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@gabifrancino - Patologia Hiperemia e congestão se referem ao aumento do volume sanguíneo, no interior dos vasos, em um tecido. Hiperemia: É um processo ativo resultante da dilatação arteriolar e aumento do influxo sanguíneo. Ex.: Locais de inflamação ou no músculo esquelético durante exercício. OBS.: Os tecidos hiperêmicos ficam mais avermelhados. Devido a obstrução dos vasos por sangue oxigenado. 1.1- Causas: Existem diferentes causas, algumas delas naturais e corriqueiras, além de surgir como um sinal de que algo no corpo não vai bem aparecendo como consequência de uma infecção ou inflamação ou mesmo depois de um traumatismo. 1.2- Sintomas: Depende do local em que surge, podendo apresentar vermelhidão intensa na região, inchaço no local, aumento de calor na região. 1.3- Tratamento: Requer tratamento quando é patológica e causa sintomas sérios (congestão pulmonar, congestão no baço). 1.4- Subdivisão: I. Hiperemia ativa: Dilatação arteriolar com aumento do fluxo sanguíneo local. • H. ativa fisiológica: Aumento do suprimento de 02 e nutrientes, paralelamente à demanda de maior trabalho. Ocorre expansão do leito vascular, com os vasos de reserva se tornando funcionais. • H. ativa patológica: Aumento do afluxo sanguíneo devido à liberação local de mediadores bioquímicos da inflamação (devido à alguma agressão aos tecidos), com relaxamento de esfíncteres pré capilares e diminuição da resistência. Ocorre expansão do leito vascular, com os vasos de reserva se tornando funcionais. - Características macroscópicas: Aumento de volume, avermelhamento, aumento da temperatura local e as vezes pulsação. - Características microscópicas: Ingurgitamento vascular, com hemácias em posição periférica no fluxo laminar (fisiológica). 1- Hiperemia e congestão: @gabifrancino - Patologia Ingurgitamento vascular, com leucócitos em posição periférica no fluxo laminar (patológica). II- Hiperemia passiva: Diminuição da drenagem venosa por aumento da resistência pós capilar. • H. passiva local: Obstrução ou compressão vascular, garroteamento na punção venosa, torção de vísceras... • H. passiva geral: Na insuficiência cardíaca congestiva, trombose e embolia pulmonar e nas lesões pulmonares extensas. - Características macroscópicas: Aumento de volume e cianose. 1.5- Consequências: - Edema: O aumento da pressão hidrostática eleva a filtração e reduz a reabsorção capilar (ativa ou passiva). - Hemorragias: Por diapedese ou por ruptura de capilares e pequenas vênulas (ativa ou passiva). - Degenerações, necrose, hipotrofias e fibrose: Por redução do afluxo de O2 e nutrientes (passiva). - Trombose e flebectasias: Por diminuição da velocidade do fluxo (passiva). Congestão: Processo passivo resultante do comprometimento do efluxo (saída) do sangue venoso de um tecido. - Causas: Pode ocorrer sistemicamente, como na insuficiência cardíaca, ou localmente, como consequência de uma obstrução venosa isolada. - Os tecidos congestos apresentam uma coloração vermelho-azulada anormal (cianose) originada a partir do acúmulo da hemoglobina desoxigenada na área afetada. Edema é o acúmulo de fluido no espaço intersticial (dentro dos tecidos). 2- Edema: @gabifrancino - Patologia - O fluido extravascular também pode se acumular em cavidades corporais e tais acúmulos frequentemente são denominados coletivamente efusões. Anasarca → Edema grave, generalizado, caracterizado por grande tumefação dos tecidos subcutâneos e acúmulo de fluido nas cavidades corporais. 