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TIC’S SEMANA 2 A síndrome nefrótica pode ser secundária a diversas doenças sistêmicas, como doenças de depósito (p.ex., amiloidose), metabólicas (p.ex., nefropatia diabética), autoimunes (p.ex., lúpus eritematoso sistêmico – LES), infecções bacterianas ou virais, drogas e tumores sólidos ou hematopoiéticos. Pode, ainda, ser primária, como manifestação de doença puramente renal . As formas primárias podem ser idiopáticas ou associadas a defeitos genéticos em proteínas da barreira de filtração glomerular. Em adultos, cerca de 30% das síndromes nefróticas estão associadas a doenças sistêmicas, principalmente diabetes mellitus (DM), amiloidose e LES. 1. Quais outras patologias, além da nefropatia diabética, são consideradas causas secundárias de Síndrome Nefrótica? As causas Secundárias da Síndrome Nefrótica são Diabetes mellitus (DM); LES; HIV,Hepatite B e hepatite C; Crioglobilinemia essencial ou secundária; Obesidade mórbida; Amiloidose hereditária ou adquirida; Doenças linfoproliferativas e mieloproliferativas; Tumores sólidos; Vasculites: doença de Goodpasture, granulamatose de Wegener, poliangeíte miscroscópica e Churg- Strauss (< 10%), arterite de Takayasu; Doenças reumatológicas: artrite reumatoide, dermatomiosite, doença mista do tecido conectivo; Doenças granulomatosas como tuberculose, hanseníase, sarcoidose; Outra infecções associadas a GNDA, malária, toxoplasmose, esquistossomose, filaríase, sífilis; Uso de drogas como os sais de ouro, penicilamina, AINH, lítio, interferon-alfa, captopril, rifampicina, exposição à sílica; Substâncias alergênicas e doença do soro; Doenças metabólicas e de depósito: Fabry, nail-patella, cistinose, mixedema, anemia falciforme; 2. E as causas primárias de síndrome nefrótica, quais são os três padrões principais? As doença de lesões mínimas; GESF; Glomerulopatia membranosa; Glomerulonefrite membranoproliferativa; Nefropatia de IgA e a Glomerulonefrite fibrilar. Referência: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas Portaria SAS/MS nº 459, de 21 de maio de 2012. Síndrome nefrótica primária em crianças e adolescentes http://conitec.gov.br/images/Protocolos/SindormeNefroticaPrimaria_CriancaseAdolescentes.pdf SOCIEDADE BRASILEIRA DE NEFROLOGIA Departamento de Nefrologia da AMB, Fundada em 1960 Biênio 2005 / 2006 https://arquivos.sbn.org.br/uploads/recomendacoes1.pdf https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/2472/sindrome_nefrotica.htm http://conitec.gov.br/images/Protocolos/SindormeNefroticaPrimaria_CriancaseAdolescentes.pdf https://arquivos.sbn.org.br/uploads/recomendacoes1.pdf https://www.medicinanet.com.br/conteudos/revisoes/2472/sindrome_nefrotica.htm TIC´s Semana 3 Quando suspeitar de Transtorno de Sintoma Somático em um paciente regularmente acompanhado na Unidade Básica de Saúde? O transtorno de sintoma somático é caracterizado por múltiplos sintomas somáticos que não podem ser explicados pelo exames físicos ou por exames laboratoriais. São queixas variadas e múltiplos sistemas orgânicos são afetados, ex.: sintomas gastrointestinais, cutâneos e cardiovasculares. Também foi conhecido no passado como histeria, nome em desuso atualmente. É um transtorno crônico, de evolução flutuante, iniciando-se, geralmente, na terceira década de vida. Sua relação de mulheres para homens está entre 5 e 20:1. Possui uma prevalência entre 0,1 e 0,2% da população. O curso é crônico caracterizado por uma história longa de mais ou menos dois anos, sendo frequentemente debilitador, de múltiplos sintomas físicos, que afetam vários sistemas orgânicos. Os pacientes queixam-se de sintomatológica física sugestivas da existência de substrato orgânico, mas que não são totalmente explicadas por doenças orgânicas conhecidas, sendo desencadeada devido a fatores e conflitos psicológicos. (American Psychiatric association, 2002). Diante disso, o tratamento, deve-se iniciar com a psicoterapia e, quando surgirem os sintomas, pode-se usar os ansiolíticos ou antidepressivos. Devemos prescrever de forma criteriosa, pois estes pacientes tendem a utilizá-los de maneira errada e não confiável, necessitando assim de um acompanhamento constante de toda a equipe multidisciplinar da UBS. REFERÊNCIA Bombana J. A. , Revisão de literatura – Literature review Sintomas somáticos inexplicados clinicamente: um campo impreciso entre a psiquiatria e a clínica médica. https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/wVTTwy65TbCvbMDcQDMfVfB/?format=pdf&lang=pt (acesso 22-02- 2022) Diretrizes Clínicas em Saúde Mental Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo; 1ª edição 2018. https://saude.es.gov.br/Media/sesa/Protocolo/Diretrizes%20Clinicas%20em%20saude%20mental.pdf (acesso 22-02-2022) https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/wVTTwy65TbCvbMDcQDMfVfB/?format=pdf&lang=pt https://saude.es.gov.br/Media/sesa/Protocolo/Diretrizes%20Clinicas%20em%20saude%20mental.pdf TIC´s Semana 4 Quais as estratégias terapêuticas que podem sem empregadas no tratamento do alcoolismo? ANTES DE INICIAR O TRATAMENTO Estabeleça metas de tratamento - a abstinência continua sendo a meta principal do tratamento do transtorno do uso de álcool e está associada a melhores resultados do tratamento. A redução do consumo excessivo de álcool (menos episódios de cinco ou