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RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM NUTRIÇÃO CLÍNICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aline Cristina Ramos Amorim 
Mileny Matos da Silva 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brasília 
Outubro 2023
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM NUTRIÇÃO CLÍNICA 
 
 
 
 
 
 
Aline Cristina Ramos Amorim Rgm: 23207825 
Mileny Matos da Silva Rgm: 19413815 
 
 
 
 
 
 
 
 
Trabalho apresentado à disciplina de Estágio 
Supervisionado em Nutrição Clínica/Curso de 
Nutrição do Centro Universitário do Distrito 
Federal/UDF, como parte dos requisitos para a 
obtenção do título de Bacharel em Nutrição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Drª Patrícia Costa Bezerra 
Nutrição Clínica, Mestre em Psicologia, Dr. em Ciências Médicas; 
 
Preceptora: Especialista Ana Josefina Diniz Silva Amado 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brasília 
Outubro 2023
3 
ÍNDICE 
GLOSSÁRIO .................................................................................................. 5 
ABREVIATURA E SIGLAS.......................................................................... 5 
1) ESTUDO TEÓRICO DA(S) DOENÇA(S) .............................................. 9 
 Hipertensão Arterial Sistêmica ................................................................. 9 
 Diabetes Mellitus Tipo ............................................................................... 9 
 Síndrome Nefrótica ...................................................................................10 
 Miocardiopatia Isquêmica ........................................................................10 
 Osteomielite Crônica ............................................................................... 11 
 Síndrome Plurimetabólica ....................................................................... 11 
2) IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE ....................................................... 12 
3) HISTÓRIA SOCIAL E AMBIENTAL ...................................................12 
4) MOTIVO DA INTERNAÇÃO E QUEIXAS DO PACIENTE .............12 
5) HISTÓRIA PATOLÓGICA PREGRESSA (HPP) ................................12 
6) HISTÓRICO FAMILIAR (HF) ...............................................................13 
7) EVOLUÇÃO DA DOENÇA ATUAL ......................................................13 
8) AVALIAÇÃO NUTRICIONAL ..............................................................14 
 8.1) Avaliação do Consumo Alimentar (Inclusive de Líquidos) ....14 
 a) Antes das Manifestações dos Sintomas ........................................14 
 b) Durante a Internação ....................................................................14 
 c) Calcular o VET do Recordatório de 24 Horas ............................15 
 d) Analisar Criticamente as Informações Obtidas ..........................15 
 e) Relacionar Hábitos Alimentares com Doença ou Queixa Atual. 15 
 8.2) Exame Físico Justificar a Pontuação ........................................16 
 8.3) Antropometria ............................................................................17 
a) Análise antropométrica realizada na data: 18/08/23 ....................... ....17 
8.4) Exames Bioquímicos .............................................................................17 
8.5) Interação Drogas/Nutrientes ................................................................18 
9) CÁLCULO DAS NECESSIDADES ENERGÉTICAS ......................................21 
10) DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL COMPLETO ............................................22 
11) CONDUTA DIETOTERÁPICA .......................................................................22 
 11.1) Objetos da Dietoterapia (Justificada, com Objetivos e Metas ....... 22 
4 
 11.2) Prescrição Dietética ............................................................................23 
 11.3) Orientações Nutricionais ...................................................................23 
12) DESCRIÇÃO DO ACOMPANHAMENTO E EVOLUÇÃO 
NUTRICIONAL .......................................................................................................24 
 12.1) Evolução Dietética ..............................................................................24 
12.2) Evolução Exame Físico ......................................................................24 
 12.3) Antropometria (Acompanhamento) .................................................25 
 12.4) Bioquímica Laboratorial (Acompanhamento) ......................26 
13) CONDUTA DIETOTERÁPICA AO FINAL DA ÚLTIMA 
AVALIAÇÃO E ANÁLISE GERAL DO CASO .......................................27 
 13.1) Objetivos da Dietoterapia (Justificada, com Objetivos e 
Metas) .............................................................................................................27 
 13.2) Prescrição Dietética .................................................................27 
14) CONCLUSÃO .........................................................................................29 
15) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................30 
16) ANEXOS .................................................................................................31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
GLOSSÁRIO 
Edema - Inchaço causado pelo acúmulo de líquidos entre os diversos tecidos 
e cavidades que compõem o corpo humano 
Dispneia - Falta de ar, a dispneia é a sensação de que não se está a recebendo 
ar suficiente nos pulmões. 
Hipoalbuminemia - Afecção cujo nível de albumina sérica está abaixo da 
faixa normal. 
Proteinuria - Presença de proteína na urina, geralmente, a albumina. 
Patógenos - Organismos que são capazes de causar doença em um hospedeiro 
 
Síndrome Plurimetabólica - conjunto de fatores de risco que aumentam a 
probabilidade de desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes mellitus tipo 2 
 
ABREVIATURAS E SIGLAS 
 
AVE – Acidente Vascular Encefálico 
DM – Diabetis Melittus 
DRC – Doença Renal Crônica 
HAS – Hipertensão Arterial Sistemica 
HF – História Familiar 
HPP – História Patológia Pregressa 
HBDF – Hospital de Base do Distrito Federal 
IH – Injestão Hídrica 
IMC – Índice de Massa Corpórea 
K – Potássio 
PCR – Proteína C Reativa 
QFA – Questionário de Frequência Alimentar 
R 24h – Recordatório 24 Horas 
SUS – Sistema Único de Saúde 
TC – Tumografia Computadorizada 
UPA – Unidade de pronto atendimento 
UDF – Centro Universitário do Distrito Federal 
 
6 
DADOS DE IDENTIFICAÇÃO E INFORMAÇÕES GERAIS 
Parte I – Hospital de Base do Distrito Federal 
 
IDENTIFICAÇÃO DO LOCALDE ESTÁGIO: 
Instituição: Hospital de Base do Distrito Federal 
Endereço: SMHS - Área Especial, Q. 101 - Asa Sul, Brasília – DF 
 
IDENTIFICAÇÃO DO ESTAGIÁRIO: 
Nome: Aline Cristina R. Amorim 
RGM: 23207825 
RG: 2362354-DF 
Endereço: Quadra 3 conjunto 3L casa 21 Jardim Roriz - Planaltina DF 
 
Nome: Mileny Matos da Silva 
RGM:19413815 
RG: 3602258-DF 
Endereço: Rua Mato Grosso Quadra 103 Casa 15 Setor Sul - Planaltina DF 
 
SUPERVISOR DE ESTÁGIO: 
Nome e titulação: Drª; Patrícia Costa Bezerra 
 
PRECEPTORA DO ESTÁGIO: 
Nome e titulação: Especialista Ana Josefina Diniz Silva Amado 
 
DESCRIÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO: 
O Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) é um hospital público de 
Brasília, no Distrito Federal, e faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS). É um 
dos hospitais mais antigos do Distrito Federal, ficando localizado no Setor Médico 
7 
Hospitalar Sul, Área Especial 101 - Asa Sul. 
O Hospital de Base dispõe de ambulatório com atendimento de segunda a 
sexta, das 7h às 19h, para consultas e procedimentos ambulatoriais agendados. 
Atualmente, há 109 consultórios e 42 salas de procedimentos, com uma média de 
24,5 mil consultas por mês e de 2,6 mil exames por mês. 
O HBDF é um hospital de alta complexidade que atende mais de 16 
especialidades, incluindo nefrologia e transplante de rins.contando com o total de 
12 leitos na nefrologia e mais 16 no transplante. 
Como um hospital de referência, possui uma ampla gama de serviços e 
especialidades para atender às necessidades da população. (APENDICE A) 
 
PERÍODO DE ESTÁGIO: 07 de Agosto de 2023 à 06 de Setembro de 2023. 
 
