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LEGISLAÇÃO ESPECIAL
Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra 
as Relações de Consumo
Livro Eletrônico
Presidente: Gabriel Granjeiro
Vice-Presidente: Rodrigo Calado
Diretor Pedagógico: Erico Teixeira
Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi
Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra
Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes
Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais 
do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de 
uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às 
penalidades previstas civil e criminalmente.
CÓDIGO:
240111391471
DOUGLAS VARGAS
Agente da Polícia Civil do Distrito Federal, aprovado em 6º lugar no concurso realizado 
em 2013. Aprovado em vários concursos, como Polícia Federal (Escrivão), PCDF 
(Escrivão e Agente), PRF (Agente), Ministério da Integração, Ministério da Justiça, 
BRB e PMDF (Soldado – 2012 e Oficial – 2017).
 
O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título,
a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal.
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LegisLação espeCiaL 
Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo 
Douglas Vargas
SUMÁRIO
Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Fundamento Constitucional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Conceitos Básicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Consumidor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Fornecedor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Relação de Consumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Bem Jurídico Tutelado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Infrações Penais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Omissão de Dizeres ou Sinais Ostensivos sobre a Nocividade ou Periculosidade 
de Produtos ou Serviços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Omissão na Comunicação da Nocividade ou Periculosidade de Produtos . . . . . . 9
Execução de Serviço de Alto Grau de Periculosidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
Propaganda Enganosa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Publicidade Enganosa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13
Publicidade Capaz de Provocar Comportamento Perigoso . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
Omissão na Organização de Dados que Embasam Publicidade . . . . . . . . . . . . . . 15
Emprego de Peças ou Componentes de Reposição Usados sem o 
Consentimento do Consumidor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Cobrança Abusiva Ou Vexatória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Criação de Óbice ao Consumidor acerca de suas Informações Cadastrais . . . . . 19
Omissão na Correção de Dados Cadastrais do Consumidor . . . . . . . . . . . . . . . . . 19
Omissão na Entrega do Termo de Garantia ao Consumidor . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
Observações Finais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
 
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Questões de Concurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25
gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30
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Douglas Vargas
apReseNTaçãoapReseNTação
Olá, querido(a) aluno(a)!
Na aula de legislação extravagante de hoje, iremos estudar a parte criminal do Código 
de Defesa do Consumidor (o famoso CDC), na figura da Lei n. 8.078/1990.
Vamos abordar todos os aspectos criminais em detalhes, e em seguida fazer exercícios 
sobre o tema.
Gostaria apenas de observar que vamos trabalhar com uma lista de exercícios de diversas 
bancas que nos permitirá consolidar o entendimento da matéria e revisar bem os temas 
estudados, haja vista que não é um dos temas mais cobrados em legislação especial, o que 
dificulta a localização de itens específicos.
Ademais, gostaria de ressaltar que a aula possui um enfoque PENAL, não abordando todo 
o CDC, mas apenas os conceitos relevantes para a compreensão dos crimes e os aspectos 
penais do texto legal.
É por este motivo que alguns diplomas legais e alterações não serão mencionados, à 
exemplo da Lei n. 14.181/2021, uma vez que suas modificações no CDC não possuem teor 
relevante para a esfera penal.
Bons estudos!
 
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LEI N. 8.078/1990 – CRIMES CONTRA AS RELAÇÕES LEI N. 8.078/1990 – CRIMES CONTRA AS RELAÇÕES 
DE CONSUMODE CONSUMO
iNTRoDUçãoiNTRoDUção
O Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/1990) é uma norma extensa, que trata 
de diversos aspectos relacionados ao consumo. Nosso foco nesta aula será o estudo dos 
artigos 63 a 74 do texto legal, tratando especificamente dos tipos penais relacionados ao 
tema – bem como da jurisprudência e doutrina relevantes.
FUNDaMeNTo CoNsTiTUCioNaLFUNDaMeNTo CoNsTiTUCioNaL
A defesa do consumidor possui fundamento constitucional, nos termos do art. 5º da 
CF/88, veja:
Art. 5º, XXXII – o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;
CoNCeiTos BÁsiCosCoNCeiTos BÁsiCos
Antes de adentrar nos crimes propriamente ditos, precisamos tratar de alguns conceitos 
essenciais para sua interpretação – conceitos que estão contidos no próprio texto do CDC.
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De fato, todas as infrações penais no CDC são IMPOs. Assim sendo, a assertiva A está correta.
b) Errada. O art. 80 admite expressamente a subsidiariedade da ação penal.
c) Errada. Existem crimes culposos nos artigos 63 e 66, por exemplo.
d) Errada. As esferas são independentes.
e) Errada. O crime não é colocar no mercado os referidos produtos – mas sim colocá-los à 
venda sem a devida indicação (omitindo que o produto é nocivo).
Letra a.
014. 014. (CESPE-CEBRASPE/MPE-TO/PROMOTOR SUBSTITUTO/2022) Quanto aos crimes previstos 
no Código de Defesa do Consumidor, assinale a opção correta.
a) Não há previsão de modalidade culposa em crimes dessa natureza, os quais, em regra, 
são punidos com reclusão e multa.
b) A pena pecuniária será fixada em dias-multa, correspondente ao mínimo e ao máximo 
de dias da pena privativa de liberdade.
c) Crimes dessa natureza não admitem a propositura de ação penal privada subsidiária da 
pública, em função do preponderante interesse da coletividade.
d) É atípica e configura mera infração administrativa a conduta de não entregar ao consumidor 
o termo de garantia preenchido e com conteúdo claro.
e) O fato de conduta delituosa contra o consumidor ter sido cometida em época de grave 
crise econômica é circunstância atenuante.
Conforme já estudamos, a lei prevê crimes culposos e há previsão de ação subsidiária, o que 
invalida as assertivas A e C. A assertiva D está errada pois trata-se do crime do art. 74. O 
item E, por sua vez, está incorreto pois a referida circunstância é agravante, não atenuante.
Resta, portanto, somente a assertiva B, que traduz a literalidade do art. 77 do CDC.
Letra b.
015. 015. (FEPESE/PREF. CHAPECÓ/FISCAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR/2022) De acordo com a 
Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor, configura crime 
contra as relações de consumo “Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia 
adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo”, com pena de:
a) Reclusão de um a seis meses ou multa.
b) Reclusão de seis meses a dois anos e multa.
c) Detenção de um a seis meses ou multa.
d) Detenção de três meses a um ano e multa.
e) Detenção de seis meses a dois anos e multa.
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Triste a cobrança de pena em espécie pelo examinador, mas pode acontecer. Vamos relembrar 
o art. 74:
Art. 74. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e 
com especificação clara de seu conteúdo;
Pena – Detenção de um a seis meses ou multa.
Letra c.
