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1 
 
1 
 
 
ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
PREFEITURA MUNICIPAL DE SÃO GONÇALO 
SECRETARIA MUNICIPAL DE SÃO GONÇALO 
CENTRO INTERESCOLAR ULYSSES GUIMARÃES 
 
 
 
APOSTILA DE LIBRAS: NÍVEL INTERMEDIÁRIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALUNO (A): __________________________________ 
TURMA: ____________________________________ 
 
2 
 
2 
 
 
 
AULA 1 
 
DATA: 
 
INTRODUÇÃO 
Quem são os Surdos e quem são os Ouvintes? 
Antes de continuarmos nossa caminhada para o aprendizado da Língua 
Brasileira de Sinais (Libras) é importantíssimo que compreendamos que os surdos são 
pessoas que se reconhecem pela ótica cultural e não medicalizada e que possuem uma 
organização política de vida em função de suas habilidades, neste caso a principal é a 
habilidade visual, o que gera hábitos também visuais e uma língua também visual. No 
entanto, a palavra – surdo – possui vários sentidos. O mais usado é aquele ligado à ideia 
de doença, de falta, de incapacidade, de deficiência. Nem todos os surdos se identificam 
como surdos há aqueles que ouvem pouco e/ou usam a oralidade identificando-se como 
deficientes auditivos, outros com o mesmo histórico preferem identificar-se como 
surdo, logo não se tem uma definição exata do termo. 
ANOTAÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
 
3 
 
Sistema de Transcrição para Libras 
Já sabemos que a Libras é uma língua viso-espacial, logo o melhor meio de 
reproduzi-la tem sido pelo registro de imagem (vídeo), a escrita da língua de sinais está 
ainda em fase de pesquisas e aceitação, no decorrer do curso você saberá mais sobre 
esta escrita. Sendo assim, para transcrever a libras utilizaremos um sistema de 
transcrição, que também é usado por pesquisadores, baseado numa forma de Glosa com 
palavras da língua portuguesa para representar aproximadamente enunciados da Libras. 
Aqui optamos apenas por algumas das convenções apresentadas por Felipe (2001), para 
maiores informações consulte a bibliografia: 
1) Os sinais em Libras serão representados por uma glosa (sistema de anotação) 
da Língua Portuguesa em letras maiúsculas. 
Exemplos: TRABALHAR, QUERER, CASA ETC. 
2) A datilologia (alfabeto manual) que é usada para expressar nome de pessoas, de 
localidades e outras palavras que não possuem um sinal, está representada pela palavra 
separada, letra por letra, por hífen. 
Exemplos: HOTEL I-T-A-G-U-A-Ç-U. 
3) Na Libras não possui desinências para gênero (masculino e feminino). O sinal, 
representado por palavra da língua portuguesa que possui marcas de gênero, está 
terminado com o símbolo @ para reforçar a ideia de ausência e não haver confusão. 
Exemplos: EL@ (ela, ele), AMIG@ (amigo, amiga), FRI@ (frio, fria), MUIT@ 
(muito, muita). 
4. Um SINAL que é traduzido por duas ou mais palavras em língua portuguesa, será 
representado pelas palavras correspondentes separadas por hífen. 
Exemplos: CORTAR-COM-FACA; QUERER-NÃO; GOSTAR-NÃO. 
5. Um sinal composto, formado por dois ou mais sinais, que será representado por duas 
ou mais palavras, mas com a ideia de uma única coisa, serão separados pelo símbolo ^. 
4 
 
4 
 
Exemplos: 
6. Os traços não manuais: expressões facial e corporal, que são feitos simultaneamente 
com um sinal são representados por letra minúscula ao lado do respectivo sinal. 
Também são usadas para advérbio de modo e intensificador. 
 
Exemplos: NOME interrogativa; ADMIRAR exclamativa; ANDAR rapidamente. 
 
