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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ CAMPUS RECREIO Discentes: Aciole Martiniano Galdino Alex Pereira Deluiz Ana Paula Pires de Oliveira Fernanda Frazão Carvalho Erika Teixeira Bassi Igor Gabriel De Souza Brito Joab’s Linncon Rangel Lima Luís Claudio Nascimento Teixeira Matheus Rosal do Nascimento Miranda OS LIMITES DA PUBLICIDADE DIANTE DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR Docente: Maria Lúcia Azevedo Viana Dória Rio de Janeiro 2024 Sumário 1 DIAGNÓSTICO E TEORIZAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 1.1 Identificação dos discentes envolvidos e parceiros . . . . . . . . . . 3 1.2 Problemática e/ou problemas identificados . . . . . . . . . . . . . . 3 1.3 Demanda sócio comunitária e justificativa acadêmica . . . . . . . . 4 1.4 Objetivos a serem alcançados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4 2 REFERENCIAL TEÓRICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 2.1 Publicidade ou propaganda enganosa? . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 2.2 Os princípios na publicidade: o que pode e o que não pode . . . . . 6 2.3 Publicidades viciadas: abusiva, enganosa e simulada . . . . . . . . 7 2.4 Órgãos controladores da publicidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 2.4.1 Código de Defesa do Consumidor (CDC) . . . . . . . . . . . . . . . . 8 2.4.2 Conselho Nacional Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9 2.4.3 Conselho Executivo das Normas-Padrão (CENP) . . . . . . . . . . . 11 2.4.4 PROCON (ligue 151) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 2.4.5 Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) . . . . . 12 3 METAS, CRITÉRIOS OU INDICADORES DE AVALIAÇÃO DO PROJETO 14 4 PLANEJAMENTO PARA DESENVOLVIMENTO DO PROJETO . . . . . 15 4.1 Identificação do público beneficiado . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 4.2 Plano de ação 5W2H . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 4.3 Descrição da forma de participação do público participante na for- mulação do projeto, seu desenvolvimento e avaliação . . . . . . . . 16 5 CRONOGRAMA DO PROJETO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17 6 EQUIPE DE TRABALHO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 7 RECURSOS PREVISTOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 8 ENCERRAMENTO DO PROJETO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 8.1 Sistematização das aprendizagens e relato de experiência . . . . . . 21 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23 ANEXOS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24 ENTREVISTAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 CARTA DE APRESENTAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 CARTAS DE AUTORIZAÇÃO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40 REDE SOCIAL - INSTAGRAM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 46 3 1 DIAGNÓSTICO E TEORIZAÇÃO 1.1 Identificação dos discentes envolvidos e parceiros Este projeto de extensão se dedicou à análise das questões relacionadas ao controle da publicidade e à proteção dos direitos do consumidor, especialmente diante dos desafios impostos pelos limites éticos e legais nesse contexto. Os responsáveis pela condução desta pesquisa são estudantes matriculados na Universidade Estácio de Sá. Como participantes, foram selecionadas pessoas que enfrentaram problemas com violações dos seus direitos e situações que evidenciaram os limites da publicidade em relação aos seus direitos como consumidores. Consumidor, segundo o art 2° é “toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final (. . . ) Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.” Buscando entender este cenário, os participantes das entrevistas compartilharam relatos que evidenciaram a amplitude dos efeitos decorrentes de suas experiências como consumidores, os quais reverberaram em diferentes aspectos de suas rotinas e atividades diárias, desde questões financeiras até aspectos emocionais e práticos do cotidiano. A importância das entrevistas realizadas com esses participantes se manifesta em contribuir para a conscientização sobre os direitos dos consumidores e para a necessidade de proteção contra práticas desrespeitosas perpetradas por empresas e prestadores de serviços. Durante a condução das entrevistas, os estudantes buscaram obter informações sobre a experiência dos entrevistados ao adquirir produtos ou serviços influenciados por publicidade buscando entender sobre suas expectativas no momento da compra, seus níveis de satisfação e avaliação no momento do recebimento do produto, assim como medidas que tomaram ou tomariam com relação a uma possível violação de seus direitos. As entrevistas foram realizadas com indivíduos de diferentes perfis socioeconômicos e demográficos, visando englobar uma variedade de perspectivas e experiências. Em parceria com representantes e responsáveis pelo controle publicitário, como devolutiva à comunidade, traremos dicas da SEDCON através de vídeos e entrevistas sobre como nos proteger da publicidade enganosa. 1.2 Problemática e/ou problemas identificados 1) Falta de suporte ao cliente: A empresa prestadora de serviço se recusa e/ou dificulta o atendimento ao consumidor (é necessário um atendimento bem estruturado que suporte a experiência do consumidor do início ao fim); 2) Cobrança abusiva: Quando o consumidor é cobrado de forma indevida. Neste caso, Capítulo 1. DIAGNÓSTICO E TEORIZAÇÃO 4 se não for ressarcido, o consumidor deve recorrer ao Procon ou ao sistema judiciário; 3) Não cumprir o previsto em publicidade: De acordo com o art n° 30 do CDC, a empresa é obrigada a cumprir o que veicula em uma peça publicitária com todas as informações de forma suscinta e simplificada. Uma fraude publicitária, como a publicidade enganosa, pode afetar milhões de pessoas, provocando um “dano em massa” que requer uma resposta protetora eficaz para garantir a segurança do consumidor. 1.3 Demanda sócio comunitária e justificativa acadêmica Abordar a questão da publicidade enganosa envolve o estudo de aspectos éticos, legais e comunicacionais. É importante refletir sobre a importância da transparência e da responsabilidade na comunicação publicitária, desenvolvendo senso crítico sobre as práticas do mercado. Além disso, o estudo de casos de publicidade enganosa permite que os futuros profissionais compreendam as consequências legais e de reputação que as empresas podem enfrentar, capacitando-os a evitar esses problemas em suas carreiras. Há uma demanda de educação e conscientização da comunidade sobre como reconhecer publicidades enganosas e em como as vítimas podem buscar ajuda para reaver seus direitos como consumidores. Portanto, temos o intuito de ouvir aqueles que já vivenciaram essa situação e de repassar os conhecimentos que adquirimos durante nosso processo de aprendizado a eles. A comunidade como um todo deve ser engajada nessa campanha. 