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	Sumário
	Apresentação
	Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo
	Introdução
	Fundamento Constitucional
	Conceitos Básicos
	Consumidor
	Fornecedor
	Relação de Consumo
	Bem Jurídico Tutelado
	Infrações Penais
	Omissão de Dizeres ou Sinais Ostensivos sobre a Nocividade ou Periculosidade de Produtos ou Serviços
	Omissão na Comunicação da Nocividade ou Periculosidade de Produtos
	Execução de Serviço de Alto Grau de Periculosidade
	Propaganda Enganosa
	Publicidade Enganosa
	Publicidade Capaz de Provocar Comportamento Perigoso
	Omissão na Organização de Dados que Embasam Publicidade
	Emprego de Peças ou Componentes de Reposição Usados sem o Consentimento do Consumidor
	Cobrança Abusiva Ou Vexatória
	Criação de Óbice ao Consumidor acerca de suas Informações Cadastrais
	Omissão na Correção de Dados Cadastrais do Consumidor
	Omissão na Entrega do Termo de Garantia ao Consumidor
	Observações Finais
	Resumo
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentadopor quaisquer meios e a qualquer título,
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CoNsUMiDoRCoNsUMiDoR
Segundo a Lei n. 8.078/1990:
Art. 2º. É toda pessoa, seja física ou jurídica, que adquire ou utiliza produto ou serviço como 
destinatário final.
FoRNeCeDoRFoRNeCeDoR
Segundo a Lei n. 8.078/1990:
Art. 3º. É toda pessoa, seja física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem 
como entes despersonalizados, que desenvolve atividades de produção, montagem, criação, 
construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos 
ou prestação de serviços.
ReLação De CoNsUMoReLação De CoNsUMo
É a relação que se estabelece entre fornecedor e consumidor, cujo objeto são os produtos 
ou serviços.
pRoDUTo
Qualquer bem, imóvel ou 
móvel, material ou imaterial.
seRViço
Q u a l q u e r a t i v i d a d e 
f o r n e c i d a n o m e r c a d o 
d e c o n s u m o, m e d i a n t e 
remuneração, inclusive as de 
natureza bancária, financeira, 
de créditos e securitária, salvo 
as decorrentes de relações de 
caráter trabalhista.
pessoa JURÍDiCa & CDC
Uma questão recorrente quanto à Lei n. 8.078/1990 trata sobre a possibilidade de 
responsabilização de pessoas jurídicas por crimes contra o consumidor.
Nesse sentido, é muito importante perceber que crimes contra o consumidor não 
são sinônimo de crimes contra a economia popular, sobre os quais também versa a 
Constituição Federal, de modo que a responsabilização criminal da Pessoa Jurídica, nos 
termos do CDC, não é possível.
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Não é possível a responsabilização criminal de pessoa jurídica por crime contra o consumidor.
Quando uma empresa é o fornecedor ou prestador de um determinado serviço, a 
responsabilização pela prática de eventual crime contra o consumidor recairá sobre os 
proprietários ou sobre os funcionários, dependendo do caso concreto.
BeM JURÍDiCo TUTeLaDoBeM JURÍDiCo TUTeLaDo
O bem jurídico tutelado pelos crimes contra o consumidor, primariamente, são as 
relações de consumo.
Ótimo! Uma vez analisados esses conceitos introdutórios, vamos à análise dos tipos 
penais contidos no CDC! Você verá como esta aula é interessante – não só para fins de 
prova, mas para o nosso dia a dia, como consumidores.
iNFRaçÕes peNaisiNFRaçÕes peNais
oMissão De DiZeRes oU siNais osTeNsiVos soBRe a NoCiViDaDe oU oMissão De DiZeRes oU siNais osTeNsiVos soBRe a NoCiViDaDe oU 
peRiCULosiDaDe De pRoDUTos oU seRViçospeRiCULosiDaDe De pRoDUTos oU seRViços
Art. 63. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos, 
nas embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade:
Pena – detenção de seis meses a dois anos e multa.
§ 1º. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar, mediante recomendações escritas 
ostensivas, sobre a periculosidade do serviço a ser prestado.
§ 2º. Se o crime é culposo:
Pena – detenção de um a seis meses ou multa.
Segundo o próprio CDC, a regra geral é que os produtos e serviços colocados no mercado 
não causem riscos à saúde ou segurança dos consumidores. Na hipótese excepcional em 
que a natureza do produto ou serviço envolva algum risco, a lei dispõe que o fornecedor 
informe o consumidor a esse respeito. Veja:
Art. 8º Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde 
ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de 
sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações 
necessárias e adequadas a seu respeito.
Ademais, a mesma responsabilidade se aplica aos fornecedores de produtos 
potencialmente nocivos:
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Art. 9º O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou 
segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou 
periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto.
A tipificação do art. 63 incide justamente para garantir o cumprimento dessas normas (art. 
8º e 9º), responsabilizando penalmente aquele que se omitir e deixar de inserir informações 
ostensivas a respeito da periculosidade de um determinado produto ou serviço.
• Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo é o fornecedor (caput) 
ou o prestador de serviços (parágrafo 1º).
• A consumação do delito ocorre com o lançamento do produto no 
mercado sem as informações necessárias (caput) ou quando se 
inicia a prestação de serviço sem a devida ciência da periculosidade 
ao consumidor (parágrafo 1º)
• O delito admite a forma culposa.
• A ação penal é pública incondicionada, e todas as condutas são 
de menor potencial ofensivo.
CaRaCTeRÍsTiCas
oMissão Na CoMUNiCação Da NoCiViDaDe oU peRiCULosiDaDe De oMissão Na CoMUNiCação Da NoCiViDaDe oU peRiCULosiDaDe De 
pRoDUTospRoDUTos
Art. 64. Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou 
periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado:
Pena – — detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
Parágrafo único. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado, imediatamente 
quando determinado pela autoridade competente, os produtos nocivos ou perigosos, na forma 
deste artigo.
Nos termos do art. 10, parágrafo 1º, do CDC:
Art. 10, § 1º O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado 
de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato 
imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários.
Dessa forma, quem vier a descumprir as normas acima, deixando de comunicar à 
autoridade competente e aos consumidores periculosidade descoberta após o lançamento 
do produto, ou deixar de retirar do mercado produtos perigosos após a determinação 
da autoridade competente, incorrerá nas penas do art. 64.
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Pois é, caro(a) aluno(a)! As montadoras de veículos, ao descobrirem algum tipo de defeito 
que pode gerar risco para seus consumidores, não fazem o recall dos veículos por conta de 
seu bom coração – mas simplesmente porque a autoridade competente pode lhes obrigar 
a fazê-lo, sob pena de incorrer na conduta do art. 64 do CDC!
• Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo é o fornecedor.
• A consumação do delito ocorre quando decorre tempo suficiente 
para que o fornecedor informe ao mercado e às autoridades sobre 
a periculosidade do produto – a qual deve ter sido descoberta após 
o seulançamento.
• Quanto à conduta do parágrafo 1º, a consumação ocorre quando 
o fornecedor não retira o produto do mercado – devendo ser 
consideradas as questões técnicas do caso concreto, para avaliar 
qual o tempo efetivamente necessário para a retirada.
• O delito é omissivo próprio, de modo que não admite a forma 
tentada.
• A ação penal é pública incondicionada, e a conduta é de menor 
potencial ofensivo.
