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AFYA CURSO DE MEDICINA - AFYA NOTA FINAL Aluno: Componente Curricular: Integradora 5º Período Professor (es): Período: 202401 Turma: Data: 11/06/2024 INTEGRADORA_5 PERIODO_11 DE JUNHO_2024.1_PROVA REGULARES RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA PROVA 12206 - CADERNO 002 1ª QUESTÃO Enunciado: Uma mulher, de 35 anos, chega ao consultório médico queixando-se de fadiga intensa, perda de peso não intencional, sensação de frio constante e constipação crônica. Durante a consulta, ela relata também ter notado alterações na sua menstruação, com ciclos irregulares e diminuição da quantidade de fluxo menstrual. Após uma avaliação completa, o médico suspeita de hipopituitarismo e solicita exames para confirmar o diagnóstico. Qual das seguintes alternativas descreve corretamente o processo fisiopatológico, o diagnóstico e o tratamento associados ao hipopituitarismo? Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) Deficiência na produção de hormônios pela glândula pituitária. Testes hormonais e exames de imagem, como a ressonância magnética da hipófise. Administração dos hormônios deficientes para reposição. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 1 de 68 Resposta comentada: A resposta correta é: O hipopituitarismo é caracterizado pela deficiência na produção de hormônios pela glândula pituitária, resultando em sintomas como fadiga, perda de peso, sensação de frio constante e constipação crônica. O diagnóstico é feito por meio de testes hormonais e exames de imagem, como a ressonância magnética da hipófise, e o tratamento consiste na reposição hormonal dos hormônios deficientes. Nesse caso clínico, a paciente apresenta sintomas compatíveis com o hipopituitarismo, que é caracterizado pela deficiência na produção de hormônios pela glândula pituitária. Os sintomas incluem fadiga, perda de peso, sensação de frio constante e constipação crônica, que são consequências diretas da falta de hormônios produzidos pela hipófise. O diagnóstico do hipopituitarismo geralmente envolve testes hormonais para avaliar os níveis de hormônios produzidos pela hipófise, além de exames de imagem, como a ressonância magnética da hipófise, para identificar possíveis alterações estruturais na glândula. O tratamento principal para o hipopituitarismo é a reposição hormonal dos hormônios deficientes, geralmente administrados na forma de medicamentos sintéticos que mimetizam a ação dos hormônios naturais. Essa reposição hormonal é essencial para corrigir os sintomas e restaurar o equilíbrio hormonal no organismo da paciente. Referências: FILHO, Geraldo B. Bogliolo - Patologia. 10ª edição. Grupo GEN, 2021. 9788527738378. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527738378/. Acesso em: 11 jun. 2022 NORRIS, Tommie L. Porth - Fisiopatologia. 10ª edição. Grupo GEN, 2021. 9788527737876. Disponível em: https: //integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737876/. Acesso em: 07 jun. 2022. VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. Acesso em: 05 jun. 2022. 2ª QUESTÃO Enunciado: Paciente, 50 anos, comparece ao ambulatório de pequenas cirurgias apresentando um lipoma subcutâneo no antebraço esquerdo, que está causando desconforto estético e ocasionalmente dor durante a movimentação, sendo optado por realizar a exérese da lesão. Com base nas etapas cirúrgicas, qual das seguintes sequências de ações representaria a ordem correta para a realização do procedimento? 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 2 de 68 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) 1. Antissepsia da área cirúrgica; 2. Bloqueio anestésico local; 3. Diérese da pele e tecidos subcutâneos; 4. Hemostasia de pequenos vasos sanguíneos; 5. Síntese da incisão; 6. Aplicação do curativo. Resposta comentada: A sequência correta para a realização da exérese de uma pequena cirurgia segue uma ordem específica de etapas cirúrgicas, que devem ser executadas de forma precisa e cuidadosa para garantir o sucesso do procedimento e o bem-estar do paciente. É crucial garantir a assepsia adequada da área cirúrgica, prosseguindo com a realização do procedimento após anestesia local, conforme citado na alternativa correta. Referência: Edwards PS. Wound Closure Principles. In: Roberts JR, Hedges JR, Custalow CB, et al., eds. Roberts and Hedges' Clinical Procedures in Emergency Medicine and Acute Care. 7th ed. Philadelphia, PA: Elsevier; 2019: chap 2. 3ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 3 de 68 Enunciado: Durante um atendimento de urgência em um pronto-socorro, um aluno de medicina depara-se com uma pessoa idosa que foi vítima de uma queda em sua residência. Durante a avaliação inicial, o aluno observa que o paciente tem histórico de hipertensão arterial e faz uso de múltiplos medicamentos. Além disso, o paciente relata ter tido tontura e visão turva momentos antes da queda. Ao examinar o paciente, o aluno nota que há sinais de equimoses e edema em uma das extremidades inferiores, indicando uma possível fratura. Com base no caso clínico apresentado, avalie as seguintes assertivas sobre os fatores intrínsecos e extrínsecos relacionados à queda da pessoa idosa: I. O histórico de hipertensão arterial do paciente é um fator intrínseco que pode contribuir para a ocorrência da queda. II. O uso de múltiplos medicamentos pelo paciente é um fator intrínseco que pode aumentar o risco de quedas devido aos efeitos colaterais dos medicamentos. III. A sensação de tontura relatada pelo paciente é um sintoma intrínseco que pode indicar um distúrbio de equilíbrio e aumentar o risco de queda. IV. A visão turva relatada pelo paciente é um sintoma extrínseco que não está diretamente relacionado ao risco de queda. Diante disso, assinale a alternativa que contenha todas as assertivas corretas. Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Apenas as assertivas I, II e III estão corretas. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 4 de 68 Resposta comentada: A alternativa correta é: Apenas as assertivas I, II e III estão corretas. A assertiva I está correta, pois o histórico de hipertensão arterial é um fator intrínseco que pode predispor a pessoa idosa a quedas devido à possível instabilidade hemodinâmica. A assertiva II também está correta, pois o uso de múltiplos medicamentos está associado a efeitos colaterais como tontura e fraqueza muscular, que podem aumentar o risco de quedas. A assertiva III está correta, pois a sensação de tontura é um sintoma intrínseco que pode indicar um distúrbio de equilíbrio, como a vertigem, aumentando o risco de queda. A assertiva IV estão incorreta, pois a visão turva relatada pelo paciente é um sintoma intrínseco que está diretamente relacionado ao risco de queda, pois pode dificultar a percepção do ambiente e aumentar o risco de tropeços e quedas. Referência: RAFF, Rhershel; LEVITZKY, Michael G. Fisiologia Médica. Grupo A, 2012. 9788580551488. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580551488/. Freitas, Elizabete Viana, D. et al. Manual Prático de Geriatria, 2ª edição. Disponível em: Minha Biblioteca, Grupo GEN, 2017. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 192 p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica; n. 19) Cap. 12 4ª QUESTÃO Enunciado: Paciente de 65 anos comparece ao pronto atendimento apresentando ferida em região plantar distal de pé direito há cerca de 2 meses. À ectoscopia apresenta como características bordas avermelhadas e irregulares, do tipo ulcerativa (exposição de subcutâneo), indolor, medindo aproximadamente 2 cm de diâmetro com presença de exsudato e mau cheiro. Devido às características da ferida, foi solicitada hemoglobina glicada(HbA1c), resultando num valor de 6,9% (VR 4% a 5,7%). Paciente nega tratamento prévio. Com base nas características clínicas e no exame realizado, pode-se afirmar que o tratamento correto da ferida deve incluir: Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) debridamento da ferida, controle glicêmico, calçados ortopédicos e coleta de material para cultura. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 5 de 68 Resposta comentada: A limpeza da ferida com água e sabão seguida de aplicação de antissépticos com base em álcool pode ser inadequada para feridas em pés diabéticos. O álcool pode desidratar o tecido já frágil, piorando a condição da ferida. A limpeza deve ser feita de maneira apropriada, e outros tipos de antissépticos são preferíveis. O uso de calçados comuns que não aliviam a pressão sobre a úlcera pode levar ao agravamento da ferida. Além disso, a continuidade das atividades diárias sem restrições e o monitoramento semanal da lesão sem um tratamento ativo não promovem a cicatrização em uma úlcera diabética. O debridamento da ferida é essencial para remover tecido necrosado e promover a cicatrização adequada. O controle rigoroso da glicemia é fundamental no manejo de pacientes diabéticos, especialmente aqueles com feridas, pois níveis elevados de glicose no sangue podem atrasar a cicatrização. O uso de calçados ortopédicos ajuda a redistribuir a pressão no pé e evitar o agravamento da úlcera. A ferida também tem características infecciosas, portanto é necessário coletar material para cultura. A aplicação tópica de corticosteroides não é recomendada para o tratamento de úlceras diabéticas. Os corticosteroides podem retardar a cicatrização de feridas e aumentar o risco de infecções, sendo contraindicados neste contexto. Referência: International Working Group on the Diabetic Foot (IWGDF) Guidelines 2023 https://iwgdfguidelines.org/wp-content/uploads/2023/07/IWGDF-Guidelines-2023.pdf 5ª QUESTÃO Enunciado: Analise as assertivas abaixo em relação à polifarmácia: I- Quando houver dois ou mais problemas de saúde, deve-se tentar usar um medicamento que sirva para os dois propósitos. II- Na polifarmácia, deve-se colocar um alerta para “cargas” cumulativas de efeitos medicamentosos. III- Dentro da polifarmácia, não mais que seis ou mais medicamentos tomados por uma única pessoa é um bom objetivo. IV- A farmacocinética e o efeito do fármaco em nível celular mudam conforme a idade, aumentando a “dose” efetiva. Estão corretas apenas: 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 6 de 68 Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) I, II e IV. Resposta comentada: As alternativas I, II e IV estão corretas. Já a alternativa III está incorreta, uma vez que, dentro da polifarmácia o uso de não mais do que cinco fármacos a serem tomados por uma única pessoa é um bom objetivo e ajuda a estimular conversas com os pacientes sobre quais medicamentos são sua prioridade – isto é, quais são os mais importantes para a sua qualidade de vida. Referência: MANGIN, D; HEATH, I. Polifarmácia. IN: GUSSO, Gustavo; LOPES, José M.C. DIAS, Lêda C. (Orgs.). Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: ARTMED, 2019. Cap. 30. 6ª QUESTÃO Enunciado: Homem, 52 anos, apresenta-se para consulta ambulatorial queixando-se de fadiga e ganho de peso progressivo nos últimos meses. Reporta um estilo de vida sedentário e uma dieta rica em carboidratos e gorduras. Exame físico: pressão arterial:135/85 mmHg, circunferência abdominal de 102 cm, IMC 30 kg/m² e acantose nigricans. Dada a necessidade de realizar coletas de sangue para avaliação laboratorial no caso deste paciente, marque qual a sequência correta dos tubos a serem utilizados para a coleta de múltiplas amostras numa única punção, considerando os exames a serem realizados em cada tubo. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 7 de 68 Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) Tubo sem aditivos: bioquímica sérica (glicemia); tubo com gel separador: perfil lipídico; tubo com EDTA: hemograma completo; tubo com heparina: dosagens enzimáticas. Resposta comentada: A ordem correta de coleta é crucial para prevenir a contaminação cruzada dos aditivos entre os tubos, o que pode alterar os resultados. O tubo sem aditivos é utilizado primeiro para testes de bioquímica sérica, como a glicemia, devido à necessidade de soro sem interferência. Segue-se o tubo com gel separador para obtenção de soro puro para o perfil lipídico, o tubo com EDTA para o hemograma completo, utilizando o anticoagulante específico, e por último o tubo com heparina para dosagens enzimáticas, garantindo a integridade das amostras plasmáticas. Tubo com EDTA: hemograma completo; tubo com heparina: dosagens enzimáticas; tubo sem aditivos: bioquímica sérica (glicemia); tubo com gel separador: perfil lipídico: essa sequência pode contaminar amostras com anticoagulantes desnecessários para exames específicos, como a glicemia, que requer soro sem anticoagulante. Tubo com heparina: dosagens enzimáticas; tubo com EDTA: hemograma completo; tubo sem aditivos: perfil lipídico; tubo com gel separador: bioquímica sérica (glicemia): iniciar com um tubo de heparina pode introduzir anticoagulantes onde não são necessários, como no perfil lipídico, que requer soro obtido sem interferências. Tubo com gel separador: perfil lipídico; tubo com heparina: bioquímica plasmática; tubo com EDTA: hemograma completo; tubo sem aditivos: glicemia: o uso inicial do tubo com gel separador pode causar contaminação das amostras subsequentes com substâncias do gel, afetando a precisão dos testes bioquímicos e hematológicos. Referência: NEVES, Paulo A. Manual Roca Técnicas de Laboratório - Sangue. [Rio de Janeiro]: Grupo GEN, 2011. E-book. ISBN 9788527736794. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527736794/. Acesso em: 17 mar. 2024. 7ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 8 de 68 Enunciado: Homem, 60 anos, é atendido em ambulatório de neurologia com relato de tremor de repouso em membro superior direito, lentidão na execução dos movimentos e sensação de rigidez nas articulações. Informa ainda diminuição na expressão facial e redução no volume da voz. Os sintomas motores são piores do lado direito e se iniciaram há cerca de cinco anos. Com base no caso clínico descrito acima, assinale a alternativa correta. Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) O tremor de repouso, a bradicinesia e a rigidez caracterizam uma síndrome parkinsoniana, sendo a doença de Parkinson o diagnóstico mais provável. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 9 de 68 Resposta comentada: As manifestações motoras clássicas da doença de Parkinson são tremor de repouso, rigidez muscular, acinesia e modificações de postura e equilíbrio. Na maioria das vezes, os sintomas começam de modo unilateral e, com o tempo, adicionam-se manifestações contralaterais. Durante toda a evolução, porém, a assimetria é característica da doença. O tremor de repouso pode acometer qualquer dos quatro membros e o mento. Mais raramente, pode afetar as pregas vocais e o segmento cefálico. É considerado tremor de repouso porque sua amplitude é maior quando o posicionamento do membro ou especificamente da mão está em uma postura relaxada, não contraída. Quando se inicia um movimento com o membro, o tremor tende a diminuir ou mesmo desaparecer por alguns momentos. A acinesia ou bradicinesia é caracterizada por uma dificuldade para executar os movimentos. Há uma redução de todos os movimentos automáticos, como o balançar passivo dos braços durante a marcha e a redução da mímica facial ao falar ou se expressar com a linguagem corpórea. A capacidade de se comunicar reduz substancialmente, já que a voz diminui de volume e a articulação das palavras se torna imprecisa. Referência: BERTOLUCCI, Paulo H F.; FERRAZ, Henrique B.; FÉLIX, Evandro Penteado V.; PEDROSO, José L. Guiade Neurologia. Editora Manole, 2011. E-book. ISBN 9788520452394. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520452394/. Acesso em: 26 mar. 2024. 8ª QUESTÃO Enunciado: Uma paciente do sexo feminino, com 45 anos de idade, procura atendimento médico devido a uma série de sintomas que vêm se manifestando ao longo dos últimos meses, nega comorbidades e uso de medicamentos contínuos. Ela relata ganho de peso inexplicável, especialmente na região do abdômen e do rosto, além de fraqueza muscular, fadiga, pele fina e frágil, facilidade para desenvolver hematomas, pressão alta e aumento da sede e da micção. Ao examiná-la, o médico observa uma face arredondada e avermelhada, conhecida como "face de lua cheia", e estrias violáceas na pele. Os exames laboratoriais revelam hipercortisolismo. Considerando o caso clínico apresentado, qual é o processo fisiopatológico associado a principal hipótese diagnóstica? Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) Hipersecreção de cortisol pelas glândulas adrenais. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 10 de 68 Resposta comentada: A alternativa correta é a opção: Hipersecreção de cortisol pelas glândulas adrenais. A Doença de Cushing é uma condição caracterizada pelo excesso de cortisol circulante no organismo, geralmente causado por uma produção anormalmente alta de cortisol pelas glândulas adrenais. Esse aumento do cortisol pode resultar de diferentes causas, como um tumor na glândula adrenal, ou, mais raramente, por hiperplasia adrenal bilateral. O cortisol é um hormônio esteroide crucial para a regulação de várias funções do corpo, incluindo metabolismo, resposta ao estresse, inflamação e regulação da pressão arterial. Referência: SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015. 9788582712344. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/.. VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. NORRIS, Tommie L. Porth - Fisiopatologia. 10ª edição. Grupo GEN, 2021. 9788527737876. Disponível em: https: //integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737876/. 9ª QUESTÃO Enunciado: A equipe de saúde número 12 estava realizando uma visita domiciliar programada a um idoso de 65 anos de idade, acamado e com lesão por pressão. A equipe encontra características de fragilidade biológicas e ambientais durante o atendimento. Diante das limitações, o médico da Equipe de Saúde da Família (ESF) aciona profissionais do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF), visto também a presença de condições que caracterizam a presença de sarcopenia. Em relação à sarcopenia, analise as afirmativas a seguir: I - É uma condição comum em idosos. II - Condição que envolve a perda patológica da qualidade e da quantidade de tecido muscular esquelético de forma mais intensa do que a esperada como parte do envelhecimento normal. III - Síndrome caracterizada por progressiva perda de massa e força muscular esquelética e comprometimento funcional. IV- A sarcopenia surge sempre com curso crônico. Marque a alternativa correta a representar essa questão. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 11 de 68 Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) Estão corretas as opções I, II e III. Resposta comentada: Resposta a Encomenda: A opção IV é falsa, pois a sarcopenia pode surgir agudamente (acompanhando uma doença aguda ou imobilidade súbita) ou apresentar um curso crônico. Referência: Tommaso, Ana Beatriz Galhardi D. Geriatria - Guia Prático. Disponível em: Minha Biblioteca, (2ª edição). Grupo GEN, 2021. 10ª QUESTÃO Enunciado: Paciente, de 33 anos, sexo feminino, telefonista, natural de São João Del Rei, branca, apresenta queixa de estar muito nervosa e com dormência em membro superior direito (MSD) e incontinência urinária. Há 2 meses apresentou dormência em lábio superior e hemiface direita, além de dor hemicraniana direita. Também relata sentir-se muito cansada e não consegue mais fazer atividade física por acha que perdeu a força no braço direito. Notou que ao flexionar o pescoço sente um choque descendo pelo corpo todo. Analise o quadro clínico da paciente e marque a alternativa correta sobre o tratamento da principal hipótese diagnóstica. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 12 de 68 Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) É indicado prescrição de ivermectina antes de realizar pulsoterapia endovenosa com metilprednisona. Resposta comentada: A paciente apresenta sintomas compatíveis com esclerose múltipla. Devendo ser internada para melhor investigação e se comprovado deve ser feito ivermectina antes da pulsoterapia para evitar superinfestação por vermes. O diagnóstico de EM deve ser suspeitado quando a apresentação clínica for sugestiva de desmielinização focal ou multifocal envolvendo o SNC. O paciente típico é um adulto jovem (mais comum em mulheres), com um ou mais episódios clinicamente distintos de disfunção do SNC seguidos de remissão. Os sintomas, geralmente, se desenvolvem ao longo de horas a dias e, em seguida, remitem gradualmente ao longo das semanas seguintes a meses, embora a remissão possa não ser completa. A apresentação de sintomas e sinais pode ser monofocal (consistente com uma única lesão) ou multifocal (consistente com mais de uma lesão). Embora não haja achados clínicos exclusivos da EM, alguns são altamente característicos: surtos e remissões, início entre as idades de 15 e 50 anos, neurite óptica, sinal de Lhermitte, oftalmoplegia internuclear, fadiga e sensibilidade ao calor (fenômeno de Uhthoff). Fadiga é uma queixa comum, caracterizada por aumento da dificuldade das atividades da vida diária. Na avaliação inicial, pode ser caracterizada por um sintoma vago. Pacientes com EM queixam-se de depressão e comprometimento cognitivo. Referência: Goldman-Cecil medicina. / Editado por Lee Goldman, Andrew I. Schafer. 25. ed V. 1 e 2. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018, xlviii, 1112. p. Esclerose múltipla e distúrbios relacionados. Disponível em: https://www.medicinanet.com.br/conteudos/acp- 11ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 13 de 68 Enunciado: Um homem, de 61 anos, com dor progressiva no quadril esquerdo procura o médico para um exame de acompanhamento. Há um ano, ele foi diagnosticado com osteoartrite no quadril esquerdo. Desde então, ele perdeu 8 kg de peso após mudar para uma dieta vegetariana, natação regular e fisioterapia. A dor piora ao subir escadas, o que torna cada vez mais difícil chegar ao seu apartamento localizado no segundo andar. Nas últimas semanas, ele aumentou gradualmente a frequência da ingestão de diclofenaco, mas diz que mesmo a ingestão diária não proporciona alívio completo da dor. Ele pede um tratamento que levará a uma melhora de seus sintomas a longo prazo. Ele não tem histórico de doença médica grave. Ele não fuma nem bebe álcool. O exame físico do quadril esquerdo mostra crepitação, rotação interna limitada e dor à flexão e extensão completas. Uma radiografia do quadril esquerdo mostra estreitamento do espaço articular, osteófitos e esclerose subcondral e cistos. Foi indicado para o paciente tratamento cirúrgico da osteoartrite. Analise as assertivas abaixo sobre procedimentos adequados para prevenção de infecção no procedimento cirúrgico a ser realizado. I - A escovação cirúrgica das mãos deve ser feita utilizando-se clorexidine degermante por 1 a 2 minutos, na 1ª escovação. II - A antissepsia da área anatômica a ser operada deve ser realizada com clorexidine degermante e alcoólico em sentido centrípeto. III - A tricotomia, ou seja, a raspagem dos pelos, sempre deve ser feita no dia da intervenção e, segundo alguns autores, no próprio centro cirúrgico, utilizando-se lâminas de barbear tipo “gillette”. IV - Para estar apto a entrar no campo operatório o cirurgião deve já ter tomado providências de antissepsia e de assepsia. V- Por se tratar de uma cirurgia com utilização de prótese recomenda-se a antibioticoprofilaxia pré-operatória. Está correto o que se afirma em: Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) IV e V. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 14 de 68 Resposta comentada: I - A escovação cirúrgica das mãos deve ser feita utilizando-se clorexidine degermante por 2 a 3 minutos, na 1ª escovação. INCORRETA (3 a 5 minutos) II - A antissepsia da área anatômica a ser operada deve ser realizada com clorexidine degermante e alcoólico em sentido centrípeto. INCORRETA (sentido centrifugo, de dentro para fora) III - A tricotomia, ou seja, a raspagem dos pelos, sempre deve ser feita no dia da intervenção e, segundo alguns autores, no próprio centro cirúrgico, utilizando-se lâminas de barbear tipo “gillette”. INCORRETA – utilizar aparelhos de barba - tricótomos. IV -Para estar apto a entrar no campo operatório o cirurgião deve já ter tomado providências de antissepsia (blusa e calça do centro cirúrgico, propés, gorro, máscara, escovação cirúrgica de mãos e antebraços) e de assepsia (avental e luvas esterilizadas). CORRETA V -Por se tratar de uma cirurgia com utilização de prótese recomenda-se a antibioticoprofilaxia pré-operatória. CORRETA Referência: Sabiston tratado de cirurgia: a base biológica da prática cirúrgica moderna / editores Courtney M. Townsend ... [et al.] ; tradução Andrea Delcorso ... [et al.]. - 21. ed. - Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2024. : il. ; 28 cm. 12ª QUESTÃO Enunciado: Qual das seguintes opções melhor descreve uma situação de violência contra o idoso, exercida pelo seu principal cuidador, e identifica corretamente os tipos de violência e os fatores de risco associados? 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 15 de 68 Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) Maria, 68 anos, tem sua aposentadoria gerenciada por sua filha, que decide como o dinheiro é gasto sem consultar Maria. Maria percebe que não tem acesso livre ao seu próprio dinheiro para despesas pessoais, caracterizando violência financeira. Os fatores de risco incluem a dependência financeira do idoso e o controle abusivo por parte do cuidador. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 16 de 68 Resposta comentada: Tipos de violência contra idoso: • FÍSICA- uso da força física para compelir os idosos a fazerem o que não desejam, para feri-los, provocar dor, incapacidade ou morte. • PSICOLÓGICA- agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar, humilhar, restringir a liberdade ou isolar do convívio social. • SEXUAL- ato ou jogo sexual de caráter homo ou hétero-relacional, utilizando pessoas idosas. Esses abusos visam a obter excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças. • ABANDONO- uma forma de violência que se manifesta pela ausência ou deserção os responsáveis governamentais, institucionais ou familiares de prestarem socorro a uma pessoa idosa que necessite de proteção e assistência. NEGLIGÊNCIA- refere-se à recusa ou à omissão de cuidados devidos e necessários aos idosos por parte dos responsáveis familiares ou institucionais. A negligência é uma das formas de violência mais presente no país. Ela se manifesta, frequentemente, associada a outros abusos que geram lesões e traumas físicos, emocionais e sociais, em particular, para as que se encontram em situação de múltipla dependência ou incapacidade. • FINANCEIRA OU ECONÔMICA- exploração imprópria ou ilegal, ou ao uso não consentido pela pessoa idosa de seus recursos financeiros e patrimoniais. • AUTONEGLIGÊNCIA - conduta da pessoa idosa que ameaça a sua própria saúde ou segurança, pela recusa de prover cuidados necessários a si mesma. MEDICAMENTOSA - a administração por familiares, cuidadores e profissionais dos medicamentos prescritos, de forma indevida, aumentando, diminuindo ou excluindo os medicamentos. Referências: LEI n.º 10.741, de 1º de outubro de 2003. GUSSO, Gustavo; LOPES, José M.C.; DIAS, Lêda. (Orgs.). Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: ARTMED, 2018, p. 2388. Cap. 83. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Envelhecimento e saúde da pessoa idosa / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 192 p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos) (Cadernos de Atenção Básica; n. 19) Cap. 7.3. 13ª QUESTÃO Enunciado: Um paciente, de 45 anos, sexo masculino, apresenta-se para consulta de rotina com queixas de fadiga e visão turva ocasional. Ele tem histórico de hipertensão arterial controlada com medicamentos, obesidade e relata não praticar atividades físicas regularmente. Ao exame físico, seu IMC (Índice de Massa Corporal) é de 32 kg/m², pressão arterial de 135/85 mmHg, e circunferência abdominal de 102 cm. Com base nos critérios clínicos, suspeita-se de síndrome metabólica e é solicitada uma avaliação laboratorial completa, incluindo glicemia de jejum, perfil lipídico e função hepática. Qual dos seguintes achados laboratoriais é esperado e/ou contribuiria para a confirmação do diagnóstico de síndrome metabólica nesse paciente? 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 17 de 68 Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) Glicemia de jejum elevada, HDL-colesterol baixo, triglicerídeos elevados, função hepática alterada. Resposta comentada: Para o diagnóstico de síndrome metabólica, são considerados critérios como resistência à insulina (indicada por glicemia de jejum elevada), dislipidemia (HDL colesterol baixo e triglicerídeos elevados), hipertensão e obesidade central. A função hepática alterada pode ser um achado adicional em pacientes com síndrome metabólica, frequentemente associado à esteatose hepática não alcoólica. Além disso, o termo síndrome metabólica tem sido aplicado a uma constelação de achados dominados pela obesidade visceral, acompanhados de resistência à insulina, intolerância à glicose e fatores de risco cardiovascular como hipertensão e perfis lipídicos anormais. Referência: KUMAR, Vinay. Robbins Patologia Básica: Grupo GEN, 2018. E-book. ISBN 9788595151895. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595151895/. Acesso em: 09 abr. 2024. VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. 14ª QUESTÃO Enunciado: Paciente, masculino, 26 anos, previamente hígido, dá entrada na sala vermelha de um hospital com quadro de rebaixamento do nível de consciência. Familiar relatou que ele se queixou de uma cefaleia intensa iniciada há 2 horas. Realizada Tomografia Computadorizada sem contraste que evidenciou uma imagem sugestiva de hemorragia intraparenquimatosa extensa. O médico plantonista suspeitou do rompimento de uma malformação arteriovenosa (MAV), e diante do Glasgow 5 do paciente, decidiu pela intubação orotraqueal. Sobre esse procedimento, assinale a alternativa correta. