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1 1 ESTADO DO RIO DE JANEIRO PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GONÇALO SECRETARIA MUNICIPAL DE SÃO GONÇALO CENTRO INTERESCOLAR ULYSSES GUIMARÃES APOSTILA DE LIBRAS: NÍVEL INTERMEDIÁRIO ALUNO (A): __________________________________ TURMA: ____________________________________ 2 2 AULA 1 DATA: INTRODUÇÃO Quem são os Surdos e quem são os Ouvintes? Antes de continuarmos nossa caminhada para o aprendizado da Língua Brasileira de Sinais (Libras) é importantíssimo que compreendamos que os surdos são pessoas que se reconhecem pela ótica cultural e não medicalizada e que possuem uma organização política de vida em função de suas habilidades, neste caso a principal é a habilidade visual, o que gera hábitos também visuais e uma língua também visual. No entanto, a palavra – surdo – possui vários sentidos. O mais usado é aquele ligado à ideia de doença, de falta, de incapacidade, de deficiência. Nem todos os surdos se identificam como surdos há aqueles que ouvem pouco e/ou usam a oralidade identificando-se como deficientes auditivos, outros com o mesmo histórico preferem identificar-se como surdo, logo não se tem uma definição exata do termo. ANOTAÇÕES 3 3 Sistema de Transcrição para Libras Já sabemos que a Libras é uma língua viso-espacial, logo o melhor meio de reproduzi-la tem sido pelo registro de imagem (vídeo), a escrita da língua de sinais está ainda em fase de pesquisas e aceitação, no decorrer do curso você saberá mais sobre esta escrita. Sendo assim, para transcrever a libras utilizaremos um sistema de transcrição, que também é usado por pesquisadores, baseado numa forma de Glosa com palavras da língua portuguesa para representar aproximadamente enunciados da Libras. Aqui optamos apenas por algumas das convenções apresentadas por Felipe (2001), para maiores informações consulte a bibliografia: 1) Os sinais em Libras serão representados por uma glosa (sistema de anotação) da Língua Portuguesa em letras maiúsculas. Exemplos: TRABALHAR, QUERER, CASA ETC. 2) A datilologia (alfabeto manual) que é usada para expressar nome de pessoas, de localidades e outras palavras que não possuem um sinal, está representada pela palavra separada, letra por letra, por hífen. Exemplos: HOTEL I-T-A-G-U-A-Ç-U. 3) Na Libras não possui desinências para gênero (masculino e feminino). O sinal, representado por palavra da língua portuguesa que possui marcas de gênero, está terminado com o símbolo @ para reforçar a ideia de ausência e não haver confusão. Exemplos: EL@ (ela, ele), AMIG@ (amigo, amiga), FRI@ (frio, fria), MUIT@ (muito, muita). 4. Um SINAL que é traduzido por duas ou mais palavras em língua portuguesa, será representado pelas palavras correspondentes separadas por hífen. Exemplos: CORTAR-COM-FACA; QUERER-NÃO; GOSTAR-NÃO. 5. Um sinal composto, formado por dois ou mais sinais, que será representado por duas ou mais palavras, mas com a ideia de uma única coisa, serão separados pelo símbolo ^. 4 4 Exemplos: 6. Os traços não manuais: expressões facial e corporal, que são feitos simultaneamente com um sinal são representados por letra minúscula ao lado do respectivo sinal. Também são usadas para advérbio de modo e intensificador. Exemplos: NOME interrogativa; ADMIRAR exclamativa; ANDAR rapidamente. 7. Os verbos que possuem concordância de gênero (pessoa, coisa animal e veículo) que são representados por meio de classificadores são transcritos pelas letras CL. Exemplos: 8. Os verbos que possuem concordância número pessoal através de movimento direcionado são representados pela palavra correspondente com uma letra em subscrito que indicará as pessoas gramaticais. 