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AFYA 
CURSO DE MEDICINA - AFYA
NOTA FINAL
Aluno:
Componente Curricular: Integradora 5º Período
Professor (es):
Período: 202401 Turma: Data: 11/06/2024
INTEGRADORA_5 PERIODO_11 DE JUNHO_2024.1_PROVA
REGULARES
RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA
PROVA 12206 - CADERNO 002
1ª QUESTÃO
Enunciado:
Uma mulher, de 35 anos, chega ao consultório médico queixando-se de fadiga intensa, perda de
peso não intencional, sensação de frio constante e constipação crônica. Durante a consulta, ela
relata também ter notado alterações na sua menstruação, com ciclos irregulares e diminuição da
quantidade de fluxo menstrual. Após uma avaliação completa, o médico suspeita de
hipopituitarismo e solicita exames para confirmar o diagnóstico.
Qual das seguintes alternativas descreve corretamente o processo fisiopatológico, o diagnóstico e
o tratamento associados ao hipopituitarismo?
Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA) 
Deficiência na produção de hormônios pela glândula pituitária. Testes hormonais e exames de 
imagem, como a ressonância magnética da hipófise. Administração dos hormônios deficientes 
para reposição.
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Resposta comentada:
A resposta correta é:
O hipopituitarismo é caracterizado pela deficiência na produção de hormônios pela glândula
pituitária, resultando em sintomas como fadiga, perda de peso, sensação de frio constante e
constipação crônica. O diagnóstico é feito por meio de testes hormonais e exames de imagem,
como a ressonância magnética da hipófise, e o tratamento consiste na reposição hormonal dos
hormônios deficientes.
Nesse caso clínico, a paciente apresenta sintomas compatíveis com o hipopituitarismo, que é
caracterizado pela deficiência na produção de hormônios pela glândula pituitária. Os sintomas
incluem fadiga, perda de peso, sensação de frio constante e constipação crônica, que são
consequências diretas da falta de hormônios produzidos pela hipófise.
O diagnóstico do hipopituitarismo geralmente envolve testes hormonais para avaliar os níveis de
hormônios produzidos pela hipófise, além de exames de imagem, como a ressonância magnética
da hipófise, para identificar possíveis alterações estruturais na glândula.
O tratamento principal para o hipopituitarismo é a reposição hormonal dos hormônios deficientes,
geralmente administrados na forma de medicamentos sintéticos que mimetizam a ação dos
hormônios naturais. Essa reposição hormonal é essencial para corrigir os sintomas e restaurar o
equilíbrio hormonal no organismo da paciente.
Referências: 
FILHO, Geraldo B. Bogliolo - Patologia. 10ª edição. Grupo GEN, 2021. 9788527738378.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527738378/. Acesso em: 11
jun. 2022
NORRIS, Tommie L. Porth - Fisiopatologia. 10ª edição. Grupo GEN, 2021. 9788527737876.
Disponível em: https: //integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737876/. Acesso em: 07
jun. 2022.
VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. Acesso em: 05 jun. 2022.
2ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente, 50 anos, comparece ao ambulatório de pequenas cirurgias apresentando um lipoma
subcutâneo no antebraço esquerdo, que está causando desconforto estético e ocasionalmente
dor durante a movimentação, sendo optado por realizar a exérese da lesão.
Com base nas etapas cirúrgicas, qual das seguintes sequências de ações representaria a ordem
correta para a realização do procedimento?
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
1. Antissepsia da área cirúrgica; 2. Bloqueio anestésico local; 3. Diérese da pele e tecidos 
subcutâneos; 4. Hemostasia de pequenos vasos sanguíneos; 5. Síntese da incisão; 6. 
Aplicação do curativo.
Resposta comentada:
A sequência correta para a realização da exérese de uma pequena cirurgia segue uma ordem
específica de etapas cirúrgicas, que devem ser executadas de forma precisa e cuidadosa para
garantir o sucesso do procedimento e o bem-estar do paciente. É crucial garantir a assepsia
adequada da área cirúrgica, prosseguindo com a realização do procedimento após anestesia
local, conforme citado na alternativa correta.
Referência:
Edwards PS. Wound Closure Principles. In: Roberts JR, Hedges JR, Custalow CB, et al., eds.
Roberts and Hedges' Clinical Procedures in Emergency Medicine and Acute Care. 7th ed.
Philadelphia, PA: Elsevier; 2019: chap 2.
3ª QUESTÃO
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Enunciado:
Durante um atendimento de urgência em um pronto-socorro, um aluno de medicina depara-se
com uma pessoa idosa que foi vítima de uma queda em sua residência. Durante a avaliação
inicial, o aluno observa que o paciente tem histórico de hipertensão arterial e faz uso de múltiplos
medicamentos. Além disso, o paciente relata ter tido tontura e visão turva momentos antes da
queda. Ao examinar o paciente, o aluno nota que há sinais de equimoses e edema em uma das
extremidades inferiores, indicando uma possível fratura.
Com base no caso clínico apresentado, avalie as seguintes assertivas sobre os fatores
intrínsecos e extrínsecos relacionados à queda da pessoa idosa:
I. O histórico de hipertensão arterial do paciente é um fator intrínseco que pode contribuir para a
ocorrência da queda.
II. O uso de múltiplos medicamentos pelo paciente é um fator intrínseco que pode aumentar o
risco de quedas devido aos efeitos colaterais dos medicamentos.
III. A sensação de tontura relatada pelo paciente é um sintoma intrínseco que pode indicar um
distúrbio de equilíbrio e aumentar o risco de queda.
IV. A visão turva relatada pelo paciente é um sintoma extrínseco que não está diretamente
relacionado ao risco de queda.
Diante disso, assinale a alternativa que contenha todas as assertivas corretas.
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.
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Resposta comentada:
A alternativa correta é: Apenas as assertivas I, II e III estão corretas. A assertiva I está correta,
pois o histórico de hipertensão arterial é um fator intrínseco que pode predispor a pessoa idosa a
quedas devido à possível instabilidade hemodinâmica. A assertiva II também está correta, pois o
uso de múltiplos medicamentos está associado a efeitos colaterais como tontura e fraqueza
muscular, que podem aumentar o risco de quedas. A assertiva III está correta, pois a sensação
de tontura é um sintoma intrínseco que pode indicar um distúrbio de equilíbrio, como a vertigem,
aumentando o risco de queda. A assertiva IV estão incorreta, pois a visão turva relatada pelo
paciente é um sintoma intrínseco que está diretamente relacionado ao risco de queda, pois pode
dificultar a percepção do ambiente e aumentar o risco de tropeços e quedas.
Referência: 
RAFF, Rhershel; LEVITZKY, Michael G. Fisiologia Médica. Grupo A, 2012. 9788580551488.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580551488/.
Freitas, Elizabete Viana, D. et al. Manual Prático de Geriatria, 2ª edição. Disponível em: Minha
Biblioteca, Grupo GEN, 2017.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica.
Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à
Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 192 p.: il. – (Série
A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica; n. 19) Cap. 12
4ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente de 65 anos comparece ao pronto atendimento apresentando ferida em região plantar
distal de pé direito há cerca de 2 meses. À ectoscopia apresenta como características bordas
avermelhadas e irregulares, do tipo ulcerativa (exposição de subcutâneo), indolor, medindo
aproximadamente 2 cm de diâmetro com presença de exsudato e mau cheiro. Devido às
características da ferida, foi solicitada hemoglobina glicada(HbA1c), resultando num valor de
6,9% (VR 4% a 5,7%). Paciente nega tratamento prévio.
Com base nas características clínicas e no exame realizado, pode-se afirmar que o tratamento
correto da ferida deve incluir:
Alternativas: 
(alternativa C) (CORRETA) 
debridamento da ferida, controle glicêmico, calçados ortopédicos e coleta de material para 
cultura.
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Resposta comentada:
A limpeza da ferida com água e sabão seguida de aplicação de antissépticos com base em álcool
pode ser inadequada para feridas em pés diabéticos. O álcool pode desidratar o tecido já frágil,
piorando a condição da ferida. A limpeza deve ser feita de maneira apropriada, e outros tipos de
antissépticos são preferíveis.
O uso de calçados comuns que não aliviam a pressão sobre a úlcera pode levar ao agravamento
da ferida. Além disso, a continuidade das atividades diárias sem restrições e o monitoramento
semanal da lesão sem um tratamento ativo não promovem a cicatrização em uma úlcera
diabética.
O debridamento da ferida é essencial para remover tecido necrosado e promover a cicatrização
adequada. O controle rigoroso da glicemia é fundamental no manejo de pacientes diabéticos,
especialmente aqueles com feridas, pois níveis elevados de glicose no sangue podem atrasar a
cicatrização. O uso de calçados ortopédicos ajuda a redistribuir a pressão no pé e evitar o
agravamento da úlcera. A ferida também tem características infecciosas, portanto é necessário
coletar material para cultura.
A aplicação tópica de corticosteroides não é recomendada para o tratamento de úlceras
diabéticas. Os corticosteroides podem retardar a cicatrização de feridas e aumentar o risco de
infecções, sendo contraindicados neste contexto.
Referência:
International Working Group on the Diabetic Foot (IWGDF) Guidelines 2023
https://iwgdfguidelines.org/wp-content/uploads/2023/07/IWGDF-Guidelines-2023.pdf
5ª QUESTÃO
Enunciado:
Analise as assertivas abaixo em relação à polifarmácia:
I- Quando houver dois ou mais problemas de saúde, deve-se tentar usar um medicamento que
sirva para os dois propósitos. 
II- Na polifarmácia, deve-se colocar um alerta para “cargas” cumulativas de efeitos
medicamentosos. 
III- Dentro da polifarmácia, não mais que seis ou mais medicamentos tomados por uma única
pessoa é um bom objetivo.
IV- A farmacocinética e o efeito do fármaco em nível celular mudam conforme a idade,
aumentando a “dose” efetiva.
Estão corretas apenas:
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Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA) 
I, II e IV.
Resposta comentada:
As alternativas I, II e IV estão corretas.
Já a alternativa III está incorreta, uma vez que, dentro da polifarmácia o uso de não mais do que
cinco fármacos a serem tomados por uma única pessoa é um bom objetivo e ajuda a estimular
conversas com os pacientes sobre quais medicamentos são sua prioridade – isto é, quais são os
mais importantes para a sua qualidade de vida.
Referência: 
MANGIN, D; HEATH, I. Polifarmácia. IN: GUSSO, Gustavo; LOPES, José M.C. DIAS, Lêda C.
(Orgs.). Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e Prática.
Porto Alegre: ARTMED, 2019. Cap. 30.
6ª QUESTÃO
Enunciado:
Homem, 52 anos, apresenta-se para consulta ambulatorial queixando-se de fadiga e ganho de
peso progressivo nos últimos meses. Reporta um estilo de vida sedentário e uma dieta rica em
carboidratos e gorduras. Exame físico: pressão arterial:135/85 mmHg, circunferência abdominal
de 102 cm, IMC 30 kg/m² e acantose nigricans. 
Dada a necessidade de realizar coletas de sangue para avaliação laboratorial no caso deste
paciente, marque qual a sequência correta dos tubos a serem utilizados para a coleta de múltiplas
amostras numa única punção, considerando os exames a serem realizados em cada tubo.
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Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA) 
Tubo sem aditivos: bioquímica sérica (glicemia); tubo com gel separador: perfil lipídico; tubo 
com EDTA: hemograma completo; tubo com heparina: dosagens enzimáticas.
Resposta comentada:
A ordem correta de coleta é crucial para prevenir a contaminação cruzada dos aditivos entre os
tubos, o que pode alterar os resultados. O tubo sem aditivos é utilizado primeiro para testes de
bioquímica sérica, como a glicemia, devido à necessidade de soro sem interferência. Segue-se o
tubo com gel separador para obtenção de soro puro para o perfil lipídico, o tubo com EDTA para o
hemograma completo, utilizando o anticoagulante específico, e por último o tubo com heparina
para dosagens enzimáticas, garantindo a integridade das amostras plasmáticas.
Tubo com EDTA: hemograma completo; tubo com heparina: dosagens enzimáticas; tubo sem
aditivos: bioquímica sérica (glicemia); tubo com gel separador: perfil lipídico: essa sequência pode
contaminar amostras com anticoagulantes desnecessários para exames específicos, como a
glicemia, que requer soro sem anticoagulante.
Tubo com heparina: dosagens enzimáticas; tubo com EDTA: hemograma completo; tubo sem
aditivos: perfil lipídico; tubo com gel separador: bioquímica sérica (glicemia): iniciar com um tubo
de heparina pode introduzir anticoagulantes onde não são necessários, como no perfil lipídico, que
requer soro obtido sem interferências.
Tubo com gel separador: perfil lipídico; tubo com heparina: bioquímica plasmática; tubo com
EDTA: hemograma completo; tubo sem aditivos: glicemia: o uso inicial do tubo com gel separador
pode causar contaminação das amostras subsequentes com substâncias do gel, afetando a
precisão dos testes bioquímicos e hematológicos.
Referência: 
NEVES, Paulo A. Manual Roca Técnicas de Laboratório - Sangue. [Rio de Janeiro]: Grupo GEN,
2011. E-book. ISBN 9788527736794. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527736794/. Acesso em: 17 mar. 2024.
7ª QUESTÃO
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Enunciado:
Homem, 60 anos, é atendido em ambulatório de neurologia com relato de tremor de repouso em
membro superior direito, lentidão na execução dos movimentos e sensação de rigidez nas
articulações. Informa ainda diminuição na expressão facial e redução no volume da voz. Os
sintomas motores são piores do lado direito e se iniciaram há cerca de cinco anos.
Com base no caso clínico descrito acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA) 
O tremor de repouso, a bradicinesia e a rigidez caracterizam uma síndrome parkinsoniana, 
sendo a doença de Parkinson o diagnóstico mais provável.
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Resposta comentada:
As manifestações motoras clássicas da doença de Parkinson são tremor de repouso, rigidez
muscular, acinesia e modificações de postura e equilíbrio. Na maioria das vezes, os sintomas
começam de modo unilateral e, com o tempo, adicionam-se manifestações contralaterais.
Durante toda a evolução, porém, a assimetria é característica da doença. O tremor de repouso
pode acometer qualquer dos quatro membros e o mento. Mais raramente, pode afetar as pregas
vocais e o segmento cefálico. É considerado tremor de repouso porque sua amplitude é maior
quando o posicionamento do membro ou especificamente da mão está em uma postura relaxada,
não contraída. Quando se inicia um movimento com o membro, o tremor tende a diminuir ou
mesmo desaparecer por alguns momentos. 
A acinesia ou bradicinesia é caracterizada por uma dificuldade para executar os movimentos. Há
uma redução de todos os movimentos automáticos, como o balançar passivo dos braços durante
a marcha e a redução da mímica facial ao falar ou se expressar com a linguagem corpórea. A
capacidade de se comunicar reduz substancialmente, já que a voz diminui de volume e a
articulação das palavras se torna imprecisa.
