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<p>Centro Universitário</p><p>Aluno:</p><p>Matrícula:</p><p>Aluna:</p><p>Matrícula:</p><p>Aluna:</p><p>Matrícula:</p><p>Aluna:</p><p>Matrícula:</p><p>Professor:</p><p>Disciplina:</p><p>Trabalho:</p><p>Fases do Processo de Licitações da Administração Pública</p><p>Fase Preparatória (Interna)</p><p>A fase preparatória é a etapa inicial e interna do processo de licitação, onde ocorre o planejamento detalhado para a contratação de serviços ou aquisição de produtos pela administração pública. Na primeira etapa, a equipe de planejamento da contratação será constituída para realizar o estudo técnico preliminar (ETP) e a análise de riscos. Se não for constituída a equipe de planejamento, o ETP deverá ser elaborado por representantes da área requisitante e da área técnica.</p><p>Identificação da Necessidade</p><p>Esta etapa é fundamental para determinar por que a Administração Pública está buscando a contratação de um serviço, compra de bens ou realização de obras.</p><p>Em essência, é um problema que precisa ser resolvido pela Administração. Significa delimitar e precisar o problema ou a demanda a ser resolvida. Um dos aspectos essenciais da contratação pública é distinguir, com clareza e precisão, duas coisas: o problema e a solução. A aquisição ou contratação do objeto é o destino que se pretende chegar. É importante que as etapas antecedentes do estudo técnico preliminar (ETP) tenham sido bem realizadas. Deve-se ter uma necessidade bem delimitada, uma análise de custos suficiente, além do estudo das soluções disponíveis no mercado e do adotado por outros órgãos e entes públicos.</p><p>O problema pertence à Administração, e a solução, em regra, aos particulares que atuam no mercado. O problema antecede a solução, ou seja, é com base na necessidade que se viabiliza a melhor solução. Por isso, é a solução que deve se adequar à necessidade, e não o contrário. Portanto, a identificação da necessidade é a providência que inicia o processo de contratação pública.</p><p>Estudo Técnico Preliminar (ETP)</p><p>É um documento essencial no contexto das licitações e contratações públicas, que faz parte da fase preparatória do processo licitatório e define o objeto da contratação.</p><p>O ETP é a primeira etapa do planejamento de uma contratação pública. Seu objetivo é assegurar a viabilidade técnica da contratação e servir de embasamento para a elaboração do Termo de Referência ou Projeto Básico. Ele caracteriza o interesse público e a melhor solução para atender a esse interesse.</p><p>Principais elementos do ETP</p><p>Obrigatoriamente, o ETP deve conter os seguintes elementos:</p><p>1) Descrição da necessidade da contratação: identifica e caracteriza o problema a ser resolvido, assim como justifica e necessidade de contratação, sob a ótica do interesse público;</p><p>2) Estimativas das quantidades para a contratação: possui interdependência com outras contratações e possibilidade de economia de escala. A estimativa das quantidades forma a versão inicial do orçamento estimado, juntamente com a estimativa de preços, que tem o objetivo de definir a viabilidade econômica da contratação. A relação entre a demanda prevista e os quantitativos a serem contratados deve ser apresentada com as respectivas memórias de cálculo, acompanhadas dos documentos que lhes dão suporte, nos autos do processo de contratação. Ainda que o orçamento estimado tenha caráter sigiloso, o detalhamento dos quantitativos deverá ser divulgado;</p><p>3) Estimativa do valor da contratação: a equipe de planejamento da contratação deve estimar o valor de cada solução e comparar com as diversas alternativas estudadas no ETP para apoiar a análise de viabilidade da contratação e avaliar</p><p>a adequação das despesas futuras aos recursos disponíveis para a organização;</p><p>4) Justificativas para o parcelamento ou não da contratação: O parcelamento poderá dividir a solução em itens ou os itens em lotes, onde cada parte será um objeto de licitação autônomo, a ser licitado separadamente. O parcelamento visa ampliar a competição promovendo a economicidade, desde que seja viável e vantajoso. Desta forma, a expectativa é possibilitar a participação de um maior número de licitantes que não teriam condições de atender aos requisitos de habilitação, mas que podem entregar frações da prestação. A sugestão é de que o aumento da disputa resulta em propostas</p><p>mais vantajosas pelos participantes, reduzindo o valor total a ser pago pela Administração e também descentraliza o mercado; e</p><p>5) Posicionamento conclusivo sobre a adequação da contratação: depois de levantadas as informações no ETP, a equipe de planejamento conclui sobre a adequação da contratação para o atendimento da necessidade e inclui, de forma fundamentada, a avaliação da viabilidade técnica e econômica da contratação, antes que os investimentos sejam feitos.