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Doenças diarréicas
➔ Estãos entre as principais causas de morbidade mortalidade em 
todo mundo
➔ Responsáveis por mais mortes na primeira infância após período 
neonatal do que qualquer outra etiologia, exceto pneumonia.
➔ 1980 a diarreia ocupava o segundo lugar como causa de 
mortalidade infantil e representava 24,3% dos óbitos, enquanto, 
em 2005, passou para a quarta posição e foi responsável por 4,1% 
dos óbitos.
Diarréia 
Definida pela ocorrência de três ou mais evacuações amolecidas ou líquidas nas últimas 
24 horas.
Diarreia aguda 
- causa infecciosa 
Bacteria/virus
Risco de desidratação
Até 14 dias
Diarreia crônica/diarreias adquiridas ou 
CODEs- causas diversas
Má absorção
Risco de desnutrição
+ de 14 dias
*diarreia funcional do lactente
Quando prolongada, é chamada de persistente
Duração 
As causas de diarreia na criança são:
Causas infecciosas: A) Bacterianas: Salmonella, Shigella, Campylobacter, Yersinia, Escherichia coli. B) 
Virais: Rotavírus, Norovírus, Adenovírus. C) Protozoários: ameba, Giárdia lamblia, Cryptosporidium.
Causas dietéticas: sorbitol, glutamato monossódico, frutose, intolerâncias alimentares (à lactose, 
sacarose, feijão, frutas, pimenta, etc.). Causadas por medicações: antibióticos, laxativos.
Causas alérgicas: alergia à proteína do leite de vaca, da soja ou de outros alimentos.
Causas funcionais: diarreia funcional do lactente e pré-escolar, síndrome do intestino irritável.
Causas inflamatórias auto-imunes: doença de Crohn, colite ulcerativa.
Outras causas: doença celíaca, fibrose cística (mucoviscidose), enteropatia ambiental, intoxicação por 
metais pesados, doenças genéticas raras.
Classificação do tipo de diarreia de acordo com as 
características
➔ Diarreia induzida por dieta ( antiga diarreia osmótica).Intervalo osmótico elevado nas 
fezes (>100 mOsm). Exemplos incluem má absorção de glicose ou dissacarídeos.
➔ Diarréia relacionada ao transporte de eletrólitos ( antiga diarreia secretora). Exemplos 
incluem cloreto congênito ou diarréias sódicas (<50 mOsm)
➔ Diarréia mista. Apresenta um intervalo osmótico intermediário nas fezes (50-100 mOsm), 
foi referida como "mista". Geralmente são causados por uma combinação de diarreia 
induzida por dieta e diarreia relacionada ao transporte de eletrólitos resultante de 
diferentes ingestões dietéticas no momento do teste. 
Gastroenterologia 2018;154:2045–2059 
Diarréia osmótica perde mais liquido então o risco é maior.
Situações de risco
➔ Idade inferior a dois meses;
➔ Doença de base grave como o diabete melito, a insuficiência renal ou hepática e outras 
doenças crônicas; 
➔ Presença de vômitos persistentes; 
➔ Perdas diarreicas volumosas e frequentes (mais de oito episódios diários) 
➔ Percepção dos pais de que há sinais de desidratação.
 Aumenta a perda hidrica.
na crônica normalmente 
não ocorre, acontece mais 
na aguda.
Exame físico
➔ Avaliar estado de hidratação
➔ Estado nutricional ( considerar perda de peso para desidratação) → até 5% 
representa a desidratação leve; entre 5% e 10% a desidratação é moderada; e 
perda de mais de 10% traduz desidratação grave
➔ Estimativa do volume necessário para correção do déficit corporal de fluído em 
consequência da doença diarreica : perda de 5%, ou seja, 50 mL/Kg; de 5 a 10%,ou 
seja, 50 a 100 mL/Kg e mais do que 10%, ou seja, mais de 100 mL/Kg.
➔ Estado de alerta (ativo, irritável, letárgico)
Avaliação da desidratação
Diarreia crônica
Síndrome diarréica cujo curso não é autolimitado e não se origina de processo 
agudo. Tem duração superior a 3 semanas, sem início bem definido, evolução 
progressiva e contínua ou com surtos frequentes, com ou sem recuperação clínica 
completa entre eles.