Referência:
BERTOLUCCI, Paulo H F.; FERRAZ, Henrique B.; FÉLIX, Evandro Penteado V.; PEDROSO,
José L. Guiade Neurologia. Editora Manole, 2011. E-book. ISBN 9788520452394. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520452394/. Acesso em: 26 mar. 2024.
8ª QUESTÃO
Enunciado:
Uma paciente do sexo feminino, com 45 anos de idade, procura atendimento médico devido a
uma série de sintomas que vêm se manifestando ao longo dos últimos meses, nega
comorbidades e uso de medicamentos contínuos. Ela relata ganho de peso inexplicável,
especialmente na região do abdômen e do rosto, além de fraqueza muscular, fadiga, pele fina e
frágil, facilidade para desenvolver hematomas, pressão alta e aumento da sede e da micção. Ao
examiná-la, o médico observa uma face arredondada e avermelhada, conhecida como "face de
lua cheia", e estrias violáceas na pele. Os exames laboratoriais revelam hipercortisolismo. 
Considerando o caso clínico apresentado, qual é o processo fisiopatológico associado a principal
hipótese diagnóstica?
Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA) 
Hipersecreção de cortisol pelas glândulas adrenais.
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Resposta comentada:
A alternativa correta é a opção: Hipersecreção de cortisol pelas glândulas adrenais. A Doença de
Cushing é uma condição caracterizada pelo excesso de cortisol circulante no organismo,
geralmente causado por uma produção anormalmente alta de cortisol pelas glândulas adrenais.
Esse aumento do cortisol pode resultar de diferentes causas, como um tumor na glândula
adrenal, ou, mais raramente, por hiperplasia adrenal bilateral. O cortisol é um hormônio esteroide
crucial para a regulação de várias funções do corpo, incluindo metabolismo, resposta ao estresse,
inflamação e regulação da pressão arterial.
Referência: 
SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015.
9788582712344. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/..
VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. 
NORRIS, Tommie L. Porth - Fisiopatologia. 10ª edição. Grupo GEN, 2021. 9788527737876.
Disponível em: https: //integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737876/.
9ª QUESTÃO
Enunciado:
A equipe de saúde número 12 estava realizando uma visita domiciliar programada a um idoso de
65 anos de idade, acamado e com lesão por pressão. A equipe encontra características de
fragilidade biológicas e ambientais durante o atendimento. Diante das limitações, o médico da
Equipe de Saúde da Família (ESF) aciona profissionais do Núcleo Ampliado de Saúde da Família
(NASF), visto também a presença de condições que caracterizam a presença de sarcopenia. 
Em relação à sarcopenia, analise as afirmativas a seguir:
I - É uma condição comum em idosos.
II - Condição que envolve a perda patológica da qualidade e da quantidade de tecido muscular
esquelético de forma mais intensa do que a esperada como parte do envelhecimento normal.
III - Síndrome caracterizada por progressiva perda de massa e força muscular esquelética e
comprometimento funcional.
IV- A sarcopenia surge sempre com curso crônico.
Marque a alternativa correta a representar essa questão.
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Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA) 
Estão corretas as opções I, II e III.
Resposta comentada:
Resposta a Encomenda:
A opção IV é falsa, pois a sarcopenia pode surgir agudamente (acompanhando uma doença
aguda ou imobilidade súbita) ou apresentar um curso crônico.
Referência: 
Tommaso, Ana Beatriz Galhardi D. Geriatria - Guia Prático. Disponível em: Minha Biblioteca, (2ª
edição). Grupo GEN, 2021.
10ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente, de 33 anos, sexo feminino, telefonista, natural de São João Del Rei, branca, apresenta
queixa de estar muito nervosa e com dormência em membro superior direito (MSD) e
incontinência urinária. Há 2 meses apresentou dormência em lábio superior e hemiface direita,
além de dor hemicraniana direita. Também relata sentir-se muito cansada e não consegue mais
fazer atividade física por acha que perdeu a força no braço direito. Notou que ao flexionar o
pescoço sente um choque descendo pelo corpo todo.
Analise o quadro clínico da paciente e marque a alternativa correta sobre o tratamento da principal
hipótese diagnóstica.
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Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA) 
É indicado prescrição de ivermectina antes de realizar pulsoterapia endovenosa com 
metilprednisona.
Resposta comentada:
A paciente apresenta sintomas compatíveis com esclerose múltipla. Devendo ser internada para
melhor investigação e se comprovado deve ser feito ivermectina antes da pulsoterapia para evitar
superinfestação por vermes.
O diagnóstico de EM deve ser suspeitado quando a apresentação clínica for sugestiva de
desmielinização focal ou multifocal envolvendo o SNC. O paciente típico é um adulto jovem (mais
comum em mulheres), com um ou mais episódios clinicamente distintos de disfunção do SNC
seguidos de remissão.
Os sintomas, geralmente, se desenvolvem ao longo de horas a dias e, em seguida, remitem
gradualmente ao longo das semanas seguintes a meses, embora a remissão possa não ser
completa.
A apresentação de sintomas e sinais pode ser monofocal (consistente com uma única lesão) ou
multifocal (consistente com mais de uma lesão). Embora não haja achados clínicos exclusivos da
EM, alguns são altamente característicos: surtos e remissões, início entre as idades de 15 e 50
anos, neurite óptica, sinal de Lhermitte, oftalmoplegia internuclear, fadiga e sensibilidade ao calor
(fenômeno de Uhthoff).
Fadiga é uma queixa comum, caracterizada por aumento da dificuldade das atividades da vida
diária. Na avaliação inicial, pode ser caracterizada por um sintoma vago. Pacientes com EM
queixam-se de depressão e comprometimento cognitivo.
Referência: 
Goldman-Cecil medicina. / Editado por Lee Goldman, Andrew I. Schafer. 25. ed V. 1 e 2. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2018, xlviii, 1112. p.
Esclerose múltipla e distúrbios relacionados. Disponível em:
https://www.medicinanet.com.br/conteudos/acp-
11ª QUESTÃO
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Enunciado:
Um homem, de 61 anos, com dor progressiva no quadril esquerdo procura o médico para um
exame de acompanhamento. Há um ano, ele foi diagnosticado com osteoartrite no quadril
esquerdo. Desde então, ele perdeu 8 kg de peso após mudar para uma dieta vegetariana, natação
regular e fisioterapia. A dor piora ao subir escadas, o que torna cada vez mais difícil chegar ao
seu apartamento localizado no segundo andar. Nas últimas semanas, ele aumentou gradualmente
a frequência da ingestão de diclofenaco, mas diz que mesmo a ingestão diária não proporciona
alívio completo da dor. Ele pede um tratamento que levará a uma melhora de seus sintomas a
longo prazo. Ele não tem histórico de doença médica grave. Ele não fuma nem bebe álcool.
O exame físico do quadril esquerdo mostra crepitação, rotação interna limitada e dor à flexão e
extensão completas. Uma radiografia do quadril esquerdo mostra estreitamento do espaço
articular, osteófitos e esclerose subcondral e cistos. Foi indicado para o paciente tratamento
cirúrgico da osteoartrite.
Analise as assertivas abaixo sobre procedimentos adequados para prevenção de infecção no
procedimento cirúrgico a ser realizado.
I - A escovação cirúrgica das mãos deve ser feita utilizando-se clorexidine degermante por 1 a 2
minutos, na 1ª escovação.
II - A antissepsia da área anatômica a ser operada deve ser realizada com clorexidine
degermante e alcoólico em sentido centrípeto.
III - A tricotomia, ou seja, a raspagem dos pelos, sempre deve ser feita no dia da intervenção e,
segundo alguns autores, no próprio centro cirúrgico, utilizando-se lâminas de barbear tipo “gillette”.
IV - Para estar apto a entrar no campo operatório o cirurgião deve já ter tomado providências de
antissepsia e de assepsia.
V- Por se tratar de uma cirurgia com utilização de prótese recomenda-se a antibioticoprofilaxia
pré-operatória.
Está correto o que se afirma em:
Alternativas:
(alternativa C) 
(CORRETA) IV e V.
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Resposta comentada:
I - A escovação cirúrgica das mãos deve ser feita utilizando-se clorexidine degermante por 2 a 3
minutos, na 1ª escovação. INCORRETA (3 a 5 minutos)
II - A antissepsia da área anatômica a ser operada deve ser realizada com clorexidine
degermante e alcoólico em sentido centrípeto. INCORRETA (sentido centrifugo, de dentro para
fora)
III - A tricotomia, ou seja, a raspagem dos pelos, sempre deve ser feita no dia da intervenção e,
segundo alguns autores, no próprio centro cirúrgico, utilizando-se lâminas de barbear tipo “gillette”.
INCORRETA – utilizar aparelhos de barba - tricótomos.
IV -Para estar apto a entrar no campo operatório o cirurgião deve já ter tomado providências de
antissepsia (blusa e calça do centro cirúrgico, propés, gorro, máscara, escovação cirúrgica de
mãos e antebraços) e de assepsia (avental e luvas esterilizadas). CORRETA
V -Por se tratar de uma cirurgia com utilização de prótese recomenda-se a antibioticoprofilaxia
pré-operatória. CORRETA
Referência: 
Sabiston tratado de cirurgia: a base biológica da prática cirúrgica moderna / editores Courtney M.
Townsend ... [et al.] ; tradução Andrea Delcorso ... [et al.]. - 21. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, 2024. : il. ; 28 cm.
12ª QUESTÃO
Enunciado:
Qual das seguintes opções melhor descreve uma situação de violência contra o idoso, exercida
pelo seu principal cuidador, e identifica corretamente os tipos de violência e os fatores de risco
associados?
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Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA) 
Maria, 68 anos, tem sua aposentadoria gerenciada por sua filha, que decide como o dinheiro é 
gasto sem consultar Maria. Maria percebe que não tem acesso livre ao seu próprio dinheiro para 
despesas pessoais, caracterizando violência financeira. Os fatores de risco incluem a 
dependência financeira do idoso e o controle abusivo por parte do cuidador.
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Resposta comentada:
Tipos de violência contra idoso:
• FÍSICA- uso da força física para compelir os idosos a fazerem o que não desejam, para feri-los,
provocar dor, incapacidade ou morte.
• PSICOLÓGICA- agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar, humilhar,
restringir a liberdade ou isolar do convívio social.
• SEXUAL- ato ou jogo sexual de caráter homo ou hétero-relacional, utilizando pessoas idosas.
Esses abusos visam a obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de
aliciamento, violência física ou ameaças.
• ABANDONO- uma forma de violência que se manifesta pela ausência ou deserção os
responsáveis governamentais, institucionais ou familiares de prestarem socorro a uma pessoa
idosa que necessite de proteção e assistência.
NEGLIGÊNCIA- refere-se à recusa ou à omissão de cuidados devidos e necessários aos idosos
por parte dos responsáveis familiares ou institucionais. A negligência é uma das formas de
violência mais presente no país. Ela se manifesta, frequentemente, associada a outros abusos
que geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais, em particular, para as que se
encontram em situação de múltipla dependência ou incapacidade.
• FINANCEIRA OU ECONÔMICA- exploração imprópria ou ilegal, ou ao uso não consentido pela
pessoa idosa de seus recursos financeiros e patrimoniais.
• AUTONEGLIGÊNCIA - conduta da pessoa idosa que ameaça a sua própria saúde ou
segurança, pela recusa de prover cuidados necessários a si mesma.
MEDICAMENTOSA - a administração por familiares, cuidadores e profissionais dos
medicamentos prescritos, de forma indevida, aumentando, diminuindo ou excluindo os
medicamentos.
Referências: 
LEI n.º 10.741, de 1º de outubro de 2003.
GUSSO, Gustavo; LOPES, José M.C.; DIAS, Lêda. (Orgs.). Tratado de Medicina de Família e
Comunidade: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: ARTMED, 2018, p. 2388. Cap. 83.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção
Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à
Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2007.
192 p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica; n. 19) Cap.
7.3. 
13ª QUESTÃO
Enunciado:
Um paciente, de 45 anos, sexo masculino, apresenta-se para consulta de rotina com queixas de
fadiga e visão turva ocasional. Ele tem histórico de hipertensão arterial controlada com
medicamentos, obesidade e relata não praticar atividades físicas regularmente. Ao exame físico,
seu IMC (Índice de Massa Corporal) é de 32 kg/m², pressão arterial de 135/85 mmHg, e
circunferência abdominal de 102 cm. Com base nos critérios clínicos, suspeita-se de síndrome
metabólica e é solicitada uma avaliação laboratorial completa, incluindo glicemia de jejum, perfil
lipídico e função hepática.
Qual dos seguintes achados laboratoriais é esperado e/ou contribuiria para a confirmação do
diagnóstico de síndrome metabólica nesse paciente?
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Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA) 
Glicemia de jejum elevada, HDL-colesterol baixo, triglicerídeos elevados, função hepática 
alterada.
Resposta comentada:
Para o diagnóstico de síndrome metabólica, são considerados critérios como resistência à
insulina (indicada por glicemia de jejum elevada), dislipidemia (HDL colesterol baixo e
triglicerídeos elevados), hipertensão e obesidade central. A função hepática alterada pode ser um
achado adicional em pacientes com síndrome metabólica, frequentemente associado à esteatose
hepática não alcoólica. 
Além disso, o termo síndrome metabólica tem sido aplicado a uma constelação de achados
dominados pela obesidade visceral, acompanhados de resistência à insulina, intolerância à
glicose e fatores de risco cardiovascular como hipertensão e perfis lipídicos anormais.
Referência:
KUMAR, Vinay. Robbins Patologia Básica: Grupo GEN, 2018. E-book. ISBN 9788595151895.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151895/. Acesso em: 09
abr. 2024.
VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. 
14ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente, masculino, 26 anos, previamente hígido, dá entrada na sala vermelha de um hospital
com quadro de rebaixamento do nível de consciência. Familiar relatou que ele se queixou de uma
cefaleia intensa iniciada há 2 horas. Realizada Tomografia Computadorizada sem contraste que
evidenciou uma imagem sugestiva de hemorragia intraparenquimatosa extensa. O médico
plantonista suspeitou do rompimento de uma malformação arteriovenosa (MAV), e diante do
Glasgow 5 do paciente, decidiu pela intubação orotraqueal.
Sobre esse procedimento, assinale a alternativa correta.
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Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA) 
Deve-se abrir a boca do paciente e, com cuidado, posicionar o laringoscópio; em seguida, 
ajustar a língua e tecidos moles da boca para o lado esquerdo com a lâmina, até localizar a 
epiglote.
