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<p>Comercial Evolução historica do Comercial Direito Comercial moderno é baseado nas relações econômicas da economia de mercado, onde a atividade econômica, incluindo trabalho humano e a livre iniciativa, é essencial para a justica social. Art. 170 da Constituição Brasileira de 1988 estabelece que a atividade econômica deve valorizar trabalho humano e a livre iniciativa, visando assegurar a todos uma existência digna, conforme princípios da justica social. 0 Direito Comercial é um ramo do Direito Privado, influenciado pelo Direito Público, que regula a organização e exercício da empresa. Em janeiro de 2002, foi promulgado novo Código Civil brasileiro (Lei 10.406/2002), que unificou Direito Privado, abrangendo tanto matérias civis quanto comerciais, semelhante ao que ocorreu na em 1942. No entanto, Código foi criticado pelo longo tempo de tramitação no Congresso, já que projeto original data de 1975. novo Código Civil brasileiro adotou a Teoria da Empresa, desenvolvida por italianos, como base fundamental. Com essa teoria, Direito Comercial passou a se centrar na atividade econômica organizada para produção ou circulação de bens e serviços, substituindo a antiga divisão das atividades econômicas baseada na Teoria dos Atos de Comércio, de origem francesa. A Teoria da Empresa, criada pelos italianos, foca na organização da atividade econômica, independentemente do gênero da atividade. importante é a combinação de capital, trabalho, tecnologia e matéria-prima para gerar e circular riquezas. FORMAÇÃO HISTÓRICA DO DIREITO COMERCIAL Estudar desenvolvimento histórico de um tema é essencial para de forma atemporal e dinâmica, evitando limitações de</p><p>perspectivas Ao analisar a evolução do Direito Comercial e do próprio comércio GO longo do tempo, é possível identificar seus elementos fundamentais e duradouros. A Antiguidade e as primeiras Embora não haja registros, acredita-se que comércio rudimentar humano já seguia algumas regras, ajudando a desenvolver de valor e proporção, como a troca de uma cabra por dez peixes ou dois machados de pedra. Código de Hamurabi, na já incluía conceitos do Direito Comercial, como empréstimos a juros e contratos de sociedade e depósito. Os grandes navegadores da Antiguidade, também tinham uma ideia do que hoje chamamos de avaria grossa, onde prejuízos eram divididos para salvar a embarcação. Os gregos e romanos Na civilização helênica, surgiram regras sobre depósitos de valores e a atividade bancária se expandiu com capitalistas financiando viagens comerciais. Na Roma Antiga, comércio era visto como uma atividade indigna e restrita GOS plebeus, enquanto cidadãos romanos contornavam as leis para participan indiretamente do comércio, criando sociedades com sócios ocultos, precursoras das sociedades modernas. Nesse período, também surgiram as ideias de falência e desapossamento de bens para pagamento de dívidas, e desenvolvimento do Direito Civil, especialmente em contratos e obrigações, contribuiu para a formação do Direito Comercial moderno. feudalismo e as corporações de mercadores Após a queda do Império Romano, surgiram feudos na era medieval, onde a doutrina crista proibia a usura e comércio era visto como uma atividade menor. Com predomínio do Direito Canônico, comércio e Direito Comercial estagnaram, já que a economia feudal era baseada na No entanto, durante período feudal, em cidades como Florença e Gênova, surgiram as corporações de mercadores, consideradas a origem do Direito Comercial moderno. Essas corporações, lideradas por cônsules que resolviam</p><p>disputas entre comerciantes, criaram a jurisprudência comercial, iniciando desenvolvimento corporativista do Direito Comercial, que comegou focado em conflitos entre comerciantes e depois se expandiu para incluir disputas entre comerciantes e não-comerciantes. AS FASES DO DIREITO COMERCIAL Direito Comercial pode ser dividido em três fases: subjetiva-corporativista, objetiva e Direito Empresarial. Na fase subjetiva-corporativista (século XII ao XVII), Direito Comercial era fechado e exclusivo membros das corporações de mercadores. Nesse período, surgiram títulos de crédito, essenciais para dinamismo das relações comerciais. Na Idade Moderna, com declinio do feudalismo e surgimento dos Estados Nacionais, as práticas comerciais foram transformadas em leis, marcando período das Na Idade Contemporânea, a Revolução Francesa eliminou privilégios de classe, e Direito Comercial passou a ser baseado em atos de comércio. Na fase objetiva, qualquer pessoa que realizasse esses atos, independentemente de classe, era abrangida pelo Direito Comercial, sendo a comercialidade determinada pela busca de lucro e pela A segunda fase do Direito Comercial, conhecida como período objetivo, com liberalismo econômico. A terceira fase, ainda em desenvolvimento, corresponde Direito Empresarial moderno. Nesta fase, foco não é mais na prática de atos de comércio para lucro, mas no exercício profissional de qualquer atividade econômica organizada, exceto as intelectuais, voltada para a produção ou circulação de bens ou serviços. DIREITO COMERCIAL NO BRASIL No contexto brasileiro, Direito Comercial é classificado em duas fases pela doutrina: a fase luso-brasileira e a fase brasileira.