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Apostilas Domínio 1 ATENDIMENTO MARKETING EM EMPRESAS DE SERVIÇOS A palavra marketing tem muitas definições na literatura da área e até tentativas de tradução para o português como "Mercadologia" (RICHERS, 1986) ou "Mercância" (GRACIOSO, 1971). Seguem algumas consideradas mais significativas: Marketing é uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado. (AMA - American Marketing Association - Nova definição de 2005). Marketing é um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros (KOTLER e KELLER, 2006). Marketing é a entrega de satisfação para o cliente em forma de benefício (KOTLER e ARMSTRONG, 1999). Marketing são as atividades sistemáticas de uma organização humana voltadas à busca e realização de trocas para com o seu meio ambiente, visando benefícios específicos (RICHERS, 1986). Marketing é o conjunto de operações que envolvem a vida do produto, desde a planificação de sua produção até o momento em que é adquirido pelo consumidor (Dicionário Michaelis). Marketing é o conjunto de estratégias e ações que provêem o desenvolvimento, o lançamento e a sustentação de um produto ou serviço no mercado consumidor (Dicionário Novo Aurélio). O conceito contemporâneo de Marketing engloba a construção de um satisfatório relacionamento a longo prazo do tipo ganha-ganha no qual indivíduos e grupos obtêm aquilo que desejam. O marketing se originou para atender as necessidades de mercado, mas não está limitado aos bens de consumo. É também amplamente usado para "vender" idéias e programas sociais. Técnicas de marketing são aplicadas em todos os sistemas políticos e em muitos aspectos da vida. HISTÓRIA DO MARKETING Origens Apesar de encontrarmos suas raízes ao longo da história da humanidade, na própria gênese do comércio o marketing é um campo de estudo novo se comparado com os demais campos do saber. O estudo do mercado, surgiu da necessidade dos industriais de administrar a nova realidade, oriunda da Revolução Industrial que causou uma transformação de um mercado de vendedores para um mercado de compradores. Neste estágio o marketing ainda é inseparável da economia e da administração clássica, pois inicialmente sua preocupação era puramente de logística e produtividade, para a maximização dos lucros. Os consumidores não tinham qualquer poder de barganha e a concorrência era praticamente inexistente. Tal realidade manteve-se inalterada até fins da Segunda Guerra Mundial quando então, reagindo ao crescimento da concorrência, mercadólogos começaram a teorizar sobre como atrair e lidar com seus consumidores. Surgiu então a cultura de vender a qualquer preço. P.T. Barnum, autor de `The Science of Getting Rich` e `The Art of Money Getting` foi um ícone deste período, cheio de truques que faziam da arte de vender quase num espetáculo de charlatanice e que faz com que até hoje os profissionais do mercado sejam vistos com desconfiança. Outros autores da época são W.D. Scott, autor de The Psychology of Advertising, e H.L Hollingworth que escreveu Advertising and Selling. As técnicas existentes baseavam-se mais na intuição do que na prática. Eram técnicas ingênuas e/ou maliciosas que estavam misturadas a ferramentas eficientes. Lenda e fato se misturavam, mas o mercado não dava muito ouvido à academia. Precursores Nos anos 40, Robert Bartels, da Ohio State University defendeu sua tese de doutorado sobre a teoria do marketing, mas até então raros eram os princípios do Marketing estabelecidos, com exceção de trabalhos como o de Walter Scott, sobre a aplicação da psicologia na propaganda e o de William J. Reilly sobre as Leis de gravitação do varejo. A questão crucial era se as teorias de mercado podiam ou não se desenvolver. Autores como Roland Vaile e outros afirmavam que nunca seria possível desenvolver uma teoria mercadológica genuína, pois consideravam esta extremamente subjetiva, quase uma forma de arte. Por outro lado, Bartels e outros começavam a admitir que existia uma potencialidade para a teoria mercadológica se tornar uma ciência. Em 1954, pelas mãos de Peter Drucker ao lançar seu livro “A Prática da Administração”, o marketing é colocado como uma força poderosa a ser considerada pelos administradores. Filosofias de Administração de Marketing Na maior parte das empresas, o marketing ocupava, há 50 anos, apenas um lugar modesto no organograma, o de um serviço comercial, composto por alguns vendedores e empregados e muitas vezes estava subordinado ao diretor de produção ou diretor administrativo, mas aos poucos, essa função foi-se alargando progressivamente e colocada no mesmo plano das outras direções de produção, financeira e de recursos humanos. Atualmente, pode-se ver a mesma empresa praticando diferentes filosofias de marketing ao redor do mundo e ver empresas usando filosofias diferentes do marketing em um mesmo mercado: orientação para produção, produto, venda, cliente e sociedade, podendo-se identificar na evolução do marketing as seguintes filosofias para sua administração. 1. Orientação para Produção: A grande questão, para as empresas, era produzir e não vender. O papel do marketing é, essencialmente, entregar produtos em locais onde possam ser comprados. http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Industrial http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Industrial http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Industrial http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Industrial http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial http://pt.wikipedia.org/wiki/Segunda_Guerra_Mundial http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=P.T._Barnum&action=edit http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=P.T._Barnum&action=edit http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Robert_Bartels&action=edit http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Robert_Bartels&action=edit http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Psicologia_na_propaganda&action=edit http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Psicologia_na_propaganda&action=edit http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Psicologia_na_propaganda&action=edit http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=William_J._Reilly&action=edit http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=William_J._Reilly&action=edit http://pt.wikipedia.org/wiki/Leis_de_gravita%C3%A7%C3%A3o_do_varejo http://pt.wikipedia.org/wiki/Leis_de_gravita%C3%A7%C3%A3o_do_varejo http://pt.wikipedia.org/wiki/Leis_de_gravita%C3%A7%C3%A3o_do_varejo http://pt.wikipedia.org/wiki/Leis_de_gravita%C3%A7%C3%A3o_do_varejo http://pt.wikipedia.org/wiki/Leis_de_gravita%C3%A7%C3%A3o_do_varejo http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Roland_Vaile&action=edit http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Roland_Vaile&action=edit http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Drucker http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Drucker http://pt.wikipedia.org/wiki/Orienta%C3%A7%C3%A3o_para_Produ%C3%A7%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Orienta%C3%A7%C3%A3o_para_Produ%C3%A7%C3%A3o Apostilas Domínio 2 2. Orientação para Produto: Considera que os consumidores preferem os produtos de melhor qualidade, desempenho e aspectos inovadores. Portanto as organizações deveriam esforçar-se para aprimorar seus produtos permanentemente. 3. Orientação para Vendas: A orientação para venda significa que o propósito da empresa é vender o que fabrica e não vender o que o mercado (o cliente) deseja, ou seja, a preocupação com o curto prazo, não se interessando se o cliente ficou ou não satisfeito.de origem russa, aplicou suas tabelas de input-output (entradas e saídas de dinheiro na economia de um determinado país) ao esquema internacional dos Estados Unidos, e descobriu que suas exportações envolviam um nível intenso de trabalho, e suas importações níveis relativamente altos de capital, justamente o oposto do que seria esperado. Deu- se como justificativa que a produtividade do trabalho nos Estados Unidos era tão alta que compensava com vantagem sua relativa escassez. De qualquer forma esse contraste econométrico abalou a confiança na tese Apostilas Domínio 13 Heckscher-Ohlin sobre o comércio internacional, e revelou a necessidade de continuar os estudos sobre o assunto. Estrutura do comércio internacional. Na prática, apesar das vantagens teóricas do livre comércio, todas as nações interferem nas trocas internacionais de uma ou outra maneira. Os sistemas são variados. Por exemplo, as tarifas alfandegárias, que incidem sobre os produtos importados, podem variar em relação a um mesmo produto, em função de diversos fatores, e em alguns casos chegar a torná-lo totalmente proibitivo. As cotas de importação limitam o volume de compra de determinadas mercadorias estrangeiras. As exportações de capital - e os investimentos estrangeiros - também podem ser limitados ou proibidos. Do mesmo modo, é possível dificultar a importação de certos produtos, por meio de trâmites alfandegários lentos e fastidiosos, a tal ponto que se torne impossível na prática. Justifica-se o protecionismo comercial com os seguintes argumentos: (1) atende à necessidade de renda dos países menos desenvolvidos, que não dispõem de estrutura administrativa para obter rendas fiscais por outros meios; (2) protege a indústria nacional, que sem as tarifas aduaneiras ficaria em desvantagem; (3) constitui um instrumento contra o desemprego; (4) estabelece uma medida de defesa nacional para a sobrevivência de determinadas indústrias consideradas básicas; (5) permite conseguir auto-suficiência; e (6) resolve problemas do balanço de pagamentos, quando os déficits - saldo negativo entre exportações e importações - crônicos já esgotaram as divisas estrangeiras. Embora as medidas protecionistas possam ser justificadas em determinadas circunstâncias, em geral reduzem o comércio mundial e não favorecem o desenvolvimento econômico. Em reação ao protecionismo, firmaram-se acordos como o GATT, sigla inglesa de Acordo Geral de Tarifas e Comércio, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 1948, e criaram-se zonas de livre comércio como a Comunidade Econômica Européia (CEE), que começou a vigorar dez anos mais tarde. Na última década do século XX, a tendência liberalizante do comércio internacional se acentuou. Criou-se a Organização Mundial de Comércio (OMC) em substituição ao GATT e um novo tratado reuniu formalmente, na Comunidade Européia (CE), a CEE e outras organizações regionais. Essa fusão foi parte de um acordo mais amplo que previa intensa cooperação econômica e mesmo a unificação monetária da Europa. Outros acordos econômicos regionais da maior importância entraram em vigor no continente americano no mesmo período. O Tratado de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA) ampliou convênios já existentes entre Canadá, Estados Unidos e México. Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai estabeleceram o Mercosul, mercado comum que num primeiro momento aboliu as barreiras alfandegárias para 85% dos produtos de exportação dos signatários. Brasil. A política brasileira de comércio exterior baseou-se em dois pontos capitais: ampliação e diversificação da pauta de exportações e liberalização das importações, embora sujeitas a critérios seletivos na aplicação de impostos. Os suportes desse binômio são o sistema de câmbio flexível e o mecanismo de incentivos fiscais, creditícios e financeiros, como isenções e subsídios. A realização dessa política faz-se por meio de várias medidas: aumento do poder de competição dos produtos nacionais e da lucratividade das empresas exportadoras; incentivos às exportações e sua diversificação, tanto em termos de produtos quanto de mercados, com preferência para os produtos de maior valor adicionado; prioridade no atendimento do mercado doméstico. A liberalização das importações foi restringida temporariamente em meados da década de 1970, com suspensão de alguns supérfluos e pesados ônus tributários sobre outros, para melhorar a balança comercial. Desde 1964, a característica da política brasileira de exportações é a concessão de incentivos. Inicialmente tratou-se de diminuir ao máximo possível os gravames que, superpondo-se ao preço do produto, impediam-no de competir no mercado internacional. Para isso, foram tomadas algumas medidas de desburocratização, mediante redução e simplificação dos trâmites administrativos, isenção do imposto de produtos industrializados (IPI) e do imposto sobre circulação de mercadorias (ICM) na exportação de manufaturados e implementação efetiva do regime de drawback (devolução de impostos alfandegários pagos por bens que são importados e depois reexportados para um terceiro país). Ainda antes de 1970 concederam-se outros incentivos, como o mecanismo de crédito fiscal para o IPI, pelo qual as empresas industriais passaram a creditar em suas escritas fiscais as somas correspondentes às alíquotas daquele tributo que incidiriam sobre os produtos exportados. Tal benefício foi posteriormente estendido também ao ICM. Depois de 1970 os produtos agropecuários foram excluídos da maior parte dos benefícios. Como auxílio à política de exportações foi providenciada a regulamentação das empresas de comercialização externa, as trading companies, pelo que passaram a ser beneficiados tanto os produtos industriais quanto os agrícolas, pela economia de escala proporcionada por essas grandes unidades. Nessa fase foram regulamentados programas setoriais de exportação, como os da indústria automotora, construção naval e beneficiamento de minérios. No começo da década de 1970, com o objetivo de inserir o Brasil na economia internacional, o governo iniciou um processo de liberalização das importações que incluía, além da redução das tarifas alfandegárias sobre diversos produtos, o fim da reserva de mercados. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. A IMPORTANCIA DO VENDEDOR O vendedor é tudo em uma empresa, tanto ele pode levantar como derrubar a mesma. VENDEDOR OU CONSULTOR? Hoje já não esta tendo espaço para o simples vendedor. Este simples vendedor está sendo obrigado a se transformar em um consultor de vendas, pois é este nome que as grandes corporações os estão chamando. O Apostilas Domínio 14 vendedor vende, mas o consultor vai além, ele soluciona problemas para o cliente e para a empresa, é parceiro de seu cliente, auxiliando-o dando-lhe o suporte que ele precisa. Há, isto não é comigo, sou vendedor e não tenho tempo para ficar resolvendo pepinos. Se você esta pensando assim, mude o mais rápido que puder, pois se você não resolver os problemas relacionados com suas vendas, você brevemente estará fora do mercado. Para ser realmente um consultor de vendas, você precisa ser aquele que ao chegar no cliente, por bom que seja o pedido tirado, não para por ai, deve sondar o cliente, controlar o estoque do mesmo, estar sempre se atualizado sobre as novidades tecnológicas, novas estratégias, políticas, finanças, economia, tem que estar a par da realidade sócio-econômica de nosso país. O cliente verá em você um profissional com bagagem que conquista sua confiança, porque jamais o cliente comprará de alguém em que ele não confia, desta maneira você auxiliará o cliente a obter mais lucros, o cliente irá crescer junto com sua empresa. Quando um clienteé atendido por um consultor de vendas, ele sempre compra outra vez, não por que só tem um fornecedor que lhe atende, mas pela preferência. Segundo pesquisa, o cliente satisfeito fala com mais um, e o cliente insatisfeito fala com dez. Você tem que ser um expert, um artista. O consultor de vendas é o cartão postal da empresa que procura o cliente, o mundo exterior tem da empresa, a imagem que o profissional de vendas lhes passa, boa ou ruim, tudo depende deste profissional. Por isto que as grandes empresas estão investindo mais em cursos e treinamentos, descobriram que é mais compensativo preparar o profissional de casa do que pegar de fora, e sabem também que a equipe externa tem que estar em completa conexão com a equipe interna, as duas equipes tem que ser consultores, não adianta ter uma equipe de campo de primeira linha e o pessoal interno ficar por desejar ou vice-versa. Porque a IBM trocou seus vendedores por analista de sistemas? Porque ela precisa de um profissional que ao chegar no cliente possa lhe oferecer realmente o que ele mais precisa, e saiba solucionar o problema do cliente. Se o cliente está indeciso, o consultor de vendas sabe ajudar o cliente decidir sobre o produto que mais lhe será lucrativo. Cliente nenhum compra simplesmente por comprar. Porque você compra? Pelo mesmo motivo seu cliente esta comprando de você, então é só usar a empatia, entrar psicologicamente na pele do cliente, coloque-se no lugar dele, o que você compraria? Como compraria? Quanto pagaria? De quem você compraria? Você trabalhou o cliente para obter a garantia de que comprará de você? Parabéns. CUIDADO! CARTAS NA MANGA Certo, ninguém resiste àquele descontinho no final do pedido, mas o profissional tem que saber trabalhar o preço com o cliente, não seja aquele tipo de vendedor que da tudo logo de cara: prazo, descontos, brindes e mais o que a empresa oferecer. Este vendedor esta com seus dias contados, pois está surgindo uma nova geração de profissionais, os que dedicam, estão sempre se aperfeiçoando, lêem tudo que é relacionado ao comercio e buscam incansavelmente atingir o patamar de profissional numero 01 do mercado. O desconto conta muito, mas a pontualidade e o acompanhamento do profissional de vendas, a rapidez da logística e o apoio do atendimento interno da empresa conta 90% da satisfação do cliente. TELEMARKETING “É toda e qualquer atividade desenvolvida através de sistemas de telemática e múltiplas mídias, objetivando ações padronizadas e contínuas de marketing”. O uso do telefone para fins comerciais data desde 1880, em Berlim , logo após o aparecimento do 1º telefone criado por Alexandre Graahm Bell quando uma pasteleiro oferecia seus pastéis ao cadastro de clientes. Na década de 50, embora sem a denominação de telemarketing, era usada principalmente nos USA, onde diversas publicações destacavam números de telefones para obter respostas. Aqui no Brasil, também em meados desta década, as Páginas Amarelas possuíam uma equipe de vendedoras capacitadas para vender anúncios de classificados através do telefone. Ainda que usado para outras ações de marketing, foi em vendas que o uso do telefone se destacou. Nos anos de 70 a Ford Motor Company lançou a primeira grande campanha de marketing executada por telefone. No início o termo “telemarketing” era conhecido apenas como vendas por telefone, mais tarde passou a identificar outras ações de marketing, principalmente o atendimento ao cliente – SAC. No Brasil, no final dos anos 80, as filiais de multinacionais, cartões de crédito, editoras e as operadoras de telefonia incentivaram seu uso, estas últimas com a finalidade de aumentar o tráfego de ligações. A expansão das telecomunicações, com a privatização, o desenvolvimento da informática, o lançamento do “Código de Defesa do Consumidor” ( que protegia os negócios feitos por telefone)e também as próprias mudanças em costumes culturais foram fatores básicos para seu crescimento na década de 90. Até esta época, o local onde se realizavam as operações de telemarketing eram conhecidas como “centrais de telemarketing”. A introdução da tecnologia da informática permitiu a mensuração de ligações e produtividade dos operadores, a unificação de cadastros além de agregar as diversas ações de marketing. Surgia, no final século, os Call Centers No início dos anos 2000 foi a vez da Internet chegar aos Call Centers permitindo às empresas sua comunicação com os clientes por diversos canais – os Contact Center – também conhecidos como Centrais de Relacionamento com o objetivo de cativar e fidelizar clientes. É surpreendente o crescimento do telemarketing no Brasil. Somente nos três últimos anos este setor alcançou Apostilas Domínio 15 235% de crescimento, tornando-se um dos maiores empregadores do país. Sua expansão , conseqüentemente, oferece ao mercado uma enorme oferta de novos empregos e acreditase que