Resposta comentada:
- Na alternativa recomenda-se que todo paciente que necessite de intubação endotraqueal receba
oxigênio em baixo fluxo imediatamente antes de iniciar, está errada pois é recomendado oxigênio
em alto fluxo.
Na alternativa que informa que a laringoscopia deve ser realizada utilizando-se as duas mãos.
Enquanto a mão direita segura o cabo do laringoscópio, a mão esquerda pode elevar e inclinar a
cabeça do paciente, está errada, pois a mão esquerda segura o cabo do laringoscópio, a mão
direita pode elevar e inclinar a cabeça.
- Na alternativa que diz que a confirmação da posição do tubo com ausculta epigástrica seguida
dos quatro campos pulmonaresé desnecessária quando o médico tem certeza da introdução do
tubo na traqueia, está errada, pois a confirmação da posição do tubo pela ausculta deve sem
sempre realizada.
Referências: 
https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2021-
03/PROTOCOLO%20DE%20INTUBA%C3%87%C3%83ODE%20VIAS%20A%C3%89REAS.pdf
Protocolo-de-Via-Aérea-na-Emergência-HCFMUSP-2019.pdf (emergenciausp.com.br)
15ª QUESTÃO
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Enunciado:
Ao realizar visita domiciliar na casa da dona Ana, 60 anos, a Dra Júlia se deparou com a paciente
recostada na poltrona, com dificuldade de fala, deglutição e deambulação, alimentando-se por
sonda nasogástrica, em uso de fralda geriátrica e O2 por catéter nasal. A filha Mariana relata que
a paciente vem sofrendo engasgos de repetição e não consegue mais deambular devido à
fraqueza e contrações musculares, o que causa dores intensas. A filha conta que dona Ana teve
diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA) há 6 meses, já em estágio avançado da doença
e, desde então, vem apresentando tristeza e isolamento, além de náuseas frequentes devido ao
uso de medicações e dificuldade de alimentar-se adequadamente. Fazia acompanhamento com
alguns especialistas mas precisou cancelar o plano de saúde, utilizando, agora, os cuidados de
saúde oferecidos pelo SUS. Mariana fala, chorando, que fará o que for necessário, mesmo com
recursos escassos, para que a mãe posssa recuperar a saúde e permanecer ao seu lado o
máximo de tempo possível, independente da situação. Ao exame, IMC: 15,6, PA: 110/70 mmHg,
FR: 24 irpm (com O2 a 2 L/min).
Sobre o caso, pode-se afirmar que:
Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA) 
A introdução de medicações para controle da dor associadas a medidas não farmacológicas 
como fisioterapia, acupuntura e psicoterapia são fundamentais. 
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Resposta comentada:
PRINCÍPIOS DOS CUIDADOS PALIATIVOS 1. Promover alívio da dor e outros sintomas que
causam sofrimento. 2. Afirmar a vida e considerar a morte um processo natural. 3. Não pretender
apressar, nem retardar a morte. 4. Integrar os aspectos psicossociais e espirituais ao cuidado do
paciente. 5. Oferecer sistema de apoio com intuito de ajudar pacientes a viverem ativamente tanto
quanto possível até a morte. 6. Oferecer sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a
doença do paciente e seu próprio luto. 7. Utilizar equipe para abordar as necessidades dos
pacientes e seus familiares, incluindo aconselhamento para o luto quando indicado. 8. Reforçar e
aprimorar a qualidade de vida e, também, influenciar positivamente o curso da doença. 9. Ser
aplicável no início do curso da doença, em conjunto com outras terapias que prolonguem a vida,
como quimio e/ou radioterapia, e incluir investigações necessárias para o melhor entendimento e
abordagem das complicações clínicas que causam sofrimento.
 
Maia, L.C. et al. Guia da Saúde do Idoso na Atenção Primária. 1. ed. Montes Claros:
Henriques Design, 2019. ISBN: 978-85-92830-29-8.
Freitas, E.V. et al. Tratado de geriatria e 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan;
2016. ISBN 978​85​277​2949​9.
16ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente, 32 anos, solteira, sem filhos, dona de casa comparece à Unidade Básica de Saúde com
relato de estar se sentindo cada vez mais triste e desanimada nos últimos 2 meses. Perdeu o
interesse pelas atividades que antes gostava, tem dificuldade de se concentrar e dormir, e sente
cansaço constante. Nos últimos dias, teve pensamentos frequentes de morte e até mesmo
imaginado como se suicidaria. Nega ter feito qualquer plano concreto, mas afirma que "não sabe
mais quanto tempo aguenta". Apresenta sinais e sintomas de depressão maior, incluindo tristeza
profunda, desânimo, anedonia, fadiga, alterações do sono e do apetite, pensamentos de morte e
ideação suicida. 
Com base na avaliação do caso, assinale a alternativa com a conduta mais adequada.
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Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA) 
Oferecer apoio emocional, explorar alternativas ao suicídio e encaminhar o paciente para 
tratamento especializado imediato com psiquiatra.
Resposta comentada:
Trata-se de um paciente de médio risco para o suicídio, isto é, a pessoa tem pensamentos e
planos, mas não tem planos de cometer suicídio imediatamente.
Ações necessárias:
- Ofereça apoio emocional, trabalhe com os sentimentos suicidas da pessoa e focalize nos
aspectos positivos.
- Focalize os sentimentos de ambivalência. O profissional da saúde deve focalizar na
ambivalência sentida pelo indivíduo em risco de suicídio entre viver e morrer, até que
gradualmente o desejo de viver se fortaleça.
- Explore alternativas ao suicídio. O profissional da saúde deve tentar explorar as várias
alternativas ao suicídio.
- Faça um contrato, negocie, aqui é o momento para usar a força do vínculo existente entre você
e o paciente. Extraia uma promessa sincera do indivíduo de que ele ou ela não vai cometer
suicídio.
- Encaminhe a pessoa ao psiquiatra da equipe ou agende uma consulta o mais breve possível
dentro do período em que foi feito o contrato.
- Entre em contato com a família, os amigos e/ou colegas e reforce seu apoio.
- Impedir o acesso aos meios para cometer suicídio.
- Explicar que essas medidas são temporárias, até que ele/ela melhore o suficiente para
reassumir o controle.
Referência:
D'OLIVEIRA, Carlos Felipe; BOTEGA, Neury José. Prevenção do suicídio: manual dirigido a
profissionais das equipes de saúde mental. In: Prevenção do suicídio: manual dirigido a
profissionais das equipes de saúde mental. 2006. p. 76-76.
17ª QUESTÃO
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Enunciado:
Um paciente diabético tipo 2, obeso e assintomático, vem à consulta na UBS para rastreamento
de nefropatia relacionada ao diabetes, recebendo a solicitação do exame de urina tipo I (EAS) pelo
médico de família.
Pode-se afirmar que a conduta foi:
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
inadequada, uma vez que a dosagem da proteína urinária no EAS não detecta níveis baixos 
de excreção de albumina.
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Resposta comentada:
Assertiva, uma vez que a presença de glicosúria reflete glicemia maior que 180 mg/dL e sugere
perda de função renal. INCORRETA. Conduta inadequada e Glicosúria não reflete perda de
função renal.
Assertiva, uma vez que a ausência de proteinúria e a normalidade dos demais parâmetros no
EAS descartam perda de função renal. INCORRETA. Conduta inadequada e ausência de
proteinúria e a normalidade dos demais parâmetros no EAS NÃO descartam perda de função
renal. Pode haver microalbuminúria e/ou redução da TFG.
Inadequada, uma vez que a dosagem da proteína urinária no EAS não detecta níveis baixos de
excreção de albumina. CORRETA. Conduta inadequada e deve-se solicitar albuminúria ou
relação albumina/creatinina, uma vez que o EAS só mostra proteinúria
significativa/macroproteinúria, não mostra microalbuminúria.
Inadequada, uma vez que a taxa de filtração glomerular, estimada a partir do EAS, não foi
solicitada pelo médico. INCORRETA. Conduta inadequada, mas a TFG é estimada a partir do
valor da creatinina plasmática, e não do EAS.
Referência: 
INZUCCHI, Silvio E. Diabete Melito. Grupo A, 2007. 9788536309743. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536309743/.
SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015.
9788582712344. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/. 
VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. 
18ª QUESTÃO
Enunciado:
Mulher, 52 anos, acompanhada ambulatorialmente por diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado
desde os 48 anos. Durante a consulta, a paciente relata má adesão terapêutica,além de alto
consumo de carboidratos simples na dieta. É sedentária, nega tabagismo e etilismo.
A respeito do rastreamento das complicações microvasculares, em especial sobre retinopatia
diabética, assinale a alternativa correta.
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Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA) 
A realização de oftalmoscopia pode ser auxiliada com o uso de colírios que provocam midríase 
pupilar, e o achado de microaneurisma indica retinopatia em fase precoce.
Resposta comentada:
Resposta correta: A realização de oftalmoscopia pode ser auxiliada com o uso de colírios que
provocam miose pupilar, e o achado de microaneurisma indica retinopatia em fase precoce.
Na oftalmoscopia é possível avaliar o disco óptico, direcionando a luz do oftalmoscópio para onde
emergem os vasos. O que caracteriza a retinopatia proliferativa é a presença de neovasos.
O uso de colírios que provocam midríase (dilatação pupilar) auxiliam a realização da
oftalmoscopia. Microaneurisma é o sinal mais precoce da retinopatia diabética, podendo estar
presente já nas fases iniciais de acometimento retiniano.
Na oftalmoscopia, o examinador precisa se aproximar bastante do rosto do paciente. A retinopatia
não proliferativa grave pode ser definida pela presença de hemorragias e microaneurismas
difusos nos 4 quadrantes, ou loops com ensalsichamento venoso em 2 quadrantes, ou
anormalidades microvasculares intrarretinianas em 1 quadrante.
Na oftalmoscopia, o examinador usa o olho do mesmo lado que está sendo examinado O início
do rastreamento da retinopatia diabética nos casos de diabetes mellitus tipo 2 está indicado no
momento do diagnóstico. Posteriormente, deve ter uma frequência anual.
Referências:
Endocrinologia clínica / editor responsável Lucio Vilar; editores associados.
Claudio E. Kater ... [et al.]. 7. ed. Rio de Janeiro: Cap 9. Guanabara Koogan, 2021.
Semiologia Essencial na Prática Médica. O Que Todo Clínico Deve Saber/Antonio Augusto
Masson ... [et al.]. - Rio de Janeiro: Thieme Revinter Publicações Ltda, 2022.
19ª QUESTÃO
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Enunciado:
Homem, 45 anos, chegou à clínica com queixas de fadiga crônica, perda de peso não intencional,
náuseas e fraqueza muscular. Relatou sentir-se tonto ao se levantar da posição sentada ou
deitada. Sem histórico de problemas de saúde significativos, mas recentemente passou por um
episódio de infecção respiratória grave.
Ao exame físico, apresentava pele bronzeada, o que chamou a atenção da equipe médica. Ele
estava desidratado, pressão arterial 90/60 mmHg. Presença de hiperpigmentação na mucosa
bucal e em outras áreas na pele, também apresentava sinais de desnutrição, como perda de peso
considerável e massa muscular diminuída. Os exames de sangue revelaram os seguintes
resultados:
Sódio sérico: 126 mEq/L (faixa normal: 135-145 mEq/L);
Potássio sérico: 6,8 mEq/L (faixa normal: 3,5-5,0 mEq/L);
Glicose sérica: 45 mg/dL (faixa normal: 70-100 mg/dL)
Cortisol sérico: 2 µg/dL (faixa normal: 6-18 µg/dL);
ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) sérico: 1200 pg/mL (faixa normal: 10-60 pg/mL).
De acordo com as informações apresentadas, qual a principal hipótese diagnóstica e
fisiopatologia.
Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA) 
Doença de Addison, que se caracteriza pela insuficiência da produção dos hormônios das 
adrenais.
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Resposta comentada:
A insuficiência adrenal ou adrenocortical (IA) é definida como a incapacidade do córtex adrenal
em produzir quantidades suficientes de glicocorticoides ou glicocorticoides e mineralocorticoides,
hormônios cruciais para a homeostase energética e hidreletrolítica. A IA pode ser causada por
distúrbio intrínseco adrenocortical (IA primária), doença hipofisária (IA secundária) ou distúrbio
hipotalâmico (IA terciária). Didaticamente e na prática clínica diária, costuma-se utilizar o termo IA
secundária para englobar os casos decorrentes de distúrbios hipofisários e hipotalâmicos.
Apesar de a IA ser incomum, deve-se sempre estar atento ao seu diagnóstico, visto que se trata
de uma condição potencialmente fatal, cujos sintomas são geralmente inespecíficos e
frequentemente encontrados em outras condições comuns, como infecções virais, fadiga crônica
e depressão.
Dentre os possíveis fatores etiológicos da Doença de Addison (DA), incluem-se processos
autoimunes, doenças infecciosas, granulomatosas e infiltrativas, hemorragia e trombose adrenal,
uso de alguns fármacos, adrenalectomia bilateral, hiperplasia adrenal congênita e outras doenças
genéticas mais raras. Em casos de adrenalite autoimune ou doenças infecciosas ou infiltrativas, a
IA habitualmente apenas se manifesta após a destruição de 90% ou mais do córtex adrenal.
Para que a DA se manifeste clinicamente, em geral é necessário o comprometimento de pelo
menos 90% do tecido adrenocortical. Nas formas autoimunes e infiltrativas, essa destruição
habitualmente é gradual e progressiva. Nos processos hemorrágicos e septicêmicos, a
destruição do córtex adrenal geralmente é mais rápida e a sintomatologia se apresenta de modo
agudo, caracterizando a crise adrenal. As principais manifestações clínicas da DA são:
hiperpigmentação, astenia, fraqueza, anorexia, perda de peso (podendo chegar a 15 kg),
distúrbios gastrintestinais e hipotensão Anorexia e perda de peso podem, às vezes, simular o
quadro da anorexia nervosa. Outros achados relativamente comuns são: avidez por sal e
amenorreia, a qual pode resultar da perda de peso e da doença crônica, bem como de falência
ovariana primária (ooforite autoimune) associada. Sintomas psiquiátricos (síndrome cerebral
orgânica, depressão ou psicose) ocorrem na maioria dos pacientes com IA primária grave ou de
longa duração. Eventualmente, podem ser a manifestação inicial da doença. Redução da libido e
da pilificação axilar e pubiana ocorrem apenas em mulheres, nas quais a principal fonte de
androgênios são as adrenais. Observa-se vitiligo em 10 a 20% dos pacientes com DA autoimune
e raramente em outras formas de IA primária.
