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<p>PROBLEMA 6</p><p>1° Debater a evolução histórica da eletroterapia.</p><p>A eletroterapia tem grande destaque desde o final dos anos 60, mas já existia muito antes disso.</p><p>Apesar de não haver evidências escritas, acredita-se que os povos da Abissínia (atual Etiópia)</p><p>foram os primeiros a utilizarem a eletricidade como recurso terapêutico, através do malopterus</p><p>electricus, ou peixe gato do Nilo.</p><p>Existe também a clássica história de Antero, acontecida mais ou menos à é pocada crucificação de</p><p>Cristo. Antero, um escravo liberto do imperador Tiberius, que padecia de gota, ao passear as</p><p>margens do rio Tibre, pisou, por acaso, em um peixe elétrico, recebendo uma forte descarga de</p><p>eletricidade. Imagino eu que depois de xingar muito, por causa do susto que levou e da dor que</p><p>sentiu, ele percebeu que havia ficado instantaneamente aliviado de suas dores articulares!</p><p>Scribonius Largus, (46 d.C.), médico de Messalina e do imperador romano Marco Aurélio, contava</p><p>a história de Antero e notou que o adormecimento era gradual e que podia persistir mesmo após o</p><p>contato com o peixe ter sido interrompido.</p><p>Cláudio Galeno (130-200 d.C.), considerado um dos mais notáveis médicos da Antiguidade, ele</p><p>afirmava que quando um peixe elétrico era aplicado vivo em um paciente sofrendo de dores de</p><p>cabeça, produzia uma grande analgesia.</p><p>CORNWALL & FUKAMOTO (1999) disseram que as aplicações do peixe Torpedo foi usado na</p><p>Antiguidade por diversos médicos para tratar enxaquecas (o peixe era envolvido ao redor da</p><p>cabeça), artrites (colocando-o debaixo dos pés), asma (respirando sua fumaça enquanto o peixe</p><p>cozinhava) e hemorroidas (onde se enfiava o peixe é que não podemos imaginar, dizem os</p><p>autores!). Esse tipo de tratamento continuou a ser usado por toda a Idade Média e Renascimento</p><p>e é empregado até hoje em algumas culturas.</p><p>Van Musschenbrok, médico holandês de Leyde, que inventou o primeiro condensador elétrico (a</p><p>garrafa de Leyde, como ficou mais popularmente conhecida) constituído por um recipiente de vidro</p><p>revestido de folhas de estanho.</p><p>2° Discutir os princípios básicos (tipos de correntes, circuitos) e parâmetros da</p><p>eletroterapia (posicionamento de eletrodos).</p><p>A eletroterapia é o uso de correntes elétricas para finalidades terapêuticas como a analgesia ou</p><p>a estimulação funcional muscular. A corrente, quando aplicada, tem efeitos de indução nervosa</p><p>motora ou sensitiva e isto vai depender do tipo de corrente usada e dos parâmetros colocados.</p><p>A eletroterapia clínica refere-se à aplicação da eletricidade diretamente ao corpo a fim de produzir</p><p>um efeito ou resultado terapêutico desejado.</p><p>PRINCÍPIOS BÁSICOS</p><p>Princípios da eletroterapia:</p><p>A matéria é tudo o que ocupa lugar no espaço e é composta por átomos. Os átomos possuem um</p><p>núcleo central, composto por prótons (carregados positivamente) e nêutrons (sem cargas), e</p><p>elétrons (carregados negativamente) que ficam em órbitas ao redor do núcleo do átomo.</p><p>• Eletricidade: É uma força criada pelo desequilíbrio no número de elétrons, também</p><p>conhecida como força eletromagnética. A corrente elétrica é uma movimentação dos elétrons</p><p>de um polo negativo (cátodo) para um polo positivo (ânodo).</p><p>• Circuito:</p><p>Fechado - uma volta completa sem interrupção.</p><p>Aberta - Via interrompida incompleta</p><p>Correntes: É o fluxo de elétrons entre os extremos de um condutor, medindo em ampere (A),</p><p>caracterizada pelo fluxo de cargas organizados de um lado a outro, quando são submetidos a uma</p><p>mudança de potencial.</p><p>Os termos alternada ou direta descrevem o fluxo ininterrupto dos elétrons, e em pulso significa o</p><p>fluxo de elétrons que é interrompido.</p><p>Em geral, as correntes elétricas podem ser classificadas em contínuas, alternadas ou pulsadas,</p><p>depende da forma que os elétrons fluem.</p><p>• Diretas/contínua: Fluxo ininterrupto de elétrons. É a corrente em que o fluxo de elétrons</p><p>tem sempre o mesmo sentido e direção, é contínua até que o circuito seja interrompido, não</p><p>tem pulsos. O exemplo mais comum de corrente direta é uma lanterna. A bateria possui um</p><p>pólo positivo, sem elétrons, e um pólo negativo que, em consequência de reações químicas,</p><p>têm um excesso de elétrons. Os elétrons saem do pólo negativo da bateria e vão para a</p><p>lâmpada, através de um arame. Depois de deixarem a lâmpada, os elétrons voltam ao pólo</p><p>positivo da pilha. Quando o número de elétrons no pólo negativo fica igual ao número de</p><p>elétrons do pólo positivo, acaba o potencial para o fluxo de corrente. A bateria chega ao fim.</p><p>• Alternadas: Fluxo ininterrupto de elétrons. É a corrente em que se movem de forma</p><p>alternada para frente e para trás (fluxo bidirecional), isso é devido os pulsos que e alternam</p><p>entre as polaridades fases positivas e negativas, mas lembrando que o fluxo é sempre do</p><p>negativo para positivo. Nesse caso, para essa corrente ser utilizada para fins terapêuticos,</p><p>ela deve se tornar uma corrente alternada interrompida, como na eletroterapia.</p><p>• Em pulso: Fluxo de elétrons é periodicamente interrompido. A corrente pulsada é</p><p>caracterizada por fluxo descontínuo de cargas elétricas em uma ou duas direções [1, 2].</p><p>Uma série de ondas é separada de outra por um intervalo em que a corrente é nula.</p><p>Exemplos deste tipo de corrente são a estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS),</p><p>para tratar dor, e a estimulação elétrica funcional (FES), para condicionamento muscular.</p><p>Tecidos bons condutores: sangue, linfa, músculos, tecido nervoso. Tecidos medianamente</p><p>condutores: pele, tendões, cartilagens, fáscias musculares. Tecidos pouco condutores: ossos,</p><p>gordura, pêlos, unhas.</p><p>PULSO</p><p>O pulso pode ser definido como uma forma de onda individual, é expresso geralmente em segundos</p><p>(seg), milissegundos (ms) ou microssegundos (µs). Largura de pulso (LP) é o tempo de duração de</p><p>cada um dos pulsos, medido desde quando deixar o ponto zero até voltar a encontrá-lo. Se o pulso</p><p>for bidirecional, quando parte é positiva e parte é negativa (fases), a largura de pulso será o tempo</p><p>gasto para completar cada ciclo. (AGNE, 2006). Ainda segundo Agne (2006), na prática os formatos</p><p>de pulsos mais utilizados são os quadrados ou retangulares, os senoidais e exponenciais.</p><p>PERÍODO</p><p>Período é o tempo que vai do início de um pulso, ou conjunto de pulsos, até o início do(s) seguinte(s)</p><p>(AGNE, 2006).</p><p>F = λ / T</p><p>Onde: F = Frequência T = Período λ = Comprimento da Onda</p><p>INTERVALO</p><p>Intervalo é o tempo transcorrido entre dois pulsos, ou dois conjuntos de pulsos. Também pode ser</p><p>definido como tempo de repouso, no entanto, recomenda-se que se utilize tempo de repouso para</p><p>definir o tempo em que não ocorre eletroestimulação para favorecer o relaxamento muscular</p><p>(AGNE, 2006).