mais drinques em qualquer dia para homens e quatro ou mais drinques para mulheres) ou de níveis de uso de maior ou menor risco podem ser alternativas aceitáveis para pacientes que não estão prontos para parar. No entanto, mesmo níveis mais baixos de consumo podem ser problemáticos para alguns indivíduos. Indivíduos não motivados para a mudança - Alguns pacientes podem não estar prontos para mudar ou começar o tratamento. A equipe de atendimento deve esperar e tratar essa circunstância como normal, e tratá-la com contato contínuo e entrevistas motivacionais. Avaliar e tratar a abstinência do álcool - A avaliação do potencial de abstinência do álcool ou sintomas de abstinência é importante, pois muito poucos indivíduos que apresentam sintomas de abstinência realizarão o tratamento do transtorno por uso de álcool. Em alguns casos, a história do paciente sugerindo um alto risco (por exemplo, história de abstinência) ou os sinais e sintomas de abstinência podem ser evidentes. Nesses casos, o tratamento da abstinência é necessário antes de abordar o transtorno por uso de álcool. Mesmo os sintomas leves de abstinência, ou medo deles, podem ser uma força motriz para impedir o paciente de parar de fumar. Indivíduos que bebem diariamente correm o risco de abstinência de álcool ao reduzir o uso de álcool. Indivíduos que pararam recentemente de consumir álcool também correm o risco de abstinência de álcool. Uma avaliação completa e, se indicado, o tratamento subsequente da abstinência do álcool deve ser feito antes do tratamento adicional do transtorno por uso de álcool. Avalie a gravidade do transtorno por uso de álcool - O tratamento do transtorno por uso de álcool é determinado pela gravidade do transtorno. No Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação mericana de Psiquiatria, Quinta Edição (DSM-5), os pacientes são atribuídos a um subtipo de gravidade (leve, moderado, grave) com base no número de sintomas presentes. Indivíduos com dois a três sintomas são considerados transtornos por uso de álcool leve, indivíduos com quatro ou cinco sintomas são considerados transtornos por uso de álcool moderado e, em indivíduos com seis ou mais sintomas, é diagnosticado transtorno por uso de álcool grave. Condições comórbidas e populações específicas de pacientes - Além da gravidade do transtorno por uso de álcool e dos objetivos do tratamento, a comorbidade do paciente pode influenciar a escolha inicial do tratamento para pacientes com transtorno por uso de álcool. Por exemplo, em um indivíduo comdoença hepática, a escolha inicial do medicamento será afetada se as enzimas hepáticas estiverem elevadas. Em um paciente em uso de opioides prescritos clinicamente indicados, a escolha inicial da medicação levará em consideração a presença de opioides. TRATAMENTO INICIAL Transtorno leve - Para pacientes com transtorno do uso de álcool leve, sugerimos tratamento inicial com uma ou mais intervenções psicossociais, como aconselhamento motivacional breve e grupos de ajuda mútua, em vez de medicamentos. Os ensaios clínicos não determinaram adequadamente a eficácia da medicação para um distúrbio leve. Transtorno moderado a grave - Para pacientes com transtorno de uso de álcool moderado a grave, preferimos o tratamento de primeira linha com uma combinação de medicamentos e intervenções psicossociais estruturadas e baseadas em evidências, em vez de qualquer um dos tratamentos individualmente. Em nossa experiência clínica, a combinação pode melhorar os resultados além daqueles de qualquer intervenção isoladamente. Em pacientes com transtorno moderado a grave que não desejam buscar tratamento medicamentoso, sugerimos o tratamento inicial com uma intervenção psicossocial estruturada e baseada em evidências. Além disso, a medicação não deve ser suspensa para indivíduos que preferem, apesar das recomendações clínicas em contrário, receber ―apenas medicação‖ para transtorno por uso de álcool . Seleção de intervenções psicossociais - Todos os pacientes com transtorno do uso de álcool devem ser encorajados a participar de algum tipo de tratamento psicossocial, mais comumente, aconselhamento sobre álcool e, além do tratamento, participação em um grupo de ajuda mútua. Ao selecionar as intervenções psicossociais, o clínico deve informar o paciente sobre as opções e seus melhores conselhos clínicos e permitir que o paciente escolha entre elas. Normalmente, os indivíduos escolherão entre esses tratamentos com base na disponibilidade e custo. Em nossa experiência clínica, no entanto, essas intervenções podem ajudar muitos pacientes a manter a abstinência. TIC’S SEMANA 5 Quais as vacinas que a criança que devem ser administradas na criança até os doze meses de idade? Ao nascer: • BCG • Vacina hepatite B • Vacina Pentavalente (DTP + HB+ Hib) 2 meses: • VIP (Vacina inativada poliomielite) • VORH (Vacina oral de rotavírus humano) • Vacina pneumocócica 10 (valente) 3 meses: • Vacina meningocócica C (conjugada) 4 meses: • Vacina Pentavalente (DTP + HB + Hib) • VIP (vacina inativada poliomielite) • VORH (Vacina oral de rotavírus humano) • Vacina Pneumocócica 10 valente 5 meses: • Vacina meningocócica C (conjugada) 6 meses: • Vacina Pentavalente (DTP+ HB+Hib) • VIP (vacina inativada poliomielite) 9 meses: • Febre amarela 12 meses: • Vacina pneumocócica 10 valente • Vacina