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Classificação de Risco Enfermeira Esp. Nalitha Raideé Nunes Conceito A classificação de risco é utilizada no acolhimento hospitalar para se fazer uma avaliação inicial do paciente e determinar a necessidade de um atendimento mais urgente. Esse método permite saber a gravidade do estado de saúde dos pacientes, seu potencial de risco, o grau de sofrimento, entre outras informações. Dessa forma, as pessoas que estão em estados mais críticos e dependem de um atendimento para que não haja um agravamento de sua saúde podem ser acolhidas primeiro. No Brasil, a classificação mais comum é o PROTOCOLO DE MANCHESTER, que utiliza cinco cores para identificar o grau de cada paciente. Geralmente, elas são: VERMELHO, LARANJA, AMARELO, VERDE e AZUL. A cor vermelha representa os casos mais graves, e a azul, os mais leves. MISSÕES DO ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO Ser instrumento capaz de acolher o cidadão e garantir um melhor acesso aos serviços de urgência/emergência. 01 Humanizar o atendimento. 02 Garantir um atendimento rápido e efetivo. 03 OBJETIVOS Construir fluxo 03 Escuta qualificada 01 Classificar, mediante protocolo e queixas, visando direcionar o atendimento. 02 Funcionar como instrumento de ordenação e orientação na assistência 04 PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO 01 EQUIPE MULTIPROFISSIONAL Enfermeiro; Auxiliar/ Técnico de enfermagem; Serviço Social; Médico; Estagiários; Profissionais da Portaria/Recepção O usuário porcura o serviço de Urgência. A Acolhido pelos funcionários e encaminhado para confecção da ficha. B C Logo após é encaminhado ao setor de Classificação de Risco, onde é acolhido pelo auxiliar de enfermagem e enfermeiro que, utilizando informações da escuta qualificada e da tomada de dados vitais, se baseia no protocolo e classifica o usuário. CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO 0201 1-Apresentação usual da doença; 2 - Sinais de alerta (choque, palidez cutânea, febre alta, desmaio ou perda da consciência, desorientação, tipo de dor, etc.); 3 - Situação – queixa principal; 4 - Pontos importantes na avaliação inicial: sinais vitais – Sat. de O2 – escala de dor - escala de Glasgow – doenças preexistentes – idade – dificuldade de comunicação (droga, álcool, retardo mental, etc.); 5 - Reavaliar constantemente poderá mudar a classificação. CLASSIFICAÇÃO DE RISCO CLASSIFICAÇÃO DE RISCO FLUXOGRAMA DE ATENDIMENTO FLUXOGRAMA DE ATENDIMENTO CLASSIFICAÇÃO DE RISCO NA ATENÇÃO BÁSICA ATIVIDADE Passo 1: Criar uma FICHA DE ATENDIMENTO com Classificação de Risco. Passo 2: Preencher a Ficha de Atendimento e Classificar o paciente do caso clínico. https://docs.google.com/spreadsheets/d/195FUFOagfV2gxT6pR_Ux5ppps9ltsOKDIstK8iGWf7Q/copy CASO CLÍNICO 1 Identificação - R.E.M.O, 32 anos, feminino, professora. História da Doença Atual - Procurou atendimento médico no dia de hoje, relatando início dos sintomas à 5 dias, com febre, cefaleia, astenia, anorexia, dor lombar, dores nos membros inferiores e hiperestesia cutânea. Negava prurido, queixas digestivas, respiratórias ou urinárias. No último final de semana que antecedeu o início dos sintomas, frequentou um sítio, mas não havia relato de outros casos febris entre as pessoas que também estiveram no sítio, porém, alguns vizinhos seus na cidade estavam com suspeita de dengue. Exame Físico Geral - Temperatura axilar de 38,5ºC. PA – 120 x 80mmHg. Peso - 62,5Kg. Orofaringe: normal, ligeiro exantema do tipo eritematopapular em todo o tegumento. Ausculta pulmonar, ausculta cardiovascular e abdome: sem anormalidades. CASO CLÍNICO 2 Identificação – E.E.S., masculino, 4 anos. História da Doença Atual - Paciente deu entrada na emergência do hospital no dia de hoje apresentando: petéquias em tronco, face, membros inferiores e choque. Segundo informação da mãe, os sintomas iniciaram no semana anterior com febre, cefaleia, mialgia e “manchas avermelhadas” em orofaringe, com agravamento do quadro clínico horas antes de ir ao hospital. CASO CLÍNICO 3 Identificação - MCRS, 28 anos, negra, casada, do lar, residente em área urbana. Queixava –se de febre, dores pelo corpo, astenia e dor de garganta há menos de 24h. Procurou o posto de saúde, relatou que, há cerca de 24 horas, logo depois do almoço, iniciou com febre (39.9ºC), dores pelo corpo. À tarde surgiram cefaleia, “dor de garganta” (sic), enjoo, dor epigástrica com “vontade de ficar, só, deitada” (sic). Usou sintomáticos, porém “a febre sempre voltava” (sic). Negava tosse, coriza, diarreia, vômitos ou qualquer outra queixa. Nada mais foi perguntado. Exame físico: febre de 38.9º, hiperemia leve de orofaringe e eritema pelo corpo. Pressão arterial (PA), sentada, 90/75 mmHg e FC 108 bpm. Abd: Flácido s/defesa, ruído hidroaéreo. presentes, doloroso (2+/6+) no epigástrio e hipocôndrio direito. CASO CLÍNICO 4 Identificação- Paciente, feminino, 71 anos. História da Doença Atual - Dor torácica em aperto, intensidade 7, numa escala de 0 a 10, de início súbito em repouso associado a tosse seca há cerca de 3 horas com resolução espontânea há aproximadamente 2 horas. Nega irradiação, fatores de melhora e piora. Paciente portadora de HAS, ICC, DM-2, histórico de 3 IAM’s prévios. Em uso de losartana ®, janumet ® , propanolol, furosemida ® e outros medicamentos que não souber informar, não sabendo informar as dosagens. Exame Físico Geral - Ao exame físico, REG, afebril, anicteríca, hidratada, normocorada, acianótica, obesa, edema de MMII ++++/IV (cacifo positivo), PA: 160-120 mmHg, FR: 18irpm, FC: 86bpm. Ao exame físico cardiorrespiratório: MV bem distribuído em ambos HT com presença de estertores crepitantes em terço inferior bilateralmente, bulhas normofonéticas em três tempos, presença de B3 em galope, sopro mitral +++/IV, ictus cordis não visível e palpável em 5º EIC em linha axilar anterior. OBRIGADA! Slide 1: Classificação de Risco Slide 2: Conceito Slide 3 Slide 4: MISSÕES DO ACOLHIMENTO COM CLASSIFICAÇÃO DE RISCO Slide 5: OBJETIVOS Slide 6: PROCESSO DE CLASSIFICAÇÃO Slide 7: CRITÉRIOS DE CLASSIFICAÇÃO Slide 8: CLASSIFICAÇÃO DE RISCO Slide 9: CLASSIFICAÇÃO DE RISCO Slide 10: FLUXOGRAMA DE ATENDIMENTO Slide 11: FLUXOGRAMA DE ATENDIMENTO Slide 12: CLASSIFICAÇÃO DE RISCO NA ATENÇÃO BÁSICA Slide 13: ATIVIDADE Slide 14: CASO CLÍNICO 1 Slide 15: CASO CLÍNICO 2 Slide 16: CASO CLÍNICO 3 Slide 17: CASO CLÍNICO 4 Slide 18: OBRIGADA!