</p><p>FREQUÊNCIA</p><p>Intervalo é o tempo transcorrido entre dois pulsos, ou dois conjuntos de pulsos. Também pode ser</p><p>definido como tempo de repouso, no entanto, recomenda-se que se utilize tempo de repouso para</p><p>definir o tempo em que não ocorre eletroestimulação para favorecer o relaxamento muscular</p><p>(AGNE, 2006). É o número de ciclos por segundo (ciclos, voltas, oscilações), é expresso em hertz</p><p>(Hz), ou seja, a quantidade de pulsos em um determinado tempo. Por exemplo, se tivermos uma</p><p>F = 1</p><p>frequência de 1000 Hz, significa que temos um estímulo passando mil vezes por segundo. As</p><p>frequências podem ser classificadas como:</p><p>Baixa Frequência: 1 a 1.000 Hz, mais utilizada na prática clínica de 1 a 200 Hz. (Galvânica,</p><p>Farádica, Diadinâmicas, Tens e FES).</p><p>As correntes de baixa frequência são: TENS, FES, galvânica, farádica, diadinâmicas e</p><p>microcorrentes. As correntes de média frequência são as correntes interferencial e russa e as</p><p>correntes de alta frequência são as ondas curtas e as micro-ondas.</p><p>Média Frequência: 1.000 a 100.000 Hz, sendo utilizada na prática clínica de 2.000 a 4.000 Hz.</p><p>(Interferencial e Corrente Russa).</p><p>Alta Frequência: Acima de 100.000 Hz. (Ondas Curtas, Micro-ondas, Ultrassom). (SANTANA,</p><p>2016, p. 16).</p><p>Posicionamento dos eletrodos: Vai depender</p><p>dos objetivos do tratamento.</p><p>Eletrodos: Existem dois tipos de eletrodos no mercado:</p><p>1) Os siliconizado carbonados que tem uma duração média de seis meses e podem ser limpos com</p><p>álcool a 70%</p><p>2) E os descartáveis, que devem ser utilizados e descartados, uma vez que não podem ser limpos.</p><p>O tamanho do eletrodo deve ser compatível com a área a ser tratada. Assim, áreas maiores devem</p><p>receber eletrodos maiores, áreas menores, eletrodos menores.</p><p>Para facilitar a passagem da Tens a área a ser tratada deve estar limpa (sem pêlos, e oleosidade).</p><p>Os eletrodos devem ser fixados de forma a ficarem bem aderidos à pele.</p><p>É preciso utilizar um gel condutor, a fim de diminuir a resistência oferecida pela pele, bem como</p><p>limpar a área antes da colocação dos eletrodos. A maioria dos aparelhos possui dois canais, cada</p><p>um deles com dois eletrodos.</p><p>A colocação dos eletrodos pode seguir estes critérios:</p><p>Colocação direta, contígua, sobre os dermátomos, estimulando pontos específicos ou sobre</p><p>o nível da raiz do nervo espinal comprometido. A TENS elevada utiliza a colocação direta,</p><p>contígua, sobre os dermátomos, ou sobre o nível da raiz do nervo espinal comprometido e a TENS</p><p>reduzida e TENS breve e intensa utilizam a estimulação de pontos.</p><p>Se o objetivo é estimular um músculo inervado, é importante assegurar que o nervo que está</p><p>suprindo este músculo esteja no trajeto da corrente.</p><p>1) Cercando o ponto de dor:</p><p>Podendo ser colocado:</p><p>- Sobre o tronco nervoso ou sobre o ponto motor do músculo</p><p>- Em cada uma das terminações dos músculos de modo que o nervo estará no trajeto da corrente.</p><p>- Unilateral: consiste na colocação de um eletrodo em um dos lados de uma articulação.</p><p>- Bilateral: Consiste na colocação de dois eletrodos de um mesmo canal em um único lado das</p><p>costas, do abdome, do braço e etc.</p><p>- Cruzada: Consiste na utilização de dois canais, dispondo os eletrodos de modo cruzado, obtendo</p><p>uma elevada densidade de corrente na região da dor.</p><p>- Proximal: consiste na colocação dos eletrodos na parte superior da lesão. Esta forma de aplicação</p><p>é bastante eficaz no tratamento de lesões medulares e nervos periféricos.</p><p>- Distal: Consiste na colocação de pelo menos um eletrodo na região da dor para garantir que seja</p><p>percebida a parestesia em toda área afetada.</p><p>2) Seguindo o trajeto nervoso;</p><p>3) Colocando sobre o tronco nervoso;</p><p>4) Colocando sobre os dermátomos; sendo um eletrodo colocado na raiz do nervo correspondente</p><p>e o outro na terminação distal do dermátomo;</p><p>5) Colocando sobre os pontos motores, os pontos de acupuntura e pontos gatilhos.</p><p>6) Colocação contralateral, sendo os eletrodos colocados no lado oposto da dor, sendo este método</p><p>baseado na teoria da transferência bilateral, onde os impulsos de um lado do corpo se confundem</p><p>com os impulsos nociceptivos vindos do outro lado.</p><p>7) Colocação direta sobre a pele, no local dolorido ou em volta dele, sendo os canais dispostos</p><p>paralelamente;</p><p>8) Colocação contígua, na qual os eletrodos são aplicados na vizinhança da dor, com os eletrodos</p><p>paralelos ou perpendiculares ao centro da dor; USADOS EM INCISÕES P.O, LACERAÇÕES OU</p><p>ONDE HÁ CONTRA-INDICAÇÃO PARA COLOCAÇÃO DIRETA DOS ELETRODOS</p><p>9) Colocação no nível da medula espinhal, sendo o eletrodo colocado paralelamente à coluna</p><p>espinhal, entre os processos transversos; SÓ DEVE SER UTILIZADO QUANDO A ÁREA DE</p><p>SUPERFÍCIE DA REGIÃO AFETADA FOR INACESSÍVEL, COMO COM APARELHOS OU</p><p>DISPOSITIVOS DE IMOBILIZAÇÃO NÃO REMOVÍVEIS</p><p>3° Explicar a escala numérica da dor (pesquisar escalas modificadas).</p><p>A dor é considerada como uma experiência sensorial e emocional desagradável, associada a uma</p><p>lesão efetiva ou potencial dos tecidos. Avaliar a dor é muito complexo. No entanto, existem diversas</p><p>escalas para avaliam a dor desses pacientes.</p><p>Como não existem métodos práticos objetivos de medição da dor, essa informação tem de ser</p><p>obtida de escalas. A determinação da intensidade da dor é sempre subjetiva. Contudo, as escalas</p><p>permitem que o profissional fique com uma ideia mais aproximada da percepção da pessoa.</p><p>Os médicos devem avaliar a causa, a gravidade e a natureza da dor e seu efeito sobre atividades,</p><p>humor, cognição e sono. A avaliação da causa da dor aguda (p. ex., dor lombar, dor torácica) difere</p><p>da avaliação da dor crônica.</p><p>A história deve incluir as seguintes informações sobre a dor:</p><p>• Tempo [início, persistência (se constante ou intermitente), padrão e grau de flutuação e</p><p>frequência das remissões, duração]</p><p>• Qualidade (p. ex., aguda, prolongada, com cólica, queimação, limitante, lancinante)</p><p>• Gravidade</p><p>• Local (localizado, difuso, profundo, superficial)</p><p>• Padrões de dor referida</p><p>• Fatores exacerbantes e atenuantes</p><p>Informações da história e do exame físico ajudam a orientar a escolha dos exames laboratoriais e</p><p>de imagem para identificar possíveis causas da dor.</p><p>Os médicos devem avaliar o nível de função do paciente e o efeito da dor sobre a função,</p><p>focalizando as atividades da vida diária (p. ex., vestir-se, tomar banho), emprego, ocupações e</p><p>relacionamentos pessoais (incluindo sexual).</p><p>Uma história pessoal ou familiar de dor crônica pode esclarecer o problema. Deve-se considerar</p><p>uma possível contribuição dos membros da família para a perpetuação da dor crônica (p. ex., por</p><p>constantemente indagar sobre a saúde do paciente).</p><p>A percepção do paciente acerca da dor e outros fatores podem influenciar as manifestações</p><p>clínicas. Deve ser determinado o significado da dor para o paciente, com ênfase em aspectos</p><p>psicológicos, depressão e ansiedade. O relato de dor pode ser mais socialmente aceitável do que</p><p>o relato de ansiedade ou depressão, e o tratamento apropriado muitas vezes depende da</p><p>identificação de quaisquer outros problemas. Dor e sofrimento também devem ser diferenciados,</p><p>sobretudo nos pacientes com câncer; o sofrimento pode ser também decorrente tanto da perda de</p><p>função como do medo da morte iminente, além da dor.