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<p>Prof. César Ribeiro</p><p>UNIDADE IV</p><p>Oficina de Textos</p><p>1. Língua e linguagem, e os novos meios de comunicação.</p><p>2. Gêneros e estilos discursivos, e figuras de linguagem.</p><p>3. Texto, significado e significação para a mídia impressa, e os novos veículos</p><p>de comunicação.</p><p>4. Tipos de texto, argumentação e intertextualidade.</p><p>Oficina de Textos – Conteúdo Programático em 4 unidades</p><p> O gênero discursivo secundário.</p><p> O texto jornalístico e o texto publicitário.</p><p> Convencer, argumentar e as suas tipologias.</p><p> Intertextualidade.</p><p>Tipos de texto, argumentação e intertextualidade</p><p>Quem nasceu primeiro: a linguagem falada ou a escrita?</p><p> Dentro da linguagem verbal – a escrita é um gênero discursivo secundário;</p><p> Compreender a noção de gênero é um dos pontos mais importantes para se compreender a</p><p>própria noção de língua;</p><p> Quando aprendemos uma palavra não significa que aprendemos a língua – ela nunca está</p><p>sozinha e faz parte de um conjunto complexo de significações sociais.</p><p>A escrita é mais conservadora do que a fala – escrever nunca vai ser igual a falar:</p><p>O gênero discursivo secundário</p><p>Falar Escrever</p><p>Ampla variedade Modalidade única</p><p>Gestos e expressões faciais Sinais gráficos – emoji, advérbio</p><p>Ritmo e entonação Sinais gráficos – uso de caixa alta</p><p>Frases curtas Textos longos</p><p>Redundância Síntese</p><p> É um texto referencial, isto é, fala de algo no mundo exterior e busca uma verdade, é factual.</p><p> É ideológica (traz as ideias, os pensamentos e as doutrinas).</p><p> Faz uso de atualizações no discurso para que esteja em conformidade com o entendimento</p><p>do público na atualidade – neologismos, metáforas etc.</p><p>Basicamente, está dividida em 2 tipos de texto:</p><p> Opinião é um texto de convencimento – através de uma fundamentação ele: afirma,</p><p>sustenta e direciona o leitor sob o ponto de vista de quem escreve;</p><p> Crítico é um texto informacional – através de dados se</p><p>constrói o tema dando clareza e imparcialidade nas</p><p>informações para que o leitor chegue às suas</p><p>próprias conclusões.</p><p>O texto e a linguagem jornalística</p><p> É autoritária e sedutora.</p><p> Ela reforça o individualismo.</p><p> Ela ressalta a busca da felicidade.</p><p> Manipula os símbolos para fazer a mediação entre os objetos e as pessoas.</p><p> A mensagem publicitária apela para o mundo da perfeição, idealizado e, muitas</p><p>vezes, inexistente.</p><p> Storytelling – contar as histórias que envolvem as marcas e os seus produtos, em narrativas</p><p>que ajudem no reforço e no posicionamento da marca.</p><p>O texto e a linguagem publicitária</p><p> Convencer – é vencer junto com o outro.</p><p> Persuadir – é sensibilizar o outro a agir; provocar uma tomada de decisão.</p><p> Argumentar – é a arte de convencer e persuadir.</p><p> Portanto, argumentar é defender um ponto de vista acerca de um assunto, em situações de</p><p>debate e discussão de ideias.</p><p> Argumentar significa transformar a informação disponível em</p><p>conhecimento para a tomada de decisão.