Trata-se de um contrato que não possui previsão legal específica, mas ainda assim é válido e regido</p><p>pelas disposições da Teoria Geral dos Contratos. São contratos que não se enquadram nas categorias</p><p>típicas estabelecidas pela lei. Um exemplo de contrato atípico é o contrato de shopping center, que</p><p>possui uma denominação própria, mas não possui uma lei específica que o rege.</p><p>1.2.6 Quanto ao Modo Porque Existem</p><p>Contratos principais:</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 10</p><p>São contratos que têm existência própria e independente. Eles se configuram por si só e não dependem</p><p>de outro contrato para existir. Além disso, a anulação de um contrato principal resulta na extinção do</p><p>contrato acessório.</p><p>Contratos acessórios:</p><p>São contratos que dependem de um contrato principal e podem atuar como garantidores do</p><p>cumprimento do contrato principal ou exercer influência sobre ele. Sua existência está condicionada ao</p><p>contrato principal e sua anulação não resulta na extinção do contrato principal.</p><p>Princípio da gravitação jurídica:</p><p>O princípio da gravitação jurídica estabelece que o contrato acessório acompanha o contrato principal.</p><p>Isso significa que as obrigações e efeitos do contrato acessório estão diretamente relacionados ao</p><p>contrato principal. Esse princípio está previsto no artigo 184 do Código Civil.</p><p>1.2.7 Quanto ao Agente</p><p>Contratos pessoais/intuito personae:</p><p>Esses contratos têm como elemento determinante a pessoa do contratante. A habilidade e as</p><p>características pessoais do contratante são consideradas essenciais para a conclusão do contrato,</p><p>especialmente nas obrigações de fazer. Por exemplo, se eu realizar um contrato com o empresário de</p><p>Gusttavo Lima para que o cantor se apresente em minha festa de aniversário, é fundamental para mim</p><p>que o próprio cantor esteja presente e não outra pessoa.</p><p>Contratos impessoais:</p><p>Nesses contratos, a figura do contratante é indiferente, e o cumprimento do contrato não depende de</p><p>uma pessoa específica. O que importa é a manifestação da vontade das partes para que o contrato seja</p><p>executado, independentemente de quem irá realizar a prestação.</p><p>1.2.8 Quanto ao Momento da Execução</p><p>Contratos de execução imediata ou instantânea:</p><p>Envolvem uma solução que ocorre de forma imediata, em uma única vez e por meio de uma prestação</p><p>única. Após a realização dessa prestação, a obrigação é completamente extinta. É como um pagamento</p><p>à vista.</p><p>Contratos de trato sucessivo ou continuado:</p><p>Têm uma duração que se prolonga ao longo do tempo e envolvem a prática ou abstenção de atos</p><p>repetidos de forma contínua. São contratos parcelados, em que as obrigações são realizadas em</p><p>momentos sucessivos ao longo da vigência do contrato.</p><p>Contratos de execução diferida ou retardada:</p><p>Envolvem um cumprimento que ocorre em uma única vez, mas em um momento futuro. Ou seja, a</p><p>pessoa precisa de um tempo para cumprir essa obrigação, mas o cumprimento ocorrerá em uma única</p><p>parcela. Por exemplo, se alguém diz que vai pagar uma dívida daqui a 30 dias, mas será uma única</p><p>parcela de pagamento.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 11</p><p>1.2.9 Quanto ao Tempo</p><p>Prazo determinado:</p><p>As partes estabelecem um prazo específico, uma data certa para determinar a vigência do contrato. No</p><p>entanto, o contrato pode se tornar de prazo indeterminado se as partes continuarem cumprindo suas</p><p>obrigações contratuais após o término do prazo estipulado. Se não houver um prazo determinado, a</p><p>extinção do contrato deve ser notificada, e a denúncia do contrato deve ocorrer com um prazo de 30</p><p>dias para a notificação de não continuidade.</p><p>Prazo indeterminado:</p><p>As partes não estabelecem uma data ou prazo específico para o término do contrato. A sua duração não</p><p>está limitada por um período definido.</p><p>1.2.10 Quanto ao Objeto</p><p>Contrato preliminar:</p><p>Também conhecido como pré-contrato, promessa de contrato, compromisso ou contrato preparatório.</p><p>Trata-se da fase inicial e preparatória dos contratos, na qual as partes estabelecem negociações</p><p>jurídicas com a intenção de formar um contrato definitivo. Esses contratos preliminares geram direitos</p><p>e obrigações às partes, sendo o objetivo final a celebração do contrato definitivo.</p><p>Contrato definitivo:</p><p>Nesse tipo de contrato, são estipuladas todas as cláusulas e condições, e sua execução se dá de forma</p><p>plena e completa. É o contrato finalizado, que contém todos os termos acordados entre as partes e está</p><p>pronto para ser executado.