2.1- Causas: a) Pressão hidrostática aumentada: • Retorno venoso comprometido: - Insuficiência cardíaca congestiva - Pericardite constritiva - Ascite (cirrose hepática) - Obstrução ou compressão venosa - Trombose - Pressão externa - Inatividade das extremidades inferiores em posição vertical prolongada. • Dilatação arteriolar: - Calor - Desregulação neuro-hormonal b) Pressão osmótica plasmática reduzida (hipoproteinemia): - Glomerulopatias perdedoras de proteína (síndrome nefrótica) - Cirrose hepática - Desnutrição - Gastrenteropatia perdedora de proteína. c) Obstrução Linfática: - Inflamatória - Neoplásica - Pós-cirúrgica - Pós-irradiação d) Retenção de sódio: - Ingestão excessiva de sal com insuficiência renal - Reabsorção tubular de sódio aumentada - Hipoperfusão renal - Secreção aumentada de renina- angiotensina-aldosterona e) Inflamação: - Inflamação aguda - Inflamação crônica - Angiogênese 2.2- Movimento de fluído: O movimento de fluido entre os espaços vascular e intersticial é controlado principalmente por duas forças opostas, a pressão hidrostática vascular e a pressão coloidosmótica (ambas promovidas pelas proteínas plasmáticas). A) Pressão hidrostática aumentada: Aumentos na pressão hidrostática são causados principalmente por desordens que comprometem o retorno venoso. - Aumentos locais da pressão intravascular: Podem causar edema restrito à porção do local acometido. - Aumentos generalizados da pressão venosa: Resultante edema sistêmico, ocorrem mais comumente na insuficiência cardíaca congestiva. @gabifrancino - Patologia Legenda: Vias que levam ao desenvolvimento de edema sistêmico devido a insuficiência cardíaca, insuficiência renal ou pressão osmótica plasmática reduzida. B) Pressão osmótica plasmática reduzida: A redução da concentração de albumina plasmática leva à redução da pressão coloidosmótica sanguínea e à perda de fluido a partir da circulação. - Albumina em condições normais: Responsável por quase metade da proteína total. - Albumina em condições de perda ou síntese em quantidades inadequadas: Pressão osmótica plasmática reduzida. Perda Síndrome nefrótica: Causa mais importante de perda de albumina sanguínea. Síntese Ocorre no quadro de doença hepática grave e desnutrição proteica. C) Obstrução linfática: O edema pode ser resultado de obstrução linfática que compromete a reabsorção de fluídos dos espaços intersticiais. - Resultam de uma obstrução localizada causada por uma condição inflamatória ou neoplásica. D) Retenção de sódio e água: A retenção excessiva de sal pode induzir o edema devido ao aumento da pressão hidrostática e redução da pressão osmótica plasmática. 2.3- Características clínicas: Os efeitos do edema são variáveis, desde um mero incômodo até um edema rapidamente fetal. - Edema subcutâneo: É importante reconhecer pois ele pode ser potencial sinalizador de doença cardíaca ou renal de base Exemplos: - Edema pulmonar: Problema clínico comum, porém, também pode ocorrer de forma aguda causando a morte por interferência na função ventilatória normal, além de impedir a difusão de oxigênio também favorece ao surgimento de infecções. - Edema cerebral: Potencialmente fatal, pois se o entumescimento for @gabifrancino - Patologia grave, o cérebro pode sofrer herniação através do forame cego. 2.4- Características macroscópicas: Aumento de volume e peso, diminuição de consistência, aspecto liso e brilhante, palidez, vasos linfáticos acinzentados distendidos na serosa. 2.5- Características microscópicas: Distensão capsular (tumefação), dissociação de fibras e células, linfáticos dilatados, fibrina, hemácias e leucócitos. Fibroplasia quando o edema é crônico. 2.6- Consequências: a) Benéficas: - Diluição de toxinas bacterianas e de metabólitos tóxicos. - Dispersão de colônias bacterianas e facilitação da fagocitose. - Diminuição da hipertonicidade. - Sequestro de excessos de líquidos. b) Maléficas: - Dependem do órgão afetado e da intensidade do processo. 2.7- Tipos de acordo com a composição: A) Transudato: Líquido com baixo conteúdo de proteínas e com densidade < 1.020g/ml. Permeabilidade vascular continuapreservada Macroscopicamente: Líquido claro e seroso. B) Exsudato: Líquido rico em proteínas e com densidade > 1.020g/ml. Indica processo inflamatório, aumenta a permeabilidade vascular. Macroscopicamente: Líquido turvo, “coágulos” transparentes. Definida como o extravasamento de sangue dos vasos, ocorre mais frequentemente devido a lesões aos vasos sanguíneos ou à formação defeituosa do coágulo. - O risco de hemorragia está aumentado em uma ampla variedade de distúrbios clínicos chamados coletivamente diáteses hemorrágicas. - A significância clínica de qualquer hemorragia em particular depende do volume de sangue perdido e da velocidade do sangramento. - O local da hemorragia também é importante. 