5 5 Exemplos 1S, 2S, 3S = 1ª, 2ª e 3ª pessoas do singular; (1s DAR 2s) 1P, 2P, 3P = 1ª, 2ª e 3ª pessoas do plural; (1p DAR 3p) 9. As marcas de plural representadas pela repetição do sinal serão transcritas pela respectiva palavra seguida do símbolo +. Exemplos: Principais Características das Línguas de Sinais VISUALIDADE – A atenção do olhar Obviamente a atenção do olhar é imprescindível para comunicação com pessoas Surdas já que a língua de sinais é principalmente visual se você não olhar não entenderá o que estão dizendo. Então mesmo que você não saiba nada sobre a língua de sinais o olhar continua sendo o ponto principal de comunicação, poucas pessoas sabem como se comunicar com pessoas surdas, a grande maioria fala por trás ou de costas não mostrando sua expressão facial e com movimentos limitados do corpo. Assim, o primeiro passo para a comunicação com pessoas surdas é demonstrar pela expressão facial, pela fala pausada (sem exageros), pelo apontar e pela comunicação escrita o que se quer informar. É importante você saber também que nem todos os surdos fazem leitura labial assim como nem todos utilizam a língua de sinais para comunicação, cada um tem suas especificidades. Observe a figura abaixo e note ângulo do olhar quando se utiliza a Libras ou se pretende comunicar com pessoas surdas. 6 6 EXPRESSÕES FACIAIS OU NÃO-MANUAIS Observe as expressões faciais abaixo e dê significados para elas: Fonte: https://l1nq.com/DWuqK Expressões faciais são formas de comunicar algo, um sinal pode mudar completamente seu significado em função da expressão facial utilizada. Quadros e Pimenta (2006) explicam que existem dois tipos diferentes de expressões faciais: as afetivas e as gramaticais (lexicais e sentenciais). As afetivas são as expressões ligadas a sentimentos / emoções. Veja os exemplos: https://l1nq.com/DWuqK 7 7 As expressões faciais gramaticais lexicais estão ligadas ao grau dos adjetivos: Fonte: https://acesse.one/9zkZl As expressões faciais gramaticais sentenciais estão relacionadas às sentenças: https://acesse.one/9zkZl 8 8 ATIVIDADE 1: Crie 6 frases utilizando fiferentes expressões faciais e apresente em Libras. AULA 2 DATA: REVISÃO PARES MÍNIMOS NA LIBRAS As formas fonológicas das palavras são idênticas em tudo, exceto em apenas uma característica específica. Por exemplo, em português ‘BALA’ e ‘FALA’ que diferem em apenas um fonema. Os sons iniciais de cada uma dessas palavras são distintos e devido a essa única divergência o significado das palavras muda. Em Libras observamos diferença em apenas um 9 9 parâmetro (rever aula sobre Parâmetros da Libras). A seguir verificamos os sinais ‘aprender’ e ‘laranja’ que se opõem quanto ao parâmetro Ponto de Articulação e os sinais ‘família’ e ‘reunião’ que se opõem quanto à Configuração de Mão. EXEMPLOS EM LIBRAS ATIVIDADE 1: Pense em dois sinais para cada tópico abaixo. A) Que se opõem apenas quanto ao ponto de articulação. ___________________________________________________________________ B) Que se opõem apenas quanto à orientação. ___________________________________________________________________ 10 10 ATIVIDADE 2: Apresente 5 sinais com cada tipo de movimento acima. ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ATIVIDADE 3: Aponte 3 sinais para cada configurações de mão abaixo. 4) Realize a leitura dos sinais abaixo de acordo com o exemplo. EXEMPLO Sinal: IDADE 11 11 Configuração de Mão: Nº 4 (ver tabela no final da apostila) Ponto de Articulação/Locação: peito Movimento: semicircular Orientação: para o corpo Expressão facial/Corporal: neutra Sinal: Configuração de Mão: Ponto de Articulação/Locação: Movimento: Orientação: Expressão facial/Corporal: Sinal: Configuração de Mão: Ponto de Articulação/Locação: Movimento: Orientação:Expressão facial/Corporal: Sinal: Configuração de Mão: Ponto de Articulação/Locação: Movimento: Orientação: Expressão facial/Corporal: 12 12 Sinal: Configuração de Mão: Ponto de Articulação/Locação: Movimento: Orientação: Expressão facial/Corporal: Sinal: Configuração de Mão: Ponto de Articulação/Locação: Movimento: Orientação: Expressão facial/Corporal: AULA 3 DATA: REVISÃO DIFERENTES TIPOS DE SINAIS B. Quanto à composição Sinais simples Quando formado por um único sinal. 13 13 Sinais compostos Quando formado por dois ou mais sinais com sentido de um determinado referente. c. Quanto à semântica: Sinais polissêmicos Quando dois sinais têm a mesma forma, mas significados diferentes, como acontece também em português com as palavras manga (de camisa) e manga (fruta) dentre outras. Variantes lexicais Acontece algumas vezes, de dois sinais terem o mesmo significado. Esses sinais são variantes lexicais que são usados em diferentes regiões. Por exemplo, VERDE (CM em V no dorso da mão ou CM X no queixo. 