</p><p>Os principais elementos do ETP descritos acima estão previstos nos incisos I, IV, VI, VIII e XIII do § 1º do art. 18 da Lei 14.133/2021 e devem constar obrigatoriamente nos ETPs, sendo necessário justificar a ausência dos demais incisos (II, III, V, VII, IX, X, XI, XII, desta mesma lei).</p><p>Finalmente, a composição do ETP e a complexidade na abordagem de cada elemento dependerão das características do caso concreto.</p><p>Análise de Riscos</p><p>Existem riscos relevantes que não serão tratados no ETP ou no planejamento definitivo (termo de referência/projeto básico e edital) e precisarão ser registrados durante o planejamento e gerenciados durante o processo de seleção do fornecedor e de gestão do contrato. Os riscos podem estar ligados ao processo licitatório ou ao processo de contratação direta, ou às providências a serem adotadas pela Administração antes da formalização do contrato, à gestão do futuro contrato, ou aos resultados pretendidos com a contratação. Portanto, sempre que necessário, a gestão de riscos da contratação poderá ser formalizada no mapa de riscos.</p><p>Termo de Referência (TR)</p><p>É o documento produzido na fase de planejamento. Especifica o objeto escolhido para o atendimento da necessidade da Administração. Aplica-se inclusive no caso de contratações diretas.</p><p>Deve ter como base o estudo técnico preliminar (ETP) que tenha concluído pela viabilidade da contratação.</p><p>O TR deve ser claro, conciso e objetivo, proporcionando uma avaliação precisa do custo para a administração.</p><p>Elementos do Termo de Referência (TR)</p><p>1) Descrição detalhada do objeto a ser contratado: Especificações técnicas, quantidades, prazos etc.;</p><p>2) Fundamentação da contratação, com base no no ETP;</p><p>3) Descrição da solução como um todo;</p><p>4) Requisitos da contratação;</p><p>5) Modelo de execução do objeto para produção de resultados do início ao fim;</p><p>6) Modelo de gestão do contrato, para acompanhamento do modelo de execução do objeto;</p><p>7) Critérios de medição e pagamento, para adequar o pagamento à conformidade dos serviços prestados e aos resultados efetivamente obtidos;</p><p>8) Forma e critérios de seleção do fornecedor, para que sejam escolhidos o critério de julgamento, o modo de disputa, a forma e a modalidade da licitação, que esclarecerão aos possíveis licitantes;</p><p>9) Estimativas do valor da contratação, para indicar a quantidade dos itens, seus preços unitários e totais; e</p><p>10) Adequação orçamentária, par verificar se há valor disponível para a contrata��ão.</p><p>Planejamento Para Contratação de Obras e Serviços de Engenharia</p><p>A Lei 14.133/2021 estabelece os regimes de contratação, para a contratação e execução indireta de obras e serviços de engenharia. Cada regime de execução terá implicações diversas na modelagem da licitação e na gestão contratual de uma obra ou de um serviço de engenharia, a exemplo da forma como os pagamentos serão realizados, do parcelamento do objeto ou da alocação de riscos por falhas na quantificação dos serviços. Os regimes são:</p><p>1) Contratação por tarefa:</p><p>contratação de mão de obra para pequenos trabalhos com preço certo, com ou sem o fornecimento de materiais;</p><p>2) Empreitada integral: denominada turn key (chave na mão), é a contratação de um empreendimento em sua integralidade (obras, serviços e instalações necessárias), sob responsabilidade do contratado até sua entrega ao contratante em</p><p>condições de uso, atendidas todas as etapas do processo e os requisitos técnicos e legais para sua utilização com segurança estrutural e operacional. A empreitada integral é mais utilizada para empreendimentos de maior complexidade, tais como obras industriais ou para objetos que contenham representativa parcela de fornecimento de equipamentos, instalações especiais e montagem eletromecânica, pois a empreitada integral inclui, no escopo do contrato, a etapa de entrada em operação;</p><p>3) Fornecimento e prestação de serviço associado (RFPSA): além do fornecimento do objeto ou da execução da obra, o contratado responsabiliza-se por sua operação, manutenção ou ambas, por tempo determinado;</p><p>4) Empreitada por preço unitário (EPU): utilizado em contratações de obras e serviços de engenharia quando não é possível definir, de forma precisa, a quantidade exata que deverá ser fornecida do objeto ou do serviço prestado. Neste regime, o empreiteiro é pago com base na quantidade de