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<p>GRASIELE TAÍS MENIN</p><p>O PAPEL DA ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA A SAÚDE MENTAL DA PESSOA IDOSA</p><p>Orientador(a): Prof.ª Esp. Adriane Kleinpaul</p><p>Três de Maio</p><p>2024</p><p>GRASIELE TAÍS MENIN</p><p>O PAPEL DA ENFERMAGEM NA ASSISTÊNCIA A SAÚDE MENTAL DA PESSOA IDOSA INSTITUCIONALIZADA</p><p>Trabalho de Conclusão de Curso, para fins de conclusão do Curso Técnico em Enfermagem da Sociedade Educacional Três de Maio SETREM.</p><p>Orientador (a): Prof.ª Esp. Adriane Kleinpaul</p><p>Três de Maio</p><p>2024</p><p>AGRADECIMENTO</p><p>À Deus pela vida</p><p>À minha família que acreditou em mim e me apoiou em todos os momentos</p><p>À coordenadora do curso que me conduziu dentro da instituição e orientou durante todo o processo e ainda fez tudo o que estava ao seu alcance para que fosse possível me formar.</p><p>RESUMO</p><p>Na legislação brasileira considera-se idosa aquela pessoa que atingiu 60 anos ou mais de idade, e segundo o Ministério da Saúde, estima-se para o ano de 2050 que existam cerca de dois bilhões de pessoas com sessenta anos ou mais no mundo; visto que a expectativa de vida no Brasil em 2022 era de em média de 75,5 anos. O envelhecimento humano é um processo natural a todos os indivíduos e ele vai além das mudanças físicas como perda de força muscular e fragilidade cutânea. Envolve mudanças psicológicas que decorrem da percepção da sociedade perante a pessoa idosa e de como ela mesma se vê inserida na mesma; a perda da independência adquirida ao longo da vida e principalmente a mudança de ambiente e contexto alteram a saúde mental desses indivíduos. Na sociedade atual, as instituições de longa permanência para idosos não são mais vistas como um local de abandono e sim como um apoio para a família no cuidado e atenção à saúde; porém, esta não é a realidade de grande parte dos idosos institucionalizados, e mesmo os que recebem o apoio da família sentem o abandono e a solidão por estarem longe de casa. O presente estudo tem como objetivo descrever o papel da enfermagem no suporte à saúde mental da pessoa idosa institucionalizada; por meio da pergunta norteadora: “Qual o papel da enfermagem na assistência e suporte à saúde mental da pessoa idosa institucionalizada? ”. Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, qualitativo baseado no relato da experiência da pesquisadora, associado a experiência de profissionais atuantes em uma instituição de longa permanência para idosos mediante resposta a um questionário construído pela própria autora, sustentado pelos constructos da literatura atual que discute saúde mental em idosos institucionalizados e o papel da enfermagem nesse processo. Ao realizar os estágios pode-se colocar em prática a teoria, mostrando o quão complexo é o trabalho do técnico de enfermagem diante das responsabilidades assumidas. Este estudo confirma, através da reflexão de autores e respostas de profissionais ao questionário, a importância da saúde mental dos idosos institucionalizados, que geralmente são ignorados, ao vivenciarem a mudança de moradia e rotina sentem-se abandonados pela família, por mais que as instituições devem se adequar à certos aspectos exigidos por lei; sabe-se que nem sempre os idosos são tratados da forma correta, com respeito e dignidade.  Devido este fato as Instituições de Longa Permanência para Idosos devem investir e incentivar os profissionais a realizar cursos de capacitação na área do cuidado à saúde mental dos idosos, e incentivá-los ainda na sensibilização diante da fragilidade dos indivíduos que precisam de apoio e incentivo para enfrentar essa fase de dependência funcional e emocional.</p><p>Palavras-chave: Envelhecimento, Institucionalizados, Pessoa Idosa, Saúde Mental, Técnico de Enfermagem.</p><p>Lista de ABREVIATURAS</p><p>IBGE		Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</p><p>ILPI		Instituição de Longa Permanência para Idosos</p><p>OMS		Organização Mundial da Saúde</p><p>PNAD		Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios</p><p>RDC		Resolução da Diretoria Colegiada</p><p>SETREM	Sociedade Educacional Três de Maio</p><p>SUS		Sistema Único de Saúde</p><p>Sumário</p><p>INTRODUÇÃO	8</p><p>CAPÍTULO 1 PROJETO DE PESQUISA	10</p><p>1.6.1 Método de abordagem	12</p><p>1.6.2 Procedimento de pesquisa	12</p><p>1.6.3 Técnica de pesquisa	13</p><p>1.6.4 Análise de resultados	13</p><p>1.7 CRONOGRAMA	13</p><p>CAPÍTULO 2 REFERENCIAL TEÓRICO	14</p><p>2.1 O Envelhecimento Humano	14</p><p>2.1.1 A Pessoa Idosa	15</p><p>2.1.2 As Instituições de Longa Permanência para Idosos	17</p><p>2.1.3 Saúde Mental do Idoso e a Enfermagem na Assistência	18</p><p>CAPÍTULO 3 RÁTICA DESENVOLVIDA	20</p><p>3.1	CONTEXTUALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES PRÁTICAS DE ESTÁGIO...................................................................................................................20</p><p>3.1.2 Estágio II Saúde Pública, Maternidade e Pediatria	21</p><p>3.2 DESCRIÇÃO E ANÁLISE DA PESQUISA	22</p><p>CONCLUSÃO	28</p><p>REFERÊNCIAS	29</p><p>ANEXO A – TERMO DE CONSENTIMENTO LIVRE E ESCLARECIDO (TCLE)	32</p><p>ANEXO B – QUESTIONÁRIO	34</p><p>8</p><p>21</p><p>INTRODUÇÃO</p><p>O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial; contando com 600 milhões de idosos no mundo – três vezes mais do que há 50 anos, três vezes menos do que teremos em 2050 (MANDELBAUM, 2013 apud. MOURA e VERAS, 2016); visto que a expectativa de vida no Brasil em 2022 era em média de 75,5 anos (IBGE, 2022)</p><p>Envelhecimento é visto como um processo natural que ocorre desde que nascemos, ficando mais evidente com a chegada da terceira idade; e a qualidade do envelhecimento está relacionada diretamente com a qualidade de vida a qual o indivíduo foi submetido (ROCHA, 2018).</p><p>O envelhecimento biológico, o envelhecimento psicológico certamente é inevitável. A fase da velhice geralmente vem acompanhada de associações a sentimentos além das alterações no corpo, o envelhecimento traz inúmeras mudanças e certamente psicológicas (ROCHA, 2018).</p><p>Na legislação brasileira considera-se idosa aquela pessoa que atingiu 60 anos ou mais de idade. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se para o ano de 2050 que existam cerca de dois bilhões de pessoas com sessenta anos ou mais no mundo (BRASIL, s.d.).</p><p>Percebe-se; na sociedade, na família ou na instituição de longa permanência, o isolamento do idoso, esse indivíduo não tem nenhum momento de distração, de lazer, de atenção ou atividade física e intelectual. Isso reflete o descaso com a pessoa idosa nesses ambientes, onde ele não terá sentimentos de alegria ou satisfação; fazendo com que a desmotivação com a vida se faça presente (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, p.25).