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LÍNGUA PORTUGUESA
LEGISLAÇÃO E ETICA NO SERVIÇO PÚBLICO
NOÇÕES DE INFORMÁTICA
LEGISLAÇÃO AMBIENTAL
CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS
DISCIPLINAS
Qualidade 
ÍNDICE
Língua Portuguesa
1. Leitura, compreensão e interpretação de texto(s) original(is) ou adaptado(s), de natureza diversa: descritivo, narrativo
e dissertativo, e de diferentes gêneros, como por exemplo: poema, crônica, notícia, reportagem, editorial, artigo de
opinião, texto ficcional, texto argumentativo, informativo, normativo, charge, tirinha, cartun, propaganda, ensaio e outros.
Identificar a ideia central de um texto; Identificar informações no texto; Estabelecer relações entre ideia principal e ideias
secundárias; Relacionar uma informação do texto com outras informações oferecidas no próprio texto ou em outro texto;
Relacionar uma informação do texto com outras informações pressupostas pelo contexto; Analisar a pertinência de uma
informação do texto em função da estratégia argumentativa do autor; Depreender de uma afirmação explícita outra
afirmação implícita; Inferir o sentido de uma palavra ou expressão, considerando: o contexto e/ou universo temático e/
ou estrutura morfológica da palavra (radical, afixos e flexões); Relacionar, na análise e compreensão do texto, informações
verbais com informações de ilustrações ou fatos e/ou gráficos ou tabelas e/ou esquemas; Relacionar informações constantes
de texto com conhecimentos prévios, identificando situações de ambiguidade ou de ironia, opiniões, valores implícitos
e pressuposições. Conhecimentos linguísticos gerais e específicos relativos à leitura e interpretação de texto, recursos
sintáticos e semânticos, do efeito de sentido de palavras, expressões e ilustrações. Interpretação de recursos coesivos na
construção do texto.................................................................................................................................................................... 9
2. Conteúdos gramaticais e conhecimento gramatical de acordo com o padrão culto da língua: FONÉTICA: acento tônico,
sílaba, sílaba tônica, ortoépia e prosódia....................................................................................................................................
22
3. ORTOGRAFIA: divisão silábica, acentuação gráfica, correção ortográfica.................................................................................. 23
4. MORFOLOGIA: estrutura dos vocábulos; elementos mórficos; processos de formação de palavras; derivação, composição
e outros processos...................................................................................................................................................................... 26
5. Classes de palavras; classificação, flexões nominais e verbais, emprego................................................................................... 28
6. SINTAXE: teoria geral da frase e sua análise: frase, oração, período, funções sintáticas............................................................ 32
7. Concordância verbal e nominal................................................................................................................................................... 34
8. Regência nominal e verbal.......................................................................................................................................................... 35
9. Crase........................................................................................................................................................................................... 35
10. Colocação de pronomes: próclise, mesóclise, ênclise................................................................................................................. 36
11. SEMÂNTICA: antônimos, sinônimos, homônimos e parônimos................................................................................................. 36
12. PONTUAÇÃO: emprego dos sinais de pontuação....................................................................................................................... 38
Legislação E Ética No Serviço Público
1. Lei Estadual n. º 5.810/1994 e alterações (Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos Civis da Administração Direta, das
Autarquias e das Fundações Públicas do Estado do Pará.)........................................................................................................... 43
2. Lei Complementar Estadual nº. 003/90, de 26 de abril de 1990, e suas alterações.......................................................................... 62
3. Lei Complementar Estadual nº. 052, de 30 de janeiro de 2006 e suas alterações......................................................................... 62
4. Lei n. 13.853/2019 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais).................................................................................................... 63
5. Ética e moral................................................................................................................................................................................ 67
6. Ética, princípios, valores e a lei.................................................................................................................................................... 67
7. Ética e democracia: exercício da cidadania..................................................................................................................................... 68
8. Conduta ética.............................................................................................................................................................................. 69
9. Ética profissional.......................................................................................................................................................................... 70
10. Ética e responsabilidade social.................................................................................................................................................... 72
11. Ética e função pública................................................................................................................................................................... 74
12. Ética no setor público................................................................................................................................................................... 76
13. Lei n. 8.429/1992 e suas alterações............................................................................................................................................. 77
14. Decreto n. 11.129/2022............................................................................................................................................................... 85
15. Lei n. 12.846/2013 e suas alterações........................................................................................................................................... 94
ÍNDICE
Noções de Informática
1. Sistema operacional e ambiente, Windows 8, Windows 10........................................................................................................ 101
2. Edição de textos, planilhas e apresentações utilizando LibreOffice (Calc, Write e Impress), no ambiente Windows.................. 105
3. Conceitos básicos, ferramentas, aplicativos e procedimentos de Internet. Conceitos básicos, ferramentas, aplicativos e
procedimentos de Intranet.......................................................................................................................................................... 114
4. Conceitos de organização e de gerenciamento de informações, arquivos, pastas e programas................................................. 124
5. Conceitos Básico de Computaçãoem Nuvem (Cloud Computing): Definição e tipos de nuvens (privada, pública e híbrida)..... 127
Legislação Ambiental
1. Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981, e alterações - Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, seus fins e
mecanismos de formulação e aplicação, e dá outras providências............................................................................................ 133
2. Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012 - Dispõe sobre a proteção da vegetação nativa.............................................................. 138
3. Decreto federal nº 7.830, de 17 de outubro de 2012 - Dispõe sobre o Sistema de Cadastro Ambiental Rural, o Cadastro
Ambiental Rural, estabelece normas de caráter geral aos Programas de Regularização Ambiental, de que trata a Lei nº12.651,
de 25 de maio de 2012, e dá outras providências....................................................................................................................... 154
4. Decreto nº 6.514, de 22 de julho de 2008, e alterações - Dispõe sobre as infrações e sanções administrativas ao meio
ambiente, estabelece o processo administrativo federal para apuração destas infrações, e dá outras providências............... 158
5. Lei nº 9.433, de 8 de janeiro de 1997, e alterações - Institui a Política Nacional de Recursos Hídricos, cria o Sistema Nacional
de Gerenciamento de Recursos Hídricos, regulamenta o inciso XIX do art. 21 da Constituição Federal, e altera o art. 1º da Lei
nº 8.001, de 13 de março de 1990, que modificou a Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989................................................ 175
6. Lei no 9.795, de 27 de abril de 1999 e alterações - Dispões sobre educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação
Ambiental e dá outras providências........................................................................................................................................... 180
7. Lei nº 5.887, de 09 de maio de 1995, e alterações...................................................................................................................... 183
8. Lei nº 6.462/02, de 04 de julho de 2002, e alterações - Dispões sobre a Política Estadual de Florestas....................................... 194
9. Lei nº 6.381, de 25 de julho de 2000, e alterações - dispões sobre a Política de Recursos Hídricos do Estado.......................... 198
10. Lei nº 6.745, 6 de maio de 2005, e alterações - Dispões sobre a Política de Macrozoneamento Ecológico-Econômico do
Estado do Pará............................................................................................................................................................................ 207
11. Lei Complementar nº140, de 08 de dezembro de 2011, e alterações, se houver.............................................................................. 208
12. Lei n° 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos; altera a lei n° 9.605, de 12 de fevereiro
de 1998; e dá outras providências.............................................................................................................................................
212
13. Lei Estadual n° 9.064, de 25 de maio de 2020, institui a Política Estadual de Gerenciamento Costeiro (PEGC/PA)...................... 221
14. Lei Estadual nº 9.048, de 29 de abril de 2020, que institui a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas do Pará (PEMC/PA),
e dá outras providências............................................................................................................................................................ 223
15. Lei Estadual nº 9.575, de 11 de maio de 2022. - Dispõe sobre o processo administrativo ambiental para apuração das
condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, as sanções cabíveis, além de tratar da conciliação ambiental, no âmbito da
Administração Pública do Estado do Pará.................................................................................................................................. 230
16. Decreto Estadual nº 8.235, de 5 de maio de 2014 - Estabelece normas gerais complementares aos Programas de Regularização
Ambiental dos Estados e do Distrito Federal, de que trata o Decreto nº 7.830, de 17 de outubro de 2012, institui o Programa
Mais Ambiente Brasil, e dá outras providências......................................................................................................................... 236
17. Decreto nº 10.936, de 12 de janeiro de 2022. Regulamenta a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, que institui a Política
Nacional de Resíduos Sólidos...................................................................................................................................................... 238
18. Resolução CONAMA nº 01, de 23 de janeiro de 1986. Dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para a avaliação de
impacto ambiental...................................................................................................................................................................... 248
19. Resolução CONAMA nº 237, de 19 de dezembro de 1997......................................................................................................... 250
20. Resolução CONAMA nº 371/2006, e alterações - Estabelece diretrizes sobre o cálculo, cobrança, aplicação, aprovação e
controle de gastos de recursos da compensação ambiental.......................................................................................................
255
21. Resolução COEMA nº 162 de 02 de fevereiro de 2021. Estabelece as atividades de impacto ambiental local, para fins de
licenciamento ambiental, de competência dos Municípios no âmbito do Estado do Pará, e dá outras providências................ 257
ÍNDICE
22. Resolução COEMA ad referendum nº 127, de 18 de novembro de 2016. Estabelece os procedimentos e critérios para o
Licenciamento Ambiental Simplificado, denominado SIMPLES AMBIENTAL, de empreendimentos e/ou atividades de baixo
potencial poluidor/degradador, no âmbito da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Pará – SEMAS,
e dá outras providências............................................................................................................................................................ 259
23. Decreto nº 2.804, de 6 de dezembro de 2022, publicado no DOE no 35.211, de 06 de dezembro de 2022............................... 261
Conhecimentos Específicos
Assistente Administrativo
1. NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA....................................................................................................................................... 271
2. Características básicas das organizações formais modernas: tipos de Estrutura organizacional, natureza, finalidades e critérios
de departamentalização............................................................................................................................................................... 272
3. Organização Administrativa: centralização, descentralização, concentração e desconcentração................................................ 275
4. Organização Administrativa do Estado: Administração direta e indireta...................................................................................... 279
5. Gestão de Processos...................................................................................................................................................................... 279
6. Gestão de Contratos..................................................................................................................................................................... 281
7. Noções de Processos licitatórios................................................................................................................................................... 291
8. NOÇÕES BÁSICAS DE SECRETARIA Preparo, preenchimento e tratamento de documentos; preparo de relatórios, formulários
e planilhas.Controle de documentos: envio e recebimento. Técnicas de arquivo...................................................................... 300
9. Noções sobre os modelos de gestão: competência, processos, projetos e resultados................................................................. 310
10. Noções de atendimento ao público............................................................................................................................................. 310
11. Manual de redação da Presidência da República........................................................................................................................... 322
12. NOÇÕES BÁSICAS DE ADMINISTRAÇÃO GERAL Noções básicas de planejamento: tipos de planos, abrangência e horizonte
temporal....................................................................................................................................................................................... 331
13. Plano de Ação 5W2H................................................................................................................................................................... 347
14. Ciclo PDCA como ferramenta de gestão. Princípios e conceitos do gerenciamento de projetos: conceito de projeto, tipos
diferença entre projetos e processos, tipos de projetos, stakeholders, benefícios, ciclo de vida do projeto, papel do gerente
de projetos................................................................................................................................................................................... 361
15. NOÇÕES DE ARQUIVOLOGIA Princípios e conceitos fundamentais de arquivologia; Gestão de documentos; Protocolos
(recebimento, registro, distribuição, tramitação e expedição de documentos); Classificação de documentos; Arquivamento e
ordenação de documentos de arquivo; Tabela de temporalidade de documentos de arquivo; Gerenciamento da informação
e a gestão de documentos; Tipologias documentais e suportes físicos....................................................................................... 363
16. NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS Administração de compras e materiais; Classificação de materiais;
Processos de compras governamentais e gerenciamento de materiais e estoques; Recebimento e Armazenagem; Gestão
Patrimonial................................................................................................................................................................................... 363
4 
LEITURA, COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO(S) ORIGINAL(IS) OU ADAPTADO(S), DE NATUREZA DIVERSA: DES- 
CRITIVO, NARRATIVO E DISSERTATIVO, E DE DIFERENTES GÊNEROS, COMO POR EXEMPLO: POEMA, CRÔNICA, NOTÍCIA, 
REPORTAGEM, EDITORIAL, ARTIGO DE OPINIÃO, TEXTO FICCIONAL, TEXTO ARGUMENTATIVO, INFORMATIVO, NORMATIVO, 
CHARGE, TIRINHA, CARTUN, PROPAGANDA, ENSAIO E OUTROS. IDENTIFICAR A IDEIA CENTRAL DE UM TEXTO; IDENTIFICAR 
INFORMAÇÕES NO TEXTO; ESTABELECER RELAÇÕES ENTRE IDEIA PRINCIPAL E IDEIAS SECUNDÁRIAS; RELACIONAR UMA 
INFORMAÇÃO DO TEXTO COM OUTRAS INFORMAÇÕES OFERECIDAS NO PRÓPRIO TEXTO OU EM OUTRO TEXTO; RELA- 
CIONAR UMA INFORMAÇÃO DO TEXTO COM OUTRAS INFORMAÇÕES PRESSUPOSTAS PELO CONTEXTO; ANALISAR A PER- 
TINÊNCIA DE UMA INFORMAÇÃO DO TEXTO EM FUNÇÃO DA ESTRATÉGIA ARGUMENTATIVA DO AUTOR; DEPREENDER DE 
UMA AFIRMAÇÃO EXPLÍCITA OUTRA AFIRMAÇÃO IMPLÍCITA; INFERIR O SENTIDO DE UMA PALAVRA OU EXPRESSÃO, CON- 
SIDERANDO: O CONTEXTO E/OU UNIVERSO TEMÁTICO E/OU ESTRUTURA MORFOLÓGICA DA PALAVRA (RADICAL, AFIXOS E 
FLEXÕES); . RELACIONAR, NA ANÁLISE E COMPREENSÃO DO TEXTO, INFORMAÇÕES VERBAIS COM INFORMAÇÕES DE ILUS- 
TRAÇÕES OU FATOS E/OU GRÁFICOS OU TABELAS E/OU ESQUEMAS; RELACIONAR INFORMAÇÕES CONSTANTES DE TEXTO 
COM CONHECIMENTOS PRÉVIOS, IDENTIFICANDO SITUAÇÕES DE AMBIGUIDADE OU DE IRONIA, OPINIÕES, VALORES 
IMPLÍCITOS E PRESSUPOSIÇÕES. CONHECIMENTOS LINGUÍSTICOS GERAIS E ESPECÍFICOS RELATIVOS À LEITURA 
E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO, RECURSOS SINTÁTICOS E SEMÂNTICOS, DO EFEITO DE SENTIDO DE PALAVRAS, 
EXPRESSÕES E ILUSTRAÇÕES. INTERPRETAÇÃO DE RECURSOS COESIVOS NA CONSTRUÇÃO DO TEXTO 
Compreensão e interpretação de textos 
Chegamos, agora, em um ponto muito importante para todo o seu estudo: a interpretação de textos. Desenvolver essa habilidade é 
essencial e pode ser um diferencial para a realização de uma boa prova de qualquer área do conhecimento. 
Mas você sabe a diferença entre compreensão e interpretação? 
A compreensão é quando você entende o que o texto diz de forma explícita, aquilo que está na superfície do texto. 
Quando Jorge fumava, ele era infeliz. 
Por meio dessa frase, podemos entender que houve um tempo que Jorge era infeliz, devido ao cigarro. 
A interpretação é quando você entende o que está implícito, nas entrelinhas, aquilo que está de modo mais profundo no texto ou que 
faça com que você realize inferências. 
Quando Jorge fumava, ele era infeliz. 
Já compreendemos que Jorge era infeliz quando fumava, mas podemos interpretar que Jorge parou de fumar e que agora é feliz. 
Percebeu a diferença? 
Tipos de Linguagem 
Existem três tipos de linguagem que precisamos saber para que facilite a interpretação de textos. 
• Linguagem Verbal é aquela que utiliza somente palavras. Ela pode ser escrita ou oral. 
• Linguagem não-verbal é aquela que utiliza somente imagens, fotos, gestos... não há presença de nenhuma palavra. 
LÍNGUA PORTUGUESA 
LÍNGUA PORTUGUESA 
• Linguagem Mista (ou híbrida) é aquele que utiliza tanto as
palavras quanto as imagens. Ou seja, é a junção da linguagem 
verbal com a não-verbal. 
Além de saber desses conceitos, é importante sabermos 
identificar quando um texto é baseado em outro. O nome que 
damos a este processo é intertextualidade. 
Interpretação de Texto 
Interpretar um texto quer dizer dar sentido, inferir, chegar 
a uma conclusão do que se lê. A interpretação é muito ligada ao 
subentendido. Sendo assim, ela trabalha com o que se pode deduzir 
de um texto. 
A interpretação implica a mobilização dos conhecimentos 
prévios que cada pessoa possui antes da leitura de um determinado 
texto, pressupõe que a aquisição do novo conteúdo lido estabeleça 
uma relação com a informação já possuída, o que leva ao 
crescimento do conhecimento do leitor, e espera que haja uma 
apreciação pessoal e crítica sobre a análise do novo conteúdo lido, 
afetando de alguma forma o leitor. 
Sendo assim, podemos dizer que existem diferentes tipos 
de leitura: uma leitura prévia, uma leitura seletiva, uma leitura 
analítica e, por fim, uma leitura interpretativa. 
É muito importante que você: 
- Assista os mais diferenciados jornais sobre a sua cidade,
estado, país e mundo; 
- Se possível, procure por jornais escritos para saber de notícias
(e também da estrutura das palavras para dar opiniões); 
- Leia livros sobre diversos temas para sugar informações
ortográficas, gramaticais e interpretativas; 
- Procure estar sempre informado sobre os assuntos mais
polêmicos; 
- Procure debater ou conversar com diversas pessoas sobre
qualquer tema para presenciar opiniões diversas das suas. 
Dicas para interpretar um texto: 
– Leia lentamente o texto todo.
No primeiro contato com o texto, o mais importante é tentar
compreender o sentido global do texto e identificar o seu objetivo. 
– Releia o texto quantas vezes forem necessárias.
Assim, será mais fácil identificar as ideias principais de cada
parágrafo e compreender o desenvolvimento do texto. 
– Sublinhe as ideias mais importantes. 
Sublinhar apenas quando já se tiver uma boa noção da ideia
principal e das ideias secundárias do texto. 
– Separe fatos de opiniões. 
O leitor precisa separar o que é um fato (verdadeiro, objetivo
e comprovável) do que é uma opinião (pessoal, tendenciosa e 
mutável). 
– Retorne ao texto sempre que necessário. 
Além disso, é importante entender com cuidado e atenção os
enunciados das questões. 
– Reescreva o conteúdo lido.
Para uma melhor compreensão, podem ser feitos resumos,
tópicos ou esquemas.Além dessas dicas importantes, você também pode grifar 
palavras novas, e procurar seu significado para aumentar seu 
vocabulário, fazer atividades como caça-palavras, ou cruzadinhas 
são uma distração, mas também um aprendizado. 
Não se esqueça, além da prática da leitura aprimorar a 
compreensão do texto e ajudar a aprovação, ela também estimula 
nossa imaginação, distrai, relaxa, informa, educa, atualiza, melhora 
nosso foco, cria perspectivas, nos torna reflexivos, pensantes, além 
de melhorar nossa habilidade de fala, de escrita e de memória. 
Um texto para ser compreendido deve apresentar ideias 
seletas e organizadas, através dos parágrafos que é composto pela 
ideia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a conclusão 
do texto. 
O primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é 
a identificação de sua ideia principal. A partir daí, localizam-se 
as ideias secundárias, ou fundamentações, as argumentações, 
ou explicações, que levem ao esclarecimento das questões 
apresentadas na prova. 
Compreendido tudo isso, interpretar significa extrair um 
significado. Ou seja, a ideia está lá, às vezes escondida, e por isso 
o candidato só precisa entendê-la – e não a complementar com 
algum valor individual. Portanto, apegue-se tão somente ao texto,
e nunca extrapole a visão dele.
 
IDENTIFICANDO O TEMA DE UM TEXTO 
O tema é a ideia principal do texto. É com base nessa ideia 
principal que o texto será desenvolvido. Para que você consiga 
identificar o tema de um texto, é necessário relacionar as diferen- 
tes informações de forma a construir o seu sentido global, ou seja, 
você precisa relacionar as múltiplas partes que compõem um todo 
significativo, que é o texto. 
Em muitas situações, por exemplo, você foi estimulado a ler 
um texto por sentir-se atraído pela temática resumida no título. 
Pois o título cumpre uma função importante: antecipar informa- 
ções sobre o assunto que será tratado no texto. 
Em outras situações, você pode ter abandonado a leitura por- 
que achou o título pouco atraente ou, ao contrário, sentiu-se atraí- 
do pelo título de um livro ou de um filme, por exemplo. É muito 
comum as pessoas se interessarem por temáticas diferentes, de- 
pendendo do sexo, da idade, escolaridade, profissão, preferências 
pessoais e experiência de mundo, entre outros fatores. 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Mas, sobre que tema você gosta de ler? Esportes, namoro, se- 
xualidade, tecnologia, ciências, jogos, novelas, moda, cuidados com 
o corpo? Perceba, portanto, que as temáticas são praticamente in- 
finitas e saber reconhecer o tema de um texto é condição essen- 
cial para se tornar um leitor hábil. Vamos, então, começar nossos
estudos? 
Propomos, inicialmente, que você acompanhe um exercício 
bem simples, que, intuitivamente, todo leitor faz ao ler um texto: 
reconhecer o seu tema. Vamos ler o texto a seguir? 
CACHORROS 
Os zoólogos acreditam que o cachorro se originou de uma es- 
pécie de lobo que vivia na Ásia. Depois os cães se juntaram aos 
seres humanos e se espalharam por quase todo o mundo. Essa ami- 
zade começou há uns 12 mil anos, no tempo em que as pessoas 
precisavam caçar para se alimentar. Os cachorros perceberam que, 
se não atacassem os humanos, podiam ficar perto deles e comer a 
comida que sobrava. Já os homens descobriram que os cachorros 
podiam ajudar a caçar, a cuidar de rebanhos e a tomar conta da 
casa, além de serem ótimos companheiros. Um colaborava com o 
outro e a parceria deu certo. 
Ao ler apenas o título “Cachorros”, você deduziu sobre o pos- 
sível assunto abordado no texto. Embora você imagine que o texto 
vai falar sobre cães, você ainda não sabia exatamente o que ele 
falaria sobre cães. Repare que temos várias informações ao longo 
do texto: a hipótese dos zoólogos sobre a origem dos cães, a asso- 
ciação entre eles e os seres humanos, a disseminação dos cães pelo 
mundo, as vantagens da convivência entre cães e homens. 
As informações que se relacionam com o tema chamamos de 
subtemas (ou ideias secundárias). Essas informações se integram, 
ou seja, todas elas caminham no sentido de estabelecer uma unida- 
de de sentido. Portanto, pense: sobre o que exatamente esse texto 
fala? Qual seu assunto, qual seu tema? Certamente você chegou à 
conclusão de que o texto fala sobre a relação entre homens e cães. 
Se foi isso que você pensou, parabéns! Isso significa que você foi 
capaz de identificar o tema do texto! 
Fonte: https://portuguesrapido.com/tema-ideia-central-e-ideias- 
-secundarias/
IDENTIFICAÇÃO DE EFEITOS DE IRONIA OU HUMOR EM 
TEXTOS VARIADOS 
Ironia 
Ironia é o recurso pelo qual o emissor diz o contrário do que 
está pensando ou sentindo (ou por pudor em relação a si próprio ou 
com intenção depreciativa e sarcástica em relação a outrem). 
A ironia consiste na utilização de determinada palavra ou ex- 
pressão que, em um outro contexto diferente do usual, ganha um 
novo sentido, gerando um efeito de humor. 
Exemplo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Na construção de um texto, ela pode aparecer em três modos: 
ironia verbal, ironia de situação e ironia dramática (ou satírica). 
 
Ironia verbal 
Ocorre quando se diz algo pretendendo expressar outro sig- 
nificado, normalmente oposto ao sentido literal. A expressão e a 
intenção são diferentes. 
Exemplo: Você foi tão bem na prova! Tirou um zero incrível! 
Ironia de situação 
A intenção e resultado da ação não estão alinhados, ou seja, o 
resultado é contrário ao que se espera ou que se planeja. 
Exemplo: Quando num texto literário uma personagem plane- 
ja uma ação, mas os resultados não saem como o esperado. No 
livro “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis, a 
personagem título tem obsessão por ficar conhecida. Ao longo da 
vida, tenta de muitas maneiras alcançar a notoriedade sem suces- 
so. Após a morte, a personagem se torna conhecida. A ironia é que 
planejou ficar famoso antes de morrer e se tornou famoso após a 
morte. 
 
Ironia dramática (ou satírica) 
A ironia dramática é um dos efeitos de sentido que ocorre nos 
textos literários quando a personagem tem a consciência de que 
suas ações não serão bem-sucedidas ou que está entrando por um 
caminho ruim, mas o leitor já tem essa consciência. 
Exemplo: Em livros com narrador onisciente, que sabe tudo o 
que se passa na história com todas as personagens, é mais fácil apa- 
recer esse tipo de ironia. A peça como Romeu e Julieta, por exem- 
plo, se inicia com a fala que relata que os protagonistas da história 
irão morrer em decorrência do seu amor. As personagens agem ao 
longo da peça esperando conseguir atingir seus objetivos, mas a 
plateia já sabe que eles não serão bem-sucedidos. 
LÍNGUA PORTUGUESA 
12 
Humor 
Nesse caso, é muito comum a utilização de situações que pare- 
çam cômicas ou surpreendentes para provocar o efeito de humor. 
Situações cômicas ou potencialmente humorísticas comparti- 
lham da característica do efeito surpresa. O humor reside em ocor- 
rer algo fora do esperado numa situação. 
Há diversas situações em que o humor pode aparecer. Há as 
tirinhas e charges, que aliam texto e imagem para criar efeito cômi- 
co; há anedotas ou pequenos contos; e há as crônicas, frequente- 
mente acessadas como forma de gerar o riso. 
Os textos com finalidade humorística podem ser divididos em 
quatro categorias: anedotas, cartuns, tiras e charges. 
Exemplo: 
ANÁLISE E A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO SEGUNDO O GÊ- 
NERO EM QUE SE INSCREVE 
Compreender um texto trata da análise e decodificação do que 
de fato está escrito, seja das frases ou das ideias presentes. Inter- 
pretar um texto, está ligado às conclusões que se pode chegar ao 
conectar as ideias do texto com a realidade. Interpretação trabalha 
com a subjetividade, com o que se entendeu sobre o texto. 
Interpretar um texto permite a compreensão de todo e qual- 
quer texto ou discurso e se amplia no entendimento da sua ideia 
principal. Compreender relações semânticas é uma competência 
imprescindível no mercado de trabalho e nos estudos.Quando não se sabe interpretar corretamente um texto po- 
de-se criar vários problemas, afetando não só o desenvolvimento 
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. 
Busca de sentidos 
Para a busca de sentidos do texto, pode-se retirar do mesmo 
os tópicos frasais presentes em cada parágrafo. Isso auxiliará na 
apreensão do conteúdo exposto. 
Isso porque é ali que se fazem necessários, estabelecem uma 
relação hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias já 
citadas ou apresentando novos conceitos. 
Por fim, concentre-se nas ideias que realmente foram explici- 
tadas pelo autor. Textos argumentativos não costumam conceder 
espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas 
entrelinhas. Deve-se ater às ideias do autor, o que não quer dizer 
que o leitor precise ficar preso na superfície do texto, mas é fun- 
damental que não sejam criadas suposições vagas e inespecíficas. 
Importância da interpretação 
A prática da leitura, seja por prazer, para estudar ou para se 
informar, aprimora o vocabulário e dinamiza o raciocínio e a inter- 
pretação. A leitura, além de favorecer o aprendizado de conteúdos 
específicos, aprimora a escrita. 
Uma interpretação de texto assertiva depende de inúmeros 
fatores. Muitas vezes, apressados, descuidamo-nos dos detalhes 
presentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz 
suficiente. Interpretar exige paciência e, por isso, sempre releia o 
texto, pois a segunda leitura pode apresentar aspectos surpreen- 
dentes que não foram observados previamente. Para auxiliar na 
busca de sentidos do texto, pode-se também retirar dele os tópicos 
frasais presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na 
apreensão do conteúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos 
não estão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira 
aleatória, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem ne- 
cessários, estabelecendo uma relação hierárquica do pensamento 
defendido, retomando ideias já citadas ou apresentando novos 
conceitos. 
Concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo au- 
tor: os textos argumentativos não costumam conceder espaço para 
divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas. 
Devemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer que você 
precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental que 
não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas. 
Ler com atenção é um exercício que deve ser praticado à exaustão, 
assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes. 
Diferença entre compreensão e interpretação 
A compreensão de um texto é fazer uma análise objetiva do 
texto e verificar o que realmente está escrito nele. Já a interpreta- 
ção imagina o que as ideias do texto têm a ver com a realidade. O 
leitor tira conclusões subjetivas do texto. 
Gêneros Discursivos 
Romance: descrição longa de ações e sentimentos de persona- 
gens fictícios, podendo ser de comparação com a realidade ou total- 
mente irreal. A diferença principal entre um romance e uma novela é 
a extensão do texto, ou seja, o romance é mais longo. No romance nós 
temos uma história central e várias histórias secundárias. 
Conto: obra de ficção onde é criado seres e locais totalmente 
imaginário. Com linguagem linear e curta, envolve poucas perso- 
nagens, que geralmente se movimentam em torno de uma única 
ação, dada em um só espaço, eixo temático e conflito. Suas ações 
encaminham-se diretamente para um desfecho. 
 
Novela: muito parecida com o conto e o romance, diferencia- 
do por sua extensão. Ela fica entre o conto e o romance, e tem 
a história principal, mas também tem várias histórias secundárias. 
O tempo na novela é baseada no calendário. O tempo e local são 
definidos pelas histórias dos personagens. A história (enredo) tem 
um ritmo mais acelerado do que a do romance por ter um texto 
mais curto. 
Crônica: texto que narra o cotidiano das pessoas, situações 
que nós mesmos já vivemos e normalmente é utilizado a ironia para 
mostrar um outro lado da mesma história. Na crônica o tempo não 
é relevante e quando é citado, geralmente são pequenos intervalos 
como horas ou mesmo minutos. 
 
Poesia: apresenta um trabalho voltado para o estudo da lin- 
guagem, fazendo-o de maneira particular, refletindo o momento, 
a vida dos homens através de figuras que possibilitam a criação de 
imagens. 
 
Editorial: texto dissertativo argumentativo onde expressa a 
opinião do editor através de argumentos e fatos sobre um assunto 
que está sendo muito comentado (polêmico). Sua intenção é con- 
vencer o leitor a concordar com ele. 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
Entrevista: texto expositivo e é marcado pela conversa de um 
entrevistador e um entrevistado para a obtenção de informações. 
Tem como principal característica transmitir a opinião de pessoas 
de destaque sobre algum assunto de interesse. 
Cantiga de roda: gênero empírico, que na escola se materiali- 
za em uma concretude da realidade. A cantiga de roda permite as 
crianças terem mais sentido em relação a leitura e escrita, ajudan- 
do os professores a identificar o nível de alfabetização delas. 
 
 
Receita: texto instrucional e injuntivo que tem como objetivo 
de informar, aconselhar, ou seja, recomendam dando uma certa 
liberdade para quem recebe a informação. 
 
DISTINÇÃO DE FATO E OPINIÃO SOBRE ESSE FATO 
 
Fato 
O fato é algo que aconteceu ou está acontecendo. A existência 
do fato pode ser constatada de modo indiscutível. O fato pode é 
uma coisa que aconteceu e pode ser comprovado de alguma ma- 
neira, através de algum documento, números, vídeo ou registro. 
Exemplo de fato: 
A mãe foi viajar. 
 
Interpretação 
É o ato de dar sentido ao fato, de entendê-lo. Interpretamos 
quando relacionamos fatos, os comparamos, buscamos suas cau- 
sas, previmos suas consequências. 
Entre o fato e sua interpretação há uma relação lógica: se 
apontamos uma causa ou consequência, é necessário que seja 
plausível. Se comparamos fatos, é preciso que suas semelhanças ou 
diferenças sejam detectáveis. 
 
Exemplos de interpretação: 
A mãe foi viajar porque considerou importante estudar em ou- 
tro país. 
A mãe foi viajar porque se preocupava mais com sua profissão 
do que com a filha. 
 
Opinião 
A opinião é a avaliação que se faz de um fato considerando um 
juízo de valor. É um julgamento que tem como base a interpretação 
que fazemos do fato. 
Nossas opiniões costumam ser avaliadas pelo grau de coerên- 
cia que mantêm com a interpretação do fato. É uma interpretação 
do fato, ou seja, um modo particular de olhar o fato. Esta opinião 
pode alterar de pessoa para pessoa devido a fatores socioculturais. 
 
Exemplos de opiniões que podem decorrer das interpretações 
anteriores: 
A mãe foi viajar porque considerou importante estudar em ou- 
tro país. Ela tomou uma decisão acertada. 
A mãe foi viajar porque se preocupava mais com sua profissão 
do que com a filha. Ela foi egoísta. 
 
Muitas vezes, a interpretação já traz implícita uma opinião. 
Por exemplo, quando se mencionam com ênfase consequên- 
cias negativas que podem advir de um fato, se enaltecem previsões 
positivas ou se faz um comentário irônico na interpretação, já esta- 
mos expressando nosso julgamento. 
É muito importante saber a diferença entre o fato e opinião, 
principalmente quando debatemos um tema polêmico ou quando 
analisamos um texto dissertativo. 
Exemplo: 
A mãe viajou e deixou a filha só. Nem deve estar se importando 
com o sofrimento da filha. 
 
ESTRUTURAÇÃO DO TEXTO E DOS PARÁGRAFOS 
Uma boa redação é dividida em ideias relacionadas entre si 
ajustadas a uma ideia central que norteia todo o pensamento do 
texto. Um dos maiores problemas nas redações é estruturar as 
ideias para fazer com que o leitor entenda o que foi dito no texto. 
Fazer uma estrutura no texto para poder guiar o seu pensamento 
e o do leitor. 
 
Parágrafo 
O parágrafo organizado em torno de uma ideia-núcleo, que é 
desenvolvida por ideias secundárias.O parágrafo pode ser forma- 
do por uma ou mais frases, sendo seu tamanho variável. No texto 
dissertativo-argumentativo, os parágrafos devem estar todos rela- 
cionados com a tese ou ideia principal do texto, geralmente apre- 
sentada na introdução. 
 
Embora existam diferentes formas de organização de parágra- 
fos, os textos dissertativo-argumentativos e alguns gêneros jorna- 
lísticos apresentam uma estrutura-padrão. Essa estrutura consiste 
em três partes: a ideia-núcleo, as ideias secundárias (que desenvol- 
vem a ideia-núcleo) e a conclusão (que reafirma a ideia-básica). Em 
parágrafos curtos, é raro haver conclusão. 
 
Introdução: faz uma rápida apresentação do assunto e já traz 
uma ideia da sua posição no texto, é normalmente aqui que você 
irá identificar qual o problema do texto, o porque ele está sendo 
escrito. Normalmente o tema e o problema são dados pela própria 
prova. 
 
Desenvolvimento: elabora melhor o tema com argumentos e 
ideias que apoiem o seu posicionamento sobre o assunto. É possí- 
vel usar argumentos de várias formas, desde dados estatísticos até 
citações de pessoas que tenham autoridade no assunto. 
 
Conclusão: faz uma retomada breve de tudo que foi abordado 
e conclui o texto. Esta última parte pode ser feita de várias ma- 
neiras diferentes, é possível deixar o assunto ainda aberto criando 
uma pergunta reflexiva, ou concluir o assunto com as suas próprias 
conclusões a partir das ideias e argumentos do desenvolvimento. 
 
Outro aspecto que merece especial atenção são os conecto- 
res. São responsáveis pela coesão do texto e tornam a leitura mais 
fluente, visando estabelecer um encadeamento lógico entre as 
ideias e servem de ligação entre o parágrafo, ou no interior do pe- 
ríodo, e o tópico que o antecede. 
Saber usá-los com precisão, tanto no interior da frase, quanto 
ao passar de um enunciado para outro, é uma exigência também 
para a clareza do texto. 
Sem os conectores (pronomes relativos, conjunções, advér- 
bios, preposições, palavras denotativas) as ideias não fluem, muitas 
vezes o pensamento não se completa, e o texto torna-se obscuro, 
sem coerência. 
Esta estrutura é uma das mais utilizadas em textos argumenta- 
tivos, e por conta disso é mais fácil para os leitores. 
Existem diversas formas de se estruturar cada etapa dessa es- 
trutura de texto, entretanto, apenas segui-la já leva ao pensamento 
mais direto. 
 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
NÍVEIS DE LINGUAGEM 
 
Definição de linguagem 
Linguagem é qualquer meio sistemático de comunicar ideias 
ou sentimentos através de signos convencionais, sonoros, gráficos, 
gestuais etc. A linguagem é individual e flexível e varia dependendo 
da idade, cultura, posição social, profissão etc. A maneira de arti- 
cular as palavras, organizá-las na frase, no texto, determina nossa 
linguagem, nosso estilo (forma de expressão pessoal). 
As inovações linguísticas, criadas pelo falante, provocam, com 
o decorrer do tempo, mudanças na estrutura da língua, que só as 
incorpora muito lentamente, depois de aceitas por todo o grupo so- 
cial. Muitas novidades criadas na linguagem não vingam na língua 
e caem em desuso. 
 
Língua escrita e língua falada 
A língua escrita não é a simples reprodução gráfica da língua 
falada, por que os sinais gráficos não conseguem registrar grande 
parte dos elementos da fala, como o timbre da voz, a entonação, 
e ainda os gestos e a expressão facial. Na realidade a língua falada 
é mais descontraída, espontânea e informal, porque se manifesta 
na conversação diária, na sensibilidade e na liberdade de expressão 
do falante. Nessas situações informais, muitas regras determinadas 
pela língua padrão são quebradas em nome da naturalidade, da li- 
berdade de expressão e da sensibilidade estilística do falante. 
 
Linguagem popular e linguagem culta 
Podem valer-se tanto da linguagem popular quanto da lingua- 
gem culta. Obviamente a linguagem popular é mais usada na fala, 
nas expressões orais cotidianas. Porém, nada impede que ela esteja 
presente em poesias (o Movimento Modernista Brasileiro procu- 
rou valorizar a linguagem popular), contos, crônicas e romances em 
que o diálogo é usado para representar a língua falada. 
 
Linguagem Popular ou Coloquial 
Usada espontânea e fluentemente pelo povo. Mostra-se qua- 
se sempre rebelde à norma gramatical e é carregada de vícios de 
linguagem (solecismo – erros de regência e concordância; barbaris- 
mo – erros de pronúncia, grafia e flexão; ambiguidade; cacofonia; 
pleonasmo), expressões vulgares, gírias e preferência pela coorde- 
nação, que ressalta o caráter oral e popular da língua. A linguagem 
popular está presente nas conversas familiares ou entre amigos, 
anedotas, irradiação de esportes, programas de TV e auditório, no- 
velas, na expressão dos esta dos emocionais etc. 
 
A Linguagem Culta ou Padrão 
É a ensinada nas escolas e serve de veículo às ciências em que 
se apresenta com terminologia especial. É usada pelas pessoas ins- 
truídas das diferentes classes sociais e caracteriza-se pela obediên- 
cia às normas gramaticais. Mais comumente usada na linguagem 
escrita e literária, reflete prestígio social e cultural. É mais artificial, 
mais estável, menos sujeita a variações. Está presente nas aulas, 
conferências, sermões, discursos políticos, comunicações científi- 
cas, noticiários de TV, programas culturais etc. 
 
Gíria 
A gíria relaciona-se ao cotidiano de certos grupos sociais como 
arma de defesa contra as classes dominantes. Esses grupos utilizam 
a gíria como meio de expressão do cotidiano, para que as mensa- 
gens sejam decodificadas apenas por eles mesmos. 
Assim a gíria é criada por determinados grupos que divulgam 
o palavreado para outros grupos até chegar à mídia. Os meios de 
comunicação de massa, como a televisão e o rádio, propagam os 
novos vocábulos, às vezes, também inventam alguns. A gíria pode 
acabar incorporada pela língua oficial, permanecer no vocabulário 
de pequenos grupos ou cair em desuso. 
Ex.: “chutar o pau da barraca”, “viajar na maionese”, “galera”, 
“mina”, “tipo assim”. 
 
Linguagem vulgar 
Existe uma linguagem vulgar relacionada aos que têm pouco 
ou nenhum contato com centros civilizados. Na linguagem vulgar 
há estruturas com “nóis vai, lá”, “eu di um beijo”, “Ponhei sal na 
comida”. 
 
Linguagem regional 
Regionalismos são variações geográficas do uso da língua pa- 
drão, quanto às construções gramaticais e empregos de certas pa- 
lavras e expressões. Há, no Brasil, por exemplo, os falares amazôni- 
co, nordestino, baiano, fluminense, mineiro, sulino. 
 
Tipos e genêros textuais 
Os tipos textuais configuram-se como modelos fixos e abran- 
gentes que objetivam a distinção e definição da estrutura, bem 
como aspectos linguísticos de narração, dissertação, descrição e 
explicação. Eles apresentam estrutura definida e tratam da forma 
como um texto se apresenta e se organiza. Existem cinco tipos clás- 
sicos que aparecem em provas: descritivo, injuntivo, expositivo (ou 
dissertativo-expositivo) dissertativo e narrativo. Vejamos alguns 
exemplos e as principais características de cada um deles. 
 
Tipo textual descritivo 
A descrição é uma modalidade de composição textual cujo 
objetivo é fazer um retrato por escrito (ou não) de um lugar, uma 
pessoa, um animal, um pensamento, um sentimento, um objeto, 
um movimento etc. 
Características principais: 
• Os recursos formais mais encontrados são os de valor adje- 
tivo (adjetivo, locução adjetiva e oração adjetiva), por sua função 
caracterizadora. 
• Há descrição objetiva e subjetiva, normalmente numa enu- 
meração. 
• A noção temporal é normalmente estática. 
• Normalmente usam-se verbos de ligação para abrir a defini- 
ção. 
• Normalmente aparece dentro de um texto narrativo. 
• Os gêneros descritivos mais comuns são estes: manual, anún- 
cio, propaganda, relatórios, biografia, tutorial. 
 
Exemplo: 
Era uma casa muito engraçada 
Não tinha teto, não tinha nada 
Ninguém podia entrarnela, não 
Porque na casa não tinha chão 
Ninguém podia dormir na rede 
Porque na casa não tinha parede 
Ninguém podia fazer pipi 
Porque penico não tinha ali 
Mas era feita com muito esmero 
Na rua dos bobos, número zero 
(Vinícius de Moraes) 
 
TIPO TEXTUAL INJUNTIVO 
A injunção indica como realizar uma ação, aconselha, impõe, 
instrui o interlocutor. Chamado também de texto instrucional, o 
tipo de texto injuntivo é utilizado para predizer acontecimentos e 
comportamentos, nas leis jurídicas. 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
Características principais: 
• Normalmente apresenta frases curtas e objetivas, com ver- 
bos de comando, com tom imperativo; há também o uso do futuro 
do presente (10 mandamentos bíblicos e leis diversas). 
• Marcas de interlocução: vocativo, verbos e pronomes de 2ª 
pessoa ou 1ª pessoa do plural, perguntas reflexivas etc. 
 
Exemplo: 
Impedidos do Alistamento Eleitoral (art. 5º do Código Eleito- 
ral) – Não podem alistar-se eleitores: os que não saibam exprimir-se 
na língua nacional, e os que estejam privados, temporária ou defi- 
nitivamente dos direitos políticos. Os militares são alistáveis, desde 
que oficiais, aspirantes a oficiais, guardas-marinha, subtenentes ou 
suboficiais, sargentos ou alunos das escolas militares de ensino su- 
perior para formação de oficiais. 
 
 
Tipo textual expositivo 
A dissertação é o ato de apresentar ideias, desenvolver racio- 
cínio, analisar contextos, dados e fatos, por meio de exposição, dis- 
cussão, argumentação e defesa do que pensamos. A dissertação 
pode ser expositiva ou argumentativa. 
A dissertação-expositiva é caracterizada por esclarecer um as- 
sunto de maneira atemporal, com o objetivo de explicá-lo de ma- 
neira clara, sem intenção de convencer o leitor ou criar debate. 
 
Características principais: 
• Apresenta introdução, desenvolvimento e conclusão. 
• O objetivo não é persuadir, mas meramente explicar, infor- 
mar. 
• Normalmente a marca da dissertação é o verbo no presente. 
• Amplia-se a ideia central, mas sem subjetividade ou defesa 
de ponto de vista. 
• Apresenta linguagem clara e imparcial. 
 
Exemplo: 
O texto dissertativo consiste na ampliação, na discussão, no 
questionamento, na reflexão, na polemização, no debate, na ex- 
pressão de um ponto de vista, na explicação a respeito de um de- 
terminado tema. 
Existem dois tipos de dissertação bem conhecidos: a disserta- 
ção expositiva (ou informativa) e a argumentativa (ou opinativa). 
Portanto, pode-se dissertar simplesmente explicando um as- 
sunto, imparcialmente, ou discutindo-o, parcialmente. 
 
Tipo textual dissertativo-argumentativo 
Este tipo de texto — muito frequente nas provas de concur- 
sos — apresenta posicionamentos pessoais e exposição de ideias 
apresentadas de forma lógica. Com razoável grau de objetividade, 
clareza, respeito pelo registro formal da língua e coerência, seu in- 
tuito é a defesa de um ponto de vista que convença o interlocutor 
(leitor ou ouvinte). 
 
Características principais: 
• Presença de estrutura básica (introdução, desenvolvimento 
e conclusão): ideia principal do texto (tese); argumentos (estraté- 
gias argumentativas: causa-efeito, dados estatísticos, testemunho 
de autoridade, citações, confronto, comparação, fato, exemplo, 
enumeração...); conclusão (síntese dos pontos principais com su- 
gestão/solução). 
• Utiliza verbos na 1ª pessoa (normalmente nas argumenta- 
ções informais) e na 3ª pessoa do presente do indicativo (normal- 
mente nas argumentações formais) para imprimir uma atemporali- 
dade e um caráter de verdade ao que está sendo dito. 
• Privilegiam-se as estruturas impessoais, com certas modali- 
zações discursivas (indicando noções de possibilidade, certeza ou 
probabilidade) em vez de juízos de valor ou sentimentos exaltados. 
• Há um cuidado com a progressão temática, isto é, com o de- 
senvolvimento coerente da ideia principal, evitando-se rodeios. 
 
Exemplo: 
A maioria dos problemas existentes em um país em desenvol- 
vimento, como o nosso, podem ser resolvidos com uma eficiente 
administração política (tese), porque a força governamental certa- 
mente se sobrepõe a poderes paralelos, os quais – por negligência 
de nossos representantes – vêm aterrorizando as grandes metró- 
poles. Isso ficou claro no confronto entre a força militar do RJ e os 
traficantes, o que comprovou uma verdade simples: se for do desejo 
dos políticos uma mudança radical visando o bem-estar da popula- 
ção, isso é plenamente possível (estratégia argumentativa: fato- 
-exemplo). É importante salientar, portanto, que não devemos ficar 
de mãos atadas à espera de uma atitude do governo só quando o 
caos se estabelece; o povo tem e sempre terá de colaborar com uma 
cobrança efetiva (conclusão). 
 
Tipo textual narrativo 
O texto narrativo é uma modalidade textual em que se conta 
um fato, fictício ou não, que ocorreu num determinado tempo e 
lugar, envolvendo certos personagens. Toda narração tem um en- 
redo, personagens, tempo, espaço e narrador (ou foco narrativo). 
 
Características principais: 
• O tempo verbal predominante é o passado. 
• Foco narrativo com narrador de 1ª pessoa (participa da his- 
tória – onipresente) ou de 3ª pessoa (não participa da história – 
onisciente). 
• Normalmente, nos concursos públicos, o texto aparece em 
prosa, não em verso. 
 
Exemplo: 
Solidão 
João era solteiro, vivia só e era feliz. Na verdade, a solidão era 
o que o tornava assim. Conheceu Maria, também solteira, só e fe- 
liz. Tão iguais, a afinidade logo se transforma em paixão. Casam-se. 
Dura poucas semanas. Não havia mesmo como dar certo: ao se uni- 
rem, um tirou do outro a essência da felicidade. 
Nelson S. Oliveira 
Fonte: https://www.recantodasletras.com.br/contossurreais/4835684 
 
 
GÊNEROS TEXTUAIS 
Já os gêneros textuais (ou discursivos) são formas diferentes 
de expressão comunicativa. As muitas formas de elaboração de um 
texto se tornam gêneros, de acordo com a intenção do seu pro- 
dutor. Logo, os gêneros apresentam maior diversidade e exercem 
funções sociais específicas, próprias do dia a dia. Ademais, são 
passíveis de modificações ao longo do tempo, mesmo que preser- 
vando características preponderantes. Vejamos, agora, uma tabela 
que apresenta alguns gêneros textuais classificados com os tipos 
textuais que neles predominam. 
http://www.recantodasletras.com.br/contossurreais/4835684
http://www.recantodasletras.com.br/contossurreais/4835684
http://www.recantodasletras.com.br/contossurreais/4835684
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
• Paráfrase: recriação de um texto já existente mantendo 
a mesma ideia contida no texto original, entretanto, com a 
utilização de outras palavras. O vocábulo “paráfrase”, do grego 
(paraphrasis), significa a “repetição de uma sentença”. 
• Epígrafe: recurso bastante utilizado em obras e textos cientí- 
ficos. Consiste no acréscimo de uma frase ou parágrafo que tenha 
alguma relação com o que será discutido no texto. Do grego, o ter- 
mo “epígrafhe” é formado pelos vocábulos “epi” (posição superior) 
e “graphé” (escrita). 
• Citação: Acréscimo de partes de outras obras numa produção 
textual, de forma que dialoga com ele; geralmente vem expressa 
entre aspas e itálico, já que se trata da enunciação de outro autor. 
Esse recurso é importante haja vista que sua apresentação sem re- 
lacionar a fonte utilizada é considerado “plágio”. Do Latim, o termo 
“citação” (citare) significa convocar. 
• Alusão: Faz referência aos elementos presentes em 
outros textos. Do Latim, o vocábulo “alusão” (alludere) é formado 
por dois termos: “ad” (a, para) e “ludere” (brincar). 
• Outras formas de intertextualidade menos discutidas são 
o pastiche, o sample, a tradução e a bricolagem. 
 