unidades de trabalho realizadas. É um regime útil quando o escopo do empreendimento não pode ser precisamente determinado antecipadamente, permitindo maior flexibilidade durante a execução;</p><p>5) Empreitada por preço global (EPG): regime onde o contratante faz um pagamento fixo para que o empreiteiro se responsabilize completamente pela obra ou serviço. O valor a ser pago é definido de forma fixa no contrato e deve ser obedecido conforme o cronograma físico-financeiro. Isso significa que há um valor total acordado, independentemente do tempo em que a obra ou serviço será executado;</p><p>6) Contratação integrada: o contratado é responsável por elaborar e desenvolver os projetos básico e executivo, executar obras e serviços de engenharia, fornecer bens ou prestar serviços especiais e realizar montagem, teste, pré-operação e as demais operações necessárias e suficientes para a entrega final do objeto;</p><p>7) Contratação semi-integrada: o contratado é responsável por elaborar e desenvolver o projeto executivo, executar obras e serviços de engenharia, fornecer bens ou prestar serviços especiais e realizar montagem, teste, pré-operação e as demais operações necessárias e suficientes para a entrega final do objeto.</p><p>Anteprojeto</p><p>O anteprojeto é uma peça técnica que faz parte da etapa inicial no desenvolvimento de projetos, no processo de licitações para obras e serviços de engenharia. Ele serve como um esboço preliminar que define as diretrizes e características essenciais para a obra ou serviço a ser contratado.</p><p>No contexto de licitações, o anteprojeto é especialmente relevante quando a administração opta pela contratação integrada. Nesse caso, a empresa contratada elabora o Projeto Básico, e a administração fornece subsídios por meio do anteprojeto.</p><p>Elementos presentes no anteprojeto incluem:</p><p>1) Justificativa/necessidade: Por que a obra ou serviço é necessária?</p><p>2) Visão global dos investimentos: Definição do nível de serviço desejado;</p><p>3) Condições de solidez, segurança e durabilidade;</p><p>4) Estética do projeto arquitetônico;</p><p>5) Parâmetros de adequação ao interesse público, considerando economia, facilidade de execução e impacto ambiental;</p><p>6) Proposta de concepção da obra/serviço de engenharia;</p><p>7) Levantamento topográfico e cadastral;</p><p>8) Pareceres de sondagem; e</p><p>9) Memorial descritivo dos elementos da edificação e padrões mínimos para a contratação.</p><p>Projeto Básico (PB)</p><p>É o conjunto de elementos com precisão adequado para definir e dimensionar a obra ou o serviço, necessários e suficientes, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares (ETP) que assegure a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento, além de possibilitar a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução. Deve conter os seguintes elementos:</p><p>1) Levantamentos topográficos e cadastrais, sondagens e ensaios geotécnicos, ensaios e análises laboratoriais, estudos socioambientais etc.;</p><p>2) Soluções técnicas globais e localizadas;</p><p>3) Identificação dos tipos de serviço a executar e dos materiais e equipamentos a incorporar a obra;</p><p>4) Informações que possibilitem o estudo e a definição de métodos construtivos;</p><p>5) Subsídios para montagem do plano de licitação E gestão da obra; e</p><p>6) Orçamento detalhado do custo global da obra.</p><p>Projeto Executivo</p><p>Pode-se dizer que o projeto executivo é o projeto básico com informações complementares que não impactam o orçamento ou o prazo de execução dos serviços ou que esse impacto seja o mínimo possível. Pode-se dizer que o projeto executivo trata de como fazer e o projeto básico trata do que fazer. Na prática, o projeto executivo é também uma oportunidade para detalhar e aperfeiçoar definições do projeto básico. Projetos de paginação de revestimentos, paginação de fôrmas estruturais, escoramento de estruturas, escoramento de escavações, de interferências, de juntas de dilatação, de juntas de concretagem, de drenagem, de irrigação e de impermeabilização, são exemplos de projetos executivos. Eles são necessários à execução da obra, mas não são necessários à elaboração do orçamento.</p><p>Divulgação do Edital de Licitações</p><p>Conforme Art. 13 da lei 14.133/2021, os atos praticados no processo licitatório são públicos, ressalvadas as hipóteses em que o sigilo seja fundamental para segurança da sociedade e do Estado.</p><p>Consoante Tribunal de Contas da União. Licitações & Contratos: Orientações e Jurisprudência do TCU temos que: “A Lei 14.133/2021 determina que “a publicidade do edital de licitação será realizada mediante divulgação e manutenção do inteiro teor do ato convocatório e de seus anexos no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP)”.