</p><p>0 Direito Comercial brasileiro originou-se em 1808 com a chegada da família real portuguesa e a abertura dos portos. Até surgimento do Código Comercial brasileiro, as atividades comerciais eram reguladas por leis portuguesas e pelos Códigos Comerciais da Espanha e França, conforme a da Boa Razão. Fatos históricos importantes que marcaram a transição do Brasil de uma colônia para um Estado organizado incluem: a fuga da família real, a de Abertura dos Portos, a criação da Real Junta do Comércio e a fundação do Banco do Brasil, que promoveu a indústria nacional e introduziu operações financeiras. O periodo brasileiro Após a independência e a convocação da Assembleia Constituinte de 1823, Brasil utilizou legislação estrangeira até que, em 1834, uma comissão de comerciantes apresentou um projeto de Código Comercial. Esse projeto resultou na criação do primeiro Código Comercial brasileiro (Lei 556, de 1850), baseado nas legislações de Portugal, e Espanha, e que adotou a teoria francesa dos atos de comércio. Importantes marcos subsequentes incluem: a do Código Comercial de 1850, revogado pelo Código Civil de 2002; a aprovação dos Regulamentos 737 e 738 sobre Atos de Comércio e Processo Comercial, respectivamente; leis sobre Sociedades por Cotas e a Convenção de Genebra sobre Títulos de Crédito; e Projeto de lei 634/75, que visava unificar Direito Privado em um só texto e resultou no Novo Código Civil após quase 30 anos de 0 DiREiTO ATUALMENTE NO BRASiL 0 novo Código Civil brasileiro entrou em vigor em janeiro de 2003, revogando Código Civil de 1916 e a Parte Primeira do Código Comercial de 1850. Embora 0 Direito Comercial tenha sido integrado GO Código Civil, a autonomia jurídica desse ramo não foi comprometida. A matéria comercial esta agora no Livro II da Parte Especial, intitulado "Do Direito de Empresa", que distingue claramente temas comerciais dos civis. Contudo, alguns temas comerciais importantes, como falência, títulos de crédito, e concorrência empresarial,</p><p>não estão incluídos no novo Código e são regulados por leis especiais. Apesar das críticas, novo Código Civil consolidou a Teoria da Empresa e marcou inicio de uma nova fase para Direito Comercial no Brasil, ampliando sua abrangência e adequando-o desenvolvimento das atividades econômicas no CONCLUSÃO Com da técnica e da economia de massa, Direito Comercial evoluiu da de ato para a de atividade. No final do século XIX, sistema capitalista transformou-se, substituindo pequenas empresas por grandes organismos econômicos com produção em massa. A produção isolada deu lugar à atividade mercantil e industrial em série, exigindo maior especialização e estruturas mais complexas. Isso levou à definição do Direito Comercial como regulador da atividade econômica organizada, com a empresa tornando-se do direito mercantil. Empresario Registro e empresário é um produtor motivado pelo lucro e consciente de seu papel na sociedade, dedicado à atividade organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços. Os principais elementos que caracterizam empresário são a iniciativa e risco. De acordo com Código Civil italiano, empresário é aquele que exerce profissionalmente uma atividade econômica organizada. No Brasil, Código Civil não distingue entre empresário comercial e civil, definindo empresário de forma genérica e exigindo sua inscrição no Registro Público de Empresas Mercantis. Empresário civil é equiparado GO empresário rural, podendo se registrar no mesmo registro. EMPRESÁRIO E A EMPRESA termo "empresário" abrange tanto indivíduos que exercem atividades negociais profissionais quanto pessoas jurídicas constituídas para esse fim. Ambos praticam atividades econômicas organizadas para a produção ou circulação de bens e serviços. Código Civil de 2002 define empresário como</p><p>aquele que exerce profissionalmente uma atividade econômica organizada. Para ser considerado empresário, é necessário atender a alguns requisitos: capacidade jurídica, ausência de impedimento legal, efetivo exercício da atividade e registro obrigatório. 1. Capacidade Jurídica: Para exercer a atividade de empresário, a pessoa deve ter plena capacidade civil e não estar legalmente impedida. São absolutamente incapazes menores de 16 anos e aqueles com deficiência mental que comprometa discernimento. Relativamente incapazes, que precisam de para certos atos, incluem maiores de 16 e menores de 18 anos, ébrios, viciados em deficientes mentais com discernimento reduzido, excepcionais e pródigos. 2. Ausência de Impedimento Legal: Algumas profissões exigem qualificações especiais e certas pessoas, embora plenamente capazes, podem ser impedidas de exercer atividades empresariais por razões de ordem pública. Exemplo: magistrados não podem participan de sociedades empresariais devido a questões éticas e de incompatibilidade. Embora possam praticar atos válidos, aqueles que desrespeitarem essas proibições estarão sujeitos a No plano penal, quem pratica atividades proibidas pode ser punido com prisão simples ou multa, conforme Art. 47 do Código Penal. No ambito administrativo, agentes públicos impedidos enfrentam demissão, conforme seus estatutos funcionais. A proibição de exercer atividade empresarial deve ser expressa e não pode ser inferida ou aplicada por analogia. São impedidos de exercer atividade empresarial: **Militares** (Art. 29 da 6.880/80) e **agentes públicos** (Art. 117, inciso X da lei 8.112/90) não podem ser empresários, administradores ou gerentes de empresas privadas, embora possam ser acionistas ou cotistas. **Magistrados e membros do Ministério Público** (Art. 95 da Constituição e Art. 128 da Constituição) estão proibidos de em sociedades empresariais. - **Deputados e senadores** (Arts. 54 e 55 da Constituição Federal) não podem ser proprietários ou diretores de empresas que contratem com setor público. **Estrangeiros com visto provisório** (Art. 98 da 6.815/89) não podem estabelecer empresas ou ocupar cargos de administração.</p><p>- (Art. 36 do Decreto 21.891/32) e **despachantes aduaneiros** (Art. 10, inciso I do Decreto 646/92) também têm restrições quanto à atividade empresarial. Além disso, para ser considerado empresário, é necessário: 1. **Efetivo exercício profissional**: A atividade deve ser realizada de forma profissional e não esporádica, em nome próprio e com intuito de lucro. 