</p><p>1.3 PRINCÍPIOS CONTRATUAIS</p><p>1.3.1 Princípio da Autonomia da Vontade/Autonomia Privada</p><p>A autonomia da vontade é a manifestação do interesse da pessoa (física ou jurídica). Ou seja, a</p><p>vontade é autônoma e independente. Portanto, nos negócios jurídicos, deve sempre prevalecer a</p><p>vontade das partes em relação aos seus interesses, desde que respeitem a lei.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 421. A liberdade contratual será exercida nos limites da função social do contrato.</p><p>Art. 425. É lícito às partes estipular contratos atípicos, observadas as normas gerais fixadas</p><p>neste Código.</p><p>Art. 104. A validade do negócio jurídico requer:</p><p>I - agente capaz;</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 12</p><p>II - objeto lícito, possível, determinado ou determinável;</p><p>III - forma prescrita ou não defesa em lei.</p><p>Sendo assim:</p><p>Liberdade de Contratar:</p><p>Refere-se à autonomia e manifestação da vontade das partes na celebração de um contrato.</p><p>Liberdade Contratual:</p><p>Diz respeito à liberdade de negociação entre as partes envolvidas no contrato.</p><p>1.3.2 Princípio da Supremacia do Interesse Público</p><p>Liberdade Contratual sempre encontrou limitações na ideia da ordem pública, entendendo que, quando</p><p>há um conflito entre o interesse da sociedade e o interesse particular,</p><p>o interesse da sociedade deve</p><p>prevalecer.</p><p>A ordem pública corresponde às normas indispensáveis para a organização estatal. Assim, se houver</p><p>qualquer desrespeito a uma norma de ordem pública, o poder público pode intervir na relação</p><p>contratual para garantir que prevaleça o interesse da sociedade.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 2.035. A validade dos negócios e demais atos jurídicos, constituídos antes da entrada em</p><p>vigor deste Código, obedece ao disposto nas leis anteriores, referidas no art. 2.045, mas os seus</p><p>efeitos, produzidos após a vigência deste Código, aos preceitos dele se subordinam, salvo se</p><p>houver sido prevista pelas partes determinada forma de execução.</p><p>Parágrafo único. Nenhuma convenção prevalecerá se contrariar preceitos de ordem pública, tais</p><p>como os estabelecidos por este Código para assegurar a função social da propriedade e dos</p><p>contratos.</p><p>Este princípio não é absoluto, podendo, portanto, ser relativizado.</p><p>1.3.3 Princípio da Pacta Sunt Servanda/Força Obrigatória dos Contratos</p><p>Esse princípio informa que o contrato tem força de lei entre as partes. Ele estabelece que o contrato</p><p>deve ser cumprido pelas partes, desde que não haja nenhuma disparidade entre elas.</p><p>A importância desse princípio reflete-se principalmente no aspecto econômico, proporcionando</p><p>segurança jurídica para ambas as partes. Uma vez que o contrato é celebrado, ele precisa ser cumprido,</p><p>pois a manifestação de vontade já se aperfeiçoa essencialmente no contrato, independentemente da</p><p>entrega da coisa.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 13</p><p>Código Civil</p><p>Art. 389. Não cumprida a obrigação, responde o devedor por perdas e danos, mais juros e</p><p>atualização monetária segundo índices oficiais regularmente estabelecidos, e honorários de</p><p>advogado.</p><p>Art. 390. Nas obrigações negativas o devedor é havido por inadimplente desde o dia em que</p><p>executou o ato de que se devia abster.</p><p>Art. 391. Pelo inadimplemento das obrigações respondem todos os bens do devedor.</p><p>1.3.4 Princípio da Revisão Contratual ou Onerosidade Excessiva</p><p>REBUS SIC STANTIBUS - TEORIA DA IMPREVISÃO</p><p>As alterações e modificações contratuais terão como fundamento o fato superveniente que</p><p>descaracterize sua finalidade social, viole a boa-fé e resulte em enriquecimento indevido de uma das</p><p>partes.</p><p>Portanto, a obrigatoriedade do contrato existirá desde que os fatos que deram origem a ele</p><p>permaneçam inalterados. No entanto, caso ocorram mudanças nos fatos, entende-se que é possível a</p><p>alteração do contrato.</p><p>Não é necessário que esse princípio esteja expresso como cláusula contratual, pois já se presume sua</p><p>aplicação no momento da celebração do contrato.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 317. Quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier desproporção manifesta entre o valor</p><p>da prestação devida e o do momento de sua execução, poderá o juiz corrigi-lo, a pedido da</p><p>parte, de modo que assegure, quanto possível, o valor real da prestação.</p><p>EXCEÇÃO A ESTE PRINCÍPIO:</p><p>Teoria da Imprevisão</p><p>A Teoria da Imprevisão permite a revisão judicial dos contratos. No entanto, para que essa</p><p>revisão ocorra, o contrato deve ser comutativo e ter execução diferida ou periódica.</p><p>Além disso, o contrato deve apresentar uma excessiva onerosidade para uma das partes e uma</p><p>vantagem exagerada para a outra. Além disso, é necessário que ocorra um fato imprevisível ou</p><p>extraordinário.