</p><p>O PNCP corresponde a um site eletrônico oficial destinado a divulgação dos atos oficiais do processo licitatório, bem como a realização facultativa das contratações pela Administração pública direta e indireta de todos os entes federativos.</p><p>Além da divulgação no sitio oficial, a lei de licitações em seu art. 54 tornou obrigatória a publicação do extrato do edital no diário oficial da União, Estado, Município, Distrito Federal, e em caso de consórcio público do ente de maior nível entre eles, bem como no jornal diário de grande circulação.</p><p>Entretanto, é facultativa divulgação do do edital e seus anexos no site eletrônico oficial do ente federativo da organização responsável pela licitação ou, no caso de consórcio público, do ente de maior nível entre eles. É permitida também a divulgação direta aos interessados cadastrados para esse fim.</p><p>Como regra, os atos praticados no processo licitatório são públicos, mas a publicidade poderá ser diferida quanto ao orçamento da Administração, o qual poderá ter caráter sigiloso, sem prejuízo da divulgação do detalhamento dos quantitativos e das demais</p><p>informações necessárias para a elaboração das propostas (Art. 24 da Lei 14.133/2021). O sigilo, porém, não caberá para os órgãos de controle interno e externo.</p><p>A lei informa que após a homologação do processo licitatório, os documentos elaborados na fase preparatória que não tenham integrado o edital deverão ser divulgados através do PNCP.</p><p>Para a licitação na modalidade leilão (art. 31) além da divulgação no sítio eletrônico oficial, o edital do leilão deverá ser afixado em local de ampla circulação de pessoas na sede da Administração, além da possibilidade de divulgação em outros meios necessários para ampliar a publicidade do ato.</p><p>Já em relação a modalidade diálogo competitivo, a lei dispõe em seu art. 32 que:</p><p>“I - a Administração apresentará, por ocasião da divulgação do edital em sítio eletrônico oficial, suas necessidades e as exigências já definidas e estabelecerá prazo mínimo de 25 (vinte e cinco) dias úteis para manifestação de interesse na participação da licitação; [...] VIII - a Administração deverá, ao declarar que o diálogo foi concluído, juntar aos autos do processo licitatório os registros e as gravações da fase de diálogo, iniciar a fase competitiva com a divulgação de edital contendo a especificação da solução que atenda</p><p>às suas necessidades e os critérios objetivos a serem utilizados para seleção da proposta mais vantajosa e abrir prazo, não inferior a 60 (sessenta) dias úteis, para todos os licitantes pré selecionados na forma do inciso II deste parágrafo apresentarem suas propostas, que deverão conter os elementos necessários para a realização do projeto”.</p><p>Na lei encontramos, também, em seu (Art. 164, lei 14.133/21) que qualquer pessoa é parte legítima para impugnar o edital por irregularidades ou para solicitar esclarecimentos. O edital deve esclarecer os meios pelos quais a impugnação ou o pedido de esclarecimento podem ser feitos, inclusive o meio eletrônico via internet.</p><p>Apresentação de Propostas e Lances</p><p>No Art. 18 da referida lei de licitações temos que, após a divulgação do edital de licitação, os licitantes encaminharão, exclusivamente por meio do sistema, a proposta com o preço ou o percentual de desconto, até a data e o horário estabelecidos para abertura da sessão pública.</p><p>No Art. 55 da lei de licitações temos dispostos os prazo mínimos para apresentação de propostas e lances, contados a partir da divulgação do edital.</p><p>I - para aquisição de bens: a) 8 (oito) dias úteis, quando adotados os critérios de julgamento de menor preço ou de maior desconto; b) 15 (quinze) dias úteis, nas hipóteses não abrangidas pela alínea “a” deste inciso; II - no caso de serviços e obras: a) 10 (dez) dias úteis, quando adotados os critérios de julgamento de menor preço ou de maior desconto, no caso de serviços comuns e de obras e serviços comuns de engenharia; b) 25 (vinte e cinco) dias úteis, quando adotados os critérios de julgamento de menor preço ou</p><p>de maior desconto, no caso de serviços especiais e de obras e serviços especiais de engenharia; c) 60 (sessenta) dias úteis, quando o regime de execução for de contratação integrada; d) 35 (trinta e cinco) dias úteis, quando o regime de execução for o de contratação semiintegrada ou nas hipóteses não abrangidas pelas alíneas “a”, “b” e “c”</p><p>deste inciso; III - para licitação em que se adote o critério de julgamento de maior lance, 15 (quinze) dias úteis; IV - para licitação em que se adote o critério de julgamento de técnica e preço ou de melhor técnica ou conteúdo artístico, 35 (trinta e cinco) dias úteis.