ARGUMENTAÇÃO 
O ato de comunicação não visa apenas transmitir uma informa- 
ção a alguém. Quem comunica pretende criar uma imagem positiva 
de si mesmo (por exemplo, a de um sujeito educado, ou inteligente, 
ou culto), quer ser aceito, desejaque o que diz seja admitido como 
verdadeiro. Em síntese, tem a intenção de convencer, ou seja, tem 
o desejo de que o ouvinte creia no que o texto diz e faça o que ele 
propõe. 
Se essa é a finalidade última de todo ato de comunicação, todo 
texto contém um componente argumentativo. A argumentação é o 
conjunto de recursos de natureza linguística destinados a persuadir 
a pessoa a quem a comunicação se destina. Está presente em todo 
tipo de texto e visa a promover adesão às teses e aos pontos de 
vista defendidos. 
As pessoas costumam pensar que o argumento seja apenas 
uma prova de verdade ou uma razão indiscutível para comprovar a 
Sintetizando: os tipos textuais são fixos, finitos e tratam da 
forma como o texto se apresenta. Os gêneros textuais são fluidos, 
infinitos e mudam de acordo com a demanda social. 
 
INTERTEXTUALIDADE 
A intertextualidade é um recurso realizado entre textos, ou 
seja, é a influência e relação que um estabelece sobre o outro. As- 
sim, determina o fenômeno relacionado ao processo de produção 
de textos que faz referência (explícita ou implícita) aos elementos 
existentes em outro texto, seja a nível de conteúdo, forma ou de 
ambos: forma e conteúdo. 
Grosso modo, a intertextualidade é o diálogo entre textos, de 
forma que essa relação pode ser estabelecida entre as produções 
textuais que apresentem diversas linguagens (visual, auditiva, escri- 
ta), sendo expressa nas artes (literatura, pintura, escultura, música, 
dança, cinema), propagandas publicitárias, programas televisivos, 
provérbios, charges, dentre outros. 
 
Tipos de Intertextualidade 
• Paródia: perversão do texto anterior que aparece geralmen- 
te, em forma de crítica irônica de caráter humorístico. Do grego 
(parodès), a palavra “paródia” é formada pelos termos “para” (se- 
melhante) e “odes” (canto), ou seja, “um canto (poesia) semelhan- 
te a outro”. Esse recurso é muito utilizado pelos programas humo- 
rísticos. 
veracidade de um fato. O argumento é mais que isso: como se disse 
acima, é um recurso de linguagem utilizado para levar o interlocu- 
tor a crer naquilo que está sendo dito, a aceitar como verdadeiro o 
que está sendo transmitido. A argumentação pertence ao domínio 
da retórica, arte de persuadir as pessoas mediante o uso de recur- 
sos de linguagem. 
Para compreender claramente o que é um argumento, é bom 
voltar ao que diz Aristóteles, filósofo grego do século IV a.C., numa 
obra intitulada “Tópicos: os argumentos são úteis quando se tem 
de escolher entre duas ou mais coisas”. 
Se tivermos de escolher entre uma coisa vantajosa e uma des- 
vantajosa, como a saúde e a doença, não precisamos argumentar. 
Suponhamos, no entanto, que tenhamos de escolher entre duas 
coisas igualmente vantajosas, a riqueza e a saúde. Nesse caso, pre- 
cisamos argumentar sobre qual das duas é mais desejável. O argu- 
mento pode então ser definido como qualquer recurso que torna 
uma coisa mais desejável que outra. Isso significa que ele atua no 
domínio do preferível. Ele é utilizado para fazer o interlocutor crer 
que, entre duas teses, uma é mais provável que a outra, mais pos- 
sível que a outra, mais desejável que a outra, é preferível à outra. 
O objetivo da argumentação não é demonstrar a verdade de 
um fato, mas levar o ouvinte a admitir como verdadeiro o que o 
enunciador está propondo. 
Há uma diferença entre o raciocínio lógico e a argumentação. 
O primeiro opera no domínio do necessário, ou seja, pretende 
demonstrar que uma conclusão deriva necessariamente das pre- 
missas propostas, que se deduz obrigatoriamente dos postulados 
Tipo Textual Predominante Gêneros Textuais 
Descritivo Diário 
Relatos (viagens, históricos, etc.) 
Biografia e autobiografia 
Notícia 
Currículo 
Lista de compras 
Cardápio 
Anúncios de classificados 
Injuntivo Receita culinária 
Bula de remédio 
Manual de instruções 
Regulamento 
Textos prescritivos 
Expositivo Seminários 
Palestras 
Conferências 
Entrevistas 
Trabalhos acadêmicos 
Enciclopédia 
Verbetes de dicionários 
Dissertativo-argumentativo Editorial Jornalístico 
Carta de opinião 
Resenha 
Artigo 
Ensaio 
Monografia, dissertação de 
mestrado e tese de doutorado 
Narrativo Romance 
Novela 
Crônica 
Contos de Fada 
Fábula 
Lendas 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
 
admitidos. No raciocínio lógico, as conclusões não dependem de 
crenças, de uma maneira de ver o mundo, mas apenas do encadea- 
mento de premissas e conclusões. 
Por exemplo, um raciocínio lógico é o seguinte encadeamento: 
A é igual a B. 
A é igual a C. 
Então: C é igual a A. 
 
Admitidos os dois postulados, a conclusão é, obrigatoriamen- 
te, que C é igual a A. 
Outro exemplo: 
Todo ruminante é um mamífero. 
A vaca é um ruminante. 
Logo, a vaca é um mamífero. 
 
Admitidas como verdadeiras as duas premissas, a conclusão 
também será verdadeira. 
No domínio da argumentação, as coisas são diferentes. Nele, 
a conclusão não é necessária, não é obrigatória. Por isso, deve-se 
mostrar que ela é a mais desejável, a mais provável, a mais plau- 
sível. Se o Banco do Brasil fizer uma propaganda dizendo-se mais 
confiável do que os concorrentes porque existe desde a chegada 
da família real portuguesa ao Brasil, ele estará dizendo-nos que um 
banco com quase dois séculos de existência é sólido e, por isso, 
confiável. Embora não haja relação necessária entre a solidez de 
uma instituição bancária e sua antiguidade, esta tem peso argu- 
mentativo na afirmação da confiabilidade de um banco. Portanto é 
provável que se creia que um banco mais antigo seja mais confiável 
do que outro fundado há dois ou três anos. 
Enumerar todos os tipos de argumentos é uma tarefa quase 
impossível, tantas são as formas de que nos valemos para fazer as 
pessoas preferirem uma coisa a outra. Por isso, é importante en- 
tender bem como eles funcionam. 
Já vimos diversas características dos argumentos. É preciso 
acrescentar mais uma: o convencimento do interlocutor, o auditó- 
rio, que pode ser individual ou coletivo, será tanto mais fácil quanto 
mais os argumentos estiverem de acordo com suas crenças, suas 
expectativas, seus valores. Não se pode convencer um auditório 
pertencente a uma dada cultura enfatizando coisas que ele abomi- 
na. Será mais fácil convencê-lo valorizando coisas que ele considera 
positivas. No Brasil, a publicidade da cerveja vem com frequência 
associada ao futebol, ao gol, à paixão nacional. Nos Estados Unidos, 
essa associação certamente não surtiria efeito, porque lá o futebol 
não é valorizado da mesma forma que no Brasil. O poder persuasi- 
vo de um argumento está vinculado ao que é valorizado ou desva- 
lorizado numa dada cultura. 
 
Tipos de Argumento 
Já verificamos que qualquer recurso linguístico destinado a fa- 
zer o interlocutor dar preferência à tese do enunciador é um argu- 
mento. Exemplo: 
 
Argumento de Autoridade 
É a citação, no texto, de afirmações de pessoas reconhecidas 
pelo auditório como autoridades em certo domínio do saber, para 
servir de apoio àquilo que o enunciador está propondo. Esse re- 
curso produz dois efeitos distintos: revela o conhecimento do pro- 
dutor do texto a respeito do assunto de que está tratando; dá ao 
texto a garantia do autor citado. É preciso, no entanto, não fazer do 
texto um amontoado de citações. A citação precisa ser pertinente 
e verdadeira. 
Exemplo: 
“A imaginação é mais importante do que o conhecimento.” 
Quem disse a frase aí de cima não fui eu... Foi Einstein. Para 
ele, uma coisa vem antes da outra: sem imaginação, não há conhe- 
cimento. Nunca o inverso. 
Alex José Periscinoto. 
In: Folha de S. Paulo, 30/8/1993, p. 5-2 
 
A tese defendida nesse texto é que a imaginação é mais im- 
portante do que o conhecimento. Para levar o auditório a aderir a 
ela, o enunciador cita um dos mais célebres cientistas do mundo. 
Se um físico de renome mundial disse isso, então as pessoas devem 
acreditar que é verdade. 
 
Argumento de Quantidade 
É aquele que valoriza mais o que é apreciado pelo maior nú- 
merode pessoas, o que existe em maior número, o que tem maior 
duração, o que tem maior número de adeptos, etc. O fundamento 
desse tipo de argumento é que mais = melhor. A publicidade faz 
largo uso do argumento de quantidade. 
 
Argumento do Consenso 
É uma variante do argumento de quantidade. Fundamenta-se 
em afirmações que, numa determinada época, são aceitas como 
verdadeiras e, portanto, dispensam comprovações, a menos que 
o objetivo do texto seja comprovar alguma delas. Parte da ideia de 
que o consenso, mesmo que equivocado, corresponde ao indiscu- 
tível, ao verdadeiro e, portanto, é melhor do que aquilo que não 
desfruta dele. Em nossa época, são consensuais, por exemplo, as 
afirmações de que o meio ambiente precisa ser protegido e de que 
as condições de vida são piores nos países subdesenvolvidos. Ao 
confiar no consenso, porém, corre-se o risco de passar dos argu- 
mentos válidos para os lugares comuns, os preconceitos e as frases 
carentes de qualquer base científica. 
 
Argumento de Existência 
É aquele que se fundamenta no fato de que é mais fácil aceitar 
aquilo que comprovadamente existe do que aquilo que é apenas 
provável, que é apenas possível. A sabedoria popular enuncia o ar- 
gumento de existência no provérbio “Mais vale um pássaro na mão 
do que dois voando”. 
Nesse tipo de argumento, incluem-se as provas documentais 
(fotos, estatísticas, depoimentos, gravações, etc.) ou provas con- 
cretas, que tornam mais aceitável uma afirmação genérica. Duran- 
te a invasão do Iraque, por exemplo, os jornais diziam que o exér- 
cito americano era muito mais poderoso do que o iraquiano. Essa 
afirmação, sem ser acompanhada de provas concretas, poderia ser 
vista como propagandística. No entanto, quando documentada 
pela comparação do número de canhões, de carros de combate, de 
navios, etc., ganhava credibilidade. 
 
Argumento quase lógico 
É aquele que opera com base nas relações lógicas, como cau- 
sa e efeito, analogia, implicação, identidade, etc. Esses raciocínios 
são chamados quase lógicos porque, diversamente dos raciocínios 
lógicos, eles não pretendem estabelecer relações necessárias en- 
tre os elementos, mas sim instituir relações prováveis, possíveis, 
plausíveis. Por exemplo, quando se diz “A é igual a B”, “B é igual a 
C”, “então A é igual a C”, estabelece-se uma relação de identidade 
lógica. Entretanto, quando se afirma “Amigo de amigo meu é meu 
amigo” não se institui uma identidade lógica, mas uma identidade 
provável. 
Um texto coerente do ponto de vista lógico é mais facilmente 
aceito do que um texto incoerente. Vários são os defeitos que con- 
correm para desqualificar o texto do ponto de vista lógico: fugir do 
tema proposto, cair em contradição, tirar conclusões que não se 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
fundamentam nos dados apresentados, ilustrar afirmações gerais 
com fatos inadequados, narrar um fato e dele extrair generaliza- 
ções indevidas. 
 
Argumento do Atributo 
É aquele que considera melhor o que tem propriedades típicas 
daquilo que é mais valorizado socialmente, por exemplo, o mais 
raro é melhor que o comum, o que é mais refinado é melhor que o 
que é mais grosseiro, etc. 
Por esse motivo, a publicidade usa, com muita frequência, ce- 
lebridades recomendando prédios residenciais, produtos de bele- 
za, alimentos estéticos, etc., com base no fato de que o consumidor 
tende a associar o produto anunciado com atributos da celebrida- 
de. 
Uma variante do argumento de atributo é o argumento da 
competência linguística. A utilização da variante culta e formal da 
língua que o produtor do texto conhece a norma linguística social- 
mente mais valorizada e, por conseguinte, deve produzir um texto 
em que se pode confiar. Nesse sentido é que se diz que o modo de 
dizer dá confiabilidade ao que se diz. 
Imagine-se que um médico deva falar sobre o estado de saú- 
de de uma personalidade pública. Ele poderia fazê-lo das duas ma- 
neiras indicadas abaixo, mas a primeira seria infinitamente mais 
adequada para a persuasão do que a segunda, pois esta produziria 
certa estranheza e não criaria uma imagem de competência do mé- 
dico: 
- Para aumentar a confiabilidade do diagnóstico e levando em 
conta o caráter invasivo de alguns exames, a equipe médica houve 
por bem determinar o internamento do governador pelo período 
de três dias, a partir de hoje, 4 de fevereiro de 2001. 
- Para conseguir fazer exames com mais cuidado e porque al- 
guns deles são barrapesada, a gente botou o governador no hospi- 
tal por três dias. 
 
Como dissemos antes, todo texto tem uma função argumen- 
tativa, porque ninguém fala para não ser levado a sério, para ser 
ridicularizado, para ser desmentido: em todo ato de comunicação 
deseja-se influenciar alguém. Por mais neutro que pretenda ser, 
um texto tem sempre uma orientação argumentativa. 
A orientação argumentativa é uma certa direção que o falante 
traça para seu texto. Por exemplo, um jornalista, ao falar de um 
homem público, pode ter a intenção de criticá-lo, de ridicularizá-lo 
ou, ao contrário, de mostrar sua grandeza. 
O enunciador cria a orientação argumentativa de seu texto 
dando destaque a uns fatos e não a outros, omitindo certos episó- 
dios e revelando outros, escolhendo determinadas palavras e não 
outras, etc. Veja: 
“O clima da festa era tão pacífico que até sogras e noras troca- 
vam abraços afetuosos.” 
 
O enunciador aí pretende ressaltar a ideia geral de que noras 
e sogras não se toleram. Não fosse assim, não teria escolhido esse 
fato para ilustrar o clima da festa nem teria utilizado o termo até, 
que serve para incluir no argumento alguma coisa inesperada. 
Além dos defeitos de argumentação mencionados quando tra- 
tamos de alguns tipos de argumentação, vamos citar outros: 
- Uso sem delimitação adequada de palavra de sentido tão am- 
plo, que serve de argumento para um ponto de vista e seu contrá- 
rio. São noções confusas, como paz, que, paradoxalmente, pode 
ser usada pelo agressor e pelo agredido. Essas palavras podem ter 
valor positivo (paz, justiça, honestidade, democracia) ou vir carre- 
gadas de valor negativo (autoritarismo, degradação do meio am- 
biente, injustiça, corrupção). 
- Uso de afirmações tão amplas, que podem ser derrubadas 
por um único contra exemplo. Quando se diz “Todos os políticos 
são ladrões”, basta um único exemplo de político honesto para des- 
truir o argumento. 
- Emprego de noções científicas sem nenhum rigor, fora do 
contexto adequado, sem o significado apropriado, vulgarizando-as 
e atribuindo-lhes uma significação subjetiva e grosseira. É o caso, 
por exemplo, da frase “O imperialismo de certas indústrias não per- 
mite que outras crescam”, em que o termo imperialismo é desca- 
bido, uma vez que, a rigor, significa “ação de um Estado visando a 
reduzir outros à sua dependência política e econômica”. 
 
A boa argumentação é aquela que está de acordo com a situa- 
ção concreta do texto, que leva em conta os componentes envolvi- 
dos na discussão (o tipo de pessoa a quem se dirige a comunicação, 
o assunto, etc). 
Convém ainda alertar que não se convence ninguém com ma- 
nifestações de sinceridade do autor (como eu, que não costumo 
mentir...) ou com declarações de certeza expressas em fórmulas 
feitas (como estou certo, creio firmemente, é claro, é óbvio, é evi- 
dente, afirmo com toda a certeza, etc). Em vez de prometer, em seu 
texto, sinceridade e certeza, autenticidade e verdade, o enunciador 
deve construir um texto que revele isso. Em outros termos, essas 
qualidades não se prometem, manifestam-se na ação. 
A argumentação é a exploração de recursos para fazer parecer 
verdadeiro aquilo que se diz num texto e, com isso, levar a pessoa a 
que texto é endereçado a crer naquilo que ele diz. 
Um texto dissertativo tem um assunto ou tema e expressa um 
ponto de vista, acompanhado de certa fundamentação, que inclui 
a argumentação, questionamento, com o objetivo de persuadir. Ar- 
gumentar é o processo pelo qual se estabelecemrelações para che- 
gar à conclusão, com base em premissas. Persuadir é um processo 
de convencimento, por meio da argumentação, no qual procura-se 
convencer os outros, de modo a influenciar seu pensamento e seu 
comportamento. 
A persuasão pode ser válida e não válida. Na persuasão válida, 
expõem-se com clareza os fundamentos de uma ideia ou propo- 
sição, e o interlocutor pode questionar cada passo do raciocínio 
empregado na argumentação. A persuasão não válida apoia-se em 
argumentos subjetivos, apelos subliminares, chantagens sentimen- 
tais, com o emprego de “apelações”, como a inflexão de voz, a mí- 
mica e até o choro. 
Alguns autores classificam a dissertação em duas modalidades, 
expositiva e argumentativa. Esta, exige argumentação, razões a fa- 
vor e contra uma ideia, ao passo que a outra é informativa, apre- 
senta dados sem a intenção de convencer. Na verdade, a escolha 
dos dados levantados, a maneira de expô-los no texto já revelam 
uma “tomada de posição”, a adoção de um ponto de vista na dis- 
sertação, ainda que sem a apresentação explícita de argumentos. 
Desse ponto de vista, a dissertação pode ser definida como discus- 
são, debate, questionamento, o que implica a liberdade de pensa- 
mento, a possibilidade de discordar ou concordar parcialmente. A 
liberdade de questionar é fundamental, mas não é suficiente para 
organizar um texto dissertativo. É necessária também a exposição 
dos fundamentos, os motivos, os porquês da defesa de um ponto 
de vista. 
Pode-se dizer que o homem vive em permanente atitude argu- 
mentativa. A argumentação está presente em qualquer tipo de dis- 
curso, porém, é no texto dissertativo que ela melhor se evidencia. 
Para discutir um tema, para confrontar argumentos e posi- 
ções, é necessária a capacidade de conhecer outros pontos de vista 
e seus respectivos argumentos. Uma discussão impõe, muitas ve- 
zes, a análise de argumentos opostos, antagônicos. Como sempre, 
essa capacidade aprende-se com a prática. Um bom exercício para 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
 
aprender a argumentar e contra-argumentar consiste em desenvol- 
ver as seguintes habilidades: 
- argumentação: anotar todos os argumentos a favor de uma 
ideia ou fato; imaginar um interlocutor que adote a posição total- 
mente contrária; 
- contra-argumentação: imaginar um diálogo-debate e quais os 
argumentos que essa pessoa imaginária possivelmente apresenta- 
ria contra a argumentação proposta; 
- refutação: argumentos e razões contra a argumentação opos- 
se caso, as constatações particulares levam às leis gerais, ou seja, 
parte de fatos particulares conhecidos para os fatos gerais, desco- 
nhecidos. O percurso do raciocínio se faz do efeito para a causa. 
Exemplo: 
O calor dilata o ferro (particular) 
O calor dilata o bronze (particular) 
O calor dilata o cobre (particular) 
O ferro, o bronze, o cobre são metais 
Logo, o calor dilata metais (geral, universal) 
ta. 
 
A argumentação tem a finalidade de persuadir, portanto, ar- 
 
Quanto a seus aspectos formais, o silogismo pode ser válido 
e verdadeiro; a conclusão será verdadeira se as duas premissas 
gumentar consiste em estabelecer relações para tirar conclusões 
válidas, como se procede no método dialético. O método dialético 
não envolve apenas questões ideológicas, geradoras de polêmicas. 
Trata-se de um método de investigação da realidade pelo estudo 
de sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno em 
questão e da mudança dialética que ocorre na natureza e na so- 
ciedade. 
Descartes (1596-1650), filósofo e pensador francês, criou o 
método de raciocínio silogístico, baseado na dedução, que parte do 
simples para o complexo. Para ele, verdade e evidência são a mes- 
ma coisa, e pelo raciocínio torna-se possível chegar a conclusões 
verdadeiras, desde que o assunto seja pesquisado em partes, co- 
meçando-se pelas proposições mais simples até alcançar, por meio 
de deduções, a conclusão final. Para a linha de raciocínio cartesiana, 
é fundamental determinar o problema, dividi-lo em partes, ordenar 
os conceitos, simplificando-os, enumerar todos os seus elementos 
e determinar o lugar de cada um no conjunto da dedução. 
A lógica cartesiana, até os nossos dias, é fundamental para a 
argumentação dos trabalhos acadêmicos. Descartes propôs quatro 
regras básicas que constituem um conjunto de reflexos vitais, uma 
série de movimentos sucessivos e contínuos do espírito em busca 
da verdade: 
- evidência; 
- divisão ou análise; 
- ordem ou dedução; 
- enumeração. 
A enumeração pode apresentar dois tipos de falhas: a omissão 
e a incompreensão. Qualquer erro na enumeração pode quebrar o 
encadeamento das ideias, indispensável para o processo dedutivo. 
A forma de argumentação mais empregada na redação acadê- 
mica é o silogismo, raciocínio baseado nas regras cartesianas, que 
contém três proposições: duas premissas, maior e menor, e a con- 
clusão. As três proposições são encadeadas de tal forma, que a con- 
clusão é deduzida da maior por intermédio da menor. A premissa 
maior deve ser universal, emprega todo, nenhum, pois alguns não 
caracteriza a universalidade. 
Há dois métodos fundamentais de raciocínio: a dedução (silo- 
gística), que parte do geral para o particular, e a indução, que vai do 
particular para o geral. A expressão formal do método dedutivo é o 
silogismo. A dedução é o caminho das consequências, baseia-se em 
uma conexão descendente (do geral para o particular) que leva à 
conclusão. Segundo esse método, partindo-se de teorias gerais, de 
verdades universais, pode-se chegar à previsão ou determinação 
de fenômenos particulares. O percurso do raciocínio vai da causa 
para o efeito. Exemplo: 
 
Todo homem é mortal (premissa maior = geral, universal) 
Fulano é homem (premissa menor = particular) 
Logo, Fulano é mortal (conclusão) 
 
A indução percorre o caminho inverso ao da dedução, baseia- 
se em uma conexão ascendente, do particular para o geral. Nes- 
também o forem. Se há erro ou equívoco na apreciação dos fatos, 
pode-se partir de premissas verdadeiras para chegar a uma conclu- 
são falsa. Tem-se, desse modo, o sofisma. Uma definição inexata, 
uma divisão incompleta, a ignorância da causa, a falsa analogia são 
algumas causas do sofisma. O sofisma pressupõe má fé, intenção 
deliberada de enganar ou levar ao erro; quando o sofisma não tem 
essas intenções propositais, costuma-se chamar esse processo de 
argumentação de paralogismo. Encontra-se um exemplo simples 
de sofisma no seguinte diálogo: 
- Você concorda que possui uma coisa que não perdeu? 
- Lógico, concordo. 
- Você perdeu um brilhante de 40 quilates? 
- Claro que não! 
- Então você possui um brilhante de 40 quilates... 
 
Exemplos de sofismas: 
 
Dedução 
Todo professor tem um diploma (geral, universal) 
Fulano tem um diploma (particular) 
Logo, fulano é professor (geral – conclusão falsa) 
 
Indução 
O Rio de Janeiro tem uma estátua do Cristo Redentor. (parti- 
cular) 
Taubaté (SP) tem uma estátua do Cristo Redentor. (particular) 
Rio de Janeiro e Taubaté são cidades. 
Logo, toda cidade tem uma estátua do Cristo Redentor. (geral 
– conclusão falsa) 
 
Nota-se que as premissas são verdadeiras, mas a conclusão 
pode ser falsa. Nem todas as pessoas que têm diploma são pro- 
fessores; nem todas as cidades têm uma estátua do Cristo Reden- 
tor. Comete-se erro quando se faz generalizações apressadas ou 
infundadas. A “simples inspeção” é a ausência de análise ou análise 
superficial dos fatos, que leva a pronunciamentos subjetivos, ba- 
seados nos sentimentos não ditados pela razão. 
Tem-se, ainda, outros métodos, subsidiários ou não fundamen- 
tais, que contribuem para a descoberta ou comprovação da verda- 
de: análise, síntese, classificação e definição. Além desses, existem 
outros métodos particulares de algumas ciências, que adaptam os 
processos de dedução e indução à natureza de uma realidade par- 
ticular. Pode-se afirmar que cada ciência tem seu método próprio 
demonstrativo, comparativo, históricoetc. A análise, a síntese, a 
classificação a definição são chamadas métodos sistemáticos, por- 
que pela organização e ordenação das ideias visam sistematizar a 
pesquisa. 
Análise e síntese são dois processos opostos, mas interligados; 
a análise parte do todo para as partes, a síntese, das partes para o 
todo. A análise precede a síntese, porém, de certo modo, uma de- 
pende da outra. A análise decompõe o todo em partes, enquanto a 
síntese recompõe o todo pela reunião das partes. Sabe-se, porém, 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
 
que o todo não é uma simples justaposição das partes. Se alguém 
reunisse todas as peças de um relógio, não significa que reconstruiu 
o relógio, pois fez apenas um amontoado de partes. Só reconstrui- 
ria todo se as partes estivessem organizadas, devidamente com- 
binadas, seguida uma ordem de relações necessárias, funcionais, 
então, o relógio estaria reconstruído. 
Síntese, portanto, é o processo de reconstrução do todo por 
meio da integração das partes, reunidas e relacionadas num con- 
junto. Toda síntese, por ser uma reconstrução, pressupõe a análise, 
que é a decomposição. A análise, no entanto, exige uma decompo- 
sição organizada, é preciso saber como dividir o todo em partes. As 
operações que se realizam na análise e na síntese podem ser assim 
relacionadas: 
Análise: penetrar, decompor, separar, dividir. 
Síntese: integrar, recompor, juntar, reunir. 
 
A análise tem importância vital no processo de coleta de ideias 
a respeito do tema proposto, de seu desdobramento e da criação 
de abordagens possíveis. A síntese também é importante na esco- 
lha dos elementos que farão parte do texto. 
Segundo Garcia (1973, p.300), a análise pode ser formal ou in- 
formal. A análise formal pode ser científica ou experimental; é ca- 
racterística das ciências matemáticas, físico-naturais e experimen- 
tais. A análise informal é racional ou total, consiste em “discernir” 
por vários atos distintos da atenção os elementos constitutivos de 
um todo, os diferentes caracteres de um objeto ou fenômeno. 
A análise decompõe o todo em partes, a classificação estabe- 
lece as necessárias relações de dependência e hierarquia entre as 
partes. Análise e classificação ligam-se intimamente, a ponto de se 
confundir uma com a outra, contudo são procedimentos diversos: 
análise é decomposição e classificação é hierarquisação. 
Nas ciências naturais, classificam-se os seres, fatos e fenôme- 
nos por suas diferenças e semelhanças; fora das ciências naturais, a 
classificação pode-se efetuar por meio de um processo mais ou me- 
nos arbitrário, em que os caracteres comuns e diferenciadores são 
empregados de modo mais ou menos convencional. A classificação, 
no reino animal, em ramos, classes, ordens, subordens, gêneros e 
espécies, é um exemplo de classificação natural, pelas caracterís- 
ticas comuns e diferenciadoras. A classificação dos variados itens 
integrantes de uma lista mais ou menos caótica é artificial. 
 
Exemplo: aquecedor, automóvel, barbeador, batata, cami- 
nhão, canário, jipe, leite, ônibus, pão, pardal, pintassilgo, queijo, 
relógio, sabiá, torradeira. 
Aves: Canário, Pardal, Pintassilgo, Sabiá. 
Alimentos: Batata, Leite, Pão, Queijo. 
Mecanismos: Aquecedor, Barbeador, Relógio, Torradeira. 
Veículos: Automóvel, Caminhão, Jipe, Ônibus. 
 
Os elementos desta lista foram classificados por ordem alfabé- 
tica e pelas afinidades comuns entre eles. Estabelecer critérios de 
classificação das ideias e argumentos, pela ordem de importância, é 
uma habilidade indispensável para elaborar o desenvolvimento de 
uma redação. Tanto faz que a ordem seja crescente, do fato mais 
importante para o menos importante, ou decrescente, primeiro o 
menos importante e, no final, o impacto do mais importante; é in- 
dispensável que haja uma lógica na classificação. A elaboração do 
plano compreende a classificação das partes e subdivisões, ou seja, 
os elementos do plano devem obedecer a uma hierarquização. 
(Garcia, 1973, p. 302304.) 
Para a clareza da dissertação, é indispensável que, logo na 
introdução, os termos e conceitos sejam definidos, pois, para ex- 
pressar um questionamento, deve-se, de antemão, expor clara e 
racionalmente as posições assumidas e os argumentos que as jus- 
tificam. É muito importante deixar claro o campo da discussão e a 
posição adotada, isto é, esclarecer não só o assunto, mas também 
os pontos de vista sobre ele. 
A definição tem por objetivo a exatidão no emprego da lingua- 
gem e consiste na enumeração das qualidades próprias de uma 
ideia, palavra ou objeto. Definir é classificar o elemento conforme a 
espécie a que pertence, demonstra: a característica que o diferen- 
cia dos outros elementos dessa mesma espécie. 
Entre os vários processos de exposição de ideias, a definição 
é um dos mais importantes, sobretudo no âmbito das ciências. A 
definição científica ou didática é denotativa, ou seja, atribui às pa- 
lavras seu sentido usual ou consensual, enquanto a conotativa ou 
metafórica emprega palavras de sentido figurado. Segundo a lógica 
tradicional aristotélica, a definição consta de três elementos: 
- o termo a ser definido; 
- o gênero ou espécie; 
- a diferença específica. 
 
O que distingue o termo definido de outros elementos da mes- 
ma espécie. Exemplo: 
 
Na frase: O homem é um animal racional classifica-se: 
 
Elemento especie diferença 
a ser definidoespecífica 
 
É muito comum formular definições de maneira defeituosa, 
por exemplo: Análise é quando a gente decompõe o todo em par- 
tes. Esse tipo de definição é gramaticalmente incorreto; quando é 
advérbio de tempo, não representa o gênero, a espécie, a gente é 
forma coloquial não adequada à redação acadêmica. Tão importan- 
te é saber formular uma definição, que se recorre a Garcia (1973, 
p.306), para determinar os “requisitos da definição denotativa”. 
Para ser exata, a definição deve apresentar os seguintes requisitos: 
- o termo deve realmente pertencer ao gênero ou classe em 
que está incluído: “mesa é um móvel” (classe em que ‘mesa’ está 
realmente incluída) e não “mesa é um instrumento ou ferramenta 
ou instalação”; 
- o gênero deve ser suficientemente amplo para incluir todos 
os exemplos específicos da coisa definida, e suficientemente restri- 
to para que a diferença possa ser percebida sem dificuldade; 
- deve ser obrigatoriamente afirmativa: não há, em verdade, 
definição, quando se diz que o “triângulo não é um prisma”; 
- deve ser recíproca: “O homem é um ser vivo” não constitui 
definição exata, porque a recíproca, “Todo ser vivo é um homem” 
não é verdadeira (o gato é ser vivo e não é homem); 
- deve ser breve (contida num só período). Quando a definição, 
ou o que se pretenda como tal, é muito longa (séries de períodos 
ou de parágrafos), chama-se explicação, e também definição ex- 
pandida;d 
- deve ter uma estrutura gramatical rígida: sujeito (o termo) + 
cópula (verbo de ligação ser) + predicativo (o gênero) + adjuntos 
(as diferenças). 
 
As definições dos dicionários de língua são feitas por meio de 
paráfrases definitórias, ou seja, uma operação metalinguística que 
consiste em estabelecer uma relação de equivalência entre a pala- 
vra e seus significados. 
A força do texto dissertativo está em sua fundamentação. Sem- 
pre é fundamental procurar um porquê, uma razão verdadeira e 
necessária. A verdade de um ponto de vista deve ser demonstrada 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
com argumentos válidos. O ponto de vista mais lógico e racional do 
mundo não tem valor, se não estiver acompanhado de uma funda- 
mentação coerente e adequada. 
Os métodos fundamentais de raciocínio segundo a lógica clás- 
sica, que foram abordados anteriormente, auxiliam o julgamento 
da validade dos fatos. Às vezes, a argumentação é clara e pode re- 
conhecer-se facilmente seus elementos e suas relações; outras ve- 
zes, as premissas e as conclusões organizam-se de modo livre, mis- 
turando-se na estrutura do argumento. Por isso, é preciso aprender 
areconhecer os elementos que constituem um argumento: premis- 
sas/conclusões. Depois de reconhecer, verificar se tais elementos 
são verdadeiros ou falsos; em seguida, avaliar se o argumento está 
expresso corretamente; se há coerência e adequação entre seus 
elementos, ou se há contradição. Para isso é que se aprende os 
processos de raciocínio por dedução e por indução. Admitindo-se 
que raciocinar é relacionar, conclui-se que o argumento é um tipo 
específico de relação entre as premissas e a conclusão. 
Procedimentos Argumentativos: Constituem os procedimen- 
tos argumentativos mais empregados para comprovar uma afirma- 
ção: exemplificação, explicitação, enumeração, comparação. 
Exemplificação: Procura justificar os pontos de vista por meio 
de exemplos, hierarquizar afirmações. São expressões comuns nes- 
se tipo de procedimento: mais importante que, superior a, de maior 
relevância que. Empregam-se também dados estatísticos, acompa- 
nhados de expressões: considerando os dados; conforme os dados 
apresentados. Faz-se a exemplificação, ainda, pela apresentação de 
causas e consequências, usando-se comumente as expressões: por- 
que, porquanto, pois que, uma vez que, visto que, por causa de, em 
virtude de, em vista de, por motivo de. 
Explicitação: O objetivo desse recurso argumentativo é explicar 
ou esclarecer os pontos de vista apresentados. Pode-se alcançar 
esse objetivo pela definição, pelo testemunho e pela interpreta- 
ção. Na explicitação por definição, empregamse expressões como: 
quer dizer, denomina-se, chama-se, na verdade, isto é, haja vista, 
ou melhor; nos testemunhos são comuns as expressões: conforme, 
segundo, na opinião de, no parecer de, consoante as ideias de, no 
entender de, no pensamento de. A explicitação se faz também pela 
interpretação, em que são comuns as seguintes expressões: pare- 
ce, assim, desse ponto de vista. 
Enumeração: Faz-se pela apresentação de uma sequência de 
elementos que comprovam uma opinião, tais como a enumeração 
de pormenores, de fatos, em uma sequência de tempo, em que são 
frequentes as expressões: primeiro, segundo, por último, antes, de- 
pois, ainda, em seguida, então, presentemente, antigamente, de- 
pois de, antes de, atualmente, hoje, no passado, sucessivamente, 
respectivamente. Na enumeração de fatos em uma sequência de 
espaço, empregam-se as seguintes expressões: cá, lá, acolá, ali, aí, 
além, adiante, perto de, ao redor de, no Estado tal, na capital, no 
interior, nas grandes cidades, no sul, no leste... 
Comparação: Analogia e contraste são as duas maneiras de 
se estabelecer a comparação, com a finalidade de comprovar uma 
ideia ou opinião. Na analogia, são comuns as expressões: da mesma 
forma, tal como, tanto quanto, assim como, igualmente. Para esta- 
belecer contraste, empregam-se as expressões: mais que, menos 
que, melhor que, pior que. 
Entre outros tipos de argumentos empregados para aumentar 
o poder de persuasão de um texto dissertativo encontram-se: 
Argumento de autoridade: O saber notório de uma autoridade 
reconhecida em certa área do conhecimento dá apoio a uma afir- 
mação. Dessa maneira, procura-se trazer para o enunciado a credi- 
bilidade da autoridade citada. Lembre-se que as citações literais no 
corpo de um texto constituem argumentos de autoridade. Ao fazer 
uma citação, o enunciador situa os enunciados nela contidos na li- 
nha de raciocínio que ele considera mais adequada para explicar ou 
justificar um fato ou fenômeno. Esse tipo de argumento tem mais 
caráter confirmatório que comprobatório. 
Apoio na consensualidade: Certas afirmações dispensam expli- 
cação ou comprovação, pois seu conteúdo é aceito como válido por 
consenso, pelo menos em determinado espaço sociocultural. Nesse 
caso, incluem-se 
- A declaração que expressa uma verdade universal (o homem, 
mortal, aspira à imortalidade); 
- A declaração que é evidente por si mesma (caso dos postula- 
dos e axiomas); 
- Quando escapam ao domínio intelectual, ou seja, é de nature- 
za subjetiva ou sentimental (o amor tem razões que a própria razão 
desconhece); implica apreciação de ordem estética (gosto não se 
discute); diz respeito a fé religiosa, aos dogmas (creio, ainda que 
parece absurdo). 
 
Comprovação pela experiência ou observação: A verdade de 
um fato ou afirmação pode ser comprovada por meio de dados 
concretos, estatísticos ou documentais. 
Comprovação pela fundamentação lógica: A comprovação se 
realiza por meio de argumentos racionais, baseados na lógica: cau- 
sa/efeito; consequência/causa; condição/ocorrência. 
Fatos não se discutem; discutem-se opiniões. As declarações, 
julgamento, pronunciamentos, apreciações que expressam opi- 
niões pessoais (não subjetivas) devem ter sua validade comprova- 
da, e só os fatos provam. Em resumo toda afirmação ou juízo que 
expresse uma opinião pessoal só terá validade se fundamentada na 
evidência dos fatos, ou seja, se acompanhada de provas, validade 
dos argumentos, porém, pode ser contestada por meio da contra- 
-argumentação ou refutação. São vários os processos de contra-ar- 
gumentação: 
Refutação pelo absurdo: refuta-se uma afirmação demonstran- 
do o absurdo da consequência. Exemplo clássico é a contraargu- 
mentação do cordeiro, na conhecida fábula “O lobo e o cordeiro”; 
Refutação por exclusão: consiste em propor várias hipóteses 
para eliminá-las, apresentando-se, então, aquela que se julga ver- 
dadeira; 
Desqualificação do argumento: atribui-se o argumento à opi- 
nião pessoal subjetiva do enunciador, restringindo-se a universali- 
dade da afirmação; 
Ataque ao argumento pelo testemunho de autoridade: con- 
siste em refutar um argumento empregando os testemunhos de 
autoridade que contrariam a afirmação apresentada; 
Desqualificar dados concretos apresentados: consiste em de- 
sautorizar dados reais, demonstrando que o enunciador baseou-se 
em dados corretos, mas tirou conclusões falsas ou inconsequentes. 
Por exemplo, se na argumentação afirmou-se, por meio de dados 
estatísticos, que “o controle demográfico produz o desenvolvimen- 
to”, afirma-se que a conclusão é inconsequente, pois baseia-se em 
uma relação de causa-feito difícil de ser comprovada. Para con- 
traargumentar, propõese uma relação inversa: “o desenvolvimento 
é que gera o controle demográfico”. 
Apresentam-se aqui sugestões, um dos roteiros possíveis para 
desenvolver um tema, que podem ser analisadas e adaptadas ao 
desenvolvimento de outros temas. Elege-se um tema, e, em segui- 
da, sugerem-se os procedimentos que devem ser adotados para a 
elaboração de um Plano de Redação. 
 
Tema: O homem e a máquina: necessidade e riscos da evolu- 
ção tecnológica 
- Questionar o tema, transformá-lo em interrogação, respon- 
der a interrogação (assumir um ponto de vista); dar o porquê da 
resposta, justificar, criando um argumento básico; 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
- Imaginar um ponto de vista oposto ao argumento básico e 
construir uma contra-argumentação; pensar a forma de refutação 
que poderia ser feita ao argumento básico e tentar desqualificá-la 
(rever tipos de argumentação); 
- Refletir sobre o contexto, ou seja, fazer uma coleta de ideias 
que estejam direta ou indiretamente ligadas ao tema (as ideias po- 
dem ser listadas livremente ou organizadas como causa e conse- 
quência); 
- Analisar as ideias anotadas, sua relação com o tema e com o 
argumento básico; 
- Fazer uma seleção das ideias pertinentes, escolhendo as que 
poderão ser aproveitadas no texto; essas ideias transformam-se 
em argumentos auxiliares, que explicam e corroboram a ideia do 
argumento básico; 
- Fazer um esboço do Plano de Redação, organizando uma se- 
quência na apresentação das ideias selecionadas, obedecendo às 
partes principais da estrutura do texto, que poderia ser mais ou 
menos a seguinte: 
 
Introdução 
- função social da ciência e da tecnologia; 
- definições de ciência e tecnologia; 
- indivíduo e sociedade perante o avanço tecnológico. 
 
Desenvolvimento 
- apresentação de aspectos positivose negativos do desenvol- 
vimento tecnológico; 
- como o desenvolvimento científico-tecnológico modificou as 
condições de vida no mundo atual; 
- a tecnocracia: oposição entre uma sociedade tecnologica- 
mente desenvolvida e a dependência tecnológica dos países sub- 
desenvolvidos; 
- enumerar e discutir os fatores de desenvolvimento social; 
- comparar a vida de hoje com os diversos tipos de vida do pas- 
sado; apontar semelhanças e diferenças; 
- analisar as condições atuais de vida nos grandes centros ur- 
banos; 
- como se poderia usar a ciência e a tecnologia para humanizar 
mais a sociedade. 
 
Conclusão 
- a tecnologia pode libertar ou escravizar: benefícios/conse- 
quências maléficas; 
- síntese interpretativa dos argumentos e contra-argumentos 
apresentados. 
 
Naturalmente esse não é o único, nem o melhor plano de reda- 
ção: é um dos possíveis. 
 
Coesão e coerência fazem parte importante da elaboração de 
um texto com clareza. Ela diz respeito à maneira como as ideias são 
organizadas a fim de que o objetivo final seja alcançado: a com- 
preensão textual. Na redação espera-se do autor capacidade de 
mobilizar conhecimentos e opiniões, argumentar de modo coeren- 
te, além de expressar-se com clareza, de forma correta e adequada. 
 
Coerência 
É uma rede de sintonia entre as partes e o todo de um texto. 
Conjunto de unidades sistematizadas numa adequada relação se- 
mântica, que se manifesta na compatibilidade entre as ideias. (Na 
linguagem popular: “dizer coisa com coisa” ou “uma coisa bate com 
outra”). 
Coerência é a unidade de sentido resultante da relação que se 
estabelece entre as partes do texto. Uma ideia ajuda a compreen- 
der a outra, produzindo um sentido global, à luz do qual cada uma 
das partes ganha sentido. Coerência é a ligação em conjunto dos 
elementos formativos de um texto. 
A coerência não é apenas uma marca textual, mas diz respeito 
aos conceitos e às relações semânticas que permitem a união dos 
elementos textuais. 
A coerência de um texto é facilmente deduzida por um falante 
de uma língua, quando não encontra sentido lógico entre as propo- 
sições de um enunciado oral ou escrito. É a competência linguística, 
tomada em sentido lato, que permite a esse falante reconhecer de 
imediato a coerência de um discurso. 
 
A coerência: 
- assenta-se no plano cognitivo, da inteligibilidade do texto; 
- situa-se na subjacência do texto; estabelece conexão concei- 
tual; 
- relaciona-se com a macroestrutura; trabalha com o todo, com 
o aspecto global do texto; 
- estabelece relações de conteúdo entre palavras e frases. 
 
Coesão 
É um conjunto de elementos posicionados ao longo do texto, 
numa linha de sequência e com os quais se estabelece um vínculo 
ou conexão sequencial. Se o vínculo coesivo se faz via gramática, 
fala-se em coesão gramatical. Se se faz por meio do vocabulário, 
tem-se a coesão lexical. 
A coesão textual é a ligação, a relação, a conexão entre pala- 
vras, expressões ou frases do texto. Ela manifesta-se por elementos 
gramaticais, que servem para estabelecer vínculos entre os compo- 
nentes do texto. 
Existem, em Língua Portuguesa, dois tipos de coesão: a lexical, 
que é obtida pelas relações de sinônimos, hiperônimos, nomes ge- 
néricos e formas elididas, e a gramatical, que é conseguida a partir 
do emprego adequado de artigo, pronome, adjetivo, determinados 
advérbios e expressões adverbiais, conjunções e numerais. 
A coesão: 
- assenta-se no plano gramatical e no nível frasal; 
- situa-se na superfície do texto, estabele conexão sequencial; 
- relaciona-se com a microestrutura, trabalha com as partes 
componentes do texto; 
- Estabelece relações entre os vocábulos no interior das frases. 
 
 
 
CONTEÚDOS GRAMATICAIS E CONHECIMENTO GRAMA- 
TICAL DE ACORDO COM O PADRÃO CULTO DA LÍNGUA: 
FONÉTICA: ACENTO TÔNICO, SÍLABA, SÍLABA TÔNICA, OR- 
TOÉPIA E PROSÓDIA 
 
 
Muitas pessoas acham que fonética e fonologia são sinônimos. 
Mas, embora as duas pertençam a uma mesma área de estudo, elas 
são diferentes. 
 
Fonética 
Segundo o dicionário Houaiss, fonética “é o estudo dos sons da 
fala de uma língua”. O que isso significa? A fonética é um ramo da 
Linguística que se dedica a analisar os sons de modo físico-articula- 
dor. Ou seja, ela se preocupa com o movimento dos lábios, a vibra- 
ção das cordas vocais, a articulação e outros movimentos físicos, 
mas não tem interesse em saber do conteúdo daquilo que é falado. 
A fonética utiliza o Alfabeto Fonético Internacional para representar 
cada som. 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
 
Sintetizando: a fonética estuda o movimento físico (da boca, 
lábios...) que cada som faz, desconsiderando o significado desses 
sons. 
 
Fonologia 
A fonologia também é um ramo de estudo da Linguística, mas 
ela se preocupa em analisar a organização e a classificação dos 
sons, separando-os em unidades significativas. É responsabilidade 
da fonologia, também, cuidar de aspectos relativos à divisão silábi- 
ca, à acentuação de palavras, à ortografia e à pronúncia. 
Sintetizando: a fonologia estuda os sons, preocupando-se com 
o significado de cada um e não só com sua estrutura física. 
 
Bom, agora que sabemos que fonética e fonologia são coisas 
diferentes, precisamos de entender o que é fonema e letra. 
 
Fonema: os fonemas são as menores unidades sonoras da fala. 
Atenção: estamos falando de menores unidades de som, não de sí- 
labas. Observe a diferença: na palavra pato a primeira sílaba é pa-. 
Porém, o primeiro som é pê (P) e o segundo som é a (A). 
Letra: as letras são as menores unidades gráfica de uma pa- 
lavra. 
 
Sintetizando: na palavra pato, pa- é a primeira sílaba; pê é o 
primeiro som; e P é a primeira letra. 
Agora que já sabemos todas essas diferenciações, vamos en- 
tender melhor o que é e como se compõe uma sílaba. 
 
Sílaba: A sílaba é um fonema ou conjunto de fonemas que emi- 
tido em um só impulso de voz e que tem como base uma vogal. 
A sílabas são classificadas de dois modos: 
 
Classificação quanto ao número de sílabas: 
As palavras podem ser: 
– Monossílabas: as que têm uma só sílaba (pé, pá, mão, boi, 
luz, é...) 
– Dissílabas: as que têm duas sílabas (café, leite, noites, caí, 
bota, água...) 
– Trissílabas: as que têm três sílabas (caneta, cabeça, saúde, 
circuito, boneca...) 
– Polissílabas: as que têm quatro ou mais sílabas (casamento, 
jesuíta, irresponsabilidade, paralelepípedo...) 
 
Classificação quanto à tonicidade 
As palavras podem ser: 
– Oxítonas: quando a sílaba tônica é a última (ca-fé, ma-ra-cu- 
-já, ra-paz, u-ru-bu...) 
– Paroxítonas: quando a sílaba tônica é a penúltima (me-sa, 
sa-bo-ne-te, ré-gua...) 
– Proparoxítonas: quando a sílaba tônica é a antepenúltima 
(sá-ba-do, tô-ni-ca, his-tó-ri-co…) 
 
Lembre-se que: 
Tônica: a sílaba mais forte da palavra, que tem autonomia fo- 
nética. 
Átona: a sílaba mais fraca da palavra, que não tem autonomia 
fonética. 
Na palavra telefone: te-, le-, ne- são sílabas átonas, pois são 
mais fracas, enquanto que fo- é a sílaba tônica, já que é a pronun- 
ciada com mais força. 
 
Agora que já sabemos essas classificações básicas, precisamos 
entender melhor como se dá a divisão silábica das palavras. 
Divisão silábica 
A divisão silábica é feita pela silabação das palavras, ou seja, 
pela pronúncia. Sempre que for escrever, use o hífen para separar 
uma sílaba da outra. Algumas regras devem ser seguidas neste pro- 
cesso: 
 
Não se separa: 
• Ditongo: encontro de uma vogal e uma semivogal na mesma 
sílaba (cau-le, gai-o-la, ba-lei-a...) 
• Tritongo: encontro de uma semivogal, uma vogal e uma semi- 
vogal na mesma sílaba (Pa-ra-guai, quais-quer, a-ve-ri-guou...) 
• Dígrafo: quando duas letras emitem um único som na pala- 
vra. Não separamos os dígrafos ch, lh, nh, gu e qu (fa-cha-da, co- 
-lhei-ta, fro-nha, pe-guei...) 
• Encontros consonantais inseparáveis: re-cla-mar, psi-có-lo- 
-go, pa-trão...) 
 
Deve-se separar: 
• Hiatos: vogais que se encontram, mas estão ésílabas vizinhas 
(sa-ú-de, Sa-a-ra, ví-a-mos...) 
• Os dígrafos rr, ss, sc, e xc (car-ro, pás-sa-ro, pis-ci-na, ex-ce- 
-ção...) 
• Encontros consonantais separáveis: in-fec-ção, mag-nó-lia, 
rit-mo...) 
 
 
ORTOGRAFIA: DIVISÃO SILÁBICA, ACENTUAÇÃO GRÁFICA, 
CORREÇÃO ORTOGRÁFICA 
 
 
ORTOGRAFIA OFICIAL 
• Mudanças no alfabeto: O alfabeto tem 26 letras. Foram rein- 
troduzidas as letras k, w e y. 
O alfabeto completo é o seguinte: A B C D E F G H I J K L M N O 
P Q R S T U V W X Y Z 
• Trema: Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a 
letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, 
gui, que, qui. 
 