</p><p>Apesar de a decisão da institucionalização do idoso partir da família para se ter um melhor cuidado e atenção na saúde e bem-estar, o sentimento de abandono e isolamento se faz presente para eles, o que afeta muita sua saúde mental, podendo desenvolver e ainda agravar doenças pré-existentes, como depressão e demências (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, p.25).</p><p>Diante disso, a abordagem da saúde mental geriátrica pela enfermagem, deve ir além do convencional com foco curativo, dirigindo-se a promoção da saúde mental e a prevenção de doenças mentais, partindo da identificação adequada do agravo e fatores de risco relacionados (SILVA et al., 2012).</p><p>Neste sentido, esta pesquisa possui em seu objetivo de compreender o papel da enfermagem na assistência e suporte à saúde mental da pessoa idosa institucionalizada. Através da experiência da pesquisadora, estagiária do técnico de enfermagem, inserida em uma instituição de apoio a idosos. Ao associar sua observação, o relato da vivência de profissionais atuantes, aliado ao que a literatura atual aborda sobre essa temática. Para responder à pergunta norteadora da pesquisa: “Qual o papel da enfermagem na assistência e suporte à saúde mental da pessoa idosa institucionalizada? ”</p><p>Este é um Trabalho de Conclusão de Curso do Curso Técnico em Enfermagem da Sociedade Educacional Três de Maio, que se apresenta em três capítulos. O primeiro capítulo é o Projeto de Pesquisa que consta tema, delimitação do tema, problematização, objetivos geral e específicos, justificativa, metodologia e cronograma; o capítulo dois aborda o referencial teórico e o terceiro capítulo</p><p>sobre a prática desenvolvida, trazendo a contextualização sobre as atividades práticas de estágio e a descrição e análise da entrevista realizada.</p><p>CAPÍTULO 1		PROJETO DE PESQUISA</p><p>1.1 TEMA</p><p>O papel da enfermagem na assistência à saúde mental da pessoa idosa institucionalizada.</p><p>1.2 DELIMITAÇÃO DO TEMA</p><p>O tema tem grande relevância para a enfermagem, pois devido aos impactos que ocorrem na economia, nas políticas públicas de saúde, na dinâmica das famílias, que necessitam ser revisados e um olhar ampliado a saúde mental dessa população. O presente trabalho foi desenvolvido entre dezembro de 2023 e abril de 2024, envolvendo pesquisas bibliográficas em artigos científicos e livros da área.</p><p>1.3 PROBLEMATIZAÇÃO</p><p>Ao selecionar artigos relacionados com o tema de saúde mental do idoso, foram encontrados diversos estudos que confirmam que o envelhecimento pode estar relacionado a transtornos mentais, principalmente à depressão nesses indivíduos.</p><p>Porém ao pesquisar sobre artigos relacionados à saúde mental de idosos institucionalizados com o cuidado da enfermagem, pode-se perceber a falta de estudos recentes, quanto ao papel do técnico de enfermagem na assistência e a novos métodos de abordagem individual e multidisciplinares dentro de instituições de longa permanência para idosos. Dessa forma, o presente estudo busca descrever o papel da enfermagem no suporte à saúde mental da pessoa idosa institucionalizada; por meio da pergunta norteadora: “Qual o papel da enfermagem na assistência e suporte à saúde mental da pessoa idosa institucionalizada? ”</p><p>1.4 OBJETIVOS</p><p>1.4.1 Objetivo geral</p><p>Descrever o papel da equipe de enfermagem e a importância do suporte em saúde mental da pessoa idosa em instituições de longa permanência.</p><p>1.4.2 Objetivos específicos</p><p>a) Descrever o papel dos profissionais de enfermagem no suporte em saúde mental da pessoa idosa em instituição de longa permanência;</p><p>b) Evidenciar a importância do trabalho de promoção e prevenção em saúde mental nas instituições de longa permanência de forma integrativa e individual;</p><p>c) Entender a importância de profissionais capacitados para trabalhar e promover a saúde mental dos idosos.</p><p>1.5 JUSTIFICATIVA</p><p>O envelhecimento populacional está ocorrendo em um contexto de grandes mudanças sociais, culturais, econômicas, institucionais, no sistema de valores e na configuração dos arranjos familiares (CAMARANO e KANSO, 2010).</p><p>Esse envelhecimento juntamente com o aumento da sobrevivência com redução da capacidade física, cognitiva e mental, requer que as Instituições de Longa Permanência para Pessoas Idosas não sejam apenas parte da rede de assistência social, mas que integrem a rede de assistência à saúde (CAMARANO e KANSO, 2010).</p><p>Destacam os autores que o envelhecimento é um processo complexo que com o transcorrer dos anos acarreta uma série de transformações físicas, psicológicas e sociais a vida do idoso, este requer atenção especial, à medida que a saúde, o estilo de vida e as perspectivas dos indivíduos também se modificam. Essas modificações têm gerado maiores demandas aos profissionais e serviços de saúde e de assistência social, já que os idosos se defrontam com novas necessidades, que exigem novas estratégias e espaço na sociedade atual (SOUZA; LAUTERT; HILLESHEIN, 2011).</p><p>Portanto, existe a necessidade de profissionais conscientizados e qualificados para trabalhar com a pessoa idosa e desenvolvê-la de forma motora e cognitiva, proporcionando uma melhor qualidade de vida nesta fase de fragilidade e dependência.</p><p>1.6 METODOLOGIA</p><p>Trata-se de um estudo descritivo, exploratório, qualitativo baseado no relato da experiência da pesquisadora, associado a experiência de profissionais atuantes em uma instituição de longa permanência para idosos, sustentado pelos constructos da literatura atual que discute saúde mental em idosos institucionalizados e o papel da enfermagem nesse processo.</p><p>Baseado em uma revisão bibliográfica e sua discussão subsidiada pela experiência em estágios acadêmicos da autora, juntamente com a interpretação de um questionário solucionado por profissionais que atuaram em Instituições de Longa Permanência.  A revisão da literatura propiciou uma síntese de conhecimentos para possíveis incorporações dos resultados na prática cotidiana de Instituições de longa permanência, centros de convivência e atenção básica à pessoa idosa e a análise e discussão sobre as respostas do questionário mostraram as lacunas no trabalho das instituições e dos profissionais da área; o que poderá contribuir para o desenvolvimento de novos métodos de abordagem e capacitação dos profissionais que atuam no amparo da pessoa idosa.</p><p>1.6.1 	Método de abordagem</p><p>Este estudo tem abordagem qualitativa, que segundo Shaughnessy, Zechmeister e Zechmeister (2012):</p><p>Na análise qualitativa, a redução dos dados ocorre quando os pesquisadores sintetizam as informações verbalmente, identificam temas, categorizam informações, agrupam informações e registram suas próprias observações sobre os registros narrativos.