meningocócica C (conjugada) • SRC (Tríplice Viral) TIC’s SEMANA 6 Quais as abordagens farmacológicas que podem evitar litíase urinária em pacientes com hipercalciúria, hipocitratúria e hiperuricosúria? A utilização de drogas para tratamento dos distúrbios metabólicos visando a prevenção da recorrência dos cálculos depende do distúrbio metabólico evidenciado. Os mais utilizados e as principais indicações são: • Tiazídicos: em casos de Hipercalciúria • Inibidor da XantinaOxidase (Allopurinol): Hiperuricosúria • Citrato de Potássio: em casos de Hipocitratúria, Hiperuricosúria, Acidose Tubular Renal, podendo também ser utilizado em casos de Hipercalciúria. Está contraindicado em caso de infecção urinária associada. Drogas específicas: alfamercaptopropionilglicina em casos de Cistinúria, vitamina B6 em casos de Hiperoxalúria primária, etc. OBS: devem ser utilizadas as menores doses possíveis necessárias para o controle das alterações metabólicas, com o mínimo de efeitos colaterais. TIC’s Semana 7 Quais os objetivos / propostas da avaliação inicial (primeira etapa do trabalho de parto) da gestante em trabalho do parto? Qual a propedêutica recomendada nesta etapa? E a amniotomia? Deve ser realizada? A gestante nesta etapa pode se alimentar? Quais as condições? Devemos utilizar quimioprofilaxia com antibióticos sistêmicos? O trabalho de parto consiste em uma série de contrações ritmadas e progressivas do útero que gradualmente movem o feto através da parte inferior do útero (colo do útero) e do canal vaginal (vagina) para o mundo exterior. O objetivo do bom manejo na fase latente do trabalho de parto é evitar a internação da mulher até que ela esteja em uma fase ativa do trabalho de parto. Com isso diminuem as intervenções desnecessárias e complicações decorrentes da ―cascata de intervenções‖. Quanto ao toque, apesar de sabermos que são intervenções invasivas, com poucas evidências sobre sua efetividade, eles persistem como método padrão para avaliação do progresso do trabalho de parto. As recomendações atuais são de que o toque não seja realizado em períodos menores que 4 horas em gestações onde não há sinais de complicações. A palpação abdominal e o exame clínico também deve ocorrer, a fim de avaliar rotura de bolsa. A amniotomia atualmente, só está indicada para correção de distocias funcionais, avaliação da variedade de posição (caso não seja possível com a bolsa íntegra), avaliação do líquido amniótico quando indicada e nos casos de parto operatório. Não existem evidências científicas que justifiquem a restrição de dieta durante o trabalho de parto para as mulheres de risco habitual e aquelas que não apresentem risco para uma cesariana iminente. A dieta neste período não é prejudicial e traz benefícios para a mulher e o bebê. Também, a livre deambulação e posições ortostáticas ajudam a reduzir o tempo de trabalho de parto, reduzem o risco de cesariana, da necessidade de uma anestesia peridural e não parece estar associada à aumento das intervenções ou efeito negativo para a mãe e seu bebê. Por muitos anos pensou-se que o uso profilático de antibióticos no período anteparto ou intraparto teria poucos efeitos adversos, o que talvez tenha levado ao uso inadequado desses medicamentos em diversas situações. No entanto, o surgimento de cepas resistentes ou de maior virulência de bactérias comuns, além dos efeitos sobre a microbiota oral e intestinal dos neonatos têm suscitado discussões sobre o uso racional destes antimicrobianos, restringindo assim suas indicações, sendo as principais situações clínicas em obstetrícia e as considerações sobre antibioticoprofilaxia: Cesárea: A cesariana é o maior fator de risco para infecção puerperal. O uso de ATB nas cesarianas foi capaz de reduzir em até 62% o risco de endometrite. Dessa forma, todas as gestantes devem receber antibioticoprofilaxia antes da cirurgia, a não ser que estejam sob tratamento terapêutico com antibiótico de amplo espectro por algum motivo, por exemplo corioamnionite. A droga de escolha no intraparto é uma cefalosporina de primeira geração, como a cefazolina. Nas cesarianas não eletivas pode-se considerar a associação de azitromicina. Em pacientes alérgicas am penicilinas/cefalosporinas, há a opção pelo uso da clindamicina associada a aminoglicosídeo. Ruptura prematura de membranas ovulares (RPMO): Nas RPMO antes de 34 semanas de gestação, o uso do antibiótico tem a função de aumentar o período de latência entre a RPMO e o nascimento. É indicado para as situações em que o parto não é iminente e a maturação pulmonar fetal não estiver bem documentada. É recomendado o rastreio para estreptococo do grupo B (GBS) na admissão e iniciar um ciclo de 2 dias de ampicilina venosa associada à eritromicina ou azitromicina, seguido por cinco dias de amoxicilina. Trabalho de parto pré-termo (TPP) com membranas íntegras: O uso de antibiótico nos TPP com bolsa íntegra apenaspara prolongar a gestação não traz benefícios neonatais a curto prazo e está associado ao aumento de risco a longo prazo (incluindo prejuízo neurológico funcional de leve a moderado). Dessa forma, o ATB deve ser prescrito apenas nas situações em que há indicação de profilaxia para GBS já descritas acima. Profilaxia para endocardite bacteriana: O uso de ATB no intraparto deve ser reservado apenas para as pacientes consideradas de alto