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Fonte: STIGGER, A. L. et al.. Intoxicação espontânea por Amaranthus hybridus (Amaranthaceae) em bovinos no sul do Rio Grande do Sul. Pesquisa Veterinária Brasileira, v. 33, n. 8, p. 1004– 1008, ago. 2013. Fonte: STIGGER, A. L. et al.. Intoxicação espontânea por Amaranthus hybridus (Amaranthaceae) em bovinos no sul do Rio Grande do Sul. Pesquisa Veterinária Brasileira, v. 33, n. 8, p. 1004–1008, ago. 2013. INTOXICAÇÃO POR Amaranthus spp Valdo Silva da Conceição ¹*; Alessandra S. BELO REIS²; 1- Acadêmico do Curso de Medicina Veterinária, 6º Semestre, IFAP, campus Porto Grande; 2- Docente Orientadora do Curso de Medicina Veterinária, IFAP, campus Porto Grande. *Autor para correspondência: valdosilva495@gmail.com 1. INTRODUÇÃO 2. SINAIS CLÍNICOS E PATOLOGIA 5. REFERÊNCIAS 3. PRINCÍPIO TÓXICO E DOSE 4. TRATAMENTO E PROFILAXIA O quadro clínico de intoxicação natural em bovinos manifesta-se por apatia, perda de apetite, redução ou ausência dos movimentos ruminais, corrimento nasal com presença de sangue e diarreia, podendo também ocorrer incoordenação motora. Nos casos associados à ingestão de Amaranthus spinosus, observam-se ainda edemas nas regiões submandibular, da barbela e na parte posterior das coxas (FERREIRA et al., 1991; LEMOS et al., 1993). Conforme descrito por Peixoto et al. (2003), ovinos intoxicados por A. spinosus apresentam hálito urêmico, parada do rúmen, dificuldade respiratória e ruídos pulmonares anormais, além de ocorrência frequente de abortos em fêmeas prenhes. De acordo com Kommers et al. (1996), em suínos intoxicados por espécies de Amaranthus, o quadro clínico inclui apatia, anorexia, fraqueza, incoordenação, tremores e rigidez muscular, evoluindo para decúbito lateral e morte. Segundo a literatura, as plantas do gênero Amaranthus apresentam um elevado potencial de letalidade em casos de intoxicação animal (TOKARNIA, 2012). Os achados observados em exames necroscópicos indicam que a intoxicação causa danos sistêmicos significativos, incluindo acúmulo de líquidos em diferentes cavidades corporais, como ascite, hidrotórax e hidropericárdio, além de edemas em tecidos subcutâneos, no mesentério e nas paredes do íleo e do cólon (ALMEIDA, pag. 20, 2015) O gênero Amaranthus, pertencente à família Amaranthaceae é constituído por plantas herbáceas, invasoras de lavouras, conhecidas popularmente como “caruru” e que estão relacionadas a quadros de nefrose tubular tóxica em animais de produção (FERREIRA et al., 1991). Existem diversas espécies deste gênero, distribuídas em todo território brasileiro e que além do quadro de nefrose tubular tóxica, também causam outra patologia que cursa com metemoglobinemia, devido aos altos níveis de nitritos e nitratos contidos na planta, evoluindo em poucas horas (TOKARNIA et al., 2000). No Brasil, a intoxicação foi diagnosticada em bovinos, pela ingestão de Amaranthus hybridus, Amaranthus blitum (FERREIRA et al., 1991) e Amaranthus spinosus (LEMOS et al., 1993). Em ovinos após ingestão de Amaranthus spinosus (PEIXOTO et al., 2003) e em suínos por Amaranthus quitensis (SALLES et al., 1991 e Amaranthus viridis (KOMMERS et al., 1996). (ALMEIDA, pag. 20, 2015) inda não se sabe exatamente qual é o composto responsável pela toxicidade das plantas do gênero Amaranthus. No entanto, estudos realizados por Marshall et al. (1967) apontaram que diversas espécies apresentam altas concentrações de oxalato, o que pode estar relacionado aos efeitos tóxicos observados. Além disso, em casos nos quais a metemoglobinemia: condição caracterizada pela oxidação da hemoglobina e consequente redução do transporte de oxigênio no sangue. É o principal sinal clínico- patológico, identificou-se a presença de nitritos e nitratos em bovinos que pastavam em áreas invadidas por Amaranthus spp., sugerindo a participação desses compostos no processo de intoxicação. (ALMEIDA, pag. 20, 2015) Controle químico com uso de herbicidas e rotação de culturas. a recomendação é o tratamento sintomático sob orientação veterinária. STIGGER, A. L. et al.. Intoxicação espontânea por Amaranthus hybridus (Amaranthaceae) em bovinos no sul do Rio Grande do Sul. Pesquisa Veterinária Brasileira, v. 33, n. 8, p. 1004–1008, ago. 2013. ALMEIDA, Thais Heloise da Silva. Plantas nefrotóxicas no semiárido nordestino. 2015. 42 f. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal Rural de Pernambuco, Recife, 2015 BOTELHO, Ana Flávia Machado et al. Plantas tóxicas para ruminantes e equinos no Cerrado e Pantanal. Thiago André Carretão Costa; Valcinir Aloísio Scalla Vulcani, ed. Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 2024. Figura 1. Pastagem de Brachiaria sp. severamente invadida por Amaranthus hybridus que está em frutificação e na mesma altura da pastagem. Figura 2. Alguns sinais clínicos observados em animais intoxicados. A) Bovinos intoxicados por apresentando emagrecimento e apatia; B) Rim de bovino intoxicado com edema perirrenal hemorrágico acentuado; C) Esôfago de bovino intoxicado apresentando erosões e úlceras na mucosa. A B C