</p><p>Intensidade da dor</p><p>A intensidade da dor deve ser avaliada antes e após intervenções potencialmente dolorosas. Em</p><p>pacientes capazes de verbalizar, o autorrelato é o padrão-ouro e os sinais externos de dor (p. ex.,</p><p>chorar, estremecer, balançar) são secundários. Para pacientes com dificuldades de comunicação</p><p>e em crianças pequenas, os indicadores não verbais (comportamentais e algumas vezes</p><p>psicológicos) podem ser a fonte primária de informação.</p><p>Medidas formais (ver figura Algumas escalas de dor para quantificar a dor vigente) são</p><p>• Escalas de categoria verbal (p. ex., leve, moderada e grave)</p><p>• Escalas numéricas</p><p>• A Escala Visual Analógica (EVA)</p><p>Para a escala numérica, pede-se aos pacientes que classifiquem sua dor de 0 a 10 (0 = ausência</p><p>de dor; 10 = “a pior dor imaginável”). Na EVA, os pacientes criam um sinal representando o grau da</p><p>dor em uma linha de 10 cm sem identificação, com a extremidade esquerda com os dizeres “sem</p><p>dor” e a direita com os dizeres “dor insuportável”. A pontuação da dor é a distância em mm desde</p><p>a extremidade esquerda da linha. Crianças e pacientes com alfabetização deficiente ou problemas</p><p>de desenvolvimento podem selecionar imagens de faces que vão do sorriso à expressão distorcida</p><p>pela dor, ou frutas de vários tamanhos para transmitir sua percepção de intensidade da dor. Ao</p><p>mensurar a dor, o examinador deve especificar um período de tempo (p. ex. “em média durante a</p><p>última semana”).</p><p>4° Conceituar a TENS.</p><p>TENS = estimulação elétrica nervosa transcutânea.</p><p>Tem como finalidade despolarizar fibras nervosas através da pele por meio de eletrodos</p><p>estimuladores de superfície com o objetivo de modular ou aliviar a dor. Ou seja, capaz de induzir</p><p>eletroanalgesia por meio da corrente elétrica pulsada aplicada na superfície da pele.</p><p>A TENS é definida pela Associação de Terapia Física Americana como a aplicação de estímulos</p><p>elétricos sobre a superfície da pele para o controle da dor e trata-se de um método não invasivo,</p><p>de baixo custo, seguro e de fácil</p><p>manuseio.</p><p>Ela é aplicada usando-se um ou vários pares de eletrodos de superfície, feitos de borracha de</p><p>silicone impregnada de carbono ou diferentes tecidos condutivos. Os eletrodos de silicone são</p><p>cobertos com um gel condutor para otimizar o acoplamento elétrico na interface eletrodo/pele e</p><p>para facilitar a transmissão da corrente.</p><p>O objetivo é excitar seletivamente fibras nervosas A-B (sensoriais) e produzir um efeito analgésico</p><p>“fechando os portões” para sinais conduzidos por fibras de dor.</p><p>A estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS) é uma técnica simples e não-invasiva</p><p>usada extensivamente em locais de atendimento à saúde por fisioterapeutas, enfermeiros e</p><p>atendentes. O uso de correntes fornecidas através dos eletrodos colocados sobre a pele com fácil</p><p>aplicação serve para promover analgesia em dores agudas ou crônicas. Todos os citados liberam</p><p>uma corrente por via transcutânea, mas o TENS é específico para o controle da dor.</p><p>O modo convencional de administrar TENS é usar as características elétricas que ativam</p><p>seletivamente fibras "táteis" de diâmetro largo (A(3) sem ativar fibras nociceptivas de menor</p><p>diâmetro (Aô e C). As evidências sugerem que isso produzirá alívio de dor de um modo similar ao</p><p>"esfregar o local da dor" (vide Mecanismos de ação). Na prática, a TENS convencional é emitida</p><p>para gerar uma parestesia forte porém confortável</p><p>O TENS é normalmente fornecido nos modos de alta ou baixa frequência.</p><p>• Baixa intensidade: gera parestesia e limiar sensitivo, sendo mais confortável. É</p><p>consistentemente definida como sendo de 1 a 150 hz. A TENS de baixa frequência é</p><p>frequentemente usada em intensidades mais altas, provocando relaxamento muscular,</p><p>devido a ativação do receptor mu opioidérgico.</p><p>• Alta intensidade: pode ser definida como sendo superior a 50HZ, embora vários estudos</p><p>usem frequências iguais ou superiores a 100 Hz. Gera limiar motor e contração sustentada:</p><p>mais efetiva na a analgesia, devido a ativação de receptores delta opioidérgico.</p><p>Os parâmetros para modular são: largura da onda (t ou w), frequência (f), intensidade (i). Tempo</p><p>(T) e o repouso (r). Os eletrodos podem ser colocados de forma local (limitando o ponto doloroso),</p><p>radicular (o eletrodo negativo é colocado na emergência do nervo e o positivo no ponto mais</p><p>distante até onde a dor chega) ou sob forma cruzada (formando um quadrado com os quatro</p><p>eletrodos).</p><p>Parâmetros</p><p>• Frequências: É a quantidade de pulsos por segundo e é especificado em hertz (HZ).</p><p>Assim, se pulsos de estímulo forem aplicados 10 vezes por segundo, a frequência do pulso é 10</p><p>HZ. Uma forma de onda do estímulo pode ter duas frequências diferentes. Uma é a frequência de</p><p>pulso ou o número de pulsos por segundo. A outra é o número de trens de pulso por segundo,</p><p>chamada de frequência de burst.</p><p>• Largura do pulso: é o tempo de duração de um pulso, descrito em milissegundo. Para a</p><p>estimulação mais eficiente de fibras nervosas, um estímulo retangular é ótimo.</p><p>Um início brusco do pulso significa um aumento quase instantâneo na corrente no nível máximo.</p><p>Isso aumenta a propensão de ocorrer um potencial de ação. Tudo que é necessário é o movimento</p><p>de carga suficiente devido ao pulso.</p><p>Se a corrente aumenta mais lentamente, a fibra nervosa pode se acomodar ao fluxo de corrente</p><p>• Ciclo de tempo: O tempo é uma variável importante na estimulação elétrica.</p><p>A forma de descrevera proporção de tempo pelo qual a corrente realmente está fluindo ou um burst</p><p>de estímulo que esteja realmente sendo aplicado é pela especificação do ciclo de trabalho.</p><p>15 a 60 min, tem efeitos na hiperalgesia.</p><p>Ideal 30 min.</p><p>• Intensidade (amplitude do pulso): é determinado pela quantidade de elétrons num</p><p>condutor, descrito em miliampere.</p><p>A intensidade deve ser alterada, conforme as necessidades do paciente.</p><p>O botão de controle da intensidade (I) regula a amplitude da corrente de pulsos individuais, o botão</p><p>de controle da frequência (F) regula a frequência de emissão de pulsos (pulsos por segundo =</p><p>p.p.s.) e o botão de controle da duração do pulso (D) regula o tempo de duração de cada pulso. A</p><p>maioria dos aparelhos de TENS oferece padrões alternativos de emissão de pulsos tais como</p><p>pulsado (burst), contínuo e amplitude modulada</p><p>5° Esclarecer os mecanismos de ação e diferenciar os tipos de TENS.</p><p>Efeitos analgésicos da TENS</p><p>Alívio da dor aguda • Dor pós-operatória • Dor obstétrica • Dismenorréia • Dor musculoesquelética</p><p>• Fraturas ósseas • Procedimentos dentários Alívio da dor crônica • Lombar • Artrite • Coto e dor</p><p>fantasma • Neuralgia pós-herpética • Neuralgia trigeminal • Causalgia • Lesão de nervos periféricos</p><p>• Angina pectoris • Dor facial • Dor óssea metastática</p><p>Efeitos não-analgésicos da TENS</p><p>Efeitos antieméticos • Náusea pós-operatória associada com medicamentos opióides • Náusea</p><p>associada com quimioterapia. • Enjôo matinal • Enjoo por movimento/viagem</p><p>Melhora do fluxo sanguíneo • Redução da isquemia devido a cirurgia reconstrutiva • Redução</p><p>dos sintomas associados com doença de Raynaud e neuropatia diabética • Melhora da regeneração</p><p>de feridas e úlceras</p><p>A: Em circunstâncias fisiológicas normais, o cérebro gera sensações por meio do processamento</p><p>de informações nocivas que estão chegando provenientes de estímulos tais como dano/lesão. Para</p><p>que a informação nociva atinja o cérebro ela precisa passar por uma "comporta de dor" metafórica</p><p>localizada nos níveis inferiores do sistema nervoso central. Em termos fisiológicos, a comporta é</p><p>formada por sinapses excitatórias e inibitórias que regulam o fluxo das informações neurais através</p><p>do sistema nervoso central. Essa "comporta da dor" é aberta por eventos nocivos na periferia.