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POLÍCIA MILITAR DA PARAÍBA - ATUALIZADO
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Qualquer dúvida, crítica ou sugestão, aqui seguem nossas redes sociais:
Carlos Sobrinho - @sobrinhoqc
Bruno Aguiar - @brunoaguiaaar
Jeferson Aguiar - @jeff.concurseiro
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SUMÁRIO
Princípios constitucionais do Direito Penal.................................................................... 3
A lei penal no tempo e no espaço.................................................................................. 7
Interpretação da lei penal............................................................................................. 10
Infração penal: espécies; Sujeito ativo e sujeito passivo da infração penal.................. 11
Tipicidade, ilicitude, culpabilidade / Excludentes de ilicitude e de culpabilidade.......... 14
Imputabilidade penal...................................................................................................... 27
Concurso de pessoas...................................................................................................... 30
Punibilidade.................................................................................................................... 33
Crimes contra a pessoa (homicídio, das lesões corporais, da rixa)................................. 38
Crimes contra o patrimônio (furto, roubo, extorsão, extorsão mediantes sequestro)... 49
Crimes contra a administração pública (peculato e suas formas, concussão, corrupção ativa e
passiva, prevaricação)..................................................................................................... 55
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PRINCÍPIOS BÁSICOS
LEGALIDADE:
Art. 1º Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.
Pelo princípio da legalidade podemos tirar as seguintes conclusões:
Proíbe a RETROATIVIDADE DA LEI PENAL;
Proíbe a criação de crimes e penas pelos costumes;
Proíbe incriminações vagas e indeterminadas.
LEMBRAR QUE: Art. 5º, XL - a lei penal não retroagirá, salvo para BENEFICIAR o réu.
PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL: o estado não pode punir uma pessoa por uma conduta não
prevista em lei como crime.
PRINCÍPIO DA PESSOALIDADE: somente o autor do delito pode sofrer a sanção penal.
PRINCÍPIO DA INTERVENÇÃO MÍNIMA: é o princípio segundo o qual somente se deve
recorrer ao direito penal quando exauridos todos os meios alternativos de controle social,
evitando assim a inflação legislativa.
PRINCÍPIO DA FRAGMENTARIEDADE: basicamente esse princípio zela por proteger os bens
jurídicos mais relevantes.
PRINCÍPIO DA ADEQUAÇÃO SOCIAL: condutas que apesar de previstas nos elementos
descritivos da norma penal, perdem a força como conduta reprovável porque passam a estar
socialmente adequadas.
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UM DOS PRINCÍPIOS MAIS COBRADOS EM PROVA:
PRINCIPIO DA INSIGNIFICÂNCIA:
A conduta somente configura um fato típico se a lesão ao bem jurídico possuir o mínimo de
relevância, a tutela penal deve ser o último caminho (ultima ratio) e NÃO SE PRESTA A PUNIR
SITUAÇÕES IRRELEVANTES.
CARACTERÍSTICAS DAS NORMAS PENAIS:
Exclusividade: somente lei pode definir crimes;
Anterioridade: deve ser anterior ao fato delitivo;
Imperatividade: o seu descumprimento acarreta a imposição da pena;
Generalidade: destina-se a todos;
Impessoalidade: não se refere a pessoas determinadas.
NORMAS PENAIS EM BRANCO:
As normas penais em branco (cegas, abertas ou imperfeitas) são aquelas de conteúdo
incompleto, exigindo complementação;
Em sentido lato (homogênea): é aquela cujo conteúdo deve ser complementado por normas
de categoria hierárquica idêntica.
Em sentido estrito (heterogênea): é aquela cujo complemento pode ser uma norma de
hierarquia diversa da norma penal.
CONFLITOS DE NORMAS PENAIS
Segundo Rogério Greco: o conflito aparente de normas penais é aquele que ocorre quando
duas normas aparentam incidir sobre o mesmo fato. Ele é dito aparente, pois na verdade
não existe conflito algum – efetivamente, não existe um conflito ao se aplicar a norma ao caso
concreto.
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PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE:
Tipo penal especifico prevalece sobre o tipo penal genérico.
PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE
O princípio da subsidiariedade é um pouco mais complexo. Aqui, temos uma norma
subsidiária e uma norma primária, e só se aplica a norma subsidiária caso a norma primária
não possa ser aplicada.
Tipo penal primário - prevalece sobre o tipo penal subsidiário
Em termos mais simples: temos uma norma menos grave (subsidiária), que descreve um
crime autônomo, e uma norma mais grave (primária), que descreve uma segunda conduta e
que prevalecerá sobre aquela.
Existe uma diferença sutil entre a subsidiariedade e a especialidade: no caso da
subsidiariedade, não temos uma relação de gênero e espécie.
PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO
O princípio da consunção está diretamente relacionado com a absorção de um delito por
outro. Ou seja, existe uma relação de fins e meios (um delito é o meio para que se chegue ao
outro) ou mesmo de necessidade (um crime é uma fase para o outro, sendo necessária sua
execução para que se pratique o segundo tipo penal).
Via de regra, é o crime mais grave que absorverá o menos grave.
Exemplo clássico.: crime de homicídio. Para matar alguém, necessariamente o agente irá
perpetrar lesões corporais na vítima, sendo esse delito considerado como o crime de
passagem.
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PRINCÍPIO DA ALTERNATIVIDADE
Aqui temos um tipo penal chamado de misto alternativo (cuja conduta possui várias formas,
ou seja, vários verbos).
RESUMO: delito com vários núcleos em um mesmo contexto resultam na responsabilização
por um único crime.
Por força do princípio da alternatividade, mesmo que um indivíduo chegue a produzir, trazer
consigo e a vender drogas, num mesmo contexto fático, NÃO RESPONDERÁ POR TRÊS
DELITOS, E SIM POR UM ÚNICO DELITO DE TRÁFICO.
ANALOGIA: ocorre quando, em casos de lacuna de lei, utiliza-se a norma de um caso
semelhante ao outro que não está previsto em lei.
Somente é admitida: ANALOGIA IN BONAM PARTEM, isto é, quando for benéfica ao acusado,
ou seja, a analogia NÃO PODE ser utilizada para prejudicar o réu, como quase tudo no nosso
Direito Penal.
Exemplo.: Art. 33 da Lei n. 11.343/2006 (Lei de Drogas):
Art. 33. Importar, exportar, remeter, preparar, produzir, fabricar, adquirir, vender, expor
à venda, oferecer, ter em depósito, transportar, trazer consigo, guardar, prescrever,
ministrar, entregar a consumo ou fornecer drogas, ainda que gratuitamente, sem
autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar:
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APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO E NO ESPAÇO:
Teoria da atividade:
Tempo Do Crime: considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda
que outro seja o momento do resultado;
Teoria da Ubiquidade:
Lugar do Crime: será considerado lugar do crime tanto o lugar da ação ou omissão quanto o
lugar em que se produziu ou deveria produzir-se o resultado.
CARACTERÍSTICAS DA ULTRATIVIDADE:
Ultratividade: significa que a lei será aplicada a um fato cometido no período de sua
vigência, mesmo após a sua revogação. Nas leis penais excepcionais e temporárias,a
ultratividade ocorrerá sempre, AINDA QUE PREJUDIQUE O ACUSADO.
Lei Excepcional: é aquela que vigora por tempo indeterminado, enquanto durar a situação
excepcional: EX: guerra, situação de calamidade e tempo indeterminado.
Lei temporária: é aquela que surge para vigorar por tempo previamente estabelecido, isto é,
com começo e com fim pré-fixado, são leis autor revogáveis. EX: lei que dura durante a Copa
do Mundo, por exemplo.
BIZU: LUTA LUGAR = UBIQUIDADE TEMPO = ATIVIDADE
EXEMPLO: deixando de vigorar uma lei penal excepcional ainda que o episódio deixe de
ser considerado criminoso, o sujeito que o cometeu continuará a ser processado
penalmente.
CAI DEMAIS EM PROVA: Súmula n. 711 do STF: A Lei Penal mais grave aplica-se ao crime
continuado ou ao crime permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da
continuidade ou da permanência.
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ELEMENTOS DO TERRITÓRIO NACIONAL
O solo ocupado pela nação;
Os rios, os lagos e os mares interiores e sucessivos;
Os golfos, as baias e os portos;
A faixa de mar exterior, que corre ao largo da costa e que constitui o mar territorial;
A parte que o direito atribui a cada estado sobre os rios, lagos e mares fronteiriços;
Os navios nacionais;
O espaço aéreo correspondente ao território;
As aeronaves nacionais;
TODOS ESSES SÃO DENOMINADOS “TERRITÓRIO BRASILEIRO POR EQUIPARAÇÃO”
§ 1º Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as
embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro
onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras,
mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo
correspondente ou em alto-mar.
§ 2º É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou
embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território
nacional ou em voo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do
Brasil.
EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA:
PRINCÍPIO DA DEFESA REAL, OU DE PROTEÇÃO:
Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro:
Os crimes:
a) contra a VIDA OU A LIBERDADE do Presidente da República;
b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território,
de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação
instituída pelo Poder Público;
c) contra a Administração Pública, por quem está a seu serviço;
PRINCÍPIO DA JUSTIÇA UNIVERSAL:
d) de GENOCÍDIO, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;
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EXTRATERRITORIALIDADE CONDICIONADA:
Os crimes:
a) que, por tratado ou convenção, o Brasil se obrigou a reprimir;
PRINCÍPIO DA NACIONALIDADE OU PERSONALIDADE:
b) praticados por brasileiro;
PRINCÍPIO DA REPRESENTAÇÃO
c) praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade
privada, quando em território estrangeiro e aí não sejam julgados.
EXTRATERRITORIALIDADE HIPER CONDICIONADA:
§ 3º A lei brasileira aplica-se também ao crime cometido por estrangeiro contra brasileiro
fora do Brasil, se reunidas as condições previstas no parágrafo anterior:
a) não foi pedida ou foi negada a extradição;
b) houve requisição do Ministro da Justiça.
Art. 8º A pena cumprida no estrangeiro ATENUA A PENA IMPOSTA NO BRASIL PELO MESMO
CRIME, QUANDO DIVERSAS, ou nela é COMPUTADA, quando IDÊNTICAS.
Art. 10. O dia do começo INCLUI-SE NO CÔMPUTO DO PRAZO. Contam-se os dias, os meses e
os anos pelo calendário COMUM.
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Art. 11. Desprezam-se, nas penas privativas de liberdade e nas restritivas de direitos, as
frações de dia, e, na pena de multa, as frações de cruzeiro.
INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL
Conceito: Atuar para buscar o sentido da lei, a sua vontade.
• Está dividida em três categorias:
– Quanto ao sujeito:
Autentica: praticada pelo próprio legislador;
Doutrinária: praticada por estudiosos;
Jurisprudencial: praticada por juízes e tribunais.
– Quanto aos meios:
Histórica: entendimento da lei através do contexto histórico de sua elaboração;
Sistemática: comparativa, analisando a coerência da lei com as demais leis do ordenamento
jurídico;
Teleológica: com base na finalidade da lei;
Lógica: através de raciocínio;
Literal: através da gramática e do significado das palavras.
– Quanto aos resultados:
Extensiva: Além do conteúdo do texto, que não atingiu a vontade da norma;
Restritiva: alcançando menos do que o conteúdo do texto, que foi além da vontade da norma;
Declarativa: o conteúdo do texto da lei representa exatamente sua vontade.
ANALOGIA: Forma de integração da lei. Utilizada quando o legislador é omisso. O intérprete
“pega emprestado” uma norma parecida e a utiliza no caso concreto. – NÃO PODE SER
UTILIZADA EM PREJUÍZO DO ACUSADO (IN MALAM PARTEM).
INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA: Prevista expressamente na lei. Cláusula genérica que permite
interpretação mais ampla da norma. – PODE SER UTILIZADA EM PREJUÍZO.
INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: o texto da lei não atinge sua vontade completa. Seus termos
devem ser interpretados de forma mais extensa, para que a norma tenha a eficácia desejada.
– TAMBÉM É POSSÍVEL SUA UTILIZAÇÃO EM PREJUÍZO.
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INFRAÇÃO PENAL
Conceito:
Infração Penal é TODA CONDUTA JÁ PREVISTA EM LEI COMO ILÍCITA, convencida de
culpabilidade, ou seja, praticada pela pessoa com dolo ou culpa e que ofenda um bem jurídico
ou de terceira pessoa.
O Estado tem o direito de proibir e impor uma pena para quem cometer o ato. Esta pena pode
ser de reclusão, detenção, prisão simples ou multa.
Infração Penal é uma ofensa real ou potencial a um bem jurídico, levando-se em consideração
os elementos subjetivos do tipo, a ilicitude e a culpabilidade.
Elementos da infração penal:
Tipicidade: o fato deve estar descrito (tipificado) na legislação penal. O comportamento do
sujeito ativo ou agente (o que ofendeu um bem jurídico ou terceiros) deve coincidir com a
descrição do crime.
Ilicitude: o fato deve ser contra a norma jurídica, ou seja, contra a lei, ilegal (ilícito).
Culpabilidade: o fato ser praticado com certo grau de intenção pelo agente ativo.
Espécies de infração penal
A infração penal é gênero que abrange como espécies as CONTRAVENÇÕES PENAIS e os
CRIMES, sendo estes últimos também identificados como delitos.
Penas
Reclusão
Detenção
Prisão Simples
Multa
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CRIMES X CONTRAVENÇÕES
Crimes Contravenções
Tentativa Punível NÃO CABE TENTATIVA
Extraterritorialidade Aplivável NÃO APLICA
Tempo Máximo de Pena 30 anos 5 anos
Penas Reclusão ou detenção Prisão SIMPLES ou MULTA
Contravenção e crime/delito:
Contravenção: É uma infração penal tipificada como ilícita de MENOR POTENCIAL OFENSIVO,
punida com prisão simples não superior a cinco anos ou multa, ou ambas.
Crime/ delito: É uma infração penal tipificada como ilícita de MAIOR POTENCIAL OFENSIVO,
punida com pena de reclusão ou detenção, podendo incluir multa cumulativa ou
alternativa.
ATENÇÃO!
INFRAÇÃO PENAL NÃO É SINÔNIMO DE CRIME.
Os principais tipos de crime são:
Crime comum: é aquele que pode ser praticado por qualquer pessoa.
Crime próprio: O agente ativo possui condição especial que permita cometer o crime.
Exemplo: corrupção ativa: Só pode ser cometido por funcionário público.
Crime de mão própria: O crime só pode ser praticadoapenas pela pessoa, sem intermediário,
não admitindo coautoria.
Exemplo: falso testemunho.
SUJEITO ATIVO é o agente que pratica o fato previsto na norma penal incriminadora. Em
regra, só o homem - pessoa física - pode ser sujeito ativo de delito.
Todavia, com a lei 9.605/98, AS PESSOAS JURÍDICAS TAMBÉM PRATICAM CRIMES (por
exemplo, CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE).
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SUJEITO PASSIVO é o titular do bem jurídica lesado ou ameaça pela conduta do sujeito
ativo.
Pode ser sujeito passivo: a pessoa física, a pessoa jurídica e o nascituro (feto).
O Estado SEMPRE SE APRESENTA COMO SUJEITO PASSIVO. Além disso, pode ser sujeito
passivo eventual, tal como ocorre nos crimes contra a Administração Pública. A
pessoa jurídica pode ser vítima de diversos delitos, desde que compatíveis com a sua
natureza. Assim como diversos crimes que podem ser praticados contra incapazes, e
inclusive contra o nascituro, como é o caso do aborto.
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O FATO TÍPICO E SEUS ELEMENTOS
O brasil adota a TEORIA TRIPARTITE, é muito importante saber:
O fato típico pode ser definido como uma AÇÃO ou uma OMISSÃO humana;
A conduta é um dos elementos do fato típico!
HANS WELZEL definiu a conduta como um comportamento humano voluntário,
psiquicamente dirigido a um fim.