3- Hemorragia: @gabifrancino - Patologia 3.1- Classificação: Quanto ao destino do sangue: A) Internas: A.1- Subcutânea ou submucosa: possível visualizar a olho nu* • Petéquias: - Hemorragias diminutas (1 a 2 mm) na pele - Membranas mucosas ou superfícies serosas - Causas: Reduzido número de plaquetas, a função plaquetária defeituosa e a perda de suporte da parede vascular, como na deficiência de vitamina C. - Ruptura capilar. • Equimose: - Hematomas subcutâneos maiores (1 a 2cm) - Hemácias extravasadas são fagocitadas e degradadas por macrófagos. - As alterações características da coloração de uma contusão se devem à conversão enzimática de hemoglobina (cor vermelho-azulada) para bilirrubina (cor azul- esverdeada) e, eventualmente, em hemossiderina (castanho-dourada). • Hematoma: - Mancha com elevação - Varia desde insignificante até fatal. - Podem ocasionalmente resultar em icterícia decorrente da destruição maciça de hemácias e hemoglobina. A.2- Em órgãos sólidos: • Petéquias • Hematoma • Apoplexia: - Ocupa todo o órgão. - Hemorragia massiva. - Grave. - Intensa. - Destruição orgânica. - Manifestações gerais graves. A.3- Em cavidades naturais: • Cavidade articulares (hemartrose) • Cavidade toráxica (delimita a capacidade do tórax, hemotórax). • Cavidade peritoneal (hemoperitônio). • Cavidade perecárdica (hemopericárdio, tamponamento cardíaco). B) Externas: @gabifrancino - Patologia • Otorragia (eliminado pelo ouvido). • Epistaxe (nariz). • Hemoptise (sangue com catarro). • Hematúria (urina) • Melena (sangue digerido) • Enterorragia (sangue não digerido). • Menstruação (fisiológico). • Menorragia (acima do normal). • Metrorragia (fora do período apropriado). C) Púrpura: • Hemorragias ligeiramente maiores (3 a 5 mm). • Resultante das mesmas desordens que causam as petéquias, bem como por trauma, inflamação vascular (vasculite) e fragilidade vascular aumentada. Quanto a localização da hemorragia: A) Hemorragia por rexe: Sangramento que ocorre por ruptura da parede vascular ou do coração, com saída do sangue em jato. Causas → Traumatismos, enfraquecimento da parede vascular, aumento da pressão sanguínea. B) Hemorragia por diapedese: Se manifesta sem grande solução de continuidade de parede do vaso e na qual hemácias saem de capilares ou vênulas individualmente entre as células endoteliais, com afrouxamento da membrana basal. A hemostasia normal compreende uma série de processos regulados que ulmina na formação de um coágulo de sangue que limita o sangramento de um vaso lesado. - Contraparte da hemostasia é a trombose, a formação de coágulo sanguíneo (trombo) dentro de vasos intactos, não lesados. 4.1- Hemostasia normal: A sequência geral das etapas que conduzem a hemostasia em um local de lesão vascular é apresentada em etapas: A) Vasoconstrição arteriolar: Ocorre imediatamente e reduz intensamente o fluxo sanguíneo para a área lesionada. Fezes 4- Hemostasia: Menstruação @gabifrancino - Patologia B) Hemostasia primária (formação do tampão plaquetário): A descontinuidade do endotélio expõe o fator de von Willebrand e o colágeno subendotelial, que promovem a adesão e ativação das plaquetas. → Realiza uma alteração importante = muda a sua forma (redonda para achatada). C) Hemostasia secundária (deposição de fibrina): A lesão vascular também expõe o fator tecidual no local da lesão. Consequência = desencadeia a cascata de reações que culminam na geração de trombina. D) Estabilização e reabsorção do tampão hemostático: A fibrina polimerizada e as plaquetas agregadas sofrem contração para formar um