</p><p>A comporta da dor pode ser fechada pela ativação de mecanorreceptores quando se "esfrega a</p><p>pele". Isso gera atividade dos aferentes A(5 de diâmetro largo, o que inibe a transmissão da</p><p>informação nociva em curso. Esse fechamento da "comporta de dor" resulta em menos informação</p><p>nociva atingindo o cérebro e redução na sensação de dor. A meta da TENS convencional é ativar</p><p>as fibras Ap usando correntes elétricas. A comporta da dor pode também ser fechada pela ativação</p><p>de vias inibidoras da dor que se originam no cérebro e descem até a medula espinhal através do</p><p>tronco cerebral (circuitaria extra-segmentar). Essas vias se tornam ativas durante atividades</p><p>psicológicas como a motivação e quando fibras periféricas de pequeno diâmetro (A8) são excitadas</p><p>fisiologicamente. A meta da TENS acupuntura é excitar fibras periféricas de pequeno diâmetro para</p><p>ativar as vias descendentes inibitórias da dor.</p><p>Se a transmissão elétrica (TENS) através das fibras Aa (TENS) for predominante, o sinal de dor</p><p>conduzido pelas fibras A Delta (Aa) e C será inibido nas células Te não ascende dos tratos</p><p>espinotalâmicos laterais para o tálamo. Por outro lado, se os pulsos das fibras Aa e C superam os</p><p>das fibras A, a dor vai se manifestar. Desse modo, a base do efeito do TENS, conforme a Teoria</p><p>das Comportas é a hiper estimulação das fibras tipo A para, assim, bloquear a transmissão das</p><p>fibras tipo C nas comportas do corno posterior da medula. O papel preconizado dessa concorrência</p><p>de estímulos elétricos e álgico é a liberação do neurotransmissor Ácido gama-aminobutírico (GABA)</p><p>na substância gelatinosa o qual seria o responsável pelo "fechamento do portão" para a condução</p><p>da dor. GABA é o principal neurotransmissor inibidor no sistema nervoso central dos mamíferos e</p><p>desempenha um papel importante na regulação da excitabilidade neuronal ao longo de todo o</p><p>sistema nervoso.</p><p>Nos mecanismos periféricos, ocorre ativação dos receptores adrenérgicos α-2 (alfa 2) e μ-</p><p>opióides e redução da liberação de substância P, que é um neurônio excitatório.</p><p>O uso da TENS no tratamento da dor é um subproduto do trabalho realizado por Melzack e Wall</p><p>em 1965, que descreve a Teoria das Comportas da Dor. Nesta teoria, a corrente elétrica aplicada</p><p>às terminações nervosas na</p><p>pele, viajam até o cérebro através de fibras nervosas seletivas (fibras</p><p>A).</p><p>Estas fibras passam pela substância gelatinosa da medula espinhal e que contém células</p><p>especializadas (células T) na transmissão neural e que auxiliam as fibras A na condução das</p><p>sensações ascendentes de dor até o tálamo (“centro da dor” do cérebro). As pequenas fibras C,</p><p>carregadoras do sinal de dor, têm uma velocidade de transmissão menor que a das fibras A, cujo</p><p>sinal normalmente alcança o cérebro antes da transmissão das fibras C, bloqueando assim a</p><p>sensação dolorosa. As células T são consideradas como comportas pelas quais os sinais devem</p><p>passar, sendo que a sobrecarga de transmissão das fibras A bloqueiam a transmissão mais lenta</p><p>das fibras C.</p><p>Outra explicação para o efeito analgésico da TENS é a liberação de endorfinas, que são</p><p>analgésicos endógenos liberados sempre que o corpo sente dor. Para Starkey (2001, p. 237), “a</p><p>TENS de baixa frequência e de alta intensidade estimula a glândula hipófise a liberar substâncias</p><p>químicas que estimulam a produção de β-endorfinas que reduzem a dor”. Isso ocorre quando a</p><p>glândula hipófise libera hormônio adrenocorticotrófico e β-lipotropina no sangue, provocando a</p><p>liberação de β-endorfina, que se liga aos sítios dos receptores das fibras Aβ e C, impedindo a</p><p>propagação da dor (STARKEY, 2001).</p><p>TENS CONVENCIONAL</p><p>É obtido através do ajuste de:</p><p>- Largura do pulso (Width) entre 50 e 80 segundos;</p><p>-Frequência de repetição do pulso (Rate) dentro da faixa que vai de 50 e 100 Hz;</p><p>- Intensidade de corrente suficiente para gerar uma sensação agradável, sem contração muscular.</p><p>- O tempo de aplicação pode variar de 5 minutos a 1 hora, sendo considerado suficiente o tempo</p><p>de 20 minutos.</p><p>De acordo com Kitchen (2003) esse tipo de estimulação tem como objetivo ativar seletivamente</p><p>fibras Aβ de diâmetro largo sem ativar ao mesmo tempo fibras Aγ e C, de pequenos diâmetros e</p><p>relacionadas com a dor. É caracterizado por uma alta frequência, 60 a 100 p.p.s, e por uma baixa</p><p>amplitude de estimulação, menor que 100 μs, com intensidade sensorial o que causa uma</p><p>parestesia cutânea confortável, sem contração muscular e ativa o portão modulador da dor no nível</p><p>da medula espinhal (STARKEY, 2001; NELSON; HAYES; CURRIER, 2003).</p><p>Para Kitchen (2003) a frequência é entre 10 e 200 p.p.s com duração de 100-200 µs, a colocação</p><p>dos eletrodos deve ser sobre o local de dor ou dermátomo, a duração do tratamento conforme o</p><p>necessário, o início e o término para o alívio da dor é rápido, menos de 30 minutos após ser ligada</p><p>e depois de desligada, respectivamente.</p><p>O modo convencional da TENS é eficaz no tratamento de lesão aguda de tecido mole, dor</p><p>associada com distúrbios musculoesqueléticos, dor pós-operatória, inflamatória e miofascial</p><p>(STARKEY, 2001).</p><p>TENS PARA ACUPUNTURA</p><p>É obtido através do ajuste de:</p><p>-Largura do pulso (Width) entre 150 e 300 segundos;</p><p>- Frequência de repetição do pulso (Rate) em 14 Hz;</p><p>- Intensidade de corrente dentro do limite considerado tolerável, gerando contrações musculares</p><p>intensas.</p><p>- A aplicação deve ser de no mínimo 30 minutos e no máximo 1 hora.</p><p>De acordo com Starkey (2001, p. 237), esse modo “estimula a glândula hipófise a liberar</p><p>substâncias químicas que estimulam a produção de β-endorfinas que reduzem a dor”. Isso ocorre</p><p>porque a hipófise libera hormônio adenocorticotrópico e β-lipotropina que, por sua vez, liberam β-</p><p>endorfinas que se ligam às fibras Aβ e C, bloqueando a passagem da dor. A estimulação nesse</p><p>modo deve provocar contração muscular confortável ao paciente, a duração do tratamento é</p><p>aproximadamente 30 minutos, devendo os eletrodos ser colocados sobre o ponto motor, sobre a</p><p>dor ou miótomo, e a sua analgesia dura horas após ser desligada. A TENS baixa pode ser usada</p><p>para dor crônica, dor provocada por lesão de tecidos profundos, dor miofascial e por espasmo</p><p>muscular (KITCHEN, 2003).</p><p>TENS Breve-Intensa:</p><p>A Tens é liberada em frequência de pulso elevada, maior que 100 p.p.s, e pulso de longa duração,</p><p>300 a 1.000 μs e intensidade no nível motor, com duração de tratamento entre 15 a 30 minutos, o</p><p>alívio da dor após o tratamento é menor que 30 minutos, e é recomendada para redução da dor</p><p>antes de exercícios terapêuticos.</p><p>O alívio da dor com esse modo é obtido por meio da formação de uma alça de retroalimentação</p><p>negativa dentro do sistema nervoso central que de forma geral irá inibir a liberação da substância</p><p>P, um neurotransmissor que causa dor (STARKEY, 2001).