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Ye llo w B el t A PO ST IL A Quem somos? Empresa de Educação e Consultoria criada por líderes determinados a compartilhar conhecimento de excelência na prática. Mais de 500 mil pro- fissionais já aceleraram suas carreiras conosco. Somos um dos maiores centros de aperfeiçoamento do Brasil que conta com cursos nas áreas de: Lean; Lean Seis Sigma; ISO; Gestão de Projetos; Gestão da Qualidade; Ferramentas de Análise de Dados; Gestão Empresa- rial; Gestão Industrial; Excelência Operacional; Gestão de Pessoas e Lide- rança; Soft Skills; Logística e Saúde. Temos mais de 100 certificações com o objetivo de garantir uma formação continuada de qualidade. Em um modelo de assinatura anual, o aluno terá acesso a todos os cursos disponíveis da nossa plataforma EaD, além de lançamentos de conteúdos mensais e grupos de networking exclusivos. Nossos instrutores são formados nas melhores universidades do país e já atuaram em cargos de liderança e de consultoria em grandes projetos, como Petrobras, RV Ímola, CTC, Tetra Pak, JSL, Login e Somos Educação. Capítulo 1 - Introdução ao Seis Sigma Capítulo 2 - Define Capítulo 3 - Measure Capítulo 4 - Analyse Capítulo 5 - Improve e Control MENU INTERATIVO Ca pí tu lo 1 In tr od uç ão a o Se is S ig m a Clique para voltar ao Índice 1. Introdução Bem vindos ao curso de Yellow Belt da FM2S. O Yellow Belt é uma certificação intermediária do Six Sigma, acima do White Belt e logo antes do Green Belt. Aqui, será abordado alguns tópicos importantes para quem já conhece o Six Sigma e pretende evoluir seus conhecimentos. Como: ● O que é o Lean Six Sigma, os seus belts, e qual é o papel do Yellow Belt nas empresas; ● Os Fundamentos da melhoria de processos; ● O Roteiro DMAIC e suas ferramentas para melhoria de pro- cessos; ● Cases reais de implementação deste roteiro na sua área; ● Ferramentas detalhadas e ensinadas no Excel e com cases ilustrativos. Ao final do curso, você terá: ● A certificação Yellow Belt, diferencial no mercado; ● Conhecimento sobre toda a implementação de projetos de melhoria, terá o framework de melhoria bem claro na sua ca- beça; ● Capacidade de usar as ferramentas de melhoria na sua área; ● Ideias detalhadas da sua área para inspirar-se e fazer a dife- rença no seu trabalho. 2. O que é o Lean Six Sigma O Lean Seis Sigma é uma me- todologia para alcançar a excelência operacional em uma empresa, ou seja, melhoria de processos. Ela busca essa excelência por meio de ferramentas de análises de dados e processos que são implementadas visando redução de custos ou melhoria da qualidade de produtos e processos. A aplicação dessas ferramentas é feita por meio de um roteiro estruturado, sendo inseridas por especialistas (os “belts”). Foi originalmente desenvolvida na Motorola (quando era chamada apenas de Seis Sigma) para a redução de variação nos resultados de processos produti- vos, incorporando depois conceitos das técnicas japonesas de manufatura enxuta. Atualmente,o Lean Seis Sigma moder- no abrange aspectos do Lean (das empresas japonesas) e do Seis Sigma Clássico (focado em dados). Em linhas gerais, o que a metodologia ajuda a fazer é traduzir uma atividade rotineira da empresa em um processo cuja qualidade é medida por um indicador. Por exemplo, uma equipe de um restaurante busca satisfazer a necessidade de comida de seus clientes. Isso é um processo, o processo de fazer comida. Esse processo pode ser representado por um ou mais indicadores, como o seu custo, ou o tempo de espera do cliente, ou a nota de satisfação do cliente. O que o Seis Sigma faz é entender, por determinadas análises das atividades e do próprio desempenho, como podem ser geradas mudanças na forma de trabalhar da equipe para ter um impacto positivo nos indicadores. Essas mudanças podem ser: diminuição do tempo de espera do cliente e o custo do restaurante, aumen- tando a satisfação dos clientes. Dessa forma, espera-se que ocorra o que é chamado de “melhoria de um processo”. A metodologia é gerada para resolver processos diários, não é um “apagador de incêncio”. Ela costuma buscar a ori- gem dos problemas. Ou seja, o Lean Six Sigma é uma abor- dagem baseada em dados para reduzir variação e melhorar processos. A junção da metodologia Lean incorporada à Six Sigma, é o que gera a ferramenta que abordamos neste curso. Ela tem esses dois grandes pilares: É focada na melhoria definitiva de problemas e é baseada em dados. Assim como mostra a ima- gem abaixo: A junção da metodologia Lean incorporada à Six Sigma, é o que gera a ferramenta que abordamos neste curso. Ela tem esses dois grandes pilares: É focada na melhoria definiti- va de problemas e é baseada em dados. Assim como mostra a imagem acima. 2.1 O que se tornou o Lean Seis Sigma Hoje em dia, para cumprir esse objetivo, o Seis Sigma traz várias ferramentas para melhorar a análise dos dados (indicadores) e processos (atividades). Para lidar com dados, alguns exemplos de ferramentas são: ● Análises estatísticas (modelos probabilísticos, ANOVA, re- gressão etc.); ● Planejamento de experimentos; ● Análise do Sistema de Mediação. Para lidar com processos, alguns exemplos de ferramentas são: ● Linkage of Process (LOP); ● Supplier, Input, Process, Output, Customer (SIPOC); ● Mapeamento de processos e análise de desconexões. Além disso, existe uma série de roteiros para serem colo- cados em prática, integrando essas ferramentas de maneira lógica e estruturada visando à melhoria. A maioria das inicia- tivas de melhoria usando Lean Seis Sigma é estruturada em projetos de melhoria que seguem esses roteiros. Esse tema será abordado mais à frente. Por enquanto, no próximo tópico será apresentada a origem do Seis Sigma para compreender por que a metodologia é tão importante nos dias atuais. 2.2 De onde surgiu a metodologia Seis Sigma? Para realmente entender o Seis Sigma é importante compre- ender a sua origem. A metodologia se originou como uma adaptação dos ensinamentos dos famosos Gurus da Qua- lidade, como Josep Juran, W. Edwards Deming e Walter Shewhart, conhecidos por desenvolver os fundamentos e teorias de técnicas de melhoria de processos. Deming ficou conhecido como um dos mais importantes gurus da qualidade, sendo responsável pela transformação do Japão no pós Segunda Guerra Mun- dial. O país precisava se reconstruir após a destruição causada pela guerra e es- tava determinado a fazer isso da melhor maneira possível. Nesse contexto, criou- -se a JUSE (Japanese Union of Scientists and Engineers, ou União Japonesa de Cientistas e Engenheiros) em 1946. Nessa época, além de Deming, outros pesquisadores se envolveram na iniciativa japonesa. Dentre os mais famosos pode-se citar Joseph Juran, conhecido hoje como o pai da qualidade, que introduziu o conceito de que a qualidade não devia ser controlada por inspeção e sim disseminada entre todos os processos da empresa. Ele também foi responsável por hoje a qualidade ser vista como vantagem estratégica. Walter Shewhart trabalhava com a análise de processos no Bell Labs. Dentre suas inovações mais importantes, pode- -se citar o Controle Estatístico de Processo (CEP), que cul- mina com os Gráficos de Controle. O objetivo de Shewhart ao desenvolver tais ferramentas era identificar quando um sistema estava em estabilidade e quando se tornava instável. Com isso, desenvolveu-se um dos pilares da melhoria de pro- cessos como é conhecido hoje: oentendimento da variação. Saber se um processo está estável ou instável é condição fundamental para escolher quais medidas tomar, frente a um problema. A partir da influência dessas figu- ras para a qualidade, houve na Mo- torola a iniciativa de compilar essas teorias e inovações estruturando- -as em um roteiro com as seguintes etapas: Medir, Analisar, Melhorar e Controlar, o que é muito parecido com o roteiro DMAIC. Em 1986, Bill Smith e outros engenheiros criaram o termo Six Sigma para o processode gerenciamento de qualidade na Motorola. O Comitê de Política Corporativa da Motorola começou então a envolver- -se na fixação de metas e o Six Sigma permitiu à Motorola melhorar em 10 vezes a qualidade dos seus processos. Ao longo do tempo, com as implementações realizadas e os benefícios resultantes, difundiu-se a metodologia do Seis Sigma para diversas áreas como serviços, hospitais e indús- trias no geral. 