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UNIP – UNIVERSIDADE PAULISTA ENGENHÁRIA BÁSICA 2° e 3° SEMESTRES NOME RA TURMA Albert Barbosa de Carvalho G779FH7 EB3Q07 Brenda S. Santos T916GE7 EB3Q07 Bruno Sales Silva G86EFD5 EB2P07 Davi de Melo Catolé T709AG4 EB2P07 Guilherme Freitas A de Jesus N075ED1 EB3Q07 Guilherme Somovil Araújo N0987B3 EB3P07 Gustavo Silva dos Santos N073268 EB3Q07 Matheus Moreira dos Santos G7682J2 EB3P07 Ronaldo Vieira da S Junior R022021 EB2P07 Sarah Lorrane Santos Silva T572EG8 EB3Q07 Tissiane da Cruz Oliveira G842022 EB3P07 APS – ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA CARRINHO ELÉTRICO SÃO PAULO - SP 2024 UNIP – UNIVERSIDADE PAULISTA ENGENHÁRIA BÁSICA 2° e 3° SEMESTRES APS – ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA CARRINHO ELÉTRICO Atividade prática supervisionada à UNIP como parte do ciclo básico de engenharia dos 2° e 3° semestres sob orientação do coordenador e professores. SÃO PAULO – SP 2024 Dedicamos esta APS escrita a todos aqueles que buscam o conhecimento e aos que não tiveram medo de errar no passado para que hoje possamos acertar em direção ao progresso. Imprevistos acontecem e errar faz parte, todavia, desistir nunca será uma opção. Obrigado a todos que permanecerão. RESUMO Afim de ser realizado a montagem de um carrinho elétrico, com o intuito de colocar em prática o conteúdo teórico estudado em sala de aula. Este trabalho agrega conhecimentos e estimula habilidades de criatividade e capacidade de trabalhar em grupo, buscando a solução de um problema e desenvolvendo inovações de acordo com o documento que foi elaborado e distribuído com as devidas instruções. A partir da prática e planejamento é esperado o desenvolvimento de algumas competências previstas no plano de curso, tal como, conhecimento de circuitos elétricos. O grupo decidiu utilizar o arduino e dispositivo bluetooth para realizar os movimentos do carrinho elétrico. Esta apresentação teórica busca documentar a ideia geral e detalhada do projeto, desde a iniciativa do trabalho, organização, passo a passo e esboço para chegar ao resultado do projeto. Espera-se transparecer as etapas que resultou no projeto final. PALAVRAS-CHAVE: Arduino, elétrico, bluetooth, solução, projeto. ABSTRACT In order to carry out the assembly of an electric cart, with the aim of putting into practice the theoretical content studied in the classroom. This work adds knowledge and stimulates creativity skills and the ability to work in groups, seeking the solution to a problem and developing innovations according to the document that was elaborated and distributed with the proper instructions. From practice and planning, the development of some competencies foreseen in the course plan is expected, such as knowledge of electrical circuits. The group decided to use Arduino and Bluetooth device to perform the movements of the electric cart. This theoretical presentation seeks to document the general and detailed idea of the project, from the initiative of the work, organization, step by step, and sketch to achieve the project result. It is expected to show the stages that resulted in the final project. KEYWORDS: Arduino, electric, Bluetooth, solution, project. Objetivo O objetivo deste trabalho é projetar, construir e apresentar um protótipo de um veículo movido a energia elétrica (baterias ou pilhas), com controle remoto ( com ou sem fio) para direcioná-lo a percorrer uma pista de dimensões e percursos, respeitando integralmente regras pré- estabelecidas por este manual. Nós estudantes deveremos aplicar os conhecimentos vistos em sala de aula em uma atividade prática com supervisão dos professores. Sendo assim busca uma vivência prática das teorias aprendidas no decorrer das disciplinas do curso. É buscada também uma visão interdisciplinar e multidisciplinar da realidade que será enfrentada na vida profissional. LISTA DE ILUSTRAÇÕES Figura 1 Modelo do carrinho .............................................................................................. 11 Figura 2 Frente ...................................................................................................................... 11 Figura 3 Chassi ....................................................................................................................... 