São descritas aproximadamente 60 causas de diarréia crônica na infância 
Diarréia crônica e desnutrição fazem parte de um 
circuito cíclico integrado
Causas de diarréia crônica 
1 – Doenças que cursam com má absorção importante de nutrientes.
Mucoviscidose (má absorção ocorre por insuficiência pancreática exócrina) doença 
celíaca(atrofia de vilosidades intestinais).
2 – Doenças que cursam com má absorção de intensidade variável: parasitoses 
intestinais( intensidade da má absorção varia com o agente e com as condições do 
hospedeiro), intolerância à lactose tipo adulto, intolerância à sacarose-isomaltose (grau 
de má absorção depende da quantidade do açúcar ingerido). 
 Aqui se repõe enzima pancreática para ter digestão e absorção adequada.
ter equilibrio na alimentação e reposição da enzima.
Ex: Giárdia( volume de fezes > amareladas 
parasitose resistente que leva má absorção e 
rouba nutrientes.
 Produtos alimenticios industrilizado tem muito isomaltose o que pode resultar 
em mais diarréia.
Causas de diarréia crônica 
3 – Doenças que não cursam com má absorção, cuja diarréia ocorre por alterações 
funcionais. 
Diarréia crônica inespecífica (velocidade aumentada do trânsito colônico parece ser a 
alteração responsável pela diarréia). 
4 – Doenças em que há associações de fatores geradores de diarréia. Doença 
inflamatória intestinal (má absorção de nutrientes), linfangiectasia intestinal 
(mecanismos de má absorção de gorduras e de perda protéica intestinal). 
Dilatação dos vasos intestinais 
 Ex: Sindrome do intestino curto
Diagnóstico SIndrome do intestino 
irritável Descartar outras doenças, 
diagnóstico roma, ter certeza que não 
tem alteração anatômica, por exclusão
Diagnóstico 
CLÍNICO MULTIPLICIDADE DE CAUSAS DA DIARRÉIA CRÔNICA
Todos os dados clínicos devem ser investigados e considerados para 
elaboração das hipóteses diagnósticas a serem investigadas.
Aspectos a serem avaliados:
1 – Idade do início
2– Características das fezes e das evacuações: frequência, período do dia, volume e consistência, odor, restos 
alimentares , sangue 
3- Manifestações do tubo digestivo: vômitos, dor abdominal, distensão abdominal e lesão perianal
4– Manifestações extra-intestinais associadas: perda de peso, eczema, edema, febre
5-Tempo do início do quadro com a introdução de alimentos: sobrecarga alimentar, alergia alimentar, doença celíaca
Diagnóstico
Não há exame laboratorial de rotina em 
diarréia crônica. 
Exame parasitológico de fezes → poderá 
ser dispensado em casos em que o quadro 
clínico sugere outras doenças. 
1ª FASE
P/cada fase o que ta acontecendo
 Em função de sangue oculto nas fezes. Processo 
absortivo ruim.
Fezes boia na presença de ar na 
massa e gordura.
O ideal é as fezes afundar.
Estado inflamatório/ doença celíaca. Intestino inflamado com 
perda crônica. Doença celiaca sem tratamento pode avançar 
para cancêr. Devido ao estadiamento.
Perda de eletrólitos
2ª FASE Doenças hepáticas, 
Das Fezes
Ex: Doença do suor salgado.
SOROLÓGICO 
Anticorpo especifico para doença celíaca.
Os exames são progressivos, não se faz de uma vez.
3ª FASE
Padrão ouro*
Não se pode falar que o paciente tem doença celíaca ou intolerância sem ter feito a biópsia intestinal, sendo o padrão ouro*
Consensual definir 50 µg/g como o cut-off ideal para 
estabelecer o teste como positivo
Método permite igualmente monitorizar a atividade 
inflamatória da doença, e presumivelmente, prever 
a ocorrência de recidiva e resposta ao tratamento
Utilidade da Calprotectina Fecal na Doença Inflamatória Intestinal em idade pediátrica, 2016
Calprotectina Fecal
Elevada nas fezes, pois é a defesa dos enterócitos
Excesso de pólipos no intestino
Qd não tem alteração
patológica no intestino
Repete exame.
