Prévia do material em texto
<p>Sumário</p><p> Introdução ao Centro Cirúrgico - .................................................................Página 3</p><p>· Definição e importância</p><p>· Atribuições dos profissionais do centro cirúrgico</p><p>· Estrutura do centro cirúrgico</p><p> Tempos Cirúrgicos - ........................................................................................Página 4</p><p>· Definição dos tempos cirúrgicos</p><p> Procedimentos Cirúrgicos - ............................................................................Página 5</p><p>· Diérese</p><p>· Conceito e técnicas</p><p> Procedimentos Cirúrgicos - .............................................................................Página 6</p><p>· Exérese</p><p>· Conceito e técnicas</p><p> Tipos de Cirurgias - .........................................................................................Página 7</p><p>· Cirurgias eletivas</p><p>· Cirurgias emergenciais</p><p> Segurança do Paciente - ...................................................................................Página 8</p><p>· Protocolos de segurança</p><p> CHECK LIST SEGURANÇA DO PACIENTE - .........................................Página 9</p><p>· RESUMO SEGURANÇA DO PACIENTE</p><p> Coberturas para Feridas - ..............................................................................Página 10</p><p>· Tipos de coberturas</p><p>· Indicações e uso adequado</p><p> TECIDOS INVIAVÉIS E VIAVEIS - ................................................Página 11 e 12</p><p>· Tecido de granulação / esfacelo / necrose / Epitelização</p><p>Introdução ao Centro Cirúrgico</p><p>O Centro Cirúrgico, também conhecido como bloco operatório, é um ambiente especializado dentro de um hospital ou clínica onde são realizadas cirurgias e outros procedimentos invasivos. Trata-se de um espaço complexo e tecnicamente equipado, projetado para garantir a eficácia e segurança de procedimentos cirúrgicos, bem como para prevenir a ocorrência de infecções.</p><p>DEFINIÇÃO DOS TEMPOS CIRURGICOS</p><p>O QUE SÃO TEMPOS CIRURGICOS?</p><p>Os tempos cirúrgicos, de modo geral, são classificações empregadas nas intervenções cirúrgicas de acordo ao momento e as ações desempenhadas pelo cirurgião.</p><p>EM QUANTOS TEMPOS SÃO DIVIDIDOS OS PROCEDIMENTOS?</p><p>São divididos em quatro fases ou tempos básicos, de acordo com a etapa do procedimento a ser realizada pelo cirurgião.</p><p>EM QUAIS TEMPOS SÃO DIVIDIDOS AS CIRURGIAS?</p><p>DIÉRESE: A diérese significa dividir, cortar ou separar. Separação dos planos anatômicos ou tecidos para possibilitar a abordagem de um órgão ou região (cavitaria ou superfície), é o rompimento da continuidade dos tecidos. Classificada em: Incruenta (com laser, criobisturi, bisturi eletro-cirúrgico) e Cruenta (Arranamento, Curetagem Debridamento, Divulsão ou deslocamento)</p><p>HEMOSTASIA: “Hemo” significa sangue; “stasis” significa deter, logo a hemostasia é o processo pelo qual se utiliza um conjunto de manobras manuais ou instrumentais para deter ou prevenir uma hemorragia ou impedir a circulação de sangue em determinado local em um período de tempo. Sendo feito por meio de pinçamento de vasos, ligadura de vasos, eletrocoagulação e compressão.</p><p>As hemorragias podem ser de origem arterial, venosa, capilar ou mista. Podem trazer ameaça à vida do paciente ou a sua pronta recuperação; retardam a cicatrização; favorecem a infecção e podem dificultar a visualização das estruturas durante a cirurgia.</p><p>EXÉRESE – Tempo cirúrgico em que é realizada a remoção de uma parte ou totalidade de um órgão ou tecido, visando o diagnóstico, o controle ou a resolução da intercorrência.</p><p>SÍNTESE CIRÚRGICA: Refere-se ao momento da junção/união das bordas de uma lesão, com a finalidade de estabelecer a contiguidade do processo de cicatrização, é a união dos tecidos. O resultado da síntese será mais fisiológico quanto mais anatômica for a diérese (separação)</p><p>DIÉRESE</p><p>Tempo cirúrgico constituído por manobras (instrumentais ou não) que visam criar descontinuidade dos tecidos. Tais manobras incluem:</p><p>Incisão (bisturi, eletrocautério [bisturi elétrico], laser);</p><p>Punção (agulha, trocarte);</p><p>Secção (tesoura, bisturi, serra);</p><p>Divulsão (tesoura, pinça hemostática, porta-agulhas, dedos);</p><p>Dilatação (vela de Hegar, dedos, sonda).