Regras de acentuação 
– Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das 
palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima 
sílaba) 
 
Como era Como fica 
alcatéia alcateia 
apóia apoia 
apóio apoio 
 
Atenção: essa regra só vale para as paroxítonas. As oxítonas 
continuam com acento: Ex.: papéis, herói, heróis, troféu, troféus. 
 
– Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no 
u tônicos quando vierem depois de um ditongo. 
 
Como era Como fica 
baiúca baiuca 
bocaiúva bocaiuva 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
 
 
Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em 
posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: 
tuiuiú, tuiuiús, Piauí. 
 
– Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem 
e ôo(s). 
 
Como era Como fica 
abençôo abençoo 
crêem creem 
 
– Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/ 
para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera. 
 
Atenção: 
• Permanece o acento diferencial em pôde/pode. 
• Permanece o acento diferencial em pôr/por. 
• Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural 
dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, 
reter, conter, convir, intervir, advir etc.). 
• É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as 
palavras forma/fôrma. 
 
Uso de hífen 
Regra básica: 
Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-ho- 
mem. 
 
Outros casos 
1. Prefixo terminado em vogal: 
– Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo. 
– Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, 
semicírculo. 
– Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracis- 
mo, antissocial, ultrassom. 
– Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-on- 
das. 
 
2. Prefixo terminado em consoante: 
– Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub- 
-bibliotecário. 
– Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, su- 
persônico. 
– Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante. 
 
Observações: 
• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra 
iniciada por r: sub-região, sub-raça. Palavras iniciadas por h perdem 
essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade. 
• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de pala- 
vra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano. 
• O prefixo co aglutina-se, em geral, com o segundo elemento, 
mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, coope- 
rar, cooperação, cooptar, coocupante. 
• Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-al- 
mirante. 
• Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam 
a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, 
pontapé, paraquedas, paraquedista. 
• Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, 
usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, 
recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu. 
Viu? Tudo muito tranquilo. Certeza que você já está dominando 
muita coisa. Mas não podemos parar, não é mesmo?!?! Por isso 
vamos passar para mais um ponto importante. 
 
Acentuação é o modo de proferir um som ou grupo de sons 
com mais relevo do que outros. Os sinais diacríticos servem para 
indicar, dentre outros aspectos, a pronúncia correta das palavras. 
Vejamos um por um: 
 
Acento agudo: marca a posição da sílaba tônica e o timbre 
aberto. 
Já cursei a Faculdade de História. 
Acento circunflexo: marca a posição da sílaba tônica e o timbre 
fechado. 
Meu avô e meus três tios ainda são vivos. 
Acento grave: marca o fenômeno da crase (estudaremos este 
caso afundo mais à frente). 
Sou leal à mulher da minha vida. 
 
As palavras podem ser: 
– Oxítonas: quando a sílaba tônica é a última (ca-fé, ma-ra-cu- 
-já, ra-paz, u-ru-bu...) 
– Paroxítonas: quando a sílaba tônica é a penúltima (me-sa, 
sa-bo-ne-te, ré-gua...) 
– Proparoxítonas: quando a sílaba tônica é a antepenúltima 
(sá-ba-do, tô-ni-ca, his-tó-ri-co…) 
 
As regras de acentuação das palavras são simples. Vejamos: 
• São acentuadas todas as palavras proparoxítonas (médico, 
íamos, Ângela, sânscrito, fôssemos...) 
• São acentuadas as palavras paroxítonas terminadas em L, N, 
R, X, I(S), US, UM, UNS, OS, ÃO(S), Ã(S), EI(S) (amável, elétron, éter, 
fênix, júri, oásis, ônus, fórum, órfão...) 
• São acentuadas as palavras oxítonas terminadas em A(S), 
E(S), O(S), EM, ENS, ÉU(S), ÉI(S), ÓI(S) (xarás, convéns, robô, Jô, céu, 
dói, coronéis...) 
• São acentuados os hiatos I e U, quando precedidos de vogais 
(aí, faísca, baú, juízo, Luísa...) 
 
Viu que não é nenhum bicho de sete cabeças? Agora é só trei- 
nar e fixar as regras. 
USOS DE “PORQUE”, “POR QUE”, “PORQUÊ”, “POR QUÊ” 
USOS DE “PORQUE”, “POR QUE”, “PORQUÊ”, “POR QUÊ” 
O emprego correto das diferentes formas do “porque” sempre 
gera dúvida. Resumidamente, esses são seus usos corretos: 
 
Perguntas = por que 
Respostas = porque 
Perguntas no fim das frases = por quê 
Substantivo = (o) porquê 
 
Vejamos uma explicação melhor de cada um: 
 
Por que? 
Usamos em perguntas. “Por que” separado e sem acento é usa- 
do no começo das frases interrogativas diretas ou indiretas, e pode 
ser substituído por: “pela qual” ou suas variações. 
Trata-se de um advérbio interrogativo formado da união da 
preposição “por” e o pronome relativo “pelo qual”. 
Exemplos: Por que está tão quieta? 
Não sei por que tamanho mau humor. 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
 
 
 
Porque? 
Usamos em respostas. Escrito junto e sem acento, trata-se de conjun- 
ção subordinativa causal ou coordenativa explicativa, e pode ser substituído 
por palavras, como “pois”, ou as expressões “para que” e “uma vez que”. 
 
Por quê? 
Usamos em perguntas no fim das frases. Escreve-se separado e 
com acento circunflexo, e é usado no final das interrogativas diretas 
ou de forma isolada. Antes de um ponto mantém o sentido interro- 
gativo ou exclamativo. 
Exemplos: O portão não foi aberto por quê 
Não vai comer mais? Por quê? 
 
Porquê? 
Usamos como substantivo, grafado junto e com acento circun- 
flexo. Seu significado é “motivo” ou “razão”, e aparece nas senten- 
ças precedido de artigo, pronome, adjetivo ou numeral com objeti- 
vo de explicar o motivo dentro da frase. 
Exemplo: Não disseram o porquê de tanta tristeza. 
 
Mau e Bom 
Os Antônimos em questão são adjetivos, ou seja, eles dão ca- 
racterística a um substantivo, locução ou qualquer palavra substan- 
tivada. Seu significado está ligado à qualidade ou comportamentos, 
podendo ser tanto sinônimos de “ruim/ótimo” e “maldoso/bondo- 
so”. As palavras podem se flexionar por gênero e nûmero, se tor- 
nando “má/boa”, “maus/bons” e “más/boas”. Veja alguns exemplos 
e entenda melhor o seu uso. 
Ele é um mau aluno 
Anderson é um bom lutador 
Essa piada foi de mau gosto 
Não sei se você está tendo boas influências 
 
Mal e Bem 
Essas palavras normalmente são usadas como advérbios, ou 
seja, elas caracterizam o processo verbal. São advérbios de modo 
e podem ser sinônimos de “incorretamente/corretamente”, “erra- 
damente/certamente” e “negativamente/positivamente”. Mal tam- 
bém pode exercer função de conjunção, ligando dois elementos ou 
orações com o significado de “assim que”. Outro uso comum para 
estas palavras é o de substantivo, podendosignificar uma situação 
negativa ou positiva. Veja os exemplos seguidos das funções das 
palavras em cada um deles para uma compreensão melhor. 
Maria se comportou mal hoje. – Adverbio 
Eles representaram bem a sala. – Adverbio 
Mal começou e já terminou. – Conjunção 
Eles são o mal da sociedade. – Substantivo 
Vocês não sabem o bem que fizeram. – Substantivo. 
 
MAIS OU MAS 
 
Usadas para adição ou adversidade 
As palavras mais ou mas têm sons iguais, mas são escritas de 
formas diferentes e cada uma faz parte de uma classificação da 
morfologia. Seus significados no contexto também vão mudar de- 
pendendo da palavra usada. 
No dia a dia, no discurso informal, é comum ouvir as pessoas 
falando “mais” quando, na verdade, querem se referir à expressão 
“mas” para dar sentido de oposição à frase. Por isso, é importante 
falar certo para escrever adequadamente. 
Há formas fáceis e rápidas para entender a diferença de quan- 
do usar mais ou mas por meio de substituições de palavras. Elas 
serão explicadas ao longo do texto. Continue lendo este artigo para 
nunca mais ter dúvidas sobre o uso destas expressões e ter sucesso 
na sua prova. 
Quando usar Mais 
A palavra “mais” tem sentido de adição, soma, comparação ou 
quantidade. É antônima de “menos”. Na dúvida entre mais ou mas, 
utilize a opção com “i” quando o interlocutor quiser passar a ideia 
de numeral. 
 
Exemplos: 
- Mais café, por favor! / + café, por favor! 
- Seis mais seis é igual a doze. / Seis + seis é igual a doze. 
- Quanto mais conhecimento, melhor. / Quanto + conhecimen- 
to, melhor. 
- Iolanda é a garota mais alta da turma. / Iolanda é a garota + 
alta da turma. 
- Gostaria de mais frutas no café da manhã. / Gostaria de + 
frutas no café da manhã. 
 
A forma mais comum de usar “mais” é como advérbio de in- 
tensidade, mas existem outras opções. Esta palavra pode receber 
classificações variadas a depender do contexto da oração. E assumir 
a forma de um substantivo, pronome indefinido, advérbio de inten- 
sidade, preposição ou conjunção. 
 
Como identificar 
Para saber quando deverá ser usado “mais” ao invés de “mas”, 
troque pelo antônimo “menos”. 
Assim: 
- Mais café, por favor! / Menos café, por favor! 
- Seis mais seis é igual a doze. / Seis menos seis é igual a zero. 
- Quanto mais conhecimento, melhor. / Quanto menos conhe- 
cimento, pior. 
- Iolanda é a garota mais alta da turma. / Iolanda é a garota 
menos alta da turma. 
- Gostaria de mais frutas no café da manhã. / Gostaria de me- 
nos frutas no café da manhã. 
 
Quando usar Mas 
A palavra “mas”, por ser uma conjunção adversativa, é usada 
para transmitir ideia de oposição ou adversidade. Ela pode ser subs- 
tituída pelas conjunções porém, todavia, contudo, entretanto, no 
entanto e não obstante. 
 
Como identificar 
Para saber quando deve-se usar “mas”, pode-se substituir a pa- 
lavra por outra conjunção. 
Exemplos: 
- Sairei mais tarde de casa, mas (porém) não chegarei atrasado 
no trabalho. 
- É uma ótima sugestão, mas (no entanto) precisa passar pela 
gerência. 
- Prefiro estudar Português a Matemática, mas (contudo) hoje 
tive que estudar Trigonometria. 
- Não peguei engarrafamento, mas (entretanto) chegarei atra- 
sado na escola. 
 
Dica esperta para identificar o “mas” na oração: como você 
pode ver nos exemplos, a palavra “mas” vem sucedendo uma vírgu- 
la. Esta observação se aplica em muitos casos que geram a dúvida 
de quando usar “mais ou mas” no texto. 
 
Além da dica acima, na hora de identificar o uso de mais ou 
mas, atente-se para a possibilidade da palavra “mas” assumir ca- 
racterística de substantivo, quando trouxer ideia de defeito, e ad- 
vérbio, quando intensificar ou der ênfase à afirmação. 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
 
 
Exemplos: 
1) Como ideia de defeito: Messias é um bom garoto, mas anda 
com más influências. 
A frase expressa defeito porque embora Messias seja um bom 
garoto, anda com más influências. 
2) Como ênfase: Carlos é ingênuo, mas tão ingênuo, que todo 
mundo tira vantagem disso. 
 
A frase passa a ter intensidade quando utilizou-se o termo em 
negrito. 
 
Observação: a palavra mas não deve ser confundida com más 
porque esta palavra quando é acentuada passa a ter equivalência 
de plural do adjetivo “má”, que é o oposto de “boa”. Exemplo: “As 
más companhias não renderão um futuro promissor”. 
 
Mais ou mas em composições 
A seguir, observa-se como as expressões foram usadas na músi- 
ca “Mais uma vez”, interpretada por Renato Russo. 
Mas é claro que o sol 
Vai voltar amanhã 
Mais uma vez, eu sei 
(...) 
Tem gente que está do mesmo lado que você 
Mas deveria estar do lado de lá 
Tem gente que machuca os outros 
Tem gente que não sabe amar 
Tem gente enganando a gente 
Veja nossa vida como está 
Mas eu sei que um dia 
A gente aprende 
Se você quiser alguém em quem confiar 
Confie em si mesmo 
(...) 
 
Compositores: Flavio Venturini / Renato Russo 
Na primeira estrofe, observa-se os termos destacados em ne- 
grito como exemplos de adversidade ou ressalva e adição respecti- 
vamente. Já na segunda, tem-se duas ideias de adversidade. 
 
Agora, tem-se o exemplo de como Marisa Monte usou “mais 
ou mas” na canção “Mais uma vez”, interpretada por ela. 
Mais uma vez eu vou te deixar 
Mas eu volto logo pra te ver 
Vou com saudades no meu coração 
Mando notícias de algum lugar. 
(..) 
Compositores: Marisa De Azevedo Monte 
 
 
MORFOLOGIA: ESTRUTURA DOS VOCÁBULOS; ELEMENTOS 
MÓRFICOS; PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS; DE- 
RIVAÇÃO, COMPOSIÇÃO E OUTROS PROCESSOS 
 
 
As palavras são formadas por estruturas menores, com signifi- 
cados próprios. Para isso, há vários processos que contribuem para 
a formação das palavras. 
 
Estrutura das palavras 
As palavras podem ser subdivididas em estruturas significativas 
menores - os morfemas, também chamados de elementos mórfi- 
cos: 
– radical e raiz; 
– vogal temática; 
– tema; 
– desinências; 
– afixos; 
– vogais e consoantes de ligação. 
 
Radical: Elemento que contém a base de significação do vocá- 
bulo. 
Exemplos 
VENDer, PARTir, ALUNo, MAR. 
 
Desinências: Elementos que indicam as flexões dos vocábulos. 
Dividem-se em: 
Nominais 
Indicam flexões de gênero e número nos substantivos. 
Exemplos 
pequenO, pequenA, alunO, aluna. 
pequenoS, pequenaS, alunoS, alunas. 
 
Verbais 
Indicam flexões de modo, tempo, pessoa e número nos verbos 
Exemplos 
vendêSSEmos, entregáRAmos. (modo e tempo) 
vendesteS, entregásseIS. (pessoa e número) 
 
Indica, nos verbos, a conjugação a que pertencem. 
Exemplos 
1ª conjugação: – A – cantAr 
2ª conjugação: – E – fazEr 
3ª conjugação: – I – sumIr 
 
Observação 
Nos substantivos ocorre vogal temática quando ela não indica 
oposição masculino/feminino. 
Exemplos 
livrO, dentE, paletó. 
 
Tema: União do radical e a vogal temática. 
Exemplos 
CANTAr, CORREr, CONSUMIr. 
 
Vogal e consoante de ligação: São os elementos que se inter- 
põem aos vocábulos por necessidade de eufonia. 
Exemplos 
chaLeira, cafeZal. 
 
Afixos 
Os afixos são elementos que se acrescentam antes ou depois 
do radical de uma palavra para a formação de outra palavra. Divi- 
dem-se em: 
Prefixo: Partícula que se coloca antes do radical. 
Exemplos 
DISpor, EMpobrecer, DESorganizar. 
 
Sufixo 
Afixo que se coloca depois do radical. 
Exemplos 
contentaMENTO, reallDADE, enaltECER. 
 
Processos de formação das palavras 
Composição: Formação de uma palavra nova por meio da jun- 
ção de dois ou mais vocábulos primitivos. Temos: 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
 
 
Justaposição: Formação de palavra composta sem alteração na 
estrutura fonética das primitivas. 
Exemplos 
passa + tempo = passatempo 
gira + sol = girassol 
 
Aglutinação: Formação de palavra composta com alteração da 
estrutura fonética das primitivas. 
Exemplos 
em + boa + hora = embora 
vossa + merce = você 
 
Derivação: 
Formação de uma nova palavra a partir de uma primitiva. Te- 
mos: 
 
Prefixação: Formação de palavra derivada com acréscimo de 
um prefixoao radical da primitiva. 
Exemplos 
CONter, INapto, DESleal. 
 
Sufixação: Formação de palavra nova com acréscimo de um su- 
fixo ao radical da primitiva. 
Exemplos 
cafezAL, meninINHa, loucaMENTE. 
 
Parassíntese: Formação de palavra derivada com acréscimo de 
um prefixo e um sufixo ao radical da primitiva ao mesmo tempo. 
Exemplos 
EMtardECER, DESanimADO, ENgravidAR. 
 
Derivação imprópria: Alteração da função de uma palavra pri- 
mitiva. 
Exemplo 
Todos ficaram encantados com seu andar: verbo usado com 
valor de substantivo. 
 
Derivação regressiva: Ocorre a alteração da estrutura fonética 
de uma palavra primitiva para a formação de uma derivada. Em ge- 
ral de um verbo para substantivo ou vice-versa. 
Exemplos 
combater – o combate 
chorar – o choro 
 
Prefixos 
Os prefixos existentes em Língua Portuguesa são divididos em: 
vernáculos, latinos e gregos. 
 
Vernáculos: Prefixos latinos que sofreram modificações ou fo- 
ram aportuguesados: a, além, ante, aquém, bem, des, em, entre, 
mal, menos, sem, sob, sobre, soto. 
Nota-se o emprego desses prefixos em palavras como: abor- 
dar, além-mar, bem-aventurado, desleal, engarrafar, maldição, me- 
nosprezar, sem-cerimônia, sopé, sobpor, sobre-humano, etc. 
 
Latinos: Prefixos que conservam até hoje a sua forma latina 
original: 
a, ab, abs – afastamento: aversão, abjurar. 
a, ad – aproximação, direção: amontoar. 
ambi – dualidade: ambidestro. 
bis, bin, bi – repetição, dualidade: bisneto, binário. 
centum – cem: centúnviro, centuplicar, centígrado. 
circum, circun, circu – em volta de: circumpolar, circunstante. 
cis – aquem de: cisalpino, cisgangético. 
com, con, co – companhia, concomitância: combater, contem- 
porâneo. 
contra – oposição, posição inferior: contradizer. 
de – movimento de cima para baixo, origem, afastamento: de- 
crescer, deportar. 
des – negação, separação, ação contrária: desleal, desviar. 
dis, di – movimento para diversas partes, ideia contrária: dis- 
trair, dimanar. 
entre – situação intermediaria, reciprocidade: entrelinha, en- 
trevista. 
ex, es, e – movimento de dentro para fora, intensidade, priva- 
ção, situação cessante: exportar, espalmar, ex-professor. 
extra – fora de, além de, intensidade: extravasar, extraordiná- 
rio. 
im, in, i – movimento para dentro; ideia contraria: importar, in- 
grato. 
inter – no meio de: intervocálico, intercalado. 
intra – movimento para dentro: intravenoso, intrometer. 
justa – perto de: justapor. 
multi – pluralidade: multiforme. 
ob, o – oposição: obstar, opor, obstáculo. 
pene – quase: penúltimo, península. 
per – movimento através de, acabamento de ação; ideia pejo- 
rativa: percorrer. 
post, pos – posteridade: postergar, pospor. 
pre – anterioridade: predizer, preclaro. 
preter – anterioridade, para além: preterir, preternatural. 
pro – movimento para diante, a favor de, em vez de: prosseguir, 
procurador, pronome. 
re – movimento para trás, ação reflexiva, intensidade, repeti- 
ção: regressar, revirar. 
retro – movimento para trás: retroceder. 
satis – bastante: satisdar. 
sub, sob, so, sus – inferioridade: subdelegado, sobraçar, sopé. 
subter – por baixo: subterfúgio. 
super, supra – posição superior, excesso: super-homem, super- 
povoado. 
trans, tras, tra, tres – para além de, excesso: transpor. 
tris, três, tri – três vezes: trisavô, tresdobro. 
ultra – para além de, intensidade: ultrapassar, ultrabelo. 
uni – um: unânime, unicelular. 
 
Grego: Os principais prefixos de origem grega são: 
a, an – privação, negação: ápode, anarquia. 
ana – inversão, parecença: anagrama, analogia. 
anfi – duplicidade, de um e de outro lado: anfíbio, anfiteatro. 
anti – oposição: antipatia, antagonista. 
apo – afastamento: apólogo, apogeu. 
arqui, arque, arce, arc – superioridade: arcebispo, arcanjo. 
caco – mau: cacofonia. 
cata – de cima para baixo: cataclismo, catalepsia. 
deca – dez: decâmetro. 
dia – através de, divisão: diáfano, diálogo. 
dis – dualidade, mau: dissílabo, dispepsia. 
en – sobre, dentro: encéfalo, energia. 
endo – para dentro: endocarpo. 
epi – por cima: epiderme, epígrafe. 
eu – bom: eufonia, eugênia, eupepsia. 
hecto – cem: hectômetro. 
hemi – metade: hemistíquio, hemisfério. 
hiper – superioridade: hipertensão, hipérbole. 
hipo – inferioridade: hipoglosso, hipótese, hipotermia. 
homo – semelhança, identidade: homônimo. 
meta – união, mudança, além de: metacarpo, metáfase. 
 
 
 
 
 
NAIS E VERBAIS, EMPREGO 
 
 
 
 
 
LÍNGUA P 
míria – dez mil: miriâmetro. 
mono – um: monóculo, monoculista. 
neo – novo, moderno: neologismo, neolatino. 
para – aproximação, oposição: paráfrase, paradoxo. 
penta – cinco: pentágono. 
peri – em volta de: perímetro. 
poli – muitos: polígono, polimorfo. 
pro – antes de: prótese, prólogo, profeta. 
 
Sufixos 
Os sufixos podem ser: nominais, verbais e adverbial. 
 
Nominais 
Coletivos: -aria, -ada, -edo, -al, -agem, -atro, -alha, -ama. 
Aumentativos e diminutivos: -ão, -rão, -zão, -arrão, -aço, -as- 
tro, -az. 
Agentes: -dor, -nte, -ário, -eiro, -ista. 
Lugar: -ário, -douro, -eiro, -ório. 
Estado: -eza, -idade, -ice, -ência, -ura, -ado, -ato. 
Pátrios: -ense, -ista, -ano, -eiro, -ino, -io, -eno, -enho, -aico. 
Origem, procedência: -estre, -este, -esco. 
 
Verbais 
Comuns: -ar, -er, -ir. 
Frequentativos: -açar, -ejar, -escer, -tear, -itar. 
Incoativos: -escer, -ejar, -itar. 
Diminutivos: -inhar, -itar, -icar, -iscar. 
 
Adverbial = há apenas um 
MENTE: mecanicamente, felizmente etc. 
 
 
 
CLASSES DE PALAVRAS; CLASSIFICAÇÃO, FLEXÕES NOMI- 
 
 
CLASSES DE PALAVRAS 
 
Substantivo 
São as palavras que atribuem nomes aos seres reais ou imagi- 
nários (pessoas, animais, objetos), lugares, qualidades, ações e sen- 
timentos, ou seja, que tem existência concreta ou abstrata. 
 
Classificação dos substantivos 
 
SUBSTANTIVO SIMPLES: 
apresentam um só radical em 
sua estrutura. 
Olhos/água/ 
muro/quintal/caderno/ 
macaco/sabão 
SUBSTANTIVOS COMPOSTOS: 
são formados por mais de um 
radical em sua estrutura. 
Macacos-prego/ 
porta-voz/ 
pé-de-moleque 
SUBSTANTIVOS PRIMITIVOS: 
são os que dão origem a 
outras palavras, ou seja, ela é 
a primeira. 
Casa/ 
mundo/ 
população 
/formiga 
SUBSTANTIVOS DERIVADOS: 
são formados por outros 
radicais da língua. 
Caseiro/mundano/ 
populacional/formigueiro 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Flexão dos Substantivos 
• Gênero: Os gêneros em português podem ser dois: masculi- 
no e feminino. E no caso dos substantivos podem ser biformes ou 
uniformes 
– Biformes: as palavras tem duas formas, ou seja, apresenta 
uma forma para o masculino e uma para o feminino: tigre/tigresa, o 
presidente/a presidenta, o maestro/a maestrina 
– Uniformes: as palavras tem uma só forma, ou seja, uma única 
forma para o masculino e o feminino. Os uniformes dividem-se em 
epicenos, sobrecomuns e comuns de dois gêneros. 
a) Epicenos: designam alguns animais e plantas e são invariá- 
veis: onça macho/onça fêmea, pulga macho/pulga fêmea, palmeira 
macho/palmeira fêmea. 
b) Sobrecomuns: referem-se a seres humanos; é pelo contexto 
que aparecem que se determina o gênero: a criança (o criança), a 
testemunha (o testemunha), o individuo (a individua). 
c) Comuns de dois gêneros: a palavra tem a mesma forma tanto 
para o masculino quanto para o feminino: o/a turista, o/a agente, 
o/a estudante, o/a colega. 
• Número: Podem flexionar em singular (1) e plural (mais de 1). 
– Singular: anzol, tórax, próton, casa. 
– Plural: anzóis, os tórax, prótons, casas. 
 
• Grau: Podem apresentar-se no grau aumentativo e no grau 
diminutivo. 
– Grau aumentativo sintético: casarão, bocarra. 
– Grau aumentativo analítico: casa grande, boca enorme. 
– Grau diminutivo sintético: casinha, boquinha 
– Grau diminutivo analítico: casa pequena, boca minúscula. 
 
Adjetivo 
É a palavra variável que especifica e caracteriza o substantivo: 
imprensa livre, favela ocupada. Locução adjetiva é expressão com- 
 
OR TUGUESA 
 SUBSTANTIVOS PRÓPRIOS: 
designa determinado ser 
entre outros da mesma 
espécie.São sempre iniciados 
por letra maiúscula. 
Rodrigo 
/Brasil 
/Belo Horizonte/Estátua da 
Liberdade 
 SUBSTANTIVOS COMUNS: 
referem-se qualquer ser de 
uma mesma espécie. 
biscoitos/ruídos/estrelas/ 
cachorro/prima 
 SUBSTANTIVOS CONCRETOS: 
nomeiam seres com existência 
própria. Esses seres podem 
ser animadoso ou inanimados, 
reais ou imaginários. 
Leão/corrente 
/estrelas/fadas 
/lobisomem 
/saci-pererê 
 SUBSTANTIVOS ABSTRATOS: 
nomeiam ações, estados, 
qualidades e sentimentos que 
não tem existência própria, ou 
seja, só existem em função de 
um ser. 
Mistério/ 
bondade/ 
confiança/ 
lembrança/ 
amor/ 
alegria 
 SUBSTANTIVOS COLETIVOS: 
referem-se a um conjunto 
de seres da mesma espécie, 
mesmo quando empregado 
no singular e constituem um 
substantivo comum. 
Elenco (de atores)/ 
acervo (de obras artísticas)/ 
buquê (de flores) 
 NÃO DEIXE DE PESQUISAR A REGÊNCIA DE OUTRAS PALAVRAS 
QUE NÃO ESTÃO AQUI! 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
posta por substantivo (ou advérbio) ligado a outro substantivo por preposição com o mesmo valor e a mesma função que um adjetivo: 
golpe de mestre (golpe magistral), jornal da tarde (jornal vespertino). 
 
Flexão do Adjetivos 
• Gênero: 
– Uniformes: apresentam uma só para o masculino e o feminino: homem feliz, mulher feliz. 
– Biformes: apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino: juiz sábio/ juíza sábia, bairro japonês/ indústria japo- 
nesa, aluno chorão/ aluna chorona. 
 
• Número: 
– Os adjetivos simples seguem as mesmas regras de flexão de número que os substantivos: sábio/ sábios, namorador/ namoradores, 
japonês/ japoneses. 
– Os adjetivos compostos têm algumas peculiaridades: luvas branco-gelo, garrafas amarelo-claras, cintos da cor de chumbo. 
 
• Grau: 
– Grau Comparativo de Superioridade: Meu time é mais vitorioso (do) que o seu. 
– Grau Comparativo de Inferioridade: Meu time é menos vitorioso (do) que o seu. 
– Grau Comparativo de Igualdade: Meu time é tão vitorioso quanto o seu. 
– Grau Superlativo Absoluto Sintético: Meu time é famosíssimo. 
– Grau Superlativo Absoluto Analítico: Meu time é muito famoso. 
– Grau Superlativo Relativo de Superioridade: Meu time é o mais famoso de todos. 
– Grau Superlativo Relativo de Inferioridade; Meu time é menos famoso de todos. 
 
Artigo 
É uma palavra variável em gênero e número que antecede o substantivo, determinando de modo particular ou genérico. 
• Classificação e Flexão do Artigos 
– Artigos Definidos: o, a, os, as. 
O menino carregava o brinquedo em suas costas. 
As meninas brincavam com as bonecas. 
– Artigos Indefinidos: um, uma, uns, umas. 
Um menino carregava um brinquedo. 
Umas meninas brincavam com umas bonecas. 
 
Numeral 
É a palavra que indica uma quantidade definida de pessoas ou coisas, ou o lugar (posição) que elas ocupam numa série. 
• Classificação dos Numerais 
– Cardinais: indicam número ou quantidade: 
Trezentos e vinte moradores. 
– Ordinais: indicam ordem ou posição numa sequência: 
Quinto ano. Primeiro lugar. 
– Multiplicativos: indicam o número de vezes pelo qual uma quantidade é multiplicada: 
O quíntuplo do preço. 
– Fracionários: indicam a parte de um todo: 
Dois terços dos alunos foram embora. 
 
Pronome 
É a palavra que substitui os substantivos ou os determinam, indicando a pessoa do discurso. 
• Pronomes pessoais vão designar diretamente as pessoas em uma conversa. Eles indicam as três pessoas do discurso. 
 
Pessoas do Discurso 
Pronomes Retos 
Função Subjetiva 
Pronomes Oblíquos 
Função Objetiva 
1º pessoa do singular Eu Me, mim, comigo 
2º pessoa do singular Tu Te, ti, contigo 
3º pessoa do singular Ele, ela, Se, si, consigo, lhe, o, a 
1º pessoa do plural Nós Nos, conosco 
2º pessoa do plural Vós Vos, convosco 
3º pessoa do plural Eles, elas Se, si, consigo, lhes, os, as 
 
• Pronomes de Tratamento são usados no trato com as pessoas, normalmente, em situações formais de comunicação. 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
Pronomes de Tratamento Emprego 
Você Utilizado em situações informais. 
Senhor (es) e Senhora (s) Tratamento para pessoas mais velhas. 
Vossa Excelência Usados para pessoas com alta autoridade 
Vossa Magnificência Usados para os reitores das Universidades. 
Vossa Senhoria Empregado nas correspondências e textos escritos. 
Vossa Majestade Utilizado para Reis e Rainhas 
Vossa Alteza Utilizado para príncipes, princesas, duques. 
Vossa Santidade Utilizado para o Papa 
Vossa Eminência Usado para Cardeais. 
Vossa Reverendíssima Utilizado para sacerdotes e religiosos em geral. 
 
• Pronomes Possessivos referem-se às pessoas do discurso, atribuindo-lhes a posse de alguma coisa. 
 
Pessoa do Discurso Pronome Possessivo 
1º pessoa do singular Meu, minha, meus, minhas 
2º pessoa do singular teu, tua, teus, tuas 
3º pessoa do singular seu, sua, seus, suas 
1º pessoa do plural Nosso, nossa, nossos, nossas 
2º pessoa do plural Vosso, vossa, vossos, vossas 
3º pessoa do plural Seu, sua, seus, suas 
 
• Pronomes Demonstrativos são utilizados para indicar a posição de algum elemento em relação à pessoa seja no discurso, no tempo 
ou no espaço. 
 
Pronomes Demonstrativos Singular Plural 
Feminino esta, essa, aquela estas, essas, aquelas 
Masculino este, esse, aquele estes, esses, aqueles 
 
• Pronomes Indefinidos referem-se à 3º pessoa do discurso, designando-a de modo vago, impreciso, indeterminado. Os pronomes 
indefinidos podem ser variáveis (varia em gênero e número) e invariáveis (não variam em gênero e número). 
 
Classificação Pronomes Indefinidos 
 
Variáveis 
algum, alguma, alguns, algumas, nenhum, nenhuma, nenhuns, nenhumas, muito, muita, muitos, muitas, pouco, 
pouca, poucos, poucas, todo, toda, todos, todas, outro, outra, outros, outras, certo, certa, certos, certas, vário, 
vária, vários, várias, tanto, tanta, tantos, tantas, quanto, quanta, quantos, quantas, qualquer, quaisquer, qual, quais, 
um, uma, uns, umas. 
Invariáveis quem, alguém, ninguém, tudo, nada, outrem, algo, cada. 
 
• Pronomes Interrogativos são palavras variáveis e invariáveis utilizadas para formular perguntas diretas e indiretas. 
 
Classificação Pronomes Interrogativos 
Variáveis qual, quais, quanto, quantos, quanta, quantas. 
Invariáveis quem, que. 
 
• Pronomes Relativos referem-se a um termo já dito anteriormente na oração, evitando sua repetição. Eles também podem ser 
variáveis e invariáveis. 
 
Classificação Pronomes Relativos 
Variáveis o qual, a qual, os quais, as quais, cujo, cuja, cujos, cujas, quanto, quanta, quantos, quantas. 
Invariáveis quem, que, onde. 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
Verbos 
São as palavras que exprimem ação, estado, fenômenos mete- 
orológicos, sempre em relação ao um determinado tempo. 
 
• Flexão verbal 
Os verbos podem ser flexionados de algumas formas. 
– Modo: É a maneira, a forma como o verbo se apresenta na 
frase para indicar uma atitude da pessoa que o usou. O modo é 
dividido em três: indicativo (certeza, fato), subjuntivo (incerteza, 
subjetividade) e imperativo (ordem, pedido). 
– Tempo: O tempo indica o momento em que se dá o fato ex- 
presso pelo verbo. Existem três tempos no modo indicativo: pre- 
sente, passado (pretérito perfeito, imperfeito e mais-que-perfeito) 
e futuro (do presente e do pretérito). No subjuntivo, são três: pre- 
sente, pretérito imperfeito e futuro. 
– Número: Este é fácil: singular e plural. 
– Pessoa: Fácil também: 1ª pessoa (eu amei, nós amamos); 2º 
pessoa (tu amaste, vós amastes); 3ª pessoa (ele amou, eles ama- 
ram). 
 
• Formas nominais do verbo 
Os verbos têm três formas nominais, ou seja, formas que exer- 
cem a função de nomes (normalmente, substantivos). São elas infi- 
nitivo (terminado em -R), gerúndio (terminado em –NDO) e particí- 
pio (terminado em –DA/DO). 
 
• Voz verbal 
É a forma como o verbo se encontra para indicar sua relação 
com o sujeito. Ela pode ser ativa, passiva ou reflexiva. 
– Voz ativa: Segundo a gramática tradicional, ocorre voz ativa 
quando o verbo (ou locução verbal)indica uma ação praticada pelo 
sujeito. Veja: 
João pulou da cama atrasado 
– Voz passiva: O sujeito é paciente e, assim, não pratica, mas 
recebe a ação. A voz passiva pode ser analítica ou sintética. A voz 
passiva analítica é formada por: 
Sujeito paciente + verbo auxiliar (ser, estar, ficar, entre outros) 
+ verbo principal da ação conjugado no particípio + preposição 
por/pelo/de + agente da passiva. 
A casa foi aspirada pelos rapazes 
 
A voz passiva sintética, também chamada de voz passiva prono- 
minal (devido ao uso do pronome se) é formada por: 
Verbo conjugado na 3.ª pessoa (no singular ou no plu- 
ral) + pronome apassivador «se» + sujeito paciente. 
Aluga-se apartamento. 
 
Advérbio 
É a palavra invariável que modifica o verbo, adjetivo, outro ad- 
vérbio ou a oração inteira, expressando uma determinada circuns- 
tância. As circunstâncias dos advérbios podem ser: 
– Tempo: ainda, cedo, hoje, agora, antes, depois, logo, já, ama- 
nhã, tarde, sempre, nunca, quando, jamais, ontem, anteontem, 
brevemente, atualmente, à noite, no meio da noite, antes do meio- 
-dia, à tarde, de manhã, às vezes, de repente, hoje em dia, de vez 
em quando, em nenhum momento, etc. 
– Lugar: Aí, aqui, acima, abaixo, ali, cá, lá, acolá, além, aquém, 
perto, longe, dentro, fora, adiante, defronte, detrás, de cima, em 
cima, à direita, à esquerda, de fora, de dentro, por fora, etc. 
– Modo: assim, melhor, pior, bem, mal, devagar, depressa, rapi- 
damente, lentamente, apressadamente, felizmente, às pressas, às 
ocultas, frente a frente, com calma, em silêncio, etc. 
– Afirmação: sim, deveras, decerto, certamente, seguramente, 
efetivamente, realmente, sem dúvida, com certeza, por certo, etc. 
– Negação: não, absolutamente, tampouco, nem, de modo al- 
gum, de jeito nenhum, de forma alguma, etc. 
– Intensidade: muito, pouco, mais, menos, meio, bastante, as- 
saz, demais, bem, mal, tanto, tão, quase, apenas, quanto, de pouco, 
de todo, etc. 
– Dúvida: talvez, acaso, possivelmente, eventualmente, 
por- ventura, etc. 
 
Preposição 
É a palavra que liga dois termos, de modo que o segundo com- 
plete o sentido do primeiro. As preposições são as seguintes: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conjunção 
É palavra que liga dois elementos da mesma natureza ou uma 
oração a outra. As conjunções podem ser coordenativas (que ligam 
orações sintaticamente independentes) ou subordinativas (que li- 
gam orações com uma relação hierárquica, na qual um elemento é 
determinante e o outro é determinado). 
 
• Conjunções Coordenativas 
 
Tipos Conjunções Coordenativas 
Aditivas e, mas ainda, mas também, nem... 
Adversativas 
contudo, entretanto, mas, não obstante, no en- 
tanto, porém, todavia... 
Alternativas 
já…, já…, ou, ou…, ou…, ora…, ora…, quer…, 
quer… 
Conclusivas 
assim, então, logo, pois (depois do verbo), por 
conseguinte, por isso, portanto... 
Explicativas 
pois (antes do verbo), porquanto, porque, 
que... 
 
• Conjunções Subordinativas 
 
Tipos Conjunções Subordinativas 
Causais Porque, pois, porquanto, como, etc. 
Concessivas 
Embora, conquanto, ainda que, mes- 
mo que, posto que, etc. 
Condicionais 
Se, caso, quando, conquanto que, 
salvo se, sem que, etc. 
Conformativas 
Conforme, como (no sentido de con- 
forme), segundo, consoante, etc. 
Finais 
Para que, a fim de que, porque (no 
sentido de que), que, etc. 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
SINTAXE: TEORIA GERAL DA FRASE E SUA ANÁLISE: FRASE, ORAÇÃO, PERÍODO, FUNÇÕES SINTÁTICAS 
Proporcionais 
À medida que, ao passo que, à 
proporção que, etc. 
Temporais 
Quando, antes que, depois que, até 
que, logo que, etc. 
Comparativas 
Que, do que (usado depois de mais, 
menos, maior, menor, melhor, etc. 
Consecutivas 
Que (precedido de tão, tal, tanto), de 
modo que, De maneira que, etc. 
Integrantes Que, se. 
 
Interjeição 
É a palavra invariável que exprime ações, sensações, emoções, apelos, sentimentos e estados de espírito, traduzindo as reações das 
pessoas. 
 
• Principais Interjeições 
Oh! Caramba! Viva! Oba! Alô! Psiu! Droga! Tomara! Hum! 
 
Dez classes de palavras foram estudadas agora. O estudo delas é muito importante, pois se você tem bem construído o que é e a fun- 
ção de cada classe de palavras, não terá dificuldades para entender o estudo da Sintaxe. 
 
 
Agora chegamos no assunto que causa mais temor em muitos estudantes. Mas eu tenho uma boa notícia para te dar: o estudo da 
sintaxe é mais fácil do que parece e você vai ver que sabe muita coisa que nem imagina. Para começar, precisamos de classificar algumas 
questões importantes: 
 
• Frase: Enunciado que estabelece uma comunicação de sentido completo. 
Os jornais publicaram a notícia. 
Silêncio! 
 
• Oração: Enunciado que se forma com um verbo ou com uma locução verbal. 
Este filme causou grande impacto entre o público. 
A inflação deve continuar sob controle. 
 
• Período Simples: formado por uma única oração. 
O clima se alterou muito nos últimos dias. 
 
• Período Composto: formado por mais de uma oração. 
O governo prometeu/ que serão criados novos empregos. 
 
Bom, já está a clara a diferença entre frase, oração e período. Vamos, então, classificar os elementos que compõem uma oração: 
• Sujeito: Termo da oração do qual se declara alguma coisa. 
O problema da violência preocupa os cidadãos. 
• Predicado: Tudo que se declara sobre o sujeito. 
A tecnologia permitiu o resgate dos operários. 
• Objeto Direto: Complemento que se liga ao verbo transitivo direto ou ao verbo transitivo direto e indireto sem o auxílio da prepo- 
sição. 
A tecnologia tem possibilitado avanços notáveis. 
Os pais oferecem ajuda financeira ao filho. 
• Objeto Indireto: Complemento que se liga ao verbo transitivo indireto ou ao verbo transitivo direto e indireto por meio de prepo- 
sição. 
Os Estados Unidos resistem ao grave momento. 
João gosta de beterraba. 
• Adjunto Adverbial: Termo modificador do verbo que exprime determinada circunstância (tempo, lugar, modo etc.) ou intensifica 
um verbo, adjetivo ou advérbio. 
O ônibus saiu à noite quase cheio, com destino a Salvador. 
Vamos sair do mar. 
• Agente da Passiva: Termo da oração que exprime quem pratica a ação verbal quando o verbo está na voz passiva. 
Raquel foi pedida em casamento por seu melhor amigo. 
 
• Adjunto Adnominal: Termo da oração que modifica um substantivo, caracterizando-o ou determinando-o sem a intermediação de 
um verbo. 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
Um casal de médicos eram os novos moradores do meu prédio. 
• Complemento Nominal: Termo da oração que completa nomes, isto é, substantivos, adjetivos e advérbios, e vem preposicionado. 
A realização do torneio teve a aprovação de todos. 
• Predicativo do Sujeito: Termo que atribui característica ao sujeito da oração. 
A especulação imobiliária me parece um problema. 
• Predicativo do Objeto: Termo que atribui características ao objeto direto ou indireto da oração. 
O médico considerou o paciente hipertenso. 
• Aposto: Termo da oração que explica, esclarece, resume ou identifica o nome ao qual se refere (substantivo, pronome ou equiva- 
lentes). O aposto sempre está entre virgulas ou após dois-pontos. 
A praia do Forte, lugar paradisíaco, atrai muitos turistas. 
• Vocativo: Termo da oração que se refere a um interlocutor a quem se dirige a palavra. 
Senhora, peço aguardar mais um pouco. 
 
Tipos de orações 
As partes de uma oração já está fresquinha aí na sua cabeça, não é?!?! Estudar os tipos de orações que existem será moleza, moleza. 
Vamos comigo!!! 
Temos dois tipos de orações: as coordenadas, cuja as orações de um período são independentes (não dependem uma da outra para 
construir sentido completo); e as subordinadas, cuja as orações de um período são dependentes (dependem uma da outra para construir 
sentido completo). 
As orações coordenadas podem ser sindéticas (conectadas uma a outra por uma conjunção) e assindéticas (que não precisam da 
conjunção para estar conectadas. O serviço é feito pela vírgula). 
 
Tipos deorações coordenadas 
 
Orações Coordenadas Sindéticas Orações Coordenadas Assindéticas 
Aditivas Fomos para a escola e fizemos o exame final. • Lena estava triste, cansada, decepcionada. 
• 
• Ao chegar à escola conversamos, estudamos, lan- 
chamos. 
Adversativas Pedro Henrique estuda muito, porém não passa 
no vestibular. 
 
Manuela ora quer comer hambúrguer, ora quer 
comer pizza. 
Alternativas 
Alfredo está chateado, pensando em se mudar. 
Conclusivas Não gostamos do restaurante, portanto não 
iremos mais lá. 
 
Precisamos estar com cabelos arrumados, unhas feitas. 
Explicativas Marina não queria falar, ou seja, ela estava de 
mau humor. 
João Carlos e Maria estão radiantes, alegria que dá inveja. 
 
Tipos de orações subordinadas 
As orações subordinadas podem ser substantivas, adjetivas e adverbiais. Cada uma delas tem suas subclassificações, que veremos 
agora por meio do quadro seguinte. 
 
Orações Subordinadas 
 
 
 
 
 
 
Orações Subordinadas 
Substantivas 
Subjetivas 
Exercem a função de sujeito 
É certo que ele trará os a sobremesa do 
jantar. 
Completivas Nominal 
Exercem a função de complemento nominal 
Estou convencida de que ele é solteiro. 
Predicativas 
Exercem a função de predicativo 
O problema é que ele não entregou a 
refeição no lugar. 
Apositivas 
Exercem a função de aposto 
Eu lhe disse apenas isso: que não se 
aborrecesse com ela. 
Objetivas Direta 
Exercem a função de objeto direto 
Espero que você seja feliz. 
Objetivas Indireta 
Exercem a função de objeto indireto 
Lembrou-se da dívida que tem com ele. 
 
 
 
 
 
 
 
CONCORDÂNCIA VERBAL E NOMINAL 
 
 
 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
 
Orações Subordinadas Adjetivas 
Explicativas 
Explicam um termo dito anteriormente. SEMPRE 
serão acompanhadas por vírgula. 
Os alunos, que foram mal na prova de 
quinta, terão aula de reforço. 
Restritivas 
Restringem o sentido de um termo dito 
anteriormente. NUNCA serão acompanhadas por 
vírgula. 
Os alunos que foram mal na prova de quinta 
terão aula de reforço. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Orações Subordinadas Adverbiais 
Causais 
Assumem a função de advérbio de causa 
Estou vestida assim porque vou sair. 
Consecutivas 
Assumem a função de advérbio de consequência 
Falou tanto que ficou rouca o resto do dia. 
Comparativas 
Assumem a função de advérbio de comparação 
A menina comia como um adulto come. 
Condicionais 
Assumem a função de advérbio de condição 
Desde que ele participe, poderá entrar na 
reunião. 
Conformativas 
Assumem a função de advérbio de conformidade 
O shopping fechou, conforme havíamos 
previsto. 
Concessivas 
Assumem a função de advérbio de concessão 
Embora eu esteja triste, irei à festa mais 
tarde. 
Finais 
Assumem a função de advérbio de finalidade 
Vamos direcionar os esforços para que todos 
tenham acesso aos benefícios. 
Proporcionais 
Assumem a função de advérbio de proporção 
Quanto mais eu dormia, mais sono tinha. 
Temporais 
Assumem a função de advérbio de tempo 
Quando a noite chega, os morcegos saem de 
suas casas. 
Olha como esse quadro facilita a vida, não é?! Por meio dele, conseguimos ter uma visão geral das classificações e subclassificações 
das orações, o que nos deixa mais tranquilos para estudá-las. 
 
 
Concordância Nominal 
Os adjetivos, os pronomes adjetivos, os numerais e os artigos concordam em gênero e número com os substantivos aos quais se 
referem. 
Os nossos primeiros contatos começaram de maneira amistosa. 
 
Casos Especiais de Concordância Nominal 
• Menos e alerta são invariáveis na função de advérbio: 
Colocou menos roupas na mala./ Os seguranças continuam alerta. 
 
• Pseudo e todo são invariáveis quando empregados na formação de palavras compostas: 
Cuidado com os pseudoamigos./ Ele é o chefe todo-poderoso. 
 
• Mesmo, próprio, anexo, incluso, quite e obrigado variam de acordo com o substantivo a que se referem: 
Elas mesmas cozinhavam./ Guardou as cópias anexas. 
 
• Muito, pouco, bastante, meio, caro e barato variam quando pronomes indefinidos adjetivos e numerais e são invariáveis quando 
advérbios: 
Muitas vezes comemos muito./ Chegou meio atrasada./ Usou meia dúzia de ovos. 
 
• Só varia quando adjetivo e não varia quando advérbio: 
Os dois andavam sós./ A respostas só eles sabem. 
 
• É bom, é necessário, é preciso, é proibido variam quando o substantivo estiver determinado por artigo: 
É permitida a coleta de dados./ É permitido coleta de dados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Concordância Verbal 
LÍNGUA P 
O verbo concorda com seu sujeito em número e pessoa: 
O público aplaudiu o ator de pé./ A sala e quarto eram enor- 
mes. 
 
Concordância ideológica ou silepse 
• Silepse de gênero trata-se da concordância feita com o gêne- 
ro gramatical (masculino ou feminino) que está subentendido no 
contexto. 
Vossa Excelência parece satisfeito com as pesquisas. 
Blumenau estava repleta de turistas. 
• Silepse de número trata-se da concordância feita com o nú- 
mero gramatical (singular ou plural) que está subentendido no con- 
texto. 
O elenco voltou ao palco e [os atores] agradeceram os aplau- 
sos. 
• Silepse de pessoa trata-se da concordância feita com a pes- 
soa gramatical que está subentendida no contexto. 
O povo temos memória curta em relação às promessas dos po- 
líticos. 
 
CRASE 
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL 
 
 
• Regência Nominal 
A regência nominal estuda os casos em que nomes (substan- 
tivos, adjetivos e advérbios) exigem outra palavra para completar- 
-lhes o sentido. Em geral a relação entre um nome e o seu comple- 
mento é estabelecida por uma preposição. 
 
• Regência Verbal 
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre o 
verbo (termo regente) e seu complemento (termo regido). 
Isto pertence a todos. 
 
Regência de algumas palavras 
A crase é a fusão de duas vogais idênticas. A primeira vogal a 
é uma preposição, a segunda vogal a é um artigo ou um pronome 
demonstrativo. 
a (preposição) + a(s) (artigo) = à(s) 
 
• Devemos usar crase: 
– Antes palavras femininas: 
Iremos à festa amanhã 
Mediante à situação. 
O Governo visa à resolução do problema. 
 
– Locução prepositiva implícita “à moda de, à maneira de” 
Devido à regra, o acento grave é obrigatoriamente usado nas 
locuções prepositivas com núcleo feminino iniciadas por a: 
Os frangos eram feitos à moda da casa imperial. 
Às vezes, porém, a locução vem implícita antes de substanti- 
vos masculinos, o que pode fazer você pensar que não rola a crase. 
Mas... há crase, sim! 
Depois da indigestão, farei uma poesia à Drummond, vestir- 
-me-ei à Versace e entregá-la-ei à tímida aniversariante. 
 
