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Tolerância e resistência a medicamentos controlados
A tolerância e a resistência são fenômenos comuns associados ao uso prolongado de
medicamentos controlados. A tolerância ocorre quando o corpo se adapta ao
medicamento ao longo do tempo, resultando na necessidade de doses mais altas para
alcançar o mesmo efeito terapêutico. Por outro lado, a resistência pode surgir quando
o medicamento se torna menos eficaz na produção do efeito desejado, levando os
pacientes a experimentarem uma redução na resposta ao tratamento.
Esses fenômenos podem ser especialmente preocupantes em casos de analgésicos
opioides, onde a tolerância pode levar a um aumento do uso do medicamento e,
potencialmente, ao desenvolvimento de dependência e overdose. No entanto, eles
também podem ocorrer com outros tipos de medicamentos controlados, como
antidepressivos, ansiolíticos e estimulantes.
Para lidar com a tolerância e a resistência, os profissionais de saúde podem ajustar as
doses, alterar a formulação do medicamento, combinar diferentes tipos de
medicamentos ou explorar outras opções de tratamento. Além disso, é importante
monitorar de perto os pacientes para detectar sinais de tolerância ou resistência e
ajustar o plano de tratamento conforme necessário.
A pesquisa continua buscando uma melhor compreensão dos mecanismos subjacentes
à tolerância e à resistência, bem como o desenvolvimento de estratégias para
minimizar esses fenômenos e otimizar o uso de medicamentos controlados. Uma
abordagem individualizada e baseada em evidências é essencial para garantir a
eficácia a longo prazo do tratamento e evitar complicações associadas à tolerância e
resistência.

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