2.3 O Lean Seis Sigma nos dias atuais Antes de abordar os processos de melhoria, temos de saber diferenciar: Processos, processos de melhoria e pro- gramas de melhoria. Processos: São as atividades rotineiras que visam transfor- mar entradas de fornecedores em saídas para atender às ne- cessidades dos clientes. Uma empresa é composta por vários processos e esses são conduzidos por pessoas, trabalhando em equipes. Todos os dias, saídas são produzidas em um pro- cesso. Exemplo: Entradas Saídas Projetos de melhoria: São iniciativas únicas que visam en- tender, analisar e melhorar um processo de rotina. Essa me- lhoria é geralmente o impacto em um indicador de interesse da organização. A equipe do projeto não necessariamente é a equipe do processo. É preciso que a organização dê tempo para que as pessoas possam trabalhar nessas iniciativas. É justamente nesses projetos que atuam os “Belts”. Exemplo: Entradas Entender, analisar, melhorar! Realizar mudanças que vão gerar melhorias nos processos Saídas Indicador de desempenho Programas de melhoria: São uma série de projetos de me- lhoria conduzidos em conjunto, de maneira a impactar simul- taneamente vários indicadores da organização. A equipe ou área de melhoria geralmente faz a gestão dessa série de pro- jetos. Costumam ter um impacto significativo no desempe- nho da organização. Exemplo: Entradas Saídas Entradas Saídas Entradas Saídas Entradas Saídas Entradas Saídas Gestão das Iniciativas 3. Como realizar um projeto de melhoria Agora será explorado o assunto dos projetos de melhoria. Um projeto de melhoria é uma sequência de atividades reali- zadas de maneira a entregar uma melhoria em um processo. As soluções para gerar essas melhorias são desconhecidas e descobri-las faz parte do escopo do projeto. Ele normalmente é organizado a partir de um roteiro (como o roteiro DMAIC), no qual o projeto pode ser simples ou complexo, dependendo do número de pessoas envolvidas e com o roteiro podendo ser utilizado em várias organizações. Um bom projeto: Começa com um problema ou oportunidade; É percebido por muitos, inclusive pela direção; É recorrente. Esse é o projeto certo? Com as pessoas certas (na equipe e no suporte)? Roteiro - Como estruturar: Pode ser cumprido dentro do tempo? (até 9 meses). Como disposto acima, os projetos de melhoria são ge- ralmente organizados em cima de um roteiro, ou seja, uma sequência lógica de atividades. Vários roteiros existem, como o DMAIC (desenvolvido na Motorola e um dos mais usados até hoje), a Folha A3, e muitos outros. A sugestão abordada nos cursos de Lean Seis Sigma da FM2S é usar o roteiro DMAIC (Definir, Medir, Ana- lisar, Melhorar e Controlar), vide imagem à seguir. Entretanto, qualquer roteiro que leve a uma melhoria é igualmente válido. 1 2 3 4 5 1. Define: Você definiu bem o problema a ser abordado; 2. Measure: Você entendeu bem o que estava acontecendo, através da análise dos dados e dos processos; 3. Analyze: Você desenvolveu mudanças com base nas análi- ses causais dos dados coletados; 4. Improve: Você testou essas mudanças de maneira estru- turada; 5. Control: Você implementou e estabilizou o seu processo. 3.1 Aprofundando no roteiro Na fase do Define nós definimos qual é o problema ou oportunidade nós queremos trabalhar. Nela, respondemos às 2 primeiras perguntas fundamentais, entendendo a real ne- cessidade da organização. O maior desafio aqui é cristalizar as impressões particulares de cada envolvido no projeto para chegar a um objetivo mais palpável. A saída fundamental da fase Define é a formulação do contrato de melhoria, que irá pautar todos os esforços futuros. Algumas ferramentas usadas nesta fase são: ● Técnicas do VOC (Voice of Customer), que nos ajuda a co- letar informações do cliente; ● O SIPOC, que nos ajuda a enxergar o processo de outra maneira; ● A árvore CTC (critical do customer) ou CTQ (critical to qua- lity), que nos ajuda a transformar ideias abstratas em indica- dores concisos. ● O contrato de melhoria, que compila e formaliza todo o discutido; ● A matriz de análise de stakeholders, que nos ajuda a iden- tificar todos os envolvidos e programar nossas ações de con- vencimento; ● A matriz de comunicação, que nos ajuda a evitar problemas do tipo “rádio-peão”; ● O diagrama de afinidades, que nos ajuda a organizar as nossas ideias. A fase seguinte é a fase do Measure, onde vamos co- meçar a entender as coisas como elas são. Essa fase tem duas frentes de trabalho distintas, ou duas “portas” por onde co- meçamos nossas medições: a porta de processos e a porta de dados. Na porta de processos, nós mapeamos o processo atual e entendemos como ele funciona. Identificamos quais são suas atividades e como elas se conectam. A grande saída dessa porta é um fluxograma que explica exatamente como nosso processo transforma suas entradas (matérias-primas) em saídas (produtos ou serviços). Na porta de dados, nós medimos o desempenho do processo com números. Para isso, temos que coletar dados (indicado- res) sobre o que está acontecendo e analisá-los. Boa parte das ferramentas que iremos ensinar no curso de Green Belt tem o objetivo único de analisar os dados que coletamos. Al- gumas ferramentas desta fase são: Para processos: ● A ferramenta do SIPOC, com ênfase no mapeamento de processos; ● A criação de fluxogramas; ● A elaboração de um VSM (value stream mapping, ou mapeamento do fluxo de valor); ● A criação de diagramas de espaguete, ou diagramas de layout; ● A análise e criação de instruções de trabalho e definições operacionais. Para dados: ● Coletas de dados e folhas de verificação; ● Gráficos de tendência; ● Gráficos de controle; ● Gráficos de frequência (histogramas, Box-Plots, gráficos de barras, de setores, de Pareto, etc.); ● Análises de capabilidade; ● Análises MSA (measure system analysis); ● Ferramentas para a transformação de variáveis. A terceira fase é a do Analyze. Nela fazemos duas coi- sas: analisamos criticamente nossos dados e procuramos de- senvolver mudanças que vão gerar melhorias. Na prática, fazemos as duas coisas juntas. Ao final dessa fase, já teremos formatado as nossas primeiras mudanças a serem testadas. Algumas ferramentas: Para dados: ● Estudo de correlação, como gráficos de dispersão e plani- lhas de contingência; ● Análise de Regressão Linear; Para processos: ● Os 5 por quês; ● O diagrama de Ishikawa, ou diagrama de causa e efeito; ● Diagramas de árvore; ● Análise de Valor; ● Criação de Poka-Yokes; ● Análise de desconexões; ● As técnicas de criatividade; ● Os conceitos de mudança; A penúltima fase é a fase do Improve, onde vamos melhorar as nossas mudanças e começar a melhorar o nosso processo. Nesta fase nós iniciamos nossos experimentos. As ferramentas mais importantes a serem tra- balhadas são o ciclo PDSA e o planejamento de experimentos, usando experimentos fato- riais. Ao sairmos do improve, já vamos saber exatamente quais ferramentas devemos im- plementar. A última fase é a fase do Control. Nela de fato imple- mentamos as mudanças vencedoras. Para que essa imple- mentação seja bem feita, iremos trabalhar algumas ferra- mentas de psicologia, como o diagrama de campos de força e aprender a fazer bons padrões e bons treinamentos. 4. A divisão dos Belts Os “belts” são os diferentes níveis de conhecimento na metodologia. A ideia foi emprestada das artes marciais (como o judô ou o karatê), em que cada faixa refere-se ao conheci- mento sobre a arte marcial em questão. NoLean Seis Sigma, tradicionalmente tem-se cinco faixas. A Tabela abaixo apresenta os níveis de conhecimento de cada Belt. Como o nível de conhecimento e experiência aumenta de acordo com o Belt, as ferramentas mais comple- xas são utilizadas pelos profissionais Green Belt, Black Belt e Master Black Belt. WWhhiittee BBeelltt YYeellllooww BBeelltt GGrreeeenn BBeelltt BBllaacckk BBeelltt MMaasstteerr BBllaacckk BBeelltt Entende o que é a metodologia Entende o que é um projeto Sabe acompanhar equipes de projeto Conhece apenas os fundamentos Entende o que é a metodologia Sabe aplicar passos de um roteiro de melhoria Sabe liderar um projeto de baixa complexidade Conhece ferramentas para análise de processos Entende o que é a metodologia Sabe aplicar os passos de um roteiro de melhoria Lidera projetos de média complexidade Conhece ferramentas para análise de dados e processos Domina a metodologia Lidera projetos de alta complexidade Domina todas as ferramentas estatísticas e de processos Domina profundamente os fundamentos Orienta Green Belts e Yellow Belts Domina profundamente a metodologia Lidera a área de melhoria, orientando todo tipo de projeto Domina profundamente todas as ferramentas Promove a cultura de melhoria na organização 4.1 As ferramentas de cada Belt Cada nível de conhecimento domina uma gama de fer- ramentas que está apresentada por Belts na Tabela abaixo, onde em amarelo são ferramentas vistas no Yellow Belt, em verde as demais ferramentas aprendidas no Green Belt e por último as ferramentas em cinza que são dominadas pelo Bla- ck Belt. FFaassee ddoo DDeeffiinnee FFaassee ddoo MMeeaassuurree FFaassee ddoo AAnnaallyyzzee FFaassee ddoo IImmpprroovvee FFaassee ddoo CCoonnttrrooll SIPOC Mapeamento de Processos Diagrama de Ishikawa Realização de Testes As fases da implementação VOC (Voice of Custumer) Fluxogramas Análise de Desconexões O ciclo PDSA Gestão da Mudança Árvore CTC VSM Análise de Desperdícios Testes em paralelo Gestão de Implementação Diagrama de Afinidades Formulário de Coleta de Dados 5 porquês Tipos de comparação Andragogia Contrato de Melhoria (Project Charter) Folha de Verificação Poka-Yoke Estudo estatístico de populações Condução de Programas de melhoria Hoshin Kanri Gráfico de Tendência Uso da Tecnologia Inferência estatística Gestão de Equipes Gestão Estratégica de Melhoria Histograma Gráfico de Dispersão Experimentação avançada Padronização Gráfico de Pareto Análise de Correlação Matriz de Priorização Gestão e Mudança Cultural Análise de Variação Gráfico de Dispersão 5W2H Gráfico de Controle Correlação Avançada Acompanhamento e OCAP Plano de Comunicação Técnicas de Criatividade Matriz de Impacto Esforço Análise de Capabilidade Anova Controle Estatístico de Processos Modelos estatísticos paramétricos Regressão Linear Fundamentos do trabalho em equipe Modelos estatísticos não- paramétricos Regressão Logística Exp. Fatoriais Completos Exp. Fatoriais Fracionados Testes de hipóteses 5. Os fundamentos do Lean Seis Sigma Além do conhecimento sobre a origem da metodologia, também é necessáriocompreender a filosofia por trás do Seis Sigma de forma sólida e isso será abordado neste módulo. Co- nhecendo as bases históricas e filosóficas que geraram essa metodologia, a implementação da melhoria torna-se mais efi- caz. 5.1 História de melhoria de processos Anteriormente à Revolução In- dustrial, os produtos eram realizados pelas mãos dos artesãos e, além dis- so, todo o processo de contato com o cliente, tanto para a realização do pedido como