14 14 ATIVIDADES 1) PESQUISE E ESCREVA NOS QUADROS ABAIXO: A) 50 sinais simples. B) 8 sinais compostos. C) 4 sinais polissêmicos. 2) ESCREVA E APRESENTE EM LIBRAS. A) Três frases usando sinais simples e compostos. B) Duas frases usando sinais polissêmicos. ANOTAÇÕES 15 15 AULA 4 DATA: REVISÃO TIPOS DE CLASSIFICADORES NAS LÍNGUAS DE SINAIS Um classificador é uma forma que existe em número restrito em uma língua e estabelece um tipo de concordância. Já sabemos que para as línguas de sinais a descrição, a reprodução da forma, o movimento e sua relação espacial, são fundamentais, pois tornam mais claros e compreensíveis os significados do que se quer enunciar, estamos nos referindo então aos classificadores em Língua Brasileira de Sinais. Na Libras, os classificadores são formas representadas por configurações de mãos que, relacionadas à coisa, pessoa e animal, funcionam como marcadores de concordância. Assim, os classificadores são formas que, substituindo o nome que as precedem, pode vir junto ao verbo para classificar o sujeito ou o objeto que está ligado à ação do verbo. Portanto os classificadores na LIBRAS são marcadores de concordância de gênero: PESSOA, ANIMAL, COISA. Os classificadores para PESSOA e ANIMAL podem ter plural, que é marcado ao se representar duas pessoas ou animais simultaneamente com as duas mãos ou fazendo um movimento repetido em relação ao número. Os classificadores para COISA representam, através da concordância, uma característica desta coisa que está sendo o objeto da ação verbal. EXEMPLOS: 1- MESA COLOCAR (copo, prato, talher...) 2- CARRO (mover um atrás do outro) 3- M-A-R-I-A A-L-E-X (passar um pelo outro) Portanto não se devem confundir os classificadores, que são algumas configurações de mãos incorporadas ao movimento de certos tipos de verbos, com os adjetivos descritivos que, nas línguas de sinais, por estas serem espaços-visuais, representam iconicamente qualidades de objetos. Por exemplo, para dizer nestas línguas que “uma pessoa está vestindo uma blusa de bolinhas, quadriculada ou listrada”, estas expressões adjetivas serão desenhadas no peito do emissor, mas esta descrição não é um 16 16 classificador, e sim um adjetivo que, embora classifique, estabelece apenas uma relação de qualidade do objeto e não relação de concordância de gênero: PESSOA, ANIMAL, COISA, que é a característica dos classificadores na LIBRAS, como também em outras línguas orais e de sinais. Muitos classificadores são icônicos em seu significado pela semelhança entre a sua forma ou tamanho do objeto a ser referido. As vezes o CL refere-se ao objeto ou seres como um todo, outras refere-se apenas a uma parte ou característica do ser. (FERREIRA BRITO, 1995). 2. Alguns Tipos de Classificadores Classificador Descritivo (CL-D): Se refere ao tamanho e forma; utiliza para descrever a aparência de um objeto, isto é, forma, o tamanho, a textura ou o desenho de um objeto. Usualmente produzido com ambas mãos, para formas simétricas ou assimétricas. Exemplos: - A forma e o desenho de um vaso. - O desenho de papel de parede. - A altura e a largura de uma caixa. Classificador que especifica (CL-ESP) o tamanho e da forma de uma parte do corpo: A função é similar ao CL-D, mas é utilizado para descrever a forma, o tamanho, e a textura de uma parte do corpo de pessoas ou animais. Exemplos: - As orelhas de um elefante. - Bicos de aves diversas. - O pelo de um gato. - O penteado de uma pessoa. Classificador Locativo (CL-L): Retrata um objeto como lugar determinado em relacionamento a outro objeto. Exemplos: - Uma prateleira onde estão copos ou livros. 