1.4 Objetivos a serem alcançados • Propiciar a integração entre a universidade e a comunidade, contribuindo para o equilíbrio das relações de consumo por meio da aplicação das normas de defesa do consumidor em benefício da sociedade; • Promover amplo conhecimento sobre publicidade enganosa , trazendo referenciais teóricos e entrevistas com especialistas sobre como se defender de tais práticas; • Contribuir para a multiplicação de práticas de conscientização da cidadania; • Conscientizar consumidores e fornecedores quanto aos seus direitos e deveres nas relações de consumo; • promover o acesso à informação dos direitos consumeristas do público impactado, com base no diálogo estabelecido com a comunidade, estabelecendo trocas com o público para difundir os direitos do consumidor através da criação de um perfil em rede social. 5 2 REFERENCIAL TEÓRICO 2.1 Publicidade ou propaganda enganosa?Neste trabalho, optamos por empregar o termo “publicidade” enganosa, estabe- lecendo a diferença entre os termos “propaganda” e “publicidade”, conforme explicitado abaixo: O CDC utiliza do vocábulo “publicidade” estritamente conexo à ideia de divulgação da marca ou produto, com a devida exposição ao público“ (tornar público). O termo “propaganda” por sua vez, estende-se à propagação de um sistema ideológico (um ideal), como a ”propaganda eleitoral”. (Cintra, p. 112) Além disso, para Santos (p.200), “propaganda” refere-se a toda espécie de comuni- cação pública ora não relacionada à incitação ao consumo de algo ora ausente de objetivo econômico de lucro. Para ser considerada como “publicidade”, entretanto, deve apresentar os seguintes requisitos: atingir seu público-alvo de forma pública (Difusão), informar (infor- mação), levar a aquisição (Incitamento ao consumo) e gerar lucro ao patrocinador (Difusão de uma atividade econômica). Sendo assim, o CDC não disciplina juridicamente a propaganda, pois somente pode ser aplicado onde estiverem presentes relações de consumo. Já na publicidade, a regulamentação se faz através de um sistema misto: público (CDC) e privado (Conar, CBAP), como aponta Santos (p.209). Os desafios decorrentes da complexidade crescente da sociedade atual e as necessi- dades das pessoas e grupos têm destacado a importância de proteger os consumidores da publicidade. Como apontado por CAPPELLETTI, a sociedade contemporânea está marcada pelo que ele chama de “fenômeno de massa”, onde a produção, o comércio e o consumo são realizados em larga escala. Isso significa que as ações de uma pessoa ou empresa têm repercussões que afetam milhares ou até milhões de consumidores. O mesmo ocorre com a publicidade. Uma publicidade enganosa não apenas prejudica os consumidores, mas também afeta negativamente a confiança do público nas empresas e no mercado como um todo. Promover práticas publicitárias éticas e transparentes contribui para uma sociedade mais justa e para o fortalecimento das relações de confiança entre empresas e consumidores. Quando os consumidores confiam nas informações fornecidas, eles estão mais propensos a tomar decisões de compra informadas, o que beneficia tanto os consumidores quanto as empresas a longo prazo. A publicidade é realizada através de meios promocionais de mídia (impressa, eletrô- nica, outdoor. . . ) e tem como função informar sobre um produto e estimular sua compra. Os efeitos danosos de sua má utilização, entretanto podem ser insalubres não só ao consumidor, mas também a todo o mercado, como aponta Santos (p199), por isso deve procurar seguir princípios como da identificação de mensagem publicitária, da veracidade e Capítulo 2. REFERENCIAL TEÓRICO 6 da transparência da fundamentação, entre outros (Santos: 201-205). 2.2 Os princípios na publicidade: o que pode e o que não pode De acordo com o Princípio da Veracidade as informações contidas na publicidade devem ser verdadeiras, embora a lei permita omitir algumas informações para despertar interesse e induzir a compra, porém, dados essenciais não podem ser omitidos, conforme estabelece o Código de Defesa do Consumidor em seu Art 37 parágrafo 3°: “É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. § 3º Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço” Já o Princípio da Identificação estabelece que a publicidade deve vir indicada previamente, o que nos permite diferenciar quando se trata de um anúncio, pelo tipo de letras, pela vinheta ou o olhar para câmera, por exemplo. O princípio da vinculação da oferta determina que a oferta publicitária integra o próprio contrato de consumo a ser celebrado, gerando direito potestativo ao consumidor e responsabilidade objetiva pelo descumprimento ao fornecedor, ou seja, é a vinculação entre o anunciante e a oferta que este realiza. (art 30 e 35). Este princípio deve ser aplicado em casos onde claramente observamos que o fornecedor induz o consumidor ao erro, ou se utiliza de artifícios de marketing com o intuito de depois se eximir de obrigações que são totalmente exigíveis. Diante da vulnerabilidade do consumidor, o Princípio da intervenção estatal atua para fazer valer o seu direito, entretanto, não podemos deixar de mencionar o Princípio da Boa fé do consumidor face aos fornecedores. Devemos analisar as peculiaridades de cada caso diante de uma publicidade apontada como enganosa para evitar exageros quando os consumidores buscam vantagens manifestadamente excessivas, o que pode acarretar prejuízo a toda coletividade. Para Cintra (p.112), “a publicidade é a maneira mais eficaz de dirigir o consumidor ao consumo, induzindo-o ao desejo pelo produto, associando imagens a sentimentos de maneira a levá-lo a desejar e em seguida relacionar a satisfação almejada com a obtenção do produto”. Para alcançar esse intuito, o fornecedor pode se valer do poder de manipulação no pouco tempo que tem, tais como: selecionando informações e imagens que lhe interessam, associar o produto aos desejos da natureza humana, penetrar na psique do consumidor entre outras ações, para conduzi-lo à aquisição do objeto ofertado. O fornecedor optando pela publicidade de seu produto ou serviço assume todos os riscos oriundos em consequência. A publicidade pode ser institucional (visar a divulgação da marca) ou promocional (vi- sar a anunciar o produto para promover a venda), mas precisa ser prontamente identificada como tal (por exemplo, através do registro dos merchandisings que foram veiculados ao final de um capítulo de novela ou de um formato ou cor diferenciada da programação). Práticas Capítulo 2. REFERENCIAL TEÓRICO 7 veladas de publicidade são vedadas bem como mensagens subliminares que induzam ao consumo. Por outro lado, os teasers são permitidos para criar curiosidade (composto publi- citário em que a publicidade virá depois). Comparações com os concorrentes também são permitidas desde que baseadas em fatos verídicos e facilmente comprováveis. Fotos meramente ilustrativas também são permitidas (o que não pode é expor outro produto na apresentação). Puffings lícitos como expressões exageradas (o melhor, perfeito), associa- ções de maneira figurada (“o sabor da nova geração”) e maquetes (que são produtos feitos com outros materiais, por exemplo purê de batatas ao invés de sorvete para não derreter) são aceitos pelo Direito e diferenciados do “enganoso”. O uso de testemunhos de pessoas famosas ou não também é permitido, porém elas precisam ser identificadas com o nome real e formação caso esteja fornecendo conhecimento técnico (ex: anúncio com dentista sobre creme dental). Por essa razão, o dirigismo estatal precisa minorar o poder de manipulação que detém o fornecedor. De acordo com o autor, a proteção da publicidade foi uma das grandes preocupações do legislador. Por isso, está prevista de maneira principiológica (art. 6º, IV, do CDC) e de maneira sistemática em seção própria (art. 36 a 38). 