CARGA HORÁRIA TOTAL: 132 horas. 
 
(APENDICE A) Orientação Nutricional Para Auxiliar na Cicatrização de Feridas 
 
8 
CENTRO UNIVERSITÁRIO DO DISTRITO FEDERAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aline Cristina Ramos Amorim 
Mileny Matos da Silva 
 
 
 
 
 
 
 
HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL 
PACIENTE RENAL CRÔNICO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Brasília 
Outubro 2023 
9 
1) ESTUDO TEÓRICO DA(S) DOENÇA(S): 
 
Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) 
A hipertensão arterial sistêmica, também conhecida como pressão alta, é uma 
doença crônica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. É caracterizada pelo 
aumento persistente da pressão arterial, isso quando a pressão se mantém freqüentemente 
acima de 140 por 90 mmHg o que pode levar a complicações graves, como doenças 
cardiovasculares, acidente vascular cerebral e insuficiência renal e citando o autor 
(Kearney et al., 2005) A hipertensão arterial sistêmica é uma das principais causas de 
morbidade e mortalidade em todo o mundo, representando um importante problema de 
saúde pública. 
A nutrição pode contribuir bastante com essa doença, pois a dieta alimentar está 
inteiramente envolvida, o paciente deve reduzir o consumo de sal nas refeições. "Além 
do tratamento farmacológico, mudanças no estilo de vida, como a prática regular de 
exercícios físicos e uma alimentação saudável, desempenham um papel fundamental no 
controle da hipertensão arterial sistêmica. (Williams et al., 2018) 
Está bem claro que a importância da hipertensão arterial sistêmica para 
compreender os fatores de risco, as estratégias de prevenção e o manejo adequado da 
doença. Através de uma abordagem multidisciplinar, é possível promover a 
conscientização e melhorar a qualidade de vida dos indivíduos afetados por essa condição. 
 
Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM) 
 A diabetes mellitus, é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas em todo 
o mundo. É caracterizada pela elevação dos níveis de glicose no sangue, o estado de 
normalidade da glicemia em jejum é de 70 mg/dl a 100 mg/ld. Uma pessoa é classificada 
como pré-diabética ao medir a sua glicemia em jejum e atingir entre 100 e 125 mg/dl. Já 
aqueles que atingem a partir de 126 mg/dl são considerados diabéticos, devido à produção 
insuficiente ou à ação inadequada da insulina. A diabetes mellitus é uma doença 
metabólica complexa, que envolve interações entre fatores genéticos e ambientais. 
(American Diabetes Association, 2021). 
Segundo dados do (American Diabetes Association, 2021) a abordagem 
multidisciplinar no estudo da diabetes mellitus, envolvendo médicos, nutricionistas, 
educadores físicos e outros profissionais de saúde, é fundamental para um manejo eficaz 
da doença, sendo possível desenvolver abordagens mais eficazes para o manejo da 
diabetes e melhorar a qualidade de vida dos pacientes afetados por essa condição. 
10 
Síndrome Nefrótica 
A síndrome nefrótica é uma condição clínica caracterizada pela presença de 
proteinúria significativa, hipoalbuminemia, edema e dislipidemia. É uma doença renal 
crônica que afeta tanto crianças quanto adultos e pode ter diversas causas subjacentes. A 
identificação da causa subjacente da síndrome nefrótica é fundamental para o manejo 
adequado da doença, pois diferentes etiologias podem requerer abordagens terapêuticas 
específicas. (Cattran et al., 2016) 
O tratamento da síndrome nefrótica envolve o controle da proteinúria, a redução 
do edema e a prevenção de complicações, como trombose venosa e infecções (Kidney 
Disease: Improving Global Outcomes, 2012). É importante ressaltar que cada caso de 
síndrome nefrótica é único, e as recomendações dietéticas podem variar de acordo com a 
causa subjacente da doença e as necessidades individuais do paciente. Portanto, é 
fundamental contar com o acompanhamento de um nutricionista ou profissional de saúde 
especializado para elaborar um plano alimentar personalizado e adequado às necessidades 
específicas de cada paciente com síndrome nefrótica. 
 
Miocardiopatia Isquêmica 
A cardiomiopatia isquêmica é uma doença que afeta o músculo cardíaco 
(miocárdio) devido à diminuição do fluxo sanguíneo nas artérias coronárias, que são 
responsáveis por levar oxigênio e nutrientes ao coração. A principal causa da 
cardiomiopatia isquêmica é a aterosclerose. Essa doença pode provocar sintomas como 
dor no peito, falta de ar, palpitações, tonturas e cansaço, especialmente ao fazer esforços 
físicos. (Visão geral das miocardiopatias - Doenças cardiovasculares - Manuais MSD) 
A cardiomiopatia isquêmica também aumenta o risco de infarto do miocárdio, e 
de arritmias cardíacas. Segundo (Cardiopatia isquêmica estável - Sintomas, diagnóstico e 
tratamento | BMJ Best Practice) o diagnóstico da cardiomiopatia isquêmica é feito com 
base na história clínica do paciente, no exame físico e em exames complementares, como 
eletrocardiograma, ecocardiograma, teste ergométrico, cintilografia miocárdica, 
angiografia coronária e ressonância magnética cardíaca. O tratamento da cardiomiopatia 
isquêmica visa melhorar os sintomas, prevenir as complicações e aumentar a sobrevida 
dos pacientes. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida, como parar de fumar, 
controlar o peso, praticar atividade física regular, reduzir o consumo de sal e gordura e 
controlar o estresse. Em alguns casos, pode ser necessária a realização de procedimentos 
para desobstruir as artérias coronárias e restaurar o fluxo sanguíneo ao miocárdio, como 
angioplastia coronária ou cirurgia de revascularização do miocárdio. 
11 
Osteomielite Crônica 
 A osteomielite crônica é uma doença grave que afeta o osso e o tecido circundante, 
caracterizado por inflamação crônica, dor intensa e incapacidade funcional. A 
osteomielite crônica é uma infecção persistente que pode resultar de uma infecção aguda 
não tratada ou da disseminação hematogênica de patógenos para o osso. (Lew e 
Wanldvogel, 2004) 
 Sabemos que uma dieta que estimule o sistema imunológico pode ajudar no 
tratamento pois o estudo teórico tem se concentrado em estratégias para aumentar a 
resposta imunológica contra a osteomielite crônica, por meio do desenvolvimento de 
vacinas específicas contra os patógenos envolvidos. (Bispo e Hofman, 2016) 
 