12 Figura 4 Chassi ....................................................................................................................... 12 Figura 5 Ligação dos leds ..................................................................................................... 13 Figura 6 Led ............................................................................................................................ 13 Figura 7 Montagem ................................................................................................................ 14 Figura 8 Exemplo do motor que seria utilizado ................................................................. 14 Figura 9 Motores e rodas traseiras utilizados ...................................................................... 14 Figura 10 Rodas frontal ........................................................................................................ 15 Figura 11Bateria utilizada ..................................................................................................... 16 Figura 12 Componentes eletrônicos .................................................................................... 16 Figura 13 Programação ......................................................................................................... 16 Figura 14 Programação ......................................................................................................... 18 Figura 15 Programação ............................................................................................................ 20 Figura 16 Aplicativo ................................................................................................................ 23 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578194 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578195 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578196 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578197 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578198 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578199 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578200 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578201 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578202 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578203 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578204 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578205 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578206 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578207 file:///C:/Users/Windows/Documents/APS%20escrito%20UNIP.docx%23_Toc135578208 9 13 SUMÁRIO INTRODUÇÃO ......................................................................................................................... 9 Iniciativa ................................................................................................................................ 10 Fundamentos teóricos ............................................................................................... 12 Descrição ........................................................................................................................... 16 Alimentação do sistema................................................................................................. 22 Controle .............................................................................................................................. 25 Tabela de custos .............................................................................................................. 26 Conclusão ......................................................................................................................... 26 Testes preliminares ......................................................................................................... 27 Referências .............................................................................................................. 28 9 13 INTRODUÇÃO Após análise do estudo a respeito do projeto, obstáculos e ideias controversas surgiram tais como: não deixar que os alunos tenham a falsa sensação de aprendizagem, focando apenas na aplicação final. É importante o entendimento das técnicas de dispositivos eletrônicos e veículo movido a energia elétrica. O foco principal foi a criação do planejamento, nos reunindo em sala de aula, apenas o grupo afim de, dissertarmos e separar as ideias do grupo de maneira sucinta, eficaz e organizada. Discute-se sobre o formato e qual material a ser utilizado na construção do projeto de acordo com a orientação do arquivo compartilhado, para se obter uma boa estrutura, equilíbrio, praticidade, objetivando o funcionamento de um sistema elétrico com arduino de forma clara e operante. 