2. **Profissionalidade** A atividade deve ser ordenada e habitual, mas não precisa ser a única profissão do indivíduo. A prática ocasional de atos negociais não caracteriza alguém como empresário; é necessário que a atividade seja profissional, habitual e com fins lucrativos. A profissionalidade não exige exclusividade, permitindo que um empresário outras profissões simultaneamente. 0 registro no Registro Público de Empresas Mercantis (RPEM) é obrigatório e deve ser feito antes do inicio das atividades. Sem registro, a empresa não adquire personalidade jurídica, e sócios ficam pessoalmente responsáveis pelas obrigações da empresa. Além disso, a falta de registro impede a obtenção de CNPJ/MF, resultando em problemas fiscais e possibilidade de sonegação. REGISTRO DE EMPRESAS A lei 8.934/1994 regula Registro Público das Empresas Mercantis no Brasil. sistema de registro é estruturado da seguinte forma: **DNRC (Departamento Nacional de Registro do Supervisiona, orienta, coordena e normatiza registro mercantil em nível técnico e - **Juntas Comerciais:** Executam e administram serviços de registro localmente, arquivando documentos de constituição, alterações, dissolução e extinção das empresas. Também registram empresas individuais, cooperativas, consórcios, grupos de sociedades e empresas estrangeiras autorizadas.</p><p>A Junta Comercial tem um papel formal no registro e não pode negar a prática dos atos registrais. Sua estrutura inclui: **Presidência:** Órgão diretivo e representativo. Órgão deliberativo superior. **Turmas:** Órgãos deliberativos Órgão administrativo. **Procuradoria:** Órgão de fiscalização e consulta jurídica. Para arquivar documentos de constituição de uma empresa, são necessários: **Instrumento original de constituição, modificação ou assinado pelos responsáveis. **Certidão criminal**, comprovando a ausência de impedimentos legais para a participação de pessoa fisica na - **Ficha cadastral** conforme modelo aprovado pelo DNRC. ** Comprovantes de pagamento** das taxas correspondentes. **Prova de identidade** dos titulares e administradores da empresa. ESCRITURAÇÃO Para arquivar contrato de sociedade na Junta Comercial, é necessário que documento seja visado por um advogado, com a indicação de seu nome e de inscrição na OAB. Além disso, empresário e a sociedade empresarial devem manter a escrituração contábil adequada, que inclui: **Sistema de contabilidade** com livros uniformes, autenticados e documentos correspondentes. ** **Conservação dos registros** e documentos relacionados à atividade enquanto não prescreverem, de patrimonial e de resultado econômico** anualmente.</p><p>A escrituração deve ser feita em idioma e moeda nacionais, de forma contábil e sem erros. 0 livro-diário é único registro obrigatório, no qual todas as operações devem ser claramente. Comerciante varejista deve registrar diariamente as vendas a dinheiro e a prazo. Vendas com prazo superior a 30 dias exigem a escrituração no Livro de Registro de Duplicatas, com detalhes das duplicatas emitidas. Além do livro-diário, certos empresários devem manter livros de escrituração adicionais conforme SUGS atividades. A legislação fiscal exige livros específicos para diferentes setores, como: ** Corretores de navios, armazéns-gerais e tradutores públicos**. **Estabelecimentos industriais, atacadistas e varejistas** Registro de entradas e saídas, documentos fiscais, inventário e apuração do ICMS. também precisam de livros de controle de produção e estoque, e apuração do IPI. **Empresas com pagamento de imposto por Registro de apuração do ICMS é opcional. Os livros devem ser autenticados e mantidos com termos de abertura e encerramento assinados. 0 empresário tem direito GO sigilo de escrituração e deve mantê-la reservada, exceto quando a lei exigir divulgação. 0 Art. 1.190 do Código Civil de 2002 garante que nenhuma autoridade pode acessar ou determinar diligências sobre a contabilidade do empresário, exceto em casos previstos por lei. ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL - NOME EMPRESARIAL - MARCA Estabelecimento empresarial, nome empresarial e marca são essenciais à atividade empresarial. A organização do estabelecimento, 0 registro do nome e a exploração da marca são fundamentais para a operação do negócio. Esses elementos são protegidos por lei para evitar que concorrentes se apropriem indevidamente do investimento feito pela empresa. ESTABELECIMENTO EMPRESARIAL 0 estabelecimento empresarial é conjunto de bens organizados pelo</p><p>empresário para desenvolver atividade econômica, similar a uma biblioteca organizada para acesso racional à informação. Esse conjunto inclui bens corpóreos e incorpóreos, cujo valor é maior quando unidos. Direito protege essa organização, garantindo, por exemplo, indenização adequada em caso de desapropriação. 0 estabelecimento pode ser descentralizado e alienado, sendo que, na venda, débitos anteriores são responsabilidade do comprador, mas vendedor original também permanece solidariamente responsável por um ano. Quando um estabelecimento empresarial é vendido, comprador geralmente deseja adquirir também a clientela, que justifica incluir uma clausula que impede vendedor de se restabelecer no mesmo ramo de negócio, evitando concorrência. Se contrato não especificar, vendedor é automaticamente proibido de atuar no mesmo ramo por cinco anos. A venda do estabelecimento pode indicar insolvência, já que ele é parte das garantias dos credores do empresário. Portanto, a alienação deve ser formalizada por escrito e registrada na Junta Comercial. Se vendedor estiver em situação financeira deficitária, ele deve preservar estabelecimento como garantia de pagamento ou obter a concordância dos credores para a venda, que se torna essencial para SUG validade. EMPRESARIAL 0 nome empresarial identifica empresário e responsabilidade patrimonial, sendo protegido juridicamente pelo registro na Junta Comercial. Existem dois tipos de nome empresarial: 1. **Firma**: Baseado no nome civil do empresário ou dos sócios, utilizado como assinatura. Pode ser individual (empresa individual) ou social (sociedade empresarial). 