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Conceito → extravasamento sanguíneo para fora do sistema cardiovascular Hiperemia X Hemorragia: Hiperemia → coloração avermelhada por toda extensão do órgão Hemorragia→ extravasamento de sangue pontual CLASSIFICAÇÃO E NOMENCLATURA DAS HEMORRAGIAS: MECANISMO DE FORMAÇÃO DAS HEMORRAGIAS: “Per rhexis” (ruptura)→ danos na parede vascular, inflamação, traumas, necrose, invasão e rupturas de tumores. “Per diapedese” (migração)→ sem lesão evidente do leito vascular, geralmente em nível capilar. Falta fatores de coagulação ou plaquetas (diátese hemorrágica). Hemorragia espontânea, relacionada aos fatores de coagulação, por isso pode ocorrer em vários locais diferentes ao mesmo tempo. MORFOLOGIA DAS HEMORRAGIAS: Não alteram o relevo: Petéquias → lesões puntiformes, processo hemorrágico plano e puntiforme Equimose → até 3cm, as vezes algumas petéquias se unem e formam as equismoses Sufusões→ extensas áreas Alteram o relevo: Hematomas→ alteração do relevo do tecido Ex: otohematoma em suínos, nas baias de terminação os animais brigam e se mordem, ocasionando trauma nos tecidos Púrpuras → termo clínico (petéquias e equimoses extensas em superfícies) LOCALIZAÇÃO: Hemopericárdio → sangue contido dentro do saco pericárdio Pode ocasionar tamponamento cardíaco → pressão exercida no coração pelo sangue ou líquido que se acumula no pericárdio Ex: hemangiosarcoma (comum nos átrios, pele e baço) → tumor vascular → quando rompe tampona o coração Pericardite → entrada de bactérias, comum em trauma por perfuração por objetos cortantes em ruminantes→ retículo pericardite traumático Hemotórax→ presença de sangue dentro do espaço da caixa torácica Ex: mordeduras causadas em brigas Hemoperitônio → presença de sangue dentro da cavidade abdominal Ex: rompimento de um hemangiossarcoma Epistaxe→ sangramento nasal geralmente originado na mucosa do nariz. Rinorragia, lesão do trato respiratório superior Ex: rinite fúngica → cianose na língua, epistaxe e boca constantemente aberta Hemoptise → eliminação de sangue do trato respiratório pela tosse Hematemese→ sangue visível no sangue Melena→ sangue digerido nas fezes, odor sulfúrico, fezes escuras Hematoquesia → presença de sangue fresco e vermelho nas fezes do animal, indica lesões distais no trato digestório Hematúria → presença de sangue na urina, proveniente de lesão no trato urinário Ex: intoxicação por samambaia em bovinos→ causa câncer no trato urinário (ação radiomimética, altera a conformação do DNA da célula). Pode causar → diátese hemorrágica (por comer grande volume e rápido) o que causa aplasia medular, hematúria, causada pelo tumor no trato urinário, tumor no trato digestório. Hifema → é um sangramento na câmara anterior (a cavidade cheia de líquido entre a córnea transparente e a íris colorida) do olho. Hemartrose→ sangramento que acontece dentro de uma articulação. CLASSIFICAÇÃO DAS HEMORRAGIAS QUANTO À RELAÇÃO COM O ORGANISMO: ● Externas ou superficiais ● Internas com fluxo externo→ gastrorragia com hematêmese ou melena, rinorragia com epistaxe ● Ocultas (internas) → viscerais ou cavitarias CLASSIFICAÇÃO SEGUNDO SUA ETIOLOGIA: ● Traumática → originada por algum trauma externo ● Origem hemática → problemas em fatores de coagulação → intoxicação por dicumarínicos, ácido acetilsalicílico, hipovitaminose K, hepatopatias, trombocitopenias, hemofilias. ● Origem vascular → problema está na parede do vaso → hipertensão arterial, toxinas e agentes infecciosos endoteliotrópicos, hipersensibilidade do tipo 3 HEPATOPATIAS: Fibrinogênio Fatores de coagulação → II, V, VII a XIII, antitrombina 3, plasminogênio, inibidor do ativador de plasminogênio, α2-antitripsina, α2-macroglobulina e α1-antitripsina Rangeliose → doença infecciosa causada pela Rangelia vitalii, um hemoprotozoário, e causa sangramento da orelha Hemorragia de origem vascular: ⤷hemorragia vascular, comum em hipersensibilidade do tipo III Acidente botrópico: ⤷ataque por animal peçonhento, o veneno botrópico tem atividade inflamatória aguda local, coagulante e hemorrágica. As complicações locais mais frequentes são: infecção secundária, necrose, síndrome compartimental, déficit funcional e amputação. CONSEQUÊNCIAS DAS HEMORRAGIAS: Fatores que determinam a “gravidade” das consequências: ● Volume (choque hipovolêmico) ● Taxa de perda (agudo ou crônico) ● Estado clínico anterior a hemorragia ● Local que sofre a hemorragia RESOLUÇÃO DAS HEMORRAGIAS: Hemorragias menores → absorção das células sanguíneas Hemorragias maiores→ organização e fibrose Conceito → aumento na quantidade de líquido no espaço intersticial e/ou cavidades pré-existentes. Transudato → líquido não inflamatória, densidade abaixo de 1.012, pobre em proteínas e geralmente translúcido Exsudato → líquido inflamatório, densidade acima 1.020, rico em proteínas, coagula e tem aspecto turvo Sinal de cacifo ou sinal de Godet: Pressão digital sobre a pele por pelo menos 5 segundos→ positivo de a depressão formada não se desfizer imediatamente após a compressão NOMENCLATURA: Hidropericárdio→ acúmulo de transudato dentro do pericárdio Hidrotórax → acúmulo de transudato no interior da cavidade torácica Hidroperitônio → acúmulo de transudato na cavidade abdominal Quemose→ edema ocular Anasarca → edema distribuído por todo o corpo devido ao acúmulo de fluido no espaço extracelular EDEMA DISTRIBUÍDO MICROSCOPICAMENTE: Estrutura amorfa corada fracamente pela eosina Presença de proteína EQUILÍBRIO DE STARLING: “A quantidade de fluido filtrado para fora dos capilares arteriais é aproximadamente igual a quantidade de fluido que retorna aos capilares venosos.” A equação de Starling ilustra a interação das forças hidrostáticas e oncóticas no movimento do fluxo através das membranas capilares. Pressão hidrostática → consequente ao fluxo, corresponde a pressão exercida pela força do líquido contra o vaso. Quando o diâmetro do vaso diminui a pressão aumenta, se a pressão for muito grande o líquido extravasa Pressão oncótica/osmótica → proteínas plasmáticas (albumina. Líquido tem a tendência de se direcionar para onde tem mais proteína, quando o líquido sai do vaso, aumenta a concentração proteica fazendo com que o líquido seja atraído de volta MECANISMOS DE FORMAÇÃO DE EDEMA: Aumento da pressão hidrostática: ● Comum em cardiopatias ● Insuficiência cardíaca→ congestão passiva crônica ● Obstrução venosa localizada → torção gástrica, uterina, intestinal, pressão do útero gravídico→ torção ou obstrução dos vasos ● Excesso de fluidoterapia→ iatrogênica Ex: Insuficiência cardíaca direita → Ascite → consiste em um acúmulo de líquido (ascítico) que contém proteínas dentro do abdômen Insuficiência cardíaca esquerda → sangue fica “parado” no pulmão → presença de “bolhas” na traquéia e brônquios é característico de edema pulmonar Diminuição da pressão oncótica Diminuição da pressão oncótica → diminuição na capacidade que a proteína tem de atrair líquido: ● Queda na síntese de proteínas (hepatopatias) ● Absorção → enteropatias com perda proteica ● Espoliação proteica → parasitas hematófagos Ex: Papeira em ovinos → doença causada pela atuação de parasitas. O principal parasita que causa a papeira é o Haemonchus contortus, helminto nematódeo que parasita, desenvolve e se reproduz, especialmente, no abomaso. Um dos sintomas mais visíveis da ação dos parasitas é o surgimento de edema na parte inferior da mandíbula do animal e mucosas hipocoradas. ● Perda proteica→ lesões renais crônicas→ proteinúria Ex: fígado cirrótico→ lesão fibrótica→ redução do espaço de Disse→ aumento da pressão hidrostática portal. Ocasiona redução na volemia que ativa o sistema renina angiotensina aldosterona no rim, que vai “segurar” o líquido, aumentando ainda mais a pressão e ocasionando uma ascite Cirrose hepática em bovinos→ ingestão de Senecio → causa cirrose impedindo a divisão dos hepatócitos (quela o DNA) ⤷fígado com cirrose Aumento da