9 13 Iniciativa Muito se sabe que atualmente fala-se bastante sobre sustentabilidade ou também conhecida como desenvolvimento sustentável em diversos setores de nossa sociedade. É um tema que desperta cada vez mais interesse, principalmente pela ação predatória de origem humana, que tem acarretado graves consequências à humanidade, ameaçando sua sobrevivência. As emissões de gases e partículas de nível local, regional ou global, especialmente nas últimas décadas nos grandes centros urbanos, têm ocasionado alterações significativas da qualidade do ar, apresentando concentrações elevadas de poluentes que se mostram cada vez mais danosas à saúde e ao meio ambiente. Sendo assim, é importante lembrar que a atmosfera, além de ambientalmente fundamental para garantir a vida na terra, é também o elemento regulador do clima no Planeta, sem o qual a vida não teria se desenvolvido. Nesse contexto, vemos a imensa frota de veículos automotores terrestres que transita atualmente em todo o mundo e vem sendo estimada em torno de mais de um bilhão de unidades, considerando automóveis de passeio, utilitários, ônibus e caminhões, com a emissão de milhões de toneladas de poluentes no ar, principalmente nas grandes afluências urbanas. Diante da vasta gama de soluções para melhorar a eficiência e também reduzir as emissões de gases, tendo como foco, um menor impacto sobre o meio ambiente, está o desenvolvimento e o desafio da popularização de veículos que utilizam como propulsão motores elétricos. Além de não dependerem de combustíveis fósseis, os veículos elétricos emitem poucos ruídos, são econômicos, e não emitem CO2 e outros gases poluentes. O primeiro veículo elétrico foi construído em 1835 por Thomas Davenport. Logo depois desse tempo, começaram a serem adaptados alguns veículos para funcionarem em trilhos. A queda mesmo da fabricação de veículos elétricos veio quando houve uma fabricação em massa de carros com motores movidos a combustão, desenvolvidos por Henry Ford. O funcionamento dos carros elétricos é baseado no uso de baterias como fonte primária, convertendo energia química em elétrica, assim transmitindo para os motores, que fazem a conversão em energia mecânica gerando a propulsão que o veículo precisa para que se mova. Os carros elétricos contribuem como fonte direta, para a preservação do meio ambiente, porque, utilizam energia recarregável e não emitem gases poluentes. Outro 9 13 ponto positivo no uso da eletricidade em veículos é a significativa diminuição da poluição sonora como em grandes metrópoles, que por sua vez causam vários e grandes danos à saúde, mais precisamente no sistema auditivo e endócrino, sendo um dos principais fatores relacionados por causar estresse e problemas circulatórios. Em contrapartida, é importante lembrar que assim como existem pontos positivos, também existem algumas desvantagens, como por exemplo, o custo benefício de um veículo elétrico ainda ser muito alto se comparado com os veículos à combustão, que atende quase toda a gama de nível da sociedade. Outro ponto negativo é que ainda não possível obter uma autonomia satisfatória para as baterias, que atualmente duram em média normalmente apenas de 100 a 200 km. Após vários estudos e inovações nas tecnologias, surgiu uma nova categoria de automóveis, chamados de “híbridos”. Estes veículos conseguem conciliam um motor à combustão a um motor elétrico, assim reduzindo as emissões de gases e o consumo de combustível fóssil, equilibrando a preservação do meio ambiente, sem perder a eficiência e autonomia. Sentindo a necessidade de um mundo mais sustentável, montadoras, universidades, instituições de pesquisa e empresas de tecnologia tem investido e incentivado o desenvolvimento contínuo de estudos para solucionar e difundir cada vez mais a utilização de veículos que atendam a humanidade, sem agredir o meio ambiente. 