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Livro - Métodos para análise de Alimentos 2021

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<p>M</p><p>Metodos pam</p><p>ATalTse deAlimetos</p><p>INCT CIENCIAANMAL</p><p>2a Edição</p><p>Métodos para Análise de</p><p>Alimentos</p><p>2 edição</p><p>INSTITUTO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE3</p><p>CIENCIA ANIMAL</p><p>Organizadores</p><p>Edenio Detmann</p><p>Luiz Fernando Costa e Silva</p><p>Gabriel Cipriano Rocha</p><p>Malber Nathan Nobre Palma</p><p>João Paulo Pacheco Rodrigues</p><p>2021</p><p>INCT Ciência Aninmal</p><p>Exemplares deste livro podem ser adquiridos na:</p><p>Livraria UFV on-line</p><p>www.editora.ufv.br</p><p>Televendas: (31) 3612-2064/2067</p><p>Diagramação e Montagem:</p><p>Edson Agostinho Pereira: 31 3612-4623</p><p>Ficha catalográfica preparada pela Seç�ão de Catalogação e</p><p>Classificação da Biblioteca Central da UFV</p><p>Métodos para análise de alimentos/Organizadores Edenio</p><p>Detmann... [ et al.]. - 2. ed.- Visconde do Rio Branco,</p><p>MG: Suprema, 2021.</p><p>350 p.:il.;21cm.</p><p>M593</p><p>2021</p><p>ISBN 978-65-995122-2-3</p><p>Inclui bibliografia.</p><p>1. Nutrição animal. 2. Animais- Alimentos. 3. Alimentos-</p><p>Qualidade. I. Detmann, Edenio, 1974-. II. Silva, Luiz</p><p>Fernando Costa e, 1985-. 1I. Rocha, Gabriel Cipriano, 1983-.</p><p>V. Palma, Malber Nathan Nobre, 1990-. V. Rodrigues, João</p><p>Paulo Pacheco, 1988-. VI. Universidade Federal de Viçosa.</p><p>Departamento de Zootecnia. VII. Instituto Nacional de</p><p>Ciencia e Tecnologia de Ciência Animal (Brasil).</p><p>CDD 22. ed. 636.08552</p><p>Bibliotecária responsável: Renata de Fátima Alves CRB6/2578</p><p>E permitida a reprodugäo parcial desde que citada a fonte.</p><p>2</p><p>Métodos para Análise de Alimentos-2" Edição</p><p>Métodos para Análise de</p><p>Alimentos</p><p>2 ediçãoo</p><p>Organizadores</p><p>Edenio Detmann Luiz Fernando Costa e Silva</p><p>Zootecnista, M.Sc., D.Sc.</p><p>Research Manager</p><p>Zootecnista, M.Sc., D.Sc</p><p>Professor Titular, DZO-UFV</p><p>Pesquisador 1A do CNPq</p><p>Pesquisador do INCT-Ciência Animal</p><p>Alltech</p><p>Gabriel Cipriano Rocha</p><p>Zootecnista, M.Sc., D.Sc</p><p>Professor Adjunto, DZ0-UFV</p><p>Pesquisador do INCT-Ciência Animal</p><p>Malber Nathan Nobre Palma</p><p>Zootecnista, M.Sc., D.Sc</p><p>Bolsista PNPDICAPES</p><p>DZO-UFV</p><p>João Paulo Pacheco Rodrigues</p><p>Zootecnista, M.Sc, D.Sc</p><p>Professor Adjunto, UNIFESSPA</p><p>Pesquisador do INCT-Ciência Animal</p><p>2021</p><p>3</p><p>INCT Cência Animal</p><p>"But man does not limit himself to seeing; he thinks and insists on learning the</p><p>meaning of the phenomena whose existence has been revealed to him by</p><p>observarion. So. he reasons, compares facts, puts questions on them, and by the</p><p>answers which he extracts, test one by another. This sort of control, by means of</p><p>reasoning and facts, is what constitutes experiment, properly speaking; and it is</p><p>the nature of things outside us.</p><p>In the philosophic sense, observation shows, and experimemt teaches."</p><p>Claude Bernard</p><p>(1813-1878)</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Prefácio</p><p>(Primeira Edição)</p><p>Após um "longo e tenebroso inverno", Conseguimos</p><p>disponibilizar a primeira edição dos Métodos para Análise de Alimentos</p><p>do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Ciência Animal (INCT</p><p>CA).</p><p>Durante o estabelecimento do INCT-CA definiu-se como uma</p><p>de suas metas prioritárias a criação de uma Rede Nacional de Pesquisa</p><p>em Avaliação e Análise de Alimentos. O intuito primário deste ato</p><p>calcou sobre a real necessidade de se conhecer como as diferentes</p><p>instituições avaliavam os alimentos e como se podería, da melhor forma</p><p>possível, contrastar ou cotejar com exatidão e precisão os resultados de</p><p>experimentos obtidos em diferentes instituições.</p><p>Em um primeiro momento de avaliações descobrim0s que</p><p>estávamos falando línguas bem diferentes e que necessitávamos</p><p>estabelecer um idioma comum para que nossa comunicação se tornasse</p><p>mais próxima do universal. Assim nasceu a idéia deste manual.</p><p>Durante o período em que o mesmo foi elaborado, muitas</p><p>avaliações conjuntas foram novamente realizadas, nas quais pudemos</p><p>perceber que nos aproximamos mais de um "idioma analítico" comum.</p><p>Contudo, muito ainda precisa ser percorrido.</p><p>Parte dos parâmetros analíticos de alimentos presentes neste</p><p>manual não pôde ser adequadamente avaliada em ensaios de variação</p><p>5</p><p>INCT Ciêncio Animal</p><p>interlaboratorial. Isto constitui uma meta da Rede de Avaliação de</p><p>Alimentos. Assim, algumas decisões que resultaram no estabelecimento</p><p>de padrões de procedimentos foram estabelecidas com base em</p><p>experimentos conduzidos em uma única instituição ou, em pequenos</p><p>pontos, na experiência pessoal de membros do INCT-CA. Contudo, em</p><p>um futuro próximo, desejamos que isto não seja mais do que história, pois</p><p>almejamos a avaliação científica/empírica de tudo o quanto aqui se expõe,</p><p>além da expansão do domínio de métodos abordados e divulgados.</p><p>Desta forma, estabelece-se claramente que esta primeira versão</p><p>constitui somente um chamamento aos usuários da análise de alimentos.</p><p>Apliquem os métodos aqui estabelecidos. Identifiquem seus equívocos e</p><p>suas deficiências. Comuniquem ao INCT-CA. Identifiquem os métodos</p><p>que não foram, mas que deveriam ter sido abordados. Juntos, poderemos</p><p>trabalhar para que este manual possa se tornar uma referência de comum</p><p>acordo com todos aqueles que necessitem ter a análise de alimentos como</p><p>ferramenta básica para o desenvolvimento de suas atividades de ensino,</p><p>pesquisae extensão.</p><p>Os Organizadores</p><p>6</p><p>N</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Prefácio</p><p>(Segunda Edição)</p><p>Após quase dez anos, não sem muito trabalho, conseguimos</p><p>disponibilizar a segunda edição do "Métodos para Análise de Alimentos"</p><p>do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Ciência Animal (INCT</p><p>CA).</p><p>Durante esse tempo,1 percebemos os erros cometidos na primeira</p><p>edição e tentamos, na medida do possível, corrigi-los e aperfeiçoar as</p><p>informações que disponibilizamos anteriormente.</p><p>Podemos assumir, sem grande culpa, que esse aperfeiçoamento</p><p>não foi fácil. Muitos assumem que o trabalho na área de análise de</p><p>alimentos é muitos simples, pois restringe-se ao laboratório. Ledo</p><p>engano. Muito foi feito, destacando-se o esforço de muitos estudantes de</p><p>graduação e pós-graduação e bolsistas de pós-doutoramento.</p><p>Certamente, a perfeição não atingimos. Contudo, coletivamente,</p><p>alcançamos algo maior do que o que foi atingido na primeira edição.</p><p>Melhorias sempre. A perfeição, infelizmente, nunca será alcançada.</p><p>Contudo, esperamos que a nova edição do Métodos para Análise de</p><p>Alimentos do INCT-CA venha minimizar as dificuldades que possam</p><p>existir nos laboratórios de análise de alimentos para animais das</p><p>instituições brasileiras.</p><p>Muitos dos métodos com os quais trabalhamos constituem</p><p>métodos empíricos, os quais definem os resultados per si. Nesses casos,</p><p>7</p><p>N</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>INCT Ciencia Animal</p><p>seguir uma linguagem comum é fundamental para que possamos Agradecimentos conversar entre nós e projetar algo maior que a simples soma das partes.</p><p>Esperamos que a revisão e ampliação da primeira ediç�o possa Ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Ciência abranger algo maior do que fizemos há nove anos. No entanto, as críticas Animal (NCT-CA), pelo suporte financeiro e físico dado para a esugestões continuam bem vindas para que, em uma terceira edição, elaboração dos estudos, das reuniões de trabalho e para a execução de possamos nos aproximar ainda mais do objetivo de uma linguagem ações que culminaram com a feitura deste manual.comum.</p><p>Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e</p><p>Tecnológico (CNPg), pelo constante apoio financeiro na forma de bolsasCordialmente,</p><p>de pesquisa e de financiamento direto para a realização de ações</p><p>pertinentes às informações geradas para feitura deste manual.</p><p>Edenio Detmann</p><p>A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais Coordenador da Rede de Avaliação de Alimentos</p><p>(FAPEMIG), pelo apoio financeiro na forma de bolsas e de INCT-CA</p><p>financiamento direto para conduç�ão de ensaios laboratoriais.</p><p>A CAPES, por prover bolsas de estudo para estudantes de pós-</p><p>graduação, bolsas de pós-doutoramento (PNPD) e recursos financeiros,</p><p>sem os quais muito do que aqui é apresentado não poderia ter sido</p><p>realizado.</p><p>Ao Departamento</p><p>Método da queima em mufla</p><p>(Método M-001/2)</p><p>O método anterior (M-001/1) foi modificado no tocante a dois</p><p>aspectos. Primeiro, devido à possibilidade de volatização de minerais Aparatos</p><p>(e.g.. Na. K. Mn. Zn) e. consequentemente, subestimação da MM</p><p>- Balança analítica com precisão de 0,0001g(Rowan et al. 1982: Thiex et al., 2012), procedeu-se à reduç�ão da</p><p>- Dessecador</p><p>temperatura de ignição e ajustamento do tempo total de queima.</p><p>- Cadinhos de porcelana (abertura mínima sugerida de 18-20 cms) Adicionalmente. a busca por maior eficiência no processo de</p><p>Estufa sem circulação forçada de ar</p><p>quantificação demandou a padronização qualitativa do resíduo obtido.</p><p>- Forno mufla com temperatura controlada</p><p>Assim. o resíduo considerado adequado após ignição deve se</p><p>apresentar claro, sem indicações claras de retenção de carbono</p><p>Procedimentos</p><p>residual (Thiex et al., 2012). Nesse sentido, caso o material apresente</p><p>se com colaração cinza escuro ou enegrecido após o primeiro período 1. Use balança analítica aferida pelo INMETRO, com precisão de</p><p>de queima, introduziu-se etapa adicional que envolve a aeração do 0,0001 g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente</p><p>ambiente (i.e., entrada de oxigênio) interno da mufla, seguida de um climatizado (20-25°C ou de acordo com as especificações do</p><p>segundo período de queima, o qual espera-se auxiliar na eliminação fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos para sua</p><p>dos resíduos de matéria orgânica. Este procedimento constitui uma estabilização.</p><p>adaptação das sugestões apresentadas por Thiex et al. (2012).</p><p>2. Lave os cadinhos de porcelana e os deixe secar em estufa a 105°C</p><p>por 16 horas ("uma noite"). Caso os cadinhos de porcelana sejam</p><p>novos ou não sejam utilizados exclusivamente para avaliação de</p><p>MM é recomendável que os nmesmos passem por procedimento de</p><p>incineração previamente ao seu uso (ver passos 6a 8).</p><p>66 67</p><p>INCT Ciicia Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2* Edigão</p><p>3. Coloque-os em dessecador devidamente preparado (máximo de 20 que se garanta resíduo mensurável de acordo com a sensibilidade</p><p>unidades por procedimento). a fim de esfriá-los. A principal função analítica.</p><p>de um dessecador é permitir o resfriamento das amostras após o</p><p>6. Acondicione os cadinhos contendo as amostras na mufla. Após ligar periodo de secagem sem absorver umidade, via uso de um</p><p>o equipamento, aguarde que o mesmo alcance a temperatura de dessecante. como a sílica gel. De forma particular, a sílica-gel é</p><p>550°C. E desejável uma rampa de aquecimento de I hora para que sugerida devido ao seu baixo custo, à facilidade de manejo e à</p><p>a temperatura de ignição seja alcançada. possibilidade de reciclagem e reuso. Assim, o dessecador deve estar</p><p>sempre limpo, seco e possuir sílica gel na tonalidade azul escuro 7. Proceda à queima por 3 horas a 550°C. Após este termpo, desligue a</p><p>em seu interior. A área de contato entre o corpo do dessecador e sua mufla e deixe que a mesma resfrie fechada. A temperatura de retirada</p><p>tampa deve ser levemente lubrificada com graxa de silicone de deve estar entre 150 e 200°C.</p><p>forma a pernmitir um deslizamento adequado e melhorar a vedação</p><p>durante o período de resfriamento. 8. Caso os resíduos após ignição estejam claros, coloque os cadinhos de</p><p>porcelana no dessecador, deixe estabilizar com a temperatura</p><p>4. Após estabilização com a temperatura ambiente (normalmente em ambiente. Siga as instruções gerais de uso do desseacador descritas no</p><p>tormo de 30 minutos), pese os cadinhos, removendo-0S um de cada passo 3. Pese e registre os pesos.</p><p>vez do dessecador, mantendo-o fechado entre as remoções dos</p><p>9. Em caso de resíduos cinza escuro ou enegrecidos, mantenha a porta da</p><p>recipientes.</p><p>mufla aberta por alguns minutos para garantir um suprimento de ar</p><p>5. Adicione nos cadinhos aproximadamente 2 gramas de amostra seca freseo e repita o procedimento de queima por 3 horas. Deixe resfriar</p><p>ao ar (preferencialmente moída em peneira de porosidade I mm). mova-os para o dessecador e pese como descrito nos passos 7 e 8.</p><p>A massa de amostra pode variar em função da sensibilidade</p><p>analítica. Materiais com alto teor de minerais podem ser avaliados</p><p>com menor massa de amostra, ao passo que materiais com baixo</p><p>teor de minerais deverão ser avaliados com maiores alíquotas para</p><p>69</p><p>A</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição INCT Ciência Animal</p><p>Cálculo da concentração de matéria mineral</p><p>MM 0,1100</p><p>oMIMASA=ACAX100=02X100=5,25%</p><p>Para o cálculo da concentração de matéria mineral, siga as</p><p>cquações /%MM ASA100 95,36 5,25</p><p>x100=5,48% %MMMs %ASE</p><p>MM=(CAD+MM)-CAAD</p><p>AlíquotaMM</p><p>96MMASAASA100 Item 2</p><p>CAD() 36,6347 37,5441 37,7170</p><p>96MMMs= %MMASAx100 CAD ASA (g) %MMMs %%ASE 38,7285 39,9254 39,7216</p><p>ASA (9) 2,0938 2,3813 2,0046</p><p>CAD+MM (g) 36,7447 37,6701 37,8223 em que: MM = massa de matéria mineral (g); CAD = peso do cadinho</p><p>MM (g) 0,1100 0,1260 0,1053</p><p>(g); oMMASA = percentual de matéria mineral com base na amostra</p><p>%MMASA 5,25 5,29 5,25</p><p>seca ao ar; ASA = massa de amostra seca ao ar (g); 6MMus =</p><p>oASE 95,86</p><p>percentual de matéria mineral com base na matéria seca; %ASE =</p><p>ToMMMs 5,48 5,52 5,48</p><p>percentual de ""amostra seca em estufa".</p><p>TOMMMs (média) 5,49</p><p>Exemplo de cálculo</p><p>Considerando a aliquota 1 da tabela a seguir, tem-se o cálculo</p><p>da estimativa da matéria mineral:</p><p>ASA=(CAD +ASA)-CAD=38,7285-36,63472,0938 g</p><p>MM=(CAD+MM)-CAD=36,7447-36,6347=0,1100 g</p><p>70</p><p>71</p><p>Mélodos para Análise de Alimentos 2" Edição</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Literatura Citada</p><p>Cálculo da concentração de matéria orgânica</p><p>CECCHI, H.M. Fundamentos teóricos e práticos em análise de alimentos. 2 ed. Campinas: Editora da Unicamp. 2003. 207p.</p><p>Por definição, o teor de matéria orgânica (MO) de um</p><p>HARBERS, L.H. Ash analysis. In: NIELSEN S.S. (Ed.). Food analysis. 2 ed. West Lafayette: Aspen Publishers. 1998. p.141-150.</p><p>alimento corresponde ao complemento da porção inorgânica deste, a</p><p>qual é representada pela MM; logo:</p><p>ROWAN, C.A.; ZAJICEK. O.T.: CALABRESE. E.J. Dry ashing vegetables for the determination of sodium and potassium by atomic absorption</p><p>spectrometry. Analytical Chemistry. v.52. p. 149-151. 1982.</p><p>%MOMS=100-6MMMs</p><p>SILVA, D.J.: QUEIROZ. A.C. Análise de alimentos. Métodos quimicos e</p><p>biológicos. 3 ed. Viçosa: Editora UFV, 2002. 235p.</p><p>em que: TMOMs = percentual de matéria orgâânica com base na</p><p>THIEX, N.; NOVOTNY. L.: CRAWFORD. A. Determination of ash in</p><p>animal feed: AOAC official method 942.05 revisited. Journal of AOAC</p><p>matéria seca; %MMns = percentual de matéria mineral com base na</p><p>matéria seca.</p><p>International, v.95. p. 1392-1397, 2012. Para o caso do valor médio obtido previamente, tem-se:</p><p>Literatura Adicional</p><p>%MOMS 100-%MMMS=100-5,49-94,51%</p><p>SOUZA, M.A.; DETMANN. E.: BATISTA. E.D: FRANCO. M.O.</p><p>VALADARES FILHO. s.C.: PINA. D.S.: ROCHA. G.C. Estudo</p><p>colaborativo para avaliação dos teores de matéria mineral em alimentos.</p><p>Revista Brasileira de Saúde e Produção Animal, v.18. p.62-75, 2017.</p><p>73 12</p><p>Mélodos para Análise de Alimentos 2" Edição NUT Cncia Animal</p><p>Capítulo 4</p><p>Nitrogênio (proteína bruta)</p><p>Definiçoes básicas</p><p>A nutrição proteica de animais de produção deve ser baseada</p><p>no provimento de aminoácidos (i.e.. proteína) em quantidades</p><p>suficientes e em proporções adequadas no intestino delgado de forma</p><p>a suprir a demanda destes compostos para síntese e para renovação de</p><p>tecidos n0 organismo animal. Assim, a aplicação dos conceitos de</p><p>nutrição proteica envolve simultaneamente a definição de parâmetros</p><p>químicos (i.e., concentração e composição da proteína dos alimentos)</p><p>e biológicos (i.e., eficiência dos eventos de absorção e utilização</p><p>metabólica). Considerando-se as características químicas da nutrição</p><p>proteica, define-se por questões lógicas que as avaliações dos</p><p>alimentos devem ser centradas sobre a quantificação das</p><p>concentrações e proporções dos aminoácidos, principalmente</p><p>daqueles considerados essenciais aos animais (Detmann et al., 2014).</p><p>Os métodos analiticos</p><p>para avaliação de aminoácidos em</p><p>alimentos são relativamente recentes, tendo sido consolidados nas</p><p>últimas décadas do século XX. No entanto, apesar da evolução</p><p>apresentada pela química instrumental, tais métodos possuem ainda</p><p>75</p><p>NCT Ciencia Animal Mélodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>difusão limitada devido à complexidade e ao alto custo. Assim, A PB permanece atualmente como forma modal de avaliação</p><p>considerando-se tais limitações, faz-se necessária a utilização de proteica aplicada às diferentes espécies animais. Isso se dá</p><p>métodos alternativos, os quais. mesmo não produzindo informações principalmente em virtude de sua simplicidade conceitual e da</p><p>perfeitamente refinadas frente àquelas demandadas para a aplicação praticidade e rapidez na obtenção de estimativas em laboratório</p><p>dos principios de nutrição proteica. podem produzir resultados com (Detmann et al., 2014). No entanto, o conceito PB possui limitações</p><p>maior rapidez e menor custo para tomar possível a inserção de um que devem ser compreendidas para o estabelecimento de limites para</p><p>alimento em um sistema de produção. sua aplicaç�o em sistemas de alimentação animal. Em primeirolugar</p><p>Uma das principais características químicas que distingue os embora a correlação original (quanto mais proteína mais N) seja</p><p>compostos proteicos de carboidratos e lipídeos é a presença de um quimicamente perfeita, sua forma inversa (quanto mais N mais</p><p>grupamento amino ligado ao carbono oa dos aminoácidos. Em outras proteína) não sustenta a perfeição na associação. A presença de N</p><p>palavras, define-se a presença obrigatória do elemento nitrogênio (N) constitui propriedade química comum a diversos compostos orgânicos</p><p>nas cadeias peptídicas. Dessa forma, pode se afirmar que há uma e inorgânicos. Desta forma, embora todas as proteínas possuam N em</p><p>correlaç�o forte e positiva entre a concentração proteica e a sua composição, nem todo N presente na amostra se origina de</p><p>concentração de N em alimentos. Com base na forma reversa desta compostos proteicos.</p><p>correlação foram estabelecidos os princípios da avaliaç�o proteica de A avaliação da concentração de N é modalmente realizada</p><p>alimentos no século XIX, nos quais a concentração de N poderia ser pelo método de Kjeldahl, o qual é amplamente utilizado devido à sua</p><p>utilizada como preditor da concentração proteica. Assim, procede-se simplicidade e baixo custo. Este método foi desenvolvido por Johann</p><p>à quantificação da concentração de N, a qual permite expressar a Kjeldahl, na Dinamarca em 1883, quando estudava proteína em grãos</p><p>concentraç�ão de proteína na forma de equivalentes proteicos, os quais (Pomeranz & Meloan, 1978). O método original sofreu diversos</p><p>são comumente conhecidos como proteína bruta (PB). O conceito de aperfeiçoamentos, possuindo atualmente diversas variações de</p><p>PB foi incorporado àos pressupostos de composição de alimentos procedimentos (Windham, 1998; Silva & Queiroz, 2002; Faithfull,</p><p>previamente estabelecidos pelo sistema de avaliaão proximal de 2003; Chang, 1998; Buftler, 2017). Contudo, de forma geral, este se</p><p>Weende.</p><p>76 11</p><p>CTCineid Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>baseia cm tres etapas analiticas distintas: digestão, destilaçãooe Atualizações</p><p>titulação.</p><p>As atualizações estabelecidas para a avaliação do N total A digestão baseia-se no aquecimento da amostra com ácido</p><p>envolveram basicamente a otimização no uso de reagentes, o que sulfürico até que os compostos orgânicos sejam oxidados. 0</p><p>permite redução de custos e de resíduos produzidos. Especificamente nitrogênio da proteina (orgânico) é retido na forma de sulfato de</p><p>os trabalhos conduzidos por Rodrigues et al. (2018) e Costa et al. amônia (inorgânico). que constitui substância estável em meio ácido.</p><p>(2019) visaram a avaliação de ajustes na quantidade e concentraç�ão de</p><p>porém não facilmente quantificável. Nessa etapa utiliza-se uma</p><p>reagentes nas etapas de destilação e titulação do método de Kjeldahl.</p><p>mistura digestora. composta de um sal (sulfato de sódio ou de</p><p>Adicionalmente. a etapa de digestão foi avaliada por Silva et al.</p><p>potássio). com a finalidade de elevar o ponto de ebulição do ácido</p><p>(2016), cuja principal contribuição consistiu em verificar efeitos</p><p>sulfúrico permitindo a decomposição da matéria orgânica, e um</p><p>negativos do excesso de cobre sobre a quantiticação do N total em</p><p>catalizador metálico que aumen' :0 poderde oxidação do meio (Silva</p><p>tecidos animais. Reconhecidamente. o método de Kjldahl possui</p><p>& Queiroz. 2002: Thiex et al.. 2002). Em seguida, adiciona-se</p><p>limitações inerentes associadas à liberação do N associado a estruturas</p><p>hidróxido de sódio concentrado e aquece-se para a liberação da</p><p>orgânicas heterocíclicas (Simmone et al.. 1997; Etheridge et al., 1998).</p><p>amônia em solução de ácido bórico, formando borato ácido de amônio,</p><p>Alguns compostos nitrogenados heterociclicos podem ser formados a</p><p>que constiui composto nitrogenado de fácil volatilização, mas</p><p>partir de reações não-enzimáticas envolvendo creatina, aminoácidos</p><p>facilmente mensurável. 0 borato de amônia formado é titulado com</p><p>livres e monossacarideos. A digestão pode ser tornar ainda mais dificil</p><p>uma solução padronizada de ácido clorídrico, permitindo, assim, a</p><p>quando amostras com alto teor de gordura são aquecidas (Johansson</p><p>mensuração do N oriundo da amostra (Silva & Queiroz, 2002) e a</p><p>&Jigerstad, 1996; Skog. et al., l1998). lons cobre e ferro podem atuar</p><p>expressão da proteína da amostra na forma de equivalentes proteicos.</p><p>como catalizadores de reaçöes para formação de compostos como</p><p>pirazinas e piridinas, as quais são precursores de compostos</p><p>heterocíelicos (Parihar et al.. 1981; Jügerstad et al.. 1998).</p><p>Adicionalmente, a liberaqão de radicais livres (o que ocorre com a</p><p>adição de cobre ao meio de digestão) pode inerementar a formação de</p><p>79 18</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>compostos nitrogenados heterocíclicos (Johansson & Jägerstad, Reagentes</p><p>1996). Assim, a redução de cobre melhora a recuperação do N a partir</p><p>- Acido sulfúrico (H2SO4) concentrado P.A.</p><p>de amostras de origem animal. sem comprometer a recuperação em</p><p>- Ácido clorídrico (HCI) 37% P.A.</p><p>outros tipos de amostras e conm impacto mínimo sobre o tempo de Acido bórico (H,BO,) P.A.</p><p>digestão (Silva et al.. 2016).</p><p>- Carbonato de sódio (NaCO;) anidro P.A.</p><p>- Hidróxido de sódio (NaOH) em escamas ou micropérolas P.A. Método de Kjeldahl</p><p>Sulfato de sódio (Na,SO.) ou potássio (KSO) P.A. (Método N-001/2)</p><p>Sulfato de cobre pentahidratado (CuSO4. 5H:0) P.A.</p><p>Aparatos Verde de bromocresol P.A.</p><p>Vermelho de metila P.A.</p><p>- Conjunto para digest�o e destilação - bloco digestor e destilador por Álcool etílico (CH,CH:OH) anidro P.A. (etanol absoluto)</p><p>arraste de vapor</p><p>- Capela com exaustão</p><p>Soluções</p><p>Balança analítica com precisão de 0,0001 g</p><p>Solução-padrão de ácido clorídrico a 0.005 N</p><p>- Tubos de digestão em borossilicato com orla</p><p>Dilua 0,414 mL (4,14 mL) de HC1 37% P.A. em balão volumétrico</p><p>Bureta de 50 mL com graduação de 0,1 mL</p><p>de 1 L (10 L), contendo em média 500 mL (5 L) de água destilada.</p><p>Erlenmeyers de 250 mL</p><p>Deixe esfriar, complete o volume e homogenize a solução.- Pipetas</p><p>Balões voluméiricos</p><p>Solução-padrão de ácido clorídricoa 0,02 N</p><p>Bicosde papagaio com reservatório - Dilua 1.66 mL (16,6 mL) de HCl 37% P.A. em balão volumétrico de</p><p>Erlenmeyer de 4 L</p><p>IL (10 L), contendo em média 500 mL (5 L) de água destilada.</p><p>Deixe esfriar, complete o volume e homogenize a solução.</p><p>80</p><p>INCT Ctência Anima Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Solução-padrão de ácido clorídrico a 0,05 N Em um pote de polietileno adicione o sal (sulfato de sódio ou</p><p>Dilua 4.14 mL (41.4 mL) de HCI 37% P.A. em balão volumétrico de potássio) eo catalizador metálico (sulfato de cobre) na proporção de</p><p>1L (10 L). contendo em média 500 mL (5 L) de água destilada. 20 para 1, respectivamente (i.e., para cada 1000 g de sulfato de sódio</p><p>Deixe esfriar,</p><p>complete o volume e homogenize a solução. ou potássio use 50 g de sulfato de cobre). Misture até a completa</p><p>homogeneização. O material deve ser armazenado em pote com</p><p>Solução alcoólica de vermelho de metila (1 g/L)</p><p>tampa.</p><p>- Em um balão de 100 mL com cerca de 60 mL de álcool etílico</p><p>absoluto, dissolva 0,l g de vermelho de metila. Complete o volume Solução de ácido bórico (20 g/L)</p><p>com etanol e homogenize a solução. - Dissolva em um balão volumétrico de 1 L (10 L), contendo cerca de</p><p>Solução alcoólica de verde de bromocresol (1 g/L)</p><p>500 mL (5 L) de água destilada, 20 g (200 g) de ácido bórico P.A.</p><p>- Em um balão de 100 mL com cerca de 60 mL de álcool etílico</p><p>Adicione 12,5 mL (125 mL) da solução alcoólica de vermelho de</p><p>metila e 6 mL (60 mL) da solução alcoólica de verde de bromocresol.</p><p>absoluto, dissolva 0,1 g de verde de bromocresol. Complete o</p><p>volume com etanol e homogenize a soluç�o.</p><p>Agite até a completa solubilização e complete o volume com água</p><p>destilada.</p><p>Solução de hidróxido de sódio (400 g/L)</p><p>Padronização da solução-padrão de ácido clorídrico</p><p>- Em frasco erlenmeyer de 4 L adicione 2 L de água destilada.</p><p>Adicione 1600 g de NaOH P.A. Agite a solução e adicione mais 1 L Devido à natureza volátil do ácido clorídrico concentrado e a</p><p>de água destilada. Agite até a completa solubilizaç�o. Deixe em</p><p>erros na mensuração do volume exato de ácido no preparo das</p><p>repouso até que resfrie e então complete o volume para 4 L. soluçöes, desvios da normalidade esperada do ácido diluído ocorrerão.</p><p>Dessa forma, a cada partida de ácido preparada, há necessidade</p><p>Mistura digestora (catalítica)</p><p>imperiosa de conhecer os erros cometidos de forma a evitar que os</p><p>- Em separado, peneire (peneira com porosidade de 1 mm) o sulfato mesmos se propaguem para a quantificação do N presente na amostra.</p><p>de sódio ou potássio P.A. e o sulfato de cobre pentahidratado P.A.</p><p>3 82 83</p><p>INCT Ciência Animnal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Acido cloridrico 0,02N</p><p>Esse processo é conhecido como padronização das soluções de ácido</p><p>clorídrico.</p><p>Os procedimentos são os mesmos descritos anteriormente, apenas modificando-se a concentração da solução de carbonato de sódio</p><p>Acido cloridrico 0,005 N</p><p>(1,06 g/L). A titulação é feita como ácido clorídrico 0.02N.</p><p>- Acondicione o carbonato de sódio P.A. em placa de petri e mantenha</p><p>Acido clorídrico 0,05 N</p><p>em estufa não ventilada a 105°C por 4 horas. Retire e acondicione</p><p>em dessecador até o resfriamento.</p><p>- Os procedimentos são os mesmos descritos anteriormente. apenasApós o resfriamento, pese 0,.265 g de carbonato de sódio P.A. e modificando-se a concentração da solução de carbonato de sódio</p><p>2,65 g/L). A titulação é feita com o ácido cloridrico 0,05 N.</p><p>transfira para um balão volumétrico de 1000 mL contendo</p><p>aproximadamente 500 mL de água destilada. Agite até a completa</p><p>Embora a padronização de uma solução de ácido clorídrico solubilização. Complete o volume e homogenize.</p><p>possa ser feita com qualquer uma das soluções de carbonato de sódio,</p><p>Usando uma pipeta volumétrica, transfira 20 mL desta solução de</p><p>sugere-se o uso de soluções específicas para cada ácido a fim de carbonato de sódio em um erlenmeyer de 250 mL e adicione cinco</p><p>facilitar os cálculos e interpretações. Nesse sentido, usando-se as</p><p>gotas de solução alcoólica de verde de bromocresol.</p><p>soluções específicas para cada concentração de ácido clorídrico. o - Titule com a solução de ácido clorídrico 0,005 N até a viragem (de</p><p>cálculo da normalidade verdadeira da solução de ácido clorídrico é azul para amarelo).</p><p>dado por: Aqueça erlenmeyer até a ebulição a fim de eliminar o CO</p><p>Vc x Nc dissolvido no meio. Caso haja o retorno à coloração azul, continue</p><p>Nv: =</p><p>Va a titulaç�o até a coloração amarela. Repita essa operação até que a</p><p>Nv</p><p>coloração amarela seja permanente.</p><p>fNe Aconselha-se que ao menos três alíquotas sejam feitas. O resultado</p><p>final (volume de ácido demandado na titulação) será dado pela</p><p>em que: Nv = normalidade verdadeira da solução de ácido clorídrico:</p><p>média das alíquotas avaliadas.</p><p>Ve = volume da solução de carbonato de sódio (no cas0 deste</p><p>85 84</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Procedimentos procedimento 20 mlL): Nc = normalidade da solução de carbonato de</p><p>sódio (no caso deste procedimento, as soluções específicas de 1. Use balança analítica aferida pelo INMETRO. com precisão de 0.0001carbonato de sódio possuem a normalidade esperada da solução de</p><p>g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente climatizado ácido clorídrico, ou seja. 0.005: 0.02 e 0.05 N. respectivamente): Va</p><p>(20-25°C ou de acordo com as especificações do fabricante). Ligue a = volume da solução de ácido clorídrico gasto na titulação da solução balança e aguarde 30 minutos para sua estabilização. de carbonato de sódio (mL); f= fator de correção da normalidade do</p><p>2. Lave os tubos de digestão e deixe secar em estufa não ventilada. ácido cloridrico (i.e. fator multiplicativo que converte a normalidade</p><p>esperada em normalidade verdadeira); e Ne = normalidade esperada 3. Pese de 150 a 300 mg de amostra seca ao ar e acondiciene em tubo de</p><p>da solução de ácido clorídrico (i.e., a normalidade que se espera obter</p><p>ensaio devidamente identificado. A massa de amostra varia em função</p><p>ao preparar a soluç�ão: 0,005; 0,02 ou 0,05 N).</p><p>do teor de N da mesma. Materiais com baixo teor de N deverão ser</p><p>avaliados com alíquotas de maior massa (mais próximo a 300 mg). ao</p><p>Exemplo de cálculo</p><p>passo que materiais com alto teor de N poderão ser avaliados</p><p>utilizando-se alíquotas de menor massa (mais próximo a 150 mg). Considerando um volume médio da solução de ácido</p><p>clorídrico (0,02 N) gasto na titulação da solução de carbonato de sódio</p><p>4. Adicione 2 gramas da mistura digestora e 5 ml de ácido sulfúrico</p><p>de 21,3 mL, têm-se:</p><p>P.A. concentrado.</p><p>5. Coloque os tubos em bloco digestor e aqueça lentamente até atingirVcx Nc 20 x 0,0L 0.0188NNv=</p><p>21,3 a temperatura de 400°C. Mantenha nesta temperatura até que aa Va</p><p>solução fique translúcida. A coloração poderá variar de verde a</p><p>azul. O bloco digestor deve permanecer em capela com o exaustor0,0188</p><p>fNe</p><p>Nv</p><p>= 0,939</p><p>0,02</p><p>ligado durante toda a digestão.</p><p>S1</p><p>86</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos 20 Edição</p><p>6. Retire os tubos e os deixe esfriar no interior da capela. de ácido clorídrico a ser utilizada (0,005; 0,02 ou 0,05N) será</p><p>escolhida ponderando-se os aspectos de sensibilidade analítica e</p><p>7. Quando a temperatura dos tubos estiver abaixo de 100°C, adicione</p><p>de praticidade dos procedimentos. Soluções mais diluídas de ácido</p><p>uma pequena porção de água destilada (aproximadamente 10 mL)</p><p>clorídrico devem ser usadas em materiais com baixo teor de N</p><p>e homogenize para evitar ou minimizar a cristalinização da soluç�ão.</p><p>(e.g., fluidos biológicos, efluentes) para que se garanta</p><p>Caso a cristalização se manifeste na forma de uma placa sólida,</p><p>sensibilidade analítica e poder de discriminaç�o entre amostras.</p><p>deve-se adicionar mais uma pequena porção de água destilada</p><p>Soluções mais concentradas de ácido clorídrico devem ser</p><p>(aproximadamente 10 mL) e utilizar um agitador (vortex) a fim de</p><p>utilizadas para se avaliar materiais com alta concentraç�o de N</p><p>que os cristais formados se dissolvam antes da etapa de destilação.</p><p>(e.g, carcaças, glutenose), pois tomam mais práticos os</p><p>8. Adicione em erlenmeyer de 250 mL, 10 mL de solução de ácido procedimentos devido ao menor volume de ácido utilizado e</p><p>bórico (20 g/L). Adapte o erlenmeyer ao conjunto de destilação para evitam problemas de identi"icação do ponto final de titulação</p><p>receber toda a amônia destilada de modo que a saída do destilador devido à diluição excessiva do indicador com grande volume de</p><p>esteja imersa na solução de ácido bórico. ácido. A titulação deve ocorrer logo após a destilação. Tempos</p><p>muito longos entre esses procedimentos podem permitir a</p><p>9. Transfira o tubo digestor com a amostra digerida</p><p>para o conjunto de</p><p>perda de nitrogênio por volatilização.</p><p>destilação e adicione 25 mL de solução de hidróxido de sódio (400 g/L).</p><p>12. Faça ao menos dois tubos em "branco" (sem amostra) passando</p><p>10. Destile por arraste, mantendo o terminal do condensador</p><p>por todos os processos (digestão, destilação e titulação) com o</p><p>mergulhado na solução receptora até que toda a amônia seja</p><p>objetivo de quantificar e eliminar interferências. Tubos em</p><p>liberada. O volume total do destilado deve ser de 100 mL. O</p><p>"branco" devem ser avaliados em todas as partidas de digestão.</p><p>volume final de destilação deve ser constante entre alíquotas.</p><p>11. Retire o erlenmeyer e titule com a solução de ácido clorídrico até</p><p>a mudança de cor do indicador (verde para rosa claro). A solução</p><p>89</p><p>88</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" EdiçãoINCT Ciência Animal</p><p>em que: BNus = percentual de nitrogênio com base na matéria seca: Cálculo da concentração de nitrogênio</p><p>%ASE = percentual de "amostra seca em estufa": %PBvs = percentual</p><p>de proteína bruta com base na matéria seca; fc = fator de conversäo da</p><p>Utilize uma das duas equações abaixo:</p><p>concentração de nitrogénio em equivalentes proteicos, sendo</p><p>recomendado o valor de 6.38 para leite e derivados e 6.25 para os</p><p>(V-B) x Ne x fx 14x 100</p><p>%NASA ASA</p><p>demais materiais.</p><p>(V-B) x Nvx 14 x 100</p><p>ASA Exemplo de cálculo 96NASA</p><p>Considerando a aliquota 1 na tabela a seguir, têm-se os em que: GNASA = percentual de nitrogênio com base na amostra seca</p><p>cálculos para estimativa da proteína bruta: ao ar; V = volume da solução de ácido clorídrico utilizado na titulação</p><p>(mL); B = volume de ácido clorídrico utilizado na titulação do</p><p>(V- B) x Ne x fx 14 x 100</p><p>%N ASA ASA</p><p>"branco" (mL); Ne = normalidade esperada da solução de ácido</p><p>clorídrico;f= fator de correção da normalidade do áido clorídrico</p><p>(9,4-0,1) x 0,02 x 0,939 x 14x 100</p><p>251,6</p><p>-= 0,97%</p><p>Nv = normalidade verdadeira do ácido clorídrico; ASA = massa de</p><p>6N ASA amostra seca ao ar (mg).</p><p>Proceda à correção da amostra para umidade residual e a</p><p>0,97 %NASA 100g5 86 %NMs/%ASE 95.86</p><p>100 = 1,01%</p><p>conversão em equivalentes proteicos:</p><p>6N ASA 100 6NMS %ASE</p><p>%PBMs = %NMs X fc = 1,01 x 6,25 = 6,31%</p><p>%PBMs %NMs X fcC</p><p>91 90</p><p>INCT Ciência Aninal</p><p>Métodos para Análise de. imentos -2" Edição</p><p>Alíquota</p><p>Literatura Citada Item</p><p>3</p><p>BUFFLER, M. Kjeldahl knowledge base. Decode the mysteries of the nitrogen and protein determination according to Kjeldahl. Flawil: Büchi Labortechnik, 2017. 76p.</p><p>ASA (mg 251,6 250,9 254,7</p><p>V (mL) 9,4 9,3 9,5</p><p>CHANG, S.K.C. Protein analysis. In: NIELSEN S.S. (Ed.). Food analysis. 2 ed. West Lafayette: Aspen Publishers, 1998. p. 237-250.</p><p>B (mL)</p><p>0,1</p><p>COSTA, G.P.; SILVA, T.E.; RODRIGUES, J.P.P.; DETMANN, E. Avaliação da concentração dos componentes da solução de destilação sobre a quantificação do nitrogênio total pelo método de Kjeldahl. Revista Agrária Acadêmica, v.2, p. 151-159, 2019.</p><p>Ne (N)</p><p>0,02</p><p>0,939</p><p>%NASA 0,97 0,96 0,97</p><p>DETMANN, E.; FERREIRA, A.S.; SCOTTÄ, B.A. Métodos para avaliar a</p><p>qualidade proteica dos alimentos. In: SAKOMURA, N.K.; SILVA,</p><p>J.H.V.; COSTA, F.G.P.; FERNANDES, J.B.K.; HAUSCHILD, L. (Eds.).</p><p>Nutrição de não ruminantes. Jaboticabal: FUNEP, 2014.0 p. 537-554.</p><p>%ASE</p><p>95,86</p><p>ToNASA 1,01 1,00 1,01</p><p>Fc 6,25</p><p>ETHERIDGE, R.D.; PESTI, G.M.; FOSTER, E.H. A comparison of nitrogen values obtained utilizing the Kjeldahl nitrogen and Dumas combustion</p><p>methodologies (Leco CNS 2000) on samples typical of an animal</p><p>nutrition analytical laboratory. Animal Feed Science Technology, v.73,</p><p>p.21-28, 1998.</p><p>oPBMs 6,31 6,25 6.31</p><p>T%PBMs (média) 6,29</p><p>FAITHFULL, N.T. Methods in agricultural chemical analysis. A practical</p><p>handbook. New York: CABI Publishing, 2002. 266p.</p><p>JAGERSTAD, M.; SKOG, K.; ARVIDSsON, P: SoLYAKOV A.</p><p>Chemistry, formation and occurrence of genotoxic heterocyclic amines</p><p>identified in model systems and cooked foods. Zeitschrift für</p><p>LebensmittelUntersuchung und-Forschung A, v.207, p.419-427, 1998.</p><p>JOHANSSON, M.A.E.; JÄGERSTAD, M. Influence of pro- and antioxidants</p><p>on the formation of mutagenic- carcinogenic heterocyclic amines in a</p><p>model system. Food Chemistry, v.56. p.69-75. 1996.</p><p>RODRIGUES, A.N.; SILVA, TE.; DETMANN, E. Concentrações de</p><p>hidróxido de sódio nas soluções de destilação do método de Kjeldahl</p><p>sobre a quantificação do nitrogênio total. Boletim de Indústria Animal,</p><p>v.75, p.9-16, 2018.</p><p>93 92</p><p>INCT Cincia Animnal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>PARIHAR. D.B.: VASUNDHARA, T.S.: VIJAYAYAGHAVAN. P.V. Effect of metal ions such as iron and copper on the formation of nitrogen heterocyclic compounds in sesame oil-a-amino acids model systens under frying conditions. Journal of Food Science and Technology, v.16,p.313-319. 1981.</p><p>Literatura Adicional</p><p>SOUZA, M.A.; DETMANN, E. FRANCO, M.O.: BATISTA, E.D. ROCHA, G.C.; VALADARES FILHO, S.C.: SALIBA. E.O. Estudo</p><p>colaborativo para avaliação dos teores de proteína bruta em alimentos</p><p>utilizando o método de Kjeldahl. Revista Brasileira de Saúde e</p><p>Produção Animal, v.17, p.696-709. 2016.</p><p>POMERANZ, Y.: MELOAN. C.E. Food analysis: theory and practice. Westport: AVI, 1978. 710p.</p><p>SKOG, K.I.: JOHANSSON, M.A.E.: JAGERSTAD, M.I. Carcinonogenic heterociclic amines in model systems and cooked foods: a review on</p><p>formation, occurrence and intake. Food and Chemical Toxicology, v.36,</p><p>p.879-896. 1998.</p><p>SILVA, D.J.: QUEIROZ. A.C. Análise de alimentos. Métodos químicos e</p><p>biológicos. 3 ed. Viçosa: Editora UFV, 2002. 235p.</p><p>SILVA, T.E.; DETMANN. E.: FRANCO, M.O.; PALMA, M.N.N.;</p><p>ROCHA, G.C. Evaluation of digestion procedures in Kjeldahl method to</p><p>quantify total nitrogen in ana ses applied to animal nutrition. Acta</p><p>Scientiarum. Animal Sciences, v.38, p.45-51, 2016.</p><p>SIMMONE, A.H.; SIMMONE. E.H.: EITENMILLER, R.R.; MILLS, H.A.;</p><p>CRESMAN IL, C.P. Could the Dumas Method replace the Kjeldah</p><p>digestion for nitrogen and crude protein determinations in foods? Journal</p><p>of Science and Food Agriculture, v.73, p.39-45, 1997.</p><p>THIEX, N.J.; MANSON, H.; ANDERSON, S.; PERSSON, J. Determination</p><p>of crude protein in animal feed, forage, grain, and olisseds by using block</p><p>digestion with a copper catalyst and steam destilation into boric acid:</p><p>collaborative study. Journal of AOAC International, v.85, p.309-3017,</p><p>2002.</p><p>WINDHAM, W.R. Animal feed. In: Association of Official Analytical</p><p>Chemists</p><p>International. v.1. 16* ed. 4 rev. Gaithersburg: AOAC International,</p><p>1998. Paginação descontínua.</p><p>AOAC (Ed.) Official Methods of Analysis of AOAC</p><p>95</p><p>94</p><p>INCT Ciência Anima Métodos para Análise de Alimentos -2" Fdiçd</p><p>Capítulo5</p><p>Frações nitrogenadas proteica e não proteica</p><p>Definições básicas</p><p>Uma das alternativas aplicáveis ao aprimoramento fornecido</p><p>pelo conceito de proteína bruta (PB) reside sobre seu fracionamento,</p><p>ou seja, sobre o entendimento dos diversos compostos nitrogenados</p><p>agrupados como PB (e.g., Krishnamoorthy et al., 1982: Sniffen et al..</p><p>1992). Uma das formas de fracionamento da PB com provável</p><p>aplicação na alimentação de animais não ruminantes e com aplicação</p><p>consistente na nutrição de animais ruminantes consiste da separação</p><p>entre compostos nitrogenados proteicos (NP) e não proteicos (NNP).</p><p>Em termos teóricos, a separação dos compostos nitrogenados não</p><p>proteicos permitiria a eliminação dos vieses causados pela</p><p>incorporação de componentes, como ácidos nucléicos e outros,</p><p>inclusos como proteína bruta (PB).</p><p>As avaliações laboratoriais mais comuns da proteína</p><p>verdadeira (PV) de um alimento, constituída essencialmente pelo NP,</p><p>se baseiam na precipitação da fração proteica por intermédio da ação</p><p>de um ácido, sendo os mais conmuns o ácido wolfrâmico ou tunguístico</p><p>(AT) e o ácido tricloroacético (TCA: Licitra et al., 1996). Neste caso,</p><p>96</p><p>97</p><p>INCT Cincii Animal Métodos para Análise de Alimentos -2" Ediçio</p><p>o meio ácido é utilizado para reduzir o pH da solução, de forma que ressaltar que os alimentos normalmente utilizados na alimentaçao</p><p>as proteinas</p><p>solúveis da amostra atinjam seu ponto isoelétrico, animal não possuem concentrações relevantes de pequenos peptideos.</p><p>precipitando-se (Malafaia & Vicira. 1997). tornando pequena a diferença entre as estimativas obtidas com o ATe</p><p>O conceito analítico de NP baseado na precipitação de o TCA. Isto representa importante vantagem prática. pois o TCA</p><p>proteina em meio ácido apresenta pequena divergência em rel. ão ao apresenta custo inferior. Presenças significativas de pequenos</p><p>conceito teórico de proteína verdadeira. Em termos de nutrição peptídeos somente seriam esperadas em alguns alimentos de origem</p><p>animal. um aminoácido livre passível de absorç�o no intestino delgado animal, como farinha de carne e ossos e farinha de peixe. por exemplo,</p><p>constitui NP. Contudo, quimicamente, os agentes precipitantes nos quais a utilização do AT poderia acarretar em estimativas mais</p><p>normalmente empregados não alcançam tal discernimento. A exatas do teor de NP em comparação à utilização do TCA.</p><p>precipitação do NP será resultante das propriedades químicas dos</p><p>Atualizações diferentes agentes precipitantes, as quais determinam a forma como</p><p>estes interagem com as cadeias polipeptídicas, que por sua vez é</p><p>Nenhuma atualizaç�o direta foi realizada sobre os métodos</p><p>definida em função do perfil de aminoácidos. De forma geral, o TCA</p><p>aplicados à separação entre NP e NNP. Apenas ressalta-se que as</p><p>écapaz de precipitar cadeias peptídicas superiores a 10 aminoácidos,</p><p>modificações introduzidas por intermédio do método N-001/2 devem</p><p>ao passo que o AT precipita cadeias peptídicas superiores a 3</p><p>ser aplicadas aqui.</p><p>aminoácidos (Licitra et al., 1996). Assim, devido à ação peculiar dos</p><p>reagentes, aminoácidos livres e pequenos peptídeos são mensurados</p><p>como NNP, gerando pequena divergência entre o conceito teórico e o</p><p>conceito analítico de PV.</p><p>Dadas as características dos agentes precipitantes, a precipitação</p><p>de NP como AT seria mais eficiente em relação àquela obtida com o</p><p>TCA, pois a divergência entre o conceito teórico e as estimativas de</p><p>NP obtidas analiticamente seria minimizada. Contudo, há de se</p><p>99 98</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>Método do ácido tricloroacético (TCA) Solução de ácido tricloroacético (10 g/L)</p><p>(Método N-002/2) Em um balão de 100 mL com cerca de 60 mL de água, dissolvalg</p><p>de TCA P.A. Complete o volume e homogenize a solução. Aparatos</p><p>Após o preparo, as soluções de TCA devem ser transferidas</p><p>- Balança analítica com precisão de 0,0001 g</p><p>para recipientes adequados e mantidas sob refrigeração.</p><p>- Becker</p><p>- Funil raiado Procedimentos</p><p>- Papel filtro quantitativo, livre de cinzas e de filtração rápida</p><p>1. Use balança analítica aferida pelo INMETRO, com precisão de</p><p>- Tubos de digestão macro Kjeldahl em borossilicato</p><p>0,0001 g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente</p><p>- Conjunto para digestão e destilação - bloco digestor e destilador por</p><p>climatizado (20-25°C ou de acordo com as especificações do</p><p>arraste de vapor</p><p>fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos para sua</p><p>- Bureta de 50 mL com graduação de 0,1 mL ou inferior</p><p>estabilização. - Erlenmeyer de 250 mL</p><p>Balões volumétricos 2. Acondicione aproximadamente 0,5 g de amostra seca ao ar</p><p>(preferencialmente moída em peneira de porosidade l mm) em um</p><p>Reagente</p><p>becker de 100 mL.</p><p>- Acido tricloroacético (CClCoOH) P.A.</p><p>3. Adicione 50 mL de água destilada.</p><p>Soluções 4. Agite levemente e deixe em repouso por 30 minutos.</p><p>Solução de ácido tricloroacético (100 g/L) 5. Adicione 10 mL de solução de TCA 100 g/L e agite levemente.</p><p>Em um balão de 100 mL com cerca de 60 mL de água, dissolva 10 g</p><p>6. Deixe em repouso por 30 minutos.</p><p>de TCA P.A. Complete o volume e homogenize a solução.</p><p>100 101</p><p>INCT Ciencia Animal Métodos para Anlise de Alimentos - 2" Edição</p><p>7. Filtre em papel filtro quantitativo livre de cinzas (ashless) colocado %NMS-%NITLAMSx 100 = 100- %NPN %NNP</p><p>em funil raiado e previamente umedecido com água destilada. ONMs</p><p>8. Lave sequencialmente com solução de TCA 10 g/Le água destilada. em que: ONPN = percentual de nitrogênio proteico com base no</p><p>nitrogênio total da amostra; %NITCAMs = percentual de nitrogênio</p><p>9. Transfira o papel filtro com o resíduo para um tubo macro Kjeldahl. insolúvel em ácido tricloroacético com base na matéria seca; %Nus =</p><p>10.Submeta à digest�ão, destilação e titulação, como descrito para o percentual de nitrogênio total da amostra com base na matéria seca; e</p><p>método N-001/2, considerando as sugestões a seguir. Primeiro,</p><p>ONNPN = percentual de nitrogênio não proteico com base no</p><p>devido à análise de N ser realizada com o papel filtro em conjunto</p><p>nitrogênio total da amostra.</p><p>com a amostra, sugere-se que as quantidades de ácido sulfúrico e</p><p>mistura digestora adicionadas para a digestão sejam dobradas. Método do ácido wolfrâmico ou tunguístico</p><p>Segundo, para evitar interferências, o "branco" deve ser realizado (Método N-003/2)</p><p>com papel filtro. O percentual de N deve ser calculado como</p><p>Aparatos</p><p>descrito para o método N-001/2. Este percentual representa o NP</p><p>da amostra. Para a correta avaliação, análises do teor total de N do Balança analítica com precisão de 0,0001 g</p><p>Beckermaterial devem ser conduzidas em paralelo.