Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

<p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE</p><p>DEPARTAMENTO DE PLANEJAMENTO EM SAÚDE</p><p>COORDENADORIA DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO</p><p>ADOLESCENTE</p><p>ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO</p><p>RIBEIRÃO PRETO - SP</p><p>2022</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>LISTA DE QUADROS</p><p>Quadro 1 - Classificação do estado nutricional de crianças menores de dez anos para cada índice</p><p>antropométrico, segundo recomendações do SISVAN............................................................. 10</p><p>Quadro 2 - Classificação do estado nutricional de adolescentes para cada índice antropométrico</p><p>segundo recomendações do SISVAN ....................................................................................... 11</p><p>Quadro 3 – Frequência de preenchimento das informações do SISVAN ................................. 14</p><p>Quadro 4 - Alimentos ultraprocessados direcionados para crianças ........................................ 25</p><p>Quadro 5 - Papinhas industrializadas ....................................................................................... 25</p><p>Quadro 6 - Sucos ou frutas para crianças .................................................................................. 26</p><p>Quadro 7 - Respeitando os sinais de fome e saciedade da criança ........................................... 27</p><p>Quadro 8 - Alimentação da criança aos 6 meses ...................................................................... 30</p><p>Quadro 9 - Alimentação da criança entre 7 e 8 meses .............................................................. 31</p><p>Quadro 10 - Alimentação da criança entre 9 e 11 meses .......................................................... 32</p><p>Quadro 11 - Alimentação da criança entre 1 e 2 anos .............................................................. 33</p><p>Quadro 12 – Compostos lácteos ............................................................................................... 35</p><p>Quadro 13 - Alimentação da criança aos 6 meses em uso de fórmula infantil ......................... 37</p><p>Quadro 14 - Alimentação da criança entre 7 e 8 meses em uso de fórmula infantil ................ 37</p><p>Quadro 15 - Alimentação da criança entre 9 e 11 meses em uso de leite de vaca integral ..... 38</p><p>Quadro 16 - Alimentação da criança entre 1 e 2 anos em uso de leite de vaca integral ........... 38</p><p>Quadro 17 – Alimentação da criança de 4 meses que recebe leite de vaca .............................. 39</p><p>Quadro 18 – Alimentação da criança entre 5 e 11 meses que recebe leite de vaca .................. 40</p><p>Quadro 19 – Alimentação da criança entre 1 e 2 anos que recebe leite de vaca ...................... 40</p><p>Quadro 20 - Doze passos para uma alimentação saudável para</p><p>crianças menores de dois anos................................................................................................... 42</p><p>Quadro 21 – Dez passos para uma alimentação adequada e</p><p>saudável para adultos ............................................................................................................... 44</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>LISTA DE FIGURAS</p><p>Figura 1 – Técnica de aferição do comprimento segundo Plano de Frankfurt ...........................08</p><p>Figura 2 – Aba do e-SUS para acessar a ficha de marcadores do consumo alimentar</p><p>no Hygia ................................................................................................................................... 13</p><p>Figura 3 – Tela de atendimento do paciente para acessar a ficha de marcadores do consumo</p><p>alimentar no Hygia ................................................................................................................... 13</p><p>Figura 4 – Ficha de marcadores do consumo alimentar no Sistema Hygia .............................. 14</p><p>Figura 5 – Como acessar a ferramenta “Vinculação de Famílias”</p><p>no Sistema Bolsa Família na Saúde .......................................................................................... 19</p><p>Figura 6 – Como acessar o “Mapa de Acompanhamento”</p><p>no Sistema Bolsa Família na Saúde .......................................................................................... 20</p><p>Figura 7 - Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos ................................. 21</p><p>Figura 8 – Fluxo de atendimento para a especialidade nutrição/nutricionista .......................... 46</p><p>Figura 9 – Implementando o Guia Alimentar para a População Brasileira em equipes que atuam</p><p>na Atenção Primária à Saúde ................................................................................................... 47</p><p>Figura 10 – Guia de Bolso (versão resumida Guia Alimentar)</p><p>e teste de alimentação saudável ................................................................................................ 48</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>ÍNDICE</p><p>1 – APRESENTAÇÃO ........................................................................................................... 06</p><p>2 – AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS</p><p>E ADOLESCENTES ............................................................................................................. 07</p><p>2.1 – Como realizar a antropometria ........................................................................................ 07</p><p>2.1.1 - Aferição do peso de crianças menores de 2 anos em balança digital ................ 07</p><p>2.1.2 - Aferição do peso de crianças maiores de 2 anos e adolescentes</p><p>em balança digital ......................................................................................................... 07</p><p>2.1.3 - Aferição do comprimento de crianças menores de 2 anos ................................ 08</p><p>2.1.4 - Aferição da altura de crianças maiores de 2 anos e adolescentes ...................... 09</p><p>2.2 – Classificação do estado nutricional .................................................................................. 09</p><p>2.2.1 - Crianças (Menores de 10 anos) .......................................................................... 09</p><p>2.2.2 - Adolescentes (≥ 10 anos e < 20 anos de idade) ................................................. 11</p><p>3 – VIGILÂNCIA ALIMENTAR E NUTRICIONAL ........................................................ 11</p><p>3.1 – Frequência de preenchimento das informações do SISVAN ........................................... 14</p><p>3.2 - Questões dos marcadores de consumo alimentar do SISVAN......................................... 15</p><p>3.3 – Passo a passo para gerar relatórios no SISVAN .............................................................. 16</p><p>4 – PROGRAMA AUXÍLIO BRASIL .................................................................................. 16</p><p>4.1 – Quais são as condicionalidades do Auxílio Brasil? ......................................................... 17</p><p>4.2 – Sistema do Programa Auxílio Brasil ............................................................................... 17</p><p>5 – ORIENTAÇÃO ALIMENTAR PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES ................ 20</p><p>5.1 – Alimentação de crianças menores de 2 anos ................................................................... 21</p><p>5.1.1 – Classificação dos alimentos de acordo com o Novo Guia Alimentar</p><p>para a população brasileira .......................................................................................... 22</p><p>5.1.2 – Respeitando os sinais de fome e saciedade ....................................................... 26</p><p>5.1.3 – Consistência ..................................................................................................... 27</p><p>alimentos devem ser oferecidos a partir dos 6 meses, inclusive a água. Após os 9</p><p>meses, a fórmula infantil pode ser substituída pelo leite de vaca integral.</p><p>Seguem abaixo quadros com um resumo das orientações alimentares para cada faixa</p><p>etária, com as quantidades recomendadas. Essa quantidade serve para a família ter alguma</p><p>referência e não deve ser seguida de forma rígida, uma vez que as características individuais da</p><p>criança devem ser respeitadas (BRASIL, 2019a).</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>37</p><p>Quadro 13 - Alimentação da criança aos 6 meses em uso de fórmula infantil</p><p>AOS 6 MESES DE IDADE</p><p>Café da manhã – fórmula infantil</p><p>Lanche da manhã – fórmula infantil e fruta</p><p>Almoço – É recomendado que o prato da criança tenha:</p><p>- 1 alimento do grupo dos cereais ou raízes e tubérculos</p><p>- 1 alimento do grupo dos feijões</p><p>- 1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e verduras</p><p>- 1 alimento do grupo das carnes e ovos</p><p>Junto à refeição pode ser oferecido um pedaço pequeno de fruta.</p><p>Quantidade aproximada – 2 a 3 colheres de sopa no total</p><p>Lanche da tarde – fórmula infantil e fruta</p><p>Jantar – fórmula infantil</p><p>Ceia – fórmula infantil</p><p>Fonte – BRASIL, 2019a</p><p>Quadro 14 - Alimentação da criança entre 7 e 8 meses em uso de fórmula infantil</p><p>Entre 7 e 8 meses de idade</p><p>Café da manhã – fórmula infantil</p><p>Lanche da manhã – fruta</p><p>Almoço – É recomendado que o prato da criança tenha:</p><p>- 1 alimento do grupo dos cereais ou raízes e tubérculos</p><p>- 1 alimento do grupo dos feijões</p><p>- 1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e verduras</p><p>- 1 alimento do grupo das carnes e ovos</p><p>Junto à refeição pode ser oferecido um pedaço pequeno de fruta.</p><p>Quantidade aproximada – 3 a 4 colheres de sopa no total</p><p>Lanche da tarde – fórmula infantil e fruta</p><p>Jantar – igual ao almoço</p><p>Ceia – fórmula infantil</p><p>Fonte – BRASIL, 2019a</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>38</p><p>Quadro 15 - Alimentação da criança entre 9 e 11 meses em uso de leite de vaca integral</p><p>Entre 9 e 11 meses de idade</p><p>Café da manhã – leite de vaca integral</p><p>Lanche da manhã – fruta</p><p>Almoço – É recomendado que o prato da criança tenha:</p><p>- 1 alimento do grupo dos cereais ou raízes e tubérculos</p><p>- 1 alimento do grupo dos feijões</p><p>- 1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e verduras</p><p>- 1 alimento do grupo das carnes e ovos</p><p>Junto à refeição pode ser oferecido um pedaço pequeno de fruta.</p><p>Quantidade aproximada – 4 a 5 colheres de sopa no total</p><p>Lanche da tarde – leite de vaca integral e fruta</p><p>Jantar – igual ao almoço</p><p>Ceia – leite de vaca integral</p><p>Fonte – BRASIL, 2019a</p><p>Quadro 16 - Alimentação da criança entre 1 e 2 anos em uso de leite de vaca integral</p><p>Entre 1 e 2 anos de idade</p><p>Café da manhã – Leite de vaca integral e fruta ou</p><p>- Leite de vaca integral e cereal (pães caseiros/processados, aveia,</p><p>cuscuz) ou raízes/tubérculos (batata doce, aipim, etc)</p><p>Lanche da manhã – fruta</p><p>Almoço – É recomendado que o prato da criança tenha:</p><p>- 1 alimento do grupo dos cereais ou raízes e tubérculos</p><p>- 1 alimento do grupo dos feijões</p><p>- 1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e verduras</p><p>- 1 alimento do grupo das carnes e ovos</p><p>Junto à refeição pode ser oferecido um pedaço pequeno de fruta.</p><p>Quantidade aproximada – 5 a 6 colheres de sopa no total</p><p>Lanche da tarde – igual ao café da manhã</p><p>Jantar – igual ao almoço</p><p>Ceia – leite de vaca integral</p><p>Fonte – BRASIL, 2019a</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>39</p><p>• Crianças que recebem leite de vaca modificado</p><p>As crianças que recebem leite de vaca modificado em casa podem receber novos</p><p>alimentos a partir dos 4 meses para evitar deficiências nutricionais. A partir dos 4 meses, o leite</p><p>não precisa mais ser diluído e o leite em pó pode ser preparado conforme orientação do rótulo.</p><p>Seguem abaixo quadros com um resumo das orientações alimentares para cada faixa</p><p>etária, com as quantidades recomendadas. Essa quantidade serve para a família ter alguma</p><p>referência e não deve ser seguida de forma rígida, uma vez que as características individuais da</p><p>criança devem ser respeitadas (BRASIL, 2019a).</p><p>Quadro 17 – Alimentação da criança de 4 meses que recebe leite de vaca</p><p>AOS 4 MESES DE IDADE</p><p>Café da manhã – leite de vaca integral</p><p>Lanche da manhã – fruta</p><p>Almoço – É recomendado que o prato da criança tenha:</p><p>- 1 alimento do grupo dos cereais ou raízes e tubérculos</p><p>- 1 alimento do grupo dos feijões</p><p>- 1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e verduras</p><p>- 1 alimento do grupo das carnes e ovos</p><p>Junto à refeição pode ser oferecido um pedaço pequeno de fruta.</p><p>Quantidade aproximada – 2 a 3 colheres de sopa no total</p><p>Lanche da tarde – leite de vaca integral e fruta</p><p>Jantar – leite de vaca integral</p><p>Ceia – leite de vaca integral</p><p>Fonte – BRASIL, 2019a</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>40</p><p>Quadro 18 – Alimentação da criança entre 5 e 11 meses que recebe leite de vaca</p><p>Entre 5 e 11 meses de idade</p><p>Café da manhã – leite de vaca integral</p><p>Lanche da manhã – fruta</p><p>Almoço – É recomendado que o prato da criança tenha:</p><p>- 1 alimento do grupo dos cereais ou raízes e tubérculos</p><p>- 1 alimento do grupo dos feijões</p><p>- 1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e verduras</p><p>- 1 alimento do grupo das carnes e ovos</p><p>Junto à refeição pode ser oferecido um pedaço pequeno de fruta.