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 18 de 68 Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) Deve-se abrir a boca do paciente e, com cuidado, posicionar o laringoscópio; em seguida, ajustar a língua e tecidos moles da boca para o lado esquerdo com a lâmina, até localizar a epiglote. Resposta comentada: - Na alternativa recomenda-se que todo paciente que necessite de intubação endotraqueal receba oxigênio em baixo fluxo imediatamente antes de iniciar, está errada pois é recomendado oxigênio em alto fluxo. Na alternativa que informa que a laringoscopia deve ser realizada utilizando-se as duas mãos. Enquanto a mão direita segura o cabo do laringoscópio, a mão esquerda pode elevar e inclinar a cabeça do paciente, está errada, pois a mão esquerda segura o cabo do laringoscópio, a mão direita pode elevar e inclinar a cabeça. - Na alternativa que diz que a confirmação da posição do tubo com ausculta epigástrica seguida dos quatro campos pulmonaresé desnecessária quando o médico tem certeza da introdução do tubo na traqueia, está errada, pois a confirmação da posição do tubo pela ausculta deve sem sempre realizada. Referências: https://www.saude.pr.gov.br/sites/default/arquivos_restritos/files/documento/2021- 03/PROTOCOLO%20DE%20INTUBA%C3%87%C3%83ODE%20VIAS%20A%C3%89REAS.pdf Protocolo-de-Via-Aérea-na-Emergência-HCFMUSP-2019.pdf (emergenciausp.com.br) 15ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 19 de 68 Enunciado: Ao realizar visita domiciliar na casa da dona Ana, 60 anos, a Dra Júlia se deparou com a paciente recostada na poltrona, com dificuldade de fala, deglutição e deambulação, alimentando-se por sonda nasogástrica, em uso de fralda geriátrica e O2 por catéter nasal. A filha Mariana relata que a paciente vem sofrendo engasgos de repetição e não consegue mais deambular devido à fraqueza e contrações musculares, o que causa dores intensas. A filha conta que dona Ana teve diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA) há 6 meses, já em estágio avançado da doença e, desde então, vem apresentando tristeza e isolamento, além de náuseas frequentes devido ao uso de medicações e dificuldade de alimentar-se adequadamente. Fazia acompanhamento com alguns especialistas mas precisou cancelar o plano de saúde, utilizando, agora, os cuidados de saúde oferecidos pelo SUS. Mariana fala, chorando, que fará o que for necessário, mesmo com recursos escassos, para que a mãe posssa recuperar a saúde e permanecer ao seu lado o máximo de tempo possível, independente da situação. Ao exame, IMC: 15,6, PA: 110/70 mmHg, FR: 24 irpm (com O2 a 2 L/min). Sobre o caso, pode-se afirmar que: Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) A introdução de medicações para controle da dor associadas a medidas não farmacológicas como fisioterapia, acupuntura e psicoterapia são fundamentais. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 20 de 68 Resposta comentada: PRINCÍPIOS DOS CUIDADOS PALIATIVOS 1. Promover alívio da dor e outros sintomas que causam sofrimento. 2. Afirmar a vida e considerar a morte um processo natural. 3. Não pretender apressar, nem retardar a morte. 4. Integrar os aspectos psicossociais e espirituais ao cuidado do paciente. 5. Oferecer sistema de apoio com intuito de ajudar pacientes a viverem ativamente tanto quanto possível até a morte. 6. Oferecer sistema de apoio para ajudar a família a lidar com a doença do paciente e seu próprio luto. 7. Utilizar equipe para abordar as necessidades dos pacientes e seus familiares, incluindo aconselhamento para o luto quando indicado. 8. Reforçar e aprimorar a qualidade de vida e, também, influenciar positivamente o curso da doença. 9. Ser aplicável no início do curso da doença, em conjunto com outras terapias que prolonguem a vida, como quimio e/ou radioterapia, e incluir investigações necessárias para o melhor entendimento e abordagem das complicações clínicas que causam sofrimento. Maia, L.C. et al. Guia da Saúde do Idoso na Atenção Primária. 1. ed. Montes Claros: Henriques Design, 2019. ISBN: 978-85-92830-29-8. Freitas, E.V. et al. Tratado de geriatria e 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2016. ISBN 9788527729499. 16ª QUESTÃO Enunciado: Paciente, 32 anos, solteira, sem filhos, dona de casa comparece à Unidade Básica de Saúde com relato de estar se sentindo cada vez mais triste e desanimada nos últimos 2 meses. Perdeu o interesse pelas atividades que antes gostava, tem dificuldade de se concentrar e dormir, e sente cansaço constante. Nos últimos dias, teve pensamentos frequentes de morte e até mesmo imaginado como se suicidaria. Nega ter feito qualquer plano concreto, mas afirma que "não sabe mais quanto tempo aguenta". Apresenta sinais e sintomas de depressão maior, incluindo tristeza profunda, desânimo, anedonia, fadiga, alterações do sono e do apetite, pensamentos de morte e ideação suicida. Com base na avaliação do caso, assinale a alternativa com a conduta mais adequada. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 21 de 68 Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) Oferecer apoio emocional, explorar alternativas ao suicídio e encaminhar o paciente para tratamento especializado imediato com psiquiatra. Resposta comentada: Trata-se de um paciente de médio risco para o suicídio, isto é, a pessoa tem pensamentos e planos, mas não tem planos de cometer suicídio imediatamente. Ações necessárias: - Ofereça apoio emocional, trabalhe com os sentimentos suicidas da pessoa e focalize nos aspectos positivos. - Focalize os sentimentos de ambivalência. O profissional da saúde deve focalizar na ambivalência sentida pelo indivíduo em risco de suicídio entre viver e morrer, até que gradualmente o desejo de viver se fortaleça. - Explore alternativas ao suicídio. O profissional da saúde deve tentar explorar as várias alternativas ao suicídio. - Faça um contrato, negocie, aqui é o momento para usar a força do vínculo existente entre você e o paciente. Extraia uma promessa sincera do indivíduo de que ele ou ela não vai cometer suicídio. - Encaminhe a pessoa ao psiquiatra da equipe ou agende uma consulta o mais breve possível dentro do período em que foi feito o contrato. - Entre em contato com a família, os amigos e/ou colegas e reforce seu apoio. - Impedir o acesso aos meios para cometer suicídio. - Explicar que essas medidas são temporárias, até que ele/ela melhore o suficiente para reassumir o controle. Referência: D'OLIVEIRA, Carlos Felipe; BOTEGA, Neury José. Prevenção do suicídio: manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental. In: Prevenção do suicídio: manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental. 2006. p. 76-76. 17ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 22 de 68 Enunciado: Um paciente diabético tipo 2, obeso e assintomático, vem à consulta na UBS para rastreamento de nefropatia relacionada ao diabetes, recebendo a solicitação do exame de urina tipo I (EAS) pelo médico de família. Pode-se afirmar que a conduta foi: Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) inadequada, uma vez que a dosagem da proteína urinária no EAS não detecta níveis baixos de excreção de albumina. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 23 de 68 Resposta comentada: Assertiva, uma vez que a presença de glicosúria reflete glicemia maior que 180 mg/dL e sugere perda de função renal. INCORRETA. Conduta inadequada e Glicosúria não reflete perda de função renal. Assertiva, uma vez que a ausência de proteinúria e a normalidade dos demais parâmetros no EAS descartam perda de função renal. INCORRETA. Conduta inadequada e ausência de proteinúria e a normalidade dos demais parâmetros no EAS NÃO descartam perda de função renal. Pode haver microalbuminúria e/ou redução da TFG. Inadequada, uma vez que a dosagem da proteína urinária no EAS não detecta níveis baixos de excreção de albumina. CORRETA. Conduta inadequada e deve-se solicitar albuminúria ou relação albumina/creatinina, uma vez que o EAS só mostra proteinúria significativa/macroproteinúria, não mostra microalbuminúria. Inadequada, uma vez que a taxa de filtração glomerular, estimada a partir do EAS, não foi solicitada pelo médico. INCORRETA. Conduta inadequada, mas a TFG é estimada a partir do valor da creatinina plasmática, e não do EAS. Referência: INZUCCHI, Silvio E. Diabete Melito. Grupo A, 2007. 9788536309743. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536309743/. SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015. 9788582712344. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/. VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. 18ª QUESTÃO Enunciado: Mulher, 52 anos, acompanhada ambulatorialmente por diabetes mellitus tipo 2 diagnosticado desde os 48 anos. Durante a consulta, a paciente relata má adesão terapêutica,além de alto consumo de carboidratos simples na dieta. É sedentária, nega tabagismo e etilismo. A respeito do rastreamento das complicações microvasculares, em especial sobre retinopatia diabética, assinale a alternativa correta. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 24 de 68 Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) A realização de oftalmoscopia pode ser auxiliada com o uso de colírios que provocam midríase pupilar, e o achado de microaneurisma indica retinopatia em fase precoce. Resposta comentada: Resposta correta: A realização de oftalmoscopia pode ser auxiliada com o uso de colírios que provocam miose pupilar, e o achado de microaneurisma indica retinopatia em fase precoce. Na oftalmoscopia é possível avaliar o disco óptico, direcionando a luz do oftalmoscópio para onde emergem os vasos. O que caracteriza a retinopatia proliferativa é a presença de neovasos. O uso de colírios que provocam midríase (dilatação pupilar) auxiliam a realização da oftalmoscopia. Microaneurisma é o sinal mais precoce da retinopatia diabética, podendo estar presente já nas fases iniciais de acometimento retiniano. Na oftalmoscopia, o examinador precisa se aproximar bastante do rosto do paciente. A retinopatia não proliferativa grave pode ser definida pela presença de hemorragias e microaneurismas difusos nos 4 quadrantes, ou loops com ensalsichamento venoso em 2 quadrantes, ou anormalidades microvasculares intrarretinianas em 1 quadrante. Na oftalmoscopia, o examinador usa o olho do mesmo lado que está sendo examinado O início do rastreamento da retinopatia diabética nos casos de diabetes mellitus tipo 2 está indicado no momento do diagnóstico. Posteriormente, deve ter uma frequência anual. Referências: Endocrinologia clínica / editor responsável Lucio Vilar; editores associados. Claudio E. Kater ... [et al.]. 7. ed. Rio de Janeiro: Cap 9. Guanabara Koogan, 2021. Semiologia Essencial na Prática Médica. O Que Todo Clínico Deve Saber/Antonio Augusto Masson ... [et al.]. - Rio de Janeiro: Thieme Revinter Publicações Ltda, 2022. 19ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 25 de 68 Enunciado: Homem, 45 anos, chegou à clínica com queixas de fadiga crônica, perda de peso não intencional, náuseas e fraqueza muscular. Relatou sentir-se tonto ao se levantar da posição sentada ou deitada. Sem histórico de problemas de saúde significativos, mas recentemente passou por um episódio de infecção respiratória grave. Ao exame físico, apresentava pele bronzeada, o que chamou a atenção da equipe médica. Ele estava desidratado, pressão arterial 90/60 mmHg. Presença de hiperpigmentação na mucosa bucal e em outras áreas na pele, também apresentava sinais de desnutrição, como perda de peso considerável e massa muscular diminuída. Os exames de sangue revelaram os seguintes resultados: Sódio sérico: 126 mEq/L (faixa normal: 135-145 mEq/L); Potássio sérico: 6,8 mEq/L (faixa normal: 3,5-5,0 mEq/L); Glicose sérica: 45 mg/dL (faixa normal: 70-100 mg/dL) Cortisol sérico: 2 µg/dL (faixa normal: 6-18 µg/dL); ACTH (hormônio adrenocorticotrófico) sérico: 1200 pg/mL (faixa normal: 10-60 pg/mL). De acordo com as informações apresentadas, qual a principal hipótese diagnóstica e fisiopatologia. Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) Doença de Addison, que se caracteriza pela insuficiência da produção dos hormônios das adrenais. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 26 de 68 Resposta comentada: A insuficiência adrenal ou adrenocortical (IA) é definida como a incapacidade do córtex adrenal em produzir quantidades suficientes de glicocorticoides ou glicocorticoides e mineralocorticoides, hormônios cruciais para a homeostase energética e hidreletrolítica. A IA pode ser causada por distúrbio intrínseco adrenocortical (IA primária), doença hipofisária (IA secundária) ou distúrbio hipotalâmico (IA terciária). Didaticamente e na prática clínica diária, costuma-se utilizar o termo IA secundária para englobar os casos decorrentes de distúrbios hipofisários e hipotalâmicos. Apesar de a IA ser incomum, deve-se sempre estar atento ao seu diagnóstico, visto que se trata de uma condição potencialmente fatal, cujos sintomas são geralmente inespecíficos e frequentemente encontrados em outras condições comuns, como infecções virais, fadiga crônica e depressão. Dentre os possíveis fatores etiológicos da Doença de Addison (DA), incluem-se processos autoimunes, doenças infecciosas, granulomatosas e infiltrativas, hemorragia e trombose adrenal, uso de alguns fármacos, adrenalectomia bilateral, hiperplasia adrenal congênita e outras doenças genéticas mais raras. Em casos de adrenalite autoimune ou doenças infecciosas ou infiltrativas, a IA habitualmente apenas se manifesta após a destruição de 90% ou mais do córtex adrenal. Para que a DA se manifeste clinicamente, em geral é necessário o comprometimento de pelo menos 90% do tecido adrenocortical. Nas formas autoimunes e infiltrativas, essa destruição habitualmente é gradual e progressiva. Nos processos hemorrágicos e septicêmicos, a destruição do córtex adrenal geralmente é mais rápida e a sintomatologia se apresenta de modo agudo, caracterizando a crise adrenal. As principais manifestações clínicas da DA são: hiperpigmentação, astenia, fraqueza, anorexia, perda de peso (podendo chegar a 15 kg), distúrbios gastrintestinais e hipotensão Anorexia e perda de peso podem, às vezes, simular o quadro da anorexia nervosa. Outros achados relativamente comuns são: avidez por sal e amenorreia, a qual pode resultar da perda de peso e da doença crônica, bem como de falência ovariana primária (ooforite autoimune) associada. Sintomas psiquiátricos (síndrome cerebral orgânica, depressão ou psicose) ocorrem na maioria dos pacientes com IA primária grave ou de longa duração. Eventualmente, podem ser a manifestação inicial da doença. Redução da libido e da pilificação axilar e pubiana ocorrem apenas em mulheres, nas quais a principal fonte de androgênios são as adrenais. Observa-se vitiligo em 10 a 20% dos pacientes com DA autoimune e raramente em outras formas de IA primária. Referência: Vilar L. Endocrinologia Clínica. (7th edição). Porto Alegre: Grupo GEN; 2020. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9788527737180/epubcfi/6/104%5B%3Bvnd. vst.idref%3Dchapter38%5D!