risco, sejam elas submetidas a parto vaginal ou cesariana, que são: história de endocardite bacteriana; transplantadas cardíacas com regurgitação valvar; portadoras de cardiopatia congênita cianótica ou válvula protética ou ambos. Procedimentos obstétricos pós parto: Uma única dose de cefalosporina de segunda geração pode ser considerada nos casos de lacerações perineais com lesão de esfíncter anal, a fim de reduzir complicações de ferida. No entanto, mais estudos são necessários para recomendar essa prática rotineiramente. Não há evidências consistentes para recomendar ou contraindicar antibioticoprofilaxia nos casos de curetagem pós parto, extração manual da placenta ou introdução de balão intrauterino para controle de hemorragias puerperais. TIC’s SEMANA 8 Recomendamos a instrução sistemática em consciência fonêmica e fonética para crianças pequenas com dificuldade de leitura ou deficiência de leitura (Grau de evidência 1A). Em que consiste e como realizar esta estratégia? A instrução fônica sistemática é um método de alfabetização que ensina através da associação entre o símbolo (letra) e seu som (fonema). A instrução fônica sistemática faz parte do método fônico, considerado pelo governo federal, no decreto da Política Nacional de Alfabetização (PNA), como o principal sistema para alfabetizar as crianças. A instrução fônica sistemática é o ensino explícito e organizado de um conjunto de relações entre os símbolos da linguagem escrita (grafemas) e os sons da linguagem falada (fonemas). O objetivo da instrução fônica é que a criança aprenda, a partir do reconhecimento do sons das letras e da combinação dos grafemas e fonemas, a formar palavras. A aprendizagem da consciência fonológica acontece através do método fônico, uma metodologia de alfabetização que tem como foco os processos fonéticos. Os princípios do método fônico descritos no PNA – Política Nacional de Alfabetização são: 1. Consciência fonêmica — constituição do conhecimento dos símbolos da fala e da habilidade de manipular esses elementos. 2. Instrução fônica sistemática — processo de ensino explícito e organizado da combinação dos grafemas e fonemas. 3. Fluência em leitura oral. 4. Desenvolvimento de vocabulário. 5. Compreensão de textos. 6. Produção de escrita. A instrução fônica sistemática, portanto, é uma etapa do processo de alfabetização, tão importante como a consciência fonêmica e os demais princípios do método fônico. Essas habilidades podem e devem ser desenvolvidas desde a educação infantil, pois são essenciais para a alfabetização. A consciência fonêmica e o conhecimento alfabético são habilidades que facilitam o processo de alfabetização. A consciência fonêmica é a habilidade de identificar e manipular os sons da fala (fonemas), que, com o conhecimento alfabético, formam a base para o aprendizado da escrita e da leitura. Aprender a ler não se trata apenas de decodificar as palavras, mas poder compreender o que se lê, ou seja, ter habilidade de reconhecer as palavras e a compreensão da linguagem oral. Por isso, é importante que as crianças sejam estimuladas a ler desde a educação infantil, através da contação de histórias, o que contribui para o desenvolvimento de vocabulário e para a compreensão da linguagem oral. É essencial que as crianças pequenas tenham contato com livros e materiais escritos apropriados a sua idade e capacidade de compreensão, pois assim praticam a decodificação que as levará ao reconhecimento das palavras. Isso se dá pela instrução fônica sistemática, que possibilita que elas possam aprender a compreender o que leem, futuramente. A instrução fônica sistemática introduz fonemas e grafemas de forma organizada, de maneira que as crianças aprendem a ter domínio sobre a combinação de ambos. A partir disso, se tornam aptas a aprender a ler. O grande benefício é que as crianças aprendem a analisar as palavras e se tornam capazes de usar essas habilidades na aprendizagem da leitura e da escrita. Os principais benefícios da instrução fônica sistemática são: 1. Melhorar o reconhecimento de palavras e ortografia das crianças em alfabetização. 2. Contribuir para o aprendizado da leitura — as crianças que recebem instrução fônica sistemática são mais capazes de aprender a ler. 3. Melhorar a compreensão da leitura — melhora a capacidade das crianças de compreender o que leem. 4. É eficaz para crianças de diferentes níveis sociais e econômicos. 5. É benéfica para crianças com dificuldade de aprendizagem — ajuda a prevenir dificuldades e a superá-las. 6. É mais eficaz quando introduzida na educação infantil — deve incluir o ensino dos grafemas, consciência fonêmica e as principais relações entre letras e sons para garantir que as crianças aprendam essas habilidades. A instrução fônica sistemática permite que as crianças solidifiquem seu processo de alfabetização. No entanto, também são importantes atividades de consciência fonêmica e o constante contato com o mundo das letras, como conotação de histórias, participação em situações cotidianas que envolvam a escrita, como escrever bilhetes, ler receitas com os pais, ter contato com jornais e revistas, entre outras. As dificuldades de memória afetam a maneira como os alunos interpretam os sons e suas representações gráficas. Por isso, é importante que eles recebam instruções que se iniciam com conceitos