CaRaCTeRÍsTiCas
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eXeCUção De seRViço De aLTo gRaU De peRiCULosiDaDeeXeCUção De seRViço De aLTo gRaU De peRiCULosiDaDe
Art. 65. Executar serviço de alto grau de periculosidade, contrariando determinação de autoridade 
competente:
Pena – detenção de seis meses a dois anos, e multa.
Parágrafo único. As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão 
corporal e à morte.
O art. 65 trata de uma conduta que se assemelha bastante à de desobediência (Art. 
330 do CP), haja vista que o autor contraria determinação de autoridade competente. No 
entanto, tal tipo penal tem por objetivo incidir sobre conduta mais específica, agravando 
a conduta do fornecedor que desobedece a determinação da autoridade e realiza serviço 
de alto grau de periculosidade em tais condições.
Por alto grau de periculosidade entende-se a exposição do consumidor a risco iminente e grave.
A conduta pode até mesmo expor o próprio prestador de serviço ou fornecedor ao risco 
– mas para a doutrina, a lei se refere efetivamente ao risco relacionado aos destinatários 
do serviço prestado.
• Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo é o prestador do 
serviço.
• É crime de perigo abstrato, que se consuma com a mera prestação 
do serviço.
• A tentativa é admissível.
• Lembre-se de que o delito do art. 65 não é absorvido em caso 
de lesão corporal ou morte. Por expressa previsão legal, se tais 
resultados ocorrerem, a pena de ambos os delitos deverá ser 
somada.
• A ação penal é pública incondicionada.
CaRaCTeRÍsTiCas
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Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo 
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pRopagaNDa eNgaNosapRopagaNDa eNgaNosa
Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, 
característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia 
de produtos ou serviços:
Pena – detenção de três meses a um ano e multa.
§ 1º. Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta.
§ 2º. Se o crime é culposo:
Pena – detenção de um a seis meses ou multa.
O art. 6º do CDC, em seu inciso III, garante ao consumidor o direito à informação adequada 
e clara sobre os produtos por ele adquiridos:
Art. 6º. São direitos básicos do consumidor:
III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação 
correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem 
como sobre os riscos que apresentem;
Dessa forma, na hipótese em que o vendedor de um determinado produto faça afirmações 
falsas com o objetivo de concretizar um negócio, incorrerá nas penas do art. 66.
É possível também a configuração do delito através de omissão, quando informações 
relevantes não são fornecidas à vítima.
Diferenciação
Os delitos previstos no CDC, por vezes, são muito parecidos, e acabam causando confusão 
na hora da prova. Por esse motivo, observe a tabela abaixo, que contém algumas dicas 
importantes:
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• Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo é o fornecedor ou o 
patrocinador do produto ou serviço.
• É crime formal, cuja consumação ocorre com a afirmação falsa 
ou com a omissão quanto à informação relevante. A aquisição do 
produto não é necessária para a consumação do delito.
• A tentativa só é possível na figura comissiva.
• A ação penal é pública incondicionada.
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pUBLiCiDaDe eNgaNosapUBLiCiDaDe eNgaNosa
Art. 67. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva:
Pena – Detenção de três meses a um ano e multa.
Não confunda a publicidade enganosa (Art. 67) com a propaganda enganosa (Art. 66). No 
delito em estudo, estamos diante de mera propagação de publicidade enganosa ou abusiva.
Tal delito busca garantir o direito do consumidor à proteção contra publicidade abusiva 
ou enganosa, o que está previsto expressamente no art. 6º, parágrafo 4º, do CDC.
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pUBLiCiDaDe eNgaNosa
Contém informação falsa, ainda 
que parcialmente, ou capaz de induzir 
o consumidor em erro.
pUBLiCiDaDe aBUsiVa
Contém conteúdo discriminatório, 
que incite violência, explore medo 
ou superstição, que se aproveita 
da deficiência de julgamento ou da 
inocência da criança, que desrespeite 
valores ambientais ou que seja 
capaz de induzir o consumidor a se 
comportar de forma prejudicial ou 
perigosa à sua saúde ou segurança.
Dependendo do caso concreto, uma campanha publicitária que incitar preconceito racial 
pode ser enquadrada como delito de racismo. Além disso, é possível também a configuração 
do delito de incitação ou apologia ao crime no caso de campanhas que estimulem atividades 
ou fatos delituosos.
Segundo a doutrina, para a configuração do delito em estudo, é necessário que o autor 
saiba que a publicidade é falsa ou abusiva, ou que ao menos devesse saber disso (dolo eventual).
• Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo é o responsável pela empresa 
e os funcionários do departamento de marketing, se for o caso.
• Existe a possibilidade de responsabilização de órgãos de comunicação 
(como jornais, emissoras de tv) em casos de evidente publicidade 
enganosa, visto que tais órgãos tem o dever de recusar a divulgação 
da peça publicitária nesses casos.
• A consumação ocorre com a veiculação da publicidade. É crime 
formal, de modo que nenhum outro resultado é necessário.
• A tentativa é admissível, segundo a doutrina.
• A ação penal é pública incondicionada.
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pUBLiCiDaDe CapaZ De pRoVoCaR CoMpoRTaMeNTo peRigosopUBLiCiDaDe CapaZ De pRoVoCaR CoMpoRTaMeNTo peRigoso
Art. 68. Fazer ou promoverpublicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor 
a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança:
Pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa.
O CDC declara, em seu art. 37, que a publicidade capaz de induzir o consumidor a se 
comportar de forma perigosa à sua saúde ou segurança é efetivamente abusiva.
Nesse sentido, o art. 68 criminaliza a conduta daquele que faz ou promove publicidade 
capaz de causar esse tipo de comportamento por parte do consumidor.
EXEMPLO
Por exemplo, pode incorrer nesse tipo penal aquele que promover publicidade incentivando o 
consumo excessivo de álcool, ou que o consumidor utilize seu veículo esportivo com excesso 
de velocidade, por exemplo.
Agora você sabe por que nunca utilizaram o filme Velozes e Furiosos como peça publicitária 
para a venda de veículos!
• Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo são os profissionais 
responsáveis pela elaboração da publicidade.
• Existe a possibilidade de responsabilização de órgãos de comunicação 
(como jornais, emissoras de tv) em casos de flagrante ilegalidade 
da peça publicitária, visto que tais órgãos tem o dever de recusar a 
divulgação da peça publicitária nesses casos.
• A consumação ocorre com a veiculação da publicidade. É crime formal, 
de modo que nenhum outro resultado é necessário.
• A tentativa é admissível, segundo a doutrina.
• A ação penal é pública incondicionada.
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oMissão Na oRgaNiZação De DaDos QUe eMBasaM pUBLiCiDaDeoMissão Na oRgaNiZação De DaDos QUe eMBasaM pUBLiCiDaDe
Art. 69. Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade:
Pena – detenção de um a seis meses ou multa.
Para que o empresário ou fornecedor possa veicular uma determinada publicidade, o 
CDC determina que ele mantenha em seu poder os dados científicos que dão embasamento 
à mensagem por ele veiculada.