até o final de 2005 serão mais de 600.000 empregos diretos. Hoje as empresas brasileiras possuem em seus call centers / contact centers tecnologia de ponta e mão- deobra capacitada o que permite oferecer a empresas estrangeiras seus serviços. TELEMARKETING - O QUE É? http://www.attender.com.br/publico/faq/conc- telemktg.htm É uma ferramenta que através da central para atendimento a clientes atua de forma ativa ou receptiva como canal de comunicação e vendas. Apesar de ser conhecido simplesmente por "vendas por telefone", o Telemarketing compreende a aplicação integrada e sistemática de tecnologias de telecomunicações e processamento de dados, com sistemas administrativos, com o propósito de otimizar o mix das comunicações de marketing usado por uma empresa para atingir seus clientes. As empresas que utilizam o Marketing Direto como ferramenta definem Telemarketing ora como canal de comunicação, ora como canal de vendas, quase sempre em parceria com mala direta. O Telemarketing atua como um importante canal de comunicação entre sua empresa e o mercado comercial reduzindo seus custos de comercialização diversificando sua atuação em novos Clientes e/ou mercados e recuperando clientes não atendidos no modelo convencional. Através da aplicação do Telemarketing Ativo ou do Telemarketing Receptivo a empresa efetivará uma imagem diferenciada em seu mercado de atuação Quais são as aplicações do Telemarketing? • Captação de pedidos de venda; • Pesquisa de Informações de Mercado; • Atendimento de Consultas de Clientes sobre: Carteira de Pedidos; Faturamento; Crédito e Títulos; Histórico de Compras; Disponibilidade de Estoque. • Agenda e Controle dos Contatos através de Manutenção dos Histórico de Contatos; • Elaboração de campanhas e scripts de contato. Aqui, existe integração total com as bases de dados da comunicação da empresa. Todo o trabalho é feito a partir da campanha e do material promocional fornecido pela empresa e o caminho é empresa-cliente. O que caracteriza um Telemarketing Ativo? O telemarketing ativo é um serviço onde o contato é feito no sentido empresa-cliente e caracteriza-se por: • Requerer cadastro para ligações • Requer roteiro (orientação na forma de interação com cliente) • Operador comanda • Picos previstos • Aproveita as mídias • Maior conhecimento de técnicas pelo operador • Mais questionamentos dos Prospects durante o contato • Adequados ao tamanho do esforço de Vendas O que caracteriza um Telemarketing Receptivo? O telemarketing receptivoé um serviço onde o contato é feito no sentido cliente-empres e caracteriza-se por: • Gera cadastro nos contatos • Requer roteiro para abordagem • Públicocomanda a ligação • Picos de demandas sazonais • Depende das mídias • Menos questionamentos dos clientes durante o contato • Maior conhecimento do produto pelo operador • Equipamentos e estrutura devem estar adequados à demanda. ETIQUETA EMPRESARIAL Ao contrário do que vulgarmente se supõe, as regras de etiqueta não restringem a liberdade do indivíduo. Pelo contrário, tornam mais agradável a vida em sociedade e conferem categoria a todos que as observam. Denomina-se etiqueta o conjunto de normas que regulamentam o comportamento das pessoas na convivência social. Da apresentação, que constitui o primeiro passo no relacionamento com estranhos, até o envio de uma carta ou telegrama, o comportamento correto é fundamental para a preservação das boas relações entre as pessoas, embora os hábitos modernos dispensem a formalidade em muitas ocasiões. Apresentações. A etiqueta estabelece que a apresentação deve ser sempre acompanhada de uma palavra amável ou de um comentário oportuno. Quem apresenta enuncia claramente o nome do apresentado. É recomendável, sempre que possível, informar título, profissão, parentesco com a família ou fornecer dados que facilitem a conversa entre pessoas que acabam de se conhecer. Os homens são sempre apresentados às senhoras, o mais jovem ao mais idoso, o inferior ao superior, a visita ao membro da família de quem apresenta e quem chega aos que já se encontram presentes. Uma exceção se abre para pessoas de maior categoria social, a quem todos os demais são apresentados. Mesmo que não continuem a se relacionar, as pessoas que já foram apresentadas devem sempre cumprimentar-se onde e quando se encontrem. Nessas ocasiões, a iniciativa do cumprimento é sempre do mais moço, do inferior ou do que chega. Convites. A maneira de fazer um convite depende do tipo de evento para o qual se deseja a presença do convidado. No caso de um jantar ou de uma reunião íntima, o convite pode ser feito verbalmente, num encontro Apostilas Domínio 16 ou visita, ou pelo telefone, com pelo menos dois ou três dias de antecedência. Quando o jantar ou a reunião for de cerimônia, os convites são feitos por escrito e enviados com antecedência de oito a dez dias, pelo menos. Para casamentos, festas oficiais ou outras ocasiões de gala, a etiqueta impõe convites impressos e os convidados devem comparecer à cerimônia vestidos em trajes formais. Na redação dos convites, emprega-se a palavra honra para os atos solenes e os convivas de cerimônia e o termo prazer no caso de reuniões íntimas e convidados mais íntimos. O convidado nunca deve deixar os anfitriões em dúvida sobre sua presença: a resposta deve ser enviada aos autores do convite dentro de um prazo que não exceda 24 horas. Certos convites, como para coquetéis, não exigem resposta. Outros, entretanto, solicitam confirmação e utilizam, para isso, as letras R.S.V.P, iniciais da fórmula francesa Répondez s'il vous plaît, que significa "Responda, por favor". A indumentária a ser usada pelos donos da casa e pelos convidados depende da hora e do tipo de reunião. Ao fazer um convite formal, a pessoa que convida deve sempre indicar qual o traje mais adequado para a ocasião. Nos convites impressos, em geral se menciona o traje na parte inferior, à esquerda. Caso o convidado esteja em dúvida ou seus anfitriões tenham esquecido de indicar esse detalhe, cabe perguntar à dona da casa o que se deve usar. Visitas. O intenso ritmo da vida moderna reduz cada vez mais o tempo disponível para visitas, mas existem circunstâncias em que ela se torna imprescindível. Quando se empreende uma longa viagem, os amigos esperam uma despedida. Se isso for impossível, deixa-se um cartão de visitas manuscrito em que figure a expressão "despede-se". Da mesma forma, quando se chega a outra cidade é indispensável uma visita aos amigos que nela residem. A etiqueta exige, nessas ocasiões, que o recém-chegado previna os amigos e conhecidos antes de visitá-los. Deve- se adotar o mesmo comportamento para a entrega de uma carta de recomendação, mesmo que não se conheça pessoalmente o destinatário. As visitas a pessoas de cerimônia ou com o objetivo de solicitar algum favor devem ser breves, sempre com hora marcada com antecedência. A boa educação impõe a visita aos recém- nascidos e aos doentes, mas nesses casos é necessário indagar o horário mais adequado para fazê-lo. Nos casos em que o médico proíbe a visita, enviam-se flores ou deixa-se um cartão no qual se deseja a recuperação do doente. São também de praxe as visitas aos recém- casados, após o recebimento da participação e do oferecimento da nova residência. Em caso de morte, a pessoa de luto deve receber, nos dias subseqüentes, todos os que queiram visitá-la. Arte de receber. Uma das condições essenciais da boa educação é a pontualidade, tanto para quem recebe quanto para quem é convidado. Os anfitriões recebem os convidados à entrada e devem dispensar a todos a mesma atenção. Merecem uma deferência especial os homenageados, as pessoas mais velhas e as de categoria social mais elevada. No caso de convites para almoço ou jantar, os donos da casa em geral aguardam os retardatários por não mais de uma hora e mandam servir a refeição. Uma espera mais prolongada constituiria falta de consideração para com os outros convidados. Mesmo numa reunião íntima, ou em família, os comensais devem cuidar de sua apresentação antes de ir à mesa. Às refeições, todos devem estar asseados e vestidos de maneira adequada. A conversa será descontraída e tratará de temas agradáveis. Assim, estão excluídos os acontecimentos perturbadores, as más notícias, as discussões e as repreensões aos filhos. A boa educação também não admite a leitura durante as refeições, nem mesmo de correspondência. Em ocasiões de maior formalidade, os convidados devem chegar antes e ir embora depois do convidado de honra. A etiqueta é estrita quanto à precedência dos lugares à mesa: os homenageados, as autoridades e as pessoas mais velhas são colocadas nos lugares de honra, ou seja, à direita e à esquerda dos donos da casa. Aos outros casais são reservados os lugares situados à direita e à esquerda dos homenageados, com a alternância de homens e senhoras. Para as pessoas mais jovens e os convidados de menor importância social são reservados os lugares mais afastados dos anfitriões. Entre os encargos que a etiqueta impõe à anfitriã está o de preparar a mesa, que terá aspecto agradável e cuidado. Deve-se reservar ao prato de cada comensal um espaço de quarenta a cinqüenta centímetros, pelo menos. Os garfos são colocados à esquerda, as facas e as colheres à direita e os copos, em grupo, na frente do prato: o de água ao centro e os demais em ordem decrescente, da direita para a esquerda. O prato pequeno para o pão deve ser colocado ao alto, à esquerda, no nível dos copos. Quanto ao guardanapo, a anfitriã tem duas opções: pode colocá-lo sobre o prato ou à esquerda dele. Correspondência. A palavra escrita permanece e, por isso, tem força de expressão bem maior que a falada. Assim, a boa educação recomenda cuidados especiais com a correspondência, além da correção da linguagem e emprego de fórmulas convencionais. A maneira de dizer as coisas por escrito requer, também, três qualidades fundamentais: prudência, discrição e delicadeza. Escrever cartas é um dos deveres sociais e a etiqueta exige que sejam respondidas dentro de três a quatro dias após seu recebimento. O papel de carta merece atenção especial. Em geral, deve ser branco e de boa qualidade; o papel pautado só pode ser empregado na intimidade e o colorido ou perfumado é de uso exclusivo na correspondência feminina. Na correspondência social, a boaeducação admite o uso de folhas destacadas de um bloco. Para outras cartas se recomenda o papel dito ofício. Outro item importante relativo à correspondência é o endereçamento. No envelope, escreve-se nome e endereço do destinatário de maneira clara e legível e deve-se dispensar adjetivos vulgares ou desnecessários. A forma mais correta é o "Ilmo. Senhor" ou "Exma. Sra.", "Senhor" ou "Senhorita". Quando a mensagem é enviada a membros do governo Apostilas Domínio 17 ou a personalidades de grande respeito, o título deve ser escrito por extenso: "Excelentíssimo Senhor" ou "A Sua Excelência o Senhor". No caso dos ocupantes de cargos oficiais, indica-se o cargo abaixo do nome do destinatário. Em todas as circunstâncias, é importante ordenar a caligrafia dentro do espaço disponível, que nunca deve ser totalmente preenchido. Na parte superior da folha, deixa- se uma margem de um centímetro e escreve-se, à direita, a data da mensagem. Quando o destinatário é pessoa de cerimônia, a data deve ser escrita por extenso, pois nesse caso a etiqueta não admite abreviaturas. O espaço em branco abaixo da data será tanto maior quanto mais cerimoniosa for a pessoa a quem se escreve. O texto deve ter início com uma apelação adequada, escolhida de acordo com as relações de amizade, posição e idade dos correspondentes. Deve-se deixar uma margem de dois centímetros à esquerda e de um centímetro à direita. Não se escreve no verso do papel aéreo e o post-scriptum só é permitido na correspondência íntima. Telegramas. Usa-se o telegrama para convidar para uma reunião improvisada, felicitar ou comunicar um acontecimento a pessoas distantes. Nas principais festas do ano e nas datas familiares, envia-se um telegrama aos superiores hierárquicos. Quando enviado a uma pessoa de maior respeito, o texto do telegrama não deve omitir palavras. Só se dispensa o sobrenome em mensagens enviadas a pessoa da família. A boa educação manda que a resposta aos telegramas de felicitações se faça por telegrama ou cartão. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. ETIQUETA EMPRESARIAL Na era do Mundo competitivo, a construção de uma boa imagem profissional, social e pessoal requer posturas, hábitos adequados, novas competências e atitudes dentro das organizações. Na dinâmica do mundo dos negócios, o(a) Executivo(a) que conhece e respeita as regras da Etiqueta e do Protocolo, observa os costumes de seus interlocutores, é criativo e empreendedor e tem uma visão global; possui ferramentas poderosas que o levarão ao sucesso, qualquer que seja a sua profissão. E, por isso, na avaliação de um Executivo, distinguem-no suas boas maneiras, o grau de cortesia e o visual correto. Atualmente, no mercado de trabalho, entre dois candidatos com igual capacitação técnica, tem maiores chances aquele com boa apresentação e trato agradável. A capacitação em Etiqueta e Comportamento leva os Executivos e suas famílias a portarem-se com autoconfiança, desenvoltura e naturalidade em qualquer situação da vida social e profissional, evitando que se percam negócios e oportunidades pelo desconhecimento de regras básicas de conduta, dentro das empresas e fora delas. http://www.etiquetaempresarial.com.br/pro1.asp Você aprende a construir e aprimorar o seu estilo pessoal com um guarda-roupa racional e equilibrado, sem grandes custos, passando a ter a segurança de estar com a roupa certa, na forma certa, para o lugar hora e ocasião certos. Você vai aprender a se sentir à vontade tanto no uso de trajes mais formais, quanto no dos mais descontraídos, estando sempre elegante, no trabalho ou no lazer. Nesse Curso você irá conhecer as cores que mais combinam com o seu tipo físico e que multiplicarão as opções de seu guarda-roupa. (Colorismo) Veja a opinião do renomado Headhunter Simon Franco, no livro Deve Ser Bom Ser Você, do Jornalista Sidney Rezende: "Creio que o sucesso seja o resultado de ser bom em determinada coisa e saber promover o seu talento. Para ser reconhecido, é preciso fazer uso dos instrumentos do marketing pessoal. Ninguém compra um produto que nem sabe que existe. O mesmo vale para as pessoas." O mercado de trabalho hoje busca profissionais possuidores de diploma universitário, inglês fluente, domínio total de informática, mas também não se satisfaz só com essas qualificações. Para garantir sua empregabilidade em tempos de escassos empregos, o profissional deve ser também um expert em valores humanos. Deve ser aquele que trabalha por paixão e não por obrigação. Deve vestir a camisa dos projetos em que acredita e acima de tudo precisa se capacitar nas competências, que o fazem melhor como pessoa e que aprimoram seu relacionamento com os seus semelhantes. QUEM FALA DEMAIS DÁ BOM DIA A CAVALO! *Maria Aparecida A. Araújo Muitas vezes somos traídos pela tendência de falar sem pensar e de forma irrefletida. Deus, em sua infinita sabedoria, nos fez possuidores de uma só boca e dois ouvidos, querendo com isso que utilizássemos em dobro nossa capacidade de ouvir e nos habituássemos à contenção de palavras inúteis e julgamentos inconvenientes. Geralmente, quando estamos zangados, expressamos juízos e conceitos dos quais muito nos arrependemos, quando a calma sobrevém. Mas, muitas vezes, esse arrependimento não é suficiente para remediarmos os danos causados nas outras pessoas. Charles Chaplin cunhou uma frase que me parece bastante apropriada para nos alertar sobre a armadilha do “falar demais”: “Cuidado com as palavras pronunciadas em discussões e brigas que revelem sentimentos e pensamentos que na realidade você não sente e não pensa... pois, minutos depois, quando a raiva passar, você delas não se lembrará mais... Porém, aquele a quem tais palavras foram dirigidas, jamais as esquecerá...“. Geralmente, reagimos com visível desagrado a dicas e sugestões de pessoas que nos querem bem, visando nossa melhoria íntima. São temas que nos parecem chatos e maçantes. Certamente, se levadas em conta, muitas dessas palavras plenas de sabedoria representariam mudança de conduta e o abandono de muitos vícios. Nem sempre o “falar demais” manifesta-se nas horas de raiva. Muitas vezes, a tendência em falar mais da vida Apostilas Domínio 18 alheia que dos valores que nos enriquecem a existência incentiva a proliferação de boatos e fofocas. Quando surge um colega trazendo informações sobre as últimas novidades dos namoros, demissões e problemas dos outros, o tempo que parecia não existir aparece, o cansaço e a falta de paciência cedem imediatamente lugar ao interesse e à curiosidade. Como seria proveitoso se pudéssemos dedicar esse mesmo interesse e atenção para ouvir e ajudar muitos amigos que nos procuram para um diálogo saudável, muitas vezes com inquietações e angústias e nós simplesmente não temos tempo e sensibilidade suficientes para escutar. Aliás, como é difícil para todas as pessoas parar para escutar. Somos ávidos por falar; vivemos ansiosos porque falamos muito e escutamos pouco ou quase nada. Nossa palavra sempre deve ter o maior peso. Queremos ter sempre a primeira e a última palavra. Saber ouvir exige que façamos opção consciente em apreender o que se passa com o outro, de forma solidária e sem preconceitos, com o objetivo de buscarmos o entendimento. O diálogo nem sempre é uma tarefa fácil, pois envolve a disponibilidade para aprender novas idéias, quando antes gostaríamos de ensinar; humildade para reconhecer que não somos perfeitos e que não sabemos tudo a respeito de todos os assuntos e admitir a coerência de fundamentos e idéias que não são nossos. Ouvir é diferente do simples ato de escutar. Escutar é o uso puro e simples do sentido daaudição e só não escuta quem é surdo. Ouvir é muito mais profundo pois envolve a pessoa por inteiro e é um processo ativo, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa ser. Exercitar a arte de ouvir o nosso semelhante apura nossa sensibilidade, permitindo-nos romper a concha de isolamento criada pelo individualismo – outra das características negativas da nossa personalidade – e participar das experiências e emoções das outras pessoas. Wendell Johnson, grande teórico da comunicação, escreveu: “Nossa vida seria mais longa e rica se despendêssemos a maior parte dela na tranqüilidade silenciosa do ouvir pensativamente”. Somos um bando turbulento, e daquilo que chega a ser dito entre nós muito mais passa despercebido e não ouvido do que se poderia imaginar. Temos, ainda, que aprender a usar as maravilhas do falar e do ouvir em nosso próprio e melhor interesse e para o bem de nossos semelhantes. Essa é, também, a mais extraordinária das artes a ser dominada pelo homem. Ouvir é renunciar! É a mais alta forma de altruísmo em tudo quanto essa palavra signifique de amor e atenção ao próximo. Talvez por essa razão a maioria das pessoas ouça tão mal, ou simplesmente não ouça. Vivemos imersos em cogitações pessoais e é raro conseguirmos passar algum tempo sem pensar em nós mesmos.” Atitudes recorrentes daqueles que não sabem ouvir com atenção e paciência: a) Responder antes que o interlocutor tenha concluído seu pensamento. b) Ficar impaciente diante de pessoas tentando explicar algo. c) Olhar insistentemente para o relógio, paralisando a comunicação do outro. d) Usar expressões faciais de enfado, desaprovação, invalidação, menosprezo, diante do assunto. e) Desviar o olhar do rosto da outra pessoa. f) Mudar abruptamente de assunto. g) Fazer com que o outro se cale, dizendo que não adiantaria nada ouvi-lo. Chefes costumam desprezar novas idéias e oportunidades de melhoria, simplesmente deixando de ouvir seus funcionários e disparando os seguintes argumentos: “Nunca vai funcionar”, “Não tenho tempo”, “Não está previsto no orçamento”, “O Diretor nunca vai querer isto”, “Já tentamos isto uma vez e não deu certo”, “Sua idéia é ótima, mas não é para nós”, “Sempre fizemos isso desta maneira”, “Não é de sua alçada”, “Vamos entregar isto a um grupo de trabalho”, “Mais tarde!”