simples até os mais complexos. Isso é instrução fônica explícita — começar com o som mais simples de uma palavra e, em seguida, construir, através dos padrões a sílabas, a palavra inteira. A instrução fônica explícita é essencial na abordagem mais ampla da alfabetização estruturada. Alunos com dificuldade de leitura têm problemas de memória operacional – portanto, a capacidade de filtrar, categorizar e priorizar as informações é muito difícil para eles. Por esse motivo, a instrução deve filtrar, categorizar e priorizar as informações, já que os alunos precisam de uma instrução sistemática que os oriente nas habilidades fonéticas e de decodificação usando uma sequência lógica passo a passo. Referências: SEBRA, Alessandra Gotuzo e DIAS, Natália Martins. Métodos de alfabetização: delimitação de procedimentos e considerações para uma prática eficaz. Rev. psicopedag. [online]. 2011, vol.28, n.87 pp. 306-320 . NUNES, Liana Garcia; NAVATTA, Anna Carolina Rufino e MIOTTO, Eliane Correa. Instrução fônica como intervenção no processo da leitura e escrita em estudantes com deficiência intelectual. Rev. psicopedag. [online]. 2017, vol.34, n.103, pp. 65-74 . TICs Semana 9 Os neurotransmissores são armazenados em vesículas neuronais. Uma vez que ocorre a liberação, estas vesículas decaem na fenda sináptica, reagindo diretamente com os receptores situados nas membranas do neurônio seguinte. Parte do neurotransmissor pode ser reaproveitada pelo próprio neurônio que a liberou, ou pode ser rearmazenada novamente em vesículas neuronais recém sintetizadas. Para que haja o rearmazenamento, deve haver a recepção do neurotransmissor liberado pelo próprio neurônio. É possível ainda que outra parte do neurotransmissor seja metabolizada ou destruída por enzimas, e seus produtos eliminados no organismo. Os neurônios precisam ter sempre a disposição esses neurôtransmissores para serem sintetizados a qualquer momento. Assim sempre que um neurotransmissor é liberado, ocorrea síntese e o armazenamento de novas moléculas de neurotransmissor bem como novas vesículas neuronais para substituir as que foram utilizadas. Quando é sintetizado e não utilizado, o neurotransmissor necessita ficar armazenado a espera de um momento preciso para ser liberado. Os seres humanos se entristecem ou se alegram com facilidade, em decorrência de acontecimentos da vida. Essa experiência, de flutuações diárias em nosso afeto, é universal e normal. Em algumas pessoas, no entanto, estas flutuações se tornam excessivas em termos de intensidade e/ou duração, passando a interferir de forma significativa em seu cotidiano. Nesses casos, encontramo-nos diante de um transtorno afetivo. Por outro lado, quando uma pessoa sofre uma perda significativa, como a morte de um filho ou do esposo, a separação de um cônjuge, a perda do emprego, ou é acometida por uma doença grave, a tristeza pode ser muito intensa e prolongada, caracterizando um quadro de depressão mental. A depressão é um problema de saúde pública. Embora não se tenha um cálculo exato, estima-se que cerca de 30% da população mundial sofra de depressão. Quimicamente, a depressão é causada por um defeito nos neurotransmissores responsáveis pela produção de hormônios como a serotonina e endorfina, que dão a sensação de conforto, prazer e bem estar. Quando existe algum problema nesses neurotransmissores, a pessoa começa a apresentar sintomas como desânimo, tristeza, autoflagelamento, perda do interesse sexual, falta de energia para atividades simples. Na depressão acontece uma diminuição na quantidade de neurotramismissores liberados, mas a bomba de recaptação e a enzima continuam trabalhando normalmente. Então um neurônio receptor captura menos neurotransmissores e o sistema nervoso funciona com menos neurotransmissores do que normalmente seria preciso. Para o tratamento da depressão são rotineiramente usados antidepressivos, que têm por objetivo inibir a recaptação dos neurotransmissores e manter um nível elevado dos mesmos na fenda sináptica. Havendo isso todo o humor se reestrutura e logo o doente se sente melhor. O diagnóstico dos transtornos depressivos baseia-se na identificação dos sinais e sintomas e nos critérios clínicos descritos acima. Para ajudar a diferenciar transtornos depressivos de variações comuns no humor, deve existir sofrimento significativo ou comprometimento do funcionamento social, ocupacional ou de outras áreas importantes. Diversos questionários breves estão disponíveis para rastreio. Eles ajudam a identificar alguns sintomas depressivos, mas não podem ser usados isoladamente para o diagnóstico. Questões fechadas específicas ajudam a determinar se os pacientes têm os sintomas exigidos pelos critérios do DSM-5 para o diagnóstico de depressão maior. A gravidade é determinada por grau de sofrimento e incapacitação (física, social e ocupacional) e duração dos sintomas. O médico deve gentilmente, porém de forma direta, perguntar ao paciente sobre quaisquer pensamentos e planos de ferir a si mesmo ou outros, quaisquer ameaças prévias e/ou tentativas de suicídio e outros fatores de risco. Psicose e catatonia indicam depressão grave. Características melancólicas indicam depressão moderada ou grave. Condições físicas https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/comportamento-suicida-e-autoles%C3%A3o/comportamento-suicida coexistentes, transtornos de abuso de substâncias e transtornos de ansiedade podem acrescentar gravidade. https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/transtornos-relacionados-ao-uso-de-subst%C3%A2ncias/transtornos-por-uso-de-subst%C3%A2ncias https://www.msdmanuals.com/pt/profissional/transtornos-psiqui%C3%A1tricos/ansiedade-e-transtornos-relacionados-a-estressores/vis%C3%A3o-geral-dos-transtornos-de-ansiedade SEMANA 10 Qual o motivo do potencial risco de toxicidade renal destes medicamentos? Quais os tipos de lesão renal aguda que podem causar? Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) são medicamentos comumente utilizados, associados à nefrotoxicidade, sobretudo quando utilizados cronicamente. Fatores como idade avançada e comorbidades, que por si só já levam à diminuição da taxa de filtração glomerular, aumentam o risco de nefrotoxicidade dos AINEs. O principal mecanismo de ação dos AINEs é a inibição da enzima ciclooxigenase (COX), interferindo na conversão do ácido araquidônico em prostaglandinas E2, prostaciclinas e tromboxanos. Nos rins, as prostaglandinas atuam como vasodilatadoras, aumentando a perfusão renal. Essa vasodilatação atua como uma contrarregulação de mecanismos, como a atuação do sistema renina-angiotensina- -aldosterona e do sistema nervoso simpático, culminando com uma compensação para assegurar o fluxo adequado ao órgão. O uso de AINEs inibe esse mecanismo, podendo causar lesão renal aguda (LRA). Altas doses de AINEs têm sido implicadas como causas de LRA, especialmente em idosos. A principal forma de LRA por AINEs é a hemodinamicamente mediada. A segunda forma de apresentação da LRA induzida por AINES é a nefrite intersticial aguda, que pode se manifestar com proteinúria nefrótica. O uso de AINEs em longo prazo pode ocasionar doença renal crônica (DRC). Nos pacientes sem doenças renais, jovens e sem comorbidades, os AINEs não apresentam grandes malefícios. Entretanto, por seu efeito dose-dependente, deve-se ter grande cautela no uso crônico, por aumentar risco de desenvolver nefrotoxicidade. TIC’s SEMANA 11 Quais os tipos de Câncer de Endométrio? Quais a questões moleculares / genéticas de cada um deles? Qual a relação com o estrógeno? O câncer de endométrio é um dos tumores ginecológicos mais frequentes. Acomete principalmente mulheres após a menopausa, em geral acima dos 60 anos. Apenas 20%, ou menos, das mulheres com câncer de endométrio estão na fase de pré-menopausa. Menos de 5% estão abaixo dos 40 anos de idade. O câncer de endométrio é um tumor altamente curável na maioria das mulheres. TIPOS Carcinoma endometrioide É o tipo mais comum, responsável por 80% a 90% dos casos. Ele se forma a partir das glândulas presentes no endométrio e costuma ser pouco agressivo. Carcinoma seroso-papilífero Representa o segundo tipo mais comum: aproximadamente 8% de todos os tumores endometriais. Apresenta maior agressividade e maiores chances de metástases, exigindo tratamentos mais radicais. Carcinoma de células claras É responsável por 1% a 3% dos casos. Costuma ser mais agressivo, mesmo quando diagnosticado em fase precoce. Sarcomas Correspondem a aproximadamente 3% a 5% dos tumores do corpo do útero. Originam-se na musculatura do corpo uterino (miométrio) ou no tecido que sustenta o endométrio (estroma). Em geral, são mais resistentes à quimioterapia e à radioterapia. Os sarcomas uterinos podem ser divididos nos seguintes subtipos: leiomiossarcoma, carcinossarcoma, sarcoma indiferenciado, sarcoma estromal e adenossarcoma.Em cânceres de baixo grau (graus 1 e 2) a maioria forma grupos glandulares. Quanto mais alto o grau (grau 3), mais células cancerígenas estão agrupadas de forma irregular ou desorganizadas e não formam grupos glandulares. Grau 1. Tumores com 95% ou mais de tecido cancerígeno que forma glândulas. Grau 2. Tumores com 50 a 94% de tecido cancerígeno que forma glândulas Grau 3. Tumores com menos da metade do tecido cancerígeno formando glândulas, é chamado de alto grau. Tendem a ser agressivos e têm um prognóstico menos favorável que os de baixo grau G1 e G2. Câncer de endométrio tipo 1: Esse tipo pode ser causado pelo excesso de estrógeno. Às vezes se desenvolvem a partir de uma hiperplasia atípica, um crescimento anormal de células no endométrio. Geralmente, os cânceres tipo 1 não são muito agressivos e demorampara se disseminarem. Os cânceres endometrioides graus 1 e 2 são cânceres de endométrio tipo 1. Câncer de endométrio tipo 2: Este tipo constitui apenas um pequeno número de cânceres de endométrio. Não se tem certeza do que provoca este tipo de câncer, mas eles não parecem ser causados por excesso de estrogênio. Os cânceres tipo 2 incluem todos os carcinomas endometriais que não são do tipo 1, como o carcinoma papilar seroso, carcinoma de células claras, carcinoma indiferenciado e o carcinoma endometrial grau 3. Esses cânceres são chamados de pouco diferenciados ou de alto grau. Como são propensos a crescer e se disseminar fora do útero, eles têm um pior prognóstico. Os médicos tendem a tratar esses cânceres de forma mais agressiva. Carcinossarcoma uterino: O carcinossarcoma uterino começa no endométrio e tem características tanto do carcinoma endometrial como do sarcoma. O carcinossarcoma uterino é considerado um carcinoma de endométrio tipo 2. Os carcinossarcomas