Não se fecha um diagnóstico apenas com ela. Dependendo do resultado
se parte para outro. Exame invasivo*
Tratamento 
1 – Tratamento dietético
 Terapêutica de exclusão ou redução de nutrientes
 Quando se exclui um determinado alimento da dieta é importante avaliar se esta 
exclusão não acarretará desequilíbrios dietéticos. Tanto quanto possível, substituir o 
alimento excluído por um do mesmo grupo e que tenha o mesmo valor nutricional.
Observar o relato do pacientena anamnese*
Tratamento
1. Exclusão ou redução de lactose no déficit primário de lactase (bastante raro) e na hipolactasia do tipo 
adulto. Nesta última situação, as manifestações iniciam-se a partir do quarto ano de vida e a dor 
abdominal é a manifestação mais frequente que a diarréia crônica. 
2. Exclusão da sacarose e isomaltose no déficit de sacarase-isomaltase. Trata-se de uma deficiência 
congênita desta dissacaridase, transmitida geneticamente e cuja sintomatologia se inicia após introdução 
destes açúcares na dieta da criança. 
3. Exclusão de monossacarídios na má absorção primária de glicosegalactose, freqüentemente 
confundida com a alactasia primária congênita, pelo fato das manifestações se iniciarem logo após o 
nascimento sob forma de má absorção de carboidratos.
 
Raro* conhecer a intolerância 
a lactose consumida
Redução*
Criança que sempre se
deu com leite, lactose mas 
começou a ter diarréia.
Aparece após introdução de açúcar na alimentação
Ausência da produção de lactose desde nascimento. SIntomas aparecem
após contato com CHO.
Tratamento
 4. Exclusão do glúten da dieta. É importante lembrar que a resposta terapêutica à exclusão dessa proteína não 
deve ser usada como critério diagnóstico único no diagnóstico da Doença Celíaca. 
5. Exclusão de proteínas heterólogas. Nesta situação temos a alergia primária ao leite de vaca como condição 
mais comum.
6. Redução de ácidos gordurosos de cadeia longa. O exemplo clássico: linfangiectasia intestinal primária ou 
secundária. Como alternativa de substituição, emprega-se a gordura de coco (rica em ácidos graxos de cadeia 
média). Não se deve fazer restrição absoluta dos triglicérides de cadeia média por tempo prolongado pelo 
aspecto nutritivo, pois haveria deficiência de ácidos graxos essenciais nestes casos. 
 Conduta inicial: tira glúten, se melhorar fazer exame.
 Glúten atual é modificado. Se tem excesso de 
consumo pode sobrecarregar o organismo e não ser 
metabolizado.
Prá tirar o glúten é necessário avaliar.
Dilatação dos linfonodos intestinais
Prioriza os ácidos graxos de cadeia
média, mas não exclui os de cadeia longa
para não resultar em deficiência.
Tratamento
Terapêutica de modificações dietéticas sem exclusão ou redução
1 – Correções de erros alimentares 
2 – Aumento de gordura na dieta. 
Tem-se observado que em pacientes com síndrome do cólon irritável, obtém-se controle 
da diarréia em aproximadamente 30% dos casos com a simples normalização ou mesmo 
aumento do conteúdo de gorduras da dieta. 
Ao restringir é preciso corrigir na dieta
NA SIC
Sem gordura é absorção vai ser melhor.
Diarréia funcional do lactente
A diarreia funcional do lactente ocorre em cerca de 0,9 a 6,4% de todas as crianças 
lactentes e pré-escolares. Ela é caracterizada por diarréia crônica em crianças jovens, 
saudáveis e sem doenças de base que justifiquem o quadro. 
Critério Roma IV
➔ 4 ou mais evacuações diárias, volumosas, não formadas, indolores
➔ duração de 4 ou mais semanas
➔ início entre 6 e 60 meses de vida 
➔ ausência de failure to thrive, desde que ingestão calórica adequada
Não tem causa orgânica
Ausência de falha no crescimento
Diagnóstico diferencial no lactente
Definir diarréia: volume de fezes >20 g/kg/dia
Na prática : presença de diarreia pode ser inferida pelo desvio do padrão fecal diário 
e pelo grau de desidratação e gravidade das anormalidades eletrolíticas. 
No lactente é dificil definir essa diarréia.
Conhecer o padrão de 
defecção do lactente.