</p><p>As incisões devem, sempre que possível, seguir as linhas de força da pele, pois as cicatrizes ficam mais estéticas. Elas tendem a seguir a direção das rugas, mas, antes de uma cirurgia, deve-se revisar as linhas de força da região</p><p>Exérese</p><p>A exérese serve para remover de forma cirúrgica lesões benignas ou malignas de qualquer parte do corpo, além de corpos estranhos.</p><p>Esse tipo de cirurgia pode ser feita com a remoção total ou parcial do órgão ou tecido afetado, e tem como objetivo o tratamento inicial ou curativo dessas lesões.</p><p>Quando é indicada</p><p>A exérese é indicada para remoção parcial ou total de lesões como:</p><p>• Pterígio, calázio ou xantelasma;</p><p>• Câncer de pele, fígado, pulmão ou ovários;</p><p>• Cistos sebáceo ou lipoma;</p><p>• Curetagem;</p><p>• Molusco contagioso;</p><p>• Tumor de mucosas ou nas pálpebras;</p><p>• Nervos.</p><p>Além disso, a exérese pode ser feita na odontologia para remoção de fragmentos ósseos ou exodontia, por exemplo.</p><p>TIPOS DE CIRURGIAS</p><p>•Eletiva– necessária para o bem estar do paciente, pode ser programada para uma data oportuna. Ex: Mamoplastia, Gastrectomia.</p><p>•Emergência– deve ser realizada o mais rápido possível, exige atuação imediata por tratar-se de uma situação crítica, “salvar a vida”. Ex: ferimento por arma de fogo.</p><p>Urgência– exige atuação mediata podendo aguardar algumas horas (24 a 48 horas). Ex: Apendicectomia.</p><p>• Opcional – de acordo com a vontade do paciente, não existindo necessidade fisiológica para ser realizada. Ex.: Cirurgia plástica com fim estético.</p><p>SEGURANÇA DO PACIENTE</p><p>. Quando falamos em segurança do paciente estamos nos referindo à adoção de práticas seguras para prestar a assistência ao paciente. O intuito é evitar falhas no processo de atendimento que poderão causar danos ao paciente e prejudicar ainda mais sua condição de saúde e de vida atual.</p><p>Com esta finalidade foram estipuladas seis metas internacionais que englobam:</p><p>· Identificação correta do paciente;</p><p>· Melhoria da comunicação entre profissionais de saúde;</p><p>· Melhoria na prescrição, uso e administração de medicamentos;</p><p>· Assegurar cirurgia em local de intervenção, procedimentos e pacientes correto;</p><p>· Higienização das mãos;</p><p>· Redução e avaliação de risco de quedas e úlceras por pressão.</p><p>A cirurgia é um dos pontos apresentados nestas metas de promoção da segurança do paciente. Afinal, ninguém quer ter o procedimento realizado em um local errado ou a cirurgia sendo realizada no paciente errado, correto? Diante disso, surgiram programas voltados para “Cirurgia Segura” propostos pela ANVISA e pela OMS, que buscam diminuir o número de óbitos e procedimentos errados nas cirurgias pelo Brasil e pelo mundo.</p><p>10 pontos importantes para cirurgia segura</p><p>A OMS traz dez pontos importantes para atentar quando falamos de cirurgia segura:</p><p>1) Certificar-se de que o paciente está certo e sítio cirúrgico correto;</p><p>2) Proteger o paciente da dor, minimizando os riscos da anestesia;</p><p>3) Ter capacidade para reconhecer dificuldades respiratórias e um plano de ação pronto;</p><p>4) Preparar-se para identificar e agir em caso de grande perda sanguínea</p><p>5) Evitar induzir reações alérgicas ou à medicação que tragam riscos ao paciente</p><p>6) Usar métodos para minimizar o risco de infecções de sítio cirúrgico;</p><p>7) Evitar a retenção de compressas ou instrumentos em feridas cirúrgicas;</p><p>8) Identificar de maneira precisa todos os espécimes cirúrgicos;</p><p>9) Comunicar e trocar informações críticas sobre o paciente</p><p>10) Cabe a hospitais e sistemas públicos de saúde estabelecer vigilância de rotina de resultados, volumes e capacidade cirúrgica.</p><p>COBERTURAS EM FERIDAS</p><p>Curativo com Sulfadiazina de Prata</p><p>Composição: Sulfadiazina de prata</p><p>Mecanismo de ação: o íon prato causa a precipitação de proteínas e age diretamente na membrana citoplasmática da célula bacteriana, exercendo ação bactericida imediata, e ação bacteriostática residual, pela liberação de pequenas quantidades de prata iônica.</p><p>Indicação: feridas</p><p>causadas por queimaduras ou que necessitem ação antibacteriana.</p><p>Curativo com Pomada Enzimática � Colagenase</p><p>Mecanismo de ação: age degradando o colágeno nativo da ferida.</p><p>Indicação: feridas com tecido desvitalizado.