também são conhecidos como tumores mesodérmicos malignos mistos ou tumores mullerianos mistos malignos. Representam cerca de 3% dos cânceres uterinos. https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-do-corpo-do-utero TIC’s SEMANA 12 Quais as diferenças entre os termos abaixo: 1. Sexo biológico O sexo biológico é considerado pela ciência como o conjunto de informações cromossomiais. Se baseia na identificação genotípica e considera os órgãos sexuais do nascimento, a capacidade de reprodução e as principais características físicas e fisiológicas que diferenciam o masculino do feminino, ou macho da fêmea. Existe a possibilidade de pessoas nascerem com características femininas e masculinas, sendo chamadas de intersexos. Essa palavra é preferível à terminologia ―Hemafrodita‖, que já carrega em seu nome atributos de estigma social. O sexo biológico vem sendo tratado ao longo da história da sociedade como uma forma tácita de compreensão da sexualidade humana, por isso, deve ser discutido e refletido em relação ao que tange às práticas de saúde, evitando assim, as iatrogenias do cuidado. Na história da sociedade, a definição sexual pela compreensão do sexo biológico, desvela importância na reprodução, gerando a concepção de única forma de existência. Esse fenômeno tem gerado violência por meio da coerção de outras formas de existir. No serviço de saúde houve a necessidade de haver a criação da política integral de atenção à população LGBTI+, uma vez que essas pessoas não alcançavam o direito de acesso aos serviços de saúde, tornando-se vulneráveis a diversas doenças. Isso acontece principalmente pela falta de conhecimento dos profissionais de saúde e pelo preconceito estrutural presente no serviço. 2. Identidade de gênero A identidade de gênero diz respeito à como uma pessoa se sente em relação ao próprio gênero. Embora, como mencionado anteriormente, o masculino e o feminino sejam os mais reconhecidos, um indivíduo pode se identificar em outra ―categoria‖ de gênero. Ao contrário do que muitos pensam, o gênero não está somente relacionado à anatomia dos órgãos genitais. A autoimagem da pessoa é o fator que mais se sobressai já que ela se define conforme a sua percepção de si mesma. 3. Expressão de gênero A expressão relacionada ao gênero pode ser considerada a forma que a pessoa manifesta socialmente sua identidade de gênero, se relaciona com sua identificação nominal, suas roupas, seu cabelo, a forma de usar a voz, a forma de expressão do corpo. Não corresponde com o sexo biológico. A expressão de gênero não aponta o gênero, a orientação ou a identidade necessariamente. A maioria das pessoas descrevem suas expressões de gênero como masculina ou feminina. No entanto temos outras formas de expressão de gênero: Andrógina, Não binária, Fluída. 4. Orientação sexual Considerada como a atração afetiva e/ou sexual, manifestada por uma pessoa frente a outra, de maneira involuntária ao seu desejo. Existem alguns tipos de orientação sexual, na maioria dos casos encontramos: Heterosexual: atração afetiva e sexual por pessoas do sexo oposto; Homossexual: atração afetiva e sexual por pessoas do mesmo sexo e gênero; Bissexual: atração afetiva e sexual por pessoas de ambos os sexos/gêneros; É importante destacar que não se usa o termo opção sexual, por não se tratar de uma escolha. Lembre-se que a manifestação é involuntária ao desejo da pessoa. A violência na história da população LGBTI+ se dá na produção de uma conduta que pretende controlar a orientação sexual das pessoas, em um modelo voltado para a compreensão de uma única possibilidade, a heterosexualidade. Não utilizamos mais o termo ―homossexualismo‖, pois o sufixo ―Ismo‖ se relaciona com o conceito de doença, lembrando que era considerada uma patologia até a década de 1990. E claro, sabemos que outras formas de orientação sexual diferentes da heterosexualidade não constitui- se como doença ou distúrbio. Terminologia V Orientação sexual X Opção Sexual V Homossexualidade X Homosexualismo... TIC’s Semana 13 O que define um antipsicótico como atípico? Cite três exemplos (com nome comercial de referência mais usado), seus mecanismos de ação e efeitos colaterais. Antipsicóticos atípicos têm indicação de uso em casos especiais, em que haja sintomas negativos, refratariedade ou intolerância ao tratamento convencional. O termo atípico refere-se à capacidade de promover ação antipsicótica, sem promover sintomas extrapiramidais, ao menos em doses terapêuticas, incluindo também maior eficácia nos sintomas positivos e negativos e de desorganização, além da ausência de discinesias tardia ou distonia, que são movimentos involuntários podendo ser incapacitantes, devido à administração crônica dos antipsicóticos, também não podem ser classificados de sedativos ou incisivos, como se faz com os antipsicóticos típicos, tendo em vista sua diversidade de ação (BALLONE,2008; FALKAI et al., 2006; OLIVEIRA, 2000). Atuam bloqueando o receptor da serotonina (receptor 5HT2A). Isso proporciona o aumento da dopamina, que vai competir em outras áreas com os antagonistas dos receptores D2, o que pode proporcionar redução dos efeitos colaterais. Então, existem 2 formas de redução dos efeitos colaterais: aumentar a dopamina para competir com os bloqueadores, ou bloquear os receptores M1 (fenegan). Além de bloquearem o