. Até mesmo entre executivos altamente bem- remunerados para serem bons negociadores encontramos péssimos ouvintes. Muito poucos negociadores são bons ouvintes. E como negociação envolve observação e análise do interlocutor, aqueles que não sabem ouvir perdem inúmeras oportunidades de fazer excelentes negócios. Os ases da negociação são também magníficos ouvintes. Quando negociam, permanecem focados na entonação, ritmo, altura e demais detalhes da voz da outra pessoa. Observam também atentamente os sinais não verbais, e analisam se os mesmos são coerentes com o que está sendo falado. Três falhas bastante comuns em negociadores são: 1) Acreditar que seu poder de persuasão reside em falar mais que o interlocutor, em vez de ouvi-lo. 2) Ficar pensando no que irá falar, enquanto a outra pessoa está falando, perdendo assim informações importantes. 3) Criar uma barreira ao entendimento do que está sendo dito pelo interlocutor, baseada em preconceitos puramente pessoais e sem lógica. Para falar bem não basta uma boca. Há muita gente que, não sabendo usá-la, tem feito um grande estrago com o que diz. Antes de nos julgarmos incompreendidos e injustiçados pelo mundo, não nos devemos esquecer que a causa dos nossos proble- mas e do desencontro na relação com a outra pessoa pode estar alojada em nós mesmos. Apostilas Domínio 19 Saber ouvir leva tempo, prática e paciência. É uma arte que mantém vivos o respeito, a afeição, a amizade, o sentimento de confiança que o outro deposita em nós. Faz com que nossos clientes, colegas de trabalho, filhos, cônjuges e namorados, sintam-se como pessoas importantes e amigos privilegiados. Assuma, hoje mesmo, um compromisso de falar menos e ouvir melhor. Reflita sobre o ensinamento de Albert Schweiser que diz que “o verdadeiro valor de um homem não pode ser encontrado nele mesmo, mas nas cores e texturas que faz surgir nos outros....”. *Maria Aparecida A. Araújo é consultora de Comportamento Profissional, Etiqueta Social e Internacional, Marketing Pessoal, Cerimonial e Protocolo; palestrante e facilitadora de cursos especiais; consultora do Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear. É graduada em Letras, com Licenciatura em Língua e Literaturas de Língua Portuguesa. Diretora da Etiqueta Empresarial Executive Manners Consulting, com 21 anos de experiência em atendimento de excelência ao cliente. O ATENDIMENTO AO CLIENTE Muito se tem falado sobre atendimento ao cliente. Não existem mais dúvidas de que o atendimento faz a diferença e conquista o cliente para sempre num mundo onde os serviços, produtos e preços se tornam cada vez mais iguais e vencerá quem oferecer a melhor atenção ao cliente. Quando se trata da área da saúde, a coisa fica ainda mais complicada pois a pessoa já está mais sensível pela existência ou possibilidade da existência de uma moléstia. Com isso se torna menos paciente e mais necessitada de um atendimento especial. Vamos citar a título de exemplo, como funciona o bom atendimento. Um exemplo de atendimento que deve ser citado aos quatro ventos é oferecido pelo Laboratório de Análises Fleury. Vejam se não tenho razão: o cliente pode marcar seus exames pelo telefone a qualquer hora do dia ou da noite. A atendente está capacitada para um atendimento cordial e para dar todas as informações técnicas sobre cada uma dos exames. Ao chegar no laboratório manobristas recebem o cliente com um sorriso nos lábios e cuidam do seu veículo. Ao entrar você recebe uma senha. Senta em confortáveis poltronas tendo revistas, jornais, uma TV ligada e até uma suave música ao vivo que ajudam a disfarçar a preocupação da espera do exame. Ao fazer a ficha todas as orientações são prestadas. Depois da primeira vez, não precisa fornecer uma série de dados pois eles estão ali no computador de todas as unidades do laboratório interligadas em rede. Médicos e enfermeiras são muito cordiais, explicam previamente cada procedimento e mostram extrema competência naquilo que fazem. Ao sair o cliente tem à disposição um serviço de café com copeiras uniformizadas e super gentis - dois tipos de sanduiche, café ou capuccino, sucos e bolachas. Para receber o resultado do exame você não precisa voltar ao laboratório pois pode recebê-lo pela Internet, por Sedex, por Fax ou por Motoqueiro. E mais, se preferir, ou não puder se locomover, basta pedir uma unidade móvel para fazer os exames em sua própria casa. Claro que não consegui contar aqui todos os detalhes desse atendimento mas me parece que com esses detalhes você vai concordar comigo que fica difícil escolher outro laboratório na hora de fazer exames. O trabalho do Fleury merece ser analisado por empresários e profissionais preocupados com o futuro de sua empresa pois certamente aí está um modelo fadado ao sucesso. Oferecer a melhor qualidade de serviço ou produto ao menor preço já é uma necessidade, algo inerente, natural. A diferença prá quem quer vencer está em oferecer uma qualidade especial de atendimento. Desses que faz até a gente ter vontade de voltar a um laboratório, por menos que a gente deseje precisar de exames. A consciência de que o verdadeiro patrão é o cliente precisa sair dos planos e acontecer na realidade e isso só acontece quando a empresa consegue envolver cada um dos seus colaboradorese fazê-los atuar conscientes de que eles são a imagem da empresa e que o cliente vai gostar da empresa se gostar do atendimento que lhe for oferecido. Claro que temos outros exemplos de bom atendimento. Infelizmente não são tantos quanto os maus atendimentos que encontramos por aí. Quem de nós já não passou desesperadores minutos esperando ser atendido naqueles propalados 0800 de serviços de atendimento ao cliente, ouvindo a operadora repetir um texto que surge no computador em frente a ela sem entender o nosso problema ? Quantas vezes não tentamos reclamar e depois de teclarmos 5..7..6..e sermos atendidos por vozes metálicas de máquinas, a ligação cai e ficamos sem ter com quem falar? Tantas empresas nos atendem, registram nossas reclamações e depois nem respostas nos dão. Empresas existem que terceirizam o atendimento a clientes e analisam apenas o Relatório Mensal sem preocupar-se com a correção dos erros. Fica bastante claro que mais importante que montar um serviço para ouvir reclamações é envolver e capacitar Apostilas Domínio 20 a equipe de colaboradores, criando um excelente serviço de atendimento ao cliente de forma a não gerar motivos para reclamação. Para testar como anda o atendimento em sua empresa você tem algumas opções. Uma delas é ligar para o serviço de atendimento de sua empresa, passar por cliente e tentar reclamar de alguma coisa. Outra é realizar um programa do tipo "Cliente Fantasma" onde pessoas contratadas e previamente treinadas se fazem passar por clientes e elaboram relatório da forma como foram atendidos. Com esse diagnóstico pode-se elaborar um plano de atendimento eficaz e eficiente. Mais importante que isso, porém, é conscientizar-se de que o atendimento faz a diferença e decidir implantar esse diferencial em sua empresa. Afinal, toda caminhada, por mais longa que seja, começa sempre pela decisão de onde ir. Que essa reflexão sobre a excelente qualidade de atendimento oferecida pelo Laboratório Fleury sirva para nos fazer refletir, analisar como anda o atendimento em nossa empresa e mudar. No atual mundo dos negócios a única certeza é de que tudo vai mudar rapidamente. Fonte: José Maria de Campos A comunicação A comunicação é o segredo para conseguir com que alguma coisa seja concretizada. Como diria o saudoso Chacrinha: "Quem não se comunica, se trumbica " . A comunicação é uma arte constante que aprendemos ainda dentro do útero e de lá pra cá vamos desenvolvendo e mantendo todos os sinais latentes em nossas vidas. É necessário se comunicar, se despir da vergonha e da timidez para que possamos conhecer pessoas, lugares, novos empregos, novos parceiros e novos negócios. O ato da comunicação é algo mágico e de vez em quando somos perturbados com a frase: "Acho que já te conheci antes em algum lugar". Hoje esta frase é comum em rodas de eventos que englobam o network, a internet facilitou e muito o ato da comunicação e fez com que muitos se conhecessem e gerassem novas oportunidades de negócios. O Website não fica fora do contexto da comunicabilidade. É necessário existir o elo entre o real e o virtual para que possamos criar vínculos que nos tragam de volta a visita . Muitos acham que estar na internet é o suficiente para ser conhecido no mercado e, com esta filosofia acabam por desligar computador e demitir pessoas que estava ali gerando conteúdo, criando argumentos e formatando novos negócios. Estar na internet é muito mais do que isso, estar na internet representa ter um argumento forte e consistente no mundo real, algo que realmente seja estabelecido e que formate conceitos para que, quando colocarmos o pé na web, estejamos certos dos novos rumos e disciplinas que teremos que aglutinar. O mundo virtual é mais uma ferramenta a ser conquistada por sua empresa e precisa ser considerado desta forma e não subjugado como o próprio negócio. Muitos que fazem uso somente da Internet como meio de divulgação precisam entender que os princípios sempre acontecem no mundo real e precisam ser alavancados neste mundo para depois serem transferidos para a virtualidade. Você já visitou algum site interessante que não conseguisse se comunicar com seu público?Os que não conseguem, fracassam e vão embora antes de receber a sua visita. Se existe uma chave comum entre todos os sites que persistem na internet, a palavra é uma só: COMUNICAÇÃO. Fonte: Paulo Pandjiarjian DICAS PARA UM BOM ATENDIMENTO- Amauri Padovani APRIMORAMENTO PROFISSIONAL ANTES, DURANTE E DEPOIS ANTES Não devemos nunca dirigir-nos para o exercício do nosso trabalho, sem antes preparar-nos convenientemente, fazendo nossa HIGIENE ÍNTIMA! não nos referimos apenas, tomar banho, escovar os dentes etc... Referimos a "limpeza de nosso interior..." isto mesmo! . Caso tenhamos nos levantado "como o pé esquerdo" (mau humor etc), é preferível deitarmos novamente e levantarmos com "o pé direito... é sobretudo importante cultivarmos o bom HABITO de controlar as emoções.. Lembramo-nos que temos um dia de trabalho pela frente e que, para iniciá-lo BEM, necessitamos estar bem conosco mesmo. Lamentavelmente, acostumamo- nos a valorizar os "fatos Negativos" do nosso dia a dia, esquecemo-nos dos inúmeros BENEFÍCIOS que recebemos constantemente, sema darmos a eles a VERDADEIRA IMPORTÂNCIA. . . . . . È imprescindível mantermos nossa atitude interior elevada. Necessitamos motivarmos com pensamentos OTIMISTAS, com certeza de que iremos iniciar um dia coroado de S U C E S S O !!! Para fortalecermos esta "auto-Motivação" contamos no dia a dia, com fatores realmente essenciais que irão transformar-nos, gradativamente, para melhor: Convivência com "PESSOAS POSITIVAS", a boa leitura, a prática desportiva, ginástica, alimentação e bebida equilibrada, sem excesso. Estarão sempre a nossa disposição, elementos construtivos que irão fortalecer- nos, ajudando-nos a descobrir gradativamente, que, a cada dia, podemos ser CADA VEZ MELHORES. Devemos evitar diálogos negativos... Conversas improdutivas... MALEDICÊNCIAS... É de Suma importância que estabeleçamos METAS E OBJETIVOS, para o dia, para o mês, Para o ano...e CONFIAR que iremos atingir. DURANTE APARÊNCIA PESSOAL Este Fator é primordial. Como estão nossos cuidados coma a nossa APARÊNCIA PESSOAL!!! É afirmação geral de que a "Primeira Impressão...é a que fica". Antes de vendermos o produto é necessário que vendamos a nossa imagem. Os amigos podem concluir: ISTO É OBVIO! têm razão! mas é exatamente sobre o óbvio que Apostilas Domínio 21 vamos insistir! E, OBVIAMENTE, para aqueles que compreenderem o que aqui propomos, com certeza, resultados acendestes irão acontecer. APARÊNCIA DO LOCAL DE TRABALHO (LOJA, VEÍCULO, ETC... Colaborar coma a boa aparência do local onde trabalhamos é uma iniciativa INTELIGENTE, Não nos referimos somente a locais elitizados. Por mais simples que sejam as instalações devemos delas fazer uma AMBIENTE, AGRADÁVEL E BEM ORGANIZADO. Seria interessante conscientizar-nos de que se agirmos em equipe, nossas sugestões poderão colaborar, em muito, nos resultados finais de nosso trabalho. PROCURE MANTER SEMPRE ELEVADO seu interesse por sua área de trabalho! P A R T I C I P E! VOCABULÁRIO E TRATAMENTO Não nos esqueçamos! estamos num local de trabalho. Não num campo de futebol..."torrando a senhora mãe do infeliz árbitro." INADMISSÍVEL o que ainda constatamos por aí... Gírias, gritos, piadas e, até mesmo palavrões. Devemos tratar com DELICADEZA, não somente os clientes mas a todos os colegas de trabalho. . .GENTILEZA: "marca registrada" do bom profissional de vendas. . . AUTO CONTROLE: Segure as pontas. Não perca a calma! Em momentosde turbulência conte até dez, cem, mil... Vá até o lavatório mais próximo e... lave o rosto, água fria faz bem... Mas lá dentro, no WC, sozinho e...Por favor... EM VOZ BAIXA. E após a descarga emocional, volte sorridente ! Nada mais salutar que "descarregarmos as tensões e, elas, as tensões, não podem ter lugar no nosso campo de trabalho. POSTURA Na vida, quase sempre estamos a esperar por alguma coisa. No local de trabalho estamos sempre a espera do cliente... E, para recepcioná-lo corretamente, torna-se necessário, basicamente, uma BOA POSTURA ! Evitarmos os "tendenciosos grupinhos", não criarmos "barreiras à porta" atrapalhando o acesso ao interior do estabelecimento, Não ficarmos debruçados em cima dos balcões ou mesas. Mantendo atitudes dinâmicas, joviais e saudáveis. Estando sempre em condições adequadas par o BOM ATENDIMENTO! BOM ATENDIMENTO Nos "10 mandamentos das relações Humanas", residem os princípios do BOM ATENDIMENTO ! É importante saber envolver o cliente, abordá-lo com delicadeza ! Ser eficaz, ser eficiente nesta abordagem! ser simpático! enfim, ser verdadeiramente PROFISSIONAL consciente da própria importância e das próprias ações. 1. FALE com as pessoas, PRINCIPALMENTE CLIENTES. nada há de tão agradável e animado quando uma palavra de SAUDAÇÃO. seja amável. 2. SORRIA para as pessoas, há... como é bom depararmos com uma pessoa sorridente! 3. CHAME as pessoas pelo nome. A musica mais suave ao ouvido humano é ouvir o próprio nome. 4. SEJA AMIGO, seja prestativo se você deseja ter amigos. 5. SEJA CORDIAL, fale e haja com SINCERIDADE. Procure agir com alegria e boa vontade. 6. INTERESSE-SE SINCERAMENTE pelos outros. Lembre-se você sabe o que sabe...Porém não sabe o que os outros sabem. 7. SEJA GENEROSO em elogiar. Cauteloso em criticar. Mas, CUIDADO COM OS ELOGIOS. Não sendo verdadeiros, não os faça! Um elogio SINCERO é sobretudo, agradável. 8. SAIBA CONSIDERAR OS SENTIMENTO DOS OUTROS. respeite as opiniões alheias. Há Três lados numa controvérsia: o seu o do outro e... O lado de quem está certo. 9. PREOCUPE-SE com a opinião dos outros saiba ouvir. As opiniões, muitas das vezes, podem ser valiosas pra nós e... Para um melhor desempenho do nosso trabalho. 10. PROCURE apresentar um EXCELENTE serviço. SABER OUVIR Ouça o cliente como os ouvidos ... E com o coração! Não esqueça: Saber ouvir é mais importante que saber falar. Ouça primeiro... fale depois. "Não atropele o cliente" Pesquise, procure saber das reais necessidades dele. O que deseja... O que quer... O que necessita... APRESENTAÇÃO E CONHECIMENTO DO PRODUTO Saiba apresentar o produto da melhor forma possível! Escolha sempre um local favorável à apresentação. O cliente deve visualizar o produto claramente. (espaço adequado). Explore as qualidades inerentes ao produto vendido. e ATENÇÃO fale sobre os B E N E F Í C I O S do produto, talvez seja este o principal argumento a ser utilizado. Nos momentos de menor movimentação, aproveite o tempo, procurando informar-se sobre os produtos disponíveis para venda. CONHECER bem o produto é indispensável a consecução de uma negociação bem concluída. È inaceitável tentarmos vender o que não conhecemos. Procure descobrir as necessidades indiretas do cliente: Complemente a ação inicial: Amplie a oportunidade de Vender mais... Informe ao cliente a existência de NOVIDADES. Produtos recém recebidos. Procure envolver o cliente nas Promoções existente. Anote as sugestões do cliente. Por Exemplo: a necessidade de outros produtos ... Informe a gerência. Abra caminho para FUTURAS VENDAS ... Anote o telefone do cliente e mantenha-o informado sobre a disponibilidade de produtos, ações promocionais, e outros eventos. AMIGO Como podemos notar a VENDA não se resume apenas à apresentação, demonstração e... Fechamento, estas ações são rotineiras. a ação de vender não resume Apostilas Domínio 22 apenas no "Momento da venda", vários fatores proporcionam. "VIDA A VENDA". Ela não existe por sí só! Há de ser preparada, cuidada, cultivada... e, o BOM PROFISSIONAL deve ter consciência disto. Seja Sempre OTIMISTA, os melhores momentos sempre nos aguardam, depende muito de nós mesmo. OBSERVE o cliente: Como se veste... Quais as tendências dele...Procure oferecer-lhe os produtos que ele gostaria de obter. Seja criativo! CUIDADO: O vendedor Lojista OFERECE SERVIÇOS...Tem que ser da MELHOR QUALIDADE, porque no mercado a disputa é ilimitada e o cliente tem inúmeras opções. Não Perca! Sendo possível, manifeste-se por ocasião do aniversário de seus principais clientes. Um telefonema, uma palavra delicadeza, seja diferente. DINAMISMO: Seja dinâmico. Não perca seu tempo. Procure PROFISSIONALIZAR-SE. Desenvolva sua própria iniciativa. Não espere acontecer... Tenha entusiasmo com suas atividades. Seja persistente (não confundir persistência com insistência), não há êxito sem persistência! exercite sua criatividade. E, acima de tudo, seja HONESTO ! honesto no cumprimento de sua função, honesto com o cliente, e, principalmente, honesto com sigo mesmo. SAIBA OUVIR!!! Ouça com atenção, o bom vendedor não é aquele que fala muito, mas, aquele que sabe ouvir. Domine a ânsia de falar... de falar excessivamente! Ouça! aproveite bem o contato com o cliente! venda, além do produto, VENDA A SUA IMAGEM, a imagem de um bom PROFISSIONAL, que deve ser ponto referencial do seu trabalho. veja o cliente como SER HUMANO! assim como nós, ele também tem emoções. dê a ele mais atenção. PENSE UMA POUCO: Ofereça alternativas. Não lhe diga simplesmente não...Não temos. Aproveite a presença do cliente para OBTER benefícios. Aproveite o momento para beneficiá-lo, de alguma forma! procure SERVI-LO BEM. Mais importante que o lucro que iremos obter com a venda, serão os efeitos produzidos por um BOM ATENDIMENTO que abrirão caminhos para bons negócios futuros. Procure certificar-se se o serviço oferecido atendeu as expectativas do cliente. esta estória de "satisfação garantida...Ou seu dinheiro de volta...", não se aplica a realidade. O cliente insatisfeito poderá até retornar para obter "o dinheiro de volta" mas, seguramente, não mais voltará como cliente... Tenha certeza disto! DEPOIS ASSISTÊNCIA AO CLIENTE Não dispense simplesmente o cliente após a realização da venda, propriamente dita. Procure inquiri-lo sobre o atendimento... Agradeça-o pela preferência... Agende, sempre que possível o telefone, endereço. ATENÇÃO: Em Caso de "revisita" para substituição do produto a ele vendido, atenda-o cordialmente. Encontre solução. CONSIDERE com calma: O cliente é na verdade um agente de divulgação do vendedor e do trabalho por ele realizado! Ele estará normalmente divulgando a boa ou má qualidade do atendimento que lhe foi oferecido. Saiba utilizar bem a agenda... anote..., A agenda bem utilizada torna-se valiosa colaboradora para a realização de vendas futuras. E assim amigo, como devemos nos preocupar com a primeira impressão, preocupe-se também com a última... Pois esta também fica. Sendo possível acompanhe-o até o crediário. Atenda as eventuais reclamações, paciente e atenciosamente. Cuide bem dele. veja-o sempre com bons olhos. Em última análise: O cliente é o cliente... O seu cliente... Para ele existe a Empresa onde você trabalha. Já Pensou nisto... O Uso da Linguagem A equipe de comtalento.com.br pediu-me que compusesse um texto sobre o uso da linguagem, talvez por eu ser professora em uma instituição que forma jovens, técnicos e tecnólogos em várias áreas, que se preparam para serem futuros profissionais e empreendedores de talento. Eu