FATO TIPICO:
Elementos:
Conduta
Nexo de
causalidade
Resultado
Tipicidade
FATO TÍPICO
ANTIJURÍDICO
(ILÍCITO)
CULPÁVEL CRIME
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Conduta: DOLOSA ou CULPOSA, constituem o denominado elemento subjetivo do tipo, assim
para que um determinado fato seja considerado típico, é necessário que o ato tenha sido
praticado dolosa ou culposamente.
Nexo de causalidade: é o elo que se estabelece entre a conduta do agente e o resultado, por
meio do qual é possível dizer se uma determinada conduta deu ou não causa ao resultado.
Resultado: pode ser naturalístico: prova resultado no mundo exterior. Jurídico: alguns crimes
não trazem resultado naturalístico, isto é, alteração no campo dos fatos, no mundo exterior.
Tipicidade: consiste na adequação com relevância jurídica da conduta nos elementos
descritivos de uma determinada normal penal incriminadora.
CRIME CONSUMADO
Quando nele se reúnem todos os elementos de sua definição legal” (art. 14, I, CP);
Amigos, é a realização plena dos elementos constantes do tipo legal;
EXEMPLO SIMPLES: homicídio simples, artigo 121 do Código Penal: “Matar alguém”. Se Carlos
matar alguém, ele comete homicídio simples, pois os elementos previstos na lei, foram
cumpridos.
CRIME TENTADO
“Quando, iniciada a execução, não se consuma por circunstâncias ALHEIAS À VONTADE DO
AGENTE” (art. 14, II, CP); Atente-se à parte marcada em vermelho.
Realização incompleta do tipo legal;
EXEMPLO SIMPLES: o agente tem cinco projéteis e dispara todos, mas os médicos conseguem
salvar a vida da vítima.
PENA DO CRIME TENTADO:
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Regra Geral: “Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena correspondente
ao crime consumado, diminuída de 1 (um) a 2/3 (dois terços)” (art. 14, II, parágrafo único,
do CP).
Vamos observar agora a Classificação Doutrinária da tentativa:
Tentativa Imperfeita - o agente não termina a execução por motivos alheios a sua vontade,
por exemplo: alguém desarmar o agente.
Já a tentativa perfeita - o agente termina a execução e mesmo assim o crime não se consuma
por motivos alheios a sua vontade. Não foi perfeita porque deu certo, afinal o crime não se
consumou, mas foi perfeita porque todos os atos de execução dos quais o agente dispunha
foram realizados.
EXEMPLO: o agente tinha cinco tiros, deu os cinco tiros, mas a vítima foi socorrida, ou os cinco
tiros pegaram na parede.
Tentativa Incruenta: também chamada de BRANCA, acontece quando o objeto material
(pessoa ou coisa) não é atingido.
EXEMPLO: no crime de homicídio, um golpe de faca é desferido, mas não atinge o corpo da
vítima, não gerando lesão efetiva, palpável à integridade corporal do ofendido.
Tentativa Cruenta: também chamada de VERMELHA, a vítima é efetivamente atingida. Aqui,
o golpe de faca efetivamente atinge a vítima, ainda que não seja suficiente para causar a
morte pretendida no crime de homicídio.
Tentativa idônea: é aquela que deriva de uma conduta capaz de atingir o bem protegido
penalmente. Para ser punível, a tentativa deve ser idônea.
Tentativa inidônea: “Também conhecido por crime impossível, ou tentativa impossível, inútil,
inadequada ou quase crime, é a tentativa não punível, porque o agente se vale de meios
DICA: associe o nome “Tentativa Vermelha” ao derramamento de sangue na ação, fica
fácil de diferenciar a branca da vermelha assim, na vermelha há derramamento de
sangue.
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absolutamente ineficazes ou volta-se contra objetos absolutamente impróprios, tornando
impossível a consumação do crime”.
EXEMPLOS: atirar, para matar, contra um cadáver (objeto absolutamente impróprio) ou
atirar, para matar, com uma arma descarregada (meio absolutamente ineficaz).
“Não se pune a tentativa quando, por ineficácia absoluta do meio ou por absoluta
impropriedade do objeto, é impossível consumar-se o crime” (Art. 17, CP).
UM BREVE RESUMO SOBRE QUAIS CRIMES NÃO ADMITEM TENTATIVA:
MACETE: Nem tenta me chamar pra tomar um CCHOUP:
Contravenção
Culposos
Habituais
Omissivos Próprios (Impróprios cabem tentativa)
Unissubisitentes
Preterdolosos
Contravenções penais: (art. 4º, da LCP) que estabelece não ser punível a tentativa.
Crimes culposos: nos tipos culposos, existe uma conduta negligente, mas não uma vontade
finalisticamente dirigida ao resultado incriminado na lei. Não se pode tentar aquilo que não
se tem vontade livre e consciente, ou seja, sem que haja dolo.
Atento ao ponto a seguir: SEMPRE tem uma questão dessa na prova: é INADIMISSÍVEL
a tentativa nos crimes OMISSIVOS PRÓPRIOS, porém, é CABÍVEL a tentativa nos crimes
OMISSIVOS IMPRÓPRIOS.
Mas por quê? No crime omissivo impróprio, o agente tem um dever especifico (art. 13 §
2º C.P) chamado garantidor, e responde pelo resultado.
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Crimes habituais: são aqueles que exigem uma reiteração de condutas para que o crime seja
consumado. Cada conduta isolada é um indiferente para o Direito Penal.
Crimes omissivos próprios: o crime estará consumado no exato momento da omissão. Não
se pode admitir um meio termo, ou seja, o sujeito se omite ou não se omite, mas não há como
tentar omitir-se. No momento em que ele devia agir e não age, o crime estará consumado.
Crimes unissubsistentes: são aqueles em que não se pode fracionar a conduta. Ou ela não é
praticada ou é praticada em sua totalidade. Deve-se ter um grande cuidado para não
confundir esses crimes com os formais e de mera conduta, os quais podem ou não admitir a
tentativa, o que fará com que se afirme uma coisa ou outra é saber se eles são ou não
unissubsistentes.
Crimes preterdolosos: são aqueles em que há dolo no antecedente e culpa no consequente.
Crimes de atentado: são aqueles em que a própria tentativa já é punida com a pena do crime
consumado, pois ela está descrita no tipo penal.
Crimes de mera conduta também não admitem tentativa!
DESISTÊNCIA VOLUNTÁRIA X ARREPENDIMENTO EFICAZ X ARREPENDIMENTO POSTERIOR
Desistência voluntária: na desistência voluntária, o agente, embora tenha iniciado a
execução, não aleva adiante, desistindo da realização da ação.
RESPONDE APENAS PELOS ATOS JÁ PRATICADOS
Com exemplos fica mais fácil:
O meliante ingressa numa casa para subtrair os bens dos donos que estão fora e lá
dentro desiste da ação, saindo sem subtrair nada.
Ou até o caso do agente que efetua apenas um disparo ou um golpe e, dispondo ainda
de munição e tendo a vítima a sua mercê, voluntariamente não efetua novos disparos ou
não desfere novos golpes contra seu desafeto.
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Arrependimento eficaz: é semelhante à desistência, a diferença é que no arrependimento, o
agente já praticou todos os atos para atingir o resultado, mas interfere impedindo a
consumação do crime.
RESPONDE APENAS PELOS ATOS JÁ PRATICADOS
Arrependimento posterior: o agente já consumou o delito, restando-lhe, agora, a reparação
do dano ou a restituição da coisa, tudo isso, se possível, até o recebimento da denúncia ou
queixa. Veja bem, aqui não se trata sobre impedir o resultado, mas sim de reparar o dano
ou restituir a coisa.
Atente-se a esses fatos importantes de prova sobre arrependimento posterior:
Crimes cometidos SEM VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA À PESSOA; Não existe no crime
de roubo, por exemplo.
Reparado o dano ou restituída a coisa, ATÉ O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA OU DA
QUEIXA.
Pena será reduzida de UM A DOIS TERÇOS;
DO CRIME DOLOSO
Art. 18. Diz-se o crime doloso, quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de
produzi-lo.
Art. 18, Parágrafo único. Salvo os casos expressos em lei, ninguém pode ser punido por fato
previsto como crime, senão quando o pratica dolosamente. Ou seja, via de regra a punição
Com exemplos fica mais fácil:
Marta administra um veneno na comida de Antônio para que ele venha a óbito, o
mesmo come e vem a passar mal, Marta arrependida fornece um antídoto a Antônio
impedindo assim a consumação do crime.
Com exemplos fica mais fácil:
Um sujeito te furta o celular no ônibus, após um tempo ele devolve o celular a você.
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no Direito Penal se dá pela forma dolosa, SALVO OS CASOS ESPECIFICAMENTE PREVISTOS
EM LEI!
DO CRIME CULPOSO
O crime será culposo, quando o agente deu causa ao resultado, por IMPRUDÊNCIA,
NEGLIGÊNCIA OU IMPERÍCIA.
Imprudência: é a ausência de dever de cuidado, consistente em um fazer, é a ação exagerada,
excessiva. Consiste em um descuido do representado por algo que não poderia ter sido
realizado
Negligência: é a ausência de um dever de cuidado, consistente em um deixa de fazer. É o
esquecimento, a omissão de cautela necessária, a desatenção, o descuido em relação a algo
Imperícia: é a falha em relação as normas técnicas básicas de profissão, de atividade, ou de
oficia, seja porque o agente imperito não tinha o conhecimento básico que deveria ter, seja
porque lhe faltou a experiencia em relação a situações simples da tarefa ou função
CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DOS CRIMES CULPOSOS
Conduta humana voluntária de fazer (ação) ou não fazer (omissão)
Inobservância do dever de cuidado objetivo, por imprudência, negligencia ou imperícia
Ausência de previsão
Resultado involuntário
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Culpa Consciente: é aquela em que o resultado é previsto, embora o agente não aceite que
irá ocorrer.
Culpa inconsciente: é a culpa sem previsão, em que o agente não prevê o que era previsível.
Culpa própria: essa é a culpa propriamente dita, quando o agente não quer o resultado e não
assume o risco de produzi-lo, mas ele ocorre − por imprudência, negligência ou imperícia.
Culpa imprópria: A culpa imprópria se verifica quando o sujeito prevê e deseja o resultado,
mas atua em erro vencível. Esse tipo de culpa ocorre na hipótese de uma descriminante
putativa em que o agente, em virtude de erro evitável pelas circunstâncias, dá causa
dolosamente a um resultado, mas responde como se tivesse praticado um crime culposo.
Crime preterdoloso: é uma espécie de crime qualificado pelo resultado, o agente quer
praticar um crime, mas acaba excedendo-se e produzindo culposamente um resultado mais
gravoso do que o desejado.
Vou ilustrar um exemplo de culpa consciente: veja bem, suponha que você está atrasado
para o trabalho e decide sair em alta velocidade de carro, ao passar por uma zona escolar
(na qual você deveria dirigir com mais atenção e velocidade menor), você não diminui,
pois acredita que pode até acontecer algo, mas suas habilidades ao volante impediriam
um acidente ou um atropelamento.
Em resumo, você sabe do risco, mas acha que conseguirá impedi-lo.
OK, a CULPA IMPRÓPRIA parece um pouco complicada, mas fica mais simples com um
exemplo, veja:
“O agente está em casa, à noite, e ouve um barulho; assustado, supõe que o barulho tenha
sido ocasionado por um ladrão e dispara contra o vulto. Após o disparo, constata que o
disparo, que não resultou em morte, foi efetuado contra um guarda noturno.”
Esse é um caso clássico de CULPA IMPRÓPRIA, nesse caso, o agente agiu com dolo, certo?
Ele QUIS atingir o vulto, porém, ele acreditava estar em uma situação que justificava sua
atitude.
Seria justo ele responder dolosamente nesse caso? Ao olhar dos juristas, não, por isso o
agente terá seu dolo excluído e irá responder de forma CULPOSA.
Um exemplo claro disso é a LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE, onde o agente quer
apenas lesionar seu desafeto, mas acaba causando a morte do mesmo de forma culposa.
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ERRO DE TIPO
Art. 20. O erro sobre elemento constitutivo do tipo legal de crime exclui o dolo, mas permite
a punição por crime culposo, se previsto em lei.
O erro de tipo, propriamente dito, é somente aquele em que O AGENTE SE EQUIVOCA SOBRE
UM ELEMENTO QUE CONSTITUI O TIPO PENAL.
EXEMPLO: “Uma pessoa, numa caçada, crê que mata um animal, mas acaba por atingir um
ser humano agachado na mata.”
Note que o erro incide sobre a elementar do artigo 121 do CP (homicídio simples), pois o
sujeito não tinha conhecimento que matava “alguém”, já que acreditava que estava
atingindo um animal de caça.
Com efeito, ao desconhecer que matava um ser humano, o agente não agiu com dolo ao
matar o ser humano.
§ 1º É ISENTO DE PENA quem, por erro plenamente justificado pelas circunstâncias, supõe
situação de fato que, se existisse, tornaria a ação legítima. Não há isenção de pena quando o
erro deriva de culpa e o fato é punível como crime culposo.
§ 3º O erro quanto à pessoa contra a qual o crime é praticado não isenta de pena. Não se
consideram, neste caso, as condições ou qualidades da vítima, senão as da pessoa contra
quem o agente queria praticar o crime.
OU SEJA: eu quero atingir João, porém, eu erro e acabo atingindo Carlos, que não tinha
nada a ver com a situação, independente de eu ter atingido e matado Carlos, serão
consideradas as condições ou qualidades da vítima que eu pretendia atingir, ou seja, João.
ERRO DE PROIBIÇÃO:
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Segundo Francisco de Assis Toledo: há erro de proibição quando o agente realiza uma
conduta proibida, seja por desconhecer a norma proibitiva, seja por conhecê-la mal, seja por
não compreender o seu verdadeiro âmbito de incidência.
NÃO CONFUNDA ERRO DE TIPO COM ERRO DE PROIBIÇÃO: “o erro de proibição não se
confunde com o erro de tipo, porque, se, no erro de tipo, o agente não sabe o que faz, no erro
de proibição, ao contrário, ele sabe exatamente o que faz, mas acredita que age licitamente,
tal como o matuto que, tendo por hábito (comum na sua região) caçar aosdomingos, vem a
ser preso (por crime contra o meio ambiente e porte ilegal de arma) ao trazer no alforje
algumas presas que abatera naquele dia festivo.”
CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CONDUTA
Caso Fortuito Ou Força Maior: Esses são os fatos imprevisíveis ou inevitáveis que, por não
serem dominados pela vontade humana, não geram conduta.
Involuntariedade: são casos de involuntariedade o estado de inconsciência completa, como
o sonambulismo e a hipnose, e os movimentos reflexos.
Coação Física Irresistível: a coação física irresistível ocorre nas hipóteses em que o agente é
impossibilitado de realizar seus movimentos por sua vontade, em razão de uma força física
externa.
UM CASO CLÁSSICO: imagine que alguém coloque um revólver na sua mão, segure sua mão
junto de você e te force fisicamente a apertar o gatilho, atingindo e matando uma pessoa,
houve conduta da sua parte no crime? NÃO!
ILICITUDE E EXCLUDENTES DE ILICITUDE:
Todo fato típico, em princípio, também é ilícito. O fato típico cria uma presunção de ilicitude.
É o caráter indiciário da ilicitude. Se não estiver presente nenhuma causa de exclusão da
ilicitude, o fato também será ilícito, confirmando-se a presunção da ilicitude.
EM SÍNTESE: se o fato conter alguma excludente, o fato não será antijurídico, logo NÃO TEM
CRIME!
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Quais são as EXCLUDENTES DE ILICITUDE?
Famoso Bruce LEEE - (excludentes de ilicitude)
L - egítima defesa;
E - stado de necessidade;
E - strito cumprimento do deve legal;
E - xercício regular do direito.
ESTADO DE NECESSIDADE: salvar de PERIGO ATUAL, não provocado pela vontade do agente,
mas que não podia de outro modo evitar sacrifício de direito próprio ou alheio, que no caso
concreto, não era razoável exigir.