Tratamento
➔ Orientar a redução da ingestão excessiva de carboidratos osmoticamente ativos 
(sucos de maçã, pera, alimentos “sem açúcar” com sorbitol, excesso de frutose) 
➔ Corrigir a restrição de gorduras na dieta quando presente
➔ Não são recomendadas dietas de exclusão
Childhood functional gastrointestinal disorders: neonate/toddler. Gastroenterology. pii: S0016-5085(16)00182-7.
Controlar os CHO mais fermentativos.
Enterocolite necrosante (ECN)
-Doença inflamatória intestinal aguda grave própria do recém nascido
-Cursa com sinais e sintomas gastrintestinais e variam em intensidade e gravidade devido 
a necrose de coagulação do trato gastrointestinal.
-Uma das principais causas de mortalidade e morbidade em neonatos
-Incidência : 1 a 3 de cada 1000 RN/ RNPT 2 a 10%
Taxa de mortalidade entre 20 a 50%
Comum
recém nascido prematuro
Processos necróticos
envolvem presença de sangue e oxigênio.
Desencadeada por múltiplos fatores 
Oferta inadequada de oxigênio
ao TGI
Existência de microbiota entérica 
patogênica e invasiva
Presença de substrato facilitador 
de proliferação de bactérias na 
dieta enteral
Vasoconstrição do trato entérico em resposta à ação 
inflamatória desencadeada por diferentes agentes agressores
Recém nascido: 
antes da infusão 
da dieta enteral
Agressão
Sistema fechado. 
Mais pode ter contaminação no sistema de parto.
Sintomas associados
➔ Distensão abdominal
➔ Resíduo gástrico bilioso
➔ Muco e/ou sangue nas fezes
➔ Apneia
➔ Piora clínica
➔ Acidose
Retornar bile
Dificuldade respiratória
Boletim Informativo Geum, v. 7, n. 3, p. 16-23, jul./set. 2016
Partes necrosadas
Sangue com fezes
Boletim Informativo Geum, v. 7, n. 3, p. 16-23, jul./set. 2016
É preciso remover
esse tecido necrosante.
Minimo de 40% e preservação 
iliocecal: melhora qualidade de vida 
da criança.
Tratamento da ECN
- Suspender imediatamente a via enteral→ parenteral
- Realizar sondagem orogástrica e manter sonda em drenagem de resíduos,
- Reiniciar a alimentação enteral ( preferencialmente leite materno), 48h após a 
normalização do quadro clínico e laboratorial→ Iniciar com ⅓ do volume 
anteriormente fornecido→ evoluir até desmame da parenteral 
Colostroterapia → prevenção da ECN em RNPT
Bebe tem residuo bilioso
Importante estratégia para prevenção da enterocolite necrosante pré-termos.
Composto bioativos, imunoglobulinas A, 
Pensar no sistema imonológico*
Síndrome do Intestino Curto
Caracterizada como estado de má absorção, com consequências nutricionais e 
metabólicas decorrentes de ressecções maciças do intestino delgado
Dependência da terapia nutricional parenteral (TNP) para 
manutenção do equilíbrio nutricional, da composição e função 
corporal e da saúde
Leva ao óbito por desnutrição grave, se não adequadamente tratada!
Goulet, 2019
Redução * 
Comprometendo o processo absortivo.
*Preciso da parenteral
 pensar em parenteral
Etiologia 
Multifatorial
Patologia congênita ou adquirida→ ECN (⅓) ou anomalias congênitas ( atresia 
jejunal e ileal, gastrosquise , onfalocele)
Incidência de 3 a 5 por 100.000 partos por ano
Dietoterapia nas Doenças Pediátricas, 2021
Exposição do intestino
ficando exteriorizado
Película de 
proteção
intestino não fica 
em contato com 
liquido amniótico.
Condições associadas 
➔ Perda substancial da massa eritrocitária com diminuição da absorção intestinal, 
➔ Desequilíbrios hidroeletrolíticos,
➔ Intolerância digestiva (diarréia induzida por má absorção, vômitos)
➔ Má nutrição 
➔ Déficits nutricionais específicos, dependendo da secção anatômica do intestino 
ressecada e do comprimento e capacidade absortiva da porção remanescente. 
