Prévia do material em texto
PREVENTIVA E-BOOK Discursiva REVALIDA Brilhando na Dra. Magda MorgeroDr. Anoar Jezini RevalidaRevalida APROVEI no aproveinorevalida revmedmentoria Olá Revalidando(a), Seja bem-vindo à mentoria Brilhando na Discursiva. Essa mentoria está associada ao projeto Aprovei&REVMED. O projeto surgiu devido a necessidade de melhores métodos e técnicas de ensino que garantissem qualidade na aprendizagem e que de fato fizesse a diferença na preparação do revalidando. Nosso principal objetivo é disponibilizar o melhor conteúdo para que você conquiste sua aprovação! Sendo assim, preparamos esse material exclusivo, com conteúdo relevante sobre os temas prevalentes para complementar seu estudo e deixa-lo(a) mais instruído(a) e preparado(a) para realização da prova discursiva. Estude de maneira correta e decole! Abraços, Equipe Aprovei&REVMED. RevalidaRevalida APROVEI no aproveinorevalida revmedmentoria 2 Preventiva ÍNDICE • Acidente por Animais Peçonhentos • Acidente Ravica • CAT (Material Biológico) • Arboviroses • Hanseníase • Leishmaniose Visceral • Leishmaniose Tegumentar • Leptospirose • Dependência Química • Tuberculose • Violência • Protocolo Spike • Depressão • PREP • Credenciamento da ESF • Metódo Clínico Centrado na Pessoa • SOAP 3 11 13 14 24 29 28 30 32 34 36 39 40 40 41 42 43 RevalidaRevalida APROVEI no aproveinorevalida revmedmentoria SINTOMAS • Muita dor • Edema • Equimoses • Sangramentos no lugar da picada • Necrose • Hemorragias (Gingivorragias, Epistaxis, Hematemêse, Hematúria) • Vômitos/Sudorese • Taquicardia/Hipotensão 3 ACIDENTES POR ANIMAIS PEÇONHENTOS ACIDENTE BOTRÓPICO (Botrópico – Bolhas) COMO CAI? • Paciente que consulta por ter sido picado por uma cobra em perna direita. O paciente refere dor intensa. O animal não tem chocalho. CLASSIFICAÇÃO EXAMES COMPLEMENTARES Hemograma → Leucocitose com neutrofilia e desvio a esquerda, plaquetopenia variável Coagulograma → Normais ou alterado Sodio – Potássio → Elevados (Injúria Renal Aguda) Uréia – Creatinina → Elevados (Injúria Renal Aguda) Urina 1 → Proteinúria, hematúria, leucocitúria CK Total – CKMB → Normais ou alterados TRATAMENTO • Internação (assinar termos de consentimento) • MOOVE-G • Hidratação Venosa • Soro Antibotrópico SAB EV Leve → 2 - 4 ampolas Moderado → 4 - 8 ampolas Grave → 12 ampolas • Analgésico escalonada (Dipirona – Morfina) • Vigilar Necrose (caso tenha sinais de infecção Antibióticoterapia) • Limpeza do local • Vacinação Antitetânica • Notificação Compulsória • Manter o membro elevado é estendido 4 SINTOMAS • Marca das presas com edema e eritema discretos • Pouca dor • Parestesia local • Sudorese • Vômitos - Boca Seca • Fascie Miastênica (Cara de Bobo) • Diplopia • Midríase • Mialgias • Urina Avermelhada (Mioglobinúria) → Rabdomiolise 5 ACIDENTE CROTÁLICO (Cascavel – Crotálico – Cara de Bobo - Chocalho ) 6 COMO CAI? • Paciente que consulta por ter sido picado por uma cobra em perna direita. O paciente refere colúria e parestesia no local da picada. O animal tem chocalho. Exame Físico • Sinais Vitais • Ectoscopia (Fácies Miastênica), sudorese, secura de boca, sonolência • Avaliar o local da picada CLASSIFICAÇÃO EXAMES COMPLEMENTARES Hemograma → Leucocitose com neutrofilia e desvio a esquerda Coagulograma → Prolongado Sodio – Potássio → Elevação do Fósforo e Potássio e Diminuição do Cálcio Uréia – Creatinina → Elevados Ácido Úrico → Elevado CK Total – CKMB → Elevados LDH → Elevada AST - ALT → Elevados 7 TRATAMENTO • Internação (assinar termos de consentimento) • MOOVE-G • Hidratação Venosa Vigorosa • Soro Antibotrópico SAC EV Leve → 5 ampolas Moderado → 10 ampolas Grave → 20 ou + ampolas • Corticoide EV • Manitol EV (Pte com Injúria Renal Aguda) • Vigilar diurese • Analgésico (Dipirona) • Vacinação Antitetânica • Notificação Compulsória ACIDENTE ESCORPIÔNICO SINTOMAS • Dor