LEGÍTIMA DEFESA: usando MODERADAMENTE os meios necessários, repele-se INJUSTA
AGRESSÃO, ATUAL OU IMINENTE, a SI PRÓPRIO (real) ou a TERCEIRO.
Legítima defesa putativa: na cabeça do agente, ele precisou se defender, mesmo não sendo
real a ameaça ou iminência dela;
Legítima defesa sucessiva: se defender de uma legítima defesa excessiva, na qual o
defendente passa a ser agressor;
Leg. defesa recíproca: ambos se estapeiam ou outra forma ao mesmo tempo, de forma ilícita,
não exclui a ilicitude;
Leg. defesa de terceiros: mesmo núcleo do tipo, mas em favor de terceiro.
ESTRITO CUMPRIMENTO DO DEVER LEGAL: DERIVA DA LEI. Havendo um DEVER LEGAL NA
AÇÃO DO AUTOR, esta não poderá ser considerada ilícita, ou seja, contrária ao ordenamento
jurídico, e por isso é considerada causa de excludente de ilicitude, como se denota em casos
de AGENTES PÚBLICOS OU PARTICULAR QUE EXERCE FUNÇÃO PÚBLICA (art. 327 CP), como
um policial prendendo o autor de um ilícito penal em flagrante e usando algema de forma
justificada, ou seja, ceifou a liberdade, que é direito constitucional de todos, contudo, não
cometeu crime (tipicidade conglobante - não se exclui a ilicitude, mas a própria tipicidade
(Rogério Sanches Cunha), sendo o autor da teoria, Eugenio Raul Zaffaroni).
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EXERCÍCIO REGULAR DO DIREITO: o ato também é fato típico, no entanto, é afastada a
ilicitude por previsão legal, sendo a conduta considerada como um direito de agir, diante de
uma permissão do ordenamento jurídico.
Exemplo: um lutador de MMA, por exemplo, de boxe, etc. Há fato típico (lesão corporal), mas
sem repercussão na seara criminal.
EXIGIBILIDADE DE CONDUTA DIVERSA:
Para que haja culpabilidade não basta que a conduta seja típica e ilícita, ainda é necessário
que EXISTAM CONDIÇÕES DO AGENTE AGIR DE FORMA DIFERENTE. Por isso trata-se de um
elemento da culpabilidade, a Exigibilidade de Conduta Diversa.
Caso se conclua que NÃO HAVIA OUTRA FORMA DE AGIR, o agente está acobertado por uma
CAUSA DE EXCLUSÃO DA CULPABILIDADE.
COAÇÃO IRRESISTÍVEL E OBEDIÊNCIA HIERÁRQUICA:
Art. 22 do CP – Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem,
não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da
ordem.
CAUSAS DE EXCLUSÃO DA CULPABILIDADE:
Coação moral irresistível – Ocorre quando uma pessoa coage outra a praticar determinado
crime, sob a ameaça de lhe fazer algum mal grave.
Não confunda:
Coação Física irresistível Exclui o Fato Típico
Coação moral irresistível Exclui apenas a Culpabilidade
Obediência hierárquica – o agente pratica o fato em cumprimento a uma ordem proferida
por um superior hierárquico. Atente-se que ser isento de pena, a ordem não pode ser
manifestamente ilegal.
MUITO IMPORTANTE PARA A PROVA: Parágrafo único - O agente, em qualquer das
hipóteses deste artigo, RESPONDERÁ PELO EXCESSO DOLOSO OU CULPOSO.
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Não confunda:
Ordem MANIFESTAMENTE ILEGAL Agente e superior respondem juntos;
Ordem NÃO MANIFESTAMENTE ILEGAL Apenas o SUPERIOR responde.
ATENÇÃO A ESSES PONTOS DE PROVA:
EXCLUDENTE DE TIPICIDADE:
A. Coação física absoluta
B. Princípio da insignificância
C. Princípio da adequação social
D. Teoria da tipicidade conglobante.
EXCLUDENTES DE ILICITUDE:
A. Estado de necessidade
B. Legítima defesa
C. Exercício regular de um direito
D. Estrito cumprimento de um dever legal
E. Discriminante supralegal – consentimento do ofendido
EXCLUDENTES DE CULPABILIDADE:
Por ausência de imputabilidade:
A. Menoridade
B. Doença mental ou desenvolvimento mental retardado
C. Embriaguez completa por caso fortuito ou força maior
Por ausência de potencial consciência de ilicitude:
A. Erro de proibição inevitável (erro de ilicitude)
Por ausência de inexigibilidade de conduta diversa:
B. Coação moral irresistível
C. Obediência hierárquica
D. Discriminante Supralegal – cláusula de consciência e desobediência civil
Obs: a obediência hierárquica só se aplica aos funcionários públicos, não aos
particulares!
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IMPUTABILIDADE PENAL
O que é Imputabilidade Penal?
É capacidade mental, inerente ao ser humano, de, na época dos fatos, ENTENDER O CARÁTER
ILÍCITO DO FATO E DETERMINAR-SE DE ACORDO COM ESSE ENTENDIMENTO.
O Código Penal adotou o critério cronológico para definir se um indivíduo é imputável ou não,
ou seja, a partir do momento que o indivíduo completa 18 ANOS, PRESUME-SE IMPUTÁVEL.
Art. 26. É isento de pena o agente que, por doença mental ou desenvolvimento mental
incompleto ou retardado, era, ao tempo da ação ou da omissão, INTEIRAMENTE INCAPAZ de
entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
ATENÇÃO: as bancas costumam trocar o INTEIRAMENTE por PARCIALMENTE na
questão.
Critérios para definir a imputabilidade do agente:
Biológico: basta para a inimputabilidade, a presença de algum problema mental,
sendo irrelevante se ao tempo do fato o sujeito tenha se mostrado capaz de entender
o caráter ilícito de sua conduta.
Psicológico: agora não importa se o agente tem algum problema mental ou não, será
inimputável o agente que se mostrar incapacitado de entender o caráter ilícito do fato.
Biopsicológico: esse critério conjuga os dois anteriores, ou seja, será inimputável
aquele que ao tempo da ação ou omissão apresente algum problema mental, e em
razão disso não possua capaz de entender o caráter ilícito do fato. ESSE É O
ADOTADO PELO NOSSO CÓDIGO PENAL!
Art. 27. Os menores de 18 (dezoito) anos são PENALMENTE INIMPUTÁVEIS, ficando sujeitos
às normas estabelecidas na legislação especial.
ATENÇÃO: as bancas costumam trocar INIMPUTÁVEIS por IMPUTÁVEIS na questão.
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Art. 28, § 1º É isentode pena o agente que, por embriaguez completa, proveniente de CASO
FORTUITO OU FORÇA MAIOR, era, ao tempo da ação ou da omissão, inteiramente incapaz
de entender o caráter ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento.
Imputabilidade Diminuída:
Art. 26, Parágrafo único. A pena pode ser reduzida de um a dois terços, se o agente, em
virtude de perturbação de saúde mental ou por desenvolvimento mental incompleto ou
retardado não era INTEIRAMENTE capaz de entender o caráter ilícito do fato ou de
determinar-se de acordo com esse entendimento.
Esquema resumido do assunto abordado acima:
ATENÇÃO: não é embriaguez voluntária, habitual etc., são apenas nas situações de CASO
FORTUITO OU FORÇA MAIOR, um exemplo é aquela acidental, ou seja, situações que a
pessoa se embriaga sem vontade, não quer e nem fica por culpa sua. No caso fortuito, é
uma embriaguez CAUSADA POR ACIDENTE.
CAI MUITO NAS PROVAS:
Art. 28. Não excluem a imputabilidade penal:
I – A emoção ou a paixão;
Art. 22. Se o fato é cometido sob coação irresistível ou em estrita obediência a ordem,
não manifestamente ilegal, de superior hierárquico, só é punível o autor da coação ou da
ordem.
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INIMPUTABILIDADE
MENORIDADE
DOENÇA MENTAL
DESENVOLVIMENTO MENTAL
INCOMPLETO
DESENVOLVIMENTO MENTAL
RETARDADO
EMBRIAGUEZ COMPLETA
PROVENIENTE DE CASO
FORTUITO OU FORÇA MAIOR
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CONCURSO DE PESSOAS
Concurso de Pessoas
Concurso Eventual: o tipo penal não exige a pluralidade de agentes.
Concurso Necessário: o tipo penal EXIGE a pluralidade de agentes.
Autores, Coautores e Partícipes
Autor: é o indivíduo que PRATICA O NÚCLEO DO TIPO PENAL (a conduta
principal).
A concepção majoritariamente adotada para a definição do autor do crime e
sua diferenciação para o partícipe vem da chamada TEORIA OBJETIVO-
FORMAL.
Partícipe: realiza uma conduta acessória, auxiliar.
Teorias sobre o Concurso de Pessoas
Teoria Monista: É A REGRA EM NOSSO ORDENAMENTO JURÍDICO. Todos os autores,
coautores e partícipes respondem pelo mesmo crime.
Teoria Pluralista: os agentes praticam condutas concorrendo para um único fato, porém,
respondem cada um por um crime.
Teoria do Domínio do Fato
Por força da teoria do domínio do fato, uma participação importante (como a de quem dá
ordens para a realização de condutas criminosas) poderá ser considerada como autoria, e não
como participação, mesmo que o autor não pratique o núcleo do tipo penal.
Autoria Imediata
A autoria imediata é a regra: é aquela que ocorre quando O PRÓPRIO INDIVÍDUO
EXECUTA A CONDUTA DELITUOSA DIRETAMENTE.
Autoria Mediata
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É aquela utilizada por um indivíduo que se UTILIZA DE UM TERCEIRO COMO
INSTRUMENTO para executar seu intento criminoso.
Autoria Colateral
Também chamada de autoria paralela, é aquela que ocorre quando dois ou mais
indivíduos concorrem para uma conduta visando um mesmo resultado, porém,
desconhecem a intenção um do outro.
Autoria de Reserva
É aquela autoria perpetrada pelo indivíduo que “fica esperando para ver se
vai dar tudo certo”.
Participação
É a conduta criminosa do indivíduo que NÃO REALIZA A FIGURA TÍPICA (O NÚCLEO)
DA FIGURA TÍPICA PRATICADA PELOS ENVOLVIDOS.
O partícipe atua INDUZINDO, INSTIGANDO OU AUXILIANDO OS AUTORES PRINCIPAIS
DO DELITO.
Importância da Participação
SOBRE A AUTORIA MEDIATA: para que fique de fácil entendimento, imagine a seguinte
situação:
Um médico pede para que a enfermeira do seu plantão aplique determinado soro em um
paciente que é um desafeto antigo seu, a enfermeira faz a administração do soro no
paciente sem saber que ali contém determinada substância colocada propositalmente
pelo médico que irá causar o óbito do paciente.
Aqui temos um caso clássico de AUTORIA MEDIATA, a enfermeira foi utilizada como
INSTRUMENTO para a realização do crime.
Com exemplos fica mais fácil:
Imagine que dois sujeitos atiram ao mesmo tempo em uma pessoa, porém, eles não
sabiam que o outro também iria atirar, esse é um caso de autoria colateral.
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Se a participação for de menor importância, a pena pode ser diminuída de um sexto a um
terço.
Cooperação Dolosamente Distinta
Se algum dos concorrentes quis participar de crime menos grave, ser-lhe-á aplicada a pena
deste. Essa pena será aumentada até metade, na hipótese de ter sido previsível o resultado
mais grave.
Comunicabilidade de Circunstâncias Pessoais
Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal, salvo quando
elementares do crime.
Impunibilidade
O ajuste, a determinação ou instigação e o auxílio, salvo disposição expressa em contrário,
não são puníveis se o crime não chega, pelo menos, a ser TENTADO.
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PUNIBILIDADE
Extinção da Punibilidade
A punibilidade não é requisito do crime – de modo que a existência ou não deste último não
depende da conduta ser de fato, punível.
Excludentes de punibilidade
Primeiramente, cabe esclarecer que, no ordenamento jurídico brasileiro, é o Estado quem
tem o direito de punir alguém que viole alguma norma penal, ou seja, cometa crime ou
contravenção.
Todavia, esse direito não é perpétuo e, de acordo com o artigo 108 do Código Penal, existem
algumas situações que limitam ou retiram esse direito, o que impede que a sanção penal seja
aplicada.
De acordo com o mencionado artigo são as seguintes causas que impedem a punição:
1) morte do acusado;
2) anistia, graça ou indulto;
3) caso uma nova lei deixe de considerar o fato como crime
4) prescrição, decadência ou perempção;
5) renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada;
6) retratação do acusado, nos casos em que a lei a admite;
7) perdão judicial, nos casos previstos em lei.
Para que o acusado seja beneficiado pela extinção da punibilidade, ela deve ser declarada por
decisão judicial.
Veja o que diz a lei:
Código Penal - Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940
Da Extinção da Punibilidade
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade:(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - pela morte do agente;
II - pela anistia, graça ou indulto;
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso;
IV - pela prescrição, decadência ou perempção;
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V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de ação privada;
VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite;
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.
Art. 108 - A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento constitutivo ou
circunstância agravante de outro não se estende a este. Nos crimes conexos, extinção da
punibilidade de um deles não impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da
conexão. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
O rol do art. 107 é exemplificativo.
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Prescrição
Perda do direito de punir do Estado diante de sua inércia.
ACRESCENTANDO: julgado novo injuria racial também é imprescritível
Multa
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Espécie de prescrição
Categorias de PPP
Prescrição PropriamenteDita
Ocorre antes da sentença condenatória.
Enquanto não se tem a pena definitiva, deve-se regular o prazo prescricional pela pena
máxima cominada ao delito.
Prescrição Superveniente, Subsequente ou Intercorrente
O prazo prescricional será calculado com base na pena concreta cominada ao delito.
Categoria de cálculo de prescrição da pretensão punitiva que ocorre entre dois momentos: A
publicação da sentença condenatória recorrível e o trânsito em julgado da sentença.
Início da contagem do prazo: A partir da publicação da sentença condenatória recorrível.
Prescrição Retroativa
É contada de forma retroativa, tomando como base o termo inicial (publicação da sentença
recorrível) e a data de recebimento da denúncia.
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Jurisprudência
Nos termos do inciso IV do artigo 117 do Código Penal, o acórdão condenatório sempre
interrompe a prescrição, inclusive quando confirmatório da sentença de 1º grau, seja
mantendo, reduzindo ou aumentando a pena anteriormente imposta.
*STF. Plenário. HC 176473/RR, Rel. Min. Alexandre de Moraes, julgado em 27/04/2020.
o entendimento jurisprudencial é no sentido de que uma condenação em segundo grau, seja
confirmando integralmente a sentença, seja reduzindo ou aumentando a pena anteriormente
imposta possui o condão de interromper a prescrição.
A prescrição da medida de segurança imposta em sentença absolutória imprópria é regulada
pela pena máxima abstratamente prevista para o delito.
*STJ. 5ª Turma. REsp 39920-RJ, Rel. Min. Jorge Mussi, julgado em 6/2/2014 (Info 535).
Súmula n. 438, STJ
É inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com
fundamento em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo
penal.
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CRIMES CONTRA A PESSOA (HOMICÍDIO, DAS LESÕES CORPORAIS, DA RIXA).
Homicídio simples
Art. 121. Matar alguém:
Pena – reclusão, de seis a vinte anos.
SUJEITO ATIVO: qualquer pessoa
SUJEITO PASSIVO: qualquer pessoa
Qual o bem que afeta? A VIDA HUMANA, no caso esse é o bem jurídico protegido!
É um CRIME COMUM.
O QUE É UM CRIME COMUM? Aquele que NÃO exige qualidade especial do sujeito.
Pode ser praticado por OMISSÃO.
Exemplo: bombeiro que tem o dever de salvar vidas, ao ver seu desafeto se afogar nada faz,
no caso temos um HOMICÍDIO POR OMISSÃO IMPROPRIA.