</p><p>De acordo com o Código Civil, os fatos imprevisíveis e extraordinários são aqueles decorrentes</p><p>de caso fortuito e força maior.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 14</p><p>1.3.5 Princípio da Função Social dos Contratos</p><p>Não possui definição firmada. Serve para orientar a interpretação de maneira economicamente útil e</p><p>socialmente valiosa. Trata-se da liberdade de contratar, desde que não prejudique os direitos sociais,</p><p>econômicos e culturais da sociedade.</p><p>O objetivo é limitar a liberdade contratual, restringindo a possibilidade de estabelecer, discutir e</p><p>pactuar o conteúdo do contrato. Isso significa que a liberdade de contratar é a capacidade das partes de</p><p>decidir realizar ou não um contrato, que não é absoluta, uma vez que busca equilibrar os interesses das</p><p>partes.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 421. A liberdade contratual será exercida nos limites da função social do contrato.</p><p>1.3.6 Princípio da Boa-Fé</p><p>Esse princípio determina a conduta das pessoas. Em outras palavras, estabelece o dever de agir das</p><p>partes e a forma de interpretação dos contratos, sendo que o próprio Código Civil de 2002 o</p><p>regulamentou como uma norma.</p><p>A orientação em relação à boa-fé se manifesta no dever de cumprir com a palavra dada e não</p><p>decepcionar a confiança do outro.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em</p><p>sua execução, os princípios de probidade e boa-fé.</p><p>Assim como estabelecido na norma jurídica e na doutrina contratualista, o Princípio da Boa-Fé pode</p><p>ser subdividido em boa-fé subjetiva e boa-fé objetiva.</p><p>Boa-Fé Subjetiva:</p><p>Refere-se à noção de erro, pois está relacionada a uma avaliação individual e equivocada da</p><p>realidade.</p><p>Boa-Fé Objetiva:</p><p>Assume a forma de uma regra ética de conduta, também conhecida como boa-fé-lealdade.</p><p>A boa-fé objetiva representa a exigência de comportamento ético dos contratantes e está</p><p>relacionada aos deveres acessórios de conduta, que são intrínsecos a qualquer negócio jurídico,</p><p>independentemente de previsão no instrumento contratual.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 15</p><p>1.4 DEVERES ANEXOS OU LATERAIS DE CONDUTA</p><p>1.4.1 Dever de Conduta</p><p>São deveres que devem ser observados pelas partes.</p><p>O vínculo entre eles cria uma relação de cooperação que lhes exigem o cumprimento dos deveres</p><p>principais (constantes nos contratos) e secundários (conduta pautada na boa-fé).</p><p>1.4.2 Dever de Segurança</p><p>Busca garantir a integralidade dos bens e direitos do outro, em que possam oferecer algum perigo.</p><p>Trata-se do dever de prevenção:</p><p>Deveres de aviso, instrução e interdição de local perigoso.</p><p>Trabalho especializado para garantir a assistência adequada.</p><p>1.4.3 Dever de lealdade</p><p>Não causar prejuízo à outra parte,</p><p>de modo a preservar o objetivo e a economia do contrato.</p><p>Deste deriva deveres específicos de não fazer concorrência, sigilo de informação e celebrar contrato</p><p>que não pode ser cumprido.</p><p>1.4.4 Dever de Informação</p><p>Dever de identificação e de esclarecimento de fatos, em que uma parte deve relatar a outra diante das</p><p>circunstâncias ignoradas, imperfeitas ou conhecida de maneira incompleta.</p><p>O dever de informação deve ser cumprido mesmo se for prejudicial ao comunicante.</p><p>Exemplo: Médico, Advogado e Corretores de Imóvel.</p><p>1.4.5 Dever de Cooperação</p><p>Muitas vezes o êxito do vínculo obrigacional depende da realização de certas tarefas acessórias que</p><p>uma parte deve realizar em proveito de ambas.</p><p>Exemplo: Licença de construir em caso de empreitada.</p><p>1.4.6 Deveres Dependentes e Independentes</p><p>Os deveres dependentes e acessórios de uma relação obrigacional é variável, algumas vezes subsiste</p><p>mesmo após a extinção do contrato.</p><p>Exemplo: O sócio que se retirou da empresa, porém, tem o dever de manter em sigilo informações</p><p>conhecidas.</p><p>1.4.7 Deveres Anexos ou Laterais de Conduta</p><p>Na violação da boa-fé e dos deveres anexos, haverá responsabilidade objetiva.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 16</p><p>FUNÇÕES DA BOA-FÉ</p><p>Função de Interpretação (Art. 113 Cc)</p><p>Art. 113. Os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme a boa-fé e os usos do lugar</p><p>de sua celebração.</p><p>Função de Controle (Art. 187 Cc)</p><p>Art. 187. Também comete ato ilícito o titular de um direito que, ao exercê-lo, excede</p><p>manifestamente os limites impostos pelo seu fim econômico ou social, pela boa-fé ou pelos</p><p>bons costumes.</p><p>Função de Integração (Art. 422 Cc)</p><p>Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em</p><p>sua execução, os princípios de probidade e boa-fé.</p><p>1.5 FORMAÇÃO DOS CONTRATOS</p><p>1.5.1 Conceito</p><p>É uma declaração de vontade dirigida de uma parte para a outra (com quem pretende firmar um</p><p>contrato), por meio da qual a primeira expressa sua intenção de considerar-se vinculada caso a outra</p><p>parte aceite.