</p><p>Quantidade aproximada entre 5 e 6 meses – 2 a 3 colheres de sopa no total</p><p>Quantidade aproximada entre 7 e 8 meses – 3 a 4 colheres de sopa no total</p><p>Quantidade aproximada entre 9 e 11 meses – 4 a 5 colheres de sopa no total</p><p>Lanche da tarde – leite de vaca integral e fruta</p><p>Jantar – igual ao almoço</p><p>Ceia – leite de vaca integral</p><p>Fonte – BRASIL, 2019a</p><p>Quadro 19 – Alimentação da criança entre 1 e 2 anos que recebe leite de vaca</p><p>Entre 1 e 2 anos de idade</p><p>Café da manhã – Leite de vaca integral e fruta ou cereal (pães caseiros,</p><p>aveia, cuscuz) ou raízes/tubérculos (batata doce, aipim)</p><p>Lanche da manhã – fruta</p><p>Almoço – É recomendado que o prato da criança tenha:</p><p>- 1 alimento do grupo dos cereais ou raízes e tubérculos</p><p>- 1 alimento do grupo dos feijões</p><p>- 1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e verduras</p><p>- 1 alimento do grupo das carnes e ovos</p><p>Junto à refeição pode ser oferecido um pedaço pequeno de fruta.</p><p>Quantidade aproximada – 5 a 6 colheres de sopa no total</p><p>Lanche da tarde – igual ao café da manhã</p><p>Jantar – igual ao almoço</p><p>Ceia – leite de vaca integral</p><p>Fonte – BRASIL, 2019a</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>41</p><p>5.6 – ALIMENTAÇÃO DE CRIANÇAS VEGETARIANAS E VEGANAS</p><p>Assim como as demais, as crianças vegetarianas ou veganas devem ser amamentadas</p><p>por 2 anos ou mais, e devem receber leite materno exclusivamente até os 6 meses. O leite</p><p>materno será uma importante fonte de cálcio para a criança;</p><p>- A alimentação deverá garantir a oferta de nutrientes necessários à criança, especialmente</p><p>cálcio e ferro;</p><p>- Consumir uma fruta rica em vitamina C após as refeições auxilia na absorção de ferro dos</p><p>alimentos;</p><p>- No almoço e jantar, diariamente, devem estar presentes: 1 alimento do grupo dos</p><p>cereais/tubérculos/raízes, 1 alimento do grupo dos feijões (leguminosas), 2 ou mais alimentos</p><p>do grupos dos legumes e verduras, sendo um vegetal folhoso verde-escuro e um legume</p><p>colorido, 1 fruta;</p><p>- os leites vegetais não devem ser utilizados para substituir o aleitamento da criança menor de</p><p>6 meses. Após os 6 meses, esses leites podem fazer parte da rotina alimentar da criança, junto</p><p>com outros alimentos;</p><p>É fundamental que qualquer criança seja acompanhada por um profissional de saúde,</p><p>para avaliar seu crescimento e desenvolvimento. Em especial as crianças vegetarianas e veganas</p><p>devem ser avaliadas em relação à necessidade de suplementação de nutrientes, principalmente</p><p>a vitamina B12,</p><p>que não está presente nos alimentos de origem vegetal (BRASIL, 2019a).</p><p>O Guia Alimentar para Crianças Menores de Dois Anos (BRASIL, 2019a) recomenda</p><p>doze passos para uma alimentação saudável. São orientações resumidas para amamentar e</p><p>alimentar adequadamente a criança, com dicas que abrangem também toda a família.</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>42</p><p>Quadro 20 - Doze passos para uma alimentação saudável para crianças menores de dois anos</p><p>12 PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL</p><p>PASSO 1 Amamentar até os 2 anos ou mais, oferecendo somente o leite materno até</p><p>os 6 meses</p><p>PASSO 2 Oferecer alimentos in natura ou minimamente processados, além do leite</p><p>materno, a partir dos 6 meses.</p><p>PASSO 3 Oferecer água própria para o consumo à criança em vez de sucos,</p><p>refrigerantes e outras bebidas açucaradas</p><p>PASSO 4 Oferecer a comida amassada quando a criança começar a comer outros</p><p>alimentos, além do leite materno</p><p>PASSO 5 Não oferecer açúcar nem preparações ou produtos que contenham açúcar à</p><p>criança até 02 anos de idade</p><p>PASSO 6 Não oferecer alimentos ultraprocessados para a criança</p><p>PASSO 7 Cozinhar a mesma comida para a criança e a família</p><p>PASSO 8 Zelar para que a hora da alimentação da criança seja um momento de</p><p>experiências positivas, aprendizado e afeto junto da família</p><p>PASSO 9 Prestar atenção aos sinais de fome e saciedade da criança e conversar com</p><p>ela durante a refeição</p><p>PASSO 10 Cuidar da higiene em todas as etapas da alimentação da criança e da família</p><p>PASSO 11 Oferecer à criança alimentação adequada e saudável também fora de casa</p><p>PASSO 12 Proteger a criança da publicidade de alimentos</p><p>Fonte – BRASIL, 2019ª</p><p>5.7 – ALIMENTAÇÃO DE CRIANÇAS MAIORES E ADOLESCENTES</p><p>A alimentação da criança acima de 02 anos de idade, do adolescente e do indivíduo</p><p>adulto segue as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira (BRASIL, 2014)</p><p>que sugere evitar o consumo de alimentos processados e ultraprocessados e dar preferência aos</p><p>alimentos in natura e minimamente processados. Este material nos serve de modelo sobre o que</p><p>é uma alimentação mais segura, justa, adequada e saudável e está disponível no link:</p><p>https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/novembro/05/Guia-Alimentar-para-a-</p><p>pop-brasiliera-Miolo-PDF-Internet.pdf</p><p>https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/novembro/05/Guia-Alimentar-para-a-pop-brasiliera-Miolo-PDF-Internet.pdf</p><p>https://portalarquivos.saude.gov.br/images/pdf/2014/novembro/05/Guia-Alimentar-para-a-pop-brasiliera-Miolo-PDF-Internet.pdf</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>43</p><p>O Guia pode ser utilizado para apoiar e incentivar práticas alimentares saudáveis no</p><p>âmbito individual e coletivo, bem como para subsidiar políticas, programas e ações que visem</p><p>incentivar, apoiar, proteger e promover a saúde e a segurança alimentar e nutricional da</p><p>população (BRASIL, 2014).</p><p>Na fase da adolescência, período de grandes mudanças físicas, emocionais e psíquicas</p><p>os cuidados com a alimentação não devem ser esquecidos. De maneira geral, os jovens seguem</p><p>comportamentos ditados pelo grupo ao qual pertencem e muitos dos hábitos alimentares são</p><p>influenciados pelos amigos e colegas. Não é incomum o adolescente se interessar por alimentos</p><p>ultraprocessados que são ricos em sódio, gordura e altamente calóricos. O papel que a mídia e</p><p>a propaganda de alimentos exercem no poder de escolha da alimentação, especialmente entre</p><p>os jovens, é assustador e pode prejudicar o seu desenvolvimento evoluindo para casos de</p><p>obesidade, diabetes e outras doenças crônicas que venham a surgir na idade adulta (UNICEF,</p><p>2018).</p><p>No caso de jovens e adolescentes o que auxilia na abordagem da reeducação alimentar</p><p>e nutricional é a linguagem que se usa, técnicas e atividades que os mantêm interessados no</p><p>tema da alimentação e que os provoque e estimule mudanças de estilo de vida e dos hábitos</p><p>alimentares.</p><p>As atividades para conscientizar as crianças e adolescentes na fase escolar sobre o</p><p>excesso de peso e a alimentação são melhor compreendidas quando desenvolvidas por meio de</p><p>brincadeiras, muita diversão e entretenimento. As crianças se distraem muito facilmente e os</p><p>adolescentes necessitam se identificar com o tema e o conteúdo para não se dispersarem,</p><p>portanto, abordagens no formato de palestras podem não surtir o efeito desejado. É sempre bom</p><p>desenvolver brincadeiras fazendo com que a criança e o adolescente se entretenham, raciocinem</p><p>e se conscientizem do tema abordado. Alguns exemplos de brincadeiras e atividades podem ser</p><p>consultadas no site da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto - Secretaria da Saúde, pelo link:</p><p>http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/saude/programa-saude-na-escola . São atividades do</p><p>Programa Saúde na Escola (PSE) que são detalhadas em capítulo específico deste Protocolo.</p><p>Segue um quadro resumo com as dez recomendações do Guia alimentar para a</p><p>população brasileira (BRASIL, 2014).</p><p>http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/saude/programa-saude-na-escola</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>44</p><p>Quadro 21 – Dez passos para uma alimentação adequada e saudável para adultos</p><p>10 PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO ADEQUADA E SAUDÁVEL</p><p>PASSO 1 Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da</p><p>alimentação</p><p>PASSO 2 Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e</p><p>cozinhar alimentos e criar preparações culinárias</p><p>PASSO 3 Limitar o consumo de alimentos processados</p><p>PASSO 4 Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados</p><p>PASSO 5 Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que</p><p>possível, com companhia</p><p>PASSO 6 Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou</p><p>minimamente processados</p><p>PASSO 7 Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias</p><p>PASSO 8 Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece</p><p>PASSO 9 Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na</p><p>hora</p><p>PASSO 10 Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação</p><p>veiculadas em propagandas comerciais</p><p>Fonte – BRASIL, 2014</p><p>6. PREVENÇÃO E CONTROLE DE AGRAVOS NUTRICIONAIS</p><p>O cenário epidemiológico brasileiro aponta fortemente a problemática do excesso de</p><p>peso como a condição mais prevalente em todas as faixas etárias e apresenta a alimentação</p><p>inadequada como um de seus principais fatores de risco (PNAN, 2012)</p><p>O Brasil vivencia um rápido processo de transição alimentar, nutricional e</p><p>epidemiológica, marcado pela coexistência de desnutrição, excesso de peso e carências</p><p>nutricionais, como entre as crianças indígenas, quilombolas, residentes na região norte do País</p><p>e aquelas pertencentes às famílias beneficiárias dos programas de transferência de renda,</p><p>afetando principalmente crianças e mulheres que vivem em bolsões de pobreza (FAO, 2018;</p><p>SAPS, 2020).</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>45</p><p>A melhoria ao acesso à saúde e à renda da população deveria ter impactado no avanço</p><p>dos indicadores relativos à deficiência de micronutrientes, mas as pesquisas apontam a</p><p>persistência das deficiências de ferro e vitamina A. Também se observa o ressurgimento de</p><p>casos de Beribéri (deficiência de vitamina B1 ou tiamina) em alguns Estados brasileiros e o</p><p>desajuste do consumo de iodo por adultos, proveniente do consumo excessivo do sal de cozinha</p><p>iodado (SAPS, 2020).</p><p>Além dos agravos nutricionais mencionados acima, a Política Nacional de Alimentação</p><p>e Nutrição (PNAN) também reconhece as necessidades alimentares especiais como demanda</p><p>para a atenção nutricional no SUS, referidas na política como sendo as necessidades</p><p>alimentares, sejam restritivas ou suplementares, de indivíduos portadores de alteração</p><p>metabólica ou fisiológica que cause mudanças,</p><p>temporárias ou permanentes, relacionadas à</p><p>utilização biológica de nutrientes ou a via de consumo alimentar (enteral ou parenteral). Dessa</p><p>forma, são exemplos: erros inatos do metabolismo, doença celíaca, HIV/aids, intolerâncias</p><p>alimentares, alergias alimentares, transtornos alimentares, prematuridade, nefropatias, entre</p><p>outros (PNAN, 2012; SAPS, 2020).</p><p>Um dos grandes desafios da atualidade está no controle da obesidade que vem</p><p>aumentando vertiginosamente tanto em crianças quanto em adolescentes e no combate às</p><p>deficiências nutricionais por carência de micronutrientes e a desnutrição cujos casos ainda</p><p>prevalecem com mais frequência nas populações mais vulneráveis e em insegurança alimentar.</p><p>O Ministério da Saúde promove ações de prevenção e controle de carências nutricionais</p><p>específicas na Atenção Primária à Saúde (APS), orientado pelos programas nacionais de</p><p>suplementação de vitamina A, de suplementação de ferro e da fortificação da alimentação</p><p>infantil com micronutrientes em pó (NutriSUS).</p><p>O município de Ribeirão Preto realiza, atualmente, ações de suplementação de ferro nas</p><p>crianças de 06 a 24 meses de idade. Nas gestantes, o médico prescreve na 20ª semana de</p><p>gestação 1 comprimido de sulfato ferroso, antes do almoço, até o final da gravidez. Caso a</p><p>gestante apresente anemia, essa dose é dobrada.</p><p>Com relação ao ácido fólico, ele é prescrito pela enfermeira ou pelo médico no primeiro</p><p>atendimento, a recomendação é de 400 mcg/dia, os frascos de ácido fólico são de 30 ml (0,2</p><p>mg/ml), então a prescrição é de 40 gotas 1 vez ao dia até o final da gravidez.