Lembrar: início da vida = quando inicia o parto, dessa forma, já podemos ter homicídio, pois
se for antes, pode caracterizar aborto a depender das circunstâncias.
Homicídio é um CRIME MATERIAL.
Mas e caso a pessoa não venha a óbito? Aí teremos uma tentativa de homicídio.
O QUE É CRIME MATERIAL? Aquele que exige o RESULTADO NATURALÍSTICO.
É aquele que só se consuma quando ACONTECE O RESULTADO.
Exemplo: homicídio, ele só se consuma com a morte da pessoa.
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HOMICIDIO MAJORADO:
Aumenta-se a pena em 1/3 se é praticado:
Contra menor de 14 anos.
Contra maior de 60 anos.
Milícia privada e Grupo de extermínio:
A pena é aumentada de 1/3 (UM TERÇO) ATÉ A METADE se o crime for praticado por milícia
privada, sob o pretexto de prestação de serviço de segurança, ou por grupo de extermínio.
Homicídio privilegiado:
Caso de diminuição de pena:
§ 1º Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor social ou moral, ou
sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da vítima, o juiz
pode reduzir a pena de um sexto a um terço.
Logo EM SEGUIDA à injusta provocação, há entendimento de que o curto espaço de tempo,
ainda caracteriza essa privilegiadora.
Exemplo: um rapaz provocou o outro, e esse foi em casa rapidamente, pegou a arma e
matou-o, ainda caracteriza o privilégio
PRIVILEGIADORA: Circunstância que REDUZ A PENA NOS LIMITES MÍNIMO E MÁXIMO.
Exemplo de valor moral: pai que mata o estuprador da filha.
CRIME FORMAL: NÃO exige resultado naturalístico para sua consumação
Exemplo clássico: corrupção passiva. Só o fato de SOLICITAR A VANTAGEM já consuma o
CRIME.
DICA DE PROVA:
Existe uma atenuante genérica que diz INFLUÊNCIA de violenta emoção.
Para ser privilegiado tem que ser sob DOMÍNIO de violenta emoção.
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Exemplo de valor social: mata um político corrupto que esbanja dinheiro público e ainda zoa
a população.
Aviso importante! injusta provocação, viu galera?
Se for injusta agressão é LEGÍTIMA DEFESA.
Atenção a um dos pontos MAIS COBRADOS:
QUALIFICADORAS:
Vamos abordar as principais características em cada uma:
§ 2º Se o homicídio é cometido:
I – Mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe;
Mediante paga ou promessa de recompensa:
Concurso necessário;
Um deve pagar, e outro receber;
Doutrina chama de homicídio mercenário;
O matador é conhecido como sicário;
executor: sempre responde pela qualificadora.
mandate: pode ou não responder pela qualificadora, depende da motivação pessoal
acerca do crime.
julgado (resp 1209852/pr) se a motivação do mandante para encomendar a morte da
vítima for, por si só, torpe ou desprezível, poderá este também ser apenado com a
qualificadora.
Motivo torpe:
O Próprio homicídio mercenário já é um motivo TORPE;
Motivo torpe: todo aquele motivo repugnante, que causa nojo, desprezível;
É usada a interpretação analógica do direito para determinar se foi ou não motivo torpe;
Ciúmes: não constitui motivo torpe, beleza? importante levar isso a prova;
Vingança: depende das circunstâncias que causaram os fatos;
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II – Por motivo fútil;
Motivo desproporcional;
Exemplo clássico: Mévio mata Ticio por dívida de 10 reais;
Também está presente a interpretação analógica;
Dolo eventual e motivo fútil não são incompatíveis
IMPORTANTE: ou existe motivo fútil ou existe motivo torpe, não tem como existir os dois.
III – com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou
cruel, ou de que possa resultar perigo comum;
Meio insidioso: meio desleal ➞ deve ser utilizado sem conhecimento da vítima.
EXEMPLO: veneno no prato, se eu souber que tem veneno não existe essa qualificadora.
Cruel: causa muito sofrimento a vítima;
Perigo comum: pode atingir muitas pessoas.
IV – À traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou
torne impossível a defesa do ofendido;
Traição: viola a relação de confiança.
Exemplo clássico: você e sua namorada estão dormindo juntos, e você a mata enquanto ela
dorme. Isso é a qualificadora.
Mediante dissimulação: uso de disfarce, ou forçar uma amizade e depois cometer o crime.
Emboscada: a defesa se torna difícil
Relembrando: INTERPRETAÇÃO ANALÓGICA
Interpretação Analógica: o legislador deixa uma abertura na norma
penal para uma interpretação mais ampla
Relembrando: DOLO EVENTUAL
Ocorre quando o agente age ou deixa de agir, conhece do risco de
produzir um resultado danoso a um bem jurídico penalmente tutelado
através de sua conduta e se conforma caso este venha a acontecer.
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Exemplo Clássico: tu chamas uma pessoa para um lugar totalmente deserto, chegando lá
executa o crime.
Outro recurso: aqui cabe novamente a interpretação analógica.
V – Para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime:
É basicamente matar para assegurar a ocultação de outro crime.
Importante: assegurar crime no futuro: Conexão teológica. Assegurar crime no passado: Consequencial.
Pena – reclusão, de doze a trinta anos.
Feminicídio (Incluído pela Lei n. 13.104, de 2015)
Para configurar deve ser contra a mulher em razão dela ser mulher.
IMPORTANTE DEMAIS! QUALIFICADORA OBJETIVA.
Objetivas: o meio e o modo de execução, veneno, fogo, explosivo etc., e a condição da vítima
criança, velho, enfermo e mulher grávida;
São subjetivas as que dizem respeito aos motivos: fútil, torpe, dissimulação, etc.
Para finalizar com chave de ouro:
Aumentos de pena no feminicídio: 1/3
Durante a gestação ou nos 3 primeiros messes, pós parto.
Maior de 60, deficiente ou que tenha doenças limitantes.
Na presença física ou virtual de descendente ou ascendente da vítima.
Em descumprimento das medidas protetivas
VII – contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal,
integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança Pública, no exercício da
função ou em decorrência dela, ou contra seu cônjuge, companheiro ou parente
consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa condição: (Incluído pela Lei n. 13.142, de
2015)
Enquadram-se:
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Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica;
Art. 144. Segurança pública:
I – Polícia federal;
II – Polícia Rodoviária Federal;
III – Polícia Ferroviária Federal;
IV – Polícias civis;
V – Polícias militares e Corpos de bombeiros militares.
VI – Polícias penais federal, estaduais e distrital. (Redação dada pela Emenda Constitucional
n. 104,de 2019)
§ 8º Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção de seus
bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei.
Homicídio funcional
Requisitos:
Homicídio em razão da função.
Agente no exercício da função.
SÃO CONSIDERADOS PARENTES ATÉ TERCEIRO GRAU:
Ascendentes: Pais, avós e bisavós;
Descendentes: Filhos, netos e bisnetos;
Lateralmente: Irmãos, tios e sobrinhos
Pena – reclusão, de doze a trinta anos.
Exemplo rápido:
Policial jogando futebol, arruma uma briga e morre em decorrência dela – não incide a
qualificadora.
Policial jogando futebol, uma das pessoas do campo em retaliação a sua condição de
policial e por ter prendido o seu irmão dele mata o policial – incide a qualificadora.
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NOVA QUALIFICADORA TRAZIDA PELA LEI HENRY BOREL (Nº 14.344)
Contra menor de 14 anos:
Pena - reclusão, de doze a trinta anos.
A pena do homicídio contra menor de 14 anos é aumentada de:
I - 1/3 (um terço) até a metade se a vítima é pessoa com deficiência ou com doença que
implique o aumento de sua vulnerabilidade;
II - 2/3 (dois terços) se o autor é ascendente, padrasto ou madrasta, tio, irmão, cônjuge,
companheiro, tutor, curador, preceptor ou empregador da vítima ou por qualquer outro
título tiver autoridade sobre ela.
IMPORTANTES CONSIDERAÇÕES SOBRE O HOMICÍDIO QUALIFICADO.
É considerado um crime hediondo em todas suas modalidades qualificadas.
Existe a possibilidade de homicídio qualificado-privilegiado - NÃO É CONSIDERADO
HEDIONDO.
Para caracterizar qualificado-privilegiado:
Privilegiadora: subjetiva.
Qualificadora: objetiva.
TODAS PRIVILEGIADOS SÃO SUBJETIVAS!
1 - Motivo de Relevante Valor Moral;
2 - Motivo de Relevante Valor Social;
3 - Domínio de Violenta Emoção (após injusta provocação da vítima)
Caso a parte que é considerado HEDIONDO:
Praticado em atividade típica de grupo de extermínio, ainda que por um só agente, por força
da Lei n. 8.072/1990.
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Nesse sentido, o homicídio simples (não praticado em atividade típica de grupo de
extermínio) e o homicídio privilegiado-qualificado NÃO são classificados como hediondos!
HOMICÍDIO CULPOSO:
§ 3º Se o homicídio é culposo:
Pena – detenção, de um a três anos.
NEGLIGÊNCIA – não fazer.
IMPRUDÊNCIA – agir de forma arriscada ou perigosa.
IMPERÍCIA – agente não possui conhecimento técnico sobre o que está fazendo.
O que caracteriza o crime culposo?
Conduta – voluntária
Resultado – involuntário
O homicídio culposo tem causa de aumento de 1/3:
Inobservância de regra técnica de profissão, arte ou ofício
Se o agente deixa de prestar imediato socorro à vítima, não procura diminuir as
consequências do seu ato, ou foge para evitar prisão em flagrante.
Inobservância de regra técnica: nesse caso, o agente conhece a regra técnica, mas deixa de
observá-la, constituindo uma atitude irresponsável de sua parte.
Essa causa de aumento de pena só se aplica contra um profissional.
Bizu: Se tu foges do local porque o pessoal quer te matar, não configura causa de aumento
de pena.
Exemplo: acidente de carro, você mata um inocente culposamente, daí a galera fica revoltada
e quer te matar, apesar de você querer prestar socorro, você foge com medo de morrer, logo
não incide aumento de pena.
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Perdão judicial no homicídio culposo:
Perdão judicial para situações em que as próprias consequências da infração penal se tornem
tão graves que a sanção penal seja desnecessária.
Exemplo: por imprudência, uma pessoa da ré no carro, mesmo sabendo que sua filha pequena
está por perto, e acaba matando-a, as consequências foram tão fortes que o juiz pode decretar
perdão judicial.
Já imaginou? perder uma filha dessa forma e ainda ser preso? Sofrimento duplicado.
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DAS LESÕES CORPORAIS
Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano.
GRAVE GRAVÍSSIMA
§ 1º Se resulta:
I - Incapacidade para as ocupações
habituais, por mais de trinta dias;
II - perigo de vida;
III - debilidade permanente de
membro, sentido ou função;
IV - aceleração de parto
Pena - reclusão, de um a cinco anos.
§ 2° Se resulta:
I - Incapacidade permanente para o
trabalho;
II - enfermidade incurável;
III perda ou inutilização do membro,
sentido ou função;
IV - deformidade permanente;
V - aborto:
Pena - reclusão, de dois a oito anos.
LESÃO CORPORAL SEGUIDA DE MORTE
§ 3° Se resulta morte e as circunstâncias evidenciam que O AGENTE NÃO QUÍS O
RESULTADO, NEM ASSUMIU O RISCO DE PRODUZÍ-LO:
Pena - reclusão, de quatro a doze anos.
Diminuição de pena: Se o agente comete o crime impelido por motivo de relevante valor
social ou moral ou sob o DOMÍNIO de violenta emoção, LOGO EM SEGUIDA a injusta
provocação da vítima, o juiz pode reduzir a pena de um sexto a um terço.
Substituição da pena: O juiz, não sendo graves as lesões, pode ainda substituir a pena de
detenção pela de multa:
I - se ocorre qualquer das hipóteses do parágrafo anterior;
II - se as lesões são recíprocas.
LESÃO CORPORAL CULPOSA
Pena - detenção, de dois meses a um ano.
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
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Se a lesão for praticada contra ascendente, descendente, irmão, cônjuge ou companheiro, ou
com quem conviva ou tenha convivido, ou, ainda, prevalecendo-se o agente das relações
domésticas, de coabitação ou de hospitalidade: Pena - detenção, de 3 meses a 3 anos.
A pena será aumentada de um terço se o crime for cometido contra pessoa portadora
de deficiência.
Se a lesão for praticada contra autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 daConstituição Federal, integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de
Segurança Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu
cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em razão dessa
condição, a pena é aumentada de um a dois terços.
Qualificadora: Se a lesão for praticada contra a mulher, por razões da condição do
sexo feminino, nos termos do § 2º-A do art. 121 deste Código: Pena - reclusão, de 1
a 4.
DA RIXA
Rixa
Art. 137 - Participar de rixa, salvo para separar os contendores:
Pena - detenção, de quinze dias a dois meses, ou multa.
Qualificadora: Se ocorre morte ou lesão corporal de natureza grave, aplica-se, pelo fato
da participação na rixa, a pena de detenção, de seis meses a dois anos.
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144
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CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO (FURTO, ROUBO, EXTORSÃO, EXTORSÃO MEDIANTES
SEQUESTRO)
FURTO
Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel;
Elementares do Tipo:
Coisa:
− Coisa é todo objeto de natureza corpórea.
− Pode ter valor financeiro ou sentimental.
Alheia:
− Coisa pertencente a um terceiro;
− Coisa sem dono não serve como objeto de furto;
− Coisa perdida não caracteriza o delito do art. 155 e sim o do artigo 169, II;
− Coisa própria também não enseja o delito de furto.
Móvel:
− A coisa deve ser passível de remoção;
− Energia elétrica, sinal de telefone e redes de água são COISAS MÓVEIS POR EQUIPARAÇÃO;
Furto de uso:
É FATO ATÍPICO em nosso ordenamento jurídico;
Tentativa e Consumação do Furto:
Delito de furto se consuma no momento em que o autor remove a coisa (quando essa
passa para sua posse);
A posse NÃO tem de ser mansa ou pacifica;
Aplica a teoria da amotio ou apprehensio.
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Crime impossível e Furto:
Sistema de vigilância ou segurança em estabelecimento comercial NÃO ENSEJA CRIME
IMPOSSÍVEL.
Furto noturno ou majorado:
A pena aumenta-se de um terço, se o crime é praticado durante o repouso noturno.
1/3 – NOITE – TERÇO
Furto Privilegiado:
Se o criminoso é PRIMÁRIO, e é de PEQUENO VALOR a coisa furtada, o juiz pode substituir a
pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena
de multa.
Privilegiado – Primário, Pequeno valor.
Reclusão por detenção.
Diminui de 1/3 a 2/3 ou apenas multa.
Furto Qualificado
➞ Com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;
➞ Com abuso de confiança, ou mediante fraude, escalada ou destreza;
➞ Com emprego de chave falsa;
➞ Mediante concurso de duas ou mais pessoas.
➞ A pena é de reclusão de três a oito anos, se a subtração for de veículo automotor que
venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior;
➞ A pena é de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos se a subtração for de semovente
domesticável de produção, ainda que abatido ou dividido em partes no local da subtração.
➞ Há nova previsão de furto qualificado pelo uso de explosivos. O pacote anticrimes tornou
a referida modalidade um CRIME HEDIONDO.
USOU EXPLOSIVOS – CRIME HEDIONDO!
Cuidado: Se a coisa tiver um valor INSIGNIFICANTE, ocorrerá a aplicação do princípio
da insignificância, que tornará a conduta atípica.
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Furto Privilegiado-Qualificado:
➞ É possível segundo o STJ.
Furto de Coisa comum:
➞ Subtrair o condômino, co-herdeiro ou sócio, para si ou para outrem, a quem legitimamente
a detém, a coisa comum;
➞ É crime próprio.