17 17 - A cabeça de alguém batida por uma bola. -O alvo onde voa uma flecha. Classificador Instrumental (CL-I): Esse classificador mostra como se usa alguma coisa. Exemplos: - Carregando um balde pela alça. - Puxando uma gaveta. Classificador do Plural (CL-P): Indica o movimento ou a posição de um número de objetos, pessoas ou animais. Pode ser um número determinado ou não determinado. Exemplos: - Três pessoas andando juntas (um número determinado) - Pessoas sentadas na plateia (um número não determinado) - Uma fila comprida de pessoas avançando lentamente - Muitos carros estacionados na rua. AULA 05 DATA: ANIMAIS EM LIBRAS CACHORRO GATO 18 18 RATO LEÃO MACACO COELHO PASSARINHO COBRA 19 19 CAVALO GIRAFA JACARÉ ARANHA BORBOLETA PORCO 20 20 FORMIGA CIGARRA 1) Escreva um diálogo usando os sinais de animais e apresente em libras. 2) PROCURE OS NOMES DOS ANIMAIS E APRESENTE AS DATILOLOGIAS. ELEFANTE – PEIXE – COBRA – GATO – GALINHA – RATO – SAPO – URSO 21 21 AULAS 6 DATA: TRANSCRIÇÃO PARA LIBRAS ATIVIDADE 1. Faça a transcrição para Libras. “A FORMIGA E A CIGARRA” Era uma vez uma cigarra que passava seus dias cantando sem se preocupar com o futuro. Certo dia, ela encontrou uma formiga trabalhando e disse: - Para quê trabalhar tanto. Vamos aproveitar o verão! Venha cantar comigo! - Não posso. Tenho que guardar comida para o inverno. Disse a formiga e continuou trabalhando. Mas a cigarra passou o verão cantando. Quando chegou o inverno, a formiga estava em casa quentinha e com bastante comida armazenada. Enquanto isso, a cigarra quase moria de frio e fome. Ela então resolveu pedir ajuda à formiga que estava curtindo sua casa quando de repente ouviu alguém bater à porta: - Toc, toc. Toc, toc. Quando ela abriu era a cigarra tremendo de frio e fome. A formiga perguntou à ela: - O que é que você fez durante todo o verão? - Cantei. Disse a cigarra. - Entre . Vou lhe ajudar. - Vamos cantar e comer juntas. Moral da história: A Cigarra e a Formiga é uma lição simples e direta sobre a importância e o valor do trabalho. As personagens representam duas posturas opostas perante a vida: a dos esforçados e a dos preguiçosos. 22 22 AULAS 7 e 8 DATA: 23 23 24 24 PRATICANDO FÁBULA EM LIBRAS Fábulas são narrativas curtas, normalmente protagonizadas por animais ou objetos que assumem comportamentos e características do ser humano. O gênero é bastante popular na literatura infantil e traz algumas lições importantes para refletirmos sobre a vida. Nas aulas 7 e 8, vamos praticar a fábula “A formiga e a Cigarra” emLibras e registraremos com uma produção em vídeo. Vídeo em Libras: fábula “A cigarra e a formiga”: https://youtu.be/q9tx-7UaXB8 https://youtu.be/q9tx-7UaXB8 25 25 AULAS 9 DATA: A PRIMEIRA ESCOLA PARA SURDOS NO BRASIL O atual Instituto Nacional de Educação de Surdos foi criado em meados do século XIX por iniciativa do surdo francês Eduard Huet, tendo como primeira denominação Collégio Nacional para Surdos-Mudos. O novo estabelecimento começou a funcionar em 1º de janeiro de 1856, mesma data em que foi publicada a proposta de ensino apresentada por Huet. Essa proposta continha as disciplinas de Língua Portuguesa, Aritmética, Geografia, História do Brasil, Escrituração Mercantil, Linguagem Articulada, Doutrina Cristã e Leitura sobre os Lábios. Foi do Instituto que surgiram os primeiros líderes surdos que ao terminarem seus estudos retornaram aos seus Estados de origem e divulgaram a Língua Brasileira de Sinais, reuniram outros surdos e fundaram associações, escolas e grupos de luta pelos direitos dos surdos. Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) Fonte: https://l1nq.com/57l2A Para saber mais visite: www.ines.org.br ou www.feneis.org.br https://l1nq.com/57l2A http://www.ines.org.br/ http://www.feneis.org.br/ 26 26 ENTENDENDO A COMUNIDADE SURDA A comunidade surda é composta por pessoas que se identificam como surdas ou pessoas com deficiência auditiva, mas não para por aí! As pessoas ouvintes militantes da causa, intérpretes e tradutores de Línguas de Sinais, CODAs (sigla em inglês para filhos de pai surdo ou mãe surda), amigos e outros parentes, também estão inclusas nesse grupo. O que caracteriza uma comunidade é a união de pessoas com vínculos culturais semelhantes, com interesses e propostas convergentes. Quando falamos na comunidade surda, ela é bastante abrangente e reúne todas as pessoas que se comunicam por meio de Língua de Sinais e/ou experiências visuais, com histórias e vivências em comum, sejam elas