Síndrome Plurimetabólica 
 A síndrome plurimetabólica, também conhecida como síndrome metabólica ou 
síndrome X, é um conjunto de fatores de risco que aumentam a probabilidade de 
desenvolver doenças cardiovasculares e diabetes mellitus tipo 2, ela é causa por múltipos 
fatores, envolvendo fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Estima-se que afete 
cerca de 25% da população mundial adulta (Santos et al., 2018). 
A fisiopatologia da síndrome plurimetabólica está relacionada com a resistência à 
insulina, que leva a alterações no metabolismo da glicose, dos lipídios e da pressão 
arterial, e seu diagnóstico é baseado na presença de pelo menos três dos seguintes 
critérios: obesidade abdominal, hipertrigliceridemia, baixo nível de HDL-colesterol, 
hipertensão arterial e hiperglicemia de jejum (Silva et al., 2019). 
O tratamento dessa síndrome visa reduzir o risco cardiovascular e prevenir ou 
retardar o aparecimento do diabetes mellitus tipo 2. As principais medidas terapêuticas 
são a modificação do estilo de vida, que inclui a prática de atividade física regular, a 
cessação do tabagismo e a terapia dietética. A terapia dietética consiste em uma 
alimentação equilibrada, adequada às necessidades energéticas e nutricionais do 
indivíduo, que favoreça a perda ou manutenção do peso corporal, o controle da glicemia, 
dos lipídios e da pressão arterial.A síndrome plurimetabólica tem repercussões no estado 
nutricional, podendo causar deficiências ou excessos de nutrientes, bem como alterações 
na composição corporal e na função imunológica (Souza et al., 2020). 
 
 
 
 
12 
2) IDENTIFICAÇÃO DO PACIENTE: 
Nome (iniciais): 
J.T. L 
Sexo: 
Masculino 
Idade: 
59 anos 07/01/64 
Estado civil: 
Casado 
Grau de instrução: 
2º grau completo 
Profissão: 
Aposentado 
Naturalidade: 
Luzilândia - PI 
Procedência: 
UPA – Núcleo 
Bandeirante 
Residência: 
Valparaíso 
Dia da internação: 
08/08/23 
Leito: 
Leito 3 Sala 907 
Clínica: 
Nefrologia 
 
3)HISTÓRIA SOCIAL E AMBIENTAL: 
 O paciente J.T.L mora atualmente em Valparaíso – GO com sua esposa e seu filho, 
onde possui água encanada, esgoto, luz elétrica e disponibilidade de eletrodomesticos 
como geladeira, fogão e microondas. 
 O paciente é sedentário pois ainda está em processo de adaptação de prótese 
transtibial esquerda, e nega etilismo, tabagismo e uso de drogas ilícitas. 
 Renda familiar de R$5.000,00 que é composto pelo benefício de aposentadoria 
que o paciente recebe. 
 
4) MOTIVO DA INTERNAÇÃO E QUEIXAS DO PACIENTE: 
Paciente de 59 anos, portador de doença renal crônica (DRC) dialítico, em 
acompanhamento ambulatorial devido nefropatia diabética e doença de lesão mínima. 
Paciente refere que iniciou quadro de dispneia e edema de membros inferiores associado 
à oligúria há uma semana. Procurou a UPA do Núcleo Bandeirantes devido piora dessas 
queixas associado a pico hipertensivo (PA 180 x 110 mmHg). Foi admitido no dia 8 com 
lesão renal aguda, sendo encaminhado à nefrologia do IHBDF devido piora clínica e 
laboratorial além de descompensação da síndrome nefrótica. 
 
5) HISTÓRIA PATOLÓGICA PREGRESSA (HPP): 
Primeira internação 21/06/2020: Paciente com quadro de abscesso cervical em 
região occipital há cerca de uma semana fez uso em casa de ciprofloxacino e 
clindamicina, sem melhora significativa dos sintomas, já houve pequena drenagem 
espontânea há quatro dias. 
Segunda Internação 26/05/2022: Paciente DM2 insulinodependente, com 
quadro de úlcera infectada, procurou o HRNB realizando Ceftriaxona via esquema 
hospitalar por 7 dias e uso oral de Azitromicina e Clindamicina. Alega, ainda, redução do 
débito urinário e tosse seca. 
13 
Veio a consulta ambulatorial com lesões isquêmicas infectadas. Exames coletados 
pela urgência: tomografia computadorizada (TC) de tórax sem alteração e exames 
laboratoriais com leucocitose importante, aumento de proteína C reativa (PCR) e 
disfunção renal em regressão. 
Terceira internação 17/10/2002: Amputação transtibial de membro inferior 
esquerdo. 
Realizada osteotomia de tíbia e fíbula com serra de Gigli e protetor de partes 
moles, deixando a fíbula com cerca de dois cm a menos de comprimento. 
Quarta internação 05/06/2023: Cirurgia vascual, paciente com edema nas mãos, 
o mesmo esta em pós opeatório de amputação pela ortopedia. 
Quinta internação 08/08/2023: Paciente com Síndrome Nefrótica desde infância, 
última recidiva da doença de base em 2012, síndrome plurimetabólica, HAS, DM2 desde 
os 30 anos, nefropatia diabética/hipertensiva, pré diabético recorrente, amputação 
transtibial esquerda, tosse crônica, refluxo e miocardiopatia isquêmica. 
Ficou internado por 5 meses para tratamento de osteomielite. 
 
6) HISTÓRICO FAMILIAR (HF): 
Paciente relatou que avó e avô maternos faleceram de acidente vascular encefálico 
(AVE). 
 
7) EVOLUÇÃO DA DOENÇA ATUAL: 
 O paciente deu entrada no hospital com queixa de tosse, hipertensão arterial, e 
edema no membro inferior esquerdo, veio transferido do Hospital do Núcleo Bandeirante, 
o início desses sintomas foi no mês de agosto desse ano. 
 O paciente J.T.L. foi encaminhado para a ala de nefrologia por se tratar de um 
paciente que tem Síndrome Nefrótica Crônica, ele tinha indicações para o tratamento 
dialítico que é um processo no qual o sangue é filtrado para remover resíduos, toxinas e 
excesso de água do corpo. Existem dois tipos principais de diálise: hemodiálise e diálise 
peritoneal. 
Na hemodiálise que era a que o paciente fazia, o sangue é retirado do corpo e passa 
por um filtro chamado de dialisador, onde ocorre a remoção de substâncias indesejadas. 
O sangue limpo é então devolvido ao paciente. Esse procedimento é realizado em uma 
clínica ou hospital, geralmente três vezes por semana, com cada sessão durando cerca de 
3 a 4 horas. 
14 
 Ao longo da internação os sintomas de tosse, hipertensão e edema foram sanados, 
porém o paciente segue internado realizando diálise 
8) AVALIAÇÃO NUTRICIONAL: 
8. 1) Avaliação do Consumo Alimentar (Inclusive de Líquidos): 
a) Antes das Manifestações dos Sintomas: 
O paciente seguia uma rotina alimentar dividida em quatro refeições diárias, 
mantendo uma ingestão hídrica adequada. Ele relata que evita o consumo de alimentos 
com alto teor de sódio, produtos ultraprocessados e alimentos fritos, devido às suas 
condições de saúde. Em vez disso, consome regularmente alimentos in natura, como 
frutas, vegetais preparados conforme sua escolha. (ANEXO 1: Questionário de 
Frequência Alimentar QFA) 
Uma dieta normal do paciente era de cerca de 1227kcal ou seja 261,7g, sendo que 
desse total 218,4kcal (54,6g) eram de proteínas, 324kcal (36g) de lipídios e 684,6kcal 
(171,1g) de carboidratos. 
 