ROUBO (ART. 157):
➞ Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência
a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência;
➞ Destaca-se pela violência ou grave ameaça;
➞ NÃO admite a aplicação do princípio da insignificância;
➞ É um delito pluriofensivo;
Espécies de Roubo
➞ Roubo próprio: Violência ou grave ameaça aplicadas antes ou durante a conduta;
➞ Roubo improprio: Violência ou grave ameaça aplicadas logo depois da subtração;
Consumação
➞ Ocorre quando o indivíduo toma posse do bem subtraído.
➞ Aplica-se a teoria da amotio assim como no furto.
Roubo Majorado
➞ Se há o concurso de duas ou mais pessoas;
➞ Se a vítima está em serviço de transporte de valores e o agente conhece tal circunstância.
➞ Se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado
ou para o exterior;
➞ Se o agente mantém a vítima em seu poder, restringindo sua liberdade.
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➞ Subtração de substâncias explosivas;
➞ Com uso de arma branca.
Roubo Majorado 2/3 (§2º-A)
➞ Uso de arma de fogo de uso permitido;
➞ Destruição ou rompimento de obstáculo com emprego de explosivo;
Roubo Majorado com pena em dobro (§2º-B)
➞ Uso de arma de fogo de uso proibido ou restrito.
Roubo Qualificado
➞ NÃO se confunde com o roubo majorado;
➞ Ocorre na seguinte situação:
− Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de sete a quinze anos,
além da multa; se resulta morte, a reclusão é de vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa.
− Se ocorre lesão grave, é hediondo.
Latrocínio
➞ É o roubo qualificado pela morte.
➞ É HEDIONDO.
➞ Consumação ocorre com a morte da vítima.
➞ É de competência de juiz singular, e NÃO do tribunal do júri.
Roubo de uso
➞ NÃO é ATÍPICO por conta do desvalor do emprego de violência ou grave ameaça.
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EXTORSÃO
➞ Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de sete a quinze anos,
além da multa; se resulta morte, a reclusão é de vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa.
➞ Crime comum.
➞ Também é pluriofensivo;
➞ Se consuma independentemente da obtenção da vantagem.
Extorsão majorada
➞ Se o crime é cometido por duas ou mais pessoas, ou com emprego de arma, aumenta-se
a pena de um terço até metade.
Extorsão qualificada
➞ Art. 158, § 2º: Aplica-se à extorsão praticada mediante violência o disposto no § 3º do
artigo anterior.
− Se da violência resulta lesão corporal grave, a pena é de reclusão, de sete a quinze anos,
além da multa; se resulta morte, a reclusão é de vinte a trinta anos, sem prejuízo da multa.
LESÃO CORPORAL GRAVE – DE 7 A 15 ANOS
MORTE – DE 20 A 30
Extorsão com restrição de liberdade da vítima
➞ Se o crime é cometido mediante a restrição da liberdade da vítima, e essa condição é
necessária para a obtenção da vantagem econômica, a pena é de reclusão, de 6 (seis) a 12
(doze) anos, além da multa; se resulta lesão corporal grave ou morte, aplicam-se as penas
previstas no art. 159, §§ 2º e 3º, respectivamente.
➞ É o famoso sequestro-relâmpago;
➞ É CRIME HEDIONDO.
Extorsão mediante sequestro
➞ Sequestrar pessoa com o fim de obter, para si ou para outrem, qualquer vantagem, como
condição ou preço do resgate;
➞ É crime comum.
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➞ É CRIME HEDIONDO.
Qualificadoras do delito de extorsão mediante sequestro
➞ Se o sequestro dura mais de 24 (vinte e quatro) horas, se o sequestrado é menor de 18
(dezoito) ou maior de 60 (sessenta) anos, ou se o crime é cometido por bando ou quadrilha
(associação criminosa).
Qualificadoras: + 24 hrs, - 18 + 60, bando ou quadrilha.
➞ Se do fato resulta lesão corporal de naturezagrave.
➞ Se resulta a morte.
“Delação Premiada” & Extorsão Mediante Sequestro
➞ Se o crime é cometido em concurso, o concorrente que o denunciar à autoridade,
facilitando a libertação do sequestrado, terá sua pena reduzida de um a dois terços.
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CRIMES CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (PECULATO E SUAS FORMAS, CONCUSSÃO,
CORRUPÇÃO ATIVA E PASSIVA, PREVARICAÇÃO)
PECULATO
APROPRIAR-SE o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel,
publicou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio
ou alheio.
Todas são praticadas em razão do cargo. NÃO BASTA SER funcionário público. Tem que ser
praticada uma conduta relacionada ao cargo ocupado pelo autor.
PECULATO APROPRIAÇÃO
Agente público se APROPRIA DE DINHEIRO, valor ou bem de que tem posse em razão do
cargo público.
PECULATO-DESVIO
Agente público DESVIA DINHEIRO, valor ou bem de que tem posse em razão do cargo.
PECULATO-FURTO
Agente público SUBTRAI DINHEIRO, valor ou bem utilizando-se de facilidades propiciadas
pelo cargo que ocupa.
PECULATO-CULPOSO
Agente público que TEM O DEVER DE GUARDA de determinados bens públicos agente com
imprudência, negligência ou imperícia, resultando em sua subtração por terceiros.
312, § 3°, do Código Penal: “No caso do parágrafo anterior [peculato culposo], a
reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível, EXTINGUE A PUNIBILIDADE; se lhe
é posterior, reduz de metade a pena imposta”. Tal benefício não exclui as sanções de
ordem administrativa e política.
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56
CONCURSO COM PARTICULAR
Particular DEVE SABER que está atuando em conjunto com um AGENTE PÚBLICO.
Ambos responderão por peculato.
CIRCUNSTÂNCIA PESSOAL DO FUNCIONÁRIO PÚBLICO É ELEMENTAR do crime e comunica-
se aos demais agentes delitivos.
FURTO E PECULATO DE USO
NÃO são fatos típicos.
O peculato de uso poderá ser considerado como improbidade administrativa.
PECULATO MEDIANTE ERRO DE OUTREM
Funcionário público se apropria de dinheiro ou utilidade que recebeu em razão do cargo, mas
por erro de terceiro.
O erro deve ser espontâneo, e não induzido.
INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMAÇÃO
Agente público AUTORIZADO insere, altera ou exclui dados em bancos de dados da
Administração Pública.
MODIFICAÇÃO OU ALTERAÇÃO NÃO AUTORIZADA EM SISTEMA DE INFORMAÇÕES.
Agente público NÃO AUTORIZADO modifica ou altera informações em sistema.
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57
CONCUSSÃO (ART. 316, CAPUT):
Art. 316 -EXIGIR, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função
ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida:
CONCUSSÃO – VERBO EXIGIR – FORA DA FUNÇÃO OU ANTES DE ASSUMI-LA, MAS EM RAZÃO
DELA.
Se o verbo for SOLICITAR o crime muda, será CORRUPÇÃO PASSIVA!
Se o verbo for CONSTRANGER MEDIANTE VIOLÊNCIA OU GRAVE AMEAÇA o crime será de
EXTORSÃO.
Se for exigido TRIBUTO OU CONTRIBUIÇÃO SOCIAL INDEVIDOS ou de forma indevida o crime
será de EXCESSO DE EXAÇÃO.
Se o funcionário público exige vantagem para deixar de lançar ou cobrar tributário o crime
será contra a ordem tributária, previsto no art. 3 da Lei 8.137/90.
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58
CORRUPÇÃO PASSIVA - FUNCIONÁRIOPÚBLICO - (ART. 317, CP)
Solicitar / Receber ou Aceitar promessa em razão do cargo, ainda que fora dele ou antes de
assumi-lo -> Vantagem indevida.
Aumento 1/3 se em virtude da vantagem o funcionário retarda / deixa de praticar ou pratica
contra LEI DE OFÍCIO.
Cedendo a pedido ou influência de outrem, vai haver uma CORRUPÇÃO PASSIVA
PRIVILEGIADA (3 meses a 1 ano).
Se o funcionário público retarda, deixa de praticar ou pratica contra a lei ato de ofício em
atendimento a interesse a sentimento pessoal haverá PREVARICAÇÃO.
Sentimento ou interesse pessoal – PREVARICAÇÃO
Cede a pedido de outrem – CORRUPÇÃO PASSIVA PRIVILEGIADA.
PREVARICAÇÃO
Art. 319 -Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra
disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal.
CORRUPÇÃO ATIVA
Art. 333 -Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo
a praticar, omitir ou retardar ato de ofício:
Pena –reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
Parágrafo único. A pena é aumentada de um terço, se, em razão da vantagem ou promessa,
o funcionário retarda ou omite ato de ofício, ou o pratica infringindo dever funcional.
CORRUPÇÃO PASSIVA – FUNCIONÁRIO PÚBLICO
CORRUPÇÃO ATIVA – PARTICULAR
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59
QUESTÕES COMENTADAS:
Ano: 2012 Banca: IBFC Órgão: Prefeitura de João Pessoa - PB Prova: IBFC - 2012 - Prefeitura
de João Pessoa - PB - Guarda Civil Municipal
“Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a
praticar, omitir ou retardar ato de ofício” é conduta tipificada no Código Penal brasileiro
definida como:
A
Concussão.
B
Prevaricação.
C
Corrupção ativa.
D
Corrupção passiva.
GABARITO: C
Corrupção Ativa - Particular:
PR.OF - ( Prometer e Oferecer).
Corrupção PaSSiva - Servidor:
S.R.A - (Solicitar, Receber, Oferecer).
Ano: 2023 Banca: IBFC Órgão: SEJUSP-MG Prova: IBFC - 2023 - SEJUSP-MG - Agente de
Segurança Socioeducativo
Acerca dos crimes contra a Administração Pública, assinale a alternativa que apresenta a
descrição legal da corrupção passiva.
A
Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de
assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida
B
Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa
de tal vantagem
C
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/ibfc
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/prefeitura-de-joao-pessoa-pb
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2012-prefeitura-de-joao-pessoa-pb-guarda-civil-municipal
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2012-prefeitura-de-joao-pessoa-pb-guarda-civil-municipal
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/ibfc
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/sejusp-mg
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2023-sejusp-mg-agente-de-seguranca-socioeducativo
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2023-sejusp-mg-agente-de-seguranca-socioeducativo
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60
Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público
ou particular, de que tem a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou
alheio
D
Oferecer ou prometer vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a praticar,
omitir ou retardar ato de ofício
GABARITO: B
Verbos:
A - Exigir ~> Concussão
B - Funcionário Público solicitar ou receber ~> Corrupção passiva
C - Apropriar ~> Peculato
D - Particular oferecer ou prometer ~> Corrupção ativa
Ano: 2022 Banca: IBFC Órgão: PC-BA Prova: IBFC - 2022 - PC-BA - Investigador de Polícia Civil
Haverá crime de lesão corporal de natureza grave, punido com pena de reclusão, de um a
cinco anos, se resultar:
A
aceleração de parto
B
perda ou inutilização do membro, sentido ou função
C
enfermidade incurável
D
incapacidade permanente para o trabalho
E
deformidade permanente
GABARITO: A
Bizu:
Comodiferenciar no meio de uma prova se é a debilidade permanente ou a deformidade
permanente que é grave?
Assim: DEBilidade
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/ibfc
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-ba
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2022-pc-ba-investigador-de-policia-civil
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DEFormidade
Quem vem antes no alfabeto, nas inicias que estão marcadas em vermelho?
D, E, B ou F ? é a letra B.
Então B - é grave
F - gravíssima
Ano: 2022 Banca: IBFC Órgão: PC-BA Prova: IBFC - 2022 - PC-BA - Investigador de Polícia Civil
Assinale a alternativa que indica a presença de uma qualificadora do crime de homicídio.
A
Crime cometido por razão de relevante valor moral
B
Crime praticado durante o repouso noturno
C
Crime praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino
D
Crime praticado sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação da
vítima
E
Crime impelido por motivo de relevante valor social
GABARITO: C
A. Crime cometido por razão de relevante valor moral. FALSO. É uma causa de diminuição de
pena. Art. 121, §1º, CP.
B. Crime praticado durante o repouso noturno. FALSO. Trata-se de uma causa de aumento de
pena do crime de furto. Art. 155, §1º, CP.
C. Crime praticado contra a mulher por razões da condição de sexo feminino. VERDADEIRO.
Trata-se do feminicídio. Art. 121, VI, CP.
D. Crime praticado sob o domínio de violenta emoção, logo em seguida a injusta provocação
da vítima. FALSO. É uma causa de diminuição de pena. Art. 121, §1º, CP.
E. Crime impelido por motivo de relevante valor social. FALSO. É uma causa de diminuição de
pena. Art. 121, §1º, CP.
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/ibfc
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-ba
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2022-pc-ba-investigador-de-policia-civil
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62
Ano: 2020 Banca: IBFC Órgão: TRE-PA Prova: IBFC - 2020 - TRE-PA - Analista Judiciário -
Judiciária
Considere o posicionamento do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação às disposições
do Código Penal e demais leis extravagantes para assinalar a alternativa incorreta.
A
A causa de aumento prevista no § 2º do art. 327 do Código Penal (CP), incidente nos crimes
praticados por funcionário público contra a Administração em geral, quando os autores forem
ocupantes de cargos em comissão, função de direção ou assessoramento, não pode ser
aplicada aos dirigentes de autarquias
B
É possível que se configure o crime de corrupção passiva (art. 317 do CP) na conduta de
Deputado Federal (líder do seu partido) que receba vantagem indevida para dar sustentação
política e apoiar a permanência de determinada pessoa no cargo de Presidente de empresa
pública federal
C
Deve-se reconhecer a consunção entre os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro
quando a propina é recebida no exterior por meio de transação envolvendo utilização de
contas secretas em nome de uma "offshore", na qual resta evidente a intenção de ocultar
valores
D
Não configura o crime de lavagem de dinheiro (artigo 1º da Lei nº 9.613/98) a conduta do
agente que recebe propina decorrente de corrupção passiva e tenta viajar com ele, em vôo
doméstico, escondendo as notas de dinheiro nos bolsos do paletó, na cintura e dentro das
meias, tampouco o fato de, após ter sido descoberto, dissimular ("mentir") a natureza, a
origem e a propriedade dos valores
Gabarito: C
A consunção ou ABSORÇÃO ocorre quando a ação necessária para cometer um crime mais
grave ABSORVE obrigatoriamente outra conduta também prevista como crime. O exemplo
mais simples é o homicídio praticado com arma de fogo sem a necessária autorização para o
seu porte.
Neste exemplo o crime de porte ilegal de arma de fogo será ABSORVIDO pelo homicídio e o
assassino responderá apenas por este último, pois sem o porte da arma o homicídio não
poderia ocorrer.
Na alternativa C não ocorre o mesmo, uma vez que o recebimento de propina no exterior não
depende da forma da lavagem de dinheiro. O ex-deputado Eduardo Cunha poderia
perfeitamente ter viajado e ter trazido consigo o dinheiro. Da mesma maneira, a lavagem e a
ocultação de valores com utilização de contas secretas independe do recebimento de
propina.
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/tre-pa
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2020-tre-pa-analista-judiciario-judiciaria
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Ano: 2018 Banca: IBFC Órgão: Câmara de Feira de Santana - BA Prova: IBFC - 2018 - Câmara
de Feira de Santana - BA - Procurador Jurídico Adjunto
Acerca dos crimes contra a Administração Pública, conforme dispõe o Código Penal
(Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940), assinale a alternativa correta.
A
A pena de reclusão, cominada para o crime Corrupção Passiva é aumentada de um sexto, se,
em consequência da vantagem ou promessa, o funcionário retarda ou deixa de praticar
qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional
B
Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, somente quem, ainda que
transitoriamente, exerce cargo, emprego ou função pública mediante remuneração
C
A pena prevista para o crime de Tráfico de Influência é de reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos
e multa, aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a vantagem é também
destinada ao funcionário
D
Na figura culposa do crime de Peculato, a reparação do dano, a qualquer tempo, reduz a pena
imposta pela metade
GABARITO: C
A) Art. 317 - Solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que
fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar
promessa de tal vantagem:
Pena – reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 10.763, de
12.11.2003)
§ 1º - A pena é aumentada de um terço, se, em consequência da vantagem ou promessa, o
funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever
funcional.