</p><p>Entretanto, as licitações que utilizem o critério de julgamento de maior retorno econômico têm o prazo de 35 dias úteis para apresentação das propostas quando empregada a modalidade concorrência, e sessenta dias úteis quando no diálogo competitivo.</p><p>O edital deve orientar acerca da forma e do local para apresentação das propostas, bem como definir os requisitos de conteúdo, incluindo os quantitativos, os critérios de qualidade e de desempenho e as especificações técnicas exigidas no Termo de referência ou Projeto básico, o modo de execução, valores e prazo de validade da proposta.</p><p>Conforme Art. 12, inciso II, os valores propostos serão expressos na moeda corrente nacional, com exceção das licitações internacionais, e devem compreender todos os custos da contratação.</p><p>Consoante art. 63, § 1º, no edital deverá haver exigência dos licitantes, sob pena de desclassificação, declaração de que suas propostas econômicas compreendem a integralidade dos custos para atendimento a direitos trabalhistas assegurados na Constituição e nas normas legais.</p><p>Nas licitações de obras e serviços de engenharia, após o julgamento, o licitante vencedor deverá reelaborar e apresentar à Administração, por meio eletrônico, as planilhas com indicação dos quantitativos e dos custos unitários, bem como com detalhamento dos Benefícios e Despesas Indiretas (BDI) e dos Encargos Sociais (ES), com os respectivos valores adequados ao valor final da proposta vencedora. O edital deverá estabelecer o prazo para envio, se necessário, de documentos complementares à proposta ou ao último lance ofertado.</p><p>Julgamento:</p><p>Após a fase inicial de envio de lances ou abertura das propostas, o próximo passo essencial no processo de licitação é a verificação da conformidade das propostas com o edital. Ou seja, é no processo de Julgamento que o Poder Público avalia a regularidade formal e material das propostas, buscando a melhor sugestão que foi apresentada para saber quais correspondem aos critérios estabelecidos no Edital, visto na Lei 14.133/2021.</p><p>Art. 11. O processo licitatório tem por objetivos:</p><p>I - assegurar a seleção da proposta apta a gerar o resultado de contratação mais vantajoso para a Administração Pública, inclusive no que se refere ao ciclo de vida do objeto;</p><p>II - assegurar tratamento isonômico entre os licitantes, bem como a justa competição;</p><p>III - evitar contratações com sobrepreço ou com preços manifestamente inexequíveis e superfaturamento na execução dos contratos;</p><p>IV - incentivar a inovação e o desenvolvimento nacional sustentável.</p><p>No entanto, a jurisprudência do TCU ressalta o valor de uma análise detalhada das propostas após a etapa de lances, especialmente em modos de provas abertas, permitindo à Administração realizar diligências para elucidar dúvidas e avaliar a aceitabilidade da sugestão melhor classificada.</p><p>Durante o exame de aceitabilidade da proposta, a Lei 14.133/2021 dispõe que serão desclassificadas as propostas que:</p><p>Art. 59 [...]</p><p>I - contiverem vícios insanáveis;</p><p>II - não obedecerem às especificações técnicas pormenorizadas no edital;</p><p>III - apresentarem preços inexequíveis ou permanecerem acima do orçamento estimado</p><p>para a contratação;</p><p>IV - não tiverem sua exequibilidade demonstrada, quando exigido pela Administração;</p><p>V - apresentarem desconformidade com quaisquer outras exigências do edital, desde que</p><p>insanável.</p><p>Por sua vez, a Lei 14.133/2021 estabelece os critérios para desclassificação das propostas, incluindo vícios insanáveis, não conformidade com as especificações técnicas do edital, preços inexequíveis ou acima do orçamento estimado, falta de demonstração de exequibilidade quando exigido pela Administração, e desconformidade com outras exigências do edital.</p><p>Portanto, a etapa de aceitabilidade e desclassificação das propostas é fundamental para garantir a seleção de propostas que atendam efetivamente às necessidades da Administração Pública, seguindo os princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.</p><p>Em suma, caso ocorra empate entre duas ou mais propostas, serão aplicados os fundamentos visto no Art. 60 da Lei 14.133/2021.