muito intensa (ardor – queimação - agulhada) • Eritema/Edema • Quanto for moderado o grave: Náuseas – Vômito Sialorreia Sudorese Palidez Arritmias Taquipneia - Dispneia Sonolência COMO CAI? • Paciente geralmente criança que sofre picada por um bicho enquanto brincava num tanque de areia (MG – SP). Após picada a paciente apresenta muita dor, sudorese, vômitos incoercíveis e sonolência Exame Físico • Sinais Vitais • Ectoscopia (avaliar sinais de gravidade) • Avaliar local de inoculação 8 CLASSIFICAÇÃO EXAMES COMPLEMENTARES Rx Tórax → Edema Agudo de Pulmão ou ICC Glicemia → Elevada nas formas graves Hemograma → Leucocitose com neutrofilia em formas graves ECG → Arritmia Cardíaca, Bloqueio AV TRATAMENTO • Internação em casos graves (assinar termos de consentimento) • MOOVE-G • Soro Antiescorpiônico ou Antiaracnídico • Soro Antibotrópico SAA EV Leve → Não precisa Moderado → 3 ampolas Grave → 6 ampolas • Analgésico (Dipirona) • Compressa morna no local da picada • Lavagem do local do acidente com água e sabão • Botão anestésico com lidocaína a 2% no local da picada • Vacinação Antitetânica • Notificação Compulsória 9 COMO CAI? • Paciente (PR-SC) que consulta por ter sido picado por um “bicho” faz 2 dias. Refere dos leve no braço e depois disso aparição de lesão arroxeada e enegrecida com pontos pálidos no centro, com dor (queimação) Exame Físico • Sinais Vitais • Ectoscopia (avaliar sinais de gravidade) • Lesão Característica: Dor em queimação, lesões hemorrágicas focais, mescladas com áreas pálidas de isquemia (placa marmórea) e necrose CLASSIFICAÇÃO ACIDENTE LOXOSCÉLICO SINTOMAS • Dor de pequena intensidade no início • Após 2 dias: “Placa Marmórea” Áreas equimóticas Lesão endurada, empastada, dolorosa, eritematosa Vesículas com secreção sanguinolenta 10 EXAMES COMPLEMENTARES Eletrólitos → Diminuição do Potássio BT - Frações → Elevação a expensas da indireta Hemograma → Leucocitose com neutrofilia. Nas formas graves anemia grave, plaquetopenia, reticulocitose Uréia – Creatinina → Elevação da função renal Coagulograma → Alterado Haptoglobina → Baixa TRATAMENTO • Limpeza com antisséptico 5-6 vezes por día • Compressas frías • Analgesia (Dipirona) • Corticoide Oral (Prednisona) • Antibiótico (sinais de infecção presentes) • Soro Antiaracnídeo (SALOx – SAAr) EV Moderado → 2 - 3 ampolas Grave → 4 - 6 ampolas • Notificação Compulsória 11 ACIDENTE RÁVICO COMO CAI? • Paciente que consulta relatando ter sido mordido por um cachorro Exame Físico • Sinais Vitais • Avaliar a lesão (local, número, profundidade) QUAL É A CONDUTA? • Lavar imediatamente o ferimento com água corrente, sabão ou outro detergente pelo menos 15 minutos. Depois disso (Clorexidina ou Álcool Iodado) • Não Sutura • Avaliar necessidade de vacinação antitetânica • Analgesia (Dipirona) • Antibiótico (Amoxicilina-Calvulanato) • Notificação Compulsória • Sinais de Alarme (infecção) • Profilaxia Antirábica (cão-gato) TIPO DE EXPOSIÇÃO CÃO OU GATO ANIMAL AGRESSOR *VACINA Quatro doses, nos dias 0, 3, 7 e 14 CONTATO INDIRETO • Tocar ou dar de comer para animais. • Lambedura em pele íntegra. • Contato em pele íntegra com secreções ou excreções de animal, ainda que raivoso ou de caso humano. GRAVE • mordedura ou arranhadura nas mucosas, no segmento cefálico, nas mãos ou nos pés • mordedura ou arranhadura múltiplas ou extensas, em qualquer região do corpo • mordedura ou arranhadura profunda, mesmo que puntiforme • lambedura de lesões profundas ou de mucosas, mesmo que intactas • mordedura ou arranhadura causado por mamífero silvestre LEVE • mordedura ou arranhadura superficial no tronco ou nos membros, exceto mãos e pés • lambedura de lesões superficiais ANIMAL PASSÍVEL DE OBSERVAÇÃO POR 10 DIAS E SEM SINAIS SUGESTIVOS DE RAIVA • Lavar com água e sabão. • NÃO INDICAR PROFILAXIA • Lavar com águae sabão. • NÃO INICIAR PROFILAXIA. Manter