2. **Denominação**: Pode ser baseada no nome civil ou em um "nome fantasia" e serve apenas como identificação da empresa, sem função de Por exemplo, "A. Silva & Pereira Cosméticos Ltda." é uma firma, enquanto "Alvorada Cosméticos Ltda." é uma denominação. A escolha entre firma e denominação deve ser verificada no contrato social ou estatuto da empresa,</p><p>dependendo se há uma clausula que especifica a assinatura para documentos obrigacionais (firma) ou não (denominação). FORMAÇÃO DO NOME EMPRESARIAL 0 nome empresarial tem regras específicas para cada tipo de empresário. empresário individual deve adotar uma firma baseada em seu nome civil, podendo e incluir ramo de atividade. Exemplos para "Antonio Silva Pereira" incluem: "Antonio Silva Pereira", "A.S. Pereira", ou "S. Pereira, Livros Técnicos". Já a sociedade em nome coletivo pode adotar firma social, baseada no nome de um, alguns ou todos sócios, podendo incluir companhia" ou "& (ia." se nem todos sócios forem mencionados. A firma pode também incluir ramo de atividade. Exemplos para uma sociedade composta por Antonio Silva, Benedito Pereira e Carlos Sousa incluem: "Antonio Silva, Benedito Pereira & Carlos Sousa", ou "Antonio Silva e (ia." A sociedade em comandita simples deve compor seu nome empresarial utilizando uma firma que inclua nome civil dos sócios comanditados, que têm responsabilidade ilimitada. Os sócios comanditários, que não têm essa responsabilidade, não podem ter seus nomes no nome empresarial. É obrigatória a inclusão da expressão companhia" (ou abreviada (ia.") para referir-se sócios comanditários. 0 nome civil dos sócios comanditados pode ser usado por extenso ou abreviado, e ramo de atividade pode ser adicionado. Exemplos incluem: "Antonio Silva, Benedito Pereira & (ia." ou "Silva, Pereira & Livros Técnicos". A sociedade limitada pode operar sob firma ou denominação. Se escolher a firma, pode incluir nome civil de um ou mais sócios, usando companhia" ou "e (ia." quando omitir algum nome. Independentemente da escolha, nome empresarial deve incluir a expressão "limitada" ou "Ltda." para identificar tipo societário. Se não fizer isso, administradores poderão ser responsabilizados Os sócios de uma sociedade limitada podem decidir incluir ou não ramo de atividade no nome empresarial. A sociedade anônima, desde Código Civil de</p><p>2002, deve adotar uma denominação que inclua referência objeto social e forma societária, como "S/A" ou "Companhia". Empresários registrados como microempresários (ME) ou empresários de pequeno porte (EPP) devem adicionar essas siglas nome empresarial. nome empresarial pode ser alterado voluntariamente ou de forma obrigatória em casos como saida de sócio, alienação do estabelecimento, ou transformação do tipo societário. A proteção do nome empresarial é essencial para evitar desvio de clientela e impactos negativos no crédito, caso concorrentes usem nomes A MARCA Marcas são sinais visuais usados para distinguir produtos ou serviços de uma empresa, desempenhando função identificadora e informativa. A propriedade de uma marca é adquirida por meio de registro no INPI, sem qual não há direito exclusivo de exploração econômica. As marcas referem-se GO produto comercializado, não nome da empresa. Exemplos incluem Coca- Cola e Forno de Minas Pão de Queijo. A lei de Propriedade Industrial registro de certos como a bandeira nacional e monumentos oficiais. Natureza da marca As marcas podem ser classificadas quanto origem e uso: 1. **Quanto à origem**: **Marca brasileira** registrada no Brasil por pessoa domiciliada no país (exemplo: 0 Boticário). - **Marca estrangeira**: registrada no Brasil por pessoa não domiciliada ou em países ou organizações internacionais com acordos com Brasil (exemplo: Nike). 2. **Quanto ao uso** : **Marcas de produtos ou serviços**: distinguem produtos ou serviços de outros similares (exemplo: Lazag - Roupas). **Marcas coletivas**: identificam produtos ou serviços de membros de uma entidade específica. - **Marcas de certificação**: atestam a conformidade de produtos ou</p><p>serviços com normas técnicas e de qualidade. Apresentação da marca As marcas podem ser classificadas da seguinte forma: **Nominativa**: composta por palavras, letras ou números (exemplos: ITAPUCA b. **Figurativa**: formada por desenhos, imagens ou simbolos estilizados, incluindo ideogramas de como japonês ou Protege ideograma em si, a menos que se indique a palavra ou termo representado (neste caso, é considerada uma marca mista). **Mista**: combina elementos nominativos e figurativos, ou apresenta uma grafia estilizada dos elementos d. Tridimensional**: refere-se forma plastica de um produto ou embalagem, desde que a forma tenha capacidade distintiva e não esteja ligada a um efeito técnico. CONCLUSÃO estabelecimento empresarial é um conjunto de bens organizados que possui um valor superior à soma de seus componentes isolados. Esse valor é protegido juridicamente para evitar que concorrentes se apropriem indevidamente do investimento realizado. nome empresarial, distinto do estabelecimento, é protegido para garantir exclusividade e evitar confusão no comércio, preservando a clientela e crédito do empresário. uso indevido de nomes semelhantes pode causar desvio de clientela e prejuízos financeiros. A marca, por SUG vez, refere-se produto comercializado, e não