</p><p>Curativo com Ácidos Graxos Essenciais (AGE)</p><p>Mecanismo de ação: promove a quimiotaxia e a angiogênese, mantém o meio úmido e acelera o processo de granulação tecidual. A aplicação em pele íntegra tem grande absorção, forma uma película protetora na pele, previne escoriações devido à alta capacidade de hidratação e proporciona nutrição celular local.</p><p>Indicação: prevenção de úlceras de pressão, feridas abertas superficiais com ou sem infecção.</p><p>Curativo com hidrocoloides</p><p>Composição: camada externa de espuma de poliuretano e outra interna composta de gelatina, pectina e carboximetilcelulose sódica.</p><p>Mecanismo de ação: estimula a angiogênese e o desbridamento autolítico. Acelera o processo de granulação tecidual.</p><p>Indicação: feridas abertas não infectadas, com leve a moderada exsudação. Prevenção ou tratamento de úlceras de pressão não infectadas.</p><p>Curativo com Hidrogel</p><p>Mecanismo de ação: amolece e remove tecido desvitalizado através de desbridamento autolítico. A água mantém o meio úmido, o CMC facilita a reidratação celular e o desbridamento. O PPG estimula a liberação de exsudato.</p><p>Indicação: feridas superficiais moderada ou baixa exsudação. Remover as crostas, fibrinas, tecidos desvitalizados ou necrosados.</p><p>Curativo com Alginato de Cálcio</p><p>Composição: fibras de puro alginato de cálcio derivado de algas marinhas.</p><p>Mecanismo de ação: o sódio presente no exsudato e no sangue interage com o cálcio presente no curativo de alginato. A troca iônica auxilia no desbridamento autolítico, tem alta capacidade de absorção, resulta na formação de um gel que mantém o meio úmido para a cicatrização e induz a hemostasia.</p><p>TECIDOS VIAVÉIS E INVIAVÉIS NO LEITO DA FERIDA</p><p>O tecido viável é formado no processo de cicatrização, reconstituindo a área lesionada. É classificado em granulação, Epitelização</p><p>Granulação e Epitelização</p><p>A granulação é caracterizada por um tecido úmido granulado vermelho ou rosa, composto de novos vasos sanguíneos, tecido conjuntivo, fibroblastos e células inflamatórios. Ele cobre uma ferida aberta quando ela começa a cicatrizar. Ele apresenta aumento de permeabilidade nas novas junções capilares com grande saída de hemácias (elementos sanguíneos), água, eletrólitos e proteínas, que contribuem para uma cicatrização saudável da pele. Sua função é formar a cicatriz no reparo da ferida.</p><p>Epitelização</p><p>As primeiras 24 a 36 horas depois da lesão são dedicadas a estimulação da proliferação de células do epitélio, criando uma barreira protetora. Os queratinócitos presentes na pele sintetizam diversas citocinas que estimulam a cicatrização das feridas cutâneas.</p><p>A partir das bordas, as células epiteliais migram sobre a área com sangue da ferida e dos folículos pilosos (pelos) próximos, o que induz a contratação e a regeneração da pele do local, reduzindo sua superfície. Por este motivo, quando nos machucamos e a lesão é grande, percebemos que ela diminui de tamanho conforme o processo de cicatrização avança.</p><p>NECROSE E ESFACÉLO</p><p>Escara (tecido inviável): necrose preta ou marrom. Tecido desvitalizado que pode estar solto, aderido, duro, macio ou com flutuação. Esfacelo (tecido inviável): é um tecido suave, úmido e não vascularizado.</p><p>O esfacelo, é a derivação da necrose, sendo a necrose liquefeita. O tecido de granulação, tem uma cor avermelhado, indicando uma boa evolução da ferida. E o tecido de Epitelização tecido de cor rosada, indicativo de encerramento da ferida.</p><p>O esfacelo é o tecido reconhecido como inviável. Ele é um tecido não vascularizado, de modo que se apresenta numa cor amarelada e com uma consistência macia. Em sua composição são encontrados microrganismos, leucócitos, elastina, fibrina e colágeno.</p><p>A necrose é uma situação onde as células dos tecidos do corpo morrem, podendo surgir devido à falta de oxigênio ou baixa circulação de sangue, como o que acontece nos casos de derrame, infecções, choque elétrico ou feridas, por exemplo.</p><p>p. 2</p><p>image3.jpeg</p><p>image4.png</p><p>image5.png</p><p>image6.png</p><p>image7.png</p><p>image8.png</p><p>image9.png</p><p>image10.png</p><p>image11.png</p><p>image12.png</p><p>image13.png</p><p>image14.png</p><p>image15.png</p><p>image16.png</p><p>image1.png</p><p>image2.png</p>