permeabilidade vascular Lesão a vasos e membranas basais → inflamação, aumento de mediadores químicos, traumatismos, hipersensibilidadedo tipo I Proteínas plasmáticas vão do plasma para espaços teciduais Ex: Doença do edema → enfermidade patognomônica (sinais são claros e indicam essa doença) → toxi-infecção, causa disfunção neurológica. Causada pela bac E. coli, ocasiona injúria vascular sistêmica. Comum em leitões após o desmame→ curso clínico rápido Reações alérgicas → hipersensibilidade do tipo I→ edema causado por vasodilatação por causa do acionamento da histamina Obstrução linfática: Lesão que impede a drenagem normal Ex: tumores, inflamação grave com obstrução dos vasos linfáticos Mastocitoma Linfoma mediastinal→ comumente associado a Fel-V Linfadenite → elefantíase → Wuchereria bancrofti → obstrução linfática CLASSIFICAÇÃO DE EDEMA: Agudo→ ocasionado por trauma, por ex Crônico → um exemplo é presença de edema de peito → forte indício de insuficiência cardíaca → pulso jugular positivo. Pode ser causado por retículo pericardite traumática crônica Aumento da quantidade de sangue no leito vascular Pode ser ativo ou passivo Hiperemia → processo ativo→ acúmulo de sangue com gasto de energia → sangue arterial (vasodilatação) Congestão → processo passivo → sangue venoso (diminuição do retorno venoso) HIPEREMIA: Aumento do aporte sanguíneo para uma determinada área (vasodilatação) Hiperemia patológica: ● Aumento de fluxo sanguíneo no estômago e intestino (digestão) ● Musculatura de um atleta em pleno exercício físico Hiperemia patológica: ● Muito sangue arterial chegando, comum em inflamação ● Geralmente em área localizada ● Processos inflamatórios ● Liberação de substâncias vasoativas Macroscopia→ coloração vermelho vivo Microscopia → hemácias no interior de vasos e células inflamatórias CONGESTÃO: Ingurgitamento de um órgão com sangue venoso Macroscopia: ● mucosas vermelho-azul (cianóticas) ● aumento do volume do órgão ● aumento de líquido (edema) Classificação: Distribuição: generalizada ou focal Duração: aguda ou crônica Logo, podemos ter congestão: ● FOCAL AGUDA ● FOCAL CRÔNICA ● GENERALIZADA AGUDA ● GENERALIZADA CRÔNICA CONGESTÃO LOCAL AGUDA: Congestão devido a obstrução aguda de veias → afeta menos as artérias pois elas conseguem reverter a torção graças a sua camada muscular Processo passivo → impedimento da drenagem venosa numa região, mas a entrada de sangue ocorre Órgão pode tornar-se anóxico e poderá ficar necrótico CONGESTÃO LOCALIZADA: ⤵Dilatação volvo gástrica → torce o eixo axial do estômago ⤷Acaba torcendo o baço junto ⤷Torção de abomaso ⤷Torção de cólon maior ⤷Suíno→ torção da raiz do mesentério CONGESTÃO LOCAL CRÔNICA: Lesões como tumores ou abscesso que comprimem gradativamente as veias adjacentes CONGESTÃO GENERALIZADA: Insuficiências cardíacas → comprometimento da circulação central do coração e de grandes vasos (retorno venoso prejudicado) Mecanismos compensatórios → aumento da frequência e intensidade Insuficiência cardíaca ESQUERDA: ● Congestão pulmonar Hemácias saem dos capilares para os alvéolos → fagocitose (macrófagos) → pigmentos (hemossiderina)→ células da falha cardíaca ● Aumento da pressão hidrostática → edema pulmonar Insuficiência cardíaca DIREITA: Acomula sangue na veia cava Causa congestão principalmente no fígado Aumento da pressão hidrostática → edema nos membros, acúmulo de líquido nas cavidades (principalmente ascite) Fígado: ● aumento de volume ● coloração vermelho-azulada ● padrão de noz-moscada ● congestão centrolobular → Acúmulo de sangue centrolobular pois o sangue acomula na cava CONGESTÃO HIPOSTÁTICA: Alteração post-mortem Causa→ gravidade Sangue acomulado no lado do decúbito Comum em animais de grande porte Hemostasia → parada das hemorragias por uma resposta vascular com formação de um tampão hemostático. Função → manter o sangue em estado fluido TROMBO: Estrutura sólida formada por leucócitos, plaquetas, fibrina e eritrócitos Trombose é a