ao nome da empresa. DA</p><p>conceito de sociedade empresária é construído a partir de dois pilares: a pessoa jurídica e a atividade empresarial. Embora a ideia de uma pessoa jurídica que exerce atividade econômica sob a forma de empresa seja correta, ela é incompleta. Nem todas as pessoas jurídicas que realizam atividades econômicas são sociedades empresariais. Apenas aquelas que exploram atividades definidas pelo direito como empresariais podem ser assim consideradas. Além disso, algumas pessoas jurídicas são sempre empresárias, independentemente do seu objeto. Portanto, para conceituar uma sociedade empresária, é necessário situá-la no contexto geral das pessoas jurídicas. PESSOAS JURÍDICAS DIVISÕES E DIFERENCIAÇÕES No direito brasileiro, as pessoas jurídicas são divididas em dois grupos: de direito público, como a União e Estados, e de direito privado, como bancos e universidades privadas. A principal diferença entre elas é regime jurídico. Algumas pessoas jurídicas de direito privado são estatais, com capital majoritariamente público, como Banco do Brasil, enquanto outras, como fundações, podem ser privadas ou públicas. A distinção entre sociedade simples e empresária não no lucro, mas na forma de explorar objeto social. A sociedade simples não organiza profissionalmente fatores de produção, enquanto a sociedade empresária faz, explorando seu objeto de forma empresarial. A sociedade empresária, uma pessoa jurídica de direito privado, nasce de um contrato registrado, seja um contrato social ou um estatuto no caso de sociedades por ações, e deve ser registrada na Junta Comercial. Ela é fruto de um contrato plurilateral de organização e é uma pessoa jurídica de direito privado. PERSONIFICAÇÃO DA SOCIEDADE EMPRESARIA A pessoa jurídica possui personalidade distinta dos seus sócios, sendo independente deles. Por exemplo, quando Banco Bradesco S.A. contrata um funcionário, a contratação é feita pela pessoa jurídica, não pelos acionistas. A</p><p>pessoa jurídica é uma criação do direito para facilitar certas relações sociais e não existe fora desse contexto. A sociedade empresarial adquire personalidade jurídica apenas com registro do seu ato constitutivo na Junta Comercial, momento em que passa a ter existência legal no mundo jurídico.A sociedade empresária, como pessoa jurídica e sujeito de direito, pode praticar atos jurídicos, como contrair empréstimos e contratar funcionários. Seus sócios mantêm relações jurídicas entre si e com a sociedade, que, por SUG vez, negocia com terceiros com capacidade própria. A sociedade responde com seu patrimônio pelos encargos que assume e pode agir em juízo. A personalidade jurídica da sociedade traz consequências: ela é capaz de ter direitos e tem individualidade separada dos sócios, possui patrimônio próprio que responde por suas dívidas e pode alterar SUG estrutura jurídica ou DAS SOCIEDADES EMPRESARIAIS Direito Comercial reconhece seis tipos de sociedades empresariais e as classifica principalmente de acordo com três critérios: a responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais, regime de constituição e dissolução, e as condições para alienação da participação societária. DAS SOCIEDADES A responsabilidade dos sócios sociedades empresariais é, em regra, subsidiária, ou seja, sócios só respondem pelas obrigações da sociedade após esgotamento do patrimônio social. Em algumas sociedades, como a Sociedade em Nome Coletivo e a Sociedade em Comandita Simples, a responsabilidade dos sócios é solidária, permitindo que, se um não cumprir obrigação, demais possam ser responsabilizados. Mesmo em casos de falência, patrimônio particular dos sócios só pode ser atingido após a completa exaustão do capital social, e isso ainda depende de certos fatores. As sociedades empresariais, classificadas pela responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais, dividem-se em três tipos: 1. **Sociedade ilimitada:** Todos sócios respondem ilimitadamente pelas obrigações sociais, como na Sociedade em Nome Coletivo (N/C).</p><p>2. **Sociedade mista:** Alguns sócios têm responsabilidade ilimitada, enquanto outros têm responsabilidade limitada. Exemplos incluem a Sociedade em Comandita Simples (C/S), onde sócio comanditado tem responsabilidade ilimitada, e a Sociedade em Comandita por Ações (C/A), onde diretores têm responsabilidade ilimitada e demais acionistas, limitada. 3. **Sociedade limitada:** Todos sócios têm responsabilidade limitada pelas obrigações sociais, como na Sociedade Limitada (Ltda.) e na Sociedade Anônima (S/A). A responsabilidade de cada sócio é definida por regras específicas para cada tipo de sociedade e só pode ser plenamente compreendida ler contrato social. Ao ingressar em uma sociedade, sócio deve contribuir para capital social, podendo à vista ou a prazo, até que SUG participação esteja totalmente integralizada. As sociedades empresariais podem ser classificadas de acordo com regime de constituição e dissolução e com as condições de alienação da participação societária: 1. **Regime de constituição e dissolução:** **Sociedades contratuais:** Regidas pelo Código Civil de 2002, têm como ato constitutivo contrato social. Sua dissolução não depende apenas da vontade da maioria dos sócios, e há causas específicas para dissolução, como a morte ou expulsão de um sócio. Exemplos incluem a Sociedade em Nome Coletivo (N/C), em Comandita Simples (C/S), e Limitada (Ltda.). **Sociedades Regidas pela lei 6.404/76, têm como ato regulamentar estatuto social. Podem ser dissolvidas pela maioria societária e possuem causas dissolutórias exclusivas, como intervenção e liquidação extrajudicial. Exemplos incluem a Sociedade Anônima (S/A) e a Sociedade em Comandita por Ações (C/A). 