/4/182/4%4053:28 20ª QUESTÃO Enunciado: Médico está em um ambulatório de dermatologia e um paciente de 70 kg apresenta-se para a excisão de uma lesão benigna na região dorsal. A lesão tem, aproximadamente, 2 cm de diâmetro. Opta-se por usar lidocaína 2% sem vasoconstritor para realizar o procedimento. Considerando o peso do paciente e a concentração do anestésico local escolhido, qual é a dose máxima de anestésico que pode ser administrada neste paciente? 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 27 de 68 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) 17,5 ml. Resposta comentada: A dose A lidocaína pode ser usada em doses máximas de 5 e 7 mg⋅kg−1 , quando são empregadas soluções sem ou com adrenalina respectivamente. Não deve ser ultrapassada a dose de 500 mg, utilizando-se, sempre que possível, associação com adrenalina. No caso da bupivacaína, a dose tóxica varia entre indivíduos.30 Todavia, as doses recomendadas são de 2 e 3 mg⋅kg−1 quando se usam soluções sem ou com adrenalina, respectivamente, ou dose máxima de 150 a 200 mg, de preferência contendo adre-nalina. No adulto, não existe correlação entre dose por kg de peso e concentração plasmática de anestésico local. Existe, sim, uma correlação direta entre a dose utilizada e a concentra-ção plasmática, independentemente do peso do paciente. Referência: MANICA, James. Anestesiologia. [Digite o Local da Editora]: Grupo A, 2018. E-book. ISBN 9788582714638. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582714638/. Acesso em: 28 mai. 2024. 21ª QUESTÃO Enunciado: Durante uma visita domiciliar, Dr Eduardo é solicitado a avaliar um paciente, Sr. Oliveira, quefoi recentemente diagnosticado com depressão e reside no território da USF Jardim Oceania há mais de 10 anos. Ele relata sentir-se constantemente triste e sem motivação para realizar atividades diárias. Durante o exame mental, você observa que o Sr. Oliveira tem dificuldade em manter contato visual, fala de forma monótona e parece ter dificuldade em se concentrar nas perguntas feitas. Ele relata também ter perdido o interesse em atividades que antes lhe traziam prazer. Considerando a situação descrita, qual a importância da abordagem à pessoa com problemas emocionais ou transtornos mentais? 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 28 de 68 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) A avaliação do exame mental é fundamental para compreender a extensão dos sintomas, avaliar o risco de suicídio ou autolesão e guiar o plano de tratamento adequado. Resposta comentada: correta: A avaliação do exame mental é fundamental para compreender a extensão dos sintomas, avaliar o risco de suicídio ou autolesão e guiar o plano de tratamento adequado. A avaliação do exame mental é um componente essencial na abordagem de pessoas com problemas emocionais ou transtornos mentais, como no caso do Sr. Oliveira diagnosticado com depressão. Essa avaliação não se limita a confirmar a presença dos sintomas relatados, mas busca compreender a extensão dos sintomas e suas implicações na vida do paciente. No caso específico do Sr. Oliveira, a observação de dificuldade em manter contato visual, fala monótona e dificuldade de concentração indicam aspectos importantes do seu estado mental que vão além dos sintomas descritos verbalmente. A avaliação do exame mental é uma etapa crucial na abordagem clínica de pacientes com problemas emocionais ou transtornos mentais, pois fornece informações detalhadas sobre o estado mental do paciente, orientando a formulação de um plano de tratamento abrangente e individualizado, visando não apenas a remissão dos sintomas, mas também o bem-estar e segurança do paciente. REFERÊNCIA GUSSO, Gustavo; LOPES, José M.C.; DIAS, Lêda C. (Orgs.). Tratado de Medicina de Família e Comunidade: Princípios, Formação e Prática. Porto Alegre: ARTMED, 2019, p. 2388. Cap. 36. 22ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 29 de 68 Enunciado: Durante uma consulta médica na atenção primária à saúde, um paciente de 50 anos, tabagista, obeso, que trabalha 60 horas por semana em um escritório, com estilo de vida sedentário, relata dor lombar persistente associada a formigamento e fraqueza em uma das pernas. O médico suspeita de lombalgia com radiculopatia. Considerando o quadro clínico do paciente assinale a alternativa correta sobre a possível causa para lombalgia com radiculopatia e as estratégias de cuidado para dor crônica na atenção primária à saúde (APS). Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Tabagismo, obesidade e carga horária excessiva de trabalho, levando à compressão das raízes nervosas na região lombar. Fisioterapia, modificações na postura e uso de analgésicos não opioides. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 30 de 68 Resposta comentada: - O paciente apresenta lombalgia com radiculopatia devido ao tabagismo, obesidade e carga horária excessiva de trabalho, fatores que podem contribuir para a compressão das raízes nervosas na região lombar. As estratégias de cuidado mencionadas são apropriadas para o manejo da dor crônica na atenção primária à saúde, incluindo fisioterapia para fortalecimento muscular e melhoria da postura, além do uso de analgésicos não opioides para controle da dor. - Embora o sedentarismo e a obesidade possam contribuir para o desenvolvimento da lombalgia com radiculopatia, a degeneração do disco intervertebral geralmente não está associada a uma carga horária excessiva de trabalho. As estratégias de cuidado mencionadas, como repouso absoluto e prescrição de opioides, podem não ser as mais adequadas para o manejo da dor crônica. - Embora o estresse no trabalho e o tabagismo possam influenciar na dor lombar, a inflamação das articulações facetárias não é uma causa comum de radiculopatia. Além disso, a cirurgia de fusão espinhal pode ser uma opção de tratamento apenas em casos graves e específicos, não sendo a primeira linha de cuidado para dor crônica na APS. - O desgaste da coluna vertebral causado pelo tabagismo e obesidade pode contribuir para a lombalgia, mas a prescrição de corticosteroides não é uma estratégia de cuidado padrão para dor crônica na APS, especialmente para casos de radiculopatia. Além disso, repouso absoluto pode levar à perda de condicionamento físico e piora dos sintomas. Referências: GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática. São Paulo, SP: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715369. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/. Acesso em: 31 mar. 2024. GIANINI, Reinaldo J. SOS ortopedia 2a ed. Editora Manole, 2020. Capítulo 12. E-book. ISBN 9786555760231. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555760231/. KATZUNG, Bertram G. (Org.). Farmacologia básica e clínica. 15. ed. Porto Alegre: AMGH, 2023, 9788580555967.https://integrada.minhabiblioteca.com.br/reader/books/9786558040194/pages/rec ent. NORRIS, Tommie L. Porth - Fisiopatologia. São Paulo, SP: Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788527737876. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737876/. 23ª QUESTÃO Enunciado: Após a confirmação de meningite meningocócica em um adolescente de 15 anos com febre alta, cefaleia, náuseas e rigidez de nuca, devem ser tomadas medidas de profilaxia. De acordo com o Ministério da Saúde (MS), o que é recomendado como profilaxia de primeira escolha para contatos próximos e profissionais de saúde expostos sem EPI sobre o caso acima? 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 31 de 68 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Administrar rifampicina em contatos próximos e profissionais de saúde expostos à secreções respiratórias sem proteção adequada. Resposta comentada: Conforme estabelecido pela Portaria nº 192 do Centro de Vigilância Sanitária (CEVS) do Ministério da Saúde, a profilaxia com rifampicina é especificamente indicada para contatos próximos e profissionais de saúde expostos a casos confirmados de meningite meningocócica sem o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) adequados. Esta diretriz destaca a rifampicina como a medida profilática prioritária em situações de risco de transmissão, enfatizando a sua eficácia na prevenção da propagação da infecção. A Portaria nº 192 reforça a importância da identificação e tratamento rápido dos indivíduos expostos, para controlar surtos e proteger a saúde pública. Contatos próximos são os moradores do mesmo domicílio, indivíduos que compartilham o mesmo dormitório (em alojamentos, quartéis, entre outros), comunicantes de creches e escolas, e pessoas diretamente expostas às secreções do paciente sem uso de EPI, como, por exemplo, profissionais que realizaram IOT, passagem de SNG ou laringoscopia. Referência: https://www.cevs.rs.gov.br/portaria-cnaes-portaria-n-192-2022.Medidas de Prevenção e controle de Doença Meningocócica. Guia de Vigilância em Saúde:volume único [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços. – 3ª. ed. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019. 24ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 32 de 68 Enunciado: Um médico da equipe de saúde da família é chamado para avaliar um idoso, 78 anos, que vive com a família. A filha relata que ele passa a maior parte do tempo acamado por fraqueza e dificuldade de locomoção e recentemente começou a reclamar de dor em região sacral. Ao examiná-lo, o médico observa uma área de pele íntegra, mas com eritema persistente e uma lesão com perda parcialda epiderme, expondo a derme intacta na região sacral. O idoso parece desnutrido e desidratado. A filha parece impaciente durante a consulta e relutante em responder perguntas sobre os cuidados diários do pai, pontuando mais de 6 pontos na escala de Zarit. Considerando o caso apresentado, qual deve ser a abordagem do médico da equipe de saúde da família? Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) Iniciar o tratamento local da lesão por pressão e orientar a família sobre os cuidados necessários para prevenção e sobrecarga. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 33 de 68 Resposta comentada: A alternativa “Iniciar tratamento local da lesão por pressão e orientar a família sobre os cuidados necessários para prevenção e sobrecarga” pode ser justificada como correta dentro de um contexto em que a abordagem inicial foca na estabilização clínica do idoso e na educação da família para prevenir a progressão da lesão e reduzir a possibilidade de futuras lesões por pressão. Justificativa: O tratamento local das lesões por pressão é uma prioridade para evitar infecções e promover a cura. Esta abordagem direta alivia a dor e desconforto do idoso e evita complicações. Simultaneamente, a orientação à família é uma etapa essencial no manejo, pois o cuidado adequado em casa é um fator crítico para a prevenção de lesões por pressão. Ao educar a família sobre como posicionar o idoso adequadamente, a frequência necessária para mudança de decúbito, e a importância de uma nutrição adequada e hidratação, o médico estabelece um plano de cuidado proativo. Adicionalmente, ao considerar a sobrecarga dos cuidadores, a orientação dada pode incluir estratégias para manejo do estresse, indicação de apoio comunitário ou até mesmo serviços de cuidado formal. Isso reconhece que a saúde do cuidador é fundamental para a saúde do idoso, e que cuidadores sobrecarregados podem não ser capazes de prover cuidados adequados, aumentando o risco de lesões por pressão e negligência. Em resumo, essa alternativa é considerada correta porque aborda tanto o cuidado imediato necessário para o idoso quanto a prevenção de problemas futuros, equilibrando a urgência da situação clínica com a educação e o suporte necessários para o cuidador. Considerar apenas o tratamento dermatológico ignora possíveis questões subjacentes de maus- tratos ou negligência. Não iniciar o tratamento da lesão e somente orientar a família, não aborda a necessidade de avaliação mais ampla da situação do idoso. O uso de antibióticos sem confirmação de infecção é inadequado e não aborda a causa raiz da lesão por pressão. Referência: Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Manual de prevenção e tratamento de lesões de pele. Rio de Janeiro: SBGG, 2018. 25ª QUESTÃO Enunciado: Uma criança de 2 anos de idade é trazida pela mãe à UPA da sua região, com história de febre há 3 dias, fotofobia, rigidez da nuca e convulsão. Foi realizada punção lombar, cujo resultado do líquor foi: aspecto purulento, celularidade 7.000 neutrófilos/mm3 e 100 linfócitos/mm³, hipoglicorraquia e hiperproteinorraquia. Considerando os dados da punção lombar e a sintomatologia do paciente, marque a alternativa que apresenta o diagnóstico e a forma de transmissão do caso corretamente. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 34 de 68 Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) Meningite bacteriana, contato próximo com secreções respiratórias de uma pessoa infectada. Resposta comentada: A alternativa correta é que apresenta o diagnóstico de meningite bacteriana considerando o quadro clínico e os achados laboratoriais apresentados. A meningite bacteriana é sugerida pelos sintomas típicos, como febre persistente, fotofobia, rigidez de nuca e podendo levar o paciente a quadros de convulsão e coma, bem como pelos resultados da punção lombar, que indicam aumento de células (predominantemente neutrófilos), aumento de proteínas e diminuição de glicose no líquor, características típicas de meningite bacteriana. É transmitida por contato próximo com secreções respiratórias de pessoas infectadas, como tosse ou espirros. A meningite viral não corresponde com os achados da punção lombar. Além disso, a transmissão da meningite viral não ocorre por contato saliva, como indicado na opção, podendo ser transmitida por contaminação fecal-oral ou até por picada de mosquitos infectados. A neurotuberculose além de não apresentar os sintomas e os achados laboratoriais do caso, é mais comumente associada a outros grupos etários, como adolescentes e adultos jovens. Assim como nos casos de tuberculose fúngica que não apresenta os achados laboratoriais acima e é mais comum em pacientes imunocomprometidos. Referências: FILHO, Geraldo B. Bogliolo - Patologia. 10ª edição. Grupo GEN, 2021. 9788527738378. LEVINSON, Warren. Microbiologia Médica e Imunologia. 13ª edição. AMGH, 2016. 9788580555578. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580555578/. MCPHERSON, Richard A.; PINCUS, Matthew R. (Ed.). Diagnósticos clínicos e tratamento por métodos laboratoriais de Henry. 21. ed. São Paulo: Manole, 2012. Doença Meningocócica. Guia de Vigilância em Saúde: volume 1/ Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia e Serviços. 1. ed. Atual. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. Outras Meningites. Guia de Vigilância em Saúde: volume 1/Ministério Meningite: O que precisamos saber/Liphaus BL et al. da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Coordenação- Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia e Serviços. 1. ed. Atual. Brasília: Ministério da Saúde, 2017. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 35 de 68 26ª QUESTÃO Enunciado: Um estudante de medicina do quinto período está em um café, quando um colega de faculdade, após queixar-se de um desconforto epigástrico, apresenta o olhar fixo e movimentos semelhantes à mastigação. Ele está acordado, porém não responde e não consegue comunicar-se claramente. A crise dura aproximadamente 2 minutos, e após esse período, o colega parece confuso por alguns instantes, mas gradativamente retorna ao estado de consciência plena. Com base nas características clínicas descritas, qual é a classificação mais apropriada para o tipo de crise epiléptica apresentada pelo paciente? Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Crise focal disperceptiva. Resposta comentada: A alternativa correta é crise epiléptica focal disperceptiva. As crises focais disperceptivas, antes denominadas crises parciais complexas, são crises focais nas quais a consciência, a responsividade ou a memória estão comprometidas. A descarga convulsiva geralmente se origina no lobo temporal ou no lobo frontal medial, mas pode se originar em qualquer lugar. Os sintomas assumem muitas formas, mas geralmente são estereotipados para o paciente individual. Os episódios podem começar com uma aura. Sensações epigástricas são as manifestações de aura mais comuns, mas também podem ocorrer sintomas afetivos (medo), psíquicos (déjà vu) e sensoriais (alucinações olfatórias). A consciência está comprometida. As crises costumam persistir por 1 a 3 minutos. As manifestações motoras das crises parciais complexas são caracterizadas por atividade motora involuntária coordenada, denominada automatismo, que toma a forma de movimentos orobucolinguais em cerca de 75% dos pacientes, e outros movimentos faciais, cervicais ou manuais em cerca de 50% dos casos. Sentar-se ou ficar em pé, mexer em objetos e realizar movimentos bilaterais dos membros são ações menos comuns. Referência: GREENBERG, David A.; AMINOFF, Michael J.; SIMON, Roger P. Neurologia clínica. Grupo A, 2014. E-book. ISBN 9788580553550. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580553550/. Acesso em: 22 abr. 2024. 27ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 36 de 68 Enunciado: Uma mulher, de 65 anos, assintomática, tabagistae diabética há mais de 20 anos, mal controlada, procedente de área rural, procura atendimento médico na Unidade Básica de Saúde para avaliação de dor e parestesias simétricas, com distribuição “em bota” em membros inferiores. Com base na situação apresentada, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I - Nesse caso o(a profissional médico(a deverá considerar a possibilidade de Polineuropatia Simétrica Distal (PSD relacionada ao diabetes. PORQUE II - A hiperglicemia crônica gera estresse oxidativo que leva ao aumento na formação de radicais livres, tanto pela via do poliol, quanto pelos PFGA (produtos finais de glicosilação avançada e da proteína C quinase, causando disfunção mitocondrial e apoptose celular em nível de sistema nervoso. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) As asserções I e II são verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. Resposta comentada: A segunda afirmação está correta e explica o mecanismo fisiopatológico da primeira afirmação adequadamente, ocorrendo temporalmente e contribuindo (sendo causa) dos sintomas da paciente e do diagnóstico apresentado na Asserção I. Referência: Loscalzo J, Fauci AS, Kasper DL et al. Medicina Interna de Harrison. (21st edição). Grupo A; 2024. 28ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 37 de 68 Enunciado: Um idoso, de 70 anos foi, recentemente, diagnosticado com sequelas de um AVC isquêmico. Ele apresenta hemiparesia à direita e dificuldade para levantar-se da cama. É hipertenso, diabético e faz uso de múltiplas medicações, inclusive por conta própria. O paciente está em reabilitação e tem como objetivo melhorar sua independência funcional. Considerando o caso clínico acima, marque a assertiva correta que relaciona o quadro com potenciais riscos de queda. Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) O paciente faz uso de múltiplas medicações, inclusive por conta própria, o que é um fator de risco importante para quedas. Novos medicamentos, mudanças de doses, posologia e classes devem ser questionados. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 38 de 68 Resposta comentada: As quedas podem estar associadas a fatores intrínsecos (decorrentes de alterações fisiológicas do envelhecimento, doenças e efeitos de medicamentos, fatores extrínsecos, (circunstâncias sociais e ambientais que oferecem desafios ao idoso e fatores situacionais, como correr para atender o telefone ou ir ao banheiro. A probabilidade de quedas aumenta à medida que esses fatores se acumulam. Aproximadamente, 70% das quedas ocorrem no ambiente domiciliar. Portanto, orientações ambientais são fundamentais para sua prevenção. Ao fazer exame físico é importante especial atenção aos sistemas cardiovascular, neurológico e musculoesquelético. É importante indagar sobre prescrições de novos medicamentos ou mudanças recentes nas doses. Revisar regularmente e reduzir, quando possível, o número e a dose dos medicamentos, incluindo aqueles não prescritos. Considerar tratamentos não farmacológicos. A polifarmácia e medicações específicas são grande causadoras de quedas. Fatores sociodemográficos são considerados fatores intrínsecos, como: Idade avançada, sexo feminino, ausência de cônjuge, antecedente de queda, medo de cair. Referências: Prospero, Lucas P. Amerepam - Manual de Geriatria. Disponível em: Minha Biblioteca, (2nd edição. Grupo GEN, 2019. Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília: Ministério da Saúde, 2007. 192 p.: il. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos; (Cadernos de Atenção Básica; n. 19, Cap. 12. 29ª QUESTÃO Enunciado: Mulher, 45 anos, apresenta fraqueza muscular progressiva, começando pelos membros inferiores e ascendendo simetricamente. Refere quadro de infecção respiratória alta há 3 semanas. Ao exame físico, há diminuição dos reflexos tendinosos profundos e hiporreflexia difusa. Realizado coleta de líquor com presença de celularidade normal e aumento de proteínas. Marque a alternativa que corrobore a principal hipótese diagnóstica. Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) Diminuição da amplitude do potencial de ação muscular. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 39 de 68 Resposta comentada: A alternativa correta é a “Diminuição da amplitude do potencial de ação muscular nos estudos de condução nervosa”. Uma vez que na Síndrome de Guillain-Barré, os estudos de condução nervosa e de eletroneuromiografia geralmente mostram uma diminuição na amplitude do potencial de ação muscular, devido à desmielinização dos nervos periféricos. A presença de anticorpos anti-receptor de acetilcolina é característica da Miastenia Gravis, não da SGB. Portanto, essa opção está incorreta para o diagnóstico de SGB. Na SGB, ocorre uma desmielinização dos nervos periféricos, levando a uma diminuição da velocidade de condução nervosa. Portanto, não ocorre um aumento da velocidade de condução nervosa nos nervos periféricos. Um achado comum na SGB é a albuminocitológica dissociada no líquido cefalorraquidiano, ou seja, um aumento na concentração de proteína sem aumento significativo no número de células brancas. Portanto, essa opção está incorreta. Referências: Wijdicks EF, Klein CJ. Guillain-Barré Syndrome. Mayo Clin Proc. 2017 Mar;92(3):467-479. doi: 10.1016/j.mayocp.2016.12.002. PMID: 28259232 BERTOLUCCI, Paulo HF.; FERRAZ, Henrique B.; BARSOTINI, Orlando Graziani P.; e outros. Neurologia: diagnóstico e tratamento. Barueri, São Paulo: Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9786555765854. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786555765854/. Acesso em: 25 mar. 2024. RODRIGUES, Marcelo M.; BERTOLUCCI, Paulo Henrique F. Neurologia para o Clínico-Geral. Editora Manole, 2014. 9788520452240. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520452240/. Acesso em: 02 jun. 2022. 30ª QUESTÃO Enunciado: Paciente, 65 anos, sexo feminino, chega à UBS, com queixas de vertigem intensa, acompanhada de náuseas e vômitos. Relata episódios recorrentes de tontura rotatória, que duram alguns minutos e são desencadeados por movimentos bruscos da cabeça. Durante esses episódios sente dificuldade para manter o equilíbrio e fica debilitada. Exame neurológico normal e manobra de Dix-Halpike com presença de nistagmo e vertigem. Diante do caso clínico, o provável distúrbio vestibular apresentado é: 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 40 de 68 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Vertigem postural paroxística benigna. Resposta comentada: Os sintomas apresentados são altamente sugestivos de Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB). Na VPPB, os pacientes experimentam episódios breves de vertigem intensa, geralmente desencadeados por mudanças rápidas de posição da cabeça. Isso ocorre devido a detritos que se alojam nos canais semicirculares do ouvido interno, desencadeando uma sensação de movimento rotatório. A manobra de Dix-Hallpike positiva confirma o diagnóstico. A neurite vestibular geralmente causa vertigem constante e intensa, acompanhada de perda auditiva e zumbido. A doença de Ménière é caracterizada por vertigem episódica, geralmente acompanhada de perda auditiva, zumbido e plenitude auricular. Um AVC isquêmico pode causar vertigem, mas geralmente está associado a outros sintomas neurológicos focais, como fraqueza, alterações na fala ou perda sensorial. Referência: RAFF, R.; LEVITZKY, M. G. Fisiologia Médica. Grupo A, 2012. Rodrigues, Marcelo, M. e Paulo Henrique Ferreira Bertolucci. Neurologia para o Clínico-Geral. Disponível em: Minha Biblioteca, Editora Manole, 2014. 31ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 41 de 68 Enunciado: No consultório de oftalmologia temos dois pacientes: Paciente 1, 65 anos - Vermelhidão intensa, secreção ocular espessa e amarelada no olho direito há três dias. Relatairritação inicial seguida de agravamento dos sintomas. Dificuldade para enxergar de perto precede os sintomas oculares recentes, notou seu início há 4 anos aproximadamente. Paciente 2, 17 anos - Dificuldade em enxergar claramente, especialmente à noite. Mudança na forma da córnea ao longo do tempo. Óculos já não corrigem adequadamente sua visão, necessidade de lentes de contato especiais. Afinamento progressivo e protuberância cônica na córnea observados no exame oftalmológico. Foi diagnosticado recentemente. Quais são os diagnósticos compatíveis com as alterações apresentadas pelos pacientes? Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) Paciente 1: conjuntivite e presbiopia / paciente 2: ceratocone. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 42 de 68 Resposta comentada: Paciente 1: glaucoma e astigmatismo / paciente 2: ceratocone: O pai não exibe sinais típicos de glaucoma, como visão em túnel ou dor ocular, enquanto a miopia não coincide com sua dificuldade em enxergar de perto. Para o filho, a indicação de ceratocone não se encaixa com os sintomas de dificuldade noturna e mudança na forma da córnea mencionada. Paciente 1: conjuntivite e miopia / paciente 2: glaucoma e presbiopi. Os sintomas apresentados pelo filho não são consistentes com conjuntivite, e a miopia não se alinha com sua dificuldade noturna. Para o pai, enquanto a presbiopia corresponde à sua dificuldade em enxergar de perto, os sintomas descritos não se encaixam com os de glaucoma. Paciente 1: conjuntivite e astigmatismo / paciente 2: retinoblastoma. Os sintomas do filho não correspondem à conjuntivite e astigmatismo, e para o pai, não há indicação de Retinoblastoma nos sintomas descritos. Paciente 1: conjuntivite e presbiopia / paciente 2: ceratocone: Vermelhidão intensa, secreção ocular espessa e amarelada no olho direito há três dias corresponde a conjuntivite e a dificuldade de para enxergar de perto precede os sintomas oculares recentes são os sintomas de presbiopia, sendo uma alteração comum no idoso. Dificuldade em enxergar claramente, especialmente à noite. Mudança na forma da córnea ao longo do tempo. Óculos já não corrigem adequadamente sua visão, necessidade de lentes de contato especiais. Afinamento progressivo e protuberância cônica na córnea observados no exame oftalmológico. Foi diagnosticado recentemente são sintomas de ceratocone. Referências: DANTAS, Altamir M. Essencial em Oftalmologia: Grupo GEN, 2010. E-book. ISBN 978-85-700- 6496-7. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/978-85-700-6496-7/. Acesso em: 26 mar. 2024. PUTZ, Carla. Oftalmologia - Ciências Básicas: Grupo GEN, 2017. E-book. ISBN 9788595152199. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788595152199/. Acesso em: 26 mar. 2024. 32ª QUESTÃO Enunciado: Um menino de 5 anos de idade, previamente saudável, é levado ao médico devido a uma história de 2 dias de erupção cutânea e inchaço na perna esquerda. A mãe conta que o menino reclamou de picada de inseto enquanto brincava ao ar livre, 3 dias antes do início da lesão. Suas imunizações estão em dia. Ele não tem alergias conhecidas. Sua temperatura é de 38,5°C, o pulso é de 120 bpm e o hemograma revela 19.000 leucócitos com desvio à esquerda. A parte inferior da perna esquerda está inchada e sensível, com eritema central bem demarcado de mais ou menos 8 cm e apresentando flutuação. Assinale a alternativa que indica o tratamento adequado para o paciente. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 43 de 68 Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) Incisão, drenagem e antibioticoterapia. Resposta comentada: Quando o abscesso estiver bem localizado e a flutuação for evidente, incisão e drenagem constituem o tratamento adequado. A drenagem possibilita o escape do pus acumulado na loja do abscesso, eliminando grande quantidade de microrganismos em proliferação e evitando que a hipertensão local, resultante do acúmulo do exsudato, rompa a barreira piogênica, disseminando a infecção. Além disso, ela permite eliminar a cavidade criada pela lesão, favorecendo a cura e possibilitando alívio acentuado da dor pela diminuição da tensão intracavitária. Quando o paciente não estiver em uso de antimicrobiano, ele pode ser administrado, por via endovenosa, meia hora antes da drenagem, de modo que, havendo ruptura da membrana piogênica durante a intervenção, com disseminação bacteriana, o medicamento possa exercer efeito satisfatório. A indicação ao uso de antimicrobianos deve ser limitada à presença de associação do abscesso com linfangite, linfadenite, febre e/ou sinais de bacteremia, uma vez que, nas lesões bem circunscritas, e dependendo do antimicrobiano usado, a membrana piogênica impede que este atinja concentrações terapêuticas satisfatórias na cavidade do abscesso. Eles devem ser usados também nos casos de abscessos maiores que 5 cm, múltiplas lesões, extremos de idade, áreas de difícil drenagem (face, mãos e genitália) e em diabéticos ou imunossuprimidos. Referência: Cirurgia de ambulatório / Paulo Roberto Savassi-Rocha, Soraya Rodrigues de Almeida Sanches, Alexandre Lages Savassi-Rocha. - Rio de Janeiro: MedBook, 2013. 