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Obviamente, não se pode admitir a veiculação de propaganda afirmando características 
ou qualidades de um produto que não possuem qualquer embasamento na realidade.
EXEMPLO
Se uma peça publicitária informa que o produto é o mais resistente ou que é recomendado 
por 90% dos dentistas, por exemplo, deve haver uma pesquisa realizada que comprove 
tais afirmações.
Note que este delito trata da mera falta de documentação que demonstre como se chegou à 
informação. Lembre-se de que se a informação é FALSA, o delito é o de publicidade enganosa!
• Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo são os responsáveis pela 
empresa que fornece os dados.
• O delito se consuma com a realização efetiva da publicidade. Se o agente 
não organiza os dados mas decide não veicular a peça publicitária, o 
fato é atípico!
• O crime é omissivo próprio, de modo que não admite a tentativa.
• A ação penal é pública incondicionada.
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eMpRego De peças oU CoMpoNeNTes De Reposição UsaDos seM o eMpRego De peças oU CoMpoNeNTes De Reposição UsaDos seM o 
CoNseNTiMeNTo Do CoNsUMiDoRCoNseNTiMeNTo Do CoNsUMiDoR
Art. 70. Empregar, na reparação de produtos, peças ou componentes de reposição usados, sem 
autorização do consumidor:
Pena – detenção de três meses a um ano e multa.
Esse delito é simples e, infelizmente, bastante comum. O contratado emprega, numa 
reparação de determinado produto, uma peça velha, usada, recondicionada, sem a 
autorização do consumidor.
Note que a autorização do consumidor para a utilização do componente usado exclui o 
crime. Tal autorização pode ser expressa (seja na forma escrita ou verbal) ou tácita (quando 
o consumidor procura uma loja especializada na utilização de peças retificadas, por exemplo).
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O art. 70 trata unicamente da conduta de empregar um componente usado na reparação 
de produtos, sem a autorização do consumidor. Se o consumidor pagar o preço de uma 
peça nova, face à utilização de peça utilizada, o delito é mais grave (fraude no comércio, 
art. 175, II, Código Penal).
A diferença é sutil, mas é muito importante. Veja dois exemplos que permitem interpretar 
melhor a norma em estudo:
Consumidor leva seu 
carro para manutenção, 
pois há um defeito 
nos freios.
O fornecedor faz a 
troca dos componentes 
por peças usadas, mas 
cobra do cliente o valor 
de peças novas
Ocorre a prática do 
art. 175, II, CP
Há utilização da peça 
usada e a cobrança de 
peça nova.
Consumidor 
leva seu carro para 
manutenção regular.
O fornecedor 
engana o consumidor, 
e cobra pela peças do 
ar-condicionado, sem 
na verdade, realizar 
manutenção alguma.
Ocorre a prática do 
delito de ESTELIONATO 
(Art. 171 CP)
Não há troca de uma 
mercadoria por outra, o 
que afasta a incidência 
do art. 175.
Consumidor 
leva produto, ainda 
em garantia, para 
manutenção.
A assistência 
técnica substitui a peça 
estragada por outra que 
está funcionando – mas 
que é recondicionada.
Ocorre a prática do 
art. 70, CDC.
Há a mera utilização 
da peça recondicionada.
• Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo é o fornecedor.
• O delito se consuma no momento da devolução do produto que 
foi objeto da manutenção ao consumidor. O delito se configura 
mesmo que a falha tenha sido sanada – o tipo penal não exige 
prejuízo efetivo ao consumidor. 
• A tentativa é admissível.
• A ação penal é pública incondicionada.
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CoBRaNça aBUsiVa oU VeXaTÓRiaCoBRaNça aBUsiVa oU VeXaTÓRia
Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, 
afirmações falsas, incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha 
o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer:
Pena – detenção de três meses a um ano e multa.
Outro delito simples, que trata da cobrança abusiva de determinada dívida – cobrança 
essa feita diretamente ao consumidor, e não através do Poder Judiciário.
• A coação aqui deve ser física.
• Se a ameaça e coação forem utilizados para cobrança de dívida 
que não envolve relações de consumo, configura-se o delito de 
exercício arbitrário das próprias razões (Art. 345 CP).
Coação & aMeaça
Ao realizar a cobrança da dívida, portanto, o credor não pode se valer das seguintes condutas:
• O sujeito ativo do delito é o fornecedor ou quem efetua a cobrança 
em seu nome.
• O delito é de mera conduta e se consuma no instante em que a 
cobrança abusiva é realizada.
• A tentativa é admissível apenas se a cobrança é realizada de forma 
escrita.
• A açao penal é pública incondicionada.
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CRiação De ÓBiCe ao CoNsUMiDoR aCeRCa De sUas iNFoRMaçÕes CRiação De ÓBiCe ao CoNsUMiDoR aCeRCa De sUas iNFoRMaçÕes 
CaDasTRaisCaDasTRais
Art. 72. Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem 
em cadastros, banco de dados, fichas e registros:
Pena – detenção de seis meses a um ano ou multa.
O CDC garante ao consumidor o acesso às informações sobre ele que constem em diversos 
tipos de cadastros e registros. Não se pode, por exemplo, deixar de informar ao consumidor 
por qual motivo seu nome foi inscrito em determinado órgão de proteção ao crédito.
• O sujeito ativo pode ser qualquer indivíduo que tenha controle 
sobre as informações em questão.
• A consumação do delito ocorre no momento em que o autor impede 
ou dificulta o acesso do consumidor às informações.
• É crime de mera conduta, que não depende de ocorrência de prejuízo 
para sua consumação.
• A tentativa é inadmissível.
• A ação penal é pública incondicionada.
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oMissão Na CoRReção De DaDos CaDasTRais Do CoNsUMiDoRoMissão Na CoRReção De DaDos CaDasTRais Do CoNsUMiDoR
Art. 73. Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, 
banco de dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata:
Pena – detenção de um a seis meses ou multa.
Uma vez que o consumidor identifica algum tipo de inexatidão em seus dados, o CDC 
lhe garante o direito à imediata correção, concedendo o prazo de cinco dias úteis para o 
responsável comunicar a alteração aos seus eventuais destinatários.
Se o responsável pela informação tomar ciência de sua inexatidão e deixar de tomar as 
providências para a sua correção, portanto, incorrerá no delito do art. 73 do CDC.
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• O sujeito ativo é a pessoa responsável por realizar a correção e que 
se omita, de forma dolosa, de fazê-lo.
• A consumação do delito ocorre com o decurso do prazo de cinco 
dias úteis concedidos pelo CDC para a correção dos dados inexatos.
• É crime omissivo próprio, motivo pelo qual não se admite a forma tentada.
• A ação penal é pública incondicionada.
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oMissão Na eNTRega Do TeRMo De gaRaNTia ao CoNsUMiDoRoMissão Na eNTRega Do TeRMo De gaRaNTia ao CoNsUMiDoR
Art. 74. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e 
com especificação clara de seu conteúdo:
Pena – detenção de um a seis meses ou multa.
A regra geral do CDC é que, no ato de fornecimento de produtos não duráveis, o 
fornecedor ofereça garantia mínima de trinta dias.