b) Durante a Internação: (ANEXO 2: Recordatório 24 Horas R24h) 
08/08/2023 Dieta por via oral, branda, hipossódica, DM, /IRC (50g), 1.800Kcal. 
Hipossódica, DM e IRC por conta das morbidades do paciente. 
 
09/08/2023 Dieta por via oral, branda laxante, hipossódica, DM, IRC (50g), 1800Kcal 
com adição da suplementação. Dieta laxativa por causa da diálise e pelo paciente ter 
intestino constipado e suplementação pelo fato das feridas na pele do paciente e aporte 
calórico. 
 
13/08/2023 Dieta por via oral, branda laxativa, hipossódica, DM, 1.800Kcal, 
suplementação e adição da ingestão hídrica (IH) de 1.000ml. IH para evitar a progressão 
da doença, tais como inchaço e edema do pulmão. 
 
14/08/2023 Dieta por via oral, branda laxativa, hipossódica, DM, hipocalêmica e sem 
leite e derivados, 1.800Kcal, com suplementação e IH de 1.000ml. Hipocalêmica, pois o 
paciente está com dificuldade de excretar potássio (K) e sem leite e derivados pois o 
paciente é intolerante a lactose. 
 
15 
17/08/2023 Dieta por via oral, branda laxativa, hipossódica, DM, hipocalêmica e sem 
leite e derivados e proteína pastosa, 1.800Kcal, com suplementação e IH de 1.000ml. A 
proteína pastosa foi indicação da fonoaudióloga pelo paciente está com refluxo. 
 
Mudança na Dieta Data Motivo 
Mudança de consistência? 
( X ) SIM ( ) NÃO 
Início: no dia 17/08 Indicado pela 
fonoaldiologa – (refluxo) 
a ptn. passou da dieta 
branda para dieta pastosa. 
Uso de suplemento? 
( X ) SIM ( ) NÃO 
Início: no dia 09/08 Baixa aceitação da dieta 
hospitalar e cicatrização 
de feridas por causa da 
DM. 
 
c) Calcular o VET do Recordatório de 24 Horas: 
Vet: 1227 Kcal 
Kcal/kg: 17,40 Kcal / Kg de peso 
Porcentagem de Macronutrientes: 
PTN 
LIP 
CHO 
 
17,8 % 
26,4 % 
55,8 % 
Classificações 
(Ex: normocalórica, hipoglicídica, hiperlipídica) 
Hipocalórica 
Hipoclicídica 
Hipolipídica 
Hipocalêmica 
 
d) Analisar Criticamente as Informações Obtidas: 
Dieta monótona? A dieta pode ser considerada monótona, pois o 
paciente tem sérias aversões ao modo de preparo 
dos vegetais. 
Fracionamento insuficiente? Fracionamento regular devido a 4 refeições durante 
o dia. 
 
e) Relacionar Hábito Alimentar com Doença ou Queixa Atual: 
Por se tratar de um paciente que tem DRC desde criança e HAS e DM desde os 
30 anos, sua alimentação é balanceada e não tem relação com a internação. E mesmo tendo 
aversões ao modo de preparado dos vegetais, em casa ele come bastante variedade. 
Observar: Hábito Alimentar, Qualidade e Frequência dos Alimentos Consumidos,16 
Fracionamento das Refeições, Ingestão Hídrica, Quantidade de Sal e Óleo, 
Alergias/Aversões/Intolerâncias Alimentares: 
 
Hábito alimentar: Arroz, feijão, carnes e frutas variadas e 
alguns tipos de verduras. 
 
Qualidade dos alimentos consumidos: In natura, processados e poucos 
ultraprocessados. 
 
Frequência dos alimentos 
consumidos: 
Arroz e feijão diariamente; 
Frutas diariamente; 
Verduras de 2 a 3 x por semana. 
 
Fracionamento das refeições: 4 refeições por dia, sendo desjejum, almoço, 
lanche/merenda e jantar. 
 
Ingestão hídrica: Refere que consumia cerca de 3 litros de 
água por dia, antes da internação. 
Quantidade de sal e óleo: Moderada. 
 
Alergias/aversões/intolerâncias 
alimentares: 
Nega alergia. 
Aversão à vegetais inteiros ou cozidos em 
cubos, prefere purês. 
Refere intolerância à lactose. 
 
8.2) Exame Físico Justificar a Pontuação: 
Data do exame e classificação 18/08/23 
Paciente eupneico, lúcido e orientado, pele levemente ressecada, cabelo fino e ralo 
e unhas aparentemente fortes, respirando em ar ambiente sem o uso de drogas vasoativas, 
e com presença de edema de tornozelo direito. De acordo com o (ANEXO 3: NRS 2002), 
sua pontuação no NRS foi (2) sendo um (1) ponto do estado nutricional considerado leve 
devido a sua ingestão alimentar entre 50-75% da necessidade normal na semana anterior, 
adicionado a um (1) ponto, considerando leve a gravidade de sua doença com depleção 
de massa muscular e de massa de gordura; doença crônica com inflamação. 
 
 
 
 
 
17 
8.3) Antropometria: 
a) Análise antropométrica realizada na data: 18/08/23 (1ª avaliação) 
PARÂMETRO RESULTADO 18/08 
Peso atual (af, est, ref) 70,5 kg (aferido) 
Peso seco 59 kg 
Peso usual 60 kg 
Peso ideal (se necessário) PI = Imc desejado (22 homem) x 1,71² 
PI= 22 x 2,92 
PI = 64,3 kg 
PPP (se necessário) _ 
Estatura (af, est, ref) 1,71 m² (referida) 
IMC atual 22,91 kg/cm 
CB 30,5 cm 
CP 33,0 cm 
 
A mobilidade do paciente está implicada por ter a perna esquerda amputada e 
ainda não ter se adaptado à prótese e também pelo fato da ostiomielite ter voltado na perna 
direita. 
Paciente em progressão em relação ao peso, com edema no tornozelo, tendo assim 
mantido o seu índice de massa corpórea em 22,91kg/cm. 
Fontes: Burr e Phillips (1984); Blackburn e Bistrian (1977); Adaptado de Mussoi et al 
(2014); Sampaio et al (2021) 
8.4) Exames Bioquímicos: 
PARÂMETRO VALORES DE 
REFERÊNCIA 
1ª AVAL. 
19/08/2023 
INTERPRETAÇÃO 
Creatinina 0,6 ~ 1,1 mg/dL 4,05 mg/dL A elevação pode ser causada por 
uma variedade de fatores, tais 
como doenças renais ou uso de 
medicamentos. 
Ureia 10 ~ 50 mg/dL 84 mg/dL A elevação pode estar sendo 
causada por alterações renais, 
desidratação ou excesso do 
consumo de proteína. 
18 
Fonte: Calixto-Lima e Reis (2012); CUPPARI (2014) 
 
8.5) Interação Droga/Nutriente: 
MEDICAMENTO INDICAÇÃO INTERAÇÃO FONTE 
Insulina humana 
regular 
Indicado para o 
tratamento de 
pacientes com 
DM. 
 