7. Os verbos que possuem concordância de gênero (pessoa, coisa animal e veículo) que 
são representados por meio de classificadores são transcritos pelas letras CL. 
Exemplos: 
 
8. Os verbos que possuem concordância número pessoal através de movimento 
direcionado são representados pela palavra correspondente com uma letra em subscrito 
que indicará as pessoas gramaticais. 
5 
 
5 
 
Exemplos 
1S, 2S, 3S = 1ª, 2ª e 3ª pessoas do singular; (1s DAR 2s) 
1P, 2P, 3P = 1ª, 2ª e 3ª pessoas do plural; (1p DAR 3p) 
 
9. As marcas de plural representadas pela repetição do sinal serão transcritas pela 
respectiva palavra seguida do símbolo +. 
Exemplos: 
 
Principais Características das Línguas de Sinais 
VISUALIDADE – A atenção do olhar 
Obviamente a atenção do olhar é imprescindível para comunicação com pessoas 
Surdas já que a língua de sinais é principalmente visual se você não olhar não entenderá 
o que estão dizendo. Então mesmo que você não saiba nada sobre a língua de sinais o 
olhar continua sendo o ponto principal de comunicação, poucas pessoas sabem como se 
comunicar com pessoas surdas, a grande maioria fala por trás ou de costas não 
mostrando sua expressão facial e com movimentos limitados do corpo. Assim, o 
primeiro passo para a comunicação com pessoas surdas é demonstrar pela expressão 
facial, pela fala pausada (sem exageros), pelo apontar e pela comunicação escrita o que 
se quer informar. É importante você saber também que nem todos os surdos fazem 
leitura labial assim como nem todos utilizam a língua de sinais para comunicação, cada 
um tem suas especificidades. 
Observe a figura abaixo e note ângulo do olhar quando se utiliza a Libras ou se 
pretende comunicar com pessoas surdas. 
6 
 
6 
 
 
EXPRESSÕES FACIAIS OU NÃO-MANUAIS 
Observe as expressões faciais abaixo e dê significados para elas: 
 
Fonte: https://l1nq.com/DWuqK 
Expressões faciais são formas de comunicar algo, um sinal pode mudar 
completamente seu significado em função da expressão facial utilizada. Quadros e 
Pimenta (2006) explicam que existem dois tipos diferentes de expressões faciais: as 
afetivas e as gramaticais (lexicais e sentenciais). As afetivas são as expressões ligadas a 
sentimentos / emoções. Veja os exemplos: 
https://l1nq.com/DWuqK
7 
 
7 
 
 
As expressões faciais gramaticais lexicais estão ligadas ao grau dos adjetivos: 
 
Fonte: https://acesse.one/9zkZl 
As expressões faciais gramaticais sentenciais estão relacionadas às sentenças: 
 
https://acesse.one/9zkZl
8 
 
8 
 
 
ATIVIDADE 1: Crie 6 frases utilizando fiferentes expressões faciais e 
apresente em Libras. 
 
 
 
 
 
 
AULA 2 
 
DATA: 
 
REVISÃO 
 
PARES MÍNIMOS NA LIBRAS 
As formas fonológicas das palavras são idênticas em tudo, exceto em apenas uma 
característica específica. Por exemplo, em português ‘BALA’ e ‘FALA’ que diferem em apenas 
um fonema. Os sons iniciais de cada uma dessas palavras são distintos e devido a essa única 
divergência o significado das palavras muda. Em Libras observamos diferença em apenas um 
9 
 
9 
 
parâmetro (rever aula sobre Parâmetros da Libras). A seguir verificamos os sinais ‘aprender’ e 
‘laranja’ que se opõem quanto ao parâmetro Ponto de Articulação e os sinais ‘família’ e 
‘reunião’ que se opõem quanto à Configuração de Mão. 
 
EXEMPLOS EM LIBRAS 
 
 
 
ATIVIDADE 1: Pense em dois sinais para cada tópico abaixo. 
 