Já no caso de produtos duráveis, a lei garante ao consumidor a garantia de noventa 
dias. Ambos os casos dispensam o termo de garantia, haja vista que são fruto de 
determinação legal.
Entretanto, quando o fornecedor oferece garantia extracontratual, complementar à garantia 
legal, deve fazê-lo sempre de forma escrita e entregue ao consumidor no ato da compra.
Se deixar de fazê-lo, dolosamente, ou se o fizer, mas com preenchimento parcial ou 
sem o devido preenchimento do termo, incorrerá no delito em estudo.
• O sujeito ativo é o fornecedor e seus funcionários que, dolosamente, 
deixem de entregar ou de preencher corretamente o termo de garantia.
• O delito se consuma no momento em que o responsável deveria 
entregar o termo adequadamente e não o faz.
• Não é necessário que ocorra prejuízo ao consumidor para a 
configuração do delito.
• Não se admite a tentativa, haja vista que estamos diante de crime 
omissivo próprio.
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oBseRVaçÕes FiNaisoBseRVaçÕes FiNais
Para finalizar, devemos apontar a importância dos artigos 76 (rol de agravantes genéricas 
aplicáveis aos crimes contra o consumidor), 77 (pena pecuniária), 78 (penas restritivas de 
direitos aplicáveis aos delitos em estudo), 79 (fiança) e 80 (intervenção), os quais merecem 
ser lidos na íntegra pelo aluno:
Art. 76. São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste código:
I – serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade;
II – ocasionarem grave dano individual ou coletivo;
III – dissimular o agente a natureza ilícita do procedimento;
IV – quando cometidos:
a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-social seja manifestamente 
superior à da vítima;
b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou 
de pessoas portadoras de deficiência
mental interditadas ou não;
V – serem praticados em operações que envolvam alimentos, medicamentos ou quaisquer outros 
produtos ou serviços essenciais.
Art. 77. A pena pecuniária prevista nesta Seção será fixada em dias-multa, correspondente ao 
mínimo e ao máximo de dias de duração da pena privativa da liberdade cominada ao crime. Na 
individualização desta multa, o juiz observará o disposto no art. 60, §1º do Código Penal.
Art. 78. Além das penas privativas de liberdade e de multa, podem ser impostas, cumulativa ou 
alternadamente, observado o disposto
nos arts. 44 a 47, do Código Penal:
I – a interdição temporária de direitos;
II – a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência, às expensas do 
condenado, de notícia sobre os fatos e a condenação;
III – a prestação de serviços à comunidade.
Art. 79. O valor da fiança, nas infrações de que trata este código, será fixado pelo juiz, ou pela 
autoridade que presidir o inquérito, entre cem e duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro 
Nacional (BTN), ou índice equivalente que venha a substituí-lo.
Parágrafo único. Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu, a fiança poderá 
ser:
a) reduzida até a metade do seu valor mínimo;
b) aumentada pelo juiz até vinte vezes.
Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos neste código, bem como a outros 
crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistentes 
do Ministério Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso III e IV, aos quais também é 
facultado propor ação penal subsidiária, se a denúncia não for oferecida no prazo legal.
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RESUMORESUMO
Consumidor
É toda pessoa, seja física ou jurídica, que adquire ou utiliza produto ou serviço como 
destinatário final.
Fornecedor
É toda pessoa, seja física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem 
como entes despersonalizados, que desenvolve atividades de produção, montagem, criação, 
construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de 
produtos ou prestação de serviços.
Relação deConsumo
É a relação que se estabelece entre fornecedor e consumidor, cujo objeto são os produtos 
ou serviços.
pRoDUTo
Qualquer bem, imóvel ou 
móvel, material ou imaterial.
seRViço
Q u a l q u e r a t i v i d a d e 
f o r n e c i d a n o m e r c a d o 
d e c o n s u m o, m e d i a n t e 
remuneração, inclusive as de 
natureza bancária, financeira, 
de créditos e securitária, salvo 
as decorrentes de relações de 
caráter trabalhista.
Não é possível a responsabilização criminal de pessoa jurídica por crime contra o 
consumidor.
Infrações penais
• Omissão de dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de 
produtos ou serviços
− Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de pro-
dutos, nas embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade.
• Omissão na comunicação da nocividade ou periculosidade de produtos
− Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade 
ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação 
no mercado.
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• Execução de serviço de alto grau de periculosidade
− Executar serviço de alto grau de periculosidade, contrariando determinação de 
autoridade competente.
− Por alto grau de periculosidade entende-se a exposição do consumidor a risco 
iminente e grave.
• Propaganda enganosa
− Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natu-
reza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, 
preço ou garantia de produtos ou serviços.
− É possível também a configuração do delito através de omissão, quando informa-
ções relevantes não são fornecidas à vítima.
• Publicidade enganosa
− Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva.
pUBLiCiDaDe eNgaNosa
Contém informação falsa, ainda 
que parcialmente, ou capaz de induzir 
o consumidor em erro.
pUBLiCiDaDe aBUsiVa
Contém conteúdo discriminatório, 
que incite violência, explore medo 
ou superstição, que se aproveita 
da deficiência de julgamento ou da 
inocência da criança, que desrespeite 
valores ambientais ou que seja 
capaz de induzir o consumidor a se 
comportar de forma prejudicial ou 
perigosa à sua saúde ou segurança.
• Publicidade capaz de provocar comportamento perigoso
− Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir 
o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou 
segurança.
• Omissão na organização de dados que embasam publicidade
− Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade.
− Note que este delito trata da mera falta de documentação que demonstre como 
se chegou à informação. Lembre-se de que se a informação é FALSA, o delito é o 
de publicidade enganosa.
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• Emprego de peças ou componentes de reposição usados sem o consentimento 
do consumidor
− Empregar, na reparação de produtos, peças ou componentes de reposição usados, 
sem autorização do consumidor.
Consumidor leva seu 
carro para manutenção, 
pois há um defeito 
nos freios.
O fornecedor faz a 
troca dos componentes 
por peças usadas, mas 
cobra do cliente o valor 
de peças novas
Ocorre a prática do 
art. 175, II, CP
Há utilização da peça 
usada e a cobrança de 
peça nova.
Consumidor 
leva seu carro para 
manutenção regular.
O fornecedor 
engana o consumidor, 
e cobra pela peças do 
ar-condicionado, sem 
na verdade, realizar 
manutenção alguma.
Ocorre a prática do 
delito de ESTELIONATO 
(Art. 171 CP)
Não há troca de uma 
mercadoria por outra, o 
que afasta a incidência 
do art. 175.
Consumidor 
leva produto, ainda 
em garantia, para 
manutenção.
A assistência 
técnica substitui a peça 
estragada por outra que 
está funcionando – mas 
que é recondicionada.
Ocorre a prática do 
art. 70, CDC.
Há a mera utilização 
da peça recondicionada.
• Cobrança abusiva ou vexatória
− Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou 
moral, afirmações falsas, incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedi-
mento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com 
seu trabalho, descanso ou lazer.