</p><p>Como mencionado anteriormente, para que exista um contrato é essencial que haja um acordo de</p><p>vontades. Assim, como veremos a seguir, a formação dos contratos pode ocorrer em três fases: a</p><p>Negociação Preliminar ou Tratativas, a Proposta ou Oferta, e a Aceitação.</p><p>No entanto, antes de compreendermos as fases, é fundamental ter em mente os requisitos que</p><p>constituem a formação dos contratos.</p><p>1.5.2 Manifestação da Vontade</p><p>É um acordo entre indivíduos contratantes, no qual expressam sua vontade clara e espontânea de</p><p>contratar. Em outras palavras, as partes manifestam o desejo de estabelecer negócios jurídicos.</p><p>Expressa:</p><p>Quando o sujeito se expressa por meio de palavras, seja por escrito, faladas ou gestos.</p><p>Tácita:</p><p>Ocorre quando, mesmo sem haver manifestação de vontade explícita, a conduta do agente</p><p>indica a intenção de contratar.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 17</p><p>E quanto ao silêncio?</p><p>A doutrina geralmente o admite, porém não deve ser presumido. A manifestação de vontade deve ser</p><p>clara e inequívoca.</p><p>Hipóteses de silêncio:</p><p>- Quando no contrato foi estipulado que o silêncio implicaria consentimento.</p><p>Exemplo: termos de serviço de plataformas como Netflix.</p><p>- Quando relações anteriores entre as partes permitem a manifestação de vontade por meio do</p><p>silêncio.</p><p>- Quando a proposta foi feita pela parte que permaneceu em silêncio.</p><p>- Quando a proposta diz respeito exclusivamente aos interesses da parte que não se manifestou.</p><p>1.5.3 Autonomia Privada</p><p>A Autonomia Privada é a vontade que pode ser manifestada a um determinado fim. É quando a decisão</p><p>das partes se convergem para o mesmo ato, podendo essa decisão ser positiva e inequívoca.</p><p>Segundo Ferri (1969), a autonomia privada pode ser definida como “o poder concedido ao sujeito para</p><p>criar a norma individual nos limites deferidos pelo ordenamento jurídico”. Portanto, deve-se aceitar</p><p>que o vinculo dos contratos transfere-se do desejo das partes em prol da sociedade.</p><p>1.6 NEGOCIAÇÕES PRELIMINARES</p><p>1.6.1 Conceito</p><p>É a fase de dialogo e argumentação, também conhecida como fase de puntuação. Aqui, as partes</p><p>normalmente elaboram uma minuta para que ao final da negociação cheguem em uma proposta clara e</p><p>definitiva. Não envolvem compromissos, não há nenhuma prestação e não geram obrigações para os</p><p>contratantes.</p><p>A fase das Tratativas/Negociações Preliminares, em regra são feita pelas pessoas que podem contratar.</p><p>Assim, podem ser objeto dessa discussão: as peculiaridades do objeto que se almeja, a contraprestação,</p><p>valores, prazo e a execução. Além disso, cabe dizer que, no momento da negociação se assim as partes</p><p>desejar, pode ser feita até mesmo uma minuta (esboço) do futuro contrato.</p><p>Diante disso, menciona-se que, nessas negociações existe sim uma responsabilidade civil contratual</p><p>diante do descumprimento do contrato, e assim, também pode acabar havendo uma responsabilidade</p><p>pré-contratual (extracontratual) diante da violação dos deveres colaterais de conduta, caso haja gerado</p><p>uma expectativa e despesa.</p><p>Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato, como em</p><p>sua execução, os princípios de probidade e boa-fé.</p><p>Como bem expressa o Art. 422, CC. Não há o que se falar em responsabilidade civil contratual, uma</p><p>vez que ainda não existe um contrato. Todavia, à luz da função social do contrato e da boa-fé, se</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 18</p><p>alguma das partes sofrer algum dano em razão da expectativa que nasceram das negociações, poderá</p><p>configurar responsabilidade extracontratual. Isso significa que, é na fase da Negociação Preliminar que</p><p>as partes exerceram a autonomia privada e manifestaram suas vontades, seja promovendo o aceite ou</p><p>realizando propostas.</p><p>Nesse sentido, o STJ declarou que: “a responsabilidade pré-contratual não decorre do fato de a</p><p>tratativa ter sido interrompida e o contrato não ter sido concluído, mas do fato de uma das partes ter</p><p>gerado à outra além da expectativa legitima de que o contrato seria concluído, também o efetivo</p><p>prejuízo material”.