Referência: 
Vilar L. Endocrinologia Clínica. (7th edição). Porto Alegre: Grupo GEN; 2020. 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527737180/epubcfi/6/104%5B%3Bvnd.
vst.idref%3Dchapter38%5D!/4/182/4%4053:28
20ª QUESTÃO
Enunciado:
Médico está em um ambulatório de dermatologia e um paciente de 70 kg apresenta-se para a
excisão de uma lesão benigna na região dorsal. A lesão tem, aproximadamente, 2 cm de
diâmetro. Opta-se por usar lidocaína 2% sem vasoconstritor para realizar o procedimento.
Considerando o peso do paciente e a concentração do anestésico local escolhido, qual é a dose
máxima de anestésico que pode ser administrada neste paciente?
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
17,5 ml.
Resposta comentada:
A dose A lidocaína pode ser usada em doses máximas de 5 e 7 mg⋅kg−1 , quando são
empregadas soluções sem ou com adrenalina respectivamente. Não deve ser ultrapassada a
dose de 500 mg, utilizando-se, sempre que possível, associação com adrenalina. No caso da
bupivacaína, a dose tóxica varia entre indivíduos.30 Todavia, as doses recomendadas são de 2 e
3 mg⋅kg−1 quando se usam soluções sem ou com adrenalina, respectivamente, ou dose máxima
de 150 a 200 mg, de preferência contendo adre-nalina. No adulto, não existe correlação entre
dose por kg de peso e concentração plasmática de anestésico local. Existe, sim, uma correlação
direta entre a dose utilizada e a concentra-ção plasmática, independentemente do peso do
paciente.
Referência:
MANICA, James. Anestesiologia. [Digite o Local da Editora]: Grupo A, 2018. E-book. ISBN
9788582714638. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582714638/. Acesso em: 28 mai. 2024.
21ª QUESTÃO
Enunciado:
Durante uma visita domiciliar, Dr Eduardo é solicitado a avaliar um paciente, Sr. Oliveira, quefoi
recentemente diagnosticado com depressão e reside no território da USF Jardim Oceania há
mais de 10 anos. Ele relata sentir-se constantemente triste e sem motivação para realizar
atividades diárias. Durante o exame mental, você observa que o Sr. Oliveira tem dificuldade em
manter contato visual, fala de forma monótona e parece ter dificuldade em se concentrar nas
perguntas feitas. Ele relata também ter perdido o interesse em atividades que antes lhe traziam
prazer. Considerando a situação descrita, qual a importância da abordagem à pessoa com
problemas emocionais ou transtornos mentais?
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
A avaliação do exame mental é fundamental para compreender a extensão dos sintomas, avaliar
o risco de suicídio ou autolesão e guiar o plano de tratamento adequado.
Resposta comentada:
correta: A avaliação do exame mental é fundamental para compreender a extensão dos sintomas,
avaliar o risco de suicídio ou autolesão e guiar o plano de tratamento adequado. 
A avaliação do exame mental é um componente essencial na abordagem de pessoas com
problemas emocionais ou transtornos mentais, como no caso do Sr. Oliveira diagnosticado com
depressão. Essa avaliação não se limita a confirmar a presença dos sintomas relatados, mas
busca compreender a extensão dos sintomas e suas implicações na vida do paciente. No caso
específico do Sr. Oliveira, a observação de dificuldade em manter contato visual, fala monótona e
dificuldade de concentração indicam aspectos importantes do seu estado mental que vão além
dos sintomas descritos verbalmente.
A avaliação do exame mental é uma etapa crucial na abordagem clínica de pacientes com
problemas emocionais ou transtornos mentais, pois fornece informações detalhadas sobre o
estado mental do paciente, orientando a formulação de um plano de tratamento abrangente e
individualizado, visando não apenas a remissão dos sintomas, mas também o bem-estar e
segurança do paciente.
REFERÊNCIA
GUSSO, Gustavo; LOPES, José M.C.; DIAS, Lêda C. (Orgs.). Tratado de Medicina de Família
e Comunidade: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: ARTMED, 2019, p. 2388. Cap.
36.
22ª QUESTÃO
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Enunciado:
Durante uma consulta médica na atenção primária à saúde, um paciente de 50 anos, tabagista,
obeso, que trabalha 60 horas por semana em um escritório, com estilo de vida sedentário, relata
dor lombar persistente associada a formigamento e fraqueza em uma das pernas. O médico
suspeita de lombalgia com radiculopatia.
Considerando o quadro clínico do paciente assinale a alternativa correta sobre a possível causa
para lombalgia com radiculopatia e as estratégias de cuidado para dor crônica na atenção primária
à saúde (APS).
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Tabagismo, obesidade e carga horária excessiva de trabalho, levando à compressão das 
raízes nervosas na região lombar. Fisioterapia, modificações na postura e uso de analgésicos 
não opioides.
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Resposta comentada:
- O paciente apresenta lombalgia com radiculopatia devido ao tabagismo, obesidade e carga
horária excessiva de trabalho, fatores que podem contribuir para a compressão das raízes
nervosas na região lombar. As estratégias de cuidado mencionadas são apropriadas para o
manejo da dor crônica na atenção primária à saúde, incluindo fisioterapia para fortalecimento
muscular e melhoria da postura, além do uso de analgésicos não opioides para controle da dor.
- Embora o sedentarismo e a obesidade possam contribuir para o desenvolvimento da lombalgia
com radiculopatia, a degeneração do disco intervertebral geralmente não está associada a uma
carga horária excessiva de trabalho. As estratégias de cuidado mencionadas, como repouso
absoluto e prescrição de opioides, podem não ser as mais adequadas para o manejo da dor
crônica.
- Embora o estresse no trabalho e o tabagismo possam influenciar na dor lombar, a inflamação
das articulações facetárias não é uma causa comum de radiculopatia. Além disso, a cirurgia de
fusão espinhal pode ser uma opção de tratamento apenas em casos graves e específicos, não
sendo a primeira linha de cuidado para dor crônica na APS.
- O desgaste da coluna vertebral causado pelo tabagismo e obesidade pode contribuir para a
lombalgia, mas a prescrição de corticosteroides não é uma estratégia de cuidado padrão para dor
crônica na APS, especialmente para casos de radiculopatia. Além disso, repouso absoluto pode
levar à perda de condicionamento físico e piora dos sintomas.
Referências: 
GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e
comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática. São Paulo, SP: Grupo A, 2019. E-book.
ISBN 9788582715369. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/. Acesso em: 31 mar. 2024.
GIANINI, Reinaldo J. SOS ortopedia 2a ed. Editora Manole, 2020. Capítulo 12. E-book. ISBN
9786555760231. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555760231/. 
KATZUNG, Bertram G. (Org.). Farmacologia básica e clínica. 15. ed. Porto Alegre: AMGH, 2023, 
9788580555967.https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786558040194/pages/rec
ent. 
NORRIS, Tommie L. Porth - Fisiopatologia. São Paulo, SP: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN
9788527737876. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737876/. 
23ª QUESTÃO
Enunciado:
Após a confirmação de meningite meningocócica em um adolescente de 15 anos com febre alta,
cefaleia, náuseas e rigidez de nuca, devem ser tomadas medidas de profilaxia.
De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o que é recomendado como profilaxia de primeira
escolha para contatos próximos e profissionais de saúde expostos sem EPI sobre o caso acima?
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Administrar rifampicina em contatos próximos e profissionais de saúde expostos à secreções 
respiratórias sem proteção adequada.
Resposta comentada:
Conforme estabelecido pela Portaria nº 192 do Centro de Vigilância Sanitária (CEVS) do 
Ministério da Saúde, a profilaxia com rifampicina é especificamente indicada para contatos 
próximos e profissionais de saúde expostos a casos confirmados de meningite meningocócica 
sem o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) adequados. Esta diretriz destaca a 
rifampicina como a medida profilática prioritária em situações de risco de transmissão, 
enfatizando a sua eficácia na prevenção da propagação da infecção. A Portaria nº 192 reforça a 
importância da identificação e tratamento rápido dos indivíduos expostos, para controlar surtos e 
proteger a saúde pública. Contatos próximos são os moradores do mesmo domicílio, indivíduos 
que compartilham o mesmo dormitório (em alojamentos, quartéis, entre outros), comunicantes 
de creches e escolas, e pessoas diretamente expostas às secreções do paciente sem uso de 
EPI, como, por exemplo, profissionais que realizaram IOT, passagem de SNG ou laringoscopia.
Referência: 
https://www.cevs.rs.gov.br/portaria-cnaes-portaria-n-192-2022.Medidas de Prevenção e controle 
de Doença Meningocócica.
Guia de Vigilância em Saúde:volume único [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, 
Secretaria de Vigilância em Saúde, Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia 
em Serviços. – 3ª. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
24ª QUESTÃO
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Enunciado:
Um médico da equipe de saúde da família é chamado para avaliar um idoso, 78 anos, que vive 
com a família. A filha relata que ele passa a maior parte do tempo acamado por fraqueza e 
dificuldade de locomoção e recentemente começou a reclamar de dor em região sacral. Ao 
examiná-lo, o médico observa uma área de pele íntegra, mas com eritema persistente e uma 
lesão com perda parcialda epiderme, expondo a derme intacta na região sacral. O idoso parece 
desnutrido e desidratado. A filha parece impaciente durante a consulta e relutante em responder 
perguntas sobre os cuidados diários do pai, pontuando mais de 6 pontos na escala de Zarit.
Considerando o caso apresentado, qual deve ser a abordagem do médico da equipe de saúde da 
família?
Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA) 
Iniciar o tratamento local da lesão por pressão e orientar a família sobre os cuidados 
necessários para prevenção e sobrecarga.
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Resposta comentada:
A alternativa “Iniciar tratamento local da lesão por pressão e orientar a família sobre os cuidados
necessários para prevenção e sobrecarga” pode ser justificada como correta dentro de um
contexto em que a abordagem inicial foca na estabilização clínica do idoso e na educação da
família para prevenir a progressão da lesão e reduzir a possibilidade de futuras lesões por
pressão.
Justificativa: O tratamento local das lesões por pressão é uma prioridade para evitar infecções e
promover a cura. Esta abordagem direta alivia a dor e desconforto do idoso e evita complicações.
Simultaneamente, a orientação à família é uma etapa essencial no manejo, pois o cuidado
adequado em casa é um fator crítico para a prevenção de lesões por pressão. Ao educar a família
sobre como posicionar o idoso adequadamente, a frequência necessária para mudança de
decúbito, e a importância de uma nutrição adequada e hidratação, o médico estabelece um plano
de cuidado proativo.
Adicionalmente, ao considerar a sobrecarga dos cuidadores, a orientação dada pode incluir
estratégias para manejo do estresse, indicação de apoio comunitário ou até mesmo serviços de
cuidado formal. Isso reconhece que a saúde do cuidador é fundamental para a saúde do idoso, e
que cuidadores sobrecarregados podem não ser capazes de prover cuidados adequados,
aumentando o risco de lesões por pressão e negligência.
Em resumo, essa alternativa é considerada correta porque aborda tanto o cuidado imediato
necessário para o idoso quanto a prevenção de problemas futuros, equilibrando a urgência da
situação clínica com a educação e o suporte necessários para o cuidador.
Considerar apenas o tratamento dermatológico ignora possíveis questões subjacentes de maus-
tratos ou negligência.
Não iniciar o tratamento da lesão e somente orientar a família, não aborda a necessidade de
avaliação mais ampla da situação do idoso. 
O uso de antibióticos sem confirmação de infecção é inadequado e não aborda a causa raiz da
lesão por pressão.
Referência:
Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Manual de prevenção e tratamento de lesões de
pele. Rio de Janeiro: SBGG, 2018.
25ª QUESTÃO
Enunciado:
Uma criança de 2 anos de idade é trazida pela mãe à UPA da sua região, com história de febre há
3 dias, fotofobia, rigidez da nuca e convulsão. Foi realizada punção lombar, cujo resultado do
líquor foi: aspecto purulento, celularidade 7.000 neutrófilos/mm3 e 100 linfócitos/mm³,
hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia.
Considerando os dados da punção lombar e a sintomatologia do paciente, marque a alternativa
que apresenta o diagnóstico e a forma de transmissão do caso corretamente.
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Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA) 
Meningite bacteriana, contato próximo com secreções respiratórias de uma pessoa infectada.
Resposta comentada:
A alternativa correta é que apresenta o diagnóstico de meningite bacteriana considerando o 
quadro clínico e os achados laboratoriais apresentados. A meningite bacteriana é sugerida pelos 
sintomas típicos, como febre persistente, fotofobia, rigidez de nuca e podendo levar o paciente a 
quadros de convulsão e coma, bem como pelos resultados da punção lombar, que indicam 
aumento de células (predominantemente neutrófilos), aumento de proteínas e diminuição de 
glicose no líquor, características típicas de meningite bacteriana. É transmitida por contato 
próximo com secreções respiratórias de pessoas infectadas, como tosse ou espirros.
A meningite viral não corresponde com os achados da punção lombar. Além disso, a 
transmissão da meningite viral não ocorre por contato saliva, como indicado na opção, podendo 
ser transmitida por contaminação fecal-oral ou até por picada de mosquitos infectados.
A neurotuberculose além de não apresentar os sintomas e os achados laboratoriais do caso, é 
mais comumente associada a outros grupos etários, como adolescentes e adultos jovens.
Assim como nos casos de tuberculose fúngica que não apresenta os achados laboratoriais 
acima e é mais comum em pacientes imunocomprometidos.
Referências: 
FILHO, Geraldo B. Bogliolo - Patologia. 10ª edição. Grupo GEN, 2021. 9788527738378.
LEVINSON, Warren. Microbiologia Médica e Imunologia. 13ª edição. AMGH, 2016. 
9788580555578. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580555578/.
MCPHERSON, Richard A.; PINCUS, Matthew R. (Ed.). Diagnósticos clínicos e tratamento por 
métodos laboratoriais de Henry. 21. ed. São Paulo: Manole, 2012.
Doença Meningocócica. Guia de Vigilância em Saúde: volume 1/ Ministério da Saúde, Secretaria 
de Vigilância em Saúde, Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia e Serviços. 
1. ed. Atual. Brasília: Ministério da Saúde, 2017.
Outras Meningites. Guia de Vigilância em Saúde: volume 1/Ministério Meningite: O que 
precisamos saber/Liphaus BL et al. da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Coordenação-
Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia e Serviços. 1. ed. Atual. Brasília: Ministério da 
Saúde, 2017.
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26ª QUESTÃO
Enunciado:
Um estudante de medicina do quinto período está em um café, quando um colega de faculdade, 
após queixar-se de um desconforto epigástrico, apresenta o olhar fixo e movimentos semelhantes 
à mastigação. Ele está acordado, porém não responde e não consegue comunicar-se claramente. 
A crise dura aproximadamente 2 minutos, e após esse período, o colega parece confuso por 
alguns instantes, mas gradativamente retorna ao estado de consciência plena.
Com base nas características clínicas descritas, qual é a classificação mais apropriada para o 
tipo de crise epiléptica apresentada pelo paciente?