a entrega do produto, era realizado também pelo artesão. Isso gerava uma capacidade de visão sistêmica e consequentemen- te maior domínio da qualidade do produto, pois todo o processo era conhecido pelo artesão, diminuindo os erros cometidos em cada etapa dependente uma da outra. Após a Revolução Industrial, aparece uma entidade to- talmente nova na história humana: a fábrica. Na fábrica, um grande número de trabalhadores é empregado em serviços altamente especializados. Não há mais oficio, existem apenas atividades. A atividade de se ajustar uma máquina, a atividade de se apertar um parafuso, a atividade de se carregar carvão dentro de um vagão de trem etc. Justamente por esse novo modelo surge a figura de gerentes e coordenadores, os responsáveis por ter uma visão sistêmica e por isso desempenham o papel de padronizar o processo e de instruir o trabalhador em como deve realizar o processo ou seu trabalho. Tudo isso culmina com uma proposta de um engenheiro chamado Frederick Taylor, cujo objetivo ao implementar me- lhorias era produzir mais e não produzir melhor. Com o passar do tempo, trabalhando na Ford Motor Company, Taylor tem uma brilhante carreira. Ele e seu empregador desenvolvem o que hoje é conhecido como linha de montagem, logo adotada por muitas empresas. Além disso, essa linha de montagem busca não modificar apenas a maneira como a atividade é realizada, mas também busca desenvolver ferramentas que tornem o processo mais simples e eficaz. Nessa era, nasce a preocupação com a qualidade dos produtos. Após inúmeras perdas de produtos pela falta de qualidade, se estabelece a criação de estruturas para inspe- cionar se o produto está de acordo com a norma antes que chegue ao consumidor. Além disso, buscam-se maneiras de evitar que os funcionários cometam errosndurante a condu- ção de suas atividades (é um “avô” dos poka-yokes moder- nos), causados pela alta rotatividade nas perigosas fábricas, o que interfere negativamente na capacitação do funcionário na operação pela qual ficou incumbido. Na década de 1930, acontece um grande avanço na ciência da melhoria: ini- cia-se a utilização das ferramentas estatís- ticas e do método científico na melhoria de processos. Esse avanço aconteceu nos laboratórios Bell, uma das mais renoma- das instituições de pesquisa da história. O protagonista desse avanço foi o esta- tístico Walter Shewhart, responsável pelo início do uso da estatística. O protagonis- ta desse avanço foi o estatístico Walter Shewhart, responsável pelo início do uso da estatística em melhoria de processos e a criação de algumas das ferramentas básicas usadas atual- mente que buscam pela previsibilidade da resposta dos pro- cessos. Além dos métodos estatísticos, Shewhart também intro- duziu ao mundo fabril o método científico, desenvolvendo um passo a passo para a geração e implementação de mudanças nos processos. Esse “passo a passo” ficou conhecido como o ciclo de Shewhart e foi o embrião para as técnicas modernas do PDSA e do PDCA (ferramentas que nos ajudam a desen- volver conhecimento sobre os processos). Shewhart, durante sua vida acadêmica, também pôde orientar outro famoso estatís- tico: Willian Edwards Deming. Deming, sendo responsável pela transformação do Japão no pós Segunda Guerra Mun- dial, criou a JUSE (Japanese Union of Scientists and Engi- neers, ou União Japonesa de Cientistas e Engenheiros) em 1946. Essa entidade era composta pelos mais brilhantes e in- fluentes personagens da indústria japonesa. Ela fazia em me lhoria de processos e a criação de algumas das ferramentas básicas usadas atualmente que buscam pela previsibilidade da resposta dos processos. Além dos métodos estatísticos, Shewhart também introduziu ao mundo fabril o método científico, desenvolvendo um passo a passo para a geração e implementação de mudanças nos processos. Esse “passo a passo” ficou conhecido como o ciclo de Shewhart e foi o em- brião para as técnicas modernas do PDSA e do PDCA (ferra- mentas que nos ajudam a desenvolver conhecimento sobre os processos). Um dos objetivos iniciais da JUSE foi desenvolver métodos de produção mais eficientes, para isso, ela convidou Deming a ir ao Japão para dar palestras sobre a gestão da qualidade e o uso de ferramentas estatísticas no desenvolvimento de processos. Essas palestras tiveram umaadesão muito forte entre os engenheiros japoneses e o conte- údo disseminado por Deming (no final da década de 1940 e nas décadas posteriores) fez com que o Japão se tornasse uma referência mundial em manufatura. Nessa época, além de Deming, outros pesquisadores se en- volveram na iniciativa japonesa. Dentre os mais famosos podemos citar Joseph Juran, conhecido hoje como o pai da qualidade, que introduziu o conceito de que a qualidade não devia ser controlada por inspeção e sim disseminada entre todos os processos da empresa. Ele também foi responsável por hoje a qualidade ser vista como vantagem estratégica. Além de Deming e Juran, Kaoru Ishi- kawa e Armand Feigenbaum fizeram con- tribuições notáveis nessa era. Por fim, nes- sa etapa iniciam-se as primeiras iniciativas da Toyota em desenvolver seu sistema de produção (hoje mundialmente famoso). Taiichi Ohno, o grande precursor do TPS (Toyota Production System), começa a le- var a melhoria e a qualidade ao operador. Ele retoma os velhos conceitos de padrões, porém dei- xa-os abertos para que cada trabalhador possa melhorar seu desempenho. Cria também a noção de funcionário multita- refa, que permite a um trabalhador executar múltiplas ati- vidades dentro de sua empresa. A produtividade alcançada por conta dessas mudanças emerge na década de 1980, tor- nando a Toyota uma das maiores produtoras de carros do mundo. O que hoje é conhecido como Lean Manufacturing surgiu do estudo feito pelo Massachusetts Institute of Tech- nology (MIT) a esta iniciativa. A compilação e aperfeiçoamento dos conceitos desen- volvidos aqui consolidaram o que é conhecido hoje como Modelo de Melhoria. E na prática, observa-se que de monta- doras até hospitais, todos começam a usar padrões e estatís- tica para melhorar seus processos. Além disso, nessa época surgem diversas metodologias que compilam os conceitos iniciais. Dentre as mais famosas pode-se citar o Seis Sigma, criado por Bill Smith na Motorola e popularizado por meio de seu pre- sidente na década de 1980, Robert W. Galvin, que se tornou um dos principais proponentes dos quatro estágios: Medir, Analisar, Melhorar e Controlar. Além do seis sigma, a International Standardization Orga- nization (ISO) ajuda a popularizar a padronização e o Lean ajuda a popu- larizar as lições aprendidas pela Toyo- ta. É nesse período que se consolida a parte humana da mudança, principalmente pelas contribuições de Peter Schol- tes. Começa-se a estudar técnicas e métodos de trabalho em equipe e maneiras de se alcançar melhores resultados com o time. É desse período o conceito de que gerenciar é alcan- çar objetivos com a equipe do jeito certo, ou seja, dentro da missão e dos valores da empresa. Surge também nessa época o World Class Manufacturing (WCM) que compila aprendiza- dos, roteiros e ferramentas para a aplicação disseminada da melhoria em larga escala. 5.2 O saber profundo- Conceitos fundamentais Deming postula que a melhoria deve se basear em 4 pi- lares e dominar esses pilares é um caminho para quem deseja ser um bom agente de melhoria: Visão sistêmica: Enxergar uma organização como um con- junto de processos que tem por objetivo cumprir a função do sistema empresa. Assim, cada organização deve transformar entradas em saídas, insumos em produtos e serviços meno- res em serviços maiores. Existem diferentes ferramentas para desenvolver essa visão. Um exemplo é a ferramenta do SI- POC para mapeamento de processos. Teoria do conhecimento: Gerar conhecimento é de funda- mental importância para aumentar o desempenho da orga- nização. Deve-se ter um método para aprender melhor, ou seja, o conhecimento não deve ser construído na base da tentativa e erro. Além disso, o aprendizado, do ponto de vista da organização, nunca deve ficar restrito a uma pessoa ou a um departamento, sendo preciso que toda a organização aprenda e continue aprendendo. Por isso, todo o aprendiza- do gerado deve ser disseminado. Algumas ferramentas que ajudam na teoria do conhecimento são aquelas criadas para permitir a utilização do método científico, como o ciclo PDSA e o Planejamento de Experimentos. Entendimento da variação: Todos os processos e resulta- dos de uma organização variam. Entender a variação é saber quando uma mudança no indicador é natural e quando ela não é natural, ou seja, se tem uma causa específica. As ferra- mentas estatísticas ajudam exatamente nesse quesito. Psicologia: Organizações são compostas de pessoas e feitas para pessoas. Pessoas têm sentimentos e ambições. É impor- tante entender o que motiva cada um individualmente, para juntar os esforços individuais visando atingir o propósito da organização. O agente de melhoria deve buscar desenvolver essas quatro habilidades, minimizando assim as dificuldades em se realizar projetos nas empresas. Além disso, é necessá- rio domínio de alguns conceitos que serão trabalhados nos tópicos seguintes. 