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LEGISLAÇÃO ESPECIAL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Livro Eletrônico Presidente: Gabriel Granjeiro Vice-Presidente: Rodrigo Calado Diretor Pedagógico: Erico Teixeira Diretora de Produção Educacional: Vivian Higashi Gerência de Produção de Conteúdo: Magno Coimbra Coordenadora Pedagógica: Élica Lopes Todo o material desta apostila (incluídos textos e imagens) está protegido por direitos autorais do Gran. Será proibida toda forma de plágio, cópia, reprodução ou qualquer outra forma de uso, não autorizada expressamente, seja ela onerosa ou não, sujeitando-se o transgressor às penalidades previstas civil e criminalmente. CÓDIGO: 240111391471 DOUGLAS VARGAS Agente da Polícia Civil do Distrito Federal, aprovado em 6º lugar no concurso realizado em 2013. Aprovado em vários concursos, como Polícia Federal (Escrivão), PCDF (Escrivão e Agente), PRF (Agente), Ministério da Integração, Ministério da Justiça, BRB e PMDF (Soldado – 2012 e Oficial – 2017). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. 3 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas SUMÁRIO Apresentação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 Fundamento Constitucional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 Conceitos Básicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6 Consumidor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 Fornecedor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 Relação de Consumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7 Bem Jurídico Tutelado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 Infrações Penais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 Omissão de Dizeres ou Sinais Ostensivos sobre a Nocividade ou Periculosidade de Produtos ou Serviços . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 Omissão na Comunicação da Nocividade ou Periculosidade de Produtos . . . . . . 9 Execução de Serviço de Alto Grau de Periculosidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 Propaganda Enganosa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12 Publicidade Enganosa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 Publicidade Capaz de Provocar Comportamento Perigoso . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15 Omissão na Organização de Dados que Embasam Publicidade . . . . . . . . . . . . . . 15 Emprego de Peças ou Componentes de Reposição Usados sem o Consentimento do Consumidor . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16 Cobrança Abusiva Ou Vexatória . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18 Criação de Óbice ao Consumidor acerca de suas Informações Cadastrais . . . . . 19 Omissão na Correção de Dados Cadastrais do Consumidor . . . . . . . . . . . . . . . . . 19 Omissão na Entrega do Termo de Garantia ao Consumidor . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 Observações Finais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 Resumo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 4 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas Questões de Concurso. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25 gabarito . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29 gabarito Comentado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 30 O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 5 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas apReseNTaçãoapReseNTação Olá, querido(a) aluno(a)! Na aula de legislação extravagante de hoje, iremos estudar a parte criminal do Código de Defesa do Consumidor (o famoso CDC), na figura da Lei n. 8.078/1990. Vamos abordar todos os aspectos criminais em detalhes, e em seguida fazer exercícios sobre o tema. Gostaria apenas de observar que vamos trabalhar com uma lista de exercícios de diversas bancas que nos permitirá consolidar o entendimento da matéria e revisar bem os temas estudados, haja vista que não é um dos temas mais cobrados em legislação especial, o que dificulta a localização de itens específicos. Ademais, gostaria de ressaltar que a aula possui um enfoque PENAL, não abordando todo o CDC, mas apenas os conceitos relevantes para a compreensão dos crimes e os aspectos penais do texto legal. É por este motivo que alguns diplomas legais e alterações não serão mencionados, à exemplo da Lei n. 14.181/2021, uma vez que suas modificações no CDC não possuem teor relevante para a esfera penal. Bons estudos! O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 6 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas LEI N. 8.078/1990 – CRIMES CONTRA AS RELAÇÕES LEI N. 8.078/1990 – CRIMES CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMODE CONSUMO iNTRoDUçãoiNTRoDUção O Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/1990) é uma norma extensa, que trata de diversos aspectos relacionados ao consumo. Nosso foco nesta aula será o estudo dos artigos 63 a 74 do texto legal, tratando especificamente dos tipos penais relacionados ao tema – bem como da jurisprudência e doutrina relevantes. FUNDaMeNTo CoNsTiTUCioNaLFUNDaMeNTo CoNsTiTUCioNaL A defesa do consumidor possui fundamento constitucional, nos termos do art. 5º da CF/88, veja: Art. 5º, XXXII – o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor; CoNCeiTos BÁsiCosCoNCeiTos BÁsiCos Antes de adentrar nos crimes propriamente ditos, precisamos tratar de alguns conceitos essenciais para sua interpretação – conceitos que estão contidos no próprio texto do CDC. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada,ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/pc-ro-ro-2022-cespe-cebraspe-delegado-de-policia https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/tj-ma-ma-2022-cespe-cebraspe-juiz-estadual 36 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas De fato, todas as infrações penais no CDC são IMPOs. Assim sendo, a assertiva A está correta. b) Errada. O art. 80 admite expressamente a subsidiariedade da ação penal. c) Errada. Existem crimes culposos nos artigos 63 e 66, por exemplo. d) Errada. As esferas são independentes. e) Errada. O crime não é colocar no mercado os referidos produtos – mas sim colocá-los à venda sem a devida indicação (omitindo que o produto é nocivo). Letra a. 014. 014. (CESPE-CEBRASPE/MPE-TO/PROMOTOR SUBSTITUTO/2022) Quanto aos crimes previstos no Código de Defesa do Consumidor, assinale a opção correta. a) Não há previsão de modalidade culposa em crimes dessa natureza, os quais, em regra, são punidos com reclusão e multa. b) A pena pecuniária será fixada em dias-multa, correspondente ao mínimo e ao máximo de dias da pena privativa de liberdade. c) Crimes dessa natureza não admitem a propositura de ação penal privada subsidiária da pública, em função do preponderante interesse da coletividade. d) É atípica e configura mera infração administrativa a conduta de não entregar ao consumidor o termo de garantia preenchido e com conteúdo claro. e) O fato de conduta delituosa contra o consumidor ter sido cometida em época de grave crise econômica é circunstância atenuante. Conforme já estudamos, a lei prevê crimes culposos e há previsão de ação subsidiária, o que invalida as assertivas A e C. A assertiva D está errada pois trata-se do crime do art. 74. O item E, por sua vez, está incorreto pois a referida circunstância é agravante, não atenuante. Resta, portanto, somente a assertiva B, que traduz a literalidade do art. 77 do CDC. Letra b. 015. 