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Crise focal disperceptiva.
Resposta comentada:
A alternativa correta é crise epiléptica focal disperceptiva. As crises focais disperceptivas, antes 
denominadas crises parciais complexas, são crises focais nas quais a consciência, a 
responsividade ou a memória estão comprometidas. A descarga convulsiva geralmente se 
origina no lobo temporal ou no lobo frontal medial, mas pode se originar em qualquer lugar. Os 
sintomas assumem muitas formas, mas geralmente são estereotipados para o paciente 
individual. Os episódios podem começar com uma aura. Sensações epigástricas são as 
manifestações de aura mais comuns, mas também podem ocorrer sintomas afetivos (medo), 
psíquicos (déjà vu) e sensoriais (alucinações olfatórias). A consciência está comprometida. As 
crises costumam persistir por 1 a 3 minutos. As manifestações motoras das crises parciais 
complexas são caracterizadas por atividade motora involuntária coordenada, denominada 
automatismo, que toma a forma de movimentos orobucolinguais em cerca de 75% dos 
pacientes, e outros movimentos faciais, cervicais ou manuais em cerca de 50% dos casos. 
Sentar-se ou ficar em pé, mexer em objetos e realizar movimentos bilaterais dos membros são 
ações menos comuns.
Referência:
GREENBERG, David A.; AMINOFF, Michael J.; SIMON, Roger P. Neurologia clínica. Grupo A, 
2014. E-book. ISBN 9788580553550. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580553550/. Acesso em: 22 abr. 2024.
27ª QUESTÃO
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Enunciado:
Uma mulher, de 65 anos, assintomática, tabagistae diabética há mais de 20 anos, mal 
controlada, procedente de área rural, procura atendimento médico na Unidade Básica de Saúde 
para avaliação de dor e parestesias simétricas, com distribuição “em bota” em membros 
inferiores.
Com base na situação apresentada, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I - Nesse caso o(a profissional médico(a deverá considerar a possibilidade de Polineuropatia 
Simétrica Distal (PSD relacionada ao diabetes.
PORQUE
II - A hiperglicemia crônica gera estresse oxidativo que leva ao aumento na formação de radicais 
livres, tanto pela via do poliol, quanto pelos PFGA (produtos finais de glicosilação avançada e da 
proteína C quinase, causando disfunção mitocondrial e apoptose celular em nível de sistema 
nervoso.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA) 
As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Resposta comentada:
A segunda afirmação está correta e explica o mecanismo fisiopatológico da primeira afirmação 
adequadamente, ocorrendo temporalmente e contribuindo (sendo causa) dos sintomas da 
paciente e do diagnóstico apresentado na Asserção I.
Referência: 
Loscalzo J, Fauci AS, Kasper DL et al. Medicina Interna de Harrison. (21st edição). Grupo A; 
2024.
28ª QUESTÃO
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Enunciado:
Um idoso, de 70 anos foi, recentemente, diagnosticado com sequelas de um AVC isquêmico. Ele 
apresenta hemiparesia à direita e dificuldade para levantar-se da cama. É hipertenso, diabético e 
faz uso de múltiplas medicações, inclusive por conta própria. O paciente está em reabilitação e 
tem como objetivo melhorar sua independência funcional.
Considerando o caso clínico acima, marque a assertiva correta que relaciona o quadro com 
potenciais riscos de queda.
Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA) 
O paciente faz uso de múltiplas medicações, inclusive por conta própria, o que é um fator de 
risco importante para quedas. Novos medicamentos, mudanças de doses, posologia e classes 
devem ser questionados.
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Resposta comentada:
As quedas podem estar associadas a fatores intrínsecos (decorrentes de alterações fisiológicas 
do envelhecimento, doenças e efeitos de medicamentos, fatores extrínsecos, (circunstâncias 
sociais e ambientais que oferecem desafios ao idoso e fatores situacionais, como correr para 
atender o telefone ou ir ao banheiro. A probabilidade de quedas aumenta à medida que esses 
fatores se acumulam. Aproximadamente, 70% das quedas ocorrem no ambiente domiciliar. 
Portanto, orientações ambientais são fundamentais para sua prevenção.
Ao fazer exame físico é importante especial atenção aos sistemas cardiovascular, neurológico e 
musculoesquelético.
É importante indagar sobre prescrições de novos medicamentos ou mudanças recentes nas 
doses. Revisar regularmente e reduzir, quando possível, o número e a dose dos medicamentos, 
incluindo aqueles não prescritos. Considerar tratamentos não farmacológicos. A polifarmácia e 
medicações específicas são grande causadoras de quedas.
Fatores sociodemográficos são considerados fatores intrínsecos, como: Idade avançada, sexo 
feminino, ausência de cônjuge, antecedente de queda, medo de cair.
Referências: 
Prospero, Lucas P. Amerepam - Manual de Geriatria. Disponível em: Minha Biblioteca, (2nd 
edição. Grupo GEN, 2019.
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. –
Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 192 p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos; (Cadernos 
de Atenção Básica; n. 19, Cap. 12.
29ª QUESTÃO
Enunciado:
Mulher, 45 anos, apresenta fraqueza muscular progressiva, começando pelos membros inferiores 
e ascendendo simetricamente. Refere quadro de infecção respiratória alta há 3 semanas. Ao 
exame físico, há diminuição dos reflexos tendinosos profundos e hiporreflexia difusa. Realizado 
coleta de líquor com presença de celularidade normal e aumento de proteínas. 
Marque a alternativa que corrobore a principal hipótese diagnóstica.
Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA) 
 Diminuição da amplitude do potencial de ação muscular.
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Resposta comentada:
A alternativa correta é a “Diminuição da amplitude do potencial de ação muscular nos estudos de
condução nervosa”. Uma vez que na Síndrome de Guillain-Barré, os estudos de condução
nervosa e de eletroneuromiografia geralmente mostram uma diminuição na amplitude do potencial
de ação muscular, devido à desmielinização dos nervos periféricos.
A presença de anticorpos anti-receptor de acetilcolina é característica da Miastenia Gravis, não
da SGB. Portanto, essa opção está incorreta para o diagnóstico de SGB.
Na SGB, ocorre uma desmielinização dos nervos periféricos, levando a uma diminuição da
velocidade de condução nervosa. Portanto, não ocorre um aumento da velocidade de condução
nervosa nos nervos periféricos.
Um achado comum na SGB é a albuminocitológica dissociada no líquido cefalorraquidiano, ou
seja, um aumento na concentração de proteína sem aumento significativo no número de células
brancas. Portanto, essa opção está incorreta.
Referências: 
Wijdicks EF, Klein CJ. Guillain-Barré Syndrome. Mayo Clin Proc. 2017 Mar;92(3):467-479. doi:
10.1016/j.mayocp.2016.12.002. PMID: 28259232
BERTOLUCCI, Paulo HF.; FERRAZ, Henrique B.; BARSOTINI, Orlando Graziani P.; e outros.
Neurologia: diagnóstico e tratamento. Barueri, São Paulo: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN
9786555765854. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555765854/. Acesso em: 25 mar. 2024.
RODRIGUES, Marcelo M.; BERTOLUCCI, Paulo Henrique F. Neurologia para o Clínico-Geral.
Editora Manole, 2014. 9788520452240. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520452240/. Acesso em: 02 jun. 2022.
30ª QUESTÃO
Enunciado:
Paciente, 65 anos, sexo feminino, chega à UBS, com queixas de vertigem intensa, acompanhada
de náuseas e vômitos. Relata episódios recorrentes de tontura rotatória, que duram alguns
minutos e são desencadeados por movimentos bruscos da cabeça. Durante esses episódios
sente dificuldade para manter o equilíbrio e fica debilitada. Exame neurológico normal e manobra
de Dix-Halpike com presença de nistagmo e vertigem.
Diante do caso clínico, o provável distúrbio vestibular apresentado é:
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Vertigem postural paroxística benigna.
Resposta comentada:
Os sintomas apresentados são altamente sugestivos de Vertigem Postural Paroxística Benigna 
(VPPB). Na VPPB, os pacientes experimentam episódios breves de vertigem intensa, 
geralmente desencadeados por mudanças rápidas de posição da cabeça. Isso ocorre devido a 
detritos que se alojam nos canais semicirculares do ouvido interno, desencadeando uma 
sensação de movimento rotatório. A manobra de Dix-Hallpike positiva confirma o diagnóstico.
A neurite vestibular geralmente causa vertigem constante e intensa, acompanhada de perda 
auditiva e zumbido.
A doença de Ménière é caracterizada por vertigem episódica, geralmente acompanhada de 
perda auditiva, zumbido e plenitude auricular.
Um AVC isquêmico pode causar vertigem, mas geralmente está associado a outros sintomas 
neurológicos focais, como fraqueza, alterações na fala ou perda sensorial.
Referência: 
RAFF, R.; LEVITZKY, M. G. Fisiologia Médica. Grupo A, 2012.
Rodrigues, Marcelo, M. e Paulo Henrique Ferreira Bertolucci. Neurologia para o Clínico-Geral. 
Disponível em: Minha Biblioteca, Editora Manole, 2014.
31ª QUESTÃO
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Enunciado:
No consultório de oftalmologia temos dois pacientes:
Paciente 1, 65 anos - Vermelhidão intensa, secreção ocular espessa e amarelada no olho direito 
há três dias. Relatairritação inicial seguida de agravamento dos sintomas. Dificuldade para 
enxergar de perto precede os sintomas oculares recentes, notou seu início há 4 anos 
aproximadamente.
Paciente 2, 17 anos - Dificuldade em enxergar claramente, especialmente à noite. Mudança na 
forma da córnea ao longo do tempo. Óculos já não corrigem adequadamente sua visão, 
necessidade de lentes de contato especiais. Afinamento progressivo e protuberância cônica na 
córnea observados no exame oftalmológico. Foi diagnosticado recentemente.
Quais são os diagnósticos compatíveis com as alterações apresentadas pelos pacientes?
Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA) 
Paciente 1: conjuntivite e presbiopia / paciente 2: ceratocone.
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Resposta comentada:
Paciente 1: glaucoma e astigmatismo / paciente 2: ceratocone: O pai não exibe sinais típicos de
glaucoma, como visão em túnel ou dor ocular, enquanto a miopia não coincide com sua
dificuldade em enxergar de perto. Para o filho, a indicação de ceratocone não se encaixa com os
sintomas de dificuldade noturna e mudança na forma da córnea mencionada.
Paciente 1: conjuntivite e miopia / paciente 2: glaucoma e presbiopi. Os sintomas apresentados
pelo filho não são consistentes com conjuntivite, e a miopia não se alinha com sua dificuldade
noturna. Para o pai, enquanto a presbiopia corresponde à sua dificuldade em enxergar de perto,
os sintomas descritos não se encaixam com os de glaucoma.
Paciente 1: conjuntivite e astigmatismo / paciente 2: retinoblastoma. Os sintomas do filho não
correspondem à conjuntivite e astigmatismo, e para o pai, não há indicação de Retinoblastoma
nos sintomas descritos.
Paciente 1: conjuntivite e presbiopia / paciente 2: ceratocone: Vermelhidão intensa, secreção
ocular espessa e amarelada no olho direito há três dias corresponde a conjuntivite e a dificuldade
de para enxergar de perto precede os sintomas oculares recentes são os sintomas de
presbiopia, sendo uma alteração comum no idoso. Dificuldade em enxergar claramente,
especialmente à noite. Mudança na forma da córnea ao longo do tempo. Óculos já não corrigem
adequadamente sua visão, necessidade de lentes de contato especiais. Afinamento progressivo e
protuberância cônica na córnea observados no exame oftalmológico. Foi diagnosticado
recentemente são sintomas de ceratocone.
Referências: 
DANTAS, Altamir M. Essencial em Oftalmologia: Grupo GEN, 2010. E-book. ISBN 978-85-700-
6496-7. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-700-6496-7/.
Acesso em: 26 mar. 2024.
PUTZ, Carla. Oftalmologia - Ciências Básicas: Grupo GEN, 2017. E-book. ISBN 9788595152199.
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595152199/. Acesso em: 26
mar. 2024.
32ª QUESTÃO
Enunciado:
Um menino de 5 anos de idade, previamente saudável, é levado ao médico devido a uma história
de 2 dias de erupção cutânea e inchaço na perna esquerda. A mãe conta que o menino reclamou
de picada de inseto enquanto brincava ao ar livre, 3 dias antes do início da lesão. Suas
imunizações estão em dia. Ele não tem alergias conhecidas. Sua temperatura é de 38,5°C, o
pulso é de 120 bpm e o hemograma revela 19.000 leucócitos com desvio à esquerda. A parte
inferior da perna esquerda está inchada e sensível, com eritema central bem demarcado de mais
ou menos 8 cm e apresentando flutuação.
Assinale a alternativa que indica o tratamento adequado para o paciente.
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Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA) 
Incisão, drenagem e antibioticoterapia.
Resposta comentada:
Quando o abscesso estiver bem localizado e a flutuação for evidente, incisão e drenagem 
constituem o tratamento adequado. A drenagem possibilita o escape do pus acumulado na loja 
do abscesso, eliminando grande quantidade de microrganismos em proliferação e evitando que 
a hipertensão local, resultante do acúmulo do exsudato, rompa a barreira piogênica, 
disseminando a infecção. Além disso, ela permite eliminar a cavidade criada pela lesão, 
favorecendo a cura e possibilitando alívio acentuado da dor pela diminuição da tensão 
intracavitária.
Quando o paciente não estiver em uso de antimicrobiano, ele pode ser administrado, por via 
endovenosa, meia hora antes da drenagem, de modo que, havendo ruptura da membrana 
piogênica durante a intervenção, com disseminação bacteriana, o medicamento possa exercer 
efeito satisfatório.
A indicação ao uso de antimicrobianos deve ser limitada à presença de associação do abscesso 
com linfangite, linfadenite, febre e/ou sinais de bacteremia, uma vez que, nas lesões bem 
circunscritas, e dependendo do antimicrobiano usado, a membrana piogênica impede que este 
atinja concentrações terapêuticas satisfatórias na cavidade do abscesso.
Eles devem ser usados também nos casos de abscessos maiores que 5 cm, múltiplas lesões, 
extremos de idade, áreas de difícil drenagem (face, mãos e genitália) e em diabéticos ou 
imunossuprimidos.
Referência:
Cirurgia de ambulatório / Paulo Roberto Savassi-Rocha, Soraya Rodrigues de Almeida Sanches, 
Alexandre Lages Savassi-Rocha. - Rio de Janeiro: MedBook, 2013.
33ª QUESTÃO
Enunciado:
Durante uma visita domiciliar, um idoso, de 82 anos, já com diagnóstico clínico de Alzheimer é 
atendido pelos alunos. A filha que mora com ele relata episódios de exaltação/irritabilidade e 
alucinações, bem como “esquecimento”. Recentemente, ele teve um mal-estar súbito e realizou 
uma tomografia computadorizada de crânio, sem imagens características.