9 13 Fundamentos teóricos História do carro elétrico Entre os primeiros carros construídos durante os anos iniciais da indústria automobilística, estão os veículos elétricos. O primeiro veículo independente a rodar com eletricidade foi construído em 1830, na Escócia. A fonte de energia que ele usava não era recarregável, no caso um problema considerável. Vários outros veículos elétricos chegaram às ruas nos anos de 1800, mas o primeiro automóvel elétrico real surgiu em 1891, na oficina de William Morrison, de Des Moines, em Iowa. Em 1900, 28% de todos os carros nos Estados Unidos rodavam com eletricidade. Começou a ser produzido em massa, tornando os automóveis muito mais acessíveis. Em 1920 o carro elétrico quase não era mais produzido, pois foi substituído por carros que iam mais longe e mais rápido com mais energia, essa modificação que foi auxiliada pelo fato de que a gasolina estava prontamente disponível. A ideia de um carro elétrico para as massas voltou em 1960, mas só pegou na década de 1970, quando as preocupações com a poluição e os preços crescentes da gasolina aumentaram. Pilhas e baterias Usadas em vários aparelhos elétricos e eletrônicos, as pilhas e baterias consistem em fontes químicas de energia elétrica, portanto, dispositivos que convertem energia liberada numa reação química em energia elétrica. Em meados de 1786, o anatomista italiano Luigi Galvani dissecou uma rã sobre sua mesa, na qual se encontrava uma máquina eletrostática. Galvani observou contrações nos músculos do animal no momento em que seu assistente por acaso tocou com a ponta de seu bisturi no nervo interno da coxa da rã. Ou seja, isso acontecia no momento em que os tecidos da rã eram tocados por dois metais diferentes. Galvani então passou a defender uma teoria que tentava explicar esse fato: a teoria da “eletricidade animal”. Segundo Galvani, os metais eram apenas condutores da eletricidade, que na realidade estaria contida nos músculos da rã. Entretanto, sua teoria estava errada e isso foi visto pelo físico italiano Alessandro Volta, que realizou vários experimentos e notou que quando a placa e o fio eram constituídos do mesmo metal, as convulsões não apareciam, mostrando que não havia 9 13 fluxo de eletricidade. Assim, ele passou a defender o conceito de que a eletricidade não se originava dos músculosda rã, mas sim dos metais e que os tecidos do animal é que conduziam essa eletricidade. Para provar que estava correto, Volta fez um circuito formado por uma solução eletrolítica, ou seja, uma solução com íons dissolvidos, que ele chamava de condutor úmido ou condutor de segunda classe, colocados em contato com dois eletrodos metálicos. Esses últimos, Alessandro Volta designava de condutores secos ou condutores de primeira classe. Um empilhamento de discos de cobre e zinco tendo entre eles discos de tecido embebidos numa solução de ácido sulfúrico. Em 1800, Volta criou a primeira pilha elétrica que passou a ser chamada de pilha de Volta, pilha Galvânica ou pilha voltaica e, ainda, “rosário”. Um esquema dessa pilha é mostrado abaixo: ele colocou um disco de cobre por cima de um disco de feltro embebido em uma solução de ácido sulfúrico e, por último, um disco de zinco; e assim sucessivamente, empilhando essas séries até formar uma grande coluna. O cobre, o feltro e o zinco tinham um furo no meio e eram enfiados numa haste horizontal, sendo assim conectados por um fio condutor. Uma bateria de 9V como a que usamos para alimentar um radinho, é uma bateria de pilhas. 9 13 Outro fator importante em se considerar para determinar a escolha de uma pilha é a sua capacidade de fornecimento de energia. A quantidade de energia de uma pilha é dada pelo produto da tensão que ela mantém no circuito, pela corrente que ele exige e pelo número de horas em que isso ocorre. Assim, uma pilha de 15 VAh pode fornecer uma corrente de 1,0A sob corrente de 1,5V durante 10 horas. A mesma pilha fornecerá 100 mA de corrente a um circuito durante 100 horas. A capacidade de fornecimento de energia não depende apenas do tamanho da pilha, mas de seu tipo. Portanto, as pilhas que possuem maior densidade de energia são as alcalinas com 220 VAh por litro, contra 100 VAh das pilhas de comuns e 80 VAh das de Nicad. Esta capacidade refere-se ao conteúdo energético total da pilha e não à sua potência. Assim, a resistência interna baixa de uma pilha permite que ela possa operar em condições de alta