• Criação de óbice ao consumidor acerca de suas informações cadastrais
− Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele cons-
tem em cadastros, banco de dados, fichas e registros.
• Omissão na correção de dados cadastrais do consumidor
− Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de ca-
dastro, banco de dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata.
• Omissão na entrega do termo de garantia ao consumidor
− Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido 
e com especificação clara de seu conteúdo.
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Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo 
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QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO
001. 001. (MPE-SC/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Julgue o item.
Os crimes contra o consumidor previstos na Lei n. 8.078/1990 tem, como hipóteses 
de circunstâncias agravantes, dentre outras, a condição econômico-social do autor 
manifestamente superior à da vítima e o qualificativo do consumidor como operário ou 
rurícola.
002. 002. (MPE-SC/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Julgue o item.
A Lei n. 8.078/1990 nada dispõe acerca do assistente do Ministério Público, de forma que, em 
todos os crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, incide o regramento 
genérico previsto no Código de Processo Penal, donde inviabilizada a intervenção, como 
assistente do Ministério Público, de órgãos da Administração Pública sem personalidade 
jurídica.
003. 003. (CESPE/MPE-RR/OFICIAL DE PROMOTORIA) Julgue o item a seguir.
O agente que, na cobrança de dívida, utiliza procedimento que exponha o consumidor a 
ridículo, injustificadamente, não pratica crime, contudo, poderá ser multado, sem prejuízo 
de ação de indenização por danos morais.
004. 004. (VUNESP/PC-SP/INVESTIGADOR) Em relação ao Código de Defesa do Consumidor (Lei 
n. 8.078/1990), assinale a alternativa correta.
a) Os crimes culposos são apenados exclusivamente com multa.
b) Existe hipótese de contravenção penal.
c) Não existem crimes culposos.
d) Não existem crimes apenados com reclusão.
e) Todos os crimes são apenados com reclusão.
005. 005. (CESPE/PC-GO/CONHECIMENTOS BÁSICOS) Com relação às infrações penais previstas 
na Lei n. 8.078/1990, que instituiu o CDC, assinale a opção correta.
a) No processo penal referente às infrações previstas no CDC, é vedada a atuação de 
assistentes do MP.
b) Todas as infrações tipificadas no CDC possuem pena máxima prevista de até dois anos.
c) Para que o infrator possa ser processado e julgado, é necessário que ele tenha agido 
com dolo.
d) A penaserá agravada se a infração for cometida no período noturno.
e) A pena será agravada se a infração for cometida em domingo ou feriado.
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006. 006. (CESPE/PC-PE/DELEGADO) A respeito da Lei n. 8.078/1990 (Código do Consumidor) e 
da Lei n. 8.137/90 (Crimes contra a ordem tributária e as relações de consumo), é correto 
afirmar que
a) os crimes contra as relações de consumo, previstos no art. 7º da Lei n. 8.137/90, são 
praticados somente mediante dolo.
b) os crimes contra o consumidor, previstos no Código de Defesa do Consumidor, são de 
menor potencial ofensivo.
c) o Código do Consumidor, no que concerne aos crimes nele previstos, estabelece a 
responsabilidade penal da pessoa jurídica.
d) a Lei n. 8.137/90, no que concerne aos crimes contra as relações de consumo, estabelece 
a responsabilidade penal da pessoa jurídica.
e) a Lei n. 8.137/90, no que concerne aos crimes contra as relações de consumo, prevê 
como circunstância agravante da pena a prática em detrimento de menor de 18 ou maior 
de 60 anos.
007. 007. (CESPE/PC-PE/DELEGADO) Ana contratou Cláudio, prestador de serviços, para consertar 
seu aparelho de televisão. Sem autorização de Ana e sem motivo justo, Cláudio utilizou, 
dolosamente, peças de reposição usadas na reparação do aparelho.
Nessa situação hipotética, a conduta de Cláudio é considerada
a) crime previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC).
b) crime previsto no CP.
c) crime previsto na Lei n. 8.137/1990, que define crimes contra a ordem tributária, econômica 
e contra as relações de consumo, e dá outras providências.
d) atípica, pois não há lei que preveja essa conduta como crime.
e) contravenção penal.
008. 008. (INSTITUTO CONSULPLAN/TJ-MS/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS-
REMOÇÃO/2021) Na sistemática da Lei n. 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor), 
especiais condições do ofendido estão previstas em desfavor do autor do fato. Nesse 
contexto normativo, é INCORRETO afirmar que configura agravante do crime consumerista 
ser ele praticado em detrimento de:
a) Operário ou rurícola.
b) Menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos.
c) Pessoa portadora de deficiência mental, ainda que não interditada.
d) Pessoa portadora de deficiência física, nas relações de consumo de produtos ou serviços 
relacionados à respectiva deficiência.
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009. 009. (FUNDAÇÃO LA SALLE/PREFEITURA DE CANOAS/PROCURADOR MUNICIPAL/2021) O valor 
da fiança, nas infrações de que trata o Código de Defesa do Consumidor, será fixado pelo 
juiz, ou pela autoridade que presidir o inquérito, entre cem e duzentas mil vezes o valor do 
Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ou índice equivalente que venha a substitui-lo. Se assim 
recomendar a situação econômica do indiciado ou réu, a fiança poderá ser:
I – Aumentada pelo juiz até vinte e cinco vezes.
II – Reduzida até a metade do seu valor mínimo.
III – Aumentada pelo juiz até vinte vezes.
Das afirmações acima, qual(is) está(ão) correta(s)?
a) Apenas a I.
b) Apenas a lI.
c) Apenas II e III.
d) Apenas I e III.
010. 010. (CESPE-CEBRASPE/MPE-SC/PROMOTOR SUBSTITUTO/2021) A respeito dos planos e 
seguros privados de assistência à saúde, da entrega de produtos com data e turno marcados 
e dos crimes contra o consumidor, contra a economia popular e contra a ordem econômica, 
julgue o item subsequente.
No caso de omissão culposa de informação relevante sobre a natureza de um produto, 
poderá ser aplicada ao fornecedor apenas multa.
011. 011. (INSTITUTO AOCP/PC-GO/PAPILOSCOPISTA POLICIAL/2023) Constitui crime contra 
as relações de consumo previsto no Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal n. 
8.078/1990), EXCETO
a) executar serviço de alto grau de periculosidade, contrariando determinação de autoridade 
competente.
b) fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva.
c) empregar, na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados, sem 
autorização do consumidor.
d) deixar de alertar, mediante recomendações escritas ostensivas, sobre a periculosidade 
do serviço a ser prestado.
e) formar acordo, convênio, ajuste ou aliança entre ofertantes, visando à fixação artificial 
de preços ou quantidades vendidas ou produzidas.
012. 012. (CESPE-CEBRASPE/PC-RO/DELEGADO DE POLÍCIA/2022) É circunstância agravante dos 
crimes tipificados no Código de Defesa do Consumidor o cometimento desse tipo de crime
a) mediante a dissimulação da natureza ilícita do procedimento.
b) em detrimento de pessoa portadora de deficiência, desde que interditada judicialmente.