Acerca deste transtorno neurocognitivo, analise as afirmativas abaixo e marque a correta.
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Tem início de forma gradual, com declínio na aprendizagem. 
Resposta comentada:
Demência (ou transtorno neurocognitivo) é a perda progressiva das funções cognitivas e 
emocionais de uma pessoa, com impacto em sua relação com o mundo, em geral com prejuízo 
à sua qualidade de vida. Caracteriza-se por distúrbios de memória associados a 
comprometimento do raciocínio lógico, da orientação espacial, da afetividade, da linguagem, das 
habilidades construtivas e de outras funções cognitivas, como capacidade de aprendizado, 
pensamento abstrato e julgamento. Os critérios do Manual diagnóstico e estatístico (DMS-V) 
podem ajudar na compreensão da demência de Alzheimer, a mais comum entre as causas.
Critérios diagnósticos para transtorno neurocognitivo maior ou leve devido à doença de 
Alzheimer (DSM-5)
1. São atendidos os critérios para transtorno neurocognitivo maior ou leve
2. Há surgimento insidioso e progressão gradual de prejuízo em um ou mais domínios
cognitivos (no caso de transtorno neurocognitivo maior, pelo menos dois domínios
devem estar prejudicados)
3. Os critérios são atendidos para doença de Alzheimer provável ou possível, do seguinte
modo:
Para transtorno neurocognitivo maior:
Provável doença de Alzheimer é diagnosticada se qualquer um dos seguintes está presente; caso
contrário, deve ser diagnosticada possível doença de Alzheimer
1. Evidência de uma mutação genética causadora de doença de Alzheimer a partir de
história familiar ou teste genético
2. Todos os três a seguir estão presentes:
Evidências claras de declínio na memória e na aprendizagem e em pelo menos outro domínio
cognitivo (com base em história detalhada ou testes neuropsicológicos em série).
Declínio constantemente progressivo e gradual na cognição, sem platôs prolongados.
Ausência de evidências de etiologia mista (i.e., ausência de outra doença neurodegenerativa ou
cerebrovascular, ou de outra doença ou condição neurológica, mental ou sistêmica,
provavelmente contribuindo para o declínio cognitivo)
Para transtorno neurocognitivo leve:
Provável doença de Alzheimer é diagnosticada se há evidência de alguma mutação genética
causadora de doença de Alzheimer, constatada em teste genético ou na história familiar.Possível
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doença de Alzheimer é diagnosticada se não há evidência de mutação genética causadora de
doença de Alzheimer, de acordo com teste genético ou história familiar, com a presença de todos
os três a seguir:
► Evidências claras de declínio na memória e na aprendizagem.
► Declínio constantemente progressivo e gradual na cognição, sem platôs prolongados.
► Ausência de evidências de etiologia mista (i.e., ausência de outra doença neurodegenerativa
ou cerebrovascular, ou de outra doença ou condição neurológica ou sistêmica, provavelmente
contribuindo para o declínio cognitivo).
► A perturbação não é mais bem explicada por doença cerebrovascular, outra doença
neurodegenerativa, efeitos de uma substância ou outro transtorno mental, neurológico ou
sistêmico.
Referência: 
DynaMed. Demência de
Alzheimer. Disponível em: https://www.dynamed.com/condition/alzheimer-dementia. 
RODRIGUES, Marcelo M.; BERTOLUCCI, Paulo Henrique F. Neurologia para o Clínico-
Geral.Editora Manole, 2014. 9788520452240.
 https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520452240/. 
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Grupo A, 2019.
9788582715062. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715062/. 
Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais Quinta Edição (DSM-5) e a
Classificação Estatística Internacional de Doenças-10 (CID-10)
34ª QUESTÃO
Enunciado:
Mulher, de 45 anos, comparece à clínica com queixas de fadiga, ganho de peso de 10kg no último
ano sem mudanças significativas em dieta ou atividade física, constipação, pele seca, e perda de
cabelo. Ela relata sentir frio constantemente, mesmo em ambientes aquecidos, e tem
experimentado ciclos menstruais irregulares. Não existe um histórico pessoal ou familiar de
doença tireoidiana. O exame físico revela pele seca, reflexos tendinosos profundos com
relaxamento retardado e bradicardia.
Achados Laboratoriais Iniciais:
Cortisol matinal: 18 µg/dL (Faixa normal: 7-25 µg/dL)
Sódio sérico: 142 mEq/L (Faixa normal: 135-145 mEq/L)
Creatinina sérica: 0.9 mg/dL (Faixa normal: 0.6-1.1 mg/dL)
Cálcio corrigido: 9.4 mg/dL (Faixa normal: 8.7-10.2 mg/dL) 
PCR (Proteína C-Reativa): 2.5 mg/L (Faixa normal: <3.0 mg/L)
TSH (Hormônio Estimulante da Tireoide): 10 mIU/L (Faixa normal: 0.5-4.5 mIU/L)
T4 Livre: 0.8 ng/dL (Faixa normal: 0.9-1.7 ng/dL)
Colesterol total: 250 mg/dL (Faixa normal: <200 mg/dL)
LDL colesterol: 160 mg/dL (Faixa normal: <100 mg/dL)
Anticorpos Antitireoglobulina (anti-Tg): Positivo
Anticorpos Antitireoperoxidase (anti-TPO): Positivo
Com base na apresentação clínica e achados laboratoriais, qual das seguintes opções melhor
descreve o diagnóstico e abordagem terapêutica correta para esta paciente?
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Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA) 
Hipotireoidismo primário; iniciar levotiroxina em dose baixa e ajustar baseado nos níveis de 
TSH.
Resposta comentada:
Correta: Hipotireoidismo primário; iniciar levotiroxina em dose baixa e ajustar baseado nos 
níveis de TSH.
Apresentação clínica (fadiga, ganho de peso, constipação, pele seca, sensação de frio, ciclos 
menstruais irregulares), junto aos achados laboratoriais (TSH elevado e T4 Livre baixo) suporta 
o diagnóstico de hipotireoidismo primário. O manejo inicial recomendado envolve a 
administração de levotiroxina em dose baixa, com ajustes subsequentes baseados nos níveis 
de TSH, visando normalizá-los. Essa abordagem minimiza o risco de efeitos adversos, 
especialmente em pacientes sensíveis a alterações hormonais, e permite uma titulação 
cuidadosa da dose necessária para alcançar um estado eutireoide. A alternativa é a única que, 
corretamente, identifica a condição da paciente e propõe uma estratégia de tratamento baseada 
em evidências e diretrizes clínicas atuais.
Incorreta: Hipertireoidismo; iniciar tratamento com medicamentos antitireoidianos baseado nos 
níveis T4 livre.
Não há evidência de hipertireoidismo (TSH baixo e T4 alto), tornando o tratamento com 
medicamentos antitireoidianos inadequado. 
Incorreta: Hipotireoidismo secundário; iniciar tratamento com alta dose de levotiroxina e 
corticoides baseado no níveis do cortisol.
Iniciar tratamento com alta dose de levotiroxina pode aumentar o risco de efeitos adversos, 
especialmente em pacientes com doença cardíaca subjacente ou idosos, devido ao potencial de 
induzir sintomas de hipertireoidismo iatrogênico. 
Incorreta: Eutireoidismo com dislipidemia; iniciar tratamento da dislipidemia com estatinas e 
antiagregantes plaquetários.
Apesar da dislipidemia estar presente, ela é, frequentemente, secundária ao hipotiroidismo
Referências: 
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Para o Diagnóstico e Manejo do Hipotireoidismo:
SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015.
9788582712344. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/. 
VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. 
Esses livros oferecem diretrizes abrangentes sobre o tratamento do hipotireoidismo, incluindo a
recomendação de iniciar a terapia com levotiroxina em dose baixa, especialmente em pacientes
idosos ou aqueles com potencial risco cardíaco, com ajustes de dose baseados nos níveis
séricos de TSH.
 
Para a Segurança e Titulação da Levotiroxina:
SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015.
9788582712344. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/. 
VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. 
BRUTON, L L.; HILAL-DANDAN, R. As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman e
Gilman. 13ª edição. Grupo A, 2018. 9788580556155. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580556155/. 
Esses livros destacam a importância de individualizar a terapia de reposição hormonal,
começando com doses mais baixas de levotiroxina em certos grupos de pacientes e ajustando
conforme necessário, baseado em avaliações clínicas e laboratoriais contínuas.
Para a Relação entre Hipotireoidismo e Dislipidemia:
SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015.
9788582712344. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/. 
VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. 
Esses livros discutem os efeitos da terapia hormonal tireoidiana em adultos mais velhos com
hipotireoidismo subclínico, incluindo considerações sobre comorbidades como dislipidemia,
reforçando a necessidade de uma abordagem cuidadosa no tratamento do hipotireoidismo para
evitar a sobre-reposição e seus riscos associados.
 
35ª QUESTÃO
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Enunciado:
Mulher, 55 anos, é diagnosticada com diabetes mellitus tipo 2 há 10 anos. Apresenta-se ao 
pronto-socorro com queixas de fraqueza, sudorese intensa, taquicardia e confusão mental. Refere 
que esqueceu de tomar sua medicação antidiabética oral nos últimos 3 dias e por conta disso 
tomou os 4 comprimidos hoje pela manhã. Ao exame físico, ela está confusa e desorientada, 
pressão arterial: 150/90 mmHg, frequência cardíaca: 120 bpm, e temperatura: 36,8°. Exame de 
urina com resultado normal, negativo para corpos cetônicos.
Qual diagnóstico é compatível com os sintomas e exame apresentados pela paciente?
Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA) 
Hipoglicemia.
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Resposta comentada:
Cetoacidose diabética - A cetoacidose diabética é caracterizada por hiperglicemia grave, acidose
metabólicae cetose. Os sintomas clássicos incluem poliúria, polidipsia, náuseas, vômitos, dor
abdominal, taquipneia e hálito cetônico. A confusão mental pode estar presente, mas não é um
achado típico na cetoacidose diabética.
Hipoglicemia - Os sintomas de hipoglicemia incluem fraqueza, sudorese, taquicardia, confusão
mental e até mesmo coma se não tratada. M. S. F. apresenta-se com sintomas típicos de
hipoglicemia, como fraqueza, sudorese intensa e confusão mental, e seu nível de glicose
sanguínea está abaixo do normal.
Estado hiperosmolar hiperglicêmico não cetótico - O estado hiperosmolar hiperglicêmico não
cetótico é caracterizado por hiperglicemia extrema, hiperosmolaridade plasmática e desidratação
grave. Os pacientes podem apresentar alterações neurológicas, mas a confusão mental grave é
mais característica da cetoacidose diabética.
Sepse - Apesar do fator de risco presente pela doença de base a paciente não apresenta febre o
que orna a possibilidade dessa hipótese menor que a hipoglicemia. 
Referências:
Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2022.
INZUCCHI, Silvio E. Diabete Melito. Grupo A, 2007. 9788536309743. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536309743/
SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015.
9788582712344. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/
.
VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/
36ª QUESTÃO
Enunciado:
Mulher, 42 anos, comparece em consulta médica ambulatorial com dificuldade em controlar sua
asma. Relata que está em uso de corticosteroides (prednisona 20 mg) diariamente, por
automedicação, há pelo menos seis meses. Interrogada, refere ter recebido prescrição dessa
medicação há alguns anos, quando em quadro clínico semelhante, para uso durante cinco dias.
Porém, atualmente, optou por usá-lo diariamente na tentativa de controle asmático, sem melhora
significativa. Após o exame físico, o médico interroga no prontuário a hipótese diagnóstica de
Síndrome de Cushing, além de outras patologias que necessitam investigação e tratamento.
Assinale a alternativa que corresponda aos prováveis achados ao exame físico e o diagnóstico
etiológico da paciente em questão.
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Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA) 
Obesidade central, estrias abdominais arroxeadas e largas, fácies em “lua cheia”, fraqueza 
muscular dos membros e equimoses, que são característicos da Síndrome de Cushing, neste 
caso exógena, pelo uso indiscriminado de corticosteroides.
Resposta comentada:
Com base nos achados clínicos e história pessoal, há uma forte suspeita de Síndrome de 
Cushing induzida por automedicação com corticosteroides.
A Síndrome de Cushing exógena ou iatrogênica é considerada a causa mais comum devido à 
vasta utilização de glicocorticoides (GC) sintéticos pela população e se encontra dentre as 
causas ACTH-independentes.
Glicocorticoides sintéticos e naturais podem ser utilizados em diversas doenças endócrinas ou 
não endócrinas. Na área de endocrinologia, os GC são utilizados em testes para se 
estabelecer diagnóstico e confirmar a etiologia da SC, para o tratamento de insuficiência 
adrenal e na hiperplasia adrenal congênita.
Os GC também são aplicados na prática clínica em doses farmacológicas no tratamento de 
pacientes portadores de patologias inflamatórias, alérgicas, imunológicas, reumatológicas etc. 
Infelizmente, os GC são utilizados de maneira empírica e inapropriada sem que a eficácia 
clínica ou o mecanismo de ação sejam rigorosamente estabelecidos.
Diversos fatores influenciam nos efeitos terapêuticos e adversos dos GC, dentre eles: 
propriedades farmacocinéticas do GC em uso, dose diária, fracionamento de doses, duração 
do tratamento e diferenças individuais no metabolismo esteroide.
Prednisona, o GC mais utilizado na prática clínica, é a prednisolona com um radical 11 ceto no 
local 11 beta hidroxi. É uma molécula inativa que precisa ser convertida em prednisolona no 
fígado para se tornar ativa. Outras modificações na molécula da prednisolona também 
produzem outros GC com potências biológicas diferentes. A adição do grupo 6 alfa metil na 
molécula da prednisolona origina a metil prednisolona que é 5 vezes mais potente que o 
cortisol.
O cortisol sérico circula ligado à CBG (cortisol binding globulin) e à albumina, e grande parte do 
cortisol ativo circula ligada aos eritrócitos.
Os GC sintéticos possuem uma afinidade muito baixa à CBG e aos eritrócitos; sendo assim, 
2/3
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ligam-se fracamente à albumina e 1/3 circula sob a forma livre (13-16). Esta característica
possibilita que os GC sintéticos apresentem uma meia-vida mais longa que o cortisol. A meia-vida
dos GC sintéticos varia para cada indivíduo de acordo com a idade genética e a influência de
outras drogas. Nos idosos, a meia-vida dos GC é mais prolongada.
A prescrição de um GC sistêmico pode estar relacionada a diversas situações (doenças crônicas
e emergenciais). Quadros de emergência (choque anafilático, nefrite lúpica, choque séptico,
síndrome enxerto X hospedeiro, broncoespasmo grave etc.) podem necessitar do uso de GC.