</p><p>TENS de alta frequência</p><p>O TENS de alta frequência é similar ao TENS tradicional, porém, como o próprio nome diz, é</p><p>utilizado com uma frequência de pulso mais elevada. Seu funcionamento se dá pela ativação do</p><p>portão modulador de dor que ocorre no nível da nossa medula espinhal.</p><p>O impulso doloroso é transmitido ao longo de nervos de pequeno diâmetro, enquanto as</p><p>informações sensoriais não dolorosas são mais velozes e conduzidas por nervos de diâmetro maior.</p><p>Com a aplicação do TENS de alta frequência durante um intervalo mais longo, há a redução da</p><p>percepção de dor por parte do paciente.</p><p>TENS de baixa frequência</p><p>Por fim, outro dos tipos de TENS é o de baixa frequência. Como o próprio nome diz, é aquele que</p><p>é aplicado com uma frequência de pulso mais baixa e uma duração maior, na qual a sessão pode</p><p>atingir até 45 minutos.</p><p>A ideia é atingir a fibra motora de pequeno diâmetro para o alívio doloroso, por meio do aumento</p><p>da liberação de endorfinas. Isso ocorre pela estimulação de uma glândula chamada hipófise, que</p><p>por sua vez produz substâncias químicas que estimulam esse aumento.</p><p>Embora os pacientes possam não experimentar um efeito imediato por meio dessa técnica, os</p><p>benefícios são muito mais duradouros do que o que ocorre com o TENS elevado, por exemplo. Por</p><p>isso mesmo, uma de suas principais indicações se dá no tratamento de dores crônicas causadas</p><p>por espasmos musculares.</p><p>Durante a aplicação da TENS, são geradas correntes pulsadas por um gerador de pulso portátil e</p><p>essas são enviadas através da superfície intacta da pele por meio de placas condutoras chamadas</p><p>eletrodos.</p><p>6° Identificar as indicações e contraindicações da TENS.</p><p>• Indicações gerais à eletroterapia:</p><p>Ele alivia diversos tipos de dor aguda, como lombalgias, cervicalgias, pós-operatórios, dores</p><p>musculares, torções, fraturas ósseas, neuralgia pós-herpética e muito mais.</p><p>Ele também atua em situações crônicas, como artrite, artrose, lesões de nervos periféricos, angina,</p><p>dores metastáticas. Ainda age em outras condições, com efeitos contra enjoos, náuseas, melhora</p><p>do fluxo sanguíneo, redução de sintomas associados à síndrome de Raynaud e neuropatias</p><p>diabéticas.</p><p>Também são observadas melhoras sólidas na regeneração de feridas e úlceras em pacientes com</p><p>diabetes e excelentes efeitos no tratamento de lesões esportivas e na redução da atrofia muscular</p><p>pelas mais diversas causas.</p><p>o Dores crônicas em geral;</p><p>o dores pós-operatória;</p><p>o dores lombares, cervicais e torácicas;</p><p>o Dores articulares, artrite, bursites, luxações e entorses</p><p>o Dores musculares, contusões, miosites, tendinites e miofaciais</p><p>o Dores de câncer</p><p>• Contraindicações gerais à eletroterapia:</p><p>Algumas pessoas não podem se beneficiar com o uso da eletroterapia, como:</p><p>• Portadores de marca-passo: a eletricidade pode interferir na função do marcapasso.</p><p>• Grávidas: o fluxo de corrente elétrica na região lombar, pélvica e abdominal pode causar</p><p>problemas ao feto.</p><p>• Pessoas com câncer: a eletricidade pode provocar o crescimento do câncer.</p><p>• Obesos: o tecido adiposo causa isolamento contra a estimulação eficaz.</p><p>• Além de algumas pessoas que não podem fazer eletroterapia, também tem áreas no corpo</p><p>que são extremamente sensíveis e que não se podem aplicar as correntes elétricas, são</p><p>elas: A região temporal; O esôfago; A laringe; A parte superior do tórax; A região perto dos</p><p>olhos; O seio carotídeo. Essas são as contraindicações mais comuns da eletroterapia,</p><p>portanto pessoas que se encaixam nos perfis acima não podem usar como benefício à</p><p>eletroterapia (Kitchen & Bazin, 2003).</p><p>Não aplique TENS: • sobre o seio carotídeo • sobre pele danificada • sobre pele disestésica •</p><p>internamente (boca)</p><p>o As regiões das carótidas;</p><p>o portadores de marcapasso;</p><p>o na região abdominal de mulheres grávidas;</p><p>o pálpebras;</p><p>o em casos de dores não diagnosticadas;</p><p>A utilização da TENS em crianças, epiléticos e idosos deve ser acompanhada por um</p><p>Fisioterapeuta.</p><p>Fontes:</p><p>História da eletroterapia – a aventura secular da estimulação elétrica transcutânea – prof.: Carlos</p><p>Castro</p><p>Artigo: Tratamento da dor - Por James C. Watson</p><p>Livro: Starkey</p><p>Eletrotepia-práticos</p><p>baseada em evidenciaIj: Ediçad</p><p>PROBLEMA 7</p><p>1- Definir a corrente interferencial e indicações e contraindicações</p><p>A corrente Interferencial é essencialmente uma corrente de frequência média (normalmente cerca</p><p>de 4000 Hz) cuja amplitude aumenta e diminui ritmicamente em baixa frequência (ajustável entre 0</p><p>e 200-250 Hz).</p><p>A IC é produzida mesclando duas correntes de média frequência que ficam levemente fora de fase,</p><p>podendo ser aplicadas de modo que "interfiram" nos tecidos.</p><p>Uma corrente é normalmente de frequência fixa, por exemplo 4000 Hz, e a outra corrente é</p><p>ajustável, por exemplo entre 4000 e 4200 Hz. Teoricamente, as duas correntes se somam ou se</p><p>cancelam de maneira previsível, produzindo a "corrente interferencial" de amplitude modulada</p><p>resultante. A frequência da corrente resultante será igual à média das duas correntes originais e</p><p>variará em amplitude com uma frequência igual à diferença entre essas duas correntes. Essa</p><p>segunda frequência é conhecida como "frequência de amplitude modulada" (AMF) ou "frequência</p><p>de batida".</p><p>Parâmetros de tratamento</p><p>Frequência de Modulação da Amplitude (FMA): é uma variação de frequência de uma das</p><p>correntes em Hz, pois a outra corrente permanecerá com frequência fixa.</p><p>Os estimuladores interferenciais usam duas correntes de média frequência (uma na frequência fixa</p><p>de 4000 Hz; e a outra ajustável, entre 4000 e 4250 Hz).</p><p>A inclusão da frequência ajustável possibilita a seleção de uma faixa de baixas frequências</p><p>moduladas pela amplitude;</p><p>Modulação da Frequência/Frequência de Varredura: podemos fazer com que a FMA alterne ao</p><p>longo de uma faixa estabelecida pela manipulação do controle de frequência varredura.</p><p>Os aparelhos interferenciais variam quanto à frequência de varredura disponível ao terapeuta, mas</p><p>a faixa oscila entre 0 e 250 Hz;</p><p>Espectro: recurso de variar a frequência na terapêutica a fim de evitar a acomodação durante a</p><p>aplicação;</p><p>Slope: técnica utilizada em que o tempo da oscilação do espectro pode ser ajustado no aparelho;</p><p>Intensidade: de acordo com a intensidade escolhida podem-se obter efeitos diferentes nos tecidos.</p><p>Isso está relacionado à estimulação seletiva dos tipos de nervos. É provável que os efeitos</p><p>sensitivos se originem entre 4 e 10 mA, e as respostas motoras, entre 8 e 15 mA.</p><p>Essa corrente pode ser aplicada através de eletrodos flexíveis fixados por fita adesiva ou por</p><p>eletrodos a vácuo, que utilizam a sucção para que o contato seja mantido. Em ambos os casos, há</p><p>necessidade de se usarem esponjas embebidas em água. A colocação dos eletrodos consiste</p><p>basicamente em três técnicas:</p><p>Quadripolar: os quatro eletrodos são posicionados ao redor da área a ser tratada, de modo que</p><p>cada canal corra perpendicularmente ao outro e que a corrente cruze o ponto médio. Os tecidos</p><p>dentro dessa área recebem o efeito máximo de tratamento;</p><p>Bipolar: a mistura dos dois canais ocorre dentro do gerador, e não nos tecidos.