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c) em detrimento de indígena, mesmo que integrado.
d) em detrimento de instituições religiosas ou educativas sem fins lucrativos.
e) em detrimento de pessoa com idade superior a setenta anos.
013. 013. (CESPE-CEBRASPE/TJ-MA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2022) Assinale a opção correta, 
a respeito das infrações penais de consumo, de acordo com o disposto no Código de Defesa 
do Consumidor (CDC).
a) Todas as infrações penais previstas no CDC são crimes de menor potencial ofensivo.
b) Se a denúncia não for oferecida no prazo legal pelo Ministério Público, o CDC não admite 
a propositura de ação penal subsidiária por outro órgão.
c) No CDC, não há previsão de crime na modalidade culposa.
d) A existência de uma tipificação penal no CDC impede o reconhecimento concomitante 
da responsabilidade civil e administrativa.
e) Constitui crime a colocação, no mercado de consumo, de produtos nocivos ou perigosos 
à saúde do consumidor.
014. 014. (CESPE-CEBRASPE/MPE-TO/PROMOTOR SUBSTITUTO/2022) Quanto aos crimes previstos 
no Código de Defesa do Consumidor, assinale a opção correta.
a) Não há previsão de modalidade culposa em crimes dessa natureza, os quais, em regra, 
são punidos com reclusão e multa.
b) A pena pecuniária será fixada em dias-multa, correspondente ao mínimo e ao máximo 
de dias da pena privativa de liberdade.
c) Crimes dessa natureza não admitem a propositura de ação penal privada subsidiária da 
pública, em função do preponderante interesse da coletividade.
d) É atípica e configura mera infração administrativa a conduta de não entregar ao consumidor 
o termo de garantia preenchido e com conteúdo claro.
e) O fato de conduta delituosa contra o consumidor ter sido cometida em época de grave 
crise econômica é circunstância atenuante.
015. 015. (FEPESE/PREF. CHAPECÓ/FISCAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR/2022) De acordo com a 
Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor, configura crime 
contra as relações de consumo “Deixar de entregarao consumidor o termo de garantia 
adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo”, com pena de:
a) Reclusão de um a seis meses ou multa.
b) Reclusão de seis meses a dois anos e multa.
c) Detenção de um a seis meses ou multa.
d) Detenção de três meses a um ano e multa.
e) Detenção de seis meses a dois anos e multa.
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GABARITOGABARITO
1. C
2. E
3. E
4. d
5. b
6. b
7. a
8. d
9. c
10. C
11. e
12. a
13. a
14. b
15. c
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GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO
001. 001. (MPE-SC/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Julgue o item.
Os crimes contra o consumidor previstos na Lei n. 8.078/1990 tem, como hipóteses de 
circunstâncias agravantes, dentre outras, a condição econômico-social do autor manifestamente 
superior à da vítima e o qualificativo do consumidor como operário ou rurícola.
Isso mesmo. As circunstâncias narradas pelo examinador integram o rol do art. 76 do 
diploma legal, veja:
Art. 76. São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste código:
IV – quando cometidos:
a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-social seja manifestamente 
superior à da vítima;
b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou 
de pessoas portadoras de deficiência mental interditadas ou não;
Certo.
002. 002. (MPE-SC/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Julgue o item.
A Lei n. 8.078/1990 nada dispõe acerca do assistente do Ministério Público, de forma que, em 
todos os crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, incide o regramento 
genérico previsto no Código de Processo Penal, donde inviabilizada a intervenção, como 
assistente do Ministério Público, de órgãos da Administração Pública sem personalidade jurídica.
Pelo contrário. A lei dispõe, sim, sobre a intervenção dos assistentes do Ministério Público, 
nos termos do art. 80. Confira:
Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos neste código, bem como a outros 
crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistentes 
do Ministério Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso III e IV, aos quais também é 
facultado propor ação penal subsidiária, se a denúncia não for oferecida no prazo legal.
Errado.
003. 003. (CESPE/MPE-RR/OFICIAL DE PROMOTORIA) Julgue o item a seguir.
O agente que, na cobrança de dívida, utiliza procedimento que exponha o consumidor a 
ridículo, injustificadamente, não pratica crime, contudo, poderá ser multado, sem prejuízo 
de ação de indenização por danos morais.
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Mas é claro que tal agente pratica crime, nos termos do art. 71 da Lei n. 8.078/1990. Veja:
Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, 
afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha 
o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer.
Pena – Detenção de três meses a um ano e multa.
Errado.
004. 004. (VUNESP/PC-SP/INVESTIGADOR) Em relação ao Código de Defesa do Consumidor (Lei 
n. 8.078/1990), assinale a alternativa correta.
a) Os crimes culposos são apenados exclusivamente com multa.
b) Existe hipótese de contravenção penal.
c) Não existem crimes culposos.
d) Não existem crimes apenados com reclusão.
e) Todos os crimes são apenados com reclusão.
Maldade do examinador exigir esse tipo de “decoreba”, mas serve para o nosso aprendizado. 
De fato, a Lei n. 8.078/1990 não prevê nenhum crime apenado com reclusão, exatamente 
como afirma a assertiva D.
Letra d.
005. 005. (CESPE/PC-GO/CONHECIMENTOS BÁSICOS) Com relação às infrações penais previstas 
na Lei n. 8.078/1990, que instituiu o CDC, assinale a opção correta.
a) No processo penal referente às infrações previstas no CDC, é vedada a atuação de 
assistentes do MP.
b) Todas as infrações tipificadas no CDC possuem pena máxima prevista de até dois anos.
c) Para que o infrator possa ser processado e julgado, é necessário que ele tenha agido 
com dolo.
d) A pena será agravada se a infração for cometida no período noturno.
e) A pena será agravada se a infração for cometida em domingo ou feriado.
Outra vez o examinador se aproveita das peculiaridades maldosas da Lei n. 8.078/1990, nos 
mostrando a importância da leitura do texto de lei. De fato, todas as infrações previstas 
no CDC possuem pena máxima de até dois anos.
Letra b.
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006. 006. (CESPE/PC-PE/DELEGADO) A respeito da Lei n. 8.078/1990 (Código do Consumidor) e 
da Lei n. 8.137/90 (Crimes contra a ordem tributária e as relações de consumo), é correto 
afirmar que
a) os crimes contra as relações de consumo, previstos no art. 7º da Lei n. 8.137/90, são 
praticados somente mediante dolo.
b) os crimes contra o consumidor, previstos no Código de Defesa do Consumidor, são de 
menor potencial ofensivo.
c) o Código do Consumidor, no que concerne aos crimes nele previstos, estabelece a 
responsabilidade penal da pessoa jurídica.
d) a Lei n. 8.137/90, no que concerne aos crimes contra as relações de consumo, estabelece 
a responsabilidade penal da pessoa jurídica.
e) a Lei n. 8.137/90, no que concerne aos crimes contra as relações de consumo, prevê como 
circunstância agravante da pena a prática em detrimento de menor de 18 ou maior de 60 anos.