2.3 Publicidades viciadas: abusiva, enganosa e simulada O legislador consumerista entendeu pela necessidade de punir criminalmente a conduta de divulgação de publicidade enganosa ou abusiva, em seu art. 67 com pena de detenção de três meses a 1 ano e multa para coibir esse tipo de publicidade, uma vez que são direitos básicos do consumidor: IV-a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços (Art. 6) Publicidade enganosa, de acordo com Cintra (p.113), “é aquela inteira ou parcial- mente falsa, que veicula informações não verdadeiras (princípio da veracidade) ou deixa de informar algo essencial (omissão), capaz de induzir o consumidor ao erro (ou a mera potencialidade para tanto)”. O comercial artístico fantasioso não é considerado enganoso. Enganoso é o que não age com boa fé levandoum homem médio ao erro. Por isso, para Santos (p213), “não basta a presença de frases isoladas para a configuração de enganosa, mas sim a mensagem integral, além de ser preciso sempre verificar o consumidor alvo padrão daquele produto”. Apesar da opção pelo termo “publicidade”, em seu art. 60, o CDC fala em “contrapro- paganda”, exemplo de sanção administrativa aplicada pelos órgãos de controle das relações de consumo ao fornecedor infrator que vincular publicidade enganosa. A contrapropaganda é uma publicidade divulgada de forma capaz a desfazer o maleficio. A publicidade abusiva, não é conceituada pelo CDC, mas apenas enumerada, sendo Capítulo 2. REFERENCIAL TEÓRICO 8 aquela que é discriminatória de qualquer natureza, que incita violência, que explora medo ou superstição, que aproveita da criança, que desrespeita valores ambientais, que induza a comportamento prejudicial à saúde etc. Desse modo, publicidade abusiva é aquela que desrespeita valores relevantes para toda sociedade. Assim, na publicidade enganosa ocorre dano material, já na abusiva há potencialidade de dano não patrimonial, pois diz respeito a danos morais e integridade física do outro. Além disso, por ser veiculada em meio de comunicação de massa os danos terão características de coletivos. São consideradas como práticas abusivas, ainda, a venda casada, a recusa na venda ou prestação de serviço, produto entregue ou serviço executado sem solicitação ou autorização, tomar proveito de consumidor vulnerável, vantagem excessiva, repassar informação depreciativa do cliente, desobediência a padrões de qualidade, elevação de preço sem justa causa, deixar de estipular prazo, aplicar índice de reajuste diverso do legal ou contratual dentre outras. . . (Cintra p. 125; Santos p. 225). Já a publicidade simulada, último tipo ilícito do CDC é aquela em que não se identifique imediatamente como tal (implícita), como as subliminares (subconsciente) e as clandestinas (travestida de notícia imparcial). Num país de economia de mercado, que se caracteriza pelo imenso número de produtos e serviços a disposição no mercado pelo domínio do crédito, o consumidor ocupa uma posição de desvantagem em relação ao fornecedor na relação de consumo e a defesa do consumidor constitui um meio de corrigir esse desequilíbrio, segundo Santos (p.114). Assim, as entidades eleitas para a defesa dos interesses difusos, certamente, podem realizar um controle judicial e extrajudicial muito mais efetivo que o consumidor individualmente. É o que abordaremos a seguir. 2.4 Órgãos controladores da publicidade 2.4.1 Código de Defesa do Consumidor (CDC) Há cláusulas reguladas pelo próprio CDC para amparar o consumidor diante de uma publicidade enganosa, a saber: Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal. Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem. Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. § 1º É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, Capítulo 2. REFERENCIAL TEÓRICO 9 quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e servi- ços. 2.4.2 Conselho Nacional Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) O Conar foi criado no dia 5 de maio de 1980 com a missão de fiscalizar o cumprimento das diretrizes do Código. A criação do órgão foi uma resposta à ameaça de censura na publicidade. À época, no final da década de 1970, o governo federal considerou criar uma lei para avaliar, an- tecipadamente, o teor de qualquer anúncio publicitário antes que ele fosse veiculado em algum meio de comunicação, isto é, nenhum anúncio (de televisão, rádio, jornal, revista ou qualquer outro meio da época) poderia ser veiculado sem contar com um carimbo de “OK”. Na teoria, essa determinação significaria um esforço burocrático para o Estado. Já do ponto de vista do mercado publicitário, na prática, tal lei representaria um retrocesso e a imposição de controle sobre o direito à liberdade de expressão. Assim, começou a nascer as bases da entidade que defendia um importante pilar: a autorregulamentação. Essa iniciativa marcou o início do processo, que culminou na escrita do Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária. No Brasil, portanto, o Conar regula ações publicitárias e indica o que pode ou não ser apresentado, é responsável por avaliar quais tipos de publicidade seguem os direitos do consumidor e quais ferem princípios éticos. O Conar é composto de várias partes, entre elas o Conselho de Ética. É uma organização sem fins lucrativos da sociedade civil que regula a publicidade no Brasil por meio de códigos de conduta e princípios éticos. Na prática, trata-se de uma entidade com o objetivo de melhorar as relações de consumo e ajudar o mercado publicitário e não de censurar. A missão, de acordo com o próprio Conselho, é contribuir para o progresso da sociedade promovendo a autorregulamentação da publicidade, respeitando os direitos do consumidor e a liberdade de expressão. Hoje, são oito câmaras do Conselho de Ética estrategicamente localizadas no Brasil, em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife e os conselheiros são todos voluntários e conta com uma cúpula com presidente e três vices, que são eleitos a cada dois anos. Esse time, composto tanto de profissionais voluntários com experiência no mercado publicitário, quanto também profissionais da sociedade civil (médicos, advogados, contadores, jornalistas, e todos que possuam experiência em relações de consumo), é responsável por julgar as reclamações e suspeitas de violação. A fiscalização do Conar acontece tanto de forma autônoma, como também (e principalmente) ao receber, analisar e julgar denúncias de pessoas e entidades a uma das oito câmaras do Conselho de Ética do órgão. Após