poderia,neste momento, compor um longo texto retórico, com chamadas de atenção sobre regras de concordância, regência e até prosódia. Mas não convém, pois posso dizer muito em um breve texto. A “dica” é: seja simples. Linguagem correta e elegante não é sinônimo de circunlóquio (desculpe. Alguém poderia perguntar: “O que é isso, professora?”, é fazer rodeios, e às vezes sem dizer nada.), e nem abre espaço para tergiversador (aquele que usa textos evasivos para mostrar que sabe). Se você quer impressionar pela linguagem, basta saber as regras básicas de gramática, sem exageros e sem chegar a extremos. Essas regras serão apenas a coluna de sustentação para que seu texto (oral e/ou escrito) não desabe. Em qualquer situação, o que impressiona é a clareza, a objetividade do texto, que deve ser construído de forma simples, mas correta. Ao elaborar um texto, você precisa ter em mãos uma gramática e um dicionário para tirar dúvidas, pois gramática e dicionário não foram feitos para serem decorados e sim, consultados. Depois, é só fazer uso da originalidade e criatividade. Para ajudar, leia livros e boas revistas, há muitas no mercado em várias áreas de conhecimento. Espero que este seja o primeiro de vários contatos e, por ser o primeiro, propus a mim mesma ser breve, colocando-me a sua disposição para tirarmos dúvidas, discutirmos, trocarmos idéias, críticas. Portanto, fique à vontade. Eu e a equipe de comtalento.com.br teremos Apostilas Domínio 23 imenso prazer em iniciar esta amizade que tem em comum o uso da linguagem. Sandra Helena A. Lima A Importância da Reclamação do Cliente Empresa alguma gosta de receber reclamações, principalmente de clientes. Afinal, esperamos mais um elogio do que uma crítica. Por outro lado, há ações que, motivadas por um pequeno descontrole interno, numa combinação com forças externas, acabam criando condições práticas para o surgimento de falhas em algum processo da empresa, mesmo trabalhando-se com a obsessão do “zero defeito”. Por mais estranho que pareça, as reclamações têm até um lado positivo, dependendo da forma e circunstância com que sejam abordadas. Se um, dois, três, quatro e tantos outros clientes reclamam de um defeito no produto ou serviço, e a empresa não toma providência alguma para saná-lo, certamente está plantando sementes de problemas que terão grandes proporções no curto, médio ou longo prazo, tanto à sua imagem no mercado como no relacionamento com seus clientes. O lado bom da reclamação é quando, nesta mesma situação, a empresa acolhe-a do primeiro cliente e, imediatamente, sem perda de tempo, trabalha para resolvê-la. Com tal postura, estará evitando, de forma inteligente e estratégica, que outras reclamações, com justificativas semelhantes, ocorram. Ao dedicar atenção à reclamação de um cliente, a empresa resolve o problema dele e, muito mais, um problema seu, dentro da lógica já apresentada. Quando um cliente faz uma reclamação, é inegável mencionar que ela vem acompanhada de sentimentos negativos sobre a empresa e o risco de ruptura no relacionamento existente. No entanto, este risco pode até mesmo ser vencido quando a reclamação é resolvida. Sendo o problema resolvido, 54% a 70% dos clientes reclamantes voltam a fazer negócios com a empresa. Caso o atendimento ocorra com rapidez, a proporção aumenta para 95%. A evidência destas condições foi destacada numa das pesquisas realizadas pelo Tarp (Technical Assistance Research Programs Inc.), um instituto de pesquisas em assistência técnica, que atualmente foi rebatizado como e- Satisfy.com. Vê-se, portanto, que a reclamação de um cliente não é sinal que tudo está perdido; ela é, sim, um indicador da necessidade urgente que a empresa tem para direcionar maior atenção a determinados processos. Diante de uma insatisfação, o cliente tem três caminhos a percorrer: reclamar com a própria empresa, não tomar medida alguma ou simplesmente trocar de fornecedor, vingando-se de uma maneira simples e que não exige investimento algum: a divulgação boca-a-boca do ocorrido. Numa média dos resultados, os clientes insatisfeitos propagam suas experiências a nove ou dez pessoas, segundo o e-Satisfy. Nesta proporção, 13% expõem a reclamação a mais de vinte pessoas. Quando fazem a reclamação e não são atendidos, os clientes, com um sentimento de vingança ainda maior, comentam suas experiências para mais oito a dezesseis pessoas. Quando os problemas da reclamação são resolvidos de maneira satisfatória já no primeiro contato, os clientes, satisfeitos, comentam o resultado com oito a dez pessoas. Em muitos casos, as reclamações sequer chegam à empresa responsável diretamente pela falha apontada, por conta da dimensão da cadeia de abastecimento, que começa nele e termina no cliente final, usuário de seus produtos e serviços. Isso fica evidente em pesquisa promovida pelo e-Satisfy que 96% das insatisfações dos clientes não são de conhecimento da empresa. Por conta disto, as empresas precisam compreender toda a dimensão da cadeia de abastecimento da qual é parte integrante. A adoção de uma postura mais ativa de processamento das reclamações pelas empresas é um processo capaz de auxiliá-las no estudo, compreensão e aprendizado das suas razões, proporcionando-lhes condições mais pontuais para trabalhar uma sistemática de resolvê-las com eficácia. A criação de ferramentas e táticas com tal propósito serve, ainda, como recurso de importância estratégica para auxiliar no processo da tomada de decisões. Afinal, há informações valiosíssimas quando os clientes se põem a falar sobre suas experiências vividas com a empresa. Atendemos clientes... nos relacionamos com pessoas!!! por Erika Knoblauch A área de Atendimento ao Cliente de uma empresa, que muitos conhecem por SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) é um canal de comunicação entre ela e as pessoas consumidoras ou não. Procurar esclarecimentos de suas dúvidas, fazer reclamações ou sugestões, expressar suas expectativas que quando não atendidas geram uma frustração que pode desencadear numa corrente de potenciais clientes que jamais adquirirão os produtos / serviços desta empresa, e até fazer elogios, são algumas das razões pelas quais os clientes procuram o telefone, carta, fax, computador e mesmo uma visita pessoal! Implantar um projeto de Atendimento / Relacionamento com Clientes requer por parte da empresa: • Comprometimento da alta direção. • Cultura voltada para valorização, respeito e aceitação da voz do cliente. • Definição dos processos internos – relação cliente x fornecedor interno. Apostilas Domínio 24 • Definição das estratégias e valores do relacionamento: organização x cliente. • Comunicação das novas políticas. • Habilitação do quadro funcional, de todos os envolvidos no processo de mudança de foco da imagem do cliente, dos negócios da empresa. • Acompanhamento, pesquisas para retroalimentação e melhoria do processo. • O tempo médio para implantar um SAC (Serviço de Atendimento ao Cliente) gira em torno de 6 meses e para implantar uma cultura voltada para o Relacionamento com o Cliente pode chegar a 5 anos. Processo: Atender – Fidelizar: Atender clientes é uma informação que as empresas entendem que é necessária, porém a forma como esta atividade é desenvolvida ainda deixa muito a desejar. Entender de clientes, compartilhar de seus sonhos, desejos e anseios torna-se a tônica diferencial das organizações que pretendem continuar no mercado, pois isto é muito mais do que atender é buscar o relacionamento com os clientes. Satisfazer os clientes não garante o seu retorno ou continuidade deprocura pelo produto/ serviço. À medida que investimos em: conhecer os usos, costumes e sonhos (“foco do foco”) dos clientes, fortalecer a imagem institucional, estabelecer uma relação de credibilidade e confiança, ter uma equipe adequadamente preparada e motivada (gostar de gente) é o caminho para as empresas efetivarem o RELACIONAMENTO COM SEUS CLIENTES e através desse processo conseguir fidelização e por uma conseqüência natural garantir sua sobrevivência, crescimento e competitividade no mercado globalizado. Para isto algumas dicas são importantes: • Rapidez no atendimento (seja qual for o meio). • Usar da escuta ativa (focar fatos, ter empatia com o cliente, evitar julgamento). • Estar voltado para a solução do exposto. • Oferecer alternativas. • Agradecimento. Ingredientes para o profissional de atendimento: postura, atenção, cortesia, sorriso, entusiasmo, gostar do que faz. Ingredientes para a empresa: Conscientização da importância do cliente em seus valores e credos, assumir postura de empresa de qualidade (fazer cumprir o prometido, atenção aos prazos, busca pela melhoria constante, etc.), estar voltada para os clientes internos (seus funcionários) e externos (consumidores diretos e indiretos). Outro fator importante é a forma/postura de como nos comunicamos com as pessoas (o QUE dizemos ou fazemos com o COMO dizemos ou fazemos): • Atitude positiva • Trocar “problemas” por “desafios e oportunidades” • Foco na SOLUÇÃO (pois para criar “problemas” os próprios clientes tem habilidade para gerar sozinhos) • Conhecimento do nosso negócio • Comprometimento com os resultados • Disponibilidade para aprender a aprender • Prontidão e proatividade O grande diferencial de empresas que buscam a excelência no relacionamento com clientes é o de agregar valor para todos os envolvidos no processo: • Acionistas (e a própria empresa): retorno do investimento, crescimento e/ou manutenção dos negócios. • Clientes externos (consumidores): fidelização, divulgação positiva e continuidade da utilização dos produtos / serviços. • Clientes internos (funcionários): satisfação no trabalho que faz e orgulho de pertencer à empresa, motivação. Atendemos clientes. Nos relacionamos com pessoas!!! Este é o grande desafio para as empresas do terceiro milênio. Erika Knoblauch é consultora especialista em atendimento a clientes e parceira da Persona Consultoria & Eventos. ATENDIMENTO TELEFÔNICO PRINCÍPIOS BÁSICOS O atendimento telefônico envolve o conhecimento de princípios básicos como: cortesia, tranqüilidade, atenção, modulação da voz. Outras recomendações para o perfeito atendimento telefônico são: ter à mão papel e lápis para anotações; ao anotar, é conveniente repetir nomes e números; tomar nota de nomes inteiros (nome e sobrenome); tomar nota do número do ramal, se houver; deixar o nome de seu executivo quando falar em nome dele; soletrar nomes difíceis e usar palavras para transmitir determinados fonemas, como b, d, p, t, c (por exemplo, b de Bahia, d de ditado, e assim por diante). Finalmente, não há necessidade de exagerar a altura da voz. Relembramos aqui o que nos diz Lélia K. Siqueira, em Eficiência Profissional (II Encontro Brasileiro de Aperfeiçoamento Profissional para Secretárias): “Nosso desempenho profissional nos coloca em contato direto com tarefas e pessoas. Nosso dia-a-dia pode ser traduzido em 80 a 90% de comunicação e 10 a 20% de atividades mecânicas. Observando percentagens, verificamos que tudo nos conduz a uma especialização em comunicações, se é que queremos ser consideradas especialistas no ramo. O campo da comunicação no desempenho secretarial indica que entre 70 e 90% da nossa comunicação é oral, através do contato direto ou telefônico, o restante é comunicação escrita.” Apostilas Domínio 25 Saber usar o aparelho telefônico, portanto, é uma habilidade indispensável à secretária. Se você souber utilizá-lo com eficiência, além de economizar dinheiro com ligações inúteis, inconvenientes e demoradas, transmitirá imagem positiva de sua empresa. Há secretárias que se desleixam no atendimento telefônico, esquecendo-se de fazê-lo rapidamente. Quando há necessidade imperiosa de se ausentar da sala, outra pessoa deverá substituí-la nesta tarefa, e a telefonista da empresa deve ser avisada para que seu telefone não fique tocando seguidamente. Para aumentar sua concentração naquilo que estão dizendo para você no telefone, evite qualquer outra atividade. Observe que os números telefônicos obedecem a uma regra para soletração: (011) 221-9144 zero, onze (pausa), dois, dois, um (pausa), nove, um (pausa), quatro, quatro. Jamais se levanta o telefone sem iniciar imediatamente o diálogo. Se você fizer a ligação, esteja pronta para falar. Saiba o que comunicar, o que deseja perguntar. Acostume-se a escrever o que vai falar; recomenda-se fazer um esquema das idéias principais. Tonalidade da voz Sua voz, ao atender qualquer chamada, deve ser segura, atenta, natural; o vocabulário deve ser correto, profissional; você deve ser agradável. Fale, portanto, devagar, claramente e evite o excesso de palavras como alô, sei, sim, pronto, entendi, hum, oi, ahn, ahnrã. E ainda tenha presente as seguintes recomendações: cumprimentar a pessoa que você chamou; chamá-la pelo nome; escutá-la com atenção; não fazer inimigos sequer por telefone; cumprir as promessas que fizer; pedir desculpas por falhas cometidas. Um modo de falar apropriado é resultado de treino e prática. Varie o timbre conforme a situação; transmita suas informações de modo seguro, mas com simpatia. Evite também a meiguice que raia ao ridículo e estigmatiza sua carreira profissional. Considere os seguintes fatores: pronúncia, articulação fonética, enunciação frasal, velocidade, altura, timbre e volume da voz. Ouça, sempre que puder, sua voz através de gravações e faça as devidas correções se necessário. A voz será natural; e deve haver esforço para segurar de modo firme o fone, mantendo-o afastado de 3 a 5 cm dos lábios. Falar com calma e distintamente exige dedicação e treino na pronúncia das palavras. Falar rapidamente ou muito devagar é desagradável. A monotonia no tom da voz provoca desgaste no receptor; a variação do volume da voz, no entanto, desperta interesse no interlocutor; a ênfase nas palavras importantes, repetindo-as ou usando pausas, também é técnica indispensável. RESOLUÇÃO CMN Nº 3849 Dispõe sobre a instituição de componente organizacional de ouvidoria pelas instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. O Banco Central do Brasil, na forma do art. 9º da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, torna público que o Conselho Monetário Nacional, em sessão realizada em 25 de março de 2010, com fundamento no art. 4º, inciso VIII, da referida lei, R E S O L V E U : Art. 1º As instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil que tenham clientes pessoas físicas ou pessoas jurídicas classificadas como microempresas na forma da legislação própria devem instituir componente organizacional de ouvidoria, com a atribuição de atuar como canal de comunicação entre essas instituições e os clientes e usuários de seus produtos e serviços, inclusive na mediação de conflitos. § 1º A estrutura do componente organizacional deve ser compatível com a natureza e a complexidade dos produtos, serviços, atividades, processos e sistemas de cada instituição. § 2º As instituições a que se refere o caput devem: I - dar ampla divulgação sobre a existência da ouvidoria, bemcomo de informações completas acerca da sua finalidade e forma de utilização; II - garantir o acesso gratuito dos clientes e usuários de produtos e serviços ao atendimento da ouvidoria, por meio de canais ágeis e eficazes; e III - disponibilizar acesso telefônico gratuito, cujo número deve ser: a) divulgado e mantido atualizado em local e formato visível ao público no recinto das suas dependências e nas dependências dos correspondentes no País, bem como nos respectivos sítios eletrônicos na internet e nos demais canais de comunicação utilizados para difundir os produtos e serviços da instituição; b) registrado nos extratos, nos comprovantes, inclusive eletrônicos, nos contratos formalizados com os clientes, nos materiais de propaganda e de publicidade e nos demais documentos que se destinem aos clientes e usuários dos produtos e serviços da instituição; e c) registrado e mantido permanentemente atualizado em sistema de informações, na forma estabelecida pelo Banco Central do Brasil. § 3º A divulgação de que trata o § 2º, inciso I, deve ser providenciada inclusive por meio dos canais de comunicação utilizados para difundir os produtos e serviços da instituição. § 4º O componente organizacional deve ser segregado da unidade executora da atividade de auditoria interna, de que trata o art. 2º da Resolução nº 2.554, de 24 de setembro de 1998, com a redação dada pela Resolução nº 3.056, de 19 de dezembro de 2002. Apostilas Domínio 26 § 5º Os bancos comerciais, os bancos múltiplos, as caixas econômicas, as sociedades de crédito, financiamento e investimento, as associações de poupança e empréstimo e as sociedades de arrendamento mercantil que realizem operações de arrendamento mercantil financeiro devem instituir o componente organizacional de ouvidoria na própria instituição. § 6º As cooperativas singulares de crédito filiadas a cooperativa central podem firmar convênio com a respectiva central, confederação ou banco cooperativo do sistema, para compartilhamento e utilização de componente organizacional de ouvidoria único, mantido em uma dessas instituições. § 7º As cooperativas singulares de crédito não filiadas a cooperativa central podem firmar convênio com cooperativa central, ou com federação ou confederação de cooperativas de crédito, ou com associação representativa da classe, para compartilhamento e utilização de ouvidoria mantida em uma dessas instituições. § 8º As instituições não referidas nos §§ 5º, 6º e 7º podem firmar convênio com a associação de classe a que sejam afiliadas ou com as bolsas de valores ou as bolsas de mercadorias e de futuros nas quais realizam operações, para compartilhamento e utilização da ouvidoria mantida em uma dessa entidades. § 9º As instituições que fazem parte de conglomerado financeiro podem instituir componente organizacional único que atuará em nome de todos os integrantes do grupo. § 10. As instituições referidas no caput que não façam parte de conglomerado financeiro podem firmar convênio com empresa não financeira ligada, conforme definição constante do art. 1º, § 1º, incisos I e III, da Resolução nº 2.107, de 31 de agosto de 1994, que possuir ouvidoria, para compartilhamento e utilização da respectiva ouvidoria. § 11. Os bancos comerciais sob controle direto de bolsas de mercadorias e de futuros que operem exclusivamente no desempenho de funções de liquidante e custodiante central das operações cursadas, constituídos na forma da Resolução nº 3.165, de 29 de janeiro de 2004, ficam excluídos da exigência estabelecida no caput. § 12. Nas hipóteses previstas nos §§ 7º e 8º, o convênio somente pode ser realizado com associação de classe, ou bolsa de valores, ou bolsa de mercadorias e de futuros, ou cooperativa central, ou federação ou confederação de cooperativas de crédito que possua código de ética e/ou de autorregulação efetivamente implantados aos quais a instituição tenha aderido. Art. 2º Constituem atribuições da ouvidoria: I - receber, registrar, instruir, analisar e dar tratamento formal e adequado às reclamações dos clientes e usuários de produtos e serviços das instituições referidas no caput do art. 1º que não forem solucionadas pelo atendimento habitual realizado por suas agências e quaisquer outros pontos de atendimento; II - prestar os esclarecimentos necessários e dar ciência aos reclamantes acerca do andamento de suas demandas e das providências adotadas; III - informar aos reclamantes o prazo previsto para resposta final, o qual não pode ultrapassar quinze dias, contados da data da protocolização da ocorrência; IV - encaminhar resposta conclusiva para a demanda dos reclamantes até o prazo informado no inciso III; V - propor ao conselho de administração ou, na sua ausência, à diretoria da instituição medidas corretivas ou de aprimoramento de procedimentos e rotinas, em decorrência da análise das reclamações recebidas; e VI - elaborar e encaminhar à auditoria interna, ao comitê de auditoria, quando existente, e ao conselho de administração ou, na sua ausência, à diretoria da instituição, ao final de cada semestre, relatório quantitativo e qualitativo acerca da atuação da ouvidoria, contendo as proposições de que trata o inciso V. § 1º O serviço prestado pela ouvidoria aos clientes e usuários dos produtos e serviços das instituições referidas no caput do art. 1º deve ser identificado por meio de número de protocolo de atendimento. § 2º Os relatórios de que trata o inciso VI devem permanecer à disposição do Banco Central do Brasil pelo prazo mínimo de cinco anos na sede da instituição. Art. 3º O estatuto ou o contrato social das instituições referidas no caput do art. 1º deve conter, de forma expressa, entre outros, os seguintes dados: I - as atribuições da ouvidoria; II - os critérios de designação e de destituição do ouvidor e o tempo de duração de seu mandato; e III - o compromisso expresso da instituição no sentido de: a) criar condições adequadas para o funcionamento da ouvidoria, bem como para que sua atuação seja pautada pela transparência, independência, imparcialidade e isenção; e b) assegurar o acesso da ouvidoria às informações necessárias para a elaboração de resposta adequada às reclamações recebidas, com total apoio administrativo, podendo requisitar informações e documentos para o exercício de suas atividades. § 1º O disposto neste artigo, conforme a natureza jurídica da sociedade, deve ser incluído no estatuto ou contrato social da instituição, na primeira alteração que ocorrer após a criação da ouvidoria. § 2º As alterações estatutárias ou contratuais exigidas por esta resolução relativas às instituições que optarem pela faculdade prevista no art. 1º, §§ 6º e 9º, podem ser promovidas somente pela instituição que constituir o componente organizacional único de ouvidoria. § 3º As instituições que não instituírem componente de ouvidoria próprio em decorrência da faculdade prevista no art. 1º, §§ 6º a 10, devem ratificar tal decisão por ocasião da primeira assembleia geral ou da primeira reunião de diretoria, após a formalização da adoção da faculdade. Apostilas Domínio 27 Art. 4º As instituições referidas no caput do art. 1º devem designar perante o Banco Central do Brasil os nomes do ouvidor e do diretor responsável pela ouvidoria. § 1º Para efeito da designação de que trata o caput, são estabelecidas as seguintes disposições: I - não há vedação a que o diretor responsável pela ouvidoria desempenhe outras funções na instituição, exceto a de diretor de administração de recursos de terceiros; II - nos casos dos bancos comerciais, bancos múltiplos, caixas econômicas, sociedades de crédito,4. Orientação para o Cliente: A função principal da empresa não é mais produzir e vender, mas satisfazer à clientela, consultando-a antes de produzir qualquer coisa, via estudos de mercado e com base nessa consulta, caso seja favorável, oferecer-lhe produtos/serviços/idéias de qualidade e valor, para que os consumidores voltem a comprar e a falar bem da empresa e de seus produtos. 