– Expressões fixas 
Existem algumas expressões em que sempre haverá o uso de 
crase: 
à vela, à lenha, à toa, à vista, à la carte, à queima-roupa, à von- 
tade, à venda, à mão armada, à beça, à noite, à tarde, às vezes, às 
pressas, à primeira vista, à hora certa, àquela hora, à esquerda, à 
direita, à vontade, às avessas, às claras, às escuras, à mão, às escon- 
didas, à medida que, à proporção que. 
• NUNCA devemos usar crase: 
– Antes de substantivos masculinos: 
Andou a cavalo pela cidadezinha, mas preferiria ter andado a 
pé. 
 
– Antes de substantivo (masculino ou feminino, singular ou 
plural) usado em sentido generalizador: 
Depois do trauma, nunca mais foi a festas. 
Não foi feita menção a mulher, nem a criança, tampouco a ho- 
mem. 
 
 
 
OR TUGUESA 
 Aspirar (desejar, pretender) a 
 Assistir (dar assistência) Não usa preposição 
 Deparar (encontrar) com 
 Implicar (consequência) Não usa preposição 
 Lembrar Não usa preposição 
 Pagar (pagar a alguém) a 
 Precisar (necessitar) de 
 Proceder (realizar) a 
 Responder a 
 Visar ( ter como objetivo 
pretender) 
a 
 NÃO DEIXE DE PESQUISAR A REGÊNCIA DE OUTRAS PALAVRAS 
QUE NÃO ESTÃO AQUI! 
 
Esta palavra combina com Esta preposição 
Acessível a 
Apto a, para 
Atencioso com, para com 
Coerente com 
Conforme a, com 
Dúvida acerca de, de, em, sobreEmpenho de, em, por 
Fácil a, de, para, 
Junto a, de 
Pendente de 
Preferível a 
Próximo a, de 
Respeito a, com, de, para com, por 
Situado a, em, entre 
Ajudar (a fazer algo) a 
Aludir (referir-se) a 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
– Antes de artigo indefinido “uma” 
Iremos a uma reunião muito importante no domingo. 
 
– Antes de pronomes 
Obs.: A crase antes de pronomes possessivos é facultativa. 
 
Fizemos referência a Vossa Excelência, não a ela. 
A quem vocês se reportaram no Plenário? 
Assisto a toda peça de teatro no RJ, afinal, sou um crítico. 
 
– Antes de verbos no infinitivo 
A partir de hoje serei um pai melhor, pois voltei a trabalhar. 
 
 
COLOCAÇÃO DE PRONOMES: PRÓCLISE, MESÓCLISE, ÊN- 
CLISE 
 
 
A colocação do pronome átono está relacionada à harmonia da 
frase. A tendência do português falado no Brasil é o uso do prono- 
me antes do verbo – próclise. No entanto, há casos em que a norma 
culta prescreve o emprego do pronome no meio – mesóclise – ou 
após o verbo – ênclise. 
De acordo com a norma culta, no português escrito não se ini- 
cia um período com pronome oblíquo átono. Assim, se na lingua- 
gem falada diz-se “Me encontrei com ele”, já na linguagem escrita, 
formal, usa-se “Encontrei-me’’ com ele. 
Sendo a próclise a tendência, é aconselhável que se fixem bem 
as poucas regras de mesóclise e ênclise. Assim, sempre que estas 
não forem obrigatórias, deve-se usar a próclise, a menos que preju- 
dique a eufonia da frase. 
 
Próclise 
Na próclise, o pronome é colocado antes do verbo. 
 
Palavra de sentido negativo: Não me falou a verdade. 
Advérbios sem pausa em relação ao verbo: Aqui te espero pa- 
cientemente. 
Havendo pausa indicada por vírgula, recomenda-se a ênclise: 
Ontem, encontrei-o no ponto do ônibus. 
Pronomes indefinidos: Ninguém o chamou aqui. 
Pronomes demonstrativos: Aquilo lhe desagrada. 
Orações interrogativas: Quem lhe disse tal coisa? 
Orações optativas (que exprimem desejo), com sujeito ante- 
posto ao verbo: Deus lhe pague, Senhor! 
Orações exclamativas: Quanta honra nos dá sua visita! 
Orações substantivas, adjetivas e adverbiais, desde que não se- 
jam reduzidas: Percebia que o observavam. 
Verbo no gerúndio, regido de preposição em: Em se plantando, 
tudo dá. 
Verbo no infinitivo pessoal precedido de preposição: Seus in- 
tentos são para nos prejudicarem. 
 
Ênclise 
Na ênclise, o pronome é colocado depois do verbo. 
 
Verbo no início da oração, desde que não esteja no futuro do 
indicativo: Trago-te flores. 
Verbo no imperativo afirmativo: Amigos, digam-me a verdade! 
Verbo no gerúndio, desde que não esteja precedido pela pre- 
posição em: Saí, deixando-a aflita. 
Verbo no infinitivo impessoal regido da preposição a. Com 
outras preposições é facultativo o emprego de ênclise ou próclise: 
Apressei-me a convidá-los. 
Mesóclise 
Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo. 
 
É obrigatória somente com verbos no futuro do presente ou no 
futuro do pretérito que iniciam a oração. 
Dir-lhe-ei toda a verdade. 
Far-me-ias um favor? 
 
Se o verbo no futuro vier precedido de pronome reto ou de 
qualquer outro fator de atração, ocorrerá a próclise. 
Eu lhe direi toda a verdade. 
Tu me farias um favor? 
 
 
Colocação do pronome átono nas locuções verbais 
Verbo principal no infinitivo ou gerúndio: Se a locução verbal 
não vier precedida de um fator de próclise, o pronome átono deve- 
rá ficar depois do auxiliar ou depois do verbo principal. 
Exemplos: 
Devo-lhe dizer a verdade. 
Devo dizer-lhe a verdade. 
 
Havendo fator de próclise, o pronome átono deverá ficar antes 
do auxiliar ou depois do principal. 
Exemplos: 
Não lhe devo dizer a verdade. 
Não devo dizer-lhe a verdade. 
 
Verbo principal no particípio: Se não houver fator de próclise, 
o pronome átono ficará depois do auxiliar. 
Exemplo: Havia-lhe dito a verdade. 
 
Se houver fator de próclise, o pronome átono ficará antes do 
auxiliar. 
Exemplo: Não lhe havia dito a verdade. 
 
Haver de e ter de + infinitivo: Pronome átono deve ficar depois 
do infinitivo. 
Exemplos: 
Hei de dizer-lhe a verdade. 
Tenho de dizer-lhe a verdade. 
 
Observação 
Não se deve omitir o hífen nas seguintes construções: 
Devo-lhe dizer tudo. 
Estava-lhe dizendo tudo. 
Havia-lhe dito tudo. 
 
 
SEMÂNTICA: ANTÔNIMOS, SINÔNIMOS, HOMÔNIMOS E 
PARÔNIMOS 
 
 
Significação de palavras 
As palavras podem ter diversos sentidos em uma comunicação. 
E isso também é estudado pela Gramática Normativa: quem cuida 
dessa parte é a Semântica, que se preocupa, justamente, com os 
significados das palavras. Veremos, então, cada um dos conteúdos 
que compõem este estudo. 
 
Antônimo e Sinônimo 
Começaremos por esses dois, que já são famosos. 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
O Antônimo são palavras que têm sentidos opostos a outras. Por exemplo, felicidade é o antônimo de tristeza, porque o significado de 
uma é o oposto da outra. Da mesma forma ocorre com homem que é antônimo de mulher. 
 
Já o sinônimo são palavras que têm sentidos aproximados e que podem, inclusive, substituir a outra. O uso de sinônimos é muito im- 
portante para produções textuais, porque evita que você fique repetindo a mesma palavra várias vezes. Utilizando os mesmos exemplos, 
para ficar claro: felicidade é sinônimo de alegria/contentamento e homem é sinônimo de macho/varão. 
 
Hipônimos e Hiperônimos 
Estes conceitos são simples de entender: o hipônimo designa uma palavra de sentido mais específico, enquanto que o hiperônimo 
designa uma palavra de sentido mais genérico. Por exemplo, cachorro e gato são hipônimos, pois têm sentido específico. E animais domés- 
ticos é uma expressão hiperônima, pois indica um sentido mais genérico de animais. Atenção: não confunda hiperônimo com substantivo 
coletivo. Hiperônimos estão no ramo dos sentidos das palavras, beleza?!?! 
 
Outros conceitos que agem diretamente no sentido das palavras são os seguintes: 
 
Conotação e Denotação 
Observe as frases: 
Amo pepino na salada. 
Tenho um pepino para resolver. 
 
As duas frases têm uma palavra em comum: pepino. Mas essa palavra tem o mesmo sentido nos dois enunciados? Isso mesmo, não! 
Na primeira frase, pepino está no sentido denotativo, ou seja, a palavra está sendo usada no sentido próprio, comum, dicionarizado. 
Já na segunda frase, a mesma palavra está no sentindo conotativo, pois ela está sendo usada no sentido figurado e depende do con- 
texto para ser entendida. 
Para facilitar: denotativo começa com D de dicionário e conotativo começa com C de contexto. 
Por fim, vamos tratar de um recurso muito usado em propagandas: 
Ambiguidade 
Observe a propaganda abaixo: 
 
https://redacaonocafe.wordpress.com/2012/05/22/ambiguidade-na-propaganda/ 
 
Perceba que há uma duplicidade de sentido nesta construção. Podemos interpretar que os móveis não durarão no estoque da loja, por 
estarem com preço baixo; ou que por estarem muito barato, não têm qualidade e, por isso, terão vida útil curta. 
Essa duplicidade acontece por causa da ambiguidade, que é justamente a duplicidade de sentidos que podem haver em uma palavra, 
frase ou textos inteiros. 
 
 
 
 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
38 
 
PONTUAÇÃO: EMPREGO DOS SINAIS DE PONTUAÇÃO 
 
 
Pontuação 
Com Nina Catach, entendemos por pontuação um “sistema 
de reforço da escrita, constituído de sinais sintáticos, destinados 
a organizar as relações e a proporção das partes do discurso e das 
pausas orais e escritas. Estes sinais também participam de todas as 
funções da sintaxe, gramaticais, entonacionais e semânticas”. (BE- 
CHARA, 2009, p. 514) 
A partir da definição citada por Bechara podemos perceber a 
importância dos sinais de pontuação, que é constituída por alguns 
sinais gráficos assim distribuídos: os separadores (vírgula [ , ], pon- 
to e vírgula [ ; ], ponto final [ . ], ponto de exclamação [ ! ], reti- 
cências [ ... ]), e os de comunicação ou “mensagem” (dois pontos 
[ : ], aspas simples [‘ ’], aspas duplas [ “ ” ], travessão simples[ – ], 
travessão duplo [ — ], parênteses [ ( ) ], colchetes ou parênteses 
retos [ [ ] ], chave aberta [ { ], e chave fechada [ } ]). 
 
Ponto ( . ) 
O ponto simples final, que é dos sinais o que denota maior pau- 
sa, serve para encerrar períodos que terminem por qualquer tipo 
de oração que não seja a interrogativa direta, a exclamativa e as 
reticências. 
Estaremos presentes na festa. 
 
Ponto de interrogação ( ? ) 
Põe-se no fim da oração enunciada com entonação interrogati- 
va ou de incerteza, real ou fingida, também chamada retórica. 
Você vai à festa? 
 
Ponto de exclamação ( ! ) 
Põe-se no fim da oração enunciada com entonação exclama- 
tiva. 
Ex: Que bela festa! 
Reticências ( ... ) 
Denotam interrupção ou incompletude do pensamento (ou 
porque se quer deixar em suspenso, ou porque os fatos se dão com 
breve espaço de tempo intervalar, ou porque o nosso interlocutor 
nos toma a palavra), ou hesitação em enunciá-lo. 
Ex: Essa festa... não sei não, viu. 
 
Dois-pontos ( : ) 
Marcam uma supressão de voz em frase ainda não concluída. 
Em termos práticos, este sinal é usado para: Introduzir uma citação 
(discurso direto) e introduzir um aposto explicativo, enumerativo, 
distributivo ou uma oração subordinada substantiva apositiva. 
Ex: Uma bela festa: cheia de alegria e comida boa. 
 
Ponto e vírgula ( ; ) 
Representa uma pausa mais forte que a vírgula e menos que o 
ponto, e é empregado num trecho longo, onde já existam vírgulas, 
para enunciar pausa mais forte, separar vários itens de uma enu- 
meração (frequente em leis), etc. 
Ex: Vi na festa os deputados, senadores e governador; vi tam- 
bém uma linda decoração e bebidas caras. 
Ex: Estamos — eu e meu esposo — repletos de gratidão. 
 
Parênteses e colchetes ( ) – [ ] 
Os parênteses assinalam um isolamento sintático e semântico 
mais completo dentro do enunciado, além de estabelecer maior 
intimidade entre o autor e o seu leitor. Em geral, a inserção do 
parêntese é assinalada por uma entonação especial. Intimamente 
ligados aos parênteses pela sua função discursiva, os colchetes são 
utilizados quando já se acham empregados os parênteses, para in- 
troduzirem uma nova inserção. 
Ex: Vamos estar presentes na festa (aquela organizada pelo 
governador) 
 
Aspas ( “ ” ) 
As aspas são empregadas para dar a certa expressão sentido 
particular (na linguagem falada é em geral proferida com entoação 
especial) para ressaltar uma expressão dentro do contexto ou para 
apontar uma palavra como estrangeirismo ou gíria. É utilizada, ain- 
da, para marcar o discurso direto e a citação breve. 
Ex: O “coffe break” da festa estava ótimo. 
 
Vírgula 
São várias as regras que norteiam o uso das vírgulas. Eviden- 
ciaremos, aqui, os principais usos desse sinal de pontuação. Antes 
disso, vamos desmistificar três coisas que ouvimos em relação à 
vírgula: 
1º – A vírgula não é usada por inferência. Ou seja: não “senti- 
mos” o momento certo de fazer uso dela. 
2º – A vírgula não é usada quando paramos para respirar. Em 
alguns contextos, quando, na leitura de um texto, há uma vírgula, o 
leitor pode, sim, fazer uma pausa, mas isso não é uma regra. Afinal, 
cada um tem seu tempo de respiração, não é mesmo?!?! 
3º – A vírgula tem sim grande importância na produção de tex- 
tos escritos. Não caia na conversa de algumas pessoas de que ela é 
menos importante e que pode ser colocada depois. 
Agora, precisamos saber que a língua portuguesa tem uma or- 
dem comum de construção de suas frases, que é Sujeito > Verbo > 
Objeto > Adjunto, ou seja, (SVOAdj). 
Maria foi à padaria ontem. 
Sujeito Verbo Objeto Adjunto 
 
Perceba que, na frase acima, não há o uso de vírgula. Isso ocor- 
re por alguns motivos: 
1) NÃO se separa com vírgula o sujeito de seu predicado. 
2) NÃO se separa com vírgula o verbo e seus complementos. 
3) Não é aconselhável usar vírgula entre o complemento do 
verbo e o adjunto. 
 
Podemos estabelecer, então, que se a frase estiver na ordem 
comum (SVOAdj), não usaremos vírgula. Caso contrário, a vírgula é 
necessária: 
Ontem, Maria foi à padaria. 
Maria, ontem, foi à padaria. 
À padaria, Maria foi ontem. 
 
Além disso, há outros casos em que o uso de vírgulas é neces- 
sário: 
• Separa termos de mesma função sintática, numa enumera- 
Travessão ( — ) 
Não confundir o travessão com o traço de união ou hífen e com 
ção. 
Simplicidade, clareza, objetividade, concisão são qualidades a 
o traço de divisão empregado na partição de sílabas (ab-so-lu-ta- 
-men-te) e de palavras no fim de linha. O travessão pode substituir 
vírgulas, parênteses, colchetes, para assinalar uma expressão inter- 
calada e pode indicar a mudança de interlocutor, na transcrição de 
um diálogo, com ou sem aspas. 
3 
serem observadas na redação oficial. 
• Separa aposto. 
Aristóteles, o grande filósofo, foi o criador da Lógica. 
• Separa vocativo. 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
Brasileiros, é chegada a hora de votar. 
• Separa termos repetidos. 
Aquele aluno era esforçado, esforçado. 
 
• Separa certas expressões explicativas, retificativas, exempli- 
ficativas, como: isto é, ou seja, ademais, a saber, melhor dizendo, 
ou melhor, quer dizer, por exemplo, além disso, aliás, antes, com 
efeito, digo. 
O político, a meu ver, deve sempre usar uma linguagem clara, 
ou seja, de fácil compreensão. 
 
• Marca a elipse de um verbo (às vezes, de seus complemen- 
tos). 
O decreto regulamenta os casos gerais; a portaria, os particula- 
res. (= ... a portaria regulamenta os casos particulares) 
 
• Separa orações coordenadas assindéticas. 
Levantava-me de manhã, entrava no chuveiro, organizava as 
ideias na cabeça... 
 
• Isola o nome do lugar nas datas. 
Rio de Janeiro, 21 de julho de 2006. 
 
• Isolar conectivos, tais como: portanto, contudo, assim, dessa 
forma, entretanto, entre outras. E para isolar, também, expressões 
conectivas, como: em primeiro lugar, como supracitado, essas in- 
formações comprovam, etc. 
Fica claro, portanto, que ações devem ser tomadas para ame- 
nizar o problema. 
 
 
 
QUESTÕES 
 
 
1. Leia o texto abaixo para responder a questão. 
A lama que ainda suja o Brasil 
Fabíola Perez(fabiola.perez@istoe.com.br) 
 
A maior tragédia ambiental da história do País escancarou um 
dos principais gargalos da conjuntura política e econômica brasilei- 
ra: a negligência do setor privado e dos órgãos públicos diante de 
um desastre de repercussão mundial. Confirmada a morte do Rio 
Doce, o governo federal ainda não apresentou um plano de recu- 
peração efetivo para a área (apenas uma carta de intenções). Tam- 
pouco a mineradora Samarco, controlada pela brasileira Vale e pela 
anglo-australiana BHP Billiton. A única medida concreta foi a aplica- 
ção da multa de R$ 250 milhões – sendo que não há garantias de 
que ela será usada no local. “O leito do rio se perdeu e a calha pro- 
funda e larga se transformou num córrego raso”, diz Malu Ribeiro, 
coordenadora da rede de águas da Fundação SOS Mata Atlântica, 
sobre o desastre em Mariana, Minas Gerais. “O volume de rejeitos 
se tornou uma bomba relógio na região.” 
Para agravar a tragédia, a empresa declarou que existem riscos 
de rompimento nas barragens de Germano e de Santarém. Segun- 
do o Departamento Nacional de Produção Mineral, pelo menos 16 
barragens de mineração em todo o País apresentam condições de 
insegurança. “O governo perdeu sua capacidade de aparelhar ór- 
gãos técnicos para fiscalização”, diz Malu. Na direção oposta 
Ao caminho da segurança, está o projeto de lei 654/2015, do 
senador Romero Jucá (PMDB-RR) que prevê licença única em um 
tempo exíguo para obras consideradas estratégicas. O novo mar- 
co regulatório da mineração, por sua vez, também concede priori- 
dade à ação de mineradoras. “Ocorrerá um aumento dos conflitos 
judiciais, o que não será interessante para o setor empresarial”, diz 
Maurício Guetta, advogado do Instituto Sócio Ambiental (ISA). Com 
o avanço dessa legislação outros danos irreversíveis podemocorrer. 
FONTE: http://www.istoe.com.br/reportagens/441106_A+LA MA+- 
QUE+AINDA+SUJA+O+BRASIL 
 
Observe as assertivas relacionadas ao texto lido: 
I. O texto é predominantemente narrativo, já que narra um 
fato. 
II. O texto é predominantemente expositivo, já que pertence ao 
gênero textual editorial. 
III. O texto é apresenta partes narrativas e partes expositivas, já 
que se trata de uma reportagem. 
IV. O texto apresenta partes narrativas e partes expositivas, já 
se trata de um editorial. 
 
Analise as assertivas e responda: 
(A) Somente a I é correta. 
(B) Somente a II é incorreta. 
(C) Somente a III é correta 
(D) A III e IV são corretas. 
 
2. Observe as assertivas relacionadas ao texto “A lama que ain- 
da suja o Brasil”: 
I- O texto é coeso, mas não é coerente, já que tem problemas 
no desenvolvimento do assunto. 
II- O texto é coerente, mas não é coeso, já que apresenta pro- 
blemas no uso de conjunções e preposições. 
III- O texto é coeso e coerente, graças ao bom uso das classes 
de palavras e da ordem sintática. 
IV- O texto é coeso e coerente, já que apresenta progressão 
temática e bom uso dos recursos coesivos. 
 
Analise as assertivas e responda: 
(A) Somente a I é correta. 
(B) Somente a II é incorreta. 
(C) Somente a III é correta. 
(D) Somente a IV é correta. 
3. Leia o texto abaixo para responder as questões. 
UM APÓLOGO 
Machado de Assis. 
 
Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha: 
— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrola- 
da, para fingir que vale alguma coisa neste mundo? 
— Deixe-me, senhora. 
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está 
com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me 
der na cabeça. 
— Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. 
Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem 
o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos 
outros. 
— Mas você é orgulhosa. 
— Decerto que sou. 
— Mas por quê? 
— É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa 
ama, quem é que os cose, senão eu? 
— Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora 
que quem os cose sou eu, e muito eu? 
 
http://www.istoe.com.br/reportagens/441106_A%2BLA
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pe- 
daço ao outro, dou feição aos babados… 
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, 
puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço e 
mando… 
— Também os batedores vão adiante do imperador. 
— Você é imperador? 
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel su- 
balterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o 
trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto… 
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. 
Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que 
tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a 
costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, en- 
fiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando 
orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre 
os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a 
isto uma cor poética. E dizia a agulha: 
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? 
Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é 
que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo 
e acima… 
A linha não respondia nada; ia andando. Buraco aberto pela 
agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe 
o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha vendo que 
ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era 
tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-pli- 
c-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a 
costura, para o dia seguinte; continuou ainda nesse e no outro, até 
que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. 
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que 
a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para 
dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da 
bela dama, e puxava a um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, 
alisando, abotoando, acolchetando, a linha, para mofar da agulha, 
perguntou-lhe: 
— Ora agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da 
baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que 
vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para 
a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? 
Vamos, diga lá. 
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de ca- 
beça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: 
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é 
que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze 
como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, 
fico. 
Contei esta história a um professor de melancolia, que me dis- 
se, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a 
muita linha ordinária! 
 
De acordo com o texto “Um Apólogo” de Machado de Assis 
e com a ilustração abaixo, e levando em consideração as persona- 
gens presentes nas narrativas tanto verbal quanto visual, indique 
a opção em que a fala não é compatível com a associação entre os 
elementos dos textos: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
(A) “- Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda en- 
rolada, para fingir que vale alguma coisa neste mundo?” (L.02) 
(B) “- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. 
Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar?” (L.06) 
(C) “- Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, 
puxando por você, que vem atrás, obedecendo ao que eu faço 
e mando...” (L.14-15) 
(D) “- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? 
Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; 
eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando 
abaixo e acima.” (L.25-26) 
(E) “- Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela 
e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de 
costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. 
Onde me espetam, fico.” (L.40-41) 
 
4. O diminutivo, em Língua Portuguesa, pode expressar outros 
valores semânticos além da noção de dimensão, como afetividade, 
pejoratividade e intensidade. Nesse sentido, pode-se afirmar que 
os valores semânticos utilizados nas formas diminutivas “unidi- 
nha”(L.26) e “corpinho”(L.32), são, respectivamente, de: 
(A) dimensão e pejoratividade; 
(B) afetividade e intensidade; 
(C) afetividade e dimensão; 
(D) intensidade e dimensão; 
(E) pejoratividade e afetividade. 
 
5. Em um texto narrativo como “Um Apólogo”, é muito comum 
uso de linguagem denotativa e conotativa. Assinale a alternativa 
cujo trecho retirado do texto é uma demonstração da expressivida- 
de dos termos “linha” e “agulha” em sentido figurado. 
(A) “- É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa 
ama, quem é que os cose, senão eu?” (L.11) 
(B) “- Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. 
Agulha não tem cabeça.” (L.06) 
(C) “- Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um 
pedaço ao outro, dou feição aos babados...” (L.13) 
(D) “- Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordi- 
nária!” (L.43) 
(E) “- Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?” 
(L.25) 
 
6. De acordo com a temática geral tratada no texto e, de modo 
metafórico, considerando as relações existentes em um ambiente 
de trabalho, aponte a opção que NÃO corresponde a uma ideia pre- 
sente no texto: 
(A) O texto sinaliza que, normalmente, não há uma relação 
equânime em ambientes coletivos de trabalho; 
(B) O texto sinaliza que, normalmente, não há uma relação 
equânime em ambientes coletivos de trabalho; 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
(C) O texto indica que, em um ambiente coletivo de trabalho, 
cada sujeito possui atribuiçõespróprias. 
(D) O texto sugere que o reconhecimento no ambiente cole- 
tivo de trabalho parte efetivamente das próprias atitudes do 
sujeito. 
(E) O texto revela que, em um ambiente coletivo de trabalho, 
frequentemente é difícil lidar com as vaidades individuais. 
 
7. (IF BAIANO - ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO – IF-BA – 
2019) 
Acerca de seus conhecimentos em redação oficial, é correto 
afirmar que o vocativo adequado a um texto no padrão ofício desti- 
nado ao presidente do Congresso Nacional é 
(A) Senhor Presidente. 
(B) Excelentíssimo Senhor Presidente. 
(C) Presidente. 
(D) Excelentíssimo Presidente. 
(E) Excelentíssimo Senhor. 
 
8. (CÂMARA DE CABO DE SANTO AGOSTINHO - PE - AUXILIAR 
ADMINISTRATIVO - INSTITUTO AOCP - 2019 ) 
Referente à aplicação de elementos de gramática à redação ofi- 
cial, os sinais de pontuação estão ligados à estrutura sintática e têm 
várias finalidades. Assinale a alternativa que apresenta a pontuação 
que pode ser utilizada em lugar da vírgula para dar ênfase ao que 
se quer dizer. 
(A) Dois-pontos. 
(B) Ponto-e-vírgula. 
(C) Ponto-de-interrogação. 
(D) Ponto-de-exclamação. 
 
9. (UNIR - TÉCNICO DE LABORATÓRIO - ANÁLISES CLÍNICAS- 
AOCP – 2018) 
Pode-se dizer que redação oficial é a maneira pela qual o Poder 
Público redige atos normativos e comunicações. Em relação à reda- 
ção de documentos oficiais, julgue, como VERDADEIRO ou FALSO, 
os itens a seguir. 
A língua tem por objetivo a comunicação. Alguns elementos 
são necessários para a comunicação: a) emissor, b) receptor, c) con- 
teúdo, d) código, e) meio de circulação, f) situação comunicativa. 
Com relação à redação oficial, o emissor é o Serviço Público (Minis- 
tério, Secretaria, Departamento, Divisão, Serviço, Seção). O assunto 
é sempre referente às atribuições do órgão que comunica. O desti- 
natário ou receptor dessa comunicação ou é o público, o conjunto 
dos cidadãos, ou outro órgão público, do Executivo ou dos outros 
Poderes da União. 
( ) CERTO 
( ) ERRADO 
 
10. (IF-SC - ASSISTENTE EM ADMINISTRAÇÃO- IF-SC - 2019 ) 
Determinadas palavras são frequentes na redação oficial. Con- 
forme as regras do Acordo Ortográfico que entrou em vigor em 
2009, assinale a opção CORRETA que contém apenas palavras gra- 
fadas conforme o Acordo. 
I. abaixo-assinado, Advocacia-Geral da União, antihigiênico, ca- 
pitão de mar e guerra, capitão-tenente, vice-coordenador. 
II. contra-almirante, co-obrigação, coocupante, decreto-lei, di- 
retor-adjunto, diretor-executivo, diretor-geral, sócio-gerente. 
III. diretor-presidente, editor-assistente, editor-chefe, ex-dire- 
tor, general de brigada, general de exército, segundo-secretário. 
IV. matéria-prima, ouvidor-geral, papel-moeda, pós-graduação, 
pós-operatório, pré-escolar, pré-natal, pré-vestibular; Secretaria- 
-Geral. 
V. primeira-dama, primeiro-ministro, primeiro-secretário, pró- 
-ativo, Procurador-Geral, relator-geral, salário-família, Secretaria- 
-Executiva, tenente-coronel. 
 
Assinale a alternativa CORRETA: 
(A) As afirmações I, II, III e V estão corretas. 
(B) As afirmações II, III, IV e V estão corretas. 
(C) As afirmações II, III e IV estão corretas. 
(D) As afirmações I, II e IV estão corretas. 
(E) As afirmações III, IV e V estão corretas. 
 
11. ( PC-MG - ESCRIVÃO DE POLÍCIA CIVIL - FUMARC – 2018) 
Na Redação Oficial, exige-se o uso do padrão formal da língua. 
Portanto, são necessários conhecimentos linguísticos que funda- 
mentem esses usos. 
Analise o uso da vírgula nas seguintes frases do Texto 3: 
1. Um crime bárbaro mobilizou a Polícia Militar na Região de 
Venda Nova, em Belo Horizonte, ontem. 
2. O rapaz, de 22 anos, se apresentou espontaneamente à 9ª 
Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) e deu detalhes do crime. 
3. Segundo a polícia, o jovem informou que tinha um relaciona- 
mento difícil com a mãe e teria discutido com ela momentos antes 
de desferir os golpes. 
 
INDIQUE entre os parênteses a justificativa adequada para uso 
da vírgula em cada frase. 
( ) Para destacar deslocamento de termos. 
( ) Para separar adjuntos adverbiais. 
( ) Para indicar um aposto. 
 
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é: 
(A) 1 – 2 – 3. 
(B) 2 – 1 – 3. 
(C) 3 – 1 – 2. 
(D) 3 – 2 – 1. 
 
 
GABARITO 
 
 
 
1 C 
2 D 
3 E 
4 D 
5 D 
6 D 
7 B 
8 B 
9 A 
10 E 
11 C 
LÍNGUA PORTUGUESA 
 
 
 
 
 
ANOTAÇÕES ANOTAÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________ 
 
_____________________________________________________ 
_____________________________________________________ 
 
_____________________________________________________ 
 
 
 
 
 
 
 
LEI ESTADUAL N. º 5.810/1994 E ALTERAÇÕES (REGIME JU- 
RÍDICO ÚNICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DA AD- 
MINISTRAÇÃO DIRETA, DAS AUTARQUIAS E DAS FUNDA- 
ÇÕES PÚBLICAS DO ESTADO DO PARÁ.) 
 
 
LEI Nº 5.810, DE 24 DE JANEIRO DE 1994 
 
Dispõe sobre o Regime Jurídico Único dos Servidores Públicos 
Civis da Administração Direta, das Autarquias e das Fundações Pú- 
blicas do Estado do Pará. 
II – promoção; 
III – reintegração; 
IV – transferência; 
V – reversão; 
VI – aproveitamento; 
VII – readaptação; 
VIII – recondução. 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO II 
DA NOMEAÇÃO 
 
SEÇÃO I 
 
A ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ estatui e eu 
sanciono a seguinte Lei: 
 
TÍTULO I 
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 
Art. 1º Esta lei institui o Regime Jurídico Único e define os direi- 
tos, deveres, garantias e vantagens dos Servidores Públicos Civis do 
Estado, das Autarquias e das Fundações Públicas. 
Parágrafo único. As suas disposições aplicam-se aos servidores 
dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, do Ministério Públi- 
co e dos Tribunais de Contas. 
Art. 2º Para os fins desta lei: 
I - servidor é a pessoa legalmente investida em cargo público; 
II - cargo público é o criado por lei, com denominação própria, 
quantitativo e vencimento certos, com o conjunto de atribuições e 
responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem 
ser cometidas a um servidor; 
III - categoria funcional é o conjunto de cargos da mesma natu- 
reza de trabalho; 
IV - grupo ocupacional é o conjunto de categorias funcionais da 
mesma natureza, escalonadas segundo a escolaridade, o nível de 
complexidade e o grau de responsabilidade; 
Parágrafo único. Os cargos públicos serão acessíveis aos brasi- 
leiros que preencham os requisitos do art. 17, desta lei. 
Art. 3º É vedado cometer ao servidor atribuições e responsa- 
bilidades diversas das inerentes ao seu cargo, exceto participação 
assentida em órgão colegiado e em comissões legais. 
Art. 4º Os cargos referentes a profissões regulamentadas serão 
providos unicamente por quem satisfizer os requisitos legais res- 
pectivos. 
 
TÍTULO II 
DO PROVIMENTO, DO EXERCÍCIO, DA CARREIRA E DA VACÂN- 
CIA 
 
CAPÍTULO I 
DO PROVIMENTO 
 
Art. 5º Os cargos públicos serão providos por: 
I – nomeação; 
DAS FORMAS DE NOMEAÇÃO 
 
Art. 6º A nomeação será feita: 
I - em caráter efetivo, quando exigida a prévia habilitação em 
concurso público, para essa forma de provimento; 
II - em comissão, para cargo de livre nomeação e exoneração, 
declarado em lei. 
Parágrafo único. A designação para o exercício de função grati- 
ficada recairá, exclusivamente, em servidor efetivo. 
Art. 6º-A Fica vedada a nomeação de pessoas que tiverem sido 
condenadas, com trânsito em julgado, por crimes cometidos com 
violência doméstica e familiar contra a mulher. 
Parágrafo único. O impedimento previsto no caput deste artigo 
cessa após o integral cumprimento da pena. 
*O Art. 6-A foi incluído pela Lei nº 9.710, de 20 de setembro de 
2022, publicado no DOE nº 35.122, de 21/09/2022. 
Art. 7º Compete aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, 
ao Ministério Público e aos Tribunais de Contas na área de sua com- 
petência, prover, por ato singular, os cargos públicos. 
Art. 8º O ato de provimento conterá, necessariamente, as se- 
guintesindicações, sob pena de nulidade e responsabilidade de 
quem der a posse: 
I - modalidade de provimento e nome completo do interessa- 
do; 
II - denominação de cargo e forma de nomeação; 
III - fundamento legal. 
 
SEÇÃO II 
DO CONCURSO 
 
Art. 9º A investidura em cargo de provimento efetivo depende 
de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e 
títulos, observado o disposto no art. 4º. desta lei. 
Art. 10º A aprovação em concurso público gera o direito à no- 
meação, respeitada a ordem de classificação dos candidatos habi- 
litados. 
§1º Terá preferência para a ordem de classificação o candidato 
já pertencente ao serviço público estadual e, persistindo a igual- 
dade, aquele que contar com maior tempo de serviço público ao 
Estado. 
 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA 
NO SERVIÇO PÚBLICO 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
§2º Se ocorrer empate de candidatos não pertencentes ao ser- 
viço público do Estado, decidir-se-á em favor do mais idoso. 
Art. 11º A instrumentação e execução dos concursos serão cen- 
tralizadas na Secretaria de Estado de Administração, no âmbito do 
Poder Executivo, e nos órgãos competentes dos Poderes Legislativo 
e Judiciário, do Ministério Público, e dos Tribunais de Contas. 
§1º O conteúdo programático, para preenchimento de cargo 
técnico de nível superior poderá ser elaborado pelo órgão solicitan- 
te do concurso. 
§2º O concurso público será realizado, preferencialmente, na 
sede do Município, ou na região onde o cargo será provido. 
§3º Fica assegurada a fiscalização do concurso público, em to- 
das as suas fases, pelas entidades sindicais representativas de ser- 
vidores públicos. 
Art. 12º As provas serão avaliadas na escala de zero a dez pon- 
tos, e aos títulos, quando afins, serão atribuídos, no máximo, cinco 
pontos. 
Parágrafo único. As provas de título, quando constantes do Edi- 
tal, terão caráter meramente classificatório. 
Art. 13º O Edital do concurso disciplinará os requisitos para a 
inscrição, o processo de realização, os critérios de classificação, o 
número de vagas, os recursos e a homologação. 
Art. 14º Na realização dos concursos, serão adotadas as seguin- 
tes normas gerais: 
I - não se publicará Edital, na vigência do prazo de validade de 
concurso anterior, para o mesmo cargo, se ainda houver candidato 
aprovado e não convocado para a investidura, ou enquanto houver 
servidor de igual categoria em disponibilidade; 
II - poderão inscrever-se candidatos até 69 anos de idade; 
III - Os concursos terão a validade de até dois anos, a contar da 
publicação da homologação do resultado, no Diário Oficial, prorro- 
gável expressamente uma única vez por igual período. 
*O inciso III do Art. 14º foi incluído pela Lei nº 7.071, de 24 de 
dezembro de 2007. 
IV - comprovação, no ato da posse, dos requisitos previstos no 
edital. 
*O inciso IV do Art. 14º foi incluído pela Lei nº 7.071, de 24 de 
dezembro de 2007. 
V - participação de um representante do Sindicato dos Traba- 
lhadores ou de Conselho Regional de Classe das categorias afins na 
comissão organizadora do concurso público ou processo seletivo. 
*O inciso V do Art. 14º foi incluído pela Lei nº 7.071, de 24 de 
dezembro de 2007. 
§1º Será publicada lista geral de classificação contendo todos 
os candidatos aprovados e, paralela e concomitantemente, lista 
própria para os candidatos que concorreram às vagas reservadas 
aos deficientes. 
*O §1º do Art. 14º foi incluído pela Lei nº 7.071, de 24 de de- 
zembro de 2007. 
§2º Os candidatos com deficiência aprovados e incluídos na 
lista reservada aos deficientes serão chamados e convocados alter- 
nadamente a cada convocação de um dos candidatos chamados da 
lista geral até preenchimento do percentual reservado às pessoas 
com deficiência no edital do concurso. 
*O §2º do Art. 14º foi incluído pela Lei nº 7.071, de 24 de de- 
zembro de 2007. 
§3º Equipe multiprofissional avaliará a compatibilidade entre 
as atribuições do cargo e a deficiência do candidato durante o es- 
tágio probatório. 
*O §3º do Art. 14º foi incluído pela Lei nº 7.071, de 24 de de- 
zembro de 2007. 
*O Art. 14º foi alterado pela Lei nº 7.071, de 24 de dezembro 
de 2007 
Art. 15º A administração proporcionará aos portadores de de- 
ficiência, condições para a participação em concurso de provas ou 
de provas e títulos. 
Parágrafo único. Às pessoas portadoras de deficiência é assegu- 
rado o direito de inscrever- se em concurso público para provimen- 
to de cargo cujas atribuições sejam compatíveis com a deficiência 
de que são portadoras, às quais serão reservadas até 20% (vinte por 
cento), das vagas oferecidas no concurso. 
 
SEÇÃO III 
DA POSSE 
 
Art. 16º Posse é o ato de investidura em cargo público ou fun- 
ção gratificada. 
Parágrafo único. Não haverá posse nos casos de promoção e 
reintegração. 
Art. 17º São requisitos cumulativos para a posse em cargo pú- 
blico: 
I - ser brasileiro, nos termos da Constituição; 
II - ter completado 18 (dezoito) anos; 
III - estar em pleno exercício dos direitos políticos; 
IV - ser julgado apto em inspeção de saúde realizada em órgão 
médico oficial do Estado do Pará; 
V - possuir a escolaridade exigida para o exercício do cargo; 
VI - declarar expressamente o exercício ou não de cargo, em- 
prego ou função pública nos órgãos e entidades da Administração 
Pública Estadual, Federal ou Municipal, para fins de verificação do 
acúmulo de cargos. 
*O inciso VI do Art. 17º foi alterado pela Lei nº 7.071, de 24 de 
dezembro de 2007. 
VII - a quitação com as obrigações eleitorais e militares; 
VIII - não haver sofrido sanção impeditiva do exercício de cargo 
público. 
IX - não ter contra si ordem de prisão ou de medida protetiva 
decretadas nos termos da Lei Federal n° 11.340, de 7 de agosto de 
2006. 
*O inciso IX do Art. 17º foi incluído pela Lei nº 9.710, de 20 de 
setembro de 2022, publicado no DOE nº 35.122, de 21/09/2022. 
Art. 18º A compatibilidade das pessoas portadoras de defici- 
ência, de que trata o art. 15, parágrafo único, será declarada por 
junta especial, constituída por médicos especializados na área da 
deficiência diagnosticada. 
Parágrafo único. Caso o candidato seja considerado inapto para 
o exercício do cargo, perde o direito à nomeação. 
*O Parágrafo único do Art. 18º foi incluído pela Lei nº 7.071, de 
24 de dezembro de 2007. 
Art. 19º São competentes para dar posse: 
I - No Poder Executivo: 
a) O Governador, aos nomeados para cargos de Direção ou As- 
sessoramento que lhe sejam diretamente subordinados; 
b) Os Secretários de Estado e dirigentes de Autarquias e Funda- 
ções, ou a quem seja delegada competência, aos nomeados para os 
respectivos órgãos, inclusive, colegiados; 
II - No Poder Legislativo, no Poder Judiciário, no Ministério Pú- 
blico e nos Tribunais de Contas, conforme dispuser a legislação es- 
pecífica de cada Poder ou órgão. 
Art. 20º O ato de posse será transcrito em livro especial, assina- 
do pela autoridade competente e pelo servidor empossado. 
Parágrafo único. Em casos especiais, a critério da autoridade 
competente, a posse poderá ser tomada por procuração específica. 
Art. 21º A autoridade que der posse verificará, sob pena de 
responsabilidade, se foram observados os requisitos legais para a 
investidura no cargo ou função. 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
Art. 22º A posse ocorrerá no prazo de 30 (trinta) dias, contados 
da publicação do ato de provimento no Diário Oficial do Estado. 
§1º O prazo para a posse poderá ser prorrogado por mais quin- 
ze dias, em existindo necessidade comprovada para o preenchi- 
mento dos requisitos para posse, conforme juízo da Administração. 
*O §1º do Art. 22º foi alterado pela Lei nº 7.071, de 24 de de- 
zembro de 2007. 
§2º O prazo do servidor em férias, licença, ou afastado por 
qualquer outro motivo legal, será contado do término do impedi- 
mento. 
§3º Se a posse não se concretizar dentro do prazo, o ato de 
provimento será tornado sem efeito.§4º No ato da posse, o servidor apresentará declaração de 
bens e valores que constituam seu patrimônio, e declaração quanto 
ao exercício, ou não, de outro cargo, emprego ou função pública. 
*Alterado pela Lei nº 7.071, de 24 de dezembro de 2007. 
Art. 22º A Ao interessado é permitida a renúncia da posse, no 
prazo legal, sendo-lhe garantida a última colocação dentre os classi- 
ficados no correspondente concurso público. 
*O Art. 22º-A foi incluído pela Lei nº 7.071, de 24 de dezembro 
de 2007. 
 
SEÇÃO IV 
DO EXERCÍCIO 
 
Art. 23º Exercício é o efetivo desempenho das atribuições e res- 
ponsabilidade do cargo. 
Art. 24º Compete ao titular do órgão para onde for nomeado o 
servidor, dar-lhe o exercício. 
Art. 25º O exercício do cargo terá início dentro do prazo de 
quinze dias, contados: 
I - da data da posse, no caso de nomeação; 
II - da data da publicação oficial do ato, nos demais casos. 
§1º Os prazos poderão ser prorrogados por mais quinze dias, 
em existindo necessidade comprovada para o preenchimento dos 
requisitos para posse, conforme juízo da Administração. 
*O §1º do inciso II do Art. 25º foi alterado pela Lei nº 7.071, de 
24 de dezembro de 2007 
§2º Será exonerado o servidor empossado que não entrar em 
exercício nos prazos previstos neste artigo. 
Art. 26º O servidor poderá ausentar-se do Estado, para estu- 
do, ou missão de qualquer natureza, com ou sem vencimento, me- 
diante prévia autorização ou designação do titular do órgão em que 
servir. 
Art. 27º O servidor autorizado a afastar-se para estudo em área 
do interesse do serviço público, fora do Estado do Pará, com ônus 
para os cofres do Estado, deverá, seqüentemente, prestar serviço, 
por igual período, ao Estado. 
Art. 28º O afastamento do servidor para participação em con- 
gressos e outros eventos culturais, esportivos, técnicos e científicos 
será estabelecido em regulamento. 
Art. 29º O servidor preso em flagrante, pronunciado por crime 
comum, denunciado por crime administrativo, ou condenado por 
crime inafiançável, será afastado do exercício do cargo, até senten- 
ça final transitada em julgado. 
§1º Durante o afastamento, o servidor perceberá dois terços da 
remuneração, excluídas as vantagens devidas em razão do efetivo 
exercício do cargo, tendo direito à diferença, se absolvido. 
§2º Em caso de condenação criminal, transitada em julgado, 
não determinante da demissão, continuará o servidor afastado até 
o cumprimento total da pena, com direito a um terço do vencimen- 
to ou remuneração, excluídas as vantagens devidas em razão do 
efetivo exercício do cargo. 
*Os §1º e §2º do Art. 29º foram alterados pela Lei nº 7.071, de 
24 de dezembro de 2007. 
Art. 30º Ao servidor da administração direta, das Autarquias 
e das Fundações Públicas ou dos Poderes Legislativo e Judiciário, 
do Ministério Público e dos Tribunais de Contas, diplomado para o 
exercício de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, aplica- 
-se o disposto no Título III, Capítulo V, Seção VII, desta lei. 
Art. 31º O servidor no exercício de cargo de provimento efeti- 
vo, mediante a sua concordância poderá ser colocado à disposição 
de qualquer órgão da administração direta ou indireta, da União, do 
Estado, do Distrito Federal e dos Municípios, com ou sem ônus para 
o Estado do Pará, desde que observada a reciprocidade. 
 
SEÇÃO V 
DO ESTÁGIO PROBATÓRIO 
 
Art. 32º Ao entrar em exercício, o servidor nomeado para o 
cargo de provimento efetivo ficará sujeito a estágio probatório por 
período de três anos, durante os quais a sua aptidão e capacidade 
serão objeto de avaliação para o desempenho do cargo, observados 
os seguintes fatores: 
I – assiduidade; 
II – disciplina; 
III - capacidade de iniciativa; 
IV – produtividade; 
V – responsabilidade; 
§1º Quatro meses antes do findo período do estágio proba- 
tório, será submetida à homologação da autoridade competente 
a avaliação do desempenho do servidor, realizada de acordo com 
o que dispuser a lei ou regulamento do sistema de carreira, sem 
prejuízo da continuidade de apuração dos fatores enumerados nos 
incisos I a V deste artigo. 
§2º O servidor não aprovado no estágio probatório será exone- 
rado, observado o devido processo legal. 
§3º O disposto no “caput” deste artigo não se aplica aos ser- 
vidores que já tenham entrado em exercício na data de publicação 
desta Lei, que se sujeitam ao regime anterior. 
*O §3º do Art. 32º foi incluído pela Lei nº 7.071, de 24 de de- 
zembro de 2007. 
Art. 33º O término do estágio probatório importa no reconhe- 
cimento da estabilidade de ofício. 
Art. 34º O servidor estável aprovado em outro concurso públi- 
co fica sujeito a estágio probatório no novo cargo. 
Parágrafo único. Ficará dispensado do estágio probatório o ser- 
vidor que tiver exercido o mesmo cargo público em que já tenha 
sido avaliado. 
*O Art. 34º foi alterado pela Lei nº 7.071, de 24 de dezembro 
de 2007 
 
CAPÍTULO III 
DA PROMOÇÃO 
 
Art. 35º A promoção é a progressão funcional do servidor está- 
vel a uma posição que lhe assegure maior vencimento base, dentro 
da mesma categoria funcional, obedecidos os critérios de antigüi- 
dade e merecimento, alternadamente. 
Art. 36º A promoção por antigüidade dar-se-á pela progressão 
à referência imediatamente superior, observado o interstício de 2 
(dois) anos de efetivo exercício. 
Art. 37º A promoção por merecimento dar-se-á pela progres- 
são à referência imediatamente superior, mediante a avaliação do 
desempenho a cada interstício de 02 (dois) anos de efetivo exercí- 
cio. 
 
 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
Parágrafo único. No critério de merecimento será obedecido o 
que dispuser a lei do sistema de carreira, considerando-se, em es- 
pecial, na avaliação do desempenho, os cursos de capacitação pro- 
fissional realizados, e assegurada, no processo, a plena participação 
das entidades de classe dos servidores. 
Art. 38º O servidor que não estiver no exercício do cargo, res- 
salvadas as hipóteses consideradas como de efetivo exercício, não 
concorrerá à promoção. 
§1º Não poderá ser promovido o servidor que se encontre 
cumprindo o estágio probatório. 
§2º O servidor, em exercício de mandato eletivo, somente terá 
direito à promoção por antiguidade na forma da Constituição, obe- 
decidas as exigências legais e regulamentares. 
Art. 39º No âmbito de cada Poder ou órgão, o setor competen- 
te de pessoal processará as promoções que serão efetivadas por 
atos específicos no prazo de 60 (sessenta) dias, contados da data de 
abertura da vaga. 
Parágrafo único. O critério adotado para promoção deverá 
constar obrigatoriamente do ato que a determinar. 
 
CAPÍTULO IV 
DA REINTEGRAÇÃO 
 
Art. 40º Reintegração é o reingresso do servidor na adminis- 
tração pública, em decorrência de decisão administrativa definitiva 
ou sentença judicial transitada em julgado, com ressarcimento de 
prejuízos resultantes do afastamento. 
§1º A reintegração será feita no cargo anteriormente ocupado 
e, se este houver sido transformado, no cargo resultante. 
§2º Encontrando-se regularmente provido o cargo, o seu ocu- 
pante será deslocado para cargo equivalente, ou, se ocupava outro 
cargo, a este será reconduzido, sem direito à indenização. 
§3º Se o cargo houver sido extinto, a reintegração dar-se-á em 
cargo equivalente, respeitada a habilitação profissional, ou, não 
sendo possível, ficará o reintegrado em disponibilidade no cargo 
que exercia. 
Art. 41º O ato de reintegração será expedido no prazo máximo 
de 30 (trinta) dias do pedido, reportando-se sempre à decisão ad- 
ministrativa definitiva ou à sentença judicial, transitada em julgado. 
Art. 42º O servidor reintegrado será submetido à inspeção de 
saúde na instituição pública competente e aposentado, quando in- 
capaz. 
 