analisar o anúncio, a equipe decide se a violação de fato existe. Caso positivo, Capítulo 2. REFERENCIAL TEÓRICO 10 a empresa ou agência de publicidade responsável pelo anúncio pode ser chamada para apresentar sua defesa. Após ouvir ambos os lados, o Conselho de Ética decide sobre as sanções a serem impostas, se houver. Empresas que violam o Código podem ser sancionadas, o que pode incluir multas e outras penalizações, como o pedido de remoção do anúncio em questão. Procon e ministério têm o poder de aplicar multas à empresa, se julgar necessário. Já o Conar pode apenas sugerir a suspensão ou alteração de anúncios publicitários. Normalmente, é comum “recomendar alteração” da peça. Um exemplo recente foi dos casos dos anúncios de lanches do McDonald’s e Burger King, o Costela. A polêmica sobre o McPicanha, sanduíche do McDonald’s que não tem picanha, envolveu diversos órgãos brasileiros, como o Procon, o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária). No fim das contas, a empresa pediu desculpas pelo e tirou o sanduíche do cardápio. O Procon-SP notificou o McDonald’s, pedindo esclarecimentos sobre a composição do lanche e uma cópia dos materiais pu- blicitários divulgados. Depois, o Ministério da Justiça e Segurança Pública também pediu explicações, para investigar a possível prática de propaganda enganosa e deu dez dias para que o McDonald’s enviasse as informações. Além disso, o Conar decidiu abrir uma ação ética contra o McDonald’s para verificar a “veracidade da mensagem publicitária” no caso. Em muitos países, o órgão que fiscaliza é o mesmo que aplica as multas e em alguns, como os EUA, por exemplo, as empresas podem citar os concorrentes em propagandas, aqui não. No Brasil, há trêsórgãos diferentes: o Conar, o Procon e o Ministério da Justiça. Apesar de não aplicar multas, o Conar desenvolveu uma espécie de “autoridade moral” no mercado publicitário, o que torna o controle de anúncios e, unido com o Procon e o Código de Defesa do Consumidor, garante um dos ecossistemas de maior proteção no mundo. Em casos mais graves, porém, o Conar pode solicitar a suspensão da veiculação do anúncio: “Quando o Conar fala para tirar as propagandas do ar, as empresas tiram, mesmo após 42 anos de atividades, o Conar nunca teve uma recomendação desrespeitada.”, afirma Luiz Cavalheiros”. A suspensão efetiva (ou seja, a retirada da peça dos veículos de comunicação) pode ser realizada por meio de liminares que são enviadas aos anunciantes. Além da recomendação de alteração, as empresas envolvidas podem sofrer advertências e multas, bem como a exclusão do anúncio dos veículos. Qualquer anúncio, caso seja alvo de denúncia por parte de consumidores, pode estar sujeito a um processo movido pelo Conselho de Ética do Conar. Se um consumidor acredita que determinada publicidade (seja um comercial de TV, anúncio em revista ou jornal, vídeos em rede social ou até mesmo uma postagem de um influenciador) é antiética, desrespeitosa ou ofensiva e viola o Código pode registrar uma reclamação no site http:// www.conar.org.br (na opção “Faça sua reclamação sobre propaganda”) que o órgão vai encaminhar o usuário para um formulário que deve ser preenchido. Capítulo 2. REFERENCIAL TEÓRICO 11 Um Conselho de Ética, formado por profissionais atuantes no mercado publicitário e membros de outras áreas da sociedade civil, é encarregado de avaliar tal reclamação e julgar se ela é procedente. Caso seja, um processo é aberto e as partes envolvidas (no caso, anunciantes e/ou agência responsável) podem apresentar sua defesa. O Conselho analisará os argumentos e dará uma sentença ao processo, que pode ser a recomendação de alguma alteração na peça publicitária ou a interrupção da veiculação daquele anúncio ou até mesmo o arquivamento daquele processo, sem qualquer penalidade à agência ou anunciante. No Brasil uma nova preocupação do Conar tem sido sobre a questão da publicidade pelas redes sociais de Influencer que se encontra no Guia de Publicidade por Influenci- adores Digitais do CONAR. Apesar de muito importante, a questão dos influenciadores de mercado é apenas a ponta do iceberg de um mercado muito mais amplo, pujante e capaz de influenciar milhares ou milhões de pessoas, diante de uma conexão mais próxima e emocional com seus seguidores/consumidores, já que suas interações parecem mais genuínas do que as das celebridades tradicionais. 2.4.3 Conselho Executivo das Normas-Padrão (CENP) O Conselho Executivo das Normas Padrão (CENP) regulamenta atividades de agên- cias de publicidade no Brasil. Criado em 1998, o CENP surgiu a partir da desregulamentação da atividade publicitária em 1997. Com isso, os profissionais tentaram encontrar uma ma- neira de regulamentar as atividades comerciais entre as principais partes envolvidas na execução das atividades na área. Anunciantes, veículos de comunicação e agências de propaganda, desde então, contam com um conjunto de normas que regulamentam a trans- parência e ética nos procedimentos e transações financeiras envolvendo esses três agentes. A partir do respeito a essas orientações, o CENP certifica que uma agência, veículo ou anunciante apresenta os requisitos fundamentais para um mercado mais justo e otimizado. O CENP baseia-se nas Normas-Padrão, documento criado pelo próprio Conselho, que orienta as melhores práticas. Essas normas formam quatro principais áreas de atuação: 1) Certificação da qualidade técnica das agências de propaganda, assegurando que elas tenham, por exemplo, uma estrutura física e de pessoal coerente para praticar as atividades; 2) Relaciona e torna público os valores praticados pelos veículos, o que inibe a cobrança desleal, de preços abusivos no mercado; 3) Credencia serviços de pesquisa e informações de mídia oferecidos por empresas especializadas e, também, empresas que atuam na verificação da circulação de veículos de comunicação impressos; Capítulo 2. REFERENCIAL TEÓRICO 12 4) Fórum de discussão permanente sobre assuntos e regulamentações técnicas e comerciais da atividade. Apesar de não ser uma instituição pública, as normas e a certificação criadas pelo CENP são reconhecidos pela legislação. Diferentemente do Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) que tem uma atuação específica nas mensagens emitidas em anúncios e campanhas, o CENP tem uma função muito mais prática e técnica, facilitando a vida de muitas empresas interessadas em divulgar os produtos ou serviços que oferece. 