</p><p>Convencer, argumentar e as suas tipologias</p><p>“A essência dos produtos da Apple não é tornar a pessoa mais descolada, simplesmente, por</p><p>possuí-lo? Nem me interessa saber o que ela estará produzindo no seu MacBook Air. O</p><p>simples fato de usufruir do design elegante de seu hardware e software configura um</p><p>prazer em si”. A frase citada utiliza-se de qual dos gêneros discursivos descritos anteriormente:</p><p>a) Linguagem infomercial.</p><p>b) Linguagem publicitária.</p><p>c) Linguagem jornalística.</p><p>d) Linguagem redacional.</p><p>e) Linguagem não verbal.</p><p>Interatividade</p><p>“A essência dos produtos da Apple não é tornar a pessoa mais descolada, simplesmente, por</p><p>possuí-lo? Nem me interessa saber o que ela estará produzindo no seu MacBook Air. O</p><p>simples fato de usufruir do design elegante de seu hardware e software configura um</p><p>prazer em si”. A frase citada utiliza-se de qual dos gêneros discursivos descritos anteriormente:</p><p>a) Linguagem infomercial.</p><p>b) Linguagem publicitária.</p><p>c) Linguagem jornalística.</p><p>d) Linguagem redacional.</p><p>e) Linguagem não verbal.</p><p>Resposta</p><p>Tipos de argumentos</p><p>1. Enumeração;</p><p>2. Causa e consequência;</p><p>3. Analogia;</p><p>4. Comprovação;</p><p>5. Citação;</p><p>6. Exemplificação;</p><p>7. Contra-argumentação.</p><p>Enumeração</p><p> Trata-se da apresentação de argumentos sucessórios que ajudam a mostrar uma evolução</p><p>nos fatos levando à adesão.</p><p> Ex.: metodologias de emagrecimento, sucesso financeiro, fortalecimento muscular etc.</p><p>Fontes: https://www.unip.br/</p><p> Apresenta-se à razão, o porquê de determinado problema acontecer e, na sequência,</p><p>a solução.</p><p> Ex.: campanhas de prevenção – acidentes, pandemias, surtos de gripes etc.</p><p>Causa e consequência</p><p>Onde tem curtição</p><p>o bom Engov tá na mão.</p><p>BOM ENGOV PRA VOCÊ</p><p>Se persistirem os sintomas o médico deverá ser consultado.</p><p>Fonte: Adaptado de: https://www.engov.com.br/</p><p>Analogia</p><p> Quando se parte de um conjunto</p><p>de possíveis semelhanças entre as</p><p>situações criadas, mas não é uma</p><p>comparação literal.</p><p> Ex.: campanhas que associam os</p><p>pais aos super-heróis; energético</p><p>que te dá asas etc.</p><p>Fontes:</p><p>https://www.burgerking.com.br/</p><p> Mostra-se uma evidência que leva a pessoa a decidir pela marca ou pelo produto</p><p>do anunciante.</p><p> Ex.: campanhas que se utilizam de pesquisas e fatos para provar a eficácia de um produto;</p><p>de um candidato político etc.</p><p>Comprovação</p><p>Fonte: https://voxnews.com.br/activia-promocao-leve-</p><p>mais-e-pague-menos-no-ponto-de-venda/</p><p> Quando se usa um referencial (uma autoridade, um autor, um livro) para reforçar a</p><p>ideia principal.</p><p> Ex.: campanhas que usam as pesquisas/falas de autoridades municipais, estaduais etc.</p><p>Citação</p><p>Cuidado com o uso exagerado</p><p>Fontes: https://extra.globo.com/tv-e-</p><p>lazer/sete-momentos-em-que-drauzio-</p><p>varella-deu-aula-de-sensibilidade-</p><p>24283501.html;</p><p>https://actbr.org.br/advertencias-sanitárias;</p><p>https://www.tse.jus.br/imprensa/noticias-</p><p>tse/2020/Agosto/campanha-do-tse-incentiva-</p><p>eleitores-a-serem-mesarios-voluntarios-nas-</p><p>eleicoes-municipais-de-2020</p><p> O principal propósito, aqui, é o de justificar um comportamento usando um exemplo que</p><p>ajude a assumir uma postura correta.</p><p> Ex.: campanhas de doação; Exército da Salvação; entidades assistenciais etc.