corrente. Isso significa que as pilhas de Nicad podem fornecer correntes muito maiores que a alcalinas e que as comuns. Em realidade é até perigoso colocar em curto tais pilhas pela elevada corrente que pode até causar sua explosão. Isso não significa que para um mesmo aparelho elas tenham maior durabilidade. Motores elétricos Motores elétricos é parte integrante de um a infinidade de equipamentos, máquinas industriais, automatismos domésticos e automotivos, portões elétricos, dispositivos mecatrônicos, robôs são alguns exemplos de lugares onde podemos encontrar motores. Os motores podem ser dos mais diversos tipos, formas e tamanhos o que leva a todo profissional da eletrônica a ter um conhecimento mais profundo destes dispositivos se quiser saber como trabalhar com eles. Em 1600 o cientista inglês William Gilbert publicou uma obra descrevendo a força de atração magnética. A primeira máquina eletrostática foi construída em 1663, pelo alemão Otto Guericke, e aperfeiçoada em 1774 pelo suíço Martin Planta. Já o professor de Medicina italiano Aloiso Galvani notou, em 1786, que ao tocar com o bisturi em coxas de rãs que estavam penduradas numa grade de ferro, estas apresentavam uma contração, a qual chamou “eletricidade animal”. Outro italiano, Alessandro Volta, descobriu que entre dois metais diferentes, imersos em líquido condutor, surgia uma tensão elétrica. 9 13 Em 1799 ele desenvolveu uma fonte de energia que chamou de “coluna de Volta”, que podia fornecer corrente elétrica. O físico dinamarquês Hans Christian Oersted, em 1820, verificou por acaso que a agulha magnética de uma bússola era desviada de sua posição norte-sul quando passava perto de um condutor no qual circulava corrente elétrica. Essa observação foi o primeiro passo em direção ao desenvolvimento do motor elétrico. O físico e matemático André-Marie Ampère, com base nesses e outros estudos e constatações, construiu o primeiro eletroímã. Esse dispositivo foi fundamental para a invenção de vários aparelhos, como o telefone, o microfone, o alto-falante, o telégrafo. Depois, o inglês Michael Faraday descobriu, em 1831, a indução eletromagnética. Em 1832 o cientista italiano S. Dal Negro construiu a primeira máquina de corrente alternada com movimento de vaivém. No ano seguinte, o inglês W. Ritchie inventou o comutador, construindo um pequeno motor elétrico em que o núcleo de ferro enrolado girava em torno de um ímã permanente. Para dar uma rotação completa, a polaridade do eletroímã era alternada a cada meia volta, através do comutador. O professor alemão Moritz Hermann Von Jacobi, em 1838, desenvolveu um motor elétrico e aplicou-o a uma lancha. A aplicação prática da energia elétrica em trabalho mecânico ficou assim comprovada. Entretanto, toda a energia provinha de baterias, que eram caras e de uso restrito. A preocupação, então, voltou-se à geração de energia elétrica de baixo custo. A era Siemens Em 1856 o eletrotécnico Werner Siemens relatou o sucesso obtido na construção de um gerador de corrente, magnético, com induzido T duplo. Mas esse aparelho não podia gerar energia suficiente para alimentar indústrias e equipamentos domésticos. Os ímãs permanentes eram de ação restrita. Somente dez anos depois Siemens construiu um gerador sem ímã permanente, provando que a tensão necessária para o magnetismo podia ser retirada do próprio enrolamento do rotor, isso é, que a máquina podia auto excitar. O primeiro dínamo de Werner Siemens possuía uma potência de aproximadamente 30 watts e uma rotação de 1.200 rpm. A máquina também podia funcionar como motor, desde que se aplicasse uma corrente contínua aos seus bornes. 9 13 Descrição • Chassi O estimulo para buscar esse projeto foi a concordância em separarmos sobre qual era a melhor opção no momento, desde que houvesse entendimento de como fazer e planejamento. A foto a seguir segue uma parte do que o grupo planejava no dia e se reuniu para discutir como seria o chassi do carrinho. Figura 1 Modelo do carrinho Figura 2 Frente Nosso modelo de chassi, visa um carrinho simples, que conseguisse acomodar nosso circuito e componentes elétricos. Foi optado por um carrinho com caçamba aberta e construída de MDF. 9 13 Figura 3 Chassi Figura 4 Chassi O primeiro passo para a construção do carro foi o chassi, pois é a estrutura que sustensa os motores, baterial e demais