2.4.4 PROCON (ligue 151) Procon é a sigla para Programa de Proteção e Defesa do Consumidor, órgão que funciona como um intermediário entre consumidor e a empresa. Para registrar uma reclamação no órgão, é necessário anexar provas, como notas fiscais, contratos ou mensagens trocadas com o vendedor, o órgão vai analisar o caso e, se achar necessário, chamar a empresa para dar explicações. Qualquer problema ou insatisfação com alguma empresa, loja ou fornecedor que desrespeite os direitos garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor e outras regula- mentações consumeristas, podem ser recebidos e tratados pelo Procon que também atua com relação à Propaganda e venda enganosa ou não cumprimento de uma oferta. O Procon tem autoridade para penalizar as empresas que estão agindo de má-fé. Eles podem aplicar multas, exigir a devolução do dinheiro, determinar a troca de produ- tos defeituosos e até mesmo proibir uma empresa de continuar a operar se ela estiver cometendo várias infrações em todos os estados. É possível reclamar pelo site ou pelo telefone 151. O governo federal ainda conta a plataforma consumidor.gov.br que também permite o registro de reclamações. Para o Atendimento Pessoal, o consumidor pode dirigir-se ao Procon mais perto com seu documento de identificação ou do seu representante legal em mãos, além de cópia da documentação relacionada ao caso. A reclamação será registrada no nome que consta no contrato, na nota fiscal ou no cupom fiscal. Se mesmo depois de falar com a empresa e recorrer aos órgãos de controle, o seu problema não foi resolvido, pode-se ingressar uma ação de pequena causa (ou seja, até 40 salários-mínimos) no JEC, o Juizado Especial Cível, que cuida de casos de menor complexidade, para exigir seus direitos como consumidor. 2.4.5 Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) Integram o Sistema Estadual de Defesa do Consumidor SEDC a Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor SEDCON, por meio de seu Programa Estadual de Orientação Capítulo 2. REFERENCIAL TEÓRICO 13 e Defesa do Consumidor PROCON-RJ, e os demais órgãos estaduais, municipais e as entidades civis de defesa do consumidor. “Art. 3º - Compete à Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor SEDCON, por meio der seu Programa Estadual de Orientação e Defesa do Consumidor PROCON-RJ, a coordenação da política do Sistema Estadual de Defesa do Consumidor SEDC (. . . ) as normas de defesa do consumidor será exercida em todo território estadual pela Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor SEDCON por meio do PROCON-RJ, pelos órgãos estaduais integrantes do SEDC, pelos órgãos conveniados com esta Secretaria de Estado e pelos órgãos de proteção e defesa do consumidor criados pelos Municípios, em suas respectivas áreas de atuação e competência.” 14 3 METAS, CRITÉRIOS OU INDICADORES DE AVALIAÇÃO DO PROJETO A) Promover ações de conscientização e visibilidade sobre os direitos do consumidor, especialmente no contexto de publicidade enganosa, visando o fortalecimento da proteção dos consumidores e a construção de uma sociedade mais justa e transparente. B) Realizar entrevistas sobre experiências com publicidade enganosa para o público em geral ou com pessoas que já tiveram algumdano ou prejuízo em uma compra para identificar o percentual de satisfação dos participantes com o conteúdo apresentado em anúncios publicitários C) Criar e manter um Instagram sobre os direitos do consumidor e a proteção contra a publicidade enganosa, com o objetivo de difundir o conhecimento sobre o Código de Defesa do Consumidor e conscientizar a sociedade em geral sobre a importância da garantia desses direitos. O Instagram também trará dicas e informações sobre práticas comerciais desleais, como formas de identificar e evitar cair em armadilhas de publicidade enganosa. Os indicadores de avaliação serão: • Número de seguidores do perfil; • Engajamento dos seguidores com as publicações; • Impacto das publicações na conscientização sobre os direitos do consumidor e na identificação de práticas enganosas. 15 4 PLANEJAMENTO PARA DESENVOLVIMENTO DO PROJETO 4.1 Identificação do público beneficiado O público participante dessa pesquisa são pessoas de classe social, profissão, idade e escolaridade variadas que tiveram experiências de consumo a partir de anúncios publicitários. O projeto visa a beneficiar consumidores da região local através de informações sobre como se defender de publicidade enganosa. A longo prazo, o projeto pode contribuir para mudança na relação de consumo entre as agências de propaganda e o público-alvo. Como devolutiva para a comunidade, conseguimos acesso a um representante do Sedcon trazendo dicas e informações importantes sobre direitos do consumidor. 4.2 Plano de ação 5W2H Capítulo 4. PLANEJAMENTO PARA DESENVOLVIMENTO DO PROJETO 16 4.3 Descrição da forma de participação do público participante na formulação do projeto, seu desenvolvimento e avaliação O público consumidor participou através de entrevistas por vídeo e áudio respon- dendo a um questionário com 10 perguntas relatando a experiência de compra de um produto através de publicidade. Durante as entrevistas, foram relatadas diversas situações em que as expectativas dos consumidores não foram atendidas. Alguns relatos apontaram que, embora a propaganda prometesse algo específico, os consumidores identificaram características diferentes após adquirirem o produto. As perguntas que nos guiaram para a entrevista foram: 1) Conte quando adquiriu algum produto ou serviço influenciado por uma propaganda ou publicidade. 2) O produto ou serviço atendeu as suas expectativas? 3) Você se sentiu satisfeito ou enganado ao comprar o produto? 4) O pós-venda foi satisfatório? 5) O que te fez comprar esse produto? 6) Qual sua avaliação do que foi mostrado e do que foi entregue? 7) Qual o prazo de entrega no seu endereço? Chegou dentro do previsto? 8) Você reclamaria ou iria até o PROCON para se queixar sobre esse produto/serviço? 9) Para você o que define um consumidor satisfeitos? 10) Quais os pontos positivos e negativos dessa compra? Após as entrevistas, os participantes relataram que gostariam de aprender mais sobre seus direitos como consumidor e sobre como se defender de publicidades enganosas. 17 5 CRONOGRAMA DO PROJETO Tabela 1 – Calendário Ano 2024.1 - Período de março a junho Etapas Período Março Abril Maio Junho Formação do grupo de trabalho e discussão sobre a escolha do tema do projeto X Definição do tema do projeto e discussão teórica a ser apresentada X Realização da pesquisa bibliográfica X Definição dos tópicos a serem abordados na primeira fase do projeto e a responsabilidade de ação de cada membro X Revisão online em grupo da primeira fase do projeto X Realização de entrevistas X Orientações recebidas pela docente para a segunda etapa do projeto X Definição da responsabilidade de ação de cada membro do grupo para a segunda etapa X Devolutiva à comunidade X Redação online em grupo da segunda etapa do projeto X Encontro com a docente para mostrar o que já foi realizado e possíveis esclarecimentos X Entrega do trabalho escrito X Apresentação dos resultados para a turma X 18 6 EQUIPE DE TRABALHO Para garantir a implementação eficaz das responsabilidades e ações, foram criados processos de verificação em um sistema de monitoramento contínuo, mas é importante sali- entar que todas as decisões foram tomadas em equipe e que o grupo participou ativamente de todas as etapas em conjunto. Ações Responsável Elaboração de formulário inicial das pesquisas e identificar público que sofreu dano com a publicidade enganosa através de formulários Joab’s Realizar entrevistas com consumidores Aciole, Ana Paula, Erika, Matheus e Luis Claudio Realizar entrevista com o