</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>46</p><p>6.1 - FLUXO DE ATENDIMENTO</p><p>Quando o indivíduo recebe o diagnóstico de um estado nutricional inadequado, sendo</p><p>magreza ou excesso de peso, é orientado que seja acompanhado pela Unidade de Saúde. Na</p><p>atenção primária, qualquer categoria profissional pode fazer orientações sobre a qualidade da</p><p>alimentação, seguindo as orientações do Guia Alimentar para a População Brasileira (BRASIL,</p><p>2014). Existem alguns materiais disponíveis no almoxarifado da Secretaria Municipal da Saúde</p><p>de Ribeirão Preto que podem auxiliar os profissionais na orientação de uma alimentação</p><p>saudável. Os materiais existentes estão descritos a seguir, com os respectivos códigos do</p><p>almoxarifado:</p><p>- 027.004.003.000014: 10 passos para uma alimentação adequada e saudável para adultos;</p><p>- 027.004.008.000009: 10 Passos da alimentação saudável para crianças menores de 2 anos;</p><p>- 027.004.008.000010: Na cozinha com as frutas, legumes e verduras;</p><p>- 027.004.003.000016: Papa de frutas;</p><p>- 027.004.003.000015: Papa salgada;</p><p>- 027.004.001.000207: 10 metas para uma alimentação saudável;</p><p>- 027.004.003.00028: Guia de Bolso e teste de alimentação saudável.</p><p>Quando os recursos da Atenção Primária não forem suficientes no</p><p>tratamento/acompanhamento do paciente, e se o profissional responsável pelo</p><p>acompanhamento do paciente achar necessária a prescrição de dieta individual, deve ser</p><p>realizado o encaminhamento do paciente para a atenção secundária, para a especialidade</p><p>“Nutrição”. O encaminhamento pode ser feito conforme fluxo descrito abaixo:</p><p>Figura 8 – Fluxo de atendimento para a especialidade nutrição/nutricionista</p><p>Para consulta do protocolo de encaminhamento para Nutrição, segue link de acesso:</p><p>https://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/portal/pdf/saude692202204.pdf</p><p>Sistema Hygia</p><p>Aba</p><p>"Regulação"</p><p>Encaminhamento Especialidade</p><p>Nutrição/</p><p>Nutricionista</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>47</p><p>7 – AÇÕES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO NA REDE DE ATENÇÃO BÁSICA</p><p>MUNICIPAL</p><p>A rede de atenção básica é fortalecida com ações de intersetorialidade e uma das</p><p>maneiras de colocar isto em prática é promovendo ações coletivas que envolvam as equipes de</p><p>saúde e a comunidade local.</p><p>Nas Unidades de Saúde deste município são propostas algumas ações que abordam o</p><p>tema da alimentação e nutrição e que são importantes para a integridade das equipes de saúde,</p><p>garantindo a manutenção e a coesão da rede de atenção básica.</p><p>Existe uma publicação do Ministério da Saúde, denominada “Implementando o Guia</p><p>Alimentar para a população brasileira em equipes que atuam na Atenção Primária à</p><p>Saúde”. Trata-se de um modelo de metodologia pensado, inicialmente, para a implementação</p><p>do Guia Alimentar Para a População Brasileira junto a equipes de Núcleo Ampliado de Saúde</p><p>da Família e Atenção Básica. Sem perder de vista o papel relevante que cumprem enfermeiros,</p><p>médicos, entre outros, ele pode, também, ser aplicado a todos os profissionais das equipes no</p><p>território da Atenção Primária à Saúde (BRASIL, 2019b).</p><p>Figura 9 – Implementando o Guia Alimentar para a População Brasileira em equipes que atuam</p><p>na Atenção Primária à Saúde</p><p>As ações coletivas que são desenvolvidas nas Unidades de Saúde podem ser planejadas</p><p>com auxílio deste material e capacitação das equipes pelas nutricionistas da Secretaria da Saúde</p><p>e alunos do Programa de Residência Multidisciplinar do HCFMRP – USP.</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>48</p><p>Acesso a este material pelo link:</p><p>http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/manual_instrutivo_guia_alimentar_pop</p><p>_brasileira.pdf</p><p>A família também tem um papel fundamental no desenvolvimento dos hábitos</p><p>alimentares, pois exerce influência no consumo, na prática e na escolha dos alimentos.</p><p>Para auxílio das ações coletivas nas Unidades de Saúde, a Secretaria Municipal da Saúde</p><p>de Ribeirão Preto disponibiliza folders e instrutivos que podem ser utilizados nos grupos com</p><p>a comunidade.</p><p>Os materiais estão no almoxarifado e podem ser solicitados, via requisição de materiais,</p><p>sob os seguintes códigos:</p><p>027.004.003.000029: 10 passos para uma alimentação adequada e saudável para adultos;</p><p>027.004.003.000016: Papa de frutas;</p><p>027.004.003.000017: Papa salgada;</p><p>027.004.001.000207: 10 metas para uma alimentação saudável;</p><p>027.004.003.00028: Guia de Bolso e teste de alimentação saudável.</p><p>O “Guia de Bolso” é uma publicação do Ministério da Saúde que consta uma versão</p><p>resumida do Guia Alimentar para a População Brasileira com a incorporação de um teste sobre</p><p>como está a nossa alimentação, além da nova versão dos 10 passos para uma alimentação</p><p>saudável e uma tabela resumida de porções de alimentos em medidas caseiras.</p><p>No almoxarifado é possível solicitar esse teste de alimentação e incentivar a</p><p>comunidade, famílias e usuários do SUS como realizar uma alimentação saudável e adequada.</p><p>Figura 10 – Guia de Bolso (versão resumida Guia Alimentar) e teste de alimentação saudável</p><p>http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/manual_instrutivo_guia_alimentar_pop_brasileira.pdf</p><p>http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/manual_instrutivo_guia_alimentar_pop_brasileira.pdf</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>49</p><p>Desde o 1° semestre de 2019 estão disponíveis nas Unidades, um pendrive com alguns</p><p>vídeos gravados sobre o que é uma alimentação saudável e adequada e orientações quanto às</p><p>mudanças de hábitos alimentares e estilo de vida. Este dispositivo pode ser instalado nas TVs</p><p>e enquanto o paciente aguarda a consulta recebe informações e dicas sobre práticas mais</p><p>adequadas de se alimentar melhor e de forma mais saudável.</p><p>7.1 - AÇÕES COLETIVAS DO PSE – PROGRAMA CRESCER SAUDÁVEL</p><p>São as atividades propostas pelo Crescer Saudável, no âmbito do PSE, que os</p><p>profissionais de saúde desenvolvem no ambiente escolar: antropometria das crianças menores</p><p>de 10 anos e diagnóstico do estado nutricional, promoção de práticas esportivas para combater</p><p>o sedentarismo, orientação sobre o que é uma alimentação adequada e saudável e</p><p>encaminhamento para Unidade de Saúde, os casos de obesidade infantil.</p><p>Recomenda-se a leitura do capítulo</p><p>sobre o Programa Saúde na Escola (PSE) deste</p><p>protocolo.</p><p>7.2 - EAAB (ESTRATÉGIA AMAMENTA E ALIMENTA BRASIL)</p><p>Trata de uma ação de apoio e monitoramento das pactuações que as Unidades de Saúde</p><p>estabelecem em parceria com o Programa de Aleitamento Materno (PALMA). Os funcionários</p><p>da Unidade se comprometem a conscientizar a população da importância da amamentação</p><p>exclusiva até os 6 meses de idade e a alimentação complementar até os 2 anos de vida da</p><p>criança. Além disso, promovem o acolhimento da gestante, da puérpura e do recém-nascido que</p><p>busca o atendimento do serviço de saúde.</p><p>A abordagem deste tema pode ser feita nos grupos de gestante, na clínica do bebê, nas</p><p>salas de espera da pré e pós consulta ou quaisquer outros ambientes da Unidade, respeitando a</p><p>particularidade do funcionamento de cada uma.</p><p>Recomenda-se a leitura do Protocolo e Diretrizes de Atendimento em Aleitamento</p><p>Materno.</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>50</p><p>7.3 - ENCONTRO MUNICIPAL DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO</p><p>O Encontro Municipal de Alimentação e Nutrição acontece uma vez ao ano e conta com</p><p>a parceria das Secretarias da Educação e da Assistência Social.</p><p>Este evento inspirou-se num outro modelo de ação na área de alimentação e nutrição</p><p>denominado Passaporte para Saúde.</p><p>Atualmente está em seu terceiro ano de existência e basicamente é um encontro que</p><p>estimula a troca de saberes e de vivências sobre práticas de incentivo e promoção de uma</p><p>alimentação mais saudável, mais equilibrada e mais justa nas diferentes esferas de atuação</p><p>pública, ou seja, o campo da Educação, da Assistência Social e da Saúde.</p><p>No caso específico da Saúde, as Unidades são convidadas a apresentarem, sob o tema</p><p>da alimentação e nutrição, o que tem desenvolvido na comunidade para estimular mudanças no</p><p>estilo de vida e no modo de se comportarem com relação às práticas alimentares.</p><p>As apresentações são livres, podendo fazer uso de explanações com uso de recursos</p><p>audiovisuais, como também dramatizações, oficinas, workshops.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção</p><p>Básica. Orientações para a coleta e análise de dados antropométricos em serviços de</p><p>saúde: Norma Técnica do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN.</p><p>Brasília, 2011. 76 p.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política Nacional de</p><p>Alimentação e Nutrição. Brasília, 2012a.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção</p><p>Básica. Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento / Ministério da Saúde. Secretaria</p><p>de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2012b.</p><p>BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Guia Alimentar para a</p><p>população brasileira. 2ªed., Brasília, 2014.</p><p>BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção</p><p>Básica. Marco de referência da vigilância alimentar e nutricional na atenção básica /</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>51</p><p>Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. –</p><p>Brasília : Ministério da Saúde, 2015.</p><p>BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria da Atenção Primária à Saúde. Guia Alimentar para</p><p>crianças brasileiras menores de 2 anos. Brasília, 2019a.</p><p>BRASIL, Ministério da Saúde. Manual instrutivo: implementando o guia alimentar para a</p><p>população brasileira em equipes que atuam na Atenção Primária à Saúde. Brasília, 2019b.</p><p>BRASIL. Ministério da Cidadania. Secretaria Especial do Desenvolvimento Social, 2020.</p><p>Disponível em: http://mds.gov.br/assuntos/bolsa-familia. Acesso em 07 mai 2020.</p><p>DE ONIS, M. et al. Development of a WHO growth reference for school-aged children and</p><p>adolescents. Bulletin of the World Health Organization, [S. l.], v. 85, p. 660-667, 2007.</p><p>Disponível em: https://www.who.int/growthref/en/. Acesso em 19 mai 2010.</p><p>DECRETO Nº 10.852, DE 8 DE NOVEMBRO DE 2021. Regulamenta o Programa Auxílio</p><p>Brasil, instituído pela Medida Provisória nº 1.061, de 9 de agosto de 2021.</p><p>FAO. State of Food Insecurity and Nutrition in the World 2018. Rome: FAO, 2018.</p><p>INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATISTICA. Coordenação de Trabalho e</p><p>Rendimento. Pesquisa de orçamentos familiares 2017-2018: avaliação nutricional da</p><p>disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil. Rio de Janeiro, 2020. 61 p.</p><p>MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de</p><p>Promoção da Saúde. Coordenação-Geral de Promoção da Atividade Física e Ações</p><p>Intersetoriais. Relatório sobre o Acompanhamento das Condicionalidades da Saúde no</p><p>Programa Bolsa Família - 2ª Vigência de 2019. SÃO PAULO, 2019.</p><p>RIBEIRÃO PRETO, Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Saúde. Departamento de</p><p>Atenção à Saúde das Pessoas. Protocolo e Diretrizes de Atendimento em Aleitamento</p><p>Materno. Ribeirão Preto, 2020.</p><p>SECRETARIA DE ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE (SAPS). Prevenção e controle de</p><p>agravos nutricionais. Disponível em: aps.saude.gov.br/ape/pcan/ Acesso em: 05 de junho de</p><p>2020.</p><p>UNICEF. Comer bem e melhor: dicas para promover alimentação saudável entre crianças</p><p>e adolescentes. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/relatorios/comer-bem-e-melhor-</p><p>dicaspara-promover-alimentacao-saudavel. 2018</p><p>WORLD HEALTH ORGANIZATION. Who child growth standards: length/height-for-</p><p>age,weight-for-age, weightfor-length, weight-for-height and body mass index-for-age.</p><p>Methods and development. WHO (nonserial publication). Geneva, Switzerland: WHO, 2006.</p><p>Disponível em: https://www.who.int/childgrowth/en/. Acesso em 19 mai 2020.</p><p>http://mds.gov.br/assuntos/bolsa-familia</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>52</p><p>ANEXOS</p><p>Curvas de crescimento para crianças menores de 5 anos</p><p>• Estatura para Idade</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>53</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>54</p><p>• Peso para Estatura</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>55</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>56</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>57</p><p>• Peso para Idade</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>58</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>59</p><p>• IMC por Idade</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>60</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>61</p><p>Curvas de crescimento para crianças de 5 a 10 anos</p><p>• Peso por idade</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>62</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>63</p><p>Curvas de crescimento para crianças de 5 a 19 anos</p><p>• Estatura por idade</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>64</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>65</p><p>• IMC por idade</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>66</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>67</p><p>5.1.4 – Quantidade ....................................................................................................... 