Nesses casos, geralmente a administração é realizada por via parenteral, em altas doses e por
poucos dias (pulsoterapia) até que a terapia primária estabelecida apresente eficácia.
Muitos dos efeitos colaterais da corticoterapia podem ser confundidos com os achados da SC
propriamente dita. A principal diferença entre a SC exógena e a endógena é que esta última
apresenta maior ação mineralocorticoide, resultando em maior incidência de hipertensão arterial
sistêmica (HAS), hipocalemia e sintomas de hiperadrogenismo (hirsutismo e sintomas de
virilização). Além disso, alguns efeitos menos comuns tais como o pseudotumor cerebral,
necrose óssea avascular, lipomatose epidural espinhal, catarata e glaucoma estão mais
relacionados à SC exógena. 
A obesidade centrípeta é um achado muito característico. O cortisol eleva apetite e ingestão
calórica, através da indução da síntese de neuropeptídeo Y (NPY) e receptores de NPY no
hipotálamo e supressão da liberação de CRH. Também aumenta a diferenciação de pré-
adipócitos a adipócitos e estimula a lipogênese ao elevar a atividade da lipase lipoproteica do
adipócito e da glicose-6-fosfato desidrogenase, com intensidades variadas em diferentes regiões
do corpo. O excesso do cortisol vai resultar em obesidade com distribuição peculiar de gordura
que favorece o abdome, o tronco e a face, porém poupa as extremidades.
O excesso de cortisol inibe a síntese de colágeno que vai acarretar no afinamento da pele e das
paredes dos capilares, resultando em uma fragilidade que leva a fácil ruptura de capilares e
hemorragia intracutânea, o que justifica as estrias cutâneas arroxeadas na pele.
A icterícia, dor à palpação em hipocôndrio direito, desidratação, equimoses de coloração azuis-
pretas (Sinal de Cullen) em região periumbilical e febre, são achados físicos que podem ser
encontrados em casos de pancreatite aguda, não tendo correlação alguma com o caso descrito
para a paciente em questão e nem com o uso de corticosteroides.
Exoftalmia, diplopia, perda de peso ponderal, taquicardia, sudorese excessiva, edema de
membros inferiores e fraqueza muscular podem ser encontrados em pacientes com Doença de
Graves e não na Síndrome de Cushing. O hipertireoidismo da Doença de Graves é causado
pelas imunoglobulinas estimulantes da tireoide (TSI) sintetizadas na tireoide, assim como na
medula óssea e nos linfonodos.
O feocromocitoma é um tumor de células cromafins. Essas células estão localizadas na camada
medular da glândula suprarrenal, e apresentam em seus citoplasmas grânulos neurossecretores
de catecolaminas (dopamina, epinefrina, norepinefrina). Dessa forma, o feocromocitomaé um
tumor secretor de catecolaminas. Taquicardia, taquipneia, diaforese e cefaleia, são sinais que
podem ser encontrados nesses casos.
Referências: 
Daniella J.P.C. Romanholi & Luiz Roberto Salgado Revisões, Atualizações e Artigos
Originais • Arq Bras Endocrinol Metab 51 (8) • Nov 2007 • https://doi.org/10.1590/S0004-
27302007000800014 
PORTO, Celmo Celeno. Semiologia médica 8ª edição. Rio de Janeiro - RJ: Guanabara Koogan
2019. 
37ª QUESTÃO
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Enunciado:
C.A.S., sexo masculino, 14 anos, vem apresentando, há 3 meses, quadro de poliúria, polidipsia e 
perda de peso, sendo agendado, por sua genitora, uma consulta na Unidade Básica de Saúde. A 
médica solicitou alguns exames, para averiguar o que estava ocorrendo com o jovem. Em 
consulta de retorno, foram avaliados os resultados dos exames e diagnosticado Diabetes Mellitus 
tipo 1B.
Analise o caso e marque a alternativa correta.
Alternativas:
(alternativa C) (CORRETA) 
A patologia do paciente não apresenta marcadores indicativos de processo autoimune 
destrutivo das células beta pancreáticas.
Resposta comentada:
O diabetes tipo IB corresponde a pacientes com diabetes tipo 1 sem marcadores indicativos de 
processo autoimune destrutivo das células beta pancreáticas e o diabetes tipo IA possui 
autoanticorpos (anti- GAD, anti-hilhotas, anti-Znt8) positivos.
O DM tipo I apresenta evolução clínica mais acelerada em relação ao DM tipo II e sintomas 
mais graves, podendo abrir o caso com cetoacidose diabético com primodiagnóstico. O 
rastreamente de complicações após diagnóstico de DM1 é realizado 5 anos após diagnóstico.
O sucesso do tratamento do diabetes não depende apenas da atitude da pessoa acometida, 
dos seus relacionamentos com a família e com o médico, depende do tratamento com a 
insulina, pois mesmo esse paciente mudando seu estilo de vida, ele não produz a insulina 
corretamente. Baseado na fisiopatologia do DM II, é crucial o tratamento farmacológico com 
drogas antidiabéticas oral, o tratamento do DM I consiste na insulinoterapia. 
Referência: 
INZUCCHI, Silvio E. Diabete Melito. Grupo A, 2007. 
VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. 
38ª QUESTÃO
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Enunciado:
Homem, 50 anos, obeso, é atendido em Unidade Básica e Saúde com queixa de lombalgia 
crônica de início há cerca de sete meses. Trabalha como pedreiro e refere que a dor se intensifica 
aos esforços físicos e melhora com o repouso. Nega fraqueza, parestesias ou irradiação. Informa 
que a dor tem intensidade 6 em uma escala numérica de 0 a 10. Faz uso frequente de 
paracetamol, com alívio parcial do sintoma.
Com base no caso clínico descrito acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA) 
A mensuração da intensidade da dor é importante pois é considerada como estratégia para a 
escolha do melhor analgésico. 
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Resposta comentada:
Como a dor é uma experiência subjetiva, não é possível, para um observador externo, mensurar
objetivamente essa experiência interna, complexa e pessoal. Sem tal medida, torna-se difícil
determinar se um tratamento é necessário, se o prescrito é eficaz e até mesmo quando deve ser
interrompido. Alguns métodos têm sido utilizados para facilitar a avaliação da experiência da dor
com especial ênfase para as escalas verbais e visuais.
Na década de 1980, a OMS publicou o princípio da escada analgésica. Esse princípio é composto
por três degraus e guia o uso sequencial de fármacos. Nessa escada, a intensidade da dor é
considerada como estratégia para a escolha do melhor analgésico. 
O primeiro degrau da escada analgésica propõe que analgésicos simples e AINHs sejam
utilizados em dores de intensidade leve a moderada, associados ou não aos adjuvantes da dor
que potencializam a eficácia analgésica e/ou tratam outros sintomas que eventualmente
exacerbam a dor. Em caso de persistência ou piora da dor, está indicado o avanço ao segundo
degrau da escada analgésica, quando se associam analgésicos opioides fracos ao esquema
prévio, como codeína e tramadol. Da mesma forma, havendo persistência ou aumento da dor,
está indicada a passagem do segundo ao terceiro degrau da escada analgésica, substituindo-se
os opioides fracos pelos opioides fortes, como morfina, metadona ou oxicodona.
Em relação à recomendação sobre a atividade física, Koes e cols., em sua revisão de 15
guidelines internacionais sobre dor lombar baixa, referem que todas orientam que a pessoa se
mantenha tão ativa quanto possível e progressivamente aumente seu nível de atividade. 
Referência:
GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e
comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática: Grupo A, 2019. E-book. ISBN
9788582715369. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/. Acesso em: 26 mar. 2024.
39ª QUESTÃO
Enunciado:
Sr. José Carlos, 54 anos, comparece a UBS acompanhado pela esposa. Relata sintomas de
tristeza, desinteresse pelas atividades habituais, desânimo e cansaço recorrente. A esposa
descreve um comportamento de baixa autoestima, com discurso pessimista, e ideias de culpa e
inutilidade, além de irritabilidade leve. Apresenta sonolência diurna, com diminuição do apetite.
Negou ideação suicida, alucinações, delírios e episódios prévios de euforia ou excitação
incontrolável. Negou episódios de desorientação tempo/espacial ou comprometimento de
memória. O quadro iniciou-se há cerca de 30 dias, após a última internação por insuficiência
cardíaca descompensada, adquirida após um IAM ocorrido há 6 meses. É portador de
Hipertensão Arterial e Diabetes tipo 2 (DM2).
A partir da análise do caso, marque a opção correta.
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Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA) 
O paciente apresenta os sintomas fundamentais para o diagnóstico de episódio depressivo: 
humor deprimido, perda de interesse e fadiga.
Resposta comentada:
Um episódio maníaco é definido por um período distinto de humor elevado, expansivo ou irritável 
e aumento anormal de atividades ou energia por pelo menos 1 semana, associado a mais 3-4 
sintomas específicos, além de prejuízo funcional, internação psiquiátrica ou presença de 
sintomas psicóticos. 
Segundo a CID-10 são sintomas fundamentais do episódio depressivo: humor deprimido, perda 
do interesse e fatigabilidade. 
Muitas condições, como hipotireoidismo, diabetes, acidente vascular cerebral (AVC), demência, 
doença coronariana ou câncer, podem tanto agravar um quadro depressivo quanto apresentar 
sintomas similares à depressão. 
O episódio depressivo pode apresentar-se com insônia e diminuição do apetite, mas também, e 
menos comumente, com hipersonia e excesso de apetite.
Referência: 
DUCAN, B, B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em
evidências. Disponível em: Minha Biblioteca, (5th edição). Grupo A, 2022. Capítulo 171.
40ª QUESTÃO
Enunciado:
Mulher, 60 anos, apresentando edema dos membros inferiores e dispneia aos esforços. É
portadora de DM tipo 2, obesidade e insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. Em
uso de metformina 850mg de 12/12h, sinvastatina 40mg/dia, carvedilol 12,5mg de 12/12h e AAS
100mg/dia. Os exames laboratoriais mostraram: glicemia de jejum 198mg/dL, HbA1C 9,5%,
creatinina 1,9mg/dL (clearance de creatinina 27mL/min).
Qual a conduta mais adequada diante do caso?
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Suspender a metformina e iniciar insulinoterapia.
Resposta comentada:
Não devemos utilizar metformina se o clearance de creatinina for < 30mL/min. Portanto, 
devemos suspender a medicação. As glitazonas estão associadas a retenção hídrica e não 
devem ser utilizadas em pacientes com insuficiência cardíaca.Além disso, a paciente apresenta 
sinais de congestão (edema e dispneia). Portanto, a alternativa que melhor se encaixa é a 
suspensão da metformina e início de insulinoterapia.
Referência:
Lyra R, Albuquerque L, Cavalcanti S, Tambascia M, Valente F, Bertoluci M. Tratamento 
farmacológico da hiperglicemia no DM2. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes
(2023). DOI: 10.29327/557753.2022-10, ISBN: 978-85-5722-906-8. Disponível em:
https://diretriz.diabetes.org.br/tratamento-farmacologico-da-hiperglicemia-no-dm2/#citacao
VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. 
41ª QUESTÃO
Enunciado:
Você está no plantão de um pronto-socorro quando uma mulher jovem de 24 anos é trazida por 
um amigo. Ela faz uso regular de clonazepam para tratar sua ansiedade. A paciente está 
sonolenta, com fala arrastada e parece desorientada. Ela não consegue informar há quanto 
tempo tomou as medicações, mas afirma que não associou a outras substâncias. Ela relata ter 
aumentado a dose por conta própria devido a uma "crise de ansiedade".
Liste a conduta mais apropriada para o manejo inicial dessa paciente no pronto-socorro.
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Monitorar sinais vitais, manter vias aéreas desobstruídas, observação clínica.
Resposta comentada:
O manejo inicial adequado envolve monitorar sinais vitais, manter vias aéreas desobstruídas e 
observação clínica. Essas ações são fundamentais para estabilizar o paciente e evitar 
complicações.
Administrar flumazenil pode ser perigoso porque é um antagonista dos receptores GABA e pode 
precipitar abstinência e convulsões em usuários crônicos de benzodiazepínicos. Além disso, o 
flumazenil tem uma meia-vida mais curta que muitos benzodiazepínicos, o que pode levar a um 
retorno dos sintomas. A lavagem gástrica pode levar a aspiração pulmonar e outras 
complicações, devendo contar com o paciente colaborativo.
Referência: 
TOLEDO, W. A. S. B.; MARQUES, J. H. M. INTOXICAÇÃO MEDICAMENTOSA POR 
BENZODIAZEPÍNICOS. Revista Científica da Unilago, v. 1, n. 1, 2021. Disponível em:
https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-cientifica/article/view/559. Acesso em: 4 set. 
2023.
42ª QUESTÃO
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Enunciado:
Paciente, sexo masculino, 43 anos, morador de zona rural é levado a consulta por sua esposa.
Ele sente-se envergonhado com sua feição grosseira já que nos últimos meses houve um
aumento das suas extremidades associado a alargamento do nariz, aumento dos lábios,
mandíbula proeminente e macroglossia.
A esposa do paciente refere que ele também se queixou de cefaleia e fraqueza. Na cidade de
origem, foi solicitado exame de imagem do crânio demonstrando alteração.
O médico endocrinologista acrescenta exames laboratoriais e explica a imagem aos estudantes
que o acompanhavam.
Sobre o caso, são feitas as seguintes afirmações:
I. Trata-se de provável caso de acromegalia pela idade do paciente e queixas. Se ocorre antes do
fechamento da cartilagem de crescimento, acontece o crescimento linear levando ao quadro de
gigantismo.
II. A alteração vista no exame de imagem, geralmente ressonância magnética de sela túrcica,
deve corresponder a adenoma de hipófise que é a principal etiologia.
III. O tratamento primário indicado na maioria dos casos é cirúrgico, exceto se risco inaceitável,
recusa do paciente e tumor irressecável.
É correto o que se afirma 
em:
Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA) 
I, II e III.
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Resposta comentada:
Quando se desenvolvem na infância ou adolescência, antes da fusão das placas epifisárias,
apresentam-se com o fenótipo de gigantismo; quando o excesso de GH ocorre na vida adulta,
desenvolve-se a acromegalia.
Aproximadamente 98% dos pacientes com acromegalia albergam um adenoma hipofisário
secretor de GH.
O tratamento primário é cirúrgico, exceto se:
- Risco cirúrgico inaceitável;
- Recusa do paciente;
- Tumor quase todo irressecável (p. ex., tumor quase todo localizado dentro de um dos seios
cavernosos).
Referência: 
SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015.
9788582712344. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/. 
VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. Acesso em: 05 jun. 2022.