especialista do Sedcon. Alex Produção de vídeo Alex Organizar o material usado como referencial teórico e elaboração das cartas para entrevista Ana Paula Previsão dos recursos Luis Claudio Formatação do projeto Erika e Ana Paula Elaboração do cronograma do projeto e do Plano de ação 5W2H e Erika Junção dos anexos do trabalho, criação e alimentação do perfil do Instagram Ana Paula Desenvolvimento do slide para apresentação final Erika e Igor Elaboração do questionário para as entrevistas com os consumidores Fernanda Identificar a problemática que motivou a elaboração do projeto de extensão Igor Responsáveis pela organização das reuniões virtuais do grupo por meio de videochamadas Joab’s e Erika Capítulo 6. EQUIPE DE TRABALHO 19 Ações Responsável Monitoramento da realização de tarefas de cada membro da equipe e postagens do Instagram Luís Claudio Definição da forma de participação do público alvo da pesquisa Fernanda Avaliação contínua de metas Matheus 20 7 RECURSOS PREVISTOS Os recursos necessários para o desenvolvimento do projeto de extensão são os seguintes: a) Recursos materiais: • Papelaria (papéis, canetas, impressão, cartuchos, pastas, arquivos, grampeadores etc.); • Perfil no Instagram para divulgação de materiais disponível em https://www.instagram. com/publicidadeenganosa2024?igsh=MTJkYjZzbWdpYmI0Nw%3D%3D&utm_source=qr; • Acesso à internet e softwares necessários para o projeto. b) Recursos institucionais: • Espaço físico para reuniões, estudo e elaboração de atividades na instituição de ensino; • Biblioteca da Universidade Estácio para embasamento teórico do projeto através de acervos físicos, virtuais e de periódicos acadêmicos sobre o tema. c) Recursos humanos: • Consumidores de diferentes perfis; • Representantes de órgãos responsáveis pelo controle e regulamentação de publici- dade. Observação: Não há previsão de grandes gastos financeiros além dos recursos já mencionados acima, uma vez que serão utilizados os recursos disponíveis na instituição de ensino. Havendo despesas adicionais, como locomoção e alimentação, essas serão custea- das pelos próprios estudantes. 21 8 ENCERRAMENTO DO PROJETO 8.1 Sistematização das aprendizagens e relato de experiência O presente projeto nos permitiu percorrer um percurso de muito aprendizado tanto teórico quanto prático. Teórico porque exploramos conteúdos academicamente pertinentes previstos para nossa formação curricular que nos permitiu o contato com autores e especialistas que muito nos ensinaram. O referencial teórico escolhido através dos autores citados em sala apresentou respostas teóricas-científicas apropriadas para os desafios enfrentados durante a execução deste projeto. E prático porque através desse trabalho, identificamos uma demanda socio comunitá- ria a partir da escuta da comunidade onde o projeto foi desenvolvido, propiciando interação entre o público acadêmico e o público local em construção conjunta. A partir da interação através de conteúdo divulgado em redes sociais, houve também maior visibilidade para o tema, levando em consideração as necessidades e interesses desse público-alvo. No curso de Direito, no componente curricular Direitos do Consumidor, a extensão se justifica por ser notório que parcela mínima dos consumidores brasileiros possui conheci- mento acerca de seus direitos. E o aumento da produção com o consequente crescimento do comércio, emespecial o virtual, foram decisivos para despontar uma nova dinâmica social que exige uma ressignificação de hábitos de consumo e efetivas necessidades, bem como novos instrumentos de proteção jurídica, informação e educação que garantam o acesso aos seus direitos. Durante a execução do projeto, vivenciamos experiências muito enriquecedoras e tivemos a oportunidade de conversar com muitos consumidores e especialistas no assunto publicidade. Esses encontros foram essenciais para compreendermos as demandas e expectativas da comunidade do entorno. A partir de todas essas interações, e no intuito de promover maior cidadania, busca- mos multiplicar o que havíamos aprendido a fim de internalizar conceitos de forma mais significativa, interativa e envolvente. Pretendemos, inclusive, continuar explorando o tema apresentado em nosso projeto de extensão, pois tivemos um feedback incrível, com a comunidade bastante engajada. Essa troca de informações e experiências permitiu um processo participativo e inclusivo entre a Universidade e a escola. Acreditamos que as dificuldades encontradas nos impulsionaram a chegar aos resultados alcançados, e que mesmo partindo de um núcleo pequeno, esse conhecimento poderá ser multiplicado em outros ambientes, impactando grande parte da comunidade. Os relatos ouvidos nos trouxe a certeza de um consumidor mais consciente de seus direitos e mais difícil de ser enganado, porém nos alertaram quanto à necessidade de um judiciário mais eficiente. Esperávamos encontrar um panorama diferente, com maior número Capítulo 8. ENCERRAMENTO DO PROJETO 22 de pessoas vítimas de publicidade enganosa. O cenário atual já apresenta evoluções. Concluímos com a esperança de uma sociedade em que haja uma abordagem correta da publicidade, pois acreditamos ser possível criar campanhas publicitárias que sejam não apenas eficazes economicamente, mas também éticas e legais, contribuindo para consumidores mais informados acerca de seus direitos. Recomendamos que as empresas invistam em treinamentos regulares sobre ética e legislação publicitária, promovendo uma cultura de transparência e responsabilidade entre todos os membros da equipe que contribua para a construção de uma cultura de consumo consciente e a promoção de equilíbrio na relação consumerista, o que deve ser compreendido tanto pelos acadêmicos em formação quanto pela população em geral. Durante a execução do projeto, realizamos uma visita a SEDCON, onde tivemos a oportunidade de conhecer sua estrutura, de conversar com seus representantes, de apresentar nosso projeto de extensão e de receber feedback e sugestões. Esse encontro foi essencial para compreendermos as demandas e expectativas da comunidade atendida e essa troca de informações e experiências permitiu um processo participativo e inclusivo. Como culminância do projeto, elaboramos um vídeo documentário para ensinar conceitos sobre nossos direitos e responsabilidades como cidadãos, estimulando a reflexão sobre a importância deste equilíbrio que deixaremos como devolutiva à comunidade. Além de tudo isso, a sistematização de nossa aprendizagem através deste relato de experiencia nos proporcionou rever todo o percurso de desenvolvimento do projeto e a relação entre a experiência vivida e a teoria estudada, contribuindo, assim para nossa formação acadêmica e cidadã. 23 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALMEIDA, João Batista de. Manual de direito do consumidor. Editora Saraiva, 2015. E-book. ISBN 9788502616837. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/b ooks/9788502616837/. Acesso em: 13 abr. 2024. CINTRA, Antônio Carlos Fontes. Direito do consumidor: Teoria aprofundado e mais de 80 questões comentadas. Editora Impetus .Niterói, 2011. SANTOS, Fernando Gherardini. Direito do Marketing. Instituto Brasileiro de política e direito do consumidor. Editora Revista dos tribunais , v.14.2000. SARINGER, G. Caso McPicanha: lei sobre propaganda no Brasil é tão rígida quanto lá fora? 2022. Disponível em: https://economia.uol.com.br/noticias/redacao/2022/04/29/ mcpicanha-lei-brasileira-sobre-publicidade.amp.htm. BRASIL. CÓDIGO BRASILEIRO DE AUTO-REGULAMENTAÇÃO PUBLICITÁRIA. 1965. Disponível em: https://www.gov.br/secom/pt-br/acesso-a-informacao/legislacao/ ca2digobrasdeautoregulanovo.pdf. CÓDIGO BRASILEIRO DE AUTORREGULAMENTACÃO PUBLICITÁRIA. Lei nº 4.680, de 18 de junho de 1965. Disponível em: http://www.conar.org.br/codigo/codigo.php. PRESIDENTE DA REPÚBLICA E CONGRESSO NACIONAL. LEI Nº 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990 - Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8078compilado.htm#:∼: text=2%C2%B0%20Consumidor%20%C3%A9%20toda,intervindo%20nas%20rela%C3% A7%C3%B5es%20de%20consumo. MEIOMENSAGEM. Conar: o que é, como funciona e principais regras. 2022. Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/comunicacao/conar. DEOLHONOMERCADO: Entenda como funciona a regulamentação na publicidade. htt ps://www.deolhonomercado.com.br/deolhonomercado/marketing/entenda-como-funciona- a-regulamentacao-na-publicidade 24 ANEXOS Fotos - Reuniões em equipe ANEXOS 25 Fotos - Entrevistados ANEXOS 26 27 ENTREVISTAS Entrevista com consumidor Valdecir 1.Conte quando adquiriu algum produto ou serviço influenciado por uma propaganda ou publicidade. Valdecir: “Mediante a uma propaganda vista em um anúncio na TV, me interessei em adquirir o serviço da operadora TIM, isso em janeiro de 2022”. 2.O produto ou serviço atingiu as suas expectativas? Valdecir: “Sim, no ato que adquiri o serviço foi tudo normal conforme eu tinha visto na propaganda”. 3.Você se sentiu satisfeito ou enganado ao comprar o produto? Valdecir: “De início me senti satisfeito, mas com o decorrer do tempo percebi que não era aquilo que eles tinham me oferecido, pois tive que ligar para a operadora reclamando que o valor cobrado não era o que tinha sido combinado, isso várias vezes durante o tempo do contrato que foi de um ano”. 4.O pós-venda foi satisfatório? Valdecir: “Sim, até certo tempo tudo normal, depois de alguns meses não foi como eu imaginava, pois sempre tinha que ligar para reclamar do aumento do preço ao qual não foi combinado”. 5.O que te fez comprar esse produto? Valdecir: “A propaganda, pois o preço em conta que estava sendo anunciado me fez adquirir o serviço oferecido pela operadora”. 6.Qual sua avaliação do que foi mostrado e do que foi entregue? Valdecir: “O que foi mostrado estava excelente, propaganda convincente que me fez contratar o serviço; A execução ficou a desejar, porque sempre vinha um valor diferente do combinado”. 7.Qual o prazo de entrega no seu endereço? Chegou dentro do previsto? Valdecir: “Foi uma compra online, após 30 minutos o serviço já estava disponível”. 8.Você reclamaria ou iria até o PROCON para se queixar sobre esse pro- duto/serviço? Valdecir: “Sim, contra os abusos dos valores indevidos cobrados pela operadora. Sempre reclamei, mas ir até o PROCON nunca passou pela minha cabeça, porque não tinha certeza de qual seria os meus direitos”. 9.Para você o que define um consumidor satisfeito? Valdecir: “É quando você faz um contrato e a empresa cumpre aquilo que prometeu sem nenhuma alteração do que estava escrito no contrato”. 10.Quais os pontos positivos e negativos dessa compra? Valdecir: “O ponto positivo foi a propaganda e o custo-benefício oferecido pela ENTREVISTAS 28 empresa; Já o ponto negativo foi quando eu tinha que ligar para reclamar dos valores indevidos cobrados além do que tinha oferecido no contrato”. Entrevista com comerciante Alexandre Miranda - proprietário de um quiosque em condomínio 1-Quando adquiriu um produto, influenciado por uma propaganda ou publici- dade? R: O açaí que eu vendo aqui. Houve uma propaganda aqui no condomínio, eu achei muito boa a propaganda e chamei a menina pra comprar. 2- O produto atendeu suas expectativas? R: Sim . Gostei muito e vendo esse açaí no meuquiosque. 3-Você se sentiu satisfeito ou enganado ao comprar o produto? R: Me senti satisfeito 4- O pós-venda foi satisfatório? R: Sim. 5- O que te fez comprar esse produto? R: A necessidade da procura pelo açaí e porque a propaganda foi boa, depois descobri que era uma amiga minha que vendia. Aí facilitou tudo. 6-Qual sua avaliação do que foi mostrado e do que foi entregue? R: A satisfação foi boa. Minha avaliação é 10. Porque, além da propaganda ter sido bem legal, o produto é muito bom. Eles me atendem muito bem. 7-Qual prazo de entrega até seu endereço? Chegou dentro do previsto? R: Sim. Chegou até antes 8- Você reclamaria ou iria até o PROCON para se queixar desse produto ou serviço? R: Não 9-Para você, o que resume um consumidor satisfeito? R: Quando o produto atende nossa necessidade, o pós-venda é bom e o atendimento em si do meu fornecedor também. Se me atender bem, está tudo tranquilo. Qualidade, sabor e o pós venda legal. 10- Quais os pontos positivos e negativos dessa compra? R: Eu só posso falar positivo, por que negativo eu não tive. Entrevista com Alexandre Vieira Bernal, Graduando de Engenharia, 21 anos 1. Conte quando adquiriu algum produto ou serviço influenciado por uma propaganda ou publicidade. R: Adquiri um produto influenciado por uma propaganda enganosa na plataforma da Aliexpress. Nessa experiência, efetuei a compra de um drone cujas especificações diziam ENTREVISTAS 29 ter câmera 1080p 60fps e com autonomia de bateria de mais de 10 minutos. 2. O produto ou serviço atendeu às suas expectativas? R: Infelizmente, o produto não atendeu às minhas expectativas, pois as especifi- cações não condiziam com o que realmente foi entregue pelo fornecedor. A bateria tinha menos de 2 minutos de autonomia e a qualidade da câmera era extremamente ruim. 3. Você se sentiu satisfeito ou enganado ao comprar o produto? R: Senti-me insatisfeito com o produto e enganado, pois poderia ter evitado essa compra ao saber que não atendia às minhas expectativas. 4. O pós-venda foi satisfatório? R: Como foi um produto importado, não me preocupei em reclamar ou tirar satisfações com o vendedor, pois sabia que demandaria muito tempo. 5. O que te fez comprar esse produto? R: As especificações e o preço me fizeram comprar este produto. 6. Qual sua avaliação do que foi mostrado e do que foi entregue? R: Minha avaliação sobre o que foi entregue em relação ao que foi mostrado é frustrante, pois não condizia com o anúncio. 7. Qual o prazo de entrega no seu endereço? Chegou dentro do previsto? R: O prazo era de um mês devido à importação. Apesar das ressalvas, a entrega foi feita dentro do prazo. 8. Você reclamaria ou iria até o PROCON para se queixar sobre esse pro- duto/serviço? R: Acredito que o correto seria; entretanto, devido às circunstâncias, não iria até o PROCON para me queixar do produto. 