</p><p>- Funil raiado</p><p>Medidor de pH Cálculo da concentração de nitrogênio proteico e não-proteico</p><p>- Papel filtro quantitativo, livre de cinzas e de tilração rápida</p><p>O nitrogênio insolúvel após o tratamento com ácido Tubos de digestão macro Kjeldahl em borossilicato</p><p>tricloroacético é considerado de origem proteica; assim: - Conjunto para digestão e destilação - bloco digestor e destilador por</p><p>arraste de vapor</p><p>ONITCAMSx 100 6NPN Bureta de 50 mL com graduação de 0.1 mL ou inferior</p><p>%NMs</p><p>Erlenmeyer de 250 mlL</p><p>102 103</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>4. Deixe em repouso por 30 minutos (20-25°C).</p><p>Reagentes</p><p>5. Ajuste a solução para pH 2,0 adicionando ácido sulfúrico 0.5 M</p><p>Tungstato de sódio (Na.04W) P.A.</p><p>(monitorar com medidor de pH).</p><p>- Ácido sulfúrico (H;SO,) concentrado P.A.</p><p>6. Deixe em repouso por uma noite em temperatura ambiente.</p><p>Soluções</p><p>7. Filtre em papel filtro quantitativo livre de cinzas (ashless) colocado</p><p>Solução de tungstato de sódio (100 g/L)</p><p>em funil raiado e previamente umedecido com água destilada.</p><p>Em um balão de 100 mL com cerca de 60 mL de água, dissolva 10 g</p><p>de tungstato de sódio P.A. Complete o volume e homogenize a 8. Lave o precipitado com água destilada.</p><p>solução.</p><p>9. Transfira o papel filtro com o resíduo para um tubo macro Kjeldahl.</p><p>Acido sulfúrico (0,5M) 10.Submeta à digestão, destilação e titulação considerando as</p><p>- Em um balão volumétrico de 1000 mL contendo 300-500 mL de</p><p>recomendações feitas no método N-O02/2.</p><p>água destilada, adicione 30 mL de ácido sulfúrico P.A. Homogeneíze</p><p>e complete o volume com água destilada.</p><p>- Amostras de baixo teor proteico (menos de 20% de proteína bruta)</p><p>Procedimentos</p><p>1. Proceda de forma similar às amostras com alto teor proteico,</p><p>Amostras de alto teor proteico (mais de 20% de protena bruta) utilizando 5 mL de solução de tungstato de sódio (100 g/L).</p><p>1. Acondicione 0,5 g de amostra seca ao ar (preferencialmente moída</p><p>O cálculo das concentrações de compostos nitrogenados</p><p>em peneira de porosidade 1 mm) em um becker.</p><p>proteicos e não proteicos é realizada de forma similar ao descrito no</p><p>2. Adicione 50 mL de água destilada. método N-002/2.</p><p>3. Adicione 8 mL de solução de tungstato de sódio (100 g/L).</p><p>104 105</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição INCT Ciência Animal</p><p>Literatura Citada Capítulo 6</p><p>KRISHNAMOORTHY, U.; MUSCATO, T.V.: SNIFFEN, C.J.; Van</p><p>SOEST, P.J. Nitrogen fractions in selected feedstuffs. Journal of Dairy</p><p>Science, v.65, p.217-225, 1982.</p><p>Gordura bruta</p><p>Definições básicas LICITRA, G.; HERNANDEZ, T.M.; Van SOEST, P.J. Standardization of</p><p>procedures for nitrogen fractionation of ruminant feeds. Aninmal Feed</p><p>Science and Technology, v.57, p.347-358,</p><p>1996.</p><p>A gordura bruta constitui conceito analítico que envolve as</p><p>MALAFAIA, P.A.M.; VIEIRA, R.A.M. Técnicas de determinação e</p><p>avaliação dos compostos nitrogenados em alimentos para ruminantes In:</p><p>SIMPOSIO</p><p>RUMINANTES, Lavras, 1997. Anais... Lavras: FAEPE, 1997. p.29-54.</p><p>substâncias apolares insolúveis em água, mas solúveis em solventes</p><p>INTERNACIONAL DE DIGESTIBILIDADE EM orgânicos, denominados extratores (e.g. éter etlico, éter de petróleo.</p><p>clorofórmio, benzeno, etc). De forma geral, o conhecimento do teor de</p><p>SNIFFEN, CJ.; O'CONNOR, J.D.; Van SOEST, P.J.; FOX, D.G.;</p><p>RUSSELL, J.B. A net carbohydrate and protein system for evaluating</p><p>cattle diets: ILCarbobydrate and protein availability. Journal of Animal</p><p>Science, p.3562-3577, 1992.</p><p>gordura é relevante na análise de alimentos e na nutrição animal, pois</p><p>constitui a fração de maior energia dos alimentos, podendo fornecer,</p><p>em média, 2,25 vezes mais energia que os carboidratos (Silva &</p><p>Queiroz, 2002).</p><p>Contudo, como ressaltado acima, o resíduo analiticamente</p><p>obtido é, na verdade, uma fração heterogênea, constituída por uma</p><p>fração graxa (e.g., galactolipídeos, triglicerídeos) e por uma fração não</p><p>graxa, formada por todos os demais compostos apolares que possam</p><p>ser extraídos pelo solvente, como esteróis, pigmentos, vitaminas</p><p>lipossolúveis, ceras, etc. (Barbosa et al.. 2017). Por isso, o resíduo</p><p>extraído é corretamente denominado de gordura bruta em função da</p><p>divergência entre o conceito analíitico e o conceito bioquímico de</p><p>lipídeos (Silva et al., 2011).</p><p>A avaliação quantitativa de lipídeos em alimentos constitui</p><p>107 106</p><p>INCT CiCneia Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Ediçio</p><p>H procedimento importante para avaliações nutricionais e de avaliação da concentração de EE em amostras sólidas (e.g.. extrações</p><p>processamento de alimentos/rações. pois altos teores de gordura podem continuas, semi-contínuas), os quais, entre outros aspectos, distinguem-</p><p>demandar ações específicas para seu processamento/armmazenamento, se entre si pela forma como o extrator interage com a amostra.</p><p>uma vez que esta fração mostra-se bastante susceptível à deterioração O método de Goldfish utilizado para quantificação de EE</p><p>por racindez hidrolítica e/ou oxidativa. Por outro lado, a concentração consiste de um processo de extração continuo no qual o solvente em</p><p>de gordura nas dietas ofertadas a animais numinantes possui caráter ebulição é condensado e flui por gotejamento continuamente sobre a</p><p>restritivo i.e. com limites máximos de inclus�o), haja vista a baixa amostra (Xiao, 2010; Jiang et al., 2014). Este método apresenta tres</p><p>capacidade oxidativa do ambiente rnuminal, a qual restringe a produção etapas distintas: extração, remoç�o e quantificação. Na primeira etapa.</p><p>de energia a partir de compostos altamente reduzidos, e os efeitos procede-se à extração da fração apolar do alimento propriamente dita.</p><p>deletérios passíveis de ocorrer no rúmen devido a dietas excessivas em Sequencialmente, realiza-se a remoção do solvente por evaporação</p><p>material graxo. (normalmente essa etapa é denominada de reciclagem). com posterior</p><p>No entanto, torna-se importante ressaltar que a gordura bruta avaliação gravimétrica da massa de compostos apolares extraída. Este</p><p>constitui uma entidade analítica definida pelo método em si (Palmiquist método foi predominante no Brasil por muitos anos. Contudo, o mesmo</p><p>& Jenkins, 2003). Portanto, quaisquer alterações em termos de métodos encontra-se atualmente em desuso devido ao surgimento de alternativas</p><p>ou procedimentos dentro de um mesmo método irão implicar na mais eficientes em termos, principalmente, de capacidade operacional.</p><p>Logo, a O mesmo ainda faz parte do portifólio deste Manual, embora as</p><p>quantificação de entidades diferentes. correta</p><p>descrição/aplicação do método e de seus respectivos procedimentos faz- recomendações gerais sejam de sua substituição pelo método de</p><p>Randall.</p><p>se necessária para a identificaç�o adequada da entidade mensurada e</p><p>O método de Randall (também chamado de Soxtec ou método</p><p>para o cotejamento adequado de resultados.</p><p>Entre os extratores utilizados para quantificação, os éteres são de submersão), também utilizado para avaliação do teor de EE, constitui</p><p>eo método previamente aplicado para alimentos à base de came. O método</p><p>considerados modais, o que atribui o acrônimo comum de extrato «</p><p>(EE) ao resíduo de gordura bruta obtido (i.e., resíduo extraído por éter). foi inicialmente proposto como alternativa ao antigo método de extração</p><p>Por outro lado, existem diversos métodos de extração distintos para semi-contínua de Sonhlet devido à sua baixíssima capacidade</p><p>109</p><p>108</p><p>INCT CiCncia Animal Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>operacional. Contudo. atualmente, o método de Randall é tannbém Nenhuma atualização foi proposta para o método de Goldfish,</p><p>recomendado para quantificação do teor de gordura bruta em rações, pois, como previamente indicado, o mesmo encontra-se em desuso</p><p>grãos e forragens (Thiex et al., 2003a). devido a limitações de sua capacidade operacional e, em alguns casos.</p><p>O método de Randall também constitui método de extração menor interação do solvente com os compostos apolares. Esses</p><p>contínua, mas difere parcialmente do método de Goldfish na forma aspectos são melhor explorados pela aplicação do método de Randall.</p><p>como o solvente orgânico interage com a amostra. Durante parte da O método de Randall foi devidamente avaliado para amostras</p><p>extração, a amostra encontra-se submersa no solvente, aumentando o de forragens e amostras fecais pelo grupo do INCT Ciência Animal</p><p>contato do solvente com os compostos apolares e, consequentemente, a (Barbosa et al., 2017). Contudo, avaliações adicionais foram</p><p>taxa de extração dos mesmos. Portanto, existe uma etapa adicional em conduzidas visando a adequação dos tempos das etapas de submersão</p><p>relação ao método de Goldfish, no qual a amostra é imersa no solvente e gotejamento (Oliveira et al.. 2018).</p><p>em ebuliçao, o que acelera otimiza o processo de extração de Um método de hidrólise ácida foi incluído como preparatório</p><p>compostos apolares. para análise de EE para o caso de amostras ricas em sabões de cálcio,</p><p>Nesse sentido, o método de submersão diminui os quais são utilizados como fontes de gordura protegida para animais</p><p>consideravelmente o tempo de extração necessário para concluir a ruminantes, podendo também ser formados no intestino de animais de</p><p>análise. Esse aumento na taxa de extração é desejável na busca de produção, processo acentuado quando ocorme inclusão de gordura nas</p><p>tempos de anáise menores e maior capacidade operacional (Thiex et al., dietas. Os sabões de cálcio são insolúveis em éter. Portanto, a presença</p><p>2003b). Entre os métodos aplicados para a quantificação de EE significati va desses compostos na amostra pode levar à subestimação</p><p>atualmente, o método de Randall é considerado modal. A maioria dos do teor de gordura bruta caso os mesmos não sejam hidrolisados</p><p>equipamentos produzidos atualmente é baseada nesse método. Cabe previamente aos procedimentos de extração, principalmente em</p><p>ressaltar que os equipamentos produzidos para realização da extração amostras fecais. Cabe ressaltar que, como o EE é definido pelo</p><p>de Randall podem ser usados na extração de Goldfish (basta omitir a método, a inclusão de hidrólise ácida deve ser considerada como uma</p><p>etapa de imersão). Contudo, o contrário não se faz verdadeiro. modificação do método de extração subsequente. Assim, sugere-se,</p><p>Atualizações caso o conjunto de amostras seja oriunda de um ensaio de digestão</p><p>110 111</p><p>INCT CiRcia Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>(i.e.. ofertado. sobras, digesta e material fecal), que a hidrólise seja Procedimentos</p><p>aplicada a todas as amostras, visando o uso de uma entidade única no</p><p>. Use balança analítica aferida pelo INMETRO. com precisão de cômputo dos coeficientes de digestibilidade aparente. O método de</p><p>0,0001 g, sobre bancada</p><p>especial de laboratório e em ambiente hidrólise ácida aqui proposto é composto de adaptação do método</p><p>adotado pelo Instituto Adolfo Lutz (1AL, 2008), com modificações</p><p>climatizado (20-25°C ou de acordo com as especificações do</p><p>sugeridas por Rodrigues et al. (2017). fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos para sua</p><p>estabilização.</p><p>Método de Goldfish</p><p>2. Pese aproximadamente 2 gramas de amostra seca ao ar</p><p>(Método G-004/1) (preferencialmente moída em peneira de porosidade mm) emn</p><p>cartucho de celulose ou em papel de filtro qualitativo. Neste último</p><p>Aparatos</p><p>caso, uma folha de papel filtro é utilizada para receber a amostra e</p><p>Balança analítica com precisão de 0,0001 g</p><p>outra é utilizada como envoltório, produzindo-se um cartucho.</p><p>- Dessecador</p><p>Ressalta-se que a massa de amostra pode variar em função da</p><p>- Estufa sem circulação forçada de ar</p><p>sensibilidade analítica. Materiais com alto teor de EE podem ser</p><p>- Aparelho para extração de gordura tipo Goldfisch equipado com</p><p>avaliados com menor massa de amostra. ao passo que materiais</p><p>suporte para cartuchos de vidro e tubos coletores de éter</p><p>com baixo teor de EE deverão ser avaliados com maiores alíquotas</p><p>- Copos próprios para extração de gordura (seguir especificação do</p><p>para que se garanta residuo mensurável de acordo com a</p><p>equipamento)</p><p>sensibilidade analítica.</p><p>-Cartucho extratorde celulose ou de papel filtro qualitativo 80 g/m?</p><p>3. Numere os copos, lave-os e seque-os por 16 horas ("uma noite") em</p><p>Reagente estufa a 105°C.</p><p>Eter de petróleo P.A. (benzina)</p><p>4. Coloque-os em dessecador devidamente preparado (máximo de 20</p><p>unidades por procedinmento), a fin de estriá-los. A principal função</p><p>112</p><p>13</p><p>INCT Ciêneia Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Ediçäo</p><p>de um dessecador é permitir o restriamento das amostras após o 8. Adicione cerca de 50 a 100 mL de éter de petróleo em cada copo. periodo de secagem sem absorver umidade, via uso de um O éter não deve entrar em contato direto com o cartucho. A</p><p>dessecante. como a sílica gel. De forma particular, a sílica-gel quantidade de éter poderá variar de acordo com o tamanho do copo</p><p>sugerida devido ao seu baixo custo, à facilidade de manejo e à de extração (veja as especificações de seu equipamento).</p><p>possibilidade de reciclagem e reuso. Assim, o dessecador de. estar</p><p>sempre limpo, secoe possuir sílica gel na tonalidade azul escuro 9. Acopleo copo no extrator.</p><p>em seu interior. A área de contato entre o corpo do dessecador e sua 10. Inicie o aquecimento e a circulação de água no condensador.</p><p>tampa deve ser levemente lubrificada com graxa de silicone de</p><p>forma a permitir um deslizamento adequado e melhorar a vedação</p><p>11.Após se iniciar a ebulição do éter, verifique se n�ão há vazamento</p><p>durante o período de resfriamento. deste durante sua ebulição e condensação.</p><p>5. Após estabilizaç�o com a temperatura ambiente (normalmente em</p><p>12. Extraia por 4 horas com taxa de condensação de 5 a 6 gotas por</p><p>torno de 30 minutos), pese os copos, removendo-os um de cada vez</p><p>segundo. Verifique se as gotas estão passando por dentro dos</p><p>do dessecador, mantendo-o fechado entre as remoções dos cartuchos.</p><p>recipientes. 13. Após a extração, proceda à retirada do éter pelo esquema de</p><p>6. Acondicione os cartuchos em seus respectivos copos e mantenha- reciclagem característico de cada equipamento até que uma</p><p>os em estufa não ventilada a 105°C por 2 horas. Se a extração não camada delgada (aproximadamente 1 mm) de éter permaneça no</p><p>fundo do copo. Ocorrer imediatamente após este procedimento de secagem,</p><p>mantenha os cartuchos dentro de seus respectivos copos em</p><p>14. Coloque os copos em estufa não ventilada a 105°C por 30 minutos</p><p>dessecador.</p><p>para terminar a evaporação do éter. Cuidado, se os copos forem</p><p>7. Acople os cartuchos no extrator. colocados na estufa com excess0 de éter poderá ocorrer</p><p>explosão.</p><p>114 115</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>15. Acondicione enm dessecador até que ocora equilfbrio com a Exemplo de cálculo</p><p>temperatura ambiente e proceda à pesagem. Siga as instruções</p><p>Considerando a aliquota I na tabela abaixo, têm-se os cálculos</p><p>gerais de uso do dessecador descritas nos passos 4 e 5. A diferença</p><p>para estimativa da gordura bruta ou extrato etéreo:</p><p>entre este último peso e o do copo vazio corresponde ao peso da</p><p>gordura bruta extraída.</p><p>EE (copo+EE)-copo=115,6822-115,6318=0,0504 g</p><p>Cálculo da concentração de gordura bruta</p><p>EE 0,0504</p><p>%EEasaASA 100 2,0038 x 100 2,52%</p><p>Para o cálculo da gordura bruta ou extrato etéreo, utilize</p><p>sequencialmente as equações:</p><p>2,52 %EEAS 100 = x 100 2,62% 95,86 %EEMs %ASE</p><p>EE=(copo+EE)-copo</p><p>Alíquota</p><p>EE</p><p>3 6EEASAA ASA x100 Item</p><p>ASA (g) 2,0038 2,0363 2.0010</p><p>6EEASA 100 %EEMS9%ASE Copo (g) 115.6318 147,0963 109.1055</p><p>Copo+EE (g) 115,6822 147,1469 109,1554</p><p>EE () 0,0504 0.0506 0,0499</p><p>em que: EE = massa de extrato etéreo (g); copo = massa do copo de</p><p>249 T%EEASA 2,52 2.48</p><p>extração (g); %EEASA = percentual de extrato etéreo com base na</p><p>T%ASE 95,86</p><p>amostra seca ao ar; ASA = massa de amostra seca ao ar (g); %EEMs =</p><p>2,60 T%EEMs 2,62 2,59</p><p>percentual de extrato etéreo com base na matéria seca; %ASE =</p><p>%EEMs (média) 2,60</p><p>percentual de "amostra seca em estufa".</p><p>116 17</p><p>m</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Método de Randall . Pesc aproximadamente 2 gramas de amostra seca ao ar</p><p>para equipamentos Gerhardt Soxtherm 2000., Tecnal TE-044, (preferencialmente moída em peneira de porosidade I mm) em</p><p>Marconi MA491/6 ou similares) cartucho de celulose ou em papel de filtro qualitativo. Neste último</p><p>(Método G-005/2) caso, uma folha de papel filtro é utilizada para receber a amostra e</p><p>outra é utilizada como envoltório, produzindo-se um cartucho. Aparatos</p><p>Ressalta-se que a massa de amostra pode variar em função da</p><p>Balança analítica com precisão de 0,0001g sensibilidade analítica. Materiais com alto teor de EE podem ser</p><p>- Dessecador</p><p>avaliados com menor massa de amostra, ao passo que materiais</p><p>Estufa sem circulação forçada de ar com baixo teor de EE deverão ser avaliados com maiores alíquotas</p><p>- Aparelho para extração de gordura tipo Randall, equipado com para que se garanta resíduo mensurável de acordo com a</p><p>suporte para cartuchos de vidro e tubos coletores de éter sensibilidade analítica.</p><p>- Copos próprios para extração de gordura (seguir especificação do</p><p>3. Numere os copos, lave-os e seque-os por 16 horas ("uma noite") em equipamento)</p><p>estufa a 105°C.</p><p>-Cartucho exrator de celulose ou papel filtro qualitativo 80 g/m?</p><p>4. Coloque-os em dessecador devidamente preparado (máximo de 20 Reagente</p><p>unidades por procedimento), a fim de esfriá-los. A principal função</p><p>Eter de petróleo P.A. (benzina) de um dessecador é permitir o restriamento das amostras após o</p><p>Procedimentos período de secagem sem absorver umidade, via uso de um</p><p>dessecante, como a sílica gel. De forma particular, a sílica-gel é 1. Use balança analítica aferida pelo INMETRO, com precisão de 0,0001</p><p>sugerida devido ao seu baixo custo, à facilidade de manejo e à</p><p>g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente climatizado</p><p>possibilidade de reciclagem e reuso. Assim, o dessecador deve estar</p><p>(20-25°C ou de acordo com as especificações do fabricante). Ligue a</p><p>sempre lumpo, seco e possuir sílica gel na tonalidade azul escuro</p><p>balança e aguarde 30 minutos para sua estabilização.</p><p>em seu interior. A área de contato entre o corpo do dessecador e sua</p><p>118 119</p><p>INCTCn a Anima Métndos para Análise de Alimmentos 2" Fdiçin</p><p>tampa deve ser leve ente lubrificada com graxa de silicone de 10. Após se inicar a ebulição do éter. verifique se não ha vazamento</p><p>forma a pemitir um deslizamento adequado e melhorar a vedaçâo deste durante sua ebulição e condensação</p><p>durante o período de resfriamento.</p><p>11. Mantenha os cartuchos submersos no solvente em ebulição por 20</p><p>5. Após estabilização com a temperatura ambiente (nomalmente em minutos.</p><p>tormo de 30 minutos). pese os copos,</p><p>removendo-os um de cada vez</p><p>12. Suspenda os cartuchos (ou reduza o volume de éter: isso dependerá da</p><p>do dessecador. mantendo-o fechado entre as remoções dos</p><p>marca e modelo do cquipamento)e extraa por 80 minutos com taxa</p><p>recipientes.</p><p>de condensação mínima de 3 a 5 gotas por segundo. Assegure-se que</p><p>6. Acondicione os cartuchos em seus respectivos copos e mantenha-os as gotas estão passando por dentro dos cartuchos.</p><p>em estufa não ventilada a 105°C por 2 horas. Se a extração não</p><p>13. Após a extração, prnceda à retirada do éter pelo esquema de reciclagem</p><p>ocorrer imediatamente após este procedimento de secagem,</p><p>característico de cada equipunento até que uma camada delgala</p><p>mantenha os cartuchos dentro de seus respectivos copos em</p><p>(aproximadamente I mm) de cter pemaneça no tundo do copo.</p><p>dessecador.</p><p>14.Coloque os copos em estufa n�o ventilauda a l05°C por 30 minutos</p><p>7. Adicione éter de petróleo em cada copo. . quantidade deve ser</p><p>para teminar a evaporação do éter. Cuidado, se os copos forem</p><p>suficiente para permiir a realização da extração na fase de</p><p>colocados ma estufa com excesso de éter poderá ocorrer explosão.</p><p>submersãoe pode variar em funç�o do equipamento.</p><p>15. Acondicione em desseeador té que ocora cyulbrio com a</p><p>8. Coloque os cartuchos no local indicado no equipamento (i.e.,</p><p>lemperatura ambiente e prucela à pesagem. Siga as instruções gerais</p><p>suporte) e acople o copo no extrator. Posicione os cartuchos</p><p>de uso do dessecador deseritas nos passos 4 e 5, A diterença entre este</p><p>imersos no éter.</p><p>iltimo peso e o do copo vazio cornesponde iao peso da gordura</p><p>9. Inicie o aquecimento e a circulação de água no condensador. extraida.</p><p>121 120</p><p>Métodos para Análise de limentos-2" Edição INCT Ciência Animal</p><p>Os cálculos da concentração de EE são realizados de forma</p><p>- Em capela, adicione 1000 ml de água destilada ao frasco erlenmeyer</p><p>similar ao descrito no método G-004/1. de 2000 mL. Com cuidado, acrescente 500 mL de ácido clorídrico</p><p>P.A. Aguarde o resfriamento.</p><p>Hidrólise ácida pré-extração de gordura</p><p>(Método G-006/1) Procedimentos</p><p>Aparatos 1. Use balança analítica aferida pelo INMETRO. com precisão de</p><p>Balança analítica com precisão de 0,0001g 0,0001 g, sobre bancadaespecial de laboratórioe em ambiente</p><p>climatizado (20-25°C ou de acordo com as especificações do</p><p>Chapa aquecedora ou banho de areia</p><p>fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos para sua</p><p>- Estufa sem circulação forçada de ar</p><p>- Capela com exaust�ão estabilização.</p><p>- Frascos erlenmeyer 250 mL</p><p>2. Pese aproximadamente 4 gramnas de amostra seca ao ar</p><p>Frasco erlenmeyer 2000 mL</p><p>(preferencialmente moída em peneira de porosidade I mm) e</p><p>- Vidros de relógio acondicone em frasco erlenmeyer de 250 mL.</p><p>- Papel de filtro qualitativo 80 g/m</p><p>- Béqueres 500 mL 3. Em capela, adicione sobre a amostra 40 mL da solução de ácido</p><p>- Funis raiados clorídrico 1:2 e cubra com o vidro de relógio.</p><p>- Papel indicador de pH</p><p>4. Coloque o erlenmeyer com a amostra e coberto com o vidro de</p><p>Reagente relógio sobre a chapa aquecedora ou banho de areia, que deverá</p><p>estar no interior da capela.</p><p>Acido clorídrico (HCI) 37% P.A.</p><p>Solução 5. Aqueça o equipamento até a temperatura de 110 a 120°C. Aguarde</p><p>até a ebulição. Mantenha nessas condições por 30 minutos.</p><p>Solução de ácido clorídrico 1:2</p><p>122 123</p><p>Mtodos para Análise de Almentos2" Ediçio</p><p>INCTCcna Animal</p><p>Literatura Citada</p><p>o. Retie os erlennmeyers da chapa aquccedora ou banho de arcia e</p><p>deixe esfriar no interior da capela. BARBOSA. M.M DETMANN. E. VALADARES FILHO. SC</p><p>DETMANN. K.S.C. FRANCO. M0: BATISTA, E.D.; ROCHA, G.C.</p><p>Fvaluation of methods for the quantification of ether extract contents in 7, Filtre o conteúdo em papel de filro qualitativo 80 g/hn' com o</p><p>forage and cattle feces. Anais da Academia Brasileira de Ciencias.</p><p>auxilio de funil raiado e de um béquer de 500 ml que receberá o</p><p>v.89. p.1295-1303. 2017.</p><p>sobrenadante a ser descartado. Lave o interior do erlenmeyer com INSTITUTO ADOLFO LUTZ - IAL. Métodos fisico-químicos para</p><p>análise de alimentos. 4 ed. So Paulo: Instituto Adolfo Lut/, 2008.</p><p>água destilada quente (temperatura igual ou superior a 90 °C) para</p><p>1020p</p><p>garantir a transferência quantitativa do resíduo para o papel de</p><p>JIANG. B.: TSAO. R.: LI. Y.: MLAO. M. Food safety: food analysis</p><p>technologies/techniques. In: Van ALFEN. N.K. (Ed.) Enclyclopedia of</p><p>agriculture and food systems. 2 ed. Amsterdan: Elsevier. 2014, p.273</p><p>288.</p><p>filtro.</p><p>8. Proceda à lavagem do resíduo retido no papel de filtro com água</p><p>SILVA. D.J.: QUEROZ, A.C. Análise de alimentos. Métodos quimicos e</p><p>biológicos. 3 ed. Viçosa: Editora UFV, 2002. 235p. destilada quente (temperatura igual ou superior a 90°C). Monitore</p><p>o pH constantemente com o papel indicador. A lavagem deve ser SILVA. P.T.: DETMANN, E.: VALADARES FILHO. S.C.: DETMANN,</p><p>K.S.C.: BARROS. L.V.: MARTINS, S.C.V.; MORAIS, L.E.: COSTA.</p><p>conduzida até a neutralização (i.e., pH = 7,0).</p><p>V.A.C. Evaluation of total and non-tatty ether extract in feeds and cattle</p><p>feces using two analytical methods. Animal Feed Science and</p><p>Technology. v. 163. p.111-17, 2011.9. Retire o papel contendo o resíduo e acondicione sobre um vidro de</p><p>relógio. Conduza à estufa sem ventilação forçada (105°C) por 16 OLIVEIRA. A.C.R.: DETMANN. E.: RODRIGUES. J.P.P.: GARCIA.</p><p>A.M.M.: TEIXEIRA. I.C.: RODRIGUES. A.N. Efcitos dos tempos de</p><p>imersão e de gotejamento sobre a estimativa de gordura bruta pelo método</p><p>de Randall. In: SIMPOSIO DE INTEGRAÇÃO ACADEMICA, 2018.</p><p>Anais...</p><p>horas ("uma noite").</p><p>UFV. 2018. Disponivel em</p><p>Viçosa:</p><p>https://www.3.dti.utv.br/sia/vicosa/2013/trabalhos/</p><p>10. Acondicione o material em cartuchos de celulose ou confeccione</p><p>PALMQUIST, D.L.: JENKINS T.C. Challenges with fats and fatty acid</p><p>methods. Journal of Animal Science. v.81. p.3250-3254, 2003.</p><p>cartucho com papel de filtro qualitativo 80 g/m.</p><p>RODRIGUES, J.P.P.: PAULA, R.M; RENNO, L.N.; FONTES, M.M.S.:</p><p>MACHADO, A.F.: VALADARES FILH0, S.C.; HUHTANEN, P.;</p><p>MARCONDES, M.l. Short-term etfects ot soybean oil supplementation</p><p>on pertormanee, digestion, and metabolisnm in dairy cows fed sugarcane-</p><p>based diets. Journal of Dairy Science, v. 100. p.4435-4447, 2017.</p><p>11. Proceda à extração da gordura conforme o método G-005/2.</p><p>Os cálculos da concentração de EE são realizados de forma</p><p>similar ao previamente descrito.</p><p>125</p><p>124</p><p>INCT Ciencia Animal Métodos para Análise de Alimentos - 20 Edição</p><p>THIEX, N.; ANDERSON, S.; GILDEMEISTER, B. Crude fat, hexanes</p><p>extraction, in feed, cereal grain, and forage (Randal/Soxtec/Submersion</p><p>method): collaborative study. Journal of AOAC International, v.86,</p><p>p.899-908, 2003a.</p><p>Capítulo 7</p><p>FibraTHIEX, N.; ANDERSON, S.; GILDEMEISTER, B. Crude fat, diethyl ether</p><p>extraction, in feed, cereal grain, and forage (Randall/Soxtec/Submersion</p><p>method): collaborative study. Journal of AOAC International, v.86,</p><p>p.888-898, 2003b.</p><p>7.1. Fibra insolúvel em detergentes neutroe ácido</p><p>Definiçoes básicas XIAO, L. Evaluation of extraction methods for recovery of fatty acids</p><p>from marine products. 121f. Dissertação de Mestrado, University of</p><p>Bergen, Noruega, 2010. Embora o termo fibra seja de uso comum no vocabulário</p><p>associado nutrição animal, a definição exata de seu significado</p><p>constitui processo extremamente complexo em virtude da necessidade</p><p>de se compatibilizar aspectos nutricionais e analític0s. Em termos</p><p>gerais, a fibra constitui um termo exclusivamente nutricional que</p><p>compreende os compostos indigestíveis ou de lenta digestão que</p><p>ocupam espaço no trato gastrintestinal dos animais (Undersander et</p><p>al., 1993). Sob um ponto de vista químico, estes componentes</p><p>constituem mistura de celulose, hemicelulose, lignina, pectina e ate</p><p>mesmo outros compostos como proteína, lipídeos, minerais e alguns</p><p>carboidratos não fibrosos indigestíveis (Detmann, 2010).</p><p>A partir desta definição nutricional geral de fibra, estabelece-</p><p>se a premissa que esta somente pode ser verdadeiramente mensurada</p><p>pelo animal</p><p>(Undersander et al., 1993). Contudo, embora</p><p>nutricionalmente embasada, definição anteriormente apresentada</p><p>representa empecilho primário aos nutricionistas, os quais demandam</p><p>127</p><p>126</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>vias práticas e rotineiras para mensuração da fibra dos alimentos com dctergente neutro (DN). com digestibilidade verdadeira alta e</p><p>o objetivo de aplicação ao desenvolvimento ou construção de dictas aproximadamente constante entre alimentos. da fração insolúvel em</p><p>que suportem o nível de produção planejado para determinado sistema DN, com digestibilidade menor e variável entre alimentos (Huhtanen</p><p>(Detmann. 2010). et al., 2006). Contudo, embora o conceito aparente ser simples. a</p><p>Em termos teóricos, os métodos laboratoriais para análise de Cxtração em DN mostra-se totalmente complexa. com alto nivel de</p><p>fibra em alimentos deveriam ser desenvolvidos para se ajustarem a um possíveis interferèncias, o que demanda alta complexidade na soluç�o</p><p>conceito nutricional e não o contrário. Contudo, torna-se praticamente de DN.</p><p>impossível que algum método baseado em mensurações laboratoriais Por outro lado. a extração em detergente ácido (DA) mostra</p><p>químicas ou enzimáticas possa reproduzir todos os efeitos nutricionais se mais simples e com menor número de interferências advindas de</p><p>da fibra no animal (Mertens, 2003). Assim, embora a fibra da dieta outros compostos presentes na matriz orgânica dos alimentos (Van</p><p>devesse ser definida por conceitos nutricionais (e não analíticos), esta Soest & Robertson. 1985). Contudo. o resíduo obtido a partir da</p><p>constitui na práica uma mensuração empírica que é definida pelo extração em DA não se associa a nenhum conceito nutricionalmente</p><p>método de análise em si. válido de fibra (Van Soest. 1994). Assim, a extração em DA deve ser</p><p>Os métodos de análise denominados fibra insolúvel em vista principalmente como um passo preparatório para redução das</p><p>detergente neutro (FDN) e fibra insolúvel em detergente ácido (FDA) interferências sobre a quantificação posterior da concentração de</p><p>foram originalmente desenvolvidos por P.J. Van Soest na década de lignina em alimentos ou dietas.</p><p>1960 e estão baseados na recuperação do resíduo fibroso insolúvel em</p><p>meio neutro ou ácido, empregando-se extração em meio aquoso Atualizaçõdes</p><p>mediada por calor e pela ação de um detergente aniônico (lauril sulfato</p><p>Essencialmente, as aualizações aqui adotadas centram-se</p><p>de sódio) ou catiônico (brometo de cetil trimetilamônio), sobre três pontos. Primeiro, sobre omissõies de descrições da primeira</p><p>respectivamente (Van Soest& Robertson, 1985).</p><p>edição: segundo, sobre modificações dos métodos anteriormente</p><p>A FDN constitui aproximação química à fibra insolúvel do</p><p>adotados; e, terceiro, sobre o retorno efetivo do uso de cadinhos</p><p>alimento/dieta e permite a separação entre a porção solúvel em</p><p>filtrantes como referdncia para análise. principalmente, de FDN.</p><p>128 129</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Durante a feitura da primeira edição deste Manual, já havia por proeminentes são observados sobre os valores de FDN, cuja extração é</p><p>parte da AOAC International (AOAC) um método oficial de análise de mais complexa e, assim, mais susceptível a interferências nas mudanças</p><p>FDN, o qual se baseava no uso de extrator de fibras e cadinhos filtrantes de parâmetros físico-químicos da extração.</p><p>(Mertens, 2002). No entanto, a análise de alimentos em Zootecnia vivia o Deve ser ressaltado que as análises laboratoriais de fibra</p><p>momento dos filter bags e seu instrumental de análise (i.e., autoclaves e aplicadas atualmente em Zootecnia são categorizadas como métodos do</p><p>analisadores de fibras), cuja principal bandeira residia sobre o aumento tipo I de acordo com o Codex Alimentarius. Logo, os métodos permitem</p><p>de praticidade e capacidade operacional na análise de fibras. Dessa forma, acessar um determinado valor que é definido pelo método em si (Codex</p><p>o comite organizador da primeira edição deste Manual baseou suas Alimentarius Commission, 2018). Uma vez que não existem padrões ou</p><p>recomendações focando tais métodos, embora mantivesse seu referências prmárias para este tipo de método, esses não podem ser</p><p>conhecimento sobre os métodos tradicionais de análises de fibras. validados quanto a sua exatidão, ou seja. quanto à sua capacidade de</p><p>Contudo, durante e após a elaboração da primeira edição deste produzir resultados convergentes ao "valor real" para a entidade analítica</p><p>Manual, novas evidências foram levantadas em trabalhos científicos que em questão. Assim, para se minimizar erros sistemáticos entre</p><p>levaram o comitê organizador a reavaliar suas prioridades. Assim, a maior laboratórios, os métodos ditos empíricos (i.e. métodos tipo I) devem ser</p><p>modificação a ser adotada nesta nova edição é a introdução de métodos seguidos exatamente como descrito nos protocolos padrões, pois mesmo</p><p>de análise de FDN (e, por conseguinte, FDA) baseados no uso de a menor variação nos procedimentos pode acarretar na mensuração de</p><p>cadinhos filtrantes ao invésde filter bags, os quais são considerados como uma entidade analítica distinta da originalmente proposta (Mertens,</p><p>referências intermacionais (Mertens, 2002; Barbosa et al., 2015; Silva et 2003).</p><p>al., 2018). Considerando as colocações do parigrafo anterior, faz-se</p><p>Embora não haja dúvida de que o uso de filter bags aumente a extremamente necessário a completa descrição dos procedimentos usados</p><p>praticidade ea capacidade operacional do método, evidências tem sido para análise dos compostos fibrosos. Caso um método especítico seja</p><p>apresentadas de que sua utilização pode incorrer em vícios e erros sobre seguido, sua referenciação deve ser adequada. No caso de um método ser</p><p>o processo de quantificação de componentes fibrosos (Gomes et al., 2011; seguido, mas com alguma modificação, mesmo que mínima, esta deve</p><p>Barbosa et al., 2015; Silva et al., 2018). Nornmalmente, os problemas mais</p><p>130 131</p><p>INCT Concia Animal Métodos para Análise de Alimentos 2" Ediin</p><p>ser plenamente descrita para que os resultados, caso necessário, sejam Alguns detalhes adicionais devem ser irisados para avaliação</p><p>interpretáveis e passíveis de cotejamento inter-experimental não viesado. adcquada dos conteúdos de fibra em alimentos, principalmente FDN. Em</p><p>O uso de filter bags pode restringir a circulação de extrator pela primeiro lugar, as partículas devem ser padronizadas a partir de moagem</p><p>amostra e comprometer a extração daquilo que seria solúvel em com peneira de porosidade I mm (Mertens, 2002: Valente et al.. 2011a).</p><p>detergente neutro, principalmente com alinmentos concentrados (Barbosa Tamanhos de partículas superiores propiciam menor superticie especifica</p><p>et al. 2015). Contudo, o método de extração com flter bags pode ser da porção teste. comprometendo o acesso da solução de detergente e</p><p>considerado rústico e preciso e. portanto, útil para o cotejamento intra- também da a-amilase termoestável (Valente et al.. 201 la).</p><p>experimental (Mertens. 1999; Silva et al, 2018). O principal ponto para Os resultados obtidos no Brasil sob as mesmas condições de</p><p>garantir essas características reside sobre o uso de sistemas pressurizados extração indicam que tanto filter bags F57 (Ankom®) como aqueles</p><p>de extração. O uso de equipamentos não pressurizados compromete a confeccionados com tecido não-tecido (TNT, 100 g/m) propiciam</p><p>qualidade e a precisão dos resultados (Silva et al., 2018), um possível resultados similares de FDN e FDA (Casali et al. 2009: Valente et al.</p><p>reflexo do acúmulo de bolhas no interior dos filter bags (Gomes et al., 2011a). A diferença básica entre ambos reside sobre a menor resistência</p><p>2011), o que compromete a homogeneidade de contato entre o extratore a danos fisicos exibida pelos filter bags de TNT (Valente et al. 2011b), o</p><p>o material a ser extraído. A pressurização amplia a temperatura de que detemina que não haja reutilização dos mesmos.</p><p>ebulição do extrator e, consequentemente, evita a formação de bolhas no</p><p>Amostras com alto teor de gordura (i.e., extrato etéreo maior que</p><p>interior dos filter bags. A maioria dos equipamentos nacionais para 10%, com base na matéria seca) não apresentarão extração adequada do</p><p>extrações com filter bags opera sob condições não pressurizadas, não material solúvel em detergente neutro. Isso se dá pela tendência de</p><p>sendo recomendada a sua utilização formação de uma solução bifásica durante a extração, levando à migração</p><p>do detergente neutro paraa fase apolare comprometendo sua ação na fase</p><p>polar (Van Soest & Robertson, 1985; Valente et al., 2011c). Assim, tais</p><p>7Este é o motivo pelo qual a descrição do método inclui uma marca</p><p>comercial de equipamentos, cujos modelos operam sob pressurização. Não</p><p>há compromisso algum do comitê organizador deste Manual com a empresa</p><p>citada. Apenas priorizou-se a adequação do processo de extração à</p><p>necessidade de um ambiente físico-químico específico que é propiciado por</p><p>tais equipamentos.</p><p>amostras devem ser parcialmente desengorduradas previamente à</p><p>extração com acetona ou éter de petróleo de forma a reduzir sua</p><p>133</p><p>132</p><p>INCT Ciencia Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2° Edição</p><p>concentração de extrato etéreo para aquém de 10% com base na matéria A utilização de a-amilase termoestável obrigatória para a Seca.</p><p>avaliação de FDN independentemente do instrumental de análise. Embora o método referência da AOAC (Mertens, 2002) inclua a aquecimento em meio neutro promove a gelatinização do amido presente utilização de sulfito de sódio na análise de FDN, o comitê organizador do na amostra (Hall, 2007), o qual, em não sendo retirado, inflaria o valor do presente Manual não recomenda sua utilização. Em teoria, a principal precipitado superestimaria a concentração de FDN (Valente et al. função do sulfito de sódio seria reduzir a contaminação proteica do 2011c). Contudo, tona-se importante ressaltar que o uso de a-amilase resíduo insolúvel em detergente neutro por agir na clivagem de ligações termoestável é passo constituinte do método, não cabendo ao analista bissulfidicas (Van Soest & Robertson, 1985). Contudo, o sulfito pode aplicar seletivamente sua utilização em função da natureza da amostra. apresentar ações de clivagem de ligações fenólicas, reduzindo a Portanto, a mesma deve ser utilizada em toda e qualquer amostra visandoconcentração de lignina no resíduo insolúvel e, consequentemente. à homogeneidade de aplicação do método empírico. subestimando a concentração de FDN (Van Soest et al., 1991: Gomes et Existem divergências na literatura quanto à forma de utilização al., 2012). Há de se ressaltar que, embora possa reduzir a contaminação da a-amilase termoestável na análise de FDN. O método oficial da AOAC</p><p>proteica sobre a FDN, o sulfito de sódio não é capaz de anulá-la inclui um processo de padronização de atividade da enzima, a qual é</p><p>completanmente (Gomes et al., 2012). Somando-se a isso o fato da utilizada em duas instâncias: durante a extração e durante o processo de</p><p>solubilização de lignina, entende-se que a utilização do sulfito de sódio é</p><p>filtração (Mertens, 2002). Em trabalho conduzido pelo grupo de pesquisa</p><p>controversa e capaz de gerar mais prejuízos do que benefícios. Logo, na gerenciado pelo comitê organizador deste Manual, verificou-se que a</p><p>necessidade de correção para contaminação proteica, o presente Manual segunda adição de a-amilase (i.e., durante a filtração) n�o modifica o</p><p>valor do resíduo insolúvel em detergente neutro (Barbosa et al., 2015),</p><p>sugere a quantificaç�ão direta da proteína associada à fibra e seu desconto</p><p>não sendo, assim, aqui recomendada. de forma aritmética. Para o caso de estudos que possuam interesse direto</p><p>Adicionalmente, não há aqui recomendação para um processo de no valor da proteína associada à fibra ou da concentração de lignina (por</p><p>padronização para a atividade enzimática. Isso se dá pelo fato de o métodoanálise sequencial), o sulfito de sódio não deve ser utilizado (Van Soest</p><p>se basear no uso de enzimas industriais, cuja padrão de atividade faz parte</p><p>et al., 1991).</p><p>das caracteristicas do produto (Gomes et al., 2014). Logo. o procedimento</p><p>135 134</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>analítico se toma menos laborioso e rápido. A enzima sugerida - Aparelho analisador de fibras Ankom ou Ankom ou</p><p>produzida pelo Bacillus licheniformis e comercialmente encontrada como AnkomDELTA ou autoclave</p><p>Termamyl 2X ou Lyquozime Supra 2.2.X. A diferença entre ambas - Erlenmeyers (4 e 10 L)</p><p>consiste basicamente do nível de atividade do produto ofertado n0 Coletores universais autoclaváveis</p><p>mercado, que é de 240 e 300 KNU/g, respectivamente. Ambas são Panela de alumínio</p><p>igualmente efetivas (Gomes et al, 2014), sendo que a segunda tende a - Bandejas de alumínio</p><p>substituir comercialmente a primeira devido à sua maior atividade" - Fogão ou fogareiro</p><p>7.1.1. Métodos para fibras utilizando filter bags Reagentes</p><p>FDN utilizando analisador de fibras - Método F-001/2 - Sulfato láurico de sódio (NaCHas5O.) P.A.</p><p>FDN utilizando autoclave - Método F-002/2 Etilenodiamino tetra-acético (EDTA) sal dissódico</p><p>FDA utilizando analisador de fibras - Método F-003/2 (CioH1aNOs.2Na.2H:0) didratado P.A. ou EDTA ácido</p><p>FDA utilizando autoclave - Método F-004/2 (CoHNOs) P.A. e hidróxido de sódio (NaOH) P.A.</p><p>- Tetraborato de sódio (Na.B.0.10H:0) decahidratado P.A.</p><p>Aparatos</p><p>- Fosfato de sódio dibásico anidro (Na-HPOs) ou heptahidratado</p><p>Balança analítica com precisão de 0,0001 g (NaoHPO4.7H20) P.A.</p><p>- Dessecador - Trietilenoglicol (CsH1sO:) P.A.</p><p>- Estufa com circulação forçada de ar</p><p>- -amilase termo-estável (Lyquozime Supra 2.2.X, Novozymes,</p><p>- Estufa sem circulação forçada de ar Araucária, PR, Brasil)</p><p>Sacos FS7 (Ankom®) ou de tecido não tecido (TNT, 100 g/m) - Åcido sulfúrico (H:S0s) concentrado P.A.</p><p>- Seladora - Brometo de cetil trimetilamônio (CH4:BrN) P.A. (cetremide ou CTAB)</p><p>- Acetona (C.HO) P.A.</p><p>KNU significa kilo novo units e representa a quantidade de a-amilase que, Detergente neutro comercial</p><p>sob condições padrões(pH 7,1;37°C), dextriniza 5,26 g de amido.</p><p>136 137</p><p>INCT Ciência Aninal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Soluções Solução de detergente ácido</p><p>- Em Erlenmeyer de 10 L, adicione 4 L de água destilada previamente I Solução de detergente neutro comercial</p><p>aquecida. Adicione 200 g de CTAB P.A. e agite levemente. Adicione Em Erlenmeyer de 4 L, adicione 1 L de água destilada e 80 mLde</p><p>lentamente 277 mL de ácido sulfúrico concentrado P.A. Agite atéé a detergente neutro comercial. Agite até a completa homogeneização</p><p>solubilização e complete o volume com água destilada.</p><p>e complete o volume com água destilada.</p><p>Procedimentos</p><p>Solução de detergente neutro</p><p>- Em Erlenmeyer de 10 L, adicione 4 L de água destilada previamente Use balança analítica aferida pelo INMETRO, com precisãoo</p><p>aquecida. Adicione 300 g de sulfato 1áurico de sódio P.A., 186,1 g de 0,0001 g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente</p><p>de EDTA sal dissódico P.A. (ou 146,1 g de EDTA ácido P.A. e 40 g</p><p>climatizado (20-25°C ou de acordo com as especificações do</p><p>de hidróxido de sódio P.A.), 68,1 g de tetraborato de sódio fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos para sua</p><p>decahidratado P.A., 45,6 g de fosfato de sódio dibásico anidro P.A. estabilização.</p><p>(ou 81,54 g de fosfato de sódio dibásico heptahidratado P.A.) e 100</p><p>Preparação dos filter bags</p><p>mL de trietilenoglicol P.A. Agite até a completa solubilização.</p><p>Complete o volume com água destilada. O pH final da solução deve 1. Identifique os filter bags com marcador permanente.</p><p>estar entre 6,95 e 7,05. Caso o pH final esteja abaixo de 6,50 ou 2. Acondicione os filter bags em panela de alumínio e adicione a solução</p><p>acima de 7,50, descarte a solução. Para pH final de de detergente neutro comercial em volume suficiente para cobrir todo o</p><p>6,50spH<6,95, ajuste para a faixa ideal</p><p>de Zootecnia da Universidade Federal de</p><p>Viçosa, por ceder suas instalações para realização de grande parte dos</p><p>testes laboratoriais necessários para ajustamento de métodos de análise de</p><p>alimentos.</p><p>As instituições componentes da Rede de Avaliações de</p><p>Alimentos do INCT-CA, por aceitarem o desafio e participarem nas ações8</p><p>9</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição INCT Ciência Animal</p><p>que culminaram nesse manual. Nossos enos nos mostraram a necessidade Codificação INCT-Ciência Animal</p><p>de encontrar um caminho conum. Esse foi nosso grande estorço e nossa</p><p>grande contribuição. A codificação dos métodos estabelecidos para análise de</p><p>Aos pesquisadores ligados ao INCT-CA, por contribuírem para</p><p>N</p><p>alimentos segue o que foi estabelecido na primeira edição do Manual. O</p><p>a condução de ações pertinentes à elaboraç�o deste manual. objetivo principal da mesma é de estabelecer uma linguagem universal</p><p>Aos Drs. Luiz Femando Costa e Silva, Gabriel Cipriano Rocha, N para todos aqueles que desejarem aplicar os fundamentos aqui</p><p>Malber Nathan Nobre Palma e João Paulo Pacheco Rodrigues, que estabelecidos e, quando necessáio, referencia-los em relatórios e artigos</p><p>atuaram como bolsistas de pós-doutoramento CAPES/PNPD ligados cientifico.</p><p>diretamente à elaboração da segunda edição deste Manual. A interpretação do código dos métodos de análise de alimentos é</p><p>A todos aqueles que direta ou indiretamente contribuíram para a exposta a seguir.</p><p>concretização deste novo esforçn e que, por motivos alheios à nossa</p><p>vontade, não foram citados aqui nominalmente. Estrutura do Código: Método X-YYY/Z</p><p>Campo X</p><p>Muito Obrigado! Estabelece qual a área em que o método específico se enquadra</p><p>dentro da análise de alimentos</p><p>Código de Area Area</p><p>Métodos de anáises gerais</p><p>Métodos de análises para compostos</p><p>nitrogenados</p><p>Métodos de análises para compostos fibrosos</p><p>Métodos de anádises para compostos minerais</p><p>G</p><p>N</p><p>F</p><p>M</p><p>11 10</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição INCT Cineii Anima</p><p>SumárioCampo</p><p>Estabelece o número do método dentro de cada área para o Página Capítulo Tema</p><p>INCT-CA.</p><p>15 1 Obtenção e processamento de amostras ************** Campo Z</p><p>55 2 Secagem definitiva e matéria seca. ******** ********** Estabelece qual a versão do método que está sendo exposta Matéria mineral. 65</p><p>******** ************************ Todos os métodos constantes na primeira edição deste Manual foram</p><p>Nitrogênio (proteína bruta). 75 *************** *** *** identificados nesse campo pelo número "1", pois constituíam a primeira Frações nitrogenadas proteica e não proteica . 97 ******* versão do método em si. Para aqueles que sofreram alterações, o valor do</p><p>Gordura bruta.. 107</p><p>campo Z foi alterado sequencialmente (vide, quando cabível, seção Fibra 127 1 *********** *********************************** "Aualizações" em cada Capítulo).</p><p>173 8 Amido... ** ******************************</p><p>Carboidratos não fibrosos e matéria orgânica</p><p>residual.</p><p>9</p><p>185</p><p>************°******</p><p>203 10 Lignina .. ******************************************************</p><p>231 11 Fibra indigestível. ****************************** *********</p><p>249 12 Solução mineral ***************"°***********"**************</p><p>259</p><p>13 Fóstoroinorgânico total.******* *** ****°**</p><p>*********</p><p>269</p><p>14 Cromo..