CAPÍTULO V 
DA TRANSFERÊNCIA, DA REMOÇÃO E DA REDISTRIBUIÇÃO 
*O CAPÍTULO V FOI ALTERADO PELA LEI Nº 5.942, DE 15 DE 
JANEIRO DE 1996 
 
Art. 43º Transferência é a movimentação do servidor ocupante 
de cargode provimento efetivo, para outro cargo de igual denomi- 
nação e provimento, de outro órgão, mas no mesmo Poder. 
Art. 44º Caberá a transferência: 
I - a pedido do servidor; 
II - por permuta, a requerimento de ambos os servidores inte- 
ressados. 
Art. 45º A transferência será processada atendendo a conveni- 
ência do servidor desde que no órgão pretendido exista cargo vago, 
de igual denominação. 
Art. 46º O servidor transferido somente poderá renovar o pe- 
dido, após decorridos 2 (dois) anos de efetivo exercício no cargo. 
Art. 47º Não será concedida a transferência: 
I - para cargos que tenham candidatos aprovados em concurso, 
com prazo de validade não esgotado; 
II - para órgãos da administração indireta ou fundacional cujo 
regime jurídico não seja o estatutário; 
III - do servidor em estágio probatório. 
Art. 48º A transferência dos membros da Magistratura, Minis- 
tério Público, Magistério e da Polícia Civil, será definida no âmbito 
de cada Poder, por regime próprio. 
Art. 49º A remoção é a movimentação do servidor ocupante 
de cargo de provimento efetivo, para outro cargo de igual denomi- 
nação e forma de provimento, no mesmo Poder e no mesmo órgão 
em que é lotado. 
Parágrafo único. A remoção, a pedido ou ex-officio, do servidor 
estável, poderá ser feita: 
*O Parágrafo único do Art. 49º foi incluído pela Lei nº 5.942, de 
15 de janeiro de 1996. 
I - de uma para outra unidade administrativa da mesma Secre- 
taria, Autarquia, Fundação ou órgão análogo dos Poderes Legisla- 
tivo e Judiciário, do Ministério Público e dos Tribunais de Contas. 
*O inciso I do Parágrafo único do Art. 49º foi incluído pela Lei nº 
5.942, de 15 de janeiro de 1996. 
II - de um para outro setor, na mesma unidade administrativa. 
*O inciso II do Parágrafo único do Art. 49º foi incluído pela Lei 
nº 5.942, de 15 de janeiro de 1996. 
Art. 50º A redistribuição é o deslocamento do servidor, com o 
respectivo cargo ou função, para o quadro de outro órgão ou enti- 
dade do mesmo Poder, sempre no interesse da Administração. 
§1º A redistribuição será sempre ex-officio, ouvidos os respecti- 
vos órgãos ou entidades interessados na movimentação. 
*Incluído pela Lei nº 5.942, de 15 de janeiro de 1996. 
§2º A redistribuição dar-se-á exclusivamente para o ajustamen- 
to do quadro de pessoal às necessidades dos serviços, inclusive nos 
casos de reorganização, extinção ou criação de órgão ou entidade. 
*Incluído pela Lei nº 5.942, de 15 de janeiro de 1996. 
§3º Nos casos de extinção de órgão ou entidade, os servidores 
estáveis que não puderam ser redistribuídos, na forma deste artigo, 
serão colocados em disponibilidade até seu aproveitamento. 
*Incluído pela Lei nº 5.942, de 15 de janeiro de 1996. 
*O Art. 50º foi alterado pela Lei nº 5.942, de 15 de janeiro de 
1996. 
 
CAPÍTULO VI 
DA REVERSÃO 
 
Art. 51º Reversão é o retorno à atividade de servidor aposen- 
tado: 
I - por incapacidade permanente, quando, por junta médica ofi- 
cial, foram declarados insubsistentes os motivos da aposentadoria; 
ou 
*O inciso I do Art. 51º foi incluído pela Lei nº 8.975, de 13 de 
janeiro de 2020. 
II - voluntariamente, a pedido, desde que haja interesse da Ad- 
ministração devidamente fundamentado e a aposentadoria tenha 
ocorrido nos cinco anos anteriores à solicitação. 
*O inciso II do Art. 51º foi incluído pela Lei nº 8.975, de 13 de 
janeiro de 2020. 
§1º A reversão, ex-officio ou a pedido, dar-se-á no mesmo car- 
go ou no cargo resultante de sua transformação. 
§2º A reversão, a pedido, dependerá da existência de cargo 
vago. 
§3º Não poderá reverter o aposentado que já tiver alcançado o 
limite da idade para aposentadoria compulsória. 
*O Art. 51 foi alterado pela Lei nº 5.942, de 15 de janeiro de 
1996 
Art. 52º Será tornada sem efeito a reversão ex-officio, e cassa- 
da a aposentadoria do servidor que não tomar posse e entrar no 
exercício do cargo. 
 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
CAPÍTULO VII 
DO APROVEITAMENTO 
 
Art. 53º O aproveitamento é o reingresso, no serviço público, 
do servidor em disponibilidade, em cargo de natureza e padrão de 
vencimento correspondente ao que ocupava. 
Art. 54º O aproveitamento será obrigatório quando: 
I - restabelecido o cargo de cuja extinção decorreu a disponi- 
bilidade; 
II - deva ser provido cargo anteriormente declarado desneces- 
sário. 
Art. 55º Será tornado sem efeito o aproveitamento e cassada 
a disponibilidade de servidor que, aproveitado, não tomar posse e 
não entrar em exercício dentro do prazo legal. 
 
CAPÍTULO VIII 
DA READAPTAÇÃO 
 
Art. 56º Readaptação é a forma de provimento, em cargo mais 
compatível, pelo servidor que tenha sofrido limitação, em sua ca- 
pacidade física ou mental, verificada em inspeção médica oficial. 
§1º A readaptação ex-officio ou a pedido, será efetivada em 
cargo vago, de atribuições afins, respeitada 
a habilitação exigida. 
§2º A readaptação não acarretará diminuição ou aumento da 
remuneração. 
§3º Ressalvada a incapacidade definitiva para o serviço público, 
quando será aposentado, é direito do servidor renovar pedido de 
readaptação. 
 
CAPÍTULO IX 
DA RECONDUÇÃO 
 
Art. 57º Recondução é o retorno do servidor estável ao cargo 
anteriormente ocupado e decorrerá de: 
I - inabilitação em estágio probatório relativo a outro cargo; 
II - reintegração do anterior ocupante. 
Parágrafo único. Encontrando-se provido o cargo de origem, o 
servidor será aproveitado em outro, observado o que dispõe a pre- 
sente lei nos casos de disponibilidade e aproveitamento. 
 
CAPÍTULO X 
DA VACÂNCIA 
 
Art. 58º A vacância do cargo decorrerá de: 
I – exoneração; 
II – demissão; 
III – promoção; 
IV – aposentadoria; 
V – readaptação; 
VI – falecimento; 
VII – transferência; 
VIII – destituição. 
Parágrafo único. A vaga ocorrerá na data: 
I - do falecimento; 
II - da publicação do decreto que exonerar, demitir, promover, 
aposentar, readaptar, transferir, destituir e da posse em outro cargo 
inacumulável. 
Art. 59º A exoneração de cargo efetivo dar-se-á a pedido do 
servidor ou de ofício. 
Parágrafo único. A exoneração de ofício dar-se-á: 
I - quando não satisfeitas as condições do estágio probatório; 
II - quando, tendo tomado posse, o servidor não entrar em 
exercício no prazo legal. 
Art. 60º A exoneração de cargo em comissão dar-se-á: 
I - a juízo da autoridade competente; 
II - a pedido do próprio servidor. 
Art. 61º A vacância de função gratificada dar-se-á por dispensa, 
a pedido ou de ofício, ou por destituição. 
Art. 62º Na vacância do cargo de titular de Autarquia ou Funda- 
ção Pública, poderá o mesmo ser provido com a nomeação tempo- 
rária, ressalvado no ato de provimento o disposto no art. 92, XX da 
Constituição do Estado. 
 
TÍTULO III 
DOS DIREITOS E VANTAGENS 
 
CAPÍTULO I 
DA DURAÇÃO DO TRABALHO 
 
Art. 63º A duração da jornada diária de trabalho será de 6(seis) 
horas ininterruptas, salvo as jornadas especiais estabelecidas em 
lei. 
§1º Nas atividades de atendimento público que exijam jornada 
superior, serão adotados turnos de revezamento. 
§2º A duração normal da jornada, em caso de comprovada ne- 
cessidade, poderá ser antecipada ou prorrogada pela administra- 
ção. 
Art. 64º A frequência será apurada diariamente: 
I - pelo ponto de entrada e saída; 
II - pela forma determinada quanto aos servidores cujas ativida- 
des sejam permanentemente exercidas externamente, ou que, por 
sua natureza, não possam ser mensuradas por unidade de tempo. 
Art. 65º Na antecipação ou prorrogação da duração da jornada 
de trabalho, será também remunerado o trabalho suplementar, na 
forma prevista neste Estatuto. 
Art. 66º O servidor ocupante de cargo comissionado, indepen- 
dentemente de jornada de trabalho, atenderá às convocações de- 
correntes da necessidade do serviço de interesse da Administração. 
 
CAPÍTULO II 
DA ESTABILIDADE 
 
Art. 67º O servidor habilitado em concurso público e empossa- 
do em cargo de provimento efetivo, adquirirá estabilidade noservi- 
ço público ao completar 2 (dois) anos de efetivo exercício. 
Art. 68º O servidor estável só perderá o cargo em virtude de 
sentença judicial transitada em julgado, ou de processo administra- 
tivo disciplinar no qual lhe seja assegurada ampla defesa. 
Art. 69º É vedada a exoneração, a suspensão ou a demissão de 
servidor sindicalizado, a partir do registro da candidatura a cargo de 
direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, 
até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave, 
devidamente apurada em processo administrativo. 
 
CAPÍTULO III 
DO TEMPO DE SERVIÇO 
 
Art. 70º Considera-se como tempo de serviço público o exclu- 
sivamente prestado à União, Estados, Distrito Federal, Municípios, 
Autarquias e Fundações instituídas ou mantidas pelo Poder Público. 
§1º Constitui tempo de serviço público, para todos os efeitos 
legais, salvo para estabilidade, o anteriormente prestado pelo ser- 
vidor, qualquer que tenha sido a forma de admissão ou de paga- 
mento. 
§2º Para efeito de aposentadoria e disponibilidade é assegu- 
rada, ainda, a contagem do tempo de contribuição financeira dos 
sistemas previdenciários, segundo os critérios estabelecidos em lei. 
 
 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
Art. 71º A apuração do tempo de serviço será feita em dias. 
§1º O número de dias será convertido em anos, considerados 
sempre como de 365 (trezentos e sessenta e cinco) dias. 
§2º Para efeito de aposentadoria, feita a conversão, os dias res- 
tantes, até 182, não serão computados, arredondando-se para um 
ano quando excederem a esse número. 
Art. 72º Considera-se como de efetivo exercício, para todos os 
fins, o afastamento decorrente de: 
I – férias; 
II - casamento, até 8 (oito) dias; 
III - falecimento do cônjuge, companheira ou companheiro, pai, 
mãe, filhos e irmãos, até 8 (oito) dias; 
IV -serviços obrigatórios por lei; 
V - desempenho de cargo ou emprego em órgão da adminis- 
tração direta ou indireta de Municípios, Estados, Distrito Federal e 
União, quando colocado regularmente à disposição; 
VI - missão oficial de qualquer natureza, ainda que sem venci- 
mento, durante o tempo da autorização ou designação; 
VII - estudo, em área do interesse do serviço público, durante o 
período da autorização; 
VIII - processo administrativo, se declarado inocente; 
IX - desempenho de mandato eletivo, exceto para promoção 
por merecimento; 
X - participação em congressos ou outros eventos culturais, 
esportivos, técnicos, científicos ou sindicais, durante o período au- 
torizado. 
XI – licença-prêmio; 
XII - licença maternidade com a duração de cento e oitenta dias; 
XIII – licença-paternidade; 
XIV - licença para tratamento de saúde; 
XV - licença por motivo de doença em pessoa da família; 
XVI - faltas abonadas, no máximo de 3 (três) ao mês; 
XVII - doação de sangue, 1 (um) dia; 
XVIII - desempenho de mandato classista. 
XIX - - folgas premiais, até o máximo de 3 (três) dias por ano. 
§1º Será contado em dobro o tempo de serviço prestado às 
Forças Armadas em operações de guerra. 
§2º As férias e a licença-prêmio serão contadas em dobro para 
efeito de aposentadoria a partir da expressa renúncia do servidor. 
*O inciso III, do Art. 72º foi alterado pela Lei nº 5.995, de 02 de 
setembro de 1996. 
*O inciso XII do Art. 72º foi alterado pela Lei nº 7.267, de 05 de 
maio de 2009 
*O inciso XIX foi incluído pela Lei nº 9.370, de 03 de dezembro 
de 2021. 
Art. 73º É vedada a contagem acumulada de tempo de servi- 
ço simultaneamente prestado em mais de um cargo, emprego ou 
função. 
Parágrafo único. Em regime de acumulação legal, o Estado não 
contará o tempo de serviço do outro cargo ou emprego, para o re- 
conhecimento de vantagem pecuniária. 
 
CAPÍTULO IV 
DAS FÉRIAS 
 
Art. 74º O servidor, após cada 12 (doze) meses de exercício ad- 
quire direito a férias anuais, de 30 (trinta) dias consecutivos. 
§1º É vedado levar, à conta das férias, qualquer falta ao serviço. 
§2º As férias somente são interrompidas por motivo de calami- 
dade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço militar 
ou eleitoral, ou por motivo de superior interesse público; podendo 
ser acumuladas, pelo prazo máximo de dois anos consecutivos. 
§3º O disposto neste artigo se estende aos Secretários de Es- 
tado. 
*O §3º do Art. 74º foi incluído pela Lei nº 6.161, de 25 de no- 
vembro de 1998. 
Art. 75º As férias serão de: 
I - 30 (trinta) dias consecutivos, anualmente; 
II - 20 (vinte) dias consecutivos, semestralmente, para os ser- 
vidores que operem, direta e permanentemente, com Raios X ou 
substâncias radioativas. 
Art. 76º Durante as férias, o servidor terá direito a todas as van- 
tagens do exercício do cargo. 
§1º As férias serão remuneradas com um terço a mais do que 
a remuneração normal, pagas antecipadamente, independente de 
solicitação. 
§2º VETADO 
§3º O servidor exonerado do cargo efetivo, ou em comissão, 
perceberá indenização relativa ao período das férias a que tiver di- 
reito e ao incompleto, na proporção de um doze avos por mês de 
efetivo exercício, ou fração superior a quatorze dias. 
*O §3º do Art. 76º foi incluído pela Lei nº 7.391, de 07 de abril 
de 2010. 
§ 4º. A indenização será calculada com base na remuneração 
do mês em que ocorrer a exoneração. 
*O §4º do Art. 76º foi incluído pela Lei nº 7.391, de 07 de abril 
de 2010. 
*O Art. 76º foi alterado pela Lei nº 7.391, de 07 de abril de 
2010. 
 
CAPÍTULO V 
DAS LICENÇAS 
SEÇÃO I 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 77º O servidor terá direito à licença: 
I - para tratamento de saúde; 
II - por motivo de doença em pessoa da família; 
III – maternidade; 
IV – paternidade; 
V - para o serviço militar e outras obrigações previstas em lei; 
VI - para tratar de interesse particular; 
VII - para atividade política ou classista, na forma da lei; 
VIII - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro; 
IX - a título de prêmio por assiduidade. 
§1º As licenças previstas nos incisos I e II dependerão de inspe- 
ção médica, realizada pelo órgão competente. 
§2º Ao servidor ocupante de cargo em comissão não serão con- 
cedidas as licenças previstas nos incisos VI, VII e VIII. 
§3º A licença - da mesma espécie - concedida dentro 60 (ses- 
senta) dias, do término da anterior, será considerada como prorro- 
gação. 
§4º Expirada a licença, o servidor assumirá o cargo no primeiro 
dia útil subsequente. 
§5º O servidor não poderá permanecer em licença da mesma 
espécie por período superior a 24 (vinte e quatro) meses, salvo os 
casos previstos nos incisos V, VII e VIII. 
Art. 78º A licença poderá ser prorrogada de ofício ou mediante 
solicitação. 
§1º O pedido de prorrogação deverá ser apresentado pelo me- 
nos 8 (oito) dias antes de findo o prazo. 
§2º O disposto neste artigo não se aplica às licenças previstas 
no art. 77, incisos III, IV, VI e IX. 
Art. 79º É vedado o exercício de atividade remunerada durante 
o período das licenças previstas nos incisos I e II do art. 77. 
Art. 80º O servidor notificado que se recusar a submeter-se à 
inspeção médica, quando julgada necessária, terá sua licença can- 
celada automaticamente. 
 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
SEÇÃO II 
DA LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE 
 
Art. 81º A licença para tratamento de saúde será concedida a 
pedido ou de ofício, com base em inspeção médica, realizada pelo 
órgão competente, sem prejuízo da remuneração. 
Parágrafo único. Sempre que necessário, a inspeção médica 
será realizada na residência do servidor ou no estabelecimento hos- 
pitalar onde se encontrar internado. 
Art. 82º A licença superior a 60 (sessenta) dias só poderá ser 
concedida mediante inspeção realizada por junta médica oficial. 
§1º Em casos excepcionais, a prova da doença poderá ser fei- 
ta por atestado médico particular se, a juízo da administração, for 
inconveniente ou impossível a ida da junta médica à localidade de 
residência do servidor. 
§2º Nos casos referidos no§ anterior, o atestado só produzirá 
efeito depois de homologado pelo serviço médico oficial do Estado. 
§3º Verificando-se, a qualquer tempo, ter ocorrido má-fé na 
expedição do atestado ou do laudo, a administração promoverá a 
punição dos responsáveis. 
Art. 83º Findo o prazo da licença, o servidor será submetido 
à nova inspeção médica, que concluirá pela volta ao serviço, pela 
prorrogação da licença ou pela aposentadoria. 
Art. 84º O atestado e o laudo da junta médica não se referirão 
ao nome ou natureza da doença, salvo quando se tratar de lesões 
produzidas por acidente em serviço e doença profissional. 
 
SEÇÃO III 
DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍ- 
LIA 
 
Art. 85º Poderá ser concedida licença ao servidor por motivo 
de doença do cônjuge, companheiro ou companheira, padrasto ou 
madrasta; ascendente, descendente, enteado, menor sob guarda, 
tutela ou adoção, e colateral consangüíneo ou afim até o segundo 
grau civil, mediante comprovação médica. 
Parágrafo único. Nas hipóteses de tutela, guarda e adoção, de- 
verá o servidor instruir o pedido com documento legal comproba- 
tório de tal condição. 
Art. 86º A licença para tratamento de saúde em pessoa da fa- 
mília será concedida: 
I - com remuneração integral, no primeiro mês; 
II - com 2/3 (dois terços) da remuneração, quando exceder de 
1 (um) até 6 (seis) meses; 
III - com 1/3 (um terço) da remuneração quando exceder a 6 
(seis) meses até 12 (doze) meses; 
IV - sem remuneração, a partir do 12°. (décimo segundo) e até 
o 24°. (vigésimo quarto) mês. 
Parágrafo único. O órgão oficial poderá opinar pela concessão 
da licença pelo prazo máximo de 30 (trinta) dias, renováveis por 
períodos iguais e sucessivos, até o limite de 2 (dois) anos. 
Art. 87º Nos mesmos parâmetros do artigo anterior será conce- 
dida licença para o pai, a mãe, ou responsável legal de excepcional 
em tratamento. 
 
SEÇÃO IV 
DAS LICENÇAS MATERNIDADE E PATERNIDADE 
 
Art. 88º Será concedida licença à servidora gestante, por cento 
e oitenta dias consecutivos, sem prejuízo de remuneração. 
§1º A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de 
gestação, salvo antecipação por prescrição médica. 
§2º No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a 
partir do parto. 
§4º O benefício previsto no caput deste artigo alcançará a ser- 
vidora que já se encontre no gozo da referida licença. 
*O §4º do Art. 88º foi incluído pela Lei nº 7.267, de 05 de maio 
de 2009. 
Art. 89º Para amamentar o próprio filho, até a idade de 6 (seis) 
meses, a servidora lactante terá direito, durante a jornada de traba- 
lho, a uma hora de descanso, que poderá ser parcelada em 2 (dois) 
períodos de meia hora. 
Art. 90º À servidora que adotar ou obtiver a guarda judicial de 
criança até 1 (um) ano de idade, serão concedidos 90 (noventa) dias 
de licença remunerada. 
Parágrafo único. No caso de adoção ou guarda judicial de crian- 
ça com mais de 1 (um) ano de idade, o prazo de que trata este artigo 
será de 30 (trinta) dias. 
Art. 91º Ao servidor será concedida licença-paternidade de 20 
(vinte) dias consecutivos, mediante a apresentação do registro civil, 
retroagindo o afastamento à data do nascimento. 
§1º Será concedida a licença de que trata o caput deste artigo 
em caso de adoção ou de obtenção de guarda judicial para fins de 
adoção. 
§2º Na hipótese de adoção, deverá ser apresentada a sentença 
constitutiva do vínculo ou o registro civil constando da filiação o 
nome do servidor, sendo esse o marco inicial da licença. 
§3º Os documentos comprobatórios da paternidade, exigidos 
no §2° deste artigo, devem estar acompanhados de certidão que 
prove o trânsito em julgado da sentença judicial de adoção, em con- 
formidade com o §7° do art. 47 da Lei Federal n° 8.069, de 13 de 
julho de 1990. 
§4º Tratando-se de guarda judicial para fins de adoção, deverá 
o servidor apresentar o respectivo termo outorgado pelo Juízo com- 
petente, retroagindo o início da licença à data de expedição desse 
termo ou de documento equivalente. 
§5º Fica garantido o benefício previsto no caput deste artigo ao 
servidor que já se encontre em gozo de licença-paternidade. 
*O Art. 91º foi alterado pela Lei nº 9.348, de 18 de novembro 
de 2021. 
 
SEÇÃO V 
DA LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR E OUTRAS OBRIGATÓ- 
RIAS POR LEI 
 
Art. 92º O servidor será licenciado, quando: 
a) convocado para o serviço militar na forma e condições esta- 
belecidas em lei; 
b) requisitado pela Justiça Eleitoral; 
c) sorteado para o trabalho do Júri; 
d) em outras hipóteses previstas em legislação federal especí- 
fica; 
Parágrafo único. Concluído o serviço militar, o servidor terá até 
30 (trinta) dias, sem remuneração, para reassumir o exercício do 
cargo. 
 
SEÇÃO VI 
DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES 
 
Art. 93º A critério da administração, poderá ser concedida ao 
servidor estável, licença para o trato de assuntos particulares, pelo 
prazo de até 2 (dois) anos consecutivos, sem remuneração. 
§1º A licença poderá ser interrompida, a qualquer tempo, a pe- 
dido do servidor ou no interesse do serviço. 
§2º Não se concederá nova licença antes de decorrido 2 (dois) 
anos do término da anterior. 
 
 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
SEÇÃO VII 
DA LICENÇA PARA ATIVIDADE POLÍTICA OU CLASSISTA 
 
Art. 94º O servidor terá direito à licença para atividade política, 
obedecido o disposto na legislação federal específica. 
Parágrafo único. Ao servidor investido em mandato eletivo apli- 
cam-se as seguintes disposições: 
I - tratando-se de mandato federal ou estadual ficará afastado 
do cargo ou função; 
II - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo ou 
função, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração; 
III - investido no mandato de Vereador: 
a) havendo compatibilidade de horário, perceberá as vanta- 
gens de seu cargo, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo; 
b) não havendo compatibilidade de horários, será afastado do 
cargo, sendo-lhe facultado optar pela sua remuneração. 
Art. 95º É assegurado ao servidor o direito à licença para de- 
sempenho de mandato em confederação, federação, sindicato re- 
presentativo da categoria, associação de classe de âmbito local e/ 
ou nacional, sem prejuízo de remuneração do cargo efetivo. 
§1º Somente poderão ser licenciados os servidores eleitos para 
cargos de direção ou representação nas referidas entidades, até o 
máximo de quatro por entidade constituída em conformidade com 
o art. 5°,inciso LXX, alínea “b”, da Constituição Federal. 
§2º A licença terá duração igual ao mandato, podendo ser pror- 
rogada, no caso de reeleição, por uma única vez. 
§3º O período de licença de que trata esse artigo será contado 
para todos os feitos legais, exceto para a promoção por merecimen- 
to. 
*O Art. 95º foi alterado pela pela Lei nº 6.891, de 13 de julho 
de 2006. 
*O Art. 95º foi alterado pela pela Lei nº 8.975, de 13 de janeiro 
de 2020. 
 
SEÇÃO VIII 
DA LICENÇA PARA ACOMPANHAR CÔNJUGE 
 
Art. 96º Ao servidor estável, será concedida licença sem remu- 
neração, quando o cônjuge ou companheiro, servidor civil ou mili- 
tar: 
I - assumir mandato conquistado em eleição majoritária ou 
proporcional para exercício de cargo em local diverso do da lotação 
do acompanhante; 
II - for designado para servir fora do Estado ou no exterior. 
Art. 97º A licença será concedida pelo prazo da duração do 
mandato, ou nos demais casos por prazo indeterminado. 
§1º A licença será instruída com a prova da eleição, posse ou 
designação. 
§2º Na hipótese do deslocamento de que trata este artigo, o 
servidor poderá ser lotado, provisoriamente, em repartição da Ad- 
ministração Estadual direta, autárquica ou fundacional, desde que 
para o exercício de atividade compatível com o seu cargo. 
 
SEÇÃO IX 
DA LICENÇA-PRÊMIO 
 
Art. 98º Após cada triênio ininterrupto de exercício, o servidor 
fará jus à licença de 60 (sessenta) dias, sem prejuízo da remunera- 
ção e outras vantagens.Art. 99º A licença será: 
I - a requerimento do servidor: 
a) gozada integralmente, ou em duas parcelas de 30 (trinta) 
dias; 
b) convertida integralmente em tempo de serviço, contado em 
dobro; 
c) VETADO 
II - convertida, obrigatoriamente, em remuneração adicional, 
na aposentadoria ou falecimento, sempre que a fração de tempo 
for igual ou superior a 1/3 (um terço) do período exigido para o gozo 
da licençaprêmio. 
Parágrafo único. Decorridos 30 (trinta) dias do pedido de licen- 
ça, não havendo manifestação expressa do Poder Público, é permi- 
tido ao servidor iniciar o gozo de sua licença. 
Art. 100º Para os efeitos da assiduidade, não se consideram 
interrupção do exercício os afastamentos enumerados no art. 72. 
 
SEÇÃO X 
DAS FOLGAS PREMIAIS 
 
Art. 100-Aº Serão concedidas ao servidor folgas premiais pela 
realização facultativa de cursos de qualificação, até o máximo de 3 
(três) dias por ano. 
Art. 100-Bº As folgas premiais serão concedidas aos servidores 
públicos civis estaduais que participarem facultativamente de cur- 
sos de qualificação relacionados com as áreas específicas de atua- 
ção no órgão/entidade de lotação. 
§1º As folgas premiais serão concedidas de acordo com a soma 
de horas curso realizadas pelo servidor no decorrer de cada ano civil 
e usufruídas no ano subsequente, de acordo com a seguinte relação: 
I - 100 (cem) horas ou mais de curso correspondem a 03 (três) 
dias de folgas premiais; 
II - entre 61 (sessenta e um) e 99 (noventa e nove) horas de 
curso correspondem a 02 (dois) dias de folgas premiais; 
III - entre 30 (trinta) e 60 (sessenta) horas correspondem a 01 
(um) dia de folga premial. 
§2º A chefia imediata poderá autorizar o afastamento do ser- 
vidor para a participação em cursos que ocorram durante o expe- 
diente de trabalho, de forma excepcional e desde que não ofereça 
prejuízos à continuidade dos serviços prestados. 
§3º Em caso de rompimento do vínculo do servidor com a Ad- 
ministração Pública ou de afastamento que impossibilite a conces- 
são do benefício no ano correspondente, é vedado o acúmulo para 
o ano subsequente ou qualquer indenização. 
Art. 100-Cº O disposto nesta seção não se aplica aos afasta- 
mentos previstos nos arts. 26 e 27 desta Lei 
*A Seção X foi incluída pela Lei nº 9.370, de 03 de dezembro 
de 2021. 
 
CAPÍTULO VI 
DO DIREITO DE PETIÇÃO 
 
Art. 101º É assegurado ao servidor: 
I - o direito de petição em defesa de direitos ou contra ilegali- 
dade ou abuso de poder; 
II - a obtenção de certidões em defesa de direitos e esclareci- 
mento de situações de interesse pessoal. 
Art. 102º O direito de peticionar abrange o requerimento, a re- 
consideração e o recurso. 
Parágrafo único. Em qualquer das hipóteses, o prazo para deci- 
dir será de 30 (trinta) dias; não havendo a autoridade competente, 
prolatado a decisão, considerar-se-á como indeferida a petição. 
Art. 103º O requerimento será dirigido à autoridade compe- 
tente para decidir sobre ele e encaminhá-lo à que estiver imediata- 
mente subordinado o requerente. 
Art. 104º Cabe pedido de reconsideração à autoridade que 
houver expedido o ato ou proferido a primeira decisão, não poden- 
do ser renovado. 
Art. 105º Caberá recurso: 
I - do indeferimento do pedido de reconsideração; 
 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
II - das decisões sobre os recursos sucessivamente interpostos. 
§1º O recurso será dirigido à autoridade imediatamente supe- 
rior à que tiver expedido o ato ou proferido a decisão, e, sucessiva- 
mente, em escala ascendente, às demais autoridades. 
§2º O recurso será encaminhado por intermédio da autoridade 
à que estiver imediatamente subordinado o requerente. 
Art. 106º O prazo para interposição de pedido de reconsidera- 
ção ou de recurso é de 30 (trinta) dias, a contar da publicação ou da 
ciência, pelo interessado, da decisão recorrida. 
Art. 107º O recurso quando tempestivo terá efeito suspensivo 
e interrompe a prescrição. 
Parágrafo único. Em caso de provimento do pedido de reconsi- 
deração ou do recurso, os efeitos da decisão retroagirão à data do 
ato impugnado. 
Art. 108º O direito de requerer prescreve: 
I - em 5 (cinco) anos, quanto aos atos de demissão e de cassa- 
ção de aposentadoria ou disponibilidade, ou que afetem interesse 
patrimonial e créditos resultantes das relações funcionais; 
II - em 120 (cento e vinte) dias, nos demais casos, salvo quando 
outro prazo por fixado em lei. 
Parágrafo único. O prazo de prescrição será contado da data da 
publicação do ato impugnado ou da data da ciência pelo interessa- 
do, quando o ato não for publicado. 
Art. 109º Para o exercício do direito de petição, é assegurada 
vista do processo ou documento, na repartição, ao servidor ou a 
procurador por ele constituído. 
Parágrafo único. Os prazos contam-se continuamente a partir 
da publicação ou ciência do ato, excluído o dia do começo e incluin- 
do o do vencimento. 
 
CAPÍTULO VII 
DA APOSENTADORIA 
 
*O Capítulo VII do Título II foi revogado pela Lei nº 8.975 de 13 
de janeiro de 2020 
 
CAPÍTULO VIII 
DOS DIREITOS E VANTAGENS FINANCEIRAS 
SEÇÃO I 
DO VENCIMENTO E DA REMUNERAÇÃO 
 
Art. 116º O vencimento é a retribuição pecuniária mensal devi- 
da ao servidor, correspondente ao padrão fixado em lei. 
Parágrafo único. Nenhum servidor receberá, a título de venci- 
mento, importância inferior ao salário mínimo. 
Art. 117º A revisão geral dos vencimentos dos servidores civis 
será feita, pelo menos, nos meses de abril e outubro, com vigência 
a partir desses meses. 
Parágrafo único. Abonos e antecipação, à conta da revisão, fi- 
cam condicionados ao limite de despesas, definido na Lei de Dire- 
trizes Orçamentárias. 
Art. 118º Remuneração é o vencimento acrescido das demais 
vantagens de caráter permanente, atribuídas ao servidor pelo exer- 
cício do cargo público. 
Parágrafo único. As indenizações, auxílios e demais vantagens, 
ou gratificações de caráter eventual não integram a remuneração. 
Art. 119º Proventos são rendimentos atribuídos ao servidor em 
razão da aposentadoria ou disponibilidade. 
Art. 120º O vencimento, a remuneração e os proventos não se- 
rão objeto de arresto, sequestro ou penhora, exceto nos casos de 
prestação de alimentos resultante de decisão judicial. 
Art. 121º A remuneração do servidor não excederá, no âmbito 
do respectivo Poder, os valores percebidos como remuneração, em 
espécie, a qualquer título, pelos Deputados Estaduais, Secretários 
de Estado e Desembargadores. 
 
§1º Entre o maior e o menor vencimento, a relação de valores 
será de um para vinte. 
§2º No Ministério Público, o limite máximo é o valor percebido 
como remuneração, em espécie, a qualquer título, pelos Procura- 
dores de Justiça. 
§3º Os acréscimos pecuniários, percebidos pelo servidor pú- 
blico, não serão computados nem acumulados, para fins de con- 
cessão de acréscimos ulteriores, sob o mesmo título ou idêntico 
fundamento. 
*O Art. 122º foi revogado pela Lei nº 7.071, de 24 de dezembro 
de 2007. 
Art. 123º O 13° (décimo terceiro) salário será pago com base na 
remuneração ou proventos integrais do mês de dezembro. 
§1º O 13° (décimo terceiro) salário corresponderá a um doze 
avos por mês de serviço, e a fração igual ou superior a 15 (quinze) 
dias será considerada como mês integral. 
§2º Na exoneração e na demissão, o 13° (décimo terceiro) salá- 
rio será pago no mês dessas ocorrências. 
Art. 124º O servidor perderá: 
I - no caso de ausência e impontualidade: 
a) o vencimento ou remuneração do dia, quando não compa- 
recer ao serviço; 
b) VETADO 
I - metade da remuneração na hipótese de suspensão discipli- 
nar convertida em multa; 
III - o vencimento, a remuneração, ou parte deles, nos demais 
casos previstos nesta lei. Parágrafo único. 
As faltas ao serviço, em razão de causa relevante, poderão ser 
abonadas pelo titular do órgão, quando requerido abono no dia útil 
subsequente, obedecido o disposto no art. 72, inciso XVI. 
Art. 125º As reposições devidas e asindenizações por prejuízos 
que o servidor causar, poderão ser descontadas em parcelas men- 
sais monetariamente corrigidas, não excedentes à décima parte da 
remuneração ou provento. 
Parágrafo único. A faculdade de reposição ou indenização par- 
celadas não se estende ao servidor exonerado, demitido ou licen- 
ciado sem vencimento. 
Art. 126. As consignações em folha de pagamento, para efeito 
de desconto, não poderão, as facultativas, exceder a 40% (quarenta 
por cento) da remuneração bruta, assim entendido o montante cal- 
culado na forma do art. 118 desta Lei. 
Parágrafo único. No caso de aplicação de redutor constitucio- 
nal, a base de cálculo não compreenderá, para efeito de descontos 
facultativos, o montante que sobejar ao limite imposto pela norma. 
* Artigo 126 teve sua redação alterada pela Lei nº 9.659, de 
1º de julho de 2022, publicada no DOE Nº 35.031, de 1º/07/2022. 
Art. 126-A. As consignações em folha de pagamento são com- 
pulsórias e facultativas. 
§ 1º São consideradas contribuições compulsórias: 
I - contribuições devidas em razão da condição do servidor de 
segurado obrigatório do Regime de Previdência Estadual e do Regi- 
me Geral de Previdência Social, na forma da lei; 
II - imposto sobre o rendimento do trabalho, na forma da lei; 
III - pensões alimentícias fixadas ou homologadas judicialmen- 
te; 
IV - restituições e indenizações ao Erário, na forma da lei; 
V - reembolso de benefícios e auxílios prestados aos servidores 
e pela Administração Pública Estadual, na forma da lei; 
VI - pagamentos de decisões judiciais, nos termos da lei; e 
VII - contribuição para plano de saúde em favor de entidade 
administradora de planos de saúde do Estado, caso o servidor tenha 
manifestado sua opção pela adesão como segurado ao plano. 
§ 2º São admitidas como consignações facultativas, dentre ou- 
tras: 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
 
I - contribuições mensais decorrentes da condição de associa- 
do, destinadas à manutenção de entidades de classe, associações 
ou clubes constituídos por servidores públicos; 
II - contribuições de servidores estaduais filiados a partido po- 
lítico; 
III - mensalidade instituída para entidades sindicais representa- 
tivas de servidores públicos estaduais; 
IV - contribuição para plano de saúde em favor de entidade ad- 
ministradora de planos de saúde; 
V - contribuição para plano de previdência em favor de entida- 
de fechada ou aberta de previdência complementar, prevista na Lei 
Complementar Federal nº 108, de 29 de maio de 2001, bem como 
seguradora que opera no ramo de seguro de vida e previdência, 
autorizada pelo órgão regulador competente; 
VI - prêmio de seguro de vida coberto por seguradora que ope- 
ra no ramo de seguro de vida e previdência, autorizada pelo órgão 
regulador competente; 
VII - prestação referente a imóvel adquirido de entidade finan- 
ciadora oficial, destinado à residência de servidores públicos civis; 
VIII - contribuições instituídas para entidades beneficentes; 
IX - prestação para amortização de empréstimo concedido por 
instituição financeira ou cooperativa de crédito constituída de acor- 
do com a Lei Federal nº 5.764, de 16 de dezembro de 1971, autori- 
zada pelo Banco Central, bem como por entidade aberta de previ- 
dência complementar e seguradora que opera no ramo de seguro 
de vida, autorizada pelo órgão regulador competente; 
X - pensão alimentícia voluntária, consignada em favor de de- 
pendente que conste dos assentamentos funcionais; e 
XI - contribuições para os fundos públicos de saúde e assistên- 
cia. 
* Artigo 126-A foi acrescido a esta legislação através da Lei 
nº 9.659, de 1º de julho de 2022, publicada no DOE Nº 35.031, de 
1º/07/2022. 
 
SEÇÃO II 
GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ SECRETARIA DE ESTADO DE 
MEIO AMBIENTE E SUSTENTABILIDADE DAS VANTAGENS 
 
Art. 127º Além do vencimento, o servidor poderá perceber as 
seguintes vantagens: 
I – adicionais; 
II – gratificações; 
III – diárias; 
IV - ajuda de custo; 
V – salário-família; 
VI – indenizações; 
VII - outras vantagens e concessões previstas em lei. 
Parágrafo único. Excetuados os casos expressamente previstos 
neste artigo, o servidor não poderá perceber, a qualquer título ou 
forma de pagamento, nenhuma outra vantagem financeira. 
 
SEÇÃO III 
DOS ADICIONAIS 
 
Art. 128º Ao servidor serão concedidos adicionais: 
I - pelo exercício do trabalho em condições penosas, insalubres 
ou perigosas; 
II - pelo exercício de cargo em comissão ou função gratificada; 
III - por tempo de serviço. 
Art. 129º O adicional pelo exercício de atividades penosas, in- 
salubres ou perigosas será devido na forma prevista em lei federal. 
Parágrafo único. Os adicionais de insalubridade, periculosida- 
de, ou pelo exercício em condições penosas são inacumuláveis e o 
seu pagamento cessará com a eliminação das causas geradoras, não 
se incorporando ao vencimento, sob nenhum fundamento. 
*O Art. 130º foi revogado pela Lei Complementar nº 44 de 23 de 
janeiro de 2003. 
Art. 131º O adicional por tempo de serviço será devido por tri- 
ênios de efetivo exercício, até o máximo de 12 (doze). 
§1º Os adicionais serão calculados sobre a remuneração do car- 
go, nas seguintes proporções: 
I - aos três anos, 5%; 
II - aos seis anos, 5% - 10%; 
III - aos nove anos, 5% - 15%; 
IV - aos doze anos, 5% - 20%; 
V - aos quinze anos, 5% - 25%; 
VI - aos dezoito anos, 5% - 30%; 
VII - aos vinte e um anos, 5% - 35%; 
VIII - aos vinte e quatro anos, 5% - 40%; 
IX - aos vinte e sete anos, 5% - 45%; 
X - aos trinta anos, 5% - 50%; 
XI - aos trinta e três anos, 5% - 55%; 
XII - após trinta e quatro anos, 5% - 60%. 
§2º O servidor fará jus ao adicional a partir do mês em que 
completar o triênio, independente de solicitação. 
 
SEÇÃO IV 
DAS GRATIFICAÇÕES 
 
Art. 132º Ao servidor serão concedidas gratificações: 
I - pela prestação de serviço extraordinário; 
II - a título de representação; 
III - pela participação em órgão colegiado; 
IV - pela elaboração de trabalho técnico, científico ou de utili- 
dade para o serviço público; 
V - pelo regime especial de trabalho; 
VI - pela participação em comissão, ou grupo especial de tra- 
balho; 
VII - pela escolaridade; 
VIII - pela docência, em atividade de treinamento; 
IX - pela produtividade; 
X - pela interiorização; 
XI - pelo exercício de atividade na área de educação especial; 
XII - Pelo exercício da função. 
Parágrafo único. Os casos considerados como de efetivo exercí- 
cio pelo art. 72, excetuados os incisos V, 
IX e XVI não implicam a perda das gratificações previstas neste 
artigo, salvo a do inciso I. 
Art. 133º O serviço extraordinário será pago com acréscimo de 
50% (cinquenta por cento) em relação à hora normal de trabalho. 
(Vide Decreto nº 005, de 1995). 
§1º Somente será permitido serviço extraordinário para aten- 
der a situações excepcionais e temporárias, respeitado o limite má- 
ximo de 2 (duas) horas por jornada. 
§2º Será considerado serviço extraordinário aquele que exce- 
der, por antecipação ou prorrogação, à jornada normal diária de 
trabalho. 
§3º A prestação de serviço extraordinário não poderá exceder 
ao limite de 60 (sessenta) horas mensais, salvo para os servidores 
integrantes de categorias funcionais com horário diferenciados em 
legislação própria. 
Art. 134º O serviço noturno, prestado em horário compreendi- 
do entre 22 (vinte e duas) horas de um dia e 5(cinco) horas do dia 
seguinte, terá o valor-hora acrescido de 25% (vinte e cinco por cen- 
to) computando-se cada hora como 52 (cinqüenta e dois) minutos 
e 30 (trinta segundos). 
Parágrafo único. Em se tratando de serviço extraordinário, o 
acréscimo de que trata este artigo incidirá sobre a gratificação pre- 
vista no artigo anterior. 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
*O Art. 135º foi revogado pela pela Lei nº 8.745, de 14 de agos- 
to de 2018. 
Art. 136º A gratificação pela participação em órgão colegiado 
será fixada através de regulamento. 
Art. 137ºA gratificação por regime especial de trabalho é a 
retribuição pecuniária mensal destinada aos ocupantes dos cargos 
que, por sua natureza, exijam a prestação do serviço em tempo in- 
tegral ou de dedicação exclusiva. 
§1º As gratificações devidas aos funcionários convocados para 
prestarem serviço em regime de tempo integral ou de dedicação 
exclusiva obedecerão escala variável, fixada em regulamento, res- 
peitados os seguintes limites percentuais: 
a) pelo tempo integral, a gratificação variará entre 20% (vinte 
por cento) e 70% (setenta por cento) do vencimento atribuído ao 
cargo; (Regulamentado pelos Decretos nº 2.538, de 1994, nº 1.048, 
de 1996 e nº 4.000, de 2000) 
b) pela dedicação exclusiva, a gratificação variará entre 50% 
(cinqüenta por cento) e 100% (cem por cento) do vencimento atri- 
buído ao cargo. 
§2º A concessão da gratificação por regime especial de traba- 
lho, de que trata este artigo, dependerá, em cada caso, de ato ex- 
presso das autoridades referidas no art. 19 da presente lei. 
Art. 138º As gratificações por prestação de serviço extraordi- 
nário e por regime especial de trabalho excluem-se mutuamente. 
§1º Ao servidor sujeito ao regime de dedicação exclusiva é ve- 
dado o exercício de outro cargo ou emprego. 
§2º A gratificação, em regime de tempo integral, não se coadu- 
na com a mesma vantagem percebida em outro cargo, de qualquer 
esfera administrativa, exercido cumulativamente no serviço públi- 
co. 
Art. 139º A gratificação pela participação em comissão ou gru- 
po especial de trabalho e pela elaboração ou execução de trabalho 
técnico ou científico, em decorrência de formal designação ou auto- 
rização, será arbitrada previamente, não podendo exceder ao ven- 
cimento ou remuneração do servidor. (Vide Lei nº 4.573, de 1995 e 
Decretos nº 442, de 1995 e nº 390, de 2003). 
§1º O percentual da gratificação será fixado, considerando-se a 
duração da atividade e o vencimento ou remuneração do servidor, 
sendo idêntico para todos os membros quando se tratar de comis- 
são ou grupo de trabalho. 
§2º O pagamento da gratificação cessará na data da conclusão 
do trabalho, e esta não será incorporada à remuneração, sob ne- 
nhuma hipótese. 
§3º Não havendo concluído o trabalho no prazo fixado ou pror- 
rogado, o servidor fica obrigado a ressarcir mensalmente, no mes- 
mo percentual recebido, o valor da gratificação de que trata este 
artigo. 
§4º Esta gratificação não substitui nem impede o reconheci- 
mento do direito autoral, quando a atribuição não for inerente ao 
cargo. 
Art. 140º A gratificação de escolaridade, calculada sobre o ven- 
cimento, será devida nas seguintes proporções: 
I – VETADO 
II – VETADO 
III - na quantia correspondente a 80% (oitenta por cento), ao 
titular de cargo para cujo exercício a lei exija habilitação correspon- 
dente à conclusão do grau universitário. 
Art. 141º A gratificação pela docência, em atividade de treina- 
mento, será atribuída ao servidor, no regime hora-aula, desde que 
esta atividade não seja inerente ao exercício do cargo e seja desem- 
penhada fora da jornada normal de trabalho. 
Art. 142º A gratificação de produtividade destina-se a estimu- 
lar as atividades dos servidores ocupantes de cargos nas áreas de 
tributação, arrecadação e fiscalização fazendária, extensiva aos ser- 
vidores de apoio técnico operacional e administrativo da Secretaria 
de Estado da Fazenda, observados os critérios, prazos e percentuais 
previstos em regulamento. (Regulamentado pelo Decreto nº 2.595, 
de 1994). 
Art. 143º A gratificação de interiorização é devida aos servido- 
res que, tendo domicílio na região metropolitana de Belém, sejam 
lotados, transferidos, ou removidos para outros Municípios, en- 
quanto perdurar essa lotação ou movimentação. (Vide Lei nº 5.657, 
de 1991). 
Parágrafo único. A gratificação de interiorização será calculada 
sobre o valor do vencimento, não podendo exceder-lhe e será pro- 
porcional ao grau de dificuldade de acesso ao Município, observa- 
dos os percentuais fixados em regulamento. (Vide Lei nº 5.657, de 
1991). 
Art. 144º A gratificação de função será devida por encargo de 
chefia e outros que a lei determinar. 
 
SEÇÃO V 
DAS DIÁRIAS 
 
Art. 145º Ao servidor que, em missão oficial ou de estudos, 
afastar-se temporariamente da sede em que seja lotado, serão con- 
cedidas, além do transporte, diárias a título de indenização das des- 
pesas de alimentação, hospedagem e locomoção urbana. 
§1º A diária será concedida por dia de afastamento, sendo de- 
vida pela metade, quando o deslocamento não exigir pernoite fora 
da sede. 
§2º As diárias serão pagas antecipadamente e isentam o servi- 
dor da posterior prestação de contas. 
Art. 146º No arbitramento das diárias será considerado o local 
para o qual foi deslocado o funcionário. 
Art. 147º Não caberá a concessão de diárias, quando o desloca- 
mento do servidor constituir exigência permanente do cargo. 
Art. 148º O servidor que não se afastar da sede, por qualquer 
motivo, fica obrigado a restituir integralmente o valor das diárias e 
custos de transporte recebidos, no prazo de 05 (cinco) dias. 
Parágrafo único. Na hipótese de o servidor retornar à sede, no 
prazo menor do que o previsto para o seu afastamento, restituirá 
as diárias recebidas em excesso, no prazo previsto no caput deste 
artigo. 
Art. 149º Conceder-se-á indenização de transporte ao servidor 
que realizar despesas com a utilização de meio de locomoção, con- 
forme se dispuser em regulamento. 
 
SEÇÃO VI 
DAS AJUDAS DE CUSTO 
 
Art. 150º A ajuda de custo será concedida ao servidor que, no 
interesse do serviço público, passar a ter exercício em nova sede 
com mudança de domicílio. 
§1º A ajuda de custo destina-se a compensar o servidor pelas 
despesas realizadas com seu transporte e de sua família, compreen- 
dendo passagem, bagagem e bens pessoais. 
§2º Não será concedida ajuda de custo ao servidor que: 
a) afastar-se do cargo ou reassumi-lo em virtude do exercício 
ou término de mandato eletivo; 
b) for colocado à disposição de outro Poder, ou esfera de Go- 
verno; 
c) for removido ou transferido, a pedido. 
§3º À família do servidor que falecer na nova sede, serão asse- 
gurados ajuda de custo e transporte para a localidade de origem, 
dentro do prazo de 1 (um) ano, contado do óbito. 
Art. 151º Caberá, também, ajuda de custo ao servidor desig- 
nado para serviço ou estudo no exterior, a qual será arbitrada pela 
autoridade que efetuar a designação. 
 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
Art. 152º A ajuda de custo será calculada sobre a remuneração 
do servidor, conforme se dispuser em regulamento, não podendo 
exceder à importância correspondente a 3 (três) meses. (Regula- 
mentado pelo Decreto nº 411, de 1995). 
Art. 153º As ajudas de custo serão restituídas, quando: 
I - o servidor não se apresentar na nova sede no prazo de 30 
(trinta) dias; 
II - o servidor solicitar exoneração; 
III - a designação for tornada sem efeito. 
 
SEÇÃO VII 
DO SALÁRIO-FAMÍLIA 
 
*O Art. 154º foi revogado pela Lei Complementar nº 051 de 25 
de janeiro de 2006 
*O Art. 155º foi revogado pela Lei Complementar nº 051 de 25 
de janeiro de 2006. 
Art. 156º O salário-família é devido, a partir do início do exercí- 
cio do cargo e comprovação da dependência. 
Art. 157º O afastamento do cargo efetivo, sem remuneração, 
não acarreta a suspensão do pagamento do salário-família. 
Art. 158º Será suspenso definitivamente o pagamento do salá- 
rio-família quando: 
I - cessada a dependência; 
II - verificada a inexatidão dos documentos apresentados; 
III - um dos cônjuges já perceba esse direito. 
*O Art. 159º foi revogado pela Lei Complementar nº 44 de 23 
de janeiro de 2003. 
 