</p><p>Minayo (2012) complementa que a pesquisa qualitativa responde a questões particulares, enfoca um nível de realidade que não pode ser quantificado trabalha com um universo de múltiplos significados, motivos, aspirações, crenças, valores e atitudes. A autora defende que qualquer investigação social deveria contemplar uma característica básica de seu objeto, que é o aspecto qualitativo.</p><p>Os pressupostos éticos foram assegurados nesta pesquisa, que baseada em um relato de experiência, não ocorreu descrição dos casos e nem identificação dos pacientes ou dos profissionais. O estudo está resguardado pela Resolução 510/2016, do Conselho Nacional de Saúde (BRASIL, 2016).</p><p>1.6.2 	Procedimento de pesquisa</p><p>Este estudo tem como meio de pesquisa a revisão bibliográfica de artigos de 2010 a 2023 relacionados com os temas de saúde mental da pessoa idosa, assistência de enfermagem na saúde mental e envelhecimento humano; e um questionário desenvolvido pela autora e com resolução por profissionais que atuaram em Instituições de Longa Permanência para Idosos na região Noroeste do estado do Rio Grande do Sul.</p><p>1.6.3	Técnica de pesquisa</p><p>A técnica de pesquisa se dará por meio da leitura, interpretação e análise de artigos relacionados com o tema do presente trabalho e o desenvolvimento de um questionário com duas perguntas fechadas e sete perguntas abertas, o mesmo foi aplicado em um (a) enfermeiro (a) e um (a) técnico (a) de enfermagem que atuaram em Instituições de Longa Permanência.</p><p>1.6.4	Análise de resultados</p><p>A análise dos resultados da entrevista será feita mediante apresentação das questões seguido das respostas dos profissionais, após as respostas serão analisadas e relacionadas com os artigos utilizados no estudo buscando compreender como as Instituições de Longa Permanência trabalham a questão da saúde mental dos idosos, o nível de interesse e aprofundamento dos profissionais atuantes nas instituições quanto ao assunto e práticas que podem ser aprimoradas.</p><p>1.7	CRONOGRAMA</p><p>No cronograma, estão descritas todas as etapas do trabalho, assim como o período de realização de cada uma delas (MARKONI; LAKATOS,2023).</p><p>Quadro 01 - Cronograma de atividades propostas.</p><p>Atividade</p><p>Dez</p><p>Jan</p><p>Fev</p><p>Mar</p><p>Abr</p><p>Escolha do tema de pesquisa</p><p>Problematização da temática</p><p>Desenvolvimento do capítulo I</p><p>Desenvolvimento do capítulo II</p><p>Desenvolvimento do capítulo III</p><p>Conclusão do relatório</p><p>Apresentação em banca</p><p>Fonte - MENIN, KLEINPAUL (2024).</p><p>CAPÍTULO 2	REFERENCIAL TEÓRICO</p><p>O presente capítulo irá abordar sobre o envelhecimento humano envolvendo as características físicas e psicológicas deste processo; sobre a pessoa idosa, como ela é vista pela legislação brasileira e sociedade e como ela se vê nesse contexto. Abordará ainda sobre as Instituições de Longa Permanência para Idosos envolvendo a saúde mental desses indivíduos e o papel da enfermagem no trabalho com a população idosa</p><p>institucionalizada.</p><p>2.1	O Envelhecimento Humano</p><p>O envelhecimento populacional é um fenômeno mundial; contando com 600 milhões de idosos no mundo – três vezes mais do que há 50 anos, três vezes menos do que teremos em 2050 (MANDELBAUM, 2013 apud. MOURA e VERAS 2016); visto que a expectativa de vida, no Brasil em 2022, era em média de 75,5 anos (IBGE, 2022)</p><p>Conforme Maria Lúcia Vieira, gerente da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) em 2018, o mundo vem vivenciando a tendência do envelhecimento da população nos últimos anos e ela decorre do aumento da expectativa de vida por conta das melhores condições de saúde e pela queda na taxa de fecundidade (IBGE, 2018).</p><p>Envelhecer é visto como um processo natural que ocorre desde que nascemos, ficando mais evidente com a chegada da terceira idade; e a qualidade do envelhecimento está relacionada diretamente com a qualidade de vida a qual o indivíduo foi submetido (ROCHA, 2018).</p><p>O envelhecimento biológico é inevitável, continuamente ativo e irreversível, tornando o organismo mais vulnerável às agressões dos ambientes interno e externo. Há evidências de que o processo de envelhecer acontece por vários motivos, e também depende da genética de cada um. Nesse processo há perda da capacidade funcional. Ela ocorre de maneira discreta no decorrer dos anos, afetando mecanismos que mantêm o organismo em equilíbrio (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, p.25).</p><p>E assim como o envelhecimento biológico, o envelhecimento psicológico também é inevitável (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, p.23). A fase da velhice geralmente vem acompanhada de associações a sentimentos além das alterações no corpo, o envelhecimento traz uma série de mudanças psicológicas (ROCHA, 2018).</p><p>De forma geral, o envelhecimento psicológico está associado à redução e alteração psíquica, podendo resultar em dificuldade de adaptação, mas cada indivíduo responde de forma diferente a tais adaptações (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, 2014 p. 23).</p><p>Quanto à redução cognitiva, existem fatores que contribuem para tal, e os indivíduos que envelhecem com doença crônica têm maiores chances de sofrer essa perda. Mas há também fatores externos que influenciam, como sedentarismo físico e mental, estresse e mau-humor, rotina monótona e sem estímulos ambientais e sociais (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, 2014).</p><p>A redução das funções intelectuais não é igual para todas as idades. A capacidade de comunicação verbal é eficaz e se mantém estável durante toda a vida. A diferença é que, na velhice, há maior dificuldade em entender mensagens longas ou mais complexas; há, também, maior dificuldade em desenvolver tarefas de raciocínio que envolvam pensamento logico e organizado, e prejuízo à desenvoltura ao realizar tarefas que requerem planejamento, avaliação e execução de sequências complexas. Em geral, a idade nos torna mais vagarosos nos aspectos de percepção, memorização e cognição (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, p.23-24).</p><p>O envelhecimento humano é marcado pela presença de perdas cognitivas, mas que precisam ser criteriosamente avaliadas e acompanhadas, a fim de se identificar quadros mais graves, como os de demência e Alzheimer (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, 2014).</p><p>Muitos idosos não entendem e nem aceitam as perdas orgânicas naturais ao envelhecimento; o que pode alterar de maneira negativa as relações afetivas e sociais, gerando baixa autoestima e autoimagem, principalmente quando há alguma mudança brusca na rotina diária, e muitos encaram esse processo de envelhecimento com depressão e isolamento social (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, 2014).