015. (FEPESE/PREF. CHAPECÓ/FISCAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR/2022) De acordo com a Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor, configura crime contra as relações de consumo “Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo”, com pena de: a) Reclusão de um a seis meses ou multa. b) Reclusão de seis meses a dois anos e multa. c) Detenção de um a seis meses ou multa. d) Detenção de três meses a um ano e multa. e) Detenção de seis meses a dois anos e multa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/mpe-to-to-2022-cespe-cebraspe-promotor-de-justica-substituto https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-chapeco-sc-2022-fepese-fiscal-de-defesa-do-consumidor 37 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas Triste a cobrança de pena em espécie pelo examinador, mas pode acontecer. Vamos relembrar o art. 74: Art. 74. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo; Pena – Detenção de um a seis meses ou multa. Letra c. 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Sumário Apresentação Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Introdução Fundamento Constitucional Conceitos Básicos Consumidor Fornecedor Relação de Consumo Bem Jurídico Tutelado Infrações Penais Omissão de Dizeres ou Sinais Ostensivos sobre a Nocividade ou Periculosidade de Produtos ou Serviços Omissão na Comunicação da Nocividade ou Periculosidade de Produtos Execução de Serviço de Alto Grau de Periculosidade Propaganda Enganosa Publicidade Enganosa Publicidade Capaz de Provocar Comportamento Perigoso Omissão na Organização de Dados que Embasam Publicidade Emprego de Peças ou Componentes de Reposição Usados sem o Consentimento do Consumidor Cobrança Abusiva Ou Vexatória Criação de Óbice ao Consumidor acerca de suas Informações Cadastrais Omissão na Correção de Dados Cadastrais do Consumidor Omissão na Entrega do Termo de Garantia ao Consumidor Observações Finais Resumo Questões de Concurso Gabarito Gabarito Comentadopor quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 7 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas CoNsUMiDoRCoNsUMiDoR Segundo a Lei n. 8.078/1990: Art. 2º. É toda pessoa, seja física ou jurídica, que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. FoRNeCeDoRFoRNeCeDoR Segundo a Lei n. 8.078/1990: Art. 3º. É toda pessoa, seja física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como entes despersonalizados, que desenvolve atividades de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. ReLação De CoNsUMoReLação De CoNsUMo É a relação que se estabelece entre fornecedor e consumidor, cujo objeto são os produtos ou serviços. pRoDUTo Qualquer bem, imóvel ou móvel, material ou imaterial. seRViço Q u a l q u e r a t i v i d a d e f o r n e c i d a n o m e r c a d o d e c o n s u m o, m e d i a n t e remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de créditos e securitária, salvo as decorrentes de relações de caráter trabalhista. pessoa JURÍDiCa & CDC Uma questão recorrente quanto à Lei n. 8.078/1990 trata sobre a possibilidade de responsabilização de pessoas jurídicas por crimes contra o consumidor. Nesse sentido, é muito importante perceber que crimes contra o consumidor não são sinônimo de crimes contra a economia popular, sobre os quais também versa a Constituição Federal, de modo que a responsabilização criminal da Pessoa Jurídica, nos termos do CDC, não é possível. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 8 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas Não é possível a responsabilização criminal de pessoa jurídica por crime contra o consumidor. Quando uma empresa é o fornecedor ou prestador de um determinado serviço, a responsabilização pela prática de eventual crime contra o consumidor recairá sobre os proprietários ou sobre os funcionários, dependendo do caso concreto. BeM JURÍDiCo TUTeLaDoBeM JURÍDiCo TUTeLaDo O bem jurídico tutelado pelos crimes contra o consumidor, primariamente, são as relações de consumo. Ótimo! Uma vez analisados esses conceitos introdutórios, vamos à análise dos tipos penais contidos no CDC! Você verá como esta aula é interessante – não só para fins de prova, mas para o nosso dia a dia, como consumidores. iNFRaçÕes peNaisiNFRaçÕes peNais oMissão De DiZeRes oU siNais osTeNsiVos soBRe a NoCiViDaDe oU oMissão De DiZeRes oU siNais osTeNsiVos soBRe a NoCiViDaDe oU peRiCULosiDaDe De pRoDUTos oU seRViçospeRiCULosiDaDe De pRoDUTos oU seRViços Art. 63. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos, nas embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade: Pena – detenção de seis meses a dois anos e multa. § 1º. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar, mediante recomendações escritas ostensivas, sobre a periculosidade do serviço a ser prestado. § 2º. Se o crime é culposo: Pena – detenção de um a seis meses ou multa. Segundo o próprio CDC, a regra geral é que os produtos e serviços colocados no mercado não causem riscos à saúde ou segurança dos consumidores. Na hipótese excepcional em que a natureza do produto ou serviço envolva algum risco, a lei dispõe que o fornecedor informe o consumidor a esse respeito. Veja: Art. 8º Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito. Ademais, a mesma responsabilidade se aplica aos fornecedores de produtos potencialmente nocivos: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 9 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas Art. 9º O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. A tipificação do art. 63 incide justamente para garantir o cumprimento dessas normas (art. 8º e 9º), responsabilizando penalmente aquele que se omitir e deixar de inserir informações ostensivas a respeito da periculosidade de um determinado produto ou serviço. • Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo é o fornecedor (caput) ou o prestador de serviços (parágrafo 1º). • A consumação do delito ocorre com o lançamento do produto no mercado sem as informações necessárias (caput) ou quando se inicia a prestação de serviço sem a devida ciência da periculosidade ao consumidor (parágrafo 1º) • O delito admite a forma culposa. • A ação penal é pública incondicionada, e todas as condutas são de menor potencial ofensivo. CaRaCTeRÍsTiCas oMissão Na CoMUNiCação Da NoCiViDaDe oU peRiCULosiDaDe De oMissão Na CoMUNiCação Da NoCiViDaDe oU peRiCULosiDaDe De pRoDUTospRoDUTos Art. 64. Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado: Pena – — detenção, de seis meses a dois anos, e multa. Parágrafo único. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado, imediatamente quando determinado pela autoridade competente, os produtos nocivos ou perigosos, na forma deste artigo. Nos termos do art. 10, parágrafo 1º, do CDC: Art. 10, § 1º O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários. Dessa forma, quem vier a descumprir as normas acima, deixando de comunicar à autoridade competente e aos consumidores periculosidade descoberta após o lançamento do produto, ou deixar de retirar do mercado produtos perigosos após a determinação da autoridade competente, incorrerá nas penas do art. 64. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 10 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas Pois é, caro(a) aluno(a)! As montadoras de veículos, ao descobrirem algum tipo de defeito que pode gerar risco para seus consumidores, não fazem o recall dos veículos por conta de seu bom coração – mas simplesmente porque a autoridade competente pode lhes obrigar a fazê-lo, sob pena de incorrer na conduta do art. 64 do CDC! • Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo é o fornecedor. • A consumação do delito ocorre quando decorre tempo suficiente para que o fornecedor informe ao mercado e às autoridades sobre a periculosidade do produto – a qual deve ter sido descoberta após o seulançamento. • Quanto à conduta do parágrafo 1º, a consumação ocorre quando o fornecedor não retira o produto do mercado – devendo ser consideradas as questões técnicas do caso concreto, para avaliar qual o tempo efetivamente necessário para a retirada. • O delito é omissivo próprio, de modo que não admite a forma tentada. • A ação penal é pública incondicionada, e a conduta é de menor potencial ofensivo. CaRaCTeRÍsTiCas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 11 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas eXeCUção De seRViço De aLTo gRaU De peRiCULosiDaDeeXeCUção De seRViço De aLTo gRaU De peRiCULosiDaDe Art. 65. Executar serviço de alto grau de periculosidade, contrariando determinação de autoridade competente: Pena – detenção de seis meses a dois anos, e multa. Parágrafo único. As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à morte. O art. 65 trata de uma conduta que se assemelha bastante à de desobediência (Art. 330 do CP), haja vista que o autor contraria determinação de autoridade competente. No entanto, tal tipo penal tem por objetivo incidir sobre conduta mais específica, agravando a conduta do fornecedor que desobedece a determinação da autoridade e realiza serviço de alto grau de periculosidade em tais condições. Por alto grau de periculosidade entende-se a exposição do consumidor a risco iminente e grave. A conduta pode até mesmo expor o próprio prestador de serviço ou fornecedor ao risco – mas para a doutrina, a lei se refere efetivamente ao risco relacionado aos destinatários do serviço prestado. • Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo é o prestador do serviço. • É crime de perigo abstrato, que se consuma com a mera prestação do serviço. • A tentativa é admissível. • Lembre-se de que o delito do art. 65 não é absorvido em caso de lesão corporal ou morte. Por expressa previsão legal, se tais resultados ocorrerem, a pena de ambos os delitos deverá ser somada. • A ação penal é pública incondicionada. CaRaCTeRÍsTiCas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 12 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas pRopagaNDa eNgaNosapRopagaNDa eNgaNosa Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena – detenção de três meses a um ano e multa. § 1º. Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta. § 2º. Se o crime é culposo: Pena – detenção de um a seis meses ou multa. O art. 6º do CDC, em seu inciso III, garante ao consumidor o direito à informação adequada e clara sobre os produtos por ele adquiridos: Art. 6º. São direitos básicos do consumidor: III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; Dessa forma, na hipótese em que o vendedor de um determinado produto faça afirmações falsas com o objetivo de concretizar um negócio, incorrerá nas penas do art. 66. É possível também a configuração do delito através de omissão, quando informações relevantes não são fornecidas à vítima. Diferenciação Os delitos previstos no CDC, por vezes, são muito parecidos, e acabam causando confusão na hora da prova. Por esse motivo, observe a tabela abaixo, que contém algumas dicas importantes: O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 13 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas • Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo é o fornecedor ou o patrocinador do produto ou serviço. • É crime formal, cuja consumação ocorre com a afirmação falsa ou com a omissão quanto à informação relevante. A aquisição do produto não é necessária para a consumação do delito. • A tentativa só é possível na figura comissiva. • A ação penal é pública incondicionada. CaRaCTeRÍsTiCas pUBLiCiDaDe eNgaNosapUBLiCiDaDe eNgaNosa Art. 67. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva: Pena – Detenção de três meses a um ano e multa. Não confunda a publicidade enganosa (Art. 67) com a propaganda enganosa (Art. 66). No delito em estudo, estamos diante de mera propagação de publicidade enganosa ou abusiva. Tal delito busca garantir o direito do consumidor à proteção contra publicidade abusiva ou enganosa, o que está previsto expressamente no art. 6º, parágrafo 4º, do CDC. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 14 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas pUBLiCiDaDe eNgaNosa Contém informação falsa, ainda que parcialmente, ou capaz de induzir o consumidor em erro. pUBLiCiDaDe aBUsiVa Contém conteúdo discriminatório, que incite violência, explore medo ou superstição, que se aproveita da deficiência de julgamento ou da inocência da criança, que desrespeite valores ambientais ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. Dependendo do caso concreto, uma campanha publicitária que incitar preconceito racial pode ser enquadrada como delito de racismo. Além disso, é possível também a configuração do delito de incitação ou apologia ao crime no caso de campanhas que estimulem atividades ou fatos delituosos. Segundo a doutrina, para a configuração do delito em estudo, é necessário que o autor saiba que a publicidade é falsa ou abusiva, ou que ao menos devesse saber disso (dolo eventual). • Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo é o responsável pela empresa e os funcionários do departamento de marketing, se for o caso. • Existe a possibilidade de responsabilização de órgãos de comunicação (como jornais, emissoras de tv) em casos de evidente publicidade enganosa, visto que tais órgãos tem o dever de recusar a divulgação da peça publicitária nesses casos. • A consumação ocorre com a veiculação da publicidade. É crime formal, de modo que nenhum outro resultado é necessário. • A tentativa é admissível, segundo a doutrina. • A ação penal é pública incondicionada. CaRaCTeRÍsTiCas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 15 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas pUBLiCiDaDe CapaZ De pRoVoCaR CoMpoRTaMeNTo peRigosopUBLiCiDaDe CapaZ De pRoVoCaR CoMpoRTaMeNTo peRigoso Art. 68. Fazer ou promoverpublicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança: Pena – detenção, de seis meses a dois anos, e multa. O CDC declara, em seu art. 37, que a publicidade capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma perigosa à sua saúde ou segurança é efetivamente abusiva. Nesse sentido, o art. 68 criminaliza a conduta daquele que faz ou promove publicidade capaz de causar esse tipo de comportamento por parte do consumidor. EXEMPLO Por exemplo, pode incorrer nesse tipo penal aquele que promover publicidade incentivando o consumo excessivo de álcool, ou que o consumidor utilize seu veículo esportivo com excesso de velocidade, por exemplo. Agora você sabe por que nunca utilizaram o filme Velozes e Furiosos como peça publicitária para a venda de veículos! • Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo são os profissionais responsáveis pela elaboração da publicidade. • Existe a possibilidade de responsabilização de órgãos de comunicação (como jornais, emissoras de tv) em casos de flagrante ilegalidade da peça publicitária, visto que tais órgãos tem o dever de recusar a divulgação da peça publicitária nesses casos. • A consumação ocorre com a veiculação da publicidade. É crime formal, de modo que nenhum outro resultado é necessário. • A tentativa é admissível, segundo a doutrina. • A ação penal é pública incondicionada. CaRaCTeRÍsTiCas oMissão Na oRgaNiZação De DaDos QUe eMBasaM pUBLiCiDaDeoMissão Na oRgaNiZação De DaDos QUe eMBasaM pUBLiCiDaDe Art. 69. Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade: Pena – detenção de um a seis meses ou multa. Para que o empresário ou fornecedor possa veicular uma determinada publicidade, o CDC determina que ele mantenha em seu poder os dados científicos que dão embasamento à mensagem por ele veiculada. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 16 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas Obviamente, não se pode admitir a veiculação de propaganda afirmando características ou qualidades de um produto que não possuem qualquer embasamento na realidade. EXEMPLO Se uma peça publicitária informa que o produto é o mais resistente ou que é recomendado por 90% dos dentistas, por exemplo, deve haver uma pesquisa realizada que comprove tais afirmações. Note que este delito trata da mera falta de documentação que demonstre como se chegou à informação. Lembre-se de que se a informação é FALSA, o delito é o de publicidade enganosa! • Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo são os responsáveis pela empresa que fornece os dados. • O delito se consuma com a realização efetiva da publicidade. Se o agente não organiza os dados mas decide não veicular a peça publicitária, o fato é atípico! • O crime é omissivo próprio, de modo que não admite a tentativa. • A ação penal é pública incondicionada. CaRaCTeRÍsTiCas eMpRego De peças oU CoMpoNeNTes De Reposição UsaDos seM o eMpRego De peças oU CoMpoNeNTes De Reposição UsaDos seM o CoNseNTiMeNTo Do CoNsUMiDoRCoNseNTiMeNTo Do CoNsUMiDoR Art. 70. Empregar, na reparação de produtos, peças ou componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor: Pena – detenção de três meses a um ano e multa. Esse delito é simples e, infelizmente, bastante comum. O contratado emprega, numa reparação de determinado produto, uma peça velha, usada, recondicionada, sem a autorização do consumidor. Note que a autorização do consumidor para a utilização do componente usado exclui o crime. Tal autorização pode ser expressa (seja na forma escrita ou verbal) ou tácita (quando o consumidor procura uma loja especializada na utilização de peças retificadas, por exemplo). O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 17 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas O art. 70 trata unicamente da conduta de empregar um componente usado na reparação de produtos, sem a autorização do consumidor. Se o consumidor pagar o preço de uma peça nova, face à utilização de peça utilizada, o delito é mais grave (fraude no comércio, art. 175, II, Código Penal). A diferença é sutil, mas é muito importante. Veja dois exemplos que permitem interpretar melhor a norma em estudo: Consumidor leva seu carro para manutenção, pois há um defeito nos freios. O fornecedor faz a troca dos componentes por peças usadas, mas cobra do cliente o valor de peças novas Ocorre a prática do art. 175, II, CP Há utilização da peça usada e a cobrança de peça nova. Consumidor leva seu carro para manutenção regular. O fornecedor engana o consumidor, e cobra pela peças do ar-condicionado, sem na verdade, realizar manutenção alguma. Ocorre a prática do delito de ESTELIONATO (Art. 171 CP) Não há troca de uma mercadoria por outra, o que afasta a incidência do art. 175. Consumidor leva produto, ainda em garantia, para manutenção. A assistência técnica substitui a peça estragada por outra que está funcionando – mas que é recondicionada. Ocorre a prática do art. 70, CDC. Há a mera utilização da peça recondicionada. • Trata-se de crime próprio, cujo sujeito ativo é o fornecedor. • O delito se consuma no momento da devolução do produto que foi objeto da manutenção ao consumidor. O delito se configura mesmo que a falha tenha sido sanada – o tipo penal não exige prejuízo efetivo ao consumidor. • A tentativa é admissível. • A ação penal é pública incondicionada. CaRaCTeRÍsTiCas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 18 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas CoBRaNça aBUsiVa oU VeXaTÓRiaCoBRaNça aBUsiVa oU VeXaTÓRia Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas, incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer: Pena – detenção de três meses a um ano e multa. Outro delito simples, que trata da cobrança abusiva de determinada dívida – cobrança essa feita diretamente ao consumidor, e não através do Poder Judiciário. • A coação aqui deve ser física. • Se a ameaça e coação forem utilizados para cobrança de dívida que não envolve relações de consumo, configura-se o delito de exercício arbitrário das próprias razões (Art. 345 CP). Coação & aMeaça Ao realizar a cobrança da dívida, portanto, o credor não pode se valer das seguintes condutas: • O sujeito ativo do delito é o fornecedor ou quem efetua a cobrança em seu nome. • O delito é de mera conduta e se consuma no instante em que a cobrança abusiva é realizada. • A tentativa é admissível apenas se a cobrança é realizada de forma escrita. • A açao penal é pública incondicionada. CaRaCTeRÍsTiCas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratoresà responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 19 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas CRiação De ÓBiCe ao CoNsUMiDoR aCeRCa De sUas iNFoRMaçÕes CRiação De ÓBiCe ao CoNsUMiDoR aCeRCa De sUas iNFoRMaçÕes CaDasTRaisCaDasTRais Art. 72. Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros, banco de dados, fichas e registros: Pena – detenção de seis meses a um ano ou multa. O CDC garante ao consumidor o acesso às informações sobre ele que constem em diversos tipos de cadastros e registros. Não se pode, por exemplo, deixar de informar ao consumidor por qual motivo seu nome foi inscrito em determinado órgão de proteção ao crédito. • O sujeito ativo pode ser qualquer indivíduo que tenha controle sobre as informações em questão. • A consumação do delito ocorre no momento em que o autor impede ou dificulta o acesso do consumidor às informações. • É crime de mera conduta, que não depende de ocorrência de prejuízo para sua consumação. • A tentativa é inadmissível. • A ação penal é pública incondicionada. CaRaCTeRÍsTiCas oMissão Na CoRReção De DaDos CaDasTRais Do CoNsUMiDoRoMissão Na CoRReção De DaDos CaDasTRais Do CoNsUMiDoR Art. 73. Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata: Pena – detenção de um a seis meses ou multa. Uma vez que o consumidor identifica algum tipo de inexatidão em seus dados, o CDC lhe garante o direito à imediata correção, concedendo o prazo de cinco dias úteis para o responsável comunicar a alteração aos seus eventuais destinatários. Se o responsável pela informação tomar ciência de sua inexatidão e deixar de tomar as providências para a sua correção, portanto, incorrerá no delito do art. 73 do CDC. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 20 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas • O sujeito ativo é a pessoa responsável por realizar a correção e que se omita, de forma dolosa, de fazê-lo. • A consumação do delito ocorre com o decurso do prazo de cinco dias úteis concedidos pelo CDC para a correção dos dados inexatos. • É crime omissivo próprio, motivo pelo qual não se admite a forma tentada. • A ação penal é pública incondicionada. CaRaCTeRÍsTiCas oMissão Na eNTRega Do TeRMo De gaRaNTia ao CoNsUMiDoRoMissão Na eNTRega Do TeRMo De gaRaNTia ao CoNsUMiDoR Art. 74. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo: Pena – detenção de um a seis meses ou multa. A regra geral do CDC é que, no ato de fornecimento de produtos não duráveis, o fornecedor ofereça garantia mínima de trinta dias. Já no caso de produtos duráveis, a lei garante ao consumidor a garantia de noventa dias. Ambos os casos dispensam o termo de garantia, haja vista que são fruto de determinação legal. Entretanto, quando o fornecedor oferece garantia extracontratual, complementar à garantia legal, deve fazê-lo sempre de forma escrita e entregue ao consumidor no ato da compra. Se deixar de fazê-lo, dolosamente, ou se o fizer, mas com preenchimento parcial ou sem o devido preenchimento do termo, incorrerá no delito em estudo. • O sujeito ativo é o fornecedor e seus funcionários que, dolosamente, deixem de entregar ou de preencher corretamente o termo de garantia. • O delito se consuma no momento em que o responsável deveria entregar o termo adequadamente e não o faz. • Não é necessário que ocorra prejuízo ao consumidor para a configuração do delito. • Não se admite a tentativa, haja vista que estamos diante de crime omissivo próprio. • A ação penal é pública incondicionada. CaRaCTeRÍsTiCas O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 21 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas oBseRVaçÕes FiNaisoBseRVaçÕes FiNais Para finalizar, devemos apontar a importância dos artigos 76 (rol de agravantes genéricas aplicáveis aos crimes contra o consumidor), 77 (pena pecuniária), 78 (penas restritivas de direitos aplicáveis aos delitos em estudo), 79 (fiança) e 80 (intervenção), os quais merecem ser lidos na íntegra pelo aluno: Art. 76. São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste código: I – serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade; II – ocasionarem grave dano individual ou coletivo; III – dissimular o agente a natureza ilícita do procedimento; IV – quando cometidos: a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-social seja manifestamente superior à da vítima; b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental interditadas ou não; V – serem praticados em operações que envolvam alimentos, medicamentos ou quaisquer outros produtos ou serviços essenciais. Art. 77. A pena pecuniária prevista nesta Seção será fixada em dias-multa, correspondente ao mínimo e ao máximo de dias de duração da pena privativa da liberdade cominada ao crime. Na individualização desta multa, o juiz observará o disposto no art. 60, §1º do Código Penal. Art. 78. Além das penas privativas de liberdade e de multa, podem ser impostas, cumulativa ou alternadamente, observado o disposto nos arts. 44 a 47, do Código Penal: I – a interdição temporária de direitos; II – a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência, às expensas do condenado, de notícia sobre os fatos e a condenação; III – a prestação de serviços à comunidade. Art. 79. O valor da fiança, nas infrações de que trata este código, será fixado pelo juiz, ou pela autoridade que presidir o inquérito, entre cem e duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ou índice equivalente que venha a substituí-lo. Parágrafo único. Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu, a fiança poderá ser: a) reduzida até a metade do seu valor mínimo; b) aumentada pelo juiz até vinte vezes. Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos neste código, bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistentes do Ministério Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso III e IV, aos quais também é facultado propor ação penal subsidiária, se a denúncia não for oferecida no prazo legal. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 22 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas RESUMORESUMO Consumidor É toda pessoa, seja física ou jurídica, que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Fornecedor É toda pessoa, seja física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como entes despersonalizados, que desenvolve atividades de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. Relação deConsumo É a relação que se estabelece entre fornecedor e consumidor, cujo objeto são os produtos ou serviços. pRoDUTo Qualquer bem, imóvel ou móvel, material ou imaterial. seRViço Q u a l q u e r a t i v i d a d e f o r n e c i d a n o m e r c a d o d e c o n s u m o, m e d i a n t e remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de créditos e securitária, salvo as decorrentes de relações de caráter trabalhista. Não é possível a responsabilização criminal de pessoa jurídica por crime contra o consumidor. Infrações penais • Omissão de dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos ou serviços − Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de pro- dutos, nas embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade. • Omissão na comunicação da nocividade ou periculosidade de produtos − Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado. 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Lembre-se de que se a informação é FALSA, o delito é o de publicidade enganosa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 24 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas • Emprego de peças ou componentes de reposição usados sem o consentimento do consumidor − Empregar, na reparação de produtos, peças ou componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor. Consumidor leva seu carro para manutenção, pois há um defeito nos freios. O fornecedor faz a troca dos componentes por peças usadas, mas cobra do cliente o valor de peças novas Ocorre a prática do art. 175, II, CP Há utilização da peça usada e a cobrança de peça nova. Consumidor leva seu carro para manutenção regular. O fornecedor engana o consumidor, e cobra pela peças do ar-condicionado, sem na verdade, realizar manutenção alguma. Ocorre a prática do delito de ESTELIONATO (Art. 171 CP) Não há troca de uma mercadoria por outra, o que afasta a incidência do art. 175. Consumidor leva produto, ainda em garantia, para manutenção. A assistência técnica substitui a peça estragada por outra que está funcionando – mas que é recondicionada. Ocorre a prática do art. 70, CDC. Há a mera utilização da peça recondicionada. • Cobrança abusiva ou vexatória − Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas, incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedi- mento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer. • Criação de óbice ao consumidor acerca de suas informações cadastrais − Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele cons- tem em cadastros, banco de dados, fichas e registros. • Omissão na correção de dados cadastrais do consumidor − Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de ca- dastro, banco de dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata. • Omissão na entrega do termo de garantia ao consumidor − Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 25 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas QUESTÕES DE CONCURSOQUESTÕES DE CONCURSO 001. 