5. Orientação para o Marketing Socialmente Responsável ou Marketing Societal: Sustenta que a organização deve determinar as necessidades, desejos e interesses do mercado-alvo e então proporcionar aos clientes um valor superior de forma a manter ou melhorar o bem-estar do cliente e da sociedade. 6. Orientação para o Marketing Holístico: Nesta abordagem a empresa deve tentar compreender e administrar toda a compĺexidade envolvida na gestão de marketing de uma empresa. Administração é muito mais do que se relata e, páginas antes brancas ou ações de empresariais.Ser um administrador,é na verdade, a essência do bom resultado.Características comuns num caos exterior que a imaginação e a estratégia é fundamental para sua vida pessoal e profissional.Você é apenas fruto de sua imaginação. Década de 1950 Os primeiros passos para a difusão do Marketing foram dados por Peter Ducker, ainda que implicitamente, em 1954, com o lançamento do livro "A Prática da Administração". Não se tratava propriamente de um estudo detalhado sobre Marketing, mas foi o primeiro registro escrito que cita esta ferramenta como uma força poderosa a ser considerada por administradores focados no mercado. Década de 1960 A primeira grande mudança neste cenário veio em 1960 por Theodore Levitt, mais tarde intitulado o pai do marketing, professor da Harvard Business School. Seu artigo na revista Harvard Business Review entitulado "Miopia de Marketing", revelou uma série de erros de percepções, mostrou a importância da satisfação dos clientes e transformou para sempre o mundo dos negócios. O vender a qualquer custo deu lugar à satisfação garantida. Não é à toa que assistiu-se logo após este período um renascimento das marcas como Coca- Cola, Sears, Malboro, etc.. O mundo do marketing começou a borbulhar, artigos científicos foram escritos, pesquisas feitas e dados estatisticamente relevantes traçados. Separou-se as estratégias eficientes dos achismos e viu-se a necessidade de um estudo sério do mercado. Este conhecimento adquirido ficou espalhado, difuso, muitas vezes restrito ao mundo acadêmico. Em 1967, Philip Kotler, lança a primeira edição de seu livro "Administração de Marketing", onde pôs-se a reunir, revisar, testar e consolidar as bases daquilo que até hoje formam o cânone do marketing. Década de 1970 Nos anos 70 destacou-se o fato de surgirem departamentos e diretorias de marketing em todas as grandes empresas. Não se tratava mais de uma boa idéia, mas de uma necessidade de sobrevivência. É nesta época que multiplicam-se supermercados, shoppings centers e franchises. De fato, a contribuição do marketing é tão notória no meio empresarial, que passa rapidamente a ser adotada em outros setores da atividade humana. O governo, organizações civis, entidades religiosas e partidos políticos passaram a valer-se das estratégias de marketing adaptando-as as suas realidades e necessidades. Década de 1980 Em 1982, o livro "Em Busca da Excelência", de Tom Peters e Bob Waterman inaugurou a era dos gurus de marketing. Num golpe de sorte editorial, produziram o livro de marketing mais vendido de todos os tempos, ao focarem completamente sua atenção para o cliente. O fenômeno dos gurus levou o marketing às massas, e portanto as pequenas e médias empresas, e a todo o tipo de profissional. Talvez por isso, e também por uma necessidade mercadológica o marketing passou a ser uma preocupação direta da alta direção de todas as mega- corporações, não estando mais restrita a uma diretoria ou departamento. O fenômeno dos gurus entretanto é responsável pelo posterior descuido com o rigor da investigação científica e uma tendência a modismos. Nesta época floresceram diversos autores que logo caíram no anonimato e outros como Al Ries por definir o conceito de posicionamento, Jay Conrad Levinson por conceituar o marketing de guerrilha e Masaaki Imai pai do Kaizen que ganharam reconhecimento no mundo dos negócios e reputação por suas idéias e abordagens originais. Década de 1990 Assim como fez em muitos outros setores, o avanço tecnológico dos anos 90 teve um forte impacto no mundo do marketing. O comércio eletrônico foi uma revolução na logística, distribuição e formas de pagamento. O CRM (Customer Relationship Management) e o serviços de atendimento ao consumidor, entre outras inovações, tornaram possível uma gestão de relacionamento com os clientes em larga escala. E como se isso não fosse o suficiente a Internet chegou como uma nova via de comunicação. É a época do maximarketing de Stan Rapp, do maketing 1 to 1, da Peppers & Rogers Group, do aftermarketing de Terry G. Vavra e do marketing direto de Bob Stone ou seja, caracterizou-se por uma constante busca pela personalização em massa. http://pt.wikipedia.org/wiki/Orienta%C3%A7%C3%A3o_para_Produto http://pt.wikipedia.org/wiki/Orienta%C3%A7%C3%A3o_para_Produto http://pt.wikipedia.org/wiki/Orienta%C3%A7%C3%A3o_para_Vendas http://pt.wikipedia.org/wiki/Orienta%C3%A7%C3%A3o_para_Vendas http://pt.wikipedia.org/wiki/Orienta%C3%A7%C3%A3o_para_o_Cliente http://pt.wikipedia.org/wiki/Orienta%C3%A7%C3%A3o_para_o_Cliente http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_Socialmente_Respons%C3%A1vel http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_Socialmente_Respons%C3%A1vel http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_Socialmente_Respons%C3%A1vel http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_Societal http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_Societal http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_Hol%C3%ADstico http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_Hol%C3%ADstico http://pt.wikipedia.org/wiki/Philip_Kotler http://pt.wikipedia.org/wiki/Philip_Kotler http://pt.wikipedia.org/wiki/Philip_Kotler Apostilas Domínio 3 Outra tendência do período foi o fortalecimento do conceito de marketing societal no qual tornou-se uma exigência de mercado haver uma preocupação com o bem-estar da sociedade. A satisfação do consumidor e a opinião pública, passou a estar diretamente ligada a participação das organizações em causas sociais, e a responsabilidade social transformou-se numa vantagem competitiva. Década de 2000 A virada do milênio assistiu a segmentação da televisão a cabo, a popularidade da telefonia celular e a democratização dos meios de comunicação especialmente via Internet. A World Wide Web já estava madura o suficiente e nos primeiros anos desta década surgiram uma infinidade de pesquisas e publicações sobre webmarketing e comércio eletrônico. Mas mais do que isso, agora o cliente não tinha apenas poder de barganha, tinha também poder de informação. Era de se esperar que isso influenciasse a maneira com a qual os consumidores interagiam com as empresas e entre si. A mídia espontânea, conseguida por esforços de Assessoria de imprensa, Relações Públicas e Marketing Social começam a tomar o espaço da propaganda tradicional. O nascimento do marketing de permissão, de Seth Godin, a conceitualização do marketing boca-aboca por George Silverman e a explosão do buzzmarketing e do marketing viral por autores como Russell Goldsmith e Mark Hughes também são consequências deste fato. Segmentação do mercado-alvo As primeiras coisas a serem definidas em qualquer planejamento de marketing, é quem são seus consumidores, e qual exatamente é seu mercado- alvo. Por maior e mais poderosa que seja, nenhuma empresa pode fazer um bom trabalho em todos osfinanciamento e investimento e associações de poupança e empréstimo, o ouvidor não poderá desempenhar outra atividade na instituição, exceto a de diretor responsável pela ouvidoria; e III - na hipótese de recair a designação do diretor responsável pela ouvidoria e do ouvidor sobre a mesma pessoa, esta não poderá desempenhar outra atividade na instituição. § 2º Nas hipóteses previstas no art. 1º, §§ 6º e 9º, o ouvidor e o diretor responsável pela ouvidoria responderão por todas as instituições que utilizarem o componente organizacional único de ouvidoria e devem integrar os quadros da instituição que constituir o componente de ouvidoria. § 3º Nas hipóteses previstas no art. 1º, §§ 7º, 8º e 10, as instituições devem: I - designar perante o Banco Central do Brasil apenas o nome do diretor responsável pela ouvidoria; e II - informar o nome do ouvidor, que deverá ser o do ouvidor da associação de classe, bolsa de valores ou bolsa de mercadorias e de futuros, entidade ou empresa que constituir a ouvidoria. § 4º Os dados relativos ao diretor responsável pela ouvidoria e ao ouvidor devem ser inseridos e mantidos atualizados em sistema de informações, na forma estabelecida pelo Banco Central do Brasil. § 5º O diretor responsável pela ouvidoria deve elaborar relatório semestral, na forma definida pelo Banco Central do Brasil, relativo às atividades da ouvidoria nas datas-base de 30 de junho e 31 de dezembro e sempre que identificada ocorrência relevante. § 6º O relatório de que trata o § 5º deve ser: I - revisado pela auditoria externa, a qual deve manifestar-se acerca da qualidade e adequação da estrutura, dos sistemas e dos procedimentos da ouvidoria, bem como sobre o cumprimento dos demais requisitos estabelecidos nesta resolução, inclusive nos casos previstos no art. 1º, §§ 7º, 8º e 10; II - apreciado pela auditoria interna ou pelo comitê de auditoria, quando existente; III - encaminhado ao Banco Central do Brasil, na forma e periodicidade estabelecida por aquela Autarquia: a) pelas instituições que possuem comitê de auditoria, bem como pelas cooperativas centrais de crédito, confederações e bancos cooperativos que tenham instituído componente organizacional único para atuar em nome das respectivas cooperativas de crédito singulares conveniadas nos termos do art. 1º, § 6º; e b) pelas instituições referidas no caput do art. 1º, no caso de ocorrência de fato relevante; IV - arquivado na sede da respectiva instituição, à disposição do Banco Central do Brasil pelo prazo mínimo de cinco anos, acompanhado da revisão e da apreciação de que tratam os incisos I e II. Art. 5º As instituições não obrigadas, no termos desta resolução, à remessa do relatório do diretor responsável pela ouvidoria ao Banco Central do Brasil, devem manter os relatórios ainda não enviados na forma exigida pela Resolução nº 3.477, de 26 de julho de 2007, na sede da instituição, conforme previsto no art. 4º, § 6º, inciso IV. Art. 6º As instituições referidas no caput do art. 1º devem adotar providências para que todos os integrantes da ouvidoria sejam considerados aptos em exame de certificação organizado por entidade de reconhecida capacidade técnica. § 1º O exame de certificação de que trata o caput deve abranger, no mínimo, temas relacionados à ética, aos direitos e defesa do consumidor e à mediação de conflitos, bem como ter sido realizado após 30 de julho de 2007. § 2º A designação dos membros da ouvidoria fica condicionada à comprovação de aptidão no exame de certificação de que trata o caput, além do atendimento às demais exigências desta resolução. § 3º As instituições referidas no caput do art. 1º são responsáveis pela atualização periódica dos conhecimentos dos integrantes da ouvidoria. § 4º O diretor responsável pela ouvidoria deve atender à formalidade prevista no caput somente na hipótese prevista no art. 4º, § 1º, inciso III. § 5º Nas hipóteses previstas no art. 1º, §§ 7º, 8º e 10, os respectivos convênios devem conter cláusula exigindo exame de certificação de todos os integrantes das ouvidorias das associações de classe, entidades e empresas conveniadas, nos termos desta resolução. Art. 7º A ouvidoria deve manter sistema de controle atualizado das reclamações recebidas, de forma que possam ser evidenciados o histórico de atendimentos e os dados de identificação dos clientes e usuários de produtos e serviços, com toda a documentação e as providências adotadas. Parágrafo único. As informações e a documentação referidas no caput devem permanecer à disposição do Banco Central do Brasil na sede da instituição, pelo prazo mínimo de cinco anos, contados da data da protocolização da ocorrência. Art. 8º O Banco Central do Brasil poderá adotar medidas complementares necessárias à execução do disposto nesta resolução. Art. 9º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 10. Ficam revogadas as Resoluções nº 3.477, de 26 de julho de 2007, e nº 3.489, de 29 de agosto de 2007. Brasília, 25 de março de 2010. Henrique de Campos Meirelles Presidente Apostilas Domínio 28 Este texto não substitui o publicado no DOU e no Sisbacen EXERCÍCIOS Nas proposições que se seguem, assinale: C – se a proposição estiver correta E – se a mesma estiver incorreta 01. Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. 02. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. 03. Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. 04. Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. 05. Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. 06. Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito. 07. Em se tratando de produto industrial, ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo, através de impressos apropriados que devam acompanhar o produto. 08. O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. 09. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança. 10. O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários. 11. Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior serão veiculados na imprensa, rádio e televisão, às expensas do fornecedor do produto ou serviço. 12. Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou serviços à saúde ousegurança dos consumidores, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito. 13. Marketing é uma função organizacional e um conjunto de processos que envolvem a criação, a comunicação e a entrega de valor para os clientes, bem como a administração do relacionamento com eles, de modo que beneficie a organização e seu público interessado. (AMA - American Marketing Association - Nova definição de 2005). 14. Marketing é um processo social por meio do qual pessoas e grupos de pessoas obtêm aquilo de que necessitam e o que desejam com a criação, oferta e livre negociação de produtos e serviços de valor com outros (KOTLER e KELLER, 2006). 15. Marketing é a entrega de satisfação para o cliente em forma de benefício (KOTLER e ARMSTRONG, 1999). 16. Marketing são as atividades sistemáticas de uma organização humana voltadas à busca e realização de trocas para com o seu meio ambiente, visando benefícios específicos (RICHERS, 1986). 17. Marketing é o conjunto de operações que envolvem a vida do produto, desde a planificação de sua produção até o momento em que é adquirido pelo consumidor (Dicionário Michaelis). 18. Marketing é o conjunto de estratégias e ações que provêem o desenvolvimento, o lançamento e a sustentação de um produto ou serviço no mercado consumidor (Dicionário Novo Aurélio). 19. TELEMARKETING “É toda e qualquer atividade desenvolvida através de sistemas de telemática e múltiplas mídias,objetivando ações padronizadas e contínuas de marketing”. 20. São, entre outros, direitos básicos do consumidor: a) a proteção à vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos b) a adequada e eficaz proteção dos serviços públicos em geral c) proteção contra a publicidade enganosa e abusiva d) todas estão corretas Apostilas Domínio 29 21. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando a) o valor da mão-de-obra b) os materiais e equipamentos a serem empregados c) as condições de pagamento d) a data do início e do término dos serviços e) todas estão corretas 22. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente a) não será exposto ao ridículo b) não deverá sofrer constrangimento c) não poderá sofrer qualquer tipo de ameaça d) todas estão corretas 23. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito a) à restituição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso b) não tem direito à restituição c) tudo depende de acordo entre as partes d) nenhuma das respostas anteriores 24. A pena aplicada para propaganda enganosa ou abusiva é de a) detenção de três anos b) detenção de três meses a um ano e multa c) prisão de um a três anos e multa d) nenhuma as anteriores 25. Empregar na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor é crime. A pena é de a) somente multa b) um ano de cana c) detenção de três meses a um ano e multa d) nenhuma das respostas anteriores Atenção: Para responder às questões de números 26 e 27, considere a Lei no 8.078/1990, Código de Proteção e Defesa do Consumidor. 26. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável, por valor igual (A) ao quádruplo do que pagou em excesso. (B) à metade do que pagou em excesso. (C) ao triplo do que pagou em excesso. (D) a 1/4 do que pagou em excesso. (E) ao dobro do que pagou em excesso. 27. Constituem crimes contra as relações de consumo fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços, atribuindo-se, além demulta, pena de detenção de (A) 3 (três) meses a 1 (um) ano. (B) 3 (três) meses a 2 (dois) anos. (C) 6 (seis) meses a 1 (um) ano. (D) 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. (E) 9 (nove) meses a 1 (um) ano. Atenção: Para responder às questões de números 28 a 30, considere o Código de Defesa do Consumidor Bancário. 28. As Instituições Financeiras, nas operações de crédito pessoal e de crédito direto ao consumidor, realizadas com seus clientes, devem assegurar o direito à liquidação antecipada do débito (A) total ou parcial, sem redução proporcional dos juros. (B) total ou parcial, mediante redução proporcional dos juros. (C) total, exclusivamente, mediante redução proporcional dos juros. (D) total, exclusivamente, sem redução proporcional dos juros. (E) parcial, exclusivamente, com redução proporcional dos juros. 