43ª QUESTÃO
Enunciado:
Homem, 42 anos, obeso e hipertenso, comparece ao pronto-socorro com quadro de dor intensa
no tornozelo direito, de início há 8 horas. Informa episódio de dor e edema no hálux esquerdo, 2
meses antes, com melhora após uso de AINEs, por conta própria. Nega febre ou hiporexia.
História de etilismo com consumo de três a quatro garrafas de cerveja, no mínimo 3 vezes por
semana. Ao exame: FC: 84 bpm; PA: 150 x 90 mmHg; Tax: 37,8°C; FR: 16 irpmin, presença de
edema, calor e rubor no tornozelo direito, nodulações em articulações interfalangeanas proximais
da mão esquerda, mão direita sem alterações. Exames laboratoriais: Hemoglobina: 14,6 g/dL (VR
13-18 g/dL); Leucócitos: 14.230/mm3 (VR 4000-11000/mm³); Creatinina: 1,1 mg/dl (VR 0,7-1,3
mg/dL); Ácido úrico: 6,2mg/dL (VR: 7,0 a 9,6 mg/dL); PCR: 86 mg/dL (VR menor 6 mg/dL). RX
tornozelo D: aumento de partes moles, sem outras alterações.
Considerando o provável diagnóstico do paciente, assinale a alternativa correta.
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Alternativas:
(alternativa D) (CORRETA) 
Mesmo que o paciente se apresenta com temperatura pouco elevada, o diagnóstico diferencial 
com artrite séptica deve ser considerado.
Resposta comentada:
Ni ́veis se ́ricos de a ́cido u ́rico em vige ̂ncia de crise na ̃o possuem NENHUM valor diagno śtico.
Os sinais e sintomas apresentados poderiam ser explicados tanto pela hipo ́tese de artrite 
se ́ptica quanto pela hipo ́tese de artrite gotosa, ainda que essa u ́ltima seja a mais prova ́vel (febre 
muito baixa e sem calafrios, ause ̂ncia de bloqueio articular, histo ́ria pre ́via de podagra sem 
profilaxia secunda ́ria adequada). O passo propede ̂utico fundamental aqui e ́ sem du ́vida a 
artrocentese diagno ́stica: exames microbiolo ́gicos (Gram e cultura), ale ́m da pesquisa de cristais 
(microscopia de luz polarizada) confirmam o diagnóstico.
Independente do estágio da doença, a cessação do etilismo é fundamental para evitar crises 
futuras e diminuir os ataques de artrite.
Referência:
Terkeltaub R. Update on gout: new therapeutic strategies and options. Nat Rev Rheumatol. 
2010; 6(1):30-8.
44ª QUESTÃO
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Enunciado:
A avaliação de alterações na sensopercepção é crucial na Atenção Primária à Saúde (APS). 
Sinais qualitativos e quantitativos, como dificuldades no reconhecimento de estímulos sensoriais, 
podem indicar a presença de síndromes demenciais.
 Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I- A detecção de sinais qualitativos como alucinações auditivas e agnosia visual em um paciente 
de meia-idade na APS deve levantar a suspeita de uma possível síndrome demencial.
PORQUE
II- Tanto alucinações quanto agnosia podem ser manifestações iniciais de doenças 
neurodegenerativas e a identificação precoce desses sintomas é fundamental para o manejo 
clínico e o referenciamento adequado.
A respeito dessas asserções, assinale a opção correta.
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
As duas asserções são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I.
Resposta comentada:
Justificativa da Resposta Correta: A asserção I está correta porque alterações na 
sensopercepção são potenciais indicadores de síndromes demenciais e devem ser 
investigadas. A asserção II corretamente justifica a asserção I, uma vez que o reconhecimento 
precoce de sintomas pode guiar o manejoclínico e o referenciamento, que são etapas 
essenciais no cuidado de pacientes com possíveis condições neurodegenerativas.
Referências Bibliográficas:
DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Grupo A, 
2019. 9788582715062. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/ #/books/9788582715062/.
DynaMed. Demência de
Alzheimer. Disponível em: https://www.dynamed.com/condition/alzheimer-dementia. 
RODRIGUES, Marcelo M.; BERTOLUCCI, Paulo Henrique F. Neurologia para o Clínico-
Geral.Editora Manole, 2014. 9788520452240. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520452240/. 
45ª QUESTÃO
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Enunciado:
"Na Atenção Primária à Saúde, os antidepressivos desempenham um papel fundamental no 
tratamento de transtornos do humor e ansiedade. Além disso, são indicados em várias outras 
condições clínicas". (Gusso, 2019)
Analise as alternativas abaixo e indique a que apresenta outra indicação dos antidepressivos além 
do tratamento da depressão.
Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA) 
Manejo da dor crônica.
Resposta comentada:
Os antidepressivos são frequentemente utilizados no manejo da dor crônica na Atenção Primária 
à Saúde (APS), especialmente os tricíclicos e os inibidores seletivos da recaptação de 
serotonina e noradrenalina (ISRSN). Esses medicamentos têm efeitos analgésicos que podem 
ajudar no controle da dor crônica, mesmo em pacientes que não apresentam depressão ou 
transtornos de ansiedade. Eles atuam modulando a percepção da dor no sistema nervoso 
central e podem ser úteis em condições como dor neuropática e fibromialgia.
Os antidepressivos não são utilizados para tratamento de HAS, asma e infecções respiratórias.
Referência: 
GUSSO, Gustavo et al. Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e 
prática. 2. ed. V. 1 e 2. Porto Alegre: Artmed, 2019, xxii, 938 . p.
46ª QUESTÃO
Enunciado:
Um paciente idoso, de 72 anos, chega à Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de dor no 
ombro esquerdo, que começou gradualmente há cerca de três meses. Ele relata que a dor é 
mais intensa durante a noite e ao levantar o braço. O paciente menciona que não houve nenhum 
evento traumático significativo associado à dor. Durante o exame físico, observa-se dor à 
palpação na região do acrômio e limitação da abdução ativa do ombro.
Qual dos seguintes testes poderia confirmar o diagnóstico de síndrome do impacto neste 
paciente?
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Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Teste de Neer.
Resposta comentada:
A resposta correta é o teste de Neer que avalia a síndrome do impacto envolvendo o tendão do 
músculo supraespinhal e é realizado da seguinte forma: o membro superior, em extensão e 
rotação neutra, é elevado passiva e rapidamente no plano da escápula, pelo examinador, que 
impede com uma das mãos a rotação da escápula. Nessa si ​tua ​ção, o tubérculo maior do úmero 
projeta-se contra a face anteroinferior do acrômio e reproduz o impacto, com a dor característica 
produzida pela irritação da bolsa serosa e do tendão do supraespinal.
A estrutura chamada de “manguito rotador” é o conjunto de quatro tendões inseridos na cabeça 
do úmero. Os tendões que formam essa estrutura são: supraespinhal, infraespinhal, redondo 
menor e subescapular. Lesões de manguito são a principal causa de dor no ombro, sendo o 
supraespinhal o tendão mais comumente afetado, em virtude de sua localização anatômica mais 
suscetível ao impacto subacromial e de sua hipovascularização relativa.
Referências:
HEBERT, Sizínio; FILHO, Tarcísio E. P B.; XAVIER, Renato; et al. Ortopedia e Traumatologia. 
Grupo A, 2017. E-book. ISBN 9788582713778. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582713778/. Acesso em: 19 mar. 2024.
RAYMUNDO, José Luiz P.; MIRANDA, Isabel H. Ortopedia para clínicos: exame e 
diagnóstico. Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9788520462768. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520462768/. Acesso em: 19 mar. 2024.
47ª QUESTÃO
Enunciado:
A bainha de mielina é essencial para a condução rápida de sinais nervosos ao longo de axônios 
com grande diâmetro. Os oligodendrócitos produzem e mantêm mielina no sistema nervoso 
central (SNC). As células de Schwann produzem e mantêm mielina nos nervos
periféricos. Adaptado de: Esclerose múltipla e distúrbios relacionados.
Em relação as doenças desmielinizantes do sistema nervoso central, marque a alternativa 
correta.
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Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA) 
Adrenoleucodistrofia e do tipo hereditária.
Resposta comentada:
A esclerose múltipla é sim uma doença desmielinizante do SNC, porém do tipo imunomediada, 
neuromielite óptica também. A Sd de Guilain Barré é um a doença desmilinizante do sistema 
nervoso periférico e a adrenoleucodistrofia é sim uma doença desmielinizante do SNC 
hereditária.
Referência:
Esclerose múltipla e distúrbios relacionados. Disponível em:
https://www.medicinanet.com.br/conteudos/acpmedicine/6595/
esclerose_multipla_e_disturbios_re lacionados.htm. Acesso em: 27 abr. 2023.
THALER, Alison I.; THALER, Malcolm S. Neurologia Essencial. [Digite o Local da Editora]: Grupo 
A, 2023. E-book. ISBN 9786558821434. Disponível em:
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786558821434/. Acesso em: 29 mai. 2024.
48ª QUESTÃO
Enunciado:
Durante a sua prática clínica de emergências hospitalares, você é chamado para avaliar um 
paciente de 35 anos de idade que foi trazido ao pronto-socorro com sintomas de poliúria, 
polidipsia e fraqueza generalizada há dois dias. Ele relata história de diabetes mellitus tipo 1 
diagnosticado há 10 anos, mas admite não ter feito o controle adequado da glicemia nos últimos 
meses. No momento da admissão, o paciente está confuso e taquipneico. Ao exame físico, ele 
apresenta hálito cetônico e desidratação.
Com base no caso clínico apresentado, assinale a alternativa que contém o diagnóstico correto e 
os princípios de tratamento adequados para a situação.
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Alternativas:
(alternativa B) (CORRETA) 
Cetoacidose diabética. O tratamento indicado é hidratação venosa, correção hidroeletrolítica e 
administração de insulina. 
Resposta comentada:
O quadro acima é compatível com sintomas de hiperglicemia e complicação com cetoacidose 
diabética e, na maioria das vezes, o paciente irá apresentar hipocalemia relativa e absoluta não 
sendo recomendada a infusão de bicabornato em todas as situações.
A Cetoacidose Diabética ocorre mais comumente em uma pessoa com diabetes tipo 1, na qual 
a ausência de insulina leva ao aumento da liberação de ácidos graxos do tecido adiposo, em 
consequência da ausência de supressão da atividade da lipase das células adiposas, a qual 
degrada os triglicerídeos em ácidos graxos e glicerol. O aumento nos níveis de ácidos graxos 
ocasiona a síntese de cetonas pelo fígado. Os objetivos do tratamento da CAD são melhorar o 
volume circulatório e a perfusão tecidual, diminuir a glicemia, corrigir a acidose metabólica, e 
corrigir os desequilíbrios eletrolíticos. Esses objetivos normalmente são alcançados por meio da 
administração de insulina em soluções intravenosas destinadas à reposição hidroeletrolítica. 
Como a resistência à insulina acompanha a acidose grave, pode ser utilizada uma terapia com 
dose baixa de insulina.
Referências: 
NORRIS, Tommie L. Porth - Fisiopatologia. 10ª edição. Grupo GEN, 2021. 9788527737876. 
Disponível em: https: //integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737876/. Acesso em: 
1 abr. 2024.
VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em: 
https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. Acesso em: 1 abr. 2024.
49ª QUESTÃO
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Enunciado:
Mulher, 22 anos, com história de doença celíaca e vitiligo, procura atendimento médico com 
queixas de palpitações, tremores de extremidades, insônia e perda de 8 kg nos últimos 3 meses. 
No exame físico, apresenta-se eupneica, corada e orientada, ausculta cardiovascular e 
respiratória sem alterações. Pulso era de 118 bpm; pressão arterial de 140 x 70 mmHg; tremores 
finos de extremidades superiores; reflexos aquileu e patelar exacerbados; hiperemia conjuntival 
importante; edema palpepral e proptose bilaterais. Realizada a palpação da tireoide, constataram-
se dimensões aumentadas, consistência fibroelástica, indolor e sem nódulos palpáveis. Os 
resultados de seus exames laboratoriais foram: TSH: < 0,05 (normal: 0,4-4,0); T4L: 4,0 (normal: 
0,7-1,8); T3T: 305 (normal: 110-260), anti-TRAB: positivo (normal: negativo).
Analise a alternativa que contenha o diagnóstico e conduta mais adequados para este paciente.
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Doença de Graves; iniciar propranolol, prednisona e metimazol.
Resposta comentada:
Explicação: A associação de sinais e sintomas de tireotoxicose (palpitações + tremor fino de 
extremidades + insônia + perda ponderal + exacerbação de reflexos profundos), bócio difuso 
indolor e oftalmopatia (proptose) é característica da Doença de Graves. O perfil hormonal 
confirma o hipertireoidismo, mostrando um TSH suprimido e T4 livre e T3 aumentados. Os 
betabloqueadores (propranolol) são medicações utilizadas no tratamento coadjuvante do 
paciente com tireotoxicose, com o objetivo de controlar os sintomas adrenérgicos. O tratamento 
específico da doença de Graves consiste nos agentes antitireoidianos, representados pelo 
metimazol e pelo propiltiouracil. Dentre os dois, o metimazol é considerado o tratamento de 
primeira escolha, por conta da menor hepatotoxicidade, menor custo e melhor posologia 
(administração única diária). A ablação com radioiodo é uma alternativa ao uso de agentes 
antitireoidianos, mas deve ser feito com cuidado em pacientes com oftalmopatia, porque pode 
exacerbá-la. Além do controle sintomático e da doença tireoidiana em si, o início de corticoides 
sistêmicos é necessário devido a atividade da oftalmopatia.
Referências: 
SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015. 
9788582712344. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/.
.
VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível
em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/.
000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 67 de 68
50ª QUESTÃO
Enunciado:
Homem, 55 anos, portador de diabetes mellitus, há 15 anos, com baixa adesão terapêutica, é 
atendido em Unidade Básica de Saúde. Durante o atendimento, verifica-se hemoglobina glicada 
de 12% e após ser submetido ao exame de fundo de olho, são identificados achados de 
retinopatia diabética. Dessa forma, o médico iniciou esquema de insulina regular e NPH para esse 
paciente. No entanto, após uma semana de insulinoterapia, o paciente é atendido na UPA com 
quadro de mal-estar, tontura, taquicardia, sensação de fome, sudorese e tremores.
Assinale a alternativa que corresponda ao diagnóstico mais provável apresentado pelo paciente.
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Hipoglicemia e espera-se valores de glicemia < 70mg/dl.
Resposta comentada:
Trata-se de um provável caso de hiperglicemia por doses inadvertidamente altas de insulina. A 
hipoglicemia é definida por glicemia < 70mg/ dl e os sintomas incluem mal-estar, tontura, 
cefaleia, taquicardia, sudorese e tremores.
Referência:
VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. E-book. ISBN 9788527737180. 
Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. Acesso em: 
22 abr. 2024.
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