forma patológica de hemostasia Coágulo ou trombo? ● O coágulo é mais vermelho, elástico e ocupa todo o leito vascular. Coágulo lardáceo é amarelado, comum em equinos ● O trombo não ocupa todo o leito vascular e fica aderido ao endotélio. Não tem somente uma cor uniforme Trombo X Coágulo Post-mortem: TRÍADE DE VIRCHOW = CAUSAS DE TROMBOSE: Danos endoteliais (endocardites): Endotélio disfuncional com maiores quantidades de fatores pró-coagulantes, ou redução da síntese de fatores anticoagulantes Trombo pro lesão endotelial estão sempre aderido Aumento da coagulabilidade sanguínea: Primárias → aumento dos fatores de coagulação→ genéticas→ trombofilias Secundárias → bactérias Gram + (por causa do LPS) e/ou substâncias que ativam a cascata de coagulação CID: Coagulação intracelular disseminada: Não são coágulos, são trombos ! Consequência da liberação de fator tecidual, endotélio lesionado ou ativação de fatores de coagulação Trombos nos pulmões, rins, fígado, adrenal, coração e cérebro (isquemias e infartos) Diminuição de plaquetas e fatores de coagulação →processo de CID consome todas as plaquetas → hemorragias (espontâneas) por consumo Alterações do fluxo sanguíneo: Estase ou turbulência do fluxo sanguíneo O fluxo sanguíneo é laminar → porção celular do sangue não entra em contato com as células do endotélio → quando o fluxo é modificado ocorre aumento de contato das plaquetas com o endotélio, evita a diluição dos fatores de coagulação, retardam inibidores da coagulação, ativação das células endoteliais Plaquetas em contato contínuo com o endotélio ativam a cascata de coagulação Ex: Trombo em cela → comum em cardiomiopatia hipertrófica em felinos → ocasiona perda de movimento do membro pélvico→ infarto ARTEROSCLEROSE: Acúmulo (íntima do vaso) de células inflamatórias, cálcio, lipídios e tecido conjuntivo A lesão clássica é chamada de placa lipídica fibro-inflamatória Patologia multifatorial→ principal causa em cães é o hipotiroidismo CLASSIFICAÇÃO DOS TROMBOS: ● Sépticos/asépticos ● Valvulares/murais ● Arteriais/venosos/capilares/linfáticos DESTINOS DO TROMBO: Lise do trombo→ resolução Propagação do trombo Organização → o fluxo sanguíneo consegue passar por um dos “cantos” liberados Recanalização → é formado “furos” no meio do trombo, pela pressão sanguínea, para o fluxo conseguir passar Embolização→ trombo ou parte dele se desprende e vai parar em algum outro lugar do corpo, normalmente no pulmão→ embolia pulmonar EMBOLIA: Material estranho que se desloca pela circulação que pode causar oclusão dos vasos Podem ser sépticos ou assépticos Oclusão total ou parcial (infarto) Origem: ● trombo ● gordura ● tumorais ● bolhas de ar ● medula óssea ● bactérias ● líquido amniótico Trombo-êmbolo→ os vasos que mais sofrem embolia arterial são: cérebro, intestino, extremidades inferiores, rim e coração. Mais grave em órgão que não possuem irrigação colateral. Êmbolos bacterianos → porta de entrada de bactérias normalmente é uma lesão cutânea, causa um trombo contendo as bactérias que desprende se tornando um êmbolo bacteriano ⤷ lesão digital ocasionou pneumonia embólica Êmbolos neoplásicos → células neoplásicas na circulação param em determinados locais ocasionando metástases. Ocorre somente nas neoplasias malignas ⤷Melanoma digital migrou através dos vasos linfáticos e ocasionou metástase no linfonodo poplíteo Êmbolos parasitários→ dirofilaria immitis Êmbolos gasosos → formação de bolhas de ar no sangue que se juntam e causam um infarto Ex → mergulhadores com troca de pressão atmosférica. Cetáceos que se “atrapalham” com os sonares e acabam descendo às profundezas ou emergindo para superfície de forma brusca Êmbolos de gordura/medula óssea → gotícula de gordura endógena que se desprendem da medula óssea. Ex→ fraturas de ossos longos Embolismo fibrocartilaginoso → ocorre o extravasamento do núcleo pulposo da medula ⤷ Mielomalacia aguda INFARTO: Área de necrose isquêmica aguda Oclusão da irrigação ou drenagem