A) Que se opõem apenas quanto ao ponto de articulação. 
___________________________________________________________________ 
B) Que se opõem apenas quanto à orientação. 
___________________________________________________________________ 
 
10 
 
10 
 
 
 
 
ATIVIDADE 2: 
Apresente 5 sinais com cada tipo de movimento acima. 
______________________________________________________________________
______________________________________________________________________ 
 
ATIVIDADE 3: Aponte 3 sinais para cada configurações de mão abaixo. 
 
 
4) Realize a leitura dos sinais abaixo de acordo com o exemplo. 
 
EXEMPLO 
 
Sinal: IDADE 
11 
 
11 
 
Configuração de Mão: Nº 4 (ver tabela no final da apostila) 
Ponto de Articulação/Locação: peito 
Movimento: semicircular 
Orientação: para o corpo 
Expressão facial/Corporal: neutra 
 
 
 
Sinal: 
Configuração de Mão: 
Ponto de Articulação/Locação: 
Movimento: 
Orientação: 
Expressão facial/Corporal: 
 
 
Sinal: 
Configuração de Mão: 
Ponto de Articulação/Locação: 
Movimento: 
Orientação:Expressão facial/Corporal: 
 
 
 
Sinal: 
Configuração de Mão: 
Ponto de Articulação/Locação: 
Movimento: 
Orientação: 
Expressão facial/Corporal: 
 
 
12 
 
12 
 
 
Sinal: 
Configuração de Mão: 
Ponto de Articulação/Locação: 
Movimento: 
Orientação: 
Expressão facial/Corporal: 
 
 
 
Sinal: 
Configuração de Mão: 
Ponto de Articulação/Locação: 
Movimento: 
Orientação: 
Expressão facial/Corporal: 
 
 
 
 
 
AULA 3 
 
DATA: 
 
REVISÃO 
DIFERENTES TIPOS DE SINAIS 
B. Quanto à composição 
Sinais simples 
Quando formado por um único sinal. 
13 
 
13 
 
 
Sinais compostos 
 Quando formado por dois ou mais sinais com sentido de um determinado referente. 
 
 
c. Quanto à semântica: 
Sinais polissêmicos 
Quando dois sinais têm a mesma forma, mas significados diferentes, como acontece 
também em português com as palavras manga (de camisa) e manga (fruta) dentre 
outras. 
 
Variantes lexicais 
Acontece algumas vezes, de dois sinais terem o mesmo significado. Esses sinais são 
variantes lexicais que são usados em diferentes regiões. Por exemplo, VERDE (CM 
em V no dorso da mão ou CM X no queixo. 
14 
 
14 
 
 
ATIVIDADES 
1) PESQUISE E ESCREVA NOS QUADROS ABAIXO: 
A) 50 sinais simples. 
 
 
 
 
 
 
B) 8 sinais compostos. 
 
 
 
 
 
 
C) 4 sinais polissêmicos. 
 
 
 
2) ESCREVA E APRESENTE EM LIBRAS. 
A) Três frases usando sinais simples e compostos. 
 
B) Duas frases usando sinais polissêmicos. 
 
 
ANOTAÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
15 
 
15 
 
 
 
AULA 4 
 
DATA: 
 
