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FÍSICA F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// Professor(a): Marcos Haroldo assunto: Torque Produzido Por uMa Força MagnéTica frente: Física iii 010.550 - 136364/19 AULAS 58 E 59 EAD – ITA/IME Resumo Teórico Momento de força magnética Aplicaremos o resultado obtido anteriormente de forças magnéticas para calcular o torque. Lembrando o resultado da mecânica, temos: τ = ×r F Em que r é o vetor posição do ponto de aplicação da força em relação ao eixo de rotação. Entenda que mesmo que a força resultante sobre uma espira seja nula, esta pode sofrer torque. O torque sentido é equivalente ao torque produzido por um binário. Consideremos, por exemplo, a seguinte espira de corrente retangular, imersa em um campo magnético uniforme: F2 F1 bsenθbsenθ b i P aa bb B (b)(a) θ θ F2 F1 B n θ θ n ^ ^ Figura 10: torque magnético em uma espira retangular. Como calcular o torque sofrido por um ímã ou por um circuito elétrico? Em relação ao eixo horizontal, podemos expressar as seguintes equações: τ θ τ θ 1 1 1 2 2 2 2 2 = × = ( ) = × = ( ) r F b Bia sen r F b Bia sen Os momentos produzidos por estas forças apontam no mesmo sentido. É importante perceber que os outros dois lados da espira possuem momento nulo. As forças atuantes nestes lados atuam em sentidos contrários, fazendo com que a resultante sobre a espira seja nula. O torque total é então dado por: τ θ = × = ⋅r F Biba sen Entretanto, tal método pode ser um pouco trabalhoso e temos outra forma de ver a coisa. Definiremos uma grandeza denominada momento de dipolo magnético m . O vetor momento de dipolo magnético de um ímã é um vetor que aponta do polo sul para o polo norte e cujo módulo é tanto maior quanto mais intenso for o magnetismo do ímã. A r v µ e– I L I I Figura 11 Quanto maior for o momento de dipolo magnético de um ímã, mais intenso será o torque sofrido por ele sob ação de um campo magnético. Um momento de dipolo magnético m em um campo de indução magnética sofre um torque dado por: τ τ θ = × → =m B mB sen Observação: O papel deste torque é fazer o vetor m se alinhar ao vetor B . m t B X • Esquema representando o torque sobre um momento de dipolo magnético em campo magnético. Também podemos atribuir um momento de dipolo a um circuito elétrico como a espira retangular da figura seguinte. Representemos uma vista superior da referida espira. 2F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// Módulo de estudo 010.550 - 136364/19 F 1 + F 2 d d b θ θ i i 0 + Figura 12: vista de perfil de uma espira imersa numa região de campo magnético constante. Os módulos de F e F 1 2 são iguais e dados por: F = Bia Os momentos de F e F 1 2 em relação ao ponto 0 são também iguais e dados por: τ = Biad. Mas d b sen= 2 θ. Daí o momento total sobre a espira é: τ θ θ = ( ) =2 2 iaB b sen Bi ba sen( ) . Esse é o módulo do torque mecânico sobre a espira. Comparando com a expressão em que definimos matematicamente o momento de dipolo magnético, temos: τ θ θ = = ( ) → = mBsen i ab Bsen ab m iA o m dulo de m ( ) . .Da : m = ií é ó Em que A = ab é a área de espira. Como a espira tende a ficar perpendicular ao campo, o vetor m deve ser perpendicular ao plano que a contém. De fato, é isto que ocorre, e o sentido de m é dado pela regra da mão direita. m Corrente elétrica Vetor momento de dipolo magnético N i A Figura 13: aplicação da regra da mão direita na determinação da direção e sentido do vetor momento de dipolo de uma espira. Matematicamente podemos representar o vetor momento de dipolo magnético como sendo: m iAn = Em que n é o versor normal à espira no sentido dado pela regra da mão direita. Exercícios 01. Uma espira retangular de perímetro p, percorrida por uma corrente elétrica de intensidade constante I, define uma região plana de área S, paralela a um campo magnético uniforme B no qual está totalmente imersa como na figura. C D BA S i � B A) Expresse a intensidade t do torque