2. Condições de alienação da participação societária:** Em algumas sociedades, as caracteristicas individuais dos sócios, como competência e honestidade, são relevantes para sucesso da empresa, e é importante perfil adequado de novos sócios.</p><p>Em outras, essas caracteristicas são menos relevantes, e perfil do novo sócio não afeta significativamente sucesso do empreendimento. No Direito Comercial, as sociedades são classificadas de acordo com a possibilidade de da participação societária. Em **sociedades de pessoas**, a venda de cotas a terceiros depende da anuência dos demais sócios, que têm direito de vetar a entrada de novos membros. Já em **sociedades de prevalece a livre circulação das ações, permitindo a alienação sem interferência dos outros sócios. As sociedades contratuais possuem cotas, enquanto as institucionais têm ações. Ambas são bens do patrimônio do sócio e podem ser alienadas, tornando comprador um novo sócio com direitos correspondentes. A principal diferença entre sociedades de pessoas e de capital é direito de veto ingresso de terceiros, que também torna as cotas das sociedades de pessoas impenhoráveis por dívidas particulares. Nas **Sociedades Anônimas (S/A)** e em ** por Ações (C/A)**, acionistas não têm direito de impedir a entrada de terceiros, assegurando a livre circulação das ações, que são penhoráveis por dívidas. A morte de um sócio não resulta na dissolução parcial da sociedade. Nas **Sociedades em Nome Coletivo (N/C)** e em *Comandita Simples S)**, a cessão de quotas sociais requer a anuência dos demais sócios, conferindo-lhes de sociedades de pessoas, com quotas A morte de um sócio pode alterar a natureza da sociedade, dependendo se falecido era comanditado ou comanditário. Na **Sociedade Limitada (Ltda.)**, contrato social define se há direito de veto ingresso de novos sócios e as consequências da morte de um sócio, podendo atribuir à sociedade a natureza de sociedade de pessoas ou de capital. Se contrato social for omisso, a natureza de sociedade de pessoas prevalece, permitindo que sócios com mais de um quarto do capital social impegam a entrada de terceiros. CONCLUSÃO</p><p>No Brasil, a legislação prevê seis tipos de sociedades, sendo as mais comuns a Sociedade Limitada (Ltda.) e a Sociedade Anônima (S/A). Esses tipos de sociedades podem ser classificados com base em três critérios principais: responsabilidade dos sócios pelas obrigações da sociedade, regime de formação e dissolução, e as condições para a alienação da participação societária. Cada tipo de sociedade tem específicas relacionadas a esses critérios. Sociedades contratuais - sociedade limitada A doutrina utiliza vários critérios para tipos de sociedades, e sócios escolhem a forma societária mais adequada com base nas necessidades e complexidades do empreendimento. As formas mais comuns são a Sociedade Limitada (Ltda.) e a Sociedade Anônima (S/A). Nesta aula, dada enfase à formação da Sociedade DAS SOCIEDADES CONTRATUAIS A sociedade empresarial surge quando sócios acordam e arquivam seu contrato social ou estatuto na repartição competente, estabelecendo as normas para a vida societária. Sociedades como as em nome coletivo, comandita simples e limitada são formadas por contrato social, qual tem regras específicas diferentes das normas gerais de contratos civis. 0 contrato social, celebrado para a exploração conjunta de uma atividade comercial, cria obrigações entre sócios e em a terceiros. A validade do contrato social depende do cumprimento de requisitos legais; caso contrário, a sociedade pode ser anulada ou declarada nula.A invalidação e a dissolução de uma sociedade, embora ambas resultem no desaparecimento da entidade, diferem em três aspectos principais: 1. **Sujeitos**: A dissolução pode ocorrer por vontade dos sócios ou decisão judicial, enquanto a invalidação só acontece por ato do Poder Judiciário. 2. **Motivos**: A invalidação é causada por desconformidade com a legislação vigente, enquanto a dissolução pode resultar de falência, inviabilidade do</p><p>objeto social ou dissidência entre sócios. 3. **Efeitos**: A dissolução pode ter efeitos irretroativos, enquanto a invalidação é retroativa. A invalidação pode tornar atos da sociedade ilegais e, em alguns casos, a dissolução também pode ter efeitos retroativos. Atos jurídicos da sociedade não relacionados à existência não são automaticamente invalidados, respeitando a boa-fé de terceiros. Para a validade do contrato social, devem ser atendidos dois conjuntos de requisitos: 1. **Requisitos Genéricos**: Baseiam-se nos elementos que validam qualquer ato jurídico, conforme Art. 104 do Código Civil de 2002. Isso inclui: - **Agente Capaz**: A jurisprudência admite a contratação por menor, desde que não tenha poderes de administração e capital social esteja integralizado. **Objeto**: A atividade econômica deve ser possível e licita, como uma sociedade para exploração de jogo do bicho é inválida. 0 contrato deve ser escrito, podendo ser particular ou público. 