➔ Os fatores que determinam a gravidade da SIC incluem as semanas de gestação 
a que ocorreu o parto, o local de ressecção intestinal, a preservação da válvula 
ileocecal e a presença de cólon .
Depende da área que ocorreu.
Objetivos da Terapia Nutricional
➔ Melhorar a qualidade de vida
➔ Recuperar e manter o estado nutricional
➔ Otimizar a adaptação do intestino e alcançar a capacidade intestinal máxima 
➔ Corrigir distúrbios nutricionais ( macro e micronutrientes)
➔ Evitar ou minimizar as complicações metabólicas
P/estimular
capacidade do funcionamento intestinal
Avaliação do estado Nutricional
Apresentam importante déficit nutricional no comprimento ou estatura 
-Peso
-Comprimento ou estatura
-Circunferência do braço
- PCT
-BIA Considerar o paciente como seu 
próprio referencial!!
Deficiênciaprolongada e não aguda.
Pensar nas curvas de crescimento. Paciente não se mantém na curva. Observar o 
progresso
Adaptação Intestinal
→Processo compensatório natural mudanças estruturais e funcionais 
Comprimento, tipo e qualidade do intestino residual
ÍLEO > JEJUNO
Capacidade de absorver água é pequena
Sem íleo a deficiência 
de vitaminas é elevada 
Ileo é mais dificultoso
se adaptar comparado 
ao jejuno.
Alerta para desidratação*
A retirada do duodeno na SIC pode causar
➔ Anemia e osteopenia em razão do prejuízo 
na absorção de cálcio, magnésio, fósforo, 
ferro e ácido fólico;
➔ Prejuízo na digestão por redução na 
disponibilidade de bile e suco pancreático; 
alteração da motilidade do TGI.
Manual de terapia nutricional pediátrica , 2014.
A bile é jogada direto no duodeno.
A retirada do jejuno ( ou parte) na SIC pode causar
➔ Intensa má absorção de 
macronutrientes e diarreia;
➔ Pior prognóstico para adaptação, pois o 
íleo tem mais dificuldade em adquirir as 
funções do jejuno;
➔ Prejuízo da motilidade intestinal, 
especialmente da coordenação do 
esvaziamento gástrico.
Manual de terapia nutricional pediátrica , 2014.
Por isso a chance maior de fazer diarréia.
A retirada do íleo ( ou parte) na SIC pode causar
➔ Má absorção, especialmente de gorduras de 
cadeia longa; maior risco para deficiência das 
vitaminas lipossolúveis;
➔ Maior risco para má absorção de eletrólitos e 
minerais (magnésio, cálcio e fósforo);
➔ Maior risco para deficiência de vitamina B12; 
dismotilidade do TGI, especialmente retardo 
do esvaziamento gástrico.
Manual de terapia nutricional pediátrica , 2014.
A retirada do da válvula íleo cecal pode causar:
➔ Prejuízo da absorção de gorduras, com 
esteatorreia;
➔ Aceleração do trânsito colônico por prejuízo do 
controle de esvaziamento da transição ileocólica;
➔ Supercrescimento bacteriano: relacionada com 
piora da síndrome de má absorção, maior 
inflamação, risco de translocação bacteriana, 
acidose metabólica e sangramento intestinal.
Manual de terapia nutricional pediátrica , 2014.
Preservação dessa válvula
Se preciso removê-la, pode ter prejuizo na absorção de gordura e 
aceleração no trânsito( come e já vai fazer cocô) fezes mais 
fétidas, limitando a vida do paciente ir em determinados locais.
A retirada do cólon pode causar:
➔ perda hídrica e eletrolítica intensa;
➔ prejuízo da adaptação intestinal a 
longo prazo;
➔ prejuízo da motilidade;
➔ desequilíbrio da microbiota 
intestinal.
Manual de terapia nutricional pediátrica , 2014.
Paciente usa bolsa de colostomia se houver remoção total do cólon.