componentes. Respeitando as normas de construção estabelecidas, o chassi foi feito com 30 cm de comprimento e 20 cm de largura ( medidas máximas permitidas no manual). Foram utilizadas placas de MDF, material leve e resistente. Foram feitos recortes e furo para fixação de componentes e passaem dos fios condutores 9 13 • Programação A parte de programação representou um desafio significativo em nosso projeto, demandando tempo e esforço para compreender completamente o conteúdo. Nosso objetivo era implementar um sistema de controle via Bluetooth para o carrinho elétrico, utilizando a placa do Arduino como base. Inicialmente, enfrentamos dificuldades em entender os princípios de comunicação Bluetooth e como integrá-los ao Arduino. Foi necessário realizar pesquisas extensivas, consultar documentações técnicas e até mesmo buscar ajuda de especialistas para adquirir o conhecimento necessário. Com o passar do tempo, gradualmente começamos a compreender os conceitos fundamentais da programação Bluetooth, como emparelhamento de dispositivos, protocolos de comunicação e envio de comandos. Essa compreensão nos permitiu desenvolver um código eficiente e funcional para o controle remoto do carrinho elétrico. Cada linhade código foi detalhada, elaborada e testada para garantir seu correto funcionamento. Enfrentamos obstáculos ao longo do caminho, como problemas de conectividade e erros de sintaxe, mas perseveramos, fazendo ajustes e correções até alcançarmos um resultado satisfatório. No final, o tempo e esforço investidos na compreensão e implementação da programação Bluetooth foram recompensados com um sistema de controle confiável e preciso para o nosso carrinho. • Entendimento dos leds Entender e realizar a ligação dos leds, foi uma etapa bem demorada e de dificil compreensão, porém conseguimos fazer os mesmos funcionarem na proton board. Figura 5 Ligação dos leds 9 13 Figura 6 Led Figura 7 Montagem 9 13 • Motores Inicialmente, consideramos o uso de motores convencionais, como o mostrado abaixo, para impulsionar nosso carrinho elétrico. No entanto, durante os testes iniciais, percebemos que esses motores priorizavam a velocidade em detrimento do torque. Embora fossem capazes de alcançar altas velocidades, não forneciam a força necessária para mover o carrinho eficientemente, especialmente quando enfrentava obstáculos ou terrenos irregulares. Diante dessa limitação, decidimos buscar uma alternativa que oferecesse mais torque, permitindo ao carrinho lidar melhor com situações que exigissem maior força de tração. Foi então que optamos por utilizar motores redutores. Os motores redutores são equipados com uma caixa de redução de engrenagens, que aumenta o torque e diminui a velocidade de rotação do eixo de saída em relação ao eixo de entrada. Essa redução na velocidade permite que o motor forneça mais força de torque, tornando-os ideais para aplicações que requerem movimento lento e potente, como é o caso de um carrinho elétrico. Ao optarmos pelos motores redutores, garantimos que nosso carrinho elétrico tivesse a potência necessária para enfrentar diversos tipos de terrenos e obstáculos, ao mesmo tempo em que mantínhamos um controle preciso sobre sua velocidade. Essa escolha demonstrou ser crucial para o desempenho e eficiência do nosso projeto, destacando a importância de considerar não apenas a velocidade, mas também o torque ao selecionar os componentes adequados para um projeto especifico. Figura 8 Exemplo do motor que seria utilizado 9 13 Figura 9 Motores e rodas traseiras utilizados • Rodas As rodas fixadas na parte frontal do carrinho são consideradas como “rodas bobas”. Estas rodas têm a capacidade de girar livremente em qualquer direção, o que permite que o carrinho seja direcionado com facilidade, sem enfrentar dificuldades. Além disso, proporcionam um bom atrito com o chão e são leves, contribuindo para a manobrabilidade do carrinho. Figura 10 Rodas frontal • Alimentação do sistema Para alimentação dos motores e demais componentes elétricos, utilizou-se a bateria Knup, com tensão 9 V e capacidade nominal de 450mAh. As dimensões da mesma são 47mm x 20mm x 15mm, com um peso de 34g. Figura 11 Bateria utilizada A bateria foi alocada na parte interna frontal do carrinho. Este local foi escolhido para distribuir o peso da bateria, e assentar melhor as rodas no chão