</p><p>Esse isolamento social ocorre tanto na família quanto nas instituições, sem nenhum tipo de distração, lazer, atenção, atividade física ou intelectual, fazendo o idoso passar seus dias na monotonia e inatividade; o que reflete muito o descaso com os idosos nesses ambientes. Assim, dificilmente o indivíduo terá́ sentimentos de alegria, satisfação e prazer, o que o coloca em uma situação de desmotivação com o mundo e com a própria vida, abrindo mão de seu direito à vida, à felicidade e à aceitação como ser humano digno e respeitado (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, 2014).</p><p>2.1.1	A Pessoa Idosa</p><p>Na legislação brasileira considera-se idosa aquela pessoa que atingiu 60 anos ou mais de idade. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se para o ano de 2050 que existam cerca de dois bilhões de pessoas com sessenta anos ou mais no mundo (BRASIL, s.d.).</p><p>Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 2018, a população brasileira manteve a tendência de envelhecimento dos últimos anos, ganhando 4,8 milhões de idosos desde 2012, onde a população com 60 anos ou mais era de 25,4 milhões. Assim, a marca de 30,2 milhões de idosos foi superada em 2017; tornando este grupo etário cada vez mais representativo no Brasil, tendo as mulheres como maioria expressiva com 16,9 milhões (56%), enquanto os homens idosos são 13,3 milhões (44%).</p><p>Com o envelhecimento surgem algumas alterações que são normais do processo, como a composição corporal com a perda de massa magra e curvatura da coluna, mudanças faciais; alterações tegumentares e sensoriais, visão, olfato, paladar, audição e tato; alterações respiratórias, digestivas e cardíacas; alterações sexuais e reprodutivas, no sistema nervoso e hormonais (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, 2014).</p><p>Nessa faixa de idade, o sentimento de solidão aumenta consideravelmente. As famílias, sem perceberem, acabam colocando os idosos em segundo plano, não dando a eles a atenção devida e merecida; e os maus-tratos à população idosa se mostram muito presentes na sociedade de várias formas, como no transporte coletivo onde os indivíduos mais jovens não demonstram empatia e os tratam com indiferença (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, 2014).</p><p>Segundo a Lei nº 10.741 de 1º de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto da Pessoa Idosa e dá outras providências, o Art. 2° diz que:</p><p>O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.</p><p>É dever de todos zelar pela dignidade da pessoa idosa, colocando-a a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor (BRASIL, 2003).</p><p>A pessoa idosa tem direito a atenção integral à saúde por intermédio do Sistema único de Saúde (SUS), que garante o acesso a prevenção, promoção, proteção e recuperação da saúde, com atenção especial para doenças que afetam principalmente essa população (BRASIL, 2003).</p><p>2.1.2	As Instituições de Longa Permanência para Idosos</p><p>Para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), as Instituições de Longa Permanência para Idosos “são instituições governamentais ou não governamentais, de caráter residencial destinadas ao domicílio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar e em condições de liberdade, dignidade e cidadania”. Sendo elas regulamentadas pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 502, de 27 de maio de 2021, que dispõe sobre os requisitos de boas práticas de funcionamento e outras normas.</p><p>Segundo Camarano e Kanso (2010), uma Instituição de Longa Permanência para Idosos seria como uma residência coletiva, atendendo tanto idosos independentes em situação de carência de renda e/ou de família quanto aqueles com dificuldades para o desempenho das atividades diárias, que tenham necessidade de cuidados prolongados.</p><p>No que diz respeito às Instituições de Longa Permanência para Idosos, a Lei no 10.741 de 1° de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto da Pessoa Idosa e dá outras providências; o Título IV, Capítulo II fala sobre os requisitos que devem ser cumpridos pelas instituições, que compreendem em preservar os vínculos familiares; oferecer atendimento personalizado; garantir a participação da pessoa</p><p>idosa em atividades comunitárias de caráter interno e externo e atividades educacionais, esportivas e de lazer respeitando as individualidades; garantir os direitos da pessoa idosa; preservar a identidade da pessoa idosa e oferecer instalações físicas em condições adequadas de habitabilidade (BRASIL, 2003).</p><p>Apesar de a decisão da institucionalização do idoso partir da família para se ter um melhor cuidado e atenção na saúde e bem-estar, o sentimento de abandono e isolamento se faz presente para eles, o que afeta muita sua saúde mental, podendo desenvolver e ainda agravar doenças pré-existentes, como depressão e demências. E sabe-se também que existem instituições onde o idoso é hostilizado, os quartos são frios, desconfortáveis e inadequados para atender as dificuldades dos idosos; tudo isso acarreta na baixa autoestima e falta de motivação (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, 2014).</p><p>A baixa autoestima pode causar transtornos emocionais, como dificuldades de interação, insegurança, depressão, falta de asseio pessoal, desmotivação e exclusão social. A recuperação da autoestima forma componentes básicos para a definição do idoso e de como ele se vê̂: a segurança, o autoconceito, a integração social, o sentir-se útil e competente; que são de extrema importância para que o indivíduo se sinta seguro de suas capacidades para enfrentar novos desafios (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, 2014).</p><p>2.1.3	Saúde Mental do Idoso e a Enfermagem na Assistência</p><p>Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2013, a saúde mental é o estado de bem-estar mental que permite com que os indivíduos lidem com as adversidades da melhor forma e desenvolvam suas capacidades contribuindo com a comunidade. Mas o bem-estar depende de diversos fatores como arranjo familiar e comunitário e condições econômicas e de moradia que podem contribuir para proteger ou prejudicar a saúde mental dos indivíduos.</p><p>Muitas condições de saúde mental podem ser tratadas de forma eficaz a um custo relativamente baixo, mas os sistemas de saúde continuam a ter recursos significativamente insuficientes e as lacunas no tratamento são grandes em todo o mundo. Os cuidados de saúde mental são frequentemente de fraca qualidade quando prestados. As pessoas com problemas de saúde mental também sofrem frequentemente estigma, discriminação e violações dos direitos humanos (OMS, 2013).</p><p>O funcionamento físico em processo de envelhecimento tem relação direta com o estado emocional e social de cada pessoa. Essa adaptação também sofre influência do meio em que o indivíduo vive e como ele se vê̂ nesses contextos. (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, 2014).