29. As Instituições Financeiras devem estabelecer, em suas dependências, alternativas técnicas, físicas ou especiais que garantam (A) prestação de informações sobre seus procedimentos operacionais exclusivas aos deficientes visuais. (B) atendimento prioritário apenas para pessoas portadoras de deficiências sensoriais, idosos, com idade igual ou superior a sessenta anos, gestantes e lactantes. (C) acessibilidade aos guichês de caixa, ou aos terminais de autoatendimento, para pessoas portadoras de deficiência física ou com mobilidade reduzida, unicamente, acompanhadas de um funcionário da Instituição. (D) atendimento prioritário para pessoas portadoras de deficiências sensoriais, idosos com idade igual ou superior a sessenta anos, gestantes e lactantes com criança de colo mediante garantia de lugar na fila. (E) facilidade de acesso para pessoas portadoras de deficiência física ou com mobilidade reduzida, temporária ou definitiva, observado o sistema de segurança previsto na legislação e regulamentação em vigor. 30. Na hipótese de saques de valores superiores a R$ 5.000,00 (cinco mil reais), deve ser feita solicitação, na agência em que o correntista mantenha a conta sacada, com antecedência, com relação ao horário de encerramento de expediente, de (A) 5 (cinco) horas. (B) 3 (três) horas. (C) 4 (quatro) horas. (D) 12 (doze) horas. (E) 6 (seis) horas. 31. O Decreto no 5.296/2004 dispõe que os órgãos da administração pública direta, indireta e fundacional, as empresas prestadoras de serviços públicos e as instituições financeiras deverão dispensar tratamento diferenciado em LIBRAS às pessoas portadoras de deficiência (A) mental. (B) visual. (C) física. (D) auditiva. (E) múltipla. 32. O art. 17 do Decreto no 6.523/2008 dispõe que as informações solicitadas pelo consumidor serão prestadas Apostilas Domínio 30 imediatamente e suas reclamações resolvidas, a contar do registro, no prazo máximo de (A) 7 (sete) dias úteis. (B) 10 (dez) dias úteis. (C) 5 (cinco) dias úteis. (D) 3 (três) dias úteis. (E) 15 (quinze) dias úteis. 33. A diferença entre as percepções do cliente quanto aos benefícios e aos custos da compra e uso de produtos e serviços é denominada: (A) mix marketing. (B) valor para o cliente. (C) benchmarking. (D) publicidade. (E) brand equity. 34. A avaliação dos serviços pelos clientes quanto a disposição ou prontidão dos empregados ou profissionais a prestar o serviço é denominada (A) responsividade. (B) tangibilidade. (C) confiabilidade. (D) garantia. (E) empatia. 35. Maneira de se comunicar com o mercado de forma impessoal, utiliza os meios de comunicação de massa ou eletrônicos, visa formar imagem e construir a percepção desejada na mente do público-alvo, e o anunciante da mensagem é conhecido. Trata-se de: (A) marketing digital. (B) promoção. (C) relações públicas. (D) propaganda. (E) publicidade. Julgue os itens a seguir, acercade marketing. 36. Ao final do século XX, o foco da satisfação e atração de clientes, em termos de marketing, foi pautado no compromisso com a clientela, que passou a ser o objeto de estudo, no intuito de se traçar o seu perfil, bem como na preocupação em agregar valor a produtos e serviços. 37. Entre as similaridades dos conceitos de vendas e de marketing, inclui-se o foco nas necessidades do consumidor. 38. Tanto no conceito de vendas como no conceito de marketing está implícita a idéia de lucro por meio da satisfação do consumidor. 39. Segundo atuais estudos de marketing, quando um cliente procura os serviços de um banco, além da busca de uma conta-corrente, de uma linha de crédito ou de um cartão de crédito, outros valores, como status, conforto e proteção também estão sendo valorados. 40. A propaganda consiste em um conjunto diversificado de ferramentas de incentivo, em sua maioria a curto prazo, que visa estimular a compra mais rápida e(ou) em maior volume de produtos e serviços específicos por consumidores ou comerciantes. 41. O telemarketing é exemplo de ferramenta de marketing direto utilizado pelas instituições financeiras. 42. Enquanto o benchmarking competitivo tem como foco medir funções, métodos e características básicas em relação aos seus concorrentes diretos, no benchmarking funcional não há necessidade de realizar comparação com um concorrente direto. 43. Visando melhor atender e convencer o cliente em uma ação de telemarketing, o atendente deve ser incisivo e interromper o cliente, caso não tenha entendido algo, e anotar todos os detalhes, de forma a melhor compreender o que foi acertado ao término da conversação. Acerca da etiqueta empresarial, julgue os itens subseqüentes. 44. No ambiente de trabalho, mesmo que se esteja no meio de uma conversação que demore mais que o necessário, deve-se evitar responder antes que o interlocutor tenha concluído o seu pensamento. 45. Com o objetivo de superar as expectativas de seu interlocutor, em uma conversa telefônica desenvolvida no ambiente de trabalho, o funcionário deve prestar todas as informações de forma detalhada, abrangendo todas as dimensões do assunto, inclusive aquelas não solicitadas. 46. Os diversos aspectos da etiqueta empresarial são universais e constantes. 47. Segundo a etiqueta empresarial, durante uma reunião na organização, deve-se evitar discordar ou manifestar opiniões contrárias acerca do assunto que esteja em análise. Assinale: C = correto E = errado 48. O Código de Defesa do Consumidor demonstra certa ousadia do legislador, e uma peculiaridade em relação às criações legislativas de um modo geral, trazendo em seu corpo uma série de definições, como consumidor, fornecedor, produtos e serviços, contrariando a praxe, que outorga a entrega desta tarefa à doutrina e à jurisprudência, para evitar que tal preciosismo não acabe acarretando na delimitação do sentido dos termos. 49. O Código de Defesa do Consumidor seguramente constituiu-se em diploma de vanguarda no cenário jurídico nacional, pois o avanço social proporcionado através de sua edição, é sentido por todos na medida em que é possível acompanhar pelos meios de comunicação, notícias dando conta do reconhecimento dos direitos dos consumidores em diversas situações, embora se saiba e espere que este seja um comportamento social em ascensão. Apostilas Domínio 31 50. Este novo regramento surge para alterar completamente as relações havidas entre as instituições financeiras e seus clientes, lembrando que a totalidade dos contratos bancários é do tipo formulário, impressos, contendo cláusulas previamente estabelecidas, o que os caracteriza como contratos de adesão ensejando a incidência das normas do sistema de proteção do consumidor (CDC e demais legislações correlatas) especialmente no que diz respeito à proteção contratual. RESPOSTAS 01. C 11. C 21. E 31. D 41. C 02. C 12. C 22. D 32. C 42. C 03. C 13. C 23. A 33. B 43. E 04. C 14. C 24. B 34. A 44. C 05. C 15. C 25. C 35. D 45. E 06. C 16. C 26. E 36. C 46. E 07. C 17. C 27. A 37. E 47. E 08. C 18. C 28. B 38. E 48. C 09. C 19. C 29. E 39. C 49. C 10. C 20. D 30. C 40. E 50. Cmercados e satisfazer todas as suas necessidades. Segmentar o mercado é dividi-lo em grupos com características e interesses semelhantes. É imperativo encontrar um segmento de mercado onde estão os clientes em potencial com necessidades similares àquelas que a empresa deseja e pode atender. Um segmento de mercado é o resultado desta divisão de um mercado em pequenos grupos. Este processo é derivado do reconhecimento de que o mercado total é freqüentemente feito de grupos com necessidades específicas. Em função das semelhanças dos consumidores que compõem cada segmento, eles tendem a responder de forma similar a uma determinada estratégia de marketing. Isto é, tendem a ter sentimentos, percepções e comportamento semelhantes. Criação de valor Uma oferta de marketing só alcançará exito se proporcionar valor ao seu mercado-alvo. O cliente recebe benefícios e assume custos, por isso definimos valor como a razão entre tudo aquilo que o cliente recebe e tudo o que sacrifica ao fechar um acordo. É muito mais complexo do que uma simples troca comercial. Os benefícios incluem benefícios funcionais e emocionais, os custos incluem custos monetários, de tempo, de energia e psicológicos. O cliente está sempre optando entre diferentes ofertas de valor, e escolherá sempre aquela que lhe oferecer a melhor relação custo/benefício. O profíssional de marketing deve aumentar o valor da oferta para o cliente com diversas estratégias: Aumento de benefícios. Redução de custos. Aumento de benefícios e redução de custos. Aumento de benefícios em proporção maior do que o aumento de custos. Redução de benefícios em proporção menor do que redução de custos. Outra forma de aumentar a proposta de valor é mostrar ao consumidor que se leva mais qualquer coisa além do produto adquirido, concretizemos esta idéia com o caso de marketing pessoal de David Beckham. A imagem com que o jogador do Real Madrid aparece, vende, quer seja o penteado ou os brincos que usa. Quem consome as réplicas das camisolas com que ele joga, ou quem compra uns brincos iguais aos dele, ou até mesmo que use o mesmo corte de cabelo, acaba por ter uma satisfação acrescida, além do produto físico. Estima-se que o custo de atrair um novo consumidor é cinco vezes o custo de manter um consumidor fiel. Assim, uma das principais tarefas do marketing é manter seus consumidores satisfeitos. A satisfação do mercado-alvo depende diretamente do desempenho da oferta em relação as expectativas dos clientes. A expectativa por sua vez é construída a partir de experiências anteriores dos consumidores e da reputação, promessas e informações fornecidas pela empresa. O cliente ficará satisfeito se o desempenho alcançar suas expectativas, e insatisfeito se não alcançar. Se o desempenho for além e superar as expectativas, o cliente então ficará altamente satisfeito ou encantado. Um cliente encantado, vale dez vezes mais para a empresa do que um cliente satisfeito, isso porque os altamente satisfeitos são muito menos propensos a mudar para a concorrência quando parece surgir oferta melhor. Os diferentes aspectos que contribuem na gestão desta satisfação podem ser contemplados pelo composto mercadológico Composto mercadológico O composto mercadológico, composto de marketing, marketing mix ou simplesmente 4Ps (quatro pês) foi formulado primeiramente por Jerome McCarthy em seu livro Basic Marketing (1960) e trata do conjunto de pontos de interesse para os quais as organizações devem estar atentas se desejam perseguir seus objetivos de marketing. O composto é dividido em 4 secções, as quais são: Produto do inglês product Preço do inglês price Local do inglês place Promoção do inglês promotion Rentabilidade e alocação de recursos Não basta satisfazer os consumidores, se isso não for feito de uma maneira lucrativa. A estratégia de marketing deve, portanto, identificar, atrair e manter clientes rentáveis. Ou seja, aqueles que geram um fluxo de receita que excede o fluxo de custo de se atrair, vender e serví- http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado-alvo http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado-alvo http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado-alvo http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado-alvo http://pt.wikipedia.org/wiki/Segmento_de_mercado http://pt.wikipedia.org/wiki/Segmento_de_mercado http://pt.wikipedia.org/wiki/Valor http://pt.wikipedia.org/wiki/Valor http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_mix http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_mix http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_mix http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_mix http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_mix http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_mix http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_mix http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_mix http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_mix http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing_mix http://pt.wikipedia.org/wiki/Jerome_McCarthy http://pt.wikipedia.org/wiki/Jerome_McCarthy http://pt.wikipedia.org/wiki/Oferta http://pt.wikipedia.org/wiki/Oferta http://pt.wikipedia.org/wiki/Pre%C3%A7o http://pt.wikipedia.org/wiki/Pre%C3%A7o http://pt.wikipedia.org/wiki/Distribui%C3%A7%C3%A3o_%28Marketing%29 http://pt.wikipedia.org/wiki/Distribui%C3%A7%C3%A3o_%28Marketing%29 http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Comunica%C3%A7%C3%A3o Apostilas Domínio 4 los. Todavia, todas as empresas perdem dinheiro com alguns de seus clientes. Em "Customers for life", Carl Seweell defende a regra 80/20, onde 20% dos principais clientes geram até 80% do lucro da empresa, metade do qual é perdido para atender a base formada por 30% de clientes não-rentáveis. A implicação é que uma organização pode ser mais rentável se souber como dispensar seus piores clientes. Existem, também, diferentes rentabilidades para cada produto ou serviço. O modelo do Boston Consulting Group, conhecido como Matriz BCG, foi pioneiro na análise estratégica da carteira de produtos relacionando a participação dos produtos no mercado e o crescimento deste mercado Ciclo de Vida do produto ou serviço Ciclo de Vida do produto ou serviço. O ciclo de vida de um produto ou serviço indica a possibilidade do crescimento do mercado consumidor e também indica princípios de ação que podem ser seguidos no planejamento de marketing. MARKETING DE SERVIÇOS Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Marketing de serviços pode ser definido com o conjunto de atividades que objetivam a análise, o planejamento, a implementação e o controle de programas destinados a obter e servir a demanda por produtos e serviços, de forma adequada, atendendo desejos e necessidades dos consumidores e/ou usuários com satisfação, qualidade e lucratividade. Definimos serviço como um ato ou desempenho essencialmente intangível que uma parte pode oferecer a outra e que não resulte posse de nenhum bem. Sua execução pode ou não estar ligado ao dinheiro. Exemplos: alugar um quarto de hotel, depositar dinheiro em um banco, cortar o cabelo, viajar de avião, aconselhar-se com um advogado - todas essas atividades envolvem a compra de um serviço. Os serviços são produzidos e consumidos simultaneamente e pressupõe uma relação de contato direta entre empresa/consumidor. Os serviços possuem as seguintes características que têm interesse para o marketing: • Intangibilidade: serviços são idéias e conceitos (processos). Não são patenteáveis. O consumidor baseia-se na reputação. • Perecibilidade: se não for usado, está perdido (cadeira em avião, quarto em hotel). • Heterogeneidade: varia de cliente para cliente. Atividade voltada para pessoas. • Simultaneidade: criados e consumidos simultaneamente, não podem ser estocados. • Participação do cliente no processo: atenção ao desenho das instalaçõese oportunidades de coprodução. O mix de marketing utilizado em serviços é ampliado, conhecido como 7 Ps. Além dos 4 Ps tradicionais (Produto/Serviço, Preço, Praça e Promoção), se utilizam: • People (Pessoas): todas as pessoas envolvidas direta e indiretamente na produção e consumo de um serviço são parte importante do marketing mix. • Process (Processos): os procedimentos, mecanismos e fluxo de atividades pelos quais um serviço é consumido são elementos essenciais da estratégia de marketing. • Physical Evidence (Evidências Físicas): o ambiente no qual um serviço é prestado, assim como materiais impressos e outros itens físicos, podem tornar palpável a promessa que um serviço representa. QUALIDADE DE SERVIÇO (MARKETING) Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Em marketing, a qualidade dos serviços pode ser gerenciada com base nas dimensões em que é percebida: • Confiabilidade: capacidade de prestar o serviço prometido com confiança e exatidão; • Responsabilidade: disposição para auxiliar os clientes e fornecer o serviço prontamente; • Segurança: relacionada ao conhecimento e cortesia dos funcionários e sua capacidade de transmitir confiança; • Empatia: demonstrar interesse e atenção personalizada aos clientes; • Aspectos tangíveis: aparência das instalações físicas, equipamentos, pessoal, e materiais de comunicação . Há algumas dificuldades para medição da capacidade em serviços e, portanto, de sua gestão: Absenteísmo • Rotatividade • Variação da produtividade As políticas mais utilizadas para a modificação da capacidade de serviços são: • Ajustar a capacidade do sistema à demanda; • Absorver as variações de demanda usando estoques (reservas, filas, transferência de tarefas ao cliente). VARIÁVEIS MERCADOLÓGICAS Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. A demanda no mercado também sofre influência do cenário econômico, por exemplo: • 1º Lei de Engel: a medida em que a renda familiar aumenta, as despesas com alimentação diminuem porcentualmente. http://pt.wikipedia.org/wiki/Matriz_BCG http://pt.wikipedia.org/wiki/Matriz_BCG http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa http://pt.wikipedia.org/wiki/Programa http://pt.wikipedia.org/wiki/Consumidor http://pt.wikipedia.org/wiki/Consumidor http://pt.wikipedia.org/wiki/Advogado http://pt.wikipedia.org/wiki/Advogado http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing-mix http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing-mix Apostilas Domínio 5 • 2º Lei de Engel: a porcentagem gasta com habitação permanece sempre constante em relação à renda. • 3º Lei de Engel: as porcentagens gastas em outros produtos e investimentos tendem a aumentar com o acréscimo da renda familiar. • Lei do Poder de compra: o aumento da renda aumenta o consumo médio, mas não na proporção direta do aumento da renda. • Leis da Renda familiar: o aumento da renda familiar provoca interesse por outros produtos de caráter supérfluo, já o aumento da família sem acréscimo de renda restringe o consumo aos produtos essenciais. • Lei da utilidade Marginal: quanto maior o quantidade de um produto ou dinheiro que uma pessoa possuir, menores a utilidades do produtos ou dinheiro e menores as motivações para obter mais. • Lei da oferta/demanda: quanto maior a oferta em relação a demanda, mais barato um produto se torna. Quanto menor a oferta em relação a demanda, mais caro um produto se torna. VARIÁVEIS PSICOLÓGICAS Explicar as razões de um comportamento de compra, analisar as motivações conscientes e inconscientes é igualmente importante para o mercadólogo. As teorias do processo decisório são essencialmente: • Corrente Comportamentalista, baseada nos trabalhos de Pavlov e Skinner; • Corrente Maslowliana, baseada na Pirâmide de Maslow; • Corrente Webleliana, baseada nos grupos de referência de Tomas Webler; • Corrente Freudiana, baseada na psicanálise Estas e outras correntes, não se excluem, mas se completam. Retratam forças que levam o consumidor a compra, como hábitos, motivação, pressão social etc. O mercado é ainda, como um todo, uma sociedade de massa, de modo que o estudo da Psicologia das Massas também é relevante. Segundo William McDougall, as massas se comportam como um animal selvagem. A SATISFAÇÃO DO CLIENTE Para atingir a satisfação do cliente é necessário conhecer, avaliar os valores que contam mais para o seu cliente em relação ao produto que você oferece. Os valores mais importantes para seu cliente, são aqueles que lhe proporcionam maior satisfação, serão elementos orientadores da sua estratégia de marketing, tanto para ambiente externo como interno. Estas avaliações entre cliente e fornecedor são chamadas de "momentos de verdade". São momentos que transmitirão a imagem do seu produto/serviço. Assim fazer certo da primeira vez, em todos os requisitos necessários para o cliente, é a maneira mais fácil de moldar a imagem positiva, satisfazê-lo e conservá-lo. O fato é que a maioria dos produtos e serviços está associada mais às necessidades psicológicas do que propriamente essenciais ou básicas. Se fosse apenas pela necessidade de usar roupas para proteger o corpo, não haveria a moda, essa