5.3 Mudança e Melhoria: conceitos e diferenças Um ponto central da ciência da melhoria é a sua relação com a mudança. É uma boa definição de insanidade fazer sempre a mesma coisa e esperar por resultados diferentes. Não há como melhorar algo sem que se façam mudanças, ou seja, melhoria requer mudança. Entretanto, mudança nem sempre resulta em melhorias. Algumas mudanças, inclusive, pioram o desempenho de um processo, portanto, melhoria não é sinônimo de mudança. Este conceito, apesar de parecer óbvio quando expos- to dessa maneira, é traiçoeiro. Na vida cotidiana, é costume Melhoria Mudança Requer Nem sempre resulta em ≠ pensar sempre em mudar. Em empresas, é comum haver pla- nos de ação em que o autor lista que encontrou 350 opor- tunidades de melhorias. Está errado. Ele encontrou oportu- nidades de mudanças, que serão ou não melhorias, cabendo ao tempo dizer isto. Então como desenvolver mudanças que tenham grande probabilidade de serem melhoradas? Há uma maneira fácil de estruturar essas mudanças, por meio das três questões fundamentais da melhoria: 1) O que queremos melhorar? 2) Como saberemos que a mudança é uma melhoria? 3) Quais mudanças podemos fazer? Responder às três questões fundamentais da melhoria fornece o que é preciso para ser realizado um projeto de su- cesso. As perguntas criam um mapa com as principais infor- mações: ● O objetivo do esforço, foco. ● As métricas do esforço de melhoria, uso de um indicador. ● Quais mudanças podemos fazer? Quais mudanças pode- mos realizar para alcançar o nosso objetivo, ou seja, impactar nosso indicador? Quais mudanças não poderão ser feitas? Podemos contratar mais gente? Podemos colocar mais con- troles? Questão 1: O que queremos melhorar? Para responder à primeira pergunta, vale a pena seguir estas boas práticas: 1. Entenda o contexto em que sua organização está inserida. Converse, discuta o que está acontecendo com os demais en- volvidos, buscando concretizar o que queremos fazer. É muito difícil sair com um objetivo concreto de uma situação, é como se houvesse uma “fumaça” na cabeça de cada um dos envol- vidos. O que temos que fazer, como gestores de melhoria, é condensar essa fumaça em algo concreto, um objetivo. Para isso, precisamos entender o sentimento e as impressões de todos os envolvidos mais próximos. Não há maneira melhor para esse entendimento do que conversando com todos. 2. Defina um objetivo. Se o passo anterior era muito aber- to, este deve ser muito fechado. Após as discussões, force a equipe a sair com um objetivo claro. Objetivos claros tem uma estrutura padrão: ● Verbo no infinitivo (diminuir ou aumentar) -> indicador -> em quanto ->onde -> até quando. ● Exemplos: Diminuir o número de refugos na linha de produ- ção em 38%, até janeiro de 2017. ● Aumentar as vendas pelo site, de 100 vendas diárias para 400 vendas diárias até março de 2016. ● Diminuir o retrabalho na máquina em 80% até segunda-fei- ra, 08/5/19. Essa definição clara de objetivo faz com que saiamos da “fu- maça” que geralmentesão os contextos das empresas e en- tremos em algo concreto. Uma vez claro o indicador, pode- mos alinhá-lo com o grupo e começar a trabalhar. 3. Por fim, coloque as restrições necessárias. Alguns exem- plos de restrições são: não contratar mais pessoas ou não aumentar os gastos. Além desses, podemos ter restrições de escopo como, por exemplo, não fazer nenhuma mudança nos processos de vendas. ‘Uma vez feito isso, o seu time de me- lhoria está pronto para começar a trabalhar. Iremos falar mais sobre essa etapa inicial de definições quando explorarmos a fase Define do DMAIC. Contextualize: Busque entender qual é o contexto do projeto de melhoria. O objetivo nunca aparece de maneira clara… Restrinja: Entenda quais as frontei- ras do seu projeto, quais as restrições. Delimite o escopo no tempo e espaço. Objetivo: Tente definir o objetivo de uma maneira concisa e objetiva. Fuja de objetivos genéricos. Tente várias definições. Questão 2: Como saberemos que a mudança é uma melhoria? Ao verificar se uma mudança deu errado ou certo, não basta o nosso feeling. Muitas pessoas desenvolvem ao lon- go do projeto verdadeiras histórias de amor pelas mudanças que propõem e, como sabemos, tanto amor pode afetar nos- so julgamento. A segunda pergunta só pode ser respondida com a coleta de dados confiáveis, entendimento da variação e uso de contraindicadores. Uso de dados confiáveis: A coleta de dados confiáveis deve estar ligada à escolha de indicadores para o projeto. Um bom indicador: ● Está ligado a um processo; ● Todos sabem o que ele significa; ● Norteia a equipe de trabalho; ● É baseado em dados confiáveis. 5.4 Entendimento da variação Invariavelmente, precisamos coletar dados sobre os pro- cessos para entendê-los e, além disso, é necessário compre- ender a variação dos dados para que haja um correto geren- ciamento dos processos. Ou seja, é importante entender o motivo da variação dos indicadores para que se possa inferir qual é o real impacto da aplicação de uma mudança no pro- cesso. 5.5 Tipos de indicadores Além de ter indicadores e saber avaliá-los, também se deve saber quais os tipos de indicadores que irão melhor atender o objetivo da análise. Dessa forma, são apresentados neste tópico três tipos de indicadores que auxiliarão a reali- zar as medições necessárias. Use dados confiáveis: A segunda pergunta tem a ver com indicadores. Use dados confiáveis. Entenda a variação: Indicadores são dinâmicos e variam. Não se deixe enganar por comparações do tipo um mês contra o outro. Use contra-indicadores: Não adianta melhorar um aspecto e piorar o outro. 5.5 Entendimento da variação Para tangibilizar esse tópico, criou-se um contexto: Supondo que o objetivo do gestor de melhoria é diminuir o tempo de ciclo do processo e para isso realizou-se uma mu- dança entre a semana 7 e a 8. Para saber se o objetivo foi atingido foi coletada a média do tempo de ciclo por semana para 6 cenários. Se os dados forem avaliados corretamente, pode-se saber também se o tempo de ciclo foi diretamente afetado ou não pela mudança implementada. Média do tempo do ciclo antes e após mudança: Semana 4 e 11 Coleta da média do tempo de ciclo por semana para cada cenário: SSeemmaannaa CCeennáárriioo 11 CCeennáárriioo 22 CCeennáárriioo 33 CCeennáárriioo 44 CCeennáárriioo 55 CCeennáárriioo 66 11 66 66 99 88 66 33 22 99 22 99 99 99 44 33 77 33 66 77 77 22 44 88 88 88 88 88 88 55 66 44 77 66 33 33 66 77 22 66 77 22 22 77 99 99 66 99 44 44 88 22 77 44 22 33 22 99 33 33 44 11 22 33 1100 44 77 33 33 44 44 1111 33 33 33 33 33 33 1122 33 66 22 55 22 33 1133 44 99 33 88 44 44 1144 22 44 22 99 33 33 A partir desse gráfico, o observador pode avaliar que a mu- dança gerou impacto positivo, pois o objetivo foi alcançado. Entretanto, só é possível identificar se houve uma diminuição no tempo de ciclo e se essa diminuição ocorre por conta da mudança implementada, caso os dados forem es- tudados da maneira correta. Para um melhor entendimento, é importante avaliar individualmente os 6 cenários em que o tempo do ciclo foi coletado semanalmente antes e depois da implementação de uma mudança. Com os dados fornecidos fez-se o gráfico de cada cená- rio para visualizar a média do tempo de ciclo ao longo das se- manas antes e depois da implementação da mudança. Sendo assim, nas próximas imagens serão esboçados os comporta- mentos dos respectivos cenários, os quais devem ser avalia- dos cuidadosamente para entender se o tempo foi alterado pela mudança ou por qualquer outro fator desconhecido. Pode ser observado que o cenário 1 possui uma redu- ção no tempo de ciclo por consequência da mudança imple- mentada. Isso porque há uma variação positiva logo após a mudança e esse comportamento perdura, ou seja, a mudança alterou o cenário para melhor e de forma consistente. Esse comportamento é chamado de melhoria. Observa-se que antes e após a mudança, o indicador apre- senta o mesmo comportamento, o que indica que não houve impacto. Já no cenário 3, não se pode afirmar que há essa relação de causa e consequência, pois o comportamento de redução de tempo no ciclo já havia começado anteriormente à imple- mentação de qualquer mudança. O cenário 4, pode gerar inicialmente dúvidas se o im- pacto causado pela mudança é uma melhoria ou não, pois de fato o tempo de ciclo diminui após a implementação. Entre- tanto, ao longo das semanas o indicador sobe novamente, ou seja, a mudança não se sustenta. O cenário 5 mostra uma diminuição do tempo de ciclo que perdura ao longo das semanas. Mas é importante ressal- tar que esse comportamento começou antes de acontecer a mudança, dessa forma, conclui-se que há uma melhoria, porém não é possível afirmar o motivo pela qual houve a di- minuição do tempo de ciclo. O último cenário mostra uma situação bem diferente dos demais. Nesse caso, houve um período de tempo em que foi registrado um aumento no tempo do ciclo e que depois nor- malizou, voltou para o mesmo patamar. Assim, para afirmar que a mudança gerada é uma melhoria, deve-se observar se o indicador demonstra um impacto positivo, relevante e du- radouro, assim como demonstra o cenário 1. Melhoria: Um impacto positivo, relevante e duradouro em indicadores de interesse da organização. 