</p><p>Exemplificação</p><p>Fonte:</p><p>https://www.meioemensa</p><p>gem.com.br/home/ultima</p><p>s-noticias/2018/05/30/os-</p><p>finalistas-do-</p><p>profissionais-do-ano-</p><p>2.html</p><p> É a contestação de um argumento com um novo argumento.</p><p> Ex.: campanhas que respondem às disputas concorrenciais provocativas; contestação de</p><p>ideias controversas etc.</p><p>Contra-argumentação</p><p>Fontes:</p><p>https://br.pinterest.com/pin/2385507300</p><p>6510007/;</p><p>https://caoachery.com.br/tiggo7</p><p> É o diálogo entre dois ou mais textos, e os recortes/trechos que usamos de um para explicar</p><p>o outro – podem ser: citações, imagens, reedições etc.</p><p> É como dizer a mesma coisa, só que com outras palavras – podendo, até, ser uma crítica,</p><p>diferentemente, da obra inicial.</p><p> Podendo modificar o sentido original, fazendo uma referência a um texto conhecido.</p><p> A intertextualidade nos ajuda a criar uma ponte, nascendo uma nova narrativa.</p><p> No fundo, a intertextualidade nos leva à unidade I, sobre as espécies de leitura somadas às</p><p>experiências culturais que vamos tendo ao longo da vida.</p><p>Intertextualidade</p><p>Lei 14.223 – Cidade Limpa (26/09/2006) na capital paulista</p><p>Fonte:</p><p>http://www.portugues.seed.pr.gov.br/modules</p><p>/galeria/detalhe.php?foto=367&evento=6</p><p>“Argumentar é vencer alguém, forçá-lo a submeter-se à nossa vontade”; atribui-se esta frase a</p><p>um dos gênios militares alemães, Von Clausewitz. Você concorda ou discorda da frase pelo</p><p>ponto de vista de que se trata da melhor definição para o argumento?</p><p>a) Concordo, pois o único modo de fazer o que se pretende é usando as situações</p><p>a seu favor.</p><p>b) Concordo, pois contra os fatos não há argumentos, e na guerra é vida ou morte.</p><p>c) Indiferente, pois o importante é ganhar. Que, aliás, é o conceito de “argumentar”.</p><p>d) Não concordo, pois a frase melhor define o conceito de</p><p>guerra e não</p><p>o processo de argumentação, em si.</p><p>e) Não concordo, pois “uma ideia não vence, apenas, por ser</p><p>boa. Ela precisa ser, devidamente, apresentada para vencer”</p><p>(Joseph Goebbels – Ministro da</p><p>propaganda nazista).</p><p>Interatividade</p><p>“Argumentar é vencer alguém, forçá-lo a submeter-se à nossa vontade”; atribui-se esta frase a</p><p>um dos gênios militares alemães, Von Clausewitz. Você concorda ou discorda da frase pelo</p><p>ponto de vista de que se trata da melhor definição para o argumento?</p><p>a) Concordo, pois o único modo de fazer o que se pretende é usando as situações</p><p>a seu favor.</p><p>b) Concordo, pois contra os fatos não há argumentos, e na guerra é vida ou morte.</p><p>c) Indiferente, pois o importante é ganhar. Que, aliás, é o conceito de “argumentar”.</p><p>d) Não concordo, pois a frase melhor define o conceito de</p><p>guerra e não o processo de argumentação, em si.</p><p>e) Não concordo, pois “uma ideia não vence, apenas, por ser</p><p>boa. Ela precisa ser, devidamente, apresentada para vencer”</p><p>(Joseph Goebbels – Ministro da</p><p>propaganda nazista).</p><p>Resposta</p><p> ABREU, A. S. A arte de argumentar. São Paulo: Ática, 1995.</p><p> EMEDIATO, W. A fórmula do texto: redação, argumentação e leitura. São Paulo: Geração</p><p>Editorial, 2004.</p><p> PERISSE, G. Ler, pensar e escrever. São Paulo: Arte e Ciência, 2004.</p><p>Referências</p><p>ATÉ A PRÓXIMA!</p>