33ª QUESTÃO Enunciado: Durante uma visita domiciliar, um idoso, de 82 anos, já com diagnóstico clínico de Alzheimer é atendido pelos alunos. A filha que mora com ele relata episódios de exaltação/irritabilidade e alucinações, bem como “esquecimento”. Recentemente, ele teve um mal-estar súbito e realizou uma tomografia computadorizada de crânio, sem imagens características. Acerca deste transtorno neurocognitivo, analise as afirmativas abaixo e marque a correta. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 44 de 68 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Tem início de forma gradual, com declínio na aprendizagem. Resposta comentada: Demência (ou transtorno neurocognitivo) é a perda progressiva das funções cognitivas e emocionais de uma pessoa, com impacto em sua relação com o mundo, em geral com prejuízo à sua qualidade de vida. Caracteriza-se por distúrbios de memória associados a comprometimento do raciocínio lógico, da orientação espacial, da afetividade, da linguagem, das habilidades construtivas e de outras funções cognitivas, como capacidade de aprendizado, pensamento abstrato e julgamento. Os critérios do Manual diagnóstico e estatístico (DMS-V) podem ajudar na compreensão da demência de Alzheimer, a mais comum entre as causas. Critérios diagnósticos para transtorno neurocognitivo maior ou leve devido à doença de Alzheimer (DSM-5) 1. São atendidos os critérios para transtorno neurocognitivo maior ou leve 2. Há surgimento insidioso e progressão gradual de prejuízo em um ou mais domínios cognitivos (no caso de transtorno neurocognitivo maior, pelo menos dois domínios devem estar prejudicados) 3. Os critérios são atendidos para doença de Alzheimer provável ou possível, do seguinte modo: Para transtorno neurocognitivo maior: Provável doença de Alzheimer é diagnosticada se qualquer um dos seguintes está presente; caso contrário, deve ser diagnosticada possível doença de Alzheimer 1. Evidência de uma mutação genética causadora de doença de Alzheimer a partir de história familiar ou teste genético 2. Todos os três a seguir estão presentes: Evidências claras de declínio na memória e na aprendizagem e em pelo menos outro domínio cognitivo (com base em história detalhada ou testes neuropsicológicos em série). Declínio constantemente progressivo e gradual na cognição, sem platôs prolongados. Ausência de evidências de etiologia mista (i.e., ausência de outra doença neurodegenerativa ou cerebrovascular, ou de outra doença ou condição neurológica, mental ou sistêmica, provavelmente contribuindo para o declínio cognitivo) Para transtorno neurocognitivo leve: Provável doença de Alzheimer é diagnosticada se há evidência de alguma mutação genética causadora de doença de Alzheimer, constatada em teste genético ou na história familiar.Possível 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 45 de 68 doença de Alzheimer é diagnosticada se não há evidência de mutação genética causadora de doença de Alzheimer, de acordo com teste genético ou história familiar, com a presença de todos os três a seguir: ► Evidências claras de declínio na memória e na aprendizagem. ► Declínio constantemente progressivo e gradual na cognição, sem platôs prolongados. ► Ausência de evidências de etiologia mista (i.e., ausência de outra doença neurodegenerativa ou cerebrovascular, ou de outra doença ou condição neurológica ou sistêmica, provavelmente contribuindo para o declínio cognitivo). ► A perturbação não é mais bem explicada por doença cerebrovascular, outra doença neurodegenerativa, efeitos de uma substância ou outro transtorno mental, neurológico ou sistêmico. Referência: DynaMed. Demência de Alzheimer. Disponível em: https://www.dynamed.com/condition/alzheimer-dementia. RODRIGUES, Marcelo M.; BERTOLUCCI, Paulo Henrique F. Neurologia para o Clínico- Geral.Editora Manole, 2014. 9788520452240. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520452240/. DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Grupo A, 2019. 9788582715062. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715062/. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais Quinta Edição (DSM-5) e a Classificação Estatística Internacional de Doenças-10 (CID-10) 34ª QUESTÃO Enunciado: Mulher, de 45 anos, comparece à clínica com queixas de fadiga, ganho de peso de 10kg no último ano sem mudanças significativas em dieta ou atividade física, constipação, pele seca, e perda de cabelo. Ela relata sentir frio constantemente, mesmo em ambientes aquecidos, e tem experimentado ciclos menstruais irregulares. Não existe um histórico pessoal ou familiar de doença tireoidiana. O exame físico revela pele seca, reflexos tendinosos profundos com relaxamento retardado e bradicardia. Achados Laboratoriais Iniciais: Cortisol matinal: 18 µg/dL (Faixa normal: 7-25 µg/dL) Sódio sérico: 142 mEq/L (Faixa normal: 135-145 mEq/L) Creatinina sérica: 0.9 mg/dL (Faixa normal: 0.6-1.1 mg/dL) Cálcio corrigido: 9.4 mg/dL (Faixa normal: 8.7-10.2 mg/dL) PCR (Proteína C-Reativa): 2.5 mg/L (Faixa normal: <3.0 mg/L) TSH (Hormônio Estimulante da Tireoide): 10 mIU/L (Faixa normal: 0.5-4.5 mIU/L) T4 Livre: 0.8 ng/dL (Faixa normal: 0.9-1.7 ng/dL) Colesterol total: 250 mg/dL (Faixa normal: <200 mg/dL) LDL colesterol: 160 mg/dL (Faixa normal: <100 mg/dL) Anticorpos Antitireoglobulina (anti-Tg): Positivo Anticorpos Antitireoperoxidase (anti-TPO): Positivo Com base na apresentação clínica e achados laboratoriais, qual das seguintes opções melhor descreve o diagnóstico e abordagem terapêutica correta para esta paciente? 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 46 de 68 Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) Hipotireoidismo primário; iniciar levotiroxina em dose baixa e ajustar baseado nos níveis de TSH. Resposta comentada: Correta: Hipotireoidismo primário; iniciar levotiroxina em dose baixa e ajustar baseado nos níveis de TSH. Apresentação clínica (fadiga, ganho de peso, constipação, pele seca, sensação de frio, ciclos menstruais irregulares), junto aos achados laboratoriais (TSH elevado e T4 Livre baixo) suporta o diagnóstico de hipotireoidismo primário. O manejo inicial recomendado envolve a administração de levotiroxina em dose baixa, com ajustes subsequentes baseados nos níveis de TSH, visando normalizá-los. Essa abordagem minimiza o risco de efeitos adversos, especialmente em pacientes sensíveis a alterações hormonais, e permite uma titulação cuidadosa da dose necessária para alcançar um estado eutireoide. A alternativa é a única que, corretamente, identifica a condição da paciente e propõe uma estratégia de tratamento baseada em evidências e diretrizes clínicas atuais. Incorreta: Hipertireoidismo; iniciar tratamento com medicamentos antitireoidianos baseado nos níveis T4 livre. Não há evidência de hipertireoidismo (TSH baixo e T4 alto), tornando o tratamento com medicamentos antitireoidianos inadequado. Incorreta: Hipotireoidismo secundário; iniciar tratamento com alta dose de levotiroxina e corticoides baseado no níveis do cortisol. Iniciar tratamento com alta dose de levotiroxina pode aumentar o risco de efeitos adversos, especialmente em pacientes com doença cardíaca subjacente ou idosos, devido ao potencial de induzir sintomas de hipertireoidismo iatrogênico. Incorreta: Eutireoidismo com dislipidemia; iniciar tratamento da dislipidemia com estatinas e antiagregantes plaquetários. Apesar da dislipidemia estar presente, ela é, frequentemente, secundária ao hipotiroidismo Referências: 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 47 de 68 Para o Diagnóstico e Manejo do Hipotireoidismo: SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015. 9788582712344. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/. VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. Esses livros oferecem diretrizes abrangentes sobre o tratamento do hipotireoidismo, incluindo a recomendação de iniciar a terapia com levotiroxina em dose baixa, especialmente em pacientes idosos ou aqueles com potencial risco cardíaco, com ajustes de dose baseados nos níveis séricos de TSH. Para a Segurança e Titulação da Levotiroxina: SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015. 9788582712344. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/. VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. BRUTON, L L.; HILAL-DANDAN, R. As bases farmacológicas da terapêutica de Goodman e Gilman. 13ª edição. Grupo A, 2018. 9788580556155. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788580556155/. Esses livros destacam a importância de individualizar a terapia de reposição hormonal, começando com doses mais baixas de levotiroxina em certos grupos de pacientes e ajustando conforme necessário, baseado em avaliações clínicas e laboratoriais contínuas. Para a Relação entre Hipotireoidismo e Dislipidemia: SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015. 9788582712344. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/. VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. Esses livros discutem os efeitos da terapia hormonal tireoidiana em adultos mais velhos com hipotireoidismo subclínico, incluindo considerações sobre comorbidades como dislipidemia, reforçando a necessidade de uma abordagem cuidadosa no tratamento do hipotireoidismo para evitar a sobre-reposição e seus riscos associados. 35ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 48 de 68 Enunciado: Mulher, 55 anos, é diagnosticada com diabetes mellitus tipo 2 há 10 anos. Apresenta-se ao pronto-socorro com queixas de fraqueza, sudorese intensa, taquicardia e confusão mental. Refere que esqueceu de tomar sua medicação antidiabética oral nos últimos 3 dias e por conta disso tomou os 4 comprimidos hoje pela manhã. Ao exame físico, ela está confusa e desorientada, pressão arterial: 150/90 mmHg, frequência cardíaca: 120 bpm, e temperatura: 36,8°. Exame de urina com resultado normal, negativo para corpos cetônicos. Qual diagnóstico é compatível com os sintomas e exame apresentados pela paciente? Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) Hipoglicemia. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 49 de 68 Resposta comentada: Cetoacidose diabética - A cetoacidose diabética é caracterizada por hiperglicemia grave, acidose metabólicae cetose. Os sintomas clássicos incluem poliúria, polidipsia, náuseas, vômitos, dor abdominal, taquipneia e hálito cetônico. A confusão mental pode estar presente, mas não é um achado típico na cetoacidose diabética. Hipoglicemia - Os sintomas de hipoglicemia incluem fraqueza, sudorese, taquicardia, confusão mental e até mesmo coma se não tratada. M. S. F. apresenta-se com sintomas típicos de hipoglicemia, como fraqueza, sudorese intensa e confusão mental, e seu nível de glicose sanguínea está abaixo do normal. Estado hiperosmolar hiperglicêmico não cetótico - O estado hiperosmolar hiperglicêmico não cetótico é caracterizado por hiperglicemia extrema, hiperosmolaridade plasmática e desidratação grave. Os pacientes podem apresentar alterações neurológicas, mas a confusão mental grave é mais característica da cetoacidose diabética. Sepse - Apesar do fator de risco presente pela doença de base a paciente não apresenta febre o que orna a possibilidade dessa hipótese menor que a hipoglicemia. Referências: Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes, 2022. INZUCCHI, Silvio E. Diabete Melito. Grupo A, 2007. 9788536309743. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788536309743/ SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015. 9788582712344. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/ . VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/ 36ª QUESTÃO Enunciado: Mulher, 42 anos, comparece em consulta médica ambulatorial com dificuldade em controlar sua asma. Relata que está em uso de corticosteroides (prednisona 20 mg) diariamente, por automedicação, há pelo menos seis meses. Interrogada, refere ter recebido prescrição dessa medicação há alguns anos, quando em quadro clínico semelhante, para uso durante cinco dias. Porém, atualmente, optou por usá-lo diariamente na tentativa de controle asmático, sem melhora significativa. Após o exame físico, o médico interroga no prontuário a hipótese diagnóstica de Síndrome de Cushing, além de outras patologias que necessitam investigação e tratamento. Assinale a alternativa que corresponda aos prováveis achados ao exame físico e o diagnóstico etiológico da paciente em questão. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 50 de 68 Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) Obesidade central, estrias abdominais arroxeadas e largas, fácies em “lua cheia”, fraqueza muscular dos membros e equimoses, que são característicos da Síndrome de Cushing, neste caso exógena, pelo uso indiscriminado de corticosteroides. Resposta comentada: Com base nos achados clínicos e história pessoal, há uma forte suspeita de Síndrome de Cushing induzida por automedicação com corticosteroides. A Síndrome de Cushing exógena ou iatrogênica é considerada a causa mais comum devido à vasta utilização de glicocorticoides (GC) sintéticos pela população e se encontra dentre as causas ACTH-independentes. Glicocorticoides sintéticos e naturais podem ser utilizados em diversas doenças endócrinas ou não endócrinas. Na área de endocrinologia, os GC são utilizados em testes para se estabelecer diagnóstico e confirmar a etiologia da SC, para o tratamento de insuficiência adrenal e na hiperplasia adrenal congênita. Os GC também são aplicados na prática clínica em doses farmacológicas no tratamento de pacientes portadores de patologias inflamatórias, alérgicas, imunológicas, reumatológicas etc. Infelizmente, os GC são utilizados de maneira empírica e inapropriada sem que a eficácia clínica ou o mecanismo de ação sejam rigorosamente estabelecidos. Diversos fatores influenciam nos efeitos terapêuticos e adversos dos GC, dentre eles: propriedades farmacocinéticas do GC em uso, dose diária, fracionamento de doses, duração do tratamento e diferenças individuais no metabolismo esteroide. Prednisona, o GC mais utilizado na prática clínica, é a prednisolona com um radical 11 ceto no local 11 beta hidroxi. É uma molécula inativa que precisa ser convertida em prednisolona no fígado para se tornar ativa. Outras modificações na molécula da prednisolona também produzem outros GC com potências biológicas diferentes. A adição do grupo 6 alfa metil na molécula da prednisolona origina a metil prednisolona que é 5 vezes mais potente que o cortisol. O cortisol sérico circula ligado à CBG (cortisol binding globulin) e à albumina, e grande parte do cortisol ativo circula ligada aos eritrócitos. Os GC sintéticos possuem uma afinidade muito baixa à CBG e aos eritrócitos; sendo assim, 2/3 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 51 de 68 ligam-se fracamente à albumina e 1/3 circula sob a forma livre (13-16). Esta característica possibilita que os GC sintéticos apresentem uma meia-vida mais