B) Art. 327 - Considera-se funcionário público, para os efeitos penais, quem, embora
transitoriamente ou sem remuneração, exerce cargo, emprego ou função pública.
§ 1º - Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo, emprego ou função em entidade
paraestatal, e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada
para a execução de atividade típica da Administração Pública.
C) Art. 332 - Solicitar, exigir, cobrar ou obter, para si ou para outrem, vantagem ou promessa
de vantagem, a pretexto de influir em ato praticado por funcionário público no exercício da
função: (Redação dada pela Lei nº 9.127, de 1995)
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Pena - reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº 9.127, de
1995)
Parágrafo único - A pena é aumentada da metade, se o agente alega ou insinua que a
vantagem é também destinada ao funcionário. (Redação dada pela Lei nº 9.127, de 1995)
D) Peculato culposo
§ 2º - Se o funcionárioconcorre culposamente para o crime de outrem:
Pena - detenção, de três meses a um ano.
§ 3º - No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se precede à sentença irrecorrível,
extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta.
Ano: 2020 Banca: IBFC Órgão: SAEB-BA Prova: IBFC - 2020 - SAEB-BA - Soldado
A entrada em vigor da nova Lei de Drogas,revogando a anterior, fez com que o crime de porte
de drogas para consumo pessoal deixasse de prever a aplicação de pena privativa de
liberdade, passando a adotar as seguintes como sanções: advertência sobre os efeitos das
drogas; prestação de serviços à comunidade e medida educativa de comparecimento a
programa ou curso educativo. Nesse sentido, no que tange à pena aplicável ao autor do citado
delito, é correto afirmar que a nova lei de drogas constitui um exemplo de:
A novatio legis não incriminadora
B abolito criminis
C novatio legis in pejus
D novatio legis in mellius
E lei intermediária
Gab (B) Na figura típica do usuário (art.28) Operou-se uma novatio legis in mellius isso porque
a figura penal sofreu uma reforma que favoreceu o agente.
A) novatio legis não incriminadoras: são as que não criam crimes nem cominam penas.
Subdividem-se em:
permissivas: autorizam a prática de condutas típicas, ou seja, são as causas de exclusão da
ilicitude.
exculpantes: estabelecem a não culpabilidade do agente ou ainda a impunidade de
determinados delitos.
novatio legis incriminadora: a lei cria uma nova figura penal
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/saeb-ba
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B) abolito criminis: a lei posterior extingue o crime
C) novatio legis in pejus refere-se à lei nova mais severa do que a anterior. Ante o princípio
da retroatividade da lei penal benigna, a novatio legis in pejus não tem aplicação na esfera
penal brasileira.
D) Lei penai benéfica, também conhecida como Lex mitior ou novatio legis in mellius, é a que
se, verifica quando, ocorrendo sucessão de leis penais no tempo, o fato previsto como crime
ou contravenção penal tenha sido praticado na vigência da lei anterior, e o novei instrumento
legislativo seja mais vantajoso ao agente, favorecendo-o de qualquer modo.
E) é a lei que aparece durante o processo, ou seja, não existia no tempo da infração ou ao
tempo que fato foi julgado. Observação: Essa lei pode ser aplicada se for mais benéfica para
o autor da infração ou do fato julgado.
Ano: 2020 Banca: IBFC Órgão: EBSERH Prova: IBFC - 2020 - EBSERH - Advogado
A delimitação da extensão territorial de determinado Estado é de extrema importância para
a aplicação das normas, inclusive as normas penais. Sobre a lei penal no espaço, assinale a
alternativa incorreta.
A Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito
internacional, ao crime cometido no território nacional
B Aplica-se a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações
estrangeiras de propriedade privada, achando-se aquelas em pouso no território nacional ou
em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil
C Os casos de extraterritorialidade incondicional referem-se apenas a crimes de genocídio,
quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil
D Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações
e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que
se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de
propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou
em alto-mar
E Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes praticados por
brasileiro
Gab. C
Segue o Macete:
*INCONDICIONADA (PAG) (aplica-se a lei BR independente de qualquer condição)
Crimes contra:
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/ebserh
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2020-ebserh-advogado
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P - Presidente da República (vida e liberdade)
A - Adm pública direta/indireta (patrimonio ou fé publica)
G - Genocídio
*CONDICIONADA (TAB)
Crimes contra:
T - Tratados ou convenções que o BR se obriga a reprimir
A - Aeronave ou embarcação BR (sem julgamento no estrangeiro)
B - Brasileiro
Ano: 2014 Banca: IBFC Órgão: TJ-PR Prova: IBFC - 2014 - TJ-PR - Titular de Serviços de Notas
e de Registros - Remoção
Assinale a alternativa correta:
A A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas
as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado após a sua vigência.
B Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o
momento do resultado.
C A pena cumprida no estrangeiro não atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime,
quando diversas.
D O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o
resultado se produza, não responde pelos atos já praticados.
A) Incorreta
Art. 3º - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou
cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua
vigência.
B) Correta
Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro
seja o momento do resultado.
O Código Penal adota a teoria da Atividade.
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/tj-pr
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2014-tj-pr-titular-de-servicos-de-notas-e-de-registros-remocao
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2014-tj-pr-titular-de-servicos-de-notas-e-de-registros-remocao
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C) Incorreta
Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime,
quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas.
D) Incorreta
Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o
resultado se produza, só responde pelos atos já praticados.
Ano: 2013 Banca: IBFC Órgão: MPE-SP Prova: IBFC - 2013 - MPE-SP - Analista de Promotoria
Acerca da extraterritorialidade da lei penal e sua disciplina pelo Código Penal, assinale a
alternativa CORRETA:
A Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes de genocídio,
quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil e desde que entre no território
nacional, não tenha sido absolvido ou não tenha cumprido pena no estrangeiro.
B Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes praticados por
brasileiro, ainda que absolvido ou condenado o agente no estrangeiro.
C Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes praticados
contra a Administração Pública por quem está a seu serviço, ainda que absolvido ou
condenado o agente no estrangeiro.
D Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes contra a vida ou
a liberdade do Presidente da República, desde que o agente entre no território nacional, não
tenha sido absolvido ou não tenha cumprido pena no estrangeiro e o fato também seja
punível no país em que foi praticado.
E A pena cumprida no estrangeiro não interfere na pena imposta no Brasil pelo mesmo crime.
A) INCORRETA. Crime de genocídio se encaixa na extraterritorialidade incondicionada, ou
seja, independe dos requisitosdispostos no §2º do Art.7º.
B) INCORRETA. Trata-se de extraterritorialidade condicionada, ou seja, o art.7º, II, depende
do preenchimento dos requisitos do §2º: a) entrar o agente em território nacional; b) ser o
fato punível também no país em que foi praticado; c) estar o crime incluído entre aqueles
pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; d) não ter sido o agente absolvido no
estrangeiro ou não ter aí cumprido pena; e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro
ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável.
C) CORRETA. Trata-se de caso de extraterritorialidade incondicionada. Art.7º, I, c.
D) INCORRETA. Trata-se de caso de extraterritorialidade incondicionada, ou seja, independe
do preenchimento dos requisitos do §2º.
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E) INCORRETA. CIDA= se as penas foram idênticas, computa; se forem diversas, atenua.
Ano: 2013 Banca: IBFC Órgão: MPE-SP Prova: IBFC - 2013 - MPE-SP - Analista de Promotoria
O crime de infanticídio, descrito no artigo 123 do Código Penal, tem núcleo idêntico ao do
crime de homicídio, previsto no artigo 121, caput, do mesmo código, qual seja: “matar
alguém”. Todavia, o artigo 123 exige, para sua consumação, a presença, no caso concreto de
elementos diferenciadores, por exemplo, a autora ser genitora da vítima e influência do
estado puerperal, o que faz com que prevaleça sobre o tipo penal, genérico, do artigo 121.”
O enunciado refere-se ao:
A Princípio da Especialidade.
B Princípio da Alternatividade.
C Princípio da Consunção.
D Princípio da Subsidiariedade.
E Princípio da Reserva Legal.
Gab : A
Princípios que solucionam o conflito aparente de normas:
Dica: "SECA"
Subsidiariedade: quando o fato não se enquadrar no crime mais grave (norma principal), se
enquadrará no crime menos grave (norma subsidiária), claro desde que seja possível tal
subsunção. Ex.: art. 163, p. único, II, do CP.
Especialidade: o crime específico (é o crime que tem os mesmos elementos do crime geral +
elementos especializantes) prevalece sobre o crime geral. Ex.: infanticídio em relação ao
homicídio.
Consunção: o crime consuntivo absorve / consume o crime meio (fase de execução para o
crime fim (crime consuntivo)). Ex.: lesões corporais é fase executório para o crime de
homicídio = o agente só responderá pelo homicídio.
Alternatividade: quando o tipo traz vário verbos, sendo que, num mesmo contexto fático, a
prática de várias condutas (verbos) caracterizará a prática de um só crime. Ex.: art. 33, Lei
11343 (tráfico - se o sujeito compra cocaína, transporta, guarda em sua residência e, depois,
vende. Ele responderá apenas por um crime de tráfico).
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/mpe-sp
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Ano: 2013 Banca: IBFC Órgão: MPE-SP Prova: IBFC - 2013 - MPE-SP - Analista de Promotoria
Com relação à aplicação da lei penal, assinale a alternativa INCORRETA:
A Para fins de aplicação da lei penal no tempo, o Código Penal considera praticado o crime
no momento da ação ou omissão do agente, ainda que outro seja o momento do resultado.
B A lei penal, durante o período de vacatio legis, não pode ser aplicada, ainda que mais
benéfica ao agente.
C É vedada, em Direito Penal, a aplicação da analogia in malam partem.
D Cessada a vigência da lei penal, ela jamais poderá ter efeitos ultrativos.
E Não há crime, se o agente pratica o fato durante o período de vacatio legis da lei nova.
Resposta: Alternativa "D" --> Incorreta
O termo "jamais" deixa a alternativa "d" incorreta, já que é possível, em se tratando de leis
excepcionais ou temporária, que seus efeitos persistam e se apliquem aos infratores que
praticaram atos proibidos por tal(is) lei(s) durante seu período de vigência, embora esta(s)
não esteja(m) mais vigente(s).
Art. 3º, CP - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou
cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua
vigência.
Ano: 2013 Banca: IBFC Órgão: PC-RJ Prova: IBFC - 2013 - PC-RJ - Oficial de Cartório
O princípio da responsabilidade pessoal, conquista do direito penal moderno, limita a
imposição da responsabilização penal àquele que:
A Tenha praticado o núcleo do tipo penal, afastando a possibilidade de punição daquele que
de qualquer forma concorreu para a prática do crime.
B Guarde qualquer vínculo subjetivo com o autor do delito, desde que tenha tomado ciência
prévia ou posterior de que o fato criminoso seria ou foi por este praticado.
C Seja considerado autor, coautor ou partícipe do crime, impedindo que terceiros totalmente
alheios ao fato delituoso possam sofrer conseqüências penais dele decorrentes.
D Tenha atuado na consecução do crime, sendo ressalvada a hipótese de incapacidade ou
morte do autor, em que se permite a imposição de responsabilidade penal aos seus
sucessores legais.
E Exclusivamente auxiliou ou instigou a prática do crime, não sendo permitido que sofra pena
em proporção distinta daquela imposta ao executor do núcleo do tipo penal incriminador.
GABARITO: LETRA B Para complementar os estudos, importante mencionar o princípio da
responsabilidade pessoal, aplicado no ordenamento jurídico pátrio, versando que proíbe-se
o castigo penal pelo fato de outrem. Ainda, o referido princípio sofre uma bifurcação que em
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uma compreende a obrigatoriedade da individualização da acusação e a obrigatoriedade
da individualização da pena.
Ano: 2013 Banca: IBFC Órgão: PC-RJ Prova: IBFC - 2013 - PC-RJ - Oficial de Cartório
O princípio da reserva legal constitui-se na garantia individual de que o poder de punir do
Estado em matéria penal será exercido nos limites da norma positivada, permitindo a criação
de tipos penais incriminadores e a instituição de penas por intermédio de:
A Qualquer espécie normativa, desde que elaborada em observância ao regular processo
administrativo ou legislativo.
B Lei ordinária e medida provisória, já que esta última também possui força de lei até que
seja submetida a regular processo legislativo.
C Decreto legislativo, já que são funções exclusivas do Poder Legislativo a criação de direito
novo, a imposição de obrigações de caráter geral e a definição de sanções jurídicas.
D Decreto-lei, regularmente elaborado no exercício do poder administrativo-normativo do
chefe do Poder Executivo, já que o ato de legislar encontra-se no feixe de atribuições típicas
deste Poder.
E Lei em sentido estrito, entendida esta como a espécie normativa aprovada em regular
processo legislativo levado a efeito no âmbito do Poder Legislativo.
Gab : E
Lei em sentido amplo: por essa classificação a expressão lei poderia ser utilizada em sentido
abrangente, pois todo e qualquer ato que descrever e regular uma determinada conduta,
mesmo que esse ato não vier do Poder Legislativo, seria consideradocomo lei. É o caso das
medidas provisórias, sendo atribuição do Presidente da República, que, diante de uma
situação de urgência e relevância, edita uma norma, para somente depois passará pela
avaliação do Poder Legislativo.
- Lei em sentido estrito: a lei somente poderia ser assim considerada quando fosse fruto de
elaboração do Poder Legislativo apenas e contasse com todos os requisitos necessários, tanto
os que dizem respeito ao conteúdo, que indicaria a descrição de uma conduta abstrata,
genérica, imperativa e coerciva, quanto relativos à forma, que se verificam no processo de
sua elaboração dentro do Poder Legislativo, bem como na forma de sua introdução no mundo
jurídico.
- Lei em sentido formal: são aquelas leis, que, embora sejam fruto de um correto processo
de elaboração, há falha de conteúdo, por não descrever uma conduta genérica, abstrata,
imperativa e coercitiva.
- Lei em sentido formal- material: aquelas leis que respeitam tanto os requisitos de forma,
como os requisitos de conteúdo.
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- Lei substantiva: são aquelas que regulam os direitos e obrigações dos indivíduos, nas
relações entre estes e o Estado, e entre os próprios indivíduos. Normalmente são do
conhecimento de todos.
- Lei adjetiva: aquelas que estabelecem regras relativas aos procedimentos, e devem ser de
conhecimento mais específico dos advogados e juizes por se referirem aos processos.
- Lei de ordem pública: regulam os principais interesses da sociedade, são suas normas
fundamentais e que preservam o interesse e bem comum de toda a coletividade. Devem ser
respeitadas não pela vontade individual de cada pessoa, mas pelo seu caráter fundamental e
obrigatório de suas regras.
Ano: 2021 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2021 - TJ-SP - Juiz Substituto
A respeito do crime praticado em continuidade delitiva, é correto afirmar que
A nosso Código Penal adotou a teoria da unidade real.
B não se admitirá a suspensão condicional da pena.
C as penas de multa devem ser aplicadas distinta e integralmente.
D sobrevindo nova lei mais grave, ela será aplicada, se sua vigência for anterior à cessação do
fato criminoso.
GABARITO CORRETO - LETRA D
LETRA A) ERRADA
CP Adotou a Teoria da Ficção Jurídica: existem várias ações (CRIMES) que fictamente são
consideradas como um delito único. Teoria de Francesco Carrara.
Muito embora tenha o agente praticado mais de um ilícito, para esta teoria, os subseqüentes
são havidos como continuação do primeiro.
LETRA B) ERRADA
Há situações que são possíveis,interpretação a contrario senso das seguintes súmulas:
Súmula 723 do STF - Não se admite a suspensão condicional do processo por crime
continuado, se a soma da pena mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de um
sexto for superior a um ano.