5.7 Tipos de indicadores Além de ter indicadores e saber avaliá-los, também se deve saber quais os tipos de indicadores que irão melhor atender o objetivo da análise. Dessa forma, são apresentados neste tópico três tipos de indicadores que auxiliarão a realizar as medições necessárias. ● Indicadores de resultado: Indicam se estamos atingindo nosso objetivo; ● Indicadores de processo: Indicam se estamos aplicando as melhorias com asquais nos comprometemos para atingir o objetivo. Medidas de processo nos auxiliam a aprender se nossa mudança não está causando o impacto desejado ou se simplesmente não estamos a aplicando; ● Indicadores de equilíbrio ou contraindicadores: Indicam se estamos “piorando” outra parte do sistema para atingir nosso objetivo. Dá-se um destaque para o contraindicador, pois de nada adianta somente saber que o objetivo está sendo alcançado, é preciso averiguar se isso ocorre devido a uma mudança rea- lizada. E para saber se a mudança é uma melhoria, é necessá- rio identificar se a mudança influencia negativamente outro indicador. Por exemplo, pode ser bastante fácil aumentar o nível de serviço de um distribuidor apenas aumentando o vo- lume em estoque ou então diminuir o tempo de um processo mas aumentar o seu custo. E isso é medido pelo contraindi- cador. Questão 3: Quais mudanças podemos fazer Ao lidar com a terceira questão, devemos ter em mente que é preciso realizar mudanças no processo se desejamos melhorá-lo. Um bom processo é aquele em que as pessoas têm facilidade de fazer as coisas certas e dificuldade em co- meter erros. Além disso, é preciso saber que não existe ape- nas uma mudança possível. Geralmente, aprimeira ideia de mudança nem sempre é a melhor. Tome seu tempo pensando e estudando as possíveis alternativas de mudanças. Podem-se usar quatro estratégias para desenvolver mudanças: 1. Análise crítica da situação: nesta, usamos uma série de ferramentas para entender o processo em seus detalhes e, com base nesse conhecimento, desenvolver maneiras de melhorá-lo. As ferramentas podem ser desde análise de indi- cadores, como gráficos de controle, tendência e frequência, quanto ferramentas de análise de processos, como a busca por desconexões, a utilização de diagramas de causa e efei- to, os 5 porquês, entre outros. 2. Uso da tecnologia: é uma boa estratégia, aplicada na troca de instrumentos, softwares, materiais, produtos, entre ou- tros. Entretanto, pode ser cara e deve-se estar atento para as “armadilhas”. Por exemplo, dentro de uma fábrica pode- mos trocar uma máquina antiga por uma máquina nova e mais produtiva e, com isso, aumentar a produtividade geral da planta. Ou então, se a máquina que trocamos não for o gargalo da fábrica, apesar do investimento, não iremos afetar positivamente o sistema como um todo. 3. Uso da criatividade: trata-se do uso de técnicas sistemáticas que irão ativar a criatividade quebrando o modelo mental, como o Pensamento lateral, Método Ingenious, Systema- tic Innovative Thinking (SIT) e Méto- do TRIZ. Todos esses são abordados no curso de Criatividade da FM2S. A partir da utilização dessas técnicas, desenvolve-se a criatividade facili- tando a criação de soluções úteis e inovadoras; 4. Benchmarking/conceitos de mudança: é apostar no que já deu certo. Pensando nisso, algumas instituições compila- ram inúmeros projetos de melhoria pelo mundo, de maneira a estudar as soluções empregadas com sucesso e extrair o conceito de cada uma delas. Saber que temos várias alternativas para uma mudança é muito útil em situações reais do nosso dia a dia. Geralmente, nos apaixonamos por uma mudança, que pode nem sempre ser a melhor. Devemos ter uma boa utilização das estratégias e, antes de tomarmos uma decisão e implementarmos uma mudança, devemos ter certeza de que esgotamos as demais alternativas. 6. As habilidades de um agente de melhoria DDiisssseemmiinnaarr mmuuddaannççaass TTrraabbaallhhaarr eemm eeqquuiippee LLiiddaarr ccoomm ddaaddooss EEnntteennddeerr aa ssiittuuaaççããoo aattuuaall DDeesseennvvoollvveerr mmuuddaannççaass TTeessttaarr mmuuddaannççaass IImmpplleemmeennttaarr mmuuddaannççaass Habilidade em lidar com dados: um agente de melhoria deve saber coletar e interpretar dados. Ele deve entender a varia- ção de seus processos e aprender com ela. Só assim ele esta- rá ligado ao mundo real e não em especulações de sua mente ou colegas. Como diria Deming: “Sem dados, você é apenas mais um sujeito com uma opinião”. O desenvolvimento dessa habilidade se dá por meio do ensinamento de ferramentas como os gráficos de Controle, Frequência e Tendência, além de ferramentas mais complexas como a análise do sistema de medição, a regressão linear e a regressão logística. Entender a situação atual: para melhorar, é necessário saber o que está acontecendo. É preciso olhar para um sistema e saber para que ele existe, além de entender como seus processos e procedimentos estão conecta- dos. Entender a situação atual é não olhar apenas para os indicadores de um sistema, mas também saber mapear seus processos. Desenvolver mudanças: um bom agente de melhoria desen- volve mudanças com rapidez e maestria. Ele é capaz de, ra- pidamente, propor diversas alternativas para a maneira como as coisas são feitas. Detalharemos no curso de Green Belt cada uma das quatro estratégias de desenvolvimento de mu- danças. Testar mudanças: o ciclo PDSA é o coração de nosso mode- lo e a ferramenta quesuporta a experimentação. Dominar a elaboração de bons experimentos e testar as mudanças que vamos fazer é o que vai colocar nossa mente em sintonia com a realidade. Um agente preparado de melhoria deve saber es- truturar experimentos de maneira a testar o máximo de pre- dições com o mínimo de recursos. No curso de Green Belt, ensinamos ferramentas como a estratégia dos Experimentos Fatoriais, que nos permite tirar o máximo de nossos testes. Implementar mudanças: é necessária uma boa carga de psi- cologia para fazer com que mudanças sejam implementadas em organizações. Por mais que tenhamos a convicção de que uma mudança é uma melhoria, sem convencer os envolvidos ninguém irá trabalhar no que estamos propondo. Saber fazer essa implementação com maestria é trabalho do agente de melhoria. Disseminar mudanças: Disseminar os resultados de curto prazo gerados pelas mudanças tornando-os acessíveis para um grande público. Para que as pessoas possam tomar a de- cisão de adotar as mudanças propostas, o agente de melhoria tem que fazer com que essas pessoas se tornem conscientes dos problemas reais que as mudanças vêm resolver e de que essas mudanças são de fato uma melhoria. A base de toda disseminação é uma boa comunicação. Trabalhar em equipe: O agente de melhoria deve saber lide- rar equipes (muitas vezes multidisciplinares) para a obtenção dos resultados propostos. Trabalhamos bastante a parte de gestão de equipes no Black Belt, pois quanto mais complexos os projetos, mais pessoas temos envolvidas. Uma vez que o agente desenvolve cada uma destas sete habilidades, ele ca- minha para se tornar um bom agente de melhoria. 7. Roteiro de melhoria Roteiros de melhoria são uma sequência estruturada de atividades a serem realizadas, as quais são acompanhadas de ferramentas que visam produzir melhorias em nossos proces- sos. Seguindo à risca esse passo a passo, iremos conseguir melhorias significativas em nossos processos. Embora os Ro- teiros de melhoria sejam muito úteis, não podem ser vistos como dogmas fundamentais ou fórmulas mágicas. Alguns tipos de Roteiro de Melhoria podem ser: ● DMAIC; ● Kaizen 7 passos; ● Os 8 passos do TBP (Toyota Business Practice). Produtos ou necessidades: A empresa tem: ● Uma oportunidade. ● Um problema. ● A necessidade por ● uma melhoria. A empresa precisa: ● Um processo melhor. ● Um produto melhor. ● Mais conhecimento. ● Melhor desempenho. O roteiro DMAIC, por exemplo, ajuda a empresa a sair de um patamar do que ela tem para o que ela precisa. De forma geral, cada roteiro aborda as mesmas etapas, tais como: 1) Uma etapa de entendimento da situação atual; 2) Uma etapa de desenvolvimento de mudanças; 3) Uma etapa de teste de mudanças; 4) Uma etapa de implementação das mudanças. Para evidenciar essa importância, é apresentado um exemplo em que não houve foco no objetivo antes de realizar mudan- ças e desenvolver seus produtos, o que poderia ter propor- cionado uma economia de tempo e investimento financeiro no produto desenvolvido, além de um atendimento da ex- pectativa dos clientes: “Enquanto os engenheiros da empre- sa A gastavam seu tempo e energia desenvolvendo tocadores de CD cada vez melhores, a empresa B desenvol- veu o tocador de MP3. Se a empresa A soubesse que os clientes queriam na verdade ouvir música ao invés de com- prar CDs, provavelmente ela ainda es- taria no mercado.” Esse exemplo é ilustrativo, pois, da mesma forma que os en- genheiros da empresa A fizeram, muitos agentes de melhoria priorizam a forma (o roteiro) ao invés do objetivo (a melho- ria). Em uma atividade de melhoria, o objetivo é melhorar um processo, impactar um indicador e não rodar o Roteiro X ou o Roteiro Y. Não importa o roteiro contanto que possamos chegar à melhoria. Na fase do Define nós definimos qual é o problema ou a oportunidade que queremos trabalhar. Nela, respondemos às duas primeiras perguntas fundamentais, entendendo a real necessidade da organização. O maior desafio aqui é cristali- zar as impressões particulares de cada envolvido no projeto 8. Aprofundamento sobre os passos do Roteiro DMAIC MMeeaassuurree ▪ Fazer o mapa detalhado doProcesso (Fluxograma) ▪ Determinar os X’s e os Y’s críticos ▪ Validar o Sistema de Medição ▪ Desenvolver plano para coletar dados ▪ Avaliar o desempenho atual:estabilidade e capabilidade ▪ Ajustar o foco do projeto CCoonnttrrooll ▪ Desenvolver um plano de implementação ▪ Determinar necessidades de comunicação e treinamento ▪ Estabelecer um plano de controle do novo processo ▪ Fechar o projeto e comunicar os resultados ▪ Celebrar os resultados alcançados com todos DDeeffiinnee ▪ Definir o problema, os objetivos e os benefícios ▪ Determinar os requisitos dos clientes e as CTQ’s ▪ Identificar o proprietário do projeto, champion e o time ▪ Fazer o SIPOC do processo ▪ Definir os recursos, fronteiras e restrições ▪ Fazer o contrato com a equipe AAnnaallyyzzee ▪ Criticar o processo atual ▪ Determinar relações causais baseado em dados ▪ Identificar os maus conceitos presentes processo ▪ Buscar explicações para o desempenho atual ▪ Identificar mudanças IImmpprroovvee ▪ Desenvolver mudanças ▪ Testar as mudanças em pequena escala ▪ Avaliar os riscos e benefícios das mudanças ▪ Implementar as mudanças que resultem em melhoria 1 2 3 4 5 para chegar a um objetivo mais palpável. A saída fundamental da fase Define é a formulação do contrato de melhoria, que irá pautar todos os esforços futuros. Algumas ferramentas usadas nesta fase são: ● Técnicas do VOC (Voice of Customer), que nos ajuda a co- letar informações do cliente; ● O SIPOC, que nos ajuda a enxergar melhor o processo; ● A árvore CTC (Critical do Customer) ou CTQ (Critical to Quality), que nos ajuda a transformar ideias abstratas em in- dicadores concisos; ● O contrato de melhoria, que compila e formaliza todo o discutido. A fase seguinte é a fase do Measure, onde vamos come- çar a entender as coisas como elas são. Essa fase tem duas frentes de trabalho distintas: a de processos e a de dados. Na frente de processos, nós mapeamos o processo atual e entendemos como ele funciona. Identificamos quais são suas atividades e como elas se conectam. A grande saída dessa frente é um fluxograma que explica exatamente como nosso processo transforma suas entradas (matérias-primas) em saí- das (produtos ou serviços). Na frente de dados, nós medimos o desempenho do processo. Para isso, temos que coletar da- dos (indicadores) sobre o que está acontecendo e analisá-los. Algumas ferramentas desta fase são: Para processos: ● A ferramenta do SIPOC, com ênfase no mapeamento de processos; ● A criação de fluxogramas; ● A elaboração de um VSM (Value Stream Mapping, ou Ma- peamento do Fluxo de Valor); ● A criação de Diagramas de Espaguete, ou ● Diagramas de Layout; ● A análise e criação de instruções de trabalho e definições operacionais. Para dados: ● Formulários de coletas de dados e folhas de veri- ficação; ● Gráficos de Tendência; ● Gráficos de Controle; ● Gráficos de frequência (Histogramas, Box-Plots, ● Gráficos de Barras, de Setores, de Pareto etc.); ● Análises de capabilidade; ● Análises MSA (Measure System Analysis); ● Ferramentas para a trans- formação de variáveis. A terceira fase é a do Analyze. Nela fazemos duas coi- sas: analisamos criticamente nossos dados e procuramos de- senvolver mudanças que vão gerar melhorias. Ao final dessa fase, já teremos formatado as nossas pri- meiras mudanças a serem testadas. Algumas ferramentas: Para dados: ● Estudo de correlação, como gráficos de dispersão e ● planilhas de contingência; ● Análise de Regressão Linear. Para processos: ● Os 5 porquês; ● O diagrama de Ishikawa, ou diagrama de causa e efeito; ● Diagramas de árvore; ● Análise de Valor; ● Criação de Poka-Yokes; ● Análise de desconexões; ● As técnicas de criatividade; ● Os conceitos de mudança. A penúltima fase é a fase do Improve, onde vamos me- lhorar as nossas mudanças e começar a melhorar o nosso processo. Nessa fase nós iniciamos nossos experimentos. As ferramentas mais importantes a serem trabalhadas são o ciclo PDSA e o planejamento de experimentos, usando experimentos fatoriais. Ao sairmos do improve, já vamos sa- ber exatamente quais ferramentas devemos implementar. A última fase é a fase do Control. Nela de fato implementa- mos as mudanças vencedoras. Para que essa implementação seja bem feita, é importante trabalhar algumas ferramentas de psicologia e aprender a fazer bons padrões e bons treina- mentos. Nos próximos capítulos, veremos cada fase com mais detalhe. Ca pí tu lo 2 D efi ne Clique para voltar ao Índice 9.Fase Define No Define, você irá entender a situação atual, ou seja, irá adquirir conhecimento de como está o processo (o que as pessoas estão fazendo) e qual o resultado disso (análise de dados). Esse entendimento passa por duas portas: a porta de processos e a porta de dados. A porta de processos é onde mapeamos os processos envolvidos com a nossameta do projeto de melhoria. Fazer esse mapeamento significa enten- der exatamente como que as entradas se transformam em saídas. 9.1.O SIPOC O SIPOC é uma ferramenta utilizada para mapear pro- cessos. Com ele, é possível esclarecer melhor as etapas do processo, definindo e formalizando diversos fatores que im- pactam diretamente na execução do trabalho. É uma forma diferente de enxergarmos o nosso processo, extremamente didático. Passamos a olhar o processo não somente como uma sequência de atividades, e sim pelo que ele produz e re- cebe. Seu nome vem de uma sigla inglesa para S (Suppliers= fornecedores), I (Input= entrada), P (Process=processo), O (output= saída) e C (Customers=clientes). Fornecedores: Neste espaço, o ideal é que sejam marcados os seus fornecedores. Entradas: Nessa etapa vamos especificar exatamente o que eles fornecem, ou seja, o que entra no processo de transfor- mação. Processo: Nesse campo devemos identificar a interação en- tre as etapas do processo, Aqui é criado um mapa de como as tarefas são executadas, evidenciando como funciona a pro- dução e mostrando a ordem em que as matérias primas são transformadas. Saídas: Aqui, devemos identificar as saídas do processo, pode ser um produto final que vai para o cliente ou até um produto interno. É importante mapear essa parte para que fique claro a importância que essa ou aquela etapa impacta no produto final. Clientes: Aqui marcamos quem será o cliente final que rece- berá o seu produto. A ferramenta do SIPOC é simples, ela garante que os processos sejam analisados em seus números mais relevan- tes. A implementação desse sistema não se baseia somente em listar itens, aqui, é necessária a reflexão sobre o processo, e é isso que possibilita o mapeamento eficaz. 9.1.1 Por que usar o SIPOC no Define? 1. Entendimento macro do processo; 2. Alinhamento das discussões; 3. Busca por indicadores através da visão sistêmica; 4. Divide o processo em etapas, o que ajuda no desenvolvi- mento de mudanças. 9.2 O VOC - Voice of Customer A metodologia VOC cresceu junto com o Seis Sigma e tem como objetivo facilitar a identificação de pontos de melhoria de forma precisa e eficiente, sob o ponto de vista do cliente. 9.2.1 Primeiro passo: Coletar informações dos clientes Podemos coletar as informações dos nossos clientes de ma- neira: Reativa: É quando a informação chega até você por meio de uma reclamação, assim como o Reclame Aqui e o SAC. Ativa: Ao contrário das fontes reativas, você não tem os da- dos que precisa, então vai buscar coletá-los, como formulá- rios e entrevistas. Ao coletar as informações necessárias, atente-se: ● Os clientes podem ser vagos em sua explicação; ● Seja específico; ● Considere um fator por vez; ● Busque a necessidade do cliente, não a sua solução favorita; ● Expresse os requerimentos em fatores mensuráveis; ● Identifique o que é “aceitável” ou “inaceitável. Agora, com as informações que coletou ou chegaram até você, é o momento de abordar o conceito de Árvore CTC. 9.2.2 Árvore CTC A árvore CTC é utilizada para decomporos requisitos do cliente a fim de se tornarem melhores mensurados, explicitan- do quais são os indicadores mais importantes para o cliente e os que devem ser trabalhados nos projetos de melhoria. A árvore CTC é constituída em 4 etapas. E serve de base para criar dados estruturados sobre meu processo. ● Na primeira, deve definir o que é o meu produto com qualida- de. ● Na segunda, deve conversar com as informações adquiridas dos clientes e extrair os direcionadores de qualidade do produ- to. Ex: Peguemos um carro como produto. Quais são as qualida- des para que seu cliente adquira esse carro? ● Na terceira, mede-se as variáveis do produto. Ex: Medir o quanto o carro é econômico ou resistente, e se nessas medidas ele é considerado bom. ● E na quarta etapa, olha-se os indicadores de processo. 9.3. O contrato de melhoria - Fase Define O contrato de melhoria é um acordo entre o patrocina- dor do projeto e a equipe de melhoria sobre o que é esperado do projeto. Ele contém uma descrição clara do incômodo que se pretende aliviar, bem como os objetivos e indicadores do projeto. Ele nos ajuda: ● Esclarecer papéis e responsabilidade; ● Focar a equipe; ● Levantar problemas e oportunidades; ● Definir pontos de interação; ● Definir pontos de comunicação entre a equipe e o patrocinador. Renegociações são possíveis no contrato, poucos projetos terminam sem reformulações em seu contrato: ● O escopo muda; ● A equipe muda; ● Os recursos mudam; ● Eventos externos “acontecem”. 9.3.1 Os elementos do contrato A Tabela abaixo demonstra, de forma ilustrativa, os ele- mentos de um contrato de melhoria: 9.3.2 Atribuição de metas ● Cuidado com os abusos e distorções que aparecem junto das metas numéricas; ● Frente a uma meta não batida, as pessoas podem distorcer NNoommee ddoo pprroojjeettoo:: Integrantes: Patrocinador: 1. O que queremos realizar? (objetivo, importância, incômodo) 2. Como saberemos que uma mudança é uma melhoria? (indicadores, contra indicadores, meta) 3. Restrições 4. Cronograma o sistema para batê-la; ● Entenda a variação para atribuir uma meta; ● Coloque metas SMART (Specific, Measurable, Achievable, Relevant e Time-bound). Dica: “Meta sem método é crueldade. Seja flexível e abuse do benchmarking” 9.4 Case do Despachante Aduaneiro Agora que vimos os conceitos por trás das ferramentas, e aqui há o passo a passo da fase Define, abordamos um exemplo de contextualização com o SIPOC, VOC e a árvo- re CTC. Relembrando os passos do Define: Iniciar o projeto conversando com os clientes e entender os sinais de motiva- ção, depois diagnosticar o processo a ser trabalhado através do SIPOC, desmembrar o VOC e desdobrar na árvore CTC para formalizar o contrato de melhoria. 