001. (MPE-SC/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Julgue o item. Os crimes contra o consumidor previstos na Lei n. 8.078/1990 tem, como hipóteses de circunstâncias agravantes, dentre outras, a condição econômico-social do autor manifestamente superior à da vítima e o qualificativo do consumidor como operário ou rurícola. 002. 002. (MPE-SC/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Julgue o item. A Lei n. 8.078/1990 nada dispõe acerca do assistente do Ministério Público, de forma que, em todos os crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, incide o regramento genérico previsto no Código de Processo Penal, donde inviabilizada a intervenção, como assistente do Ministério Público, de órgãos da Administração Pública sem personalidade jurídica. 003. 003. (CESPE/MPE-RR/OFICIAL DE PROMOTORIA) Julgue o item a seguir. O agente que, na cobrança de dívida, utiliza procedimento que exponha o consumidor a ridículo, injustificadamente, não pratica crime, contudo, poderá ser multado, sem prejuízo de ação de indenização por danos morais. 004. 004. (VUNESP/PC-SP/INVESTIGADOR) Em relação ao Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/1990), assinale a alternativa correta. a) Os crimes culposos são apenados exclusivamente com multa. b) Existe hipótese de contravenção penal. c) Não existem crimes culposos. d) Não existem crimes apenados com reclusão. e) Todos os crimes são apenados com reclusão. 005. 005. (CESPE/PC-GO/CONHECIMENTOS BÁSICOS) Com relação às infrações penais previstas na Lei n. 8.078/1990, que instituiu o CDC, assinale a opção correta. a) No processo penal referente às infrações previstas no CDC, é vedada a atuação de assistentes do MP. b) Todas as infrações tipificadas no CDC possuem pena máxima prevista de até dois anos. c) Para que o infrator possa ser processado e julgado, é necessário que ele tenha agido com dolo. d) A penaserá agravada se a infração for cometida no período noturno. e) A pena será agravada se a infração for cometida em domingo ou feriado. 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(CESPE/PC-PE/DELEGADO) A respeito da Lei n. 8.078/1990 (Código do Consumidor) e da Lei n. 8.137/90 (Crimes contra a ordem tributária e as relações de consumo), é correto afirmar que a) os crimes contra as relações de consumo, previstos no art. 7º da Lei n. 8.137/90, são praticados somente mediante dolo. b) os crimes contra o consumidor, previstos no Código de Defesa do Consumidor, são de menor potencial ofensivo. c) o Código do Consumidor, no que concerne aos crimes nele previstos, estabelece a responsabilidade penal da pessoa jurídica. d) a Lei n. 8.137/90, no que concerne aos crimes contra as relações de consumo, estabelece a responsabilidade penal da pessoa jurídica. e) a Lei n. 8.137/90, no que concerne aos crimes contra as relações de consumo, prevê como circunstância agravante da pena a prática em detrimento de menor de 18 ou maior de 60 anos. 007. 007. (CESPE/PC-PE/DELEGADO) Ana contratou Cláudio, prestador de serviços, para consertar seu aparelho de televisão. Sem autorização de Ana e sem motivo justo, Cláudio utilizou, dolosamente, peças de reposição usadas na reparação do aparelho. Nessa situação hipotética, a conduta de Cláudio é considerada a) crime previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC). b) crime previsto no CP. c) crime previsto na Lei n. 8.137/1990, que define crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo, e dá outras providências. d) atípica, pois não há lei que preveja essa conduta como crime. e) contravenção penal. 008. 008. (INSTITUTO CONSULPLAN/TJ-MS/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS- REMOÇÃO/2021) Na sistemática da Lei n. 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor), especiais condições do ofendido estão previstas em desfavor do autor do fato. Nesse contexto normativo, é INCORRETO afirmar que configura agravante do crime consumerista ser ele praticado em detrimento de: a) Operário ou rurícola. b) Menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos. c) Pessoa portadora de deficiência mental, ainda que não interditada. d) Pessoa portadora de deficiência física, nas relações de consumo de produtos ou serviços relacionados à respectiva deficiência. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 27 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas 009. 009. (FUNDAÇÃO LA SALLE/PREFEITURA DE CANOAS/PROCURADOR MUNICIPAL/2021) O valor da fiança, nas infrações de que trata o Código de Defesa do Consumidor, será fixado pelo juiz, ou pela autoridade que presidir o inquérito, entre cem e duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ou índice equivalente que venha a substitui-lo. Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu, a fiança poderá ser: I – Aumentada pelo juiz até vinte e cinco vezes. II – Reduzida até a metade do seu valor mínimo. III – Aumentada pelo juiz até vinte vezes. Das afirmações acima, qual(is) está(ão) correta(s)? a) Apenas a I. b) Apenas a lI. c) Apenas II e III. d) Apenas I e III. 010. 010. (CESPE-CEBRASPE/MPE-SC/PROMOTOR SUBSTITUTO/2021) A respeito dos planos e seguros privados de assistência à saúde, da entrega de produtos com data e turno marcados e dos crimes contra o consumidor, contra a economia popular e contra a ordem econômica, julgue o item subsequente. No caso de omissão culposa de informação relevante sobre a natureza de um produto, poderá ser aplicada ao fornecedor apenas multa. 011. 011. (INSTITUTO AOCP/PC-GO/PAPILOSCOPISTA POLICIAL/2023) Constitui crime contra as relações de consumo previsto no Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal n. 8.078/1990), EXCETO a) executar serviço de alto grau de periculosidade, contrariando determinação de autoridade competente. b) fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva. c) empregar, na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor. d) deixar de alertar, mediante recomendações escritas ostensivas, sobre a periculosidade do serviço a ser prestado. e) formar acordo, convênio, ajuste ou aliança entre ofertantes, visando à fixação artificial de preços ou quantidades vendidas ou produzidas. 012. 012. (CESPE-CEBRASPE/PC-RO/DELEGADO DE POLÍCIA/2022) É circunstância agravante dos crimes tipificados no Código de Defesa do Consumidor o cometimento desse tipo de crime a) mediante a dissimulação da natureza ilícita do procedimento. b) em detrimento de pessoa portadora de deficiência, desde que interditada judicialmente. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/pc-go-go-2023-instituto-aocp-papiloscopista-policial https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/pc-ro-ro-2022-cespe-cebraspe-delegado-de-policia 28 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas c) em detrimento de indígena, mesmo que integrado. d) em detrimento de instituições religiosas ou educativas sem fins lucrativos. e) em detrimento de pessoa com idade superior a setenta anos. 013. 