REVISÃO 
 
TIPOS DE CLASSIFICADORES NAS LÍNGUAS DE SINAIS 
Um classificador é uma forma que existe em número restrito em uma língua e 
estabelece um tipo de concordância. Já sabemos que para as línguas de sinais a 
descrição, a reprodução da forma, o movimento e sua relação espacial, são 
fundamentais, pois tornam mais claros e compreensíveis os significados do que se quer 
enunciar, estamos nos referindo então aos classificadores em Língua Brasileira de 
Sinais. Na Libras, os classificadores são formas representadas por configurações de 
mãos que, relacionadas à coisa, pessoa e animal, funcionam como marcadores de 
concordância. Assim, os classificadores são formas que, substituindo o nome que as 
precedem, pode vir junto ao verbo para classificar o sujeito ou o objeto que está ligado à 
ação do verbo. Portanto os classificadores na LIBRAS são marcadores de concordância 
de gênero: PESSOA, ANIMAL, COISA. 
Os classificadores para PESSOA e ANIMAL podem ter plural, que é marcado 
ao se representar duas pessoas ou animais simultaneamente com as duas mãos ou 
fazendo um movimento repetido em relação ao número. Os classificadores para COISA 
representam, através da concordância, uma característica desta coisa que está sendo o 
objeto da ação verbal. 
EXEMPLOS: 1- MESA COLOCAR (copo, prato, talher...) 
2- CARRO (mover um atrás do outro) 
3- M-A-R-I-A A-L-E-X (passar um pelo outro) 
Portanto não se devem confundir os classificadores, que são algumas 
configurações de mãos incorporadas ao movimento de certos tipos de verbos, com os 
adjetivos descritivos que, nas línguas de sinais, por estas serem espaços-visuais, 
representam iconicamente qualidades de objetos. Por exemplo, para dizer nestas línguas 
que “uma pessoa está vestindo uma blusa de bolinhas, quadriculada ou listrada”, estas 
expressões adjetivas serão desenhadas no peito do emissor, mas esta descrição não é um 
16 
 
16 
 
classificador, e sim um adjetivo que, embora classifique, estabelece apenas uma relação 
de qualidade do objeto e não relação de concordância de gênero: PESSOA, ANIMAL, 
COISA, que é a característica dos classificadores na LIBRAS, como também em outras 
línguas orais e de sinais. Muitos classificadores são icônicos em seu significado pela 
semelhança entre a sua forma ou tamanho do objeto a ser referido. As vezes o CL 
refere-se ao objeto ou seres como um todo, outras refere-se apenas a uma parte ou 
característica do ser. (FERREIRA BRITO, 1995). 
2. Alguns Tipos de Classificadores 
Classificador Descritivo (CL-D): Se refere ao tamanho e forma; utiliza para descrever 
a aparência de um objeto, isto é, forma, o tamanho, a textura ou o desenho de um objeto. 
Usualmente produzido com ambas mãos, para formas simétricas ou assimétricas. 
Exemplos: 
 - A forma e o desenho de um vaso. 
 - O desenho de papel de parede. 
 - A altura e a largura de uma caixa. 
Classificador que especifica (CL-ESP) o tamanho e da forma de uma parte do 
corpo: A função é similar ao CL-D, mas é utilizado para descrever a forma, o tamanho, 
e a textura de uma parte do corpo de pessoas ou animais. 
Exemplos: 
- As orelhas de um elefante. 
- Bicos de aves diversas. 
 - O pelo de um gato. 
 - O penteado de uma pessoa. 
Classificador Locativo (CL-L): Retrata um objeto como lugar determinado em 
relacionamento a outro objeto. 
Exemplos: 
 - Uma prateleira onde estão copos ou livros. 
17 
 
17 
 
 - A cabeça de alguém batida por uma bola. 
-O alvo onde voa uma flecha. 
Classificador Instrumental (CL-I): Esse classificador mostra como se usa alguma 
coisa. Exemplos: 
 - Carregando um balde pela alça. 
- Puxando uma gaveta. 
Classificador do Plural (CL-P): Indica o movimento ou a posição de um número de 
objetos, pessoas ou animais. Pode ser um número determinado ou não determinado. 
Exemplos: 
 - Três pessoas andando juntas (um número determinado) 
- Pessoas sentadas na plateia (um número não determinado) 
 - Uma fila comprida de pessoas avançando lentamente 
- Muitos carros estacionados na rua. 
 