o animal em observação por 10 dias. Se permanecer vivo e saudável, suspender a observação no 10° dia e encerrar o caso. Se morrer, desaparecer ou apresentar sinais de raiva, indicar VACINA* (dias 0, 3, 7 e 14) • Lavar com água e sabão. • NÃO INICIAR PROFILAXIA. Manter o animal em observação por 10 dias. Se permanecer vivo e saudável, suspender a observação no 10° dia e encerrar o caso. Se morrer, desaparecer ou apresentar sinais de raiva indicar VACINA* (dias 0, 3, 7 e 14) e SORO (SAR ou IGHAR)• • Lavar com água e sabão. • INICIAR PROFILAXIA: VACINA* (dias 0, 3, 7 e 14) • Lavar com água e sabão. • NÃO INDICAR PROFILAXIA • Lavar com água e sabão. • INICIAR PROFILAXIA: VACINA* (dias 0, 3, 7 e 14) e SORO (SAR ou IGHAR)• ANIMAL NÃO PASSÍVEL DE OBSERVAÇÃO POR 10 DIAS OU COM SINAIS SUGESTIVOS DE RAIVA MAMÍFERO DOMÉSTICO DE INTERESSE ECONÔMICO (bovídeos, equídeos, caprinos, suínos e ovinos) • Lavar com água e sabão. • INICIAR PROFILAXIA: VACINA* (dias 0, 3, 7 e 14) e SORO (SAR ou IGHAR)• • Lavar com água e sabão. • NÃO INDICAR PROFILAXIA • Lavar com água e sabão. • INICIAR PROFILAXIA: VACINA* (dias 0, 3, 7 e 14) • Lavar com água e sabão. • NÃO INDICAR PROFILAXIA • Lavar com água e sabão. • INICIAR PROFILAXIA: VACINA* (dias 0, 3, 7 e 14) e SORO (SAR ou IGHAR)• MAMÍFEROS SILVESTRES (ex.: raposa, MORCEGOS macaco, sagui) • Lavar com água e sabão. • INICIAR PROFILAXIA: VACINA* (dias 0, 3, 7 e 14) e SORO (SAR ou IGHAR)• • Lavar com água e sabão. • INICIAR PROFILAXIA: VACINA* (dias 0, 3, 7 e 14) e SORO (SAR ou IGHAR)• A vacina deverá ser administrada por via intradérmica ou via intramuscular. Via intradérmica: volume da dose 0,2 ml. O volume da dose deve ser dividido em duas aplicações de 0,1 ml cada e administradas em dois sítios distintos, independente da apresentação da vacina, seja 0,5 ml ou 1,0 ml (dependendo do laboratório produtor). Local de aplicação: inserção do músculo deltoide ou no antebraço. Via intramuscular: dose total 0,5 ml ou 1,0 ml (dependendo do laboratório produtor). Administrar todo o volume do frasco. Local de aplicação: no músculo deltoide ou vasto lateral da coxa em crianças menores de 2 (dois) anos. Não aplicar no glúteo. O SAR, ou a IGHAR, deve ser administrado no dia 0. Caso não esteja disponível, aplicar o mais rápido possível até o 7° dia após a aplicação da 1° dose de vacina. Após esse prazo é contraindicado. Existindo clara identificação da localização da(s) lesão(ões), recentes ou cicatrizadas, deve-se infiltrar o volume total indicado, ou o máximo possível, dentro ou ao redor da(s) lesão(ões). Se não for possível, aplicar o restante por via IM, respeitando o volume máximo de cada grupo muscular mais próximo da lesão. Soro antirrábico (SAR): 40 UI/kg de peso. Imunoglobulina humana antirrábica (IGHAR): IGHAR 20 UI/kg de peso. SORO (SAR ou IGHAR)• PROFILAXIA DA RAIVA HUMANA SAÚDE 13 ACIDENTE BIOLÓGICO (CAT) COMO CAI? • Técnico de Enfermagem de um hospital que consulta por acidente perfurocortante quando descartava material contaminado Exame Físico • Sinais Vitais • Avaliar a lesão (local, número, profundidade) EXAMES COMPLEMENTARES BHCG → Afastar gravidez na mulher na menacme Sorologias → HIV, HCV, HBV, VDRL AST - AL → Necessários para iniciar TARV Uréia – Creatinina → Necessários para iniciar TARV QUAL É A CONDUTA? • Lavar imediatamente o ferimento • Analgesia (Dipirona) • Solicitar exames (descritos anteriormente • Iniciar PEP (HIV): Tenofovir, Lamivudina, Dolutegravir por 28 dias • Informar efeitos colaterais da TARV Diarreia Náuseas – Vômitos Dor Abdominal Fadiga Cefaleia Exantema • Orientar uso de preservativo durante o acompanhamento • Acompanhamento com sorologias durante no mínimo 6 meses • Definir necessidade de HBV e Tétano • Explicar que não há disponibilidade de profilaxia para HCV • Notificação Compulsória • Abrir o CAT • Sinais de Alarme (infecção) 14 ARBOVIROSES • Dengue • Chikungunya • Zika • Febre Amarela • Malária DENGUE (Dengue Vírus) COMO CAI? • Paciente que consulta por presentar quadro de febre, fraqueza, cefaleia, dor atrás dos olhos e pode ter sinais de sangramento Exame Físico • Sinais Vitais (Peso/Comprimento/PC/IMC, PA [sentado e deitado] Fc, Fr, Tº, TEC, SaO2%) • Ectoscopia Exantema: • Avaliar presença de petéquias (prova do laço) 15 CLASSIFICAÇÃO DA DENGUE 16 QUE DEVO PEDIR? Hemograma → Leucopenia, trombocitopenia, hemoconcentração (sinal de gravidade) AST/ALT → Elevadas (formas graves) Coagulograma → Alterado (formas graves) PCR Viral → Até 5º dia do início dos sintomas Sorologia para Dengue → A partir do 6º dia do início dos sintomas NS1 → Até 3º dia do início dos sintomas QUAL É A CONDUTA? • Tratamento de suporte Hidratação Antipirético (Paracetamol – Dipirona) • Sinais de alarme e retorno para revisão em 48 horas • Intervenção Epidemiológica Limpeza de reservatórios de água Envio da ACS para avaliar casos semelhantes Ações de saneamento ambiental Uso de roupas claras com manga longa Uso de mosquiteiro, telas nas portas e janelas Uso de repelentes • Notificação Compulsória 17 CHIKUNGUNYA (CHKV) COMO CAI? • Paciente que consulta por presentar quadro de febre, fraqueza, cefaleia, muita artralgia Exame Físico • Sinais Vitais (Peso/Comprimento/PC/IMC, PA [sentado e deitado] Fc, Fr, Tº, TEC, SaO2%) • Ectoscopia 18 QUE DEVO PEDIR? Hemograma → Leucopenia, trombocitopenia LDH → Ligeira elevação GGT→ Ligeira elevação PCR - VHS → Elevadas PCR - RNA → A partir do 6º dia do início dos sintomas Sorologia → 5º - 7º dia do início dos sintomas QUAL É A CONDUTA? • Tratamento de suporte Hidratação Antipirético (Paracetamol – Dipirona) • Sinais de alarme e retorno para revisão em 48 horas • Intervenção Epidemiológica Limpeza de reservatórios de água Envio da ACS para avaliar casos semelhantes Ações de saneamento ambiental Uso de roupas claras com manga longa Uso de mosquiteiro, telas nas portas e janelas Uso de repelentes • Notificação Compulsória ZIKA (ZIKA VÍRUS) COMO CAI? • Paciente que consulta por presentar quadro de febre, fraqueza, cefaleia com hiperemia conjuntival. Geralmente gestante Exame Físico • Sinais Vitais (Peso/Comprimento/PC/IMC, PA [sentado e deitado] Fc, Fr, Tº, TEC, SaO2%) • Ectoscopia 19 QUE DEVO PEDIR? Hemograma → Leucopenia, trombocitopenia PCR Zika → Até 7º dia Sorologia → Podendo haver cruzamento sorológico com outras arboviroses QUAL É A CONDUTA? • Tratamento de suporte Hidratação Antipirético (Parecetamol – Dipirona) Antihistamínicos (erupções pruriginosas) • Sinais de alarme e retorno para revisão em 48 horas • Intervenção Epidemiológica Limpeza de reservatórios de água Envio da ACS para avaliar casos semelhantes Ações de saneamento ambiental Uso de roupas claras com manga longa Uso de mosquiteiro, telas nas portas e janelas Uso de repelentes • Notificação Compulsória • Complicações → A principal para prova é Microcefalia por isso a gestante deve ser encaminhada para Gestação de Alto Risco e deveram ser feitos controles para detecção temprana da Microcefalia FEBRE AMARELA COMO CAI? • Paciente que consulta por presentar quadro de 7 dias febre, fraqueza, cefaleia. Paciente com antecedente de viagem recente a MG – PR – BH. Exame Físico • Sinais Vitais (Peso/Comprimento/PC/IMC, PA [sentado e deitado] Fc, Fr, Tº, TEC, SaO2%) 20 CLASSIFICAÇÃO Leve/Moderada → Sinais e Sintomas: • Febre • Cefaleia • Mialgia • Náuseas • Icterícia ausente ou leve Alterações Laboratoriais: • Plaquetopenia • ↑ moderada de AST/ALT • BD levemente elevada com predomínio BI Grave → Sinais e Sintomas: • Febre • Cefaleia • Mialgia • Náuseas • Icterícia intensa • Manifestações hemorrágicas • Oligúria • Rebaixamento do nívelde consciência Alterações Laboratoriais: • Plaquetopenia intensa • ↑ creatinina • ↑ AST/ALT