BD* Bilirrubina
Exposição do intestino 
sem pelicula
Terapia Nutricional
➔ Nutrientes luminais → efeito estimulante nas células epiteliais e produção de 
hormônios tróficos→ TNE precoce
➔ NE → TGI funcionante que não consegue suprir ⅔ das NE→ Iniciada junto com a 
NP
➔ Paciente pode não conseguir boa evolução na NE e manter-se dependente da 
NP ( comprimento, porção do intestino ressecada e capacidade funcional )
Usar nutriente que não seja hidrolisado pq se não o instestino tem menos trabalho, se o nutriente é integro, polimérico estimula o trabalho intestinal, desenvolvendo
" tipo uma fisio intestinal" estimular que esse intestino trabalhe e não "atrofie"
Fases do pós operatório
Fase aguda
➔ Incia-se imediatamente após a ressecção e dura no mínimo 4 semanas 
➔ Má absorção, dismotilidade, diarréia e hipersecreção gástrica
➔ Objetivo : repor perdas de líquidos e eletrólitos
➔ TNP predominante , NE assim que possível (5 a 10 mL/kg/dia)
➔ Proteína : 2 a 3 g/kg/dia e Lipídio : 0,5 a 3,0 g/kg/dia
➔ Caloria : Adequada para a criança 
➔ Vitaminas e oligoelementos: 1 a 2 vezes as DRIs 
reposição hidroeletrolítica + nutrição parenteral + enteral mínima = estabilização clínica
p/estabilizar o paciente
Reestabelecer as perdas eletróliticas principal objetivo.
Enteral* minima
Paciente estável começar 
com enteral minima, cuja 
função não é nutrir, é 
terapêutica.
Kcal vem da parenteral.
Teve perdas e precisa recuperar
Fases do pós operatório
Fase aguda
➔ NE: Leite materno ou fórmulas poliméricas bem toleradas em pequenos 
volumes e progressão gradativa
➔ Suplementar glutamina é válido ?
➔ Dissacarídeos mais tróficos que monossacarídeos → Carga de trabalho
➔ Ressecção proximal do jejuno → intolerância lactose → RESTRINGIR
➔ Demais casos → 20 g/dia de lactose bem tolerada 100 g de leite integral= 6,3 g 
de lactose
Nesse caso não oferece beneficios, de acordo estudos* Assim não se recomenda suplementar nesse 
momento*
Em demais casos reduz 
não excluir. intercalar 
com fórmula sem lactose 
lactose.
Fases do pós operatório
Fase aguda
➔ Fibras solúveis + amidos → efeito antidiarreico + produção de butirato
➔ TCL → melhor adaptação intestinal→ PYY e GLP-2
➔ TCM→ > absorção de gordura e energia 
➔ Início da VO ( fracionada em pequenas quantidades ) :
★ 1ª Líquidos 
★ 2º Mucilagens viscosas de baixa osmolaridade ( raizes 
e sementes)
Principal fonte de 
energia para os 
enterócitos
Neuropeptideos
Transição saindo da fase aguda entrando 
p/processo de adaptação ofertando a via oral
pensar nessas estratégias.
caracteristica dos vegetais * 
forma goma
Fases do pós operatório
Fase de adaptação
➔ Dura de 1 a 2 anos 
➔ Adaptação intestinal máxima e aumento gradual da exposição aos nutrientes 
➔ Adaptação : nutrientes no lúmen, secreções pancreáticas, biliares e hormônios 
intestinais , hormônios 
➔ NE associada ou não a NP → NE pode evoluir para período noturno
➔ Ofertar 30g/dia de lipídio evoluir até 50g/dia ( 50% TCM)
➔ Relação gramas de nitrogênio/kcal não protéicas = 1/150 a 1/250
➔ Energia : absorção média de 65% → compensar com aumento da ingestão
➔ SRO : [ ] de 90 mmol/L de sódio → beber ao longo do dia 
NE + NP = anabolismo e adaptação intestinal
Avaliar tolerância e 
progressão constante
Garantir estímulo de V.O durante o dia.
devido absorção
otimização da PTN como processo reparador e 
nutricional.
Da 135% tem NE, NP, VO 
distribuir pra garantir 
otimização
Além de beber água tomar soro de reposição oral
Fases do pós operatório
Fase de manutenção
➔ Surge após a fase de adaptação
➔ Indivíduo atinge capacidade máxima absortiva
➔ Pacientes aptos a manter homeostase nutricional e metabólica via oral ou 
enteral
➔ Alguns pacientes podem ficar com a TNP indefinidamente 
CARACTERÍSTICAS DA DIETA: HIPERPROTEICA, HIPERCALÓRICA, HIPOLIPÍDICA, RICA EM 
FIBRAS SOLÚVEIS , COM REDUÇÃO DE CHO SIMPLES E APORTE ADEQUADO DE LÍQUIDOS 
Pode ser noturna*
Paciente não tem processo absortivo para conseguir absorver adequadamente a quantidade de PTN, para não gerar déficit pensar no sentido de não gerar deficiência. Lipido ele vai ter 
redução então é preciso garantir.