</p><p>A perda progressiva da memória compromete as atividades da vida diária. Esse é um dos sinais mais comuns que delata o surgimento da doença de Alzheimer. Com a perda da memória, é natural que ocorra o esquecimento das informações registradas mais recentemente no cérebro (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, 2014).</p><p>A atual sociedade é consumista e regida por valores materiais. Nesse contexto, só́ tem valor aquele que produz e gera lucro; estes são privilegiados, enquanto todos aqueles que já́ não produzem mais são tidos como desocupados. O idoso ou a pessoa no processo de envelhecimento, quando aposentados e sem atividades rotineiras de trabalho, sofrem diretamente o efeito negativo desse cenário, criando situações de estresse e depressão, podendo evoluir para um quadro de doença (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, p.49).</p><p>O tempo livre que esses indivíduos passam a ter é, muitas vezes, mal administrado, fazendo-os ficar ociosos e muito tempo em casa, contribuindo para a perda da capacidade funcional e cognitiva; neste contexto, a família e a sociedade podem ajudar o idoso a passar pelo processo de envelhecimento sem que haja perda em sua vida social (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, 2014).</p><p>Um estudo transversal de 2012, realizado em cinco instituições de longa permanência do Distrito Federal mostrou que 49% dos indivíduos avaliados apresentavam depressão; destes, 36,3% foram classificados como apresentando depressão leve e 12,7% depressão severa. Evidenciou ainda que, na medida em que os indivíduos envelhecem, a depressão torna-se mais presente e mais agravada. E com relação a possíveis fatores que incidem sobre a depressão de idosos institucionalizados, a análise mostrou associação com a existência de alguma limitação ou dependência e estar insatisfeitos com a instituição em que residem. (Silva; et.al., 2012).</p><p>A abordagem da saúde mental geriátrica pela enfermagem, deve ir além do convencional com foco curativo, dirigindo-se a promoção da saúde mental e a prevenção de doenças mentais, partindo da identificação adequada do agravo e fatores de risco relacionados (SILVA et al, 2012).</p><p>A prática interdisciplinar surge como uma alternativa para concretização de uma proposta de assistência mútua. A interdisciplinaridade consiste na gestão do cuidado correlacionado entre as diversas áreas ofertadas, visando uma troca contínua de informações e o compartilhamento de atividades (BESSE et al, 2014)</p><p>A participação interdisciplinar de profissionais da saúde em uma equipe permite que aconteça trocas de conhecimentos tanto relacionado com a área de atuação de cada especialista como também sobre as doenças e comorbidades, o que facilita a conduta e avaliação que será utilizada no acompanhamento ao paciente da terceira idade (SANTOS, et al., 2019).</p><p>As intervenções de enfermagem à pessoa idosa com transtorno mental visam proporcionar uma melhor qualidade de vida ao paciente, buscando liberdade locomoção tanto quanto a diminuição das limitações mentais (CARREIRO, et al., 2018).</p><p>A realização de atividades lúdicas, como música, teatro, brincadeiras, artesanato, pinturas, colagens, entre outros, proporcionam aos idosos momentos de descontração e alegria, uma vez que eles (idosos institucionalizados) podem desenvolver suas habilidades, além de interagirem com outras pessoas. É, portanto, uma importante ferramenta na promoção da saúde mental e bem-estar (COSTA, et al., 2017).</p><p>A atividade física também é uma maneira de manter a capacidade funcional no idoso, principalmente a habilidade motora, evitando a perda muscular e da massa óssea responsável pelas alterações da mobilidade no idoso (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, p.23).</p><p>Infelizmente, ao indicar a capacitação dos profissionais para melhor atender os idosos, muitos não demonstram interesse e tomam essa medida como desnecessária. Uma pesquisa realizada com 14 profissionais da saúde para conhecer o significado que profissionais de saúde atribuem ao cuidado de pessoas idosas institucionalizadas, em uma instituição de longa permanência para idosos localizada na região central do Rio Grande do Sul; mostrou que, ao serem questionados quanto a capacitação eles desconsideram a necessidade de qualificação para cuidar da pessoa idosa (PIEXAK et al, 2012).</p><p>A qualificação profissional e a ampliação de pesquisas científicas na área gerontológica são imprescindíveis para o cuidado com a pessoa idosa; portanto, os profissionais de saúde que trabalham com idosos deverão perceber a necessidade de qualificação, para que propiciem um cuidado adequado para cada indivíduo dentro de suas particularidades (PIEXAK et al, 2012).</p><p>CAPÍTULO 3	PRÁTICA DESENVOLVIDA</p><p>O presente capítulo abordará sobre as experiências vivenciadas nas atividades práticas dos estágios curriculares e descreverá o questionário aplicado em profissionais da enfermagem que atuaram em Instituições de Longa Permanência para Idosos.</p><p>3.1	CONTEXTUALIZAÇÃO DAS ATIVIDADES PRÁTICAS DE ESTÁGIO</p><p>Entende-se o estágio como um instrumento de integração do estudante ao mundo do trabalho, sendo uma aprendizagem prática que contribui para o aperfeiçoamento das relações interpessoais e organizacionais, além das competências técnicas (BIM, 2001).</p><p>3.1.1	Estágio I – Saúde Pública e Unidade Hospitalar</p><p>No primeiro estágio de Saúde Pública; que ocorreu no primeiro semestre de 2023, o sentimento era de insegurança quanto ao desenvolvimento das atividades que seriam propostas, mas ao atender os pacientes</p><p>foi possível não só colocar em prática e aprimorar técnicas aprendidas em sala de aula, mas colocar em prática também a escuta sobre a história e individualidades de cada paciente, seus anseios e necessidades, conhecendo histórias muito comoventes; e ainda pude confirmar a diferença na vida das pessoas que um profissional realmente capacitado, que tenha apreço pelo seu trabalho e que trabalhe com amor pode proporcionar.</p><p>No estágio na Unidade B do Hospital São Vicente de Paulo; senti-me muito à vontade realizando as rotinas, auxiliando os pacientes, pois era algo que eu já havia feito em um estágio sem ligação com o curso e que foi decisivo para seguir cursando o Técnico em Enfermagem, sabendo que fiz a escolha certa. Me identifiquei bastante com essa área, gosto de estar em contato com o paciente, podendo auxiliá-lo no conforto e cuidados de enfermagem durante a internação.