Fonte não 
encontrada. 
 
Heparina sódica Indicada para o 
tratamento e 
prevenção do 
tromboembolismo 
venoso e na 
angina de pré-
infarto. 
 
 
 
Fonte não 
encontrada. 
 
Gabapentina Indicado para o 
tratamento da dor 
neuropática. 
 
Fonte não 
encontrada. 
 
P 2,5 ~ 5,6 mg/dL 3,91 mg/dL Estão de acordo com o valor de 
referência. 
Mg 1,7 ~ 2,5 mg/dL 2,44 mg/dL Estão de acordo com o valor de 
referência. 
Na 135 ~ 145 
mg/dL 
133,5 
mg/dL 
Valores diminuídos podem ser 
causados pela perda excessiva de 
sódio, excesso de líquidos, uso 
excessivo de medicamentos ou 
distúrbios hormonais. 
PCR 0 ~ 0,5 mg/dL 0,94 mg/dL É um marcador inflamatório, o que 
significa que é um indicador de 
que o corpo está em estado 
inflamatório, seja por infecções ou 
inflamações crônicas. 
K 3,2 ~ 5,6 mEq/L 5,2 mEq/L Estão de acordo com o valor de 
referência 
19 
Isossorbida Destinado à 
terapia de ataque 
e de manutenção 
na insuficiência 
coronária. 
 
Fonte não 
encontrada. 
 
Alopurinol Indicado para o 
tratamento 
intercrítico de 
gota aguda 
recorrente. 
 
 
Fonte não 
encontrada. 
 
Sinvastatina É utilizada para 
reduzir os 
problemas 
causados por 
doenças 
cardiovasculares. 
 
 
Fonte não 
encontrada. 
 
Ácido acetilsalicílico Indicado para o 
alívio sintomático 
de dores. 
 
Fonte não 
encontrada. 
 
Omeprazol 
Antiulceroso 
Trata esofagite de 
refluxo, gastrite, 
úlcera gástrica e 
úlcera duodenal. 
Protetor gástrico. 
 
 
Redução absortiva 
de vitamina B12, 
ferro e cálcio. 
Martins e 
Riella (2013) 
Mahan, Escott-
Stump e 
Raymond 
(2018) 
Carvedilol Tratamento da 
insuficiência 
cardíaca. 
Abaixa os níveis 
de Na e Ca. 
Droga 
nutriente-2003 
Ácido fólico Suplementação. ASS aumentam a 
excreção de Ácido 
Fólico. 
Martins e 
Riella (2013) 
Mahan, Escott-
Stump e 
Raymond 
20 
(2018) 
Alfaepoetina Indicada no 
tratamento da 
anemia associada 
à insuficiência 
renal crônica. 
 
Fonte não 
encontrada. 
 
Dipirona sódica Alivio da febre e 
dor. 
Deficiência de 
ferro. 
Martins e 
Riella (2013) 
Mahan, Escott-
Stump e 
Raymond 
(2018) 
Lactulose Tratamento de 
constipação. 
Em uso 
concomitante de 
neomicina, a 
eliminação de 
certas bactérias do 
cólon pela 
neomicina pode 
interferir na 
degradação da 
Lactulose e 
impedir a 
acidificação 
adequada do 
cólon; 
Devem ser 
administrados com 
cautela os 
medicamentos que 
induzam 
hipopotassemia ou 
hipomagnesemia, 
como droperidol e 
levometadil, pois 
Martins e 
Riella (2013) 
Mahan, Escott-
Stump e 
Raymond 
(2018) 
Nutriex 
Indústria de 
Nutracêuticos - 
Farmacêutica 
responsável: 
Rafaela Sarturi 
Sitiniki (CRF-
PR 37364) 
21 
há aumento do 
risco de ocorrer 
um efeito 
cardiotóxico 
(prolongamento do 
intervalo QT); 
Não deve ser 
administrada 
juntamente com 
laxantes, pois 
podem reduzir o 
efeito acidificante 
da Lactulose. O 
uso de antiácidos 
pode inibir a ação 
da Lactulose. 
 
9) CÁLCULO DA NECESSIDADE ENERGÉTICA: 
Será utilizada a fórmula de Harris Benedict que foi criada em 1919 e reformulada 
em 1984 para maior precisão. Utiliza o peso, altura, idade e sexo do paciente para o 
cálculo. Não leva em consideração a composição corporal do paciente, e por isso pode 
dar um resultado pouco fidedigno em casos extremos. Mede a taxa metabólica basal do 
paciente e deve ser posteriormente multiplicada pelo fator atividade para que tenhamos o 
gasto energético total. 
Lembrando que: foi adicionado o fator de atividade física de 1,2 (paciente 
sedentário) pois paciente se encontra acamado e se movimentando fazendo uso de cadeira 
de rodas. 
 
BEE = 66 + (13,8 x Peso) + (5,0 x Altura) – (6,8 x Idade) 
BEE = 66 + (13,8 x 72,5) + (5,0 x 171) – (6,8 x 59) 
BEE = 66 + 1000,5 + 855 – 401,2 
BEE = 1921,5 – 401,2 
BEE = 1520,3 
BEE = 1520 kcal/dia 
 
22 
GET = 1520 x 1,2 
GET = 1824 kcal/dia 
Fonte: Harris Benedict 
 
10) DIAGNÓSTICO NUTRICIONAL COMPLETO: 
 Paciente encontra-se com obesidade grau I, esse diagnóstico foi constatado pelo 
(IMC) o que é justificado pelo fato de o paciente não fazer nenhuma atividade física, e 
encontra-se com reservas energéticas ou massa magra comprometida e tem deficiência de 
micronutrientes, cálcio, magnésio, potássio, (vitamina A, E, B9 e D), tiamina, niacina, 
selênio, sódio, cálcio, fibras, ferro, zinco, piridoxina, riboflavina e cobre. 
 Fonte: NRS 2002 
 