CAPÍTULO IX 
OUTRAS VANTAGENS E CONCESSÕES 
 
Art. 160º Além das demais vantagens previstas nesta lei, será 
concedido: 
I - Ao servidor: 
a) participação no Programa de Formação do Patrimônio do 
Servidor Público; 
b) vale-transporte, nos termos da Legislação Federal;c) auxílio-natalidade, correspondente a um salário mínimo, 
após a apresentação da certidão de nascimento para a inscrição do 
dependente; 
d) auxílio-doença, correspondente a um mês de remuneração, 
após cada período consecutivo de 6 (seis) meses de licença para 
tratamento de saúde; 
e) custeio do tratamento de saúde, quando laudo de junta mé- 
dica oficial atestar tratar-se de lesão produzida por acidente em ser- 
viço ou doença profissional; 
f) quando estudante, e mediante comprovação, regime de 
compensação para realização de provas e abono de faltas para exa- 
me vestibular; 
g) transporte ou indenização correspondente, quando licencia- 
do para tratamento de saúde, estando impossibilitado de locomo- 
ver-se, na forma do regulamento; 
h) seguro contra acidente de trabalho, para os que exerçam ati- 
vidades com risco de vida. 
II - Ao cônjuge, companheiro ou dependentes: 
a) custeio das despesas de translado do corpo, quando o ser- 
vidor, no desempenho de suas atribuições, falecer fora da sede do 
exercício; 
b) auxílio-funeral, correspondente ao total das despesas com o 
funeral do servidor falecido, limitado ao maior valor dos benefícios 
pagos pelo Regime Geral de Previdência Social. 
*A alínea B do Inciso II do Art. 160º foi alterada pela Lei nº 
8.975 de 13 de janeiro de 2020. 
c) pensão especial, no valor integral do vencimento ou remu- 
neração, quando o servidor falecer em decorrência de acidente em 
serviço ou moléstia profissional; 
d) vantagens pecuniárias que o servidor deixou de perceber em 
decorrência de seu falecimento. 
§1º Consideram-se dependentes, para os fins do inciso II, alí- 
nea “b”, deste artigo, os beneficiários de que cuida o art. 6º da Lei 
Complementar nº 039, de 2002. 
*O §1º do Art. 160º foi incluído pela Lei nº 8.975 de 13 de ja- 
neiro de 2020. 
§2º O pagamento do benefício de que trata a alínea “b” do in- 
ciso II deste artigo depende da efetiva comprovação da realização 
das despesas pelo beneficiário. 
*O §2º do Art. 160º foi incluído pela Lei nº 8.975 de 13 de ja- 
neiro de 2020. 
§3º O benefício de que trata a alínea “b” do inciso II deste arti- 
go poderá ser pago a terceiro que comprovadamente tenha realiza- 
do as despesas com o funeral, na ausência de cônjuge, companhei- 
ro ou dependentes. 
*O §3º do Art. 160º foi incluído pela Lei nº 8.975 de 13 de ja- 
neiro de 2020. 
§4º Caso as despesas com o funeral sejam comprovadas por 
mais de uma pessoa, o benefício de que trata a alínea “b” do inciso 
II deste artigo poderá ser rateado na proporção dos gastos, median- 
te requerimento dos interessados, sempre observado o limite do 
maior valor dos benefícios pagos pelo Regime Geral de Previdência 
Social. 
*O §4º do Art. 160º foi incluído pela Lei nº 8.975 de 13 de ja- 
neiro de 2020. 
§5º No caso de impossibilidade do rateio proporcional do be- 
nefício de que trata o parágrafo anterior, em razão de prévio paga- 
mento integral a um primeiro requerente, o requerente remanes- 
cente fará jus apenas a eventual saldo do que restar para atingir 
limite dos benefícios pagos pelo Regime Geral de Previdência Social. 
*O §5º do Art. 160º foi incluído pela Lei nº 8.975 de 13 de ja- 
neiro de 2020. 
§6º O benefício de que trata a alínea “b” do inciso II somente 
pode ser pago uma vez, ainda que o servidor falecido estivesse em 
acumulação regular de cargos na atividade. 
*O §6º do Art. 160º foi incluído pela Lei nº 8.975 de 13 de ja- 
neiro de 2020. 
§7º O benefício de que trata a alínea “b” do inciso II deste arti- 
go poderá ser pago em razão do falecimento de servidor exclusiva- 
mente comissionado. 
*O §7º do Art. 160º foi incluído pela Lei nº 8.975 de 13 de ja- 
neiro de 2020. 
§8º São consideradas despesas com funeral, para os fins da alí- 
nea “b” do inciso II deste artigo: 
*O §8º do Art. 160º foi incluído pela Lei nº 8.975 de 13 de ja- 
neiro de 2020. 
I - os gastos essenciais para a realização de velório, enterro e 
cremação; e 
*O inciso I do §8º do Art. 160º foi incluído pela Lei nº 8.975 de 
13 de janeiro de 2020. 
II - os gastos com traslado do corpo, excluídos o interestadual 
e o internacional. 
*O inciso II do §8º do Art. 160º foi incluído pela Lei nº 8.975 de 
13 de janeiro de 2020. 
*O Art. 160º foi incluído pela Lei nº 8.975 de 13 de janeiro de 
2020. 
Art. 161º Garantido o direito de opção, é vedada a percepção 
cumulativa de duas ou mais pensões, ressalvadas a diretriz constitu- 
cional da acumulação remunerada de cargos públicos. 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO X 
DAS ACUMULAÇÕES REMUNERADAS 
 
Art. 162º É vedada a acumulação remunerada de cargos pú- 
blicos, exceto quando houver compatibilidade de horários, nos se- 
guintes casos: 
a) a de 2 (dois) cargos de professor; 
b) a de 1 (um) cargo de professor com outro técnico ou científi- 
co, de nível médio ou superior; 
c) a de 2 (dois) cargos privativos de médico. 
Parágrafo único. A proibição de acumular estende-se a em- 
pregos e funções e abrange autarquias, fundações mantidas pelo 
Poder Público, empresas públicas, sociedades de economia mista, 
da União, Distrito Federal, dos Estados, dos Territórios e dos Muni- 
cípios, não se aplicando, porém, ao aposentado, quando investido 
em cargo comissionado. 
Art. 163º A acumulação de cargos, ainda que lícita, fica condi- 
cionada à comprovação da compatibilidade de horários. 
Parágrafo único. O servidor não poderá exercer mais de um car- 
go em comissão. 
*O Art. 164º foi revogado pela Lei nº 9.230 de 24 de março de 
2021. 
Art. 165º VETADO 
 
TÍTULO IV 
DA SEGURIDADE SOCIAL 
 
CAPÍTULO I 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 166º A seguridade social compreende um conjunto de 
ações do Estado destinadas a assegurar os direitos à saúde, à pre- 
vidência e à assistência social do servidor e de seus dependentes. 
Parágrafo único. Na seguridade social prevalecem os seguintes 
objetivos: 
I - universalidade da cobertura do atendimento; 
II - uniformidade dos benefícios; 
III - irredutibilidade do valor dos benefícios; 
IV - caráter democrático da gestão administrativa, com partici- 
pação paritária do servidor estável e do aposentado eleitos para o 
colegiado do órgão previdenciário do Estado do Pará. 
Art. 167º O Município que não dispuser de sistema previdenci- 
ário próprio poderá aderir, mediante convênio, ao órgão de seguri- 
dade do Estado do Pará para garantir aos seus servidores a seguri- 
dade, na forma da lei. 
Art. 168º A seguridade social será financiada através das se- 
guintes contribuições: 
I - contribuição incidente sobre a folha de vencimento e remu- 
nerações; 
II - dos servidores de qualquer quadro funcional; 
III - de outras fontes estabelecidas em lei destinadas a garantir 
a manutenção ou expansão da seguridade social. 
Parágrafo único. As receitas destinadas à seguridade social 
constarão do orçamento do Estado do Pará. 
Art. 169º As metas e prioridades caracterizadoras dos progra- 
mas, projetos e atividades estabelecidas no orçamento, manterão 
absoluta fidelidade à finalidade e ao objetivo do órgão de Previdên- 
cia e Assistência dos Servidores do Estado do Pará. 
 
CAPÍTULO II 
DA SAÚDE 
 
Art. 170º A assistência à saúde será prestada pelo órgão esta- 
dual competente e, de forma complementar, por instituições públi- 
cas e privadas. 
 
Art. 171º Nas situações de urgência e emergência o setor de 
Recursos Humanos comunicará formalmente ao órgão de segurida- 
de social, no primeiro dia útil seguinte, o atendimento médico do 
servidor ou de seus dependentes. 
§1º A assistência à saúde fora do domicílio do servidor depen- 
de da manifestação favorável do órgão de seguridade social do Es- 
tado do Pará. 
§2º O atendimento de urgência e emergência fora do domicílio 
do servidor obedecerá ao que dispuser o regulamento. 
 
CAPÍTULO III 
DA PREVIDÊNCIA SOCIAL 
 
Art. 172º Os planos de Previdência Social atenderão, nos ter- 
mos da legislação pertinente: 
I - à cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte, incluin- 
do osresultantes de acidentes de trabalho, velhice e reclusão; 
II - à pensão por morte de segurado, homem ou mulher, ao 
cônjuge e dependente. 
§1º A contribuição previdenciária incidirá sobre a remuneração 
total do servidor, exceto salário-família, com a consequente reper- 
cussão em benefícios. 
§2º É assegurado o reajustamento de benefícios para preser- 
var-lhes, em caráter permanente, o valor real da época da conces- 
são. 
§3º O 13° (décimo terceiro) salário dos aposentados e pensio- 
nistas terá por base o valor dos proventos do mês de dezembro de 
cada ano. 
 
CAPÍTULO IV 
DA ASSISTÊNCIA SOCIAL 
 
Art. 173º A assistência social será prestada ao servidor e de- 
pendentes. 
Art. 174º A assistência social tem por objetivo: 
I - proteção ao servidor, sobretudo nos trabalhos penosos, in- 
salubres e perigosos; 
II - proteção à família, à maternidade e à infância; 
III - amparo às crianças, em creche; 
IV - a cultura, o esporte, a recreação e o lazer. 
 
TÍTULO V 
DA ASSOCIAÇÃO SINDICAL 
 
Art. 175º É garantido ao servidor público civil do Estado do Pará 
o direito à livre associação, como também, entre outros, os seguin- 
tes direitos, dela decorrentes: 
a) de ser representado pelos sindicatos, na forma da legislação 
processual civil; 
b) de inamovibilidade dos dirigentes dos sindicatos até 1 (um) 
ano após o final do mandato; 
c) de descontar em folha, mediante autorização do servidor, 
sem ônus para a entidade sindical a que for filiado, o valor das men- 
salidades e contribuições definidas em Assembléia Geral da cate- 
goria. 
Art. 176º É assegurada a participação permanente do servidor 
nos colegiados dos órgãos do Estado do Pará em que seus interes- 
ses profissionais ou previdenciários sejam objeto de discussão e 
deliberação. 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
 
 
TÍTULO VI 
DOS DEVERES, DAS PROIBIÇÕES E DAS RESPONSABILIDADES 
CAPÍTULO I 
DOS DEVERES 
 
Art. 177º São deveres do servidor: 
I - assiduidade e pontualidade; 
II – urbanidade; 
III – discrição; 
IV - obediência às ordens superiores, exceto quando manifes- 
tamente ilegais; 
V - exercício pessoal das atribuições; 
VI - observância aos princípios éticos, morais, às leis e regula- 
mentos; 
VII - atualização de seus dados pessoais e de seus dependentes; 
VIII - representação contra as ordens manifestamente ilegais e 
contra irregularidades; 
IX - atender com presteza: 
a) às requisições para a defesa do Estado; 
b) às informações, documentos e providências solicitadas por 
autoridades judiciárias ou administrativas; 
c) à expedição de certidões para a defesa de direitos, para a 
arguição de ilegalidade ou abuso de autoridade. 
 
CAPÍTULO II 
DAS PROIBIÇÕES 
 
Art. 178º É vedado ao servidor: 
I - acumular inconstitucionalmente cargos ou empregos na 
ad- ministração pública; 
II - revelar fato de que tem ciência em razão do cargo, e que 
deve permanecer em sigilo, ou facilitar sua revelação; 
III - pleitear como intermediário ou procurador junto ao ser- 
viço público, exceto quando se tratar de interesse do cônjuge ou 
dependente; 
IV - deixar de comparecer ao serviço, sem causa justificada, por 
30 (trinta) dias consecutivos; 
V - valer-se do exercício do cargo para auferir proveito 
pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função; 
VI - cometer encargo legítimo de servidor público à pessoa es- 
tranha à repartição, fora dos casos previstos em lei; 
VII - participar de gerência ou administração de empresa priva- 
da, de sociedade civil, ou exercer o comércio, exceto na qualidade 
de acionista, cotista ou comanditário; 
VIII - aceitar contratos com a Administração Estadual, quando 
vedado em lei ou regulamento; 
IX - participar da gerência ou administração de associação ou 
sociedade subvencionada pelo Estado, exceto entidades comunitá- 
rias e associação profissional ou sindicato; 
X - tratar de interesses particulares ou desempenhar atividade 
estranha ao cargo, no recinto da repartição; 
XI - referir-se, de modo ofensivo, a servidor público e a ato da 
Administração; 
XII - utilizar-se do anonimato, ou de provas obtidas ilicitamente; 
XIII - permutar ou abandonar serviço essencial, sem expressa 
autorização; 
XIV - omitir-se no zelo e conservação dos bens e documentos 
públicos; 
XV - desrespeitar ou procrastinar o cumprimento de decisão 
judicial; 
XVI - deixar, sem justa causa, de observar prazos legais adminis- 
trativos ou judiciais; 
XVII - praticar ato lesivo ao patrimônio Estadual; 
XVIII - solicitar, aceitar ou exigir vantagem indevida pela absten- 
ção ou prática regular de ato de ofício; 
XIX - aceitar representação de Estado estrangeiro, sem autori- 
zação legal; 
XX - exercer atribuições sob as ordens imediatas de parentes 
até o segundo grau, salvo em cargo comissionado; 
XXI - praticar atos, tipificados em lei como crime, contra a ad- 
ministração pública; 
XXII - exercer a advocacia fora das atribuições institucionais, se 
ocupante do cargo incompatível; 
XXIII - retardar, injustificadamente, a nomeação de classificado 
em concurso público. 
Parágrafo único. Não se compreende na proibição do inciso VIII 
o exercício de cargo ou função na Administração Indireta, quando 
regularmente colocado à disposição. 
 
CAPÍTULO III 
DAS RESPONSABILIDADES 
 
Art. 179º O servidor responde civil, penal e administrativamen- 
te pelo exercício irregular de suas atribuições. 
Art. 180º A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou 
comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou 
a terceiros. 
§1º A indenização de prejuízo dolosamente causado ao erário 
somente será liquidada na forma prevista no art. 125, na falta de 
outros bens que assegurem a execução do débito pela via judicial. 
§2º Tratando-se de dano causado a terceiros, responderá o ser- 
vidor perante a Fazenda Pública, em ação regressiva. 
§3º A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores e 
contra eles será executada, até o limite do valor da herança recebida. 
Art. 181º As sanções civis, penais e administrativas poderão 
cumular-se, sendo independentes entre si. 
Art. 182º A absolvição judicial somente repercute na esfera ad- 
ministrativa, se negar a existência do fato ou afastar do servidor a 
autoria. 
 
CAPÍTULO IV 
DAS PENALIDADES E SUA APLICAÇÃO 
 
Art. 183º São penas disciplinares: 
I – repreensão; 
II – suspensão; 
III – demissão: 
IV - destituição de cargo em comissão ou de função gratificada; 
V - cassação de aposentadoria ou de disponibilidade. 
Art. 184º Na aplicação das penalidades serão considerados 
cumulativamente: 
I - os danos decorrentes do fato para o serviço público; 
II - a natureza e a gravidade da infração e as circunstâncias em 
que foi praticada; 
III - a repercussão do fato; 
IV - os antecedentes funcionais. 
Art. 185º As penas disciplinares serão aplicadas através de: 
I - portaria, no caso de repreensão e suspensão; 
II - decreto, no caso de demissão, destituição de cargo em co- 
missão ou de função gratificada, cassação de aposentadoria ou de 
disponibilidade. 
Parágrafo único. A portaria ou o decreto indicará a penalidade 
e o fundamento legal, com a devida inscrição nos assentamentos 
do servidor. 
Art. 186º Na aplicação de penalidade, serão inadmissíveis as 
provas obtidas por meios ilícitos. 
Art. 187º Aos acusados e litigantes, em processo administrati- 
vo, são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios 
e recursos a ela inerentes. 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
Parágrafo único. Ao servidor punido com pena disciplinar é as- 
segurado o direito de pedir reconsideração e recorrer da decisão. 
Art. 188º A pena de repreensão será aplicada nas infrações de 
natureza leve, em caso de falta de cumprimento dos deveres ou das 
proibições, na forma que dispuser o regulamento. 
Art. 189º A pena de suspensão, que não exceder a 90 (noventa) 
dias, será aplicada em caso de falta grave, reincidência, ou infração 
ao disposto no art. 178, VII, XI, XII, XIV e XVII.§1º O servidor, enquanto suspenso, perderá os direitos e vanta- 
gens de natureza pecuniária, exceto o salário-família. 
§2º Quando licenciado, a penalidade será aplicada após o re- 
torno do servidor ao exercício. 
§3º Quando houver conveniência para o serviço, a autoridade 
que aplicar a pena de suspensão poderá convertê-la em multa, na 
base de 50% (cinquenta por cento) por dia de vencimento ou remu- 
neração, permanecendo o servidor em exercício. 
Art. 190º A pena de demissão será aplicada nos casos de: 
I - crime contra a Administração Pública, nos termos da lei pe- 
nal; 
II - abandono de cargo; 
III - inassiduidade habitual, configurada por faltas ao serviço, 
sem causa justificada, por 60 (sessenta) dias, intercaladamente, no 
período de 12 (doze) meses; 
*O inciso III do Art. 190º foi alterado pela Lei nº 9.230 de 24 de 
março de 2021 
IV - improbidade administrativa; 
V - incontinência pública e conduta escandalosa, na repartição; 
VI - insubordinação grave em serviço; 
VII - ofensa física, em serviço, a servidor ou a particular, salvo 
em legítima defesa própria ou de outrem; 
VIII - aplicação irregular de dinheiros públicos; 
IX - revelação de segredo do qual se apropriou em razão do 
cargo; 
X - lesão aos cofres públicos e dilapidação do patrimônio es- 
tadual; 
XI – corrupção; 
XII - acumulação ilegal de cargos, empregos ou funções públi- 
cas; 
XIII - lograr proveito pessoal ou de outrem, valendo-se do car- 
go, em detrimento da dignidade da função pública; 
XIV - participação em gerência ou administração de empresa 
privada, de sociedade civil, ou exercício do comércio, exceto na 
qualidade de acionista, cotista ou comanditário; 
XV - atuação, como procurador ou intermediário, junto a re- 
partições públicas, salvo quando se tratar de benefícios previdenci- 
ários ou assistenciais a parentes até o segundo grau, e de cônjuge 
ou companheiro; 
XVI - recebimento de propina, comissão, presente ou vantagem 
de qualquer espécie, em razão de suas atribuições; 
XVII - aceitação de comissão, emprego ou pensão de Estado 
estrangeiro; 
XVIII - prática de usura sob qualquer de suas formas; 
XIX - procedimento desidioso; 
XX - utilização de pessoal ou recursos materiais de repartição 
em serviços ou atividades particulares. 
§1º O servidor indiciado em processo administrativo não po- 
derá ser exonerado, salvo se comprovada a sua inocência ao final 
do processo. 
*O §2º do Art. 190º foi revogado pela Lei nº 9.230 de 24 de 
março de 2021. 
Art. 191º Verificada, a qualquer tempo, a acumulação ilegal 
de cargos, empregos ou funções públicos, a autoridade a que se 
refere o art. 199 desta Lei notificará pessoalmente o servidor, por 
intermédio de sua chefia imediata, para apresentar opção por um 
dos cargos, empregos ou funções em acúmulo ilegal, no prazo im- 
prorrogável de 10 (dez) dias, contados da data do recebimento da 
notificação. 
§1º Utilizando-se do direito de opção por um dos cargos, em- 
pregos ou funções públicos acumulados indevidamente, a escolha 
do servidor deverá ser comprovada, independentemente de nova 
notificação, no prazo subsequente de 15 (quinze) dias, prorrogável 
por igual período e uma única vez, a critério da Administração Pú- 
blica e mediante pedido motivado do interessado. 
§2º Na hipótese de o servidor não comprovar a opção a que 
se referem o caput e o § 1° deste artigo, deverá a autoridade com- 
petente instaurar Processo Administrativo Disciplinar Simplificado 
(PADS), sob o rito sumário, para apuração e regularização da acu- 
mulação ilegal. 
§3º O PADS, de rito sumário, desenvolver-se-á nas seguintes 
fases: 
I - instauração, com a publicação do ato que constituir a comis- 
são processante, composta por 2 (dois) servidores estáveis, o qual 
deve indicar a materialidade e autoria da transgressão objeto de 
apuração; 
II - instrução sumária, que compreende a juntada de provas ob- 
jetivas da infração, em poder da Administração Pública, indiciação, 
citação, defesa e relatório conclusivo da comissão processante; e 
III - julgamento pela autoridade competente para aplicar a 
pena de demissão. 
§4º A indicação da autoria e da materialidade referidas no in- 
ciso I do § 3o deste artigo dar-se-á, respectivamente, pela identifi- 
cação do nome e da matrícula do servidor acusado e pela descrição 
dos cargos, empregos ou funções públicos em acúmulo ilegal, dos 
órgãos ou entidades de vinculação, em quaisquer esferas de Poder 
ou Governo, das datas de ingresso, horários de trabalho e do cor- 
respondente regime jurídico em cada vínculo. 
§5º A comissão processante lavrará, em até 3 (três) dias con- 
tados da publicação do ato que a constituir, termo de indiciação do 
servidor em situação de acúmulo ilegal, considerando as informa- 
ções exigidas no 
§ 4o deste artigo, após o que deverá promover a citação pesso- 
al do servidor indiciado para, no prazo de 5 (cinco) dias, apresentar 
defesa escrita e os documentos que julgar necessários, assegurada 
vista dos autos junto à comissão processante, na forma dos arts. 
219 e 220 desta Lei. 
§6º Apresentada a defesa escrita, a comissão processante ela- 
borará relatório conclusivo, no prazo de 5 (cinco) dias, com resumo 
das principais peças dos autos, deliberando sobre a ilicitude da acu- 
mulação apurada e concluindo sobre a inocência ou responsabilida- 
de do servidor indiciado, inclusive sua boa ou má-fé, indicando os 
dispositivos legais infringidos e a penalidade proposta. 
§7º Elaborado o relatório conclusivo, a comissão processante 
encaminhará os autos do PADS à autoridade instauradora, para 
providências cabíveis ao julgamento, na forma do inciso III do § 3° 
deste artigo. 
§8º No prazo de 10 (dez) dias, contado do recebimento dos au- 
tos do PADS, a autoridade julgadora proferirá sua decisão, aplican- 
do-se, quando for o caso, o disposto no § 3° do art. 223 desta Lei. 
§9º A opção feita pelo servidor indiciado até o último dia do 
prazo para defesa poderá afastar a má-fé na acumulação ilegal, hi- 
pótese na qual a manifestação será automaticamente convertida 
em pedido de exoneração do cargo indicado pelo optante, se es- 
tadual, ou, de outra forma, observar-se-á o disposto no § 1º deste 
artigo. 
§10º Caracterizada a acumulação ilegal e provada a má-fé, 
aplicar-se-á ao servidor indiciado a pena de demissão, destituição 
de cargo comissionado ou cassação de aposentadoria ou disponi- 
 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
bilidade em relação aos cargos, empregos ou funções públicos em 
regime de acumulação, hipótese na qual deverão ser comunicados 
os órgãos ou entidades de vinculação. 
§11º O prazo para conclusão do PADS não excederá 30 (trinta) 
dias, contado da data de publicação do ato que constituir a comis- 
são processante, admitida a prorrogação por até 15 (quinze) dias, 
quando as circunstâncias assim o exigirem e mediante decisão fun- 
damentada. 
§12º O procedimento sumário ou simplificado deve seguir as 
disposições deste artigo, observando-se, no que couber, as disposi- 
ções dos Capítulos V a IX do Título VI desta Lei. 
*O Art. 191º foi alterado pela Lei nº 9.230 de 24 de março de 
2021. 
Art. 191-Aº Na apuração de abandono de cargo ou de inassi- 
duidade habitual será adotado o procedimento sumário a que se 
referem os §§ 3° a 12 do art. 191 desta Lei, observando-se especial- 
mente o seguinte: 
I - a indicação da materialidade dar-se-á: 
a) na hipótese de abandono de cargo, pela juntada de prova 
documental precisa do período de ausência injustificada do servi- 
dor ao serviço, quando superior a 30 (trinta) dias consecutivos; e 
b) no caso de inassiduidade habitual, pela juntada de prova do- 
cumental precisa dos dias de falta ao serviço sem causa justificada, 
por período igual ou superior a 60 (sessenta) dias intercalados, no 
prazo de 12 (doze) meses. 
II- após a apresentação de defesa escrita, a comissão proces- 
sante elaborará relatório conclusivo quanto à inocência ou respon- 
sabilidade do servidor indiciado, resumindo as principaispeças dos 
autos, deliberando sobre a ausência de justificativa para as faltas 
ao serviço indicadas nas alíneas “a” e “b” do inciso I deste artigo, 
se ocorreram de modo intencional ou mediante dolo eventual, bem 
como indicando os dispositivos legais infringidos e a penalidade 
proposta; e 
III- após a elaboração do relatório conclusivo, a comissão pro- 
cessante encaminhará os autos do PADS à autoridade instauradora, 
para providências cabíveis ao julgamento, na forma do inciso III do 
§ 3° do art. 191 desta Lei. 
Parágrafo único. Na configuração do dolo eventual a que se re- 
fere o inciso II deste artigo, deve a comissão processante comprovar 
que o servidor faltoso, embora sem intenção expressa de abando- 
nar o cargo, assumiu o risco de produzir esse resultado. 
*O Art. 191º-A foi incluído pela Lei nº 9.230 de 24 de março 
de 2021. 
Art. 192º A destituição de cargo em comissão ou de função gra- 
tificada será aplicada nos casos de infração, sujeita à penalidade de 
demissão. 
Parágrafo único. Constatada a hipótese de que trata este artigo, 
a exoneração efetuada, nos termos do artigo 60, será convertida em 
destituição de cargo em comissão ou de função gratificada. 
Art. 193º A demissão ou destituição de cargo em comissão ou 
de função gratificada, nos casos dos incisos IV, VIII, X e XI do art. 
190, implica a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erá- 
rio, sem prejuízo da ação penal cabível. 
Art. 194º A pena de demissão será aplicada com a nota “a bem 
do serviço público”, sempre que o ato fundamentar-se no art. 190, 
incisos I, IV, VII, X e XI. 
Parágrafo único. O servidor demitido ou destituído do cargo em 
comissão ou da função gratificada, na hipótese prevista neste arti- 
go, não poderá retornar ao serviço estadual. 
Art. 195º A demissão ou a destituição de cargo em comissão 
ou de função gratificada, nas hipóteses do art. 190, incisos XIII e XV, 
incompatibiliza o servidor para nova investidura em cargo público 
estadual, pelo prazo de 5 (cinco) anos. 
Art. 196º Será cassada a aposentadoria ou a disponibilidade 
do inativo que houver praticado, na atividade, falta punível com a 
demissão. 
§1º A cassação da aposentadoria ou da disponibilidade será 
precedida do competente processo administrativo. 
§2º Aplica-se, ainda, a pena de cassação de aposentadoria ou 
de disponibilidade se ficar provado que o inativo: 
I - aceitou ilegalmente cargo ou função pública; 
II - aceitou ilegalmente representação, comissão, emprego ou 
pensão de Estado estrangeiro; 
III - praticou a usura em qualquer de suas formas; 
IV - não assumiu no prazo legal o exercício do cargo em que foi 
aproveitado. 
Art. 197º As penalidades disciplinares serão aplicadas, observa- 
da a vinculação do servidor ao respectivo Poder, órgão ou entidade: 
I - pela autoridade competente para nomear em qualquer caso, 
e privativamente, nos casos de demissão, destituição e cassação de 
aposentadoria ou disponibilidade; 
II - pelos Secretários de Estado e dirigentes de órgão a estes 
equiparados, nos casos de suspensão superiores a 30 (trinta) dias; 
III - pelo chefe da repartição e outras autoridades, na forma dos 
respectivos regimentos ou regulamentos, nos casos de repreensão 
ou de suspensão até 30 (trinta) dias. 
Art. 198º A ação disciplinar prescreverá: 
I - em 5 (cinco) anos, quanto às infrações puníveis com demis- 
são, cassação de aposentadoria ou disponibilidade e destituição; 
II - em 2 (dois) anos, quanto à suspensão; 
III - em 180 (cento e oitenta) dias, quanto à repreensão. 
§1º O prazo de prescrição começa a correr da data em que o 
fato se tornou conhecido. 
§2º Os prazos de prescrição previstos na lei penal aplicam-se às 
infrações disciplinares capituladas também como crime. 
§3º A abertura de sindicância ou a instauração de processo dis- 
ciplinar interrompe a prescrição, até a decisão final proferida por 
autoridade competente. 
 
CAPÍTULO V 
DO PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR 
(Regulamentado pela Lei nº 8.972, de 2020). 
 
Art. 199º A autoridade que tiver ciência de irregularidade no 
serviço público é obrigada a promover a sua apuração imediata, 
mediante sindicância ou processo administrativo disciplinar, asse- 
gurada ao acusado ampla defesa. 
Art. 200º As denúncias sobre irregularidades serão objeto de 
apuração, desde que contenham a identificação e o endereço do 
denunciante e sejam formuladas por escrito, confirmada a auten- 
ticidade. 
Parágrafo único. Quando o fato narrado não configurar eviden- 
te infração disciplinar ou ilícito penal, a denúncia será arquivada, 
por falta de objeto. 
Art. 201º Da sindicância poderá resultar: 
I - arquivamento do processo; 
II - aplicação de penalidade de repreensão ou suspensão de até 
30 (trinta) dias; 
III - instauração de processo disciplinar. 
IV - a celebração de Termo de Ajustamento Disciplinar (TAD), 
nos casos sujeitos à repreensão. 
*O inciso IV do Art. 201º foi incluído pela Lei nº 9.230 de 24 de 
março de 2021. 
Parágrafo único. O prazo para conclusão da sindicância não ex- 
cederá a 30 (trinta) dias, podendo ser prorrogado por igual período, 
a critério da autoridade superior. 
Art. 201-Aº Fica instituído o Termo de Ajustamento Disciplinar 
(TAD), no âmbito da Administração 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
Pública Estadual, como instrumento substitutivo da penalidade 
de repreensão, nos termos do art. 188 e demais disposições da Lei 
Estadual no 5.810, de 1994. 
§1º No TAD, o servidor interessado assume a responsabilidade 
pela irregularidade a que deu causa, comprometendo-se a ajustar 
sua conduta e a observar os deveres e proibições previstos na legis- 
lação vigente. 
§2º O TAD poderá ser proposto pelo servidor ou de ofício pela 
autoridade instauradora da sindicância ou pela comissão proces- 
sante de sindicância, desde a fase inicial da sindicância e antes do 
relatório final da comissão, quando se tratar de infração disciplinar 
leve. 
§3º A celebração do TAD dependerá sempre da aceitação for- 
mal do servidor, implicando sua recusa ou silêncio no prossegui- 
mento da apuração. 
§4º No caso de propositura do TAD pelo servidor, a decisão 
quanto à celebração do TAD caberá à autoridade instauradora da 
sindicância. 
§5º Em qualquer caso, a homologação do TAD caberá à autori- 
dade instauradora da sindicância, no prazo de 10 (dez) dias, conta- 
dos do recebimento dos respectivos autos, não constituindo direito 
subjetivo do interessado. 
§6º A homologação do TAD impõe o sobrestamento da sindi- 
cância e suspende o fluxo da prescrição da ação disciplinar, até seu 
integral cumprimento. 
§7º Competirá à unidade de gestão de pessoas do Poder, órgão 
ou entidade o acompanhamento e a fiscalização do cumprimento 
das obrigações estabelecidas no TAD. 
§8º A celebração do TAD não constitui direito subjetivo do in- 
teressado, somente podendo ocorrer em conformidade com os ter- 
mos previstos nesta Lei. 
§9º A Secretaria de Estado de Planejamento e Administração 
poderá editar atos normativos visando estabelecer procedimentos 
relativos à celebração do TAD. 
*O Art. 201º-A foi incluído pela Lei nº 9.230 de 24 de março 
de 2021. 
Art. 201-Bº O TAD não poderá ser celebrado nas seguintes hi- 
póteses: 
I - em caso de prejuízo ao Erário ou grave dano ao serviço; 
II - indício de crime ou improbidade administrativa; 
III - existência de outra sindicância ou processo administrativo 
disciplinar em curso para apurar infração punível com repreensão 
ou outra penalidade mais grave; 
IV - quando a celebração do TAD importar em solução capaz de 
violar a equidade da disciplina aplicada aos demais agentes públi- 
cos, a critério da Administração Pública; e 
V - no caso de servidor que esteja em estágio probatório ou 
que, nos últimos 2 (dois) anos, tenha se utilizado do instrumento 
estabelecido neste artigo ou possua registro válido de penalidade 
disciplinar em seus assentamentos funcionais. 
*O Art. 201º-B foi incluído pela Lei nº 9.230 de 24 de março 
de 2021. 
Art. 201-CºO TAD deverá conter: 
I - identificação completa das partes, advogado, se houver, tes- 
temunhas, data e respectivas assinaturas; 
II - os fundamentos de fato e de direito para sua celebração; 
III - especificação da infração imputada ao agente público, refe- 
rindo a capitulação legal; 
IV - a descrição das obrigações assumidas; 
V - o prazo e o modo para o cumprimento das obrigações; 
VI - a forma de fiscalização das obrigações pactuadas; e 
VII - os efeitos, em caso de descumprimento. 
§1º O prazo de cumprimento do TAD não excederá 180 (cento e 
oitenta) dias, devendo ser fixado de modo compatível com os com- 
promissos assumidos pelo agente público. 
 
§2º No caso de descumprimento do TAD, cuja comunicação 
competirá à unidade de gestão de pessoas do Poder, órgão ou en- 
tidade, a autoridade competente adotará imediatamente as provi- 
dências necessárias à instauração ou continuidade do respectivo 
procedimento disciplinar, sem prejuízo da apuração relativa à ino- 
bservância das obrigações descumpridas, voltando a fluir a prescri- 
ção incidente. 
§3º Decorrido o prazo previsto no TAD e não ocorrendo qual- 
quer comunicação de descumprimento dos seus termos, a unida- 
de de gestão de pessoas do Poder, órgão ou entidade, enquanto 
responsável por sua fiscalização, comunicará o cumprimento ao 
respectivo titular, para declaração da extinção de punibilidade e ar- 
quivamento dos autos. 
*O Art. 201º-C foi incluído pela Lei nº 9.230 de 24 de março 
de 2021. 
Art. 202º Sempre que o ilícito praticado pelo servidor, ensejar a 
imposição de penalidade de suspensão por mais de 30 (trinta) dias, 
de demissão, cassação de aposentadoria ou disponibilidade, ou 
destituição, será obrigatória a instauração de processo disciplinar. 
 
CAPÍTULO VI 
DO AFASTAMENTO PREVENTIVO 
 
Art. 203º Como medida cautelar e a fim de que o servidor não 
venha a influir na apuração da irregularidade, a autoridade instau- 
radora do processo disciplinar poderá determinar o seu afastamen- 
to do exercício do cargo, pelo prazo de até 60 (sessenta) dias, sem 
prejuízo da remuneração. 
Parágrafo único. O afastamento poderá ser prorrogado por 
igual prazo, findo o qual cessarão os seus efeitos, ainda que não 
concluído o processo. 
 
CAPÍTULO VII 
DO PROCESSO DISCIPLINAR 
 
Art. 204º O processo disciplinar é o instrumento destinado a 
apurar responsabilidade de servidor por infração praticada no exer- 
cício de suas atribuições, ou que tenha relação com as atribuições 
do cargo em que se encontre investido. 
Art. 205º O processo disciplinar será conduzido por comissão 
composta de 3 (três) servidores estáveis, designados pela autorida- 
de competente, que indicará, dentre eles, o seu presidente. 
§1º A Comissão terá como secretário, servidor designado pelo 
seu presidente, podendo a indicação recair em um de seus mem- 
bros. 
§2º Não poderá participar de comissão de sindicância ou de 
inquérito, cônjuge, companheiro ou parente do acusado, consan- 
güíneo ou afim, em linha reta ou colateral, até o terceiro grau. 
Art. 206-Aº Comissão exercerá suas atividades com indepen- 
dência e imparcialidade, assegurado o sigilo necessário à elucida- 
ção do fato ou exigido pelo interesse da administração. 
Parágrafo único. As reuniões e as audiências das comissões te- 
rão caráter reservado. 
Art. 207º O processo disciplinar se desenvolve nas seguintes 
fases: 
I - instauração, com a publicação do ato que constituir a co- 
missão; 
II - inquérito administrativo, que compreende instrução, defesa 
e relatório; 
III – julgamento. 
Art. 208º O prazo para a conclusão do processo disciplinar não 
excederá 60 (sessenta) dias, contados da data de publicação do ato 
que constituir a comissão, admitida a sua prorrogação por igual pra- 
zo, quando as circunstâncias o exigirem. 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
 
 
§1º Sempre que necessário, a comissão dedicará tempo inte- 
gral aos seus trabalhos, ficando seus membros dispensados do pon- 
to, até a entrega do relatório final. 
§2º As reuniões da comissão serão registradas em atas que de- 
verão detalhar as deliberações adotadas. 
 
CAPÍTULO VIII 
DO INQUÉRITO 
 
Art. 209º O inquérito administrativo obedecerá ao princípio do 
contraditório, assegurada ao acusado ampla defesa, com a utiliza- 
ção dos meios e recursos admitidos em direito. 
Art. 210º Os autos da sindicância integrarão o processo discipli- 
nar, como peça informativa da instrução. 
Parágrafo único. Na hipótese de o relatório da sindicância con- 
cluir que a infração está capitulada como ilícito penal, a autoridade 
competente encaminhará cópia dos autos ao Ministério Público, in- 
dependentemente da imediata instauração do processo disciplinar. 
Art. 211º Na fase do inquérito, a comissão promoverá a toma- 
da de depoimentos, acareações, investigações e diligências cabí- 
veis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, 
a técnicos e peritos, de modo a permitir a completa elucidação dos 
fatos. 
Art. 212º É assegurado ao servidor o direito de acompanhar o 
processo, pessoalmente ou por intermédio de procurador, arrolar e 
reinquirir testemunhas, produzir provas e contraprovas e formular 
quesitos, quando se tratar de prova pericial. 
§1º O presidente da comissão poderá denegar pedidos consi- 
derados impertinentes, meramente protelatórios, ou de nenhum 
interesse para o esclarecimento dos fatos. 
§2º Será indeferido o pedido de prova pericial, quando a com- 
provação do fato independer de conhecimento especial de perito. 
Art. 213º As testemunhas serão intimadas a depor mediante 
mandato expedido pelo presidente da comissão, devendo a segun- 
da via, com o ciente do intimado, ser anexada aos autos. 
Parágrafo único Se a testemunha for servidor público, a expe- 
dição do mandato será imediatamente comunicada ao chefe da re- 
partição onde serve, com a indicação do dia e hora marcados para 
a inquirição. 
Art. 214º O depoimento será prestado oralmente e reduzido a 
termo, não sendo lícito à testemunha trazê-lo por escrito. 
§1º As testemunhas serão inquiridas separadamente. 
§2º Na hipótese de depoimentos contraditórios ou que se infir- 
mem, proceder-se-á à acareação entre os depoentes. 
Art. 215º Concluída a inquirição das testemunhas, a comissão 
promoverá o interrogatório do acusado, observados os procedi- 
mentos previstos nos arts. 213 e 214. 
§1º No caso de mais de um acusado, cada um deles será ouvido 
separadamente, e sempre que divergirem em suas declarações so- 
bre fatos ou circunstâncias, será promovida a acareação entre eles. 
§2º O procurador do acusado poderá assistir ao interrogatório, 
bem como à inquirição das testemunhas, sendo-lhe vedado interfe- 
rir nas perguntas e respostas, facultando-se- lhe, porém, reinquiri- 
-las, por intermédio do presidente da comissão. 
Art. 216º Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do 
acusado, a comissão proporá à autoridade competente que ele seja 
submetido, a exame por junta médica oficial, da qual participe, pelo 
menos, um médico psiquiatra. 
Parágrafo único O incidente de sanidade mental será processa- 
do em auto apartado e apenso ao processo principal, após a expe- 
dição do laudo pericial. 
Art. 217º Tipificada a infração disciplinar, será formulada a indi- 
cação do servidor, com a especificação dos fatos a ele imputados e 
das respectivas provas. 
§1º O indiciado será citado por mandato expedido pelo presi- 
dente da comissão para apresentar defesa escrita, no prazo de 10 
(dez) dias, assegurando-se-lhe vista do processo na repartição. 
§2º Havendo 2 (dois) ou mais indiciados, o prazo será comum 
e de 20 (vinte) dias. 
§3º O prazo de defesa poderá ser prorrogado em dobro, para 
diligências reputadas indispensáveis. 
§4º No caso de recusa do indiciado em apor o ciente na cópia 
da citação, o prazo para defesa contar-seá da data declarada, em 
termo próprio, pelo membro da comissão que fez a citação, com a 
assinatura de 2 (duas) testemunhas. 
Art. 218º O indiciado que mudarde residência fica obrigado a 
comunicar à comissão o local onde poderá ser encontrado. 
Art. 219º Achando-se o indiciado em local incerto e não sabi- 
do, será citado por Edital, publicado no Diário Oficial do Estado e 
em jornal de grande circulação na localidade do último domicílio 
conhecido, para apresentar defesa. 
Parágrafo único Na hipótese deste artigo, o prazo para defesa 
será de 15 (quinze) dias, a partir da última publicação do Edital. 
Art. 220º Considerar-se-á revel o indiciado que, regularmente 
citado, não apresentar defesa no prazo legal. 
§1º A revelia será declarada, por termo, nos autos do processo 
e devolverá o prazo para a defesa. 
§2º Para defender o indiciado revel, a autoridades instauradora 
do processo designará um servidor como defensor dativo, ocupante 
de cargo de nível igual ou superior ao do indiciado. 
Art. 221º Apreciada a defesa, a comissão elaborará relatório 
minucioso, em que resumirá as peças principais dos autos e men- 
cionará as provas nas quais se baseou para formar a sua convicção. 
§1º O relatório será sempre conclusivo quanto à inocência ou à 
responsabilidade do servidor. 
§2º Reconhecida a responsabilidade do servidor, a comissão in- 
dicará o dispositivo legal ou regulamentar transgredido, bem como 
as circunstâncias agravantes ou atenuantes. 
Art. 222º O processo disciplinar, com o relatório da comissão, 
será remetido à autoridade que determinou a sua instauração, para 
julgamento. 
 
CAPÍTULO IX 
DO JULGAMENTO 
 
Art. 223º A autoridade julgadora proferirá a sua decisão, no 
prazo de 20 (vinte) dias, contados do recebimento do processo. 
§1º Se a penalidade a ser aplicada exceder à alçada da autori- 
dade instauradora do processo, este será encaminhado à autorida- 
de competente, que decidirá em igual prazo. 
§2º Havendo mais de um indiciado e diversidade de sanções, 
o julgamento caberá à autoridade competente para a imposição da 
pena mais grave. 
§3º Se a penalidade prevista for a demissão, cassação de apo- 
sentadoria ou disponibilidade, ou destituição o julgamento caberá 
às autoridades de que trata o inciso I do art. 197. 
Art. 224º O julgamento acatará o relatório da comissão, salvo 
quando contrário às provas dos autos. 
Parágrafo único. Quando o relatório da comissão contrariar as 
provas dos autos, a autoridade julgadora poderá, motivadamente, 
agravar a penalidade proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de 
responsabilidade. 
Art. 225º Verificada a existência de vício insanável, a autori- 
dade julgadora declarará a nulidade total ou parcial do processo 
e ordenará a constituição de outra comissão, para instauração de 
novo processo. 
§1º O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do 
processo. 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
§2º A autoridade julgadora que der causa à prescrição de que 
trata o art. 198, § 2°, será responsabilizada na forma da presente lei. 
Art. 226º Extinta a punibilidade pela prescrição, a autoridade 
julgadora determinará o registro do fato nos assentamentos indivi- 
duais do servidor. 
Art. 227º Quando a infração estiver capitulada como crime, o 
processo disciplinar será remetido ao Ministério Público para ins- 
tauração da ação penal, ficando trasladado na repartição. 
Art. 228º Serão assegurados transporte e diárias: 
I - ao servidor convocado para prestar depoimento fora da sede 
de sua repartição, na condição de testemunha, denunciado ou in- 
diciado; 
II - aos membros da comissão e ao secretário, quando obriga- 
dos a se deslocarem da sede dos trabalhos para a realização de mis- 
são essencial ao esclarecimento dos fatos. 
 
CAPÍTULO X 
DA REVISÃO DO PROCESSO 
 
Art. 229º O processo disciplinar poderá ser revisto, a qualquer 
tempo, a pedido ou de ofício, quando se aduzirem fatos novos ou 
circunstâncias suscetíveis de justificar a inocência do punido ou a 
inadequação da penalidade aplicada. 
§1º Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do 
servidor, qualquer pessoa da família poderá requerer a revisão do 
processo. 
§2º No caso de incapacidade mental do servidor, a revisão será 
requerida pelo respectivo curador. 
Art. 230º No processo revisional, o ônus da prova cabe ao re- 
querente. 
Art. 231º A simples alegação de injustiça da penalidade não 
constitui fundamento para a revisão, que requer elementos novos 
ainda não apreciados no processo originário. 
Art. 232º O requerimento de revisão do processo será dirigido 
ao Secretário de Estado ou autoridade equivalente que, se autorizar 
a revisão, encaminhará o pedido ao dirigente do órgão ou entidade 
onde se originou o processo disciplinar. 
Parágrafo único Deferida a petição, a autoridade competente 
providenciará a constituição de comissão, na forma do art. 205. 
Art. 233º A revisão correrá em apenso ao processo originário. 
Parágrafo único. Na petição inicial, o requerente pedirá dia e 
hora para a produção de provas e inquirição das testemunhas que 
arrolar. 
Art. 234º A comissão revisora terá 60 (sessenta) dias para a 
conclusão dos trabalhos. 
Art. 235º Aplicam-se aos trabalhos da comissão revisora, no 
que couber, as normas e procedimentos próprios da comissão do 
processo disciplinar. 
Art. 236º O julgamento caberá à autoridade que aplicou a pe- 
nalidade, nos termos do art. 197. 
Parágrafo único O prazo para julgamento será de 20 (vinte) 
dias, contados do recebimento do processo, no curso do qual a au- 
toridade julgadora poderá determinar diligências. 
Art. 237º Julgada procedente a revisão, será declarada sem 
efeito a penalidade aplicada, restabelecendo-se todos os direitos 
do servidor, exceto em relação à destituição, que será convertida 
em exoneração. 
Parágrafo único Da revisão não poderá resultar agravamento 
de penalidade. 
 
TÍTULO VII 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
 
Art. 238º O dia 28 de outubro é consagrado ao servidor público 
estadual. 
 
Art. 239º O tempo de serviço gratuito será contado para todos 
os fins, quando prestado à autarquia profissional, ou aos que te- 
nham exercido gratuitamente mandato de Vereador, sendo vedada 
a contagem quando for simultâneo com o exercício de cargo, em- 
prego ou função pública. 
Art. 240º É assegurado o direito de greve, na forma da lei com- 
plementar federal. 
Art.240. É assegurado o direito de greve, na forma de lei espe- 
cífica. (Redação dada pela Lei nº 7.071, de 2007). 
*O Art. 240º foi alterado pela Lei nº 7.071, de 24 de dezembro 
de 2007 
Art. 241º O servidor de nível superior ou equiparado ao mes- 
mo, sujeito à fiscalização da autarquia profissional, ou entidade 
análoga, suspenso do exercício profissional não poderá desempe- 
nhar atividade que envolva responsabilidade técnico-profissional, 
enquanto perdurar a medida disciplinar. 
Art. 242º Fica assegurada a participação de 1 (um) represen- 
tante dos sindicatos de servidores públicos no Conselho de Política 
de Cargos e Salários do Estado do Pará, na forma do regulamento. 
 
TÍTULO VIII 
DAS DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS 
 
Art. 243º VETADO 
Art. 244º Aos servidores da administração direta, autarquias e 
fundações públicas, contratados por prazo indeterminado, pelo re- 
gime da Consolidação das Leis do Trabalho ou como serviços presta- 
dos é assegurado até que seja promovido concurso público para fins 
de provimento dos cargos por eles ocupados, ou que venham a ser 
criados, as mesmas obrigações e vantagens atribuídas aos demais 
servidores considerados estáveis por força do artigo 19 do Ato das 
Disposições Transitórias da Constituição Federal. 
Art. 245º VETADO 
Parágrafo único VETADO 
Art. 246º Aos servidores em atividade na área de educação es- 
pecial fica atribuída a gratificação de cinquenta por cento (50%) do 
vencimento. 
Art. 247º É assegurada ao servidor a contagem da soma do 
tempo de serviço prestado à União, Estados, Distrito Federal, Terri- 
tórios e Municípios, desde que ininterrupta e sucessivamente, para 
efeito de aferição da estabilidade nas condições previstas no art. 19 
do Ato das Disposições ConstitucionaisTransitórias da Constituição 
Federal. 
Art. 248º VETADO 
Art. 249º Esta lei entra em vigor na data da sua promulgação. 
Art. 250º VETADO 
 
Palácio do Governo do Estado do Pará, em 24 de janeiro de 
1994. 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
 
 
LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº. 003/90, DE 26 DE ABRIL 
DE 1990, E SUAS ALTERAÇÕES 
 
 
LEI COMPLEMENTAR Nº 003/90, DE 26 DE ABRIL DE 1990. 
(REVOGADA pela Lei Complementar nº 26, de 06 de outubro 
de 1994) 
 
LEI COMPLEMENTAR Nº 26 DE 06 DE OUTUBRO DE 1994. 
* Ver Lei Complementar n° 003, de 26.04.1990. 
* Todas as disposições em contrário a Lei Complementar nº 
52, de 30 de janeiro de 2006, publicada no DOE Nº 30.615, de 
02/02/2006, ficam REVOGADAS. 
 
REDEFINE A COMPOSIÇÃO ORGANIZACIONAL DA FUNDAÇÃO 
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DO PARÁ E DÁ OUTRAS PROVI- 
DÊNCIAS. 
 