</p><p>285 L.</p><p>15 Nitrogênio amoniacal em tluidos biológicos ..</p><p>301</p><p>16 Titânio .</p><p>Digestibilidade n vitro da maténa seca para</p><p>ru ntes .</p><p>17 313</p><p>*********° **************</p><p>Protocolos para condução de ensaios de degradação</p><p>in situ em ruminantes ..</p><p>329 18</p><p>13 2</p><p>Métodos para Análise de Alimentos-2" Ediçäão</p><p>Capítulo 1</p><p>Obtenção e processamento de amostras</p><p>Definições básicas em amostrageme inferência em alimentos</p><p>A análise de alimentos constitui área relevante no ensino das</p><p>Ciências que estudam alimentos, pois fornece ferramentas e subsídios</p><p>para vári0s segmentos do controle de qualidade, do processamento e</p><p>do armazenamento, além das informações básicas acerca de seu</p><p>potencial e efetividade de utilização por animais e humanos.</p><p>Nesse ramo do conhecimento s�o estudados os alimentos; sua</p><p>composição química; sua ação no organismo; seu valor nutritivo</p><p>(algumas vezes também o valor alimentício); suas propriedades</p><p>fisicas, químicas, microbiológicas, sensoriais, toxicológicas; e</p><p>também adulterantes, contaminações, fraudes, etc. Assim, a ciência</p><p>análise de alimentos relaciona-se com tudo aquilo que, de alguma</p><p>forma, éalimento para os seres humanos e animais, desde a produção,</p><p>coleta e transporte da matéria-prima, até a venda como alimento</p><p>natural ou industrializado. Também é função da análise de alimentos</p><p>verificar se o alimento se enquadra nas especificações legais,</p><p>detectando a presença de adulterantes e aditivos prejudiciais à saúde.</p><p>Em resumo, relaciona-se com todos os diferentes aspectos que</p><p>envolvem um alimento, permitindo juízo sobre a qualidade do mesmo.</p><p>15</p><p>INCT Ciéncia Anima Métodos para Análise de Alimentos-2 Fdição</p><p>Nesse sentido, os alimentos devem ser submetidos a análises</p><p>Em termos gerais. inferir significa tirar conclusão. Estatisticamente, a</p><p>de controle de qualidade e composiçâo química, as quais sâo</p><p>inferéncia conecta dois elementos chave no processo de avaliaçäo de</p><p>igualmente importantes na contabilização de propriedades nutritivas dados: a população ea amostra. Segundo definições da ABNT (2010).</p><p>particulares. Assim. essas análises represcntam complementos</p><p>a populaçãco consiste da totalidade dos itens considerados, ao passo</p><p>importantes aos ensaios de alimentação. aos experimentos nutricionais que a amostra corresponde a uma das partes individuais em que uma</p><p>(Van Soest. 1967). à indústria e aos sistemas de produção. população é dividida. Assim, em termos gerais. a populaç�ão constitui</p><p>Para controlar a qualidade dos alimentos e aceitação dentro de o todo, sendo a amostra uma fração deste. Para a realizaçio segura do</p><p>limites satisfatórios, torna-se importante monitorar as características processo de inferència faz-se necessárno que a fração (amostra) seja</p><p>das matérias-primas. ingredientes, dietas e alimentos processados. um representante fidedigno de todas as caracteristicas do todo. pois</p><p>Isso pode ser feito através da avaliação de todos os alimentos ou isso possibilita que. ao entendermos a fração. podemos concluir (i.e..</p><p>ingredientes de um lote específico, o que, no entanto, além de inferir) sobre o todo. Em estatistica, chamamos essa caracteristica de</p><p>impraticável. inviabilizaria sua utilização posterior. Assim, o caminho representatividade. Por sua vez, a representatividade. em análise de</p><p>factível consiste em selecionar uma porção do produto total e assumir alimentos, é denominada de integridade de analito. a qual. portanto.</p><p>que a qualidade da porção selecionada é representativa de todo o lote indica a qualidade da amostra tomada do todo.</p><p>(Proctor & Meullenet. 1998). Esse procedimento é denominado de O termo populaçio, em análise de alinentos, não faz muito</p><p>amostragem. sentido, ua vez que nem sempre desejamos inferir sobre todo o milho</p><p>Assim, por definição, a amostragem é o conjunto de operações ou tarelo de soja existentes, mas apenas sobre lotes especiticos</p><p>com os quais se obiém, do material em estudo, uma porção dquiridos ou utilizados em determinado momento e/ou local. Assim,</p><p>relativamente pequena, de tamanho apropriado para o trabalho no o "todo" em análise de alimentos constitui um conceito populacional</p><p>laboratório, mas que ao mesmo tempo represente corretamente todo o mais restrito, sendo denominalo de unidade de decisão, a qual</p><p>conjunto da amostra (Cecchi, 2003).</p><p>representa o ateral a partir do qual uma amostra é coletada e ao qual</p><p>A resultante do processo de amostrugem de alinentos</p><p>uma interencia deve ser projetada. A unidade de decisão pode ser</p><p>constitui em habilitar o analisla a rcalizar um processo de inleréncin.</p><p>17</p><p>todas para Ariip d Aiimernting fri</p><p>INCT Cn ii Animal</p><p>onstituida por uma carrcta de gråo ou farelo, um</p><p>com adição de pequenas material.</p><p>porções de hidróxido de sódio. Para pH final de 7,05<pHS7,50 3. Leve o recipiente ao fogão ou fogareiro e aqueça. A solução deve</p><p>ajuste para a faixa ideal gotejando ácido clorídrico concentrado. ser mantida em ebulição por 15 minutos.</p><p>Sob temperaturas ambientes baixas pode haver precipitação 4. Lave os filter bags com água corrente até a total retirada do</p><p>parcial na solução armazenada. Nesses casos, aqueça levemente detergente.</p><p>a solução e agite para a ressolubulização antes do uso.</p><p>139 138</p><p>INCT Ciência Animal Métodos paru Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>5. Seque os filter bags em bandejas (canmada delgada sem 16.Acondicione os filter bags individualmente em coletores universais</p><p>sobreposição), sequencialmente, em estufa com circulação forçada autoclaváveis e adicione solução de detergente neutro à</p><p>de ar a 55°C por 24 horas e em estufa não ventilada a 105°C por 2</p><p>temperatura ambiente. A relação detergente:amostra deve ser de,</p><p>horas. aproximadamente, 100 mL/g.</p><p>6. Acondicione os filter bags em dessecador (máximo de 20 unidades</p><p>2. Adicione a-amilase termoestável (Lyquozime Supra 2.2.X) na</p><p>por procedimento) e aguarde o equilbrio com a temperatura</p><p>proporção de 500 uL/amostra.</p><p>ambiente.</p><p>7. Pese os filter bagse registre o peso. Esse será o peso da tara.</p><p>3. Aqueça a solução em aparelho analisador de fibras Ankom ou</p><p>8. Acondicione as amostras nos filter bags seguindo-se a relação de 20 Ankom20 ou AnkomLT ou autoclave à temperatura de 105°Ce</p><p>mg de matéria seca por centímetro quadrado de superfície. Sacos F57 mantenha por 1 hora. O tempo de extraç�o é contabilizado após</p><p>possuem aproximadamente 36 cm2 de superfície. Assim, seriam a temperatura ser atingida.</p><p>necessários 720 mg de matéria seca ou, aproximadamente, 800 mg de</p><p>4. Lave os filter bags com água destilada quente (temperatura >90°C)</p><p>amostra seca ao ar. O mesmo raciocínio é seguido para os filter bags</p><p>até a completa retirada da solução de detergente.</p><p>confeccionados com TNT, cujas dimensões sugeridas são de 4,0 x 4,5</p><p>cm. As amostras devem ser obrigatoriamente processadas em</p><p>5. Adicione os filter bags em um recipiente e cubra-os com acetona.</p><p>moinho de facas com peneira de porosidade de 1 mm. Agite por 3 a 5 minutos.</p><p>6. Seque os filter bags em bandejas (camada delgada sem</p><p>Extração</p><p>sobreposição), sequencialmente, em estufa com circulação forçada</p><p>la.Acondicione os filter bags em aparelho analisador de fibras</p><p>de ar a 55°C por 24 horas e em estufa não ventilada a 105°C por 2</p><p>Ankom2 ou Ankom ou AnkomIA e adicione soluç�o de</p><p>horas.</p><p>detergente neutro à temperatura ambiente. A relação</p><p>detergente:amostra deve ser de, aproximadamente, 100 mL/g; ou</p><p>141</p><p>140</p><p>Métodos ari Ari dicuo INCT Ciência Animal</p><p>en jue. m:1s Sa d fibra insoluvel em detergente neutro ou ácido Acondicione os filter bags em dessecador (máximo de 20 unidades</p><p>(gFB = tara ou peso do filter bag (g): %FaSA = percentual de fibra por procedimento) e aguarde o equilibrio com a temperatura</p><p>insolúvel em detergente neutro ou ácido com base na amostra seca ao ambiente.</p><p>ar; ASA massa de amostra seca ao ar (g): %Fus = percentual de</p><p>fibra insolúvel em detergente neutro ou ácido com base na matéria</p><p>8. Pese os filter bags e registre o peso.</p><p>seca, e %ASE = percentual de "amostra seca em estufa".</p><p>A avaliação da FDA deve ser realizada sequencialmente à</p><p>Exemplo de cálculo FDN repetindo-se os procedimentos 1 a 8, substituindo-se a solução</p><p>de detergente neutro por solução de detergente ácido e omitindo-sea</p><p>Considerando a alíquota 1 da tabela a seguir, têm-se os</p><p>adição de a-amilase termoestável.</p><p>cálculos para as estimativas de fibra insolúvel em detergente neutro e</p><p>em detergente ácido:</p><p>Cálculo da coucentração de fibra</p><p>FDN=(FB+FDN)-FB=0,7055-0,4041=0,3014 g Para o cálculo da concentração de fibra, utilize as equações:</p><p>0,3014</p><p>19x100=42,86%</p><p>FDN</p><p>96FDNASA ASA x100= 0.7033 F=(FB+F-FB</p><p>o6FDNASA100q586 4281O0-44,71%</p><p>F</p><p>%FDNMs9/6ASE x100 %F ASA ASA</p><p>FDA=(FB+FDA)-FB=0,5440-0,4041=0,1399 g /%F ASA 100 6 Fus 90ASE</p><p>0,1399 FDA</p><p>%FDAASA ASA x100= x100=19,89%</p><p>0,7033</p><p>143 142</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>19,89 96FDAASA100-a5.86 7.1.2. Métodos para fibras utilizando cadinhos filtrantes 6FDAMs %ASE</p><p>95.86 *LO0=20,75%</p><p>FDN utilizando extrator de fibras - Método F-012/1</p><p>FDN utilizando autoclave - Método F-013/1Alíquota</p><p>Item FDA utilizando extrator de fibras - Método F-014/1 2</p><p>FB (g) 0,4041 0,5410 0,4130</p><p>FDA utilizando autoclave - Método F-015/1</p><p>ASA (g) 0,7033 0,8168 0,7311</p><p>FB+ FDN (g) 0.7055 0,8994 0,7332 Aparatos</p><p>FB+FDA (g) 0,5440 0,6865 0,5541 Balança analítica com precisão de 0.0001 g</p><p>FDN (g) 0,3014 0,3584 0,3202 - Dessecador</p><p>FDA ) 0,1399 0,1455 0,1411 Estufa com circulação forçada de ar</p><p>T6FDNASA 42,86 43,88 43,80 Estufa sem circulação forçada dear</p><p>oFDAASA 19,89 17,81 19,30 Cadinhos filtrantes em borossilicato com porosidade grossa (40-60</p><p>%ASE 95,86 um) e 50 mL de capacidade</p><p>oFDNMs 44,71 45,77 45,69 Aparelho extrator de fibras Marconi MA450 ou similar ou autoclave</p><p>%FDAMs 20,75 18,5 20,13</p><p>- Béqueres 600 mL forma alta</p><p>%FDNMs (média) 45,39</p><p>- Erlenmeyers (4 e 10 L)</p><p>oFDAMs (média) 19,82 -Coletores universais autoclaváveis</p><p>- Forno mufla</p><p>- Bomba de vácuo acoplada, em linha, a um kitassato e a um suporte</p><p>para cadinhos filtrantes</p><p>- Pissetas de 500 ml em polietileno</p><p>144 45</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Reagentes Procedimentos</p><p>- Sulfato láurico de sódio (NaC12H2sSO,) P.A. Use balança analítica aferida pelo INMETRO. com precisão</p><p>- Etilenodiamino tetra-acético (EDTA) sal dissódico de 0,0001 g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente</p><p>(CioH1N 0s.2Na.2H.0) diidratado P.A. ou EDTA ácido climatizado (20-25°C ou de acordo com as especificações do</p><p>(C1oH1N:Os) P.A. e hidróxido de sódio (NaOH) P.A. fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos para sua</p><p>- Tetraborato de sódio (NaB,07.10H0) decahidratado P.A. estabilização.</p><p>- Fosfato de sódio dibásico anidro (Na2HPO.) ou heptahidratado Preparação dos cadinhos</p><p>(NaHPO.7H:0) P.A.</p><p>- Trietilenoglicol (CsH10.) P.A. 1 Acondicione os cadinhos filtrantes em formo mufla. Aqueça</p><p>- d-amilase termo-estável (Lyquozime Supra 2.2.X, Novozymes, lentamente a mufla até atingir a temperatura de 500°C e mantenha</p><p>Araucária, PR, Brasil) sob esta condição por 2 horas.</p><p>Acido sulfúrico (H2SO4) concentrado P.A. 2. Desligue a mufla e aguarde seu resfiriamento, o qual deve ocomer.</p><p>Brometo de cetil trimetilamônio (C9H42BrN) P.A. (cetremide ou preferencialmente, com o equipamento fechado.</p><p>CTAB) 3. Retire os cadinhos da mufla, lave-os com um jato de água em</p><p>- Acetona (C3H0) P.A. sentido contrário ao da filtração (da base para o topo) e deixe-os</p><p>secar na bancada ou em estufa com ventilaç�ão forçada.</p><p>Soluções 4. Avalie a capacidade filtrante dos cadinhos submetendo-os a0</p><p>seguinte teste: acondicione os eadinhos no suporte para filtraç�ão,</p><p>As soluções de detergente neutro e dcido são produzidas como</p><p>mas sem acionar a bomba de vácuo. Adicione 50 mL de água</p><p>descrito anteriormente.</p><p>destilada e mensure o tempo necessário para a água fluir pelo</p><p>cadinho apenas por gravidade. O tempo ideal deve ser de 180+60</p><p>segundos. Cadinhos que se enquadrarem nessa característica estão</p><p>aptos para análise. Caso o tempo de filtração seja menor que 120</p><p>147 146</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>segundos, o cadinho deve ser descartado. CasO o tempo seja 2. Adicione aos coletores universais ou aos béqueres a solução de</p><p>superior a 240 segundos, o cadinho deve ser submetido a um detergente neutro à temperatura ambiente. A relação</p><p>processo de limpeza, cuja descrição pode ser encontrada em detergente:amostra deve ser de, aproximadamente, 100 mL/g. Mertens (2002). Após a limpeza, refaça o teste e verifique seo</p><p>cadinho obedece às especificações para análise. Caso não isso não</p><p>3. Adicione a-amilase termoestável (Lyquozi e</p><p>Supra 2.2.X) na</p><p>ocorra, o mesmo deve ser descartado. proporção de 500 uL/amostra.</p><p>5. Os cadinhos que passarem pelo teste de filtração devem ser 4a. Acondicione os coletores universais vedados em autoclave, aqueça acondicionados em estufa não-ventilada a 105°C por 16 horas. à temperatura de 105°C e mantenha por 1 hora. O tempo de</p><p>6. Retire os cadinhos da estufa, acondicione em dessecador (máximo extração é contabilizado após a temperatura ser atingida.</p><p>de 20 unidades por procedimento) e aguarde o equilibrio com a</p><p>LD</p><p>temperatura ambiente. 4b.Acondicione os béqueres no extrator de fibra, acione o</p><p>7. Pese os cadinhos e registre o peso. Esse será o peso da tara. aquecimento e aguarde a ebulição da solução. Regule a temperatura</p><p>e mantenha em ebulição moderada por 1 hora. Durante o processo</p><p>Extração de extração é comum que haja aderência de partículas nas paredes</p><p>do béquer. Assim, a cada 15-20 minutos, com o auxílio de uma</p><p>1. Pese, aproximadamente, 0,8 a 1,0 g de amostra seca ao ar e pisseta, lave as paredes internas do béquer com solução de</p><p>acondicione nos coletores universais, para o uso de autoclave, ou detergente neutro de foma a trazer as partículas aderidas de volta</p><p>nos béqueres (600 mL), para o uso de extrator de fibras. para a soluç�o em ebulição. O tempo de extração é contabilizado</p><p>Normalmente, alíquotas menores (próximas a 0,8 g) são usadas para após a ebulição ser atingida.</p><p>o método com autoclave devido ao volume reduzido dos coletores</p><p>universais (ver relação detergente:amostra no passo 2). As</p><p>5. Após o tempo de extração, desligue os equipamentos. Os passos</p><p>amostras devem ser obrigatoriamente processadas em moinho</p><p>que seguem não devem ser executados após o resfriamento das</p><p>de facas com peneira de porosidade de 1 mm.</p><p>alíquotas. Assim, a operacionalização do método deve levar em</p><p>148 149</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>conta a capacidade de condução do processo de filtração sem o 10. Retire os cadinhos, acondicione em dessecador (máximo de 20</p><p>resfriamento das alíquotas. unidades por procedimento) e aguarde o equilibrio com a</p><p>temperatura ambiente.</p><p>6. Acople o cadinho no suporte de filtração. Com o auxílio de água</p><p>destilada quente (temperatura > 90°C), transfira gradativamente o 11. Pese os cadinhos e registre o peso.</p><p>conteúdo do béquer ou coletor universal para o cadinho. Durante a</p><p>transferência, o vácuo deve estar desligado. Caso o volume do A avaliação da FDA deve, preferencialmente, ser realizada</p><p>cadinho seja atingido, pare a transferência e acione o vácuo para sequencialmente à FDN. Os procedimentos são essencialmente os</p><p>drenagem da solução. Após a drenagem, desligue o vácuo e mesmos, mas considerando-se os detalhes descritos abaixo.</p><p>continue a transferência. Repita esse procedimento até a Para o caso de extração em autoclave, insira o cadinho contendo</p><p>transferência quantitativa do béquer ou coletor para o cadinho. o resíduo da FDN no coletor universal. Adicione sobre o cadinho a</p><p>solução de detergente ácido na mesma proporç�o recomendada para a</p><p>7. Com o vácuo desligado, lave o resíduo com água destilada quente</p><p>extração em detergente neutro (100 mL/g). Considere o peso da ASA e</p><p>(temperatura 90°C). Acione o vácuo e drene. Repita esse</p><p>não do resíduo de FDN. Feche o coletor e extraia como descritoprocedimento até que o material drenado não apresente mais</p><p>anteriormente. Lembre-se de que não se adiciona a-amilase para extração espuma (monitore pelo que é drenado para o kitassato).</p><p>com detergente ácido. Após o témino da extração, abra o coletor,</p><p>8. Com o vácuo desligado, direcione um jato de acetona usando uma suspenda o cadinho sobre o mesmo e lave seu exterior com água destilada</p><p>pisseta sobre o resíduo de forma a revolvê-lo. Acione o vácuo e quente (temperatura >90°C), coletando a água da lavagem junto ao</p><p>drene. Repita esse procedimento por três vezes. líquido contido no coletor. Acople o cadinho no suporte de filtração e faça</p><p>a transferência quantitativa. Essa lavagem visa recolher algum resíduo</p><p>9. Leve os cadinhos com o resíduo à estufa não ventilada a 105°C por</p><p>sólido que porventura tenha sido deslocado para o exterior do cadinho</p><p>16 horas.</p><p>durante a extração.</p><p>150 151</p><p>INCT Ciência Aninnal Mélodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Para o caso do uso de extrator de fibra, acondicione o cadinho duas causas distintas: contaminação por erros de procedimento e</p><p>contendo o residuo insolúvel em detergente neutro no interior do béquer contaminação inerente ao método (Detmann & Valadares Filho,</p><p>e adicione a solução de detergente scido. Ao final do período de exiração, 2010). No primeiro caso, a contaminação surge por execução indevida</p><p>erga o cadinho com o auxílio de uma pinça e lave seu exterior com água ou por omissão de passos do procedimento. Um exemplo claro seria a</p><p>destilada quente (temperatura 290°C), recolhendo a água no interior do omissão da a-amilase na avaliação de FDN, o que levaria o amido</p><p>béquer. O objetivo é o mesmo descito anteriormente. gelatinizadoa contaminare superestimar o resíduo fibroso insolúvel.</p><p>Para o caso de extrações de FDA não sequenciais (o que pode No segundo caso, os contaminantes são inerentes ao método</p><p>ser vantajoso para aqueles que simplesmente almejam acessar a mesmo que todos os procedimentos sejam acuradamente realizados.</p><p>lignina), o processo de extração é similar ao descrito para FDN, apenas Entre esses contaminantes, destacam-se as frações dos compostos</p><p>substituindo-se a solução de detergente neutro por solução de nitrogenados insolúveis em detergente neutro e em detergente ácido,</p><p>detergente ácido e omitindo-se o uso da a-amilase. conhecidas como proteína insolúvel em detergente neutro (PIDN) e</p><p>proteína insolúvel em detergente ácido (PIDA), respectivamente.</p><p>Cálculo da concentração de fibra Conceitualmente, a contaminação proteica constitui a maior fonte de</p><p>contaminação das análises de resíduos insolúveis no sistema</p><p>Os cálculos são realizados como descrito no item 7.1.1, apenas</p><p>detergente e sua presença leva à superestimação dos teores de FDN substituindo-se o peso do filter bag pelo peso do cadinho filtrante.</p><p>e FDA nos alimentOs.</p><p>Como discutido anteriormente neste Capítulo, o sulfito de</p><p>1.2. Proteina insolúvel em detergentes neutro e ácido</p><p>sódio tem sido recomendado de forma particular na avaliação da FDN</p><p>Definiçoes básicas com o intuito de reduzir a contaminação proteica sobre o resíduo</p><p>insolúvel. Contudo, de forma controversa, o mesmo promove</p><p>Todas as análises gravimétricas de resíduos fibrosos estão</p><p>solubilização de lignina (Gomes et al., 2012), indicando ser dúbia a</p><p>sujeitos à interferência por contaminantes. Por sua vez, os</p><p>decisão de sua utilização. Assim, a quantificação direta da</p><p>contaminantes associados aos resíduos fibrosos podem ocorrer por</p><p>7.3 Veja mais detalhes no Capítulo 9.</p><p>152 I53</p><p>Métodos para Análise de Alimentos 2" EdiçaoINCT Ciencia Animal</p><p>Atualizações</p><p>contaminação proteica peimite sua consideração sobre o resíduo</p><p>fibroso sem o inconveniente da ação sobre outros macrocomyponentes As duas principais atualizações aqui adotadas são indiretas. A</p><p>da fibra insolúvel. primeira decorre das modificações realizadas a partir do método N-001/2.</p><p>Por outro lado. a avaliação da disponibilidade dos compostos</p><p>o qual define a quantificação química do nitrogênio associado à fibra. A</p><p>nitrogenados dos alimentos tem recebido atenção especial em</p><p>segunda envolve a amostragem de resíduos a partir de cadinhos filtrantes,</p><p>condições tropicais devido à elevada associação destes com a matriz</p><p>originalmente não utilizados na versão anterior deste Manual. Os</p><p>orgânica da parede celular vegetal; associação essa que interfere sobree</p><p>procedimentos descritos a seguir são comuns para os resíduos insolúveis</p><p>a a acessibilidade a estes compostos por parte dos microrganismos</p><p>em detergente neutro e ácido. Logo, um único procedimento de</p><p>ruminais (Henriques, et al., 2007). A separação da PIDN da PB dos</p><p>amostragem</p><p>é descrito, o qual é aplicado ao material obtido após a devida</p><p>alimentos amplia o entendimento nutricional funcional dos compostos</p><p>extração com detergente.</p><p>nitrogenados, pois permite a identificação de duas frações distintas: a</p><p>primeira, formada pela proteína solúvel em detergente neutro, com PIDN Método N-004/2</p><p>digestibilidade verdadeira elevada e constante entre alimentos; e a PIDA-Método N-005/2</p><p>segunda, formada pela PIDN, com digestibilidade verdadeira reduzida</p><p>e variável entre alimentos. Por outro lado, a PIDA, embora um Aparatos</p><p>componente da FDA e, portanto, englobando limitações nutricionais</p><p>Balança analítica com precisão de 0.0001 g</p><p>semelhantes, tem sido utilizada como elemento preditor de</p><p>- Tubos de digestão em borossilicato com orla</p><p>disponibilidade proteica por alguns sistemas nutricionais. Dessa</p><p>Tesoura</p><p>forma, as frações PIDN e PIDA podem ser funcionalmente utilizadas</p><p>-Espátula metálica</p><p>sendo, em muitos casos, consideradas mais do que meros</p><p>Espátula com ponta de silicone</p><p>contaminantes, justificando, uma vez mais, a importância de sua</p><p>Dessecador</p><p>quantificação.</p><p>Estufa sem circulação forçada de ar</p><p>154 55</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Procedimentos utilizada para avaliação da PIDN ou PIDA. Use dessecador para</p><p>realização das pesagens. A alíquota de fibra não deve ser pesada 1. Use balança analítica aferida pelo INMETR0, com precisão de</p><p>diretamente. 0.0001g. sobre bancada especial de laboratório e em ambiente</p><p>climatizado (20-25°C ou de acordo com as especificações do 3b.Retorne o cadinho filtrante para a estufa não ventilada a 105°C por</p><p>fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos para sua 2 horas e pese novamente, obtendo por diferença a amostra de</p><p>estabilização. resíduo utilizada para avaliação da PIDN ou PIDA. Use dessecador</p><p>para realização das pesagens. A alíquota de fibra näão deve ser 2a. Com cuidado, corte uma das arestas do filter bag contendo o</p><p>pesada diretamente.</p><p>resíduo fibroso. A aresta deve permanecer ainda ligada ao filter</p><p>bag. Com o auxílio de uma espátula metálica, retire de 50 a 200 mg 4. Proceda à avaliação do teor de nitrogênio por intermédio do método</p><p>do resíduo da FDN ou FDA e coloque em tubo de ensaio para N-001/2.</p><p>digestão devidamente identificado. Antes de fazer o corte,</p><p>movimente o filter bag ainda fechado para que a amostra se</p><p>Cálculo da concentração de proteína însolúvel em detergente</p><p>solte do tecido.</p><p>neutro</p><p>2b.Com o auxílio de uma espátula com ponta de silicone, retire de 50</p><p>Para o cálculo da contaminação do resíduo insolúvel em</p><p>a 200 mg do resíduo da FDN ou FDA do interior do cadinho</p><p>detergente neutro, utilize as equações:</p><p>filtrante e coloque em tubo de ensaio para digestão devidamente</p><p>identificado. Espátulas metálicas não devem ser utilizadas para</p><p>(V-B)xNexfx14x100</p><p>amostragem em cadinhos filtrantes devido à possibilidade de %NIDNFDN FDN</p><p>danos à malha filtrante.</p><p>6PIDN FDN=%NIDNFDNX6,25 3a. Retorne ofilter bag para a estufa não ventilada a 105°C por 2 horas</p><p>e pese novamente, obtendo por diferença a amostra de resíduo</p><p>156 157</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>INCT Ciência Animnal</p><p>Exemplo de cálculoem que: em que: GNIDNFDN = percentual de nitrogênio insolúvel em</p><p>detergente neutro com base na FDN; V = volume da solução de ácitlo</p><p>Considerando a aliquota 1 da tabela a seguir, têm-se os clorídrico utilizado na titulação (mL); B = volume de ácido clorídrico</p><p>cálculos para as estimativas de proteína insolúvel em detergente utilizado na titulação do "branco" (mL); Ne = normalidade esperada</p><p>neutro (Lembrete: para estimar a proteína insolúvel em detergente da solução de ácido clonídrico; f= fator de correção da normalidade</p><p>ácido, deve-se proceder os mesmos cálculos somente substituindo do ácido clorídrico; e FDN = alíquota de FDN utilizada para avaliação</p><p>NIDN pelo NIDA, a PIDN pela PIDA e a FDN pela FDA):(mg).</p><p>Em função das demandas do estudo, a concentração de PIDN</p><p>(V-B) x Ne xfx14x 100 6NIDNFDNpode ser expressa em outras bases utilizando-se as equações:</p><p>FDN</p><p>(4,1-0,2) x 0,02 x 0,956 x 14 x 100</p><p>%PIDNFDNX%FDNMs 200,26PIDNMs= 100</p><p>= 0,52%</p><p>6PIDNMSx100 %6PIDNpB6PBMS %PIDNFDN=%NIDNFDNX6,25=0,52x6,25=3,26%</p><p>Considerando-se as médias de concentrações expressas na em que: %PIDNMs = percentual de proteína insolúvel em detergente</p><p>tabela, fazemos a modificação das bases para expressão da PIDN: neutro com base na matéria seca; %FDNMs = percentual de fibra</p><p>insolúvel em detergente neutro com base na matéria seca; %PIDNPB =</p><p>6PIDNFDNX%FDNMs 3,26x45,39 percentual de proteína insolúvel em detergente neutro com base na</p><p>6PIDNMs =1,48%</p><p>00 100 proteína bruta; %PBus = percentual de proteína bruta com base na</p><p>O6PIDNMS1001 x100=21,99%</p><p>matéria seca.</p><p>1,48</p><p>%PIDNps 6PBMs 6,7</p><p>As mesmas equações são utilizadas para os cálculos</p><p>relacionados à PIDA</p><p>159 158</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Alíquota 7.3. Cinzas insolúveis em detergentes neutro e ácido</p><p>Item 3</p><p>FDN (mg 200.2 199,7 200.0 Definições básicas</p><p>V (mL) 4,1 4,0 4,2</p><p>B (mL) 0,2 As cinzas insolúveis em detergente neutro (CIDN) e ácid</p><p>Ne 0,02 (CIDA) constituem a contaminação mineral residual sobre os resíduos</p><p>f 0,956 insolúveis em detergente neutro e ácido, respectivamente. Sua</p><p>NIDNFDx 0,52 0,51 0,54 presença causa superestimaç�o dos teores de FDN e de FDA em</p><p>%PIDNFDN 3,26 3,18 3,35 alimentos e outros materiais. Embora tenda a ser menor que a</p><p>TOPIDNFDN (média) 3,26 contaminação proteica em muitos materiais, alimentos e outras</p><p>T%FDNMs 45,39 amostras sujeitas a contaminação com solo podem exibir níveis</p><p>TOPIDNMs 1,48 elevados de cinzas insolúveis, como é o caso de forragens e fezes de</p><p>T%PBMs 6,73 ruminantes sob pastejo. A correção para cinzas constitui rotina do</p><p>T%PIDNPB 21,99 método de análises de FDN adotado pela AOAC (Mertens, 2002).</p><p>Atualizaçõöes</p><p>Somente duas atualizações são relevadas aqui. Primeiro,a</p><p>inclusão da avaliação de resíduos oriundos do uso de cadinhos</p><p>filtrantes, os quais n�ão foram contemplados na primeira edição deste</p><p>Manual. Segundo, ajustes no tempoe temperatura de queima</p><p>adaptando-se os protocolos definidos pela AOAC (Mertens, 2002).</p><p>7.4 Veja mais detalhes no Capítulo 9.</p><p>160</p><p>161</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>CIDN Método M-002/2 fechado para que a amostra se solte do tecido. Retorne o filter</p><p>CIDA -Método M-003/2 bag para a estufa não ventilada a 105°C por 2 horas e pese</p><p>novamente, obtendo por diferença a amostra de resíduo utilizada</p><p>Aparatos</p><p>para avaliação da CIDN ou CIDA. Use dessecador para realização</p><p>- Balança analítica com precisão de 0,0001g das pesagens'", A alíquota de fibra não deve ser pesada</p><p>- Dessecador diretamente. Acondicione os cadinhos contendo as alíquotas no</p><p>Cadinho de porcelana interior da mufla.</p><p>Estufa sem circulação forçada de ar</p><p>2b.Acondicione os cadinhos filtrantes contendo os resíduos de FDN ou</p><p>- Forno mufla com temperatura controlada</p><p>FDA no interior da mufla. Os pesos do cadinho e cadinho mais resíduo</p><p>foram obtidos durante os processos de quantificação da FDN ou FDA Procedimentos</p><p>3. Ligue a mufla e, aguarde que a mesma alcance temperatura de</p><p>1. Use balança analítica aferida pelo INMETRO, com precisão de</p><p>500°C. E desejável uma rampa de aquecimento de 1 hora para que</p><p>0,0001 g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente</p><p>a temperatura de ignição seja alcançada.</p><p>climatizado (20-25°C ou de acordo com as especificações do</p><p>fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos para sua 4. Proceda à queima por 3 horas a 500°C. Após este tempo, desligue a</p><p>estabilização. mufla e deixe que a mesma resfrie fechada. A temperatura de retirada</p><p>deve estar entre 150 e 200°C.</p><p>2a. Prepare e obtenha a tara dos cadinhos de porcelana como descrito</p><p>no método M-001/2. Com cuidado, corte uma das arestas do filter</p><p>Nesse passo, ao invés de se queimaruma alíquota, é possível queimar todo</p><p>o filter bag contendo o resíduo.</p><p>Assim, não seria necessário abrí-lo para</p><p>obtenção da alíquota. O filter bag fechado é acondicionado no interior do</p><p>cadinho. Contudo, faze-se necessária a utilização de "brancos" para</p><p>consideração da contribuição de cinzas oriundas dos filter bags. Ao menos</p><p>três filter bags de peso conhecido devem ser queimados em branco para</p><p>conhecimento da sua contribuição em cinzas (i.e., g cinzas/g de filter bag).</p><p>163</p><p>bag contendo o resíduo fibroso. A aresta deve permanecer ainda</p><p>ligada ao filter bag. Com o auxilio de uma espátula metálica, retire</p><p>o máximo de resíduo de FDN ou FDA e acondicione no interior do</p><p>cadinho. Antes de fazer o corte, movimente o filter bag ainda</p><p>162</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos 2" Edição</p><p>5. Coloque os cadinhos de porcelana ou os cadinhos filurantes com os</p><p>%CIDN.=0lDNpDNX%FDN,s</p><p>100 resíduos minerais em dessecador, deixe estabilizar com a temperatura</p><p>ambiente. Pese e registre os pesos.</p><p>em que: %CIDNMs = percentual de cinzas insolúveis em detergente</p><p>neutro com base na matéria seca; %FDNMs = percentual de fibra</p><p>Cálculo da concentração de cinzas insolúveis em detergente neutroo insolúvel em detergente neutro com base na matéria seca.</p><p>As mesmas equações são utilizadas para os cálculos Para o cálculo da contaminação do resíduo insolúvel em</p><p>relacionados às CIDA</p><p>detergente neutro, utilize as equações:</p><p>Exemplo de cálculo</p><p>CIDN=(CAD+CIDN)-CAD</p><p>Considerando a aliquota 1 da tabela abaixo, têm-se os cálculos</p><p>CIDN da estimativa de cinzas insolúveis em detergente neuro (Lembrete: %CIDNFDN=DX100</p><p>para estimar as cinzas insolúveis em detergente ácido, deve-se</p><p>em que: CIDN = massa de cinzas insolúveis em detergente neutro (g) proceder aos mesmos cálculos somente substituindo as CIDN pelas</p><p>CIDA e a FDN pela FDA)5; CAD = peso do cadinho de porcelana ou cadinho filtrante (g):</p><p>%CIDNFDN = percentual de cinzas insolúveis em detergente neutro</p><p>com base na fibra insolúvel em detergente neutro; e FDN = massa de CIDN=(CAD+CIDN)-CAD=25,8880-25,8786=0,0094 g</p><p>fibra insolúvel em detergente neutro retirada do filter bag para</p><p>%CIDNFDN X100=</p><p>CIDN 0,0094</p><p>avaliação das CIDN (g) ou o resíduo total de FDN retido no cadinho x100=4,75%</p><p>0,1980</p><p>filtrante (g).</p><p>Em função das demandas do estudo, a concentração de CIDN</p><p>V6 Os cálculos aqui se referem ao uso de alíquotas extraídas de filter bags.</p><p>Para o caso de cadinhos filtrantes, o peso da FDN ou FDA corresponde ao</p><p>resíduo integral retido sobre a malha filtrante, o qual foi devidamente</p><p>mensurado durante as avaliações de FDN ou FDA.</p><p>pode ser expressa com base na matéria seca usando-se a equação:</p><p>164 165</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição INCT Ciencia Animal</p><p>7.4. Cálculo da fibra insolúvel corrigida para cinzas e proteína</p><p>Alíquota</p><p>Para o cálculo da fibra insolúvel em detergente neutro corigida Item 3</p><p>para cinzas e proteína (FDNcp), use uma das duas equações abaixoCAD (g) 25,8786 24,3287 25,3679</p><p>FDN (g) 0,1980 0,2000 0,1990</p><p>6FDNcpMS=%FDNMs-(%PIDNMs+%CIDNMs) CAD CIDN (g) 25,8880 24,3379 25,3771</p><p>CIDN (g) 0,0094 0,0092 0,0092</p><p>(100-6PIDNFDN-%CIDNFDN) TCIDNFDN 4,75 4,60 4,62 6FDNcpMS=%FDNMsX 100 CIDNFDN (média) 4,66</p><p>%FDNMs</p><p>em que: %FDNcpMs = percentual de fibra insolúvel em detergente neutro 45,39</p><p>TCIDNMS comgida para cinzas e proteína com base na matéria seca; %FDNMs = 2,11</p><p>percentual de fibra insolúvel em detergente neutro com base na matéria</p><p>seca; %PIDNMs = percentual de proteína insolúvel em detergente neutroConsiderando-se as médias de concentrações expressas na</p><p>com base na matéria seca, %CIDNMS = percentual de cinzas insolúveis tabela, fazemos a modificação das bases para expressão da CIDN:</p><p>em detergente neutrocom base na matérna seca; %PIDNEDN= percentual</p><p>de proteina insolúvel em detergente neutro com base na fibra insolúvel %CIDN FDNx%FDNMS 4,66x45,39 %CIDNMs em detergente neutro; %CIDNFDN = percentual de cinzas insolúveis em =2,11%100 100</p><p>detergente neutro com base na fibra insolúvel em detergente neutro.</p><p>Para o cálculo da fibra insolúvel em detergente ácido comigida</p><p>para cinzas e proteína (FDAcp), utilize as mesmas equações, apenas</p><p>substituindo a FDN pela FDA, a PIDN pela PIDA e as CIDN pelas CIDA</p><p>166 167</p><p>Mélodos para Análise de Alimentos - 2" Edição INCT Ciência Animal</p><p>Exemplo de cálculo Literatura Citada</p><p>BARBOSA, M.M.; DETMANN, E.; ROCHA, G.C.: FRANCO, M.O.</p><p>VALADARES FILHO, S.C. Evaluation of laboratory procedures to</p><p>quantify the neutral detergent fiber content in forage, concentrate, and</p><p>ruminant feces. Journal of AOAC International, v.98, p.883-889, 2015.</p><p>CASALI, A.0.; DETMANN, E; VALADARES FILHO, S.C.; PEREIRA, J.C.</p><p>CUNHA, M.; DETMANN, K.S.C.; PAULINO, M.F. Estimação de teores de</p><p>componentes fibrosos em alimentos para ruminantes em sacos de diferentes</p><p>tecidos. Revista Brasileira de Zootecnia, v.38, p.130-138, 2009.</p><p>Considerando as médias das concentrações de FDN, PIDN e</p><p>CIDN expressas anteriormente, fazemos:</p><p>6FDNcpMS6FDNus-(%PIDNMs+6ClIDNMs)</p><p>%FDNcPMS= 45,39- (1,48+2,11)=41,809% CODEX ALIMENTARIUS COMISSION. Procedural manual. 26th ed.</p><p>Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations, 2018. 253p.</p><p>DETMANN, E. Fibra na nutrição de novilhas leiteiras. In: PEREIRA, E.S.;</p><p>PIMENTEL, P.G.; QUEIROZ, A.C. (Eds.) Novilhas leiteiras. Fortaleza:</p><p>Graphiti, 2010. p.253-302.</p><p>ou</p><p>(100-6PIDNFDN-6CIDNFDN) DETMANN, E.; VALADARES FILHO, S.C. On the estinmation of non-</p><p>fibrous carbohydrates in feeds and diets. Arquivo Brasileiro de</p><p>Medicina Veterinária e Zootecnia, v.62, n.4, p. 980-984, 2010.</p><p>6FDNcpMS=6FDNMsX 100</p><p>GOMES, D.IL.: DETMANN, E; VALENTE, TNP; VALADARES FILHO0,</p><p>S.C.; QUEIROZ, A.C. Avaliação laboratorial de compostos f+brosos em</p><p>alimentos e fezes bovinas sob diferentes ambientes físicos. Arquivo</p><p>Brasileiro de MedicinaVeterinária e Zootecnia, v.63, p.522-525, 2011.</p><p>(100-3,26-4,66)</p><p>6FDNcpMS=45,39x =45,39x0,9208=41,80%</p><p>100</p><p>GOMES, D.I; DETMANN, E.; VALADARES FILHO0, S.C.; MEZZOMO, R.;</p><p>SOUZA, N.KP.; QUEIR0Z, A.C.: DETMANN, K.S.c. Evaluation of</p><p>sodium sulfite and protein comection in analyses of fibrous compounds in</p><p>tropical forages. Revista Brasileira de Zootecnia, v.41, p.225-231, 2012.</p><p>Como pôde ser percebido, as duas equações conduzirão ao</p><p>mesmo resultado, bastando utilizar as bases corretas no processo. A</p><p>GOMES, D.I; SAMPAIO, C.B.; DETMANN, E.; VALADARES FILHO,</p><p>S.C.; MEZzOMO, R.; REGADAS FILHO, J.G.L. Uilização de enzimas</p><p>industriais na avaliação da fibra insolúvel em detergente neutro em</p><p>amostras com alto teor de amido. Semina. Cièncias Agrárias, v.35,</p><p>p.2629-2642, 2014.</p><p>segunda forma é, de certo modo, mais informativa, pois o valor</p><p>intermediário produzido, nesse caso 0,9208, indica que 92,08% do</p><p>resíduo analisado como FDN era formado por seus principais</p><p>macrocomponentes (i.e., celulose, hemicelulose e lignina). O restante, ou</p><p>HALL, M. B. Methodological challenges in carbohydrate analyses. Revista</p><p>Brasileira de Zootecnia, v.36. p.359-367, 2007 (Suplemento). cerca de 7,92% corresponderiam à contaminação inerente ao método.</p><p>168 169</p><p>INCT Ciencia Animal Métodos para Análise de Alimentos 2" FAicio</p><p>HENRIQUES. L.T.: DETMANN. E.: QUEIROZ. A.C.: VALADARES</p><p>FILHO. .C.: LEA0. M.I.: PAULINO, M.F. Fraçöes dos compostos</p><p>nitrogenados associados à parede celular em forragens tropicais. Arquivo</p><p>Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia. v.59, p.258-263. 2007.</p><p>VALENTE, TN.P.. DETMANN. E. VALADARES FILHO, S.C. PAULINO. M.F.: FIGUETRAS, JF: SOUZA. MA. Simulation of variations in the composition of samples in the evaluation of neutral detergent fiher contents by using cellulose standard in filter bags made from different textiles. Revista Brasileira de Zootecnia. v.40. p.1596- 1602. 2011c.</p><p>HUHTANEN. P.: NOUSIAINEN. J.: RINNE, M. Recent developments in</p><p>forage evaluation with special reference to practical applications.</p><p>Agricultural and Food Science, v.15, p.223-293, 2006. Van SOEST, P.J. Nutritional ecology of the ruminant. 2 ed. Ithaca: Cornell</p><p>MERTENS. D.R. Effect of</p><p>method variation on the determinations of aNDF University Press. 1994, 476p.</p><p>using the ANKOM filter bag system. In: UNITED STATES</p><p>DEPARTMENT OF AGRICULTURE (Ed.) U.S. Dairy Forage</p><p>Research Center 1998 research summaries. Madison: United States</p><p>Van SOEST. P.J.: ROBERTSON. J.B. Analysis of forage and fibrous</p><p>foods. Ithaca: Cornell University, 1985. 202p.</p><p>VAN SOEST, P.J.: ROBERTSON, J.B.; LEWIS. B.A.S. Methods for dietary</p><p>fiber, neutral detergent fiber, and non-starch polysaccharides in relation</p><p>to animal nutrition. Journal of Dairy Science. v.74, p.3583-3597. 1991.</p><p>Dairy Forage Research. 1999. p.70-72.</p><p>MERTENS, D.R. 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Forage analyses</p><p>procedures. Omaha: National Forage Testing Association, 1993. 139p. Nutrient requirements of zebu and erossbred cattle BR-CORTE.</p><p>3ed.Viçosa: DZO-UFV, 2016. p.85-118.</p><p>VALENTE, T.N.P.; DETMANN, E.; VALADARES FILHO, S.C.;</p><p>QUEIROZ, A.C.; SAMPAIO, C.B.; GOMES, D.I. Avaliação dos teores</p><p>de fibra em detergente neutro em forragens, concentrados e fezes bovinas</p><p>mofdas em diferentes tamanhos e em sacos de diferentes tecidos. Revista</p><p>Brasileira de Zootecnia, v.40, p.1148-1154, 2011a.</p><p>LICITRA, G.; HERNANDEZ. T.M.: Van SOEST. P.J. Standardization of</p><p>procedures for nitrogen fractionation of ruminant feeds. Animal Feed</p><p>Science and Technology, v.57. p.347-358. 1996.</p><p>VOGEL, K.P.: PEDERSEN, J.F.; MASTERSON, S.D.: TOY, J.J. Evaluation</p><p>of a filter bag system for NDE, ADF, and IVDMD forage analysis. Crop</p><p>Science. v.39, p.276-279, 1999 VALENTE, T.N.P.; DETMANN, E.; VALADARES FILHO, S.C.; CUNHA,</p><p>M; QUEIROZ, A.C.; SAMPAIO, C.B. In situ estimation of indigestible</p><p>compounds contents in cattle feed and feces using bags made from</p><p>different textiles. Revista Brasileira de Zootecnia, v.40, p.666-675,</p><p>2011b.</p><p>17 170</p><p>étodos para Análise de Alimentos -2" EdiçaoINCT Ciencia Anima</p><p>Capítulo 8</p><p>Y Amido</p><p>Definiçoes hásicas</p><p>Principal carboidrato de reserva dos cereais e das gramíneas</p><p>forrageiras (Van Soest, 1994), o amido pode compor de 70 a 80% dos</p><p>grãos usados para alimentação animal (Silva et al.. 2019). Protegido</p><p>inicialmente por uma camada fibrosa dos grãos (pericarpo). o amido se</p><p>concentra no endosperma, o qual é dividido em aleurona e endosperma</p><p>amiláceo. Por sua vez, o endosperma amiláceo é subdividido em</p><p>endosperma vítreo e farináceo. As células do endosperma amiláceo são</p><p>constituídas por uma parede celular fina, granulos de amido embebidos</p><p>em uma matriz proteica e por corpos proteicos de conformação estérica</p><p>(García-Lara et al., 2019).</p><p>Recentemente, a avaliação de amido tem ganhado destaque nos</p><p>sistemas de análises de alimentos, passando a ser considerada</p><p>juntamente com proteína bruta. gordura bruta, matéria nmineral e tibra)</p><p>como a quinta entidade diretamente analisada em sistemas proximais</p><p>de análise de alimentos (ver Capitulo 9). Sua separação dos</p><p>carboidratos não fibrosos (Tebbe et al., 2017; White et al., 2017). gerou</p><p>o novo conceito de tração calculada por diferença chamada de matéria</p><p>organica residual (MOR).</p><p>172 173</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alim1entos2" Ediçio</p><p>Em termos de nutrição de uminantes, a separaçåv do amido existência de passos mais eficientes, o método original foi modificado</p><p>dos carboidratos não-tibrosos (CNF) nmostra-se cxlremamente e validado por Silva et al. (2019). Nesse processo. diferentes matrizes</p><p>funcional. haja vista que a MOR. composta basicamente por fibra orgânicas foram avaliadas. garantindo a robustez do método não só</p><p>solúvel. possui padrão de fermentação distinto. Assim, o entendimento para alimentos, mas também para digestas e fezes, suportando</p><p>em separado propicia melhor antecipação dos efeitos da dicta sobre o avaliação mais ampla não somente para a concentração de amido nos</p><p>padrão de fermentação ruminal (e seus efeitos indiretos sobre saúde e alimentos, mas também para avaliações mais complexas envolvendo</p><p>desempenho animal) e sobre a eficiência energética da dieta em si (e.g., digestão total e parcial. Algumas modificações em termos de preparo</p><p>Corona et al. 2006: Shen et al.. 2018). Por outro lado, para nutrição de de soluçöes foram introduzidas a partir do trabalho de Cooper et al.</p><p>animais não-ruminantes. a separaç�o propicia a avaliação funcional da (1970) para reduzir custos e aumentar sua facilidade de aplicaç�o.</p><p>principal fonte energética para a produção animal (i.e., amido) e as</p><p>fontes de polissacarídeos não-amiláceos solúveis (PNAS), os quais Método da hidrólise enzimática</p><p>interferem efetivamente nos eventos de digestão e absorç�o no (Método G-007/1)</p><p>intestino delgado (e.g.. Rojas-Bonzi et al., 2020; Zurak et al., 2020)</p><p>Aparatos</p><p>Por muitos anos, a anáise de amido se baseou na liberação de</p><p>açucares solúveis a partir da hidrólise ácida dos polissacarídeos</p><p>- Balança analítica com precis�o de 0,0001g</p><p>presentes nos alimentos. Contudo, esse tipo de análise não é capaz de -Tubos de ensaio com tampas rosqueáveis (30 mL)</p><p>diferenciar acuradamente monossacarídeos liberados a partir de Béquer (500 mL)</p><p>amostras complexas como alimentos (Hall & Mertens, 2017). Pipetas (100 uL. 500 uL. I mL. 10 mL)</p><p>Balão volumétrico (1 L) Considerando-se a inacurácia de métodos baseados em hidrólises</p><p>ácidas, métodos de natureza enzimática seriam mais específicos em - Funis raiados</p><p>termos das moléculas alvo a serem avaliadas (i.e., amido). Papel de tiltro qualitativo (80 g/m)</p><p>O método aqui adotado deriva-se do método descrito por Zinn - Tubos de ensaio (10 e 30 mL)</p><p>(1990). Contudo, devido a problemas na robustez do método e na - Frasco âmbar (1 L)</p><p>175 174</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>- Bolas de vidro</p><p>heptahidratado. Homogeneíze até a solubilização e complete o</p><p>- Banho-maria</p><p>volume com água destilada.</p><p>- Banho de gelo</p><p>Espectrofotômetro UV/visível Solução tampão</p><p>- Agitador de tubos (vórtex) Em balão volumétrico de 1 L, contendo, aproximadamente, 500 mL</p><p>de água destilada, adicione 9,91 g de acetato de sódio e 7,27 mL. de</p><p>Reagentes ácido acético glacial. Homogeneíze até a solubilização e complete o</p><p>Toluol (CoHCH:) P.A. volume com água destilada.</p><p>Sulfato de zinco heptahidratado (ZnSOs.7H20) P.A.</p><p>Solução de o-toluidina</p><p>- Acetato de sódio anidro (CaHaNaO) P.A.</p><p>- Em balão volumétrico de 1 L, contendo, aproximadamente, 500 mL</p><p>- Acido acético glacial (C>H.O») P.A.</p><p>de ácido acético glacial, adicione 1,5g de tiouréia e homogeneíze até</p><p>-Tiouréia (CSN H,) P.A.</p><p>a dissolução. Em seguida, adicione 60 mL de o-toluidina e</p><p>o-toluidina (CH%CoHLNH:) P.A. (fona líquida; densidade 1,008 glL homogeneize. Complete o volume com ácido acético glacial.</p><p>pureza >99,5%)</p><p>- Para armazenamento, a solução deve ser mantida em frasco âmbar.</p><p>D-glicose anidra P.A. Devido à dificuldade de aquisiç�o dos reagentes, essa solução pode</p><p>- -amilase termo-estável (Lyquozime Supra 2.2.X, Novozymes, 2 ser substituída pela solução de o-toluidina 0,6 M Sigma T1 199.</p><p>Araucária, PR, Brasil)</p><p>Armiloglugosidade (AMG 300L, Novozymes, Araucária, PR, Brasil) Procedimentos</p><p>Soluções 1. Use balanç: analítica aferida pelo INMETRO, com precisão</p><p>de</p><p>0,0001 g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente</p><p>Solução de zinco 15%</p><p>climatizado (20-25°C ou de acordo com as especificações do</p><p>- Em balão volumétrico de 1 L, contendo, aproximadamente, 500 mL</p><p>de água destilada, adicione 267,18 g de sulfato de zinco</p><p>176 177</p><p>INCT Ciencia Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos para sua 6. Remova os tubos do banho de gelo e adicione 9.5 mL da solução estabilização. lampão e 0.5 mlL de amiloglucosidade, agite gentilmente. Incube</p><p>em banho-maria a 39°C por 2 horas (agite gentilmente a cada 30 2. Pese 0.50. 100. 150. 200 e 250 mg de D-glicose em tubos de ensaio de</p><p>minutos). 30 mL com tampa rosqueável. Três aspectos devem ser relevados nesse</p><p>passo. Primeiro, os valores acima descritos se referem a D-glicose pura. 7. Remova os tubos do banho-maria e mantenha-os em banho de gelo Logo. a quantidade deD-glicose a ser pesada deve ser ponderada para a</p><p>por 10 minutos.</p><p>pureza do produto adquirido. Segundo, os valores acima apresentam</p><p>8. Remova os tubos do banho de gelo e adicione 2 mL da solução de tolerância de #0,2 mg (ex: o padrão de 50 mg pode variar de 49,8 a 50,2</p><p>zinco 15%. Agite os tubos em vórtex e mantenha em repouso em g de D-glicose pura). Contudo, no momento dos cálculos, o valor real</p><p>temperatura ambiente por 10 minutos.pesado deve ser utilizado. Terceiro, os padrões devem ser analisados</p><p>concomitantemente às alíquotas de amostras. 9. Utilizando funis e papel de filtro qualitativo (30 g/m), filtre o</p><p>conteúdo em tubos de ensaio de 30 mL. 3. Pese, aproximadamente, 250 mg de amostra seca ao ar de amostra</p><p>(processada em moinho com peneira de porosidade I mm) em tubo 10. Pipete I mL do filtrado em tubos de ensaio de 10 mL e adicione 5</p><p>de ensaio de 30 mL com tampa rosqueável. mL de água destilada. Agite os tubos manualmente.