tampão sólido e permanente que impede ainda mais a hemorragia. OBS.: Deve-se ressaltar que as células endoteliais são os reguladores centrais de hemostasia; o equilíbrio entre as atividades antitrombóticas e pró-trombóticas do endotélio determina se ocorre formação, propagação ou dissolução do trombo. A hemostasia depende da ação integrada de três componentes fundamentais: A) Parede vascular: Principais componentes: Endotélio, moléculas que participam da coagulação e formação do tampão plaquetário. Endotélio → Manutenção da fluidez normal do sangue. B) Plaquetas: As plaquetas desempenham um papel crítico na hemostasia normal por meio da formação de um tampão hemostático primário, que inicialmente sela os defeitos vasculares e proporciona uma superfície que recruta e concentra os fatores de coagulação ativados. - Executada na ordem: • Adesão plaquetária @gabifrancino - Patologia • Plaquetas alteram sua forma rapidamente • Secreção (reação de liberação) do conteúdo dos grânulos. • Agregação plaquetária. C) Cascata da coagulação: Conjunto de reações enzimáticas amplificadoras que culminam com a formação de um coágulo de fibrina insolúvel. - Fatores que limitam a coagulação: • Simples diluição • Exigência de fosfolipídios • Circulação de inibidores • Expressão de trombomodulina nas células endoteliais • Ativação das vias fibrinolíticas. - Endotélio: O equilíbrio entre as atividades pró-coagulantes e anticoagulantes do endotélio muitas vezes determina se ocorre formação, propagação ou dissolução dos trombos. Processo patológico caracterizado pela solidificação do sangue dentro dos vasos ou do coração. - Trombo: Massa sólida formada pela coagulação do sangue. - Coágulo: Massa não-estruturada de sangue fora dos vasos ou do coração ou formada por coagulação após a morte. 5.1 – Causas: As anormalidades básicas que levam à trombose são: A) Lesão endotelial: Causa ativação plaquetária que leva à formação de trombos subjacentes no coração e na circulação arterial. - Alterações pró-trombóticas: • Alterações pró-coagulantes. • Efeitos antifibrinolíticos. - Causas de disfunção endotelial: • Placa ateromatosa • Hipertensão arterial • Hipercolesterolemia • Diabetes melito • Tabagismo • Infecções agudas • Inflamações generalizadas • Reperfusão • Pré-eclâmpsia • Inibidores da síntese do óxido nítrico. B) Estase ou fluxo sanguíneo turbulento: Contribui para trombose arterial e cardíaca por causar lesão ou disfunção endotelial, e também por gerar fluxos de contracorrentes e bolsas de estase locais. Principal fator no desenvolvimento de trombos venosos. 5- Trombose: @gabifrancino - Patologia - Efeitos deletérios: • Ambos promovem a ativação das células endoteliais e aumentam a atividade pró-coagulante. • A estase permite que plaquetas e leucócitos entrem em contato com o endotélio quando o fluxo é lento. • A estase torna lenta a eliminação dos fatores de coagulação ativados e impede o influxo de inibidores de fator de coagulação. C) Hipercoagulabilidade do sangue: Refere-se a uma tendência anormal do sangue em coagular, e normalmente é causada por alterações nos fatores de coagulação. - Causas: • Aumento do número ou modificações funcionais das plaquetas. • Alterações dos fatores pró- ou anticoagulantes. 5-1: Destino do trombo: O tromboevolui pela combinação dos quatro processos a seguir: 1° → Crescimento: Aumento do trombo com obstrução vascular. 2° → Embolização: Desloca-se e é transportado para outra parte na vasculatura. 3° → Dissolução: Trombo recente = Rápida contração e completa dissolução. Trombo antigo = cria-se uma resistência. 4° → Organização e recanalização: Os trombos antigos se tornam organizados pelo crescimento de células endoteliais, células da musculatura lisa e fibroblastos sobre e para dentro de um trombo. OBS.: A interação dos três elementos: formação, lise e organização) determina a evolução e consequências da trombose. - Lise → Dissolução total ou parcial do trombo. 