Maligna → Sinais e Sintomas: • Todos os sintomas da forma grave intensificados Alterações Laboratoriais: • Plaquetopenia intensa • ↑ creatinina • ↑ AST/ALT • BD levemente elevada com predomínio BI • CID 21 QUE DEVO PEDIR? • Hemograma • Uréia/Creatinina • AST/ALT • Bilirrubina Total e Frações • Coagulograma • Urina 1 • Sorologia para Febre Amarela (após o 6º dias) • PCR para Febre Amarela (até os 5º dias) QUAL É A CONDUTA? • Tratamento de suporte Hidratação Antipirético (Parecetamol – Dipirona) • CONTRAINDICADO USO DE AINES • Sinais de alarme e retorno para revisão em 48 horas • Casos graves e malignos devem ser internados • Intervenção Epidemiológica Limpeza de reservatórios de água Envio da ACS para avaliar casos semelhantes Ações de saneamento ambiental Uso de roupas claras com manga longa Uso de mosquiteiro, telas nas portas e janelas Uso de repelentes • Notificação Compulsória 22 MALÁRIA COMO CAI? • Paciente que consulta por presentar quadro de febre alta, calafrios, sudorese, cefaleia (cíclicos) Exame Físico • Sinais Vitais (Peso/Comprimento/PC/IMC, PA [sentado e deitado] Fc, Fr, Tº, TEC, SaO2%) • Ectoscopia CLASSIFICAÇÃO Malária NÃO Complicada → (P. vivax ou P. malariae) Sinais e Sintomas: • Febre ≥ 40ºC • Cefaleia • Mialgia • Icterícia ausente ou leve Alterações Laboratoriais: • Hemograma com Leucopenie e Plaquetopenia • Gota espessa (+) Malária Complicada → (P.falciparum) Sinais e Sintomas: • Febre ≥ 40ºC • Calafrios • Sudorese • Prostração • Alteração do nível de consciência • Hipotensão arterial ou choque • Icterícia • Oligúria Alterações Laboratoriais: • Plaquetopenia intensa • Hipoglicemia • Acidose Metabólica • Insuficiência Renal • Hiperparasitemia 23 QUE DEVO PEDIR? • Hemograma • Uréia/Creatinina • AST/ALT • Bilirrubina Total e Frações • Coagulograma • Urina 1 • Gasometria Arterial • Gota Espessa QUAL É A CONDUTA? • Tratamento de suporte Hidratação Antipirético (Parecetamol – Dipirona) • Sinais de alarme e retorno para revisão em 48 horas • Intervenção Epidemiológica Limpeza de reservatórios de água Envio da ACS para avaliar casos semelhantes Ações de saneamento ambiental Uso de roupas claras com manga longa Uso de mosquiteiro, telas nas portas e janelas Uso de repelentes • Notificação Compulsória 24 HANSENÍASE (Mycobacterium leprae) COMO CAI? • Paciente com queixa de aparecimento de manchas na pele sem sintomas associados Exame Físico • Sinais Vitais • Retirar roupas para avaliação completa • Fazer os testes de sensibilidade em ordem (Realizar com o paciente sem olhar) Térmica Tátil Dolorosa • Palpação de nervos • Palpação de membros inferiores CLASSIFICAÇÃO 25 26 EXAMES COMPLEMENTARES • Hemograma • Baciloscopia • Coagulograma • TGO/TGP QUAL É A CONDUTA? • Notificação Compulsória • Informar sobre a possibilidade de efeitos adversos da farmacoterapia • Controle mensal (com seguimento da função renal e hepática) • Busca ativa de contactantes (Continua Controle por 5 anos) 1 cicatriz BCG + Vacina BCG 2 cicatrizes (não faz nada) REAÇÕES HANSÉNICAS TIPO 1 → 27 Sintomas: • As lesões da hanseníase ficam mais infiltradas, eritematosas mas o resto da pele é normal • A condição do paciente é boa Tratamento: • Corticoide e se tiver neuropatia (Tricíclicos) TIPO 2 → Sintomas: • Surgem novos nódulos eritematosos, dolorosos não associados às lesões de hanseníase • A condição do paciente é ruim e com mal estado geral Tratamento: • Talidomida 28 LEISHMANIOSE VISCERAL (CALAZAR) COMO CAI? • Paciente trabalhador rural com queixa de fraqueza, febre, e inhaço na barriga. Cachorros doentes e vizinhos com a mesma doença Exame Físico • Sinais Vitais • Hepatoesplenomegalia • Edema de MMII 29 EXAMES COMPLEMENTARES Hemograma → Anemia de doença crônica Sorologia para Calazar → Positiva PCR – VHS → Positivo Mielograma → Obtido da punção esplênica/medula ossea QUAL É A CONDUTA? • Notificação