 
AULA 05 
 
DATA: 
 
ANIMAIS EM LIBRAS 
 
 
 
CACHORRO 
 
 
GATO 
 
18 
 
18 
 
 
RATO 
 
LEÃO 
 
 
MACACO 
 
 
 
 
 
COELHO 
 
 
PASSARINHO 
 
 
COBRA 
 
 
 
 
 
 
19 
 
19 
 
 
 
CAVALO 
 
GIRAFA 
 
 
JACARÉ 
 
 
 
ARANHA 
 
 
BORBOLETA 
 
 
PORCO 
 
 
 
 
 
 
20 
 
20 
 
 
FORMIGA 
 
CIGARRA 
 
1) Escreva um diálogo usando os sinais de animais e apresente em libras. 
 
 
 
 
 
 
 
2) PROCURE OS NOMES DOS ANIMAIS E APRESENTE AS DATILOLOGIAS.
 
 
ELEFANTE – PEIXE – COBRA – GATO – GALINHA – RATO – SAPO – URSO 
 
 
 
21 
 
21 
 
 
 
AULAS 6 
 
DATA: 
 
TRANSCRIÇÃO PARA LIBRAS 
 
ATIVIDADE 
1. Faça a transcrição para Libras. 
“A FORMIGA E A CIGARRA” 
Era uma vez uma cigarra que passava seus dias cantando sem se preocupar com 
o futuro. Certo dia, ela encontrou uma formiga trabalhando e disse: 
- Para quê trabalhar tanto. Vamos aproveitar o verão! Venha cantar comigo! 
- Não posso. Tenho que guardar comida para o inverno. Disse a formiga e continuou 
trabalhando. 
Mas a cigarra passou o verão cantando. Quando chegou o inverno, a formiga estava em 
casa quentinha e com bastante comida armazenada. 
Enquanto isso, a cigarra quase moria de frio e fome. Ela então resolveu pedir 
ajuda à formiga que estava curtindo sua casa quando de repente ouviu alguém bater à 
porta: - Toc, toc. Toc, toc. 
Quando ela abriu era a cigarra tremendo de frio e fome. A formiga perguntou à 
ela: - O que é que você fez durante todo o verão? 
- Cantei. Disse a cigarra. 
- Entre . Vou lhe ajudar. 
- Vamos cantar e comer juntas. 
Moral da história: A Cigarra e a Formiga é uma lição simples e direta sobre a importância e o valor do 
trabalho. As personagens representam duas posturas opostas perante a vida: a dos esforçados e a dos 
preguiçosos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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AULAS 7 e 8 
 
DATA: 
 
 
23 
 
23 
 
 
 
24 
 
24 
 
 
 
PRATICANDO FÁBULA EM LIBRAS 
 
Fábulas são narrativas curtas, normalmente protagonizadas por animais ou 
objetos que assumem comportamentos e características do ser humano. O gênero é 
bastante popular na literatura infantil e traz algumas lições importantes para refletirmos 
sobre a vida. Nas aulas 7 e 8, vamos praticar a fábula “A formiga e a Cigarra” emLibras 
e registraremos com uma produção em vídeo. 
 
 
Vídeo em Libras: fábula “A cigarra e a formiga”: 
https://youtu.be/q9tx-7UaXB8 
 
https://youtu.be/q9tx-7UaXB8
25 
 
25 
 
 
 
AULAS 9 
 
DATA: 
 
A PRIMEIRA ESCOLA PARA SURDOS NO BRASIL 
 
O atual Instituto Nacional de Educação de Surdos foi criado em meados do 
século XIX por iniciativa do surdo francês Eduard Huet, tendo como primeira 
denominação Collégio Nacional para Surdos-Mudos. O novo estabelecimento começou 
a funcionar em 1º de janeiro de 1856, mesma data em que foi publicada a proposta de 
ensino apresentada por Huet. Essa proposta continha as disciplinas de Língua 
Portuguesa, Aritmética, Geografia, História do Brasil, Escrituração Mercantil, 
Linguagem Articulada, Doutrina Cristã e Leitura sobre os Lábios. 
 Foi do Instituto que surgiram os primeiros líderes surdos que ao terminarem 
seus estudos retornaram aos seus Estados de origem e divulgaram a Língua Brasileira de 
Sinais, reuniram outros surdos e fundaram associações, escolas e grupos de luta pelos 
direitos dos surdos. 
Instituto Nacional de Educação de Surdos (INES) 
 