surdas ou ouvintes. CULTURA SURDA E CULTURA OUVINTE Cultura, no geral, corresponde a um modo de vida de um povo ou grupos étnicos, que expressam de sua forma o seu pensar, sentir e agir. Um sistema de significados, costumes e histórias, que incluem valores, atitudes, objetivos, crenças e por aí vai. A cultura surda nasceu da comunidade surda, de forma natural e espontânea. São pessoas que possuem a visão como principal sentido para traduzir o mundo. Sua experiência de vida acontece através de percepções visuais, com influência das Línguas de Sinais e das vibrações sonoras, que podem ser sentidas. Você já deve ter reparado que as pessoas que se comunicam através da Libras fazem bastante expressões faciais, certo? Isso porque elas são fundamentais para auxiliar na compreensão da mensagem que está sendo transmitida. Já a cultura ouvinte, é construída e percebida a partir de vivências sonoras, bem como visuais, na maioria das vezes. Assim como qualquer cultura e língua, a cultura surda e a Libras não são universais e variam de acordo com a região e país. Isso mesmo! Existem muitas Línguas de Sinais no mundo. No Brasil, a Libras possui regionalismos, ou seja, alguns sinais variam de Norte a Sul. Além disso, ela é uma língua viva e sofre alterações com o tempo, assim como o Português. https://www.handtalk.me/br/blog/interpretes-de-libras/ https://www.handtalk.me/br/blog/coda/ https://exame.com/marketing/publicitario-brasileiro-cria-fones-para-surdos/ 27 27 AULAS 10 DATA: PRONOMES POSSESSIVOS PRONOMES INTERROGATIVOS 28 28 PRONOMES INDEFINIDOS. ALGUNS PONTOS DO DECRETO 5.626/2005 O decreto nº 5.626 de 22 de dezembro de 2005 Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Nessa aula iremos abordar os capítulos I, II e IV desse decreto. 29 29 CAPÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 1º Este Decreto regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. Art. 2º Para os fins deste Decreto considera-se pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais - Libras. Parágrafo único. Considera-se deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total, de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz. CAPÍTULO II DA INCLUSÃO DA LIBRAS COMO DISCIPLINA CURRICULAR Art. 3º A Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do sistema federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. § 1º Todos os cursos de licenciatura, nas diferentes áreas do conhecimento, o curso normal de nível médio, o curso normal superior, o curso de Pedagogia e o curso de Educação Especial são considerados cursos de formação de professores e profissionais da educação para o exercício do magistério. § 2º A Libras constituir-se-á em disciplina curricular optativa nos demais cursos de educação superior e na educação profissional, a partir de um ano da publicação deste Decreto. https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10436.htm https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L10098.htm#art18 https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L10098.htm#art18 30 30 CAPÍTULO VI DA GARANTIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO DAS PESSOAS SURDAS OU COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA Art. 22. As instituições federais de ensino responsáveis pela educação básica devem garantir a inclusão de alunos surdos ou com deficiência auditiva, por meio da organização de: I - escolas e classes de educação bilíngüe, abertas a alunos surdos e ouvintes, com professores bilíngües, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental; II - escolas bilíngües ou escolas comuns da rede regular de ensino, abertas a alunos surdos e ouvintes, para os anos finais do ensino fundamental, ensino médio ou educação profissional, com docentes das diferentes áreas do conhecimento, cientes da singularidade lingüística dos alunos surdos, bem como com a presença de tradutores e intérpretes de Libras - Língua Portuguesa. § 1º São denominadas escolas ou classes de educação bilíngüe aquelas em que a Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa sejam línguas de instrução utilizadas no desenvolvimento de todo