</p><p>Art. 60. Em caso de empate entre duas ou mais propostas, serão utilizados os seguintes critérios de desempate, nesta ordem:</p><p>I - disputa final, hipótese em que os licitantes empatados poderão apresentar nova proposta em ato contínuo à classificação;</p><p>II - avaliação do desempenho contratual prévio dos licitantes, para a qual deverão preferencialmente ser utilizados registros cadastrais para efeito de atesto de cumprimento de obrigações previstos nesta Lei;</p><p>III - desenvolvimento pelo licitante de ações de equidade entre homens e mulheres no ambiente de trabalho, conforme regulamento; (Vide Decreto nº 11.430, de 2023) Vigência</p><p>IV - desenvolvimento pelo licitante de programa de integridade, conforme orientações dos órgãos de controle.</p><p>Habilitação:</p><p>Já a fase de habilitação serve para verificar se todas as informações e documentos comprovam a capacidade do licitante de cumprir com o que foi estabelecido no edital.</p><p>Os documentos necessários para comprovar a habilitação, bem como o método para apresentação desses documentos, devem ser claramente detalhados no edital. Geralmente, essa fase ocorre após o julgamento das propostas, e a Administração pode reivindicar declarações dos licitantes garantindo o serviço aos requisitos de habilitação, sendo o declarante responsável pela veracidade das informações prestadas.</p><p>A habilitação será dividida em três áreas: Técnica, Fiscal, Social e Trabalhista e Econômico-Financeira.</p><p>A. Técnica: Conforme estabelecido no art. 67 da Lei 14.133/2021, os critérios de habilitação técnica desempenham um papel essencial na seleção de licitantes competentes que são capazes de executar o objeto da contratação</p><p>com qualidade.</p><p>A documentação exigida para comprovar a habilitação técnica varia de acordo com o tipo de objeto a ser contratado.</p><p>B. Habilitação Fiscal, Social e Trabalhista: Visa verificar a regularidade do licitante em relação às suas obrigações fiscais, previdenciárias, sociais e trabalhistas.</p><p>A habilitação fiscal tem como objetivo principal atestar a constância do licitante diante de um fisco, apurando sua inscrição no CPF ou CNPJ, assim como sua situação perante a Fazenda federal, estadual e/ou municipal. As documentações para essa habilitação são exigidas somente após o julgamento das propostas e apenas do licitante mais bem classificado.</p><p>Já a habilitação social garante a estabilidade do licitante perante a Seguridade Social e o FGTS, assegurando também o cumprimento das exigências de reserva de cargos para pessoas com deficiência e reabilitados da Previdência Social.</p><p>Por fim, a habilitação trabalhista procura comprovar a regularidade do licitante por efeito da Justiça do Trabalho, apurando o cumprimento das normas constitucionais que</p><p>proíbem a exploração do trabalho de menores de idade e as condições de trabalho degradantes ou forçadas.</p><p>C. Habilitação Econômico-Financeira: Faz com que os licitantes possuam a capacidade financeira necessária para cumprir as obrigações contratuais. Esta avaliação é realizada de forma objetiva, através da análise de coeficientes e índices econômicos estabelecidos no edital. A Lei 14.133/2021 estabeleceu um conjunto específico de documentos que devem ser apresentados para comprovar essa habilitação, garantindo transparência e segurança nas contratações públicas.</p><p>Recursal:</p><p>Esta etapa é crucial no processo de licitação, pois oferece a oportunidade de correção de falhas e/ou irregularidades encontradas nas decisões da Administração Pública por meio dos recursos administrativos. Durante uma competição para a obtenção de um contrato público por meio de licitação, os concorrentes/participantes têm o direito de apresentar recursos contra decisões desfavoráveis durante o processo licitatório, caso identifiquem possíveis erros. Alguns exemplos dessas situações incluem a desclassificação de um participante sem motivo ou justificativa aparente, ou ainda a possibilidade de a escolha do vencedor não ter sido justa. Todas essas contestações, feitas com o objetivo de assegurar a equidade do processo, são denominados recursos.</p><p>Esses recursos podem ser interpostos em diversas fases do procedimento licitatório, como:</p><p>Contra a Habilitação: quando um licitante é inabilitado, ele pode recorrer da decisão apresentando argumentos que contestem as razões da inabilitação, como a falta de documentos ou interposição equivocada dos critérios de qualificação.</p><p>Contra o Julgamento das Propostas: Se um licitante considerar que a sua proposta foi injustamente desclassificada ou que a proposta vencedora não atende aos requisitos estabelecidos no edital, ele pode recorrer dessa decisão.</p><p>Contra a Adjudicação: Caso um licitante não seja declarado vencedor do certame, ele pode recorrer da decisão de adjudicação, contestando aspectos como a avaliação das propostas ou a aplicação dos critérios de julgamento.