11) CONDUTA DIETOTERÁPICA: 
11.1) Objetivos da Dietoterapia (Justificada, com Objetivos e Metas): 
De acordo com Valadão et al. (2021), o objetivo da dietoterapia é fornecer aporte 
nutricional adequado e individualizado para promover a recuperação e melhorar o estado 
nutricional do paciente. 
A curto prazo, durante a internação, o objetivo da dietoterapia é garantir a 
estabilidade clínica do paciente, minimizar o risco decomplicações e promover o 
processo de cicatrização. A dieta fornecida por via oral, deve ser adaptada para atender 
às necessidades nutricionais do paciente, fornecendo calorias, proteínas, vitaminas e 
minerais adequados. A oferta de alimentos ou fórmulas nutricionais com consistência 
adequada e de fácil ingestão é essencial para garantir a tolerância alimentar e o aporte 
nutricional necessário. 
A médio prazo, durante o período de internação prolongado, o objetivo da 
dietoterapia é promover a perda de peso adequado, melhorar o estado nutricional e 
fortalecer o sistema imunológico do paciente. Acompanhar a evolução do estado 
nutricional por meio de avaliações clínicas e exames laboratoriais, ajustando o plano 
alimentar conforme necessário. 
A longo prazo, é necessário fornecer orientações nutricionais visando sempre o 
peso adequado, melhora da cicatrização, restauração das reservas nutricionais, e 
acompanhando a aceitação da dieta. A equipe multidisciplinar trabalhará em conjunto 
para monitorar o quadro do paciente, considerando suas necessidades clínicas. 
 Fonte: Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no paciente com doença renal (2021) 
 
23 
11.2) Prescrição Dietética em 19/08 1ª Avaliação: 
A prescrição dietética a partir do dia em que foi feita a primeira avaliação do 
paciente se manteve, a dieta por via oral de consistência branda, DM 1800 kcal, 
hipossódica, laxante, sem leite e derivados e hipocalêmica fracionada em seis refeições 
ao dia e IH de 1500 ml ao dia. Administrada, com valor total de 1227 Kcal. 
 
NUTRIENTE VALORES DA 
PRESCRIÇÃO 
DIETÉTICA 
VALORES 
RECOMENDADOS 
DRI’s 
PORCENTAGEM 
ALCANÇADA DA 
PRESCRIÇÃO 
DIETÉTICA 
Carboidrato 171,1 g 130 g 100 % - 130 
x – 171,1 
x = 131,6 % 
Proteína 54,6 g 56 g 100 % - 56 
x - 54,6 
x = 97,5 % 
Fibras 4,2 g 30 g 100 % - 30 
x – 4,2 
x = 14 % 
Lipídio 36 g 20 a 35 g 100 % - 35 
x - 36 
x = 102,8 % 
Gorduras saturadas 7,4 g Não há referências _ 
Gorduras 
insaturadas 
12,2 g Não há referências _ 
Colesterol 119,1 mg Não há referências _ 
 
11.3) Orientações Nutricionais: 
 Consumir cerca de 1,3 a 1,5 g de proteína por kg de peso durante o dia; 
 Consumir peixe pelo menos duas vezes por semana; 
 Use óleos vegetais, como azeite de oliva, óleo de canola ou óleo de girassol, para 
24 
cozinhar; 
 Coma abacate como sobremesa ou lanche; 
 Limitar o consumo de alimentos processados e evitar ultraprocessados no geral, 
como alimentos ricos em sódio e açúcares, sendo estes: sal, embutidos como 
salsicha, presunto ou mortadela dentre outros; 
 Limitar consumo de potássio: Alimentos como bananas, batatas, tomates, 
espinafre, carne de boi dentre outros; 
 Limitar consumo de fósforo: Alimentos como feijões, lentilhas, grãos, dentre 
outros. 
 Dividir as refeições em porções menores e comer com frequência; 
 Ler os rótulos dos alimentos para verificar os níveis de proteínas, sódio, potássio 
e fósforo no momento da escolha; 
 Adequar o sono, dormindo no minímo 8 horas cada noite. 
Fontes: Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no paciente com doença renal 
(2021); Perez (2022) 
 
12) DESCRIÇÃO DO ACOMPANHAMENTO E EVOLUÇÃO NUTRICIONAL: 
12.1) – Evolução Dietética 18/09 1ª Avaliação: 
Paciente relatou que não consumia alimentos ultraprocessados há algum tempo, 
devido ao seu estado de saúde. 
No primeiro dia de avaliação, relatou que não estava se alimentando direito pela 
falta de tempero nas refeições ofertadas pelo hospital e também devido ao refluxo que o 
mesmo sentia. E IH de 1,500 L de água por dia, além disso, foi introduzido suplemento 
nutricional para melhora da cicatrização e para garantir a oferta adequada de nutrientes. 
Esses recursos nutricionais foram essenciais para garantir uma ingestão adequada de 
nutrientes, auxiliando na recuperação do estado nutricional. 
Após o dia de avaliação com a mudança da proteína para pastosa, houve uma 
melhora significativa da ingestão dessas refeições. 
 
12.2) – Evolução Exame Físico: 
Paciente estava com precaução de contato, portanto não avaliamos a força pelo 
aperto de mão. 
Mas observamos que o paciente se encontra eupneico, corado, lúcido e orientado, 
pele levemente ressecada, unhas aparentemente fortes e preservadas respirando em ar 
ambiente sem o uso de drogas vasoativas, e agora sem a presença de edemas. 
25 
 De acordo com a NRS 2002, sua pontuação continuou a mesma sendo (2), sendo 
um (1) ponto do estado nutricional considerado leve devido a sua ingestão alimentar entre 
50-75% da necessidade normal na semana anterior, adicionado a um (1) ponto, 
considerando leve a gravidade de sua doença com depleção de massa muscular e de massa 
de gordura; doença crônica com inflamação. 
 
12.3) - Antropometria (Acompanhamento) 
a)Análise da Antropométrica da Reavaliação Realizada na Data: 05/09 
Reavaliação feita apenas com os dados que o paciente relatou, pois o mesmo 
estava com precaução de contato, dessa forma não foi possível fazer CB e CP. 
Paciente com progressão em relação ao peso, tendo ganho por volta de 2kg de 
peso corporal porém não tinha feito hemodiálise na semana, sem edema, tendo assim 
aumentando seu índice de massa corpórea para 24,83 kg/cm. 
A mobilidade do paciente está duvidosa por ter a perna esquerda amputada e ainda 
não ter se adaptado à prótese e também pelo fato da ostiomielite ter voltado na perna 
direita. 
Quanto ao valor do IMC, foi decidido manter o da primeira avaliação, pois ao 
paciente não apresentou mudanças visuais significativas para nova conduta. 
 