28</p><p>5.1.5 – Sal, óleo e temperos .......................................................................................... 28</p><p>5.1.6 – Açúcar e mel ..................................................................................................... 28</p><p>5.1.7 – Tomar sol .......................................................................................................... 28</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>5.2 – Alimentação da criança em cada faixa de idade .............................................................. 29</p><p>5.2.1 - Aos 6 meses ....................................................................................................... 29</p><p>5.2.2 - Entre 7 e 8 meses de idade ................................................................................. 30</p><p>5.2.3 - Entre 9 e 11 meses de idade ............................................................................... 31</p><p>5.2.4 - Entre 1 e 2 anos .................................................................................................. 32</p><p>5.3 - Alimentação para crianças maiores de 2 anos .................................................................. 33</p><p>5.4 – Crianças menores de 6 meses que não estão sendo amamentadas exclusivamente ......... 34</p><p>5.5 – Alimentação de crianças não amamentadas ..................................................................... 35</p><p>5.5.1 – Preparo das fórmulas infantis ............................................................................ 35</p><p>5.5.2 – Início de oferta de novos alimentos para crianças não amamentadas ............... 36</p><p>5.6 – Alimentação de crianças vegetarianas e veganas ............................................................. 41</p><p>5.7 – Alimentação de crianças maiores e adolescentes ............................................................. 42</p><p>6 – PREVENÇÃO E CONTROLE DE AGRAVOS NUTRICIONAIS ............................. 44</p><p>6.1 – Fluxo de Atendimento ..................................................................................................... 46</p><p>7 – AÇÕES DE ALIMENTAÇÃO E NUTRIÇÃO NA REDE DE ATENÇÃO BÁSICA</p><p>MUNICIPAL .......................................................................................................................... 47</p><p>7.1 – Ações coletivas do PSE – Programa Crescer Saudável ................................................... 49</p><p>7.2 – EAAB (Estratégia Amamenta e Alimenta Brasil) ........................................................... 49</p><p>7.3 – Encontro Municipal de Alimentação e Nutrição ............................................................. 50</p><p>8 – REFERÊNCIAS ............................................................................................................... 51</p><p>9 – ANEXOS ........................................................................................................................... 53</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>6</p><p>1 – APRESENTAÇÃO</p><p>A população brasileira, nas últimas décadas, experimentou grandes transformações</p><p>sociais que resultaram em mudanças no seu padrão de saúde e consumo alimentar. Essas</p><p>transformações acarretaram impacto na diminuição da pobreza e exclusão social e,</p><p>consequentemente, da fome e desnutrição. Por outro lado, observa-se aumento vertiginoso do</p><p>excesso de peso em todas as camadas da população e em diferentes faixas etárias, apontando</p><p>para um novo cenário de problemas relacionados à alimentação e nutrição (BRASIL, 2012a).</p><p>As mudanças do padrão de consumo alimentar se resumem em diminuição do hábito de</p><p>cozinhar em casa, já que as pessoas estão comprando cada vez menos ingredientes e alimentos</p><p>naturais, como arroz, feijão, óleo, frutas, verduras e legumes, e comprando mais alimentos</p><p>processados e ultraprocessados, que são aqueles alimentos prontos para o consumo, geralmente</p><p>ricos em sal, açúcar, gorduras e aditivos. Cerca de metade (49,5%) das calorias totais</p><p>disponíveis para consumo nos domicílios brasileiros provém de alimentos in natura ou</p><p>minimamente processados, 22,3% de ingredientes culinários processados, 9,8% de alimentos</p><p>processados e 18,4% de alimentos ultraprocessados (INSTITUTO BRASILEIRO DE</p><p>GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2020).</p><p>É importante destacar o papel dos sistemas de vigilância em saúde, que nos permitem</p><p>ter acesso aos dados de saúde da nossa população ao longo do tempo, fazendo análises,</p><p>fornecendo diagnósticos e dando subsídio para o planejamento de ações em saúde.</p><p>A Vigilância Alimentar e Nutricional é um valioso instrumento de apoio às ações de</p><p>promoção da saúde que o Ministério da Saúde recomenda que seja adotado pelos profissionais</p><p>da área e pelos gestores do Sistema Único de Saúde - SUS, visando o aumento da qualidade da</p><p>assistência à população (BRASIL, 2011).</p><p>Este Protocolo se faz no sentido de orientar os profissionais da Secretaria Municipal da</p><p>Saúde de Ribeirão Preto/SP a avaliar o estado nutricional das crianças e dos adolescentes de</p><p>forma integral, com um olhar atento para a antropometria e também para o consumo alimentar</p><p>e a registrarem essas informações nos nossos sistemas. Dessa forma, os profissionais terão</p><p>subsídios para a tomada de decisões no tratamento de cada indivíduo e da coletividade. Por fim,</p><p>esse documento também vai apoiar os profissionais, disponibilizando materiais de apoio para</p><p>orientação alimentar e nutricional, de uso individual ou coletivo nas Unidades de Saúde.</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>7</p><p>2 – AVALIAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES</p><p>Estado nutricional é o resultado do equilíbrio entre o consumo de nutrientes e o gasto</p><p>energético do organismo para suprir as necessidades nutricionais (BRASIL, 2011). O estado</p><p>nutricional pode ter três tipos de manifestação orgânica:</p><p>- Adequação Nutricional (Eutrofia): manifestação produzida pelo equilíbrio entre o consumo e</p><p>as necessidades nutricionais.</p><p>- Carência Nutricional: situação em que deficiências gerais ou específicas de energia e</p><p>nutrientes resultam na instalação de processos orgânicos adversos à saúde.</p><p>- Distúrbio Nutricional: problemas relacionados ao consumo inadequado de alimentos, tanto</p><p>por escassez quanto por excesso, como a desnutrição e a obesidade.</p><p>2.1 – COMO REALIZAR A ANTROPOMETRIA</p><p>2.1.1 - Aferição do peso de crianças menores de 2 anos em balança digital</p><p>1º Passo: A balança deve estar ligada antes de a criança ser colocada sobre o equipamento.</p><p>Esperar que a balança chegue ao zero.</p><p>2º Passo: Despir totalmente a criança com o auxílio da mãe/responsável.</p><p>3º Passo: Colocar a criança despida no centro do prato da balança, sentada ou deitada, de modo</p><p>que o peso fique distribuído. Manter a criança parada (o máximo possível) nessa posição.</p><p>Orientar a mãe/responsável a manter-se próximo, sem tocar na criança, nem no equipamento.</p><p>4º Passo: Aguardar que o valor do peso esteja fixado no visor e realizar a leitura.</p><p>5º Passo: Anotar o peso no formulário da Vigilância Alimentar e Nutricional -</p><p>SISVAN/prontuário. Retirar a criança.</p><p>6º Passo: Marcar o peso na Caderneta de Saúde da Criança (BRASIL, 2011).</p><p>2.1.2 - Aferição do peso de crianças maiores de 2 anos e adolescentes em balança digital</p><p>1º Passo: A balança deve estar ligada antes do indivíduo posicionar-se sobre o equipamento.</p><p>Esperar que a balança chegue ao zero.</p><p>2º Passo: Colocar a criança, adolescente ou adulto, no centro do equipamento, com o mínimo</p><p>de roupa possível, descalço, ereto, com os pés juntos e os braços estendidos ao longo do corpo.</p><p>Mantê-lo parado nessa posição.</p><p>3º Passo: Realizar a leitura após o valor do peso estar fixado no visor.</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>8</p><p>4º Passo: Anotar o peso no formulário da Vigilância</p><p>Alimentar e Nutricional – SISVAN e no</p><p>prontuário. Retirar a criança, adolescente ou adulto da balança.5º Passo: Para crianças, anotar</p><p>o peso na Caderneta de Saúde da Criança (BRASIL, 2011).</p><p>2.1.3 - Aferição do comprimento de crianças menores de 2 anos</p><p>1º Passo: Deitar a criança no centro do infantômetro, descalça e com a cabeça livre de adereços.</p><p>2º Passo: Manter, com a ajuda da mãe/ responsável:</p><p>- a cabeça apoiada firmemente contra a parte fixa do equipamento, com o pescoço reto e o</p><p>queixo afastado do peito, no plano de Frankfurt (margem inferior da abertura do orbital e a</p><p>margem superior do meatus auditivo externo deverão ficar em uma mesma linha horizontal);</p><p>- os ombros totalmente em contato com a superfície de apoio do infantômetro;</p><p>- os braços estendidos ao longo do corpo.</p><p>Figura 1: Técnica de aferição do comprimento segundo Plano de Frankfurt</p><p>Fonte: BRASIL, 2011</p><p>3º Passo: As nádegas e os calcanhares da criança em pleno contato com a superfície que apoia</p><p>o infantômetro.</p><p>4º Passo: Pressionar, cuidadosamente, os joelhos da criança para baixo, com uma das mãos, de</p><p>modo que eles fiquem estendidos. Juntar os pés, fazendo um ângulo reto com as pernas. Levar</p><p>a parte móvel do equipamento até as plantas dos pés, com cuidado para que não se mexam.</p><p>5º Passo: Realizar a leitura do comprimento quando estiver seguro de que a criança não se</p><p>moveu da posição indicada.</p><p>6º Passo: Anotar o resultado no formulário da Vigilância Alimentar e Nutricional - SISVAN e</p><p>no prontuário e retirar a criança. Marcar a medida da estatura na Caderneta de Saúde da Criança</p><p>(BRASIL, 2011).</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>9</p><p>2.1.4 - Aferição da altura de crianças maiores de 2 anos e adolescentes</p><p>1º Passo: Posicionar a criança, adolescente ou adulto descalço e com a cabeça livre de adereços,</p><p>no centro do equipamento. Mantê-lo de pé, ereto, com os braços estendidos ao longo do corpo,</p><p>com a cabeça erguida, olhando para um ponto fixo na altura dos olhos.</p><p>2º Passo: A cabeça do indivíduo deve ser posicionada no plano de Frankfurt (margem inferior</p><p>da abertura do orbital e a margem superior do meatus auditivo externo deverão ficar em uma</p><p>mesma linha horizontal).</p><p>3º Passo: As pernas devem estar paralelas, mas não é necessário que as partes internas das</p><p>mesmas estejam encostadas. Os pés devem formar um ângulo reto com as pernas. Idealmente,</p><p>o indivíduo deve encostar os calcanhares, as panturilhas, os glúteos, as escápulas e parte</p><p>posterior da cabeça (região do occipital) no estadiômetro ou parede. Quando não for possível</p><p>encostar esses cinco pontos, devem-se posicionar no mínimo três deles.</p><p>4º Passo: Abaixar a parte móvel do equipamento, fixando-a contra a cabeça, com pressão</p><p>suficiente para comprimir o cabelo. Retirar o indivíduo, quando tiver certeza de que o mesmo</p><p>não se moveu.</p><p>5º Passo: Realizar a leitura da estatura, sem soltar a parte móvel do equipamento.</p><p>6º Passo: Anotar o resultado no formulário da Vigilância Alimentar e Nutricional - SISVAN e</p><p>no prontuário. Para crianças, marcar a altura na Caderneta de Saúde da Criança (BRASIL,</p><p>2011).</p><p>2.2 – CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO NUTRICIONAL</p><p>2.2.1 - Crianças (Menores de 10 anos)</p><p>Índices antropométricos adotados para a vigilância nutricional:</p><p>• Peso-para-idade (P/I): Expressa a relação entre a massa corporal e a idade cronológica</p><p>da criança. É o índice utilizado para a avaliação do estado nutricional, contemplado na</p><p>Caderneta de Saúde da Criança, principalmente para avaliação do baixo peso. Essa avaliação é</p><p>muito adequada para o acompanhamento do ganho de peso e reflete a situação global da criança;</p><p>porém, não diferencia o comprometimento nutricional atual ou agudo dos pregressos ou</p><p>crônicos. Por isso, é importante complementar a avaliação com outro índice antropométrico;</p><p>• Peso-para-estatura (P/E): Este índice dispensa a informação da idade; expressa a</p><p>harmonia entre as dimensões de massa corporal e estatura. É utilizado tanto para identificar o</p><p>emagrecimento da criança, como o excesso de peso;</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>10</p><p>• Índice de Massa Corporal (IMC) – para - idade: expressa a relação entre o peso da</p><p>criança e o quadrado da estatura. É utilizado para identificar o excesso de peso entre crianças e</p><p>tem a vantagem de ser um índice que será utilizado em outras fases do curso da vida. O SISVAN</p><p>recomenda a classificação do Índice de Massa Corporal - IMC proposta pela Organização</p><p>Mundial da Saúde, tanto para menores de 5 anos, como para crianças a partir dos 5 anos. Para</p><p>o cálculo do IMC, é utilizada a seguinte fórmula: Índice de Massa Corporal (IMC) = Peso (kg)</p><p>Estatura² (m)</p><p>• Estatura-para-idade (E/I): Expressa o crescimento linear da criança. É o índice que</p><p>melhor indica o efeito cumulativo de situações adversas sobre o crescimento da criança. É</p><p>considerado o indicador mais sensível para aferir a qualidade de vida de uma população. Trata-</p><p>se de um índice incluído recentemente na caderneta de Saúde da Criança (BRASIL, 2011).