do Caso • Antimonial Pentavalente ou Anfotericina B • Intervenção Epidemiológica Limpeza de reservatórios de água Envio da ACS para avaliar casos semelhantes Ações de saneamento ambiental Uso de roupas claras com manga longa Uso de mosquiteiro, telas nas portas e janelas Uso de repelentes Intervenção e tto aos cachorros Comunicar o Agente de Combate de Endemias LEISHMANIOSE TEGUMENTAR COMO CAI? • Paciente com queixa de aparecimento de lesão tipo ferida ≥ 2 meses de evolução. Paciente trabalhador rural ou com antecedente de viagem a zona tropical. Refere pouca dor e tentativa de tto automedicado sem sucesso Exame Físico • Sinais Vitais • Retirar roupas para avaliação completa 30 EXAMES COMPLEMENTARES Sorologia para Leishmaniose → Positiva Esfregaço da lesão corado por Giemsa → Visualização dos parasitas Biopsia da Lesão → Granulo linfo – histiocitário com presença de parasitos intracelulares Teste Intradérmico de Montenegro → > 5 mm PCR – VHS → Positivo Hemograma, Uréia/Creatinina, TGO/TGP, ECG → Antes, durante e depois para tratamento por tto com Antimonial Pentavalente QUAL É A CONDUTA? • Higienização da lesão • Notificação do Caso • Antimonial Pentavalente ou Anfotericina B • Intervenção Epidemiológica Limpeza de reservatórios de água Envio da ACS para avaliar casos semelhantes Ações de saneamento ambiental Uso de roupas claras com manga longa Uso de mosquiteiro, telas nas portas e janelas Uso de repelentes LEPTOSPIROSE COMO CAI? • Paciente com quadro febre, mal-estar, cefaleia, mialgias, artralgias e dor intenso nas panturrilhas. Para a prova o paciente esteve em contato com enchente ou é trabalhador de feira ou recolhedor de lixo 31 EXAMES COMPLEMENTARES Hemograma → Anemia + Leucocitose Bilirrubina Total e Frações → Elevadas a expensas da Direta AST/ALT → Elevadas Uréia/Creatinina → Elevadas Eletrólitos → Normais ou alterados CPK → Muito elevada Urina 1 → Hematúria, proteinúria, leucocitúria Coagulograma→ Alargamento do tempo de trombina e protrombina Sorologia IgM → Positiva após a 2º semana Microaglutinação → Positivo (> 1 para 800) QUAL É A CONDUTA? • Internação (assinar termos de consentimento) • MOOVE – G • P. Cristalina por 10 dias para os pacientes internados e depois Doxiciclina Oral por 5 dias • Reposição hidroeletrolítica • Assistência Cardiorrespiratória • Transfusões • Proteção Gástrica • Alimentação Enteral ou Parenteral • Quantificação da Diurese • Dialise caso precise (avaliação por Nefrologista) • Notificação do Caso • Intervenção Epidemiológica Limpeza de reservatórios de água Desratização Envio da ACS para avaliar casos semelhantes Ações de saneamento ambiental 32 DEPENDÊNCIA QUÍMICA ETILISMO ANAMNESE – EXAME FÍSICO • Abordar com questionamentos abertos • Não julgamentos • Buscar sinais de Hepatopatia QUAL É A CONDUTA? • Exame Físico Completo • Fazer o Cage • Classificar a Fase • Dissulfiram • Tratamento Multidisciplinar Medico Psicoterapia Encaminhar para CAPS-AD/AA 33 TABAGISMO ANAMNESE – EXAME FÍSICO • Abordar com questionamentos abertos • Não julgamentos 34 Critérios para Tto Farmacológico • Fumantes pesados (>20 cig/dia) • Fumantes que fumam o 1º cigarro até 30 min após acordar e fumam no mínimo 10 cigarros por dia • Fumantes com Fergestrom ≥ 5 • Fumantes que já tentaram parar de fumar anteriormente apenas com a abordagem cognitivo-comportamental, mas não obtiveram êxito devido a sintomas da síndrome de abstinência • Não haver contra-indicações clínicas QUAL É A CONDUTA? • Exame Físico Completo • Fazer o Fergestron • Classificar a Fase • Rastreamento de Câncer de Pulmão com TC Tórax (50-80 anos com carga tabágica 20 maços ano e que fumam atualmente ou pararam nos últimos 15 anos) • TratamentoFarmacológico Bupropion (CI em Epilepsia) Nicotina Chiclete (CI Úlcera Péptica – DRG) Nicotina Adesivos (CI Dermatite Atópica) • Tratamento Multidisciplinar