e com isso melhorar o controle do carrinho. • Componentes eletrônicos e programação Para o nosso carrinho, utilzamos como armazenador de programa, o arduíno, o mesmo é uma ferramenta fundamental para controlar um carrinho elétrico devido à sua capacidade de processar comandos e controlar dispositivos eletrônicos. Ao conectar o Arduino aos motores e sensores do carrinho, é possível programá-lo para realizar uma variedade de funções, como controlar a velocidade e a direção do movimento, detectar obstáculos e até mesmo implementar funções de controle remoto via Bluetooth. Usando a linguagem de programação Arduino, os desenvolvedores podem escrever códigos personalizados que definem o comportamento do carrinho em diferentes situações. Por exemplo, é possível programar o Arduino para fazer o carrinho avançar quando um botão é pressionado, parar quando um obstáculo é detectado por um sensor ultrassônico e até mesmo fazer curvas controladas usando algoritmos de controle de movimento. A ponte H é um circuito eletrônico usado para controlar a direção e a velocidade de motores DC (corrente contínua). Ela é especialmente útil em projetos que envolvem o controle de motores, como em carrinhos elétricos. O módulo Bluetooth é um componente eletrônico que permite a comunicação sem fio entre dispositivos eletrônicos, como smartphones, tablets e computadores. É amplamente utilizado em uma variedade de aplicações, incluindo controle remoto, transferência de dados sem fio e comunicação entre dispositivos. O módulo Bluetooth consiste em um chip Bluetooth integrado a uma placa de circuito, geralmente acompanhado de uma antena para melhorar o alcance do sinal. Ele pode ser conectado a um microcontrolador, como o Arduino, permitindo que o microcontrolador envie e receba dados através da conexão Bluetooth. Figura 12 Componentes eletrônicos Figura 14 Programação Figura 13 Programação Figura 15 Programação • Controle O acionamento do carrinho é realizado através de um aplicativo via celular. Figura 16 Aplicativo • Tabela de custos Os custo são parte importante a serem considerados no projeto. O foco da realização do carrinho estava em comprar materiais e componentes de qualidade sem alto custo e principalemente sem desperdícios. Na tabela a seguir estão apresentados alguns materiais utilziados e os gastos gerados para o desenvolvimento do trabalho. Arduino + componentes eletrônicos R$ 90,00 Módulo Bluetooth R$ 13,73 Rodas + Motores redutores R$ 40,00 Suporte 4 pilhas AA R$ 10,90 Bateria 9V R$ 16,50 Kit condutores e jumpers R$ 22,00 Painéis MDF R$ 40,00 TOTAL R$ 233,13 • Conclusão Todo o planejamento, pesquisa, desenvolvimento e construção do projeto agregou muito conhecimento a todos integrantes da equipe, em várias áreas. Foi necessário aplicação de muitos conceitos estudados nas aulas teóricas e práticas de elétrica, física e mecânica. Mesmo com todo estudo e planejamento antes da construção, foram realizados muitos testes, que por sua vez, nos possibilitou verificar problemas e solucioná-los, e até mesmo implantar melhorias no projeto. Infelizmente ainda não ficou perfeito, perfeito assim como queríamos devido as correrias do dia a dia, mas em resumo, a proposta de atividade supervisiona da foi de grande valia para formação acadêmica, levando em consideração toda a temática e dinâmica existentes no trabalho apresentado. O mais importante é que o objetivo de construir o carrinho movido à energia elétrica foi alcançado, e proporcionou grande crescimento e experiência. • Testes preliminares https://youtube.com/shorts/NlLmPRn97FE?feature=shared Figura 17 Nosso carrinho Figura 18 Nosso carrinho https://youtube.com/shorts/NlLmPRn97FE?feature=shared • Referências bibliográficas http://brasilescola.uol.com.br/ http://Qnit.sbq.org.br/ http://www.inee.org.br/veh_sob re.asp?Cat=veh http://www.ecologiaurbana .com.br/sustentabilidade/carros-eletricos-um- conceito-de-sustentabilidade/ https://p t.wikipedia.org/wiki/Ve%C3%AD culo_el%C3%A9trico http://www.newtoncbraga.com .br/index.php/como-funci ona/3208-art437 http://www.newtoncbraga.com .br/index.php/como-funci ona/2829-mec060 http://unip.br/servicos/bibliotec a/download/manual_de_normalizacao_abnt.pdf http://planetasus tentavel.abril.com.br/noticia/desenvolvimento/conteudo_2 682 79.shtml http://brasilescola.uol.com.br/ http://qnit.sbq.org.br/