poderosa indústria. Há vários exemplos e são bastante simples, mas podem levar você a explorar o rico potencial da psicologia e da imaginação humana diante do consumo de bens e serviços. Será que não existe uma forma de conferir ao que você produz um valor agregado de impacto psicológico ou emocional ao seu cliente? É claro que sim. Ponha a imaginação a funcionar, tendo por base as "fraquezas" humanas: necessidade de reconhecimento, conforto, status, personalização, intelectuais, de prestígio, exclusividade, refinamento, etc., alguma coisa você vai descobrir antes que os outros o façam. Na área de cosméticos, por exemplo, quem não conhece a REVLON. Pois é, o chefe-executivo da REVLON, diz: "Quando o batom está na vitrina da loja, ele é a esperança!!" É a esperança de ficar mais bonita, que a mulher compra o batom quando o vê na vitrina. Seu produto pode oferecer mais do que você imagina. Pense nisso e pesquise o perfil de seus clientes: você vai surpreendê-los. ATENDER, SATISFAZER e ENCANTAR! Atender é o básico e o esperado do produto/serviço/informação. Satisfazer é o desejado do produto/serviço/informação. Encantar é o surpreendente, exige percepção e imaginação, pois o que surpreende hoje pode se tornar rotina com o tempo, pois os outros passaram a oferecer a surpresa. Mas são os desafios que tornam excitante a condição humana. Há várias vantagens para direcionarmos nossa atenção para os clientes. Vantagens estas que se tornam às vezes decisivas para escolha de fornecedores. Podemos citar: • Aquisição de vantagem competitiva, duradoura em relação a concorrência; • Garantia de sobrevivência, bem como estabelecimento de condições favoráveis ao crescimento e desenvolvimento da empresa; • Fidelidade dos clientes, uma vez que suas expectativas e necessidades se tornam alvos aos quais a organização empenha seus esforços e vigor; • Encantamento do cliente por inovações nos produtos e necessidades até então desconhecidas por ele próprio. http://pt.wikipedia.org/wiki/Pavlov http://pt.wikipedia.org/wiki/Pavlov http://pt.wikipedia.org/wiki/Pir%C3%A2mide_de_Maslow http://pt.wikipedia.org/wiki/Pir%C3%A2mide_de_Maslow http://pt.wikipedia.org/wiki/Pir%C3%A2mide_de_Maslow http://pt.wikipedia.org/wiki/Psican%C3%A1lise http://pt.wikipedia.org/wiki/Psican%C3%A1lise http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Psicologia_das_Massas&action=edit http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Psicologia_das_Massas&action=edit http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Psicologia_das_Massas&action=edithttp://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Psicologia_das_Massas&action=edit http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=William_McDougall&action=edit http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=William_McDougall&action=edit Apostilas Domínio 6 • Aumento da lucratividade, das vendas, do mercado, bem como redução de custos da não qualidade. • Os custos principais da não qualidade são decorrentes, tradicionalmente, de: Falhas internas, ocorridas antes do produto/serviço chegar ao cliente; • Falhas externas, detectadas após o recebimento do produto/serviço pelo cliente; • Inspeção, associadas ao trabalho de inspetores; • Prevenção, associadas às ações preventivas; E, devem ser consideradas mais três itens em relação aos custos da não qualidade: • Perda de cliente • Transferência de custo para o cliente, e • Perda da imagem • Pense bem como você está atuando em sua empresa. Lembre-se também, que você colaborador/parceiro/funcionário você é um empresário. Um empresário de uma empresa única, a empresa VOCÊ S.A., onde você é o único responsável pelos seus resultados. Fica também a pergunta: como você está direcionando o seu trabalho para a satisfação de seus clientes? Fonte: http://www.magmaster.com.br/artigos-A- satisfa-cliente.htm VALOR E RETENÇÃO DE CLIENTES http://www.empresario.com.br/artigos/artigos_html/art igo_b_200704.html Pesquisa Detalhada sobre o Perfil dos Consumidores é a Chave para Retenção de Clientes O mercado varejista no Brasil tem experimentado uma série de mudanças nos últimos anos. A estabilização da economia, o desenvolvimento de novas tecnologias de controle e logística e a entrada de redes internacionais no mercado, entre outros fatores, contribuíram para profissionalizar as empresas do setor, tornar o mercado mais concorrido e eficiente e aproximá-lo cada vez mais da maturidade. A introdução de novas tecnologias de operação e logística aumentou consideravelmente a eficiência das redes. Ao mesmo tempo, a estabilização da economia e a abertura do mercado favoreceram o aumento de investimentos externos no segmento. Grupos internacionais como Wal Mart (EUA), Sonae (Portugal) e Casino (França) entraram no mercado brasileiro associando-se a grupos nacionais ou adquirindo redes locais. Como resultado, pôde-se observar um aumento significativo na concentração do mercado nas mãos das cinco maiores empresas do setor. No caso de lojas de departamentos a presença estrangeira não é tão acentuada (embora significativa), mas o processo de concentração é igualmente acentuado. Vestuário e produtos eletro-eletrônicos, por exemplo, são ramos com poucos operadores dominando o cenário competitivo, especialmente em shopping centers. Mudanças no mercado consumidor Acompanhando as mudanças no mercado, os consumidores também estão se transformando: _ O aumento da participação da mulher no mercado de trabalho obrigou muitos lares a dividirem entre seus membros as responsabilidades pelas compras para a casa. _ O envelhecimento da população, provocado por uma maior expectativa de vida, aliada a menores taxas de fecundidade, criou uma geração de consumidores mais exigentes, que compram baseados em experiências anteriores. Dados publicados pelo IBGE confirmam que estas mudanças no perfil do consumidor têm ocorrido também no mercado brasileiro: _ a taxa de crescimento da população declinou de 2,2% em 1980 para 1,3% em 1996; _ a expectativa média de vida do brasileiro elevou-se de 61,88 anos para 66,97 anos entre 1980 e 1999; _ 41,3% da população economicamente ativa do Brasil é composta por mulheres. Outra mudança importante ocorrida no Brasil foi o surgimento, em 1991, do Código de Defesa do Consumidor. Sua introdução levou muitas empresas a terem maior preocupação com o atendimento correto das necessidades e das expectativas de seus clientes e também contribuiu para conscientizar os consumidores de seus direitos como clientes. O resultado deste conjunto de mudanças é uma geração de consumidores mais experientes, bem informados e razoavelmente críticos, que esperam cada vez mais dos seus locais de compra. A questão é identificar até que ponto a empresa deve ir para atender a estas expectativas e avaliar o quanto este esforço é, de fato, favorável para a organização a longo prazo. No esforço para satisfazer seus clientes, valor é uma palavra-chave para o varejista. Empresas que são capazes de oferecer maior valor a seus clientes têm maior chance de retê-los para as próximas compras e, conseqüentemente, terão maiores ganhos. De uma forma bastante simples, valor pode ser definido como aquilo que se leva por aquilo que se paga. Envolve, de um lado, os benefícios que o consumidor está adquirindo através da compra de um produto ou serviço e, de outro, os custos que está sendo levado a assumir. O valor para o cliente é a diferença entre os benefícios da compra e os custos que ele incorre para obtê-los. O prêmio (numa alusão à conquista de mercados) irá para as empresas que inventarem novas maneiras de criar, comunicar e transmitir valor a seus mercados-alvos. RETENÇÃO DE CLIENTES O conceito de fidelização e retenção de clientes foi investigado por diferentes autores nos últimos anos. Muitos destes autores estabeleceram uma relação direta http://www.magmaster.com.br/artigos-A-satisfa-cliente.htm http://www.magmaster.com.br/artigos-A-satisfa-cliente.htm http://www.magmaster.com.br/artigos-A-satisfa-cliente.htm http://www.magmaster.com.br/artigos-A-satisfa-cliente.htm http://www.magmaster.com.br/artigos-A-satisfa-cliente.htm http://www.magmaster.com.br/artigos-A-satisfa-cliente.htm http://www.magmaster.com.br/artigos-A-satisfa-cliente.htm http://www.magmaster.com.br/artigos-A-satisfa-cliente.htm Apostilas Domínio 7 entre retenção de clientes, freqüência e repetição de compra. Em 1999, Oliver, R. L., autor do livro “Whence consumer loyalty?, Journal of Marketing”, definiu fidelidade a partir de uma abordagem mais complexa, que engloba: (1) preferência pela marca, (2) avaliação positiva da marca frente à concorrência, (3) forte intenção de continuar comprando, mesmo diante de outros concorrentes. Outra abordagem foi apresentada por Jill Griffin, autor da obra “Como conquistar e manter o cliente fiel: transforme seus clientes em verdadeiros parceiros”, que definiu cliente fiel como sendo aquele cliente que: (1) realiza compras regulares e repetidas, (2) compra as diversas linhas de produtos e serviços oferecidas pela empresa, (3) recomenda os produtos e os serviços a outras pessoas, (4) mostra-se imune aos apelos da concorrência. Um consumidor não se torna cliente fiel da noite para o dia. A fidelização é um processo que se desenvolve em etapas. Estas etapas progridem e se aperfeiçoam ao longo do tempo. Cada contato entre cliente e empresa contribui na construção deste relacionamento. Griffin e Oliver classificaram o desenvolvimento da fidelidade em 7 estágios. No primeiro estágio (suspeitos) temos o consumidor que ainda não conhece a empresa e, portanto, precisa ser informado a respeito dela antes de realizar a primeira compra. Nos estágios seguintes, temos consumidores que se relacionam com a empresa com maior ou menor freqüência, até chegarmos ao último estágio: defensores da marca. Por que a retenção de clientes é importante? O cliente fiel é mais lucrativo para a empresa do que os clientes novos sob vários aspectos: _ O cliente fiel está disposto a pagar mais pelos produtos e serviços de uma empresa que ele conhece e em que confia. _ Ele fala bem da empresa para os conhecidos, o que contribui para a atração de clientes novos (ampliação da base) e melhora a imagem da empresa no mercado. _ Ocliente fiel tende a comprar em maior quantidade e também a consumir produtos correlatos, o que aumenta a participação da empresa no seu gasto médio. Porém nem sempre reter clientes aumenta o lucro: é preciso reter o cliente certo. Clientes que não são lucrativos atualmente e que não se tornarão lucrativos ao longo do tempo não devem ser mantidos. Para identificar o cliente que deve ser mantido e aquele que deve ser demitido, a empresa precisa conhecer seus clientes. Baseada em informações adequadas, a empresa poderá planejar melhor sua estratégia de retenção. A questão principal neste caso talvez seja: “Se a empresa não der um passo para servir os clientes como eles querem ser servidos e se o seu concorrente o fizer, como isto a afetará?” Retenção de clientes no varejo Fidelizar e reter clientes é um objetivo difícil de ser alcançado em qualquer segmento, principalmente no varejo que no fundo é uma atividade distribuidora de produtos iguais aos produtos distribuídos pela concorrência. A criação de valor é um enorme desafio para o varejista. A oferta cada vez maior de pontos-de-venda, aliada à pouca diferenciação entre algumas redes e ao baixo envolvimento do consumidor com o processo de compra em alguns tipos de compra, dificultam consideravelmente a retenção dos clientes. Para reter seus clientes o varejo precisa conhecer o consumidor com um grau de profundidade que lhe permita planejar estratégias eficientes no gerenciamento do seu ponto-de-venda e do seu relacionamento com os clientes. É importante que as empresas compreendam que a retenção de clientes não pode ser reduzida a um programa de prêmios ou bonificação. O elemento-chave é o conhecimento profundo da sua base de clientes: comportamento, aspirações, experiência de compra e muitos outros fatores de mercado. As informações que descrevem o perfil do cliente como sexo, classe e idade são úteis, porém insuficientes. É preciso ir mais fundo e compreender como e por que cada pessoa compra. Geralmente este conhecimento mais profundo exige pesquisas específicas e com técnicas apropriadas para captar a subjetividade envolvida no processo de compra. Com este conhecimento as empresas poderão empreender esforços para oferecer a seus clientes maior valor, ou seja, um conjunto de benefícios desejados por um custo total menor do que aquele cobrado pela concorrência. Reichheld, F. F. lembra de forma bastante apropriada que: Não se pode construir uma base de clientes altamente leal como um acessório. É preciso que a lealdade seja parte integrante da estratégia de negócios básica da empresa. As líderes em lealdade [...] são bemsucedidas porque desenvolveram seus sistemas de negócios inteiros em torno da lealdade do cliente; porque reconhecem que uma empresa conquista a lealdade do cliente oferecendo- lhe consistentemente valor superior. ESTRATÉGIAS DE FIDELIZAÇÃO DE CLIENTES A história recente dos negócios nos mostra uma série bastante interessante de “ondas” que vêm povoando as ações das organizações de modo que estas possam destacar-se frente ao mercado, a mídia, o seu público específico. Assim surgiram os “programas de investimento em qualidade de vida dos empregados”, que logo tornaram-se “Colaboradores”; houve ainda mais recentemente as corridas pela “Certificação de Qualidade”, as “ISO’s”; e atualmente lidamos com a “Responsabilidade Social”. Para todos os casos podemos atestar a rapidez com que estes “diferenciais” tornam-se obsoletos à medida em que muito agilmente uniformizam-se em todos os segmentos, tornando-se comuns, independentemente da pompa com que são anunciados ou da grandeza dos investimentos disponibilizados. Comuns, porém indispensáveis na maioria dos casos. A globalização age Apostilas Domínio 8 para tornar tudo o que é novo em senso comum em pouco tempo. Mas será mesmo que TUDO pode ser copiado? Em se tratando de Fidelização / Retenção de Clientes, a resposta é NÃO. “FIDELIZAÇÃO” é regra, mas certamente é também exceção: é que este termo, que nem mesmo é novo entre nós, atualmente tem sido extremamente badalado entre as corporações, mas sem nenhuma definição coesa de como isto deve ser feito. A dificuldade é compreensível se observarmos que o tema extrapola os simples processos para abrir um imenso leque de alternativas subjetivas de encantamento do Cliente que dependem, entre outros, da Faixa de público, da Cultura predominante, da Cultura da Empresa e seu Clima Interno, dos Valores inclusos nos Produtos, etc. Por esta razão é que esta “onda” deve durar mais tempo que o usual, já que não há uma fórmula única e mais certeira do que as outras, e todos prosseguirão por algum tempo buscando o melhor caminho sem que haja saturação. Podemos dividir as ações de relacionamento atualmente desenvolvidas pelas Organizações em “Ações Emocionais” e “Ações Profissionais”. As primeiras são naturalmente melhor desenvolvidas por empresas de médio e pequeno porte em relação às demais, dada a proporção de Clientes para cada Colaborador. Quando a proporção é pequena, há meios de estabelecer vínculo afetivo entre as partes facilitando o impacto positivo gerado pelas ações de relacionamento. As “Ações Profissionais” são aquelas não-emocionais, baseadas em processos estruturados para atingir Clientes “desconhecidos” ou sem vínculo firmado. São ações para milhares de Clientes ao mesmo tempo, segmentados por modelos de perfis previamente definidos do tipo “Classe A, B ou C”. Para tanto, tais ações precisam basear-se na oferta de benefícios, representados por prêmios ou bônus / desconto na maioria dos casos. Estas ações são criticáveis se pretendem “fidelizar”, mas factíveis quando buscam “reter” – aspectos diferentes se observados de modo cuidadoso. Pela segmentação sugerida entre “Ações Emocionais” e “Ações Profissionais”, tudo estaria resumido em processos mais ou menos criativos e customizados e mais ou menos lucrativas, de empresas maiores ou menores. É curioso, entretanto, que algumas empresas pequenas ou médias busquem adquirir softwars específicos e atuem junto aos Clientes como o fazem as grandes, deixando para trás um imenso potencial de trabalho frente-a-frente com seu público e com ações mais emocionais. E também há as grandes corporações que procuram desenvolver internamente células menores de modo que cada qual possa atender a um segmento, e assim viabilizar ações diretas e afetivas junto aos Clientes. O fato é que as estratégias de Fidelização / Retenção de Clientes há muito deixaram de ser encaradas como um diferencial competitivo para tornarem-se regra. Certamente que há aqueles desavisados ou hiperotimistas remanescentes que não adotam tais termos em seus “Dicionários pessoais de Gestão dos negócios”. Isso os coloca na condição de “diferentes”, mas de um modo pejorativo que pode lhes custar caro... Marcus Almeida. Encantando o Cliente É sabido por todos que, para se manter no mercado ativamente, se deve não somente vender um produto, mas encantar o comprador do mesmo. São os clientes e a situação do mercado que ditam as necessidades. Por exemplo, no período pós guerra, o mundo estava literalmente arrasado, fosse na economia ou no espaço físico, a sociedade se viu carente de uma variedade de coisas. Então naquele momento a palavra chave para a reconstrução da mesma era produzir. Não interessava naquele momento qualidade, pois a necessidade e a carência ditavam as regras. Hoje, com a tecnologia avançada e com a variedade de produtos oferecidos pelos mais variados fornecedores, surgiu a necessidade de se diferenciar pela qualidade do atendimento. É claro que um bom produto associado à propaganda vende, mas, se não houver um bom atendimento, se o clientenão se encantar com o produto e principalmente com a atenção dada no momento da venda, de nada adianta porque, provavelmente este cliente encontrará o mesmo produto mais adiante e, se este produto for vendido de uma maneira que nós chamaremos de encantadora, tornar-se-á cliente do vendedor encantador. Outra questão importante é aproveitar todos os contatos com o cliente para fazer o que chamamos de micromarketing, ou seja, não perder a oportunidade de a todo momento fazer o cliente perceber o diferencial dado por você durante todo o processo. Vejamos um exemplo em que provavelmente o cliente não voltará: Um veranista torce o pé e procura aquele hospital que viu em uma propaganda maravilhosa na televisão. Chegando lá, se depara com a atendente que está ao telefone e não desliga por pelo menos dez minutos. Com dor e já impaciente, pede para ir ao banheiro, e o zelador diz que está em reforma. Depois de uma hora é atendido por um médico que mal lhe encara e, em silêncio lhe receita um remédio após enfaixar seu pé. Apesar de conseguir atrair o cliente através de uma boa propaganda e marketing (o que é sempre recomendável), o hospital não soube fazer o diferencial dentro da organização, e pior, desprezou a expectativa do cliente. Quanto custa um cliente que não retorna? A resposta é: danos irreparáveis. Se um cliente bem atendido além de voltar, indica você para outras pessoas, inferimos que o cliente mal atendido, além de não retornar, fará propaganda negativa de seu produto. Vejamos alguns tipos de clientes denominados por aqueles que não se preocupam com a qualidade do serviço prestado: • Cliente Peteca: o cliente é atendido por vários profissionais, porém ninguém resolve seu problema. É passado de um para outro. Obs: O cliente deve reclamar para no máximo dois profissionais e ser efetivamente atendido. • Cliente chato: aquele que nunca está satisfeito com o serviço prestado. Obs: Este tipo de cliente deve ser visto como um consultor do seu negócio, pois adverte sempre sobre o que pode ser aperfeiçoado ou modificado. Apostilas Domínio 9 • Cliente Otário: o vendedor sempre oferece produtos que nada tem a ver com a necessidade do cliente. Obs: Não subestime seu cliente. Mais a frente ele vai perceber que está sendo enganado e, além de não retornar, propagará sua péssima reputação. • Cliente Desocupado: quando é protelado o atendimento à necessidade do cliente. Obs: o mercado está muito concorrido e provavelmente você perderá o cliente. Vimos então, que não devemos subestimar o consumidor de nossos produtos achando que somos os melhores naquilo que fazemos, subestimando também a concorrência. Este tipo de comerciante está fadado à falência. Então qual o grande diferencial competitivo? A resposta é a QUALIDADE NOS SERVIÇOS. Vejamos como o cliente percebe o serviço: SATISFAÇÃO = PERCEPÇÃO EXPECTATIVA P E = ENCANTAMENTO Obs: P = Percepção E = Expectativa FOCO NO CLIENTE: deve-se educar os funcionários para que se volte o foco para o cliente. Vejamos: • Voltar a empresa para o cliente; • Identificar, conhecer o cliente; • Conhecer as necessidades do mesmo; • Atendê-lo e encantá-lo; • Superar as expectativas do seu cliente; • Monitorar a satisfação do cliente; • Eliminar as barreiras de aproximação entre vocês; • Criar conveniências; • Ser um “sócio” de seu cliente; • Não parar nunca, trabalhar constantemente. Lembre-se: O cliente é a razão de existir da empresa. Este texto é baseado nos estudos de Sérgio Almeida. Texto: Thais Moura – thaisnm@aol.com COMO LIDAR COM A CONCORRÊNCIA AS MIL E UMA LIÇÕES PARA LIDAR COM A CONCORRÊNCIA Publicado na Revista Exame Diz a lenda que um poderoso sultão tinha o péssimo hábito de se servir de suas concubinas e depois matálas. Uma delas, chamada Sherazade, achou uma forma de garantir sua sobrevivência: a cada noite, ela contava uma história para seu sultão. Curioso para saber o desenlace final , o sultão não a matou – pelo menos durante 1001 noites . E o que isso tem a ver com concorrência ? Ora, comparemos o sultão com um cliente. Podemos dizer que, atualmente, um cliente descontente, ou simplesmente pouco entusiasmado, não chega a matar, mas deleta, esquece, passa para outra. O que fez Sherazade para não ser eliminada? 