</p><p>3.1.2	Estágio II Saúde Pública, Maternidade e Pediatria</p><p>Novamente na Saúde Pública, em maio de 2023, pode-se observar realidades muito diferentes da minha em questões de condição financeira, de moradia e saúde, o que reforçou meu pensamento da necessidade de profissionais capacitados e com apreço pelo próprio trabalho; mas não é uma área que me despertou interesse de atuação.</p><p>Nas unidades de Pediatria e Maternidade; estágios realizados de maio a abril de 2023, respectivamente; presenciou-se a fragilidade da vida das crianças e adolescentes; a alegria em ver um bebê sendo amamentado pela mãe, a preocupação dos pais e da família com seus filhos e a fragilidade da família também naquele momento; entretanto não é uma área que me despertou interesse de atuação.</p><p>3.1.3	Estágio III – CAPS, Lar de Idosos, UTI, Emergência e Bloco cirúrgico</p><p>Os estágios no CAPS e Lar de Idosos foram de grande importância para mudar minha visão destas instituições quanto ao amparo das pessoas com alguma doença mental, dependência química e idosos institucionalizados. No Lar de Idosos; em outubro de 2023, observou-se a fragilidade da velhice e as consequências de nossas escolhas, de que como escolhemos viver afeta como vamos envelhecer; presenciou-se a falta de amparo familiar e solidão, o estar apenas vendo os dias passarem pela luz que entra pela janela do quarto, sem querer ver ninguém, apenas dormindo e acordando conforme as necessidades; mas também pode ser observada a alegria ao fazer as unhas ou pentear os cabelos e passar um perfume; apreciando histórias de vida e o amor de algumas famílias; isso despertou um grande interesse em entender como as equipes trabalham com esses idosos e como isso afeta a qualidade de vida deles; porém não é um campo de atuação com o qual teria afinidade de trabalho por conta de estar muito envolvida emocionalmente com os pacientes.</p><p>No CAPS; em novembro de 2023, buscou-se ajudar os pacientes de forma mais lúdica, propondo atividades propostas e dialogando com eles; o que nos mostrou como uma simples conversa pode ajudar a aliviar a tensão e sentimentos do indivíduo, aprendendo muito com o grupo de profissionais da unidade sobre as doenças e com o compartilhamento de suas experiências; porém também seria um campo de atuação com o qual não me identifiquei.</p><p>Na UTI; em janeiro de 2024, identifiquei-me bastante com a rotina e a possibilidade de aprendizagem sobre diferentes medicações, procedimentos, doenças e condições de cada paciente; assim como na emergência senti-me realizada em auxiliar os médicos em suturas e outros procedimentos, porém com um pouco de insegurança quanto ao fato de que a qualquer momento poderia ocorrer alguma intercorrência grave.</p><p>Quanto ao Bloco Cirúrgico, de março a abril de 2024; o sentimento de receio fez-se bastante presente ao iniciar o estágio, pois não possuía nenhuma ideia de como seria, porém, assistir cirurgias e auxiliar nelas de alguma forma despertou um sentimento de alegria, satisfação e interesse por essa área.</p><p>3.2	DESCRIÇÃO E ANÁLISE DA PESQUISA</p><p>A pesquisa foi baseada em nove questões, sete abertas e duas fechadas, desenvolvidas pela própria autora e revisadas pela professora orientadora. As questões foram solucionadas por profissionais que atuaram em Instituições de Longa Permanência para Idosos, um (a) técnico (a) de enfermagem e um (a) enfermeiro (a).</p><p>Foram apresentadas as questões desenvolvidas e as respostas dos entrevistados, sendo, Entrevistado A um (a) técnico (a) de enfermagem e Entrevistado B um (a) enfermeiro (a).</p><p>Questão 1: Sexo?</p><p>Entrevistado A e Entrevistado B ambos do sexo feminino.</p><p>Questão 2: Quanto tempo trabalhou na Instituição de Longa Permanência?</p><p>Entrevistado A: 3 meses a 1 ano.</p><p>Entrevistado B: 1 a 3 anos.</p><p>Questão 3: Como era trabalhada a saúde mental dos idosos na Instituição? Quais atividades eram desenvolvidas para interação entre os idosos?</p><p>Entrevistado A: A saúde mental dos idosos era trabalhada identificando os sinais com ajuda de psicóloga uma vez por semana, criando uma rotina saudável, atividades que ajudam no fortalecimento da memória. As atividades que eram desenvolvidas, jogos de interação entre eles, crochê, tricô, dança, alongamentos, realizado aniversários, onde todos participavam até os familiares.</p><p>Entrevistado B: A instituição contava com uma Psicóloga, que trabalhava as questões individuais e em grupo com os idosos, juntamente com a equipe multidisciplinar da mesma. As atividades desenvolvidas eram grupos de arteterapia, jogos, rodas de conversa, momentos de beleza, espiritualidade, entre outros.</p><p>Percebe-se na fala das duas profissionais a importância de um apoio multidisciplinar capacitado para atender as necessidades dos idosos; a equipe precisa envolver os idosos em diversas atividades, cada um dentro de suas limitações, para desenvolver suas habilidades motoras e cognitivas e proporcionar bem-estar.</p><p>A prática interdisciplinar surge como uma alternativa para concretização de uma proposta de assistência mútua. A interdisciplinaridade consiste na gestão do cuidado correlacionado entre as diversas áreas ofertadas, visando uma troca contínua de informações e o compartilhamento de atividades (BESS et al, 2014, NASCIMENTO et al, 2021; apud. FONSECA et al, 2021).</p><p>Questão 4: Como era trabalhada a interação entre os idosos com demência e os sem alguma patologia mental? Existia diferença em atividades que eram oferecidas?</p><p>Entrevistado A: Todos os idosos convivem juntos, a única diferença era que as atividades ofertadas eram pensadas dentro dos limites de cada um.</p><p>Entrevistado B: As atividades eram trabalhadas da mesma forma, somente os que apresentava mais dificuldade em desenvolver tal atividade, era proporcionado outras, mas geralmente os idosos com demência não interagiam muito, pois não conseguiam ficar por muito tempo na atividade, pela impaciência que apresentava e dificuldade de entendimento que estava acontecendo.</p><p>Segundo autores a demência afeta bastante as capacidades do idoso e isso afirma a necessidade de profissionais capacitados, empáticos e pacientes para trabalhar e proporcionar um cuidado personalizado aos idosos nas instituições.</p><p>Questão 5: Qual a doença mental mais prevalente nesse tempo em que trabalhou na ILPI?</p><p>Entrevistado A: Depressão, Alzheimer, demência.</p><p>Entrevistado B: Depressão, Alzheimer, esquizofrenia.</p><p>Segundo autores, sentimento de abandono acaba acarretando no surgimento ou agravamento de doenças, principalmente as mentais como depressão e demências. Apesar de a decisão da institucionalização do idoso partir da família para se ter um melhor cuidado e atenção na saúde e bem-estar, o sentimento de abandono e isolamento se faz presente para eles, o que afeta muita sua saúde mental, podendo desenvolver e ainda agravar doenças pré-existentes, como depressão e demências (BARSANO; BARBOSA; GONÇALVES, 2014).