</p><p>Nas palavras de Ruy Rosado de Aguiar Júnior:</p><p>Também surgem, nas tratativas, deveres de lealdade, decorrentes da simples</p><p>aproximação pré- contratual. Censura-se, assim, quem abandona inesperadamente as</p><p>negociações já em adiantado estágio, depois de criar na outra parte a expectativa da</p><p>celebração de um contrato para o qual se preparou e efetuou despesas, ou em função do</p><p>qual perdeu outras oportunidades. A violação a esse dever secundário pode ensejar</p><p>indenização, por existir uma relação obrigacional, independentemente de contrato,</p><p>fundada na boa-fé. (2004, p. 250)</p><p>Já para Carlos Roberto Gonçalves:</p><p>Embora as negociações preliminares não gerem, por si mesmas, obrigações para</p><p>qualquer dos participantes, elas fazem surgir, entretanto, deveres jurídicos para os</p><p>contraentes, decorrentes da incidência do princípio da boa-fé, sendo os principais os</p><p>deveres de lealdade e correção, de informação, de proteção e cuidado e de sigilo. (2017,</p><p>p.73)</p><p>Portanto, o descumprimento desses deveres durante o transcurso das tratativas é o que gera a</p><p>responsabilidade do contraente, seja o contrato celebrado ou não.</p><p>1.6.2 Proposta</p><p>CONCEITO</p><p>Trata-se da declaração de vontade, apresentada ao outro contratante, com o objetivo de fazer com que</p><p>seu destinatário se vincule aos termos propostos. Em outras palavras, a proposta é a caracterizada pela</p><p>manifestação de vontade de uns dos sujeitos no sentido de contratar entre as pessoas.</p><p>Desse modo, deve conter na proposta os elementos essenciais como: preço; tempo de execução; lugar</p><p>de entrega; forma de pagamento; qualidade do produto; além de ser séria e consciente, pois vincula o</p><p>proponente.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 19</p><p>Salienta-se que, na proposta tem sempre um destinatário determinado e quando é destinado ao público</p><p>em geral é chamado de oferta. Assim, quem faz a proposta é o proponente ou policitante, já aquele a</p><p>quem é dirigida proposta é chamado de oblato.</p><p>DISTINÇÃO ENTRE PROPOSTA E NEGOCIAÇÃO PRELIMINARES</p><p>Proposta:</p><p>É quando um dos sujeitos apresenta uma oferta ao outro, com a manifestação da vontade de</p><p>contratar. É como se um dos sujeitos dissesse: “Quero contratar com estes contornos, você</p><p>aceita?”</p><p>Negociação Preliminar:</p><p>É quando ocorre a negociação dos sujeitos sobre um possível contrato futuro. Embora haja a</p><p>manifestação de contratar, não há uma efetiva proposta, há apenas debates e suposições.</p><p>DA PROPOSTA</p><p>Art. 427. A proposta de contrato obriga o proponente, se o contrário não resultar dos termos</p><p>dela, da natureza do negócio, ou das circunstâncias do caso.</p><p>Há exceção a esta regra?</p><p>Se uma pessoa anunciar que deseja alugar a casa para fins comerciais, deverá alugar seja para</p><p>quem quer que manifeste tal interesse, porém tem exceções:</p><p>a) Termos da oferta: O anúncio da proposta era para fins comerciais e não residenciais.</p><p>b) Não é permitido pela Natureza do negócio: O aceitante não quer pagar o aluguel.</p><p>c) Circunstância que autorize a recusa: O aceitante tem nome sujo na praça.</p><p>PROPOSTA FEITA ENTRE AUSENTES E PRESENTES</p><p>Presentes:</p><p>A aceitação deve ser imediata se não houver prazo determinado.</p><p>Ausentes:</p><p>Devendo existir um prazo para o aceite, ou se não houver prazo determinado, o proponente</p><p>deve aguardar tempo razoável.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 428. Deixa de ser obrigatória a proposta:</p><p>I - se, feita sem prazo a pessoa presente, não foi imediatamente aceita. Considera-se também</p><p>presente a pessoa que contrata por telefone ou por meio de comunicação semelhante;</p><p>II - se, feita sem prazo a pessoa ausente, tiver decorrido tempo suficiente para chegar a resposta</p><p>ao conhecimento do proponente;</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 20</p><p>III - se, feita a pessoa ausente, não tiver sido expedida a resposta dentro do prazo dado;</p><p>IV - se, antes dela, ou simultaneamente, chegar ao conhecimento da outra parte a retratação do</p><p>proponente.</p><p> Oferta ao Público</p><p> Oferta consiste em uma proposta de contratar feita a uma coletividade.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 429. A oferta ao público equivale a proposta quando encerra os requisitos essenciais ao</p><p>contrato, salvo se o contrário resultar das circunstâncias ou dos usos.</p><p> Como Revogar Proposta?</p><p>Código Civil</p><p>Art. 429. (...)</p><p>Parágrafo único. Pode revogar-se a oferta pela mesma via de sua divulgação, desde que</p><p>ressalvada esta faculdade na oferta realizada.</p><p>1.7 ACEITAÇÃO E RETRATAÇÃO</p><p>1.7.1 Aceitação</p><p>Aceitação é a concordância feita nos termos da proposta. Assim, feita a proposta, pode o oblato aceitar</p><p>ou não, caso não aceite a proposta se desvinculará.</p><p>De acordo com a doutrina de Silvio Rodrigues e Caio Mário da Silva Pereira:</p><p>Aceitação é a concordância com os termos da proposta. É manifestação de vontade</p><p>imprescindível para que se repute concluído o contrato, pois, somente quando o oblato</p><p>se converte em aceitante e faz aderir a sua vontade à do proponente, a oferta se</p><p>transforma em contrato. A aceitação consiste, portanto, “na formulação da vontade</p><p>concordante do oblato, feita dentro do prazo e envolvendo adesão integral à proposta</p><p>recebida. (2016, p. 70) - (2022, p.45)</p><p>Para produzir efeitos no contrato, a aceitação deve ser clara e objetiva. Por outro lado, caso seja</p><p>apresentado fora do prazo com alterações que venham restringir, modificar ou aumentar, acarretará em</p><p>nova proposta, também conhecida como contraproposta.