2. **Requisitos Específicos** : Relacionam-se diretamente conceito de contrato social (Art. 981 do Código Civil de 2002): Todos sócios devem contribuir para capital social e dos resultados da sociedade. Sociedades que isentam sócios de contribuir para capital social ou excluem sócios dos lucros ou perdas são inválidas. A clausula que indeniza um sócio em caso de falência, das perdas, torna a sociedade nula. CLAUSULAS CONTRATUAIS contrato social deve estabelecer normas para a vida social da sociedade, abordando assuntos de interesse dos sócios, desde que não sejam ilegais. Embora não seja possível prever todos detalhes, contrato deve cumprir requisitos legais essenciais, como a definição do objeto social, para ser registrado na Junta Comercial. Algumas são obrigatórias para a regularidade da sociedade, enquanto outras, como a clausula de arbitragem,</p><p>são facultativas, mas vinculam sócios e, as vezes, seus sucessores. A ausência dessas facultativas não impede registro da sociedade. MODELO DE CLAUSULA ARBITRAL A estabelece que qualquer relacionada à interpretação ou execução do contrato, incluindo danos e indenizações, será resolvida por arbitragem. A arbitragem seguirá a lei Federal 9.307/96 e as regras do Sindicato Nacional dos Juízes Arbitrais do Brasil (SINDJA). As partes concordam em cumprir integralmente a decisão arbitral sem necessidade de notificação adicional. compromisso arbitral é assinado pelas partes e testemunhas, e contrato é redigido em quatro vias. A data do contrato é 13 de junho de 2003. contrato social deve conter essenciais e acidentais. As essenciais, exigidas pelo Art. 53, III, do Decreto 1.800/96, incluem: 1. *Tipo Societário**: Especificar tipo de sociedade. 2. **Objeto Social**: Detalhar a atividade econômica da sociedade. 3. ** Capital Social**: Informar capital social, SUG integralização e a distribuição das cotas. 4. **Responsabilidade dos Socios**: Clarificar a responsabilidade dos sócios conforme a legislação. 5. **Qualificação dos Socios** : Incluir dados pessoais ou CNPJ dos sócios. 6. do Administrador** : Definir quem representará legalmente a sociedade. 7. **Nome Empresarial**: Indicar nome sob qual a sociedade operará. 8. **Sede e Foro**: Especificar município da sede e foro para resolução de disputas. 9. **Prazo de Estabelecer se a sociedade é por prazo determinado ou indeterminado. Cláusulas acidentais, como clausula arbitral e reguladora de reembolsos, não são essenciais para a regularidade, mas podem disciplinar melhor a vida da sociedade. ALTERAÇÃO no CONTRATO SOCIAL</p><p>ato constitutivo da sociedade pode ser alterado pelos sócios ou por decisão judicial, desde que sejam observados requisitos de validade e essenciais. As deliberações sociais, exceto alterações contratuais, são decididas por maioria de votos, com base na participação de cada sócio no capital social. voto de um sócio é proporcional à cota social, e um sócio pode ter maioria se possuir mais da metade do capital social. Em caso de empate entre sócios, prevalece a decisão da maioria dos sócios ou, se houver clausula de arbitragem no contrato social, a decisão do arbitro. Se não houver clausula de arbitragem, juiz decide de acordo com votos já proferidos, sem criar uma alternativa. TIPOS DE SOCIEDADES CONTRATUAIS Código Civil de 2002 regula quatro tipos de sociedades empresariais constituídas por contrato entre sócios: 1. **Sociedade em Nome Coletivo**: Todos sócios têm responsabilidade ilimitada pelas obrigações sociais e podem ser administradores. Regida pelos Arts. a 2. **Sociedade em Comandita Simples**: Alguns sócios, chamados "comanditados", têm responsabilidade ilimitada, enquanto "comanditários" têm responsabilidade limitada. Apenas comanditados podem administrar e nome empresarial deve incluir seus nomes civis. Regida pelos Arts. 1.045 a 1.051. 3. **Sociedade em Conta de Composta por sócios ostensivos e ocultos. Os ostensivos gerenciam a sociedade, enquanto ocultos não aparecem externamente. Regida pelos Arts. 991 a 996. 4. **Sociedade Limitada**: Também conhecida como Sociedade por Quotas de Responsabilidade Limitada (Ltda.), tem responsabilidade limitada dos sócios se a designação "limitada" estiver expressa no contrato social. Regida pelos Arts. a</p><p>Na Sociedade Limitada, a responsabilidade dos sócios é limitada capital integralizado, protegendo patrimônio pessoal dos sócios das dívidas da empresa. No entanto, se capital não estiver totalmente integralizado, sócios são solidariamente responsáveis pelo valor faltante. A responsabilidade dos sócios é baseada no capital subscrito e não apenas no integralizado. Além disso, pode ser responsabilizado pelas dívidas fiscais da sociedade se houver sonegação tributária, conforme atos deliberativos contrários à lei ou ao contrato social. CONCLUSÃO Direito prevê formas de organização jurídica para a sociedade empresarial, cada uma com suas próprias regras para constituição, elaboração e alteração de clausulas Sociedades ações progresso tecnológico transformou a produção e a distribuição de mercadorias, levando à busca por novas formas de manufatura e alocação de bens. No passado, a produção era individualizada, com pequenas fábricas gerando sucesso de forma lenta. Com tempo, surgiu a necessidade de métodos mais dinâmicos, resultando na acumulação e centralização de capital, culminando em oligopólios e no imperialismo do capital. EVOLUÇÃO DA SOCIEDADE Na Antiguidade econômica, a produção era gerida pelo próprio empresário, sem sócios, com investimento geralmente proveniente de capital familiar. Esse modelo era comum tanto na produção quanto na distribuição de mercadorias para comércio atacadista. Esses sistemas prevaleceram principalmente durante a era das feiras livres, que foram proeminentes no século XVIII. Com a concentração de riquezas, empresários viram a necessidade de abrir capital de suas empresas público, criando as Sociedades Anônimas (S/As). Nesse modelo, poder não mais com dono da empresa, mas com acionistas, que têm direitos proporcionais as</p><p>adquiridas. As S/As surgiram para facilitar crescimento rápido e a centralização de capital, permitindo financiamento da produção por meio da participação de investidores, algo impossível para uma empresa individual. As Sociedades Anônimas (S/As) têm como objetivo captar recursos e dinamizar a produção em grande escala. Elas visam sucesso empresarial, que depende da atuação eficaz dos diretores e gerentes, mais do que do controle direto da produção. Marx já alertava sobre possíveis problemas sociais decorrentes da expansão e concentração do capital, questões ainda