</p><p>São utilizados dois canais dentro do gerador, com um único canal de saída aplicado aos tecidos.</p><p>Esse método gera uma mistura mais precisa, embora não seja tão profundo se comparado à técnica</p><p>quadripolar;</p><p>Tetrapolar vetorial: há um deslocamento automático do vetor, o que aumenta a área de exposição</p><p>da corrente.</p><p>A estimulação interferencial pode ser aplicada uma ou duas vezes ao dia, em sessões de</p><p>tratamento variando, em geral, de 15 a 30 minutos. Devemos tomar cuidado com o uso impróprio</p><p>tanto da estimulação interferencial (que pode gerar queimaduras ou causar irritação na pele) quanto</p><p>da estimulação prolongada (capaz de gerar consequências como espasmo muscular e dor).</p><p>De modo geral, a estimulação interferencial é empregada para controlar a dor e estimular</p><p>contrações musculares, a fim de aumentar o retorno venoso. Também pode ser utilizada para</p><p>reeducar o músculo e aumentar a força muscular. Como efeitos gerais, podemos citar: analgesia,</p><p>estimulação muscular, melhora da circulação, relaxamento muscular e diminuição da reação</p><p>inflamatória.</p><p>Indicações:</p><p>➢ Analgesia (dor aguda e crônica);</p><p>➢ Reparo dos tecidos;</p><p>➢ Promoção de cicatrização;</p><p>➢ Espasmo muscular;</p><p>➢ Dor articular com edema;</p><p>➢ Neurite;</p><p>➢ Alívio da incontinência urinaria de esforço;</p><p>➢ Relaxamento muscular;</p><p>Contraindicações:</p><p>➢ Dor de origem central;</p><p>➢ Dor de origem desconhecida;</p><p>➢ Marcapasso;</p><p>➢ Sobre implantes metálicos;</p><p>➢ Sobre pele lesionada;</p><p>➢ Áreas abdominal, pélvica e lombar de gestantes;</p><p>➢ Em pacientes epilépticos;</p><p>2- Diferenciar a tens e a corrente interferencial</p><p>Ambas são formas de estimulação elétrica transcutânea. Enquanto a TENS possui baixa</p><p>frequência, a corrente interferencial possui média frequência.</p><p>Ambas as correntes têm efeitos similares em dores crônicas, porém a TENS é superior à Corrente</p><p>Interferencial em dores agudas.</p><p>A corrente Interferencial é modulada em amplitude em forma senoidal (figura 1a), A corrente</p><p>interferencial é caracterizada por duas correntes de média frequência, que se cruzam, gerando uma</p><p>zona de interferência, criando uma corrente de baixa frequência. Sempre terá uma frequência fixa,</p><p>e uma corrente que é a somatória da corrente 1 mais a frequência terapêutica que o profissional</p><p>escolhe, e a resultante será uma corrente de baixa frequência.</p><p>As frequências mais altas não são captadas pelas terminações sensoriais, por isso a corrente</p><p>interferencial só tem essa interferência entre 1 e 150.</p><p>A corrente interferencial é uma corrente de média frequência que produz baixa impedância para</p><p>a pele permitindo uma penetração mais profunda no tecido, sendo assim considerada eficaz para</p><p>reduzir imediatamente a dor. Já na estimulação elétrica com a TENS, os impulsos elétricos variam</p><p>em intensidade e frequência ao estimular o nervo no percurso da medula espinhal, bloqueando a</p><p>transmissão da dor e sendo utilizada para o alívio da dor musculoesquelética, incluindo DL baixa.</p><p>OBS: A TENS e a corrente interferencial com baixa frequência de estímulo podem atingir a</p><p>analgesia via liberação de opióides endógenos.</p><p>Outro estudo utilizou eletroacupuntura e corrente interferencial, composto de 10 sessões, não</p><p>havendo alterações significativas na forma de aplicabilidade das técnicas utilizadas. Porém, ambas</p><p>foram benéficas no tratamento, assemelhando-se ao resultado encontrado no presente estudo</p><p>3- Conceituar FES e suas indicações e contraindicações (parâmetros)</p><p>A FES pode ser entendida com uma estimulação de músculos que não possuem de controle motor</p><p>ou com insuficiência contrátil ou “postural”, com o objetivo de produzir um movimento funcional e/ou</p><p>substituir uma órtese convencional. Ela faz parte das correntes elétricas de baixa frequência.</p><p>Bases da excitabilidade</p><p>A FES tem como base a produção da contração por meio da estimulação elétrica, que despolariza</p><p>o motoneurônio, produzindo uma resposta sincrônica em todas as unidades motoras do músculo.</p><p>Esse sincronismo promove uma contração eficiente. Não é possível a obtenção de movimento</p><p>funcional de um membro paralisado por um simples pulso elétrico; é necessária uma série de</p><p>estímulos com certa duração, seguidos por outros com uma apropriada frequência e repetição.</p><p>Essa sequência de estímulos recebe o nome de trem de pulsos.</p><p>Um período de repouso entre dois trens deve ser</p><p>ser utilizada por mais tempo. É um tipo de corrente seletiva,</p><p>pode-se trabalhar tanto unidades motoras tônicas (fibras musculares vermelhas ou do tipo I) quanto</p><p>unidades motoras fásicas (fibras musculares brancas ou do tipo II), dependendo da frequência</p><p>utilizada.</p><p>Fibras musculares tipo I: fibras de contração lenta. Possuem grande suprimento vascular, grande</p><p>quantidade de mitocôndrias, de mioglobinas, são resistentes à fadiga e possuem baixa produção</p><p>de força.</p><p>Exemplo: maratonistas, ciclistas, nadadores de longa distância. Estimuladas na frequência de 20 a</p><p>30Hz.</p><p>Fibras musculares tipo II: fibras de contração rápida. Possuem baixo suprimento vascular, baixa</p><p>quantidade de mitocôndrias, de mioglobinas, são pouco resistentes à fadiga e possuem grande</p><p>produção de força.</p><p>Exemplo: atividades de velocidade e explosão. As fibras do tipo II podem ser divididas em tipo IIa</p><p>e tipo IIb, sendo as do tipo IIa intermediárias. Estimuladas na frequência de 50 a 150Hz.</p><p>Efeitos gerais do uso da corrente russa:</p><p>➢ mudanças na capilaridade;</p><p>➢ mudança na característica de resposta do motoneurônio;</p><p>➢ redução na velocidade de condução;</p><p>➢ e aumento da excitabilidade.</p><p>A base teórica para seu uso é que a estimulação elétrica máxima pode fazer com que quase todas</p><p>as unidades motoras em um músculo se contraiam de maneira sincronizada (algo que não pode</p><p>ser conseguido na contração voluntária, segundo se alega).</p><p>Isso possibilitaria a ocorrência de contrações musculares mais fortes com a estimulação elétrica e,</p><p>portanto, maior hipertrofia muscular.</p><p>Além disso, observamos outras constatações, como a modificação na composição das fibras</p><p>musculares ao serem expostas a um período prolongado de excitação produzida por correntes</p><p>elétricas. Essa alteração dependerá principalmente da frequência com que se despolariza o nervo</p><p>motor por meio da corrente elétrica. A modificação é reversível, desde que passemos a trabalhar</p><p>esses músculos com funções mais dinâmicas.</p><p>Indicações:</p><p>➢ Incremento de força muscular;</p><p>➢ Modificação do tecido muscular;</p><p>➢ Melhora da estabilidade articular;</p><p>➢ Melhora de rendimento físico em esporte de alto nível;</p><p>➢ Manutenção da qualidade e quantidade do tecido muscular;</p><p>➢ Aumento da circulação sanguínea no músculo;</p><p>➢ Recuperação da sensação da contração nos casos de perda de sinestesia;</p><p>➢ Incontinência esfincteriana;</p><p>➢ Estética.