</p><p>4. Adicione aos tubos 10 mL de água destilada, 0,5 mL de a-amilase 11. Pipete 100 uL da solução diluída em tubos de ensaio de 10 mL e</p><p>adicione 4 mL da solução de o-toluidina. Cubra os tubos com bolas</p><p>termoestávele uma gota de toluol. Agite gentilmente os tubos e</p><p>incube-os em banho-maria a 90°C por 2 horas (agite gentilmente a de vidro e incube-os em banho-maria a 100°C por 10 minutos.</p><p>cada 30 minutos).</p><p>12. Remova os tubos do banho-maria e mantenha-os em banho de gelo</p><p>5. Remova os tubos do banho-maria e mantenha-os em banho de gelo por 5 minutos.</p><p>por 10 minutos.</p><p>179 178</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>13. Remova os tubos do banho de gelo e mantenha-os sobre a bancada</p><p>em que: B = fator de conversão de absorbância em massa por</p><p>até o equilíbrio com a temperatura ambiente.</p><p>intcrmédio da Lei de Lambert-Beer (/g): P = quantidade de glicose no</p><p>padrão i (g); Ai = absorbância no padrão i: G = quantidade de glicose</p><p>14. Leia as absorbââncias a 630 nm em espectrofotômetro UV/visível.</p><p>obtida a partir da amostra (g); AA = absorbância para a amostra: e</p><p>Utilize o padrão de 0 mg de glicose para ajustar o "zero" do</p><p>%GASA = Concentração de glicose com base na amostra seca ao ar.</p><p>equipamento. Leia os demais padrões em sequência e então as</p><p>amostras em análise. Devido à característica viscosa da solução</p><p>E desejável que G esteja entre 0,050 e 0,200 g. Quanto mais</p><p>final contendo o-toluidina, recomenda-se que cada padrão ou</p><p>próximo à mélia, maior a confiabilidade da leitura. Leituras no</p><p>amostra seja lida em uma cubeta individual e limpa. Para</p><p>extremo superior (0,200-0,250 g) possuem baixa confiabilidade.</p><p>facilitar os procedimentos e reduzir os custos, o uso de cubetas</p><p>Leituras no extremo inferior (0-0,050 g), além da baixa</p><p>de acrílico é recomendado:</p><p>confiabilidade, poderão sofrer interferências significativas do</p><p>ruído do equipamento. A G pode ser ajustada pelo analistaCálculo da concentração de amido</p><p>variando-se a alíquota de ASA usada. Extrapolações (i.e., G ></p><p>0,250 mg) não são toleradas. Utilize sequencialmente as equações abaixo:</p><p>Proceda à correção da amostra para umidade residual e à B2(PxA</p><p>EP conversão em equivalente amido:</p><p>%&ASA x 100 %GMs/6ASE</p><p>%AMs = %GMs X 0,9</p><p>G</p><p>100 %G ASA ASA</p><p>181 180</p><p>INCT Ciência Aninmal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>em que: Gws = percentual de glicose com base na matéria seca; %ASE</p><p>B= (PxA,) (0,000x0,000)+...+(0,250x0,448) A8) -1,795= percentual de "amostra seca em estuta"; %AMs = percentual de</p><p>0,0002+...+0,2502 equivalente amido com base na maténia seca.</p><p>O coeficiente 0.9 é empregado pelo fato de haver a perda de</p><p>AA 0,300</p><p>uma molécula de água quando ocorre a ligação a entre duas moléculas 1.79510,1671g</p><p>de glicose para formar a molécula de amido. Tal ligação implica, em</p><p>média. na perda de 10% do peso quando da conversão de glicose em</p><p>G</p><p>9/%G ASA ASA 0,1671</p><p>oG ASAASA x100= 0,257100=65,00% equivalente amido.</p><p>65,00 %GASA 10029.32 Exemplo de cálculo</p><p>MS0ASEX0Ua 25 X100=72,78%</p><p>Alíquota (ASA): 0,2517 g</p><p>%AMS=%GMsX0,9=72,78x0,9=65,50% oASE: 89.32%</p><p>Absorbância: 0,300</p><p>Literatura Citada</p><p>COOPER, E.R.; McDANIEL, V.: BAER, D.M.: DUBOWSKI, K.;</p><p>MORRISON, D.B.; VANDERLINDE. R.: FASCE, C.; KOWALSKI, P.</p><p>The deternmination of glucose by the ortho-toluidine method (filtrate and</p><p>direct procedure). In: MacDONALD, R.P. (Ed.) Standard methods of</p><p>clinical chemistry, v.6. Amsterdan: Elsevier, 1970. p.159-170.</p><p>Padrão (mg) Quantidade real (g) Absorbância</p><p>0,000 0,000</p><p>50 0,050 0,081</p><p>CORONA, L.; OWENS, F.N.; ZINN, R.A. Impact of corn vitreousness and</p><p>processing on site and extent of digestion by feedlot cattle. Journal of</p><p>Animal Science, v.84, p.3020-303 1, 2006.</p><p>100 0,099 0,166</p><p>50 0,151 0,265</p><p>200 GARCIA-LARA, S.; CHUCK-HERNANDEz, C.; SERNA-SALDIVAR,</p><p>S.O. Development and structure of the corn kernel. In: SERNA-</p><p>SALDIVAR, S.O. (Ed.) Corn: chemistry and technology. 3 ed.</p><p>Duxford: Woodhead Publishing, 2019. p.147-164</p><p>0,202 0,376</p><p>250 0,250 0,448</p><p>182 183</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>HALL. M.B.: MERTENS. D.R. A 100-Yecar review: carbohydrates</p><p>characterization. digestion, and utilization Journal of Dairy Science,</p><p>v.100. p. 10078-10093. 2017.</p><p>Capítulo 9</p><p>ROJAS-BONZI. P.; VANGSØE, C.T.; NIELSEN, K.L.; LÆRKE, H.N.;</p><p>HEDEMANN. M.S.: KNUDSEN, K.E.B. The relationship between in</p><p>vitro and in vivo starch digestion kinetics of breads varying in dietary</p><p>fibre. Foods. v.9, p. 1337, 2020.</p><p>Carboidratos não-fibrosos e matéria orgânica</p><p>residual</p><p>SHEN. Y. ZHAO, F.: YU, L.; YANG, W.; WANG, M.; WANG, H. Starch</p><p>sources and concentration in diet of dairy goats affected ruminal pH and</p><p>fermentation, and inflammatory response. Animal Production Science,</p><p>v.59. p.1640-1647, 2018.</p><p>A partir do estabelecimento dos pressupostos para avaliação</p><p>quantitativa de alimentos na Estação Experimental de Weende no século</p><p>XIX, quatro grupos de compostos químicos foram adotados como análises SILVA, B.C.: GODOI, L.A.; VALADARES FILHO, S.C.; ZANETTI, D.;</p><p>BENEDETI, P.B.; DETMANN, E. A suitable enzymatic method for</p><p>starch quantification in different organic matrices. MethodsX, v.6,</p><p>p.2322-2328, 2019.</p><p>laboratoriais de rotina para alimentos: cinzas ou maténa mineral (MM),</p><p>proteína bruta (PB), gordura bruta ou extrato etéreo (EE) e fibra bruta (FB).</p><p>TEBBE, A.W.; FAULKNER, M.J.; WEISS, W.P. Effect of partitioning the</p><p>nonfiber carbohydrate fraction and neutral detergent fiber method on</p><p>digestibility of carbohydrates by dairy cows. Journal of Dairy Science,</p><p>v.100. p.6218-6228, 2017.</p><p>Contudo, a avaliação quantitativa de um alimento deve se basear</p><p>na pressuposição de que sua composiç�o centesimal é inteiramente</p><p>conhecida. Portanto, a união dos compostos químicos definidos acima em</p><p>Van SOEST, P.J. Nutritional ecology of the ruminant. 2 ed. Ithaca: Cornell</p><p>University Press, 1994. 476p.</p><p>uma avaliação quantitativa de alimento somente pode ser realizada se,e</p><p>somente se, sua soma produzisse a composição total do alimento. Isto WHITE, R.R.; ROMAN-GARCIA, Y.; FIRKINS, J.L; VANDEHAAR,</p><p>MJ.; ARMENTANO,</p><p>L.E.; WEISS, w.P.; MCGILL, T.GARNETT,</p><p>R.HANIGAN, M.D. Evaluation of the National Research Council (2001)</p><p>dairy model and derivation of new prediction equations. 1. Digestibility</p><p>of fiber, fat, protein, and nonfiber carbohydrate. Journal of Dairy</p><p>Science, v.100, p.3591-3610, 2017.</p><p>obviamente não é verificado. A partir disso, um quinto grupo químico foi</p><p>estabelecido, o qual deveria compreender todas as características</p><p>químicas que não fossem contempladas nos demais gupos. Este novo</p><p>grupo de compostos químicos seria estimado como ZINN, R. Influence of flake density on the comparative feeding value of</p><p>steam-flaked corn for feedlot cattle. Journal of Animal Science, v.68,</p><p>p.767-775, 1990. ENN = 100 - MM - PB - EE - FB (1)</p><p>ZURAK, D.; KLJAK, K.; GRBE`A, D. The composition of floury and</p><p>vitreous endosperm affects starch digestibility kinetics of the whole maize</p><p>kernel. Journal of Cereal Science, v.95, p. 103079, 2020.</p><p>em que ENN é o extrativo não nitrogenado. Todos os termos são</p><p>expressos como percentual da matéria seca (MS).</p><p>184 185</p><p>INCT Cincia Animnal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>De um ponto de vista teórico, o ENN deveria compreender dos compostos fibrosos, constitui a principal limitação funcional para</p><p>todos os compostos não nitrogenados, não gordurosos e não fibrosos utilização da FB e do ENN na nutrição de ruminantes.</p><p>do alimento e deveria apresentar alta digestibilidade (pois conteria A partir do desenvolvimento do conceito analitico de fibra</p><p>amido, açúcares. etc). Adicionalmente, como o ENN é calculado por insolúvel em detergente neutro (FDN) por P.J. Van Soest na década de</p><p>diferença (Equação 1), a soma dos cinco grupos de compost 1960, novas perspecti vas foram geradas para a avaliação quantitativa de</p><p>químicos resultaria no alimento total (100%), fazendo com que a alimentos e dietas para animais ruminantes. A FDN representa uma</p><p>suposição básica para avaliação quantitativa fosse suprida. aproximação química da fibra insolúvel em meio aquoso (como o rúmen)</p><p>Ao contrário do ENN, a FB deveria representar ou mensurar e coresponde à porção do alimento que efetivamente causa efeito de</p><p>o material indigestível dos alimentos, notoriamente para animais não enchimento no rúmen ou em outros segmentos do trato gastrintest1nal</p><p>ruminantes. O conceito analítico FB foi baseado em características (Detmann, 2010). A FDN é formada basicamente por celulose.</p><p>químicas da digestão (extração em ácido, simulando as condições hemicelulose e lignina e sua utilização elimina grande parte das distorções</p><p>estomacais, seguida por extração em base, simulando as condições de causadas pela solubilização de compostos fibrosos durante a análise por</p><p>intestino delgado) (Detmann, 2010). No entanto, a extração ácido-base intermédio do conceito de FB.</p><p>causa a solubilização de hemicelulose e de lignina solúvel em álcali (Van A substituição da FB pela FDN representa uma opção lógica na</p><p>Soest, 1994). Portanto, a FB é teoricamente formada por celulose, lignina nutrição de animais numinantes, pois confere entendimento nutricional</p><p>insolúvel em álcali e por resíduos de hemicelulose. Assim, grande parte da mais concreto e amplo de alimentos e dietas. Contudo, a alteração do</p><p>hemicelulose e da lignina seria incluída no ENN". A partir disso, o ENN, conceito analitico aplicado à avaliação da fração fibrosa do alimento</p><p>o qual deveria representar a fração facilmente digerível dos carboidratos, obviamente demanda a modificação da interpretação do grupode</p><p>passa a apresentar digestibilidade baixa e altamente variável entre compostos químicos calculado "por diferença". Assim, quando utilizada</p><p>alimentos (Detmann, 2010). Este aspecto, em conjunto com a subestimação a FDN, o conceito de ENN não deve ser utilizado, pois este deve somente</p><p>ser associado ao uso do conceito analitico de FB.</p><p>Inicialmente, o novo gupo de compostos calculado "por</p><p>Na prática, devido às interações entre os componentes da parede celular e</p><p>à ação dos reagentes/condições de extração, uma pequena porção de celulose</p><p>pode também compor o ENN.</p><p>diferença" foi denominado de carboidratos não estruturais (Sniffen et</p><p>187 186</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>al.. 1992). Contudo. uma inconsistência teórica foi observada com esta</p><p>Torna-se importante ressaltar que a equação (3)) pode ser</p><p>nomenclatura. pois a pectina (um composto fibroso solúvel com papel</p><p>encontrada com outro formato na literatura, no qual o EE é substituído</p><p>estrutural na planta) seria classificada como não estrutural.</p><p>pelos ácidos graxos de cadeia longa (AGCL: i.e., ácidos graxos com</p><p>Posteriormente. essa nomenclatura foi alterada para carboidratos não</p><p>cadeias maiores que quatro carbonos; Tebbe et al.. 2017: NASEM.</p><p>fibrosos (CNF; Mertens,1997). 2021). O uso de AGCL possui a vantagem inerente de deslocar a</p><p>Neste contexto, o novo grup0 de compostos quimicos seria fração não-graxa do EE para a MOR. Isso é vantajoso. pois</p><p>estimado como:</p><p>componentes como o glicerol possuem potencial de contribuição</p><p>energética parecido com os demais componentes da MOR (e.g..CNF = 100 - MM- PB -EE FDN (2 );</p><p>açucares solúveis, fibra solúvel), mas inferior aos lipídeos. Isso</p><p>Em sistemas mais recentes de avaliaç�ão quantitativa de aumenta a exatidão da interpretação energética dos alimentos/dietas.</p><p>alimentos, o amido contido nos alimentos passou a ser (ao lado de Contudo, a avaliação direta de AGCL possui base cromatográfica</p><p>MM, PB, EE e FDN) a quinta entidade diretamente analisada (Tebbe (Sukhija & Palmiquist, 1988; Weiss & Wyatt, 2003), sendo de difícil</p><p>et al., 2017; White et al., 2017; NASEM, 2021). Dessa forma um novo acesso como análise de rotina na maioria dos laboratórios de análise</p><p>de alimentos no Brasil. Desta forma, embora ciente do maior vício componente calculado por diferença é definido pela separação entre</p><p>causado pelo uso do EE, o comitê organizador deste Manual optou por amido e os demais componentes do CNF, o qual passa a ser formado</p><p>sua manutenção para estimação dos componentes calculados por essencialmente por fibra solúvel em detergente neutro e outros</p><p>diferença devido à maior acessibilidade de análise.</p><p>componentes minoritários como açúcares e ácidos orgânicos. Esse</p><p>Em termos de nutrição de ruminantes, a separação do amido</p><p>passa a ser denominado de matéria orgânica residual (MOR; Tebbe et</p><p>dos CNF mostra-se extremamente funcional, haja vista que a MOR al., 2017), sendo definido por:</p><p>composta basicamente por fibra solúvel, possui padrão de fermentação</p><p>MOR = 100 MM- PB - EE - A - FDN (3) distinto. Assim, o entendimento em separado propicia melhor</p><p>antecipação dos efeitos da dieta sobre o padrão de fermentação ruminal</p><p>em que A éa concentração de amido como percentual da MS.</p><p>(e seus efeitos indiretos sobre saúde e desempenho animal) e sobre a</p><p>188 189</p><p>INCT Ciência Animal Mélodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>eficiência energética da dieta em si. Por outro lado. para nutriçâo de CNF = 100 MM- EE -FDN - (PB PBu +U) (4):</p><p>animais não-ruminantes. a separação propicia a avaliação funcional da</p><p>MOR = 100 - MM - EE - A - FDN (PB - PBu +U) (5):</p><p>principal fonte energética para a produção animal (i.e., amido) e as</p><p>fontes de polissacarídeos não-amiláceos solúveis (PNAS), os quais em que: PBu = teor de PB oriunda da ureia (ou mistura ureia e sulfato de</p><p>amônio); e Ué o teor de ureia. Todos os termos são expressos como o interferem efetivamente nos eventos de digestão e absorção no</p><p>da MS.</p><p>intestino delgado.</p><p>Contudo. um problema básico se ergue a partir da utilização Em situações em que ureia n�o é utilizada percebe-se facilmente</p><p>das equações (2) e (3). Como os CNF e a MOR são calculados por que as equações (4) e (5) convergirão exatamente para aquilo queé</p><p>diferença. estes irão englobar todos os erros associados às estimativas exposto nas equações (2)e (3), respectivamente.</p><p>Sob um ponto de vista analítico, os principais vícios associados</p><p>dos componentes químicos</p><p>que são analisados diretamente.</p><p>Equívoco característico observado quando ureia é incluída</p><p>às estimativas dos teores de CNF e MOR estão associados com problemas</p><p>sobre as estimativas do teor de FDN. Em geral, estes problemas são</p><p>em concentrados ou dietas. A despeito do fato de a PB da ureia ser</p><p>causados pela presença de contaminantes no resíduo insolúvel em</p><p>estabelecida com base nos pressupostos do método de Kjeldahl (PB =</p><p>detergente neutro, os quais podem ser resultantes de eros nos</p><p>Nx 6,25), o elevado teor de nitrogênio da uréia faz com que seu</p><p>procedimentos de análise ou de contaminações inerentes ao método</p><p>conteúdo em PB seja maior que sua própria massa (45% Nx 6,25 =</p><p>analítico em si. Para todos os casos ocorrerá superestimação dos teores de</p><p>281,25% PB). Esse excesso de PB pode ser potencialmente</p><p>FDNe subestimação dos teores de CNF e MOR.</p><p>transformado em massa real de PB a partir da assimilação do</p><p>Torna-se importante ressaltar que a FDN constitui um método</p><p>nitrogênio na forma de proteína microbiana no rúmen. Contudo, este</p><p>analíitico do tipo I de acordo com o Codex Alimentarius, ou seja, o</p><p>excesso não existe no concentrado ou na dieta e implicará em</p><p>resultado obtido é definido pelo método em si (Codex Alimentarius</p><p>subestimação do conteúdo de CNF e de MOR. Assim, em situações</p><p>Comission, 2018). Assim, todo e qualquer método do tipo I (algumas</p><p>nas quais ureia (ou misturas como ureia e sulfato de amônio) é</p><p>utilizada em concentrados ou na dieta, correção deve ser adotada para 92 Considerando apenas a discussão deste Capítulo, esse raciocínio é também</p><p>aplicado às análises de EE e MM, pois também constituem entidades</p><p>analíticas obtidas por métodos do tipo I. evitar a subestimação do teor de CNF (Hall, 2000), a qual é dada por:</p><p>191 190</p><p>INCT Ciência Animnal</p><p>Mitodos para Análise de linmentos diin</p><p>vezes denominados de métodos empieos) deve ser seguido</p><p>que levam à superestimação da fibra. Seundo-se tal raciocinio, o tecor de</p><p>rigorosamente em todas as suas etapas metodológicas (Metens, 2003).</p><p>FDN somente pode ser adequadamente ohtido considerando-se pois qualquer desvio ou modificação arbitrária nos procedimentos</p><p>Contaminação pela proteína (PTDN) e pelas cinzas (CIDN) insolúveis em</p><p>implicará na definição de uma nova entidade analítica não comparável</p><p>detergente neutro (Dctmann et al. 2008. Detmann. 2010).com aquela que deveria ser produzida pela aplicação do nmétodo original.</p><p>No entanto, as recomendações com relação às corTeções a serem</p><p>Os equívocos de procedimentos laboratoriais mais comuns irão</p><p>rcalizadas sobre os teores de FDN são algumas vezes controversas e nem superestimar o teor de FDN principalmente por contaminação por amido</p><p>Sempre seguem um padrão. AS formas comigidas de FDN com relação elou influência da gordura sobre a ação do detergente neutro (Detmann,</p><p>aos contaminantes descritos previamente são: 2010: Valente et al. 2011). No primeiro caso, a utilização de uma a-</p><p>amilase termoestável deve ser vista como procedimento obrigatório na FDNp = FDN - PIDDN</p><p>(6) análise de FDN (Mertens, 2002; Valente et al., 2011). Por outro lado, se</p><p>FDNc = FDN - CIDN</p><p>(7): amostras com alto teor de gordura são submetidas à extração com</p><p>FDNcp = FDN- (PIDN+CIDN) (8): detergente eutro, pode ocorrer a formação de duas diferentes fases,</p><p>em que: FDNp = FDN corrigida para proteína: FDNc = FDN corrigida</p><p>formadas por compostos polares e apolares. Neste caso, pode ocorrer a</p><p>para cinzas; e FDNcp = FDN corrigida para cinzas e proteina. Todosmigração do detergente para a fase apolar, que é formada pela gordura.</p><p>Os termos são expressos como % da MS. Assim, a ação do detergente neutro se torna limitada na fase polar e o teor</p><p>A FDNp (Equação 6) foi sugerida por Hall (2000) para que se</p><p>de FDN será superestimado. Amostras com teores de EE superior a 10%</p><p>procedesse à estimação dos CNF. incluindo-se dietas nas quais uréia for (com base na MS) devem ser parcialmente desengorduradas antes de</p><p>utilizada. Contudo, uma inconsistência químicaé observada devido ao fato serem submetidas à extração com detergente neutro (Mertens, 2002;</p><p>de as CIDN serem parte da MM. Assim, a omissão da começão para cinzas Valente et al., 2011).</p><p>levará a uma dupla suburação das CIDN na estimação dos teores de CNF. Resíduos fibrosos mensurados gravimetricamente, como a FDON,</p><p>Paura ilustrar tal fato. a equação (2) pode ser reeserita utlizando-se estão sujeitos a contaminantes indesejados, porém inerentes ao método,</p><p>daas pressuposições: L. a FDN possui obrigatoriamente contaminação por Os quais englobam, de forma geral, compostos nitrogenados e minerais,</p><p>193 192</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos2 Ediçin</p><p>minerais além contaminação por pnoteina: e 2. a MM do alinmentodicta</p><p>Por outro lado, no método oficial para análise de FDN adotado pode ser fracionada em duas pongöces. uma solível e outra insolivel em</p><p>pela Association of Official Analytical Chemists (AOAC: Mertens, 2002) detergente neutro. A partir disso. utilizando-se as cquaçöes (2) e (6). faz-se:</p><p>Somente a correção para cin7as foi con iderada (FDNc: Equação 7).</p><p>Pressupondo-se que a PB de um alimento pode ser fracionada em uma CNF 100-(CSDN + CIDN) -PB -EE -FDNp (9a):</p><p>porção solúvel e outra insolúvel em detergente neutro e utilizando-se as</p><p>CNF = 100-(CSDN +CIDN) - PB - EE - (FDNcp + CIDN) (96): cquações (2) e (7). faz-se:</p><p>em que CSDN são as cinzas solúveis em detergente neutro (% da MS).</p><p>CNF = 100 MM -(PSDN + PIDN) EE -FDNc (10a):Reagrupando-se os termos da equação (9b):</p><p>CNF = 100 MM - PSDN - PIDN EE - (FDNcp + PIDN)(10b): CNF 100-CSDN CIDN -PB -EE -FDNCp -CIDN (9c)</p><p>2 CNF = 100 MM PSDN 2 x PIDN - EE -FDNcp (10c):</p><p>CNF = 100 CSDN 2 x CIDN-PB - EE- FDNcp (9d)</p><p>em que PSDN é a proteína solúvel em detergente neutro (% da MS).</p><p>Assim. se a correção para cinzas não for considerada, o teor Desta forma, a utilização da FDNc implicará subestimação dos</p><p>de CNF apresentará vício negativo equivalente ao teor de CIDN. A CNF pois haverá dupla subtração da fração PIDN. Analogamente. a</p><p>mesma demonstração pode ser feita utilizando-se a equação (3) e a demonstração apresentada da equação (10) é tacilmente aplicada à</p><p>MOR (Tabela 9.1). equação (3)eà MOR (Tabela 9.1)</p><p>A utilização da FDNp foi sugerida pelo NRC (2001) em No método adotado pela AOAC não se considera o fato de a</p><p>procedimento para se estimar o teor energético de alimentos e dietas para proteína ser o principal contaminante da ibra mensurada</p><p>bovinos. Contudo, mais uma vez se observa inconsistência nutricional gravimetricamente (Van Soest, 1994). A despeito da inclusão de sulfito</p><p>(além da questão da subestimação dos CNF), pois cinzas não produzem de sódio na solução de detergente (Mertens, 2002), deve ser ressaltado</p><p>energia (Detmann et al., 2008). ILogo, a correta utilização da FDN em que este composto químico não remove toda a proteina contaminante.</p><p>modelos de produção de energia deve obrigatoriamente considerar a Adicionalmente, o sulfito pode extrair parte da ligninae de outros</p><p>correção concomitante para CIDN. componentes da fibra insolivel (Van Soest et al., 1991; Gomes et al.,</p><p>195</p><p>194</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>2012) e sua utilização não tem sido recomendada no Brasil (Gomes et al.</p><p>2007; Tebbe et al., 2017). Portanto, a FDNcp (Equação 8) deve ser 2012; Detmann et al.. 2016).</p><p>usada no processo de estimação dos CNFe da MOR.</p><p>Considerando-se os argumentos até aqui apresentados, na</p><p>Tabela 9.1- Exemplo teórico da estimação dos teores de CNF e MOR</p><p>utilizando-se diferentes aproximações para a FDN avaliação de concentrados ou dietas contendo ureia os CNF e a MOR</p><p>Item devem, portanto, ser estimados como:</p><p>Teor</p><p>5,0</p><p>21,5</p><p>3,8</p><p>48,5</p><p>20,3</p><p>3,4</p><p>1,5</p><p>18,8</p><p>16,9</p><p>15,4</p><p>MM</p><p>PB CNF 100 - MM - EE - FDNcp - (PB - PBu + U) (11);</p><p>EE</p><p>Amido MOR = 100 MM- EE -A - FDNcp - (PB - PBu + U) (12):</p><p>FDN</p><p>PIDN</p><p>CIDN</p><p>Quando a ureia não for utilizada, as equações (11) e (12)</p><p>convergirão para:FDNc2</p><p>FDNp2</p><p>FDNcp?</p><p>CNF 100 MM - EE - FDNcp - PB (13);</p><p>Estimativa</p><p>49,4</p><p>Vício</p><p>-4,9 (PIDN +</p><p>CIDN)</p><p>MOR = 100 MM - EE - A - FDNcp - PB (14): CNF (usando FDN)</p><p>MOR (usando FDN)</p><p>CNF (usando FDNc)</p><p>MOR (usando FDNc)</p><p>CNF (usando FDNp)</p><p>MOR (usando FDNp)</p><p>CNF (usando FDNcp)</p><p>MOR (usando FDNcp)</p><p>o da MS.2cepindicam coreções para cinzase proteína, respectivamente.</p><p>0,9</p><p>50,9</p><p>2,4</p><p>52,8</p><p>Deve ser novamente enfatizado que a não consideração da</p><p>3,4 (PIDN) ureia causará subestimação dos CNF e da MOR (Tabela 9.2). Por</p><p>-1,5 (CIDN) Outro lado, quando a correção para o teor de ureia é aplicada, verifica-</p><p>4,3</p><p>54,3</p><p>5,8</p><p>se que a soma dos grupos de compostos químicos não produz 100%</p><p>(Tabela 9.2; MM + PB + EE+ FDNcp + CNF = 103,2%). Contudo,</p><p>isto não deve ser visto como vício, mas somente como um reflexo do</p><p>Em adição, a ausência de correções para cinzas e proteína entendimento mais correto da dieta avaliada.</p><p>poderá acaretar em distorções sobre os coeficientes de digestibilidade</p><p>da FDN e dos CNF ou MOR em ensaios com animais (Chizotti et al.,</p><p>196 197</p><p>INCT Ciência Anima Métodos ara Análise de Alimentos - 2" Ediçio</p><p>DETMANN, E.: VALADARE</p><p>L.T. PAULINO. M.F. MAGALH K.A.: SILVA. P.A. CHIZZOTTI. M.L. Prediction of the energy value of cattle diets based on</p><p>chemical composition of the feeds under tropical conditions. Animal</p><p>Feed Science and Technology. v.143. p. 1 24-147. 2008.</p><p>Tabela 9.2 - Exemplo teórico do processo de estimação dos teores de</p><p>CNF e MOR em uma dieta contendo ureia</p><p>FILHO. S.C.: PINA. D.S.; HENRIQUES.</p><p>Teor</p><p>6,0</p><p>Item</p><p>MM</p><p>13,2</p><p>2,0</p><p>5,2</p><p>2,6</p><p>28,2</p><p>40,5</p><p>PB DETMANN, E.; SILVA. T.E. ; VALADARES FILHO. S.C.: SAMPAIO.</p><p>C.B.; PALMA, M.N.N. Prediction of the energy value of cattle diets</p><p>based on the chemical composition of feeds. In: VALADARES FILHO:</p><p>S.C.; COSTA E SILVA, L.F.: GIONBELLI. M.P.: ROTTA. P.P.:</p><p>MARCONDES, M.I.; CHIZZOTTI, M.L.: PRADOS. L.F. 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Journal of Dairy Science, v.86,</p><p>p.3582-3591, 2003.</p><p>WHITE, R.R.; ROMAN-GARCIA, Y.; FIRKINS, J.L.; VANDEHAAR</p><p>M.J.; ARMENTANO, LE.; WEISs, W.P.; MCGILL, T.; GARNETT, R.;</p><p>HANIGAN, M.D. Evaluation of the National Research Council (2001)</p><p>dairy model and derivation of new prediction equations. 1. Digestibility</p><p>of fiber, fat, protein, and nonfiber carbohydrate. Journal of Dairy</p><p>Science, v.100, p.3591-3610, 2017.</p><p>200 201</p><p>Métodos para Análise de Alimentos 2" Ediçio INCT Ciência Animal</p><p>Capítulo 10</p><p>Lignina</p><p>Definiçies básicas</p><p>Dos componentes da parede celular, a lignina. polímero de</p><p>subunidades aromáticas derivadas do ácido shiquímico. é o</p><p>componente mais reconhecido por limitar a digestão dos</p><p>polissacarídeos fibrosos no númen (Van Soest. 1994). No entanto, na</p><p>planta, a lignina exerce papel de proteção sobre os componentes</p><p>polissacarídeos da parede celular. promovendo rigidez e resistência</p><p>fisica, bem como tornando a parede hidrofQbica e impermeável (Jung</p><p>& Allen, 1995).</p><p>Neste contexto, os carboidratos fibrosos das plantas</p><p>forrageiras nem sempre são acessados pelos microrganismos ruminais</p><p>devido à presença de compostos fenólicos, como a lignina, que</p><p>formam barreira fisica para a ação dos. sistemas enzimáticos</p><p>microbianos (Dehority, 1993). Assim, o grau de lignificação em tono</p><p>da celulose 6é mais relacionado com a redução da digestibilidade do</p><p>que a concentração total de lignina da planta (Dehority & Johnson.</p><p>1961).</p><p>202 203</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Existem diferentes métodos empregados na avaliação de</p><p>rcmanescentes são oxidadas e clivadas (Van Soest. 1994). Neste</p><p>lignina. porém nenhum atende plenamente à expectativa nutricional,</p><p>sentido, a oxidação por permanganato de potássio constitui método</p><p>relacionando o teor de lignina ao processo digestivo do animal. Há</p><p>para avaliação gravimétrica do teor de lignina (Van Soest &</p><p>divergencias significativas nos resultados obtidos em laboratórios para</p><p>Robertson, 1985).</p><p>todos os métodos aplicados (Gomes et al., 2011).</p><p>O método de lignina Klason difere analiticamente do método</p><p>Todos</p><p>os métodos praticados para avaliação do teor de lignina da hidrólise ácida na sequência com que a concentração do ácido</p><p>baseados no isolamento dos componentes químicos apresentam sulfúrico e a temperatura de extração são utilizadas, o que causa</p><p>limitações no tocante aos processos analíticos, de forma que os</p><p>efeitos diferentes na hidrólise dos polissacarídeos (Hatfield et al..</p><p>somatórios das partes são sempre contraditórios em uma mesma</p><p>1994). Contudo, há de se ressaltar que no método de lignina Klason</p><p>amostra. Portanto, a afirmação sobre qual método representa melhor a</p><p>não se utiliza detergente catiônico (brometo de cetil trimelamônio;</p><p>quantidade de lignina da amostra e qual estabelece melhor a</p><p>CTAB) como adjuvante, o qual proporciona a limpeza prévia do</p><p>associação com os fenômenos biológicos do processo de degradação</p><p>material que será submetido à hidrolise ácida. Assim, o detergente</p><p>ruminal permanece ainda indefinida (Gomes et al., 2011). ácido é responsável pela obtenção de resíduo aproximadamente livre</p><p>O método de lignina em ácido sulfúrico com extração prévia da interferência proteica (Van Soest & Robertson, 1985), promovendo com detergente ácido (método da hidrólise ácida), adotado como</p><p>solubilização de grande parte da proteína associada à parede celular</p><p>padrão por alguns sistemas nutricionais (eg. NRC, 2001), tipicamente</p><p>(Van Soest, 1994). Portanto, embora o método de Klason apresente subestima os teores de lignina devido à solubilização parcial da mesma</p><p>fortes correlações com a degradação ruminal da fibra, sua</p><p>na solução de detergente ácido (Van Soest, 1994). Nesse método, a contaminação proteica excessiva equer correções para expressão</p><p>perda de lignina particularmente em gramíneas pode chegar a 50%</p><p>mais adequada dos valores obtidos em laboratório (Gomes et al.,</p><p>(Lowry et al., 1994).</p><p>2011).</p><p>A lignina também é suscetível à oxidação, a qual aumenta com Deve ser ressaltado que nenhum dos métodos aqui descritos</p><p>a presença de duplas ligações insaturadas e, por apresentar natureza para análise de lignina leva em consideraçãoa interferência da cutina</p><p>fenólica, é facilmente oxidada por uma quinona. As duplas ligações sobre as avaliações realizadas. Para a maioria das amostras, a</p><p>204</p><p>205</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" E.dição</p><p>contribuição da cutina sobre os resíduos avaliados pode ser Método da hidrólise ácida</p><p>considerada desprezível. Contudo, essa suposição pode não ser (Método F-005/2)</p><p>adequada para alguns tipos específicos de materiais, como, por</p><p>Aparatos exemplo. palma forrageira e torta/farelo de mamona.</p><p>Nesse caso. para evitar a influência da cutina sobre a</p><p>- Balança analítica com precisão de 0,0001 g</p><p>estimativa de lignina, o método da oxidação em permanganato deve Balança semi-analítica com precisão de 0,1 a 0.01 g</p><p>ser preferido (assim, a influência da cutina será contabilizado em - Dessecador</p><p>conjunto com a estimativa de celulose). Caso a quantificação da cutina</p><p>- Estufa sem circulação forçada de ar</p><p>seja necessária, isso poderá ser realizado pela aplicação sequencial dos</p><p>- Cadinhos filtrantes em borossilicato com porosidade grossa (40-60</p><p>métodos da hidrólise em ácido e oxidação em permanganato (i.e., um) e S0 mL de capacidade</p><p>hidrólise seguida da oxidação ou oxidação seguida da hidrólise). As</p><p>- Coletores universais autoclaváveis (100-120 mL)</p><p>descrições analíticas aqui apresentadas permitem essa realização, mas Bastões de vidro</p><p>uma representação esquemática informativa deste tipo de - Forno mufla</p><p>procedimento pode ser obtida em Van Soest (1994).</p><p>- Bomba de vácuo acoplada, em linha, a um kitassato e a um suporte</p><p>para cadinhos filtrantes</p><p>Atualizaçõões</p><p>Geladeira</p><p>- Termômetro</p><p>As atualizações apresentadas nesta edição envolvem apenas</p><p>pequenas correções no preparo e concentração dos reagentes e em</p><p>- Proveta de borossilicato ou polietileno 2 L</p><p>alguns procedimentos e a incorporação dos métodos F-014/1 e F</p><p>Reagente</p><p>015/1 como procedimentos para obtenção do resíduo insolúvel em</p><p>Acido sulfúrico (H;SO,) concentrado P.A. detergente ácido a ser utilizado nos métodos da hidrólise ácida e</p><p>OXidação em permanganato de potássio.</p><p>206 207</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de limentos -2" Edição</p><p>Solução Recomenda-se o resfriamento da proveta com a água em geladeira</p><p>Acido sulfúrico (12 M ou 720 g/kg ou 72% p/p)" ou freezer antes dos demais passos.</p><p>Características da solução - Acondicione a proveta em um recipiente contendo água e gelo. Isso</p><p>Gravidade específica = 1,634 minimiza o impacto do aquecimento.</p><p>- Massa final em 2 L = 3268 g (2x 1634)</p><p>- Adicione lentamente o ácido sulfúrico em porções de 50 a 100 mLe</p><p>Preparo e aferição de 2 L de solução agite levemente com um bastão de vidro. N�ão deve haver fervura. A</p><p>fervura é evitada não se adicionando grandes quantidades de ácido</p><p>1. Acido sulfúrico necessário</p><p>de uma única vez. Após 4 ou 5 adições de pequenas quantidades de</p><p>- 2353 g de ácido sulfúrico P.A. anidro</p><p>ácido a reação se torna menos violenta e maiores quantidades podem</p><p>2. Água destilada necessária ser adicionadas. Continue a adição do ácido até o volume</p><p>aproximado de 1900 mL.</p><p>2353</p><p>A=3268-</p><p>Cubra a proveta e deixe resfriar em água corrente (cerca de 30</p><p>T00</p><p>minutos).</p><p>em que: A = quantidade de água destilada para o preparo de 2 L de</p><p>- Com cuidado, retire a proveta da águae seque seu exterior com papel</p><p>solução (g ou mL); P = pureza do ácido sulfúrico concentrado (%). toalha.</p><p>3. Preparo do ácido Acondicione a proveta sobre a balança semi-analítica e adicione</p><p>lentamente ácido sulfúrico até o peso total da solução atingir 3268 g</p><p>- Adicione a água destilada na quantidade estimada em uma proveta (não se esqueça de contabilizar a tara).</p><p>de 2 L. O peso da proveta deve ser previamente conhecido.</p><p>Retire a proveta da balança e homogeneíze a solução com um bast�ão</p><p>de vidro.</p><p>0 Essas especificações dizem respeito à solução sob temperatura de 20°C.</p><p>208 209</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>- Meça a temperatura. A temperatura final de atferição dever ser de</p><p>Procedimentos 20+0.5°C. Caso a temperatura esteja acima deste patamar, mantenha</p><p>1. Use balança analítica aferida pelo INMETRO, com precisão de</p><p>a solução em geladeira e monitore constantemente a temperatura.</p><p>0,0001 g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente</p><p>Antes de cada mensuração de temperatura é necessário</p><p>climatizado (20-25°C ou de acordo com as especificações do</p><p>homogeneizar a solução com bastão de vidro.</p><p>fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos para sua Assim que a temperatura atingir o patamar adequado, proceda àà estabilização.</p><p>aferição e, caso necessário, corrija a solução.</p><p>2. Extraia as amostras em detergente ácido seguindo o método F-014/1</p><p>ou F-015/1. A análise de lignina pelo método da hidrólise se inicia</p><p>4. Aferição da solução</p><p>Confira o volume final da solução a 20+0,5°C. O volume final a partir da obtenção do resíduo insolúvel em detergente ácido em</p><p>cadinho filtrante. aceitável deve estar entre 1995 e 2005 mL.</p><p>3. Acondicione o cadinho filtrante contendo o resíduo insolúvel em</p><p>Para o caso de volumes inferiores a 1995 mL, a solução ficou</p><p>detergente ádcido em coletor universal e adicione pequena porção da demasiadamente concentrada. Assim, para cada 3 mL abaixo de</p><p>solução de ácido sulfúrico de forma a apenas umedecer o resíduo. 2000 mL, retire 5 mL da solução e adicione 8 mL de água.</p><p>Homogeneíze o conteúdo com auxílio de bastão de vidro com o</p><p>Para o caso de volumes superiores a 2005 mL, a solução ficou</p><p>objetivo de quebrar todos os grumos e permitir que o ácido entre</p><p>demasiadanmente diluída. Assim, para cada 1 mL acima de 2000 mL</p><p>em contato com todas as partículas da amostra até que esta adquira</p><p>retire 9 mL da solução e adicione 8 mL de ácido sulfúrico consistência pastosa. Mantenha o bastão de vidro dentro do cadinho</p><p>concentrado. (deve ser usado um bastão para cada alíquota).</p><p>4. Adicione solução de ácido sulfúrico</p><p>silo, a enreçio feal veres, desavisadamente, ohserv.amos resultados que julgamos nO</p><p>total de um animal. um lote de feno, um piquete solb pastejo, cte. Condizentes e. instintivamente, os qualificamos como resultante de</p><p>Nesse contexto, o processo de amostragem de alimentos se crros no método de análise (e.g.. imprecisio do analista. "problemas"</p><p>resume em tomar uma parte da unidade de decisão que preserve a no cquipamento elou reagentes). Contudo, o erro global de estimaçã0</p><p>integridade de analito. ou seja. que preserve a earacterística ou representa mais do que isso. pois possun dois componentes distintos</p><p>concentração do objeto de interesse como encontrada na unidade de (Figura 1.). O primeiro componente e. infelizmente. algumas vezes</p><p>decisão. julgado como único, é o erro analitico total. que representa a soma</p><p>Contudo. o conccito de amostra em análise de alimentos de todas as interferèncias geradas pelo método de análise em sie todos</p><p>possui algumas diferenças marcantes em relação ao que ocorre na os elementos envoltos em sua aplicaçio (e.g.. preparo de reagentes.</p><p>estatística. Em muitas situaçõces de análise de dados, as amostras manutenção e operação de equipamentos; treinamento, pericia e zelo</p><p>produzem conjuntos numéricos finitos que, após o devido tratamento do analista).</p><p>matemático/probabilístico. produzem os elementos que suportam a Todavia. o erro global de estimação é também atetado pelo</p><p>inferéncia. No entanto, na análise de alimentos a amostragem não é erro total de amostragem (Figura 1.), o qual representa o erro</p><p>estática como na simples avaliação de dados. O processo de cometido durante qualquer estidio da reduçào de massa que causa</p><p>amostragem em análise de alimentos é dinâmico e formado por desvios na integridade de analito da amostra avaliada em relaçdo à</p><p>diversas instáncias, iniciando-se na unidade de decisão e terminando unidade de decisdo. Com grande probabiliukade, o erro total de</p><p>no momento da análise em si. Cada ctapa é crucial para manutenção amostragem intluencia mais o erro global de estimaçdo do que o erro</p><p>da integridade de analito e passível de imputar diferentes erros sobre analitico total. Dois prineipais moüvos suportam tal atirmativa. Em</p><p>o resultado final. primeiro lugar, o erro total de amostragem representa um processo</p><p>Quando obtemos um resultado em laboratório, esse vemn continuo composto por várias etapus, as quais, individualmente, erros</p><p>acompanhado de um erro global de estimação, que representa a poem ser cometidos e. consequentemente. propagados (Figura l.2).</p><p>divergéncia entre o valor da característica ou concentração expresso m segunko lugar, os erus de anwstragem são, em sua grande</p><p>pcla amostra e o valor real concernente à unidade de decisdo, Muitas iwr, uegligenciaules e. por isso, polem agir silenciosamente sobre</p><p>J8</p><p>Meodos pra Analise de Alimentos 2" Ediçio</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>o ero global de estimação. Se um ero analitico ocorrer. podemos</p><p>Erro Global de repetir a anáise. Se um ero de amostragem ocorrer, na maioria</p><p>Estimação massiva dos casos, não há retorno, pois as unidades de decisão ficar:am</p><p>no passado e não há como re-amostrá-las.</p><p>Dessa forma. o conceito de amostra representativa em análise</p><p>Erro Total de Erro Analitico de alimentos é essencial e, em si, plural, pois percorre dinamicamente Amostragem Totalum processo longo e melindroso a fim de preservar a integridade de</p><p>analito.</p><p>Erros não devidos a</p><p>processos de seleção</p><p>A primeira instância do processo de amostragem resulta na</p><p>Erros devidos a amostra primária, a qual é formmada por diferentes incrementos processos de seleção</p><p>tomados da unidade decisão de acordo com um protocolo de</p><p>amostragem. Por definição, um incremento é a porção individual de</p><p>Figura 1.1. Erro global de estimação e seus componentes (Adaptado</p><p>material coletada por uma operação de amostragem simples que, emn</p><p>de AAFC0, 2015; 2018). conjunto, compõem a amostra primária. Por exemplo, em uma carreta</p><p>de grãos, o incremento representa cada ponto de amostragem de um</p><p>Comumente, a amostra primána possui massa superior ao calador de parede dupla. A amostra formada por todos os pontos de necessário para envio ao laboratório. Nesse ponto introduzimos dois amostragem constitui a amostra primária. O mesmo raciocínio é feito conceitos. Primeiro, o de amostra laboratorial, que representa o para pontos de amostragem em uma fatia de um silo ou em amostras material enviado ao e/ou recebido pelo laboratório. Essa amostra fecais pontuais (i.e., amostras grab) em um animal em experimento de</p><p>normalmente representa uma amostra dividida, a qual indica um metabolismo.</p><p>porção da amostra primária obtida sem nenhum viés. As operações de</p><p>divisões de amostras visando à manutenção da integridade de analito</p><p>são normalmente denominadas de quarteamento.</p><p>21</p><p>20</p><p>Mélodos para Análise de Alimentos - 2" Edição INCT Ciência Animal</p><p>Resultado da Análise Erro Analitico</p><p>A amostra laboratorial nem sempre poOssui características que</p><p>a habilitam à análise. Assim, a mesma deve passar por processamento</p><p>físico (i.e., secagem parcial e/ou moagem) que a adeque para a análise. Porção TesteDesse processo, produzimos a amostra analítica.</p><p>A amostra analítica, por sua vez, fornecerá pequenas alíquotas</p><p>Amostra Analítica que serão submetidas à análise em si, as quais são denominadas de</p><p>porções teste. No momento em que uma porção teste é selecionada</p><p>Amostra Laboratorial</p><p>(e.g., uma alíquota de 200-300 mg da amostra analítica para avaliação</p><p>1</p><p>da concentração de nitrogênio), o processo de amostragem é</p><p>encerrado. Isso evidencia que a amostragem em si constitui processo</p><p>Amostra Primária contínuo, com múltiplos estádios e que, em cada estádio, erros podem</p><p>ser cometidos os quais comprometerão a integridade de analito, o</p><p>Unidade de Decisão processo de inferência e a confiabilidade dos resultados. Logo, atribuir</p><p>aos erros analíticos a ampla responsabilidade por resultados julgados</p><p>Figura 1.2. Fluxograma de influência de erros e da realização de</p><p>inferência em análise de alimentos (setas azuis indicam a</p><p>realização de inferência; setas vermelhas constituem ação</p><p>de erros de amostragem, a seta negra indica a</p><p>interterência causada por erros na análise em si).</p><p>como não condizentes pode ser uma atitude não tão racional assim.</p><p>Além das definições de amostra que seguem a dinâmica do</p><p>processo de amostragem (Figura 1.2). existem definições adicionais</p><p>de amostra que devem fazer parte do vocabulário do analista de</p><p>alimentos. São essas: amostra dividida, amostra replicada e</p><p>amostra composta. O conceito de amostra dividida foi previamente</p><p>23 22</p><p>Mélodos para Análise de Alimentos - 2" Edição INCT Ciencia Animal</p><p>na amostra composta. Nesse cas0, OS incrementos (e.g.. pontos discutido. Amostras replicadas significam frações de uma amostra</p><p>colcta cm uma carreta de farelo) devem ser equivalentes; ou seja. tomadas sob condições comparáveis em qualquer ponto do pucesso</p><p>devem apresentar o mesmo peso na formação da amostra composta de amostragem. Esse conceito é comumente aplicado em duas</p><p>i.C., a amostra primária). instancias em nossa área de atuação. Primeiro, quando envia-se uma</p><p>amostra laboratorial, é prudente que uma contra-prova seja Contudo, a formação de amostras compostas nem sempre</p><p>segue esses preceitos. Um exemplo simples pode ser construído a armazenada no local de origem. para os casos de perda da amostra</p><p>laboratorial no transporte ou contestação dos resultados obtidos. Em partir da coleta fecal de ruminantes em experimentos de metabolismo.</p><p>Caso procedamos à coleta fecal pontual (i.e. amostras grab, tomadas segundo lugar. quando realizamos repetições em laboratório,</p><p>pressupõe-se que cada porção teste represente uma amostra replicada em pequenas frações em momentos especificos). nossa amostra</p><p>da amostra analítica. composta deverá ser equivalente à cada coleta (nesse caso,</p><p>O conceito adicional final de amostra é o de amostra comumente, a amostra composta será formada por massa iguais de</p><p>até atingir-se metade da altura</p><p>interna do cadinho. Proceda à homogeneizaç�o do material após 30</p><p>minutos. Caso necessário, adicione mais ácido para assegurar o</p><p>211 210</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>nível equivalente à metade da altura interna do cadinho. Mantenha</p><p>T0.Pese os cadinhose registreo peso. Esse resíduo obtido é composto nessas condições por mais 2,5 horas.</p><p>por lignina e contaminantes minerais (i.e., sílica)"</p><p>5. Com cuidado, retireo cadinho do coletor universal e o acople no</p><p>11.Acondicione os cadinhos filtrantes contendo os resíduos no interiorsuporte de filtração. Acione o vácuo e drene todo o ácido sulfúrico.</p><p>da mufla.</p><p>6. Inicie o processo de lavagem com água destilada quente</p><p>12.Ligue a mufla e, aguarde que a mesma alcance a temperatura de</p><p>(temperatura 2 90°C). Inicie pelo bastão de vidro, tomando o</p><p>550°C. E desejável uma rampa de aquecimento de I hora para que cuidado para que todos os resíduos aderidos ao bastão sejam retidos</p><p>a temperatura de ignição seja alcançada.</p><p>no interior do cadinho. Em seguida, lave o exterior do cadinho de</p><p>forma a remover todo o ácido aderido na vidraria. 13.Proceda à queima por 3 horas a 550°C. Após este tempo, desligue a</p><p>mufla e deixe que a mesma resfrie fechada. A temperatura de retirada</p><p>7. Proceda à lavagem interna do cadinho. Com o vácuo desligado, deve estar entre 150e 200°C.</p><p>lave as paredes internas e o resíduo com água destilada quente</p><p>14.Coloque os cadinhos filtrantes com os resíduos minerais em (temperatura > 90°C). Cuide para que não transborde. Acione o</p><p>dessecador (máximo de 20 unidades por procedimento), deixevácuo e drene. Repita essa operação até que todo o ácido seja</p><p>estabilizar com a temperatura ambiente. Pese e registre os pesos.removido.</p><p>15.A massa de lignina é calculada pela perda de peso do resíduo após 8. Leve os cadinhos como resíduo à estufa não ventilada a 105°C por</p><p>a incineração.</p><p>16 horas.</p><p>9. Retire os cadinhos, acondicione em dessecador (máximo de 20</p><p>unidades por procedimento) e aguarde o equilíbrio com a</p><p>temperatura ambiente.</p><p>0Esse resíduo é também composto por cutina. A descrição do método</p><p>pressupõe que a contribuição da cutina seja desprezível. Veja mais detalhes</p><p>nas definições básicas no início do Capítulo.</p><p>212 213</p><p>INCT Ciência Animal Métodos paru Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>Para obtenção adequada dos resultados, realize o Exemplo de cálculo</p><p>procedimento de forma que a temperatura do ácido esteja</p><p>Considerando a alíquota I da tabela a seguir, têm-se os próxima a 20°C.</p><p>cálculos da concentração de lignina:</p><p>Cálculo da concentração de lignina (método da hidrólise ácida)</p><p>LIG=(CAD+RES)-(CAD+RM)=40,4313-40.4074=0.0239 g</p><p>Para o cálculo da concentração de lignina, utilize as equações:</p><p>LIG 0,0239</p><p>x100:6LIGASA ASA x100=2,99% =</p><p>LIG=(CAD+RES)-(CAD+RM) 0,8006</p><p>LIG</p><p>6LIGASA</p><p>4,99 o/LIGASAx100 a586 SA X100 o LIaMs= .A SE X100 ocx100=3,11%</p><p>96LIGASAx100 %LIGMS9%ASE Alíquota</p><p>Item</p><p>ASA (g) 0.8006 0,8255</p><p>em que: LIG= massa de lignina (g); CAD = peso do cadinho filtrante</p><p>CAD+RES () 40.4313 35,5684</p><p>(g; RES massa do resíduo composto obtido após extração com</p><p>CAD+RM (g) 40.4074 35,5433</p><p>ácido sulfúrico (g); RM = massa do resíduo mineral obtido após a</p><p>LIG (g) 0,0239 0,0251</p><p>incineração (g); %LIGASA = percentual de lignina com base na amostra</p><p>oLIGASA 2.99 3,04</p><p>seca ao ar; ASA = massa de amostra seca ao ar (g)s, LIGMs =</p><p>%ASE 95,86</p><p>percentual de lignina com base na matéria seca; %ASE = percentual</p><p>%LIGMs 3,11 3,17</p><p>de "amostra seca em estufa".</p><p>%LIGMs (média) 3,14</p><p>10 Esse valor é mensurado previamente à extração com detergente ácido.