o processo educativo. § 2º Os alunos têm o direito à escolarização em um turno diferenciado ao do atendimento educacional especializado para o desenvolvimento de complementação curricular, com utilização de equipamentos e tecnologias de informação. § 3º As mudanças decorrentes da implementação dos incisos I e II implicam a formalização, pelos pais e pelos próprios alunos, de sua opção ou preferência pela educação sem o uso de Libras. § 4º O disposto no § 2º deste artigo deve ser garantido também para os alunos não usuários da Libras. Art. 23. As instituições federais de ensino, de educação básica e superior, devem proporcionar aos alunos surdos os serviços de tradutor e intérprete de Libras - Língua 31 31 Portuguesa em sala de aula e em outros espaços educacionais, bem como equipamentos e tecnologias que viabilizem o acesso à comunicação, à informação e à educação. § 1º Deve ser proporcionado aos professores acesso à literatura e informações sobre a especificidade linguística do aluno surdo. § 2º As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal, estadual, municipal e doDistrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste artigo como meio de assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso à comunicação, à informação e à educação. Art. 24. A programação visual dos cursos de nível médio e superior, preferencialmente os de formação de professores, na modalidade de educação a distância, deve dispor de sistemas de acesso à informação como janela com tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa e subtitulação por meio do sistema de legenda oculta, de modo a reproduzir as mensagens veiculadas às pessoas surdas, conforme prevê o Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004. ANOTAÇÕES 32 32 AULAS 11 DATA: AMBIENTE DOMÉSTICO FONTE: https://acesse.one/Mdxz3 ASSISTA AO VÍDEO SOBRE OS CÔMODOS DA CASA EM LIBRAS ACESSANDO O LINK ABAIXO https://acesse.one/9jPRQ ATIVIDADE: PRODUZA UM DIÁLOGO UTILIZANDO OS SINAIS DE CÔMODOS DA CASA E APRESENTE EM LIBRAS. https://acesse.one/Mdxz3 https://acesse.one/9jPRQ 33 33 AULAS 12 DATA: LOCALIZAÇÃO FONTE: https://acesse.one/lDSuL ATIVIDADE PRÁTICA Apresente em libras as localizações solicitadas pela professora. https://acesse.one/lDSuL 34 34 Fonte: https://l1nk.dev/Ao2Hd AULAS 13 DATA: EXPRESSÕES INTERROGATIVA Fonte: Adaptada de https://l1nk.dev/iuq7y https://l1nk.dev/Ao2Hd https://l1nk.dev/iuq7y 35 35 EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS EXPRESSÃO IDIOMÁTICA A Expressão Idiomática é constituída pelo conjunto de duas ou mais palavras que se caracteriza por não ser possível identificar o seu significado mediante o sentido literal dos termos que constituem a expressão (MATTOSO CÂMARA, 2002, p. 142). EXEMPLOS: Expressão idiomática Perder o seu latim. Bancar o cristo. Ficar uma onça. Bater as botas. significado Falar em vão. Pagar por culpas alheias. Ficar irado. Morrer. ATIVIDADE: Tradução de diferentes expressões idiomáticas. INDICAÇÃO DE LEITURA: DICIONÁRIO BILÍNGUE DE EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS PARA TRADUTORES E INTÉRPRETES PORTUGUÊS – LIBRAS. ACESSO EM: https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/42540/1/2021_CarlosMagnoLeonelTerrazas.pdf REFERÊNCIAS BRASIL, Decreto 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras,e o artigo 18 da Lei nº 10.098, de 29 de dezembro de 2000. Felipe, Tanya A. MIRNA S. Libras em contexto: curso básico. Livro do estudante. 7ª edicção.MEC/SEESP, Brasília, 2007. FOGGETTI, Fernanda. Cultura e identidades surdas. https://www.handtalk.me/br/blog/cultura-surda-o-que-e-e-quem-faz-parte-dela/. Acesso em 03 de julho de 2023. TERRAZAS, Carlos Magno Leonel. Dicionário bilíngue de expressões idiomáticas para tradutores e intérpretes português – Libras. Universidade de Brasília – UnB Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução – LET Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução – POSTRAD, 2021. https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/42540/1/2021_CarlosMagnoLeonelTerrazas.pdf https://www.handtalk.me/br/blog/cultura-surda-o-que-e-e-quem-faz-parte-dela/ 36 36