9.4.1 O que é um despachante aduaneiro? O despachante aduaneiro é o profissional com poder outorgado pelo exportador ou importador, que se encarrega de apresentar para Alfândega, a documentação estabelecida nas normas tributárias, relativas ao despacho aduaneiro de importação ou exportação. 9.4.2 E como funciona o processo de importação e exportação? Temos dois eventos principais: A saída da carga do país de destino e a chegada da carga na fábrica do país que está comprando. Entre esses dois eventos, várias etapas precisam ser cumpridas, como: negociação de taxas, informar o gover- no sobre suas importações, retiradas de licenças, etc. É um trabalho complexo, então, o despachante aduaneiro realiza esses processos. Agora, voltando ao caso, supo- nhamos que os clientes desse despachante depositem no início do mês o valor que ele utilizará para fazer os trâmites necessá- rios e ao final do trabalho, o pro- fissional terá em mãos as faturas de tudo que pagou e agilizou para seu cliente. Então, aqui completa o ciclo de serviço do profissional. Ele precisa de o fluxo de informações que ele passará para a fatura esteja de acordo com os processos realizados, correto? Aqui, falamos de um caso no qual o despachante estava com problemas em seus fluxos informativos, a equipe não dava conta de realizar o que precisava e a intensidade de retrabalho era grande além de demorada. Para ajudar esse profissional, devemos entender e des- trinchar as informações que o SIPOC pode oferecer: S I OP C Fornecedor Transporta- dores do governo Carga física no porto Carga física Cliente Transporte de cargas Relatórios de custos Fatura Cliente Informa- ções do fornecedor Documen- tos do processo GovernoFornecedor No Define, não há necessidade de ter um detalhamento extremamente especificado. Aqui, buscamos apenas os indi- cadores e olharemos os detalhes somente no futuro. É importante nesse início, delimitar muito bem as saídas e entradas. A primeira entrada é a da carga física que sai do porto. Também como entrada tem os relatórios de custos e as informações dos fornecedores e transportadores. A primeira saída é a da carga física que irá para o cliente final. Há a fatura que será entregue para quem contratou os serviços e há a saída “documentos dos processos” que po- dem ser diversas e essas serão entregues ao governo. Tendo tudo definido, podemos utilizar o VOC e a árvore CTC para definir o que é considerado um bom serviço dentro da área. Agora é o momento de passar as informações retiradas do SIPOC e a Árvore CTC para o contrato de melhoria. E com isso, completamos a etapa de Define. Faturas com qualidade Direciona- mento Variáveis Indicadores Rapidez Tempo Médio Tempo entre o recebimento do documento e a fatura Tempo dos orgãos entregarem os docs Número de erros na fatura Número de refaturasAssertividade Ca pí tu lo 3 M ea su re Clique para voltar ao Índice 10. Fase Measure O objetivo da fase Measure é entender a situação atual a partir de dados e métricas. ● No Measure, você irá entender a situação atual. ● Esse entendimento passa por duas portas: a porta de processos e a porta de dados. ● Na porta de processos, você vai mapear os fluxos (de informações, materiais,etc.) e entender os procedimentos. . ● Na porta de dados, serão coletados e analisados os dados. Os dados podem ser analisados estaticamente (quanto à fre- quência), dinamicamente (com gráficos de controle) e compa- rados com os requisitos dos clientes (capabilidade). Ao final do Measure, deve ser exposta a situação atual para todos os envolvidos. Divulgue AAttiivviiddaaddeess Entender o fluxo de materiais e informações do processo. Observar como são realizadas as atividades. Há padrão? É a melhor maneira? Coletar dados sobre o desempenho do processo. (Qualidade das saídas, tempos etc.) Analisar os dados estaticamente e dinamicamente. As estratificações fazem sentido? Há indicativo de má qualidade na coleta? Analisar a presença de causas comuns ou especiais no processo. Analisar se o processo está entregando o necessário e quantificar os custos da qualidade Apresentar os resultados para os envolvidos. FFeerrrraammeennttaass SIPOC, VSM, Fluxograma Formulário de Trabalho Padrão; Tempos e métodos Formulário de coleta de dados, estratificação, folha de verificação Estatísticas descritivas, gráfico de tendência, gráficos de frequência; Gráfico de Pareto Gráficos de Controle; Transformação de variáveis Análise de Capabilidade (cp, cpk, ppm etc.); “Capability Sixpack” Relatório de apresentação. SSaaííddaass Mapa do processo e identificação de desconexões (quick wins) Trabalho padrão, conhecimento da execução das atividades. Banco de dados do projeto. Detalhamento do comportamento do processo. Localização das instabilidades; detalhamento do comportamento do processo. Conhecimento do desempenho em relação às necessidades do cliente. Nivelamento do conhecimento da equipe. CapabilidadeEstabilidade Veja a distribuição Coletar os dados Analise os procedimentos Mapear os processos 10.2 A porta de processos É o primeiro grupo de atividadesque temos de fazer na etapa Measure para entender o que está provocando a ine- ficiência de alguns processos. Em linhas gerais, nessa etapa, mapeamos os processos ao levantar as informações e dese- nhamos os fluxogramas para passar as informações adiante. Aqui, analisamos detalhadamente o que está acontecen- do, pois dessa forma podemos enxergar a organização como um sistema. A visão sistêmica é um pilar do conhecimento profundo. Enxergar a organização como um sistema é perceber se ela está cumprindo seu propósito, e essa visão precisa ser anali- sada detalhadamente. Fornecedores Entradas Produção Saídas Clientes Suporte Direcionamento Quando olhamos a organização em um nível de proces- sos, que se apresenta como mais complexo e detalhado que as atividades individuais e menos complexo que um sistema completo, queremos entender como um grupo de entradas se transformam em um grupo de saídas. Mapear processos significa ter esse entendimento. 10.2.1 Mapeamento de processos Processos é a maneira como as entradas se transformam em saídas e geralmente não é simples entender como os pro- cessos acontecem na organização, passo a passo. Quando olhamos para qualquer organização, vemos uma figura parecida com essa: SSiisstteemmaa PPrroocceessssooss AAttiivviiddaaddeess// pprroocceeddiimmeennttooss DD eettaallhhaamm eennttoo CC oomm ppll eexx iidd aadd ee Ao analisar a imagem, é possível notar que as entradas passam pelos integrantes da organização e após processados se transformam em saídas, mas ainda sim é confuso e não eficiente. Mapear um processo é isolar um fluxo de como um grupo de entradas se transformam em um grupo de saídas, ou seja, isolar uma parte desse processo: Existem várias estratégias para segregar esses fluxos e os deixarem possíveis de serem analisados. Uma das manei- ras mais tradicionais de representar uma área ou organização é por um fluxograma que mostra como as pessoas estão or- ganizadas hierarquicamente. Qual é o resultado de um bom mapeamento? ● Entendimento do processo; ● Conhecimento sobre fluxo de trabalho; ● Ilustração de um fluxograma; ● Identificação das desconexões. Antes de começar as pesquisas, as entrevistas, é interessan- te termos isso em mente: Os processos não são tão simples como pensamos antes de conhecê-los. Dica: As falhas estão nos detalhes. CCoommoo aacchhaammooss qquuee éé oo pprroocceessssoo CCoommoo eellee rreeaallmmeennttee éé 10.2.2 Mapeando 1) Defina o escopo do mapea- mento! ● Para que vamos mapear este processo? Qual o objetivo da me- lhoria? ● Reduzir custos? ● Reduzir complexidades? ● Reduzir retrabalho? ● Simplificar o fluxo de informa- ções? 2) Defina os limites do seu mapeamento: 3) Identifique e entreviste os envolvidos no processo: 4) Conecte os SIPOCs e monte um fluxograma ● As saídas da pessoa analisada devem ser as entradas da pessoa seguinte (clientes); ● As entradas da pessoa analisada, devem ser as saídas das pessoas anteriores (fornecedores); ● E assim por diante... IIggnnoorraarr IIggnnoorraarr MMaappeeaarr Fornecedores ((ssuupppplliieerrss)) Entradas ((iinnppuuttss)) Processo ((pprroocceessss)) Saídas ((oouuttppuuttss)) Clientes ((cclliieennttss)) Procedimento Relatório Peça 1 Peça 2 Relatório Lista de compras Peça 15 Operação 1 Operação 2 Operação 3 Operação 4 A A CB SIPOC da pessoa X == SIPOC da pessoa X SIPOC da pessoa A SIPOC da pessoa B SIPOC da pessoa C SIPOC da pessoa ... ++ ++ ++ ++ ++ 10.2.3 Vantagens do mapeamento ● Facilita o aprendizado da equipe sobre o processo; ● Torna o que está acontecendo visível; ● Demonstra papéis e relações entre os envolvidos no pro- cesso; ● Identifica gargalos, desconexões, etapas desnecessárias, etc. ● Permite medir o tempo das atividades; ● Identifica “quick wins” do projeto. 10.2.4 Os fluxogramas ● Fluxogramas são representações gráficas dos nossos pro- cessos. ● Quando bem feitos, eles nos ajudam a disseminar os conhe- cimentos obtidos na etapa de mapeamento. IInnddiiccaa qquuee uummaa aattiivviiddaaddee eessttáá sseennddoo ddeesseennvvoollvviiddaa.. IInnddiiccaa uumm ppoonnttoo ddee ddeecciissããoo nnoo pprroocceessssoo.. IInnddiiccaa qquuee uumm ddooccuummeennttoo ddeeuu eennttrraaddaa oouu ssaaííddaa ddoo pprroocceessssoo.. IInnddiiccaa ffiimm ee iinníícciioo ddoo pprroocceessssoo.. IInnddiiccaa uummaa ccoonneexxããoo ccoomm rraammiiffiiccaaççõõeess ddoo pprroocceessssoo.. IInnddiiccaa ppoonnttoo ddee eessppeerraa nnoo pprroocceessssoo EEmmiittiirr cchheeqquuee ppaarraa ppaaggaammeennttoo VVaalloorr ccoorrrreettoo?? NNããoo SSiimm EEnnttrreeggaarr aaoo ccaaiixxaa EEssppeerraa aapprroovvaaççããoo FFiimm Indica que uma atividade está sendo desenvolvida. Indica um ponto de decisão no processo. Indica que um documento deu entrada ou saída do processo. Indica ponto de espera no processo. Indica fim e início do processo. Indica uma conexão com ramificações do processo. 