</p><p>214 215</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" Ediçio</p><p>Método da oxidação em permanganato</p><p>(Método F-006/2) Acctato de potássio (C>HKO:) P.A.</p><p>- Alcool butílico terciário (CaH,OH) P.A.</p><p>Aparatos Acido oxálico diidratado (C>H201.2H:0) P.A.</p><p>- Álcool etílico (C2HOH) anidro P.A. (etanol absoluto) Balança analítica com precisão de 0,0001 g</p><p>- Acido clorídrico (HCI) concentrado P.A.</p><p>- Dessecador</p><p>Acetona (C.H.0) P.A.</p><p>Estufa sem circulação forçada de ar</p><p>-Cadinhos filtrantes em borossilicato com porosidade grossa (40-60 Soluções</p><p>um) e 50 mL de capacidade</p><p>Bandejas de polietileno Solução de permanganato de potássio</p><p>- Bastões de vidro - Em balão volumérico de 1 L contendo cerca de 400 mL de água</p><p>- Bomba de vácuo acoplada, em linha, a um kitassato e a um suporte destilada, dissolva 50 g de permanganato de potássio. Complete o</p><p>para cadinhos filtrantes volume com água destilada. Transfira e armazene em frasco âmbar.</p><p>Balões volumétricos 1L</p><p>Solução tampão</p><p>- Pissetas de polietileno 500 mL</p><p>- Em balão volumétrico de 1 L contendo 100 mL de água destilada,</p><p>- Fraco âmbar para armazenamento de soluções</p><p>dissolva 6,0 g de nitrato férrico hidratado e 0,.15 g de nitrato de prata.</p><p>- Proveta de 1000 ou 2000 mL</p><p>Adicione 500 mL de ácido acético glacial e 5,0 g de acetato de</p><p>potássio P.A. Agite até a solubilização. Complete o volume com</p><p>Reagentes</p><p>álcool butílico terciário. Tampe o balão e homogeneíze a solução.</p><p>- Permanganato de potássio (KMnO.) P.A.</p><p>Solução de etanol 95%</p><p>Nitrato de prata (AgNO;) P.A.</p><p>- Em balão volumétrico de 1 L. adicione 50 mlL de etanol absoluto.</p><p>Nitrato férrico hidratado [Fe(NO:)».9H:0] P.A.</p><p>Complete o volume com água destilada e homogeneíze.</p><p>- Ácido acético (C;H,Oz) glacial P.A.</p><p>217 216</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Solução de etanol 80% vh Procedimentos</p><p>- Em balão volumétrico de 1 L. misture 155 mL de água destilada e</p><p>1. Use balança analítica aferida pelo INMETRO, com precisão de 845 mL de solução de etanol 95% ou 200 mL de água destilada e</p><p>0,0001 g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente 800 mL de etanol absoluto. Homogeneíze.</p><p>climatizado (20-25°C ou de acordo com as especificações do</p><p>fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos para sua Solução de desmineralização</p><p>estabilização. Em balão volumétrico de1 L, adicione 700 mL de solução de etanol</p><p>95% e dilua 50 g de ácido oxálico diidratado. Em capela, adicione 2. Extraia as amostras em detergente ácido seguindo o método F-014/1</p><p>lentamente 50 mL de ácido clorídrico concentrado. Complete o</p><p>ou F-015/1. A análise de lignina pelo método da oxidação se inicia</p><p>volume com água destilada e homogeneíze. a partir da obtenção do resíduo insolúvel em detergente ácido em</p><p>cadinho filtrante.</p><p>Solução combinada de permanganato e tampão (2:1)</p><p>Em uma proveta, misture a solução de permanganato e a solução 3. Acondicione os cadinhos filtrantes contendo os resíduos insolúveis</p><p>tampão na razão de 2:1 v/v. Esta mistura deve ser realizada em detergente ácido em bandeja de polietileno com uma lâmina de</p><p>imediatamente antes de seu uso e na quantidade necessária para a água destilada de 2 a 3 cm.</p><p>análise. A sobra de solução deve ser descartada. A solução deve</p><p>4. Adicione aproximadamente 30 mL de solução combinada de apresentar coloração de vermelha a purpúra e não deve conter</p><p>permanganato e tampão (2:1), nmantendo o nível da solução nos precipitado, pois este dificulta a filtração.</p><p>cadinhos filtrantes em cerca de 50o da altura interma, cobrindo toda</p><p>a amostra.</p><p>5. Homogeneíze com bastões de vidro de 30 em 30 minutos.</p><p>6. Após 2 horas, acople o cadinho no suporte de filtração. Acione o</p><p>vácuo e drene toda a solução de permanganato.</p><p>218</p><p>219</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>7. Transfira os cadinhos filtrantes com os resíduos para uma bandecja</p><p>13. Pesc os cadinhos e registre o peso. A massa de lignina é dada pela limpa. com lâmina de água similar à descrita anteriormente.</p><p>diferença entre a massa de resíduo insolúvel em detergente ácido e Adicione 30 mL da solução de desmineralização.</p><p>a massa do resíduo após o tratamento acima descrito.</p><p>8. Após 30 minutos, acople o cadinho no suporte de filtração. Acione</p><p>Cálculo da concentração de lignina (método da oxidação)</p><p>o vácuo e drene toda a solução</p><p>de desmineralização. O resíduo deve</p><p>apresentar coloração clara (i.e., amarelo claro ou branco). Caso isso</p><p>Para o cálculo da concentração de lignina, utilize as equaçõesnão seja observado, repita o procedimento 7 e filtre novamente após</p><p>LIG=(CAD+FDA)-(CAD+RES) 15 minutos.</p><p>%LIGASA ASA x100</p><p>LIG 9. Com o vácuo desligado, direcione um jato de solução de etanol 80%</p><p>usando uma pisseta sobre o resíduo de forma a revolvê-lo. Acione</p><p>LIGASAx100 %LIGMs 9%ASE</p><p>o vácuo e drene. Repita esse procedimento três vezes.</p><p>10. Com o vácuo desligado, direcione um jato de acetona usando uma</p><p>em que: LIG = massa de lignina (g); CAD = peso do cadinho filtrante (g):</p><p>pisseta sobre o resíduo de forma a revolvê-lo. Acione o vácuo e</p><p>FDA = massa do resíduo de fibra em detergente ácido (g); RES =massa do</p><p>drene. Repita esse procedimento três vezes.</p><p>resíduo composto obtido após extração com permanganato de potássio (g): 11. Leve os cadinhos com o resíduo a estufa não ventilada a 105°C por TOLIGASA = percentual de lignina com base na amostra seca ao ar, ASA = 16 horas.</p><p>massa de amostra seca ao ar (g): LIGns = percentual de lignina com base</p><p>na matéria seca; %ASE = percentmal de "amostra seca em estufa". 12. Retire os cadinhos, acondicione em dessecador (máximo de 20</p><p>unidades por procedimento) e aguarde o equilíbrio com a</p><p>Exemplo de cálculo</p><p>temperatura ambiente.</p><p>Considerando a alíquota 1 da tabela a seguir, têm-se os</p><p>cálculos da concentração de lignina:</p><p>221 220</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos 2" Edição</p><p>LIG=(CAD+FDA)-(CAD+RES)=38.1752-38, 1460=0,0292 g Balança semi-analítica com precisão de 0,1 a 0,01 g</p><p>- Dessecador</p><p>LIG 0,0292</p><p>%LIGASA=ASA X100 Estufa sem circulação forçada de ar</p><p>0,814500=3,59%</p><p>Cadinhos filtrantes em borossilicato com porosidade grossa (40-60</p><p>um) e 50 mL de capacidade</p><p>%LIGMs %ASE</p><p>3,59</p><p>x100aox100=3,75% - Coletores universais autoclaváveis (100-120 mL)</p><p>- Bastões de vidro</p><p>Alíquota - Forno mufla</p><p>1 2 Bomba de vácuo acoplada, em linha, a um kitassato e a um suporte</p><p>Item</p><p>ASA (g) 0,8145 0,8807 para cadinhos filtrantes</p><p>CAD+FDA () 38,1752 39,0521</p><p>- Geladeira</p><p>- Termômetro</p><p>CAD+RES (g) 38,1460 39,0200</p><p>LIG (g) 0,0292 0,0321</p><p>- Proveta de borossilicato ou polietileno 2 L</p><p>- Banho-maria</p><p>oLIGASA 3,59 3,64</p><p>- Autoclave</p><p>oASE 95,86</p><p>%LIGMs 3,75 3,80</p><p>Reagente</p><p>oLIGMs (média) 3,78</p><p>- Acido sulfúrico (H2SOA) concentrado P.A.</p><p>Solução</p><p>Lignina Klason</p><p>(Método F-007/2)</p><p>Acido sulfirico (12 M ou 720 g/kg ou 72% p/p)</p><p>Aparatos Prepare a solução como descrito no método F-005/2.</p><p>Balança analítica com precisão de 0,0001 g</p><p>223</p><p>222</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Mélodos para Análise de limentos - 2" Edição</p><p>Procedimentos</p><p>procedimento até a transferência quantitativa do resíduo do coletor</p><p>1. Adicione 250 a 350 mg de amostra em coletor universal para o cadinho. A transferência deve ser realizada com o</p><p>autoclavável com capacidade de 100 a 120 mL. As amostras material ainda morno após a autoclavagem.</p><p>devem ser processadas enm moinho com peneira com</p><p>7. Com o vácuo desligado, lave o resíduo com água destilada quente porosidade de 1 mm.</p><p>(temperatura2 90°C). Acione o vácuo e drene. Repita esse</p><p>2. Adicione 3 mL da solução de ácido sulfúrico sobre a amostra e procedimento por trê vezes.</p><p>homogeneíze com auxílio de bastão de vidro.</p><p>8. Leve os cadinhos com o resíduo a estufa não ventilada a 105°C por</p><p>16 horas. 3. Transfira os potes para banho-maria previamente aquecido a 30°C,</p><p>onde permanecerão por 1 hora. Homogeneíze o material após 30</p><p>9. Retire os cadinhos, acondicione em dessecador (máximo de 20</p><p>minutos com bastão de vidro. unidades por procedimento) e aguarde o equilibrio com a</p><p>temperatura ambiente.</p><p>4. Retire os coletores do banho-maria e adicione 80 mL de água</p><p>destilada. 10. Pese os cadinhos e registre o peso.</p><p>5. Vede os coletores e autoclave os mesmos por 1 hora a 125°C. 11. Acondicione os cadinhos filtrantes contendo o resíduo no interior</p><p>da mufla.</p><p>6. Acople o cadinho filtrante com peso previamente conhecido no</p><p>12. Ligue a mufla e, aguarde que a mesma alcance a temperatura de</p><p>suporte de filtração. Com o auxílio de água destilada quente</p><p>550°C. E desejável uma rampa de aquecimento de 1 hora para que</p><p>(temperatura 90°C), transfira gradativamente o conteúdo do</p><p>a temperatura de ignição seja alcançada.</p><p>coletor universal para o cadinho. Durante a transferência, o vácuo</p><p>deve estar desligado. Caso o volume do cadinho seja atingido, pare</p><p>a transferência e acione o vácuo para drenagem da solução. Após a</p><p>drenagem, desligue o vácuo e continue a transferência. Repita esse</p><p>225</p><p>224</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição13. Proceda à queima por 3 horas a 55O°C. Após este tempo, desligue a</p><p>Cálculo da concentração de lignina Klason</p><p>mufla e deixe que a mesma resfrie fechada. A temperatura de retirada</p><p>Para o cálculo da concentração de lignina. utilize as equações:</p><p>deve estar entre 150 e 200°C.</p><p>(CAD+RES)-CAD</p><p>14. Coloque os cadinhos filtrantes com o resíduo mineral em dessecador</p><p>%RESASA= x100 ASA</p><p>deixe estabilizar com a tenmperatura ambiente. Pese e registre os</p><p>9/6RESASAx100</p><p>pesos.</p><p>6RESMs /%ASE A lignina Klason apresenta valores mais elevados de</p><p>(CAD+RM)-CAD</p><p>x100</p><p>contaminação proteica em comparação as demais métodos aqui</p><p>%RMASA ASA</p><p>descritos, uma vez que o material não passa por tratamento com</p><p>6RM ASAx100</p><p>detergente catiónico, responsável por retirar grande parte da</p><p>%RMMs %ASE</p><p>contaminação proteica. Caso haja interesse ou necessidade de</p><p>correção para contaminação proteica, aumente o número de alíquotas</p><p>%LKMSNC=%RESMs-%RMMs</p><p>analisadas. Ao final do passo 10, retire algumas alíquotas que serão</p><p>%RESMS %PCLIG=%PLRES /%LKMSNC</p><p>destinadas à avaliação da proteína associada ao resíduo seguindo-se os</p><p>procedimentos descritos para o método N-004/2.</p><p>(100-%PCLuG %LKMsc=%LKusNCX- 100</p><p>em que: CAD = peso do cadinho tiltrante (g): RES = massa do resíduo</p><p>após a extração ácida: %RESasA = percentual de resíduo obtido após</p><p>o tratamento com ácido sultúrico com base na amostra seca ao ar; ASA</p><p>massa de amostra seca ao ar (g): %RESns = percentual de resídu0</p><p>227 226</p><p>INCT Ciencia Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimnentos - 2" Edição</p><p>obtido após o tratamento com ácido sulfúrico com base na matéria</p><p>(CAD+RM)-CAD RM ASA 38,1759-38,1546</p><p>seca: %ASE = percentual de "amostra seca em estufa"; RM = massa</p><p>ASA</p><p>x100= -x100=8,38% 0,2541</p><p>do resíduo mineral (g): GRMASA = percentual de resíduo mineral</p><p>%RM ASA100 gs,86%RMMs 9/%ASE 8,38</p><p>x100=8,74%</p><p>obtido após incineração em mufla com base na amostra seca ao ar;</p><p>%RMMs percentual de resíduo mineral obtido após incineração em</p><p>mufla com base na matéria seca; %LKmsNc = percentual de lignina</p><p>%LKMSNC=%RESMs-% RMus = 22,25 8,74 13,51%</p><p>Klason não corrigida para proteína com base na matéria seca, %PCus</p><p>= percentual de proteína bruta contaminante presente na lignina;</p><p>Alíquota</p><p>6PCRES = percentual de proteína bruta contaminante presente no Item</p><p>resíduo obtido após o tratamento com ácido sulfúrico; %LKMsc = ASA () 0.2541 0.2369</p><p>percentual de lignina Klason corrigida para proteína com base na CAD (g) 38.1546 42.5231</p><p>matéria seca. CAD+RES(g) 38.2088 42.5717</p><p>CAD+RM (g) 38.1759 42.5430</p><p>Exemplo de cálculo RES (g) 0.0542 0,0486</p><p>RM (g) 0.0213 0,0199 Considerando a alíquota 1 da tabela a seguir, têm-se os</p><p>%RESASA 21.33 20.51 cáleulos da concentração de lignina:</p><p>%RMASA 8,38 8.40</p><p>(CAD+RES)-CADan38,2088-38,15*0x 100 = 21,33% %ASE 95,36</p><p>%RESASA= -x100=</p><p>ASA 0,2541 oRESMS 22,25 21.40</p><p>6RMMs 8.74 8,76</p><p>o6RESASAx100 q5,86 21,33</p><p>x100=22,25% %RESMs=F oLKMsNC 13.51 12.64</p><p>%ASE</p><p>%LKMSNc (média) 13,08</p><p>04 Valor obtido pela avaliação do resíduo conforme o método N-004/2.</p><p>229</p><p>228</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos 2" Fdicão</p><p>Literatura Citada</p><p>Capítulo 11</p><p>DEHORITY. B.A. Microbial ecology of cell wall fermentation. In: JUNG</p><p>H.G.: BUXTON. D.R.: HATIFIELD. R.D.: RALPH. J. (Eds.) Forage cell</p><p>wall structure and digestibility.</p><p>Madison: Ameriea Socicty of</p><p>Agronomy. 1993. P.425-453.</p><p>Fibra indigestível</p><p>DEHORITY. B.A.: JOHNSON. R.R. Effect of particle size upon the in vitro</p><p>cellulose digestibility of forages by rumen bacteria. Journal of Dairy</p><p>Science. v.44. p.2242-2249. 1961.</p><p>Definições básicas</p><p>A estimação da digestibilidade dietética tem como ponto GOMES</p><p>FUKUSHIMA. R.S.: SOUZA. M.A.: VALENTE, T.N.P.; PAULINO</p><p>M.F.: QUEIROZ. A.C. Evaluation of lignin contents in tropical forages</p><p>using different analytical methods and their correlations with degradation</p><p>of insoluble fiber. Animal Feed Science and Technology, v.168, p.206-</p><p>D.I.: DETMANN. E. VALADARES FILHO, S.C.:</p><p>inicial a obtenção de seu complemento, a indigestibilidade aparente.</p><p>Neste contexto, a excreção fecal constitui a característica básica de</p><p>indigestibilidade de um alimento ou dieta, uma vez que representa, ao</p><p>222. 2011.</p><p>menos aparentemente. a porção ingerida não aproveitada durante a</p><p>HATIFIELD. R.D.: JUNG. H.G.: RALPH, J.; BUXTON, D.R.; WEIMER,</p><p>P.J. Comparison of the insoluble residues produced by the Klason lignin</p><p>and acid detergent lignin procedures. Journal of Agriculture and Food</p><p>Chemistry, v.65. p.51-58. 1994.</p><p>passagem pelo trato gastrintestinal (Detmann et al., 200-4). Contudo.</p><p>devido à dificuldade de realização de coleta total de fezes em animais</p><p>de grande porte. como bovinos, téenicas indiretas com o uso de JUNG. H.G.: ALLEN, M.S. Characteristics of plant cell walls affecting</p><p>intake and digestibility forages by ruminants. Journal of Animal</p><p>Science, v.73, p.2774-2790, 1995.</p><p>indicadores são recomendadas.</p><p>Os indicadores internos comumente utilizados em ensaio com</p><p>LOWRY, J.B.; CONLAN, A.C.; SHLINK, A.C.; McsWEENEY, C.S. Acid</p><p>detergent dispersible lignin in tropical grasses. Journal of Science and</p><p>Food Agriculture, v.65, p.41-49, 1994.</p><p>ruminantes compreendem os residuos indigestiveis dos alimentos,</p><p>sendo comumente representados pelas frações quimicas tibra em</p><p>NATIONAL RESEARCH COUNCIL - NRC. Nutrient requirements of</p><p>dairy cattie. 7 ed. Washington, D.C.: Academic Press, 200 1. 381p.</p><p>Van SOEST, P.J. Nutritional ecology of the ruminant. 2 ed. Ithaca: Cornell</p><p>detergente neutro indigestível (FDNi) e tibra em detergente ácido</p><p>indigestível (FDAi) (Detmann et al., 2004: Valente et al.. 2011a).</p><p>University Press, 1994. 476p. As estimativas de produção fecal são obtidas por intermédio</p><p>Van SOEST, P.J.; ROBERTSON, J.B. Analysis of forages and fibrous</p><p>foods. Ithaca: Cornell University, 1985. 202p.</p><p>de relaçao de causa e eteito entre alinmento/dieta e os eventos</p><p>ligestivos do trato gastrintestinal (Detmanu et al., 2007). A base para</p><p>utilização destes reside sobre o fato de que, à medida que o alinento</p><p>231</p><p>230</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Andlise de Alimentos-2 Ediçdo</p><p>transita pelo trato gastrintestinal, a concentração do indicador aumenta</p><p>Algumas modificações foram também realizadas com relação progressivamente pela remoção de outros componentes por digestão e</p><p>à adaptação e manejo dos animais doadores e manejo dos filter bags absorção.</p><p>pós-incubação. Essas adaptações constituem proposta de</p><p>padronização de métodos de análise de alimentos utilizando animais</p><p>A verificação das características ideais de indicadores deve</p><p>centrar-se sobre questöes relacionadas à recuperação desses após</p><p>(direta ou indiretamente) por parte do comitê organizador. Maioressubmissão aos eventos do trato gastrintestinal, a qual, em termos</p><p>detalhes podem ser obtidos nos Capítulos 17 e 18 deste Manual. teóricos, constitui caracteristica inerente ao indicador (Detmann et al.,</p><p>Adicionalmente, algumas dúvidas recorrentes são 2007). Contudo, influências indiretas dos métodos utilizados para</p><p>apresentadas ao comitê organizador, as quais serão brevemente</p><p>estimação de sua concentração podem causar desvios aparentes de</p><p>discutidas neste tópico. A primeira reside sobre o tipo de filter bag a</p><p>recuperação (Valente et al., 2011a).</p><p>ser utilizado. Os resultados obtidos no Brasil sob as mesmas condições</p><p>Adicionalmente, a importância de se obter estimativas de</p><p>de incubação indicam que tanto filter bags F57 (Ankom®) como</p><p>coeficientes de digestibilidade de forma eficiente reside no fato de que</p><p>aqueles confeccionados com tecido não-tecido (TNT, 100 g/m)</p><p>estas estimativas constituem aspecto básico para se quantificar o valor propiciam resultados similares de FDNi e FDAi (Valente et al., 201la:</p><p>energético dos alimentos ou dietas, permitindo o balanceamento 2011b). Há duas diferenças básicas entre ambos para procedimentos</p><p>adequado de dietas que propiciem o atendimento das demandas de de incubação in situ de tempo único, como os aqui recomendados.</p><p>mantença e produção dos animais (Detmann et al., 2016). Primeiro, os filter bags confeccionados com TNT possuem menor</p><p>resistência a danos fisicos (Valente et al., 201la), o que determina que</p><p>Atualizações não haja reutilização dos mesmos. Em segundo lugar, os filter bags</p><p>F57 possuem menor taxa de troca de material entre seu ambiente</p><p>O principal grupo de atualizações deri va-se das modificações</p><p>interior e o exterior do ambiente de incubação. Isso acarreta taxa de</p><p>realizadas sobre os métodos F-001/2, F-002/2, F-003/2 e F-004/2, os</p><p>degradação do substrato mais lenta e, consequentemente, demanda</p><p>quais servem de base para os processos de extração química aqui</p><p>maiores tempos de incubação para estimação da fração indigestível</p><p>utilizados.</p><p>(Valente et al., 2011b). Contudo, o tempo de incubação aqui adotado</p><p>233 232</p><p>Métodos para Análise de Almmentos2 Edici INCT Cincia Animal</p><p>dos resultados (Silva et al. 2018). possível reflexo acúmulo de</p><p>já contempla tal diferença. sendo o protocolo cstabelecido para as</p><p>maiores demandas de tempo. garantindo robustez parao uso de ambos bolhas no interior dos filter hags (CGomes et al. 201), o que</p><p>os tipos de filter bags. compromete a homogeneidade de contato entre o extratoreomaterial</p><p>Apesar de as análises de FDN demandarem partículas moídas 1 ser extraído. A pressurização amplia a temperatura de ebulição do</p><p>em peneira de porosidade mm. as avaliações de FDNi e FDAi são Cxtrator e, consequentemente, evita a formação de bolhas no interior</p><p>realizadas com partículas processadas em peneiras de porosidade 2 dos filter hags. A maioria dos equipamentos nacionais para extraçöes</p><p>mm. Este é o padrão para avaliações in situ (favor consultar o Capítulo com filler bags opera sob condições não pressurizadas, não sendo</p><p>18). Contudo, nas avaliações de FDNi e FDAi, o uso de partículas com recomendada a sua utilização</p><p>Questionamentos são também direcionados ao fato de haver menor superficie específica não compromete a extração pelas soluções</p><p>de detergente. Embora possuam base analítica comum, a extração ou não diferenças entre animais quanto ao valor de FDNi ou FDAi</p><p>possui objetivos distintos. A extração de FDN, por exemplo, é obtido. Nutricionalmente. animais são incapazes de causar tal</p><p>complexa sob a ótica química, pois há muitas interferências oriundas diferença, uma vez que a dimensio da fração indigestívelé</p><p>de outros compostos do alimento. A avaliação no material incubado característica inerente ao alimento utilizado. 0 que ocore são</p><p>por 288 horas no nímen consiste basicamente de um processo de diferenças entre animais quanto à taxa de degradação do material, o</p><p>limpeza para remoção de debris microbianos, sendo, portanto, muito que afeta o tempo critico necessário de incubação para se estimar a</p><p>mais simples quimicamente. Esta é razão pelo qual não há necessidade fração indigestível (Sampaio et al. 2014). Essas variações advem de</p><p>de a-amilase para análise de FDNi ou de extração sequencial para características inerentes aos animais em si, como, por exemplo,</p><p>análise de FDAi, pois, por exemplo, amido e pectina já foram peculiaridades no seu microbioma ruminal. Os efeitos destas variaçõöes</p><p>degradados durante a permanência da amostra no rúmen. na estimação da tração indigestivel são conrolados pelo fornecimento</p><p>de dieta adequada</p><p>e pela adoção de tempo adequado de incubação. No entanto, similarmente ao recomendado para o uso de filier</p><p>A utilizaço de ovinos como animais doadores mostra-se uma bags nas análises de FDN e FDA, aqui também há necessidade dese</p><p>conduzir a extração utilizando-se sistemas pressurizados. O uso de dúvicla recormente sobre os protocolos de avaliação de trações</p><p>indigestíveis. Ovinos não devem ser utilizados para tais equipamentos não pressurizados compromete a qualidade e a precis�o</p><p>235</p><p>234</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>procedimentos por duas razões básicas. Primeiro, devido ao pequeno</p><p>Aparelho analisador de fibras Ankom20 ou Ankom20 ou</p><p>volume do rúmen, há drástica redução no número de sacos incubados</p><p>AnkomELIA ou autoclave</p><p>por animal, comprometendo a capacidade operacional do método. Em</p><p>- Erlenmeyers (4 e 10L) segundo lugar, ovinos apresentam taxa de degradação mais lenta em</p><p>- Coletores universais autoclaváveis comparação a bovinos, exigindo tempos de incubação extremamente</p><p>- Panela de alumíniolongos para estimação da fração indigestível (Reis et al., 2017). Logo,</p><p>- Bandejas de alumínioconsiderando que a fração indigestível é uma característica do</p><p>Fogão ou fogareiro alimento, sua avaliação é mais vantajosa utilizando-se bovinos como</p><p>Sacos de filó</p><p>animais doadores.</p><p>- Corrente com peso na ponta</p><p>Bovino fistulado no rúmen FDNi utilizando analisador de fibras - F-008/2</p><p>Lavadora tipo "tanquinho" FDNi utilizando autoclave - F-009/2</p><p>FDAi utilizando analisador de fibras - F-010/2</p><p>Reagentes</p><p>FDAi utilizando autoclave - F-011/2</p><p>- Sulfato láurico de sódio (NaC12H2sS04) P.A.</p><p>Aparatos - Etilenodiamino</p><p>tetra-acético (EDTA) dissódico sal</p><p>CioH14N2Os.2Na.2H;O) diidratado P.A. ou EDTA ácidoBalança analítica com precisão de 0,0001 g</p><p>CioHisN 0s) P.A. e hidróxido de sódio (NaOH) P.A. - Dessecador</p><p>Tetraborato de sódio (NazB,O7.10H0) decahidratado P.A. Estufa com circulação forçada de ar</p><p>- Fosfato de sódio dibásico anidro (Na,HPO) ou heptahidratado Estufa sem circulação forçada de ar</p><p>(Na-HPO4.7H,0) P.A. Sacos F57 (Ankom®) ou de tecido não tecido (TNT, 100 g/m)</p><p>Trietilenoglicol (CsH1404) P.A. Seladora</p><p>- Acido sulfúrico (H2SO.) concentrado P.A.</p><p>Brometo de cetil trimetilamônio (C9HBrN) P.A. (cetremide ou CTAB)</p><p>236 237</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>- Acetona (C:H.O) P.A. Sob temperaturas ambientes baixas pode haver precipitaç�o</p><p>- Detergente neutro comercial parcial na solução armazenada. Nesses casos, aqueça levemente</p><p>a solução e agite para a ressobulização antes do uso.</p><p>Soluções</p><p>Solução de detergente ácido</p><p>Solução de detergente neutro comercial</p><p>Em Erlenmeyer de 10 Ladicione 4 L de água destilada previamente</p><p>- Em Erlenmeyer de 4 L. adicione 1 L de água destilada e 80 mL de</p><p>aquecida. Adicione 200 g de CTAB P.A. e agite levemente. Adicione</p><p>detergente neutro comercial. Agite até a completa homogeneização lentamente 277 mL de ácido sulfúrico concentrado P.A. Agite até a</p><p>e complete o volume com água destilada. solubilização e complete o volume com água destilada.</p><p>Solução de detergente neutro</p><p>Procedimentos</p><p>- Em Erlenmeyer de 10 L adicione 4 L de água destilada previamente</p><p>Use balança analítica aferida pelo INMETRO, cOm precisão de</p><p>aquecida. Adicione 300 g de sulfato láurico de sódio P.A., 186,1 g</p><p>0,0001 g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente climatizado</p><p>de EDTA sal dissódico P.A. (ou 146,1 g de EDTA ácido P.A. e 40 g</p><p>(20-25°C ou de acordo com as especificações do fabricante). Ligue a</p><p>de hidróxido de sódio P.A.), 68,1 g de tetraborato de sódio</p><p>balança e aguarde 30 minutos para sua estabilização.</p><p>decahidratado P.A., 45,6 g de fosfato de sódio dibásico anidro P.A.</p><p>(ou 81,54 g de fosfato de sódio dibásico heptahidratado P.A.) e 100</p><p>Preparação dos filter bags</p><p>mL de trietilenoglicol P.A. Agite até a completa solubilização.</p><p>1. Identifique os filter bags com marcador pemanente.</p><p>Completeo volume com água destilada. O pH final da solução deve</p><p>estar entre 6,95 e 7,05. Caso o pH final esteja abaixo de 6,50 ou</p><p>2. Acondicione os filter bags em panela de aumínio e adicione a solução</p><p>acima de 7,50, descarte a soluç�o. Para pH final de</p><p>de detergente neutro comercial em volume suficiente para cobrir todo o</p><p>6,50spHc6,95, ajuste para a faixa ideal com adição de pequenas material.</p><p>porçoes de hidróxido de sódio. Para pH final de 7,05<pHs7,50</p><p>ajuste para a faixa ideal gotejando ácido clorídrico concentrado.</p><p>239</p><p>238</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos 2" Edição</p><p>3. Leve o recipiente ao fogão ou fogareiroe aqueça. A solução deve</p><p>Adaptaçãoe dieta do animal(is) doador(es)</p><p>ser mantida em ebulição por 15 minutos.</p><p>O(s) animal(is) doador(es) deve(m) ser adaptados à dieta basal</p><p>4. Lave os filter bags com água corente até a total retirada do</p><p>por, no mínimo, 14 dias antes da incubação e nesta ser mantido até a</p><p>detergente.</p><p>retirada do material do rúmen.</p><p>5. Seque os filter bags em bandejas (camada delgada sem A dieta basal deve ser formada por volumoso e concentrado</p><p>sobreposição) sequencialmente em estufa com circulação forçada na proporção de 80:20, com base da matéria seca, e conter 12% de</p><p>de ar a 55°C por 24 horas e em estufa não ventilada a 105°C por 2 proteína bruta, também com base na matéria seca. A suplementação</p><p>horas. mineral deve ser realizada ad libitum, mantendo-se também água</p><p>disponível em abundância.</p><p>6. Acondicione os filter bags em dessecador (máximo de 20 unidades</p><p>por procedimento) e aguarde o equil+brio com a temperatura Incubação</p><p>ambiente.</p><p>1. Acondicione os filter bags em sacos de filó, os quais devem ser</p><p>7. Pese os filter bags e registre o peso. Esse será o peso da tara. fechados. Fixe os sacos de filó a uma corrente com um peso na</p><p>ponta. Introduza o saco de filó com o peso no rúmen do animal</p><p>8. Acondicione as amostras nos filter bags seguindo-se a relação de 20</p><p>doador, onde deve permanecer por 288 horas.</p><p>mg de matéria seca por centímetro quadrado de superfície. Sacos F57</p><p>possuem aproximadamente 36 cm2 de superfície. Assim, seriam 2. Retire os filter bags do rúmen e lave-os bem em água corrente até a</p><p>necessários 720 mg de matéria seca ou, aproximadamente, 800 mg de retirada do excesso de material aderido à superfície externa.</p><p>amostra seca ao ar. O mesmo raciocínio é seguido para os filter bags Sugere-se que, durante a lavagem, os filter bags sejam pressionados</p><p>confeccionados com TNT, cujas dimensões sugeridas são de 4,0 x 4,5 levemente com as mãos para auxiliar a retirada de material solúvel.</p><p>cm. As amostras devem ser obrigatoriamente processadas em</p><p>3. Acondicione os filter bags em lavadora tipo "tanquinho". Encha-a</p><p>moinho de facas com peneira de porosidade de 2 mm.</p><p>com água limpa e, usando regulagem para "lavagem delicada",</p><p>240 241</p><p>INCT Cência Animal Métodos para Análise de Alimentos 2" Edição</p><p>acione a lavadora por I minuto. Drene a água após a lavagem. Este manter por I hora. O tempo de extração é contabilizado após a</p><p>procedimento deve ser realizado por, no mínimo, cinco vezes. temperatura ser atingida.</p><p>4. Após os ciclos de lavagem. pressione gentilmente os filter bags para 3. Lave os filter bags com água destilada quente (temperatura> 90°C)</p><p>retirada do excesso de água (que deve estar límpida). até a completa retirada da solução de detergente.</p><p>5. Caso a extração com detergente não ocorra de imediato, seque os 4. Adicione os filter bags em um recipiente e cubra-os com acetona.</p><p>filter bags em bandejas (camada delgada sem sobreposição) em Agite por 3 a 5 minutos.</p><p>estufa com circulação forçada de ar a 55°C por 24 horas.</p><p>5. Seque os filter bags em bandejas (camada delgada sem</p><p>sobreposição) sequencialmente em estufa com circulação forçada</p><p>Extração</p><p>de ar a 55°C por 24 horas e em estufa não ventilada a 105°C por 2</p><p>la. Acondicione os filter bags em aparelho analisador de fibras</p><p>horas.</p><p>Ankom220 ou Ankom2000 ou AnkomDELTA e adicione solução de</p><p>neutro à temperatura</p><p>ambiente. relação 6. Acondicione os filter bags em dessecador (máximo de 20 unidades</p><p>detergente A</p><p>detergente:amostra deve ser de, aproximadamente, 100 mL/g de por procedimento) e aguarde o equilíbrio com a temperatura</p><p>ambiente.</p><p>amostra seca ao ar, ou</p><p>lb. Acondicione os filter bags individualmente em coletores 7. Pese os filter bags e registre o peso.</p><p>universais autoclaváveis e adicione solução de detergente neutro à A avaliação da FDAi pode ser realizada diretamente, sem</p><p>temperatura ambiente. A relação detergente:amostra deve ser de, análise sequencial à FDNi (normalmente, somente um dos compostos</p><p>aproximadamente, 100 mLg de amostra seca ao ar. utilizado no mesmo estudo), repetindo-se os procedimentos 1 a 7</p><p>mas substituindo-se a solução de detergente neutro por soluçã de</p><p>2. Aquecer a solução em aparelhos analisador de fibras Ankom2 ou</p><p>Ankom20 ou AnkomDELTA Ou autoclave à temperatura de 105°C e detergente ácido.</p><p>242 243</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Cálculo da concentração de FDNi e FDAi</p><p>dclergente neutro indigestível com base na matéria seca:. FDAi =</p><p>massa de fibra em detergente ácido indigestível (g): %FDAiasA =</p><p>Para o cálculo da concentração de FDNi e FDAi, utilize as</p><p>percentual de fibra em detergente ácido indigestível com base na</p><p>amostra seca ao ar; %FDAims = percentual de fibra em detergente equações:</p><p>ácido indigestível com base na matéria seca; e %ASE = percentual de</p><p>FDNi=(FB+FDNi)-FB</p><p>"amostra seca em estufa".</p><p>Exemplo de cálculo</p><p>FDNi</p><p>%6FDNiASAASA x100</p><p>Considerando alíquota 1 da tabela a seguir, têm-se os cálculos</p><p>%FDN ASAx100 %FDNiMs da concentração de FDNi:%ASE</p><p>FDNi=(FB+FDNi)-FB=0,6161-0,5003=0,1158 g FDAi=(FB-+FDAi)-FB</p><p>%FDN ASA100 0,1158</p><p>x100 %FDAiASA ASA</p><p>FDAi</p><p>6FDNiMs9/%ASE 0,8058x100=14,37%</p><p>/6FDN ASAx100g.86 14,37</p><p>x100=14,99% %FDAIASAx100 %FDAiMs Y6FDNiMS/%ASE %ASE</p><p>em que: FDNi = massa de fibra em detergente neutro indigestível (g);</p><p>FB = peso do filter bag (g); ASA = massa de amostra seca ao ar (g)</p><p>OFDNiASA = percentual de fibra em detergente neutro indigestível</p><p>com base na amostra seca ao ar; %FDNiMs = percentual de fibra em</p><p>245 244</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Alíquota GOMES, D.I.; DETMANN, E.; VALENTE, T.N.P.; VALADARES FILHO,</p><p>S.C.; QUEIROZ, A.C. Avaliação laboratorial de compostos fibrosos em</p><p>alimentos e fezes bovinas sob diferentes ambientes físicos. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v.63. p.522-525, 2011.</p><p>Item 1</p><p>ASA (g) 0.8058 0.8038 0,8031</p><p>FB (g) 0.5003 0.5651 0,4671 REIS, M.J., SANTOS, S.A., PRATES, L.L.; DETMANN, E.; CARVALHO.</p><p>G.G.P.; SANTOS, A.C.S.; RUFINO, L.M.A.; MARIZ, L.D.; NERLA, F.;</p><p>COSTA,</p><p>intropical feeds using in situ ruminal incubation. Animal Feed Science</p><p>and Technology, v.232, p. 139-147, 2017.</p><p>FB+FDNi(g) 0.6161 0,6763 0,5795 Comparingsheepandcattle toquantify internalmarkers</p><p>FDNi (g) 0.1158 0,1112 0,1124</p><p>ToFDNiASA 143 13,83 14,00 SAMPAI0, C.B.; GOMES, D.I.; REGADAS FILHO, J.G.L.; DETMANN,</p><p>E.; VALADARES FILHO, S.C. Variations among animals when</p><p>estimating the undegradable fraction of fiber in forage samples. Semina.</p><p>Ciencias Agrárias, v.35, p.2739-2748, 2014.</p><p>%ASE 95,86</p><p>T%FDNiMs 14,99 14,43 14,60</p><p>%FDNins (média) SILVA, R.S.T.; FERNANDES, A.M.; GOMES, R.S.; BENDIA, L.C.R.;</p><p>SILVA, LC.; VIEIRA, R.A.M. On the specificity of different methods</p><p>for neutral detergent fiber and related problems. Animal Feed Science</p><p>and Technology,v.240, p.128-144, 2018.</p><p>14,67</p><p>Literatura Citada</p><p>DETMANN, E.; VALADARES FILHO, S.C.; PAULINO, M.F.;</p><p>ZERVOUDAKIS, J.T.; CABRAL, LS. Avaliação da técnica dos</p><p>indicadores na estimação do consumo por ruminantes em pastejo.</p><p>Cadernos Técnicos de Veterinária e Zootecnia, v.46, p.40-57, 2004.</p><p>VALENTE, TN.P.; DETMANN, E.; VALADARES FILHO, S.C.; CUNHA,</p><p>M.; QUEIROZ, A.C.; SAMPAIO, C.B. In situ estimation of indigestible</p><p>compounds contents in cattle feed and feces using bags made from different</p><p>textiles. Revista Brasileira de Zootecnia, v.40, p.666-675, 201la.</p><p>VALENTE, TN.P.; DETMANN, E.: QUEIROZ, A.C.; VALADARES</p><p>FILHO, S.C.; GOMES, DI; FIGUEIRAS, J.F. Evaluation of ruminal</p><p>degradation profiles of forages using bags made from different textiles.</p><p>Revista Brasileira de Zootecnia, v.40, p.2565-2573, 2011b.</p><p>DETMANN, E.; SOUZA, A.L.; GARCIA, R.; VALADARES FILHO, S.C.;</p><p>CABRAL, L.S.; ZERVOUDAKIS, J.T. Avaliação do vício de tempo</p><p>longo de indicadores internos em ensaio de digestão com ruminantes.</p><p>Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v.59, p.182-</p><p>188, 2007. Literatura Adicional</p><p>DETMANN, E.; SILVA, T.E. ; VALADARES FILHO, S.C.; SAMPAIO,</p><p>C.B.; PALMA, M.N.N. Prediction of the energy value of cattle diets</p><p>based on the chemical composition of feeds. In: VALADARES FILHO;</p><p>S.C.; COSTA E SILVA, L.F.; GIONBELLI, M.P.; ROTTA, P.P.;</p><p>MARCONDES, M.I.; CHIZZOTTI, M.L.; PRADOS, L.F. (Org) Nutrient requirements of zebu and crossbred cattle BR-CORTE.</p><p>3ed.Viçosa: DZO-UFV, 2016. p.85-118.</p><p>CASALI, A.O.; DETMANN, E.; VALADARES FILHO, S.C.; PEREIRA, J.C.</p><p>HENRIQUES, L.T; FREITAS, S.G.; PAULINO, M.F. Influência do tempo</p><p>de incubação e do tamanho de partículas sobre os teores de compostos</p><p>indigestíveis am alimentos e fezes bovinas obtidos por procedimentos in situ.</p><p>Revista Brasileira de Zootecnia, v.37, p.335-342, 2008.</p><p>246 247</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>sOUZA. M.A.: DETMANN. E.: ROCHA. G.C.: FRANCO, M.O.</p><p>BATISTA. E.D.: VALADARES FILHO. S.C.; BERCHIELLI, T.T</p><p>Collaborative study to evaluate the indigestible neutral detergent fiber and</p><p>indigestible acid detergent fiber contents in feeds by in situ procedure.</p><p>Semina. Cieências Agrárias, v.37. p.2589-2600, 2016.</p><p>Capitulo 12</p><p>Solução mineral</p><p>Definições básicas</p><p>As cinzas isoladas por intermédio da queima em mufla, embora</p><p>indicadores do total de minerais presentes nos alimentos, não constituem</p><p>indicação acurada da concentração de minerais individuais. Além das</p><p>perdas por volatização e interações sobre a conformação química dos</p><p>minerais, contaminações indesejadas podem ocorrer no interior da mufla</p><p>(Baker et al., 1964; Issac & Jones Jr.. 1972). Assim. para se conhecer a</p><p>concentração de minerais específicos de determinada amostra é</p><p>necessário transformar a matéria mineral em solução mineral e. em</p><p>seguida, analisá-los individualmente.</p><p>Para quantificação da concentração de um elemento em uma</p><p>amostra de alimento, deve-se primeiro destruir a matriz orgânica que</p><p>forma a estrutura dessa amostra. Essa remoção pode ser conduzida</p><p>pela oxidação dos compostos orgânicos do alimento utilizando ácidos</p><p>(Gomes & Oliveira, 2011). Neste contexto, constitui procedimento</p><p>comum a utilização conjunta dos ácidos nítrico (HNO:) e perclórico</p><p>(HCIO4).</p><p>Em geral, a preparação da solução mineral por digestão ácida</p><p>possui algunmas vantagens em relação ao isolamento dos minerais apenas</p><p>48 249</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>por queima (incineração). Entre essas, destaca-se. principalmente, a menor</p><p>4:1 entre os ácidos nítrico e perclórico e pode ser aplicada a diversas</p><p>possibilidade de perda por volatilização devido à menor temperatura de</p><p>matrizes orgânicas, com exceção de ossos e cartilagens. A segunda</p><p>digestão (200°C). Em contrapartida, este procedimento denmanda</p><p>(M-004/3) pode ser aplicada a qualquer matriz orgânica, incluindo</p><p>instalações especiais para eliminação dos vapores ácidos, além do perigo</p><p>OSSOS e cartilagens. Em tese. o método M-004/3 poderia ser a única</p><p>de manuseio do ácido perclórico, que, quando aquecido, torma-se um</p><p>Versão a ser aplicada. Contudo. geralmente. o ácido perclórico</p><p>desidratante-oxidante (Silva & Queiroz, 2002).</p><p>apresenta maior custo. Logo. quando ossos e cartilagens não fazem</p><p>parte do escopo de amostras a ser analisado. o método M-004/2 reduz</p><p>Atualizações</p><p>O custo de análise, sem que haja comprometimento sobre a</p><p>A versão anterior do método de produção de solução mineral</p><p>recuperação de minerais.</p><p>se baseava na digest�o ácida em duas etapas (i.e., nítrica e</p><p>Digestäo nitro-perclórica posteriormente perclórica). Contudo, em função dos trabalhos de</p><p>(Método M-004/2) Palma et al. (2015) e Rocha et al. (2015), evidenciou-se que os ácidos</p><p>Aplicávela matrizes orgânicas, com exceção de ossos e</p><p>podem ser previamente misturados e adicionados em conjunto sobre a</p><p>cartilagens amostra, o que reduz o número de etapas, aumenta a praticidade e</p><p>reduz o tempo de análise.</p><p>Aparatos</p><p>Adicionalmente, o método original (M-004/1) baseava-se no</p><p>uso de uma razão única entre os ácidos nítrico e perclórico (4:1), a</p><p>- Balança analítica com precisão de 0.0001g</p><p>qual era considerada adequada para todos os tipos de matrizes</p><p>- Papel filtro quantitativo, livre de cinzas e de filtração rápida</p><p>Balões volumétricos de 25, 50 ou 100 mL orgânicas. Contudo, Palma et al. (2015) verificaram que matrizes de</p><p>- Balöes volumétricos de 1000 mL maior rigidez, como ossose cartilagens, demandariam maior</p><p>Funis raiadosproporção de ácido perclórico para liberação otimizada dos minerais a</p><p>serem analisados. Assim, o método M-004/1 foi desmembrado e</p><p>Frasco de vidro âmbar para armazenamento de solução</p><p>- Bloco digestor</p><p>atualizado em duas versões, a primeira (M-004/2) mantém a relação</p><p>250 251</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>Tubos de digestão em borossilicato com orla</p><p>Homogeneíze e complete o volume com água ácido nítrico.</p><p>- Potes de polietileno com tampa rosqueável</p><p>Homogeneíze, aguarde estabilizar e transfira a solução para um</p><p>- Capela com exaustão</p><p>frasco âmbar.</p><p>Reagentes</p><p>Procedimentos</p><p>- Ácido clorídrico (HCI) 37% P.A.</p><p>- Ácido perclórico (HC10,) 70% P.A. 1. Use balança analítica aferida pelo INMETRO, com precisão de</p><p>- Ácido nítrico (HNO:) 65% P.A. 0,0001 g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente</p><p>climatizado (20-25°C ou de acordo com as especificações do</p><p>Soluções fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos para sua</p><p>estabilização. Solução de ácido clorídrico (200 mL/L)</p><p>Em capela, em um balão de 1000 mL com cerca de 200 mL de água</p><p>2. Lave toda a vidraria exclusiva para minerais (tubos, funis, balões</p><p>destilada, adicione 200 mL do ácido clorídrico. Complete o volume</p><p>volumétricos, etc.), usando solução de ácido cloríidrico (200 mL/L)</p><p>com água destilada e homogeneíze a solução. ou solução de ácido nítrico (100 mLL), em seguida, enxágue bem</p><p>com água destilada. Sugere-se que a vidraria possa seja mantida</p><p>Solução de ácido nítrico (HNO3 100mLL)</p><p>com das soluções ácidas por uma noite.</p><p>- Em capela, em um bal�o de 1000 mL com cerca de 200 mL de água</p><p>destilada, adicione 100 mL do ácido nítrico. Complete o volume com 3. Pese aproximadamente 200 mg de amostra seca ao ar e coloque no</p><p>água destilada e homogeneíze a solução. tubo devidamente identificado.</p><p>Solução nitro-perclórica 4:1 4. Em capela, adicione 5 mL da solução nitro-perclórica e deixe em</p><p>Em capela, em um balão de 1000 mL, adicione cerca de 200 mL de</p><p>repouso durante 30 minutos.</p><p>ácido nítrico. Em seguida, adicione 250 mL de ácido perclórico.</p><p>252 253</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>5. Acondicione os tubos em bloco digestor e aqueça lentamente até</p><p>8. Complete o volume do bal�o com água destilada. atingir a temperatura de 200°C. O bloco digestor deve permanecer</p><p>9. Transfira a soluç�ão mineral para potes de polietileno devidamente</p><p>em capela com o exaustor ligado durante toda a digestão. O</p><p>limpos. Realize a lavagem do frasco no momento da transferência</p><p>aquecimento no início deverá ser lento, até que cesse a formação de</p><p>com um pouco da solução mineral. Adicione cerca de 5 a 10 mL da</p><p>espuma. sendo aumentado em seguida. para haver ebulição e</p><p>solução no frasco, tampe e agite. Descarte este material e então</p><p>desprendimento de gases com coloração marrom-avermelhada.</p><p>acondicione a solução a ser armazenada. Amazene a soluç�o em</p><p>Aguarde até a solução tormar-se clara e cessar o desprendimento de</p><p>geladeira até o momento da leitura.vapor de coloração marrom. Jamais permita que o aquecimento se</p><p>prolongue até secar completamente, pois, nessas condições, poderá Recomendações adicionais</p><p>ocorrer explosão. Caso o volume alcance aproximadamente 1 mLe</p><p>1. Use somente água destilada ou desmineralizada e vidrarias exclusivas ainda estiver ocorrendo o desprendimento de vapor marrom, retire</p><p>para análise de minerais para evitar contaminação com minerais de</p><p>os tubos do bloco, mantendo-os, contudo, no interior da capela.</p><p>outros procedimentos.</p><p>Aguardeo resfriamento até a temperatura ambiente, adicione 5 mIL</p><p>da mistura nitro-preclórica e reinicie o aquecimento no bloco. 2. Embora não haja nada que indique que há deterioração da solução</p><p>mineral, recomenda-se o armazenamento da mesma sob refrigeração 6. Retire os tubos e os deixe-os esfriar no interior da capela.</p><p>(4°C).</p><p>7. Proceda à transferência quantitativa do material para balão</p><p>3. Durante a feitura da solução, use um bal�ão limpo para cada solução.</p><p>volumétrico de 25, 50 ou 100 mL. Utilize papel de filtro</p><p>Não reutilize balões entre soluções sem a devida limpeza.</p><p>quantitativo, livre de cinzas e de filtração rápida. O volume do balão</p><p>a ser utilizado irá depender da concentração do(s) mineral(is) de</p><p>interesse e da sensibilidade analítica do método de quantificação ba</p><p>ser utilizado posteriormente.</p><p>255 254</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Digestão nitro-perclórica</p><p>Soluçies</p><p>(Método M-004/3)</p><p>Aplicável a todas as matrizes orgânicas, incluindo ossos e Solução de ácido clorídrico (200 m/L)</p><p>cartilagens Em capela, em um balão de 1000 mL com cerca de 200 mL de água</p><p>destilada, adicione 200 mL do ácido clorídrico. Complete o volume</p><p>Aparatos com água destilada e homogeneíze a solução.</p><p>Balançaanalítica com precisão de 0,0001g Solução de ácido nítrico (100 mL/L)</p><p>Papel filtro quantitativo, livre de cinzas e de filtração rápida</p><p>- Em capela, em um balão de I000 mL com cerca de 200 mL de água</p><p>Balões volumétricos de 25, 50 ou 100 mL destilada, adicione 100 mL do ácido nítrico. Complete o volume com</p><p>Baloes volumétricos de 1000 mL água destilada e homogeneíze a solução.</p><p>-Funis raiados</p><p>- Frasco de vidro âmbar para armazenamento de solução Solução nitro-perclórica 2:1</p><p>Bloco digestor</p><p>- Em capela, em um balão de 1000 mL. adicione cerca de 200 mL de</p><p>Tubos de digestão em borossilicato com orla ácido nítrico. Em seguida, adicione 333 mL de ácido perclórico.</p><p>- Potes de polietileno Homogeneíze e complete o volume com água ácido nítrico.</p><p>- Capela com exaustão Homogeneíze, aguarde estabilizar e transtira a solução para um</p><p>frasco âmbar.</p><p>Reagentes</p><p>Procedimentos</p><p>Ácido clorídrico (HCI) P.A. 1. Siga todos os procedimentos definidos para o método M 004/2, Ácido perclórico (HCI0. 70%) P.A.</p><p>substituindo, contudo, a mistura ácida de 4:1 por 2:1.</p><p>Acido nítrico (HNO; 65%) P.A.</p><p>256 257</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>Literatura Citada</p><p>Capítulo 13</p><p>BAKER. D.E.: GORSLINE. G.W.: SMITH. C.B.: THOMAS, W.I.: GRUBE,</p><p>W.E.: RAGLAND. J.L. Technique for Rapid Analyses of Corn leaves for</p><p>eleven elements. Agronomy Journal. v.56. p.133-136, 1964. Fósforo inorgânico total</p><p>GOMES. J.c.: OLIVEIRA. G.F. Análises fisico-químicas de alimentos.</p><p>Viçosa: Editora UFV. 2011. 303p Definições básicas</p><p>ISAAC, R.A.: JONES Jr.. J.B. Effects of various dry ashing temperatures on</p><p>the determination of 13 nutrient elements in five plant tissues</p><p>Communications in Soil Science and Plant Analysis, v.3, 261-269,</p><p>A avaliação direta de fósforo em amostras convertidas em solução</p><p>1972. mineral pode ser realizada com base em reações coloriméticas. Uma</p><p>alternativa consiste em colocar o fósforo presente na soluç�o mineral em SILVA, D.J.: QUEIROZ, A.C. Análise de Alimentos. Métodos químicos e</p><p>biológicos. 3 ed. Viçosa: Editora UFV, 2002. 235p.</p><p>contato com molibdato de amônio, produzindo amônio fosfomolibdato.</p><p>PALMA. M.NN:</p><p>ROCHA, G.C.; VALADARES FILHO, S.C.;</p><p>DETMANN, E. Evaluation of acid digestion procedures to estimate</p><p>mineral contents in materials from animal trials. Asian-Australasian</p><p>Este composto é reduzido na presença da vitamina C (ácido ascórbico).</p><p>formando óxidos coloidais proporcionais à concentração de fósforo na</p><p>Journal of Animal Science, v. 28, p. 1624-1628, 2015.</p><p>solução. O excesso de molibdato de amônio não reage com a vitamina C.</p><p>ROCHA, G.C.; PALMA, MN.N. DETMANN, E.; VALADARES FILHO,</p><p>S.C.. Evaluation of acid digestion techniques to estimate chromium</p><p>contents in cattle feces. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.50, p.92-</p><p>95, 2015.</p><p>A quantidade de fósforo é quantificada medindo-se a intensidade</p><p>de cor azul, que é produzida pela formação dos óxidos coloidais reduzidos</p><p>de molibdato. A intensidade da cor desenvolvida pelo fosfomolibdato</p><p>depende da acidez e da temperatura da solução. sendo estável em solução</p><p>ácida (Silva& Queiroz, 2002).</p><p>Atualizaçõöes</p><p>Nenhuma atualização direta foi realizada sobre o método aplicado</p><p>à quantificação do fósforo inorgânico total. Apenas ressalta-se que as</p><p>259</p><p>258</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>modificações introduzidas por intermédio dos métodos M-004/2 e M-</p><p>Soluções</p><p>004/3 devem ser aplicadas aqui.