</p><p>Um estudo transversal realizado em cinco instituições de longa permanência do Distrito Federal mostrou que 49% dos indivíduos avaliados apresentavam depressão; destes, 36,3% foram classificados como apresentando depressão leve e 12,7% depressão severa (SILVA, et.al., 2012); apontando assim, a depressão</p><p>como principal doença mental nas ILPIs.</p><p>Questão 6: Como era a relação entre a instituição e os familiares dos idosos?</p><p>Entrevistado A: A relação era muito comunicativa, com visitas dos familiares aos finais de semana, ou datas especiais, comunicando qualquer alteração do paciente para o familiar.</p><p>Entrevistado B: A relação família/instituição, era de parceria, confiabilidade, comprometimento e zelo pelos seus idosos. Realizava-se um trabalho em conjunto, com conversas, através de WhatsApp individual, e em grupo, os familiares frequentavam o lar para realizar visitas, comemorar dias especiais como os aniversários, podiam retirar os idosos do lar durante o dia para passear em suas residências. Somente durante a pandemia ou algum decreto que vinha da 14ª Coordenadoria de Saúde, que se realizava alguma intervenção sobre as saídas e visitas aos idosos.</p><p>O apoio da família na fase da velhice é fundamental para o melhor desenvolvimento do idoso, principalmente o desenvolvimento mental, pois a interação regular com familiares pode amenizar o sentimento de abandono e solidão.</p><p>Questão 7: Qual a contribuição da enfermagem nas instituições de longa permanência para os idosos?</p><p>Entrevistado A: A enfermagem contribui nas medidas de melhorar a saúde do idoso, como ouvir, interagir, ofertar entretenimento, proporcionar bem-estar, auxiliar nas demais atividades, realizar condutas de enfermagem.</p><p>Entrevistado B: A enfermagem tem uma contribuição de suma importância, pois desenvolve uns dos principais papéis dentro da ILPI, devido ao atendimento que prestado junto aos idosos, acolhimento, carinho, atenção os quais necessitam, propondo também sua autonomia, sua autoestima e dando uma continuidade sempre a esse atendimento.</p><p>O cuidado da enfermagem vai muito além de apenas auxiliar nas atividades essenciais como administração de medicação e banho; o cuidado deve envolver carinho, atenção e empatia pelo idoso, buscando sempre desenvolver e estimular o indivíduo tanto de maneira motora quanto cognitiva.</p><p>A abordagem da saúde mental geriátrica pela enfermagem, deve ir além do convencional com foco curativo, dirigindo-se a promoção da saúde mental e a prevenção de doenças mentais, partindo da identificação adequada do agravo e fatores de risco relacionados (SILVA, et al., 2012).</p><p>Questão 8: Qual o papel da enfermagem na saúde mental do idoso?</p><p>Entrevistado A: A enfermagem tem o papel de fornecer uma melhora na qualidade de vida, promovendo uma base sólida de proximidade, comunicação, confiança, respeito, segurança e os deixando à vontade para relatar seus sintomas.</p><p>Entrevistado B: A enfermagem é a arte de cuidar, acolher, zelar, proteger, reabilitar e recuperar, então acredito que o papel é fundamental para poder auxiliar esses idosos que necessitam de todo esse cuidado e também carinho e atenção devidos às suas condições.</p><p>Ainda, a enfermagem deve saber ouvir as queixas do idoso, dar-lhe apoio e segurança para falar sobre seus anseios, auxiliando-os com zelo, acolhimento e respeito às suas necessidades.</p><p>Questão 9: Enquanto profissional da saúde, que sugestões de melhorias você faria? E o que você pensa sobre velhice e doenças mentais?</p><p>Entrevistado A: Minha sugestão seria ter profissionais capacitados para melhor atender os idosos, com mais empatia ao próximo, se colocando no lugar do outro, pois um dia todos nós iremos envelhecer. A velhice é um processo natural, ocorre gradativamente, levando a perda de habilidades motoras e mentais, gerando uma maior dependência, ajuda muito ter profissionais capacitados para atender e ofertar uma melhor qualidade de vida aos idosos.</p><p>Entrevistado B: Algumas ILPIs necessitam de ajuda financeira, pois o recurso que recebem às vezes é insuficiente para ter uma equipe justa para prestar tais cuidados que os idosos precisam devido à grande dependência dos mesmos. Ter mais condições de fazer atividades interativas com os mesmos, como fazer passeios fora das ILPIs. A velhice assusta um pouco, devido tudo que estamos vivendo, pois não tivemos as mesmas condições que os idosos de hoje tiveram, bem como a alimentação, pois era uma alimentação mais saudável sem muitos industrializados, eram mais alimentos orgânicos, uma condição de saúde mental boa, pois nos dias que viemos hoje é muito desgastante, devido ao aumento de trabalho, tinham tempo de qualidade. E o processo de envelhecimento é a perda gradativa das habilidades que tínhamos, e isso gera uma dependência que influencia muito na saúde mental, pois estamos acostumados a ter uma independência.</p><p>A resposta das entrevistadas confirma o entendimento sobre como o envelhecimento é um processo natural que traz diversas mudanças no corpo e na mente dos indivíduos; o que acaba gerando dependência de outras pessoas para realizar as mais simples atividades do dia-a-dia. Nesse contexto, é de suma importância que os profissionais sejam capacitados para atender os idosos tanto nas técnicas de enfermagem de forma correta e responsável quanto trabalhar de forma humana e empática para auxiliar no emocional destas pessoas que não estão acostumadas com a falta de independência.</p><p>No entanto, uma pesquisa realizada com 14 profissionais da saúde para conhecer o significado que profissionais de saúde atribuem ao cuidado de pessoas idosas institucionalizadas, em uma instituição de longa permanência para idosos localizada na região central do Rio Grande do Sul; mostrou que, ao serem questionados quanto a capacitação eles desconsideram a necessidade de qualificação para cuidar da pessoa idosa (PIEXAK et al, 2012).</p><p>O autor ainda confirma que qualificação profissional e a ampliação de pesquisas científicas na área gerontológica são imprescindíveis para o cuidado com a pessoa idosa; portanto, os profissionais de saúde que trabalham com idosos deverão perceber a necessidade de qualificação, para que propiciem um cuidado adequado para cada indivíduo dentro de suas particularidades (PIEXAK et al, 2012).</p><p>CONCLUSÃO</p><p>Ao realizar os estágios pode-se colocar em prática a teoria, mostrando o quão complexo é o trabalho do técnico de enfermagem diante das responsabilidades assumidas. Foi possível o aprimoramento de técnicas conhecidas e o aprendizado de novas, um maior conhecimento sobre o papel no cuidado com os pacientes e como isso vai além da administração de medicamentos ou realização de procedimentos, é a arte de cuidar, de dialogar da forma correta, de explicar o que será feito de uma forma sucinta e de fácil compreensão, como ter gentileza e empatia pela dor do indivíduo e dedicar-se ao trabalho buscando sempre fazer de tudo para atender as necessidades dos pacientes.