5.2- Características clínicas: - Causam obstrução de artérias e veias - Podem dar origem a êmbolos. - Podem causar congestão e edema. - Trombos arteriais podem embolizar e causar infarto tecidual. 5.3- Trombose Venosa (flebotrombose): A maior parte dos trombos venosos ocorre nas veias superficiais ou profundas da perna. - Origem: Sistema da safena, podem ser dolorosos e causar congestão local e edema. @gabifrancino - Patologia - Tromboses venosas profundas: São mais graves porque são propensas à embolização, podem causar dor local e edema. 5.4- Trombose arterial e cardíaca: - Causas: Aterosclerose (principal causa), infarto do miocárdio pode predispor a trombos murais, doença reumática cardíaca pode gerar trombo mural atrial. 5.5- Coagulação intravascular disseminada: Presença de trombose generalizada dentro da microcirculação que pode ter um início súbito ou insidioso. - Observadas em: Distúrbios (desde complicações obstétricas até neoplasias). Existência de um corpo sólido, líquido ou gasoso (êmbolo) transportado pelo sangue capaz de obstruir um vaso. - A obstrução geralmente ocorre após uma ramificação, quando o diâmetro vascular fica menor do que o do êmbolo. 6.1- Tromboembolia: Êmbolos originados de trombos venosos são levados aos pulmões. - Trombos arteriais: São êmbolos que se dirigem à grande circulação e se alojam principalmente no cérebro, intestinos, rins, baço e membros inferiores. I – Tromboembolia venosa pulmonar: - Origem: De trombos formados nas veias, sobretudo em indivíduos acamados após cirurgias ou fraturas. - Subdivididos em: a) Êmbolos grandes → Êmbolos volumosos que obstruem o tronco da artéria pulmonar causando bloqueio mecânico. b) Êmbolos de médio volume → Êmbolos que se alojam em ramos pulmonares de médio calibre c) Êmbolos de pequeno volume → Êmbolos pequenos, mas múltiplos, repetidos e disseminados podem ocluir a circulação pulmonar. II- Tromboembolia arterial: - Origem: Se se originam de trombos formados no coração. - Principais sedes de obstrução vascular são: • Encéfalo • Artérias mesentéricas • Baço ou rins • Membros inferiores 6.2- Embolia de líquido amniótico: Entrada de líquido amniótico na circulação materna antes ou durante o parto. - O que ocorre? Ocorre ruptura das membranas da placenta que se estendem até as veias do útero, permitindo a entrada de líquido amniótico na circulação. 6- Embolia: @gabifrancino - Patologia 6.3- Embolia gasosa: Consiste na presença de bolhas de gás obstruindo vasos sanguíneos. I – Embolia gasosa venosa: Grande quantidade de ar pode penetrar rapidamente na circulação com a abertura de uma veia quando existe um gradiente de pressão negativo entre a veia e o átrio direito. II – Embolia gasosa arterial: Bolhas de ar passam para a circulação arterial através dos capilares pulmonares, de defeitos cardíacos congênitos ou de forame oval aberto. 6.4- Embolia gordurosa: Presença de gotículas de lipídeos na circulação sanguínea. - Causas: • Fraturas de ossos longos com medula óssea gordurosa. • Traumatismo extenso ou queimadura no tecido adiposo • Diabetes melito, anemia falciforme, pancreatite, necrose hepática aguda, intoxicações e acidentes anestésicos (menos frequentes). OBS.: Além de obstrução capilar por gotículas de gordura, há liberação de ácidos graxos que resultam em lesão do endotélio, aumento da permeabilidade vascular e coagulação intravascular disseminada. Redução ou parada do suprimento sanguíneo em determinado órgão ou estrutura. - A intensidade da isquemia depende do grau da obstrução vascular (total ou parcial) e pode ocorrer de forma rápida ou lenta. 7.1- Causas: A isquemia ocorre toda vez que a oferta de sangue é menor do que a necessidade básica do órgão em determinado momento. Por isso pode ser provocada por: A) Redução da oferta de sangue B) Aumento da demanda de sangue • Diminuição da pressão entre artérias e veias. 7- Isquemia: @gabifrancino - Patologia • Obstrução da luz vascular • Aumento da viscosidade do sangue • Aumento da demanda