Súmula 243 do STJ - O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às
infrações penais cometidas em concurso material, concurso formal ou continuidade
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/vunesp
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/tj-sp
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/vunesp-2021-tj-sp-juiz-substituto
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delitiva, quando a pena mínima cominada, seja pelo somatório, seja pela incidência da
majorante, ultrapassar o limite de um (01) ano.
LETRA C) ERRADA
Multas no concurso de crimes
Art. 72 - No concurso de crimes, as penas de multa são aplicadas distinta e integralmente.
LETRA D) CERTA
Súmula 711 do STF - A lei penal mais grave aplica-se ao crime continuado ou ao crime
permanente, se a sua vigência é anterior à cessação da continuidade ou da permanência.
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TJ-RO Prova: FGV - 2021 - TJ-RO - Técnico Judiciário
Quanto ao “tempo do crime”, o Código Penal brasileiro adota a teoria:
A da atividade;
B do resultado;
C da ubiquidade;
D da consumação;
E do efeito.
GABARITO: A.
O famoso LU - TA ainda caindo em prova heheh.
As teorias adotadas pelo Código Penal são:
Quanto ao Lugar do crime → teoria da Ubiquidade/mista (LU), o crime é praticado
tanto no lugar da ação quanto no lugar da produção do resultado.
Quanto ao Tempo do crime → teoria da Atividade (TA), o crime é praticado no
momento da ação, independentemente do momento em que o resultado foi
produzido
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TJ-RO Prova: FGV - 2021 - TJ-RO - Técnico Judiciário
Quanto à interpretação da norma penal incriminadora, fica vedada a realização de:
Alternativas
A interpretação declarativa;
B interpretação restritiva;
C interpretação analógica;
D interpretação extensiva;
E analogia in malam partem.
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/fgv
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GABARITO: E.
No direito penal, veda-se a utilização de analogia in malam partem, na qual adota-se
disposição legal prejudicial ao réu, reguladora de caso semelhante, em caso de omissão do
legislador quanto determinada conduta. Essa vedação decorre também da legalidade estrita,
de modo que o agente só pode ser punido se o fato estiver devidamente descrito no tipo
penal.
Ano: 2021 Banca: FCC Órgão: DPE-RR Prova: FCC - 2021 - DPE-RR - Defensor Público
O princípio da bagatela imprópria
A é reconhecido pelo Superior Tribunal de Justiça em casos de violência doméstica e familiar
contra mulher.
B é aplicado, diante da ausência de previsão legal, por analogia o instituto do arrependimento
posterior, com a redução da pena de um terço a dois terços.
C permite que o julgador deixe de aplicar a pena em razão desta ter se tornado desnecessária.
D pressupõe para sua aplicação a existência de infração bagatelar própria.
E possui reflexos na dosimetria da pena, como circunstância atenuante da pena.
GABARITO: LETRA C
LETRA A – ERRADO: “A jurisprudência desta Corte Superior está consolidada no sentido de não
admitir a aplicação dos princípios da insignificância e da bagatela imprópria aos crimes e
contravenções praticados com violência ou grave ameaça contra mulher, no âmbito das
relações domésticas, dada a relevância penal da conduta, não implicando a
reconciliação do casal atipicidade material da conduta ou desnecessidade de pena.
Precedentes” (HC 333.195/MS, DJe 26/04/2016).
Sintetizando esse entendimento, editou-se a Súmula 589 do STJ: É inaplicável o princípio da
insignificância nos crimes ou contravenções penais praticados contra a mulher no âmbito das
relações domésticas.
LETRA B – ERRADO: É causa supralegal de exclusão da punibilidade penal.
LETRA C – CERTO: O princípio da bagatela imprópria não afasta a tipicidade material, uma vez
que o fato será típico (formal e materialmente), ilícito e culpável. Aqui, haverá apenas
a possibilidade de não se aplicar a pena ao final do processo, diante de dano não muito
relevante ao bem jurídico que foi reparado pelo agente e ante a inexistência de antecedentes
penais. Há, portanto, uma valoração judicial na sentença e conclusão pela desnecessidade de
aplicação da pena. (GOMES, Luís Flávio; GARCIA-PABLOS DE MOLINA, Antonio. Direito Penal.
São Paulo: Revista dos Tribunais, 2007. v. 2, p. 338).
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/fcc-2021-dpe-rr-defensor-publico
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LETRA D – ERRADO O princípio da insignificância, chamado de bagatela própria, não se
confunde com o princípio da irrelevância penal do fato, chamado de bagatela imprópria.
Enquanto o princípio da insignificância – construído com esteio em valores de política criminal
– atua como causa de exclusão da tipicidade material, o postulado da insignificância imprópria
caracteriza-se quando, diante de um fato típico, ilícito e culpável, entende-se, à luz do caso
concreto, que as circunstâncias do evento demonstram que a pena é desnecessária. Em
termos práticos, diante da ocorrência da insignificância própria, o agente sequer deve ser
processado, pois não há crime em seu aspecto material por ausência de lesão ou exposição a
perigo de lesão do bem jurídico penalmente protegido, ao passo que, na hipótese de
insignificância imprópria, o agente deve, necessariamente, ser processado para que, ao final,
conclua-se pela sua responsabilidade e, em seguida, pela desnecessidade da pena.
LETRA E – ERRADO: vide LETRA B.
Ano: 2021 Banca: NC-UFPR Órgão: PC-PR Prova: NC-UFPR - 2021 - PC-PR - Delegado de
Polícia
A Constituição da República proíbe as penas de morte (salvo em caso de guerra declarada) e
as consideradas cruéis (art. 5º, inc. XLVII, alíneas ‘a’ e ‘e’, respectivamente), além de assegurar
às pessoas presas o respeito à integridade física e moral (art. 5º, inc. XLIX). Tais preceitos
constitucionais expressam o princípio penal da:
A humanidade.
B intervenção mínima.
C insignificância.
D adequação social.
E lesividade.
Gab. Letra A
O princípio da humanidade consiste em tratar o condenado como pessoa humana e foi
consagrado expressamente na CF/88, em vários preceitos, com especial destaque no art. 5.º,
XLIX, que dispõe que é “assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral” e no
art. 5º, inciso XLVII, ao estabelecer que não haverá penas: “a) de morte, salvo em caso de
guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; b) de caráter perpétuo; c) de trabalhos forçados;
d) de banimento; e) cruéis”.
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: IBFC - 2017 - TJ-PE - Oficial de Justiça
Os itens abaixo dizem respeito à figura da tentativa em Direito Penal. Analise as afirmativas
abaixo e assinale a alternativa correta.
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/pc-pr
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/nc-ufpr-2021-pc-pr-delegado-de-policia
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/nc-ufpr-2021-pc-pr-delegado-de-policia
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/bancas/ibfc
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/tj-pe
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I. Tentativa branca é aquela que ocorre quando o agente, embora tendo empregado os meios
ao seu alcance, não consegue atingir a coisa ou a pessoa.
II. Constitui-se como sendo o único elemento constituidor da tentativa a interrupção da
execução por circunstâncias alheias à vontade do agente.
III. Nos crimes preterdolosos não se admite a tentativa.
IV. A pena por crimes tentados é a mesma do consumado, mas diminuída em ¼ (um quarto).
Assinale a alternativa correta.
A Apenas I e II estão corretos
B Apenas II e IV estão corretos
C Apenas I e III estão corretos
D Apenas II e III estão incorretos
E I, II, III e IV estão incorretos
I. Tentativa branca é aquela que ocorre quando o agente, embora tendo empregado os meios
ao seu alcance, não consegue atingir a coisa ou a pessoa. CORRETA.
Branca ou incruenta é a tentativa que ocorre quando a vítima não chega a ser fisicamente
atingida, ou seja, quando ela sai ilesa. Diferentemente da tentativa vermelha ou cruenta, em
que a vítima sofre lesões,porém o crime não chega a se consumar.
II. Constitui-se como sendo o único elemento constituidor da tentativa a interrupção da
execução por circunstâncias alheias à vontade do agente. ERRADO.
Elementos da tentativa:
a) início da execução do crime;
b) não consumação por circunstâncias alheias à vontade do agente;
c) dolo de consumação.
III. Nos crimes preterdolosos não se admite a tentativa. CORRETO.
IV. A pena por crimes tentados é a mesma do consumado, mas diminuída em ¼ (um
quarto). ERRADO.
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Art. 14, CPP. Parágrafo único - Salvo disposição em contrário, pune-se a tentativa com a pena
correspondente ao crime consumado, diminuída de um a dois terços.
Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: IBFC - 2017 - TJ-PE - Oficial de Justiça
Analise os itens abaixo sobre a teoria do erro.
I. O erro de tipo essencial incide sobre elementar do tipo quando a falsa percepção de
realidade faz com que o agente desconheça a natureza criminosa do fato.
II. O erro sobre objeto é irrelevante para o Direito Penal, já que o agente, mesmo quando
realiza a conduta que recai sobre coisa alheia, responderá criminalmente pelo crime cometido
nos limites do tipo penal.
III. O aberratio ictus é modalidade de erro acidental que não exclui a tipicidade, sopesando
ao agente uma responsabilização em âmbito penal.
IV. O aberratio criminis é o desvio na execução do delito e recai sobre o objeto jurídico do
crime, sendo que sua verificação não exclui a tipicidade.
Assinale a alternativa correta.
A Apenas I e III estão corretos
B Apenas II e IV estão corretos
C Apenas II e III estão incorretos
D Apenas III e IV estão incorretos
E I, II, III e IV estão corretos
Item III: CORRETO
Tipos de erro de tipo acidental: erro sobre o objeto, erro sobre a pessoa, erro na execução
(aberratio ictus), resultado diverso do pretendido (aberratio criminis) e erro sobre o nexo
causal.
Erro na execução (aberratio ictus):
• Previsão legal: art. 73, do CP.
Art. 73, do CP. Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao
invés de atingir a pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde como se
tivesse praticado o crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste
Código. No caso de ser também atingida a pessoa que o agente pretendia ofender, aplica-
se a regra do art. 70 deste Código (concurso formal de delitos).
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• Conceito: O agente, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, atinge pessoa
diversa da pretendida (não há erro de representação), mas de execução.
Exemplo: "A", errando a pontaria, querendo matar seu pai, acaba matando um amigo que
estava ao lado da vítima pretendida.
• Consequências:
• Não exclui dolo;
• Não exclui culpa;
• Não isenta o agente de pena;
- Conclusão: o agente responde pelo crime considerando as qualidades da vítima pretendida
(é a mesma consequência do art. 20, § 3º, do CP).
• Observação: Se atingida também a pessoa visada, aplica-se o concurso formal de delitos.
Item IV: CORRETO
Resultado diverso do pretendido (aberratio criminis):
• Previsão legal: art. 74 do CP.
Art. 74, do CP. Fora dos casos do artigo anterior, quando, por acidente ou erro na execução
do crime, sobrevém resultado diverso do pretendido, o agente responde por culpa, se o
fato é previsto como crime culposo; se ocorre também o resultado pretendido, aplica-se a
regra do art. 70 desteCódigo.
• Observação: Quando o artigo fala "fora dos casos do artigo anterior", quis dizer
que aberractio criminis é também erro na execução.
• Conceito: O agente, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, provoca lesão
jurídica em bem jurídico diverso do pretendido.
Exemplo: o agente atira uma pedra para danificar o veículo de "A". Por falha na pontaria,
acaba acertando o motorista que vem a falecer.
• Consequências:
• O agente responde pelo resultado produzido (isto é, diverso do pretendido) a título de
culpa.
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• Observação: Se ocorre também o resultado pretendido, aplica-se a regra do concurso
formal.
Alerta Zaffaroni que não se aplica o art. 74 do CP se o resultado produzido é menos grave
(bem jurídico menos valioso) que o resultado pretendido, sob pena de prevalecer a
impunidade. Nesse caso, o agente responde pela tentativa do resultado pretendido não
alcançado.
Exemplo: o agente queria matar "A" que estava dirigindo um carro, mas ele acaba somente
danificando o carro. O dano culposo é fato atípico. Sob pena de isso ficar impune, o agente
vai responder pela tentativa de homicídio.
Ano: 2014 Banca: IBFC Órgão: TJ-PR Prova: IBFC - 2014 - TJ-PR - Titular de Serviços de Notas
e de Registros - Remoção
Assinale a alternativa incorreta
A A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores,
ressalvados os decididos por sentença condenatória transitada em julgado.
B O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu
causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.
C A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si
só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou.
D A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o
resultado.
a) A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores,
ressalvados os decididos por sentença condenatória transitada em julgado. (ERRADO)
art. 2º Parágrafo único: A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se
aos fatos anteriores (ou seja, RETROAGI), ainda que decididos por sentença condenatória
transitada em julgado.
art. 5º XL: A Lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu. A regra é a irretroatividade
de lei Penal a Exceção é a retroatividade para beneficiar o réu.
b) O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu
causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria
ocorrido.(CORRETO)
Teoria da Equivalência dos Antecedentes ou das Condições (conditio sine qua non) - Nesta
teoria, CAUSA é a condição sem a qual o resultado não teria ocorrido.
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2014-tj-pr-titular-de-servicos-de-notas-e-de-registros-remocao
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2014-tj-pr-titular-de-servicos-de-notas-e-de-registros-remocao
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c) A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si
só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou.
(CORRETO)
(art. 13 § 1º) A causa Relativamente independente origina-se da conduta, a causa apareceu
por conta da conduta e, inesperadamente produziu o resultado.
d) A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o
resultado. (CORRETO)
Aqui, estamos analisando quem tem o dever jurídico de agir. Assim, falamos do GARANTIDOR
OU GARANTE. O Código Penal
adotou o critério legal, optando pela enumeração taxativa das hipóteses de dever jurídico,
determinando no art. 13º§2º As situações onde o agente tem o dever jurídico de impedir o
resultado.
- Tenha por lei obrigação de cuidado proteção ou vigilância
- de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado
- Com o seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado
Ano: 2014 Banca: IBFC Órgão: TJ-PR Prova: IBFC - 2014 - TJ-PR - Titular de Serviços de Notas
e de Registros - Remoção
Em relação ao dolo o Código Penal adota as teorias:
A Da vontade e do assentimento.
B Da vontade e da cognição.
C Da representação e do assentimento.
D Da probabilidade e da cognição.
Resposta: Alternativa "A"
Art. 18, CP - Diz-se o crime:
I - doloso, quando o agente quis o resultado (teoria da vontade) ou assumiu o risco de produzi-
lo (teoria do assentimento);
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Ano: 2014 Banca: IBFC Órgão: TJ-PR Prova: IBFC - 2014 - TJ-PR - Titular de Serviços de Notas
e de Registros - Remoção
Assinale a alternativa correta:
A A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas
as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado após a sua vigência.
B Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o
momento do resultado.
C A pena cumprida no estrangeiro não atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime,
quando diversas.
D O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o
resultado se produza, não responde pelos atos já praticados.
A) Incorreta
Art. 3º - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou
cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua
vigência.
B) Correta
Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro
seja o momento do resultado.
O Código Penal adota a teoria da Atividade.
C) Incorreta
Art. 8º - A pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime,
quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas.
D) Incorreta
Art. 15 - O agente que, voluntariamente, desiste de prosseguir na execução ou impede que o
resultado se produza, só responde pelos atos já praticados.
Ano: 2021 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2021 - TJ-SP - Juiz Substituto
A respeito do delito culposo, é correto afirmar que
A admite a coautoria e a participação.
B admite a compensação de culpas.
C a culpa pode ser presumida.
D é possível a concorrência de culpas.
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2014-tj-pr-titular-de-servicos-de-notas-e-de-registros-remocao
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/tj-sp
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GABARITO D
Da compensação e da concorrência de culpas:
Da compensação de culpas:
1. Não há compensação de culpas no Direito Penal. Ou seja, a quebra do cuidado objetivo
de um, não exime a do outro. Os dois respondem, cada qual pelo ato praticado.