resultante na espira em função de B, i e S. B) Levando em conta que a expressão obtida no item A continua válida, se a mesma espira for deformada de modo a ficar com outro formato qualquer, determine, em função de B, i e p, o torque resultante mais intenso possível de ser conseguido por meio da variação exclusiva da área S. 02. Uma barra de material isolante, em forma de um “V”, pode girar livremente em torno de um eixo que passa por 0. Na extremidade direita da barra, está suspenso um prato, em que poderão ser colocadas massas conhecidas. C D B A E F O d � B d Na parte esquerda da barra é fixado um fio condutor rígido ABCDEF, cujos terminais são A e F. Os trechos BC e DE do fio são arcos de circunferência com centros em 0. A região CD desse fio, de comprimento 5,00 cm, está imersa em um campo magnético uniforme B , perpendicular ao plano da figura e apontando para o leitor. O sistema descrito, inicialmente em equilíbrio, permite medir a intensidade de B . Para isso, usando fios muito flexíveis, que não perturbem o equilíbrio do sistema, ligamos os terminais A e F a um gerador em série com um medidor de corrente. 3 F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// 010.550 - 136364/19 Módulo de estudo Suponha que o sentido da corrente em CD seja de C para D e que sua intensidade seja 10,0 A. Estabelecida essa corrente, o sistema desequilibra-se, sendo necessário colocar uma massa de 15,0 g no prato para que o equilíbrio se restabeleça. Sendo g = 9,80 m/s2, calcule a intensidade de B . 03. Uma espira triangular de arame com corrente I pode girar em torno de um eixo horizontal OO’, que passa pelo vértice do triângulo. A massa por unidade de comprimento do arame é λ. A espira se encontra nos campos de gravidade e magnético B , dirigidos verticalmente para baixo. Determine o ângulo de desvio do plano do triângulo em relação à vertical (α). O g α B� �� O’ I l → comprimento do lado do triângulo. 04. Uma espira circular de raio R, massa m e corrente I está em repouso sobre uma superfície horizontal áspera. Um campo magnético horizontal B é paralelo ao plano da espira. B R l Qual o valor da corrente I para que um lado da espira seja erguido pelo campo magnético? A) m g B R ⋅ ⋅ ⋅π B µ I B) 2 ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ m g B Rπ C) m g B R ⋅ ⋅ ⋅2π D) m g B R ⋅ ⋅ ⋅4π 05. Dois fios condutores, muito longos, possuem densidade linear de massa λ e estão suspensos paralelamente por cordas ideais. A distância entre eles vale d. Os fios são conectados a um capacitor em uma das extremidades e na outra por um pequeno arame condutor. dd + – C A carga no capacitor (de capacitância C) é inicialmente Q 0 . Logo após a ligação, os fios adquirem inicialmente uma velocidade v 0 devido à repulsão. Assuma que a constante de tempo de descarga do capacitor é negligenciável comparada ao tempo do impulso sofrido. A) Mostre que v0 0 0 2 4 = µ πλ Q RCd , em que R é a resistência do circuito. B) Qual a altura que cada fio pode subir? 06. No interior de um solenoide longo, onde existe um campo de indução magnética B uniforme e axial, coloca-se uma espira retangular de largura a e comprimento b, em posição horizontal, ligada rigidamente a uma balança de braços d1 e d2. Quando não circula corrente na espira, a balança está em equilíbrio. Ao fazer passar pela espira uma corrente i, obtém-se o equilíbrio da balança, colocando-se no prato a massa m. Determine o campo de indução magnética B no interior do solenoide. a b Sentido da corrente no solenoide. d 2 d 1 07. Um pêndulo elétrico, constituído por um fio de comprimento L, conectado a uma partícula de massa m e carga negativa q, é abandonado do repouso, a partir da posição horizontal A, numa região que contém um campo gravitacional uniforme g e um campo magnético uniforme entrando no papel.Sabendo que o fio do pêndulo se afrouxa ao passar pela posição C definida pelo ângulo α, determine então a intensidade do campo magnético. – – g α L A B C X X