receptor 5HT2A, também fazem um bloqueio parcial de D2 e agonismo parcial 5HT1A. Clozapina Seu mecanismo de ação parece estar relacionado ao bloqueio de receptores de dopamina, onde apresenta uma fraca atividade em receptores D1, D2, D3 e D5, mas demonstra uma alta potencia em receptores D4, devido a este bloqueio poderia se explicar a ausência de efeitos extrapiramidais, rápida sedação e ação antipsicótica, alem de potente efeito antiadrenérgico, anticolinérgico, anti-histamínico e inibidor de reação de alerta. A principal reação adversa da clozapina, agranulocitose, que é observada em 1 a 2% dos casos, quando os níveis de leucócitos totais, granulócitos e neutrófilos diminuírem e atingir 3000/mm3 e 1500/mm3 é necessário interromper o tratamento com a clozapina, portanto é necessário que haja uma monitorização no período de risco máximo. A clozapina pode interagir com alguns tipos de medicamentos como cimetidina ou outros indutores enzimáticos do citocromo P450, que pode reduzir os níveis de clozapina fazendo com que haja ressurgimento de sintomas antipsicóticos, ou a mesma pode potencializar os efeitos de IMAO, anti- histaminicos e psicofármacos se administrados simultaneamente Risperidona É um derivado de benzisoxazólico, com forte atividade bloqueadora dos receptores dopaminérgicos D2 e receptores serotoninérgicos 5-HT2, seu mecanismo de ação pode estar associado também ao bloqueio de receptores alfa-1 e alfa-2 adrenérgicos e H-1 histaminérgico, sendo destituídade efeitos anticolinérgicos, a risperidona pertence ao grupo de antipsicóticos atípicos, com eficácia similar a dos clássicos no tratamento da esquizofrenia, porém não possui os mesmos efeitos colaterais, como os sintomas extrapiramidais que ocorrem com menos frequência, sendo eficaz tanto nos sintoma positivos quanto negativos da doença. A risperidona possui menos efeitos extrapiramidais que o haloperidol, quando as doses administradas são inferiores a 8mg/dia, pois essa vantagem pode ser perdida em doses superiores, a eficácia da risperidona envolve um grande espectro manifestações da esquizofrenia como os sintomas positivos e negativos, pensamentos desorganizados, hostilidade e sintomas afetivos. Por outro lado, a risperidona possui alguns efeitos adversos esperados, como insônia, agitação, tontura, rinite, hipotensão, ganho de peso, distúrbios menstruais, pode apresentar galactorréia, efeitos extrapiramidais associados às doses da risperidona administradas. Quetiapina É um antipsicótico, derivado de dibenzotiazepina, estruturalmente relacionado com a clozapina, porém não necessita de monitorização sanguínea, com ampla afinidade por diferentes receptores no sistema nervoso central. Seu mecanismo de ação está relacionado à maior afinidade por receptores de serotonina (5-HT) e menor afinidade em receptores dopaminérgicos D1 e D2, possui também afinidade por receptores histaminérgicos e alfa-1 adrenérgico. Ela pode ainda interagir com alguns fármacos, devido aos seus efeitos primários sobre o sistema nervoso central, onde o cuidado na combinação com outros agentes de ação central e com álcool deve ser imprescindível, pois a quetiapina poderá ter seu efeito potencializado ou diminuído. TIC’S SEMANA 14 Qual a diferença entre um prébiótico e ou probiótico? Qual o motivo de fórmulas industrializadas NÃO serem sistematicamente utilizadas em pacientes internados? Prebióticos: Os prebióticos são componentes alimentares não digeríveis que afetam beneficamente o hospedeiro pelo estímulo seletivo da proliferação ou atividade de populações de bactérias desejáveis no cólon. São encontrados em alguns leites e fórmulas lácteas, na banana, cebola, alcachofra e cereais integrais. Probióticos: Os probióticos são microrganismos vivos capazes de melhorar o equilíbrio microbiano intestinal produzindo efeitos benéficos à saúde do indivíduo. Existem no mercado saches e cápsulas de vários tipos de probióticos e prebióticos. Nos alimentos encontrados no mercado, hoje temos leites e bebidas fermentadas e iogurtes que contêm probióticos. O uso de ambos no tratamento auxilia na redução tanto da incidência quanto da gravidade da diarreia induzida por quimioterapia e radioterapia, em alguns casos. Mas também pode ajudar a reduzir a diarreia para o paciente em uso de antibiótico. Ambos devem fazer parte de uma alimentação saudável e equilibrada e, sua suplementação, se faz necessária em distúrbios do intestino, como diarreia ou constipação. Recursos como a suplementação com probióticos e prebióticos existentes no mercado na forma líquida, liofilizada, ou como componentes de alimentos industrializados são ferramentas utilizadas pelo nutricionista na terapia nutricional de pacientes ambulatoriais e internados. São formulações práticas, nutricionalmente completas, seguras quanto ao controle microbiológico e composição centesimal, porém de custos altíssimos. Por esse motivo, pouco são ou não são utilizadas nas rotinas das instituições brasileiras. Desta forma, por questões econômicas e sociais, tornam-se inacessíveis para a maioria dos pacientes, sendo necessário recorrer à prática de utilização de formulações manipuladas nas próprias unidades hospitalares. TIC’s Semana 15 Quais as apresentações clínicas e diferenças entre a bulimia nervosa e a anorexia? Quais as propostas terapêuticas para esses pacientes?