Medico Psicoterapia TUBERCULOSE (Mycobacterium tuberculose) COMO CAI? • Paciente com quadro de 3 semanas ou mais de febre de predomínio, mal- estar, fraqueza, tosse com expectoração hemoptóica, perda de peso, sudorese Exame Físico • Sinais Vitais • Avaliar (icterícia, hepatomegalia) 35 EXAMES COMPLEMENTARES BAAR (2 amostras) → Preferivelmente em jejum TRM - TB → Ajuda no Dx e na resistência a Rifampicina Cultura do Escarro → Esperamos encontrar a M. tuberculose. Nunca deve retrasar o tratamento Rx Tórax → Cavitações em ambos ápices pulmonares QUAL É A CONDUTA? • Notificação Compulsória Tuberculose Doença IL-TB • Investigação de contactantes • Isolamento respiratório (espera-se negativização a partir do final da 2 semana • Controle mensal (consulta médica + controle bacteriológico) • Informar possíveis efeitos adversos Suspeito deve continuar investigação Normal tratar IL-TB Sem conversão → Fechar o caso Com conversão → Rx Tórax INFECÇÃO LATENTE POR TUBERCULOSE (IL-TB) Pte Assintomático → • Começamos pela PPD > 5 mm → Solicitar Rx < 5 mm → Repetir PPD em 8 semanas Normal tratar IL-TB Suspeito continuar investigação • Isoniazida por 6-9 meses ou Isoniazida + Rifampetina 3 meses Pte Sintomático → • Fazemos investigação como TB doença VIOLÊNCIA VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇA E ADOLESCENTE • Violência Física • Violência Sexual • Violência Psicológica • Negligência Sintomas: • Lesões físicas inexplicadas (ocultadas) • Infecções urinárias, feridas anogenitais • DST • Comportamento sexual inadequado • Agressividade ou timidez excessiva • Faltas frequentes na escola, dificuldade da aprendizagem Exame Físico • Sinais Vitais • Pedir Técnico de Enfermagem na sala para fazer exame físico completo 36 37 QUE DEVO FAZER? • Propiciar um ambiente adequado para expressão dos sentimentos e fatos ocorridos. • Escutar. • Dar atendimento humanizado. • Demonstrar sempre muita atenção e compreensão. • Lembrar sempre que a culpa não é da criança/adolescente. • Manter sigilo das informações. • Evitar a revitimização. • Não emitir juízo de valor. • Notificar TODOS os tipos de violência • Notificar a Vara da Infâncias ou Conselho Tutelar • Caso seja violência sexual (deverá ser feito o protocolo completo) • Encaminhar para tratamento multidisciplinar Psicoterapia Pediatria VIOLÊNCIA CONTRA MULHER • Violência Física • Violência Sexual • Violência Psicológica • Violência Financeira Sintomas: • Lesões físicas inexplicadas (ocultadas) • Timidez excessiva • Dor pélvica crônica, Sx Intestino Irritável • Depressão, Ansiedade, Fibromialgia • Tentativas de suicídio Exame Físico • Sinais Vitais • Pedir Técnico de Enfermagem na sala para fazer exame físico completo 38 QUE DEVO FAZER? • Propiciar um ambiente adequado para expressão dos sentimentos e fatos ocorridos. • Escutar. • Dar atendimento humanizado. • Demonstrar sempre muita atenção e compreensão. • Lembrar sempre que a culpa não é da paciente • Manter sigilo das informações. • Perguntar pela rede de apoio. • Estabelecer planos de prevenção de homicídio. • Evitar a revitimização. • Não emitir juízo de valor. • Notificar TODOS os tipos de violência • Caso seja violência sexual (deverá ser feito o protocolo completo) • Encaminhar para tratamento multidisciplinar Psicoterapia Psiquiatria VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO • Violência Física • Violência Sexual • Violência Psicológica • Violência Financeira • Negligencia Sintomas: • Lesões físicas inexplicadas (ocultadas) • Timidez excessiva • Paciente multiconsultante por divers Exame Físico • Sinais Vitais • Pedir Técnico de Enfermagem na sala para fazer exame físico completo 39 QUE DEVO FAZER? • Propiciar um ambiente adequado para expressão dos sentimentos e fatos ocorridos. • Escutar. • Dar atendimento humanizado. • Demonstrar sempre muita atenção e