</p><p>Solução de ácido ascórbico (40 g/L)</p><p>Coloque 4 g de vitamina C em um balão de 100 mL e complete o</p><p>Método do Fósforo-Molibdato</p><p>volume com água destilada ou desmineralizada.</p><p>(Método M-008/2)</p><p>A validade da solução é de 60 minutos. Assim, aconselha-se que esta</p><p>Aparatos solução seja preparada somente no momento no qual as análises</p><p>serão realizadas.</p><p>- Balões volumétricos de 50, 100 e 1000 mL</p><p>Béqueres de 200 e 500 mL Solução ácida de molibdato</p><p>Espectrofotômetro UV/Visível</p><p>Solução A</p><p>- Funis raiados</p><p>- Em béquer de 500 mL, pese 1 g de carbonato de bismuto, adicione</p><p>- Bastões de vidro</p><p>200 mL de água destilada ou desmineralizada e, cuidadosamente,</p><p>- Pipetas graduadas</p><p>138 mL de ácido sulfúrico concentrado.</p><p>Homogeneíze com um bastão de vidro e deixe em repouso por 30</p><p>Reagentes</p><p>minutos.</p><p>- Acido sulfúrico (HS0.) concentrado P.A.</p><p>- Carbonato de bismuto [(Bi0),CO;] P.A. Solução B</p><p>Molibdato de amônio tetraidratado [(NH:)%Mo;034.4H;0] P.A. Em béquer de 200 mL, adicione 20 g de molibdato de amônio e 150</p><p>Fosfato de potássio monobásico (KH2PO4) P.A. mL de água destilada ou desmineralizada. Agite com bast�o de vidro</p><p>Vitamina CP.A. (ácido ascórbico) até a solubilização.</p><p>261</p><p>260</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>Solução final Tabela 13.1 - Esquema para preparação dos padrões de fósforo</p><p>-Junte as duas soluções em um balão de 1000 mLe complete o volume</p><p>Concentrações (ppm) com água destilada ou desmineralizada.</p><p>Solução (mlL 0.0 0.2 0.4 0.6 0.8 1.0</p><p>Solução padrão de fósforo (solução estoque 1000 ppm) Solução de trabalho 3 4</p><p>Em um balão volumétrico de 1000 ml, pese 4,39 g de fosfato de Solução ácida de molibdato 5 5 5 5 5</p><p>potássio monobásico P.A. e complete o volume com água destilada. Adicionar água destilada ou desmineralizada a 2/3 e agitar</p><p>A massa de KH;PO; deverá ser ajustada para a pureza do reagente. Solução de ácido ascórbico (40 g/L) 2 2 2</p><p>Alternativamente, padrões minerais podem ser adquiridos Agua 9.s.p. 50 mL e agitar</p><p>diretamente na forma de ampolas para serem diluídos em OBS: Aguarde 5 minutos após se completar o volume para que haja</p><p>estabilidade da coloração azul. quantidades específicas de água. O uso destes padrões é interessante,</p><p>pois os mesmos reduzem o risco de erro devido à necessidade de</p><p>Procedimentos</p><p>pesagem de massas pequenas e exatas para produç�o da solução</p><p>estoque. 1. Lave toda a vidraria exclusiva para minerais (tubos, funis, balões</p><p>volumétricos, pipeta etc.), usando solução de ácido cloridrico (200</p><p>Solução de trabalho</p><p>mL/L) ou solução de ácido nítrico (100 mL/L), em seguida,</p><p>Em um balão de 1000 mL, adicione 10 mL da solução estoque (1000</p><p>enxágue bem com água destülada. Detalhes sobre estas soluções</p><p>ppm) e complete o volume com água destilada ou desmineralizada.</p><p>podem ser encontrados no Capítulo 12.</p><p>Soluções padrões 2. Veja preparo de solução mineral no capítulo 12.</p><p>- Utilize balões de 50 mL e estabeleça os padrões conforme indicado</p><p>na Tabela 13.1. 3. Transtira uma alíquota da solução mineral a ser analisada para</p><p>balões de 50 mL já contendo 5 mL da solução ácida de molibdato</p><p>de amonio e2 mL de solução de ácido ascórbico. Para a maioria dos</p><p>262 263</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>materiais, alíquotas de I mL são suficientes. No entanto, esta poderá</p><p>Cálculo da concentração de fósforo</p><p>variar em função da concentração de fóstoro na amostra. Materiais</p><p>com teores baixos de fósforo exigirão alíquotas maiores. Torna-se</p><p>Utilize sequencialmente as equações abaixo:</p><p>importante ressaltar que a concentração da solução de leitura deve</p><p>estar entre 0.2 e 0.8 ppm. Isso é facilmente perceptível a olho nu B xA)</p><p>comparando-se a intensidade da coloração azul da solução de leitura</p><p>com os padrões (que devem ser os primeiros a serem produzidos).</p><p>AA</p><p>[Pls</p><p>4. Acrescente 20 mL de água destilada. Homogeneíze e complete o</p><p>volume com água destilada ou desmineralizada. Esta solução</p><p>VBSL</p><p>(PlAsa-[Plst ASM</p><p>VBSM</p><p>utilizada para avaliação da concentração de fósforo na amostra é ASA</p><p>denominada "solução de leitura"</p><p>em que: ß = fator de conversão de absorbância em concentração por</p><p>5. Agite a solução levemente e deixe em repouso por 5 minutos.</p><p>intermédio da Lei de Lambert-Beer ((ppm): Pi = concentração de</p><p>6. Ajuste o espectrofotômetro para o comprimento de onda de 725 nm. fósforo no padrão i (ppm); Ai = absorbância no padrão i: Plst =</p><p>concentração de fósforo na solução de leitura (ppm); AA =</p><p>7. Proceda à calibração do aparelho, inserindo o "branco" (0 ppm) e absorbância para a amostra: [P]asA = concentração de fósforo com</p><p>ajustando a absorbância para zero (A=0). Insira os demais padrões base na amostra seca ao ar (ppm): VBSL = volume do balão usado no</p><p>e obtenha as absorbâncias. preparo da solução de leitura (no caso dos procedimentos aqui</p><p>descritos este volume será fixado em 50 mL); ASL: alíquota de</p><p>8. Insira as soluções de leitura e obtenha as respectivas absorbäncias.</p><p>solução mineral usada no preparo da solução de leitura (mL); VBSM</p><p>-OBS: O tempo entre o preparo da solução de ácido ascórbico e a volume do balão volumétrico usado para o preparo da solução</p><p>leitura não deve ultrapassar 60 minutos. mineral (mL); ASA = massa de amostra seca ao ar usada no preparo</p><p>E da solução mineral (g).</p><p>264 265</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" EdiçãoE desejável que [P]st. esteja entre 0,2 e 0,8 ppm. Quanto</p><p>Balão volumétrico usado no preparo da solução mineral: 100 mL.</p><p>mais próximo à média, maior a confiabilidade da leitura. Leituras</p><p>Absorbância da solução de leitura: 0.204 no extremo superior (0,8-1,0 ppm) possuem baixa confiabilidade.</p><p>Leituras no extremo inferior (0-0,2 ppm), além da baixa</p><p>Padrão (ppm) Absorbancia confiabilidade, poderão sofrer interferências significativas do</p><p>0,0 0.000 ruído do equipamento. A [PlsL pode ser ajustada pelo analista</p><p>0,2 0.094 variando-se a alíquota de solução mineral usada para o preparo 0,4 0.201da solução de leitura. Extrapolações (i.e., [Plsu > 1,0 ppm) não são 0,6 0.312</p><p>0,8 0416</p><p>toleradas.</p><p>1,0 0.539Proceda à correção da concentração para a umidade residual:</p><p>B2PxAR A_0.0x0,000)+.+(1,0x0,539) 0.5265 PlMs X 100 PlASA 100</p><p>(0,0)2++(1,0)2 %ASE</p><p>AA 0,204 Pls 0,5265 =0,3875 ppm</p><p>em que: P]Ms = concentração de fósoforo com base na matéria seca</p><p>(ppm); %ASE = percentual de "amostra seca em estufa".</p><p>VBSL VBSM</p><p>PlASA=[PlsXASMASA .38/5 5*0,2692</p><p>50 v 100</p><p>=1439,5 ppm</p><p>Exemplo de cálculo</p><p>PlaSA100 9586 PlMs90ASE</p><p>1439,5</p><p>x100=1501,7ppm>0,150%</p><p>Alíquota usada no preparo da solução mineral (amostra seca ao</p><p>ar): 0,2692 g.</p><p>o ASE: 95,86%.</p><p>Alíquota de solução mineral usada na produção da solução</p><p>de</p><p>leitura: 5 mL.</p><p>267 266</p><p>INCT Cíência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Literatura citada</p><p>Capítulo 14</p><p>SILVA. D.J.: QUEIROZ, A.C. Análise de Alimentos. Métodos químicos e</p><p>biológicos. 3 ed. Viçosa: Editora UFV, 2002. 235p. Cromo</p><p>Literatura adicional</p><p>Definições básicas</p><p>BRAGA, J.M.: DEFELIPO, B.V. Determinação espectrofotométrica de</p><p>fósforo em extratos de solos e material vegetal. Revista Ceres, v.21, p.73-</p><p>75, 1974.</p><p>Vários elementos químicos, seja na forma de óxido ou de sal.</p><p>podem ser usados como indicadores externos em ensaios de digestão</p><p>FISKE, C.A.: SUBBAROW, I. The colorimetric determination of</p><p>phosphorus. Journal of Biological Chemistry, v.66, p.375, 1925. com ruminantes. Entre estes, destacam-se: itérbio, érbio, eurÓpio.</p><p>cádmio, cobalto, lantânio, ouro, cério, titänio e cromo. Este último</p><p>elemento, notadamente sob a forma de sesquióxido de cromo ou óxido</p><p>crômico (Cr-03), é o indicador extermo mais utilizado para a</p><p>quantificação da excreção fecal de bovinos em confinamento ou a</p><p>pasto. Tal peculiaridade se deve ao fato do óxido crômico ser</p><p>facilmente adicionado à dieta, ser facilmente analisado e apresentar</p><p>baixo custo (Detmann et al., 2004).</p><p>Entre as características ideais de um indicador, pode-se</p><p>enfatizar a capacidade deste ser completamente recuperado nas fezes</p><p>Ou em qualquer segmento do trato grastrintestinal (Owens & Hanson,</p><p>1992). A falta dessa característica pode resultar em estimativas</p><p>viesadas do fluxo de digesta ou excreção fecal. Em termos teóricos, a</p><p>capacidade de recuperação constitui característica inerente ao</p><p>indicador (Detmann et al., 2007). Contudo, influências indiretas dos</p><p>268 269</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" Ediço</p><p>métodos aplicados para estimar a sua concentração pode resultar em</p><p>Atualizações desvios aparentes de recuperação.</p><p>Vários métodos para avaliar o teor de cromo em amostras de Os métodos propostos na primeira edição foram devidamente</p><p>fezes podem ser encontrados na literatura. Geralmente, esses métodos avaliados por Souza ct al. (2013). Contudo, em trabalho de avaliação</p><p>são baseados na combinação de duas técnicas diferentes. A primeira. da otimização do método M-005/1. Rocha et al. (2015) verificaram</p><p>denominada geralmente de abertura, é usada para eliminar a matéria que a relação entre os ácidos nítrico e perclórico poderia ser</p><p>orgânica da amostra deixando o cromo em uma forma química modificada de 2:1 para 3:1. sem comprometer a exatidão e precisão</p><p>quantificável. Neste ponto. aplica-se a segunda técnica, que é das estimativas, porém reduzindo o custo das análises. Esta</p><p>responsável pela quantificação da concentração em si. modificação foi adotada. Por outro lado. nenhuma modificação foi</p><p>A primeira técnica está normalmente baseada na digestão proposta para o método M-006/ 1.</p><p>ácida sob altas temperaturas. A digestão ácida das amostras altera a</p><p>Digestão nitro-perclórica</p><p>valência do cromo de +3 (sesquióxido) para +6 (dicromato). A partir</p><p>(Método M-005/2)</p><p>daí. o elemento é facilmente quantificado. Vários ácidos ou</p><p>combinações de ácidos podem ser empregados no processo de Aparatos</p><p>digestão, sendo mais comuns as misturas de ácidos nítrico e perclórico Balança analítica com precisão de 0.0001 g</p><p>(Kimura & Miller, 1957) e de ácidos sulfúrico e perclórico (Fenton & - Tubos de digestão em borossilicato com orla</p><p>Fenton, 1979). Neste Manual, faculta-se a utilização de um desses Bloco digestor</p><p>processos de digestão, ambos acompanhados de quantificação por - Papel filtro quantitativo, livre de cinzas e de filtração rápida</p><p>espectrofotometria de absorção atômica, pois ambos fornecem Balões volumétricos</p><p>estimativas exatas do teor de cromo fecal (Souza et al., 2013). A - Funis raiados</p><p>digestão em ácido fosfórico (Williams et al., 1962)e a quantificação Potes de polietileno</p><p>por colorimetria (Kimura & Miller, 1957) não são recomendadas -Espectofotômetro de absor_ão atômica</p><p>devido à falta de exatid�o das estimativas obtidas (Souza et al., 2013). - Frasco Erlenmeyer de 2000 mL</p><p>270 271</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição- Pipetas</p><p>- Capela com exaust�ão molibdato de sódio PA (concentração de lg/L de solução). Agite</p><p>com bastão de vidro at� a solubilização</p><p>Reagentes</p><p>Padroes</p><p>- Åcido clorídrico (HCI) 37% P.A.</p><p>- Faça soluções padrões contendo 0. 2. 4, 6. 8 e 10 ppm de cromo a</p><p>- Acido nítrico (HNO;) 65% P.A.</p><p>partir de uma solução estoque contendo 1000 ppm de cromo. Sugere-</p><p>Ácido perclórico (HCI04) 70% P.A.</p><p>se a aquisição de padrões ou soluções estoque de cromo comerciais</p><p>- Molibdato de sódio diidratado (Na2MoO4 2H,0) P.A. (eg. Merk 1,09948 Tritisol®).</p><p>- Ressalta-se que pode haver pequenas variações nas concentrações de</p><p>Soluções</p><p>cromo nos padrões (e.g., 0-8 ppm. 0-12 ppm) devido a</p><p>Solução de ácido cloridrico (200 m/L) peculiaridades dos equipamentos (faixa de linearidade de</p><p>Em um balão de 1000 mL com cerca de 200 mL de água destilada, mensuração de cada equipamento).</p><p>dissolva 200 mL de ácido clorídrico P.A. Complete o volume com</p><p>Procedimentos</p><p>água destilada e homogeneíze a solução.</p><p>1. Use balança analítica aferida pelo INMETRO, com precisão de</p><p>Solução de ácido nítrico (100 ml) 0,0001 g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente</p><p>Em um balão de 1000 mL com cerca de 200 mL de água destilada, climatizado (20-25°C ou de acordo com as especificações do</p><p>dissolva 100 mL de ácido nítrico P.A. Complete o volume com água fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos para sua</p><p>destilada e homogeneíze a solução. estabilização.</p><p>Solução digestora 2. Lave toda a vidraria exclusiva para minerais, usando solução de</p><p>- Em capela, em um Erlenmeyer, misture cuidadosamente 1200 mL de ácido clorídrico ou solução de ácido nitrico, em seguida, enxágue</p><p>ácido nítrico P.A. e 400 mL de ácido perclórico P.A. (relação entre bem com água destilada. Veja detalhes no Capítulo 12.</p><p>os ácidos nítrico e perclórico de 3:1 v:v). Adicione 1,6 g de</p><p>273 272</p><p>INCT Ciencia Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>3. Pese. aproximadamente. 250 mg de amostra seca ao ar e coloque no</p><p>10. Transfira uma alíquota para potes de polietileno devidamente tubo devidamente identificado.</p><p>limpos. Realize a lavagem do frasco no momento da transferência</p><p>com um pouco da solução mineral de cromo. Adicione cerca de 5</p><p>4. Adicione 5 mL da solução digestora e deixe em repouso por 30</p><p>minutos.</p><p>a 10 mL da solução no frasco, tampe e agite. Descarte este material</p><p>5. Acondicione os tubos em bloco digestor e aqueça lentamente à e então acondicione a solução a ser armazenada.</p><p>temperatura de 200°C. Mantenha aquecido até atingir coloração</p><p>alaranjada e cessar o desprendimento de vapor marrom. Não deixe 11. Armazene a solução em geladeira (4°C) até o momento da leitura.</p><p>o material secar durante a digestão, pois há risco de explosão. O</p><p>12. Após a calibração com os padrões, proceda à leitura em volume final deve ficar entre 1 e 2 mL (siga as mesmas</p><p>espectrofotômetro de absorção atômica utilizando lâmpada de</p><p>recomendações de segurança feitas para o método M-004/2),</p><p>cátodo oco para cromo (comprimento de onda de 357.9 nm) e chama</p><p>6. Retire os tubos e os deixe esfriar na capela. de acetileno e óxido nitroso.</p><p>7. Proceda à transferência quantitativa do material para balão Digestão sulfo-perclórica</p><p>volumétrico de 25, 50 ou 100 mL. Uilize funis e papel de filtro (Método M-006/1)</p><p>quantitativo, livre de cinzas e de filtração rápida. O volume do balão</p><p>Aparatos</p><p>a ser utilizado irá depender da concentração de cromo na amostra.</p><p>Balança analítica com precisão de 0,0001 g</p><p>8. Complete o volume do balão com água destilada ou Erlenmeyer de 50 mL em borossilicato com orla</p><p>desmineralizada. Erlenmeyer 2000 mlL</p><p>- Funis raiados</p><p>9. Cubra o balão com tampa ou para-filme e homogeneizar a solução. - Forno mufla com temperatura controlada</p><p>Bolas de vidro</p><p>275</p><p>214</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise</p><p>de Nimentos-2" Fdição</p><p>- Banho de areia 2. Lave toda a vidraria exclusiva para minerais, usando solução de</p><p>- Papel filtro quantitativo. livre de cinzas e de filtração rápida</p><p>ácido clorídrico (200 m/L) ou solução de ácido nítrico (100</p><p>Potes de polietileno mL/L), em seguida, enxágue bem com água destilada. Veja</p><p>Baloes volumétricos detalhes no Capítulo 12.</p><p>- Espectrofotômetro de absorção atômica</p><p>3. Pese, aproximadamente, 1 g de amostra seca ao ar e coloque em</p><p>- Capela com exaustãão</p><p>erlenmeyer de borossilicato de 50 mL devidamente identificado.</p><p>Reagentes</p><p>4. Acondicione os erlenmeyers contendo as amostras em mutla.</p><p>- Ácido sulfúrico (H;SO) concentrado P.A.</p><p>Aqueça até atingir a temperatura de 600°Ce mantenha por 4 horas.</p><p>Acido perclórico (HCI04) 70% P.A.</p><p>5. Após este tempo, desligue a mufla e deixe que a mesma resfrie fechada</p><p>Soluções até se atingir a temperatura ambiente.</p><p>Solução de ácidos sulfúrico e perclórico</p><p>6. Adicione aos Erlenmeyers 15 mL da solução de ácidos sulfúrico e</p><p>- Em capela, em um frasco Erlenmeyer de 200 mL faça uma mistura</p><p>perclórico.</p><p>de água destilada ou desmineralizada, ácido sulfúrico P.A. e ácido</p><p>perclórico P.A. na raz�o de 0,75:0,75:1 (v/v/v). 7. Cubra os erlenmeyers com bolas de vidro e leve-os ao banho de</p><p>areia para digestão a 300°C até as amostras atingirem coloração</p><p>Procedimentos amarelada. Este procedimento deve ser realizado em capela.</p><p>1.Use balança analítica aferidapelo INMETRO, com precisão de 0,0001</p><p>8. Espere esfriar à temperatura ambiente.</p><p>g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente climatizado</p><p>(20-25°C ou de acordo com as especificações do fabricante). Ligue a 9. Proceda à transferência quantitativa do material para bal�o</p><p>balança e aguarde 30 minutos para sua estabilização. volumétrico de 25, 50 ou 100 mL. Utilize funis e papel de filtro</p><p>276 277</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>A suposição do teor de 68.4% de cromo no óxido crômico n�ão</p><p>quantitativo, livre de cinzas e de filtração rápida. O volume do balão</p><p>deve ser utilizada em nenhuma hipótese. pois os óxidos adquiridos</p><p>a ser utilizado irá depender da concentração de cromo na amostra.</p><p>comercialmente variam muito quanto ao teor real de cromo. E comum</p><p>10. Complete o volume do balão com água destilada ou</p><p>verificar-se teores variando de 55 a 60%. Assim, a dose real de cromo</p><p>desmineralizada. deve ser aferida por experimento e/ou por partida de óxido crômico</p><p>adquirida.</p><p>11. Cubra o balão com tampa ou parafilme e homogeneíze a solução.</p><p>A abertura das amostras de óxido crômico é feita de forma</p><p>12. Transfira uma alíquota para potes de polietileno devidamente</p><p>similar às amostras fecais, com as seguintes sugestões:</p><p>limpos. Realize a lavagem do frasco no momento da transferência</p><p>1. Pesar alíquotas de 100 a 150 mg</p><p>com um pouco da solução mineral de cromo. Adicione cerca de 5</p><p>a 10 mL da solução no frasco, tampe e agite. Descarte este material 2. Utilizar balões de 100 ou 200 mL</p><p>e então acondicione a solução a ser armazenada.</p><p>3. E relativamente comum a necessidade de diluir as soluções minerais</p><p>antes da leitura na absorção atômica.</p><p>13. Armazene a solução em geladeira (4°C) até o momento da leiura.</p><p>14. Após a calibração com os padrões, proceda à leitura em Cálculo da concentração de cromo</p><p>espectrofotômetro de absorção atômica utilizando lâmpada de</p><p>Utilize sequencialmente as equações abaixo:</p><p>cátodo oco para cromo (comprimento de onda de 357,9 nm) e chama</p><p>de acetileno e ózido nitroso.</p><p>B-2(xA)</p><p>Procedimentos adicionais</p><p>AA</p><p>Durante a condução de ensaios de consumo e/ou digestão</p><p>amostra(s) do óxido crômico utilizado deve(m) ser reservada(s) para</p><p>que a mesma seja aferida quanto ao teor de cromo.</p><p>279</p><p>278</p><p>INCT Ciencia Animal Métodos para Análise de Alimentos -20 Edição</p><p>VBSM</p><p>[CrlASA=[Crls1xFx ASA Proceda à correção da concentração para a umidade residual:</p><p>CrlASA 100 CrMs%ASEem que: B = fator de conversão de absorbância em concentração por</p><p>intermédio da Lei de Lambert-Beer /ppm); Pi = concentração de</p><p>em que: [Cr]Ms = concentração de cromo comn base na matéria seca</p><p>cromo no padrão i (ppm); Aj = absorbância no padrão i; [Cr]sL =</p><p>(ppm): %ASE = percentual de "amostra seca em estufa"</p><p>concentração de cromo na solução de leitura (ppm); AA = absorbância</p><p>para a amostra; [Cr]asA = Concentração de cromo com base na amostra</p><p>Exemplo de cálculo em uma amostra fecal</p><p>seca ao ar (ppm); F = fator de diluição da solução mineral para compor</p><p>a solução de leitural4l; VBSM = volume do balão volumétrico usado Alíquota usada no preparo da solução mineral (amostra seca ao</p><p>para o preparo da solução mineral (mL); ASA = massa de amostra seca ar): 0,2501 g.</p><p>ao ar usada no preparo da solução mineral (g). Balão volumétrico usado no preparo da soluçãomineral: 50 mL.</p><p>o ASE: 90,15%.</p><p>É desejável que [Cr]st esteja entre 2 e 8 ppm. Quanto mais</p><p>Diluição da solução mineral para compor a solução de leitura: 1</p><p>próximo à média, maior a confiabilidade da leitura. Leituras no</p><p>mL em 4 mL de água destilada [F = (4+1)/1 = 5].</p><p>extremo superior (8-10 ppm) possuem baixa confiabilidade. Leituras - Absorbância da solução de leitura: 0,1391</p><p>no extremo inferior (0-2 ppm), além da baixa confiabilidade, podero</p><p>Absorbância sofrer interferências significativas do ruído do equipamento. A Padrão (ppm)</p><p>[Crlst. pode ser ajustada pelo analista variando-se a alíquota de 0,0000</p><p>0,0367 solução mineral usada para o preparo da solução de leitura</p><p>Extrapolaçöes (ie., [Crlst.> 10 ppm) não são toleradas. 4 0,0758</p><p>6 0,1200</p><p>8 0,1644</p><p>41 Este fator de diluição é aplicado quando, anteriormente à leitura, há</p><p>necessidade de nova diluição das soluções minerais produzidas por</p><p>intermédio dos métodos M-005/2 e M-006/1.</p><p>10 0,1967</p><p>281 280</p><p>INCT Ciência Animnal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>2XA_(Ox0,0000)+..+(10x0,1967)</p><p>E,P =0,0199 Absorbância da solução de leitura: 0.1644(0)2++(10)2</p><p>AA 0,1644</p><p>[Crsu 0,0199 =8,2598 ppm</p><p>[Cr)s 0,01996,9887 ppm</p><p>AA 0,1391</p><p>VBSM</p><p>Cróxido|CTJsuxr Alíquota VBSM =6,9887xS* 0,1391ASA</p><p>50 [CrlasA=[CrlsLXFx- = 12560,5 ppm</p><p>200</p><p>Crloxido8,2598x35x =548043,4 ppm 1055</p><p>12560,5CrlasA 100 90,15 Cr]Ms %ASE [Crlóxide=548043,4 ppm >54,80%</p><p>- x100=13932,9 ppm1,39%</p><p>Logo, caso a dose diária de óxido crômico seja de 10 g. então</p><p>OBS: alguns equipamentos utilizam uma função quadrática (i.e.,</p><p>a dose real de cromo seria de 5,48 ge não de 6.84 g (considerando-se</p><p>segundo grau) passando pela origem para ajustar a curva padrão (ao a concentração teórica de 68,4%o de cromo no óxido crômico).</p><p>contrário da reta passando pela origem aqui apresentada). Assim, os</p><p>Referências Bibliográficas resultados de concentração nas soluções podem apresentar valores</p><p>DETMANN, E; VALADARES FLHO. S.C.: PAULINO, M.F.</p><p>ZERVOUDAKIS, J.T.: CABRAL, LS. Avaliação da técnica dos</p><p>indicadores na estimação do consumo por ruminantes em pastejo.</p><p>Cadernos Técnicos de Veterinária e Zootecnia, v.46, p.40-57, 2004.</p><p>ligeiramente divergentes do método aqui apresentado.</p><p>Exemplo de cálculo em uma amostra de óxido crômico</p><p>DETMANN, E.; SOUZA, A.L.: GARCIA, R.: VALADARES FILHO, S.C.</p><p>CABRAL, L.S.; ZERVOUDAKIS, J.T. Avaliação do vício de "tempo</p><p>longo" de indicadores internos em ensaio de digestão com ruminantes.</p><p>Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia, v.59, p.182-</p><p>188, 2007</p><p>- Alíquota de óxido crômico usada no preparo da solução mineral</p><p>(amostra seca ao ar): 0,1055 g.</p><p>Balão volumétrico usado no preparo da solução mineral: 200 mL</p><p>FENTON, T.W.; FENTON, M. An improved procedure for the determination</p><p>of chromic oxide in feed and feces.Canadian Journal of Animal</p><p>Science, v.59, p.631-634, 1979.</p><p>Diluição da solução mineral para compor a solução de leitura:</p><p>0,2 mL. em 6,8 mL de água destilada [F = (6,8+0,2)/0,2 =35].</p><p>283</p><p>282</p><p>INCT Cncia Animal Mtndos para Análive de Aiimentse 2 Fdict</p><p>KIMURA. F.T.: MILLER. V.L. Improved determination of chromicoxide in</p><p>cow feed and feces. Journal of Agricultural</p><p>and Food Chemistry. v.5.</p><p>p.216-216. 1957.</p><p>Capítulo 15</p><p>OWENS. FN.: HANSON. C.F. Extermal and intermal markers for appraising</p><p>site and extent of digestion in ruminants.Journal of Dairy Science, v.75,</p><p>p.2605-2617. 1992</p><p>Nitrogênio amoniacal em fluidos biológicos</p><p>ROCHA. G.C.: PALMA. M.N.N.: DETMANN, E.: VALADARES FLHO,</p><p>S.C. Evaluation of acid digestion techniques to estimate chromium</p><p>contents in cattle feces Pesquisa Agropecuária Brasileira, v.50, p.92-</p><p>95. 2015.</p><p>Definições hásicas</p><p>A concentração de nitrogênio amoniacal (N-NH:) tem sido</p><p>SOUZA. N.K.P.: DETMANN. E.: PINA. D.S.: VALADARES FILHO, S.C.;</p><p>SAMPAI0. C.B.: QUEIROZ, A.C.: VELOSO, C.M. Evaluation of</p><p>chromium concentration in cattle feces using different acid digestion and</p><p>spectrophotometric quantification techniques. Arquivo Brasileiro de</p><p>Medicina Veterinária e Zootecnia, v.65, p.1472-1482, 2013.</p><p>usada como uma referência qualitativa para entender a adequação do</p><p>ambiente ruminal quanto a atividade microbiana sobre os carboidratos</p><p>fibrosos (Detmann et al.. 2009). Isto está possivelmente associado com</p><p>o fato de o N-NH: ser a fonte de nitrogenio preferida para o</p><p>WILLIAMS. C.H.: DAVID. D.J.; IISMAA, O. The determination of chromic</p><p>oxide in faeces samples by atomic absorption spectrophotometry.</p><p>Journal of Agricultural Science, v.59, p.381-385, 1962.</p><p>crescimento de microrganismos fibrolíticos (Russell, 2002). Por outro</p><p>lado, avaliações qualitativas da produçäo de silagem tambén se</p><p>baseiam na concentração de N-NH: no "suco" como uma das</p><p>características para monitoramento de adequado processo</p><p>fermentativo (Santos et al.. 2010).</p><p>Assim, considerando a relevâneia do N-NH: na nutrição de</p><p>ruminantes e forragicultura, os métodos utilizados para avaliar a sua</p><p>concentração em fluidos devem fornecer estimativas exatas.</p><p>Chaney & Marbach (1962), adaptando os procedimentos de</p><p>Boletter et al. (1961). propuseram método para a avaliação de N-NH</p><p>em tluidos biológicos, o qual é baseado em reação colorimétrica da</p><p>amônia com fenol, formando indofenol. Essa reação é catalisada por</p><p>284</p><p>285</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Mélodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>nitroprussiato de sódio, sendo este método amplamente utilizado em</p><p>avaliações microbiológicas (e.g.. Thomas & Russell, 2004) e produz Método da reação colorimétrica de indofenol catalisada</p><p>estimativas exatas e precisas da concentração de amônia em fluídos (Método N-006/1)</p><p>biológicos (Souza et al., 2013).</p><p>Aparatos</p><p>Alternativamente. Fenner (1965) estabeleceu as bases teóricas</p><p>- Tubos de ensaio para avaliação de N-NH3 no líquido ruminal por destilação a vapor, na</p><p>presença de uma solução de hidróxido de potássio. Esta base foi</p><p>- Tubos eppendorf</p><p>Balöes volumétricos de 100 mLe 1000 mL adaptada para a utilização da destilação de Kjeldahl. O método</p><p>- Potes de polietileno resultante foi amplamente utilizado em ensaios de nutrição de</p><p>Pipetasruminantes (e.g., Detmann et al., 2009). Contudo, sua exatidão pode - Agitador (vortex)</p><p>ser comprometida por problemas associados à liberação de amônia a</p><p>Banho-maria</p><p>partir de proteína verdadeira e à recuperação incompleta do N</p><p>- Espectrofotômetro UV/visível</p><p>amoniacal presente na amostra (Souza et al, 2013). - Centrífuga</p><p>De forma geral, recomenda-se como método padrão a reação Frascos âmbar para armazenamento de soluções</p><p>colorimétrica de indofenol catalisada em função da exatidão das</p><p>- Capela com exaustão</p><p>estimativas. A destilação de Kjeldahl somente deve ser usada como</p><p>alternativa caso o método anterior não possa ser realizado. Contudo os Reagentes</p><p>valores devem ser corrigidos (veja na descrição do método) para que - Fenol cristalizado (ácido fênico, CsH,OH) P.A.</p><p>se tornem similares àqueles produzidos pela reação colorimétrica de - Nitroprussiato de sódio didratado (Na:[Fe(CN)SNO],2H:0) P.A.</p><p>indofenol catalisada (Souza et al., 2013). - Hidróxido de sódio (NaOH) P.A.</p><p>Solução de hipoclorito de sódio (NaCIO) 2,5% P.A.</p><p>- Cloreto de amônia (NH.CI) P.A.</p><p>Ácido tricloroacético (CCl,coOH) P.A.</p><p>286 287</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos 2" Edição</p><p>Soluções Acido trictoroacético ( 100 g/L)</p><p>Solução A4</p><p>Em balão volumétrico de 100 mL contendo, aproximadamente 50</p><p>Em capela. acondicione 50 g de fenol cristalizado P.A. e 0,25 g de</p><p>mL de água destilada, adicione 10 g de ácido tricloroacético P.A.</p><p>nitropussiato de sódio P.A. em balão de 1000 mL. Complete o</p><p>Agite até a solubilização e complete o volume com água destilada.</p><p>volume com água destilada. Transfira a solução para um frasco Transfira para um recipiente adequado e mantenha sob refrigeração.</p><p>âmbar e mantenha sob refrigeração. Nessas condições, a</p><p>Procedimentos</p><p>durabilidade da soluç�ão é de 60 dias.</p><p>Aliquotas para ajuste da curva padrão</p><p>Solução B 1. Pipetar 0, 5, 10, 15, 20 e 25 L da solução padrão para tubos de</p><p>- Em balão voumétrico de 1000 mL contendo, aproximadamente, 500</p><p>ensaio ou tubos eppendorf.</p><p>mL de água destilada, acondicione 25 g de hidróxido de sódio P.A.</p><p>e 16,8 mL de solução de hipoclorito de sódio. Agite até a dissolução. 2. Adicionar 1,5 mL da solução Ae 1,5 mL da soluç�ão B e agite em</p><p>Aguarde resfriar e complete o volume com água destilada. Transfira vortex.</p><p>a solução para um frasco âmbar e mantenha sob refrigeração. Nessas</p><p>Preparaç�ão das amostras</p><p>condições, a durabilidade da solução é de 60 dias.</p><p>1. Adicione em tubos de centrífuga 10 mL de amostra de líquido de</p><p>Solução padrão (estoque) rúmen e l mL da solução de ácido tricloroacético (100 g/L).</p><p>- Em balão volumétrico de 100 mL contendo, aproximadamente 50 Agite em vórtex e deixe em repouso por 30 minutos em temperatura</p><p>mL de água destilada, adicione 63 mg de NHCI. Agite até a ambiente.</p><p>solubilização complete o volume com água destilada. Transfira</p><p>para um recipiente adequado e mantenha sob refrigeração.</p><p>13O texto aqui se refere a líquido ruminal, mas entende-se que os</p><p>procedimentos descritos são totalmente aplicáveis a outras matrizes, como,</p><p>por exemplo, "suco" de silagem.</p><p>288</p><p>289</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Ediçao</p><p>3. Centrifugue a 1000 xg por 10 minutos. Separe o sobrenadante em</p><p>potes de polietileno e mantenha sob refrigeraç�o até o momento da Cálculo da concentração de N amoniacal</p><p>análise.</p><p>A solução padrão utilizada para fazer a curva padrão de NH.CI</p><p>4. Pipete de 5 a 25 uL de amostra (i.e., sobrenadante) para tubos de (63 mg/100 mL) possui uma concentração de NH, de, aproximadamente</p><p>ensaio ou tubos eppendorf. Se necessário, a amostra pode ser 20 mg/dL. Assim, com a utilização de alíquotas menores. produzem-se</p><p>diluída para que o valor obtido na absorbância fique entre as leituras os diferentes padrões para composição da curva.</p><p>da curva padrão. Assim, para o ajuste da curva padrão, utilize a equação abaixo:</p><p>5. Adicione 1,5 mL da solução Ae agite em vortex. B-2Px A</p><p>EP 6. Adicione 1,5 mL da solução Be agite em vortex.</p><p>7. Mantenha as alíquotas referentes à curva padrão e às amostras em em que: B = fator de conversão de absorbância em concentração por</p><p>banho-maria a 39°C por 15 minutos. intermédio da Lei de Lambert-Beer /(mg/dL)]}: P; = concentração de</p><p>NH3 no padrão i (ppm); Aj = absorbância no padrão i.</p><p>8. Ajuste o espectrofotômetro para leitura em comprimento de onda de</p><p>630 nm. E desejável que as leituras (i.e., absorbância) das alíquotas</p><p>referentes as amostras encontrem-se entre aqueles verificadas</p><p>9. Proceda à calibraç�o do equipamento inserindo o "branco (padr�o para os padrões de 4 e 16 mg/dL (veja tabela no exemplo de</p><p>0) e ajustando a absorbância para zero. Proceda à leitura das demais cálculo). Quanto mais próximo à média, maior a confiabilidade da</p><p>soluções padrão. leitura. Leituras no extremo superior (i.e., acima daquelas</p><p>observadas para o padrão 16 mg/dL) possuem baixa</p><p>10. Insira as soluções oriundas das amostras e obtenha as respectivas confiabilidade. Leituras no extremo inferior (i.e., inferiores</p><p>absorbâncias</p><p>àquelas observadas</p><p>composta, o qual constitui aquela amostra que, em qualquer instância amostra seca ao ar tomadas em cada tempo de amostragem). Por outro</p><p>do processo de amostragem, é obtida pela mistura de amostras antes lado, caso realizemos coletas totais de fezes durante três ou mais dias,</p><p>da análise em si, com objetivos de ampliar a eficiência analítica (i.e., a amostra composta será formada por alíquotas proporcionais a cada</p><p>reduzir custos ou o número de procedimentos analíticos). A dia. Em outras palavras, para os dias de maior exereção, a alíquota</p><p>interpretação incorreta do conceito de amostra composta constitui componente da amostra composta deverá ter maior peso na amostra</p><p>algumas vezes um comprometimento primordial do processo de final. Isso éé o que denominamos de amostra composta proporcional</p><p>inferência, sobretudo quando sua aplicação compromete o conceito de aos seus incrementos.</p><p>unidade experimental. Isso não deve ocorrer e atenção deve ser Considerando que a amostragem constitui processo contínuo</p><p>dirigida a isso. com múltiplos estádios. os erros se manifestarão de forma plural</p><p>Dessa forma, o conceito de amostra composta deve ser durante sua execuç+o. De tornma geral. os erros de amostragem se</p><p>aplicado corretamente. Com um raciocínio simples, entendemos que enquadrarão em dois grupos principais: serão ou não causados por</p><p>uma amostra primária, ao ser formada por incrementos, compreende processos de seleção de elementos (Figura 1.1).</p><p>24</p><p>Mctodos para Analise de iunentos c</p><p>INCT Ci�nia Animal</p><p>Erros devidos|</p><p>|a processos de</p><p>seleção</p><p>Por definição, elementos são os componentes indivicduais quc</p><p>formam um dado material. podendo ser gràos ou partículas para</p><p>materiais sólidos. moléculas para materiais líquidos ou uma mistura</p><p>de ambos para materiais pastosos. Os materiais podem ser Erros</p><p>Erros</p><p>Sistemáticos</p><p>classificados como materiais de elementos finitos ou infinitos. Os Aleatórios</p><p>primeiros são formados por elementos que podem ser identificados e</p><p>Erro por</p><p>delimitação del</p><p>incremento</p><p>Erro</p><p>selecionados individualmente ao acaso, como o caso de lotes de grãos</p><p>fundamental integrais ou frutos. Os segundos, por sua vez, sâo formados por de</p><p>amostragem</p><p>elementos que näo podem ser identificados e selecionados</p><p>Erro por</p><p>extração de</p><p>incremento</p><p>individualmente ao acaso, como o caso de farelos, materiais em pó ou</p><p>Erro por material líquido, como óleos e outros líquidos (e.g., leite, urina,</p><p>agrupamento</p><p>e segregação melaço líquido).</p><p>Erro na</p><p>A partir dessas definições, estabelece-se que os erros</p><p>ponderação de</p><p>incrementos</p><p>associados a processos de seleção decorrem de equívocos ou</p><p>influências na retirada dos elementos de um material. Esses erros</p><p>Figura 1.3. Erros de amostragem devidos a processos de seleção e</p><p>seus componentes (Adaptado de AAFCO. 2018).</p><p>podem ocorrer de forma aleatória ou sistemática (Figura 1.3).</p><p>Os emos aleatórios são aqueles que ocomem por causas</p><p>inprevisiveis e que fogem ao controle do analista. Resumidanmente, isso</p><p>indica que um ineremento ou porção teste analisada terà uma</p><p>L</p><p>caracteristica ou valor diterente do incremento ou porção teste anterior</p><p>(conceitos adaptados de JCGM, 2008; INMETRO, 2014). Cada novo erro</p><p>aleatório poderå possuir módulo e/ou direção totalmente diferente do</p><p>27 26</p><p>1étodos para Análise de Al1mentes-2 Edi</p><p>ometido no ineremento ou ponçåo teste que v poccdeu, Como såo</p><p>honogeneos. Uma mistura concentrada contendo farelos e grios inteios</p><p>caractenisticos de cada avaliação, apereepydo do emo aleatório é dada por</p><p>ou uma silagem de milho possuem alta heterngeneidade de composição,</p><p>medidas de variabilidade (c.g.. variância amostral). Quanto maior o eo</p><p>pois seus clementos variam muito entre si.</p><p>aleatório, menor será a precisão do processo ou da análise. Adicionalmente, existe a heterngeneidade de distribuição. a</p><p>Por outro lado, os emos sistemáticos se manifestam de forma</p><p>qual se origina da distribuição não-aleatóra (embora incorra em erro</p><p>constante sobre incrementos, anmostras e porções teste, fazendo com que</p><p>alcatório) espacial e/ou temporal dos elementos dentro de uma unidade</p><p>todos os resultados obtidos se desloquem em mesmo sentido e módulo</p><p>de decisão. A heterogeneidade de distribuição espacial ocorme, por</p><p>em relação à característica ou à concentração real. Esse deslocamento é exemplo, quando transporta-se uma carga de gräos ou farelos em caretas.</p><p>também denominado viés. Em boa parte dos casos, os erros sistemáticos Com a trepidação durante o transporte, diferentes estratos horizontais são</p><p>possuem causa conhecida. o que pemite que sejam corigidos com fomados. Partículas menores e mais densas se concentram na parte</p><p>reinamento, boas práticas ou, em último caso, por intermédio de fatores inferior da carga. ao passo que particulas maiores e menos densas</p><p>de começão. Contudo, a questão parece ser mais complicada em predominam no estrato superior. Com a estratificação horizontal. produz-</p><p>amostragem. pois equívocos nos procedimentos dependem imensamente se uma heterogeneidade de distribuição vertical. Por outro lado. a</p><p>do fator humano, o qual nem sempre reconhece a realização de práticas heterogeneidade de distribuição temporal ocome. por exemplo, com o</p><p>capazes de incorrer em erros sistemáticos na formaçãão das diferentes armazenamento de silagem de milho em longos silos trincheira. A</p><p>amostras. Quanto maior o erro sistemático, menor será a exatidão na forragem retirada na entrada do silo será diferente daquela retirada no</p><p>expressão final de uma característica ou concentração. centro ou na parte posterior. pois foram depositadas em momentos</p><p>Os eros aleatórios devido à seleção de elementos ocorrem distintos (i.e., ficaram expostas ao ar por tempos diferentes, foram</p><p>basicamente devido à ocorrência de heterogeneidades no material, as cortadas de campos distintos ou, se cortadas no mesmo campo, foram</p><p>quais ocorrem por dois motivos. A heterogeneidade de composição cortadas em dias distintos).</p><p>origina-se de diferenças na composição entre elementos individuais em O primeirw emo aleatório apresentado na Figura l.3 é o erro</p><p>uma unidade de decis�ão. Materiais como farelo de soja, por exemplo, tundamental de amostragem, o qual ocorme devido à heterogeneidade</p><p>possuem baixa heterogeneidade de composição, pois seus elementos silo</p><p>28</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição INCT Ciência Animal</p><p>de composição da unidade de decisâo. Sua descrição quantitativa, dada O segundo erro aleatório apresentado na Figura 1.3 é o erro por</p><p>por intermédio de uma variância amostral, < (AAFCO, 2015; 2018): agrupamento e segregação, o qual decorre da heterogeneidade de</p><p>distribuição dos elementos na unidade de decisão. De fornma simplificada, HCxd</p><p>SEFA</p><p>sua descrição quantitativa é dada por (AAFCO, 2018):</p><p>m</p><p>HD em que: s EFA = Variância do erro fundamental de amostragem; HC =</p><p>EAS</p><p>n</p><p>heterogeneidade de composição; dnás = diàmetro máximo dos elementos;</p><p>e m= massa do incremento. em que: SEAS = Vvariância do erro por agrupamento e segregação;</p><p>Pela equação é possível deduzir algumas medidas a serem HD = heterogeneidade de distribuição; e n = número de increment0s.</p><p>adotadas no processo de amostragem em uma unidade de decisão. A aplicabilidade direta a ser retirada da equação acima é: quanto</p><p>Primeiro, quanto maior a heterogeneidade de composição, maior será o maior a heterogeneidade de distribuição, maior deve ser o número de</p><p>ero aleatório passível de ocorrer. Para que um controle seja feito, duas- incrementos que comporão a amostra primária.</p><p>decisões podem ser tomadas. Primeiro, aumentar a massa de cada Os erros sistemáticos ligados a processos de seleção (Figura 1.3)</p><p>incremento na formação da amostra primária. Segundo, reduzir o podem ocorrer em três instâncias distintas, embora não haja pleno consenso</p><p>diâmetro dos elementos. Essa segunda medida nem sempre é possível na na literatura. A primeira instância é denominada de erro na ponderação</p><p>prática, pois nem sempre é possível</p><p>para o padrão 4 mg/dL), além da baixa</p><p>confiabilidade, poder+o sofrer interferências significativas do</p><p>290 291</p><p>INCT Cncia Animal Métodos para Análive de Aiimenters Ediçie</p><p>ruído do cquipamento. A alíquota de líquido ruminal usada</p><p>volume de líquido de rimen Ino caso deste procedimento a raz�o seria</p><p>efetivamente na análise pode ser ajustada para obtenção de</p><p>de (10+1/10 = I.1: e FCO = fator para conversão qufmica da NH:</p><p>leituras mais confiáveis. Extrapolações (i.e., leituras acima do</p><p>em N-NH1. o que é de. aproximadarnente. 0.824</p><p>limite superior da curva padrão) não sâo toleradas.</p><p>Exemplo de cálculo</p><p>A partir da equaçâão anterior, a concentração de nitrogênio</p><p>- Aliqnota de líquido de rúmen: 10 uL</p><p>amoniacal (N-NHa) nas amostras é dada por:</p><p>-Diluição com ácido na coleta: não houve (i.e.. FD = )</p><p>AA - Absorbância: 0.372</p><p>N-NH3= x FD x FA x FTCA x FCQ</p><p>Volume NH.CI (uL) Equivalente NH: (mg/dL) Absorbancia</p><p>em que: N-NH3 = Concentração de nitrogênio amoniacal (mg/dL); AA 0 0,000</p><p>absorbância da soluç�o relativa à amostra; FD = fator de diluição, 0.267</p><p>considerado somente para os casos de haver diluição prévia da amostra 10 0.577</p><p>antes de sua análise., FA = fator alíquota, o qual é dado pela razão 12 0,864</p><p>entre o maior volume de solução de cloreto de amônia utilizado para 20 6 1.033</p><p>produção de padröes (neste caso, segundo os procedimentos aqui 20 396</p><p>adotados, esse valor seria de 25 uL) e o volume da alíquota da amostra</p><p>usado na análise; FTCA = fator de correção devido ao uso de ácido a2(P X A) (0 x 0,000) + (20 x 1,396)</p><p>Pi 0++ 202 tricloroacético, o qual é dado pela razão entre o volume de líquido de</p><p>rúmen somado ao volume de solução de ácido tricoloroacético e o</p><p>= 0, 0688</p><p>AA 13.2 Essa diluição específica se resere ao uso connum de ácidos puru lixução</p><p>do N amoniacal logo após sua coletü. Por exemplo, caso a alíquota de líquido</p><p>de rúmen seja de 50 ml., à qual é adicionado I mi. de ácido, o FD seria de</p><p>N-NH= FD x FA x FTC.A x FCQ</p><p>(50+1 )/50 = 1,02.</p><p>292</p><p>INCT Cência Animal</p><p>Mélodos para Análise de Alimentos 2" Fdição 0,372</p><p>x1 x0X 25.(10+) 824 = 12,25 mg/d N-NH3</p><p>0,0688</p><p>Agite até a complcta solubilização. Aguarde resfriamento até a</p><p>10</p><p>temperatura ambiente e complete o volume com água destilada. Método da destilação em vapor</p><p>Solução de ácido tricloroacético (100 g/L) (Método N-007/2)</p><p>Em balão volumétrico de i100 mL contendo, aproximadamente 50 Algumas modificações foram introduzidas nesse método enm mL de água destilada, adicione 10 g de ácido tricloroacético P.A.</p><p>Agite até a solubilização e complete o volume com água destilada.</p><p>função das modificações adotadas no método N-O01/2.</p><p>Transfira para um recipiente adequado e mantenha sob refrigeração. Aparatos</p><p>Solução alcoólica de vermelho de metila (I z/L)</p><p>- Tubos de digestão em borossilicato com orla</p><p>- Em um balão de 100 mL com cerca de 60 mL de álcool etílico anidro</p><p>- Tubos de ensaio para centrifugação (20 ou 30 mL) (absoluto) dissolva 0.1 g de vermelho de metila. Complete o volume</p><p>- Centrifuga</p><p>com etanol e homogenize a solução.</p><p>- Pipetas</p><p>Solução alcoólica de verde de bromocresol (1 g/L) - Potes de polietileno</p><p>- Em um balão de 100 mL com cerca de 60 mL de álcool etílico anidro- Erlenmeyers de 250 mL e 1000 mL</p><p>(absoluto) dissolva 0,1 g de verde de bromocresol. Complete o</p><p>- Destilador por arraste de vapor (destilador de Kjeldahl)</p><p>volume com álcool etílico e homogenize a solução.</p><p>- Bureta de 50 mL com graduação de 0,1 mL</p><p>Solução de ácido bórico (20 g/L)</p><p>Soluções - Dissolva em um bal�ão de 1 L (10 L). com cerca de 500 mL (5 L) de</p><p>água destilada, 20 g (200 g) de ácido bórico P.A. Adicione 12.5 ml Solução de hidróxido de potássio (2 M)</p><p>(125 mL) de solução alcoólica de vermelho de metila e 6 mL (60 - Em erlenmeyer de 1000 mL contendo, aproximadamente, 500 mL</p><p>mL) de solução alcoólica de verde de bromocresol. Agite até a de água destilada, adicione 132,02 g de hidróxido de potássio P.A.</p><p>completa solubilização e complete o volume com água destilada.</p><p>295</p><p>294</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Solução-padrão de ácido clorídrico a 0,005 N (0,49 g/L)</p><p>Dilua 0,414 mL (4.14 mL) de HCI P.A. em balão volumétrico de 5. Em erlenmeyer de 250 mlL. adicione 10 mL de solução de ácido</p><p>1000 mL (10 L). contendo em média 500 mL (5 L) de água destilada. bórico (20 g/AL). Adapte o erlenmeyer ao conjunto de destilação</p><p>Deixe esfriar, complete o volume com água destilada e homogeneíze para receber a amónia destilada. a solução. Proceda à padronização da solução conforme descrito no</p><p>6. Por intermédio do dosador do destilador de Kjeldahl adicione 10</p><p>método N-001/2.</p><p>ml de solução de hidróxido de potássio (2 M). A razão entre a Procedimentos solução de KOH e a amostra deve ser mantidaem 5:1.</p><p>1. Lave os tubos de digestãoe os tubos de centrífuga e deixe secar enm 7. Destile por arraste, mantendo o terminal do condensador mergulhado estufa nãão ventilada.</p><p>na solução receptora de ácido bórico até que toda a amõnia seja</p><p>liberada. O volume final do destilado deve ser de 100 mL. 2. Adicione em tubos de centrífuga 10 mL de amostra de líquido de</p><p>8. Retire o erlenmeyer, e titule com soluç�o de ácido clorídrico (0.005rúmen e l mL da solução de ácido tricloroacético (100 g/L)</p><p>N) até a viragem do indicador (verde para rosa claro). A cada Agite em vórtex e deixe em repouso por 30 minutos em temperatura</p><p>bateria de destilação destile ao menos dois tubos em "branco" ambiente.</p><p>contendo 2 mL de água destilada.</p><p>3. Centrifugue a 1000 x g por 10 minutos. Separe o sobrenadante em</p><p>Cálculo da concentração de N-NH3 potes de polietileno e mantenha sob refrigeração até o momento da</p><p>análise.</p><p>xFTCAXFDD</p><p>N-NH(k)=5x0,005xfx14x100</p><p>4. Pipete 2 mL de amostra (i.e., sobrenadante) para tubos de digestão</p><p>e acople no destilador de Kjeldahl. em que: N-NH:(K) = concentração de nitrogênio amoniacal obtida pela</p><p>destilação de Kjeldahl (mg/dL); V = volume de ácido clorídrico</p><p>13O texto aqui se refere a líquido ruminal, mas entende-se que os</p><p>procedimentos descritos são totalmente aplicáveis a outras matrizes, como,</p><p>por exemplo, "suco" de silagem.</p><p>utilizado na destilação (mL): B = volume de ácido clorídrico utilizado</p><p>291 296</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos-2 Fdicin na destilação do "braneo*": f = fator de começão da concentração de</p><p>N-NH,(k)|-[N-NH,(d) N-NH,(k)|-2,11</p><p>ácido cloridrico obtida com uma solução de Na,CO: (0.005 N; ver</p><p>N-NH,(C)=</p><p>R 0,83</p><p>detalhes no Capítulo 4): 14 = peso atômieo do nitrogênio; A = volume</p><p>da alíquota (mL): FTCA = fator de correção devido ao uso de ácido</p><p>em que: N-NH(C) = concentração de nitrogênio amoniacal corrigida tricloroacético. o qual é dado pela razão entre o volume de líquido de</p><p>(mg/dL): N-NH:(k) = concentração de nitrogènio amoniacal obtidarúmen somado ao volume de solução de ácido tricloroacético e o</p><p>com a destilação de Kjeldahl (mg/dL): N-NH(d) = nitrogènio volume de líquido de rúmen [no caso deste procedimento a razão seria amoniacal produzido a partir da deaminação de proteina verdadeira de (10+1)/10 = 1,1]; e FD = fator de diluição, considerado somente (mg/dL): e R = recuperação de nitrogènio amoniacal elo método da</p><p>para os casos de haver diluição prévia da amostra antes de sua destilação de Kjeldahl.