longa que o cortisol. A meia-vida dos GC sintéticos varia para cada indivíduo de acordo com a idade genética e a influência de outras drogas. Nos idosos, a meia-vida dos GC é mais prolongada. A prescrição de um GC sistêmico pode estar relacionada a diversas situações (doenças crônicas e emergenciais). Quadros de emergência (choque anafilático, nefrite lúpica, choque séptico, síndrome enxerto X hospedeiro, broncoespasmo grave etc.) podem necessitar do uso de GC. Nesses casos, geralmente a administração é realizada por via parenteral, em altas doses e por poucos dias (pulsoterapia) até que a terapia primária estabelecida apresente eficácia. Muitos dos efeitos colaterais da corticoterapia podem ser confundidos com os achados da SC propriamente dita. A principal diferença entre a SC exógena e a endógena é que esta última apresenta maior ação mineralocorticoide, resultando em maior incidência de hipertensão arterial sistêmica (HAS), hipocalemia e sintomas de hiperadrogenismo (hirsutismo e sintomas de virilização). Além disso, alguns efeitos menos comuns tais como o pseudotumor cerebral, necrose óssea avascular, lipomatose epidural espinhal, catarata e glaucoma estão mais relacionados à SC exógena. A obesidade centrípeta é um achado muito característico. O cortisol eleva apetite e ingestão calórica, através da indução da síntese de neuropeptídeo Y (NPY) e receptores de NPY no hipotálamo e supressão da liberação de CRH. Também aumenta a diferenciação de pré- adipócitos a adipócitos e estimula a lipogênese ao elevar a atividade da lipase lipoproteica do adipócito e da glicose-6-fosfato desidrogenase, com intensidades variadas em diferentes regiões do corpo. O excesso do cortisol vai resultar em obesidade com distribuição peculiar de gordura que favorece o abdome, o tronco e a face, porém poupa as extremidades. O excesso de cortisol inibe a síntese de colágeno que vai acarretar no afinamento da pele e das paredes dos capilares, resultando em uma fragilidade que leva a fácil ruptura de capilares e hemorragia intracutânea, o que justifica as estrias cutâneas arroxeadas na pele. A icterícia, dor à palpação em hipocôndrio direito, desidratação, equimoses de coloração azuis- pretas (Sinal de Cullen) em região periumbilical e febre, são achados físicos que podem ser encontrados em casos de pancreatite aguda, não tendo correlação alguma com o caso descrito para a paciente em questão e nem com o uso de corticosteroides. Exoftalmia, diplopia, perda de peso ponderal, taquicardia, sudorese excessiva, edema de membros inferiores e fraqueza muscular podem ser encontrados em pacientes com Doença de Graves e não na Síndrome de Cushing. O hipertireoidismo da Doença de Graves é causado pelas imunoglobulinas estimulantes da tireoide (TSI) sintetizadas na tireoide, assim como na medula óssea e nos linfonodos. O feocromocitoma é um tumor de células cromafins. Essas células estão localizadas na camada medular da glândula suprarrenal, e apresentam em seus citoplasmas grânulos neurossecretores de catecolaminas (dopamina, epinefrina, norepinefrina). Dessa forma, o feocromocitomaé um tumor secretor de catecolaminas. Taquicardia, taquipneia, diaforese e cefaleia, são sinais que podem ser encontrados nesses casos. Referências: Daniella J.P.C. Romanholi & Luiz Roberto Salgado Revisões, Atualizações e Artigos Originais • Arq Bras Endocrinol Metab 51 (8) • Nov 2007 • https://doi.org/10.1590/S0004- 27302007000800014 PORTO, Celmo Celeno. Semiologia médica 8ª edição. Rio de Janeiro - RJ: Guanabara Koogan 2019. 37ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 52 de 68 Enunciado: C.A.S., sexo masculino, 14 anos, vem apresentando, há 3 meses, quadro de poliúria, polidipsia e perda de peso, sendo agendado, por sua genitora, uma consulta na Unidade Básica de Saúde. A médica solicitou alguns exames, para averiguar o que estava ocorrendo com o jovem. Em consulta de retorno, foram avaliados os resultados dos exames e diagnosticado Diabetes Mellitus tipo 1B. Analise o caso e marque a alternativa correta. Alternativas: (alternativa C) (CORRETA) A patologia do paciente não apresenta marcadores indicativos de processo autoimune destrutivo das células beta pancreáticas. Resposta comentada: O diabetes tipo IB corresponde a pacientes com diabetes tipo 1 sem marcadores indicativos de processo autoimune destrutivo das células beta pancreáticas e o diabetes tipo IA possui autoanticorpos (anti- GAD, anti-hilhotas, anti-Znt8) positivos. O DM tipo I apresenta evolução clínica mais acelerada em relação ao DM tipo II e sintomas mais graves, podendo abrir o caso com cetoacidose diabético com primodiagnóstico. O rastreamente de complicações após diagnóstico de DM1 é realizado 5 anos após diagnóstico. O sucesso do tratamento do diabetes não depende apenas da atitude da pessoa acometida, dos seus relacionamentos com a família e com o médico, depende do tratamento com a insulina, pois mesmo esse paciente mudando seu estilo de vida, ele não produz a insulina corretamente. Baseado na fisiopatologia do DM II, é crucial o tratamento farmacológico com drogas antidiabéticas oral, o tratamento do DM I consiste na insulinoterapia. Referência: INZUCCHI, Silvio E. Diabete Melito. Grupo A, 2007. VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. 38ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 53 de 68 Enunciado: Homem, 50 anos, obeso, é atendido em Unidade Básica e Saúde com queixa de lombalgia crônica de início há cerca de sete meses. Trabalha como pedreiro e refere que a dor se intensifica aos esforços físicos e melhora com o repouso. Nega fraqueza, parestesias ou irradiação. Informa que a dor tem intensidade 6 em uma escala numérica de 0 a 10. Faz uso frequente de paracetamol, com alívio parcial do sintoma. Com base no caso clínico descrito acima, assinale a alternativa correta. Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) A mensuração da intensidade da dor é importante pois é considerada como estratégia para a escolha do melhor analgésico. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 54 de 68 Resposta comentada: Como a dor é uma experiência subjetiva, não é possível, para um observador externo, mensurar objetivamente essa experiência interna, complexa e pessoal. Sem tal medida, torna-se difícil determinar se um tratamento é necessário, se o prescrito é eficaz e até mesmo quando deve ser interrompido. Alguns métodos têm sido utilizados para facilitar a avaliação da experiência da dor com especial ênfase para as escalas verbais e visuais. Na década de 1980, a OMS publicou o princípio da escada analgésica. Esse princípio é composto por três degraus e guia o uso sequencial de fármacos. Nessa escada, a intensidade da dor é considerada como estratégia para a escolha do melhor analgésico. O primeiro degrau da escada analgésica propõe que analgésicos simples e AINHs sejam utilizados em dores de intensidade leve a moderada, associados ou não aos adjuvantes da dor que potencializam a eficácia analgésica e/ou tratam outros sintomas que eventualmente exacerbam a dor. Em caso de persistência ou piora da dor, está indicado o avanço ao segundo degrau da escada analgésica, quando se associam analgésicos opioides fracos ao esquema prévio, como codeína e tramadol. Da mesma forma, havendo persistência ou aumento da dor, está indicada a passagem do segundo ao terceiro degrau da escada analgésica, substituindo-se os opioides fracos pelos opioides fortes, como morfina, metadona ou oxicodona. Em relação à recomendação sobre a atividade física, Koes e cols., em sua revisão de 15 guidelines internacionais sobre dor lombar baixa, referem que todas orientam que a pessoa se mantenha tão ativa quanto possível e progressivamente aumente seu nível de atividade. Referência: GUSSO, Gustavo; LOPES, José M C.; DIAS, Lêda C. Tratado de medicina de família e comunidade - 2 volumes: princípios, formação e prática: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788582715369. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582715369/. Acesso em: 26 mar. 2024. 39ª QUESTÃO Enunciado: Sr. José Carlos, 54 anos, comparece a UBS acompanhado pela esposa. Relata sintomas de tristeza, desinteresse pelas atividades habituais, desânimo e cansaço recorrente. A esposa descreve um comportamento de baixa autoestima, com discurso pessimista, e ideias de culpa e inutilidade, além de irritabilidade leve. Apresenta sonolência diurna, com diminuição do apetite. Negou ideação suicida, alucinações, delírios e episódios prévios de euforia ou excitação incontrolável. Negou episódios de desorientação tempo/espacial ou comprometimento de memória. O quadro iniciou-se há cerca de 30 dias, após a última internação por insuficiência cardíaca descompensada, adquirida após um IAM ocorrido há 6 meses. É portador de Hipertensão Arterial e Diabetes tipo 2 (DM2). A partir da análise do caso, marque a opção correta. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 55 de 68 Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) O paciente apresenta os sintomas fundamentais para o diagnóstico de episódio depressivo: humor deprimido, perda de interesse e fadiga. Resposta comentada: Um episódio maníaco é definido por um período distinto de humor elevado, expansivo ou irritável e aumento anormal de atividades ou energia por pelo menos 1 semana, associado a mais 3-4 sintomas específicos, além de prejuízo funcional, internação psiquiátrica ou presença de sintomas psicóticos. Segundo a CID-10 são sintomas fundamentais do episódio depressivo: humor deprimido, perda do interesse e fatigabilidade. Muitas condições, como hipotireoidismo, diabetes, acidente vascular cerebral (AVC), demência, doença coronariana ou câncer, podem tanto agravar um quadro depressivo quanto apresentar sintomas similares à depressão. O episódio depressivo pode apresentar-se com insônia e diminuição do apetite, mas também, e menos comumente, com hipersonia e excesso de apetite. Referência: DUCAN, B, B. et al. Medicina ambulatorial: condutas de atenção primária baseadas em evidências. Disponível em: Minha Biblioteca, (5th edição). Grupo A, 2022. Capítulo 171. 40ª QUESTÃO Enunciado: Mulher, 60 anos, apresentando edema dos membros inferiores e dispneia aos esforços. É portadora de DM tipo 2, obesidade e insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida. Em uso de metformina 850mg de 12/12h, sinvastatina 40mg/dia, carvedilol 12,5mg de 12/12h e AAS 100mg/dia. Os exames laboratoriais mostraram: glicemia de jejum 198mg/dL, HbA1C 9,5%, creatinina 1,9mg/dL (clearance de creatinina 27mL/min). Qual a conduta mais adequada diante do caso? 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 56 de 68 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Suspender a metformina e iniciar insulinoterapia. Resposta comentada: Não devemos utilizar metformina se o clearance de creatinina for < 30mL/min. Portanto, devemos suspender a medicação. As glitazonas estão associadas a retenção hídrica e não devem ser utilizadas em pacientes com insuficiência cardíaca.Além disso, a paciente apresenta sinais de congestão (edema e dispneia). Portanto, a alternativa que melhor se encaixa é a suspensão da metformina e início de insulinoterapia. Referência: Lyra R, Albuquerque L, Cavalcanti S, Tambascia M, Valente F, Bertoluci M. Tratamento farmacológico da hiperglicemia no DM2. Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes (2023). DOI: 10.29327/557753.2022-10, ISBN: 978-85-5722-906-8. Disponível em: https://diretriz.diabetes.org.br/tratamento-farmacologico-da-hiperglicemia-no-dm2/#citacao VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. 41ª QUESTÃO Enunciado: Você está no plantão de um pronto-socorro quando uma mulher jovem de 24 anos é trazida por um amigo. Ela faz uso regular de clonazepam para tratar sua ansiedade. A paciente está sonolenta, com fala arrastada e parece desorientada. Ela não consegue informar há quanto tempo tomou as medicações, mas afirma que não associou a outras substâncias. Ela relata ter aumentado a dose por conta própria devido a uma "crise de ansiedade". Liste a conduta mais apropriada para o manejo inicial dessa paciente no pronto-socorro. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 57 de 68 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Monitorar sinais vitais, manter vias aéreas desobstruídas, observação clínica. Resposta comentada: O manejo inicial adequado envolve monitorar sinais vitais, manter vias aéreas desobstruídas e observação clínica. Essas ações são fundamentais para estabilizar o paciente e evitar complicações. Administrar flumazenil pode ser perigoso porque é um antagonista dos receptores GABA e pode precipitar abstinência e convulsões em usuários crônicos de benzodiazepínicos. Além disso, o flumazenil tem uma meia-vida mais curta que muitos benzodiazepínicos, o que pode levar a um retorno dos sintomas. A lavagem gástrica pode levar a aspiração pulmonar e outras complicações, devendo contar com o paciente colaborativo. Referência: TOLEDO, W. A. S. B.; MARQUES, J. H. M. INTOXICAÇÃO MEDICAMENTOSA POR BENZODIAZEPÍNICOS. Revista Científica da Unilago, v. 1, n. 1, 2021. Disponível em: https://revistas.unilago.edu.br/index.php/revista-cientifica/article/view/559. Acesso em: 4 set. 2023. 42ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 58 de 68 Enunciado: Paciente, sexo masculino, 43 anos, morador de zona rural é levado a consulta por sua esposa. Ele sente-se envergonhado com sua feição grosseira já que nos últimos meses houve um aumento das suas extremidades associado a alargamento do nariz, aumento dos lábios, mandíbula proeminente e macroglossia. A esposa do paciente refere que ele também se queixou de cefaleia e fraqueza. Na cidade de origem, foi solicitado exame de imagem do crânio demonstrando alteração. O médico endocrinologista acrescenta exames laboratoriais e explica a imagem aos estudantes que o acompanhavam. Sobre o caso, são feitas as seguintes afirmações: I. Trata-se de provável caso de acromegalia pela idade do paciente e queixas. Se ocorre antes do fechamento da cartilagem de crescimento, acontece o crescimento linear levando ao quadro de gigantismo. II. A alteração vista no exame de imagem, geralmente ressonância magnética de sela túrcica, deve corresponder a adenoma de hipófise que é a principal etiologia. III. O tratamento primário indicado na maioria dos casos é cirúrgico, exceto se risco inaceitável, recusa do paciente e tumor irressecável. É correto o que se afirma em: Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) I, II e III. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 59 de 68 Resposta comentada: Quando se desenvolvem na infância ou adolescência, antes da fusão das placas epifisárias, apresentam-se com o fenótipo de gigantismo; quando o excesso de GH ocorre na vida adulta, desenvolve-se a acromegalia. Aproximadamente 98% dos pacientes com acromegalia albergam um adenoma hipofisário secretor de GH. O tratamento primário é cirúrgico, exceto se: - Risco cirúrgico inaceitável; - Recusa do paciente; - Tumor quase todo irressecável (p. ex., tumor quase todo localizado dentro de um dos seios cavernosos). Referência: SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015. 