</p><p>Quadro 1 - Classificação do estado nutricional de crianças menores de dez anos para cada índice</p><p>antropométrico, segundo recomendações do SISVAN</p><p>Valores críticos</p><p>Índices antropométricos</p><p>Crianças de 0 a 5 anos incompletos Crianças de 5 a 10 anos incompletos</p><p>Peso para</p><p>idade</p><p>Peso para</p><p>estatura</p><p>IMC para</p><p>idade</p><p>Estatura</p><p>para</p><p>idade</p><p>Peso para</p><p>idade</p><p>IMC para</p><p>idade</p><p>Estatura para</p><p>idade</p><p>< percentil 0,1 < escore z-3</p><p>Muito</p><p>baixo peso</p><p>para a</p><p>idade</p><p>Magreza</p><p>acentuada</p><p>Magreza</p><p>acentuada</p><p>Muito</p><p>baixa</p><p>estatura</p><p>para a</p><p>idade</p><p>Muito</p><p>baixo peso</p><p>para a</p><p>idade</p><p>Magreza</p><p>acentuada</p><p>Muito baixa</p><p>estatura para a</p><p>idade</p><p>≥ percentil 0,1</p><p>e</p><p>< percentil 3</p><p>≥ escore z-3</p><p>e < escore z-</p><p>2</p><p>Baixo peso</p><p>para a</p><p>idade</p><p>Magreza Magreza</p><p>Baixa</p><p>estatura</p><p>para a</p><p>idade</p><p>Baixo peso</p><p>para a</p><p>idade</p><p>Magreza</p><p>Baixa estatura</p><p>para a idade</p><p>≥ percentil 3 e</p><p>≤ percentil 85</p><p>≥ escore z-2</p><p>e ≤ escore</p><p>z+1</p><p>Peso</p><p>adequado</p><p>para a</p><p>idade</p><p>Eutrofia Eutrofia</p><p>Estatura</p><p>adequada</p><p>para a</p><p>idade²</p><p>Peso</p><p>adequado</p><p>para a</p><p>idade</p><p>Eutrofia</p><p>Estatura</p><p>adequada para</p><p>a idade²</p><p>> percentil 85</p><p>e ≤ percentil</p><p>97</p><p>> escore z+1</p><p>e ≤ escore</p><p>z+2</p><p>Risco de</p><p>sobrepeso</p><p>Risco de</p><p>sobrepeso</p><p>Sobrepeso</p><p>> percentil 97</p><p>e ≤ percentil</p><p>99,9 ></p><p>> escore z+2</p><p>e ≤ escore</p><p>z+3</p><p>Peso</p><p>elevado</p><p>para a</p><p>idade¹</p><p>Sobrepeso Sobrepeso Peso</p><p>elevado</p><p>para a</p><p>idade¹</p><p>Obesidade</p><p>Obesidade ></p><p>percentil 99,9</p><p>></p><p>> escore z +</p><p>3</p><p>Obesidade Obesidade</p><p>Obesidade</p><p>grave</p><p>Adaptado de: BRASIL, 2011</p><p>1 - Uma criança com a classificação de peso elevado para a idade pode ter problemas de crescimento,</p><p>mas o melhor índice para essa avaliação é o IMC-para-idade (ou o peso-para-estatura).</p><p>2 - Uma criança classificada com estatura para idade acima do percentil 99,9 (Escore-z +3) é muito</p><p>alta, mas raramente corresponde a um problema. Contudo, alguns casos correspondem a desordens</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>11</p><p>endócrinas e tumores. Em caso de suspeitas dessas situações, a criança deve ser referenciada para</p><p>um atendimento especializado.</p><p>2.2.2 - Adolescentes (≥ 10 anos e < 20 anos de idade)</p><p>Índices antropométricos adotados para a vigilância nutricional:</p><p>- O IMC para a idade é recomendado internacionalmente para diagnóstico individual e coletivo</p><p>dos distúrbios nutricionais na adolescência. Este indicador incorpora a informação da idade do</p><p>indivíduo, foi validado como indicador de gordura corporal total nos percentis superiores e</p><p>proporciona uma continuidade com o indicador utilizado entre adultos;</p><p>- Além do IMC, também se recomenda a utilização do índice de estatura por idade para a</p><p>avaliação do crescimento linear (BRASIL, 2011).</p><p>Quadro 2 - Pontos de corte de IMC-para-idade estabelecidos para adolescentes</p><p>Valores críticos Diagnóstico nutricional</p><p>< percentil 0,1 < Escore-z -3 Magreza acentuada</p><p>≥ percentil 0,1 e < percentil 3 ≥ Escore-z -3 e < Escore-z -2 Magreza</p><p>≥ percentil 3 e ≤ percentil 85 ≥ Escore-z -2 e ≤ Escore-z +1 Eutrofia</p><p>> percentil 85 e ≤ percentil 97 ≥ Escore-z +1 e < Escore-z +2 Sobrepeso</p><p>> percentil 97 e ≤ percentil 99,9 > ≥ Escore-z +2 e ≤ Escore-z +3 Obesidade</p><p>Obesidade > percentil 99,9 > > Escore-z +3 Obesidade grave</p><p>Fonte: BRASIL, 2011</p><p>* Nota: A referência de IMC para idade da Organização Mundial da Saúde de 2007 apresenta valores</p><p>até 19 anos completos, já que a partir desta idade a instituição considera os indivíduos como adultos.</p><p>Como o Ministério da Saúde considera que a fase adulta se inicia apenas com 20 anos completos,</p><p>sugere-se a adoção dos mesmos valores de 19 anos completos para a avaliação de indivíduos com</p><p>19 anos e 1 mês até 19 anos e 11 meses.</p><p>Curvas de crescimento</p><p>Nos anexos desse Protocolo estão disponíveis as curvas de crescimento para</p><p>adolescentes de 10 a 19 anos (WHO, 2007).</p><p>3 – VIGILÂNCIA ALIMENTAR E NUTRICIONAL</p><p>A Vigilância Alimentar e Nutricional está inserida no contexto da Vigilância</p><p>Epidemiológica, considerada como o sistema de coleta, análise e disseminação de informações</p><p>relevantes para a prevenção e o controle de problemas em saúde pública (BRASIL, 2011).</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>12</p><p>Desde 2017, houve uma integração entre a Estratégia e-SUS AB e o Sistema de</p><p>Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), com um fluxo de envio de dados</p><p>antropométricos (peso e altura) e de consumo alimentar do e-SUS para o SISVAN. No</p><p>Município de Ribeirão Preto, os dados lançados no Sistema Hygia migram para o e-SUS.</p><p>Porém, para acontecer essa migração, as informações precisam ser preenchidas corretamente, e</p><p>muitas vezes essa migração não acontece, por diversos motivos.</p><p>Alguns dos principais motivos que impedem a exportação de dados do Hygia para o e-</p><p>SUS (e consequentemente não chegam ao SISVAN) são:</p><p>- peso e estatura lançados nos campos errados;</p><p>- peso e estatura lançados apenas na pré-consulta (eles devem ser digitados novamente na</p><p>consulta pelo profissional);</p><p>- os profissionais precisam estar cadastrados no CNES da Unidade de Saúde onde atendem,</p><p>senão os dados das consultas não migram para o e-SUS;</p><p>- a ficha e-SUS precisa ser gerada logo após a consulta;</p><p>- a consulta precisa ter o CIAP correto;</p><p>Se todos os critérios forem atendidos, as informações coletadas durante as consultas de</p><p>rotina são exportadas do Hygia (Sistema de Saúde do Município) para o SISVAN. Dessa forma,</p><p>o SISVAN continuará existindo como um importante instrumento para gerar relatórios técnicos,</p><p>mas não como sistema de alimentação de dados.</p><p>Ainda existe outra opção para a captação de dados referentes ao consumo alimentar.</p><p>Estão disponíveis no almoxarifado fichas (em papel) com as questões referentes aos marcadores</p><p>de consumo alimentar para cada faixa etária. A Unidade de Saúde pode optar por preencher as</p><p>informações na ficha e depois lançar no sistema. Seguem os códigos para solicitar as fichas no</p><p>almoxarifado:</p><p>- Ficha de marcadores do consumo alimentar para crianças menores de 6 meses: 27.4.1.238</p><p>- Ficha de marcadores do consumo alimentar para crianças de 6 meses a 2 anos: 27.4.1.237</p><p>- Ficha de marcadores do consumo alimentar para crianças maiores de 2 anos: 27.4.1.239</p><p>O SISVAN consiste em um conjunto de questões referentes a (1) antropometria e (2)</p><p>consumo alimentar dos indivíduos atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).</p><p>(1) Antropometria: as informações de peso e estatura lançadas nas consultas no Hygia e que</p><p>são exportadas para a ficha e-SUS migram automaticamente para o SISVAN;</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>13</p><p>(2) Consumo Alimentar: a ficha de consumo alimentar está disponível para ser acessada no</p><p>Hygia, na aba do e-SUS ou na tela de atendimento do paciente, e ao ser preenchida, as</p><p>informações são lançadas para o SISVAN.</p><p>Seguem abaixo as imagens dos locais de acesso da ficha de marcadores de consumo</p><p>alimentar no Hygia (aba do e-SUS ou tela de atendimento) e também uma tela com um exemplo</p><p>da ficha de marcadores do consumo alimentar:</p><p>Figura 2 – Aba do e-SUS para acessar a ficha de marcadores do consumo alimentar no Hygia</p><p>Fonte: Sistema Hygia, Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto</p><p>Figura 3 – Tela de atendimento para acessar a ficha de marcadores do consumo alimentar no</p><p>Hygia</p><p>Fonte: Sistema Hygia, Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>14</p><p>Figura 4 – Ficha de marcadores do consumo alimentar no Sistema Hygia</p><p>Fonte: Sistema Hygia, Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto</p><p>3.1 – FREQUÊNCIA DE PREENCHIMENTO DAS INFORMAÇÕES DO SISVAN</p><p>O registro da avaliação do estado nutricional (avaliação antropométrica e de marcadores</p><p>do consumo alimentar) deve seguir o calendário mínimo de consultas para a assistência à saúde,</p><p>conforme recomendação do Ministério da Saúde (BRASIL, 2015).</p><p>(1) Antropometria: em todas as consultas, para todas as faixas etárias, é necessária a realização</p><p>da antropometria e o lançamento das informações no Hygia, na ficha do e-SUS;</p><p>(2) Consumo alimentar: segue a frequência no quadro abaixo, recomendada pelo Protocolo do</p><p>SISVAN.</p><p>Quadro 3 - Frequência de preenchimento das informações do SISVAN</p><p>Faixa etária Frequência de preenchimento</p><p>Crianças menores de 1 ano Seguir o calendário de consultas do Município</p><p>Crianças de 1 a 2 anos 1 vez por semestre</p><p>Crianças maiores de 2 anos, adolescentes,</p><p>adultos, idosos</p><p>1 vez ao ano</p><p>Gestantes 1 vez por mês</p><p>Fonte: Próprio autor</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>15</p><p>3.2 – QUESTÕES DOS MARCADORES DE CONSUMO ALIMENTAR DO SISVAN</p><p>Crianças menores de 6 meses</p><p>Crianças entre 6 e 23 meses</p><p>Crianças maiores de 2 anos, adolescentes, gestantes, adultos, idosos</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>16</p><p>3.3 – PASSO A PASSO PARA GERAR RELATÓRIOS NO SISVAN</p><p>Os relatórios que o SISVAN fornece são uma importante ferramenta de gestão em saúde</p><p>e podem auxiliar no monitoramento do perfil de saúde da população atendida em cada Unidade</p><p>de Saúde. Os Gerentes das Unidades podem utilizar essa ferramenta para monitorar o estado</p><p>nutricional e o consumo alimentar de grupos específicos da sua área, fornecendo um respaldo</p><p>para a aplicação de ações e estratégias voltadas para os principais problemas da população.</p><p>Passo a passo:</p><p>- Acessar a plataforma e-Gestor (https://egestorab.saude.gov.br) e selecionar o SISVAN</p><p>- Entrar com seu login (CPF) e senha (para ter uma senha de acesso ao SISVAN, é necessário</p><p>realizar um cadastro, que só pode ser feito pela gestora do Programa, na Secretaria Municipal</p><p>da Saúde)</p><p>- Clicar em “Ribeirão Preto” e em “acessar sistema”</p><p>- Clicar em “Relatórios”. Existe a opção de gerar relatório “individualizado” ou “consolidado”.</p><p>Para gerar o relatório com os nomes de todos os pacientes, escolher a opção “individualizado”.</p><p>Essa opção permite identificar os indivíduos que apresentam a condição pesquisada. Ex:</p><p>indivíduos com obesidade. A opção “consolidado” gera relatórios com indicadores da Unidade</p><p>de Saúde ou do Município;</p><p>- Selecionar a opção desejada entre “Estado Nutricional” ou “Consumo Alimentar”</p><p>- Preencher todos os filtros desejados em relação ao período das informações do relatório, idade</p><p>da população desejada, grupo desejado, etc. Em muitos casos, é possível deixar a opção “todos”</p><p>- Gerar o relatório em tela ou exportar para o Excel.</p><p>OBS: no caso do relatório individualizado do estado nutricional, é preciso clicar no número</p><p>total de indivíduos avaliados para gerar a lista</p><p>com os nomes de todas as pessoas incluídas nesse</p><p>relatório.</p><p>4. PROGRAMA AUXÍLIO BRASIL</p><p>O Auxílio Brasil é um programa social de transferência direta e indireta de renda</p><p>destinado às famílias em situação de pobreza e de extrema pobreza, que integra em um só</p><p>programa várias políticas públicas de assistência social, saúde, educação, emprego e renda</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>17</p><p>As famílias em situação de extrema pobreza são aquelas que possuem renda familiar</p><p>mensal per capita de até R$ 105,00, e as em situação de pobreza renda familiar mensal per</p><p>capita entre R$ 105,01 e R$ 210,00.</p><p>Para receber o auxílio financeiro, o indivíduo deve realizar seu cadastro na Secretaria</p><p>de Assistência Social, chamado “Cadastro Único”. Não existe um cadastro específico para o</p><p>programa Auxílio Brasil. A seleção dos indivíduos que irão receber o benefício é feita</p><p>automaticamente, de acordo com os critérios estabelecidos pelo Programa.</p><p>Demais informações sobre o programa e a descrição dos tipos de benefícios podem ser</p><p>consultadas nas seguintes legislações: Decreto nº 10.852, de 8 de novembro de 2021; Medida</p><p>Provisória nº 1.061, de 09 de agosto de 2021; Decreto nº 10.831, de 6 de outubro de 2021.</p><p>4.1 – QUAIS SÃO AS CONDICIONALIDADES DO AUXÍLIO BRASIL?