9. Para você, o que define um consumidor satisfeito? R: Um consumidor satisfeito é aquele que identifica um produto ou serviço e recebe exatamente o que foi combinado. Caso venha melhor do que o combinado, isso aumentaria o grau de satisfação. 10. Quais os pontos positivos e negativos dessa compra? R: Os pontos positivos da minha compra foram que consegui me divertir com o drone, como treinar a pilotagem. Por outro lado, os pontos negativos foram muitos. A propaganda enganosa, a frustração ao esperar tanto tempo por um produto no qual confiei e receber algo totalmente diferente; enfim, uma experiência que poderia ser evitada se o anúncio condissesse com a real entrega do produto. Entrevista com Marcia Valeria Cavalliere, professora. 1- Conte quando adquiriu algum produto ou serviço influenciado por uma propaganda ou publicidade. R: Árvore de Natal em dezembro de 2023. ENTREVISTAS 30 2- O produto ou serviço atendeu às suas expectativas? R: Não porque não foi entregue. 3- Você se sentiu satisfeito ou enganado ao comprar o produto? R: Enganada. 4- O pós-venda foi satisfatório? R: Não. 5- O que te fez comprar esse produto? R: Parecia ter ótimo custo-benefício. 6- Qual sua avaliação do que foi mostrado e do que foi realmente entregue? R: Não foi entregue o produto. 7- Qual o prazo de entrega no seu endereço? Chegou dentro do prazo previsto? R: Não foi entregue. 8- Diante de uma má experiência de compra ou algum abuso de poder do varejista, você iria até o PROCON registrar uma reclamação? Justifique sua resposta. R: Não, porque eu considerei ter caído num golpe virtual. 9- Em que momento você se define como satisfeito enquanto consumidor? Quais os requisitos para uma boa compra? R: Não estou satisfeita. Uma boa compra é aquela em que o site coloca todas as informações verdadeiras sobre o produto e a entrega é dentro do prazo. Entrevista com Maria Eduarda Fernandes Sales, 25 anos. 1- Conte quando adquiriu algum produto ou serviço influenciado por uma propaganda ou publicidade? R: Shopee, vai fazer um mês que adquiri o produto que lhe informava que comprando uma ganharia outra totalmente igual. 2- O produto ou serviço atendeu as suas expectativas? R: Não 3- Você se sentiu satisfatório ou engado ao comprar o produto? R: Enganado, além de vim a cor errada o brinde não veio conforme o anunciado. 4- O pós-venda foi satisfatório? R: Não 5- O que te fez comprar o produto? R: O brinde e o estilo da calça 6- Qual sua avaliação do que foi mostrado e do que foi entregue? R: Péssimo, daria 4 pelo atendimento e produto. 7- Qual o prazo de entrega no seu endereço? R: chegou bem rápido conforme o previsto. 8- Você reclamaria ou iria até o Procon para se queixar sobre esse produto? ENTREVISTAS 31 R: Sim, abrir uma reclamação no site consumidor.org onde recebi algumas orienta- ções, porém sem sucesso. 9- Para você o que define um consumidor satisfeito? R: Quando um produto satisfaz o seu cliente com qualidade e um bom atendimento realizado. 10- Quais os pontos positivos e negativos dessa compra? R: Positivo foi a entrega que foi realizada bem rápida e negativo foi o péssimo atendimento Entrevista com Marlanfe Michaelis Rocha de Oliveira, 47 anos. 1- Conte quando adquiriu algum produto ou serviço influenciado por uma propaganda ou publicidade. R: Adquiri, em uma plataforma de marketplace, um pente apanhador de pulgas influenciado por fotos e vídeos do produto. 2- O produto ou serviço atendeu às suas expectativas? R: Não. 3- Por que? R: O produto não funciona como dito no anúncio, não suga nada, parece que foi feito em impressora 3D de péssima qualidade. 4- O pós-venda foi satisfatório? R: Não. Após reclamação, o vendedor ressarciu apenas 50% do valor do produto. 5- O que te fez comprar esse produto? R: De acordo com a publicidade, fui levado a acreditar que se tratava de um produto inovador e eficaz. 6- Qual sua avaliação do que foi mostrado e do que foi realmente entregue? R: O produto entregue não apresentou a funcionalidade exibida no anúncio. 7- Qual o prazo de entrega no seu endereço? Chegou dentro do prazo previsto? R: O prazo de entrega era de 30 dias e foi cumprido. 8- Diante de uma má experiência de compra ou algum abuso de poder do varejista, você iria até o PROCON registrar uma reclamação? Justifique sua resposta. R: Me sinto desmotivado a buscar meu direito de consumidor, pelo baixo valor do produto e falta de expectativa de solução satisfatória do problema. 9-Você se sentiu satisfeito ou enganado ao comprar o produto? R: Me senti enganado 10- Quais os requisitos para uma compra satisfatória enquanto consumidor? R: Eu me sentiria satisfeito desde que o produto cumprisse o anunciado. Uma boa compra ocorre quando prazo de entrega, funcionalidade do produto e, se necessário, atendimento após a venda ocorrem de acordo com a expectativa do comprador. ENTREVISTAS 32 Entrevista com SEDCON-RJ Perguntas: 1) Qual seria a principal missão da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor do Estado do Rio de Janeiro (SEDCON-RJ)? 2) Qual o contexto de atuação da SEDCON-RJ em relação as outrasentidades governa- mentais que atuam no ecossistema de proteção do consumidor (ex:PROCON,etc)? 3) No que tange ao assunto “Publicidade” nas relações de consumo, qual a atuação da SEDCON-RJ para ajudar na proteção e garantia dos direitos do consumidor fluminense face a abusos relacionados a propaganda de produtos e serviços? 4) Existe algum canal de atendimento disponibilizado pela SEDCON-RJ voltado a defesa dos direitos do consumidor fluminense? 5) O que o consumidor fluminense pode esperar da atuação presente e futura da SEDCON-RJ? Responsável pelas respostas: Nome: Cargo: ENTREVISTAS 33 Entrevista com Sidnei Moliterni ENTREVISTAS 34 ENTREVISTAS 35 Entrevista com Maria Alice ENTREVISTAS 36 ENTREVISTAS 37 Entrevista com Vera ENTREVISTAS 38 39 CARTA DE APRESENTAÇÃO 40 CARTAS DE AUTORIZAÇÃO CARTAS DE AUTORIZAÇÃO 41 CARTAS DE AUTORIZAÇÃO 42 CARTAS DE AUTORIZAÇÃO 43 CARTAS DE AUTORIZAÇÃO 44 CARTAS DE AUTORIZAÇÃO 45 46 REDE SOCIAL - INSTAGRAM Sumário DIAGNÓSTICO E TEORIZAÇÃO Identificação dos discentes envolvidos e parceiros Problemática e/ou problemas identificados Demanda sócio comunitária e justificativa acadêmica Objetivos a serem alcançados REFERENCIAL TEÓRICO Publicidade ou propaganda enganosa? Os princípios na publicidade: o que pode e o que não pode Publicidades viciadas: abusiva, enganosa e simulada Órgãos controladores da publicidade Código de Defesa do Consumidor (CDC) Conselho Nacional Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária (CONAR) Conselho Executivo das Normas-Padrão (CENP) PROCON (ligue 151) Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) METAS, CRITÉRIOS OU INDICADORES DE AVALIAÇÃO DO PROJETO PLANEJAMENTO PARA DESENVOLVIMENTO DO PROJETO Identificação do público beneficiado Plano de ação 5W2H Descrição da forma de participação do público participante na formulação do projeto, seu desenvolvimento e avaliação CRONOGRAMA DO PROJETO EQUIPE DE TRABALHO RECURSOS PREVISTOS ENCERRAMENTO DO PROJETO Sistematização das aprendizagens e relato de experiência REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANEXOS ENTREVISTAS CARTA DE APRESENTAÇÃO CARTAS DE AUTORIZAÇÃO REDE SOCIAL - INSTAGRAM