Gera diarréia osmótica e menos absortivos no intestino
Preservação do colo 
* Importante
Bebês lactentes com preservação tem mais sucesso.
Constipação Intestinal
Passagem frequente de fezes, geralmente menos de duas vezes por semana, com 
retenção de fezes associada e possíveis ações intestinais dolorosas ou incontinência 
fecal transbordante e sujeira (encoprese). 
Constipação funcional descreve a constipação que não tem uma etiologia orgânica.
Prevalência variável de 3 a 
30% no mundo
Mais frequente que a diarréia.
Traz saciedade precoce, criança come menos.
Criança não faz coco e tem sujeirinha por estar negligenciando reflexo de evacuação. 
(constrangimento, fezes muito endurecidas, grande calibre, lavagens intestinal).
Retenção comportamental
Evento doloroso 
ou desagradável
Fezes acumuladas no cólon e reto
Absorção de água
Acúmulo de matéria fecal duraDilatação do IG e reto
Redução da 
sensação de ir ao 
banheiro 
“Hipossensibilidade”
Sujeira fecal involuntária
Constrangimento, 
angústia, traumas 
emocionais 
Constipação funcional ou idiopática
Terapia Nutricional Infantil, 2021
Intestino começa tirar
água das fezes que 
ficam mais duras na 
ampolaretal, cessando 
o reflexo e sentindo 
gases, dores intestinais.
Terapia Nutricional Infantil, 2021
Te
ra
pi
a 
N
ut
ric
io
na
l I
nf
an
til
, 2
02
1
Bebê não recebe alta
até eliminar.
Indica processo de 
osbtrução
Inervação inadequada
Sujidade*
< 4 anos* > 4 anos** 
Anos sem usar fralda, faz cocô na roupa.
+ 4 
anos*
Crianças amamentadas ao seio podem ficar até 7 dias sem evacuar devido a 
digestibilidade e absorção do leite materno
Tratamento nutricional
Fibras alimentares 
Oligossacarídeos (fruto-oligossacarídeos [FOS] e galacto-oligossacarídeos [GOS]), fibras 
solúveis não viscosas (inulina, dextrina de trigo) e fibras solúveis e viscosas (b-glucano, 
gomas, pectina, psílio) não sofrem fermentação e são capazes de interagir com a água, 
permitindo o amolecimento das fezes. 
Fibras insolúveis (farelo de trigo, lignina, celulose) exercem um efeito laxante, devido à 
estimulação e à irritação da mucosa intestinal para aumentar a secreção e o peristaltismo. 
Recomendação: idade( > 2) + 5 g ou 0,5g/kg/dia
Misturar as fibras
Adsorção*
Idade +5 se usa em crianças > 3 anos.
Ex: 10+5= 15g/fibras
NASPHGAN e ESPGHAN
Ingestão normal de fibras em crianças com e sem constipação intestinal por meio de 
alimentos ricos em fibras, como cereais integrais, legumes, frutas, batatas ( com 
casca e grãos integrais)
http://nutrikal.blogspot.com
Tratamento nutricional
Restrição total de leite de vaca e derivados
Poderá ser proposto em casos que há suspeita de APLV não mediada pela IgE
Estudo demonstrou que 78% das crianças afetadas por constipação e alergia melhoraram 
com a eliminação da proteína do leite de vaca ( LACONO et al, 1995).
Tratamento nutricional
Probióticos
Evidências benéficas do uso em relação à melhora do tempo do 
trânsito intestinal, à frequência e à consistência das fezes
Lactobacillus rhamnosus, Lactobacillus reuteri, Lactobacillus casei, 
B. lactis e Bifidobacterium longum (WEGH et al., 2017). 
Recomendação da NASPGHAN E ESPGHAN → Não usar 
probióticos no tratamento da constipação funcional
Acelera trânsito intestinal.