</p><p>Existem condicionalidades nas áreas da Saúde, Educação e Assistência Social, mas</p><p>neste Protocolo, vamos nos limitar à área da Saúde:</p><p>- Cumprimento do calendário nacional de vacinação instituído pelo Ministério da Saúde e</p><p>acompanhamento do estado nutricional dos beneficiários que tenham até sete anos de idade</p><p>incompletos;</p><p>- Pré-natal para as beneficiárias gestantes.</p><p>4.2 – SISTEMA DO PROGRAMA AUXÍLIO BRASIL</p><p>O canal que as Secretarias da Saúde possuem com o Governo é o Sistema do Auxílio</p><p>Brasil, em que devem ser inseridas as informações de acompanhamento dos beneficiários.</p><p>O acompanhamento dos beneficiários do Programa Auxílio Brasil deve ser realizado 2</p><p>vezes por ano, uma vez a cada semestre. Cada semestre é chamado de “Vigência”, sendo que</p><p>a primeira vigência corresponde de 1º de janeiro a 30 de junho e a segunda vigência corresponde</p><p>de 1º de julho a 31 de dezembro.</p><p>As informações do acompanhamento são:</p><p>- Crianças: Data do acompanhamento, peso, estatura, situação vacinal;</p><p>- Mulheres: Data do acompanhamento, informação gestacional;</p><p>- Gestantes: Data do acompanhamento, realização de pré-natal e DUM.</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>18</p><p>OBS: as informações de peso e estatura não são obrigatórias para outras faixas etárias além das</p><p>crianças, mas é importante o registro dessas informações para o acompanhamento do estado</p><p>nutricional da população do Município.</p><p>Para registrar as informações do acompanhamento dos beneficiários, existem duas</p><p>formas: (1) lançar os dados diretamente no Sistema do Auxílio Brasil</p><p>(www.egestorab.saude.gov.br); (2) lançar as informações no Hygia, durante as consultas,</p><p>gerando ficha do e-SUS (se atentar para que as informações migrem corretamente para a ficha</p><p>e-SUS).</p><p>A partir de 2018, o Sistema do Auxílio Brasil foi inserido na plataforma do e-Gestor,</p><p>portanto, todas as informações lançadas no e-SUS são exportadas para o Sistema do Auxílio</p><p>Brasil, facilitando o acompanhamento dos beneficiários. Isso na prática significa que se o</p><p>paciente é atendido em uma consulta de rotina, e as suas informações da consulta são lançadas</p><p>corretamente no Hygia e depois migradas para o e-SUS, automaticamente ele já estará com o</p><p>acompanhamento realizado para o Programa Auxílio Brasil. Porém, o acompanhamento</p><p>somente será exportado se tiverem todas as informações necessárias, como citado</p><p>anteriormente, além do número do cartão SUS.</p><p>Os Municípios possuem um compromisso com o Governo Federal de acompanhar os</p><p>indivíduos beneficiários do Programa Auxílio Brasil, e o percentual de acompanhamento está</p><p>diretamente relacionado ao repasse de verba para o Município, denominada IGD (Índice de</p><p>Gestão Descentralizada). Além disso, uma das metas pactuadas no SISPACTO corresponde a</p><p>“Cobertura de acompanhamento das condicionalidades de saúde do Programa Auxílio Brasil”.</p><p>Para o indicador construído com este objetivo, o Governo Federal pactuou uma meta nacional</p><p>de 73% de acompanhamento, alcançado na 2ª vigência de 2019 (MINISTÉRIO DA SAÚDE,</p><p>2019).</p><p>Em vista disso, é necessário que as Unidades de Saúde estruturem as suas ações a fim</p><p>de conseguirem realizar a busca ativa dos beneficiários, com o objetivo de atingir essa</p><p>porcentagem de cobertura de 73%. Uma das principais estratégias para atingir essa meta é a</p><p>descrita a seguir:</p><p>Existem muitos beneficiários inseridos no Sistema do Programa Auxílio Brasil que não</p><p>estão vinculados a nenhuma Unidade de Saúde. Se esses indivíduos permanecerem</p><p>desvinculados das Unidades, o nome deles não aparecerá na lista dos indivíduos a serem</p><p>acompanhados. Portanto, é preciso que as Unidades localizem os beneficiários pertencentes à</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>19</p><p>sua Unidade de Saúde que estão desvinculados e façam a vinculação. Cada indivíduo é</p><p>cadastrado com um endereço, então é possível saber a qual Unidade essas pessoas pertencem.</p><p>Dentro do Sistema do Auxílio Brasil, na plataforma do e-Gestor, existe um ícone</p><p>denominado “Vinculação de famílias”. É possível selecionar o ícone “famílias sem vínculo” e</p><p>pesquisar por cada Bairro os indivíduos desvinculados. Aparecerá no Sistema uma página com</p><p>a lista de todos os indivíduos moradores do Bairro selecionado que não estão vinculados a</p><p>nenhuma Unidade. Assim, pelo endereço, pode-se vincular aqueles indivíduos que pertencem</p><p>a cada uma das Unidades de Saúde.</p><p>A vinculação de famílias é uma atividade restrita aos Gestores do Sistema. Para ter o</p><p>acesso de “Gestor”, é necessário ter um cadastro que só pode ser realizado pela Gestora da</p><p>Atenção Básica na Secretaria Municipal da Saúde. Além do acesso de Gestor, é possível que as</p><p>Unidades de Saúde tenham diversos acessos de “Técnicos Municipais”. O próprio Gestor do</p><p>Auxílio Brasil em cada Unidade pode realizar os cadastros de “Técnicos Municipais” de outros</p><p>funcionários, no Sistema do Auxílio Brasil.</p><p>Seguem abaixo imagens do Sistema com as ferramentas “Vinculação de famílias” e</p><p>“Agrupar bairros” citadas acima:</p><p>Figura 5 – Como acessar a ferramenta “Vinculação de Famílias” no Sistema Auxílio Brasil</p><p>Fonte: Sistema Auxílio Brasil</p><p>Assim que forem realizadas todas as vinculações dos indivíduos pertencentes à Unidade,</p><p>é possível gerar um “Mapa de Acompanhamento”, com os nomes de todos os indivíduos que</p><p>precisam ser acompanhados naquele semestre/vigência.</p><p>Segue abaixo a imagem de como gerar o Mapa de Acompanhamento:</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>20</p><p>Figura 6 – Como acessar o “Mapa de Acompanhamento” no Sistema Auxílio Brasil</p><p>Fonte: Sistema Bolsa Família na Saúde</p><p>Por fim, a Unidade de Saúde ainda pode contar com a ferramenta do Sistema do Auxílio</p><p>Brasil que indica quem são as pessoas vinculadas à Unidade que ainda não foram</p><p>acompanhadas. Isso facilita a busca ativa apenas dos que precisam ser acompanhados. Para</p><p>isso, é preciso acessar dentro do Sistema a opção “Mapa de Acompanhamento”, clicar em</p><p>“Mapa de Famílias por Estabelecimento de Atenção à Saúde”, selecionar a Unidade desejada e</p><p>selecionar na situação do acompanhamento a opção “Indivíduos a serem acompanhados”.</p><p>5 – ORIENTAÇÃO ALIMENTAR PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES</p><p>A formação dos hábitos alimentares se dá desde muito cedo. Ainda na gestação as</p><p>escolhas alimentares da mãe vão incidir sobre o desenvolvimento da criança e, posteriormente,</p><p>após seu nascimento seu comportamento influenciará os hábitos infantis, podendo refletir na</p><p>adolescência e idade adulta (BRASIL, 2019a).</p><p>Em se tratando de alimentação infantil, sabe-se</p><p>que uma boa orientação e educação dos</p><p>hábitos contribuem para o melhor desenvolvimento do bebê e da criança. O acesso a uma</p><p>alimentação saudável e equilibrada desde o nascimento promove o adequado crescimento</p><p>infantil e favorece o seu desenvolvimento nas fases da adolescência e da vida adulta (BRASIL,</p><p>2019a).</p><p>Sabe-se a importância de se manter uma alimentação saudável em todas as fases da vida,</p><p>pois a alimentação está ligada diretamente à saúde. Mas não é uma tarefa fácil trabalhar com</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>21</p><p>orientações alimentares à população, já que as escolhas alimentares sofrem diversas influências,</p><p>como sociais, culturais, econômicas, políticas, emocionais, entre outras. Este material foi</p><p>desenvolvido para ajudar os profissionais da saúde a trabalharem com a promoção da</p><p>alimentação saudável, que não é uma tarefa exclusiva do profissional nutricionista. O Protocolo</p><p>foi organizado com orientações alimentares para cada faixa etária baseado no material do</p><p>Ministério da Saúde: Guia alimentar para crianças brasileiras menores de 2 anos (BRASIL,</p><p>2019a).</p><p>Figura 7 - Guia Alimentar para Crianças Brasileiras Menores de 2 anos</p><p>5.1 - ALIMENTAÇÃO DE CRIANÇAS MENORES DE 2 ANOS</p><p>Até os 6 meses de idade, é recomendado que o bebê seja alimentado apenas com leite</p><p>materno, sem a oferta de nenhum outro alimento, como água, chás e sucos. É recomendado que</p><p>se mantenha o aleitamento materno até os 2 anos de idade da criança ou mais (BRASIL, 2019a).</p><p>Todas as orientações sobre aleitamento materno estão disponíveis no Protocolo do Programa</p><p>de Aleitamento Materno da Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto. Os casos</p><p>especiais, de crianças que não recebem o leite materno, ou não recebem exclusivamente, são</p><p>tratados no final deste capítulo.</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>22</p><p>A partir do momento em que outros alimentos começam a fazer parte das refeições da</p><p>criança, o primeiro passo é conhecer esses novos alimentos, para que a família possa fazer boas</p><p>escolhas, ofertando uma alimentação variada, equilibrada, saborosa e saudável. O Guia</p><p>Alimentar para a população brasileira (BRASIL, 2014) apresenta uma nova forma de se</p><p>classificar os alimentos, de acordo com seu nível de processamento.</p><p>5.1.1 – Classificação dos alimentos de acordo com o Novo Guia Alimentar para a</p><p>população brasileira</p><p>1) Alimentos in natura ou minimamente processados</p><p>Alimentos in natura são obtidos diretamente de plantas ou de animais e não sofrem qualquer</p><p>alteração após deixar a natureza. Alimentos minimamente processados correspondem a</p><p>alimentos in natura que foram submetidos a processos de limpeza, remoção de partes não</p><p>comestíveis ou indesejáveis, fracionamento, moagem, secagem, fermentação, pasteurização,</p><p>refrigeração, congelamento e processos similares que não envolvam agregação de sal, açúcar,</p><p>óleos, gorduras ou outras substâncias ao alimento original.</p><p>Exemplos: Legumes, verduras, frutas, raízes e tubérculos, arroz, milho, grãos de trigo e de</p><p>outros cereais; feijão, lentilha, grão de bico, cogumelos; frutas secas, sucos de frutas e sucos de</p><p>frutas pasteurizados e sem adição de açúcar ou outras substâncias; castanhas, nozes, amendoim</p><p>e outras oleaginosas sem sal ou açúcar; cravo, canela, especiarias em geral e ervas frescas ou</p><p>secas; farinhas de mandioca, de milho ou de trigo e macarrão ou massas frescas ou secas feitas</p><p>com essas farinhas e água; carnes de gado, de porco e de aves e pescados frescos, resfriados ou</p><p>congelados; leite pasteurizado, ultrapasteurizado ou em pó, iogurte (sem adição de açúcar);</p><p>ovos; chá, café, e água potável. Esses alimentos podem ser apresentados frescos, embalados,</p><p>fracionados, refrigerados ou congelados.</p><p>ALGUNS POUCOS ALIMENTOS DESSE GRUPO NÃO SÃO RECOMENDADOS</p><p>PARA CRIANÇAS, COMO CAFÉ, CHÁS E SUCOS.</p><p>Grupos de alimentos:</p><p>• Feijões (leguminosas): ervilha, lentilha, grão de bico, soja;</p><p>• Cereais: arroz, aveia, milho, trigo, farinhas, fubá, amido de milho, massas;</p><p>• Raízes e tubérculos: batata, mandioca, mandioquinha, cará, inhame, farinha de</p><p>mandioca, polvilho, fécula de batata;</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>23</p><p>• Legumes e verduras: abóbora, abobrinha, berinjela, beterraba, cenoura, chuchu, jiló,</p><p>pepino, quiabo, tomate, alface, acelga, agrião, brócolis, couve, couve-flor, espinafre;</p><p>• Frutas: abacate, abacaxi, acerola, ameixa, banana, caju, caqui, goiaba, jabuticaba,</p><p>laranja, tangerina, maçã, mamão, pêssego, uva;</p><p>• Carnes e ovos: carne bovina, suína, aves, pescados, frutos do mar, vísceras, miúdos,</p><p>ovos de galinha e de outras aves;</p><p>• Leites e queijos: O alimento desse grupo mais importante para a criança menor de 2</p><p>anos é o leite materno. Também fazem parte do grupo o leite de outros animais,</p><p>coalhada, iogurte, queijos;</p><p>• Amendoim, castanhas, nozes: amêndoa, amendoim, castanha do Pará, castanha de caju,</p><p>nozes. Por sua consistência dura, não são seguros para serem oferecidos inteiros às</p><p>crianças, mas podem ser oferecidos triturados, em pastas, sem adição de açúcar;</p><p>• Condimentos naturais, especiarias, ervas frescas e secas: alecrim, cúrcuma, cebolinha,</p><p>salsinha, manjericão, orégano, hortelã, cominho, cravo, canela, gengibre, sálvia,</p><p>tomilho. Alguns alimentos como alho, cebola, limão, laranja, também podem ser</p><p>utilizados como temperos;</p><p>• Água: a água também é um alimento e deve ser oferecida a partir dos 6 meses, quando</p><p>a criança começa a receber outros alimentos.</p><p>2) Ingredientes culinários processados</p><p>São produtos extraídos de alimentos in natura usados para temperar e cozinhar alimentos.</p><p>Exemplos: Óleos de soja, de milho, de girassol ou de oliva, manteiga, banha de porco, gordura</p><p>de coco, açúcar de mesa branco, demerara ou mascavo, sal de cozinha refinado ou grosso.</p><p>OS AÇÚCARES, MELADO, RAPADURA, MEL, QUE TAMBÉM FAZEM PARTE DESSE</p><p>GRUPO, NÃO DEVEM SER OFERECIDOS PARA CRIANÇAS MENORES DE 2 ANOS.</p><p>3) Alimentos processados</p><p>Alimentos processados são fabricados pela indústria com a adição de sal ou açúcar ou outra</p><p>substância de uso culinário a alimentos in natura para torna-los duráveis e mais agradáveis ao</p><p>paladar. São produtos derivados diretamente de alimentos e são reconhecidos como versões dos</p><p>alimentos originais. São usualmente consumidos como parte ou acompanhamento de</p><p>preparações culinárias feitas com base em alimentos minimamente processados.