1. Optou Pelo Diferente Em Vez do Melhor - Sherazade teve a sabedoria de perceber que melhor não existe. O que existe é o mais apropriado para cada cliente. Querer ser melhor em tudo elimina o foco estratégico, leva a contradições (por exemplo, querer vender o produto mais luxuoso e mais barato ao mesmo tempo) e tira a identidade dos produtos ou serviços. Por outro lado, o diferente já trouxe consigo a vantagem da surpresa. 2. Usou Seus Pontos Fortes – Imagino que Sherazade sabia que era uma boa contadora de histórias. É muito mais fácil conquistar um cliente aproveitando os próprios pontos fortes do que tentar vencer usando os pontos fortes de outros. Em vez de se desesperar ou invejar as outras concubinas, Sherazade teve coragem e objetividade para detectar o seu talento específico, aquilo que a fez única e insubstituível. 3. Usou a Intuição e a Percepção – Como é que Sherazade ia saber que o sultão se interessaria por lendas ? Bem, talvez ele não fosse exatamente o tipo atlético...Um cliente emite sinais do que vai agradá-lo. De forma dedutiva ou intuitiva, Sherazade soube captá-los. 4. Não Agrediu a Concorrência – Para vencer , Sherazade não precisou derrotar ninguém. Pelo contrário, ao criar um novo nicho de mercado, Sherazade mostrou às demais concubinas que havia outras possibilidades. Quem sabe não foi Sherazade que estimulou o surgimento de concubinas massagistas, quituteiras ou dançarinas ? 5. Correu Riscos - Sem dúvida. Mas qual risco é maior do que o de ser abandonado pelo cliente ? Isto não significa que o risco não possa ser administrado. Provavelmente, Sherazade foi muito tática ao iniciar a contar histórias, observando a reação de seu cliente a cada momento. 6. Criou Uma Nova Necessidade - A inovação de Sherazade não terminou na primeira noite. O cliente ficou extremamente satisfeito, mas não saciado. Os contos sempre terminavam com uma sensação de "quero mais". 7. Contribuiu Para a Vida do Sultão - Com algo novo, Sherazade ampliou os horizontes do sultão. Talvez ele nem soubesse que apreciava histórias. 8. Não Se Limitou às Pesquisas - Imaginem o sultão aguardando Sherazade para uma grande noitada. Naquela hora, adiantaria perguntar se ele queria ouvir uma histórinha ? Provavelmente, ela simplesmente o envolveu com seu primeiro conto. Produtos novos requerem experimento, degustação. 9. Evoluiu - Visando a continuidade, Sherazade não parou de se desenvolver, criando novas Apostilas Domínio 10 lendas para sultão não perder o interesse. Um produto pode dar certo, o que não significa que ele está finalizado. 10. Ampliou Seu Mercado - As lendas foram criadas para um cliente específico. Mas foram transcritas e se transformaram num livro, por sinal um best seller. Sem que o cliente inicial se sentisse lesado , Sherazade criou uma forma de ampliar seus rendimentos. 11. Contribuiu Para a Sociedade – Toda inovação promove uma alavancagem. A cada invento nossa sociedade se sofistica. Tornamo-nos mais abertos, mais criativos, mais exigentes. Isto é evolução. Em princípio, a concorrência nos parece algo excelente quando somos clientes e péssimo quando somos fornecedores. Mas o grande desafio não é ser o fornecedor eleito. Mais importante é a chance de crescer e contribuir. Gisela Kassoy éconsultora especialista em Criatividade e autora do "Porta-Idéias. Um Guia Para Você Estimular, Guardar e Aprimorar Idéias" http://www.guiarh.com.br/pp42.html O QUARTO "P" - PROPAGANDA E PROMOÇÃO A propaganda tem por missão integrar o esforço promocional, operando no sentido de atingir o subconsciente do consumidor com a penetração do apelo, influenciando sua decisão de compra. É através da repetição de um conceito que ele se infunde e difunde, fazendo variar a opinião do mercado, mas é preciso existir persistência para que ela se mantenha. Um fator preponderante é a seleção adequada dos veículos de divulgação do esforço promocional. Árdua e delicada é a decisão entre jornais, revistas, rádios, canais de televisão, cinemas, mala-direta, outdoor, etc. Nos tempos atuais, de notório amadurecimento dos avanços tecnológicos nos meios de comunicação (obtidos através de maciços investimentos em pesquisas nas duas últimas décadas), além da tv aberta e das rádios, contamos com a tv por satélite, a tv a cabo e suas dezenas ou centenas de canais, os jornais cada vez mais atualizados no seu formato e apresentação, as revistas com novos e dinâmicos formatos, o acesso a informações via internet e muitos outros por vir ainda. E, através desta multiplicidade infindável de veículos, somos maciçamente influenciados pelo marketing em nosso cotidiano, como já anunciara Marcos Cobra: "Desde que acordamos até o momento em que dormimos, todas as nossas ações são permeadas pelo marketing." "O consumo do sabonete na higiene pessoal, ao lado da pasta dental, ou mesmo do papel higiênico, é influenciado por alguma promoção no ponto de venda ou por um comercial na televisão." "A lâmina de barbear, o creme de barbear, a loção pós- barba e o desodorante têm seu uso estimulado por algum apelo persuasivo." "A manteiga ou a margarina, o café solúvel ou o de coador, o leite, tudo passa pela sedução de compra de algum elemento de marketing." Marcos Henrique Nogueira Cobra MARKETING ESSENCIAL: CONCEITOS, ESTRATÉGIAS E CONTROLE (São Paulo, Atlas, 1986) Para uma abordagem abrangente do esforço promocional devemos subdividi-lo em três grupos de relações: as relações com os vendedores, com os revendedores e com os consumidores. As relações com a equipe de vendas devem ser pautadas pela ampla e eficiente disponibilidade da estrutura promocional a serviço dos vendedores, os quais devem continuamente buscar desenvolver-se, aperfeiçoar e reciclar em torno da temática promocional. No que tange às relações com os revendedores, a promoção de vendas deve atentar para a importância da rotação dos produtos nos pontos de vendas. Para tanto, deve cuidar criteriosamente da sua reposição e substituição, pesquisando (até por indagação simples) a freqüência com que os consumidores compram determinado produto. Isto nos dá o parâmetro de como está a resposta da demanda no mercado e permite localizar pontos vulneráveis onde o esforço promocional deve atuar. Os revendedores geralmente são o alvo de brindes especiais em datas de significação (aniversário, inauguração, etc.) e no cumprimento e superação de metas. Para eles são organizados e promovidos seminários de avaliação e motivação, encontros para lançamento de novos produtos, presta-se apoio à atualização do lay-out do ponto de venda, além de continuamente criarem-se ofertas especiais. Já a relação com os consumidores, no âmbito do esforço promocional, é voltada a intensificar o tráfego nos pontos de vendas e assim estimular a demanda. Para tal, a promoção utiliza-se de um vasto ferramental, que vai de brindes, amostras, concursos, passando por ofertas, embalagens de múltipla utilidade, indo até a demonstrações nos pontos de vendas, participação em feiras e exposições. VENDA Compra e venda Os três elementos essenciais que caracterizam uma operação de compra e venda são o acordo de vontades http://www.guiarh.com.br/pp42.html http://www.guiarh.com.br/pp42.html Apostilas Domínio 11 entre comprador e vendedor, a coisa que troca de mãos e o preço pago por ela. Compra e venda é o contrato previsto na lei civil pelo qual um dos contraentes se obriga a transferir o domínio de certa coisa e, o outro, a pagar-lhe certo preço em dinheiro. Trata-se de um contrato bilateral, oneroso e cumulativo. Tem semelhança com a troca ou permuta, mas com ela não se confunde, pois na troca não intervém dinheiro. Na compra e venda, o preço é um dos elementos dominantes. Este, embora possa ser fixado por terceiros, não fica ao arbítrio exclusivo de uma das partes sob pena de acarretar a nulidade do contrato. Na venda de imóveis, o preço pode ser estipulado por medida de extensão (ad mensuram). Nesse caso, se a área não corresponder ao combinado, o comprador tem direito a exigir seu complemento, reclamar a rescisão do contrato ou abatimento proporcional do preço. Na venda ad corpus, na qual o imóvel é discriminado e suas características podem ser verificadas, não cabe ao comprador o direito de reclamar, já que se entende a referência às dimensões como apenas enunciativa. Isso também se presume quando a diferença entre as dimensões enunciadas e as realmente encontradas não exceder um quinto da extensão total enunciada. A coisa comprada pode ser enjeitada por vícios ou defeitos ocultos que a tornem imprópria ao uso ou lhe diminuam o valor. Nas coisas vendidas conjuntamente, os vícios que autorizam a rejeição de uma delas não autorizam a rejeição de todas. Salvo cláusula expressa, o fato de que o vendedor desconhece tais vícios não o exime de responsabilidade. Sendo a compra e venda um contrato oneroso, o vendedor se obriga a resguardar o comprador dos riscos da evicção, isto é, da perda total ou parcial da coisa, pelo comprador, em conseqüência de sentença judicial em causa anterior ao contrato de compra e venda. O comprador tem, nesses casos, direito a recobrar o preço que pagou e ser ressarcido por outros prejuízos com que tiver arcado. Chama-se tradição a entrega da coisa vendida. Até o momento em que ela ocorra, os riscos decorrentes da posse da coisa vendida correm por conta do vendedor e os riscos do preço, por conta do comprador, salvo casos especiais previstos em lei. Não havendo combinação em contrário, as despesas da escritura ficam a cargo do comprador e as da tradição por conta do vendedor. A lei estabelece algumas restrições quanto à possibilidade de venda. Os ascendentes não a podem fazer aos descendentes sem que os outros descendentes expressamente o consintam. Os tutores, curadores, testamenteiros e mandatários não podem adquirir, em leilão público, bens confiados a sua guarda ou de cuja administração estejam encarregados. Igual restrição pesa sobre os empregados públicos, juízes e serventuários de justiça, quanto a bens sobre os quais tenham qualquer ingerência. São cláusulas especiais ajustáveis ao contrato de compra e venda: a retrovenda, pela qual o vendedor se reserva o direito de recomprar a coisa vendida; a venda a contento, para aceitação posterior; a preempção ou preferência, que atribui a alguém direito preferencial de compra; pacto de melhor comprador, cláusula que desfaz a venda se dentro de certo prazo aparecer quem ofereça maior vantagem; e pacto comissório, cláusula que desfaz a venda e restitui a coisa ao domínio do vendedor se o preço não for pago até certa data. ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda. COMÉRCIO As transformações políticas e econômicas da sociedade, no decorrer da história, têm sido determinadas basicamente pela forma como organizaram e desenvolveram suas relações comerciais. Comércio é a atividade econômicaque transfere bens e serviços, pela compra e venda, dos produtores aos consumidores ou a outros produtores. Tem sua razão de ser na divisão e especialização do trabalho e nas diferentes necessidades humanas. Evolução histórica. O comércio foi uma das primeiras atividades econômicas da humanidade, e desde o primeiro momento coexistiu com a economia de subsistência. Nas sociedades primitivas existia o denominado comércio "mudo", no qual os membros de uma tribo depositavam em um lugar neutro os objetos excedentes e depois regressavam para recolher o que em troca a outra tribo houvesse deixado. O escambo ou troca era um meio habitual de transações comerciais antes da invenção da moeda. O comércio foi praticamente a única atividade econômica de alguns povos mediterrâneos, como os fenícios e os cartagineses; para outros povos, como os gregos e os árabes, constituiu ocupação fundamental. O comércio foi também razão preponderante para os grandes investimentos em infra-estrutura e meios adequados para vencer as grandes distâncias. Decorreram daí muitas das inovações tecnológicas no traçado e construção de estradas, no aprimoramento da cartografia e na tecnologia do transporte. Também os contratos mercantis, as instituições financeiras e a moeda nasceram de necessidades impostas pelo comércio. Exemplo disso foram as vias romanas, a rota do comércio de seda entre a China e Bizâncio, que se prolongou até Cádiz, na Espanha; o tráfico marítimo de especiarias e outras mercadorias entre a Europa e suas colônias, e o desenvolvimento das redes ferroviárias, para o transporte de minerais. A atividade comercial em si limita-se a colocar os bens e serviços em condições e lugares oportunos, ao alcance daqueles que deles necessitam. A constatação de que o comércio não cria nem transforma os produtos levou Aristóteles a considerar que essa atividade não contribui em nada para aumentar a riqueza, e que, ao contrário, constitui apenas uma espécie de filtro parasitário entre produtores e consumidores. O comércio pode denominar-se interior, quando ocorre dentro das fronteiras do país, ou exterior, quando se dá entre um país e outros. Apostilas Domínio 12 Comércio interior Sujeito a uma legislação e a um regime impositivo comuns, uma vez que não existem barreiras protecionistas entre as diferentes regiões de um mesmo país, o comércio interior assegura a prestação de vários serviços essenciais: (1) transporte de mercadorias dos produtores aos consumidores, ou de produtores a outros produtores; (2) agrupamento, num mesmo lugar, de bens produzidos em diversos locais diferentes, como ocorre com os produtos alimentícios; (3) armazenamento dos produtos perecíveis, como os agrícolas -- para possibilitar sua distribuição no decorrer do ano, graças a diferentes sistemas de conservação e armazenamento; e (4) estabilização de preços e lucros pelo abastecimento constante de produtos, das áreas onde sua produção é abundante, para áreas onde são escassos ou não existem. O comércio atacadista opera com grandes quantidades de mercadorias, compradas diretamente dos produtores, para vender a outros produtores ou aos varejistas, mas nunca diretamente aos consumidores. Quando dispõe de muitos recursos financeiros, próprios ou alheios (crédito), o atacadista costuma operar com armazéns reguladores, onde pode estocar grandes quantidades de bens. Assim, pode comprar grandes partidas de uma só vez, o que por um lado permite negociar preços mais baixos para compra, e por outro fixar preços mais altos para venda. Essa prática pode ensejar a chamada concorrência monopolística, em que os negociantes menores são praticamente alijados no negócio. No varejo, as mercadorias compradas aos produtores ou aos atacadistas são vendidas diretamente aos consumidores. Nesse mercado há lugar para pequenas firmas, ou empresas familiares, que operam com pouco capital e pequenas quantidades de mercadorias. Mas há também os grandes varejistas, como os supermercados e lojas de departamento. No varejo, fatores como localização, captação de clientes ou especialização das lojas permite que os comerciantes possam atribuir a mercadorias praticamente idênticas preços diferentes. É o que ocorre geralmente nas lojas de shopping-centers, em que o consumidor aceita em princípio pagar mais caro pelo conforto de poder encontrar uma grande variedade de produtos em um mesmo local, e também pelas facilidades de estacionamento e lazer. As grandes lojas de departamento e cadeias de supermercado figuram como um tipo de comércio misto, atacadista nas compras e varejista nas vendas, isto é, como compram em grandes quantidades, podem obter os mesmos preços que os atacadistas; e como vendem diretamente ao consumidor, podem oferecer preços mais baixos e maior diversidade de artigos. No sistema comercial atuam muitos profissionais, como vendedores, distribuidores, representantes, promotores de vendas, vitrinistas, publicitários. Toda essa variada gama de atividades pode ser englobada no termo genérico mercadologia (marketing). Comércio internacional Teorias econômicas. A discussão teórica sobre o comércio internacional intensificou-se com o surgimento e a consolidação dos países europeus, no final da Idade Média. O papel do comércio internacional no enriquecimento das nações ocupou lugar importante na teoria econômica conhecida como mercantilismo, que preconizava o aumento das exportações, a diminuição das importações e a cobrança do superávit -- diferença positiva entre as exportações e as importações -- em ouro, metal tido como de alta prioridade para o desenvolvimento econômico. Para executar tal política, os países mercantilistas protegiam-se por meio de barreiras alfandegárias, com impostos elevados sobre os produtos estrangeiros ou a mera proibição de sua compra, prática ainda vigente no mundo atual. No século XVIII, o britânico Adam Smith destacou a importância da especialização como fonte de maior produção e considerou o comércio internacional como um caso particular de especialização. Acreditava que cada nação deveria especializar-se e participar do comércio internacional com suas mercadorias mais abundantes. Seu compatriota David Ricardo estabeleceu, no começo do século XIX, o fundamento teórico do comércio internacional pelo "princípio da vantagem comparativa", segundo o qual um país deveria especializar-se na produção de bens que lhe trouxessem maiores lucros, mesmo que fosse mais eficiente em todos os setores de produção em relação a outro país. Por exemplo, se um país A empregava vinte homens-dia para produzir uma máquina, e o país B empregava quarenta homens-dia na produção da mesma máquina, e na produção de cimento o país A empregava quatro homens-dia e o país B sessenta homens-dia, seria mais vantajoso para ambos que A fabricasse o cimento e B a máquina. O principal argumento em favor da análise da vantagem comparativa é que cada país deveria especializar-se nas ocupações em que fosse realmente eficiente, pois assim poderia exportar parte de sua produção e importar as mercadorias em cuja produção estivesse comparativamente em desvantagem. Essa teoria proporcionou um forte argumento em favor do livre comércio. Os economistas suecos Eli Heckscher e Bertil Ohlin apresentaram, em 1933, uma tese - reelaborada na década de 1940 pelo americano Paul Samuelson - sobre a estrutura do comércio internacional, conhecida como tese de Heckscher-Ohlin. Segundo essa teoria, cada país exporta os bens em cuja produção intervêm de forma intensiva fatores relativamente abundantes em seu território, e importa os que utilizam intensivamente recursos relativamente escassos no país. Entretanto, Wassily Leontief, economista americano