013. (CESPE-CEBRASPE/TJ-MA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2022) Assinale a opção correta, a respeito das infrações penais de consumo, de acordo com o disposto no Código de Defesa do Consumidor (CDC). a) Todas as infrações penais previstas no CDC são crimes de menor potencial ofensivo. b) Se a denúncia não for oferecida no prazo legal pelo Ministério Público, o CDC não admite a propositura de ação penal subsidiária por outro órgão. c) No CDC, não há previsão de crime na modalidade culposa. d) A existência de uma tipificação penal no CDC impede o reconhecimento concomitante da responsabilidade civil e administrativa. e) Constitui crime a colocação, no mercado de consumo, de produtos nocivos ou perigosos à saúde do consumidor. 014. 014. (CESPE-CEBRASPE/MPE-TO/PROMOTOR SUBSTITUTO/2022) Quanto aos crimes previstos no Código de Defesa do Consumidor, assinale a opção correta. a) Não há previsão de modalidade culposa em crimes dessa natureza, os quais, em regra, são punidos com reclusão e multa. b) A pena pecuniária será fixada em dias-multa, correspondente ao mínimo e ao máximo de dias da pena privativa de liberdade. c) Crimes dessa natureza não admitem a propositura de ação penal privada subsidiária da pública, em função do preponderante interesse da coletividade. d) É atípica e configura mera infração administrativa a conduta de não entregar ao consumidor o termo de garantia preenchido e com conteúdo claro. e) O fato de conduta delituosa contra o consumidor ter sido cometida em época de grave crise econômica é circunstância atenuante. 015. 015. (FEPESE/PREF. CHAPECÓ/FISCAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR/2022) De acordo com a Lei n. 8.078, de 11 de setembro de 1990 – Código de Defesa do Consumidor, configura crime contra as relações de consumo “Deixar de entregarao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo”, com pena de: a) Reclusão de um a seis meses ou multa. b) Reclusão de seis meses a dois anos e multa. c) Detenção de um a seis meses ou multa. d) Detenção de três meses a um ano e multa. e) Detenção de seis meses a dois anos e multa. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/tj-ma-ma-2022-cespe-cebraspe-juiz-estadual https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/mpe-to-to-2022-cespe-cebraspe-promotor-de-justica-substituto https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/prefeitura-de-chapeco-sc-2022-fepese-fiscal-de-defesa-do-consumidor 29 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas GABARITOGABARITO 1. C 2. E 3. E 4. d 5. b 6. b 7. a 8. d 9. c 10. C 11. e 12. a 13. a 14. b 15. c O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 30 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas GABARITO COMENTADOGABARITO COMENTADO 001. 001. (MPE-SC/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Julgue o item. Os crimes contra o consumidor previstos na Lei n. 8.078/1990 tem, como hipóteses de circunstâncias agravantes, dentre outras, a condição econômico-social do autor manifestamente superior à da vítima e o qualificativo do consumidor como operário ou rurícola. Isso mesmo. As circunstâncias narradas pelo examinador integram o rol do art. 76 do diploma legal, veja: Art. 76. São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste código: IV – quando cometidos: a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-social seja manifestamente superior à da vítima; b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental interditadas ou não; Certo. 002. 002. (MPE-SC/MPE-SC/PROMOTOR DE JUSTIÇA) Julgue o item. A Lei n. 8.078/1990 nada dispõe acerca do assistente do Ministério Público, de forma que, em todos os crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, incide o regramento genérico previsto no Código de Processo Penal, donde inviabilizada a intervenção, como assistente do Ministério Público, de órgãos da Administração Pública sem personalidade jurídica. Pelo contrário. A lei dispõe, sim, sobre a intervenção dos assistentes do Ministério Público, nos termos do art. 80. Confira: Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos neste código, bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistentes do Ministério Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso III e IV, aos quais também é facultado propor ação penal subsidiária, se a denúncia não for oferecida no prazo legal. Errado. 003. 003. (CESPE/MPE-RR/OFICIAL DE PROMOTORIA) Julgue o item a seguir. O agente que, na cobrança de dívida, utiliza procedimento que exponha o consumidor a ridículo, injustificadamente, não pratica crime, contudo, poderá ser multado, sem prejuízo de ação de indenização por danos morais. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 31 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas Mas é claro que tal agente pratica crime, nos termos do art. 71 da Lei n. 8.078/1990. Veja: Art. 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer. Pena – Detenção de três meses a um ano e multa. Errado. 004. 004. (VUNESP/PC-SP/INVESTIGADOR) Em relação ao Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/1990), assinale a alternativa correta. a) Os crimes culposos são apenados exclusivamente com multa. b) Existe hipótese de contravenção penal. c) Não existem crimes culposos. d) Não existem crimes apenados com reclusão. e) Todos os crimes são apenados com reclusão. Maldade do examinador exigir esse tipo de “decoreba”, mas serve para o nosso aprendizado. De fato, a Lei n. 8.078/1990 não prevê nenhum crime apenado com reclusão, exatamente como afirma a assertiva D. Letra d. 005. 005. (CESPE/PC-GO/CONHECIMENTOS BÁSICOS) Com relação às infrações penais previstas na Lei n. 8.078/1990, que instituiu o CDC, assinale a opção correta. a) No processo penal referente às infrações previstas no CDC, é vedada a atuação de assistentes do MP. b) Todas as infrações tipificadas no CDC possuem pena máxima prevista de até dois anos. c) Para que o infrator possa ser processado e julgado, é necessário que ele tenha agido com dolo. d) A pena será agravada se a infração for cometida no período noturno. e) A pena será agravada se a infração for cometida em domingo ou feriado. Outra vez o examinador se aproveita das peculiaridades maldosas da Lei n. 8.078/1990, nos mostrando a importância da leitura do texto de lei. De fato, todas as infrações previstas no CDC possuem pena máxima de até dois anos. Letra b. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 32 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas 006. 006. (CESPE/PC-PE/DELEGADO) A respeito da Lei n. 8.078/1990 (Código do Consumidor) e da Lei n. 8.137/90 (Crimes contra a ordem tributária e as relações de consumo), é correto afirmar que a) os crimes contra as relações de consumo, previstos no art. 7º da Lei n. 8.137/90, são praticados somente mediante dolo. b) os crimes contra o consumidor, previstos no Código de Defesa do Consumidor, são de menor potencial ofensivo. c) o Código do Consumidor, no que concerne aos crimes nele previstos, estabelece a responsabilidade penal da pessoa jurídica. d) a Lei n. 8.137/90, no que concerne aos crimes contra as relações de consumo, estabelece a responsabilidade penal da pessoa jurídica. e) a Lei n. 8.137/90, no que concerne aos crimes contra as relações de consumo, prevê como circunstância agravante da pena a prática em detrimento de menor de 18 ou maior de 60 anos. Questão que extrapola o conteúdo de nossa aula (pois cita a Lei n. 8.137/90, mas que vale a pena resolver. Oras, se todos os delitos têm pena cominada inferior a dois anos, é fato que a Lei n. 8.078/1990 só apresenta crimes de menor potencial ofensivo, que atendem ao critério da Lei n. 9.099/95. Letra b. 007. 