compreensão. • Lembrar sempre que a culpa não é da paciente • Manter sigilo das informações. • Perguntar pela rede de apoio. • Estabelecer planos de prevenção de homicídio. • Evitar a revitimização. • Não emitir juízo de valor. • Notificar TODOS os tipos de violência • Notificar a Conselho Tutelar do Idoso • Caso seja violência sexual (deverá ser feito o protocolo completo) • Encaminhar para tratamento multidisciplinar Psicoterapia Geriatria PROTOCOLO SPIKES COMO CAI? • Paciente com exames com resultado de câncer, anencefalia ou óbito de familiar 40 DEPRESSÃO COMO CAI? • Paciente com queixas de desânimo, cansaço, dor no peito, tristeza, apatia e insônia Exame Físico • Sinais Vitais (IMC) • Avaliar sinias de autoflagelação QUAL É A CONDUTA? • Internação só em casos de plano ou tentativa suicida • Antidepressivos → ISRS (Depressão Moderada) • Apoio Psicoterapia ou Psiquiatria PrEP (Terapia Pré Exposição) COMO CAI? • Paciente de risco (homem que faz sexo com homem ou profissionais do sexo) interessados em PREP QUAL É A CONDUTA? • Não julgar • Acolhimento com sigilo médico • Solicitar exames BHCG HIV HBV – HCV Sífilis Pesquisa para C. trachomatis – N. gonorrhoeae • Explicar que PrEP somente cobre para HIV • Iniciar Truvada → Tenofovir + Entricitabina (USO DIÁRIO) Proteção sexo anal (após 7 dias) Proteção sexo vaginal (após 20 dias) • Solicitar exames de controle AST/ALT Clearance de Creatinina Creatinina/Ureia Proteinúria Isolada • Oferecer preservativos masculinos e femininos a vontade • Colocar em dias a vacinação (Tétano – HBV) caso seja necessário 41 CREDENCIAMENTO DA ESF TERRITORIALIZAÇÃO • Demarcar a área que a unidade irá abranger • Adscrição → Cadastro da clientela, investigando perfil e necessidades dos moradores EQUIPE, ABRANGÊNCIA E CARGA HORÁRIA • Cada ESF (atende de 2.000 – 3.500 mil pessoas) • Deve ser composta por pelo menos: 1 médico, 1 enfermeiro, 1 técnico de enfermagem e 4-6 ACS (cada ACS é responsável por 400 a 750 habitantes) → 40 horas semanais para cada profissional INSTALAÇÕES MÍNIMAS • Recepção • Sala de espera • Dois consultórios médicos • Consultório odontológico • Sala de procedimentos • Sala de curativos • Sala de vacinas • Sala de reuniões • Copa • Deposito de material de limpeza • Sanitários público adaptado para deficientes • Banheiro para funcionários • Sala de apoio para esterilização e materiais esterilizados • Deposito de lixo • Abrigo de resíduos sólido ATRIBUÇÕES DA EQUIPE • Médico: atendimento de demanda espontânea • Enfermeiro: gerencia ações do ACS • Técnico de enfermagem: gerencia insumos • ACS: manter cadastros atualizado 42 MÉTODO CLÍNICO CENTRADO NA PESSOA (MCCP) DEFINIÇÃO O MCCP é a tentativa do médico de realizar uma tarefa dupla: entender a pessoa e entender a doença da pessoa. É desse entendimento que se deriva o processo de tratamento tanto para a pessoa quanto para a doença. COMPONENTES Explorando a saúde, a doença e a experiência da doença. Nesse momento que o profissional de saúde deve estar atento a todos os sinais que o paciente apresenta na hora do seu atendimento Entendendo a pessoa como um todo — o indivíduo, a família e o contexto. Nesse momento que o profissional deve compreender a história de vida do indivíduo, seu ciclo de vida, estrutura familiar, redes de apoio tanto familiares como na comunidade. Elaborando um plano conjunto de manejo dos problemas. Ele deve ser montado abordando: a definição do problema da pessoa; o estabelecimento de metas para o tratamento e condução do seu quadro e identificar os papéis que cada um deve ocupar nesse processo. Devem ser esclarecidas todas as dúvidas, utilizar linguagem leigo e as metas devem estar ao alcance do paciente Intensificando a relação entre a pessoa e o médico O medico deve conversar, escutar, agir com respeito. Deve atuar em conjunto com a equipe multidisciplinar43 SOAP