Só em casos de 
alterações orgânicas
Tratamento nutricional
Probióticos
Estudo duplo cego controlado randomizado com 129 crianças de 3 a 7 anos 
Lactobacillus reuteri DSM 17938 + medicamento macrogol → constipação funcional 
intratável ( tratamento prévio sem sucesso por 2 meses)
→Lactobacillus reuteri DSM 17938 1 X 108 UFC + macrogol, 10g/dia
→Macrogol, 10 g dia + placebo por 3 sem, 
A suplementação com L reuteri não promoveu efeito benéfico no 
tratamento de constipação funcional 
WEGNER et al, 2018
Não deve ser pautada em constipação funcional* não tem beneficio
Tratamento nutricional
Prebióticos
Principais: Oligossacarídeos não digeríveis → FOS, GOS; 
Polióis → xilitol, sorbitol, manitol; 
Dissacarídeos →rafinose;
Polissacarídeos → inulina e amido resistente 
Aumentam conteúdo de água, aumento da massa microbiana e gás fermentativo, 
influência sobre os microrganismos intestinais relacionados com a motilidade.
Ação direta
na motilidade
evitando 
retenção.
Tratamento nutricional
➔ Dieta mediterrânea : alimentos frescos e naturais como azeite, frutas, legumes, 
cereais, leite em pouca quantidade e queijo ou derivados fermentados, sendo 
necessário evitar produtos industrializados.
➔ Lactentes com sólidos : 5 g de fibras através de purê de legumes, frutas e 
cereais
➔ Ameixa seca : fibras ( 6,1 g/100 g), frutose, sorbitol ( 14,7g/100g) , compostos 
fenólicos ( 184 mg/100 g)--> efeito laxativo
Dietoterapia nas Doenças Pediátricas, 2021
Comum em criança em introdução alimentar fazer constipação.
Se recomenda uso de papinha de ameixa.
A prescrição de prebióticos para constipação intestinal em crianças pode ter efeitos 
benéficos importantes . Assim, o profissional nutricionista deve avaliar cada situação 
antes de recomendar ouso de probióticos no tratamento de constipação intestinal.
O tratamento envolve mudanças no estilo de vida e alimentação, 
o qual deve ser adaptado para um estilo mais saudável de 
alimentação e aumento do consumo de água.
Não é aumentar a fibra
é adequa-las a alimentação*
Bifidobactérias e
 lactobacilos
As fibras insolúveis podem exercer um efeito 
laxante pelas fezes volume, irritação e 
estimulação da mucosa intestinal para 
aumentar o peristaltismo.
J Pediatr. 2022 Jan;240:136-149.e5. doi: 10.1016/j.jpeds.2021.09.010. Epub 2021 Sep 16.
Os sintomas da alergia ao leite de vaca 
podem ser muito inespecíficos e 
assemelham-se aos sintomas de FC
“pressão anal aumentada em repouso”
Planta semelhante ao Sene
As sementes podem produzir uma mucilagem que pode 
absorver água do lúmen intestinal, amolecendo assim as 
fezes. Um dos compostos em as sementes, dissulfeto de alila, 
podem ter um efeito relaxante na pele lisa músculos e facilitar 
a defecação
Descurainia Sophia
medicamento chines 
patenteado composto 
por 7 ervas.
o princípio do tratamento é a retirada do alimento 
retenção (Houpo, LaiFuZi), promover a defecação 
(XingRen, LuHui e JueMingZi,), regular o movimento do qi 
(HouPo, ZhiQiao) e fortalecer e nutre o baço e o 
estômago (BaiZhu).
Referências principais
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. : Ministério da Saúde, 2011. 4 v. : il. – 
(Série A. Normas e Manuais Técnicas Gandolfo AS. et al. Nutrição clínica pediátrica em 
algoritmos- 1. ed. - Barueri [SP]: Manole, 2022.
GANDOLFO AS, et al. Nutrição clínica pediátrica em algoritmos /l. - 1. ed. - Barueri [SP]: 
Manole, 2022.
NERI LCL, et al. Dietoterapia nas doenças pediátricas.1 ed. Rio de Janeiro: Rubio, 2021.
OLIVEIRA FLC, et al. Terapia Nutricional Pediatrica. Barueri, SP: Manole , 2014.

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