X X X X X X X X X X A) B m q g L = cosα 2 B) B m q g L = senα 2 C) B m q g L = 2 5 cosα D) B m q g L = cosα E) B m q g L = 2 3 cosα 08. Considere um fio de 44 cm de comprimento. A figura mostra parte do fio metálico carregando uma corrente I = 6 A, do ponto A ao ponto C, no formato de duas semicircunferências. O citado fio está localizado em um campo magnético uniforme de intensidade B = 1,25 ⋅ 10−14 T. Determine a intensidade da força F 1 que atua na parte mostrada do fio. A) F 1 = 1,41 ⋅ 10−4 B) F 1 = 1,05 ⋅ 10−4 C) F 1 = 1,05 ⋅ 10−6 D) F 1 = 3,30 ⋅ 10−4 N E) F 1 = 3,30 ⋅ 10−6 N x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x x y A I 5 cm C x2 cm2 cm 4F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// Módulo de estudo 010.550 - 136364/19 09. Um fio retilíneo de comprimento L é percorrido por uma corrente elétrica I 2 . O fio passa pelo eixo de uma espira circular percorrida por uma corrente I 1 de raio R. Seja μ 0 a permeabilidade magnética do meio, determine, em função de L, I 1 , I 2 , R e μ 0 , o módulo da força sobre o fio. I 1 I 2 10. 50 espiras quadradas de lados iguais a 10 cm estão localizadas paralelas ao plano XZ com uma corrente I fluindo na direção mostrada. O sistema é livre para rotacionar em torno do eixo X sem atrito. Um campo magnético uniforme, B = 1,5 T, tem direção ao longo do eixo – Z. A intensidade do momento de dipolo magnético das 50 espiras é m = 0,01A · m2. A intensidade da corrente através do sistema vale: A) I = 0 A B) I = 0,02 A C) I = 0,22 A D) I = 1,4 A E) I = 2,7 A 11. Um condutor de cobre, de área A, está dobrado de tal modo que forma três lados de um quadrado e ele pode girar ao redor de um eixo horizontal. O condutor encontra-se em um campo magnético uniforme, dirigido verticalmente. Quando pelo condutor passa uma corrente I, ele inclina-se em um ângulo α, em relação à vertical. Determine a indução do campo A, densidade do cobre é igual a r. α 12. No esquema da figura, a barra AB tem resistência R = 5Ω, peso de módulo P = 20N e comprimento l = 1 m. Essa barra faz contato sem atrito com dois trilhos verticais MN e M’N’, perfeitamente condutores. Perpendicularmente ao plano dos trilhos, existe um campo de indução magnética uniforme de intensidade B = 0,5 T. Sabendo-se que a barra AB mantém-se em repouso, determine a força eletromotriz e do gerador. = 5 Ω M A B ε M N B N – I y a X B Z a 13. (IME) A haste condutora rígida CD, de massa 0,05 kg, pode deslizar sem atrito ao longo de duas guias fixas paralelas, horizontais, distanciadas de 10 cm, como mostra na figura. A haste conduz uma corrente i = 2 A no sentido indicado, mantida constante pela fonte F, e está submetida a um campo magnético uniforme e constante, dirigido verticalmente de baixo para cima, valor B = 0,05 Weber/m2. Indique o sentido e calcule o valor da velocidade adquirida pela haste em t = 2 s, supondo que ela estivesse em repouso no instante t = 0. F D C i i i 10 c m i 14. Uma roda com um raio R que tem carga Q, uniformemente distribuída sobre o aro, é livre para rodar horizontalmente sobre uma haste fina. A haste é suspensa por fios não extensíveis, e um campo magnético B é aplicado, como mostrado na figura. As tensões iniciais nas cordas são T 0 . Se a quebra das tensões nas cordas são 3T 0 /2, encontre a velocidade angular ω 0 máxima com que a roda pode ser girada. d B T 0 T 0 ω0 15. Considere os pares de circuitos elétricos abaixo e informe se a força magnética em cada caso é atrativa ou repulsiva. A) B) i 1 i 2 i 1 i 2 C) D) i 1 i 2 i 1 i 2 E) i 1i 2 5 F B O N L I N E . C O M . B R ////////////////// 010.550 - 136364/19 Módulo de estudo Gabarito 01 02 03 04 05 * 0,249 T * A * 06 07 08 09 10 * A B Zero D 11 12 13 14 15 * 200 V 0,4 m/s * * * 01: A) Bis B) Bip2 4π 03: BI g4λ 05: Demonstração 06: B mgd iab = 1 11: CAtg I 2 14: dT BQR o 2 15: A, B, E ⇒ Atrativa C, D ⇒ Repulsiva. Anotações SUPERVISOR(A)/DIRETOR(A): MARCELO PENA – AUTOR(A): MARCOS HAROLDO naldo/REV.: Camilla