</p><p>Outros Recursos: Além dos recursos mencionados, podem ser interpostos recursos em diversas outras situações durante o processo licitatório, como questionamentos sobre a própria condução do certame ou eventuais irregularidades identificadas.</p><p>É importante ressaltar que os recursos devem ser fundamentados e apresentados dentro dos prazos estabelecidos no edital, sendo analisados e julgados pela autoridade competente. A análise dos recursos contribui para a garantia da ampla defesa dos licitantes e para a correção de eventuais falhas ou irregularidades no procedimento licitatório.</p><p>Homologação:</p><p>A homologação é a fase em que após a análise e julgamento dos recursos, a autoridade competente homologa o resultado da licitação. A homologação é o ato administrativo por meio do qual a autoridade responsável confirma a regularidade e a legalidade do procedimento licitatório, validando o resultado e autorizando a contratação do vencedor.</p><p>A homologação é uma etapa fundamental para a conclusão do processo licitatório, pois é a partir dela que o contrato pode ser formalizado e o objeto contratado pode ser efetivamente fornecido ou executado. É importante destacar que a homologação não se confunde com a adjudicação, que é a etapa em que o objeto da licitação é atribuído ao licitante vencedor; a homologação, por sua vez, confirma a validade de todo o procedimento licitatório.</p><p>A homologação deve ser realizada de forma criteriosa, assegurando que todos os requisitos legais e editalícios tenham sido cumpridos ao longo do processo. Além disso, é um instrumento de controle interno da Administração Pública, demonstrando que a contratação foi realizada de acordo com os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência que regem a Administração Pública.</p><p>Por fim, é importante ressaltar que a homologação pode ser objeto de recurso por parte dos licitantes, caso estes identifiquem irregularidades ou ilegalidades no processo que comprometam a lisura e a competitividade do certame.Parte superior do formulário</p><p>Contratação Direta</p><p>A Contratação direta compreende os casos de inexigibilidade e de dispensa expressos no Art. 72 da lei 14.133/2021.</p><p>A inexigibilidade (Art. 74) ocorre quando a competição entre fornecedores é inviável, impossibilitando a licitação ao contrário da dispensa (Art. 75) onde a competição é viável, mas licitar não é obrigatório.</p><p>Assim como ocorre no processo licitatório, a contratação direta foi tratada pelo legislador como um processo, o qual deve contemplar etapa de planejamento a fim de:</p><p>· Identificar a necessidade de licitação;</p><p>· Definir o objeto para o atendimento da necessidade;</p><p>· Estimar os quantitativos e valores de cada item;</p><p>· Demonstrar a compatibilidade da previsão de recursos orçamentários com o compromisso a ser assumido;</p><p>· Demonstrar a previsão da contratação no plano de contratações anual;</p><p>· Definir as condições de execução do objeto e de pagamento;</p><p>· Definir as condições para contratação e justificar a opção pela contratação direta;</p><p>· Justificar a escolha do contratado</p><p>· Justificar o preço da contratação</p><p>· Comprovar que o contratado preenche os requisitos de habilitação e qualificação minima necessária</p><p>O processo de contratação direta deve ser instruído com o documento de formalização de demanda (DFD). Além disso, a contratação deve estar prevista no Plano de Contratações Anual, exceto em algumas situações, a exemplo das dispensas de licitação por emergência ou calamidade pública, consoante Art. 72, inciso I e Decreto 10.947/2022, Art. 7º.</p><p>Além do documento de formalização de demanda (DFD), devem ser elaborados, quando cabível:</p><p>· O estudo técnico preliminar (ETP);</p><p>· A análise de riscos da contratação e da execução contratual;</p><p>· O termo de referência (TR), elaborado comumente para contratações de fornecimento de bens ou prestação de serviços em geral;</p><p>· O projeto básico ou projeto executivo, para contratações de obras e de serviços de engenharia;</p><p>Independentemente se a contratação será precedida ou não de licitação, será necessário realizar o adequado e prévio planejamento. Ao final do planejamento, o processo de contratação direta deve ser submetido a parecer jurídico, para controle prévio de legalidade, e a pareceres técnicos, se for o caso, que demonstrem o atendimento dos requisitos exigidos.</p><p>A análise jurídica pode ser dispensada por ato da autoridade jurídica máxima competente, para contratações de baixo valor, de baixa complexidade, com entrega imediata do bem (prazo de entrega de até 30 dias da ordem de fornecimento) ou quando forem utilizadas minutas de editais e instrumentos de contrato, convênio ou outros ajustes previamente padronizados pelo órgão de assessoramento jurídico, conforme Arts 6º, inciso X. e 53, § 5º da Lei de licitações.