Isquemia → perda do fluxo para uma determinada área Causas: ● trombos → ativação excessiva dos processos homeostáticos normais ● êmbolos → corpos estranhos que se deslocam pela circulaçãoInfarto vermelho: Hemorrágico → com sangue na área infartada (área fica mais escura) ⤷lesão em cunha→ lesão vascular Infarto branco: Anêmico → sem a presença de sangue na área infartada → ocorre a degradação das hemácias Evolução do infarto hemorrágico Normalmente apresenta um halo hiperêmico ao redor da área necrótica ⤷necrose do miocárdio → sempre que há necrose muscular se tem perda da mioglobina ⤷Cão com lesão por mordedura, quase cicatrizada. Bactérias da lesão migraram para a válvula aórtica ocasionando endocardite Após alguns dias as células inflamatórias invadem o tecido necrótico → resíduos são fagocitados formando tecido de granulação e após fibrose (ação dos fibroblastos→ células justapostas) Isso ocasiona uma remodelação do órgão lesionado → cicatriz CHOQUE CIRCULATÓRIO: Colapso circulatório sistêmico devido a um desequilíbrio entre o volume circulante e o diâmetro do leito vascular. Distúrbio hemodinâmico e metabólico grave Incapacidade do sistema circulatório manter a irrigação adequada → pouco sangue no organismo ou o sangue existente não consegue retornar (fica preso nas extremidades) Não tem sangue suficiente para os órgão vitais e por isso mecanismos compensatórios são ativados: Mecanismos compensatórios: ● aumento da frequência cardíaca ● descargas simpáticas→ barorreceptores ● renina angiotensina aldosterona → vasoconstritor periférico e causa reabsorção de Na que vai fazer o rim “segurar” mais líquido dentro do corpo ● Liberação de ADH Sinais clínicos: ● apatia ● mucosas pálidas ● diminuição da temperatura corporal (exceto no choque séptico) ● taquicardia ● taquipneia ● alteração da função renal Fases do choque: Não progressiva → ativação de reflexos compensatórios: ● taquicardia, vasoconstrição periférica, conservação do fluido renal ● reflexo de barorreceptores, liberação de catecolaminas, renina/angiotensina, liberação de ADH, estimulação simpática Progressiva→ hipoperfusão dos tecidos ● Hipóxia generalizada ● Glicólise anaeróbica levando a um excesso de ácido lático, que atua como um vasodilatador de arteríolas e capilares (sequestro visceral de sangue) ● Dilatação das arteríolas ● Déficit cardíaco→ anóxia Irreversível: ● Contração do miocárdio deficiente ● Início após o corpo sofrer lesões celulares e tissulares irreversíveis (necrose) ● Morte Tipos de choque: Choque cardiogênico → deficiência do bombeamento de sangue pelo miocárdio. Causas: insuficiências cardíacas Choque hipovolêmico → redução do volume sanguíneo ou plasmático por perda de líquido Causas: ● hemorragias graves ● diarreias ● vômito ● queimaduras ⤷Hemoperitônio ⤷ Animal atropelado→ rompimento do baço Perdas de 10% podem ocorrer sem que haja uma redução da pressão sanguínea Perdas de 35 – 45% causam redução da pressão sanguínea e retorno venoso diminui podendo levar a morte do indivíduo → grandes perdas em curto espaço de tempo Choque vasculogênico → aumento agudo na capacidade do leito vascular Vasodilatação sistêmica → aumento da permeabilidade→ sangue fica preso na periferia Pode ser dividido em: ➔ Choque séptico Causado por infecções microbianas graves Manifestação exagerada e generalizada de uma reação imunológica/inflamatória local Septicemia mais comum é causada por bactérias gram-negativas→ ação do LPS Endotoxinas→ lipopolisacáridos Vasodilatação sistêmica (hipotensão) Redução da contratilidade do miocárdio Lesão endotelial Ativação do sistema de coagulação→ CID ➔ Choque anafilático Reação de hipersensibilidade do tipo I → degranulação de mastócitos que liberam mediadores vasoativos (histamina) Vasodilatação periférica Aumento da permeabilidade vascular ➔ Choque neurogênico Paralisia vasomotora e acúmulo de sangue na periferia Causas: ● Lesões em medula espinhal ● Acidentes anestésicos ⤷Edema pulmonar agudo