PARÂMETRO RESULTADO 05/09 
Peso atual (af, est, ref) 62 kg (aferido) 
Peso seco 59 kg 
Peso usual 60 kg 
Peso ideal (se necessário) PI = Imc desejado (22 homem) x 1,71² 
PI= 22 x 2,92 
PI = 64,3 
PPP (se necessário) - 
Estatura (af, est, ref) AJ? 1,71 m (referida) 
IMC atual 24,1 m²/kg 
CB - 
CP - 
Fontes: Burr e Phillips (1984); Blackburn e Bistrian (1977); Adaptado de Mussoi et al 
(2014); Sampaio et al (2021) 
 
26 
12.4) Bioquímica Laboratorial (Acompanhamento): 
PARÂMETRO VALORES DE 
REFERÊNCIA 
1ª 
AVAL. 
18/08 
2ª 
AVAL. 
25/08 
3ª 
AVAL. 
05/09 
INTERPRETAÇÃO 
Creatinina 0,6 ~ 1,1 mg/dL 4,05 
mg/dL 
3,78 
mg/dL 
4,47 
mg/dL 
A elevação 
constatada nas 
avaliações podem ser 
causadas por uma 
variedade de fatores, 
tais como doenças 
renais ou uso de 
medicamentos. 
Ureia 10 ~ 50 mg/dL 84 
mg/dL 
68 
mg/dL 
86 
mg/dL 
A elevação pode 
estar sendo causada 
por alterações renais, 
desidratação ou 
excesso do consumo 
de proteína. 
P 2,5 ~ 5,6 mg/dL 3,91 
mg/dL 
4,60 
mg/dL 
4,98 
mg/dL 
De acordo com a 
referência nas 
avaliações. 
Mg 1,7 ~ 2,5 mg/dL 2,44 
mg/dL 
2,29 
mg/dL 
2,38 
mg/dL 
De acordo com a 
referência nas 
avaliações. 
Na 135 ~ 145 
mg/dL 
133,5 
mg/dL 
135,5 
mg/dL 
132,1 
mg/dL 
Valores diminuídos 
podem ser causados 
pela perda excessiva 
de sódio, excesso de 
líquidos, uso 
excessivo de 
medicamentos ou 
distúrbios hormonais. 
PCR 0 ~ 0,5 mg/dL 0,94 
mg/dL 
1,91 
mg/dL 
1,71 
mg/dL 
É um marcador 
inflamatório, o que 
27 
significa que é um 
indicador de que 
alguma localidade do 
corpo se encontra em 
estado inflamatório, 
seja por infecções ou 
inflamações crônicas. 
K 3,2 ~ 5,6 mEq/L 5,2 
mEq/L 
4,9 
mEq/L 
5,1 
mEq/L 
De acordo com a 
referência nas 
avaliações. 
Fonte: Calixto-Lima e Reis (2012); CUPPARI (2014) 
 
13) CONDUTA DIETOTERÁPICA AO FINAL DA ÚLTIMA AVALIAÇÃO E 
ANÁLISE GERAL DO CASO: 
13.1) Objetivos da Dietoterapia (Justificada, com Objetivos e Metas): 
O objetivo da dietoterapia foi fornecer aporte nutricional adequado e promover a 
recuperação, melhorando o estado nutricional do paciente. As metas de curto prazo foram 
alcançadas, promovendo melhora na cicatrização, fornecimento de calorias, proteínas, 
vitaminas e minerais adequados. A oferta de alimentos nutricionais com consistênciaadequada e de fácil ingestão, garantindo a tolerância alimentar e o aporte nutricional 
necessário. Paciente recebe dieta hipocalórica, hipoglicídica, hipolipídica e hipocalêmica 
no intuito de recuperação nutricional, com suplementação alimentar visto que o mesmo 
passa por procedimento de hemodiálise 1x na semana. Com o intuito de trazer uma 
melhora significativa para o paciente 
A médio prazo, durante o período de internação prolongado, o objetivo foi de 
promover perda de peso, que infelizmente não aconteceu, mas o estado nutricional teve 
uma melhora significativa. 
A longo prazo, foi fornecido orientações nutricionais visando sempre o perda de 
peso adequado, houve melhora da cicatrização e aceitação da dieta. 
 Fonte: Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no paciente com doença renal (2021) 
 
13.2) Prescrição Dietética 
A prescrição dietética a partir do dia em que foi feita a primeira avaliação do 
paciente se manteve: 
28 
Dieta por via oral, de consistência branda laxativa, hipoglicídica DM, hipolipídica, 
hipossódica, hipocalêmica e sem leite e derivados e proteína pastosa, 1.800Kcal, com 
suplementação e IH de 1.000ml. A proteína pastosa foi indicação da fonoaudióloga pelo 
paciente estar com refluxo. 
Porém pela não aceitação do paciente a ingestão está em torno de 1227 kcal total 
e 16,9 kcal/kg de peso. 
 
NUTRIENTE VALORES DA 
PRESCRIÇÃO 
DIETÉTICA 
VALORES 
RECOMENDADOS 
DRIS 
PORCENTAGEM 
ALCANÇADA DA 
PRESCRIÇÃO 
DIETÉTICA 
Carboidrato 171,1 g 130 g 100 % - 130 
x – 171,1 
x = 131,6 % 
Proteína 54,6 g 56 g 100 % - 56 
x - 54,6 
x = 97,5 % 
Fibras 4,2 g 30 g 100 % - 30 
x – 4,2 
x = 14 % 
Lipídio 36 g 20 a 35 g 100 % - 35 
x - 36 
x = 102,8 % 
Gorduras saturadas 7,4 g Não há referências _ 
Gorduras 
insaturadas 
12,2 g Não há referências _ 
Colesterol 119,1 mg Não há referências _ 
 
 
 
 
29 
14) CONCLUSÃO: 
O prognóstico clínico e nutricional do paciente é influenciado pelo estágio e pela 
evolução das doenças crônicas, bem como pela presença de comorbidades e de infecções. 
A HAS e o DM são fatores de risco para o desenvolvimento de doença cardiovascular, 
renal, neurológica e oftalmológica, que podem comprometer a funcionalidade e a 
independência do paciente. A osteomielite é uma infecção óssea grave que pode causar 
deformidades, fraturas, necrose e amputação. A miocardiopatia isquêmica é uma 
condição que afeta o músculo cardíaco devido à redução do fluxo sanguíneo nas artérias 
coronárias, podendo provocar angina, arritmias, insuficiência cardíaca e infarto. 
Portanto, o atendimento de um paciente com essas condições requer uma 
avaliação individualizada e um planejamento terapêutico adequado às suas necessidades 
e preferências. O objetivo é alcançar um controle bom da pressão arterial, da glicemia, do 
colesterol, do peso e da inflamação, além de tratar as infecções e as lesões ósseas. O 
acompanhamento nutricional é fundamental para orientar o paciente sobre a ingestão 
adequada de calorias, proteínas, carboidratos, fibras, gorduras, sódio, potássio, cálcio e 
outros nutrientes essenciais para a saúde. O paciente também deve ser estimulado a 
praticar atividade física regularmente, respeitando suas limitações e contraindicações. O 
tratamento farmacológico deve ser ajustado conforme a resposta clínica e os efeitos 
adversos. O paciente deve ser orientado sobre os benefícios, os riscos e as interações dos 
medicamentos prescritos, bem como sobre a importância da adesão ao tratamento. O 
paciente deve ser encorajado a participar ativamente do seu cuidado, expressando suas 
dúvidas, dificuldades e expectativas. O profissional de saúde deve estabelecer uma 
relação de confiança e empatia com o paciente, oferecendo suporte emocional e 
educacional. O paciente deve ser monitorado periodicamente para avaliar a eficácia do 
tratamento e identificar possíveis complicações ou necessidades de mudanças na conduta 
terapêutica e nutricional. 
 