Fonte: https://l1nq.com/57l2A 
Para saber mais visite: www.ines.org.br ou www.feneis.org.br 
 
 
 
 
https://l1nq.com/57l2A
http://www.ines.org.br/
http://www.feneis.org.br/
26 
 
26 
 
ENTENDENDO A COMUNIDADE SURDA 
A comunidade surda é composta por pessoas que se identificam como surdas ou 
pessoas com deficiência auditiva, mas não para por aí! As pessoas ouvintes militantes 
da causa, intérpretes e tradutores de Línguas de Sinais, CODAs (sigla em inglês para 
filhos de pai surdo ou mãe surda), amigos e outros parentes, também estão inclusas 
nesse grupo. O que caracteriza uma comunidade é a união de pessoas com vínculos 
culturais semelhantes, com interesses e propostas convergentes. Quando falamos na 
comunidade surda, ela é bastante abrangente e reúne todas as pessoas que se comunicam 
por meio de Língua de Sinais e/ou experiências visuais, com histórias e vivências em 
comum, sejam elas surdas ou ouvintes. 
CULTURA SURDA E CULTURA OUVINTE 
Cultura, no geral, corresponde a um modo de vida de um povo ou grupos 
étnicos, que expressam de sua forma o seu pensar, sentir e agir. Um sistema de 
significados, costumes e histórias, que incluem valores, atitudes, objetivos, crenças e 
por aí vai. 
A cultura surda nasceu da comunidade surda, de forma natural e 
espontânea. São pessoas que possuem a visão como principal sentido para traduzir o 
mundo. Sua experiência de vida acontece através de percepções visuais, com influência 
das Línguas de Sinais e das vibrações sonoras, que podem ser sentidas. Você já deve ter 
reparado que as pessoas que se comunicam através da Libras fazem bastante expressões 
faciais, certo? Isso porque elas são fundamentais para auxiliar na compreensão da 
mensagem que está sendo transmitida. Já a cultura ouvinte, é construída e percebida a 
partir de vivências sonoras, bem como visuais, na maioria das vezes. 
Assim como qualquer cultura e língua, a cultura surda e a Libras não são 
universais e variam de acordo com a região e país. Isso mesmo! Existem muitas Línguas 
de Sinais no mundo. No Brasil, a Libras possui regionalismos, ou seja, alguns sinais 
variam de Norte a Sul. Além disso, ela é uma língua viva e sofre alterações com o 
tempo, assim como o Português. 
 
https://www.handtalk.me/br/blog/interpretes-de-libras/
https://www.handtalk.me/br/blog/coda/
https://exame.com/marketing/publicitario-brasileiro-cria-fones-para-surdos/
27 
 
27 
 
 
 
AULAS 10 
 
DATA: 
 
PRONOMES POSSESSIVOS 
 
PRONOMES INTERROGATIVOS 
 
 
 
 
 
28 
 
28 
 
PRONOMES INDEFINIDOS. 
 
 
 
ALGUNS PONTOS DO DECRETO 5.626/2005 
O decreto nº 5.626 de 22 de dezembro de 2005 Regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 
de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais - Libras, e o art. 18 da 
Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. 
 
Nessa aula iremos abordar os capítulos I, II e IV desse decreto. 
29 
 
29 
 
CAPÍTULO I 
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
Art. 1º Este Decreto regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, e o art. 18 
da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000. 
Art. 2º Para os fins deste Decreto considera-se pessoa surda aquela que, por ter 
perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, 
manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Língua Brasileira de Sinais - 
Libras. 
Parágrafo único. Considera-se deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total, 
de quarenta e um decibéis (dB) ou mais, aferida por audiograma nas frequências de 
500Hz, 1.000Hz, 2.000Hz e 3.000Hz. 
 