</p><p>o Reabilitação pós acidente vascular cerebral (AVC);</p><p>o Prevenção da atrofia muscular;</p><p>o Tratamento da paraplegia;</p><p>o Fortalecimento do músculo abdominal, glúteos e pernas;</p><p>o Combate da flacidez abdominal;</p><p>o Melhora da performance, força e resistência muscular, em atletas.</p><p>o Controle de contraturas em flexão de joelho e cotovelo</p><p>o Fortalecimento muscular</p><p>o Controle de espasticidade</p><p>o Facilitação neuromuscular</p><p>o Uso na estética</p><p>Contraindicações:</p><p>➢ Lesões musculares, tendinosas e ligamentares;</p><p>➢ Inflamações articulares em fase aguda;</p><p>➢ Fraturas não consolidadas;</p><p>➢ Espasticidade;</p><p>➢ Miopatologias que impeçam a contração muscular fisiológica;</p><p>➢ Lesão nervosa periférica;</p><p>➢ Confusão mental;</p><p>➢ Diminuição da sensibilidade à passagem da corrente elétrica;</p><p>➢ Marcapasso;</p><p>➢ Sobre implantes metálicos;</p><p>➢ Sobre pele lesionada;</p><p>➢ Áreas abdominal, pélvica e lombar de gestantes;</p><p>➢ Em pacientes epilépticos;</p><p>➢ Cardiopatias;</p><p>➢ Doenças circulatórias;</p><p>➢ Pressão arterial descompensada;</p><p>➢ Neoplasias;</p><p>➢ Doenças pulmonares;</p><p>➢ Renais crônicos;</p><p>➢ Processos infecciosos e inflamatórios;</p><p>➢ Dermatite ou dermatoses;</p><p>➢ Pacientes neurológicos (tônus alterado);</p><p>➢ Fraturas ósseas recentes;</p><p>➢ Excesso de tecido adiposo (isolante).</p><p>• Contraindicações: esse tipo de terapia não deve ser feita em caso de marcapasso</p><p>cardíaco, epilepsia, doença mental, sobre o útero durante a gravidez, em caso de trombose</p><p>venosa profunda ou flebite recente, em caso de fratura recente.</p><p>5- Comparar FES e corrente russa</p><p>Tanto a FES quanto a corrente russa podem ser utilizadas para estimular a contração muscular do</p><p>paciente.</p><p>Enquanto a FES é uma terapia de baixa frequência, a corrente russa se classifica como média</p><p>frequência.</p><p>A corrente Russa tem um efeito excitomotor e produz uma hipertrofia muscular mais significativa</p><p>que outras correntes. Já o FES é uma corrente elétrica mais específica de tal forma que possibilita</p><p>a contração muscular funcional.</p><p>A corrente Russa é formada a partir de Bursts com 50% de ciclo de trabalho (tempo ‘on’ e ‘off’ –</p><p>figura 1b), é formada por trens de impulsos de corrente emitidos na frequência de 2.500 hertz</p><p>modulada por uma onda que pode variar de 50 a 80 hertz. Na estimulação de média frequência</p><p>(2.500Hz) a corrente russa é a mais utilizada, estimula os nervos motores, despolarizando as</p><p>membranas, induzindo assim contração muscular mais forte e sincronizada, resultando em</p><p>fortalecimento muscular.</p>concluir que uma 
corrente de média frequência como é o caso da corrente Russa, diminui sensivelmente o 
desconforto da corrente que o paciente está sendo submetido. Uma outra vantagem devido a 
diminuição da resistência do corpo é o grau de profundidade alcançado pela corrente Russa, sendo 
superior as correntes de baixa frequência. 
A corrente russa, também conhecida como estimulação russa, é formada por trens de impulsos de 
corrente emitidos na frequência de 2.500 hertz modulada por uma onda que pode variar de 50 a 80 
hertz. Na estimulação de média frequência (2.500Hz) a corrente russa é a mais utilizada, estimula 
os nervos motores, despolarizando as membranas, induzindo assim contração muscular mais forte 
e sincronizada, resultando em fortalecimento muscular. 
 A técnica de estimulação russa usa pulsos elétricos para imitar a ação dos sinais vindos dos 
neurônios (células do sistema nervoso) e tem como alvo nossos músculos e nervos. 
O aparelho de corrente russa é composto de várias pequenas almofadinhas, que são os eletrodos, 
que devem ser posicionados no meio do músculo da região que está sendo tratada, mas sempre 
respeitando princípios, como não colocar ao mesmo tempo em músculos agonistas ou 
antagonistas, devendo por isso, ser posicionada por um fisioterapeuta ou preparador físico. 
O aparelho irá promover um estímulo semelhante ao que o cérebro envia para os músculos, o que 
gera uma contração involuntária do músculo, mas para que possa tirar melhor proveito desse 
equipamento, sempre que este estímulo elétrico acontecer, o indivíduo deve contrair o músculo ao 
mesmo tempo. 
O tratamento é feito com um equipamento tecnologicamente avançado, diferente das outras 
correntes existentes por ser de média frequência, fixada em 2500HZ, duplamente modulada, 
provocando maior contração até os músculos em planos profundos. Na primeira modulação, 
selecionamos o tipo de fibra a ser trabalhada, assim como a carga aplicada à musculatura. Na 
segunda, o tempo de sustentação da contração e o intervalo de tempo entre contrações 
consecutivas. Somente esse tipo de modulação é capaz de atingir todos os tipos de fibras que 
compõem um músculo e que se classificam em: fibras vermelhas, intermediárias e brancas. 
• Parâmetros: Os parâmetros do aparelho são compostos por ciclo on, ciclo off, intensidade 
de corrente, tempo de subida e tempo de descida do pulso. 
• Frequência: é usada a frequência de 2500 Hz, essa corrente já vem fixa no aparelho; 
• Burst: é um pulso polifásico, modula as contrações a depender das fibras a serem 
trabalhadas, na faixa de 1-100 hz burst; 
Fibras tônicas (contração lenta): geralmente utiliza de 10-30hz; 
Fibras intermediárias (exercícios de baixo impacto): geralmente utiliza de 30-50 hz; 
Fibras fásicas (contração rápida): não é muito utilizada, mas utiliza frequência de 50hz; 
• Modo da corrente: 
Sincronizado: é quando todos os eletrodos são ativados simultaneamente; 
Recíproco: é quando os eletrodos são ativados alternadamente; 
Sequencial: é quando os eletrodos vão aumentando gradualmente; 
Continuo: não há tempo on e nem off, há uma passagem continua do estimulo. 
• Tempo de aplicação: depende da quantidade de contrações que o profissional deseja e do 
tempo ON/OFF. 
1 contração: 30s de tempo on e off 
Tempo de subida e descida, ex: 3s on e 2s off. 
• Tempo ON e OFF: Outro aspecto importante a ser relatado é a questão do tempo de 
contração definido como (tempo ON ou ON Time) caracterizado como o tempo em que 
ocorre um trem de pulso, ou uma série de burst gerando a contração muscular. O tempo de 
repouso é definido por (Tempo OFF ou OFF Time). 
• Tempo de subida e descida: é o tempo em que há a contração e relaxamento, isso gera 
um conforto ao paciente, por que se imaginarmos que não houvesse contração, seria 
cansativo ao paciente. O tempo pode variar de 2 a 5s; 
• Tempo de sustentação: tempo efetivo de uma contração, podendo variar de 3 a 30s; 
• Contração muscular: 
Grillo (2003), afirma nos achados de Salgado (1999), que a contração muscular voluntária recruta 
preferencialmente as fibras do tipo I e segundo Low e Reed (2001), a contração por estimulação 
elétrica recruta, em primeiro lugar, as fibras do tipo II. Conforme Lima & Rodrigues (2012), as fibras 
musculares se diferenciam e assim podem ser classificados em duas categorias principais: as fibras 
tipo I e tipo II. Entende-se que as fibras do tipo I são de contração lenta e as fibras tipo II de 
contração rápida. 
Os músculos possuem uma estrutura funcional que é sarcômero, que é um compartimento em que 
as proteínas musculares de actina e miosina estão organizadas. 
No repouso, essa actina e miosina elas não se tocam (estão com raiva), mas elas possuem uma 
grande atração devido a actina possuir um local de ligação de miosina. O que ocorre é que existe 
um complexo protéico chamado de troponina e tropomiosina, em que eles empatam que a miosina 
e actina se encontram. 