</p><p>Após a análise jurídica, o processo seguirá para autorização pela autoridade competente. O ato que autoriza</p><p>a contratação direta ou o extrato decorrente do contrato deverá ser divulgado e mantido à disposição do público no Portal Nacional de Contratações Públicas (PNCP) e, complementarmente, em sítio eletrônico oficial, conforme Arts. 72, inciso VIII e art. 174, incisos I e § 2º, incisos III e V c/c art. 175 e art. 72, parágrafo único.</p><p>Inexigibilidade de Licitação art. 74:</p><p>Art. 74. É inexigível a licitação quando inviável a competição, em especial nos casos de: I - aquisição de materiais, de equipamentos ou de gêneros ou contratação de serviços que só possam ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivos; II - contratação de profissional do setor artístico, diretamente ou por meio de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública;</p><p>III - contratação dos seguintes serviços técnicos especializados de natureza predominantemente intelectual com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação: a) estudos técnicos, planejamentos, projetos básicos ou projetos executivos; b) pareceres, perícias e avaliações em geral; c) assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias; d) fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços; e) patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas; f) treinamento e aperfeiçoamento de pessoal; g) restauração de obras de arte e de bens de valor histórico; h) controles de qualidade e tecnológico, análises, testes e ensaios de campo e laboratoriais, instrumentação e monitoramento de parâmetros específicos de obras e do meio ambiente e demais serviços de engenharia que se enquadrem no disposto neste inciso; IV - objetos que devam ou possam ser contratados por meio de credenciamento; V - aquisição ou locação de imóvel cujas características de instalações e de localização tornem necessária sua escolha.</p><p>Dispensa de Licitação art.75:</p><p>Dispensa em razão do valor; Licitação deserta ou fracassada; Vigência de garantia de equipamentos; Contratações com base em acordo internacional; Pesquisa e desenvolvimento; Para contratação que possa acarretar comprometimento da segurança nacional, nos casos estabelecidos pelo Ministro de Estado da Defesa, mediante demanda dos comandos das Forças Armadas ou dos demais ministérios; nos casos de guerra, estado de defesa, estado de sítio, intervenção federal ou de grave perturbação da ordem; Nos casos de emergência ou de calamidade pública; Para a aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integrem a Administração Pública e que tenham sido criados para esse fim específico, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado; Quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou normalizar o abastecimento; Para celebração de contrato de programa com ente federativo ou com entidade de sua Administração Pública indireta que envolva prestação de serviços públicos de forma associada nos termos autorizados em contrato de consórcio público ou em convênio de cooperação; Para contratação em que houver transferência de tecnologia de produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS); Para contratação de profissionais para compor a comissão de avaliação de critérios de técnica, quando se tratar de profissional técnico de notória especialização; Para contratação de associação de pessoas com deficiência, sem fins lucrativos e de comprovada idoneidade, por órgão ou entidade da Administração Pública, para a prestação de serviços; Para contratação de instituição brasileira que tenha por finalidade estatutária apoiar, captar e executar atividades de ensino, pesquisa, extensão, desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e estímulo à inovação, inclusive para gerir administrativa e financeiramente essas atividades, ou para contratação de instituição dedicada à recuperação social da pessoa presa, desde que o contratado tenha inquestionável reputação ética e profissional e não tenha fins lucrativos; Para aquisição, por pessoa jurídica de direito público interno, de insumos estratégicos para a saúde produzidos por fundação que, regimental ou estatutariamente, tenha por finalidade apoiar órgão da Administração Pública direta, sua autarquia ou fundação em projetos de ensino, pesquisa, extensão, desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e de estímulo à inovação.</p><p>Parte inferior do formulário</p><p>image1.png</p>