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ, estatui e eu 
sanciono a seguinte Lei: 
Art. 1º - A Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará, criada 
pela Lei Complementar nº 003, de 26 de abril de 1990, passa a ter a 
seguinte composição organizacional: 
I - NÍVEL DE DIREÇÃO SUPERIOR 
a) Presidente 
b) Vice-Presidente 
II - NÍVEL DE ASSESSORAMENTO SUPERIOR 
a) Gabinete do Presidente 
b) Núcleo de Ensino e Pesquisa 
c) Comissão de Controle de Infecção Hospitalar 
d) Comissão de Ética Profissional 
e) Comissão de Prevenção de Acidentes 
III - NÍVEL DE ATUAÇÃO PROGRAMÁTICA 
a) Coordenadoria de Clínica Médica 
b) Coordenadoria de Cirurgia Geral 
c) Coordenadoria de Tocoginecologia 
d) Coordenadoria de Pediatria 
e) Coordenadoria de Ambulatório 
f) Coordenadoria de Cardiologia 
g) Coordenadoria de Nutrição e Dietética 
h) Coordenadoria de Laboratório 
i) Coordenadoria de Diagnóstico por Imagem 
j) Coordenadoria de Processamento de Roupas 
l) Coordenadoria de Suprimentos 
m) Coordenadoria de Manutenção 
n) Coordenadoria de Funerária 
o) Coordenadoria de Recursos Financeiros 
p) Coordenadoria de Recursos Humanos 
Parágrafo único - O organograma contendo a composição or- 
ganizacional da Santa Casa de Misericórdia do Pará, encontra-se 
anexo a esta Lei. 
Art. 2º - O quadro de Pessoal da Fundação Santa Casa de Mi- 
sericórdia do Pará, é integrado por cargos em comissão e efetivos, 
especificados nos anexos desta Lei. 
Art. 3º - Ficam considerados estáveis os servidores da Funda- 
ção Santa Casa de Misericórdia do Pará, em exercício na data da 
promulgação da Constituição Federal, há pelo menos 05 (cinco) 
anos continuados. 
Parágrafo único - Fica o Poder Executivo autorizado a constituir 
uma comissão mista de 03 (três) membros, sob a Presidência da 
Secretaria de Estado de Administração - SEAD, para proceder o en- 
quadramento do pessoal efetivo, conforme o disposto neste artigo. 
Art. 4º - Fica o Poder Executivo autorizado a baixar os atos ne- 
cessários ao cumprimento desta Lei. 
Art. 5º - O cargo de Presidente ou o cargo de Vice-Presidente da 
Fundação será ocupado por profissional médico. 
Art. 6º - O Presidente deverá encaminhar o Estatuto da Fun- 
dação ao Chefe do Poder Executivo no prazo de 120 (cento e vinte) 
dias a contar da data da publicação desta Lei, para aprovação. 
Parágrafo único - Qualquer alteração ao Estatuto deverá ser 
aprovada pelo Governador, por Decreto. 
Art. 7º - As despesas oriundas desta Lei ficam por conta dos 
recursos disponíveis no Orçamento do Estado. 
Art. 8° - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, 
revogadas as disposições em contrário, especialmente as da Lei 
Complementar n° 003, de 26 de abril de 1990. 
 
PALÁCIO DO GOVERNO DO ESTADO DO PARÁ, em 06 de outu- 
bro de 1994. 
 
 
 
LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº. 052, DE 30 DE JANEIRO 
DE 2006 E SUAS ALTERAÇÕES 
 
 
LEI COMPLEMENTAR Nº 052, DE 30 DE JANEIRO DE 2006. 
 
Dispõe sobre a reestruturação organizacional da Fundação 
Santa Casa de Misericórdia do Pará - FSCMP e dá outras providên- 
cias. 
 
A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO PARÁ estatui e eu 
sanciono a seguinte Lei Complementar: 
 
CAPÍTULO I 
DA NATUREZA E FINALIDADE 
 
Art. 1º A Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará - FSCMP, 
fundação instituída pela Lei Complementar nº 003, de 26 de abril 
de 1990, com personalidade jurídica de direito público, sem fins lu- 
crativos, com sede em Belém, Capital do Estado do Pará, vinculada 
à Secretaria Especial de Estado de Proteção Social, com autonomia 
técnica, administrativa e financeira, tem por finalidade institucional 
assegurar a execução de ações e serviços assistenciais, e de ensino 
para a promoção, a proteção e a recuperação da saúde. 
 
CAPÍTULO II 
DAS FUNÇÕES BÁSICAS 
 
Art. 2º São funções básicas da Fundação Santa Casa de Miseri- 
córdia do Pará - FSCMP: 
I - prestar serviços de saúde especialmente na área hospitalar 
e ambulatorial; 
II - oferecer condições para a garantia do ensino e da pesquisa 
na área de saúde; 
III - zelar pela promoção e recuperação da saúde, reabilitação 
do doente e pelo bem-estar da comunidade; 
IV - cooperar com o Sistema Estadual de Saúde na melhoria do 
padrão e na adoção de medidas que visem à proteção e à recupera- 
ção dos padrões de saúde; 
V - manter com a comunidade os vínculos de reciprocidade e 
integração psicossocial; 
VI - preservar a memória histórica e os valores culturais da Fun- 
dação Santa Casa de Misericórdia do Pará. 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
CAPÍTULO III 
DA COMPOSIÇÃO ORGANIZACIONAL 
 
Art. 3º A Fundação Santa Casa de Misericórdia do Pará - FSCMP 
terá a seguinte composição organizacional: 
I - Presidência; 
II - Gabinete da Presidência; 
III - Diretorias; e 
IV - Gerências. 
Parágrafo único. A representação gráfica da composição orga- 
nizacional, o funcionamento, as competências das unidades, as atri- 
buições e responsabilidades dos dirigentes serão estabelecidos em 
regimento aprovado pelo Chefe do Poder Executivo. 
 
CAPÍTULO IV 
DO QUADRO DE PESSOAL 
 
Art. 4º O Quadro de Pessoal da Fundação Santa Casa de Mi- 
sericórdia do Pará - FSCMP é constituído de cargos de provimento 
efetivo e de provimento em comissão. 
Parágrafo único. O regime jurídico dos servidores da Fundação 
Santa Casa de Misericórdia do Pará é o da Lei nº 5.810, de 24 de 
janeiro de 1994. 
Art. 5º O Quadro de Cargos de Provimento Efetivo da Fundação 
Santa Casa de Misericórdia do Pará - FSCMP passa a se constituir na 
forma do Anexo I desta Lei. 
§ 1º As atribuições e os requisitos gerais para provimento de 
cargos efetivos estão previstos no Anexo II desta Lei. 
§ 2° O ingresso nos cargos de provimento efetivo far-se-á por 
concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com 
critérios estabelecidos em regulamento. 
Art. 6º Ficam criados os cargos de provimento em comissão 
constantes do Anexo III da presente Lei. 
 
CAPÍTULO V 
DO PATRIMÔNIO E DOS RECURSOS 
 
Art. 7º Integram o patrimônio da Fundação Santa Casa de Mi- 
sericórdia do Pará - FSCMP: 
I - a estrutura da atual Fundação Santa Casa de Misericórdia 
do Pará, que envolve o complexo hospitalar por força da Escritura 
Pública lavrada em 13 de dezembro de 1990, no Livro 003-SN, às fo- 
lhas 113, do Cartório Diniz, 2º Ofício de Notas desta Cidade, e bens 
móveis a ela pertencentes; 
II - doações, auxílios e subvenções da União, Estados e Muni- 
cípios, autarquias, sociedades de economia mista, empresas públi- 
cas, entidades particulares e organismos internacionais; 
III - renda originada da prestação de serviços através de convê- 
nios e contratos; 
IV - saldos de operações patrimoniais; e 
V - outras receitas. 
§ 1º Os bens e direitos da Fundação Santa Casa de Misericórdia 
do Pará serão utilizados ou aplicados na consecução de seus obje- 
tivos, podendo para tal fim ser alienados por relevante motivo e 
explicitação do destino dado ao produto da venda, ficando com a 
cláusula de inalienabilidade o Complexo Hospitalar. 
§ 2º Extinguindo-se a Fundação, seus bens e direitos reverterão 
ao patrimônio do Estado do Pará. 
§ 3º Para a realização de suas funçõesbásicas, a Fundação San- 
ta Casa de Misericórdia do Pará poderá celebrar convênios e/ou 
contratos com órgãos ou entidades municipais, estaduais, federais, 
internacionais, públicas e privadas. 
CAPÍTULO VI 
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS E TRANSITÓRIAS 
 
Art. 8º Ficam extintos, no âmbito da Fundação Santa Casa de 
Misericórdia do Pará - FSCMP, os cargos de provimento em comis- 
são constantes do Anexo IV desta Lei. 
Art. 9º Ficam transformados os cargos de Advogado e de En- 
genheiro, criados pela Lei Complementar n.º 26, de 6 de outubro 
de 1994, em Procurador Fundacional e Engenheiro Civil, respecti- 
vamente. 
Art. 10. O provimento dos cargos efetivos e comissionados está 
condicionado à observância dos limites impostos pela Lei de Res- 
ponsabilidade Fiscal - LRF e à capacidade orçamentária e financeira 
do Estado. 
Art. 11. Fica o Poder Executivo Estadual autorizado a dispor so- 
bre a exigência ou não das especializações e especialidades, bem 
como sobre a área de atuação dos cargos de nível superior. 
Art. 12. O Poder Executivo deverá regulamentar a presente Lei 
no prazo de cento e vinte dias. 
Art. 13. Ficam revogadas as disposições em contrário, especial- 
mente as da Lei Complementar n.º 26, de 6 de outubro de 1994. 
Art. 14. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
PALÁCIO DO GOVERNO, 30 de janeiro de 2006. 
 
Prezado candidato, a lei na íntegra com seus respectivos 
anexos está disponível para consulta em: 
http://bancodeleis.alepa.pa.gov.br:8080/lei052_2006_37554. 
pdf 
 
 
 
LEI N. 13.853/2019 (LEI GERAL DE PROTEÇÃO DE DADOS 
PESSOAIS) 
 
 
LEI Nº 13.853, DE 8 DE JULHO DE 2019 
 
Altera a Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018, para dispor 
sobre a proteção de dados pessoais e para criar a Autoridade Na- 
cional de Proteção de Dados; e dá outras providências. 
 
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Na- 
cional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 
 
Art. 1º A ementa da Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018, 
passa a vigorar com a seguinte redação: 
“Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).” 
Art. 2º A Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018, passa a vigorar 
com as seguintes alterações: 
“Art. 1º ...................................................................................... 
................... 
Parágrafo único. As normas gerais contidas nesta Lei são de in- 
teresse nacional e devem ser observadas pela União, Estados, Dis- 
trito Federal e Municípios.” (NR) 
“Art. 3º ...................................................................................... 
................... 
.................................................................................................... 
....................... 
II - a atividade de tratamento tenha por objetivo a oferta ou 
o fornecimento de bens ou serviços ou o tratamento de dados de 
indivíduos localizados no território nacional; ou 
.................................................................................................... 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
 
 
......................” (NR) 
“Art. 4º ...................................................................................... 
................ 
.................................................................................................... 
..................... 
§ 4º Em nenhum caso a totalidade dos dados pessoais de banco 
de dados de que trata o inciso III do caput deste artigo poderá ser 
tratada por pessoa de direito privado, salvo por aquela que possua 
capital integralmente constituído pelo poder público.” (NR) 
“Art. 5º ...................................................................................... 
.................. 
.................................................................................................... 
...................... 
VIII - encarregado: pessoa indicada pelo controlador e opera- 
dor para atuar como canal de comunicação entre o controlador, os 
titulares dos dados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados 
(ANPD); 
.................................................................................................... 
....................... 
XVIII - órgão de pesquisa: órgão ou entidade da administração 
pública direta ou indireta ou pessoa jurídica de direito privado sem 
fins lucrativos legalmente constituída sob as leis brasileiras, com 
sede e foro no País, que inclua em sua missão institucional ou em 
seu objetivo social ou estatutário a pesquisa básica ou aplicada de 
caráter histórico, científico, tecnológico ou estatístico; e 
XIX - autoridade nacional: órgão da administração pública res- 
ponsável por zelar, implementar e fiscalizar o cumprimento desta 
Lei em todo o território nacional.” (NR) 
“Art. 7º ...................................................................................... 
.................. 
.................................................................................................... 
....................... 
VIII - para a tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento 
realizado por profissionais de saúde, serviços de saúde ou autori- 
dade sanitária; 
.................................................................................................... 
....................... 
§ 1º (Revogado). 
§ 2º (Revogado). 
.................................................................................................... 
...................... 
§ 7º O tratamento posterior dos dados pessoais a que se refe- 
rem os §§ 3º e 4º deste artigo poderá ser realizado para novas fina- 
lidades, desde que observados os propósitos legítimos e específicos 
para o novo tratamento e a preservação dos direitos do titular, as- 
sim como os fundamentos e os princípios previstos nesta Lei.” (NR) 
“Art. 11. .................................................................................... 
................... 
.................................................................................................... 
....................... 
II - ............................................................................................... 
.................. 
.................................................................................................... 
....................... 
f) tutela da saúde, exclusivamente, em procedimento realizado 
por profissionais de saúde, serviços de saúde ou autoridade sani- 
tária; ou 
.................................................................................................... 
...................... 
§ 4º É vedada a comunicação ou o uso compartilhado entre 
controladores de dados pessoais sensíveis referentes à saúde com 
objetivo de obter vantagem econômica, exceto nas hipóteses rela- 
tivas a prestação de serviços de saúde, de assistência farmacêutica 
e de assistência à saúde, desde que observado o § 5º deste artigo, 
incluídos os serviços auxiliares de diagnose e terapia, em benefício 
dos interesses dos titulares de dados, e para permitir: 
I - a portabilidade de dados quando solicitada pelo titular; ou 
II - as transações financeiras e administrativas resultantes do 
uso e da prestação dos serviços de que trata este parágrafo. 
§ 5º É vedado às operadoras de planos privados de assistência 
à saúde o tratamento de dados de saúde para a prática de seleção 
de riscos na contratação de qualquer modalidade, assim como na 
contratação e exclusão de beneficiários.” (NR) 
“Art. 18. .................................................................................... 
................... 
.................................................................................................... 
...................... 
V - portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou 
produto, mediante requisição expressa, de acordo com a regula- 
mentação da autoridade nacional, observados os segredos comer- 
cial e industrial; 
.................................................................................................... 
...................... 
§ 6º O responsáveldeverá informar, de maneira imediata, aos 
agentes de tratamento com os quais tenha realizado uso comparti- 
lhado de dados a correção, a eliminação, a anonimização ou o blo- 
queio dos dados, para que repitam idêntico procedimento, exceto 
nos casos em que esta comunicação seja comprovadamente impos- 
sível ou implique esforço desproporcional. 
.................................................................................................... 
..............” (NR) 
“Art. 20. O titular dos dados tem direito a solicitar a revisão de 
decisões tomadas unicamente com base em tratamento automa- 
tizado de dados pessoais que afetem seus interesses, incluídas as 
decisões destinadas a definir o seu perfil pessoal, profissional, de 
consumo e de crédito ou os aspectos de sua personalidade. 
.................................................................................................... 
...................... 
§ 3º (VETADO).” (NR) 
“Art. 23. .................................................................................... 
.................. 
.................................................................................................... 
..................... 
III - seja indicado um encarregado quando realizarem opera- 
ções de tratamento de dados pessoais, nos termos do art. 39 desta 
Lei; e 
IV - (VETADO). 
.................................................................................................... 
............” (NR) 
“Art. 26. .................................................................................... 
................ 
§ 1º ........................................................................................... 
................. 
.................................................................................................... 
..................... 
IV - quando houver previsão legal ou a transferência for res- 
paldada em contratos, convênios ou instrumentos congêneres; ou 
V - na hipótese de a transferência dos dados objetivar exclusi- 
vamente a prevenção de fraudes e irregularidades, ou proteger e 
resguardar a segurança e a integridade do titular dos dados, desde 
que vedado o tratamento para outras finalidades.” (NR) 
“Art. 27. .................................................................................... 
................ 
Parágrafo único. A informação à autoridade nacional de que 
trata o caput deste artigo será objeto de regulamentação.” (NR) 
“Art. 29. A autoridade nacional poderá solicitar, a qualquer mo- 
mento, aos órgãos e às entidades do poder público a realização de 
operações de tratamento de dados pessoais, informações específi- 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
cas sobre o âmbito e a natureza dos dados e outros detalhes do tra- 
tamento realizado e poderá emitir parecer técnico complementar 
para garantir o cumprimento desta Lei.” (NR) 
“Art. 41. .................................................................................... 
................ 
.................................................................................................... 
.................... 
§ 4º (VETADO).” (NR) 
“Art. 52. .................................................................................... 
................. 
.................................................................................................... 
.................... 
X - suspensão parcial do funcionamento do banco de dados a 
que se refere a infração pelo período máximo de 6 (seis) meses, 
prorrogável por igual período, até a regularização da atividade de 
tratamento pelo controlador; (Promulgação partes vetadas) 
XI - suspensão do exercício da atividade de tratamento dos da- 
dos pessoais a que se refere a infração pelo período máximo de 6 
(seis) meses, prorrogável por igual período; (Promulgação 
partes vetadas) 
XII - proibição parcial ou total do exercício de atividades rela- 
cionadas a tratamento de dados. (Promulgação partes vetadas) 
.................................................................................................... 
..................... 
§ 2º O disposto neste artigo não substitui a aplicação de san- 
ções administrativas, civis ou penais definidas na Lei nº 8.078, de 11 
de setembro de 1990, e em legislação específica. 
§ 3º O disposto nos incisos I, IV, V, VI, X, XI e XII do caput deste 
artigo poderá ser aplicado às entidades e aos órgãos públicos, sem 
prejuízo do disposto na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, 
na Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992, e na Lei nº 12.527, de 18 de 
novembro de 2011. (Promulgação partes vetadas) 
.................................................................................................... 
..................... 
§ 5º O produto da arrecadação das multas aplicadas pela ANPD, 
inscritas ou não em dívida ativa, será destinado ao Fundo de Defesa 
de Direitos Difusos de que tratam o art. 13 da Lei nº 7.347, de 24 de 
julho de 1985, e a Lei nº 9.008, de 21 de março de 1995. 
§ 6º As sanções previstas nos incisos X, XI e XII do caput deste 
artigo serão aplicadas: (Promulgação partes vetadas) 
I - somente após já ter sido imposta ao menos 1 (uma) das san- 
ções de que tratam os incisos II, III, IV, V e VI do caput deste artigo 
para o mesmo caso concreto; e (Promulgação partes vetadas) 
II - em caso de controladores submetidos a outros órgãos e 
entidades com competências sancionatórias, ouvidos esses órgãos. 
(Promulgação partes vetadas) 
§ 7º Os vazamentos individuais ou os acessos não autorizados 
de que trata o caput do art. 46 desta Lei poderão ser objeto de con- 
ciliação direta entre controlador e titular e, caso não haja acordo, o 
controlador estará sujeito à aplicação das penalidades de que trata 
este artigo.” (NR) 
“Art. 55-A. (Revogado pela Lei nº 14.460, de 2022) 
“Art. 55-B. É assegurada autonomia técnica e decisória à ANPD.” 
“Art. 55-C. A ANPD é composta de: 
I - Conselho Diretor, órgão máximo de direção; 
II - Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Pri- 
vacidade; 
III - Corregedoria; 
IV - Ouvidoria; 
V - (Revogado pela Medida Provisória nº 1.124, de 2022) 
VI - unidades administrativas e unidades especializadas neces- 
sárias à aplicação do disposto nesta Lei.” 
“Art. 55-D. O Conselho Diretor da ANPD será composto de 5 
(cinco) diretores, incluído o Diretor-Presidente. 
§ 1º Os membros do Conselho Diretor da ANPD serão escolhi- 
dos pelo Presidente da República e por ele nomeados, após apro- 
vação pelo Senado Federal, nos termos da alínea ‘f’ do inciso III do 
art. 52 da Constituição Federal, e ocuparão cargo em comissão do 
Grupo-Direção e Assessoramento Superiores - DAS, no mínimo, de 
nível 5. 
§ 2º Os membros do Conselho Diretor serão escolhidos dentre 
brasileiros que tenham reputação ilibada, nível superior de educa- 
ção e elevado conceito no campo de especialidade dos cargos para 
os quais serão nomeados. 
§ 3º O mandato dos membros do Conselho Diretor será de 4 
(quatro) anos. 
§ 4º Os mandatos dos primeiros membros do Conselho Diretor 
nomeados serão de 2 (dois), de 3 (três), de 4 (quatro), de 5 (cinco) e 
de 6 (seis) anos, conforme estabelecido no ato de nomeação. 
§ 5º Na hipótese de vacância do cargo no curso do mandato de 
membro do Conselho Diretor, o prazo remanescente será comple- 
tado pelo sucessor.” 
“Art. 55-E. Os membros do Conselho Diretor somente perderão 
seus cargos em virtude de renúncia, condenação judicial transitada 
em julgado ou pena de demissão decorrente de processo adminis- 
trativo disciplinar. 
§ 1º Nos termos do caput deste artigo, cabe ao Ministro de 
Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República instaurar o 
processo administrativo disciplinar, que será conduzido por comis- 
são especial constituída por servidores públicos federais estáveis. 
§ 2º Compete ao Presidente da República determinar o afas- 
tamento preventivo, somente quando assim recomendado pela 
comissão especial de que trata o § 1º deste artigo, e proferir o jul- 
gamento.” 
“Art. 55-F. Aplica-seaos membros do Conselho Diretor, após o 
exercício do cargo, o disposto no art. 6º da Lei nº 12.813, de 16 de 
maio de 2013. 
Parágrafo único. A infração ao disposto no caput deste artigo 
caracteriza ato de improbidade administrativa.” 
“Art. 55-G. Ato do Presidente da República disporá sobre a es- 
trutura regimental da ANPD. 
§ 1º Até a data de entrada em vigor de sua estrutura regimen- 
tal, a ANPD receberá o apoio técnico e administrativo da Casa Civil 
da Presidência da República para o exercício de suas atividades. 
§ 2º O Conselho Diretor disporá sobre o regimento interno da 
ANPD.” 
“Art. 55-H. Os cargos em comissão e as funções de confiança 
da ANPD serão remanejados de outros órgãos e entidades do Poder 
Executivo federal.” 
“Art. 55-I. Os ocupantes dos cargos em comissão e das funções 
de confiança da ANPD serão indicados pelo Conselho Diretor e no- 
meados ou designados pelo Diretor-Presidente.” 
“Art. 55-J. Compete à ANPD: 
I - zelar pela proteção dos dados pessoais, nos termos da le- 
gislação; 
II - zelar pela observância dos segredos comercial e industrial, 
observada a proteção de dados pessoais e do sigilo das informações 
quando protegido por lei ou quando a quebra do sigilo violar os 
fundamentos do art. 2º desta Lei; 
III - elaborar diretrizes para a Política Nacional de Proteção de 
Dados Pessoais e da Privacidade; 
IV - fiscalizar e aplicar sanções em caso de tratamento de da- 
dos realizado em descumprimento à legislação, mediante processo 
administrativo que assegure o contraditório, a ampla defesa e o di- 
reito de recurso; 
V - apreciar petições de titular contra controlador após com- 
provada pelo titular a apresentação de reclamação ao controlador 
não solucionada no prazo estabelecido em regulamentação; 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
 
VI - promover na população o conhecimento das normas e das 
políticas públicas sobre proteção de dados pessoais e das medidas 
de segurança; 
VII - promover e elaborar estudos sobre as práticas nacionais e 
internacionais de proteção de dados pessoais e privacidade; 
VIII - estimular a adoção de padrões para serviços e produtos 
que facilitem o exercício de controle dos titulares sobre seus dados 
pessoais, os quais deverão levar em consideração as especificidades 
das atividades e o porte dos responsáveis; 
IX - promover ações de cooperação com autoridades de prote- 
ção de dados pessoais de outros países, de natureza internacional 
ou transnacional; 
X - dispor sobre as formas de publicidade das operações de tra- 
tamento de dados pessoais, respeitados os segredos comercial e 
industrial; 
XI - solicitar, a qualquer momento, às entidades do poder pú- 
blico que realizem operações de tratamento de dados pessoais in- 
forme específico sobre o âmbito, a natureza dos dados e os demais 
detalhes do tratamento realizado, com a possibilidade de emitir pa- 
recer técnico complementar para garantir o cumprimento desta Lei; 
XII - elaborar relatórios de gestão anuais acerca de suas ativi- 
dades; 
XIII - editar regulamentos e procedimentos sobre proteção de 
dados pessoais e privacidade, bem como sobre relatórios de impac- 
to à proteção de dados pessoais para os casos em que o tratamento 
representar alto risco à garantia dos princípios gerais de proteção 
de dados pessoais previstos nesta Lei; 
XIV - ouvir os agentes de tratamento e a sociedade em maté- 
rias de interesse relevante e prestar contas sobre suas atividades e 
planejamento; 
XV - arrecadar e aplicar suas receitas e publicar, no relatório de 
gestão a que se refere o inciso XII do caput deste artigo, o detalha- 
mento de suas receitas e despesas; 
XVI - realizar auditorias, ou determinar sua realização, no âm- 
bito da atividade de fiscalização de que trata o inciso IV e com a 
devida observância do disposto no inciso II do caput deste artigo, 
sobre o tratamento de dados pessoais efetuado pelos agentes de 
tratamento, incluído o poder público; 
XVII - celebrar, a qualquer momento, compromisso com agen- 
tes de tratamento para eliminar irregularidade, incerteza jurídica ou 
situação contenciosa no âmbito de processos administrativos, de 
acordo com o previsto no Decreto-Lei nº 4.657, de 4 de setembro 
de 1942; 
XVIII - editar normas, orientações e procedimentos simplifica- 
dos e diferenciados, inclusive quanto aos prazos, para que microem- 
presas e empresas de pequeno porte, bem como iniciativas empre- 
sariais de caráter incremental ou disruptivo que se autodeclarem 
startups ou empresas de inovação, possam adequar-se a esta Lei; 
XIX - garantir que o tratamento de dados de idosos seja efetu- 
ado de maneira simples, clara, acessível e adequada ao seu enten- 
dimento, nos termos desta Lei e da Lei nº 10.741, de 1º de outubro 
de 2003 (Estatuto do Idoso); 
XX - deliberar, na esfera administrativa, em caráter terminativo, 
sobre a interpretação desta Lei, as suas competências e os casos 
omissos; 
XXI - comunicar às autoridades competentes as infrações pe- 
nais das quais tiver conhecimento; 
XXII - comunicar aos órgãos de controle interno o descumpri- 
mento do disposto nesta Lei por órgãos e entidades da administra- 
ção pública federal; 
XXIII - articular-se com as autoridades reguladoras públicas 
para exercer suas competências em setores específicos de ativida- 
des econômicas e governamentais sujeitas à regulação; e 
XXIV - implementar mecanismos simplificados, inclusive por 
meio eletrônico, para o registro de reclamações sobre o tratamento 
de dados pessoais em desconformidade com esta Lei. 
§ 1º Ao impor condicionantes administrativas ao tratamento 
de dados pessoais por agente de tratamento privado, sejam eles 
limites, encargos ou sujeições, a ANPD deve observar a exigência 
de mínima intervenção, assegurados os fundamentos, os princípios 
e os direitos dos titulares previstos no art. 170 da Constituição Fe- 
deral e nesta Lei. 
§ 2º Os regulamentos e as normas editados pela ANPD devem 
ser precedidos de consulta e audiência públicas, bem como de aná- 
lises de impacto regulatório. 
§ 3º A ANPD e os órgãos e entidades públicos responsáveis pela 
regulação de setores específicos da atividade econômica e gover- 
namental devem coordenar suas atividades, nas correspondentes 
esferas de atuação, com vistas a assegurar o cumprimento de suas 
atribuições com a maior eficiência e promover o adequado funcio- 
namento dos setores regulados, conforme legislação específica, e o 
tratamento de dados pessoais, na forma desta Lei. 
§ 4º A ANPD manterá fórum permanente de comunicação, in- 
clusive por meio de cooperação técnica, com órgãos e entidades da 
administração pública responsáveis pela regulação de setores espe- 
cíficos da atividade econômica e governamental, a fim de facilitar as 
competências regulatória, fiscalizatória e punitiva da ANPD. 
§ 5º No exercício das competências de que trata o caput deste 
artigo, a autoridade competente deverá zelar pela preservação do 
segredo empresarial e do sigilo das informações, nos termos da lei. 
§ 6º As reclamações colhidas conforme o disposto no inciso V 
do caput deste artigo poderão ser analisadas de forma agregada, e 
as eventuais providências delas decorrentes poderão ser adotadas 
de forma padronizada.” 
“Art. 55-K. A aplicação das sanções previstas nesta Lei compe- 
te exclusivamente à ANPD, e suas competências prevalecerão, no 
que se refere à proteção de dados pessoais, sobre as competências 
correlatas de outras entidades ou órgãos da administração pública. 
Parágrafo único. A ANPD articulará sua atuação com outros 
órgãos e entidades com competências sancionatórias e normativas 
afetas ao tema de proteção de dados pessoais e será o órgão central 
de interpretação desta Lei e do estabelecimento de normas e dire- 
trizes para a sua implementação.” 
“Art. 55-L. Constituem receitas da ANPD: 
I - as dotações, consignadas no orçamento geral da União, os 
créditos especiais, os créditos adicionais, as transferências e os re- 
passes que lhe forem conferidos;II - as doações, os legados, as subvenções e outros recursos que 
lhe forem destinados; 
III - os valores apurados na venda ou aluguel de bens móveis e 
imóveis de sua propriedade; 
IV - os valores apurados em aplicações no mercado financeiro 
das receitas previstas neste artigo; 
V - (VETADO); 
VI - os recursos provenientes de acordos, convênios ou contra- 
tos celebrados com entidades, organismos ou empresas, públicos 
ou privados, nacionais ou internacionais; 
VII - o produto da venda de publicações, material técnico, da- 
dos e informações, inclusive para fins de licitação pública.” 
“Art. 58-A. O Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais 
e da Privacidade será composto de 23 (vinte e três) representantes, 
titulares e suplentes, dos seguintes órgãos: 
I - 5 (cinco) do Poder Executivo federal; 
II - 1 (um) do Senado Federal; 
III - 1 (um) da Câmara dos Deputados; 
IV - 1 (um) do Conselho Nacional de Justiça; 
V - 1 (um) do Conselho Nacional do Ministério Público; 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
VI - 1 (um) do Comitê Gestor da Internet no Brasil; 
VII - 3 (três) de entidades da sociedade civil com atuação rela- 
cionada a proteção de dados pessoais; 
VIII - 3 (três) de instituições científicas, tecnológicas e de ino- 
vação; 
IX - 3 (três) de confederações sindicais representativas das ca- 
tegorias econômicas do setor produtivo; 
X - 2 (dois) de entidades representativas do setor empresarial 
relacionado à área de tratamento de dados pessoais; e 
XI - 2 (dois) de entidades representativas do setor laboral. 
§ 1º Os representantes serão designados por ato do Presidente 
da República, permitida a delegação. 
§ 2º Os representantes de que tratam os incisos I, II, III, IV, V e 
VI do caput deste artigo e seus suplentes serão indicados pelos titu- 
lares dos respectivos órgãos e entidades da administração pública. 
§ 3º Os representantes de que tratam os incisos VII, VIII, IX, X e 
XI do caput deste artigo e seus suplentes: 
I - serão indicados na forma de regulamento; 
II - não poderão ser membros do Comitê Gestor da Internet no 
Brasil; 
III - terão mandato de 2 (dois) anos, permitida 1 (uma) recon- 
dução. 
§ 4º A participação no Conselho Nacional de Proteção de Dados 
Pessoais e da Privacidade será considerada prestação de serviço pú- 
blico relevante, não remunerada.” 
“Art. 58-B. Compete ao Conselho Nacional de Proteção de Da- 
dos Pessoais e da Privacidade: 
I - propor diretrizes estratégicas e fornecer subsídios para a ela- 
boração da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da 
Privacidade e para a atuação da ANPD; 
II - elaborar relatórios anuais de avaliação da execução das 
ações da Política Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Pri- 
vacidade; 
III - sugerir ações a serem realizadas pela ANPD; 
IV - elaborar estudos e realizar debates e audiências públicas 
sobre a proteção de dados pessoais e da privacidade; e 
V - disseminar o conhecimento sobre a proteção de dados pes- 
soais e da privacidade à população.” 
“Art. 65. Esta Lei entra em vigor: 
I - dia 28 de dezembro de 2018, quanto aos arts. 55-A, 55-B, 55- 
C, 55-D, 55-E, 55-F, 55-G, 55-H, 55-I, 55-J, 55-K, 55-L, 58-A e 58-B; e 
II - 24 (vinte e quatro) meses após a data de sua publicação, 
quanto aos demais artigos.” (NR) 
Art. 3º Ficam revogados os §§ 1º e 2º do art. 7º da Lei nº 13.709, 
de 14 de agosto de 2018. 
Art. 4º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação 
 
Brasília, 8 de julho de 2019; 198o da Independência e 131o da 
República. 
 
 
ÉTICA E MORAL 
 
 
São duas ciências de conhecimento que se diferenciam, no en- 
tanto, tem muitas interligações entre elas. 
A moral se baseia em regras que fornecem uma certa previ- 
são sobre os atos humanos. A moral estabelece regras que devem 
ser assumidas pelo homem, como uma maneira de garantia do seu 
bem viver. A moral garante uma identidade entre pessoas que po- 
dem até não se conhecer, mas utilizam uma mesma refêrencia de 
Moral entre elas. 
A Ética já é um estudo amplo do que é bem e do que é mal. 
O objetivo da ética é buscar justificativas para o cumprimento das 
regras propostas pela Moral. É diferente da Moral, pois não estabe- 
lece regras. A reflexão sobre os atos humanos é que caracterizam 
o ser humano ético. 
Ter Ética é fazer a coisa certa com base no motivo certo. 
Ter Ética é ter um comportamento que os outros julgam como 
correto. 
A noção de Ética é, portanto, muito ampla e inclui vários prin- 
cípios básicos e transversais que são: 
1. O da Integridade – Devemos agir com base em princípios e 
valores e não em função do que é mais fácil ou do que nos trás mais 
benefícios 
2. O da Confiança/Credibilidade – Devemos agir com coerência 
e consistência, quer na ação, quer na comunicação. 
3. O da Responsabilidade – Devemos assumir a responsabilida- 
de pelos nossos atos, o que implica, cumprir com todos os nossos 
deveres profissionais. 
4. O de Justiça – As nossas decisões devem ser suportadas, 
transparentes e objetivas, tratando da mesma forma, aquilo que é 
igual ou semelhante. 
5. O da Lealdade – Devemos agir com o mesmo espírito de le- 
aldade profissional e de transparência, que esperamos dos outros. 
6. O da Competência – Devemos apenas aceitar as funções 
para as quais tenhamos os conhecimentos e a experiência que o 
exercício dessas funções requer. 
7. O da Independência – Devemos assegurar, no exercício de 
funções de interesse público, que as nossas opiniões, não são in- 
fluenciadas, por fatores alheios a esse interesse público. 
 
Abaixo, alguns Desafios Éticos com que nos defrontamos dia- 
riamente: 
1. Se não é proibido/ilegal, pode ser feito – É óbvio que, exis- 
tem escolhas, que embora, não estando especificamente referidas, 
na lei ou nas normas, como proibidas, não devem ser tomadas. 
2. Todos os outros fazem isso – Ao longo da história da humani- 
dade, o homem esforçou-se sempre, para legitimar o seu compor- 
tamento, mesmo quando, utiliza técnicas eticamente reprováveis. 
 
Nas organizações, é a ética no gerenciamento das informa- 
ções que vem causando grandes preocupações, devido às conse- 
quências que esse descuido pode gerar nas operações internas e 
externas. Pelo Código de Ética do Administrador capítulo I, art. 1°, 
inc. II, um dos deveres é: “manter sigilo sobre tudo o que souber 
em função de sua atividade profissional”, ou seja, a manutenção 
em segredo de toda e qualquer informação que tenha valor para 
a organização é responsabilidade do profissional que teve acesso 
à essa informação, podendo esse profissional que ferir esse sigilo 
responder até mesmo criminalmente. 
 
Uma pessoa é ética quando se orienta por princípios e convic- 
ções. 
 
 
ÉTICA, PRINCÍPIOS, VALORES E A LEI 
 
 
Princípios, Valores e Virtudes 
Princípios são preceitos, leis ou pressupostos considerados 
universais que definem as regras pela qual uma sociedade civiliza- 
da deve se orientar. 
Em qualquer lugar do mundo, princípios são incontestáveis, 
pois, quando adotados não oferecem resistência alguma. Enten- 
de-se que a adoção desses princípios está em consonância com o 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
 
pensamento da sociedade e vale tanto para a elaboração da consti- 
tuição de um país quanto para acordos políticos entre as nações ou 
estatutos de condomínio. 
O princípios se aplicam em todas as esferas, pessoa, profissio- 
nal e social, eis alguns exemplos: amor, felicidade, liberdade, paz e 
plenitude são exemplos de princípios considerados universais. 
Como cidadãos – pessoas e profissionais -, esses princípios fa- 
zem parte da nossa existência e durante uma vida estaremos lutan- 
do para torná-los inabaláveis. Temos direito a todos eles, contudo, 
por razões diversas, eles não surgem de graça. A base dos nossos 
princípios é construída no seio da família e, em muitos casos, eles 
se perdem no meio do caminho. 
De maneira geral, os princípios regem a nossa existência e são 
comuns a todos os povos, culturas,eras e religiões, queiramos ou 
não. Quem age diferente ou em desacordo com os princípios uni- 
versais acaba sendo punido pela sociedade e sofre todas as conse- 
quências. 
Valores são normas ou padrões sociais geralmente aceitos ou 
mantidos por determinado indivíduo, classe ou sociedade, portan- 
to, em geral, dependem basicamente da cultura relacionada com o 
ambiente onde estamos inseridos. É comum existir certa confusão 
entre valores e princípios, todavia, os conceitos e as aplicações são 
diferentes. 
Diferente dos princípios, os valores são pessoais, subjetivos e, 
acima de tudo, contestáveis. O que vale para você não vale neces- 
sariamente para os demais colegas de trabalho. Sua aplicação pode 
ou não ser ética e depende muito do caráter ou da personalidade 
da pessoa que os adota. 
Na prática, é muito mais simples ater-se aos valores do que 
aos princípios, pois este último exige muito de nós. Os valores com- 
pletamente equivocados da nossa sociedade – dinheiro, sucesso, 
luxo e riqueza – estão na ordem do dia, infelizmente. Todos os dias 
somos convidados a negligenciar os princípios e adotar os valores 
ditados pela sociedade. 
Virtudes, segundo o Aurélio, são disposições constantes do es- 
pírito, as quais, por um esforço da vontade, inclinam à prática do 
bem. Aristóteles afirmava que há duas espécies de virtudes: a inte- 
lectual e a moral. A primeira deve, em grande parte, sua geração e 
crescimento ao ensino, e por isso requer experiência e tempo; ao 
passo que a virtude moral é adquirida com o resultado do hábito. 
Segundo Aristóteles, nenhuma das virtudes morais surge em 
nós por natureza, visto que nada que existe por natureza pode ser 
alterado pela força do hábito, portanto, virtudes nada mais são do 
que hábitos profundamente arraigados que se originam do meio 
onde somos criados e condicionados através de exemplos e com- 
portamentos semelhantes. 
Uma pessoa pode ter valores e não ter princípios. Hitler, por 
exemplo, conhecia os princípios, mas preferiu ignorá-los e adotar 
valores como a supremacia da raça ariana, a aniquilação da oposi- 
ção e a dominação pela força. 
No mundo corporativo não é diferente. Embora a convivência 
seja, por vezes, insuportável, deparamo-nos com profissionais que 
atropelam os princípios, como se isso fosse algo natural, um meio 
de sobrevivência, e adotam valores que nada tem a ver com duas 
grandes necessidades corporativas: a convivência pacífica e o espí- 
rito de equipe. Nesse caso, virtude é uma palavra que não faz parte 
do seu vocabulário e, apesar da falta de escrúpulo, leva tempo para 
destituí-los do poder. 
Valores e virtudes baseados em princípios universais são ine- 
gociáveis e, assim como a ética e a lealdade, ou você tem, ou não 
tem. Entretanto, conceitos como liberdade, felicidade ou riqueza 
não podem ser definidos com exatidão. Cada pessoa tem recorda- 
ções, experiências, imagens internas e sentimentos que dão um 
sentido especial e particular a esses conceitos. 
O importante é que você não perca de vista esses conceitos 
e tenha em mente que a sua contribuição, no universo pessoal e 
profissional, depende da aplicação mais próxima possível do senso 
de justiça. E a justiça é uma virtude tão difícil, e tão negligenciada, 
que a própria justiça sente dificuldades em aplicá-la, portanto, lute 
pelos princípios que os valores e as virtudes fluirão naturalmente. 
 
 
ÉTICA E DEMOCRACIA: EXERCÍCIO DA CIDADANIA 
 
 
ÉTICA E DEMOCRACIA 
O Brasil ainda caminha a passos lentos no que diz respeito à éti- 
ca, principalmente no cenário político que se revela a cada dia, po- 
rém é inegável o fato de que realmente a moralidade tem avançado. 
Vários fatores contribuíram para a formação desse quadro caó- 
tico. Entre eles os principais são os golpes de estados – Golpe de 
1930 e Golpe de 1964. 
Durante o período em que o país viveu uma ditadura militar e 
a democracia foi colocada de lado, tivemos a suspensão do ensino 
de filosofia e, consequentemente, de ética, nas escolas e universi- 
dades. Aliados a isso tivemos os direitos políticos do cidadão sus- 
pensos, a liberdade de expressão caçada e o medo da repressão. 
Como consequência dessa série de medidas arbitrárias e auto- 
ritárias, nossos valores morais e sociais foram se perdendo, levando 
a sociedade a uma “apatia” social, mantendo, assim, os valores que 
o Estado queria impor ao povo. 
Nos dias atuais estamos presenciando uma “nova era” em nos- 
so país no que tange à aplicabilidade das leis e da ética no poder: 
os crimes de corrupção e de desvio de dinheiro estão sendo mais 
investigados e a polícia tem trabalhado com mais liberdade de 
atuação em prol da moralidade e do interesse público, o que tem 
levado os agentes públicos a refletir mais sobre seus atos antes de 
cometê-los. 
Essa nova fase se deve principalmente à democracia implanta- 
da como regime político com a Constituição de 1988. 
Etimologicamente, o termo democracia vem do grego de- 
mokratía, em que demo significa povo e kratía, poder. Logo, a defi- 
nição de democracia é “poder do povo”. 
A democracia confere ao povo o poder de influenciar na ad- 
ministração do Estado. Por meio do voto, o povo é que determina 
quem vai ocupar os cargos de direção do Estado. Logo, insere-se 
nesse contexto a responsabilidade tanto do povo, que escolhe seus 
dirigentes, quanto dos escolhidos, que deverão prestar contas de 
seus atos no poder. 
 
A ética tem papel fundamental em todo esse processo, regula- 
mentando e exigindo dos governantes o comportamento adequa- 
do à função pública que lhe foi confiada por meio do voto, e confe- 
rindo ao povo as noções e os valores necessários para o exercício 
de seus deveres e cobrança dos seus direitos. 
E por meio dos valores éticos e morais – determinados pela 
sociedade – que podemos perceber se os atos cometidos pelos 
ocupantes de cargos públicos estão visando ao bem comum ou ao 
interesse público. 
 
EXERCÍCIO DA CIDADANIA 
Todo cidadão tem direito a exercer a cidadania, isto é, seus 
direitos de cidadão; direitos esses que são garantidos constitucio- 
nalmente nos princípios fundamentais. 
Exercer os direitos de cidadão, na verdade, está vinculado a 
exercer também os deveres de cidadão. Por exemplo, uma pessoa 
que deixa de votar não pode cobrar nada do governante que está 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
no poder, afinal ela se omitiu do dever de participar do processo de 
escolha dessa pessoa, e com essa atitude abriu mão também dos 
seus direitos. 
Direitos e deveres andam juntos no que tange ao exercício da 
cidadania. Não se pode conceber um direito sem que antes este 
seja precedido de um dever a ser cumprido; é uma via de mão du- 
pla, seus direitos aumentam na mesma proporção de seus deveres 
perante a sociedade. 
Constitucionalmente, os direitos garantidos, tanto individuais 
quanto coletivos, sociais ou políticos, são precedidos de responsa- 
bilidades que o cidadão deve ter perante a sociedade. Por exemplo, 
a Constituição garante o direito à propriedade privada, mas exige- 
-se que o proprietário seja responsável pelos tributos que o exercí- 
cio desse direito gera, como o pagamento do IPTU. 
Exercer a cidadania por consequência é também ser probo, 
agir com ética assumindo a responsabilidade que advém de seus 
deveres enquanto cidadão inserido no convívio social. 
 
 
CONDUTA ÉTICA 
 
 
A ética é a disciplina ou campo do conhecimento que trata da 
definição e avaliação do comportamento de pessoas e organiza- 
ções. A ética lida com aquilo que pode ser diferente do que é, da 
aprovação ou reprovação do comportamento observado em rela- 
ção ao comportamento ideal. 
O comportamento ideal é definido por meio de um código de 
conduta, ou código de ética, implícito ou explícito. Códigos de ética 
são conjuntos particulares de normas de conduta1. 
Os códigos de ética são explícitos, ex.: os juramentos que fa- 
zem: administradores, contadores, engenheiros, médicos, advoga- 
dos, etc., ou implícitos, ex.: osmotoristas ao avisarem, por meio de 
sinais de luzes, que há fiscalização policial, para os outros motoris- 
tas que vêm em sentido contrário. 
O comportamento das pessoas, grupos e das organizações são 
orientados por código de ética. As decisões pessoais e organizacio- 
nais que são tomadas com base em qualquer código de ética, refle- 
tem os valores vigentes na sociedade. 
Cada sociedade, cada grupo social tem suas concepções; a éti- 
ca estabelece a conduta apropriada e as formas de promovê-la. Em- 
bora a ética estude todas as morais, a absoluta e a relativa, a ética 
qualifica as morais que dão suporte às condutas egoístas como an- 
tiéticas, porque suas ações têm abrangência restrita beneficiando 
apenas indivíduos, grupos ou organizações. 
 
— Ética como doutrina da conduta humana 
Como móvel de conduta humana, a Ética tem uma concepção 
de objeto da vontade ou das regras que a direcionam. O bem, nesse 
caso, não se enfoca como algo básico de realidade ou perfeição, 
mas, sim, como o que passa a ser matéria nos domínios do volitivo2. 
A vontade ética torna-se nessa acepção a ser um dos assuntos 
de grande importância, como núcleo de estudos. 
 
Conduta humana 
Antes de entrarmos na questão, conveniente é que bem se es- 
clareça o que o conceito conduta procura expressar, em sentido am- 
plo, genérico. A conduta do ser é sua resposta a um estímulo men- 
tal, ou seja, é uma ação que se segue ao comando do cérebro e que, 
manifestando-se variável, também pode ser observada e avaliada. 
 
1 https://www.crc-ce.org.br/crcnovo/download/apost_eticacrc.pdf 
2 https://psicologiaunicsul.files.wordpress.com/2013/02/c3a9tica-profissional. 
pdf 
Como tais respostas aos estímulos não são sempre as mesmas, 
variando sob diversas circunstâncias e condições, não se deve con- 
fundir tal fenômeno com um simples comportamento. O compor- 
tamento também é uma resposta a um estímulo cerebral, mas é 
constante, ou seja, ocorre sempre da mesma forma, e, nisto, dife- 
rencia-se da conduta, pois esta sujeita-se à variabilidade de efeitos. 
No emprego de conceitos, pois, como ação, atitude, comporta- 
mento, conduta, existem diferenças que expressam razões também 
diferentes das consequências da influência do cérebro, sobre o que 
ocorre na materialização de seus estímulos. 
O que a Ética estuda, pois, é a ação que, comandada pelo cé- 
rebro, é observável e variável, representando a conduta humana. 
Tais diferenças conceituais nem sempre são respeitadas e os termos 
podem ser encontrados para expressarem efeitos como se sinôni- 
mos fossem; em realidade, todavia, a partir do início deste século, 
começaram a apresentar as diferenças que podem ser detectadas. 
A evolução conceptual é natural nas ciências e até no campo 
empírico; quanto mais evolui um conhecimento, tanto mais tende a 
ter mais e melhores conceitos. 
 
— Ética concebida como doutrina da conduta 
O estudo doutrinário a respeito do motivo que leva a produzir a 
conduta é um específico esforço intelectual; buscar conhecer o que 
promove a satisfação, prazer ou felicidade é, nessa forma de enten- 
der a questão, mais que analisar o bem como uma coisa isolada ou 
ideal, simplesmente. Deixa-se o estado apenas estático, ou como al- 
guns expressam “contemplativo” do bem, para conhecer as razões 
que levam ao mesmo e as conveniências que ditam as variações em 
torno dos estímulos mentais nessa mesma direção. 
Não se busca, no caso, o exame do ideal, mas, sim, do que leva 
a produzi-lo. A vida feliz, prazerosa, adequada, o bem-estar, pela 
racional prática da virtude, a sociedade, o Estado, as posições he- 
donísticas etc., como ideais imaginados para o bem, como matérias 
que se tornaram objetos de estudos. 
Tal como preconizou Aristóteles quando afirmou: “para o ho- 
mem não existe maior felicidade que a virtude e a razão e que, ao 
mesmo tempo, por isso, deve regular sua conduta” (A política, Livro 
1V Cap. II). 
Através da Ética, deixam de assumir o papel principal como 
objeto isolado de indagação, quando se busca o conhecimento da 
conduta, como prioridade. Não é, pois, a coisa em si, mas como se 
pode consegui-la, quais os caminhos que à mesma conduzem que 
se torna o embrião do que se busca conhecer como verdadeiro, ou, 
pelo menos, lógico. 
O que se torna predominante é a prática que o homem segue 
e que provoca os fenômenos, nessa forma de estudar-se a Ética. O 
bem passa a ser uma decorrência do móvel da conduta, ou ainda, o 
que se consegue através de seguir-se tal ou qual direção. 
Essa a forma que, já tradicionalmente, grande número de pen- 
sadores entende como certa, egressa de alguns outros clássicos e 
de alguns pensadores modernos e contemporâneos. A Ética, como 
estudo da conduta, todavia, já é percebida em Protágoras, quando 
em seus ensinamentos pregava o que fazer para ser virtuoso peran- 
te terceiros. 
A denominada Ética da Conduta ou Ética do móvel, tem inspira- 
ção milenar e já a encontramos nos pensadores clássicos, como nos 
referimos. Xenofonte indicou caminhos de ação do homem para 
que fossem observados de forma adequada, perante cada um dos 
aspectos de sua presença, ou seja, perante a divindade, os amigos, 
a sociedade, a pátria etc., cada um exigindo uma ação específica, 
uma conduta peculiar a ser observada. 
Consciente como foi em relação à administração, não só mi- 
litar, mas na vida prática do governo da riqueza para a satisfação 
das necessidades humanas, com grande objetividade, escreveu ele 
 
 
 
http://www.crc-ce.org.br/crcnovo/download/apost_eticacrc.pdf
http://www.crc-ce.org.br/crcnovo/download/apost_eticacrc.pdf
http://www.crc-ce.org.br/crcnovo/download/apost_eticacrc.pdf
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
! 
 