CAPÍTULO II 
DA INCLUSÃO DA LIBRAS COMO DISCIPLINA CURRICULAR 
Art. 3º A Libras deve ser inserida como disciplina curricular obrigatória nos cursos de 
formação de professores para o exercício do magistério, em nível médio e superior, e 
nos cursos de Fonoaudiologia, de instituições de ensino, públicas e privadas, do sistema 
federal de ensino e dos sistemas de ensino dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios. 
§ 1º Todos os cursos de licenciatura, nas diferentes áreas do conhecimento, o curso 
normal de nível médio, o curso normal superior, o curso de Pedagogia e o curso de 
Educação Especial são considerados cursos de formação de professores e profissionais 
da educação para o exercício do magistério. 
§ 2º A Libras constituir-se-á em disciplina curricular optativa nos demais cursos de 
educação superior e na educação profissional, a partir de um ano da publicação deste 
Decreto. 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2002/L10436.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L10098.htm#art18
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L10098.htm#art18
30 
 
30 
 
CAPÍTULO VI 
DA GARANTIA DO DIREITO À EDUCAÇÃO DAS PESSOAS SURDAS OU 
COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA 
Art. 22. As instituições federais de ensino responsáveis pela educação básica devem 
garantir a inclusão de alunos surdos ou com deficiência auditiva, por meio da 
organização de: 
I - escolas e classes de educação bilíngüe, abertas a alunos surdos e ouvintes, com 
professores bilíngües, na educação infantil e nos anos iniciais do ensino fundamental; 
II - escolas bilíngües ou escolas comuns da rede regular de ensino, abertas a alunos 
surdos e ouvintes, para os anos finais do ensino fundamental, ensino médio ou educação 
profissional, com docentes das diferentes áreas do conhecimento, cientes da 
singularidade lingüística dos alunos surdos, bem como com a presença de tradutores e 
intérpretes de Libras - Língua Portuguesa. 
§ 1º São denominadas escolas ou classes de educação bilíngüe aquelas em que a 
Libras e a modalidade escrita da Língua Portuguesa sejam línguas de instrução 
utilizadas no desenvolvimento de todo o processo educativo. 
§ 2º Os alunos têm o direito à escolarização em um turno diferenciado ao do 
atendimento educacional especializado para o desenvolvimento de complementação 
curricular, com utilização de equipamentos e tecnologias de informação. 
§ 3º As mudanças decorrentes da implementação dos incisos I e II implicam a 
formalização, pelos pais e pelos próprios alunos, de sua opção ou preferência pela 
educação sem o uso de Libras. 
§ 4º O disposto no § 2º deste artigo deve ser garantido também para os alunos não 
usuários da Libras. 
Art. 23. As instituições federais de ensino, de educação básica e superior, devem 
proporcionar aos alunos surdos os serviços de tradutor e intérprete de Libras - Língua 
31 
 
31 
 
Portuguesa em sala de aula e em outros espaços educacionais, bem como equipamentos 
e tecnologias que viabilizem o acesso à comunicação, à informação e à educação. 
§ 1º Deve ser proporcionado aos professores acesso à literatura e informações sobre 
a especificidade linguística do aluno surdo. 
§ 2º As instituições privadas e as públicas dos sistemas de ensino federal, estadual, 
municipal e doDistrito Federal buscarão implementar as medidas referidas neste artigo 
como meio de assegurar aos alunos surdos ou com deficiência auditiva o acesso à 
comunicação, à informação e à educação. 
Art. 24. A programação visual dos cursos de nível médio e superior, 
preferencialmente os de formação de professores, na modalidade de educação a 
distância, deve dispor de sistemas de acesso à informação como janela com tradutor e 
intérprete de Libras - Língua Portuguesa e subtitulação por meio do sistema de legenda 
oculta, de modo a reproduzir as mensagens veiculadas às pessoas surdas, conforme 
prevê o Decreto nº 5.296, de 2 de dezembro de 2004. 
 