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 21</p><p>A ACEITAÇÃO PODE SER EXPRESSA OU TÁCITA</p><p>Expressa:</p><p>Decorre da expressa vontade do aceitante, manifestando a sua anuência.</p><p>Tácita:</p><p>Decorre de sua conduta, reveladora do consentimento.</p><p>PROPOSTA FEITA PARA OS AUSENTES</p><p>Código Civil</p><p>Art. 430. Se a aceitação, por circunstância imprevista, chegar tarde ao conhecimento do</p><p>proponente, este comunicá-lo-á imediatamente ao aceitante, sob pena de responder por perdas e</p><p>danos.</p><p>DEVER LATERAL DE CONDUTA DE INFORMAÇÃO</p><p>Código Civil</p><p>Art. 431. A aceitação fora do prazo, com adições, restrições, ou modificações, importará nova</p><p>proposta.</p><p>Se, simplesmente concordar (aquiescer) então dará lugar a aceitação.</p><p>TEORIA DA ACEITAÇÃO</p><p>PELOS AUSENTES</p><p>Teoria da agnição, na subteoria da expedição:</p><p>Em regra, o contrato é formado quando o oblato expede a resposta positiva ao proponente.</p><p>Teoria da agnição, na subteoria da recepção:</p><p>Entretanto, em alguns casos previstos em lei o contrato entre ausentes estará formado a partir do</p><p>momento em que o proponente receber a resposta positiva do oblato.</p><p>OS CONTRATOS SÃO CONCRETIZADOS DESDE À ÉPOCA DO ACEITE, EXCETO:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 434. Os contratos entre ausentes tornam-se perfeitos desde que a aceitação é expedida,</p><p>exceto:</p><p>I - no caso do artigo antecedente;</p><p>II - se o proponente se houver comprometido a esperar resposta;</p><p>III - se ela não chegar no prazo convencionado.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 22</p><p>Lugar do Aceite da Proposta:</p><p>Código Civil</p><p>Art. 435. Reputar-se-á celebrado o contrato no lugar em que foi proposto.</p><p>1.7.2 Retratação</p><p>Trata-se de um ato jurídico unilateral que não há na relação jurídica contratual.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 433. Considera-se inexistente a aceitação, se antes dela ou com ela chegar ao proponente a</p><p>retratação do aceitante.</p><p>Conforme os pensamentos de Clóvis Beviláqua:</p><p>Se antes da aceitação, ou com ela, chegar ao proponente a retratação do aceitante –</p><p>Dispõe, com efeito, o art. 433 do Código Civil que se considera “inexistente a aceitação,</p><p>se antes dela ou com ela chegar ao proponente a retratação do aceitante”. Verifica-se</p><p>que a lei permite também a retratação da aceitação. Neste caso, a “declaração da</p><p>vontade, que continha a aceitação, desfez-se, antes que o proponente pudesse tomar</p><p>qualquer deliberação no sentido da conclusão do contrato.</p><p>Já nas palavras de Caio Mário da Silva Pereira:</p><p>Malgrado a força obrigatória da proposta, a lei permite ao proponente a faculdade de</p><p>retratar-se, ainda que não haja feito ressalva nesse sentido. Todavia, para que se</p><p>desobrigue, e não se sujeite às perdas e danos, é necessário que a retratação chegue ao</p><p>conhecimento do aceitante antes da proposta ou simultaneamente com ela, “casos em</p><p>que as duas declarações de vontade (proposta e retratação), por serem contraditórias,</p><p>nulificam-se e destroem-se reciprocamente. Não importa de que via ou meio se utiliza o</p><p>proponente (carta, telegrama, mensagem por mão de próprio etc.). (2022, p. 44)</p><p>1.8 REVISÃO CONTRATUAL</p><p>É um instrumento contratual que possui a finalidade de realizar modificações no contrato com objetivo</p><p>de melhorar as condições negociadas para ambas as partes. Dessa forma, caso nenhuma das partes</p><p>concorde com o que está estabelecido, pode um destes solicitar a revisão contratual.</p><p>Assim, os contratos podem receber revisão contratual praticamente em 3 hipóteses, são elas: Lesão,</p><p>Estado de Perigo e Onerosidade Excessiva.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 23</p><p>QUANTO AS HIPÓTESES</p><p>Lesão:</p><p>É quando uma pessoa, sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação</p><p>manifestamente desproporcional ao valor da prestação oposta;</p><p>Estado de Perigo:</p><p>É quando alguém assume obrigação muito onerosa, acima do normal, para salvar a si mesmo</p><p>ou pessoa de sua família de dano ou prejuízo grave;</p><p>Onerosidade Excessiva:</p><p>É o desequilíbrio econômico do contrato posterior à sua formação, que nem sempre está ligado</p><p>a circunstâncias imprevisíveis e extraordinárias.