Na contração muscular, ocorre: 
1. O neurônio motor é ativado e o estímulo chega até a junção neuromuscular (neurônio + fibra 
muscular) liberando ACh (acetilcolina) na fibra; 
2. Abrindo canais dependentes de ACH, levando ao fluxo de sódio e potássio na membrana 
plasmática, porém a entrada de cálcio supera a de potássio, o que gera um potencial de 
ação devido a despolarização da fibra motora; 
3. Esse potencial de ação percorre a fibra, até chegar ao túbulo T, abrindo canais de sódio, que 
liberam cálcio para o retículo sarcoplasmático; 
4. O sistema de troponina e a tropomiosina empatam a actina e a miosina de se conhecerem. 
Mas, quando esse cálcio é liberado, ele age diretamente na troponina, e a tropomiosina se 
move para sua posição; 
5. A actina e miosina estão liberadas, fazendo com que a cabeça da miosina puxam os 
filamentos de actina e gere a contração; 
6. Porém, esse romance não dura muito tempo. As bombas de cálcio do retículo 
sarcoplasmático liberam o cálcio de volta ao RS; 
7. Isso gera uma redução do cálcio, fazendo com que o cálcio se desfaça da troponina; 
8. A tropomiosina volta a recobrir o sítio de ligação, e as cabeças da miosina são liberadas, 
voltando ao repouso. 
 
Temos como efeitos fisiológicos da Corrente Russa: 
• Aumento da vascularização; 
• Melhora do tecido conjuntivo em razão da eliminação dos detritos tóxicos; 
• Melhora do aporte de enzimas e nutrientes na corrente sanguínea; 
• Melhora da circulação linfática, eliminando as toxinas acumuladas nas células responsáveis por 
todas as reações inestéticas; 
• Aumento da flexibilidade tissular; 
• Tonificação e fortalecimento muscular. 
A corrente russa é caracterizada por apresentar uma onda senoidal de frequência de 2500 Hz e 
batimento de 50 Hz. 
Com isso, obtemos trens de pulso (burst) com duração de 10 milissegundos, com intervalos 
também de 10 milissegundos. 
A corrente russa apresenta várias vantagens em relação à corrente de baixa frequência. Uma 
dessas vantagens está relacionada à resistência (impedância) que o corpo humano oferece à 
passagem da corrente elétrica. 
Outras vantagens observadas são a possibilidade de se ativar 30 a 60% a mais das unidades 
motoras com a corrente russa que nos exercícios comuns e tratamentos convencionais, além de o 
aparelho conseguir trabalhar totalmente a musculatura, inclusive zonas consideradas difíceis de 
serem atingidas com eletroestimulação convencional. 
Há também uma melhora em curto prazo e uma melhora da estabilidade articular durante a fase de 
mobilização. Os parâmetros do aparelho são bem similares aos da corrente interferencial, incluindo 
ciclo on, ciclo off, intensidade de corrente, tempo de subida e tempo de descida do pulso. A 
modulação da frequência obedecerá a característica da fibra (fásica ou tônica), e a porcentagem 
do ciclo obedecerá a situação do paciente (estado de saúde, fase da doença). 
Trata-se de uma corrente despolarizada, pois não apresenta polos definidos, sendo assim, não 
ocorre deslocamento de íons, podendoser utilizada por mais tempo. É um tipo de corrente seletiva, 
pode-se trabalhar tanto unidades motoras tônicas (fibras musculares vermelhas ou do tipo I) quanto 
unidades motoras fásicas (fibras musculares brancas ou do tipo II), dependendo da frequência 
utilizada. 
Fibras musculares tipo I: fibras de contração lenta. Possuem grande suprimento vascular, grande 
quantidade de mitocôndrias, de mioglobinas, são resistentes à fadiga e possuem baixa produção 
de força. 
Exemplo: maratonistas, ciclistas, nadadores de longa distância. Estimuladas na frequência de 20 a 
30Hz. 
Fibras musculares tipo II: fibras de contração rápida. Possuem baixo suprimento vascular, baixa 
quantidade de mitocôndrias, de mioglobinas, são pouco resistentes à fadiga e possuem grande 
produção de força. 
Exemplo: atividades de velocidade e explosão. As fibras do tipo II podem ser divididas em tipo IIa 
e tipo IIb, sendo as do tipo IIa intermediárias. Estimuladas na frequência de 50 a 150Hz. 
Efeitos gerais do uso da corrente russa: 
➢ mudanças na capilaridade; 
➢ mudança na característica de resposta do motoneurônio; 
➢ redução na velocidade de condução; 
➢ e aumento da excitabilidade. 
A base teórica para seu uso é que a estimulação elétrica máxima pode fazer com que quase todas 
as unidades motoras em um músculo se contraiam de maneira sincronizada (algo que não pode 
ser conseguido na contração voluntária, segundo se alega). 
Isso possibilitaria a ocorrência de contrações musculares mais fortes com a estimulação elétrica e, 
portanto, maior hipertrofia muscular. 
Além disso, observamos outras constatações, como a modificação na composição das fibras 
musculares ao serem expostas a um período prolongado de excitação produzida por correntes 
elétricas. Essa alteração dependerá principalmente da frequência com que se despolariza o nervo 
motor por meio da corrente elétrica. A modificação é reversível, desde que passemos a trabalhar 
esses músculos com funções mais dinâmicas. 
 
Indicações: 
➢ Incremento de força muscular; 
➢ Modificação do tecido muscular; 
➢ Melhora da estabilidade articular; 
➢ Melhora de rendimento físico em esporte de alto nível; 
➢ Manutenção da qualidade e quantidade do tecido muscular; 
➢ Aumento da circulação sanguínea no músculo; 
➢ Recuperação da sensação da contração nos casos de perda de sinestesia; 
➢ Incontinência esfincteriana; 
➢ Estética. 
o Reabilitação pós acidente vascular cerebral (AVC); 
o Prevenção da atrofia muscular; 
o Tratamento da paraplegia; 
o Fortalecimento do músculo abdominal, glúteos e pernas; 
o Combate da flacidez abdominal; 
o Melhora da performance, força e resistência muscular, em atletas. 
o Controle de contraturas em flexão de joelho e cotovelo 
o Fortalecimento muscular 
o Controle de espasticidade 
o Facilitação neuromuscular 
o Uso na estética 
 
Contraindicações: 
➢ Lesões musculares, tendinosas e ligamentares; 
➢ Inflamações articulares em fase aguda; 
➢ Fraturas não consolidadas; 
➢ Espasticidade; 
➢ Miopatologias que impeçam a contração muscular fisiológica; 
➢ Lesão nervosa periférica; 
➢ Confusão mental; 
➢ Diminuição da sensibilidade à passagem da corrente elétrica; 
➢ Marcapasso; 
➢ Sobre implantes metálicos; 
➢ Sobre pele lesionada; 
➢ Áreas abdominal, pélvica e lombar de gestantes; 
➢ Em pacientes epilépticos; 
➢ Cardiopatias; 
➢ Doenças circulatórias; 
➢ Pressão arterial descompensada; 
➢ Neoplasias; 
➢ Doenças pulmonares; 
➢ Renais crônicos; 
➢ Processos infecciosos e inflamatórios; 
➢ Dermatite ou dermatoses; 
➢ Pacientes neurológicos (tônus alterado); 
➢ Fraturas ósseas recentes; 
➢ Excesso de tecido adiposo (isolante). 
• Contraindicações: esse tipo de terapia não deve ser feita em caso de marcapasso 
cardíaco, epilepsia, doença mental, sobre o útero durante a gravidez, em caso de trombose 
venosa profunda ou flebite recente, em caso de fratura recente. 
 
5- Comparar FES e corrente russa 
Tanto a FES quanto a corrente russa podem ser utilizadas para estimular a contração muscular do 
paciente. 
Enquanto a FES é uma terapia de baixa frequência, a corrente russa se classifica como média 
frequência. 
A corrente Russa tem um efeito excitomotor e produz uma hipertrofia muscular mais significativa 
que outras correntes. Já o FES é uma corrente elétrica mais específica de tal forma que possibilita 
a contração muscular funcional. 
A corrente Russa é formada a partir de Bursts com 50% de ciclo de trabalho (tempo ‘on’ e ‘off’ – 
figura 1b), é formada por trens de impulsos de corrente emitidos na frequência de 2.500 hertz 
modulada por uma onda que pode variar de 50 a 80 hertz. Na estimulação de média frequência 
(2.500Hz) a corrente russa é a mais utilizada, estimula os nervos motores, despolarizando as 
membranas, induzindo assim contração muscular mais forte e sincronizada, resultando em 
fortalecimento muscular.