9788582712344. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/. VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. Acesso em: 05 jun. 2022. 43ª QUESTÃO Enunciado: Homem, 42 anos, obeso e hipertenso, comparece ao pronto-socorro com quadro de dor intensa no tornozelo direito, de início há 8 horas. Informa episódio de dor e edema no hálux esquerdo, 2 meses antes, com melhora após uso de AINEs, por conta própria. Nega febre ou hiporexia. História de etilismo com consumo de três a quatro garrafas de cerveja, no mínimo 3 vezes por semana. Ao exame: FC: 84 bpm; PA: 150 x 90 mmHg; Tax: 37,8°C; FR: 16 irpmin, presença de edema, calor e rubor no tornozelo direito, nodulações em articulações interfalangeanas proximais da mão esquerda, mão direita sem alterações. Exames laboratoriais: Hemoglobina: 14,6 g/dL (VR 13-18 g/dL); Leucócitos: 14.230/mm3 (VR 4000-11000/mm³); Creatinina: 1,1 mg/dl (VR 0,7-1,3 mg/dL); Ácido úrico: 6,2mg/dL (VR: 7,0 a 9,6 mg/dL); PCR: 86 mg/dL (VR menor 6 mg/dL). RX tornozelo D: aumento de partes moles, sem outras alterações. Considerando o provável diagnóstico do paciente, assinale a alternativa correta. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 60 de 68 Alternativas: (alternativa D) (CORRETA) Mesmo que o paciente se apresenta com temperatura pouco elevada, o diagnóstico diferencial com artrite séptica deve ser considerado. Resposta comentada: Ni ́veis se ́ricos de a ́cido u ́rico em vige ̂ncia de crise na ̃o possuem NENHUM valor diagno śtico. Os sinais e sintomas apresentados poderiam ser explicados tanto pela hipo ́tese de artrite se ́ptica quanto pela hipo ́tese de artrite gotosa, ainda que essa u ́ltima seja a mais prova ́vel (febre muito baixa e sem calafrios, ause ̂ncia de bloqueio articular, histo ́ria pre ́via de podagra sem profilaxia secunda ́ria adequada). O passo propede ̂utico fundamental aqui e ́ sem du ́vida a artrocentese diagno ́stica: exames microbiolo ́gicos (Gram e cultura), ale ́m da pesquisa de cristais (microscopia de luz polarizada) confirmam o diagnóstico. Independente do estágio da doença, a cessação do etilismo é fundamental para evitar crises futuras e diminuir os ataques de artrite. Referência: Terkeltaub R. Update on gout: new therapeutic strategies and options. Nat Rev Rheumatol. 2010; 6(1):30-8. 44ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 61 de 68 Enunciado: A avaliação de alterações na sensopercepção é crucial na Atenção Primária à Saúde (APS). Sinais qualitativos e quantitativos, como dificuldades no reconhecimento de estímulos sensoriais, podem indicar a presença de síndromes demenciais. Avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas: I- A detecção de sinais qualitativos como alucinações auditivas e agnosia visual em um paciente de meia-idade na APS deve levantar a suspeita de uma possível síndrome demencial. PORQUE II- Tanto alucinações quanto agnosia podem ser manifestações iniciais de doenças neurodegenerativas e a identificação precoce desses sintomas é fundamental para o manejo clínico e o referenciamento adequado. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) As duas asserções são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa correta da I. Resposta comentada: Justificativa da Resposta Correta: A asserção I está correta porque alterações na sensopercepção são potenciais indicadores de síndromes demenciais e devem ser investigadas. A asserção II corretamente justifica a asserção I, uma vez que o reconhecimento precoce de sintomas pode guiar o manejoclínico e o referenciamento, que são etapas essenciais no cuidado de pacientes com possíveis condições neurodegenerativas. Referências Bibliográficas: DALGALARRONDO, Paulo. Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Grupo A, 2019. 9788582715062. https://integrada.minhabiblioteca.com.br/ #/books/9788582715062/. DynaMed. Demência de Alzheimer. Disponível em: https://www.dynamed.com/condition/alzheimer-dementia. RODRIGUES, Marcelo M.; BERTOLUCCI, Paulo Henrique F. Neurologia para o Clínico- Geral.Editora Manole, 2014. 9788520452240. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520452240/. 45ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 62 de 68 Enunciado: "Na Atenção Primária à Saúde, os antidepressivos desempenham um papel fundamental no tratamento de transtornos do humor e ansiedade. Além disso, são indicados em várias outras condições clínicas". (Gusso, 2019) Analise as alternativas abaixo e indique a que apresenta outra indicação dos antidepressivos além do tratamento da depressão. Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) Manejo da dor crônica. Resposta comentada: Os antidepressivos são frequentemente utilizados no manejo da dor crônica na Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente os tricíclicos e os inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSN). Esses medicamentos têm efeitos analgésicos que podem ajudar no controle da dor crônica, mesmo em pacientes que não apresentam depressão ou transtornos de ansiedade. Eles atuam modulando a percepção da dor no sistema nervoso central e podem ser úteis em condições como dor neuropática e fibromialgia. Os antidepressivos não são utilizados para tratamento de HAS, asma e infecções respiratórias. Referência: GUSSO, Gustavo et al. Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. 2. ed. V. 1 e 2. Porto Alegre: Artmed, 2019, xxii, 938 . p. 46ª QUESTÃO Enunciado: Um paciente idoso, de 72 anos, chega à Unidade Básica de Saúde (UBS) com queixa de dor no ombro esquerdo, que começou gradualmente há cerca de três meses. Ele relata que a dor é mais intensa durante a noite e ao levantar o braço. O paciente menciona que não houve nenhum evento traumático significativo associado à dor. Durante o exame físico, observa-se dor à palpação na região do acrômio e limitação da abdução ativa do ombro. Qual dos seguintes testes poderia confirmar o diagnóstico de síndrome do impacto neste paciente? 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 63 de 68 Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Teste de Neer. Resposta comentada: A resposta correta é o teste de Neer que avalia a síndrome do impacto envolvendo o tendão do músculo supraespinhal e é realizado da seguinte forma: o membro superior, em extensão e rotação neutra, é elevado passiva e rapidamente no plano da escápula, pelo examinador, que impede com uma das mãos a rotação da escápula. Nessa si tua ção, o tubérculo maior do úmero projeta-se contra a face anteroinferior do acrômio e reproduz o impacto, com a dor característica produzida pela irritação da bolsa serosa e do tendão do supraespinal. A estrutura chamada de “manguito rotador” é o conjunto de quatro tendões inseridos na cabeça do úmero. Os tendões que formam essa estrutura são: supraespinhal, infraespinhal, redondo menor e subescapular. Lesões de manguito são a principal causa de dor no ombro, sendo o supraespinhal o tendão mais comumente afetado, em virtude de sua localização anatômica mais suscetível ao impacto subacromial e de sua hipovascularização relativa. Referências: HEBERT, Sizínio; FILHO, Tarcísio E. P B.; XAVIER, Renato; et al. Ortopedia e Traumatologia. Grupo A, 2017. E-book. ISBN 9788582713778. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582713778/. Acesso em: 19 mar. 2024. RAYMUNDO, José Luiz P.; MIRANDA, Isabel H. Ortopedia para clínicos: exame e diagnóstico. Editora Manole, 2021. E-book. ISBN 9788520462768. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788520462768/. Acesso em: 19 mar. 2024. 47ª QUESTÃO Enunciado: A bainha de mielina é essencial para a condução rápida de sinais nervosos ao longo de axônios com grande diâmetro. Os oligodendrócitos produzem e mantêm mielina no sistema nervoso central (SNC). As células de Schwann produzem e mantêm mielina nos nervos periféricos. Adaptado de: Esclerose múltipla e distúrbios relacionados. Em relação as doenças desmielinizantes do sistema nervoso central, marque a alternativa correta. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 64 de 68 Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) Adrenoleucodistrofia e do tipo hereditária. Resposta comentada: A esclerose múltipla é sim uma doença desmielinizante do SNC, porém do tipo imunomediada, neuromielite óptica também. A Sd de Guilain Barré é um a doença desmilinizante do sistema nervoso periférico e a adrenoleucodistrofia é sim uma doença desmielinizante do SNC hereditária. Referência: Esclerose múltipla e distúrbios relacionados. Disponível em: https://www.medicinanet.com.br/conteudos/acpmedicine/6595/ esclerose_multipla_e_disturbios_re lacionados.htm. Acesso em: 27 abr. 2023. THALER, Alison I.; THALER, Malcolm S. Neurologia Essencial. [Digite o Local da Editora]: Grupo A, 2023. E-book. ISBN 9786558821434. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9786558821434/. Acesso em: 29 mai. 2024. 48ª QUESTÃO Enunciado: Durante a sua prática clínica de emergências hospitalares, você é chamado para avaliar um paciente de 35 anos de idade que foi trazido ao pronto-socorro com sintomas de poliúria, polidipsia e fraqueza generalizada há dois dias. Ele relata história de diabetes mellitus tipo 1 diagnosticado há 10 anos, mas admite não ter feito o controle adequado da glicemia nos últimos meses. No momento da admissão, o paciente está confuso e taquipneico. Ao exame físico, ele apresenta hálito cetônico e desidratação. Com base no caso clínico apresentado, assinale a alternativa que contém o diagnóstico correto e os princípios de tratamento adequados para a situação. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 65 de 68 Alternativas: (alternativa B) (CORRETA) Cetoacidose diabética. O tratamento indicado é hidratação venosa, correção hidroeletrolítica e administração de insulina. Resposta comentada: O quadro acima é compatível com sintomas de hiperglicemia e complicação com cetoacidose diabética e, na maioria das vezes, o paciente irá apresentar hipocalemia relativa e absoluta não sendo recomendada a infusão de bicabornato em todas as situações. A Cetoacidose Diabética ocorre mais comumente em uma pessoa com diabetes tipo 1, na qual a ausência de insulina leva ao aumento da liberação de ácidos graxos do tecido adiposo, em consequência da ausência de supressão da atividade da lipase das células adiposas, a qual degrada os triglicerídeos em ácidos graxos e glicerol. O aumento nos níveis de ácidos graxos ocasiona a síntese de cetonas pelo fígado. Os objetivos do tratamento da CAD são melhorar o volume circulatório e a perfusão tecidual, diminuir a glicemia, corrigir a acidose metabólica, e corrigir os desequilíbrios eletrolíticos. Esses objetivos normalmente são alcançados por meio da administração de insulina em soluções intravenosas destinadas à reposição hidroeletrolítica. Como a resistência à insulina acompanha a acidose grave, pode ser utilizada uma terapia com dose baixa de insulina. Referências: NORRIS, Tommie L. Porth - Fisiopatologia. 10ª edição. Grupo GEN, 2021. 9788527737876. Disponível em: https: //integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737876/. Acesso em: 1 abr. 2024. VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. Acesso em: 1 abr. 2024. 49ª QUESTÃO 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 66de 68 Enunciado: Mulher, 22 anos, com história de doença celíaca e vitiligo, procura atendimento médico com queixas de palpitações, tremores de extremidades, insônia e perda de 8 kg nos últimos 3 meses. No exame físico, apresenta-se eupneica, corada e orientada, ausculta cardiovascular e respiratória sem alterações. Pulso era de 118 bpm; pressão arterial de 140 x 70 mmHg; tremores finos de extremidades superiores; reflexos aquileu e patelar exacerbados; hiperemia conjuntival importante; edema palpepral e proptose bilaterais. Realizada a palpação da tireoide, constataram- se dimensões aumentadas, consistência fibroelástica, indolor e sem nódulos palpáveis. Os resultados de seus exames laboratoriais foram: TSH: < 0,05 (normal: 0,4-4,0); T4L: 4,0 (normal: 0,7-1,8); T3T: 305 (normal: 110-260), anti-TRAB: positivo (normal: negativo). Analise a alternativa que contenha o diagnóstico e conduta mais adequados para este paciente. Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Doença de Graves; iniciar propranolol, prednisona e metimazol. Resposta comentada: Explicação: A associação de sinais e sintomas de tireotoxicose (palpitações + tremor fino de extremidades + insônia + perda ponderal + exacerbação de reflexos profundos), bócio difuso indolor e oftalmopatia (proptose) é característica da Doença de Graves. O perfil hormonal confirma o hipertireoidismo, mostrando um TSH suprimido e T4 livre e T3 aumentados. Os betabloqueadores (propranolol) são medicações utilizadas no tratamento coadjuvante do paciente com tireotoxicose, com o objetivo de controlar os sintomas adrenérgicos. O tratamento específico da doença de Graves consiste nos agentes antitireoidianos, representados pelo metimazol e pelo propiltiouracil. Dentre os dois, o metimazol é considerado o tratamento de primeira escolha, por conta da menor hepatotoxicidade, menor custo e melhor posologia (administração única diária). A ablação com radioiodo é uma alternativa ao uso de agentes antitireoidianos, mas deve ser feito com cuidado em pacientes com oftalmopatia, porque pode exacerbá-la. Além do controle sintomático e da doença tireoidiana em si, o início de corticoides sistêmicos é necessário devido a atividade da oftalmopatia. Referências: SILVEIRO, Sandra P.; SATLER, Fabíola. Rotinas em endocrinologia. Grupo A, 2015. 9788582712344. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788582712344/. . VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. 9788527737180. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 67 de 68 50ª QUESTÃO Enunciado: Homem, 55 anos, portador de diabetes mellitus, há 15 anos, com baixa adesão terapêutica, é atendido em Unidade Básica de Saúde. Durante o atendimento, verifica-se hemoglobina glicada de 12% e após ser submetido ao exame de fundo de olho, são identificados achados de retinopatia diabética. Dessa forma, o médico iniciou esquema de insulina regular e NPH para esse paciente. No entanto, após uma semana de insulinoterapia, o paciente é atendido na UPA com quadro de mal-estar, tontura, taquicardia, sensação de fome, sudorese e tremores. Assinale a alternativa que corresponda ao diagnóstico mais provável apresentado pelo paciente. Alternativas: (alternativa A) (CORRETA) Hipoglicemia e espera-se valores de glicemia < 70mg/dl. Resposta comentada: Trata-se de um provável caso de hiperglicemia por doses inadvertidamente altas de insulina. A hipoglicemia é definida por glicemia < 70mg/ dl e os sintomas incluem mal-estar, tontura, cefaleia, taquicardia, sudorese e tremores. Referência: VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica. Grupo GEN, 2020. E-book. ISBN 9788527737180. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527737180/. Acesso em: 22 abr. 2024. 000122.060016.bc8ac6.a5eaa4.ff0e97.644284.a33da3.05de7 Pgina 68 de 68