2. Por exemplo,“A” ultrapassa com o seu carro o semáforo no sinal vermelho, vindo a
colidir com o automóvel “B” que trafegava na contramão da direção, daí resultando lesões
corporais em ambos, cada qual responde pelo resultado a que deu causa.
3. Atenção, se “A” e “B” agem com imprudência, de modo que um provoca lesão no outro,
ambos respondem por crime de lesão corporal culposa. Contudo, nesse caso há dois crimes,
mas, da mesma forma, não há que se falar em compensação de culpas.
4. Situação distinta é hipótese de haver culpa concorrente da vítima, o que pode levar a
uma atenuação na análise da pena – primeira etapa, circunstâncias judiciais –, nos termos
do artigo 59 do Código Penal.
Da concorrência de culpas:
1. Por outro lado, é possível a concorrência de culpas, que ocorre se várias pessoas
contribuem para a prática da infração culposamente, de forma que cada um dos causadores
responderá na medida de sua culpabilidade:
“Concorrência de culpas é possível, pois é o que se chama de “coautoria sem ligação
psicológica” ou “autoria colateral em crime culposo”. Ex.: vários motoristas causam um
acidente; todos podem responder igualmente pelo evento, já que todos, embora sem
vinculação psicológica entre si, atuaram com imprudência”.
2. Cleber Masson explica da seguinte forma a concorrência de culpas:
“É o que se verifica quando duas ou mais pessoas concorrem, contribuem, culposamente, para
a produção de um resultado naturalístico. Todos os envolvidos que tiveram atuação culposa
respondem pelo resultado produzido. Fundamenta-se essa posição na teoria da conditio sine
qua non, acolhida pelo art. 13, caput do CP. Mas aqui não há que se falar em concurso de
pessoas (coautoria ou participação) em face da ausência de vínculo subjetivo entre os
envolvidos”.
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TJ-RO Prova: FGV - 2021 - TJ-RO - Analista Judiciário - Oficial de
Justiça
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Ao lado das hipóteses de erros essenciais figuram os chamados erros acidentais, que, ao
contrário daqueles, incidem sobre elementos não essenciais à configuração do crime, não
afetando a decisão a respeito da imputação. Uma hipótese de erro acidental é:
A erro de tipo;
B erro sobre a pessoa;
C erro de proibição;
D descriminantes putativas;
E erro mandamental.
No erro sobre a pessoa, o agente responde como se tivesse atingido o bem desejado.
Por exemplo: Eu tenho intenção de matar meu tio, de 43 anos, contudo, por erro de
percepção, atiro em um homem achando ser meu tio e logo em seguida vejo que matei meu
pai, de 66 anos.
Como a minha intenção era matar meu tio, de 43 anos, e por erro sobre a pessoa, matei meu
pai de 66, não incidira sobre mim a majorante do crime de homicídio.
Vale lembrar que: no erro sobre a pessoa, a vítima pretendida não corre nenhum risco, pois
o agente a confunde com outra pessoa
Diferente disso, no erro de execução a vítima corre risco, mas por erro de pontaria acabo
atingindo outra pessoa. (respondo também pelo que eu queria cometer)
Gabarito letra B
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: TJ-RO Prova: FGV - 2021 - TJ-RO - Analista Judiciário - Oficial de
Justiça
O conceito analítico de crime exige a realização de um comportamento humano. Um
comportamento humano que pode ensejar interesse jurídicopenal e responsabilização do
agente que o desempenha é:
A ação por coação física irresistível;
B atos reflexos;
C condutas culposas;
D perda brusca de consciência;
E atos automatizados.
Gabarito: C
Condutas culposas podem ensejar ou não a aplicação da lei penal, a depender do crime
cometido.
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Os demais itens excluem a conduta, logo, não há crime.
OBS: lembrando que coação moral irresistível exclui a culpabilidade.
Ano: 2020 Banca: IBFC Órgão: SAEB-BA Prova: IBFC - 2020 - SAEB-BA - Soldado
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Apresenta-se como causa excludente de ilicitude _____.
A o exercício regular de direito
B a inimputabilidade
C a coação moral irresistível
D a obediência hierárquica
E o erro sobre a ilicitude do fato
Exclusão de ilicitude
Art. 23 - Não há crime quando o agente pratica o fato:
I - em estado de necessidade;
II - em legítima defesa;
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.
Gab.: A
Ano: 2018 Banca: IBFC Órgão: SEAP-MG Prova: IBFC - 2018 - SEAP-MG - Agente de Segurança
Penitenciário
Não há de se falar em crime quando o autor pratica a conduta:
A em estrito cumprimento de dever legal e no exercício regular de direito
B em estrito cumprimento de dever legal e na obediência hierárquica
C no exercício regular de direito e na coação moral irresistível
D em excesso de estado de necessidade e na inimputabilidade
E em legítima defesa recíproca e no erro de direito
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/saeb-ba
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2020-saeb-ba-soldado
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/institutos/seap-mg
https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2018-seap-mg-agente-de-seguranca-penitenciario
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Ano: 2017 Banca: IBFC Órgão: POLÍCIA CIENTÍFICA-PR Provas: IBFC - 2017 - POLÍCIA
CIENTÍFICA-PR - Odontolegista
Considere as regras básicas aplicáveis ao Direito Penal e ao Direito Processual Penal para
assinalar a alternativa correta sobre a legítima defesa.
A Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários,
repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem
B Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente ou não dos meios de que
dispuser, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem
C Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários,
repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito próprio e não de outrem
D Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente ou não dos meios de que
dispuser, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito próprio e não de outrem
E Entende-se em legítima defesa quem, usando dos meios de que dispuser, repele injusta
agressão ou persegue quem a praticou, atual ou iminente, a direito próprio e não de outrem
Gab: A
Questão tranquila, basta ler com calma, visto que é a pura literalidade da Lei, vejamos:
CP - Legitima Defesa - Art. 25 - Entende-se em legítima defesa quem, usando
moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito
seu ou de outrem.
Só a titulo de complementação, segue:
Diferença entre a legítima defesa e o estado de necessidade:
a) No estado de necessidade, há um conflito entre dois bens jurídicos expostos a perigo; na
legítimadefesa, uma repulsa ao ataque;
b) no estado de necessidade, o bem jurídico é exposto ao perigo; na legítima defesa, o direito
sofre uma agressão atual ou iminente;
c) no estado de necessidade, o perigo pode ou não advir da conduta humana; na legítima
defesa, a agressão só pode ser praticada por pessoa humana;
(observação: Se uma pessoa, para matar outrem, utilizar de um animal (cão de guarda, por
ex) e a pessoa agredida, ao se defender e matar o animal, estára atuando em legitima defesa,
visto que o animal, o cão, foi usado como ''arma'' do crime).
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https://www.qconcursos.com/questoes-de-concursos/provas/ibfc-2017-policia-cientifica-pr-odontolegista
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d) no estado de necessidade, a conduta pode ser dirigida contra terceiro inocente; na legítima
defesa, somente contra o agressor;
e) no estado de necessidade, a agressão não precisa ser injusta; na legítima defesa, por outro
lado, só existe se houver injusta agressão.
Atenção: Pois em todas as excludentes de ilícitude//antijuridicidade previstas no código
penal, é punível tanto o excesso doloso quanto o excesso culposo.
Ano: 2013 Banca: IBFC Órgão: MPE-SP Prova: IBFC - 2013 - MPE-SP - Analista de Promotoria
A legítima defesa é:
A Causa excludente de culpabilidade.
B Causa de diminuição de pena.
C Causa excludente de tipicidade.
D Causa de inexigibilidade de conduta diversa.
E Causa excludente de antijuridicidade.
Resposta: Alternativa "E"
Exclusão de ilicitude ou antijuridicidade
Art. 23, CP - Não há crime quando o agente pratica o fato:
I - em estado de necessidade;
II - em legítima defesa;
III - em estrito cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito.
Ano: 2021 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2021 - TJ-SP - Juiz Substituto
São excludentes de ilicitude,
A a coação irresistível e o aborto terapêutico.
B a obediência hierárquica e a legítima defesa.
C o estrito cumprimento do dever legal e o aborto terapêutico.
D a obediência hierárquica e o estrito cumprimento do dever legal.
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GABARITO - C
BRUCE LEEE (com 3 E's):
Legítima defesa.
Estado de necessidade.
Exercício regular do direito.
Estrito cumprimento do dever legal
__________
Aborto "aborto sentimental", "ético" ou "humanitário = Vítima de estupro = Inexigibilidade
de conduta diversa.
Aborto humanitário/ terapêutico = Excludente de ilicitude.
Ano: 2021 Banca: FCC Órgão: DPE-SC Prova: FCC - 2021 - DPE-SC - Defensor Público
Segundo o Supremo Tribunal Federal, a legítima defesa da honra nos crimes contra a vida
A é incabível por ser tese violadora da dignidade humana, dos direitos à vida e à igualdade
entre homens e mulheres, embora tecnicamente seja legítima defesa.
B está excluída do âmbito do instituto da legítima defesa, havendo óbice para sua utilização
de forma direta ou indireta.
C admite seu cabimento em hipóteses excepcionais, de forma mitigada, embora não possa
ser utilizada como tese defensiva de forma direta.
D teve sua aplicação obstada em razão da luta do movimento feminista, embora encontre
fundamento constitucional.
E possui aplicação condicionada à preservação da imagem da vítima, a fim de afastar recursos
argumentativo-retóricos odiosos, desumanos e cruéis.
Gab: B
Ao apreciar medida cautelar em ADPF, o STF decidiu que:
a) a tese da legítima defesa da honra é inconstitucional, por contrariar os princípios
constitucionais da dignidade da pessoa humana (art. 1º, III, da CF/88), da proteção à vida e
da igualdade de gênero (art. 5º, da CF/88);
b) deve ser conferida interpretação conforme à Constituição ao art. 23, II e art. 25, do CP e ao
art. 65 do CPP, de modo a excluir a legítima defesa da honra do âmbito do instituto da legítima
defesa; e
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c) a defesa, a acusação, a autoridade policial e o juízo são proibidos de utilizar, direta ou
indiretamente, a tese de legítima defesa da honra (ou qualquer argumento que induza à tese)
nas fases pré-processual ou processual penais, bem como durante julgamento perante o
tribunal do júri, sob pena de nulidade do ato e do julgamento.
STF. Plenário. ADPF 779, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em 15/03/2021.
Ano: 2021 Banca: NC-UFPR Órgão: PC-PR Prova: NC-UFPR - 2021 - PC-PR - Delegado de
Polícia
Assinale a alternativa que contém três excludentes de ilicitude (causas de exclusão ou
excludentes de antijuridicidade).
A Estrito cumprimento do dever legal, legítima defesa e estado de necessidade.
B Erro sobre a ilicitude do fato, estado de necessidade e estrito cumprimento do dever legal.
C Coação irresistível, legítima defesa e consentimento do ofendido.
D Erro de proibição direto, inimputabilidade por doença mental e obediência hierárquica.
E Obediência hierárquica, estado de necessidade e coação irresistível.
Gab: A
BRUCE LEEE (com 3 E's):
Legítima defesa.
Estado de necessidade.
Exercício regular do direito.
Estrito cumprimento do dever legal.
Ano: 2021 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: PC-PA Prova: INSTITUTO AOCP - 2021 - PC-PA -
Investigador de Polícia Civil
Sobre o Direito Penal, assinale a alternativa correta.
A A coação física irresistível funciona como causa excludente da culpabilidade, em face da
inexigibilidade de conduta diversa. Já a coação moral irresistível exclui a conduta e,
consequentemente, o fato típico.
B O estado de necessidade é compatível com a aberratio ictus, na qual o agente, por acidente
ou erro no uso dos meios de execução, atinge pessoa ou objeto diverso do desejado, com o
propósito de afastar a situação de perigo a bem jurídico próprio ou de terceiro.
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C No tipo misto cumulativo, a lei penal descreve duas ou mais condutas como hipóteses de
realização de um mesmo crime, de maneira que a prática sucessiva dos diversos núcleos
caracteriza um único delito.
D O resultado naturalístico é imprescindível nos crimes formais.
E O estado de necessidade recíproco, embora possível de ocorrer no caso concreto, é
incompatível com o ordenamento jurídico brasileiro.
A - Errada. Coação física irresistível afasta a conduta e, consequentemente, o fato típico
O que exclui a culpabilidade é aCOAÇÃO MORAL IRESSISTIVEL
B - Correto. Nesse caso, o agente respondera como se tivesse atingido o causador do dano.
(vítima virtual)
Erro na execução
Art. 73 - Quando, por acidente ou erro no uso dos meios de execução, o agente, ao invés
de atingir a pessoa que pretendia ofender, atinge pessoa diversa, responde como se tivesse
praticado o crime contra aquela, atendendo-se ao disposto no § 3º do art. 20 deste Código.
No caso de ser também atingida a pessoa que o agente pretendia ofender, aplica-se a regra
do art. 70 deste Código.
C - Errada. "O tipo é misto cumulativo quando a lei estabelece várias condutas nucleares que,
se praticadas seguidamente, ainda que em contexto único, ensejam o concurso material."
No caso, o correto seria tipo misto alternativo
D - Errada. O resultado naturalístico, nos crimes formais, é mero exaurimento.
Crimes materiais = exigem resultado naturalístico para a consumação
Crimes Formais = apesar de preveem, não exigem para a consumação
Crimes de Mera Conduta = não há resultado naturalístico,
E. Errada - É perfeitamente possível o estado de necessidade recíproco.
"É perfeitamente possível duas pessoas enfrentarem o mesmo perigo. Nesse cenário, não se
exige do titular do bem em risco o dever de permitir o sacrifício ao seu direito quando diante
da mesma situação de perigo do outro. É o denominado estado de necessidade recíproco"
O CP adota a teoria unitária do estado de necessidade que considera EN apenas se o bem
sacrificado for de valor inferior ao bem preservado.
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Já a teoria diferenciadora, se o bem for de valor igual ou superior ao sacrificado, temos o
estado de necessidade exculpante, excluindo-se a culpabilidade por inexigibilidade de
conduta diversa.
Caso o bem sacrificado seja de valor inferior ao preservado, temos o estado de necessidade
justificante.
Ano: 2021 Banca: FGV Órgão: PC-RN Prova: FGV - 2021 - PC-RN - Delegado de Polícia Civil
Substituto
Durante uma partida de futebol, Rogério agrediu Jonas com um soco, que lhe causou um leve
ferimento no olho direito. No dia seguinte, Jonas vai tirar satisfação com Rogério e, no meio
da discussão, saca uma arma de fogo e parte na direção de Rogério, que, então, retira de sua
mochila um revólver que carregava legalmente e dispara contra Jonas, causando sua morte.
Considerando a situação apresentada, com relação à morte de Jonas, Rogério:
A responderá por homicídio, ficando, porém, isento de pena por ter atuado no exercício
regular de direito;
B responderá por homicídio, pois provocou a situação em que se encontrava, afastando
eventual excludente de ilicitude;
C não responderá por homicídio, considerando que agiu em legítima defesa, que é causa de
exclusão da culpabilidade;
D responderá por homicídio culposo, pois agiu em excesso de legítima defesa;
E não responderá por homicídio, pois agiu em legítima defesa, o que afasta a ilicitude de sua
conduta
Gab: E
Legítima defesa CP, Art. 25. Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente
dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem.
Os requisitos da legítima defesa são:
a) Agressão injusta.
b) Agressão atual ou iminente.
c) Agressão a direito próprio ou de terceiros.
d) Reação com os meios necessários.
e) Uso moderado dos meios necessários.
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f) Conhecimento da situação de fato justificante.
CESPE - 2013 - BACEN - Analista - Contabilidade e Finanças- Nos termos do atual Código Penal
brasileiro, age em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários,
repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu e de outrem. (certa)
CESPE / CEBRASPE - 2009 - PC-PB - Agente de Investigação e Escrivão de Polícia- Entende-se
em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta
agressão atual, iminente, ou futura, a direito seu ou de outrem. (errada)