ANOTAÇÕES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
32 
 
32 
 
 
AULAS 11 
 
DATA: 
 
AMBIENTE DOMÉSTICO 
 
 
FONTE: https://acesse.one/Mdxz3 
ASSISTA AO VÍDEO SOBRE OS CÔMODOS DA CASA EM LIBRAS ACESSANDO O 
LINK ABAIXO 
 https://acesse.one/9jPRQ 
ATIVIDADE: 
PRODUZA UM DIÁLOGO UTILIZANDO OS SINAIS DE CÔMODOS DA 
CASA E APRESENTE EM LIBRAS. 
 
 
 
 
 
 
https://acesse.one/Mdxz3
https://acesse.one/9jPRQ
33 
 
33 
 
AULAS 12 DATA: 
 
LOCALIZAÇÃO 
 
FONTE: https://acesse.one/lDSuL 
ATIVIDADE PRÁTICA 
Apresente em libras as localizações solicitadas pela professora. 
 
 
https://acesse.one/lDSuL
34 
 
34 
 
 
Fonte: https://l1nk.dev/Ao2Hd 
 
 
AULAS 13 
 
DATA: 
 
EXPRESSÕES INTERROGATIVA 
 
 
Fonte: Adaptada de https://l1nk.dev/iuq7y 
https://l1nk.dev/Ao2Hd
https://l1nk.dev/iuq7y
35 
 
35 
 
 EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS 
 
 EXPRESSÃO IDIOMÁTICA 
 A Expressão Idiomática é constituída pelo conjunto de duas ou mais palavras 
que se caracteriza por não ser possível identificar o seu significado mediante o sentido 
literal dos termos que constituem a expressão (MATTOSO CÂMARA, 2002, p. 142). 
EXEMPLOS: 
Expressão 
idiomática 
Perder o seu latim. Bancar o cristo. Ficar uma onça. Bater as botas. 
significado Falar em vão. Pagar por culpas 
alheias. 
Ficar irado. Morrer. 
 
ATIVIDADE: Tradução de diferentes expressões idiomáticas. 
INDICAÇÃO DE LEITURA: DICIONÁRIO BILÍNGUE DE EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS PARA 
TRADUTORES E INTÉRPRETES PORTUGUÊS – LIBRAS. 
ACESSO EM: https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/42540/1/2021_CarlosMagnoLeonelTerrazas.pdf 
 
REFERÊNCIAS 
BRASIL, Decreto 5.626, de 22 de dezembro de 2005. Regulamenta a Lei 10.436, de 24 
de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais – Libras,e o artigo 18 
da Lei nº 10.098, de 29 de dezembro de 2000. 
Felipe, Tanya A. MIRNA S. Libras em contexto: curso básico. Livro do estudante. 7ª 
edicção.MEC/SEESP, Brasília, 2007. 
FOGGETTI, Fernanda. Cultura e identidades surdas. 
https://www.handtalk.me/br/blog/cultura-surda-o-que-e-e-quem-faz-parte-dela/. Acesso 
em 03 de julho de 2023. 
TERRAZAS, Carlos Magno Leonel. Dicionário bilíngue de expressões idiomáticas 
para tradutores e intérpretes português – Libras. Universidade de Brasília – UnB 
Departamento de Línguas Estrangeiras e Tradução – LET Programa de Pós-Graduação 
em Estudos da Tradução – POSTRAD, 2021. 
 
https://repositorio.unb.br/bitstream/10482/42540/1/2021_CarlosMagnoLeonelTerrazas.pdf
https://www.handtalk.me/br/blog/cultura-surda-o-que-e-e-quem-faz-parte-dela/
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