</p><p>Com base nos aspectos apresentados e na análise e interpretação das respostas das profissionais da enfermagem ao questionário, pode-se observar que o envelhecimento é um processo natural e inevitável a todos os indivíduos; e a população idosa está em constante crescimento e em virtude desse fato se faz necessário um olhar mais crítico quanto aos cuidados em saúde, principalmente aos idosos que residem em instituições de longa permanência.</p><p>Este estudo confirma a importância da saúde mental dos idosos institucionalizados, que geralmente são ignorados, ao vivenciarem a mudança de moradia e rotina sentem-se abandonados pela família, por mais que as instituições devem se adequar à certos aspectos exigidos por lei; sabe-se que nem sempre os idosos são tratados da forma correta, com respeito e dignidade.</p><p>Devido este fato as Instituições de Longa Permanência para Idosos devem investir e incentivar os profissionais a realizar cursos de capacitação na área do cuidado à saúde mental dos idosos, e incentivá-los ainda na sensibilização diante da fragilidade dos indivíduos que precisam de apoio e incentivo para enfrentar essa fase de dependência funcional e emocional, buscando ouvir as queixas e solucionando as dificuldades encontradas. Se faz necessário novas pesquisas no âmbito da saúde mental do idoso para aprimorar técnicas de abordagem, principalmente dos técnicos em enfermagem visto a escassez</p><p>de artigos recentes voltados aos profissionais; para garantir uma melhoria da qualidade de vida dos idosos institucionalizados.</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>BARSANO, Paulo R.; BARBOSA, Rildo P.; GONÇALVES, Emanoela. 2014. Evolução e Envelhecimento Humano. Editora Saraiva, 2014. E-book. ISBN 9788536513263. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536513263/. Acesso em: 30 jan 2024.</p><p>BESSE, M., CECÍLIO, L. C. de O., & LEMOS, N. D. 2014. A Equipe Multiprofissional em Gerontologia e a Produção do Cuidado: um estudo de caso. Revista Kairós-Gerontologia, 17(2), 205–222. Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/view/22662. Acesso em: 05 abr 2024.</p><p>BIM, M.R. 2016. A importância do estágio no processo de formação do pedagogo empresarial. 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Esta pesquisa tem como objetivo evidenciar a importância do trabalho com a saúde mental da pessoa idosa em instituições de longa permanência e a indispensabilidade de profissionais capacitados para ampará-los.</p><p>Será realizada uma entrevista semiestruturada que consiste em duas questões objetivas e sete questões descritivas com um (a) Enfermeiro (a) / Técnico de Enfermagem de um município do noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, durante o período de fevereiro a abril de 2024.</p><p>Riscos: O estudo não desencadeará riscos físicos, pois não será realizado nenhum procedimento doloroso ou coleta de material biológico, ou experimento com seres humanos. Entretanto, em algum momento, pode ser incômodo falar sobre sua vida, por isso, ao sentir-se desconfortável terá a liberdade de encerrar e desistir da entrevista sem prejuízo algum para seu tratamento e ou atendimento. O (a) pesquisador (a) compromete-se em orientá-lo (a) e encaminhá-lo (a) para os profissionais especializados na área, caso seja necessário.</p><p>Benefícios: Os benefícios por sua participação serão a troca de conhecimentos entre o participante e a pesquisadora acerca do papel da enfermagem na assistência à saúde mental da pessoa idosa institucionalizada.</p><p>Esclarecimentos: você terá a garantia de receber esclarecimentos sobre qualquer dúvida relacionada a pesquisa e poderá ter acesso aos seus dados em qualquer etapa do estudo. Você não terá qualquer despesa para participar da presente pesquisa e não receberá pagamento pela sua participação no estudo.</p><p>Liberdade: sua participação nessa pesquisa não é obrigatória e você pode desistir a qualquer momento, retirando seu consentimento.</p><p>Sem gastos e remuneração: você não terá qualquer</p><p>despesa para participar da presente pesquisa e não receberá pagamento pela sua participação no estudo.</p><p>Confidencialidade, sigilo, privacidade e divulgação dos resultados: sua identidade permanecerá confidencial durante todas as etapas do estudo. Os resultados serão transcritos e analisados com responsabilidade e honestidade e usados exclusivamente para fins científicos. Os resultados desta pesquisa serão divulgados para fins científicos, contudo, sua identidade não será identificada. Após a finalização da pesquisa, as informações serão destruídas.</p><p>Consentimento: se você concorda em participar da pesquisa como consta nas explicações e orientações acima, coloque seu nome no local indicado abaixo. Desde já, agradecemos a sua colaboração e solicitamos a sua assinatura de autorização neste termo, que será também assinado pelo pesquisador responsável em duas vias, sendo que uma ficará com você e outra com o (a) pesquisador (a).</p><p>Dúvidas: caso você tenha dúvidas sobre o comportamento dos pesquisadores ou sobre as mudanças ocorridas na pesquisa que não constam no TCLE, e caso se considera prejudicado (a) na sua dignidade e autonomia, você pode entrar em contato com o (a) pesquisador (a) Grasiele Taís Menin, Contato: (55) 996543051 ou com a coordenação do Curso Técnico em Enfermagem.</p><p>Ciente disto, eu ____________________________________ aceito e concordo em participar desta pesquisa.</p><p>Três de Maio, ___ de _____________ de 2024.</p><p>Nome do (a) pesquisador (a):	________________________</p><p>Participante da pesquisa: _________________________</p><p>ANEXO B – QUESTIONÁRIO</p><p>1 – Sexo: F M</p><p>2 – Quanto tempo trabalhou na Instituição de Longa Permanência?</p><p>3 meses a 1 ano 1 a 3 anos 3 anos ou mais</p><p>3 – Como era trabalhada a saúde mental dos idosos na Instituição? Quais atividades eram desenvolvidas para interação entre os idosos?</p><p>4 – Como era trabalhada a interação entre os idosos com demência e os sem alguma patologia mental? Existia diferença em atividades que eram oferecidas?</p><p>5 – Qual a doença mental mais prevalente nesse tempo em que trabalhou na ILPI?</p><p>6 - Como era a relação entre a instituição e os familiares dos idosos?</p><p>7 – Qual a contribuição da enfermagem nas instituições de longa permanência para os idosos?</p><p>8 – Qual o papel da enfermagem na saúde mental do idoso?</p><p>9 – Enquanto profissional da saúde, que sugestões de melhorias você faria? E o que você pensa sobre velhice e doenças mentais?</p><p>image1.png</p>

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