Questão que extrapola o conteúdo de nossa aula (pois cita a Lei n. 8.137/90, mas que vale 
a pena resolver.
Oras, se todos os delitos têm pena cominada inferior a dois anos, é fato que a Lei n. 
8.078/1990 só apresenta crimes de menor potencial ofensivo, que atendem ao critério 
da Lei n. 9.099/95.
Letra b.
007. 007. (CESPE/PC-PE/DELEGADO) Ana contratou Cláudio, prestador de serviços, para consertar 
seu aparelho de televisão. Sem autorização de Ana e sem motivo justo, Cláudio utilizou, 
dolosamente, peças de reposição usadas na reparação do aparelho.
Nessa situação hipotética, a conduta de Cláudio é considerada
a) crime previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC).
b) crime previsto no CP.
c) crime previsto na Lei n. 8.137/1990, quedefine crimes contra a ordem tributária, econômica 
e contra as relações de consumo, e dá outras providências.
d) atípica, pois não há lei que preveja essa conduta como crime.
e) contravenção penal.
De fato, estamos diante da conduta prevista no art. 70 do CDC, a saber:
Art. 70. Empregar na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados, sem 
autorização do consumidor:
Pena – Detenção de três meses a um ano e multa.
Letra a.
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008. 008. (INSTITUTO CONSULPLAN/TJ-MS/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS-
REMOÇÃO/2021) Na sistemática da Lei n. 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor), 
especiais condições do ofendido estão previstas em desfavor do autor do fato. Nesse 
contexto normativo, é INCORRETO afirmar que configura agravante do crime consumerista 
ser ele praticado em detrimento de:
a) Operário ou rurícola.
b) Menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos.
c) Pessoa portadora de deficiência mental, ainda que não interditada.
d) Pessoa portadora de deficiência física, nas relações de consumo de produtos ou serviços 
relacionados à respectiva deficiência.
A resposta encontra guarida no art. 76 do CDC, veja:
CDC, Art. 76. São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste código:
I – serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade;
II – ocasionarem grave dano individual ou coletivo;
III – dissimular-se a natureza ilícita do procedimento;
IV – quando cometidos:
a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-social seja manifestamente 
superior à da vítima;
b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de dezoito ou maior de sessenta anos 
ou de pessoas portadoras de deficiência mental interditadas ou não;
V – serem praticados em operações que envolvam alimentos, medicamentos ou quaisquer outros 
produtos ou serviços essenciais.
Letra d.
009. 009. (FUNDAÇÃO LA SALLE/PREFEITURA DE CANOAS/PROCURADOR MUNICIPAL/2021) O valor 
da fiança, nas infrações de que trata o Código de Defesa do Consumidor, será fixado pelo 
juiz, ou pela autoridade que presidir o inquérito, entre cem e duzentas mil vezes o valor do 
Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ou índice equivalente que venha a substitui-lo. Se assim 
recomendar a situação econômica do indiciado ou réu, a fiança poderá ser:
I – Aumentada pelo juiz até vinte e cinco vezes.
II – Reduzida até a metade do seu valor mínimo.
III – Aumentada pelo juiz até vinte vezes.
Das afirmações acima, qual(is) está(ão) correta(s)?
a) Apenas a I.
b) Apenas a lI.
c) Apenas II e III.
d) Apenas I e III.
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Questão extraída do art. 79, o qual merece nova leitura:
Art. 79. O valor da fiança, nas infrações de que trata este código, será fixado pelo juiz, ou pela 
autoridade que presidir o inquérito, entre cem e duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro 
Nacional (BTN), ou índice equivalente que venha a substituí-lo.
Parágrafo único. Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu, a fiança poderá 
ser:
a) reduzida até a metade do seu valor mínimo;
b) aumentada pelo juiz até vinte vezes.
Portanto, estão corretos os itens II e III.
Letra c.
010. 010. (CESPE-CEBRASPE/MPE-SC/PROMOTOR SUBSTITUTO/2021) A respeito dos planos e 
seguros privados de assistência à saúde, da entrega de produtos com data e turno marcados 
e dos crimes contra o consumidor, contra a economia popular e contra a ordem econômica, 
julgue o item subsequente.
No caso de omissão culposa de informação relevante sobre a natureza de um produto, 
poderá ser aplicada ao fornecedor apenas multa.
Questão bastante difícil, extraída do art. 66 da lei. Vejamos:
Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, 
característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou 
garantia de produtos ou serviços:
§ 2º Se o crime é culposo;
Pena – Detenção de um a seis meses ou multa.’
De fato, é possível a aplicação apenas de multa.
Certo.
011. 011. (INSTITUTO AOCP/PC-GO/PAPILOSCOPISTA POLICIAL/2023) Constitui crime contra 
as relações de consumo previsto no Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal n. 
8.078/1990), EXCETO
a) executar serviço de alto grau de periculosidade, contrariando determinação de autoridade 
competente.
b) fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva.
c) empregar, na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados, sem 
autorização do consumidor.
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d) deixar de alertar, mediante recomendações escritas ostensivas, sobre a periculosidade 
do serviço a ser prestado.
e) formar acordo, convênio, ajuste ou aliança entre ofertantes, visando à fixação artificial 
de preços ou quantidades vendidas ou produzidas.
Questão bem elaborada, pesada, pois todos os enunciados têm relação com o tema, tornando 
impossível chutar sem um bom conhecimento da legislação.
Todas as condutas (note que o enunciado solicita a exceção) são crimes previstos no CDC, 
exceto a assertiva E, que consiste em conduta prevista na Lei n. 8.137/90.
Letra e.
012. 012. (CESPE-CEBRASPE/PC-RO/DELEGADO DE POLÍCIA/2022) É circunstância agravante dos 
crimes tipificados no Código de Defesa do Consumidor o cometimento desse tipo de crime
a) mediante a dissimulação da natureza ilícita do procedimento.
b) em detrimento de pessoa portadora de deficiência, desde que interditada judicialmente.
c) em detrimento de indígena, mesmo que integrado.
d) em detrimento de instituições religiosas ou educativas sem fins lucrativos.
e) em detrimento de pessoa com idade superior a setenta anos.
Conforme estudamos, o art. 76 do CDC tipifica as agravantes, e em seu inciso III, trata da 
dissimulação da natureza ilícita do procedimento.
Letra a.
013. 013. (CESPE-CEBRASPE/TJ-MA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2022) Assinale a opção correta, 
a respeito das infrações penais de consumo, de acordo com o disposto no Código de Defesa 
do Consumidor (CDC).
a) Todas as infrações penais previstas no CDC são crimes de menor potencial ofensivo.
b) Se a denúncia não for oferecida no prazo legal pelo Ministério Público, o CDC não admite 
a propositura de ação penal subsidiária por outro órgão.
c) No CDC, não há previsão de crime na modalidade culposa.
d) A existência de uma tipificação penal no CDC impede o reconhecimento concomitante 
da responsabilidade civil e administrativa.
e) Constitui crime a colocação, no mercado de consumo, de produtos nocivos ou perigosos 
à saúde do consumidor.
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