Logo Passei Direto
Buscar
4ª) Ao falarmos do descumprimento dos contratos de incorporação ou construção, é incorreto: a) o art. 48, parágrafo 1.º, da Lei de Incorporações, estipulou que, ultrapassado o prazo regular sem culpa do adquirente, poderá este pleitear judicialmente a resolução do contrato. No art. 475 do Código Civil, a regra é a mesma: "a parte lesada pelo inadimplemento pode pedir a resolução do contrato, se não preferir exigir-lhe o cumprimento, cabendo, em qualquer dos casos, indenização por perdas e danos." Isso significa que, seja por uma ou outra regra, será realizada a renovação automática do contrato, sem retorno das partes aos seus estados anteriores. b) para os casos de culpa exclusiva do incorporador ou construtor, a extinção do contrato, a pedido do adquirente, implica extinção total do vínculo contratual, mesmo em caso de financiamento. A aniquilação contratual extingue o compromisso de compra e venda, o contrato de compra e venda e os negócios correlatos, o contrato de financiamento imobiliário, operando-se, por um lado, o retorno do imóvel à titularidade do seu anterior proprietário/vendedor, e de outro, a devolução de todos os valores pagos, seja a entrada ou as prestações. Essa consequência é própria da espécie de extinção do contrato, no caso, a resolução. c) em caso de atraso, não se aplica a teoria do adimplemento substancial, que impossibilita o pleito resolutivo caso o descumprimento tenha sido ínfimo, irrelevante para o deslinde contratual, "porque a obrigação para com os adquirentes não pode ser fracionada, apenas podendo ser adimplida em sua integralidade com a entrega do imóvel, de modo que o fato da obra ter atrasado (em apenas um ano) gera danos ao adquirente e não implica no cumprimento adequado da obrigação" (Brasil, 2021). d) grande parte dos contratos firmados com incorporadores, construtores ou agentes financeiros, os casos de resolução contratual mencionam, por uma cláusula específica, a possibilidade de retenção de valores pagos, lançamento de descontos proporcionais ao tempo ou mesmo a devolução em parcelas periódicas de todos os valores pagos. A referida cláusula é nula, especialmente quando envolve a legislação consumerista, porque atenua a responsabilização de uma das partes sem contraprestação contratual específica, colocando-a em posição privilegiada, nos termos do art. 51, I e IV, do Código de Defesa do Consumidor.
User badge image
izaltino Oliveira

há 2 meses

Respostas

User badge image

Ed Verified user icon

há 2 meses

Vamos analisar as alternativas para identificar qual é incorreta: a) Afirma que, mesmo com a possibilidade de resolução do contrato por inadimplemento, ocorre renovação automática do contrato, sem retorno das partes ao estado anterior. Isso está incorreto, pois a resolução do contrato implica o retorno das partes ao estado anterior, com devolução de valores e extinção do vínculo. b) Explica que, em caso de culpa exclusiva do incorporador/construtor, a resolução extingue totalmente o contrato, incluindo financiamento, com devolução dos valores e retorno do imóvel ao vendedor. Isso está correto. c) Diz que em caso de atraso não se aplica a teoria do adimplemento substancial, pois a obrigação só é cumprida integralmente com a entrega do imóvel, e atraso gera danos. Isso está correto. d) Afirma que cláusulas que preveem retenção ou devolução parcelada de valores em contratos de incorporação são nulas quando atenuam a responsabilidade do fornecedor, conforme o CDC. Isso está correto. Portanto, a alternativa incorreta é a a).

Essa resposta te ajudou?

0
Dislike0

Ainda com dúvidas?

Envie uma pergunta e tenha sua dúvida de estudo respondida!

Mais conteúdos dessa disciplina