007. (CESPE/PC-PE/DELEGADO) Ana contratou Cláudio, prestador de serviços, para consertar seu aparelho de televisão. Sem autorização de Ana e sem motivo justo, Cláudio utilizou, dolosamente, peças de reposição usadas na reparação do aparelho. Nessa situação hipotética, a conduta de Cláudio é considerada a) crime previsto no Código de Defesa do Consumidor (CDC). b) crime previsto no CP. c) crime previsto na Lei n. 8.137/1990, quedefine crimes contra a ordem tributária, econômica e contra as relações de consumo, e dá outras providências. d) atípica, pois não há lei que preveja essa conduta como crime. e) contravenção penal. De fato, estamos diante da conduta prevista no art. 70 do CDC, a saber: Art. 70. Empregar na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor: Pena – Detenção de três meses a um ano e multa. Letra a. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 33 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas 008. 008. (INSTITUTO CONSULPLAN/TJ-MS/TITULAR DE SERVIÇOS NOTARIAIS E REGISTRAIS- REMOÇÃO/2021) Na sistemática da Lei n. 8.078/1990 (Código de Defesa do Consumidor), especiais condições do ofendido estão previstas em desfavor do autor do fato. Nesse contexto normativo, é INCORRETO afirmar que configura agravante do crime consumerista ser ele praticado em detrimento de: a) Operário ou rurícola. b) Menor de 18 (dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos. c) Pessoa portadora de deficiência mental, ainda que não interditada. d) Pessoa portadora de deficiência física, nas relações de consumo de produtos ou serviços relacionados à respectiva deficiência. A resposta encontra guarida no art. 76 do CDC, veja: CDC, Art. 76. São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste código: I – serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade; II – ocasionarem grave dano individual ou coletivo; III – dissimular-se a natureza ilícita do procedimento; IV – quando cometidos: a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-social seja manifestamente superior à da vítima; b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental interditadas ou não; V – serem praticados em operações que envolvam alimentos, medicamentos ou quaisquer outros produtos ou serviços essenciais. Letra d. 009. 009. (FUNDAÇÃO LA SALLE/PREFEITURA DE CANOAS/PROCURADOR MUNICIPAL/2021) O valor da fiança, nas infrações de que trata o Código de Defesa do Consumidor, será fixado pelo juiz, ou pela autoridade que presidir o inquérito, entre cem e duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ou índice equivalente que venha a substitui-lo. Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu, a fiança poderá ser: I – Aumentada pelo juiz até vinte e cinco vezes. II – Reduzida até a metade do seu valor mínimo. III – Aumentada pelo juiz até vinte vezes. Das afirmações acima, qual(is) está(ão) correta(s)? a) Apenas a I. b) Apenas a lI. c) Apenas II e III. d) Apenas I e III. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 34 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas Questão extraída do art. 79, o qual merece nova leitura: Art. 79. O valor da fiança, nas infrações de que trata este código, será fixado pelo juiz, ou pela autoridade que presidir o inquérito, entre cem e duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ou índice equivalente que venha a substituí-lo. Parágrafo único. Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu, a fiança poderá ser: a) reduzida até a metade do seu valor mínimo; b) aumentada pelo juiz até vinte vezes. Portanto, estão corretos os itens II e III. Letra c. 010. 010. (CESPE-CEBRASPE/MPE-SC/PROMOTOR SUBSTITUTO/2021) A respeito dos planos e seguros privados de assistência à saúde, da entrega de produtos com data e turno marcados e dos crimes contra o consumidor, contra a economia popular e contra a ordem econômica, julgue o item subsequente. No caso de omissão culposa de informação relevante sobre a natureza de um produto, poderá ser aplicada ao fornecedor apenas multa. Questão bastante difícil, extraída do art. 66 da lei. Vejamos: Art. 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços: § 2º Se o crime é culposo; Pena – Detenção de um a seis meses ou multa.’ De fato, é possível a aplicação apenas de multa. Certo. 011. 011. (INSTITUTO AOCP/PC-GO/PAPILOSCOPISTA POLICIAL/2023) Constitui crime contra as relações de consumo previsto no Código de Defesa do Consumidor (Lei Federal n. 8.078/1990), EXCETO a) executar serviço de alto grau de periculosidade, contrariando determinação de autoridade competente. b) fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva. c) empregar, na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação ou distribuição, sujeitando-se aos infratores à responsabilização civil e criminal. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br https://questoes.grancursosonline.com.br/prova/pc-go-go-2023-instituto-aocp-papiloscopista-policial 35 de 38gran.com.br LegisLação espeCiaL Lei n. 8.078/1990 – Crimes contra as Relações de Consumo Douglas Vargas d) deixar de alertar, mediante recomendações escritas ostensivas, sobre a periculosidade do serviço a ser prestado. e) formar acordo, convênio, ajuste ou aliança entre ofertantes, visando à fixação artificial de preços ou quantidades vendidas ou produzidas. Questão bem elaborada, pesada, pois todos os enunciados têm relação com o tema, tornando impossível chutar sem um bom conhecimento da legislação. Todas as condutas (note que o enunciado solicita a exceção) são crimes previstos no CDC, exceto a assertiva E, que consiste em conduta prevista na Lei n. 8.137/90. Letra e. 012. 012. (CESPE-CEBRASPE/PC-RO/DELEGADO DE POLÍCIA/2022) É circunstância agravante dos crimes tipificados no Código de Defesa do Consumidor o cometimento desse tipo de crime a) mediante a dissimulação da natureza ilícita do procedimento. b) em detrimento de pessoa portadora de deficiência, desde que interditada judicialmente. c) em detrimento de indígena, mesmo que integrado. d) em detrimento de instituições religiosas ou educativas sem fins lucrativos. e) em detrimento de pessoa com idade superior a setenta anos. Conforme estudamos, o art. 76 do CDC tipifica as agravantes, e em seu inciso III, trata da dissimulação da natureza ilícita do procedimento. Letra a. 013. 013. (CESPE-CEBRASPE/TJ-MA/JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO/2022) Assinale a opção correta, a respeito das infrações penais de consumo, de acordo com o disposto no Código de Defesa do Consumidor (CDC). a) Todas as infrações penais previstas no CDC são crimes de menor potencial ofensivo. b) Se a denúncia não for oferecida no prazo legal pelo Ministério Público, o CDC não admite a propositura de ação penal subsidiária por outro órgão. c) No CDC, não há previsão de crime na modalidade culposa. d) A existência de uma tipificação penal no CDC impede o reconhecimento concomitante da responsabilidade civil e administrativa. e) Constitui crime a colocação, no mercado de consumo, de produtos nocivos ou perigosos à saúde do consumidor. O conteúdo deste livro eletrônico é licenciado para Beatriz Luiza - 05621326784, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia, divulgação