</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>24</p><p>Exemplos: Cenoura, pepino, ervilhas, palmito, cebola, couve-flor preservados em salmoura ou</p><p>em solução de sal e vinagre; extrato ou concentrados de tomate (com sal e ou açúcar); frutas</p><p>em calda e frutas cristalizadas; carne seca e toucinho; sardinha e atum enlatados; queijos; e pães</p><p>feitos de farinha de trigo, leveduras, água e sal.</p><p>PARA A CRIANÇA ENTRE 6 MESES E 2 ANOS, SOMENTE ALGUNS ALIMENTOS</p><p>PROCESSADOS PODEM FAZER PARTE DA ALIMENTAÇÃO.</p><p>4) Alimentos ultraprocessados</p><p>Alimentos ultraprocessados são formulações industriais feitas inteiramente ou majoritariamente</p><p>de substâncias extraídas de alimentos (óleos, gorduras, açúcar, amido, proteínas), derivadas de</p><p>constituintes de alimentos (gorduras hidrogenadas, amido modificado) ou sintetizadas em</p><p>laboratório com base em matérias orgânicas como petróleo e carvão (corantes, aromatizantes,</p><p>realçadores de sabor e vários tipos de aditivos usados para dotar os produtos de propriedades</p><p>sensoriais atraentes). Técnicas de manufatura incluem extrusão, moldagem, e pré-</p><p>processamento por fritura ou cozimento.</p><p>Exemplos: biscoitos, sorvetes, balas, cereais açucarados, bolos prontos, misturas para bolo,</p><p>barras de cereal, sopas, macarrão e temperos ‘instantâneos’, molhos, salgadinhos “de pacote”,</p><p>refrescos e refrigerantes, iogurtes e bebidas lácteas adoçados e aromatizados, produtos</p><p>congelados e prontos</p><p>para aquecimento como pratos de massas, pizzas, hambúrgueres, frango</p><p>ou peixe empanados do tipo nuggets, salsichas e outros embutidos, pães de forma, pães para</p><p>hambúrguer, produtos panificados cujos ingredientes incluem substâncias como gordura</p><p>vegetal hidrogenada, açúcar, amido, soro de leite, emulsificantes e outros aditivos.</p><p>OS ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS NÃO DEVEM SER OFERECIDOS À CRIANÇA E</p><p>DEVEM SER EVITADOS PELOS ADULTOS. EM GERAL, CONTÊM QUANTIDADES</p><p>EXCESSIVAS DE CALORIAS, SAL, AÇÚCAR, GORDURAS E ADITIVOS.</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>25</p><p>Quadro 4 - Alimentos ultraprocessados direcionados para crianças</p><p>ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS DIRECIONADOS PARA CRIANÇAS DEVEM SER</p><p>EVITADOS</p><p>Alguns alimentos ultraprocessados são vistos como saudáveis e frequentemente oferecidos às</p><p>crianças. Entretanto, todos contêm aditivos como corantes, conservantes, adoçantes e estabilizantes,</p><p>que não são saudáveis e prejudicam a aceitação dos alimentos in natura.</p><p>Contêm</p><p>muito açúcar</p><p>Achocolatados, bebidas açucaradas e gaseificadas, refrigerantes, refrescos em pó,</p><p>bebidas à base de frutas com ou sem soja (suco, néctar, refrescos), cereais matinais</p><p>açucarados, farinhas de cereais instantâneas com açúcar (de arroz, milho e outros),</p><p>gelatina em pó com sabor, guloseimas, como balas, chicletes, pirulitos e chocolates,</p><p>iogurte com sabores e tipo petit suisse, leite fermentado.</p><p>Contêm</p><p>muito</p><p>açúcar, sal</p><p>e/ou gordura</p><p>Biscoitos e bolachas doces e salgados simples (como biscoito maria, maizena, cream</p><p>cracker, água) ou com recheio e cobertura (como biscoitos recheados, wafer), bolinhos</p><p>industrializados, batatinhas de pacote, empanado de frango tipo nugget, macarrão</p><p>instantâneo (massa e tempero).</p><p>Os alimentos ultraprocessados direcionados ao público infantil muitas vezes vêm com mensagens que</p><p>acabam atraindo os adultos, passando a informação de que são ricos em vitaminas, fibras e minerais.</p><p>Porém, eles continuam sendo ricos em açúcar, sal, gorduras e as vitaminas, minerais e fibras adicionadas</p><p>a esses alimentos não são aproveitadas tão bem pelo organismo como os componentes dos alimentos in</p><p>natura, como frutas, verduras e legumes.</p><p>Fonte: BRASIL, 2019a</p><p>Quadro 5 - Papinhas industrializadas</p><p>Fonte: BRASIL, 2019a</p><p>POR QUE EVITAR AS PAPINHAS INDUSTRIALIZADAS?</p><p>Suas texturas não favorecem o desenvolvimento da mastigação, mesmo havendo diferença de</p><p>consistência para as diversas idades;</p><p>São compostas por diferentes alimentos misturados no mesmo potinho, o que dificulta a percepção dos</p><p>diferentes sabores;</p><p>Não favorecem a criança a se acostumar com o tempero da comida da família e com os alimentos da</p><p>sua região;</p><p>As vitaminas e minerais dos alimentos in natura são mais bem aproveitadas pelo organismo do que as</p><p>vitaminas e minerais adicionados nessas papinhas.</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>26</p><p>Quadro 6 - Sucos ou frutas para crianças</p><p>SUCO OU FRUTA?</p><p>Os sucos não devem ser oferecidos para crianças menores de 1 ano de idade. Entre 1 e 3 anos, limitar</p><p>o consumo a 120 ml por dia, desde que seja suco natural e sem adição de açúcar</p><p>Consumir a fruta favorece a mastigação, a criança exercita a musculatura do rosto e da boca e sente a</p><p>textura da fruta</p><p>Se o suco for coado, há redução da quantidade de fibras, importantes para o bom funcionamento</p><p>intestinal da criança</p><p>O suco pode ter adição de açúcar, que está relacionado ao surgimento de cáries e excesso de peso</p><p>O consumo de suco pode fazer a criança ingerir menores quantidades de outros alimentos, inclusive</p><p>leite materno</p><p>O hábito de ingerir sucos pode diminuir a ingestão de água da criança.</p><p>Fonte: BRASIL, 2019a</p><p>5.1.2 – Respeitando os sinais de fome e saciedade</p><p>Cada criança tem o seu ritmo de desenvolvimento. Algumas se mostram preparadas para</p><p>receber os alimentos mais cedo, outras demoram mais tempo. É muito importante respeitar o</p><p>ritmo de cada criança, não a forçando a comer. Desde muito cedo as crianças demonstram sinais</p><p>de fome e saciedade, e os pais/cuidadores devem estar atentos a esses sinais no momento da</p><p>oferta dos alimentos. Quando a criança não quer mais comer, ela vira o rosto, não abre mais a</p><p>boca quando lhe é ofertado um alimento. Quando se força uma criança a comer, prejudica-se a</p><p>habilidade da criança de perceber a saciedade, e isso pode fazer com que a criança coma mais</p><p>do que o necessário. Por esse mesmo motivo, não são aconselhadas práticas de ameaças,</p><p>chantagens, prêmios, para que a criança coma. No início da introdução alimentar, a criança</p><p>pode mamar antes de receber a refeição, ou após. O leite materno não interfere na absorção dos</p><p>nutrientes dos alimentos! Com o passar do tempo a criança vai aceitar quantidades maiores dos</p><p>alimentos nas refeições, e a família pode organizar a rotina das mamadas e refeições. No início,</p><p>o importante é manter o aleitamento em livre demanda e oferecer alimentos saudáveis à criança,</p><p>sem se preocupar muito em estabelecer horários fixos para as refeições (BRASIL, 2019a).</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>27</p><p>Quadro 7 – Respeitando os sinais de fome e saciedade da criança</p><p>Estimule a criança</p><p>• Colocando-a para comer junto da família, fazendo um prato somente para ela</p><p>• Deixando-a livre para segurar os alimentos/utensílios</p><p>• Variando as formas de apresentação dos alimentos: um prato bonito, colorido,</p><p>cheiroso e saboroso motiva a criança a comer</p><p>• Interagindo com ela e dizendo o nome dos alimentos que está comendo</p><p>• Dedicando tempo e paciência aos momentos de refeição da criança</p><p>• Parabenizando e elogiando o consumo dos alimentos/refeições</p><p>Evite atitudes como</p><p>• Forçar a criança a comer</p><p>• Oferecer atrativos como TV, celular, tablet enquanto a criança come</p><p>• Utilizar aparelhos eletrônicos enquanto oferece comida à criança</p><p>• Alimentar a criança enquanto ela anda e brinca pela casa</p><p>• Esconder alimentos que a criança não gosta em preparações</p><p>Evite dizer frases do tipo</p><p>• “Se raspar o prato todo, vai ganhar sobremesa!”</p><p>• “Vou ficar tão triste se você não comer!”</p><p>• “Se você não comer, não vai brincar!”</p><p>• “Por favor, só mais uma colherzinha!”</p><p>E fique atento aos sinais de fome e saciedade da criança!</p><p>Fonte: Brasil, 2019a</p><p>5.1.3 – Consistência</p><p>No início, a criança deve receber alimentos amassados com o garfo, com a consistência</p><p>de purê. Não utilizar liquidificador, processador ou peneira. Em seguida, os alimentos devem</p><p>ser oferecidos em pedaços pequenos, raspados ou desfiados, bem cozidos e macios. Isso vai</p><p>estimular a mastigação da criança. Também podem ser oferecidos alimentos cozidos em</p><p>pedaços grandes, para que a criança pegue com a mão e leve à boca. Quando a criança for um</p><p>pouco maior, ela irá receber a comida da família, em pedaços maiores (BRASIL, 2019a).</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>28</p><p>5.1.4 – Quantidade</p><p>No início da oferta de novos alimentos, é normal que a criança aceite uma quantidade</p><p>pequena de alimentos, ou apenas experimente. Os pais devem ser tranquilizados de que o</p><p>desenvolvimento da criança não será prejudicado se ela aceitar uma pequena quantidade de</p><p>alimento, ou quase nada, durante as refeições, nos primeiros meses de oferta de novos</p><p>alimentos. Se a criança continua se desenvolvendo bem, ganhando peso e crescendo, é sinal de</p><p>que a alimentação está adequada! É muito importante que a criança continue recebendo leite</p><p>materno (ou outros leites), pois ele é o principal alimento da criança até 1 ano (BRASIL, 2019a).</p><p>5.1.5 – Sal, óleo e temperos</p><p>O sal pode ser utilizado em quantidades mínimas no preparo dos alimentos das crianças.</p><p>É muito importante ficar atento ao consumo de sal, pois em excesso ele é prejudicial para a</p><p>saúde. Os óleos vegetais (soja, milho, azeite) podem ser utilizados no preparo</p><p>das refeições das</p><p>crianças, em pequenas quantidades. Não se deve oferecer fritura às crianças. Temperos naturais</p><p>podem ser utilizados. Não é recomendado o uso de temperos artificiais para crianças (BRASIL,</p><p>2019a).</p><p>5.1.6 – Açúcar e mel</p><p>Nos 2 primeiros anos de vida, nenhum tipo de açúcar (nem adoçante) deve ser oferecido</p><p>às crianças: branco, cristal, demerara, mascavo, mel, rapadura. Não devem ser oferecidos</p><p>alimentos que contenham açúcar, como biscoitos, bolachas, bolos, sucos. O consumo de açúcar</p><p>em crianças pequenas está associado com o ganho excessivo de peso na infância, aumento dos</p><p>riscos de desenvolver sobrepeso, obesidade e outras doenças na vida adulta, surgimento de</p><p>cáries. O hábito alimentar da criança está sendo desenvolvido nos primeiros anos de vida, e é</p><p>importante não acostumar a criança com o sabor doce, pois já nascemos com a preferência por</p><p>esse sabor (BRASIL, 2019a).</p><p>5.1.7 – Tomar sol</p><p>É importante expor a criança ao sol, para estimular a produção da vitamina D,</p><p>importante para a saúde dos ossos (BRASIL, 2019a).</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>29</p><p>5.2 - ALIMENTAÇÃO DA CRIANÇA EM CADA FAIXA DE IDADE</p><p>5.2.1 - Aos 6 meses</p><p>Este é um momento em que tudo é novidade para a criança: o sabor dos novos alimentos,</p><p>a consistência e a colher. A família deve proporcionar essa experiência para a criança da melhor</p><p>forma possível, respeitando a saciedade da criança.</p><p>- Os novos alimentos devem complementar o leite materno, e não substituir;</p><p>- A quantidade a ser oferecida é apenas um ponto de partida para a família e não deve ser</p><p>seguida de forma rígida. Não se deve forçar a criança a comer, pois cada criança vai aceitar</p><p>uma quantidade diferente de comida;</p><p>- Os alimentos devem ser oferecidos preferencialmente separados no prato, amassados com o</p><p>garfo. A carne deve ser bem cozida, bem picada ou desfiada. Alimentos crus podem ser</p><p>oferecidos raspados;</p><p>- Ofereça o mesmo alimento diversas vezes para a criança, mesmo que ela recuse nas primeiras</p><p>vezes. Mude a forma de apresentação do alimento, deixando a criança pegar com as mãos;</p><p>- Preparações úmidas são mais facilmente aceitas. Adicione um pouco da água do cozimento</p><p>dos alimentos, caso estejam secos.</p><p>Segue abaixo um quadro resumo com as principais orientações das refeições para</p><p>crianças com 6 meses em aleitamento materno. É possível, de acordo com a rotina da família,</p><p>começar a introdução alimentar oferecendo o jantar, ao invés do almoço (BRASIL, 2019a).</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>30</p><p>Quadro 8 - Alimentação da criança aos 6 meses</p><p>AOS 6 MESES DE IDADE</p><p>Oferta do leite materno sempre que a criança desejar</p><p>Café da manhã – leite materno</p><p>Lanche da manhã – fruta e leite materno</p><p>Almoço – É recomendado que o prato da criança tenha:</p><p>- 1 alimento do grupo dos cereais/raízes/tubérculos</p><p>- 1 alimento do grupo dos feijões</p><p>- 1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e verduras</p><p>- 1 alimento do grupo das carnes e ovos</p><p>Junto à refeição pode ser dado um pedaço pequeno de fruta.