relevantes na discussão sobre as S/As. Marx previu que as Sociedades Anônimas seriam um meio de fortalecer capital privado de pequeno porte, promovendo um desenvolvimento mais promissor. Ele reconheceu capital dessas sociedades como um tipo de capital social, diferente do capital privado Com surgimento das Sociedades Anônimas, papel do "dono" do capital foi substituído por capitalistas indiretos, que recebem dividendos, enquanto empresários e gerentes passaram a gerir as empresas, sem serem proprietários do capital. As Sociedades Anônimas (S/As) possibilitaram a acumulação e centralização de capital, concentrando riquezas mãos de poucos capitalistas industriais, comerciais e financeiros. Apesar de não democratizarem a propriedade privada, elas intensificam a concentração de capital em um pequeno grupo de grandes proprietários. mercado de ações é crucial para as S/As, permitindo empresários captar recursos de terceiros, transformando acionistas em capitalistas financeiros. As S/As são fundamentais para a expansão, dominação e redução da competição, elevando a produção e estabelecendo uma hegemonia imperialista. No Brasil, Código Civil de 2002 não regulamenta detalhadamente as S/As, deixando essa tarefa para a lei 6.404/76.</p><p>A lei das Sociedades Anônimas (Lei 6.404/76) regula detalhadamente as questões contábeis e a estrutura das S/As, incluindo a classificação de ativos, passivos e patrimônio além das demonstrações contábeis. Devido à complexidade dessa matéria, Código Civil de 2002 não a trata em profundidade, mencionando-a apenas em dois artigos. 0 Artigo do Código Civil repete de que capital da S/A é dividido em ações, e Artigo 1.089 que as S/As são regidas por legislação especial, com aplicação subsidiária do Código Civil nos casos omissos. SOCIEDADE A Sociedade Anônima (S/A) é exclusivamente empresarial, e não pode ser constituída para fins não lucrativos. Sua constituição é feita por meio de estatuto social, e não contrato, definindo claramente seu objeto, que pode incluir participação em outras sociedades. Existem dois tipos de S/As: 1. ** Companhia Aberta**: Ações negociadas em Bolsa de Valores. 2. Companhia Fechada**: Ações pertencem apenas acionistas listados no estatuto e não são negociadas publicamente. capital social pode ser formado por dinheiro ou bens avaliáveis. A avaliação dos bens é regulamentada, sendo realizada por peritos ou empresa especializada e aprovada em assembleia. Se a avaliação não for aceita, projeto de constituição da companhia é cancelado. Bens não podem ser incorporados por valor superior ao dado pelo subscritor. A lei também garante que acionistas não podem votar em deliberações que beneficiem pessoalmente, e estabelece a responsabilidade por avaliação incorreta dos bens. Os direitos essenciais dos acionistas incluem nos lucros, fiscalização da gestão, e preferência em novas ações. Código Civil exige que administradores prestem contas detalhadas e apresentem anuais sócios. SOCIEDADE EM COMANDITA POR AÇÕES</p><p>0 Código Civil de 2002 estabelece, no Artigo 1.090, que a Sociedade em Comandita por Ações, assim como a Sociedade Anônima, é regulada por legislação especial, especificamente pela das Sociedades Anônimas (Lei 6.404/76), com algumas adaptações previstas nos Artigos 1.090 a 1.092. Essa sociedade tem seu capital dividido em ações e pode operar sob firma ou denominação. No contexto da Sociedade em Comandita por Ações, Civil de 2002 estabelece que: 1. Apenas acionistas podem administrar a sociedade, sendo responsáveis subsidiária e ilimitadamente pelas obrigações da empresa. Se houver mais de um diretor, eles são solidariamente responsáveis após esgotamento dos bens sociais. 2. e Destituição**: Diretores são nomeados no ato constitutivo da sociedade e podem ser destituídos apenas por deliberação de acionistas que representem pelo menos dois do capital social. A responsabilidade do diretor destituído continua por dois anos após 3. **Restrições da Assembleia Geral**: A assembleia não pode alterar objeto essencial da sociedade, prorrogar prazo de duração, aumentar ou diminuir capital social, criar debêntures ou partes beneficiárias sem 0 consentimento dos diretores. como FUNCIONA O MERCADO DE AÇÕES Uma ação é um título de renda variável emitido por uma Sociedade Anônima que representa uma fração do capital da empresa. Em uma empresa de capital fechado, se um sócio sai, outros podem comprar SUG parte diretamente. Já em uma empresa de capital aberto, a empresa pode emitir ações no mercado para levantar recursos. Ao comprar ações, um investidor se torna sócio da empresa, e 0 valor das ações pode subir ou descer com desempenho da empresa. Assim, a emissão de ações permite à empresa aumentar número de acionistas e obter recursos</p><p>TIPOS DE AÇÕES Existem dois tipos básicos de ações: **preferenciais (PN)** e **ordinárias (ON)**. - Ações Preferenciais (PN): Garantem prioridade no pagamento de dividendos e na recuperação de investimentos em caso de liquidação da empresa. No entanto, geralmente não oferecem direito de voto. - Ações Ordinárias (ON): Conferem direito de voto GOS acionistas, mas não têm prioridade no pagamento de dividendos ou na liquidação da empresa. Além dessas, empresas podem emitir diferentes classes de ações com específicas, como PNA, PNB, etc., que podem variar em termos de dividendos e restrições de posse. As Sociedades Anônimas (Companhias) são reguladas pela n° 6.404/1976, com alterações pela lei 9.457/1997. Elas são sociedades mercantis cujo capital social é representado por ações e visam obter lucros para distribuir acionistas. Existem duas espécies: ** que capta recursos do público e é fiscalizada pela Comissão de Valores Mobiliários, e ** Companhia Fechada**, que obtém recursos apenas dos próprios acionistas.</p>