 
 
 
 
 
 
30 
15) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
 
BENEDICT, F. G.; HARRIS, J. A. A biometric study of basal metabolism in man. Washington, DC: 
Carnegie Institution of Washington, 1919. 
 
BURR E PHILLIPS (1984); Blackburn e Bistrian (1977); Adaptado de Mussoi et al (2014); Sampaio et al 
(2021) 
 
CALIXTO-LIMA, L. H.; REIS, J. P. Interpretação de Exames Laboratoriais Aplicados á Nutrição Clínica. 
Rio de Janeiro: Rubio, 2012. 
 
CATTAN DC, Brenchley PE. Membranous nephropathy: integrating basic science into improved clinical 
management. Kidney Int. 2017 Mar;91(3):566-574. doi: 10.1016/j.kint.2016.09.048. Epub 2017 Jan 5. 
PMID: 28065518. 
 
CUPPARI, L.; Nutrição: Clínica no Adulto. 3 ed. São Paulo: Manole, 2014. 
 
Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no paciente com doença renal (2021) 
 
"Interpersonal emotion regulation: Implications for affiliation, perceived support, relationships, and well-
being": Correction to Williams et al. (2018). J Pers Soc Psychol. 2018 Oct;115(4):656. doi: 
10.1037/pspi0000161. PMID: 30221959. 
 
KEARNEY PM, Whelton M, Reynolds K, Muntner P, Whelton PK, He J. Global burden of hypertension: 
analysis of worldwide data. Lancet. 2005 Jan 15-21;365(9455):217-23. doi: 10.1016/S0140-
6736(05)17741-1. PMID: 15652604. 
 
 
LEW DP, Waldvogel FA. Osteomyelitis. Lancet. 2004 Jul 24-30;364(9431):369-79. doi: 10.1016/S0140-
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MAHAN, L. K.; ESCOTT-STUMP, S.; RAYMOND, J. L. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 
14. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2018. 
 
MARON BJ, Ommen SR, Semsarian C, Spirito P, Olivotto I, Maron MS. Hypertrophic cardiomyopathy: 
present and future, with translation into contemporary cardiovascular medicine. J Am Coll Cardiol. 2014 
Jul 8;64(1):83-99. doi: 10.1016/j.jacc.2014.05.003. Erratum in: J Am Coll Cardiol. 2014 Sep 
16;64(11):1188. PMID: 24998133. 
 
MARTINS, C. B.; RIELLA, M. C. F. F. Nefrologia. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2013 
 
MENTE A, de Koning L, Shannon HS, Anand SS. A systematic review of the evidence supporting a 
causal link between dietary factors and coronary heart disease. Arch Intern Med. 2009 Apr 
13;169(7):659-69. doi: 10.1001/archinternmed.2009.38. PMID: 19364995. 
 
NRS 2002 (Nutritional Risk Screening 2002) 
 
NUTRIEX Indústria de Nutracêuticos - Farmacêutica responsável: Rafaela Sarturi Sitiniki (CRF-PR 
37364) 
31 
ANEXOS 
ANEXO 1 
NRS (2002) 
 
 
 
 
32 
ANEXO 2 
Recordatório Alimentar de 24 horas 
 
 
 
33 
ANEXO 3 
Questionário de Frequência Alimentar 
 
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DADOS DE IDENTIFICAÇÃO E INFORMAÇÕES GERAIS 
Parte I – Clínica Integrada 
 
 
IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO DE ENSINO: 
Instituição: Centro Universitário do Distrito Federal - UDF 
Endereço: SGAS Quadra 913, Conjunto B, Asa Sul, Brasília - DF 
 
IDENTIFICAÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO: 
Instituição: Clínica Integrada - UDF 
Endereço: SGAS Quadra 913, Conjunto B, Subsolo, Asa Sul, Brasília - DF 
 
IDENTIFICAÇÃO DO ESTAGIÁRIO: 
Nome: Aline Cristina Ramos Amorim 
RGM: 23207825 
RG: 2362354-DF 
Endereço: Quadra 3 conjunto 3L casa 21 Jardim Roriz - Planaltina DF 
 
Nome: Débora Regina Miranda de Sousa 
RGM: 23739665 
RG: 2379593-DF 
Endereço: QR 403 Conjunto C casa 10 - Santa Maria 
 
Nome: Mileny Matos da Silva 
RGM: 19413815 
RG: 3602258 
Endereço: Rua Matos Grosso Quadra 103 Casa 15 Setor Sul – Planaltina DF 
 
 
40 
Nome: Sarah Sousa Medeiros 
RGM: 33635471 
Endereço: Quadra 04 Mr 03 casa 23 setor sul – Planaltina GO 
 
Nome: Vida Rodrigues Costa Ribeiro Segreto 
RGM: 22088938 
Endereço: Rua 4 A, travessa 4, blocos 3 e 4, módulos 25 a 31 – Vicente Pires 
SUPERVISOR DE ESTÁGIO: 
Nome e titulação: Drª; Patrícia Costa Bezerra 
 
PRECEPTOR DE ESTÁGIO: 
Nome e titulação: Especialista Fernanda Priscila Martins SantiagoDESCRIÇÃO DO LOCAL DE ESTÁGIO: 
A clínica integrada do Centro Universitário do Distrito Federal – UDF é um 
espaço que oferece serviços de saúde gratuitos para a comunidade. A clínica conta com 
profissionais e estudantes de diversas áreas, como enfermagem, fisioterapia, nutrição, 
psicologia e odontologia. A clínica tem como objetivo promover a saúde integral dos 
pacientes, por meio de uma abordagem interdisciplinar e humanizada. 
Além de atender as demandas de saúde da população, a clínica também contribui 
para a formação acadêmica e profissional dos alunos do UDF, que podem colocar em 
prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula, sob a supervisão dos professores. A 
clínica integrada do UDF é um exemplo de como a universidade pode se engajar 
socialmente e oferecer benefícios para a sociedade. (APENDICE B) 
 
PERÍODO DE ESTÁGIO: 11/09/2023 a 06/10/2023 
 
CARGAHORÁRIA TOTAL: 120 horas. 
 
 
41 
(APENDICE B) Ebook Café da Manhã 
Alunas: Aline Cristina R. Amorim 
 Débora Regina M. de Sousa 
 
 
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43 
(APENDICE C) Ebook Lanche da Tarde 
Alunas: Mileny Matos da Silva 
 Sarah Sousa Medeiros 
 Vida Rodrigues Costa Ribeiro Segreto 
 
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	RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM NUTRIÇÃO CLÍNICA
	Brasília
	Outubro 2023
	RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM NUTRIÇÃO CLÍNICA (1)
	Preceptora: Especialista Ana Josefina Diniz Silva Amado
	Brasília (1)
	Outubro 2023 (1)
	HOSPITAL DE BASE DO DISTRITO FEDERAL
	PACIENTE RENAL CRÔNICO

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