</p><p>Quantidade aproximada – 2 a 3 colheres de sopa no total</p><p>Lanche da tarde – fruta e leite materno</p><p>Jantar – leite materno</p><p>Antes de dormir – leite materno</p><p>Fonte – BRASIL, 2019a</p><p>5.2.2 - Entre 7 e 8 meses de idade</p><p>Aos 7 meses, é introduzida mais uma refeição (almoço ou jantar). Conforme a criança</p><p>cresce e se desenvolve, é esperado que ela aceite maiores quantidades e variedade de alimentos.</p><p>- O leite materno deve continuar a ser oferecido, sem substituir as refeições;</p><p>- A quantidade a ser oferecida é apenas um ponto de partida para a família e não deve ser</p><p>seguida de forma rígida. Não se deve forçar a criança a comer, pois cada criança vai aceitar</p><p>uma quantidade diferente de comida;</p><p>- Ofereça alimentos menos amassados ou até bem picados, conforme aceitação da criança;</p><p>- Dê uma colher para estimular a criança a leva-la à boca. Se a criança quiser pegar os alimentos</p><p>com as mãos, não tem problema (BRASIL, 2019a).</p><p>Segue abaixo um quadro resumo com as principais orientações das refeições para</p><p>crianças com 7 meses.</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>31</p><p>Quadro 9 - Alimentação da criança entre 7 e 8 meses</p><p>ENTRE 7 E 8 MESES DE IDADE</p><p>Oferta do leite materno sempre que a criança desejar</p><p>Café da manhã – leite materno</p><p>Lanche da manhã – fruta e leite materno</p><p>Almoço e Jantar – É recomendado que o prato da criança tenha:</p><p>- 1 alimento do grupo dos cereais/raízes/tubérculos</p><p>- 1 alimento do grupo dos feijões</p><p>- 1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e verduras</p><p>- 1 alimento do grupo das carnes e ovos</p><p>Junto à refeição pode ser dado um pedaço pequeno de fruta.</p><p>Quantidade aproximada – 3 a 4 colheres de sopa no total</p><p>Lanche da tarde – fruta e leite materno</p><p>Jantar – igual ao almoço</p><p>Antes de dormir – leite materno</p><p>Fonte – BRASIL, 2019a</p><p>5.2.3 - Entre 9 e 11 meses de idade</p><p>É possível que a criança comece a levar os alimentos ou a colher à boca.</p><p>- A criança já mastiga melhor os alimentos mais consistentes, por isso não é necessário mais</p><p>amassá-los. As carnes podem ser desfiadas;</p><p>- Continue oferecendo o leite materno;</p><p>- Pode ser que a criança já aceite uma quantidade maior de alimentos, de 4 a 5 colheres. A</p><p>quantidade a ser oferecida é apenas um ponto de partida para a família e não deve ser seguida</p><p>de forma rígida. Não se deve forçar a criança a comer, pois cada criança vai aceitar uma</p><p>quantidade diferente de comida;</p><p>- Estimule a criança a pegar os alimentos com as mãos, para treinar os movimentos com as</p><p>pontas dos dedos (BRASIL, 2019a).</p><p>Segue abaixo um quadro resumo com as principais orientações das refeições para</p><p>crianças com 9 meses.</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>32</p><p>Quadro 10 - Alimentação da criança entre 9 e 11 meses</p><p>ENTRE 9 E 11 MESES DE IDADE</p><p>Oferta do leite materno sempre que a criança desejar</p><p>Café da manhã – leite materno</p><p>Lanche da manhã – fruta e leite materno</p><p>Almoço e Jantar – É recomendado que o prato da criança tenha:</p><p>- 1 alimento do grupo dos cereais/raízes/tubérculos</p><p>- 1 alimento do grupo dos feijões</p><p>- 1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e verduras</p><p>- 1 alimento do grupo das carnes e ovos</p><p>Junto à refeição pode ser dado um pedaço pequeno de fruta.</p><p>Quantidade aproximada – 4 a 5 colheres de sopa no total</p><p>Lanche da tarde – fruta e leite materno</p><p>Jantar – igual ao almoço</p><p>Antes de dormir – leite materno</p><p>Fonte – BRASIL, 2019a</p><p>5.2.4 - Entre 1 e 2 anos</p><p>Com 1 ano de idade, acontecem mudanças importantes na criança, como diminuição na</p><p>velocidade de ganho de peso. É normal a criança não querer experimentar novos alimentos, ou</p><p>não aceitar os alimentos que ela já consumia. Essa situação não é permanente, e a aceitação</p><p>pode melhorar com a oferta repetida ou a mudança na forma de preparo (BRASIL, 2019a).</p><p>Não é recomendado distrair a criança com TV, celular, tablets, com a intenção de que</p><p>elas comam. Dessa forma, a criança não presta atenção no que está comendo e pode levar a uma</p><p>ingestão maior do que a necessária. Além disso, pode levar à exposição a propagandas de</p><p>alimentos não saudáveis, voltadas ao público infantil (BRASIL, 2019a).</p><p>- Aos 12 meses, a criança já começa a receber mais uma refeição, o café da manhã;</p><p>- Se a família optar por oferecer o pão, escolher os pães processados, e não ultraprocessados;</p><p>- Ofereça pedaços maiores e a mesma consistência da comida da família. A criança pode ser</p><p>estimulada a comer sozinha;</p><p>- Nessa idade, a criança pode aceitar de 5 a 6 colheres de sopa, no total. A quantidade a ser</p><p>oferecida é apenas um ponto de partida para a família e não deve ser seguida de forma rígida.</p><p>(BRASIL, 2019a).</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>33</p><p>Segue abaixo um quadro resumo</p><p>com as principais orientações das refeições para</p><p>crianças com 12 meses.</p><p>Quadro 11 - Alimentação da criança entre 1 e 2 anos</p><p>Entre 1 e 2 anos de idade</p><p>Café da manhã – Leite materno e fruta ou</p><p>- Leite materno e cereal (pães caseiros/processados, aveia, cuscuz) ou</p><p>- Leite materno e raízes/tubérculos (batata doce, aipim, etc)</p><p>Lanche da manhã – fruta e leite materno</p><p>Almoço – É recomendado que o prato da criança tenha:</p><p>- 1 alimento do grupo dos cereais ou raízes e tubérculos</p><p>- 1 alimento do grupo dos feijões</p><p>- 1 ou mais alimentos do grupo dos legumes e verduras</p><p>- 1 alimento do grupo das carnes e ovos</p><p>Junto à refeição pode ser oferecido um pedaço pequeno de fruta.</p><p>Quantidade aproximada – 5 a 6 colheres de sopa no total</p><p>Lanche da tarde – igual ao café da manhã</p><p>Jantar – igual ao almoço</p><p>Antes de dormir – leite materno</p><p>Fonte – BRASIL, 2019a</p><p>5.3 - ALIMENTAÇÃO PARA CRIANÇAS MAIORES DE 2 ANOS</p><p>A velocidade de crescimento da criança diminui em relação aos dois primeiros anos de</p><p>vida, podendo ocorrer diminuição de apetite.</p><p>- Não utilizar aparelhos eletrônicos para distrair a criança na hora das refeições;</p><p>- Mesmo as crianças que comiam de tudo podem começar a recusar alguns alimentos nessa</p><p>fase. Apesar disso, é recomendado que o prato da criança tenha legumes e verduras, mesmo que</p><p>ela não coma;</p><p>- A família tem um papel importante na alimentação da criança, pois são o exemplo que a</p><p>criança vai seguir;</p><p>- Recomenda-se que tenha sempre disponível verduras e legumes nas refeições, para que a</p><p>criança perceba que esses alimentos fazem parte da rotina dela e ela comece a aceitar;</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>34</p><p>- Caso a criança recuse os legumes e verduras, a criança pode escolher alguma das opções</p><p>disponíveis aquele dia pra ela consumir;</p><p>- A fruta continua sendo melhor opção do que o suco. Se for oferecer suco, limitar a 120 ml por</p><p>dia de suco natural sem açúcar, como parte de uma refeição ou lanche;</p><p>- O sal deve ser utilizado em quantidade mínima necessária e o açúcar deve ser evitado, mas</p><p>não há problema em consumir pequenas quantidades de alimentos com açúcar, como parte das</p><p>refeições. Porém, não é recomendado acrescentar açúcar, farinhas ou achocolatado ao leite da</p><p>criança;</p><p>- Os alimentos ultraprocessados não devem ser oferecidos, pois contêm aditivos e são</p><p>nutricionalmente desbalanceados;</p><p>- Envolver as crianças na seleção e preparo das refeições é uma ótima estratégia para que ela</p><p>aceite mais os alimentos. Levar as crianças na feira é uma excelente oportunidade para que ela</p><p>se familiarize com os alimentos saudáveis (BRASIL, 2019a).</p><p>5.4 – CRIANÇAS MENORES DE 6 MESES QUE NÃO ESTÃO SENDO</p><p>AMAMENTADAS EXCLUSIVAMENTE</p><p>Essa seção trata da alimentação de crianças menores de 6 meses que recebem, além do</p><p>leite materno, algum outro alimento. Serão apresentadas algumas questões referentes a esse</p><p>assunto, mas as orientações devem ser feitas individualmente pelo profissional de saúde</p><p>responsável pelo cuidado da criança.</p><p>- Crianças menores de 4 meses</p><p>A primeira opção sempre é oferecer o leite materno ordenhado. Quando não for possível,</p><p>oferecer fórmula infantil. Se a família não tiver condições de comprar a fórmula, deve oferecer</p><p>leite de vaca modificado, de acordo com as orientações do profissional de saúde (BRASIL,</p><p>2019a).</p><p>- Crianças de 4 a 6 meses</p><p>A primeira opção sempre é oferecer o leite materno ordenhado. Se não for possível, ou</p><p>se a quantidade ordenhada não for suficiente, deve ser avaliada com o profissional de saúde a</p><p>possibilidade de oferecer alimentos à criança, fórmula infantil ou outros leites. A oferta de</p><p>outros alimentos à criança depende do tempo que a mãe fica longe da criança, do seu</p><p>desenvolvimento e aceitação dos demais alimentos (BRASIL, 2019a).</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>35</p><p>5.5 – ALIMENTAÇÃO DE CRIANÇAS NÃO AMAMENTADAS</p><p>As crianças que por algum motivo não recebem leite materno devem preferencialmente</p><p>receber fórmula infantil, que é um produto mais adequado à criança do que o leite de vaca.</p><p>Porém, muitas famílias não possuem condições financeiras de adquirir a fórmula infantil, e</p><p>acabam optando pela oferta do leite de vaca, em pó ou líquido. Antes dos 4 meses de idade, o</p><p>leite de vaca precisa ser modificado, pois possui quantidades excessivas de proteínas, sódio,</p><p>potássio e cloro e quantidades insuficientes de vitamina A, D e C. A diluição deve ser orientada</p><p>pelo profissional de saúde e a criança precisa receber suplementação de vitaminas e minerais.</p><p>Após os 4 meses, o leite pode ser oferecido sem diluição (BRASIL, 2019a).</p><p>De acordo com as orientações do Caderno de Atenção Básica 33 (BRASIL, 2012b), a</p><p>diluição do leite de vaca para crianças menores de 4 meses é feita da seguinte forma: 2/3 de</p><p>leite fluído + 1/3 de água fervida, acrescentando 1 colher de chá de óleo para cada 100ml de</p><p>leite diluído.</p><p>Exemplos de diluição:</p><p>• 70ml de leite + 30ml de água = 100ml (acrescentar 1 colher de chá de óleo)</p><p>• 100ml de leite + 50ml de água = 150ml (acrescentar 1,5 colher de chá de óleo)</p><p>• 130ml de leite + 70ml de água = 200 ml (acrescentar 2 colheres de chá de óleo)</p><p>Quadro 12 – Compostos lácteos</p><p>PARECE FÓRMULA INFANTIL OU LEITE DE VACA INTEGRAL, MAS NÃO É</p><p>Existem alguns produtos chamados de “Compostos lácteos” que não devem ser confundidos</p><p>com fórmula infantil nem com leite de vaca integral. Eles são uma mistura de leite (no</p><p>mínimo 51%) com outros ingredientes e costumam conter aditivos alimentares e açúcar. Por</p><p>isso, não são indicados para crianças menores de 2 anos. Geralmente possuem um preço</p><p>menor que as fórmulas infantis, possuem rótulos muito parecidos com os rótulos das</p><p>fórmulas e são dispostos juntos nas prateleiras dos estabelecimentos comerciais.</p><p>Fonte – BRASIL, 2019a</p><p>5.5.1 – Preparo das fórmulas infantis</p><p>- Lavar bem as mãos, higienizar os utensílios que serão utilizados no preparo e o local onde</p><p>será preparada (bancadas, mesas, etc). Ferver os utensílios que serão utilizados para oferecer o</p><p>leite à criança;</p><p>PROTOCOLO DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE</p><p>36</p><p>- Respeitar as orientações do preparo feitas pelo profissional de saúde;</p><p>- Ferver a quantidade de água necessária para o preparo por 5 minutos e misturar a quantidade</p><p>de pó na água ainda quente (mas não fervendo);</p><p>- O leite de vaca também deve ser fervido para ser modificado em casa; se for utilizado leite</p><p>em pó, os cuidados devem ser iguais aos do preparo da fórmula infantil;</p><p>- Espere a preparação esfriar para oferecer para a criança (pode-se utilizar um recipiente com</p><p>água fria/gelo ou água corrente para esfriar a fórmula/leite). Pingar algumas gotas da preparação</p><p>na parte de trás da mão para verificar a temperatura antes de oferecer à criança;</p><p>- Após a oferta, jogar fora o volume que sobrar e lavar os utensílios com água e sabão. Antes</p><p>de usar novamente os utensílios, esterilizar com água fervendo por 15 minutos ou em solução</p><p>clorada por 1 hora. Para o preparo da solução clorada, utilizar 1 colher de sopa de hipoclorito</p><p>de sódio/água sanitária a 2,5% para 1 litro de água ou 2 colheres de sopa de hipoclorito de</p><p>sódio/água sanitária a 1% para 1 litro de água. Sempre ler os rótulos dos produtos para encontrar</p><p>a concentração e para verificar se podem ser utilizadas para a desinfecção de alimentos. Devem</p><p>conter apenas água e hipoclorito de sódio. Depois de esterilizar, colocar os utensílios para secar</p><p>de boca para baixo em um pano limpo ou papel toalha. Não enxugar. Guardar em um recipiente</p><p>com tampa;</p><p>- Não utilizar micro-ondas para esquentar fórmula infantil ou leite de vaca modificado em casa,</p><p>pois as altas temperaturas podem alterar a composição dos produtos (BRASIL, 2019a).</p><p>5.5.2 – Início de oferta de novos alimentos para crianças não amamentadas</p><p>• Crianças que recebem fórmula infantil</p><p>Os</p>

Mais conteúdos dessa disciplina