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 317. Quando, por motivos imprevisíveis, sobrevier desproporção manifesta entre o valor</p><p>da prestação devida e o do momento de sua execução, poderá o juiz corrigi-lo, a pedido da</p><p>parte, de modo que assegure, quanto possível, o valor real da prestação.</p><p>Art. 478. Nos contratos de execução continuada ou diferida, se a prestação de uma das partes se</p><p>tornar excessivamente onerosa, com extrema vantagem para a outra, em virtude de</p><p>acontecimentos extraordinários e imprevisíveis, poderá o devedor pedir a resolução do contrato.</p><p>Os efeitos da sentença que a decretar retroagirão à data da citação.</p><p>Art. 479. A resolução poderá ser evitada, oferecendo-se o réu a modificar eqüitativamente as</p><p>condições do contrato.</p><p>Art. 480. Se no contrato as obrigações couberem a apenas uma das partes, poderá ela pleitear</p><p>que a sua prestação seja reduzida, ou alterado o modo de executá-la, a fim de evitar a</p><p>onerosidade excessiva.</p><p>TEORIA DA IMPREVISÃO</p><p>A Teoria da Imprevisão é a possibilidade de revisar os contratos judicialmente. Entretanto, para haver</p><p>a revisão de tal contrato, este necessita ser: comutativo; de execução diferida ou periódica.</p><p>Além de envolver algum desses fatores, o contrato também deve possuir a excessiva onerosidade para</p><p>uma parte e a vantagem exagerada para outra. E somando a isso, deve ocorrer algum fato imprevisível</p><p>ou extraordinário.</p><p>Para o Código Civil, fatos imprevisíveis e extraordinários são os decorrentes de caso fortuito e força</p><p>maior.</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 24</p><p>1.9 EXTINÇÃO DOS CONTRATOS</p><p>Os contratos, assim como os negócios jurídicos em geral têm também um ciclo vital, vez que nascem</p><p>do acordo de vontades, produzem os efeitos que lhes são próprios e extinguem-se. Menciona-se que, a</p><p>extinção contratual pode ser encontrada entre os arts. 472 á 480 do Código Civil.</p><p>DE ACORDO COMHUMBERTO THEODORO JÚNIOR:</p><p>Ao contrário dos direitos reais, que tendem à perpetuidade, os direitos obrigacionais</p><p>gerados pelo contrato caracterizam-se pela temporalidade. Não há contrato eterno. O</p><p>vínculo contratual é, por natureza, passageiro e deve desaparecer, naturalmente, tão logo</p><p>o devedor cumpra a prestação prometida ao credor. (p. 100)</p><p>FORMAS DE EXTINÇÃO DO CONTRATO</p><p>São 4 formas de extinção dos contratos:</p><p>Extinção normal;</p><p>Extinção por fatos anteriores a sua celebração;</p><p>Extinção por fatos posteriores a celebração;</p><p>Extinção por morte.</p><p>1.9.1 Extinção Normal do Contrato</p><p>Aqui, ocorre o cumprimento da obrigação com o pagamento do preço.</p><p>Também pode-se falar em extinção normal quando o prazo previsto para o negócio é esgotado (termo</p><p>final), desde que todas as obrigações tenham sido cumpridas.</p><p>A boa-fé objetiva, deve ser observada mesmo após o fim do contrato, sob pena de caracterizar</p><p>responsabilidade</p><p>civil pós-contratual.</p><p>1.9.2 Extinção por Fatos Anteriores a Celebração</p><p>Nesta modalidade ocorre problemas na formação do contrato, que esta relacionado á formação do</p><p>negócio e á autonomia privada.</p><p>Exemplo: Uma invalidade, que pode gerar uma nulidade ou anulabilidade.</p><p>Diante disso, existem 3 erros específicos que fazem com que o contrato chegue a este fim. São eles:</p><p>invalidade do contrato; cláusula de arrependimento expressa; e, cláusula resolutiva expressa.</p><p>Invalidade Contratual:</p><p>Se apresenta quando um contrato contiver uma nulidade absoluta (contrato nulo) ou relativa</p><p>(contrato anulável);</p><p>Cláusula de Arrependimento:</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 25</p><p>O direito de arrependimento pode nascer a partir de previsão do próprio contrato. Como ensina</p><p>o professor Flávio Tartuce, é a hipótese em que os contratantes estipulam que o negócio será</p><p>extinto mediante declaração unilateral de vontade, se qualquer deles se arrepender.</p><p>Uma vez inserida no contrato a cláusula de arrependimento, a parte terá um direito potestativo á</p><p>extinção.</p><p>Cláusula Resolutiva Expressa:</p><p>Consiste na cláusula contratual que prevê um evento futuro e incerto, ou seja, uma condição</p><p>que acarreta a extinção do contrato.</p><p>Assim, por força desta no contrato, de maneira unilateral, por meio da vontade de apenas uma</p><p>das partes, o contrato pode ser extinto, vez que há uma incerteza na firmação do negocio</p><p>jurídico.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 474. A cláusula resolutiva expressa opera de pleno direito; a tácita depende de interpelação</p><p>judicial.</p><p>1.9.3 Extinção do Contrato por Fatos Posteriores à Celebração</p><p>Nessa modalidade de extinção o negócio jurídico chegou a concretizar-se, esta válido, houve a</p><p>formação adequada, esta surtindo efeitos. Entretanto, por algum fato posterior ele vai acabar sendo</p><p>extinto. É também conhecido como resolução/rescisão contratual e essa modalidade independe de</p><p>culpa.