</p><p>análise154</p><p>Literatura Citada</p><p>BOLLETER, W.T.: BUSHMAN,C.J.. TIDWELL. P.W. Spectrophotometrie determination of ammonia as indophenol. Analitycal Chemistry, v.33,</p><p>p.592-594, 1961.</p><p>Ajuste da concentração de N-NH3</p><p>A concentração de nitrogênio amoniacal estimada por</p><p>CHANEY, A.L.; MARBACH. E.P. Moditied reagents tor determination of</p><p>urea and ammonia.Clinical Chemistry. v.3. p. 130-132, 1962.</p><p>intermédio do método da destilação de Kjeldahl apresenta viés</p><p>DETMANN, E.: PAULINO, M.E.: MANTOVANI. H.C.: VALADARES</p><p>FILHO, S.C.: SAMPAIO, C.B. SOUZA, M.A.: LAZZARINl, I.;</p><p>DETMANN, K.S.C. Parameterization of ruminal tibre degradation in</p><p>low-quality tropical torage using Michaelis-Menten kineties. Livestock</p><p>Science, v.126. p. l36-146, 2009.</p><p>causado pela deaminação de proteína verdadeira e por propiciar</p><p>recuperação incompleta da amônia presente n0 meio. Assim, os</p><p>valores obtidos por este método devem ser corrigidos para que se</p><p>FENNER, H. Method for determining total volatile bases in rumen fluid by</p><p>steam distillation. Journal of Dairy Science, v.48. p.249-251, 1965.</p><p>amplie sua exatidão. Essa correção é dada pela equação (Souza et al.,</p><p>2013):</p><p>SANTOS, R.D.; PEREIRA, L.G.T.: NEVES, A.L.A.; ARAUJO, G.G.L.:</p><p>VOLTOLINI, T.V.; BRANDÃO, L.G.N.; ARAGÃ0, A.S.L.; DÓREA.</p><p>J.R.R. Caracteristicas de termentação da silagem de seis variedades de</p><p>milho indicadas pra a região semiárida brasileira Arquivo Brasileiro de</p><p>Medicina Veterinária e Zooteenia, v.62, p.1423-1429, 2010.</p><p>19 Essa diluição específica se refere ao uso comum de ácidos para fixação do N amoniacal logo após sua coleta. Por exemplo, caso a alíquota de líquidode rúmen seja de 50 mL, à qual é adicionado I mL de ácido, o FD seria de (50+1)/50 = 1,02.</p><p>299 298</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição RUSSELL, J.B. Rumen microbiology and its role in ruminant nutrition.</p><p>Ithaca: James B. Russell, 2002. 119p.</p><p>Capítulo 16 sOUZA.N.K.P.; DETMANN. E.: VALADARES FILHO, S.C.: COSTA,</p><p>V.A.C.: PINA, D.S.: GOMES, D.I.: QUEIROZ, A.C.: MANToVANI.</p><p>HC. Accuracy of the estimates of ammonia concentration in umen fluid</p><p>using different analytical methods. Arquivo Brasileiro de Medicina</p><p>Veterinária e Zootecnia. v.65, p. 1752-1758, 2013.</p><p>Titânio</p><p>Definiçoes básicas</p><p>THOMAS. S; RUSSELL. J.B. The effect of cellobiose. glucose, and cellulose</p><p>on the survival of Fibrobacter succinogenes A3C cultures grown under</p><p>ammonia linmitation. Current Microbiology, v.48, p.219-223, 2004.</p><p>Como ressaltado no Capítulo 14, vários elementos químicos,</p><p>seja na forma de óxido ou de sal, podem ser usados como indicadores</p><p>externos em ensaios de digestão com ruminantes. Entre estes,</p><p>destacam-se: itérbio, érbio, európio, cádmio, cobalto. lantânio. ouro.</p><p>cério, titânio e cromo. Este último elemento, notadamente sob a forma</p><p>de sesquióxido de cromo ou óxido crômico (Cr:03). é o indicador</p><p>externo mais utilizado para a quantificaç�o da excreção fecal de</p><p>bovinos em confinamento ou a pasto. Tal peculiaridade se deve ao fato</p><p>do óxido crômico ser facilmente adicionado à dieta, ser facilmente</p><p>analisado e apresentar baixo custo (Detmann et al. 2004).</p><p>Contudo, cíticas têm sido dirigidas ao uso do óxido crômico</p><p>como indicador devido aos seus potenciais efeitos carcinogênicos</p><p>(Mayers et al., 2004), o que, associado ao fato da demanda por técnicas</p><p>onerosas de quantificação (i.e., espectrofotometria de absorção</p><p>atômica), pode demandar sua substituição como indicador externo em</p><p>ensaios de digestão com animais.</p><p>O dióxido de titânio (TiO%) constitui alternativa direta ao uso</p><p>do óxido crômico, uma vez que permite contornar as restrições acima</p><p>301</p><p>300</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>descritas. Esse composto tem sido legalmente adicionado en</p><p>Balöes volumétricos de 50, 100 e 1000 mL</p><p>alimentos. muitas vezes como corante (Titgemeyer et al., 2001), c</p><p>Funis raiados</p><p>possui processo de quantiticação calcado em espectrofotometria</p><p>Potes de polietileno</p><p>convencional. de menor custo e maior acessibilidade.</p><p>Espectofotômetro UV/visível</p><p>Varios autores têm demonstrado a efetividade do dióxido de</p><p>Frasco Erlenmeyer de 2000 mL</p><p>titânio como indicador externo em ensaios de consumo e digestão com</p><p>Pipetas</p><p>bovinos (Titgemeyer et al., 2001: Ferreira et al., 2009), ovinos (Myers</p><p>- Bicos de papagaio (20 mL) com reservatório</p><p>et al.. 2006). suínos (Jagger et al., 1992) e aves (Short et al., 1996).</p><p>Reagentes Estudos conduzidos no Brasil demonstram que dióxido de titânio e</p><p>óxido crômico possuem recuperação e padrão de excreção similares</p><p>- Ácido sulfúrico (H:SO.) concentrado P.A.</p><p>em ensaios com ruminantes (Sampaio et al., 2011a; 2011b). Acido cloridrico (HC) 37% P.A.</p><p>O método aqui descrito baseia-se na digestão sulfúrica da Sulfato de sódio (Na»SO,) P.A.</p><p>amostra. sendo adaptado dos procedimentos inicialmente descritos por Sulfato de cobre pentahidratado (CusO. 5H:0) P.A.</p><p>Short et al. (1996), Myers et al. (2004) e Titgemeyer et al. (2001). Peróxido de hidrogênio (H:0) 30% v/w P.A.</p><p>Digestão sulfúrica Soluçoes</p><p>(Método M-007/2) Solução de ácido cloridrico (200 mL/L)</p><p>Aparatos</p><p>- Em um balão de 1000 mL com cerca de 200 mL de água destilada.</p><p>dissolva 200 ml de ácido clorídrico P.A.. Complete o volume com</p><p>- Balança analítica com precis�o de 0,0001l g</p><p>água destilada e homogeneize a solução.</p><p>- Tubos de digestão macro em borossilicato com orla</p><p>- Bloco digestor para tubos macro</p><p>- Capela com exaustão</p><p>- Papel filtro quantitativo, livre de cinzas e de filtração rápida</p><p>303 302</p><p>INCT Cíência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Solução de ácido nítrico (100 mLA)</p><p>Esses tubos passarão por toda as etapas analíticas descritas abaixo.</p><p>Em um balão de 1000 mL com cerca de 200 mL de água destilada,</p><p>Importante: o dióxido de titânio usado para a preparação dos</p><p>dissolva 100 mL de ácido nítrico P.A. Complete o volume com água</p><p>padroes deve ser oriundo de alíquotas do indicador usado</p><p>destilada e homogeneíze a solução. durante o ensaio de consumo/digestão.</p><p>Mistura digestora (catalítica)</p><p>Procedimentos:</p><p>- Em separado, peneire (peneira com porosidade de I mm) o sulfato</p><p>1. Use balança analítica aferida pelo INMETRO, com precis�o de 0.0001</p><p>de sódio P.A. e o sulfato de cobre pentahidratado P.A. Em um pote</p><p>g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente climatizado</p><p>de polietileno adicione o sal (sulfato de sódio) e o catalizador</p><p>(20-25°C ou de acordo com as especificações do fabricante). Ligue a</p><p>metálico (sulfato de cobre) na proporção de 20 para 1,</p><p>balança e aguarde 30 minutos para sua estabilização.</p><p>respectivamente (i.e., para cada 1000 g de sulfato de sódio use 50 g</p><p>de sulfato de cobre). Misture até a completa homogeneização. O</p><p>2. Lave toda a vidraria exclusiva para minerais, usando solução de</p><p>material deve ser armazenado em pote com tampa. ácido clorídrico ou solução de ácido nítric0, em seguida, enxágue</p><p>bem com água destilada. Ver detalhes no Capítulo 12.</p><p>Padröes</p><p>Em tubos de digestão pese 0, 2, 4,6, 8 e 10 mg de dióxido de titânio. 3. Pese, aproximadamente, 500 mg de amostra seca ao ar e coloque no</p><p>Como as quantidades a serem pesadas são muito pequenas, tubo de digestão macro devidamente identificado.</p><p>recomenda-se a utilização de pequenos pedaços de papel de filtro</p><p>ashless para a pesagemeque o conjunto (papel mais amostra) seja</p><p>4. Adicione, aproximadamente, 5 g de mistura digestora e 20 mL de</p><p>ácido sulfúrico concentrado.</p><p>transferido para os tubos de digestão. Este procedimento visa evitar</p><p>perdas de amostra durante a transferência que ocorreriam se a 5. Em capela, acondicione os tubos em bloco digestor e aqueça</p><p>amostra fosse pesada em um recipiente e transferida parao tubo de lentamente à temperatura de 400°C. Mantenha aquecido até atingir</p><p>ensaio. A tolerância na pesagem deve ser de +0,2 mg. Contudo, no coloração esverdeadae translúcida.</p><p>cálculo das concentrações, o valor real pesado deve ser utilizado.</p><p>304 305</p><p>INCT Ciencia Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>6. Retire os tubos e os deixe esfriar na capela. 13. Proceda à leitura em espectrofotômetro ajustado para o</p><p>comprimento de onda de 410 nm. Imediatamente antes da leitura,</p><p>7. Adicione lentamente 10 mL de peróxido de hidrogênio 30% P.A. e</p><p>com o auxílio de pipeta Pasteur, adicione 3 gotas de peróxido de</p><p>aguarde resfriar.</p><p>hidrogênio 30% P.A. à solução contida no frasco e agite.</p><p>8. Proceda à transferência quantitativa do material para balão</p><p>Utilize funis e papel de filtro 14. Proceda à calibração do equipamento inserindo o padrão 0 mg e</p><p>volumétrico de 50 ou 100 mL.</p><p>ajustando a absorbâância para zero. Proceda à leitura das demais</p><p>quantitativo,</p><p>livre de cinzas e de filtração rápida. O volume do bal�ão</p><p>soluções padrão.</p><p>a ser utilizado irá depender da concentração de dióxido de titânio</p><p>na amostra. Contudo, todos os padrões e alíquotas em uma mesma</p><p>15. Proceda à leitura das soluções produzidas com as amostras.</p><p>bateria devem ser transferidos para balões de mesmo volume.</p><p>Ao contrário do cromo, não há necessidade de ajuste para</p><p>9. Complete o volume do bal�o com água destilada ou</p><p>a concentração de titânio no dióxido por duas razões. Primeiro,</p><p>desmineralizada.</p><p>porque estima-se a concentração do composto (dióxido) e não do</p><p>10. Cubra o balão com tampa ou para-filme e homogeneíze a solução. elemento (titânio). Segundo, porque o próprio composto usado no</p><p>ensaio de digestão é usado como padrão.</p><p>11. Transfira uma alíquota para potes de polietileno devidamente</p><p>limpos. Realize a lavagem do frasco no momento da transferência Cálculo da concentração de titânio</p><p>com um pouco da solução mineral de cromo. Adicione cerca de 5</p><p>a 10 mL da solução no frasco, tampe e agite. Descarte este material Utilize sequencialmente as equações abaixo</p><p>e então acondicione a solução a ser armazenada.</p><p>B 2Px A)</p><p>EP 12. Armazene a solução em geladeira (4°C) até o momento da leitura.</p><p>306 307</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos -2" Ediç�o</p><p>A</p><p>(TiO2)A</p><p>A</p><p>Proceda à correção da concentração para a umidade residual:</p><p>Ti02 ASA 100</p><p>[TiO2lMs %ASE * 0</p><p>(Ti02Ax 100 [Ti02lasA ASA</p><p>em que: [TIO:]Ms = concentração de TiO; com base na matéria seca</p><p>(%); %ASE = percentual de "amostra seca em estufa".</p><p>em que: B = fator de conversão de absorbância em massa de Ti02</p><p>oriunda da amostra por intermédio da Lei de Lambert-Beer (/mg); Pi</p><p>Exemplo de cálculo em uma amostrafecal1</p><p>= valor de TiO^ no padrão i (mg); Aj = absorbância no padrão i;</p><p>(TiO2)A = massa de Ti0; oriunda da amostra (mg); AA = absorbância</p><p>- Alíquota fecal (amostra seca ao ar): 500,2 mg.</p><p>para a amostra; [Ti02Jasa = concentração de TiO2 com base na</p><p>- %ASE: 91,80%.</p><p>amostra seca ao ar (o); e ASA = massa de amostra seca ao ar (mg).</p><p>- Absorbância da solução de leitura: 0,413</p><p>E desejável que (TiO2)A esteja entre 2 e8 mg. Quanto mais</p><p>Padrão (mg) Quantidade real (mg) Absorbancia</p><p>próximo à média, maior a confiabilidade da leitura. Leituras no</p><p>0,0000</p><p>extremo superior (8-10 mg) possuem baixa confiabilidade.</p><p>0,167 2.2</p><p>Leituras no extremo inferior (0-2 mg), além da baixa</p><p>0,330 4,1</p><p>confiabilidade, poderäo sofrer interferências significativas do</p><p>6 5,9 0,499</p><p>ruído do equipamento. A (TiOz)A pode ser ajustada pelo analista</p><p>0.6788 8,1</p><p>variando-se a alíquota de amostraeo volume do balão utilizados.</p><p>10 10,2 0,836</p><p>Extrapolações (Ge, (TiO)A > 10 mg) não s�ão toleradas.</p><p>PKxA0x 0, 000)+...+(10,2 x 0,836) =0,0826</p><p>2P (0)+.+(10,2)2</p><p>309 308</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos 2" Edição</p><p>SAMPAIO, C.B.; DETMANN, E.: VALENTE. T.N. P.: SOUZA, M.A.:</p><p>VALADARES FILHO, S.C.; PAULINO, M.F. Evaluation of fecal</p><p>recovering and long term bias of internal and external markers in a</p><p>digestion assay with cattle. Revista Brasileira de Zootecnia, v.40, p. 174-</p><p>182, 2011a.</p><p>(TiO),=AA 0,413</p><p>(TiO2)A 0,0826 =5,00 mg</p><p>SAMPAIO, C.B.; DETMANN, E.; VALENTE, T.N.P.; COSTA, V.A.C.</p><p>VALADARES FILHO, S.C.; QUEIROZ, A.C. Fecal excretion patterns</p><p>and short term bias of internal and external markers in a digestion assay</p><p>with cattle. Revista Brasileira de Zootecnia, v.40, p.657-665, 201lb.</p><p>(Ti02)A x 100 500,2</p><p>5,00 x 100= 1,00%</p><p>ITiO2lASA ASA</p><p>TiOzlAsAx 10091,80 SHORT, F.J.; GORTON, P. WISEMAN, J.; BOORMAN, K.N.</p><p>, 00</p><p>X 100 = 1,09%</p><p>(TiO2]Ms Determination of titanium dioxide added as na inert marker in Chicken</p><p>digestibility studies. Animal Feed Science and Technology, v.59, p.215-</p><p>221, 1996.</p><p>%ASE</p><p>E.C.; ARMENDARIZ, C . BINDEL. D.J.:</p><p>TITGEMEYER,</p><p>GREENWOOD, R.H.; LOEST, C.A. Evaluation of titanium dioxide as a</p><p>digestibility marker for cattle. Journal of Animal Science, v.79. p. 1059-</p><p>1063, 2001.</p><p>Literatura Citada</p><p>DETMANN, E; VALADARES FILHO, S.C.; PAULINO, M.F;</p><p>ZERVOUDAKIS, J.T.; CABRAL, L.S. Avaliação da técnica dos</p><p>indicadores na estimação do consumo por ruminantes em pastejo.</p><p>Cadernos Técnicos de Veterinária e Zootecnia, v.46, p.40-57, 2004.</p><p>FERREIRA, M.A.; VALADARES FILHO, S.C.; COSTA e SILVA, L.F.;</p><p>NASCIMENTO, F.B.; DETMANN, E.; VALADARES, R.F.D.</p><p>Avaliação de indicadores emn estudos com ruminantes: estimativa de</p><p>consumos de concentrado e de silagem de milho por vacas em lactação.</p><p>Revista Brasileira de Zootecnia, v.38, p.1574-1580, 2009.</p><p>JAGGER, S.; WISEMAN, J.; COLE, D.J.A., CRAIGON, J. Evaluation of</p><p>inert markers for the determination of ileal and faecal apparent</p><p>digestibility values in the pig. British Journal of Nutrition, v.68, p. 729-</p><p>739, 1992.</p><p>MYERS, W.D.; LUDDEN, P.A.; NAYIGIHUGU, V.; HESS, B.W. A</p><p>procedure for the preparation and quantitative analysis of samples for</p><p>titanium dioxide. Journal of Animal Science, v.82, p. 179-183, 2004.</p><p>MYERS, W.D.; LUDDEN, P.A.; NAYIGIHUGU, V.; HESS, B.w.</p><p>Excretion of titanium dioxide and chromic oxide in duodenal digesta and</p><p>feces of ewes. Small Ruminantion Research, v.63, p.135-214, 2006.</p><p>311 310</p><p>INCT Ciencia Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Capítulo 17</p><p>Digestibilidade in vitro da matéria seca para</p><p>ruminantes</p><p>Definições básicas</p><p>Inicialmente, ensaios de digestão in vitro foram propostos</p><p>para se estimar a digestibilidade in vivo de forragens (Tilley & Terry</p><p>1963). Contudo, atualmente, a amplitude de aplicação desse tipo de</p><p>método mostra-se mais ampla, incluindo, principalmente, triagem,</p><p>discriminação ou comparaç�ão direta de alimentos ou dietas para</p><p>animais ruminantes (Silva et al., 2017).</p><p>Os métodos in vitro para avaliação de alimentos/dietas para</p><p>ruminantes são categorizados como métodos do tipo I de acordo comn</p><p>o Codex Alimentarius. Logo, os métodos permitem acessar um</p><p>determinado valor que é definido pelo método em si (Codex</p><p>Alimentarius Commission, 2018). Uma vez que não existem padrões</p><p>Ou referências primárias para este tipo de método, esses não podem ser</p><p>validados quanto a sua exatidão, ou seja, quanto à sua capacidade de</p><p>produzir resultados convergentes ao "valor real" para a entidade</p><p>analítica em questão. Assim,, para se minimizar erros sistemáticos</p><p>entre laboratórios, os métodos ditos empíricos (i.e., métodos tipo D</p><p>312 313</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Dessa forma, o método aqui proposto foi construído com base</p><p>devem ser seguidos exatamente como descrito nos protocolos padrões,</p><p>em diversos trabalhos (Machado et al., 2016; Silva et al., 2017: Camacho,</p><p>pois, mesmo a menor variação nos procedimentos pode acarretar na</p><p>2017; Camacho et al., 2019; Camacho, 2021), alguns destes envolvendo</p><p>mensuração de uma entidade analítica distinta da originalmente</p><p>proposta (Mertens, 2003). diversas instituições, de forma a fomentar um método padrão entre os</p><p>A digestibilidade in vitro pode ser afetada por diversas5 diferentes laboratórios de instituições brasileiras. Este método foi</p><p>características do método, como instrumental, tipos de recipientes e devidamente validado quando à repetibilidade e reprodutibilidade por</p><p>filter bags, soluções tampão, tipo de gás no headspace, trabalho do Camacho (2021). O uso de incubadoras artificiais, com avaliação coletiva</p><p>analista, fontes de inóculo, adaptação dos animais doadores, moagem de filter bags no mesmo ambiente, a despeito das críticas quanto às</p><p>da amostra, entre outros (Mould et al., 2005; Hall & Mertens, 2008; estimativas obtidas (Camacho, 2017), foi fomentado devido à facilidade</p><p>Patra & Yu, 2013; Silva et al., 2017; Camacho et al., 2019; Castro- de uso e aquisição dos equipamentos.</p><p>Montoya & Dickhoefer, 2019). Assim, qualquer mudança no número</p><p>Digestibilidade in vitro da matéria seca usando incubadoras</p><p>de etapas ou em qualquer parâmetro físico-químico da anáise</p><p>resultará em métodos diferentes, os quais não</p><p>podem ser diretamente</p><p>artificiais (modelos Daisy" Ankom, TE-150 Tecnal ou similares)</p><p>(Método G-008/1)</p><p>comparados.</p><p>Considerando esses aspectos, um método nacional que Aparatos</p><p>permita comparar a digestibilidade in vitro de alimentos/dietas de</p><p>- Balança analítica com precis�o de 0,0001 g</p><p>ruminantes e que produza resultados reprodutíveis era ainda</p><p>Estufa com circulaç�o forçada dee ar</p><p>inexistente. Esse tipo de proposição permitiria a minimização da</p><p>Estufa sem circulação forçada de ar</p><p>variação entre laboratórios e, em um estádio futuro, permitiria a</p><p>- Filter bags de tecido não tecido (100 g/m2; 4 x 4,5 cm) ou F57</p><p>combinação de resultados a partir de uma visão mais ampla e robusta</p><p>(Ankom®)</p><p>entre instituições de forma a construir equações para predizer o - Seladora</p><p>comportamento in vivo de forma acuradae precisa. - Dessecador</p><p>- Incubadora artificial</p><p>314 315</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Cilindro de CO Soluções</p><p>Tecido gaze</p><p>Solução tampão</p><p>- Erlenmeyers</p><p>- Em balão volumétrico de 1L (10 L) contendo 0,1 L (1 L) de água</p><p>- Baloes volumétricos</p><p>destilada, adicione 9,80 g (98 g) de NaHCOs, 3,71 g (37.1 g) de</p><p>- Liquidificador</p><p>Na2HPO4 anidro ou 4,65 g (46.5 g) de NazHPO; diidratado ou 7,00</p><p>- Garrafas térmicas</p><p>g (70,0 g) de NazHPOs heptaidratado, 0,57 g (5,7 g) de KCl; 0,47 g</p><p>Potenciómetro digital</p><p>4,7 g) de NaC1; 0,12 g (1,2 g) de MgSOa heptaidratado e 0,05 g (0,5</p><p>- Animal doador de inóculo</p><p>g) de CaClh diidratado. Agite para dissolução parcial. Adicione 0,8</p><p>Lavadora tipo "tanquinho</p><p>L (8 L) de água destilada e agite até a completa solubilização.</p><p>- Panela de alumínio</p><p>Complete o volume do balão para 1 L (10 L). Este procedimento</p><p>- Bandejas de alumínio</p><p>deve ser realizado, preferencialmente, 24 horas antes da incubação.</p><p>- Fogão ou fogareiro</p><p>Solução de ureia</p><p>Reagentes - Adicione 5,5 g de ureia em balão volumétrico de 100 ml.</p><p>- Bicarbonato de sódio (NaHCOs) P.A. Acrescente, aproximadamente, 70 mL de água destilada e</p><p>- Fosfato de sódio dibásico (NazHPO4) P.A. anidro, diidratado ou homogeneíze até completa solubilização. Após a estabilização da</p><p>heptaidratado temperatura com o ambiente, complete o volume. A solução deve ser</p><p>Cloreto de potássio (KCI) P.A. armazenada sob refrigeração até o momento da utilização.</p><p>- Cloreto de sódio (NaCI) P.A.</p><p>Solução de detergente neutro comercial (20 mL/L)</p><p>- Sulfato de magnésio (MgSO.) heptaidratado P.A.</p><p>- Em Erlenmeyer de 4 L, adicione 1 L de água destilada e 80 mL de</p><p>- Cloreto de cálcio (CaClh) diidratado P.A.</p><p>detergente neutro comercial. Agite até a completa homogeneizaç�o</p><p>Ureia P.A.</p><p>e complete o volume com água destilada.</p><p>- Detergente neutro comercial</p><p>316 317</p><p>Métodos para Análise de Alimentos 2" Ediçio</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>6. Acondicione os filter hags em dessecador (máximo de 20 unidades por</p><p>Procedimentos</p><p>procedimento) e aguarde o equilibrio com a temperatura ambiente.</p><p>Em todos os procedimentos, use balança analítica aferida pelo</p><p>INMETRO, com precisão de 0.0001 g, sobre bancada especial de</p><p>7. Pesc os filter bags e registre o peso. Esse será o peso da tara.</p><p>laboratório e em ambiente climatizado (20-25°C ou de acordo com as</p><p>8. Pese aproximadamente 500 mg de amostra seca ao ar processada em</p><p>especificações do fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos</p><p>porosidade de I mm. registre o peso e acondicione no interior do filter</p><p>para sua estabilizaç�ão.</p><p>bag</p><p>Preparação dos filter bags 9. Sele os filter bags usando seladora e os reserve para posterior incubação.</p><p>1. Identifique os filter bags com marcador permanente. 10. Para cada jarro da incubadora faz-se necessário o uso de. ao menos</p><p>dois filter bags selados em "branco" (i.e.., sem amostra)</p><p>2. Acondicione os filter bags em panela de alumínio e adicione a solução</p><p>de detergente neutro comercial em volume suficiente para cobrir todo o</p><p>Preparação da solução tampão</p><p>material.</p><p>1. Adicione a solução tampão em trasco Erlenmeyr em volume</p><p>3. Leve o recipiente ao fogão ou fogareiro e aqueça. A solução deve</p><p>suficiente para a realização dos procedimentos.</p><p>ser mantida em ebulição por 15 minutos.</p><p>2. Adicione a solução de ureia à solução de McDougall na proporção</p><p>4. Lave os filter bags com água corrente até a total retirada do</p><p>de 5 mL/300 mL. Esta adição é considerada opcional, uma vez</p><p>detergente.</p><p>que o uso da ureia pode reduzir o poder de discriminação entre</p><p>5. Seque os filter bags em bandejas (camada delgada sem amostras (ver detalhes em Camacho et al., 2019). Portanto,a</p><p>sobreposição) sequencialmente em estufa com circulação forçada decisão de adicionar ou não ureia à solução tampão é o único</p><p>de ar a 55°C por 24 horas e em estufa não ventilada a 105°C por 2 passo neste método que depende da decisão do analista.</p><p>horas.</p><p>319</p><p>318</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos -2" Ediçio</p><p>3. Acople uma mangueira de silicone ao cilindro de CO;.</p><p>mineral deve ser realizada ad libitum, mantendo-se também água</p><p>disponível em abundância. A prática de aplicação de jejum ao animal</p><p>4. Introduza a extremidade livre da mangueira na solução tampão e</p><p>anteriormente à coleta não deve ser realizada.</p><p>libere o C0: propiciando borbulhamento.</p><p>5. Com o potenciómetro digital, monitore o pH da solução. O</p><p>1. Acione previamente o aquecimento da incubadora (39°C) contendo</p><p>borbulhamento com CO: é encerrado quando o pH atingir o valor</p><p>os jarros vazios em seu interior.</p><p>de 6.8.</p><p>2. Abra a cânula ruminal e colete porções das partes sólida e líquida</p><p>6. Com o uso de estufa ou sala climatizada, aclimatize a solução da digesta em diferentes pontos do númen e armazene-as em</p><p>tampão para a temperatura de 39°C. garrafas térmicas previamente aquecidas (39° C).</p><p>7. Este procedimento deve ser realizado anteriormente à coleta do</p><p>3. Conduza o material imediatamente ao laboratóri1o.</p><p>inóculo ruminal.</p><p>homogeneize digesta por,a 4. Usando liquidificador.</p><p>aproximadamente, 30 segundos.</p><p>Coleta e processamento do inóculo ruminal</p><p>5. Em frasco Erlenmeyer, filtre a digesta homogeneizada através de</p><p>O inóculo pode ser coletado de um bovino fistulado, sendo,</p><p>quatro camadas de gaze. Descarte o material retido na gaze.</p><p>contudo, recomendada a produç�ão de inóculo a partir de pool de</p><p>digesta ruminal obtida de três ou mais animais. Adicionalmente, o(6) 6. Mantenhao filtrado (i.e., inóculo) climatizado (39°C) com o uso de</p><p>animalis) doador(es) deve(m) ser adaptados à dieta basal por, no garrafas térmicas, estufa ou sala climatizada</p><p>mínimo, 14 dias antes da coleta de inóculo.</p><p>7. Este procedimento deve ser realizado imediatamente antes do início</p><p>A dieta basal deve ser formada por volumoso e concentrado</p><p>da incubação</p><p>na proporção de 80:20, com base da matéria seca, e conter 12% de</p><p>proteina bruta, também com base na matéria seca. A suplementação</p><p>321 320</p><p>INCT Ciência Anima Métodos para Análise de Alimentos 2" Edição</p><p>Procedimento de incubação . Acondicione os filter bags em lavadora tipo "tanquinho". Encha-a</p><p>com água limpa e. usando regulagem para "lavagem delicada".</p><p>1. Retire os jarros previamente aquecidos da incubadora e acondicione</p><p>acione a lavadora por I minuto. Drene a água após a lavagem. Este</p><p>em seu interior os filter bags. Recomenda-se que cada jarro opere com</p><p>procedimento deve ser realizado por, no mínimo, trës vezes.</p><p>20-25 filter bags contendo amostras e dois filter bags em branco.</p><p>9. Após os ciclos de lavagem. pressione gentilmente os filter bags para</p><p>2. Adicione a cada jarro 400 mL do inóculo e 1600 mL da solução</p><p>retirada do excesso de água (que deve estar limpida).</p><p>tampão com o pH devidamente ajustado.</p><p>10. Seque os filter bags em bandejas (camada delgada sem sobreposiç�io)</p><p>3. De forma rápida, faça um flushing com CO% no headspace de cada</p><p>sequencialmente em estufa com circulação forçada de ar a 55°C por</p><p>jarro de forma a substituir o ar atmosférico por dióxido de carbono.</p><p>24 horas e em estufa não ventilada a 105°C por 16 horas.</p><p>Tampe os jarros imediatamente.</p><p>11. Acondicione os filter bags em dessecador (máximo de 20 unidades</p><p>4. Acondicione os jarros na incubadora, inicie o mecanismo de rotação</p><p>por procedimento) e aguarde o equilibrio com a temperatura</p><p>e feche a porta. Assegure-se de que o aquecimento esteja ambiente.</p><p>devidamente ligado e regulado a 39°C</p><p>12. Pese os filter bags e registre o peso.</p><p>5. Mantenha os jarrOS sob as condições de temperatura e rotação porr</p><p>48 horas. Cheque estas condições regularmente durante todo o Cálculo da digestibilidade in vitro da matéria seca</p><p>processo de incubação.</p><p>Inicialmente, caleule o resíduo obtido com os filter bags em</p><p>6. Após 48 horas, abra a incubadora e retire os filter bags. branco:</p><p>7. Lave-os superficialmente com água limpa e pressione-os</p><p>B FgT</p><p>gentilmente para retirada de gases.</p><p>323</p><p>322</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos-2" Ediçã</p><p>em que: B = contaminação</p><p>decorrente do procedimento de incubação</p><p>CIn quc: Uasa = indigestibilidade com base na amostra seca ao ar</p><p>(g de matéria seca): Fs = peso do filter bag em branco após incubação</p><p>(h): ASA = massa de amostra seca ao ar (g): Uus = indigestibilidade</p><p>(g): e T=tara ou peso do filter bag pré-incubação (g). com basc na matéria seca (%):DIVMS = digestibilidade in vitro da</p><p>O valor do "branco" a ser usado nos demais cálculos deve ser</p><p>matéria seca (%); e %ASE = percentual de "amostra seca em estufa.</p><p>obtido pela média da contaminação obtida nos filter bags em branco</p><p>Os demais termos foram previamente detinidos.</p><p>avaliados no estudo. Torna-se importante ressaltar que a contaminação</p><p>Na exposição dos resultados é obrigatório reportar as</p><p>é inerente a cada procedimento de incubação. Logo, brancos são</p><p>requeridos a cada procedimento, não sendo possível o uso de "médias'" seguintes informações: 1. marca e modelo da incubadora artificial.</p><p>obtidas em outros procedimentos.</p><p>2. tipo defilter bag utilizado, e 3. adição ou não de ureia à solução</p><p>de</p><p>Calcule o resíduo aparentemente não digerido (sem correção tampão. Esses três fatores afetarão as estimativas</p><p>digestibilidade e seu conhecimento é crucial para interpretação e</p><p>para o branco):</p><p>avaliação comparativa de resultados de diferentes ensaios.</p><p>U=FA-T</p><p>em que: U = resíduo aparentemente não digerido (g de matéria seca);</p><p>Exemplo de cálculo</p><p>FA= peso do filter bag contendo a amostra após incubação (g); e T =</p><p>- Amostra (amostra seca ao ar): 0.5129 g.</p><p>tara ou peso do filter bag pré-incubação (g). %ASE: 91,809%.</p><p>Calcule da digestibilidade in vitro da matéria seca: - Peso do filter bag (tara): 0,41900g</p><p>Peso do filter bag+ resíduo: 0.6242 g8</p><p>U-B x100 6UASAASAJ** Média da contaminação (branco): 0,0023</p><p>%U ASAx100</p><p>6UMs%ASE</p><p>U=FA-T=0,6242-0,4190=0,2052 g</p><p>%DIVMS=100-6UMs</p><p>324</p><p>325</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos 2" Ediçio</p><p>MACHADO, M. G.; DETMANN,. E.: MANTOVANI. H. C.: VALADARES</p><p>FILHO, S. C.; BENTO, C. B. P.: MARCONDES. M. I. ASSUNÇAO, A.</p><p>S. Evaluation of the length of adaptation period for changeover and</p><p>crossover nutritional experiments with cattle fed tropical forage-based</p><p>diets. Animal Feed Science and Technology. v.222. p.133-148. 2016.</p><p>6UASA=</p><p>U-B x100(0,2052-0,0023 ]]x100=39,56% 96U ASAASA 0,5129</p><p>39,56 %U ASA 10091,80</p><p>6UMs0%ASE</p><p>x100 x100=43,09%</p><p>MERTENS, D.R. Challenges in measuring insoluble dietary fiber. Journal</p><p>of Animal Science, v.81. p.3233-3249. 2003.</p><p>MOULD, F.L.; KLIEM, K.E.; MORGAN, R.: MAURICIO, R.M. In vitro</p><p>microbial inoculum: A review of its function and properties. Animal</p><p>Feed Science and Technology. v. 123-124. p.31-50. 2005.</p><p>%DIVMS=100-%UMs = 100 43, 09 = 56, 91%</p><p>PATRA, A.K.; YU, Z. Effects of gas composition in headspace and</p><p>bicarbonate concentrations in media on gas and methane production,</p><p>degradability, and rumen fermentation using in vitro gas production</p><p>techniques. Journal of Dairy Science, v.96. p.4592-4600, 2013.</p><p>Literatura Citada</p><p>CAMACHO. L.F. Estudos de métodos para avaliação da digestibilidade</p><p>in vitro de alimentos para ruminantes 45f. Dissertação (Mestrado em</p><p>Zootecnia). Viçosa: Universidade Federal de Viçosa, 2017.</p><p>CAMACH0, L.F. Development of a Brazilian standard procedure for in</p><p>vitro digestion using rumen fermenters. 58f. Tese (Doutorado em</p><p>Zootecnina). Viçosa: Universidade Federal de Viçosa, 2021</p><p>SILVA, T.E.; DETMANN, E.: CAMACH0. L.F.: SALIBA. E.0.S.:</p><p>PALMA, M.N.N.; VALADARES FILHO, S.C. Comparação de métodos</p><p>in vitro para quantificação da digestibilidade da matéria seca e da fibra</p><p>em detergente neutro de forragens e concentrados. Arquivo Brasileiro</p><p>de Medicina Veterinária e Zootecnia, v.69,. p. 1635-1644, 2017.</p><p>CAMACHO, LF.; SILVA, T.E.; PALMA M.N.N.; ASSUNÇÃO, A.S.;</p><p>RODRIGUES, J.P.; COSTA E SILVA, L.F.; DETMANN, E. Evaluation</p><p>of buffer solutions and urea addition for estimating the in vitro</p><p>digestibility of feeds. Journal of Animal Science, v.97, p.922-931, 2019.</p><p>TILLEY, J.M.A.; TERRY, R.A. A two-stage technique for the in vitro</p><p>digestion of forage crops. Journal of the British Grassland Society,</p><p>v.18, p.104-111, 1963.</p><p>CASTRO-MONTOYA, J. M.; DICKHOEFER, U. The use of filter bags in</p><p>combination with an in vitro system to evaluate forage degradation in</p><p>mixed substrates. Animal Feed Science and Technology, v.249, p.46-</p><p>53, 2019.</p><p>CODEX ALIMENTARIUS COMISSION. Procedural manual. 26th ed.</p><p>Rome: Food and Agriculture Organization of the United Nations, 2018.</p><p>253p.</p><p>HALL, M.B.; MERTENS, D.R. In vitro fermentation vessel type and method</p><p>alter fiber digestibility estimates. Journal of Dairy Science, v.91, p.301-</p><p>307, 2008.</p><p>327</p><p>326</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos- 2" Edição</p><p>Capítulo 18</p><p>Protocolos para condução de ensaios de</p><p>degradação in situ em ruminantes</p><p>Definições básicas</p><p>A digestibilidade constitui a principal característica na</p><p>definição do valor nutritivo dos alimentos (Huhtanen et al., 2006). Sua</p><p>quantificação pode ser realizada por métodos in vivo, in vitro e in situ.</p><p>Entre estes, o método in vivo é considerado padrão. Contudo. sua</p><p>aplicação demanda grande número de animais e requer grande</p><p>quantidade de alimentos para fornecer aos mesmos (Harmon &</p><p>Richards, 1997). Além disso, procedimentos adicionais exigidos no</p><p>método in vivo, como coletas fecais, tornam o método mais oneroso e</p><p>laborioso. Estas características fomentam a utilização de outros</p><p>métodos, como os métodos in situ e in vitro.</p><p>Os métodos in vitro aplicados a animais ruminantes têm por</p><p>objetivo simular as condições fisicas, químicas e microbiológicas do</p><p>rúmen, relacionando-se com precisão com a digestibilidade in vivo</p><p>(Huhtanen et al., 1994). Contudo, a desvantagem primária dos</p><p>métodos in vitro é a sua franca diferença em relação ao ambiente in</p><p>vivo (Mertens, 2005).</p><p>328</p><p>329</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos 2" Ldiçi</p><p>Por sua vez. os métodos in situ são amplamente utilizados para</p><p>Nesse sentido, o objetivo deste Capítulo foi definir orientações</p><p>a avaliação de características da cinética de degradação runminal (i.e.,</p><p>básicas para protocolos de incuhações in site visando à avaliação do pertil</p><p>extensão e taxa de degradação: Mertens. 2005). Estes vêm sendo</p><p>de degradação de alimentos em ruminantes. A adoção desses protocolos</p><p>considerados como referência para a avaliação da degradaç�ão de</p><p>podc constituir ferramenta útil para se contornar as dificuldades</p><p>alimentos ou componentes dos alimentos em diferentes sistemas</p><p>destacadas no parágrafo anterior. As recomendações aqui estabelecidas</p><p>nutricionais (AFRC. 1993: NRC, 2001; Valadares Filho et al., 2016). foram construídas a partir de informações apresentadas por Nocek (1988).</p><p>Contudo, as características da cinética de degradação ruminal</p><p>Michalet-Doreau & Ould-Bah (1992). Madsen & Hvelplund (1994).</p><p>obtidas por métodos in situ também sofrem diversas influências Vanzant et al. (1998). Hvelplund & Weisbjerg (2000). NRC (2001).</p><p>advindas de modificações nas diferenças etapas e características que Mertens (2005),</p><p>Ákerlindet al. (2011). Valente et al. (201). Machadoet</p><p>compõemo protocolo aplicado em determinada condição, destacand0- al., (2013), Valente te al. (2015). Machado et al. (2016), Assunção (2017)</p><p>se: granulometria da amostra, porosidade e material dos sacos, relação e Menezes et al. (2017).</p><p>amostra:superfície dos sacos, tempos de incubação empregados,</p><p>protocolos de lavagem dos sacos, dieta dos animais, número de Protocolos para condução de ensaios de degradação in situ para</p><p>ruminantes</p><p>animais utilizados, contaminação microbiana, entre outros.</p><p>(Método G-009/1)</p><p>Uma breve inspeção de estudos in situ na literatura demonstra a</p><p>pluralidade observada nos protocolos aplicados (e.g.. Nocek, 1988; NRC,</p><p>Os protocolos são descritos de forma direta na Tabela 18.1.</p><p>2001; Mertens, 2005; Trujillo et al, 2010; Seifred et al., 2015; Machado Abaixo são discutidos os fundamentos que levaram à recomendação</p><p>et al., 2013; Menezes et al., 2017). Essa variabilidade deveria ser vista dos principais pontos das proposições aqui apresentadas.</p><p>como indesejada, uma vez que pode comprometer a reprodutibilidade das</p><p>estimativas obtidas e, consequentemente, o cotejamento inter Animais e dieta</p><p>experimental. Por outro lado, variações excessivas podem também</p><p>A proposição de composição de dieta se baseou no</p><p>comprometer a formação de banco de dados com vistas à construção dee</p><p>fornecimento de ua dieta equilibrada, com diversidade da</p><p>ferramentas de predição de características in vivo.</p><p>331</p><p>330</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Ediçio</p><p>composição de alimentos e sem restrições nutricionais que</p><p>Amostras e sacos</p><p>comprometam o crescimento microbiano (Tabela 18.1). Os animais</p><p>A recomendação do tecido náilon com porosidade de 40-60 um</p><p>devem ser adaptados à dieta basal por, no mínimo, 14 dias antes do</p><p>agrega às recomendações internacionais de uma foma em geral (Nocek.</p><p>início da incubação (Machado et al., 2016) para buscar alcançar uma</p><p>1988; Michaet-Doureau & Ould-Bah. 1992: Vanzant et al. 1998; NRC.</p><p>condição de steady state no ambiente ruminal, necessária à adequada</p><p>2001). Ressalta-se que tecidos como o tecido não-tecido (100 g/m>) eo</p><p>estimação dos parâmetros da cinética de degradação (Mertens, 2005).</p><p>FS7 (Ankom), embora recomendados para avaliação de compostos</p><p>A estrutura de dieta proposta visa agregar ao que tem sido</p><p>indigestíveis (e.g.. FDN indigestível) em procedimento de incubação de</p><p>recomendado em estudos recentes na tentativa de padronização de</p><p>tempo único, não devem ser utilizados para avaliação de pertis de</p><p>ensaios de digestão ruminal in vitro no Brasil (Silva et al., 2017;</p><p>degradação. Esses tecidos apresentam menor taxa de troca entre os meios</p><p>Camacho et al., 2019). Contudo, variações podem ocorrer caso o</p><p>interno e extemo aos sacos e tendem a subestimar a taxa de degradação</p><p>ensaio de degradação seja direcionado a uma condiç�ão dietética</p><p>(Valente et al., 2011).</p><p>específica. Nestes casos, faz-se necessário a devida justificativa para</p><p>A moagem das amostras tem o propósito de criar uniformidade no</p><p>esta alteração e sua devida exposição no relatório final.</p><p>substrato e o aumento no tamanho de partículas tende a ampliar a</p><p>Recomendações quanto ao nível de alimentação dos animais</p><p>variabilidade dos resultados. Em termos gerais. a detinição por tamanho</p><p>utilizados na incubação são variáveis na literatura, na qual indica-se</p><p>de partículas é preferível em relação a uma abertura de peneira, mas, na</p><p>alimentação em nível de mantença (Vanzant et al., 1998), restrita</p><p>prática, isto é ditícil de ser operacionalizado (Michalet-Doureau & Ould</p><p>acima da mantença (Hvelpund & Weisbjerg, 2000) ou ad libitum</p><p>Bah, 1992). Em compilação de dados da literatura Michalet-Doureau &</p><p>(Nocek, 1988). Vanzant et al. (1998) indicaram que as influências do</p><p>Ould-Bah (1992) recomendaram tamanho de partíiculas no intervalo de</p><p>nível de alimentação sobre os resultados de estudos in situ não são tão</p><p>1,5 a3,0 mm. Vanzant et al. (1998), também em compilaç�ão de literatura,</p><p>claras. Desta forma, a proposição de alimentação ad libitum aqui</p><p>encontraram o valor modal de 20 mm, o qual constituiu sua</p><p>apresentada se baseia no fato de isto permitir o fornecimento contínuo</p><p>recomendação para procedimentos in siu, sendo esta adotada pelo NRC</p><p>de novos substratos e garantir a continuidade do crescimento</p><p>(2001). Bsta foi a base dlarecomendação aqui apresentada.</p><p>microbiano.</p><p>332 333</p><p>INCT Ciencia Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos 2" Ediç�o</p><p>Procedimentos gerais de incubação</p><p>podem comprometer a identificação da conformação do perfil (i.e.,</p><p>presença de lag. identificação de modelo sigmóide). De forma</p><p>Não há consenso na literatura quanto ao número de animais</p><p>particular, alimentos produzidos em condições tropicais. notadamente</p><p>necessários para avaliação da degradação in situ de alimentos (e.g.,</p><p>um animal - Tomich & Sampaio. 2004; dois animais - NRC, 2001;</p><p>Mehrez & Ørskov, 1977; Ruiz & Ruiz, 1992; Åkerlind</p><p>forragens, possuem degradação mais lenta em comparaç�o a seus</p><p>pares produzidos em regiðes temperadas. Logo, a localização dos</p><p>três animais</p><p>tempos finais de incubação pode ser determinante para a correta</p><p>et al., 2011). Em trabalho conduzido em condições brasileiras,</p><p>estimaç�o da assíntota e, consequentemente, a correta estimação da</p><p>Assunção (2017) avaliou as estimativas de parâmetros da cinética de</p><p>dimensão das frações insolúvel potencialmente degradável e</p><p>degradação de volumosos e concentrados usando de 2 a 5 animais.</p><p>indegradável. Observou-se que, nesse intervalo avaliado, n�o há como definir o</p><p>Assim, os tempos de incubação aqui propostos (Tabela 18. 1) são</p><p>número mínimo de animais que minimize as variâncias aleatórias dos</p><p>dados. Contudo, recomendou-se o uso de, no mínimo, três animais, o</p><p>resultantes de investigação conduzida por Assunção (2017) sobre</p><p>que propiciou alta probabilidade de obtenção de taxas de degradação alimentos produzidos em condições brasileiras. Uma característica</p><p>similares ao obtido com o número máximo de animais avaliado em marcante que diferencia essa proposição daquelas constantes na</p><p>literatura é o uso de um alto tempo final (i.e., 240 horas) para a</p><p>seu estudo (i.e., cinco). Esta recomendaç�ão direcionou os protocolos</p><p>avaliação dos perfis de degradação ruminal da FDN de volumosos.</p><p>aqui propostos, embora ainda haja ampla lacuna no conhecimento a</p><p>Isso se faz necessário em função dos motivos apresentados no</p><p>ser preenchida neste quesito em especial.</p><p>parágrafo anterior.</p><p>Similarmente, não há consenso na literatura quando ao esquema</p><p>Os procedimentos de lavagem dos sacos se faz necessário paraideal de tempos de incubação para a estimação adequada dos</p><p>retirada de resíduos oriundos do ambiente ruminal. Contudo, como</p><p>parâmetros da cinética de degradação ruminal dos diferentes</p><p>componentes dos alimentos. Pequeno número de tempos de incubação</p><p>alertado por Madsen & Hvelpund (1994), a padronização dos</p><p>pode comprometer a estimabilidade das características de degradação.</p><p>procedimentos de lavagem só seria possível com o uso de máquinas</p><p>Por outro lado, poucos tempos no início do perfil (i.e., tempos iniciais)</p><p>de lavar. Vanzant et al. (1998) afimaram que a remoção de fluido</p><p>ruminal contaminante segue um modelo de difusão simples. Assim,</p><p>334 335</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos 2" Ediçao</p><p>Sua remoção estaria mais relacionada ao número de lavagens e a0</p><p>volume de água utilizado do que ao tempo dispendido em cada</p><p>lavagem. Contudo. o tempo de exposição e a força dispendidas na</p><p>manipulação física dos sacos pode ter implicação sobre a perda de</p><p>pequenas partículas. Estes autores recomendaram, com base em dados</p><p>da literatura. o procedimento de lavagem adotado e sugerido neste</p><p>trabalho (Tabela 18.1). A sugestão de uso de lavadora tipo</p><p>"tanquinho" se deve à busca por padronização entre procedimentos e</p><p>ao baixo custo e fácil acesso a este tipo de equipamento.</p><p>A disposição dos sacos</p><p>em ordem reversa em relação aos</p><p>tempos de incubação, com retirada simultânea está associada à</p><p>recomendação acima, uma vez que todos os sacos seriam submetidos</p><p>ao mesmo procedimento de lavagem, o que contribuiria para</p><p>padronização e aumento da precis�ão das avaliações.</p><p>336 337</p><p>INCT Cíência Animal</p><p>TI Métodos para Análise de Alimentos 2" Ediça</p><p>E</p><p>5</p><p>E</p><p>i</p><p>339</p><p>338</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Para estudos da degradação da PB em alimentos volumosos,</p><p>faz-se necessária a correção quanto à contaminação microbiana. para</p><p>a qual recomenda-se a utilização das equações propostas por Machado</p><p>et al. (2013). A contaminação por compostos nitrogenados</p><p>microbianos não é considerada significativa no estudo da degradação</p><p>da PB de alimentos concentrados (Menezes et al., 2017), não sendo.</p><p>portanto, necessária.</p><p>A recomendação aqui realizada se baseia no fato de a</p><p>contaminação de N microbiano sobre volumosos ser diretamente</p><p>proporcional ao tempo de incubação e inversamente proporcional ao</p><p>teor de PB da forragem avaliada. As equações recomendadas para</p><p>çorreção da PB degradada são (Machado et al.. 2013):</p><p>%C = 79,21 x (1 -e-0,055Sxt) x e-0,0874xPB</p><p>(100 6C)</p><p>PBR (t) = PBR(t) x</p><p>100</p><p>em que: %C = percentagem de contaminação microbiana sobre a</p><p>protefna bruta do resíduo: t = tempo de incubação (h); PB =</p><p>concentração de PB na amostra incubada (% MS); PBRe(t) = resíduo</p><p>não degradado de PB no tempo t corrigido (g); e PBR() = resíduo não</p><p>degradado de PB no tempo t (g).</p><p>341</p><p>340</p><p>INCT Cíência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>Ao contráio das análises estatísticas convencionais, os</p><p>(4)</p><p>D= A + B x [1 - (1+2 x t) xet]</p><p>modelos a serem aplicados para interpretação dos perfis de degradação</p><p>não podem ser def+nidos em planejamento experimental. Os modelos</p><p>cm que: D = fração degradada no tempo t (g/100 g): A = fração solúvel</p><p>devem ser adotados em função do comportamento dos dados obtidos</p><p>(g/100 g); B = fração insolúvel potencialmente degradável (g/100 g):</p><p>no experimento. Modelos são ajustados aos dados e não o contrário.</p><p>k = taxa fracional de degradação (h"); t = tempo (h): L = latência</p><p>O estabelecimento de um modelo único a priori pode gerar</p><p>discreta (h); u = taxa fracional de latência (h*"); ei = parâmetro taxa</p><p>interpretação equivocada dos resultados experimentais. Alimentos</p><p>tempo-dependente da degradação (h').</p><p>diferentes e. algumas vezes, frações diferentes dentro do mesmo</p><p>alimento podem apresentar comportamentos de degradação distintos,</p><p>100</p><p>demandando assim modelos diferentes para que os processos sejam</p><p>descritos de forma mais verossímil.</p><p>Para interpretação dos perfis de degradação da MS e PB, os</p><p>modelos devem ser ajustados com base na fração degradada</p><p>(comumente denominados de perfis "crescentes"), cujos modelos mais</p><p>comuns são (Figura 18.1):</p><p>-( -</p><p>(1) D = A+Bx (1 -e-kxt)</p><p>Tepo ()</p><p>D =A + B x[1- ekx{t-1)1 (2)</p><p>Figura 18.1. Comportamento comparativo de pertis de degradaçãoo</p><p>aplicáveis para interpretação da matéria seca e proteína</p><p>bruta (1, exponencial de primeira ordem; 2, exponencial</p><p>de primeira ordem corrigido para latência discreta; e</p><p>3/4, compartimental).</p><p>euxtueD, =A + Bx[1-( (3)</p><p>k-u</p><p>343</p><p>342</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de A/imentox 2 Ediçi</p><p>O ajuste direcionado à fraç�ão degradada se baseia no fato de</p><p>Caso no processo de ajustamento do modelo (3), as taxas de</p><p>que essa fração ser mais relevante para interpretação nutricional, 1nesse</p><p>degradação e latência (1.e.. k e u) tendam ao mesmo valor. o modelo</p><p>caso. Por exemplo. para o uso da PB no ambiente ruminal, o interesse</p><p>apresentará uma indeterminação matemática devido à estrutura de seu</p><p>primário é sobre sua degradação, o que indica, entre outros aspectos,</p><p>denominador. A solução será dada pela aplicação da regra de</p><p>oN disponível para assimilação microbiana.</p><p>L'Hôpital sobre o modelo (3). o que resulta no modelo (4).