 
 
 
o que de sua experiência colheu. Apresentou entendimentos de 
condutas que realmente nos parecem de uma lógica irrepreensível, 
como o que diz respeito à gestão do bem público, quando sugeriu 
que aquele que não sabe administrar sua casa não sabe, também, 
administrar o Estado. 
Os pensadores da época entenderam por Ética a ação virtuosa, 
desde que esta resultasse do consenso de todos, ou seja, fosse acei- 
ta como tal. A Ética, como um estudo visando apresentar o que se 
deve buscar para que se sinta e se pratique o bem, hoje acolhida de 
forma relevante, também foi a forma de entender do pensamento 
da Idade Clássica, inclusive como veículo para o prazer ou felicida- 
de, mas, no decorrer do tempo, arrefeceu-se na Idade Média, para, 
depois, tomar nova força quando do Renascimento. 
 
 
ÉTICA PROFISSIONAL 
 
 
Antes de abordarmos o tema, diretamente, vamos à concepção 
de ética, cuja palavra tem origem no significado grego de caráter — 
éthos, e que significa a propriedade do caráter. 
Nesse contexto, a propriedade e o caráter estão associados aos 
padrões convencionais da sociedade, mas também intrínsecos no 
cuidado em não prejudicar o próximo. 
Portanto, sua percepção pode variar com a de outra pessoa, 
dentro de determinados valores pessoais, mas a ética tem uma raiz 
mais abrangente, que acomoda a todas as visões. 
 
E a ética profissional? 
Aplicando a ideia acima ao ambiente corporativo, temos a ética 
profissional como uma pauta de tudo aquilo (pensamentos, com- 
portamentos e atitudes) que podem ferir o bom convívio. 
Acontece que são situações que acabam mais banalizadas do 
que muita gente imagina. Em busca de alcançar seus objetivos 
profissionais, por exemplo, as pessoas tendem a flexionar a ética 
— sendo que se trata de um conjunto de valores inflexíveis. Entre 
outros exemplos que podem prejudicar os valores morais e éticos 
dentro da empresa. 
 
Quais são as vantagens em estimular a ética profissional? 
Quando o RH da empresa, a gestão e os colaboradores olham 
os seus propósitos na mesma direção, a ética profissional agrega 
uma série de benefícios na rotina produtiva. Entre os principais, 
destacamos os seguintes 
–mais facilidade na construção e manutenção dos relaciona- 
mentos interpessoais; 
– mais motivação internapara o desenvolvimento — individual 
e coletivo; 
–aprimoramento da comunicação interna e externa da empre- 
sa, na qual todos os valores são facilmente expressos, absorvidos e 
transmitidos; 
– contínuo exercício do autoconhecimento; 
– respeito coletivo; 
– valorização dos pilares institucionais da empresa, contribuin- 
do com a retenção e a atração de novos talentos. 
 
Vale perceber que são benefícios que se colhem tanto em uma 
escala individual quanto coletiva, e para o colaborador e a empresa 
também. 
Pois então, vamos avaliar quais atitudes o nosso manual da éti- 
ca profissional estão reunidas, logo abaixo, para você se inspirar em 
replicá-las no seu dia a dia? 
Quais posturas podem promover a ética profissional? 
Quer aumentar o seu autoconhecimento e influenciar as pes- 
soas a terem mais ética profissional? Essas são as atitudes que mais 
contribuem com a promoção de um ambiente justo e moral: 
 
Honestidade 
Tenha a sinceridade inserida no seu vocabulário diário. Por 
meio dela, você exprime os seus pensamentos com clareza e impar- 
cialidade, sem visar o prejuízo aos outros. 
Autoconhecimento 
Ao assumir um compromisso que você não vai dar conta, você 
não está agindo de maneira ética. 
Afinal de contas, sua possível falta de entrega vai se revelar uma 
falha grave na relação com quem você assumiu a responsabilidade. 
Portanto, o autoconhecimento é, sim, uma forma de manter a 
ética profissional em dia. 
 
Humildade 
Arrogância não combina com ética profissional. Por sua vez, 
pessoas humildes agregam mais, no ambiente de trabalho, não de- 
bocham dos outros e sabem ouvir e transmitir críticas e sugestões 
sem ofender os outros. 
 
Educação 
Respeito, acima de tudo. Entenda e compreenda as diferenças 
entre as pessoas — e em todos os níveis, dos morais aos pessoais e 
de acordo com as escolhas de vida de cada um. 
Isso significa que você também não perde a calma, age com 
razão antes de se prender a alguma emoção para tomar decisões e 
que a sua opinião é bem-vinda e respeitada. 
 
Privacidade 
Pessoas bisbilhoteiras, que falam de outras pessoas quando 
não estão presentes e mexem na propriedade alheia não respeitam 
a privacidade. 
E isso não é nem um pouco ético. Aprenda a respeitar o espaço 
do próximo, para evitar conflitos internos que apenas minam a con- 
fiança, harmonia e produtividade da equipe. 
 
Responsabilidade 
Falamos disso, em um exemplo anterior: tenha a responsabil- 
idade para assumir somente aquilo que você tem a certeza de que 
vai dar conta. 
Não é nem um pouco errado, inclusive, também ter humildade 
para compartilhar essa responsabilidade com outras pessoas — se 
possível. Assim, você também estabelece novos patamares de um 
espaço colaborativo e em que todos crescem juntos dentro da em- 
presa. 
 
Reconhecimento 
Nada de egoísmo, falsidade e descrença. Quem carrega os va- 
lores de ética profissional no seu dia a dia sabe reconhecer, e enal- 
tecer, os méritos dos colegas. Mesmo que isso signifique que o seu 
trabalho não foi reconhecido de imediato. Afinal de contas, todos 
devem ter a oportunidade de crescimento. 
 
Autocrítica 
Por fim, a ética profissional também estabelece um paralelo in- 
teressante com aquilo que tendemos a fazer: culpar os outros pelos 
nossos insucessos. 
E isso pode ser uma poderosa arma contra a motivação na em- 
presa, tendo em vista que a pessoa não fez aquilo que deveria ter 
feito desde o princípio: ter autocrítica. 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
Com ela, você aprende mais sobre os motivos pelos quais um 
resultado desejado não foi alcançado. E permite que você trabalhe, 
cada vez mais, para reforçar esses pontos de melhoria. 
 
Quais atitudes antiéticas devem ser evitadas? 
Por fim, vamos falar de quais atitudes devem ser evitadas, se 
você pretende garantir mais ética profissional em suas atitudes. 
Perceba que algumas delas já foram destacadas, previamente, 
mas vale reforçá-las para que passem bem longe dos seus hábitos 
cotidianos. São elas: 
– falta de pontualidade; 
–apresentação inadequada e fora dos valores de sua empresa; 
– posturas e atitudes de brincadeiras com os colegas de tra- 
balho; 
–falta de respeito com o próximo; 
– fofocas — tenham elas um fundo de verdade ou não; 
– mentiras, sejam elas para se preservar ou a outra pessoa, e 
também aquelas com a intenção de prejudicar um ou mais colegas; 
– todo tipo e forma de assédio; 
–desequilíbrio emocional 
– intimidades excessivas e não permitidas pelos outros. 
 
Tudo isso está intimamente ligado a um conjunto de pensam- 
entos, ações e comportamentos que se refletem no profissional de 
sucesso que você é e pode ser ainda mais! 
Para obter destaque no trabalho, é preciso ter um comporta- 
mento que transmita confiança aos líderes da empresa. Dessa ma- 
neira, torna-se fundamental agir eticamente, construindo relações 
de qualidade, inclusive entre os seus colegas. 
Por isso mesmo, separamos 18 dicas valiosas que contribuirão 
para o seu bom rendimento na equipe. Confira quais são elas: 
 
1. Aja com educação e respeito 
Isso significa adotar uma atitude amigável, bem-educada e respei- 
tosa com todos no ambiente de trabalho — desde os servidores mais 
humildes até os ocupantes de cargos de chefia. Não importa a posição 
hierárquica, todos merecem ser tratados com gentileza e respeito. 
 
2. Respeite a confidencialidade 
Nunca divulgue informações confidenciais sobre a organização. 
A não ser que você seja o porta-voz autorizado por seus empre- 
gadores a divulgar informações, não fale em nome da empresa. 
Seja discreto e respeite o sigilo profissional. Assuntos que 
dizem respeito ao ambiente corporativo não devem vir a público 
sem autorização. 
 
3. Seja confiável 
Cumprir horários, entregar o trabalho no prazo, dar o seu mel- 
hor ao executar uma tarefa e manter a palavra dada são exemplos 
de atitudes que mostram aos superiores e aos colegas que podem 
confiar em você. Por isso, nunca prometa o que não poderá cumprir. 
 
4. Tenha autocrítica 
É importante ter a humildade de admitir que não domina de- 
terminado assunto ou que não reúne as qualificações para certas 
tarefas. É melhor informar sobre os seus pontos fracos e pedir para 
aprender, em vez de inventar competências que ainda não tem e 
colocar todo o trabalho em risco. 
 
5. Seja honesto 
Honestidade e sinceridade são atitudes que ganham a confi- 
ança dos que convivem com você. Nesse caso, não trapaceie, não 
finja ser o que não é, não tente levar vantagens indevidas e não 
manipule pessoas ou situações para se beneficiar, por exemplo. A 
desonestidade é o caminho mais curto para arruinar sua reputação. 
6. Reconheça o mérito do outro 
Não tente levar créditos por ideias ou projetos que não são 
de sua autoria. Plagiar trabalhos alheios e tentar levar mérito pelo 
que não fez é um dos comportamentos antiéticos que podem le- 
var ao fracasso profissional. Por outro lado, reconhecer e elogiar 
o trabalho dos colegas é ser ético e contribui para um ambiente 
saudável. 
 
7. Seja discreto 
As confidências e assuntos particulares dos colegas não devem 
ser motivo de fofocas na empresa. Do mesmo modo, evite expor 
sua vida e assuntos íntimos no ambiente de trabalho. Saiba separar 
a vida pessoal da profissional. Confidências e conversas particulares 
só no happy-hour de sexta-feira, depois do horário de trabalho. 
 
8. Evite reclamações e críticas 
Não seja aquela pessoa que só reclama e critica sem nunca 
oferecer soluções. Observou falhas em algum processo? Viu situ- 
ações que precisam ser aprimoradas? Em vez de só reclamar e crit- 
icar colegas e superiores, ofereça sugestões para melhorias. Assim, 
você vai se destacar pela colaboração, e não pelas reclamações. 
 
9. Assuma seus erros 
Ninguém é perfeito, então você também está sujeito a falhas. O 
mérito, aqui, está em reconhecer e assumir seus erros, sem fugir de 
responsabilidades e nem tentar colocar a culpa no outro. Admitir os 
próprios erros é maisum exemplo de ética profissional. 
 
10. Ofereça feedback 
Seja na posição de chefia, seja entre colegas, fazer críticas con- 
strutivas sobre a atuação do outro é uma maneira de aperfeiçoar 
processos e promover uma convivência baseada na confiança. Por 
isso, dê feedbacks de modo educado e discreto. Lembre-se: elogie 
em público, mas corrija em particular. 
 
11. Mantenha a boa comunicação com a equipe 
Em caso de conflitos ou mal-entendidos com algum colega, 
fale com ele em particular e esclareça o assunto. Cortar relações 
ou deixar de conversar com alguém só servirá para deixar o ambi- 
ente tenso e criar polaridade entre colegas. Sendo assim, contribua 
para manter as relações cordiais e a boa comunicação dentro da 
empresa. 
 
12. Obedeça os regulamentos 
As empresas adotam políticas próprias e estabelecem normas 
de conduta e de ética profissional que devem ser seguidas por seus 
colaboradores. Sua obrigação, como funcionário, é obedecer ao 
regulamento e sempre adotar uma postura adequada aos preceitos 
morais e éticos no ambiente de trabalho. 
 
13. Respeite a hierarquia 
Assim como os regulamentos, a hierarquia da empresa deve ser 
respeitada. Tentar desqualificar ou “passar por cima” de seu supe- 
rior para obter vantagens pessoais é um comportamento antiético, 
por exemplo. Atitudes de desrespeito à hierarquia contaminam o 
ambiente de trabalho e trazem reflexos negativos para sua carreira. 
 
14. Invista em seu desenvolvimento pessoal 
Investir em si mesmo para crescer pessoal e profissionalmente 
e, assim, oferecer o melhor para a empresa também é um compor- 
tamento ético muito valorizado por empregadores. 
Estudar e se qualificar, tanto como ser humano quanto como 
profissional, fará a diferença em sua vida pessoal e contará pontos 
a seu favor no caso de um eventual corte de pessoal na empresa, 
por exemplo. 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
15. Conheça o código de conduta da empresa 
Além dos preceitos éticos universais que todos devem seguir, 
é importante lembrar que o código de conduta de cada instituição 
pode ter variações que os colaboradores precisam conhecer e obe- 
decer. Por isso, não deixe de ler o código e colocar em prática as 
atitudes que a sua empresa recomenda. 
 
16. Tenha comprometimento com a sua carreira 
Um bom profissional geralmente apresenta responsabilidade e 
comprometimento com tudo o que diz respeito ao seu trabalho. Assim, 
é preciso contar com uma dose extra de engajamento, cumprindo a 
sua função com empenho e transparência. Isso contribui para a valor- 
ização da carreira e também para atingir destaque profissional. 
 
17. Prometa apenas o que pode cumprir 
Outro ponto fundamental é ser responsivo e prometer apenas 
o que pode cumprir. Com isso, o colaborador deve estar atento aos 
prazos e alinhar o seu trabalho visando sempre o cumprimento das 
metas da empresa. Com o tempo, essa atitude contribuirá para a 
melhora da sua credibilidade diante da equipe, demonstrando que 
você é honesto com as suas obrigações. 
 
18. Evite fofoca 
Por fim, evite sempre fazer ou alimentar fofoca dentro do am- 
biente profissional. Isso também vale para comentários ofensivos 
ou julgamentos direcionados aos seus colegas. Mesmo que pareça 
brincadeira, esse tipo de comportamento pode trazer desenten- 
dimentos e problemas, magoando e prejudicando as pessoas que 
convivem diariamente com você. 
 
Como é possível se beneficiar com a ética profissional? 
Todo o ambiente de trabalho pode ser beneficiado quando os co- 
laboradores compartilham do comprometimento com as responsabili- 
dades e com os objetivos da empresa. Dessa maneira, cultivar bons rel- 
acionamentos é vital para a melhoria da sua comunicação interpessoal, 
motivando-o a adquirir mais capacitação profissional. 
Com isso, os líderes da organização devem promover um 
cenário que permita o desenvolvimento técnico e pessoal de seus 
funcionários, oferecendo espaço para exercitar o autoconhecimen- 
to e o respeito diante da equipe. Naturalmente, os resultados ten- 
dem a ser cada vez melhores, já que as relações serão mais valoriza- 
das e positivas para todos. 
Ter uma atitude ética no âmbito profissional é contar, inclusive, 
com melhores possibilidades de promoção dentro da empresa. Isso 
permite o favorecimento de seu engajamento diante do crescimen- 
to da companhia e da sua carreira. 
Ser reconhecido por um comportamento ético é fundamental 
para um bom profissional, e isso é aplicável em qualquer tipo de 
atividade. Nesse caso, é importante garantir que o espaço consid- 
ere as características pessoais de cada indivíduo, respeitando as id- 
eias e opiniões distintas. 
É preciso entender como funcionam as regras e normas rela- 
cionadas ao clima organizacional, pois isso possibilitará desenvolver 
um trabalho muito mais alinhado, favorecendo a parceria e o res- 
peito mútuo entre toda a equipe. 
No futuro, caso você deseje conquistar um cargo em outra em- 
presa, esses detalhes serão valorizados pela equipe de Recursos Hu- 
manos, que transmitirá maior confiança em seu currículo e em suas 
experiências anteriores. 
Existem diversas vantagens de praticar a ética no ambiente 
corporativo, portanto, não hesite em dar o seu melhor e obter 
destaque diante da companhia. Lembre-se de que um bom com- 
portamento promove a melhoria de seu desenvolvimento pessoal 
e interpessoal.3 
 
 
3 Fonte: www.febracis.com.br/www.blog.unyleya.edu.br 
 
ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL 
 
 
Ética4 
A palavra Ética (do grego ethos/etheia) pode ser traduzida por 
“modo de ser”, ou “caráter”. Os romanos traduziram-na para o latim 
mos – plural mores – com o significado de “costume”, vocábulo do 
qual se origina a palavra Moral. 
Estes conceitos referem-se a um tipo de comportamento que 
não é natural, mas adquirido por hábito. 
Assim temos que Ética e Moral referem-se a uma realidade 
humana, construída histórica e socialmente, fundamentadas nas 
relações coletivas dos seres humanos, nas sociedades onde nascem 
e vivem, e definem o melhor modo de viver e conviver. 
 
A ética possui caráter crítico e reflexivo e nos leva a uma 
reflexão crítica sobre a moral. 
 
A ética pode ser definida como um conjunto de modelos mo- 
rais que guiam o comportamento no meio dos negócios e na socie- 
dade, construindo o próprio caráter em prol do bem-estar de todos. 
Ou como o estudo do comportamento dos indivíduos, julgan- 
do-os adequado ou não, perante a sociedade ou a organização. 
Em razão disso devemos considerar a existência de dois tipos 
de ética, ao qual veremos a seguir. 
 
Ética Empresarial 
A ética empresarial é fundamentada no relacionamento, entre 
funcionários, clientes, fornecedores entre outros, atentando-se aos 
valores humanísticos de cada um. 
Para uma empresa tornar-se ética é preciso ter persuasão so- 
bre seus colaboradores e possuir competências para transformar 
suas ações em fatos concretos e objetivos, evitando e diminuindo 
os obstáculos, dando mais atenção aos valores que defende, não 
deixando-se influenciar por fatores externos. 
Algumas empresas até possuem um código de ética que deve 
ser seguido rigorosamente pelos funcionários, no qual muitas em- 
presas obtêm a confiança e o respeito deles, além de assumir um 
compromisso com parceiros e clientes e em muitos casos, em virtu- 
de do grande comprometimento da equipe, adquirem o tão sonha- 
do certificado de reconhecimento. 
Uma empresa com uma política ética, só tem a ganhar, isso 
porque ao agir corretamente e respeitar o próximo, ganham tam- 
bém confiança, credibilidade, clientes, funcionários mais motiva- 
dos e envolvidos com os projetos da empresa, e enfim o lucro tão 
esperado. 
Aplicada pelo gestor, a ética pode ser percebida por meio da 
abertura para criatividade, delegação de tarefas, fornecimento de 
informações necessárias, observação e fornecimento de feedback, 
estabelecimento de canais de comunicação, entre outros. 
A ética se destina em realizar o bem comum,ou seja não preju- 
dicar ninguém e não permitir que ninguém o prejudique. 
Nos negócios, em razão dos vários relacionamentos com for- 
necedores e clientes de diferentes perfis, não há conduta sem que 
alguém saia prejudicado, em razão disso foi adotado um modelo de 
ética baseado na responsabilidade, convicção e virtude. 
 
Modelo de Ética 
Responsabilidade: o indivíduo precisa ter consciência que toda 
ação da organização afetará as pessoas com as quais têm contato. 
4 COELHO. Daniela. Ética e Responsabilidade Social. INSTITUTO ETHOS de em- 
presa e Responsabilidade Social. Responsabilidade social para Micro e pequenas 
empresas. São Paulo: 2003. 
Editora 
http://www.febracis.com.br/www.blog.unyleya.edu.br
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
Convicção: aquisição de valores que limitam a busca dos resul- 
tados planejados e a ambição da empresa. 
Virtude: é a tendência para prática do bem e as pessoas parti- 
cipam das decisões da organização. 
 
Lembre-se: que a ética organizacional não se limita a cada um 
desses modelos individualmente, mas sim na sua junção. 
 
Ética como estratégia de Mercado 
A globalização e os novos padrões de mercado, tem levado as 
empresas a se auto avaliar constantemente. Com isso várias organi- 
zações passarão a adotar valores éticos rigorosos para manter uma 
boa imagem de mercado, como é o caso da Natura, O Boticário, e 
de alguns bancos como Banco Real, Unibanco/Itaú e Bradesco. 
Estas empresas têm associado valores éticos à sua marca, para a 
obtenção de um diferencial em seus produtos e serviços, afim de al- 
cançar melhores resultados, garantir sua permanência no mercado e 
atrair/ preservar clientes que também buscam pelos mesmos ideais. 
A estratégia da empresa então se traduz em reproduzir ao con- 
sumidor as ações empregadas por seus gestores e profissionais, no 
qual é feita por meio de campanhas de marketing, com o intuito de 
promover a imagem institucional da empresa. 
 
Lembre-se: A ética empresarial deve que ser entendida como 
um valor da organização que assegura sua sobrevivência, sua 
reputação e, consequentemente, seus bons resultados. 
 
Ética Social 
As empresas podem ser entendidas, em um contexto global, 
como unidades fundamentais as necessidades humanas, porém im- 
pactos: ambientais, sociais, diretos e indiretos, tornam-se cada vez 
mais, um desafio a ser enfrentado pelas organizações na atualidade. 
Até pouco tempo atrás, empresários se preocupavam apenas 
com assuntos e atividades que lhes traziam lucros ou com o pró- 
prio bem estar da empresa, hoje já se pode observar uma grande 
mudança nesse perfil organizacional, em razão destes, estarem as- 
sumindo um novo modelo ético com virtudes sérias a respeito das 
consequências relacionadas as questões ambientais e sociais viven- 
ciadas pela população e pelo planeta. 
A partir desta realidade não é mais possível se limitar a uma 
visão estreita, quanto aos interesses particulares da empresa, ao 
ponto que estas se veem obrigadas a desenvolver critérios éticos 
específicos fazendo jus à sua realidade, isto é, considerando não 
somente fatores econômicos, mas também os fatores políticos, as 
exigências legais e os impactos socioambientais, entre outros as- 
pectos associados às suas atividades. 
Neste sentido várias empresas já estão de adequando a este 
novo modelo, agregando valores éticos a seus produtos e serviços e 
obtendo resultados positivos por meio de marcas mais valorizadas. 
Pois os consumidores preferem pagar um pouco mais pelo produto 
em troca do valor agregado. 
Com isso vale ressaltar que a ética sobre uma perceptiva social, 
também contribui para o desenvolvimento econômico e ao mesmo 
tempo colabora com a preservação ambiental, melhora da qualida- 
de de vida dos colaboradores, familiares da empresa e da comuni- 
dade local. 
De certa forma a ética, também pode ser entendida como um maior 
compromisso das empresas em proporcionar maior clareza quanto ao 
gerenciamento dos recursos, processos, produção e resíduos. 
Destacando por fim, que ser uma empresa socialmente ética 
também significa ser uma empresa que se preocupa com os proble- 
mas sociais da população, como por exemplo se preocupar com as 
condições de miséria da sociedade e tomar atitudes para que essas 
pessoas retomem seu convívio social com dignidade. 
Lembre-se: A ética social é praticada pela empresa de forma 
interna, recrutando e formando profissionais e executivos que com- 
partilham desta filosofia, privilegiando a diversidade e o pluralismo, 
relacionando-se de maneira democrática com os diversos públicos, 
adotando o consumo responsável, respeitando as diferenças, culti- 
vando a liberdade de expressão e a lisura nas relações comerciais. 
 
Responsabilidade Social nas Empresas5 
Várias definições podem ser atribuídas a responsabilidade so- 
cial, no enteando a mais comum é conceituada como o conjunto 
das atitudes dos cidadãos e organizações públicas ligadas a ética 
e direcionadas para o desenvolvimento sustentável da sociedade, 
preservando o meio ambiente para futuras gerações e impulsionan- 
do a diminuição das desigualdades sociais. 
As empresas sentem o dever de se tornarem responsáveis, uma 
vez que questionadas sobre o futuro da sociedade e da economia, 
percebem os efeitos causados pelas suas atividades e reconhecem 
a necessidade de reparar seu comportamento. Com isso se veem a 
frente de um desafio, o de modificar sua identidade para uma que 
agregue responsabilidade social à áreas financeira, logística, comer- 
cial e operacional. 
Dessa forma, uma empresa com responsabilidade social, além 
de participar de forma mais direta das ações comunitárias nos lo- 
cais onde estão inseridas e reduzirem os danos ambientais resultan- 
tes de suas atividades, tornam-se parceiras e corresponsáveis pelo 
desenvolvimento social. 
 
Sendo assim Silva, considera que: Responsabilidade social em- 
presarial é o comprometimento permanente dos empresários de 
adotar um comportamento ético e contribuir para o desenvolvimen- 
to econômico, melhorando simultaneamente, a qualidade de vida 
de seus empregados e de suas famílias, da comunidade local e da 
sociedade como um todo. 
 
Toda empresa responsavelmente social possui deveres mo- 
rais junto à sociedade. Tais deveres podem ser do tipo reparador 
ou preventivo. Reparador, quando a empresa recupera o meio am- 
biente após prejudicá-lo com suas atividades e preventivo, quando 
a empresa se esforça para não causar danos à ele. 
 
As Sete Diretrizes da Responsabilidade Social 
A responsabilidade social é muito mais do que um conceito, 
pois deve-se compreender que ela é um valor pessoal e institucio- 
nal que se reflete nas atitudes das empresas, dos empresários e de 
todos os seus funcionários. Para muitas empresas exercer responsa- 
bilidade social é simplesmente fazer doações e desempenhar ações 
de filantropia. Tais empresas apenas praticam ações de responsabi- 
lidade social e, em muitos anos, de forma esporádica e casual. 
Neste sentido o Instituto Ethos6, propõem sete diretrizes para a 
implantação da Responsabilidade Social nas organizações, vejamos: 
 
1. Adote valores e trabalhe com transparência - O passo inicial 
para se tornar uma empresa socialmente responsável é avaliar os 
seus valores éticos e transmiti-los aos seus públicos através de um 
documento formal. Além disso, a empresa tem que praticar o que 
ela se propõe e agir da forma mais transparente possível. 
2. Valorize empregados e colaboradores - É prioritário que, 
minimamente, a empresa cumpra as leis trabalhistas, pois empre- 
sas que valorizam seus funcionários valorizam, na verdade, a si 
mesmas. Importante também que a organização encoraje novas 
ideias (criar um incentivo a isso), além de incorporar a diversidade 
5 HONÓRIO, Camila Cristina S.; FERREIRA, Maristela Perpétu; SANTOS, Rose- 
cleia Perpétua Gomes dos. Ética e Responsabilidade Social, 2017. 
6 MOYA, Ana Lucia de Melo. Indicadores Ethos de Responsabilidade Socialempresarial. São Paulo: Instituto Ethos, 2007. 
 
 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
como um valor essencial, incentivar e recompensar o desenvolvi- 
mento de talentos e assegurar saúde, bem-estar e segurança aos 
funcionários. 
3. Faça sempre mais pelo meio ambiente - Procurar reduzir as 
agressões ao meio ambiente e promover a melhoria das condições 
ambientais. As empresas, de um modo ou de outro, dependem de 
insumos do meio ambiente para realizar suas atividades, então, mi- 
nimamente devem reduzir o desperdício de tais insumos (energia, 
matérias-primas em geral e água). 
4. Envolver Parceiros e Fornecedores - Estabelecer um diálogo 
com seus fornecedores, sendo transparente em suas ações, cum- 
prindo os contratos estabelecidos, contribuindo para o seu desen- 
volvimento e incentivando os fornecedores para que também assu- 
mam compromissos de responsabilidade social. É importante que 
as empresas divulguem seus valores pela cadeia de fornecedores, 
empresas parceiros e serviços terceirizados. Pode-se adotar como 
critério de seleção de parceiros a exigência de valores semelhantes. 
5. Proteger Clientes e Consumidores - É importante promover 
o uso do produto com segurança e responsabilidade; Oferecer in- 
formações específicas, corretas e justas; Proibir o uso de técnicas 
comerciais antiéticas. Deve-se oferece qualidade não apenas du- 
rante o processo de venda, mas em todo a sua rotina de trabalho. 
6. Promover sua Comunidade - A relação que uma empresa 
tem com sua comunidade de entorno é um dos principais exemplos 
dos seus valores. Respeito aos costumes e à cultura local, contribui- 
ção em projetos educacionais, em ONGs ou organizações comuni- 
tárias, destinação de verbas a instituições socais e a divulgação de 
princípios que aproximam o empreendimento das pessoas ao redor 
e são algumas das ações que demonstram o valor da comunidade 
para a empresa. 
7. Comprometer-se com o Bem Comum - O relacionamento 
ético com o poder público, assim como o cumprimento das leis, 
faz parte da gestão de uma empresa socialmente responsável. Ser 
ético, nesse caso, significa: Cumprir as obrigações de recolhimento 
de impostos e tributos; Alinhar os interesses da empresa com os da 
sociedade; Comprometer-se formalmente com o combate à corrup- 
ção; Contribuir para projetos e ações governamentais voltadas para 
o aperfeiçoamento de políticas públicas na área sócia, etc. 
 
Sendo assim, as ações movidas pela ética são de longo prazo, 
intensamente participativas e transparentes em todos os níveis da 
empresa. Tais iniciativas diferem significativamente daquelas que 
originam decisões oportunistas, que visam exclusivamente enrique- 
cer a imagem da empresa, com resultados de lucro a curto prazo e 
decisões centralizadas. 
 
O Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, ainda 
afirma que a responsabilidade social empresarial está além do que 
a empresa deve fazer por obrigação legal. A relação e os projetos 
com a comunidade ou os benefícios para o público interno são ele- 
mentos fundamentais e estratégias para a prática da Responsabili- 
dade Social Empresarial. 
 
Mas não é só isso. Incorporar critérios de Responsabilidade 
Social na gestão estratégica do negócio é traduzir as políticas de in- 
clusão social e de promoção da qualidade ambiental, entre outras, 
em metas que possam ser computadas na sua avaliação de desem- 
penho é o grande desafio. 
É a nova forma de gestão empresarial, onde existe um 
compromisso da empresa em relação à sociedade em geral. E, para 
uma empresa ter sucesso, para conquistar e ampliar mercado, para 
ter competitividade, a prática da responsabilidade social e a presta- 
ção de contas de seu desempenho são indispensáveis. 
A Responsabilidade Social está sendo vista, como um compro- 
misso da empresa com relação à sociedade e a humanidade em ge- 
ral, compreendendo que o papel atual das empresas vai muito além 
da obtenção de lucro. 
Sendo assim Responsabilidade Social é entendida como o com- 
promisso que uma empresa tem com o desenvolvimento, bem-es- 
tar e melhoramento da qualidade de vida dos empregados, suas 
famílias e comunidade em geral. A base da responsabilidade social 
corporativa está na concepção de que a entidade responde a crité- 
rios éticos de comportamento. 
 
 
ÉTICA E FUNÇÃO PÚBLICA 
 
 
Função pública é a competência, atribuição ou encargo para o 
exercício de determinada função. Ressalta-se que essa função não 
é livre, devendo, portanto, estar o seu exercício sujeito ao interesse 
público, da coletividade ou da Administração. Segundo Maria Sylvia 
Z. Di Pietro, função “é o conjunto de atribuições às quais não cor- 
responde um cargo ou emprego”. 
No exercício das mais diversas funções públicas, os servidores, 
além das normatizações vigentes nos órgão e entidades públicas 
que regulamentam e determinam a forma de agir dos agentes pú- 
blicos, devem respeitar os valores éticos e morais que a sociedade 
impõe para o convívio em grupo. A não observação desses valores 
acarreta uma série de erros e problemas no atendimento ao públi- 
co e aos usuários do serviço, o que contribui de forma significativa 
para uma imagem negativa do órgão e do serviço. 
Um dos fundamentos que precisa ser compreendido é o de que 
o padrão ético dos servidores públicos no exercício de sua função 
pública advém de sua natureza, ou seja, do caráter público e de sua 
relação com o público. 
O servidor deve estar atento a esse padrão não apenas no 
exercício de suas funções, mas 24 horas por dia durante toda a sua 
vida. O caráter público do seu serviço deve se incorporar à sua vida 
privada, a fim de que os valores morais e a boa-fé, amparados cons- 
titucionalmente como princípios básicos e essenciais a uma vida 
equilibrada, se insiram e seja uma constante em seu relacionamen- 
to com os colegas e com os usuários do serviço. 
O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Po- 
der Executivo Federal estabelece no primeiro capítulo valores que 
vão muito além da legalidade. 
II – O servidor público não poderá jamais desprezar o elemento 
ético de sua conduta. Assim, não terá que decidir somente entre o 
legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, 
o oportuno e o inoportuno, mas principalmente entre o honesto e 
o desonesto, consoante as regras contidas no art. 37, caput, e§ 4°, 
da Constituição Federal. 
Cumprir as leis e ser ético em sua função pública. Se ele cum- 
prir a lei e for antiético, será considerada uma conduta ilegal, ou 
seja, para ser irrepreensível tem que ir além da legalidade. 
Os princípios constitucionais devem ser observados para que 
a função pública se integre de forma indissociável ao direito. Esses 
princípios são: 
– Legalidade – todo ato administrativo deve seguir fielmente 
os meandros da lei. 
– Impessoalidade – aqui é aplicado como sinônimo de igualda- 
de: todos devem ser tratados de forma igualitária e respeitando o 
que a lei prevê. 
– Moralidade – respeito ao padrão moral para não comprome- 
ter os bons costumes da sociedade. 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
– Publicidade – refere-se à transparência de todo ato público, 
salvo os casos previstos em lei. 
– Eficiência – ser o mais eficiente possível na utilização dos 
meios que são postos a sua disposição para a execução do seu tra- 
balho. 
 
A GESTÃO PÚBLICA NA BUSCA DE UMA ATIVIDADE ADMINIS- 
TRATIVA ÉTICA 
Com a vigência da Carta Constitucional de 1988, a Administra- 
ção Pública em nosso país passou a buscar uma gestão mais eficaz 
e moralmente comprometida com o bem comum, ou seja, uma ges- 
tão ajustada aos princípios constitucionais insculpidos no artigo 37 
da Carta Magna. 
Para isso a Administração Pública vem implementando políti- 
cas públicas com enfoque em uma gestão mais austera, com revi- 
são de métodos e estruturas burocráticas de governabilidade. 
Aliado a isto, temos presenciado uma nova gestão preocupada 
com a preparação dos agentes públicospara uma prestação de ser- 
viços eficientes que atendam ao interesse público, o que engloba 
uma postura governamental com tomada de decisões políticas res- 
ponsáveis e práticas profissionais responsáveis por parte de todo o 
funcionalismo público. 
Neste sentido, Cristina Seijo Suárez e Noel Añez Tellería, em ar- 
tigo publicado pela URBE, descrevem os princípios da ética pública, 
que, conforme afirmam, devem ser positivos e capazes de atrair ao 
serviço público, pessoas capazes de desempenhar uma gestão vol- 
tada ao coletivo. São os seguintes os princípios apresentados pelas 
autoras: 
– Os processos seletivos para o ingresso na função pública de- 
vem estar ancorados no princípio do mérito e da capacidade, e não 
só o ingresso como carreira no âmbito da função pública; 
– A formação continuada que se deve proporcionar aos funcio- 
nários públicos deve ser dirigida, entre outras coisas, para transmi- 
tir a ideia de que o trabalho a serviço do setor público deve realizar- 
-se com perfeição, sobretudo porque se trata de trabalho realizado 
em benefícios de “outros”; 
– A chamada gestão de pessoal e as relações humanas na Ad- 
ministração Pública devem estar presididas pelo bom propósito e 
uma educação esmerada. O clima e o ambiente laboral devem ser 
positivos e os funcionários devem se esforçar para viver no cotidia- 
no esse espírito de serviço para a coletividade que justifica a pró- 
pria existência da Administração Pública; 
– A atitude de serviço e interesse visando ao coletivo deve ser 
o elemento mais importante da cultura administrativa. A mentali- 
dade e o talento se encontram na raiz de todas as considerações 
sobre a ética pública e explicam por si mesmos, a importância do 
trabalho administrativo; 
– Constitui um importante valor deontológico potencializar o 
orgulho são que provoca a identificação do funcionário com os fins 
do organismo público no qual trabalha. Trata-se da lealdade ins- 
titucional, a qual constitui um elemento capital e uma obrigação 
central para uma gestão pública que aspira à manutenção de com- 
portamentos éticos; 
– A formação em ética deve ser um ingrediente imprescindí- 
vel nos planos de formação dos funcionários públicos. Ademais se 
devem buscar fórmulas educativas que tornem possível que esta 
disciplina se incorpore nos programas docentes prévios ao acesso à 
função pública. Embora, deva estar presente na formação contínua 
do funcionário. No ensino da ética pública deve-se ter presente que 
os conhecimentos teóricos de nada servem se não se interiorizam 
na práxis do servidor público; 
– O comportamento ético deve levar o funcionário público à 
busca das fórmulas mais eficientes e econômicas para levar a cabo 
sua tarefa; 
– A atuação pública deve estar guiada pelos princípios da igual- 
dade e não discriminação. Ademais a atuação de acordo com o in- 
teresse público deve ser o “normal” sem que seja moral receber 
retribuições diferentes da oficial que se recebe no organismo em 
que se trabalha; 
– O funcionário deve atuar sempre como servidor público e 
não deve transmitir informação privilegiada ou confidencial. O fun- 
cionário como qualquer outro profissional, deve guardar o sigilo de 
ofício; 
– O interesse coletivo no Estado social e democrático de Direito 
existe para ofertar aos cidadãos um conjunto de condições que tor- 
ne possível seu aperfeiçoamento integral e lhes permita um exer- 
cício efetivo de todos os seus direitos fundamentais. Para tanto, os 
funcionários devem ser conscientes de sua função promocional dos 
poderes públicos e atuar em consequência disto. (tradução livre).” 
 
Por outro lado, a nova gestão pública procura colocar à dispo- 
sição do cidadão instrumentos eficientes para possibilitar uma fis- 
calização dos serviços prestados e das decisões tomadas pelos go- 
vernantes. As ouvidorias instituídas nos Órgãos da Administração 
Pública direta e indireta, bem como junto aos Tribunais de Contas 
e os sistemas de transparência pública que visam a prestar infor- 
mações aos cidadãos sobre a gestão pública são exemplos desses 
instrumentos fiscalizatórios. 
Tais instrumentos têm possibilitado aos Órgãos Públicos res- 
ponsáveis pela fiscalização e tutela da ética na Administração apre- 
sentar resultados positivos no desempenho de suas funções, co- 
brando atitudes coadunadas com a moralidade pública por parte 
dos agentes públicos. Ressaltando-se que, no sistema de controle 
atual, a sociedade tem acesso às informações acerca da má gestão 
por parte de alguns agentes públicos ímprobos. 
Entretanto, para que o sistema funcione de forma eficaz é ne- 
cessário despertar no cidadão uma consciência política alavancada 
pelo conhecimento de seus direitos e a busca da ampla democracia. 
Tal objetivo somente será possível através de uma profunda 
mudança na educação, onde os princípios de democracia e as no- 
ções de ética e de cidadania sejam despertados desde a infância, 
antes mesmo de o cidadão estar apto a assumir qualquer função 
pública ou atingir a plenitude de seus direitos políticos. 
Pode-se dizer que a atual Administração Pública está desper- 
tando para essa realidade, uma vez que tem investido fortemente 
na preparação e aperfeiçoamento de seus agentes públicos para 
que os mesmos atuem dentro de princípios éticos e condizentes 
com o interesse social. 
Além, dos investimentos em aprimoramento dos agentes pú- 
blicos, a Administração Pública passou a instituir códigos de ética 
para balizar a atuação de seus agentes. Dessa forma, a cobrança de 
um comportamento condizente com a moralidade administrativa é 
mais eficaz e facilitada. 
Outra forma eficiente de moralizar a atividade administrativa 
tem sido a aplicação da Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 
8.429/92) e da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 
nº 101/00) pelo Poder Judiciário, onde o agente público que des- 
via sua atividade dos princípios constitucionais a que está obrigado 
responde pelos seus atos, possibilitando à sociedade resgatar uma 
gestão sem vícios e voltada ao seu objetivo maior que é o interesse 
social. 
Assim sendo, pode-se dizer que a atual Administração Pública 
está caminhando no rumo de quebrar velhos paradigmas consubs- 
tanciados em uma burocracia viciosa eivada de corrupção e desvio 
de finalidade. Atualmente se está avançando para uma gestão pú- 
blica comprometida com a ética e a eficiência. 
 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
Para isso, deve-se levar em conta os ensinamentos de Andrés 
Sanz Mulas que em artigo publicado pela Escuela de Relaciones 
Laborales da Espanha, descreve algumas tarefas importantes que 
devem ser desenvolvidas para se possa atingir ética nas Adminis- 
trações. 
“Para desenhar uma ética das Administrações seria necessário 
realizar as seguintes tarefas, entre outras: 
– Definir claramente qual é o fim específico pelo qual se cobra 
a legitimidade social; 
– Determinar os meios adequados para alcançar esse fim e 
quais valores é preciso incorporar para alcançá-lo; 
– Descobrir que hábitos a organização deve adquirir em seu 
conjunto e os membros que a compõem para incorporar esses va- 
lores e gerar, assim, um caráter que permita tomar decisões acer- 
tadamente em relação à meta eleita; 
– Ter em conta os valores da moral cívica da sociedade em que 
se está imerso; 
– Conhecer quais são os direitos que a sociedade reconhece às 
pessoas.” (tradução livre). 
 
 
ÉTICA NO SETOR PÚBLICO 
 
 
Dimensões da qualidade nos deveres dos servidores públicos 
Os direitos e deveres dos servidores públicos estão descritos 
na Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990. 
Entre os deveres (art. 116), há dois que se encaixam no para- 
digma do atendimento e do relacionamento que tem como foco 
principal o usuário. 
São eles: 
- “atender com presteza ao público em geral, prestando as in- 
formações requeridas” e 
- “tratar com urbanidade as pessoas”. 
Presteza e urbanidade nem sempre são fáceis de avaliar, uma 
vez que não têm o mesmo sentidopara todas as pessoas, como 
demonstram as situações descritas a seguir. 
• Serviços realizados em dois dias úteis, por exemplo, podem 
não corresponder às reais necessidades dos usuários quanto ao 
prazo. 
• Um atendimento cortês não significa oferecer ao usuário 
aquilo que não se pode cumprir. Para minimizar as diferentes inter- 
pretações para esses procedimentos, uma das opções é a utilização 
do bom senso: 
• Quanto à presteza, o estabelecimento de prazos para a en- 
trega dos serviços tanto para os usuários internos quanto para os 
externos pode ajudar a resolver algumas questões. 
• Quanto à urbanidade, é conveniente que a organização inclua 
tal valor entre aqueles que devem ser potencializados nos setores 
em que os profissionais que ali atuam ainda não se conscientizaram 
sobre a importância desse dever. 
Não é à toa que as organizações estão exigindo habilidades 
intelectuais e comportamentais dos seus profissionais, além de 
apurada determinação estratégica. Entre outros requisitos, essas 
habilidades incluem: 
- atualização constante; 
- soluções inovadoras em resposta à velocidade das mudanças; 
- decisões criativas, diferenciadas e rápidas; 
- flexibilidade para mudar hábitos de trabalho; 
- liderança e aptidão para manter relações pessoais e profis- 
sionais; 
- habilidade para lidar com os usuários internos e externos. 
Encerramos esse tópico com o trecho de um texto de Andrés 
Sanz Mulas: 
“Para desenhar uma ética das Administrações seria necessário 
realizar as seguintes tarefas, entre outras: 
- Definir claramente qual é o fim específico pelo qual se cobra 
a legitimidade social; 
- Determinar os meios adequados para alcançar esse fim e 
quais valores é preciso incorporar para alcançá-lo; 
- Descobrir que hábitos a organização deve adquirir em seu 
conjunto e os membros que a compõem para incorporar esses va- 
lores e gerar, assim, um caráter que permita tomar decisões acer- 
tadamente em relação à meta eleita; 
- Ter em conta os valores da moral cívica da sociedade em que 
se está imerso; 
- Conhecer quais são os direitos que a sociedade reconhece às 
pessoas.” 
 
Quando falamos sobre ética pública, logo pensamos em cor- 
rupção, extorsão, ineficiência, etc, mas na realidade o que devemos 
ter como ponto de referência em relação ao serviço público, ou na 
vida pública em geral, é que seja fixado um padrão a partir do qual 
possamos, em seguida julgar a atuação dos servidores públicos ou 
daqueles que estiverem envolvidos na vida pública, entretanto não 
basta que haja padrão, tão somente, é necessário que esse padrão 
seja ético, acima de tudo . 
O fundamento que precisa ser compreendido é que os padrões 
éticos dos servidores públicos advêm de sua própria natureza, ou 
seja, de caráter público, e sua relação com o público. A questão 
da ética pública está diretamente relacionada aos princípios fun- 
damentais, sendo estes comparados ao que chamamos no Direito, 
de “Norma Fundamental”, uma norma hipotética com premissas 
ideológicas e que deve reger tudo mais o que estiver relacionado 
ao comportamento do ser humano em seu meio social, aliás, pode- 
mos invocar a Constituição Federal. Esta ampara os valores morais 
da boa conduta, a boa fé acima de tudo, como princípios básicos 
e essenciais a uma vida equilibrada do cidadão na sociedade, lem- 
brando inclusive o tão citado, pelos gregos antigos, “bem viver”. 
Outro ponto bastante controverso é a questão da impessoali- 
dade. Ao contrário do que muitos pensam, o funcionalismo público 
e seus servidores devem primar pela questão da “impessoalidade”, 
deixando claro que o termo é sinônimo de “igualdade”, esta sim é a 
questão chave e que eleva o serviço público a níveis tão ineficazes, 
não se preza pela igualdade. No ordenamento jurídico está claro e 
expresso, “todos são iguais perante a lei”. 
E também a ideia de impessoalidade, supõe uma distinção entre 
aquilo que é público e aquilo que é privada (no sentido do interesse 
pessoal), que gera portanto o grande conflito entre os interesses priva- 
dos acima dos interesses públicos. Podemos verificar abertamente nos 
meios de comunicação, seja pelo rádio, televisão, jornais e revistas, 
que este é um dos principais problemas que cercam o setor público, 
afetando assim, a ética que deveria estar acima de seus interesses. 
Não podemos falar de ética, impessoalidade (sinônimo de 
igualdade), sem falar de moralidade. Esta também é um dos prin- 
cipais valores que define a conduta ética, não só dos servidores 
públicos, mas de qualquer indivíduo. Invocando novamente o or- 
denamento jurídico podemos identificar que a falta de respeito ao 
padrão moral, implica, portanto, numa violação dos direitos do ci- 
dadão, comprometendo inclusive, a existência dos valores dos bons 
costumes em uma sociedade. 
A falta de ética na Administração Publica encontra terreno fér- 
til para se reproduzir, pois o comportamento de autoridades pú- 
blicas está longe de se basearem em princípios éticos e isto ocorre 
devido a falta de preparo dos funcionários, cultura equivocada e 
especialmente, por falta de mecanismos de controle e responsabi- 
lização adequada dos atos antiéticos. 
LEGISLAÇÃO E ÉTICA NO SERVIÇO PÚBLICO 
 
 
 
 
 
A sociedade por sua vez, tem sua parcela de responsabilidade 
nesta situação, pois não se mobilizam para exercer os seus direitos 
e impedir estes casos vergonhosos de abuso de poder por parte do 
Pode Público. 
Um dos motivos para esta falta de mobilização social se dá, de- 
vido á falta de uma cultura cidadã, ou seja, a sociedade não exerce 
sua cidadania. A cidadania Segundo Milton Santos “é como uma 
lei”, isto é, ela existe, mas precisa ser descoberta, aprendida, utili- 
zada e reclamada e só evolui através de processos de luta. Essa evo- 
lução surge quando o cidadão adquire esse status, ou seja, quando 
passa a ter direitos sociais. A luta por esses direitos garante um 
padrão de vida mais decente. O Estado, por sua vez, tenta refrear 
os impulsos sociais e desrespeitar os indivíduos, nessas situações a 
cidadania deve se valer contra ele, e imperar através de cada pes- 
soa. Porém Milton Santos questiona se “há cidadão neste país”? 
Pois para ele desde o nascimento as pessoas herdam de seus pais 
e ao longo da vida e também da sociedade, conceitos morais que 
vão sendo contestados posteriormente com a formação de ideias 
de cada um, porém a maioria das pessoas não sabe se são ou não 
cidadãos. 
A educação seria o mais forte instrumento na formação de ci- 
dadão consciente para a construção de um futuro melhor. 
No âmbito Administrativo, funcionários mal capacitados e 
sem princípios éticos que convivem todos os dias com mandos e 
desmandos, atos desonestos, corrupção e falta de ética tendem a 
assimilar por este rol “cultural” de aproveitamento em beneficio 
próprio. 
 
 
LEI N. 8.429/1992 E SUAS ALTERAÇÕES 
 
 
IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA 
A improbidade administrativa é a falta de probidade do servi- 
dor no exercício de suas funções ou de governantes no desempe- 
nho das atividades próprias de seu cargo. Os atos de improbidade 
administrativa importam a suspensão dos direitos políticos, a perda 
da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento 
do Erário (patrimônio da administração), na forma e gradação pre- 
vistas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível. 
Com a inclusão do princípio da moralidade administrativa no 
texto constitucional houve um reflexo da preocupação com a ética 
na Administração Pública, para evitar a corrupção de servidores. 
A matéria é regulada no plano constitucional pelo art. 37, §4º, 
da Constituição Federal, e no plano infraconstitucional pela Lei Fe- 
deral Nº 8.429, de 02.06.1992, que dispõe sobre “as sanções apli- 
cáveis aos agentes públicos nos casos de enriquecimento ilícito no 
exercício de mandato, cargo, emprego ou função na administração 
pública direta, indireta ou fundacional.” 
A lei 8.429/92 pune os atos de improbidade praticados por 
qualquer agente público, servidor

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