</p><p>Em outras palavras, o contrato definitivo pode encerrar-se antes de sua conclusão normal, por fatos</p><p>que ocorreram durante o trâmite contratual, sendo colocado a prova também à validade do contrato.</p><p>Resolução Contratual</p><p>É a quebra do contrato em razão de Caso Fortuito e Força Maior. Trata-se do rompimento contratual</p><p>entre pessoas jurídicas.</p><p>A extinção do contrato é provocada por meio do descumprimento/inadimplemento das obrigações</p><p>tratadas no contrato, podendo ocorrer de 4 formas alternativas, são elas: Inexecução Voluntária;</p><p>Inexecução Involuntária; Onerosidade Excessiva; e, Clausula Resolutiva Tácita.</p><p>INEXECUÇÃO VOLUNTÁRIA</p><p>Ocorre pelo fato de uma das partes, tornar a obrigação impossível de ser cumprida, agindo assim com</p><p>dolo ou culpa no descumprimento das obrigações;</p><p>INEXECUÇÃO INVOLUNTÁRIA</p><p>Ocorre por meio da impossibilidade, por meio de um acontecimento imprevisível, podendo ser por</p><p>caso fortuito ou caso de força maior;</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 26</p><p>ONEROSIDADE EXCESSIVA</p><p>Ocorre um fato, que tornou as obrigações contratuais impossíveis de serem cumpridas, ocasionado</p><p>assim um extremo desequilíbrio ou desvantagem;</p><p>CLAUSULA RESOLUTIVA TÁCITA</p><p>Ocorre um evento futuro e incerto que gera o inadimplemento contratual, em decorrência de lei.</p><p>Resilição Contratual</p><p>É a vontade de uma das partes de rescindir o contrato por meio de denúncia feita ao outro contratante.</p><p>É cabível quando houver autorização legal expressa ou implícita e sempre com a prévia comunicação á</p><p>outra parte, é a chamada denúncia do contrato.</p><p>RESILIÇÃO BILATERAL</p><p>A resilição bilateral ou distrato é um acordo entre as partes contratantes, pelo qual elas extinguem o</p><p>contrato, ou seja, é a vontade dirigida expressamente à extinção da relação contratual;</p><p>RESILIÇÃO UNILATERAL</p><p>É quando a norma jurídica explícita ou implícita dá a um dos contratantes o direito potestativo, e assim,</p><p>por sua vontade, pode extinguir a relação contratual.</p><p>1.9.4 Extinção por Morte de Um Contratante</p><p>Essa não é uma regra absoluta, porém, através da morte de uma das partes, o contrato encerra-se e</p><p>extingue-se de pleno direito. Portanto, a obrigação só ocorrerá se for de carácter personalíssimo.</p><p>1.10 VÍCIOS REDIBITÓRIOS</p><p>Vícios Redibitórios são defeitos ocultos que desvalorizam o objeto ou o tornam impróprios para o uso.</p><p>Esses vícios, só se aplicam em contratos onerosos.</p><p>CONFORME O ENTENDIMENTO DEMARIA HELENA DINIZ:</p><p>Vícios redibitórios são defeitos ocultos existentes na coisa alienada, objeto de contrato</p><p>comutativo, não comuns às congêneres, que a tornam imprópria ao uso a que se destina</p><p>ou lhe diminuem sensivelmente o valor, de tal modo que o ato negocial não se realizaria</p><p>se esses defeitos fossem conhecidos, dando ao adquirente ação para redibir o contrato</p><p>ou para obter abatimento no preço. (2013, p. 128)</p><p>Código Civil</p><p>Licensed to Cammily Marques - cacapiraju@hotmail.com</p><p>Anotações:_________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>__________________________________________________________________________________</p><p>_______________________________________________________________________</p><p>_____________________________________________________________________</p><p>Fonte do Direito 27</p><p>Art. 441. A coisa recebida em virtude de contrato comutativo pode ser enjeitada por vícios ou</p><p>defeitos ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que é destinada, ou lhe diminuam o valor.</p><p>Parágrafo único. É aplicável a disposição deste artigo às doações onerosas.</p><p>NÃO SE PODE CONFUNDIR VÍCIO REDIBITÓRIO COM ERRO!</p><p>Vício Redibitório:</p><p>O problema atinge o objeto do contrato, ou seja, a coisa.</p><p>Erro:</p><p>O vício é no consentimento, atingindo a vontade, a pessoa se engana sozinha em relação a outrem ou</p><p>ao objeto do contrato.</p><p>CONSEQUÊNCIAS DO CONTRATO TAMBÉM SÃO DISTINTAS:</p><p>Vício:</p><p>Abatimento ou resolução do contrato.</p><p>Erro:</p><p>Anulabilidade do contrato.</p><p>1.10.1 Quanto as Consequências do Vício</p><p>PLEITEAR O ABATIMENTO DO PREÇO</p><p>Código Civil</p><p>Art. 442. Em vez de rejeitar a coisa, redibindo o contrato (art. 441), pode o adquirente reclamar</p><p>abatimento no preço.</p><p>Ou seja, deve requerer a resolução do contrato (devolvendo a coisa e recebendo o dinheiro que</p><p>desembolsou) e poderá pleitear ainda perdas e danos por meio da Ação Redibitória. Entretanto, deverá</p><p>comprovar a má-fé do alienante e que o mesmo tinha conhecimento do vício.</p><p>Código Civil</p><p>Art. 443. Se o alienante conhecia o vício ou defeito da coisa, restituirá o que recebeu com</p><p>perdas e danos; se o não conhecia,</p>