</p><p>O modelo (1) é denominado de exponencial de primeira</p><p>Para interpretação dos pertis de degradação da FDN, os</p><p>ordem e constitui de uma simples função de base neperiana. Por sua</p><p>modelos devem ser ajustados com base no resíduo não degradado</p><p>vez, o modelo (2) constitui uma modificação de (1) com a inclusão do</p><p>(comumente denominados de pertis "decrescentes"), cujos modelos</p><p>parâmetro L que representa a latência discreta. Em outras palavras, um</p><p>mais comuns são (Figura 18.2):</p><p>tempo teórico no qual eventos como a hidratação de substrato e a</p><p>colonização microbiana ocorrem antes do início da degradação em si.</p><p>R = Bx e-kxt +I (5)</p><p>O modelo (2) assume que todas as limitações para aa</p><p>degradação são simultaneamente contornadas ao final da latência</p><p>(6): R = B xe-kx(t-L) +[|</p><p>discreta. Contudo, tal suposição não considera que as condições para</p><p>degradação podem ser atingidas diferentemente (e em tempos</p><p>R= Bx( kxeuNt-uxekxt</p><p>)+l (7):</p><p>diferentes) para as diferentes frações do substrato. Assim, para k-u</p><p>contornar tal suposição Van Milgen et al. (1991) desenvolveram o</p><p>modelo (3), denominado de modelo compartimental, o qual não R = B x (1 +a x t) x e-kxt+I (8):</p><p>considera a latência um processo discreto, mas sim representado por</p><p>uma taxa. Assim, na medida que o substrato passa pelos processos</p><p>em que: Ri = resíduo não degradado no tempo t (g/100 g): B fração</p><p>preparatórios, o mesmo se torna disponível para os eventos de potencialmente degradável (g/00 g): k = taxa fracional de degradação</p><p>degradação. (h': t = tempo (h):l = tração indegradável (g/100 g): L = latência</p><p>344 345</p><p>2" EdiçãoINCT Ciencia Animnal Métodos para Análise de Alimentos</p><p>discreta (h); u = taxa fracional de latência (h'); e a = parâmetro taxa</p><p>anteriormente. Somente ressalta-se que os modelos (1) a (4) jamais</p><p>tempo-dependente da degradação (h'). devem ser usados para interpretação do perfil de degradação da FDN.</p><p>uma vez que os mesmos contemplam parâmetro associado à fraçãoo</p><p>solúvel (i.e., fração A). Por definição, a FDN representa a fibra</p><p>insolúvel em meios aquosos como o rúmene o uso de um modelo que</p><p>nutricional.</p><p>solúvel seria um equívoco contemple fração</p><p>Experimentalmente, é comum detectar-se o desaparecimento aparente</p><p>de FDN no tempo 0 de incubação. No entanto. essa aparente "fração</p><p>solúvel" reflete tão somente a ocorrências de eventos indesejados</p><p>como, por exemplo, a perda de partículas pelos sacos de incubação.</p><p>Literatura Citada</p><p>ASSUNGÇÃO, A.S. Avaliação da variabilidade entre animais e de</p><p>protocolos de incubação em estudos de degradação in situ em bovinos.</p><p>51f. Disertação (Mestrado em Zootecnia). Viçosa: Universidade Federal</p><p>de Viçosa, 2017.</p><p>Tempo ()</p><p>Figura 18.2. Comportamento comparativo de perfis de degradação</p><p>aplicáveis para interpretação da fibra em detergente</p><p>neutro (5, exponencial de primeira ordem; 6,</p><p>exponencial de primeira ordem corrigido para latência</p><p>discreta; e 7/8, compartimental).</p><p>ÅKERLIND, M.; WEISBJERG, M.: ERIKSSON. T.: TØGERSEN. R.;</p><p>UDEN, P.; OLAFssON, B.L.: HARSTAD, O.M.: VOLDEN, H. Feed</p><p>analyses and digestion methods. In: VOLDEN, H. (Ed.) NorFor - The</p><p>Nordic feed evaluation system. Wageningen: Wageningen Academic</p><p>Publishers, 2011. p.41-54.</p><p>AFRC. Energy AGRICULTURAL AND FOOD REsEARCH COUNCIL</p><p>and protein requirements of ruminants.</p><p>International, 1993. 159p.</p><p>De forma simples, o ajuste direcionado ao resíduo não</p><p>Wallingford: CAB</p><p>degradado se baseia no fato de que a fibra insolúvel possui capacidade</p><p>CAMACHO, L.F.: SILvA. T.E.: PALMA M.N.N.; ASSUNÇÃO, A.S.;</p><p>RODRIGUES, J.P.: CoSTA E SILVA, L.F; DETMANN, E. Evaluation</p><p>of buffer solutions and urea addition for estimating the in vitro</p><p>digestibility of feeds. Journal of Anîmal Science, v.97, p.922-931, 2019.</p><p>de ocupaç�ão de espaço no rúmen. Logo, torna-se interessante avaliar</p><p>a fração ainda residente desse componente após determinado tempo.</p><p>As bases teóricas dos modelos são as mesmas apresentadas</p><p>346 347</p><p>INCT Ciencia Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos- 2" Fdiçin</p><p>HARMON, D.L.: RICHARDS. C.J. Considerations for gastrointestina</p><p>cannulation in ruminants. Journal of Animal Science, v.75, p.2248-</p><p>2255, 1997.</p><p>C.B.: VALADARES FILHO. S.C.: ROTTA. P P.. SANTOS.</p><p>S.A.; PACHECO, M.V.C.: SILVA. B.C.: PUCETTI. P.: ALHADAS.</p><p>H.M. DETMANN, E.: CATON. J.S. Does microbial nitrogen</p><p>contamination affect the estimation of crude protein degradability of</p><p>concentratc fecds? Journal of Animal Science. v.95. p.4164-4 i71. 2017.</p><p>MENEZES.</p><p>HUHTANEN. P.: KAUSTELL. K.; JAAKKOLA, S. The use of internal</p><p>markers to predict total digestibility and duodenal flow of nutrients in</p><p>cattle given six different diets. Animal Feed Science and Technology,</p><p>v.48. p.211-227, 1994. MERTENS, D.R. Rate and extent of digestion. In: DJKSTRA. J.: FORBES.</p><p>J.M.; FRANCE, J. (Eds.) Quantitative aspects of ruminant digestion</p><p>and metabolism. 2 ed. Wallingford: CABI Publishing. 2005. p. 13-47.HUHTANEN, P.; NOUSIAINEN, J.; RINNE, M. Recent developments in</p><p>forage evaluation with special reference to practical applications.</p><p>Agricultural and Food Science, v. 15, p.223-293, 2006. MICHALET-DOREAU, B.; OULD-BAH. M.Y. In vitro and in sacco</p><p>methods for the estimation of dietary nitrogen degradability in the rumen:</p><p>a review. Animal Feed Science and Technology. v.40. p.57-86. 1992.HVELPLUND, T.; WEISBJERG, M.R. In situ techniques for the estimation</p><p>of protein degradability and postrumen. 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Comparison of dry</p><p>matter and neutral detergent fibre degradation of fibrous feedstuffs as</p><p>determined with in situ and in vitro gravimetric procedures. Animal Feed</p><p>Science and Technology. v. 161, p.49-57, 2010.</p><p>VALADARES FILH0, S.C.; COSTA E SILVA, L.F.; GIONBELLI, M.P.;</p><p>ROTTA. P.P.; MARCONDES, M.I.; CHIZZOTTI, M.L.; PRADOS, L.F.</p><p>(Eds.) Exigências nutricionais de zebuínos puros e cruzados BR-</p><p>CORTE. 3 ed. Viçosa: Suprema Gráfica, 2016. 327p.</p><p>VALENTE, T.N.P.; DETMANN, E.; QUEIROZ, A.C.; VALADARES</p><p>FILHO, S.C.; GOMES, D.I; FIGUEIRAS, J.F. Evaluation of ruminal</p><p>degradation profiles of forages using bags made from different textiles.</p><p>Revista Brasileira de Zootecnia, v.40, p.2565-2573, 2011.</p><p>VALENTE, T.N.P.; DETMANN, E.; SAMPAIO, C.B. Review: Recent</p><p>avances in evaluation of bags made from different textiles used in situu</p><p>ruminal degradation. 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Contudo, essa por extração de incremento, o qual resulta de remoção imprópria de um</p><p>equação nos será muito útil para justificar a aplicação do processamento incremento, resultando em perda de material durante a remoção. Por</p><p>mecânico ie., moagem) para formação de amostras analíticas e porções dtümo, temos o erro por delimitação de incremento, que é causado,</p><p>teste, o que veremos em um momento posterior deste Capítulo. principalmente, do uso de instnumentos de amostragem inadequados para a</p><p>situação em questão. Exemplos podem ser verificados em AAFC0 (2018).</p><p>30 31</p><p>Métodos para Análise de Alimentos 2 EdiçãoINCT Cincia Aninat</p><p>de moinhos indevidamente limpos (ou não limpos) entre uma moagem e</p><p>Por outro lado. todos os emos de amostragem que não cstão</p><p>outra.assaciados a praxessos de seleção são de natureza sistenmática (Figura 1.4).</p><p>O primeiro desses é o erro de integridade de analito, o qual resulta de</p><p>Erros não devidos a processos|</p><p>de seleão</p><p>mudanças de concentração ou em características da amostra durante o</p><p>processo de amostragem. Na nossa área de atuação a ocomência desse erro CEros sistemáticos)</p><p>é comum durante o processanmento físico da amostra, notadamente durante</p><p>a redução parcial da umidade de amostras. O uso de temperaturas</p><p>Erro por material estranho inadequadas (i.e., excessivamente altas) ou ambientes de secagem</p><p>inadequados (e.g., algumas vezes secagem em estufa, quando a</p><p>amostra/análise demanda liofilização) podem levar a alterações</p><p>Erro de recuperaçäo de</p><p>massa</p><p>ireversíveis na amostra que comprometem a integridade de analito. Perdas</p><p>por volatilização ou modificação das características químicas por reações</p><p>Erro por introdução de</p><p>contaminação</p><p>não-enzimáicas são as causas mais comuns para o erro de integridade de</p><p>analito.</p><p>O erro por introdução de contaminação ocorre devido à</p><p>Erro de integridade de introdução não intencional de contaminantes, os quais podem incorrer em</p><p>anaito</p><p>concentração ou diluição do analito, introdução de materiais indesejados na</p><p>Figura 1.4. Erros de amostragem não devidos a processos de seleção</p><p>e seus componentes (Adaptado de AAFCO, 2018).</p><p>amostra ou introdução de elementos causadores de interferências analíticas</p><p>de uma foma geral. Esse enro se assemelha à contaminação cruzada em</p><p>fábricas de rações e decorre, comumente, do uso de instrumentos de</p><p>Por sua vez, o chamado erro de recuperação de massa decomeamostragem utilizados sem a devida limpeza, o que carreia elementos de</p><p>da perda (mais comunm) ou ganho de massa de uma amostra durante o um processo para o outro. Outra forma comum de imputar esse erro às</p><p>processo de amostragem, afetandoa integridade tinal do analito. Na nossa amostras Ocorre durante o processamento mecânico da amostra com o uso</p><p>32</p><p>33</p><p>Mélodos para Análise de Alimentos - 2" EdiçãoINCT Cincia Animal</p><p>CSColha Como incremento, sua amOstra primária passará a ter uma alta area, esse erro é mais comumente cometido durante o pocessamento</p><p>mecânico das amostras. Moinhos mal conservados levam à perda de fração de material mofado. Durante o uso da silagem. possivelmente esse</p><p>material por trestas durante a moagem, a qual pode comprometer a</p><p>pequeno "pedaço" será desprezado. Por que inclui-lo na amostra?</p><p>integridade de analito. Por outro lado, processos de moagem mal Um aspecto final dos problemas associados à amostragem foi</p><p>conduzidos principalmente pelo uso de tempo aquém do necessário, com</p><p>devidamente abordado pela AAFCO (2015: 2018): os denominados</p><p>o aproveitamento apenas do material moído nos primeiros minutos, blunders. Esses correspondem a equívocos ou, algumas vezes. acidentes</p><p>causarão viés na integridade do analito. Lembrem-se: amostras possuem que resultam em perda ou comprometimento da informação, os quais</p><p>heterogeneidade de composição. 0 fato de uma fração da amostra levar podem ocorrer em qualquer estádio do processo de amostragem (e.g.</p><p>mais tempo para moer, indica que na amostra existe uma estratificação quebra de frascos, rotulagem incorreta, erTOS de anotação, falhas de</p><p>física (1.e., uma fração é mais resistente å moagem que outra). equipamento, escolha de métodos incorretos). Os blunders, por sua</p><p>Estratificações físicas são, na maioria massiva dos casos, decorrentes de natureza, não podem ser considerados na avaliaç�o do erro total de</p><p>heterogeneidades de composição causadas por características químicas. amostragem, devendo ser prevenidos ao máximo com o devido preparo e</p><p>Por fim, temos o erro por material estranho. Durante a retirada atenção do amostrador/analista e com cuidados em todos os procedimentos</p><p>de uma amostra é comum encontrarmos materiais estranhos que não Sua ocorência, pode, algumas vezes. comprometer todo o processo,</p><p>pertencem naturalmente à unidade de decisão. Esses materiais são levando à necessidade, se possível. de se repetir todo o processo de</p><p>normalmente desprezados no uso do material e, de certa forma, não amostragem.</p><p>possuem representatividade frente à unidade de decisão como um todo. No Um dos principais comprometimentos gerados pelos blunders</p><p>entanto, ao permitir que o mesmo componha, por exemplo, uma amostra ocoTe sobre a integridade de evidencia Essa representa a segurança que</p><p>primária, sua participação na amostra será indevida e exagerada, nenhuma evidência tenha sido perdida ou comprometida desde o processo</p><p>comprometendo a integridade de analito da mesma. Como exemplo, de amostragem até a obtenção de resultados analíticos. A integridade de</p><p>suponhamos que você esteja amostrando um silo trincheira. De frente para evidência possui ampla relação com aspectos éticos ou legais da análise de</p><p>a fatia, você se depara com um pequeno nicho de material mofado. Esse alimentos e sua aplicação busca assegurar a integridade da amostra desde a</p><p>pequeno nicho não tem representatividade no silo. Contudo, caso você o</p><p>construção de ua amostra primára até a expressão numérica do resultado</p><p>34 35</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>final AARO, 2015). Como os resultados podem ser usados para</p><p>Wagner, 2015: Wagner & Ramsey. 2015). O primeiro conhecimento será</p><p>diferentes fins. o conceito de integridade de evidência pode variar em</p><p>acerca das propriedades do material a ser amostrado quanto à sua</p><p>funão dos mesmos. heterogeneidade (de composição e de distribuição). 0 segundo</p><p>Os mateniais avaliados em análise de alimentos para aniais sâo</p><p>conhecimento é denominado de critérios de qualidade de amostragem,</p><p>Cxtremamente plurais em natureza. origem, local e forma de</p><p>OS quais demandam do analista conhecimento claro do propósito da</p><p>amazenamento e finalidade de aplicação. Usamos forragens, concentrados amostragem e da qualidade necessária dos dados a serem produzidos. Com</p><p>e suplementos minerais: avaliamos alimentos ofertados e sobras; avaliamos a junção funcional de ambos conhecimentos. a teoria de amostragem é</p><p>digestas e fezes coletadas sob diferentes protocolos; monitoramos matérias aplicada, a qual fomecerá as ferramentas cientificas para realização de uma</p><p>primas e produtos finais: tomamos amostras de sacos, carretas, silos amostragem capaz de preservar a representatividade da amostra. Contudo,</p><p>forrageirose graneleiros; etc. Dessa formna, seria praticamente impossível deve ser ressaltado que a aplicação da teoria de amostragem produzirá</p><p>definir procedimentos de amostragem padrão em apenas um Capítulo deste efeitos nulos caso o conhecimento sobre a heterogeneidade do material e</p><p>Manual. Embora sugestões gerais tenham sido apresentadas na primeira Os critérios de qualidade de amostragem</p><p>não sejam definidos e conhecidos.</p><p>edição do mesmo, o comitê organizador desta nova edição optou por A partir da fusão de todos os aspectos. o analista se tormará apto a definir os</p><p>removê-los e deixar a cargo do usuário a busca por protocolos de protocolos de amostragem adequados (Figura 1.5).</p><p>amostragem adequados aos seus objetivos. Sugestões de procedimentos</p><p>amostrais podem ser encontrados, por exemplo, em Butolo (2002), FAO Processamento físico de amostras</p><p>(2004), SINDIRAÇÕES (2017) e AAFCO (2018), além de trabalhos</p><p>O processamento fisico da amostra constitui a adequação de um científicos específicos de cada área. Suporte teórico adicional ao aqui</p><p>discutido pode ser obtido em FAO (2013) ou no número especial sobre essa</p><p>amostra laboratorial para as análises em si, convertendo-a em amostra</p><p>temática publicado pelo Journal of AOAC International (2015; v.98, n.2).</p><p>analitica. Como a própria definição diz, essa etapa de processamento deve</p><p>Contudo, torna-se imprescindível destacar que, em qualquer restringir-se ao campo tisico, sem promover alterações quínicas na</p><p>situação, a definição de um protocolo de amostragem deverá se bascar em amostra (ou. pelo menos, com o mínimo de alteração possível), buscando-</p><p>dois conhecimentos básicos e no uso de uma ferramenta (Ramsey &</p><p>se preservar a integridade de aualito frente ao observado na unidade de</p><p>decisão. O processanento tisico engloba dois gupos distintos de ações, as</p><p>37 36</p><p>NC7iia Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>quais paiem ou nãocomer enm conjunto (e, nonnalhmente, em sequência):</p><p>A desidratação parcial da amostra laboratorial possui alguns</p><p>desidratação parcial. também denominada de "pné-sceagem", e</p><p>objetivos centrais. Em primeiro Iugar. parte das amostras laboratoriais</p><p>processamento mecânico. também denominado de moagem. possuem teor de umidade elevado, o que facilitaria sua deterioração e.</p><p>consequentemente, comprometeria a integridade de analito. Esse</p><p>Confiabilldade</p><p>pertil de amostras laboratoriais é comumente observado para</p><p>Representatlvidade</p><p>forragens in natura, silagens. digestas. material fecal, etc. A</p><p>deterioração poderia, ao menos em tese. ser contornada pela</p><p>CQA TA manutenç�o da amostra sob congelamento. Contudo. esse manejo gera</p><p>PA</p><p>outro inconveniente, que surge da necessidade de contínuos ciclos de</p><p>descongelamento e recongelamento a cada vez que alíquotas precisam</p><p>Erro ser tomadas para realização de algum procedimento analítico.</p><p>Materiais com teor de umidade inferior a 15%, normalmente, não</p><p>necessitam de acondicionamento sob refrigeração, salvo casos</p><p>Heterogeneldade especiais. Dessa forma. reduzir o teor de umidade da amostra</p><p>laboratorial facilita o manejo e armazenamento nas rotinas</p><p>laboratoriais. A partir dessas considerações, entende-se que a</p><p>PM desidratação parcial não constitui um procedimento essencial para</p><p>todos os materiais, pois. por exemplo. grãos, farelos e fenos já</p><p>Figura 1.5. Representação sistemática para obtenção de amostras</p><p>possuem naturalmente baixo teor de umidade.</p><p>representativas (CQA, critérios de qualidade de</p><p>amostragem; TA, teoria de amostragem; Por outro lado, materiais úmidos não são propícios ao</p><p>PM,</p><p>propriedades do material amostrado; PA, protocolos de</p><p>amostragem). Adaptdado de Ramsey & Wagner (2015) e</p><p>Wagner & Ramsey (2015). A direção das selas coloridas</p><p>processamento mecânico. pois tendem a ser flexíveis e resistentes à</p><p>moagem por corte ou por impacto. Obviamente, existem processos de</p><p>indica aumento no critério indicado.</p><p>moagem de materiais in natura, como a moagem criogênica, na qual</p><p>38 39</p><p>iNCT Ciëncia Anial Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição</p><p>material congelado a baixíssimas temperaturas passa a adquirir ntegridade de analito em comparação à secagem por frio (Ribeiro et</p><p>resistência fisica suficiente para o processamento mecânico. Contudo, al., 2001; Pelletier et al., 2010;. Jacobs et al.. 2011: Morris et al. 2019).</p><p>entende-se que tais casos constituem exceções nas rotinas Esse comprometimento na integridade de analito ocorre,</p><p>laboratoriais. Assim. a desidratação parcial atribui resistência ffsica normalmente, por duas vias: volatilização e reações não enzimáicas.</p><p>que habilita a amostra laboratorial ao processamento mecânico. A intensidade de volatilização dependerá de duas variáveis principais:</p><p>A desidratação parcial de amostras laboratoriais pode ser concentração de compostos passíveis de volatilizaç�ão e temperatura</p><p>realizada por intermédio de secagem por frio ou por calor. de secagem. Em ambos os casos haverá uma relação diretamente</p><p>Inicialmente, o que devemos entender é que o objetivo é apenas de proporcional com a intensidade do erro de integridade de analito.</p><p>reduzir o teor de umidade original do material a níveis que se Por outro lado. as reaçoes não enzimáticas são diretamente</p><p>enquadram nos objetivos descritos anteriormente. Não há, e nem deve mediadas por calor e, comumente, envolvem a junção de compostos</p><p>haver, intenção de retirar toda a água do material. O conceito final de aminoacídicos e de carboidratos não estruturais. Os compostos</p><p>desidratação parcial é normalmente definido por uma amostra seca resultantes de tais reações são denominados de artefatos. Sua</p><p>em equilíbrio com a umidade relativa do ar ou, simplesmente, formação, em geral, resulta em perda de integridade de analito devido</p><p>amostra seca ao ar (ASA). A noção clara desse conceito deve ser à alteração química do pertil de compostos nitrogenados (i.e.</p><p>preservada para que os procedimentos adotados na desidratação aminoácidos s�o transtormados em compostos nitrogenados</p><p>parcial sejam aplicados sem equívocos. insolúveis e contabilizados como nitrogênio insolúvel em detergente</p><p>A escolha por frio ou calor dependerá basicamente dos neutro), aumento de compostos insolúveis (os quais podem acarretar</p><p>objetivos da análise final, o que definirá o grau de tolerância ao erro aumento da fibra em detergente neutro e lignina) e decréscimo da</p><p>de integridade de analito, e à disponibilidade de infra-estrutura e digestibilidade da anmostra. A ocorrência de reações n�o enzimáticas é</p><p>equipamentos.</p><p>ampliada sob temperaturas maiores que 60°C (Van Soest, 1994),</p><p>A secagem por calor é mais simples e possui menor custo e</p><p>sendo este o limite máximo do calor a ser recomendado paraa</p><p>maior acessibilidade ao aparato necessário. Contudo, a submissão da</p><p>procedimentos de desidratação parcial.</p><p>amostra a calor pOssui maior probabilidade de ocasíonar erro de</p><p>40</p><p>1</p><p>INCT Ciência Aninnal Mélodos para Andlise de Alimentos -2" Edição</p><p>As formas de secagem por calor são variadas, indo desde</p><p>tamanho do cristal de gelo formado no interior da amostra. Por sua vez, 0</p><p>secagem à sombra em camada delgada até o uso de micro-ondas. tamanho do cristal de gelo é diretamente proporcional à temperatura de</p><p>Contudo, a forma mais rigorosa e indicada consiste no uso de estufa com congelamento. Logo, congelamentos por intermédio de freezeres</p><p>circulação forçada de ar, a qual permite o melhor controle das variáveis convencionais não propiciam condições adequadas ao processo de</p><p>fisicas envolvidas na redução do teor de umidade. Embora o forno de liofilizaç�ão, sendo necessários processos mais adequados, como o uso de</p><p>micro-ondas seja atrativo, devido à acessibilidade e rapidez, o controle da nitrogênio líquido ou ultra-freezeres. Isso demanda maior custo e,</p><p>temperatura no interior da amostra não é feito como na estufa. Assim, a consequentemente, maior investimento no processo.</p><p>secagem parcial por calor recomendada neste Manual baseia-se no uso de Embora a liofolizaç�o não isente as perdas por volatilização</p><p>estufa com circulação forçada de ar. A base física deste processo de (Morris et al., 2019), é improvável que comprometimentos da integridade</p><p>secagem consiste em imprimir à amostra temperatura superior à do de analito ocorram por reações não enzimáticas. Logo, presume-se que a</p><p>ambiente, mas inferior à temperatura de ebuliç�o da água (i.e.,</p><p>50-60°C). liofilização seja o padrão ouro do processo de desidratação parcial de</p><p>Isso causa aumento da excitação das moléculas de água, formando um amostras. Contudo, balizamentos entre a tolerância ao erro de integridade</p><p>micro-clima de alta umidade sobre a amostra. Essa umidade é retirada de analito e o custo do processo devem orientar a escolha do método</p><p>com o auxilio da corente de ar e, gradativamente, a água migra do interior adequado neste quesito.</p><p>para o exterior da anmostra. O ciclo de migração e retirada da água é Uma vez que a desidratação parcial foi executada (ou não,</p><p>repetido por tempo suficiente para que o teor de umidade demandado seja dependendo da amostra em si), passamos à segunda etapa do</p><p>alcançado. processamento f+sico, o que denominamos de processamento mecânico.</p><p>Por outro lado, a secagem por frio trabalha com uma propriedade Os objetivos dessa etapa são claros: reduzir a influencia da</p><p>específica da molécula de água que, sob baixíssimas temperaturas e sob heterogeneidade de composição e adequar a superfície específica da</p><p>vácuo, é capaz de sublimar, ou seja, migrar diretamente do estado sólido amostra analítica ao processo de análise em si.</p><p>para o estado gasoso. Contudo, esse processo, em termos instrumentais, No primeiro caso, temos uma observação clara do objetivo da</p><p>exige o congelamento da amostra sob temperaturas muito baixas (40°C). moagem da amostra. Por exemplo, a análise do teor de nitrogênio por</p><p>A eficiência do processo de liofilização é inversamente proporcional ao intermédio do método de Kjeldahl não detemina nenhum tamanho de</p><p>42 43</p><p>INCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>partícula em especial. Como a amostra será totalmente digerida por um moagem, realize o quarteamento da amostra, reserve uma parte moIda a</p><p>procedimento ácido. não há necessidade de moagem específica em si. 2 mm e destine outra parte para uma nova moagemal mm.</p><p>Contudo, raciocinemos. O que escolher em uma amostra de silagem de Embora haja diversos tipos de moinhos., dois tipos são mais</p><p>milho? Meio grão. uma folha e uma parte de uma sabugo? Obviamete utilizados na análise de alimentos para animais. O primeiro engloba</p><p>que não. Com a moagem. a amostra se torna mais homogênea e muito da alguns modelos de equipamentos que são de forma geral denominados de</p><p>influência devido à sua heterogeneidade de composição é contornado,o moinhos de facas. Suas principais características são: um conjunto de</p><p>que permite a obtenção de porções teste adequadas. lâminas localizadas no rotor central. denominadas de facas: um conjunto</p><p>Por outro lado, há muitas análises que determinam superfícies de lâminas localizadas na parede da câmara de moagem. denominadas de</p><p>específicas para que seus resultados sejam considerados adequados. Por contra-facas; e um mecanismo seletor de tamanho. denominado</p><p>exemplo, a análise de fibra em detergente neutro exige que as amostras peneira. Os moinhos de facas desintegram as amostras por corte. uma vez</p><p>sejam moidas com peneiras de porosidade de 1 mm. Por outro lado, as que o encontro das facas e contra-facas executam ação similar à de</p><p>incubações in situ para ruminantes demandam moagem em peneiras de tesouras. O mesmo foi projetado para materiais macios. como forragens</p><p>porosidade de 2 mm. Assim, antes de se executar o processamento e farelos, não sendo indicada a moagem direta de materiais duros. como</p><p>mecânico, faz-se necessário um correto planejamento considerando-se oSsos e catilagens.</p><p>todo o espectro de análises que serão realizadas. Haverá, normalmente, Por outro lado, os moinhos tipo "bola" são compostos por uma</p><p>dois tipos de decisões a serem tomadas. Primeiro, a moagem se baseará câmara de moagem de aço que é deslocada em movimento retilíneo do</p><p>naquela análise que define um tamanho de partículas particular. Segundo, tipo vai-e-vem" contendo uma esfera de aço em seu interior. Com o</p><p>caso haja duas exigências distintas, a moagem deve ser executada em movimento, a esfera se choca com a amostra, reduzindo o tamanho de</p><p>múltiplos estádios. Suponha que seu espectro envolva análises de fibra partículas por impacto. Como não há mecanismo seletor, não há como</p><p>em detergente neutro, incubações in situe proteína bruta por Kjeldahl. A controlar o tamanho final de moagem. Esse tipo de equipamento é</p><p>primeira exige I mm, a segunda 2 mm e a terceira não possui exigências. utilizado na moagem de materiais duros, como ossos, ou na moagem de</p><p>Assim, a primeira instância da moagem será realizada a 2 mm. Após a</p><p>materiais comuns para fragmentação inicial em grão duros para que o</p><p>término do processo de moagem seja realizado em um moinho de facas.</p><p>44 45</p><p>Métodos pura Análise de Alimentos -2" EdiçãoINCT Ciência Animal</p><p>Sacos de papel podem ser utilizados como recipientes para Um detalhe relevante no processo de moagem é direcionado a</p><p>amostras com menor teor de umidade como forragens frescas.materiais de alta concentração de gordura. O processo de moagem gera</p><p>Forragens colhidas íntegras (e.g., capins) devem ser previamente calor, causando a fusão de parte da gordura, que forma placase impede a</p><p>seccionadas em fragmentos de 2a3 cm para otimizar a perda de água moagem em ambos os tipos de moinhos. Assim, materiais com mais de</p><p>durante o processo. Para o caso de amostras fecais, de digesta ou 10% de extrato etéreo devem ser parcialmente desengordurados para que</p><p>forragens de alta umidade (e.g., cana-de-açúcar). os recipientes devem</p><p>o processamento mecânico seja factível. No caso de grãos de oleaginosas</p><p>(eg., caroço de algodão, grão de soja), os mesmos devem ser</p><p>ser bandejas, as quais, sugere-se, serem cobertas com filmes plásticos</p><p>parcialmente fragmentados em um almofariz e submetidos a um processo (sacolas), que previnem que as amostras fiquem aderidas nas bandejas</p><p>de extração intermitente da gordura (e.g., extraç�o de Soxleth) por seis a para o caso de bandejas de alumínio, previne-se também a</p><p>oito horas. Não se deve esquecer de contabilizar a gordura extraída nesse contaminação da amostra).</p><p>processo para a correta expressão das concentrações a posteriori.</p><p>Procedimentos</p><p>Redução do teor de umidade em estufa com circulação forçada de ar</p><p>1. Lave os recipientes e deixe secar na estufa a 50-60°C. Se utilizar</p><p>(Método G-001/2)</p><p>saco de papel deixe-o secar por oito horas. Retire da estufa e espere</p><p>Aparatos entrar em equilíbrio com a umidade relativa do ar. Esse</p><p>procedimento é importante para que não haja alteração da tara</p><p>- Balança semi-analítica com precis�o de 0,1 a 0,01 g durante o processo de secagem. pois estamos trabalhando com</p><p>- Bandejas de plástico ou alumínio</p><p>amostras secas em equilibrio com a umidade relativa do ar.</p><p>Sacos de papel</p><p>Sacos plásticos 2. Pese os recipientes e registre os pesos.</p><p>- Estufa com circulação forçada dear</p><p>3. Adicione uma amostra em cada recipiente e registre os pesos dos</p><p>recipientes com as amostras. Para o caso de sacos, o volume de</p><p>amostra não deve ultrapassar 50% da altura do saco. A secagem em</p><p>47 46</p><p>NCT Ciência Animal Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>bandejas deve ser realizada conm a amostra em camada delgada (i.e.,</p><p>- Estufa com circulação forçada de ar</p><p>altura da amostra n�o deve ultrapassar 2 cm). - Liofilizador</p><p>Sistema de congelamento (ultra-freezer ou nitrogênio líquido)4. Agite os recipientes com as amostras com suavidade, para</p><p>uniformemente distribuir as amostras e expor o máximo de área à</p><p>Procedimentos</p><p>secagem.</p><p>1. Lave os recipientes e deixe secar em estufa a 50-60°C. Retire da</p><p>5. Coloque os recipientes com as amostras na estufa a 50-60°Ce deixe</p><p>estufa e espere entrar em equilíbrio com a umidade relativa do ar.</p><p>secar por 24 a 72 horas. Se o recipiente utilizado for sacos de papel,</p><p>este deve ser disposto com inclinação de 45°, perfurado na face 2. Pese os recipientes e registre os peso0s.</p><p>superior (3 a 4 furos feitos com um instrumento perfurante)) e</p><p>permanecer aberto na estufa para otimizar a perda de umidade da</p><p>3. Adicione uma amostra em cada recipiente de modo a obter uma</p><p>camada delgada (altura mácima de 1 a 2 cm). Para o caso de</p><p>amostra.</p><p>forragens colhidas íntegras (e.g., capins) devem ser previamente</p><p>6. Retire os recipientes com as amostras da estufa e espere 30 a 40 seccionadas em fragmentos de 2 a 3 cm para otimizar a perda de</p><p>minutos para entrar em equilíbrio com a umidade relativa do ar. água durante o processo.</p><p>Pese-os e registre os pesos.</p><p>4. Registre os pesos dos recipientes com as amostras.</p><p>Redução do teor de umidade por liofilização 5. Agite oS recipientes com as amostras com suavidade, para</p><p>(Método G-002/2) uniformemente distribuir as amostras.</p><p>Aparatos 6. Coloque os recipientes com as amostras em ultra-freezer com a</p><p>temperatura igual ou inferior a -40°C e deixe por 8 a 12 horas, de</p><p>- Balança semi-analítica com precisão de 0,1 a 0,01 g</p><p>modo a promovera formação de pequenos cristais de gelo. Parao</p><p>Recipientes (bandejas)</p><p>48 49</p><p>INCT Ciencia Animal Métodos para Análise de Alimentos 20 Edição</p><p>caso do uso de nitrogênio líquido. propiciem um "banho" sobre</p><p>Seca em equilíbrio com a umidade relativa do ar (g); e %ASA =</p><p>material de forma a obter o congelamento rápido. percentual de "amostra seca ao ar";</p><p>7. Retire a amostra do ultra-freezer ou após o congelamento em Exemplo de cálculo</p><p>nitrogênio líquido e coloque imediatamente no liofilizador por, no</p><p>mínimo, 24 horas. Considerando a aliquota 1 da tabela a seguir, tem-se o cálculo</p><p>da estimativa da "amostra seca ao ar 8. Retire as amostras do liofilizador, espere 40 minutos para entrar em</p><p>equilíbrio com a umidade relativa do ar, pese e registre os pesos. MN=(T+MN)-T=314,71-9,60=305,11g</p><p>Cálculo da concentração de "amostra seca ao ar" ASA=(T+ASA) -T=104,63-9,60=95,03 g</p><p>Para o cálculo da concentração de amostra seca ao ar, use as 6ASA=x100 x100=31,15%</p><p>305,11</p><p>ASA 95,03</p><p>MN equações:</p><p>MN=(T+MN)-T Alíquota</p><p>Item</p><p>ASA=(T+ASA)-T Tara (g) 9,60 9,36 9,14</p><p>Tara +MN (g) 314.71 385,74 372,10</p><p>ASA</p><p>%ASA=TX100 MN () 305,11 376,38 362,96</p><p>Tara + ASA (g) 104.63 130,03 122,97</p><p>em que: MN = massa de amOstra em termos de matéria natural (g); T</p><p>ASA (g) 95.03 120.67 113,83</p><p>%ASA 3115 32,06 31,36</p><p>= tara ou peso do recipiente utilizado (g); ASA = massa de amostra</p><p>%ASA (média) 31,52</p><p>50</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição INCT Ciência Animal</p><p>JOINT COMMITTEE FOR GUIDES IN METROLOGY - JCGM. JCGM Literatura Citada 100:2008. Evaluation des données de mesure -Guide pour l'expression</p><p>de l'incertitude de mesure. Sèvres: JCGM, 2008. 138p.</p><p>ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS - ABNT. Norma</p><p>Brasileira ABNT NBR ISO 3534-1. Estatística - Vocabulários e MORRIS, D.L.; TEBBE, A.W.; WEISS. W.P.: LEE. C. Effects of drying and</p><p>analytical methods on nitrogen concentrations of feeds, feces, milk. and</p><p>urine of dairy cows. Journal of Dairy Science, v. 102, p.52 12-5218,2019.</p><p>PELLETIER, S.; TREMBLAY, G.F.; BERTRAND, A.; BÉLANGER, G.</p><p>CASTONGUAY, Y.; MICHAUD, R. Drying procedures affect non-</p><p>structural carbohydrates and other nutritive value attributes in forage</p><p>samples. Animal Feed Science and Technology. v.157. p. 139-1 50, 2010.</p><p>símbolos. Parte 1: termos estatísticos gerais e termos usados em</p><p>probabilidade. Rio de Janeiro: ABNT, 2010. 75p.</p><p>ASSOCIATION OF AMERICAN FEED CONTROL OFFICIALS</p><p>AAFCO. GOODSAMPLES: guidance on obtaining defensible samples.</p><p>AAFCO. AAFCO: Champaign, 2015. 77p.</p><p>ASSOCIATION OF AMERICAN FEED CONTROL OFFICIALS -</p><p>AAFCO. GOOD Test Portions: guidance on obtaining defensible test</p><p>portions. AAFCO. AAFCO: Champaign, 2018. 72p.</p><p>PROCTOR, A.; MEULLENET, J.F. Sampling and sample preparation. In:</p><p>NIELSEN S.S. (Ed.). Food analysis. 2 ed. West Lafayette: Aspen</p><p>Publishers, 1998. p.71-82.</p><p>BUTOLO, J.E. Qualidade de ingredientes na alimentação animal.</p><p>Campinas: J.E. Butolo, 2002. 430p. RAMSEY, C.A.; WAGNER, C. Sample quality criteria. Journal of AOAC</p><p>International, v.98, p.265-268, 2015.</p><p>CECCHI, H.M. Fundamentos teóricos e práticos em análise de alimentos.</p><p>2 ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2003. 207p.</p><p>FOOD AND AGRICULTURE ORGANZATION OF THE UNITED</p><p>NATIONS - FAO. Codex Alimentarius: General guidelines on</p><p>sampling CACIGL 50-2004. Roma: FAO, 2004. 69p.</p><p>RIBEIRO, A.M.L.; PENZ Jr., A.M.: BELAY, T.K.; TEETER. R.G.</p><p>Comparison of different drying techniques for nitrogen analysis of poultry</p><p>excreta, feces, and tissue. Journal of Applied Poultry Research, v.10.</p><p>p.21-23, 2001.</p><p>SINDICATO NACIONAL DA INDUSTRIA DE ALIMENTAÇÃO</p><p>ANIMAL - SINIRAÇOES. Compêndio brasileiro de alinmentação</p><p>animal. São Paulo: SINDIRAÇOES, 2017. Paginação descontínua.</p><p>FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED</p><p>NATIONS - FAO. Codex Alimentarius: Principles for the use of</p><p>sampling and testing in international food trade CACIGL 83-2013.</p><p>Roma: FA0, 2013. 7p.</p><p>Van SOEST, P.J. Development of a comprehensive system of feed analysis</p><p>and its application to forages. Journal of Animal Science, v.26, p.119-</p><p>128, 1967.</p><p>QUALIDADE E INSTITUTO NACIONAL DE METROLOGIA,</p><p>TECNOLOGIA INMETRO. Avaliação de dados de medição: uma</p><p>introduç�o ao "Guia para a expressão de incerteza de medição" e a</p><p>documentos correlatos - INTROGUM 2009. Duque de Caxias:</p><p>INMETR0, 2014. 35p.</p><p>Van SOEST, P.J. The nutritional ecology of the ruminant. 2 ed. Ithaca:</p><p>Cornell University Press, 1994. 476p.</p><p>WAGNER, C.; RAMSEY, C.A. A systematic approach to representative</p><p>sampling sampling quality criteria. material properties, theory of</p><p>sampling. Journal of AOAC International, v.98, p.264, 2015. JACOBS, B.M.; PATIENCE, J.F.; DOZIER III, W.A.; STALDER, K.J.</p><p>KERR, B.J. Effects of drying methods on nitrogen and energy</p><p>concentrations in pig feces and urine, and poultry excreta. Journal of</p><p>Animal Science, v.89, p.2624-2630, 2011.</p><p>53 52</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" EdiçãoINCT Ciência Animal</p><p>Capítulo 2</p><p>Secagem definitiva e matéria seca</p><p>Definições básicas</p><p>O teor de umidade residual de uma amostra manejada em</p><p>laboratório representa a umidade remanescente em um alimento</p><p>úmido após sua desidratação parcial em estufas com ventilação</p><p>forçada ou liofilizadores, ou a umidade total de alimentos com baixo</p><p>teor de umidade, como grãos e farelos. Essa umidade érotineiramente</p><p>representada, por seu complemento, denominado "amostra seca em</p><p>estufa" (ASE), em virtude da maior facilidade dos cálculos posteriores</p><p>para quantificação dos teores dos componentes químicos nas</p><p>amostras.</p><p>Os teores de ASE de alimentos são normalmente obtidos no</p><p>Brasil por intermédio da secagem em estufas isentas de ventilação</p><p>forçada sob temperaturas iguais ou superiores à temperatura de</p><p>ebulição da água (Silva & Queiroz, 2002). Contudo, diferentes</p><p>binômios tempo x temperatura podem conduzir a diferentes</p><p>resultados, com alta possibilidade de interação com amostras de</p><p>diferentes origens e composições (Thiex & Richardson, 2003).</p><p>54 55</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" Ediçdo</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Tabela 2.1. Exemplo teórico da influéncia das variações do teor de</p><p>A quantificação da ASE é uma das medidas mais importantes ASE na composição química de alimento volumoso</p><p>e utilizadas na análise de alimentos. pois a umidade de um alimento</p><p>Composição Laboratório" Diferencial está relacionada com sua estabilidade. qualidade e composição,</p><p>Item teórica (% (2-1:%)</p><p>podendo afetar a estocagem, a embalagem e o processamento dos</p><p>ASE 89,79 95.00 +5.8 alimentos (Cecchi. 2003).</p><p>PB 8.91 8.42 -5,5 Em termos de rotina laboratorial, o correto conhecimento do</p><p>EE 3.34 3.16 -5.4 teor de ASE nas amostras se mostra adicionalmente relevante, uma</p><p>FDNcp 55 61.25 57.89 -5. vez que estas são manejadas na base seca ao ar, ou seja, ainda contendo</p><p>MM 5.57 5.26 -5.6 umidade. Desta forma, devido à impossibilidade de manejo de</p><p>CNF3 20,93 25,2 +20,7 amostras totalmente secas, o teor de ASE é utilizado para correta</p><p>ASE, "amostra seca em estufa": °B. proteína bruta: EE. extrato etéreo;</p><p>FDNcp, fibra em detergente neutro corrigida para cinzas e proteína:</p><p>MM,</p><p>matéria mineral; CNF, carboidratos não fibrosos. Composição assumida</p><p>hipoteticamente com base na amostra seca ao ar para uma amostra de silagem</p><p>de milho. CNF = 100-(PB + EE + FDNcp + MM). Composição ajustada</p><p>para a matéria seca. Os cálculos consideram as diferenças entre dois</p><p>laboratórios quanto à estimativa de ASE. Para maiores detalhes, favor</p><p>consultar Souza et al. (2015).</p><p>expressão dos teores obtidos com base na matéria seca (MS) da</p><p>amostra. Assim, por constituir denominador comum a todos os demais</p><p>procedimentos laboratoriais, erros cometidos na quantificação dos</p><p>teores de ASE tornam-se vícios ou eros sistemáticos em todas as</p><p>avaliações, propagando-se, desta forma, ao entendimento global de</p><p>todas as demais características do alimento (Mertens, 2003; Souza et</p><p>al., 2015; Tabela 2.1). Observa-se que diferenças entre os teores de ASE se projetam</p><p>em magnitudes similares, mas em direções opostas, sobre os</p><p>componentes químicos analisados diretamente (Tabela 2.1). Contudo,</p><p>os vícios imputados sobre estes componentes são potencializados</p><p>sobre o teor do componente estimado por diferença, neste caso</p><p>carboidratos não-tibrosos. uma vez que este absorverá todos os erros</p><p>associados com os teores dos componentes químicos analisados</p><p>56 57</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" EdiçãoINCT Ciência Animal</p><p>3. Coloque-os em dessecador devidamente preparado (máximo de 20 diretamente em mesma intensidade, mas com direção oposta</p><p>(Detmann & Valadares Filho, 2010). unidades por procedimento), a fim de esfriá-los. A principal função</p><p>de um dessecador é permitir o resfriamento das amostras após o</p><p>Secagem em estufa sem ventilação forçada de ar período de secagem sem absorver umidade, via uso de um</p><p>(Método G-003/1) dessecante, como a sílica gel. De forma particular, a sílica-gel é</p><p>Aparatos sugerida devido ao seu baixo custo, à facilidade de manejo e à</p><p>possibilidade de reciclagem e reuso. Assim, o dessecador deve estar</p><p>- Balança analítica com precisâo de 0,0001g sempre limpo, seco e possuir sílica gel na tonalidade azul escuro</p><p>- Dessecador</p><p>em seu interior. A área de contato entre o corpo do dessecador e sua</p><p>- Pesa-filtros</p><p>tampa deve ser levemente lubrificada com graxa de silicone de</p><p>- Estufa sem circulação forçada de ar</p><p>forma a permitir um deslizamento adequado e melhorar a vedação</p><p>Procedimentos durante o período de resfriamento.</p><p>1. Use balança analítica aferida pelo INMETRO, com precisão de</p><p>4. Após estabilização com a temperatura ambiente (normalmente em</p><p>0,0001 g, sobre bancada especial de laboratório e em ambiente torno de 30 minutos), pese os recipientes, removendo um de cada</p><p>climatizado (20-25°C ou de acordo com as especificações do vez do dessecador. As tampas são pesadas em conjunto com os</p><p>fabricante). Ligue a balança e aguarde 30 minutos para sua recipientes.</p><p>estabilização.</p><p>5. Adicione aos pesa-filtros aproximadamente 2 gramas da amostra</p><p>2. Lave os pesa- filtros e deixe secar em estufa a 105°C por 16 horas seca ao ar (preferencialmente moída em peneira de porosidade 1</p><p>("uma noite"); caso estes estejam limpos, deixe por 2 horas na mm). Agite os recipientes com as amostras com suavidade paraa</p><p>estufa a 105°C. Atentar para que os pesa-filtros permaneçam distribuir uniformemente as amostras e expor o máximo de área à</p><p>sempre abertos quando colocados na estufa e com as tampas quando secagem.</p><p>no dessecador.</p><p>58 59</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -2" Edição INCT Ciencia Animal</p><p>Exemplo de cálculo</p><p>6. Leve os pesa-filtros com amostras e pesos conhecidos à estufa a</p><p>105°C por 16 horas ou "uma noite" com a tampa aberta.</p><p>Considerando a aliquota 1 da tabela abaixo, têm-se o cálculo</p><p>da estimativa da "amostra seca em estufa":7. Após a permanência na estufa, coloque os conjuntos pesa-filtro +</p><p>amostra novamente no dessecador e aguarde a estabilização com a</p><p>temperatura ambiente, pese e registre os pesos. Durante a ASA=(PF+ASA)-PF=36,0057-33,9467=2,0590 g</p><p>permanência no dessecador e a pesagem os pesa-filtros devem</p><p>permanecer fechados. ASE=(PF+ASE)-PF=35,9195-33,9467=1,9728 g</p><p>ASE</p><p>%ASE=CAXL0 2.0590</p><p>1,9728 x100-95,81% Cálculo da concentração de "amostra seca em estufa"</p><p>ASA</p><p>Para o cálculo da concentração de "amostra seca em estufa",</p><p>use as equações: Aliquota</p><p>Item</p><p>ASA=(PF+ASA)-PF</p><p>PF (g) 33,9467 34,1165 32.6543</p><p>ASE=(PF+ASE)-PF PF+ASA (g) 36,0057 36,1062 34.5888</p><p>PE+ ASE () 35,9195 36,0244 34.5090</p><p>%ASE=c x100</p><p>ASA</p><p>ASE ASA (g) 2,0590 1,9897 1.9345</p><p>ASE (g) 1.9728 1,9079 1.8547</p><p>%ASE 95,81 95,89 95.87</p><p>em que: ASA = massa de amostra seca ao ar (g); PF = peso do pesa</p><p>%ASE (média) 95,86filtro (g); ASE = massa de "amostra seca em estufa" (g); %ASE =</p><p>percentual de "amostra seca em estufa".</p><p>60 61</p><p>Métodos para Análise de Alimentos - 2" Edição</p><p>INCT Ciencia Animal</p><p>Considerando-se as médias de %ASA (Capítulo 1) e de %ASE</p><p>Cálculo da concentração de matéria seca</p><p>obtidas nos exemplos, temos:</p><p>O cálculo da concentração da matéria seca (MS) é realizado</p><p>%ASAX%ASE 31,52x95,86</p><p>considerando-se o número de etapas envolvidas na secagem das amostras.</p><p>6MS= = 30,22%</p><p>100 100</p><p>Para amostras com baixo teor de umidade, como é o caso de</p><p>grãos. farelos e fenos, a umidade é avaliada somente por intermédio</p><p>Literatura Citadada ASE. Logo, o teor de MS corresponde ao teor de ASE; ou seja:</p><p>CECCHI, H.M. Fundamentos teóricos e práticos em anáise de alimentos.</p><p>2 ed. Campinas: Editora da Unicamp, 2003. 207p.</p><p>%MS=%ASE</p><p>DETMANN, E.; VALADARES FILHO, S.C. On the estimation of non-</p><p>fibrous carbohydrates in feeds and diets. Arquivo Brasileiro de Medicina</p><p>Veterináriae Zootecnia, v.62, p.980-984, 2010.</p><p>em que: %MS = percentual de matéria seca; %ASE = percentual de</p><p>"amostra seca em estufa".</p><p>MERTENS, DR. Challenges in measuring insoluble dietary fiber. Journal</p><p>of Animal Science, v.81, p.3233-3249, 2003.</p><p>Amostras com alto teor de umidade, como é o caso de</p><p>SILVA, D.J.; QUEIROZ, A.C. Análise de Alimentos. Métodos químicos e</p><p>biológicos. 3 ed. Viçosa: Editora UFV, 2002. 235p.</p><p>silagens, forragens frescas, etc., a umidade do material é retirada em,</p><p>ao menos, dois procedimentos de secagem (estufa com ventilaç�o</p><p>SOUZA, M.A.; DETMANN, E.; VALADARES FILHO, S.C.; FRANCO,</p><p>M.O.; ROCHA, G.C.; CABRAL, L.S. Estudo colaborativo para avaliaç�ão</p><p>dos teores de matéria seca em alimentos. Revista Brasileira da Saúdee</p><p>Produção Animal, v.16, p. 617-631, 2015.</p><p>forçada ou liofilizador e estufa sem ventilação forçada). Logo, o teor</p><p>de MS é dado pela ponderação dos resultados obtidos nos</p><p>THIEX, N.; RICHARDSON, C.R. Challenges in measuring moisture content</p><p>of feeds. Journal of Animal Science, v.81, p.3255-3266, 2003.</p><p>procedimentos sequenciais de secagem, ou seja:</p><p>%ASAx%ASE 6MS=-</p><p>100</p><p>em que: %MS = percentual de matéria seca; %ASA = percentual de</p><p>"amostra seca ao ar" (ver Capítulo 1); %ASE = percentual de "amostra</p><p>seca em estufa".</p><p>63 62</p><p>INCT Ciência Animal</p><p>Métodos para Análise de Alimentos -20 Ediç lição</p><p>Capítulo 3</p><p>Matéria mineral</p><p>Definições básicas</p><p>A matéria mineral (MM), ou cinzas, é constituída pelo resíduo</p><p>inorgânic0 obtido após a queima ou ignição da matéria orgânica,a</p><p>qual é convertida em CO2, H20, SO2, N02, etc; e eliminada em</p><p>conjunto com as substâncias voláteis decompostas pelo calor</p><p>(Harbers, 1998). O método consiste basicamente na incineração do</p><p>alimento em altas temperaturas por temp0 suficiente para que ocorra</p><p>combustão total da matéria orgânica (Silva & Queiroz, 2002; Cecchi,</p><p>2003).</p><p>Sendo a matéria seca total do alimento formada pelas frações</p><p>orgânica e inorgânica, o teor de MM em alimentos constitui estimador</p><p>totais.organicosS indireto do conteúdo de componentes</p><p>Adicionalmente, o conhecimento do teor de MM se faz necessário</p><p>para se conhecer a proporção dos componentes quantificados por</p><p>diferença em alimentos, como o extrativo não nitrogenado, os</p><p>carboidratos não-fibrosos e a matéria orgânica residual (ver Capítulo</p><p>9)</p><p>6 64</p><p>INCT Cí</p><p>ncia Animal Métodos para Análise de Alinentos - 2" Edição</p><p>Atualizações</p>

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