10.2.4.2 Os tipos de fluxograma 2) Fluxograma Vertical: 3) Fluxograma Multifuncional: GGeerraa ddooccuummeennttaaççããoo ee lliibbeerraa eemmpprrééssttiimmoo EEmmpprrééssttiimmoo aapprroovvaaddoo?? NNããoo SSiimm VVeennddaa rreecceebbee ssoolliicciittaaççããoo FFuunncciioonnáárriioo vveerriiffiiccaa ddooccuummeennttaaççããoo AAnnaalliissttaa aavvaalliiaa ssoolliicciittaaççããoo AAnnaalliissttaa ccoommuunniiccaa cclliieennttee SSuuppeerriinntteennddeennttee aavvaalliiaa rreeccoommeennddaaççããoo EExxcceessssããoo aapprroovvaaddoo?? IInníícciioo FFiimm SSiimm NNããoo AApprroovvaaddoo RReecceebbee ssoolliicciittaaççããoo VVeerriiffiiccaa ddooccuummeennttaaççããoo AAvvaalliiaa ssoolliicciittaaççããoo AAvvaalliiaa rreeccoommeennddaaççããoo CCoommuunniiccaa cclliieennttee GGeerraa ddooccuummeennttaaççããoo ee lliibbeerraa eemmpprrééssttiimmoo AApprroovvaaddoo NNããoo AApprroovvaaddoo 1 2 3 4 6 5 VVeennddaass AAnnáálliissee ddee ccrrééddiittoo SSuuppeerriinntteennddêênncciiaa PPrroocceessssaammeennttoo TTeemmppoo ddeeccoorrrriiddoo 11 ddiiaa 55 ddiiaass 1100 ddiiaass 4) Fluxograma Espaguete 5) VSM - Value Stream Map Tempo de ciclo Setup Disponibilidade Tempo disponível Tempo de ciclo Setup Disponibilidade Tempo disponível Tempo de ciclo Setup Disponibilidade Tempo disponível Tempo de ciclo Setup Disponibilidade Tempo disponível TTeemmppoo ddee cciicclloo SSeettuupp DDiissppoonniibbiilliiddaaddee TTeemmppoo ddiissppoonníívveell 1188440000 ppççss//mmêêss 1122000000 ““EE”” 66440000 ““DD”” BBaannddeejjaa == 2200 ppççss 22 TTuurrnnooss 66 sseemmaannaass PPrrooggrraammaaççããoo ddiiáárriiaa PPrreevviissããoo 3300//6600//9900 PPeeddiiddoo ddiiáárriioo DDiiáárriioo 33ªª ee 55ªª EEssttaammppaarriiaa xx11 SSoollddaa 11 xx11 SSoollddaa 22 xx11 MMoonnttaaggeemm 11 xx11 EExxppeeddiiççããoo xx11 E 4600 D 2400 E E 1100 D 600 E E 1600 D 850 E E 2700 D 1400 E PPCCPP PPrrooggrraammaaççããoo SSeemmaannaall 55 ddiiaass 77,,66 ddiiaass 22 ddiiaass 11ss 4466ss 11,,88 ddiiaa 22,,77 ddiiaass 3399ss 6622ss LLeeaadd TTiimmee == 1199,,11 TTeemmppoo ddee pprroocceessssoo == 114488ss E AAççooss SSããoo PPaauulloo MMoonnttaaddoorraa SSããoo JJoorrggee 10.2.4.3 As vantagens em elaborar um fluxograma ● Facilita o aprendizado da equipe sobre o processo; ● Torna o que está acontecendo visível; ● Demonstra papéis e relações entre os envolvidos no pro- cesso; ● Identifica gargalos, desconexões, etapas desnecessárias, etc. ● Permite medir o tempo das atividades; ● Identifica “quick wins” do projeto. 10.2.4.4 Erros ao elaborar um fluxograma Agora vamos falar um pouco sobre os erros mais co- muns ao se elaborar um fluxograma. O primeiro deles é o que já comentamos anteriormente, mas sempre é bom lem- brar: desprender-se da realidade. É o que imagem à seguir mostra. No mapeamento e na elaboração dofluxograma, temos que mapear como o processo realmente é, não como o pro- cesso deveria ser ou então como nós pensamos que ele é, mas sim como ele realmente é. Nas fases seguintes, iremos discorrer mais profundamen- te sobre como o processo poderia ser, depois de usarmos uma série de ferramentas analíticas para torná-lo mais simples e mais eficiente. OO qquuee oo ggeerreennttee ppeennssaa qquuee éé OO qquuee rreeaallmmeennttee éé OO qquuee ddeevveerriiaa sseerr OO qquuee ppooddeerriiaa sseerr 10.2.4.5 Sugestão de Software para criação de fluxograma ● Bizagi ● Visio ● Excel 10.3 Porta dos dados Essa é uma vertente muito importante do Seis Sigma, por aqui podemos entender os nossos processos a partir dos dados que temos. Diferente dos fluxogramas, que entendemos os proces- sos a partir das atividades, aqui passaremos a olhar para nos- sos indicadores. Os dados são registros compilados de uma série de ope- rações que fazemos para fazer referência ao mundo real, por- tanto, são bem menores que esse mundo físico. Produzir dados significa simplificar o que está aconte- cendo na organização em registros analisáveis. 10.3.1 Dados estruturados Supondo que somos agentes da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e temos recebido reclamações dos usuários quanto à grande quantidade de voos atrasados. Precisamos avaliar se as companhias aéreas tem um bom desempenho quanto à pontualidade e se algo está influenciando os atra- sos. ● Qual é o evento? ● Vamos ter que observar cada voo chegando em um aero- porto, vide Tabela abaixo. Mundo físico/ sensorial Dados Características Definições Sistema de medição Registro CTC Observar e/ou medir Observações e medições documentadas ● Qual é a característica principal? ● Temos que ver se o voo está atrasado. Para isso, temos que ver a hora que era para ele chegar e a hora que ele realmente chegou. ● Quais as outras características (variáveis) que gostaríamos de entender? ● Temos que observar de que companhia aérea era cada voo. Assim podemos ver se há uma companhia com desempenho pior que a outra e agir. Podemos também avaliar qual é o nú- mero do voo, para pesquisar se algo aconteceu com aquele específico. ● Como vamos estruturar os subgrupos para a análise? Co- letando que dia aconteceu cada voo, podemos avaliar a por- centagem de atrasados por dia. Assim, se um dia sair muito fora em relação aos outros, podemos ver que houve um pro- blema isolado. Lembre-se que temos vários tipos de dados que pode- mos coletar, que vão nos possibilitar várias análises depois. VVoooo HHoorraa ddee ssaaííddaa HHoorraa ddee cchheeggaaddaa TTeemmppoo ttoottaall DDiiaa CCiiaa AAéérreeaa AAttrraassaaddoo?? NNúúmmeerroo ddee ppaassss.. 11222277 1144::5555 1166::3355 11::4400 0022//0066 AAiirr FFaannttaassyy NNããoo 111155 33553355 1111::1100 1122::1122 11::0022 0022//0066 AAiirr AArráábbiiaa NNããoo 112288 99009911 2222::2200 00::3300 22::1100 0033//0066 AAiirr FFaannttaassyy SSiimm 115522 55001188 1122::1155 1144::1155 22::0000 0033//0066 GGrriinnggoo AAiirr SSiimm 339955 66556655 1188::0000 2200::0044 44::0044 0033//0066 AAiirr FFaannttaassyy SSiimm 111100 Evento Variável de interesse Variável de tempo 10.3.2 Modelagem da coleta de dados Após identificadas as características que serão medidas, pode ser necessário: ● Fazer a definição operacional da variável; ● Coletar os dados em um bom sistema de medição. O passo seguinte é avaliar: ● Frequência; ● Estabilidade; ● Capabilidade. 10.3.3 O passo a passo da coleta de dados 1) Identifique o objetivo e a característica de “saída” a ser me- dida (a partir do seu modelo); 2) Identifique quais outras características podem afetar no entendimento do problema (fatores de entrada, variáveis de estratificação, etc.); 3) Crie definições operacionais claras; 4) Crie um formulário de coletas de dados; 5) Valide o formulário de coleta de dados; 6) Identifique a população de interesse e o tamanho da amos- tra; 7) Realize a coleta de dados. Atente-se para identificar muito bem as variáveis de estratifi- cação antes de começar a coleta de dados. 10.3.4 Formulário para coleta de dados Existem vários tipos de formulários (em nosso material adicional, disponibilizamos alguns). Um dos mais interessan- tes é a Folha de Verificação. Folhas de Verificação são um tipo especial de Formu- lário de Coleta de Dados (FCD). Muito úteis em qualidade, podem ser aplicadas para melhor controle de processos. Elas são mais “abertas” que FCD padrão e nos ajudam quando não temos muito conhecimento sobre o processo a priori. A ilus- tração de uma Folha de Verificação está na imagem abaixo: 10.3.5 Análise de dados A análise de dados é a arte de transformar os dados em conhecimentos e ideias relevantes. Ou seja, comparar ou agregar as informações brutas para entender o que os dados nos dizem e dessa forma procurar as raízes dos problemas. Comumente há 3 estratégias no Measure para encarar as planilhas de dados. A ideia dessas estratégias é garantir uma imagem, como uma foto, do que está acontecendo com seu processo: ANÁLISE DE FREQUÊNCIA: que é en- tender o quanto cada variável aparece e usamos duas ferramentas para isso: His- tograma e Pareto. ANÁLISE DE TENDÊNCIA: Que é olhar como os dados se comportam ao longo do tempo: Gráfico de tendência, Gráfico de controle. ESTATÍSTICAS DESCRITIVAS: Análi- se de medidas pontuais que simbolizam a distribuição de dados, como médias e medianas, por exemplo. Medidas de centralidade (média e mediana), Medi- das de variação. 1) Gráficos de Frequência para variáveis contínuas: a) Histograma Representa graficamente a distribuição dos dados con- tínuos. Características a serem analisadas: ● Simetria ● Pontos extremos ● Centro ● Quantidade de variação ● Mínimo e Máximo b) Gráficos de Pareto Esse tipo de gráfico é muito utilizado para variáveis classificatórias, então realizamos a contagem de valores não numéricos. Por exemplo, na figura abaixo, há a contagem de diversos tipos de erros já diagnosticados e colocados sepa- radamente nas colunas. Tipo de defeito NNúúmmeerroo ddee ppeeççaass PPoorrcceennttaaggeemm PPoorrcceennttaaggeemm AAccuummuullaaddaa AA:: nnããoo sseellaaggeemm nnoo ttooppoo 5555 00,,44 00,,44 BB:: nnããoo sseellaaggeemm nnoo ffuunnddoo 3388 00,,2288 00,,6688 CC:: nnããoo sseellaaggeemm llaatteerraall 2222 00,,1166 00,,8844 DD:: iimmpprreessssããoo bboorrrraaddaa 88 00,,0066 00,,99 EE:: ccaaiixxaa aammaassssaaddaa 77 00,,0055 00,,9955 FF:: ccoorr ddaa iimmpprreessssããoo 44 00,,0033 00,,9988 GG:: ccaaiixxaa rraassuurraaddaa 22 00,,0022 11 É muito comum nas empresas o equívoco entre gráfi- co de Pareto e efeito de Pareto. Essa ferramenta foi criada por um guru da qualidade, Joseph Juran. Juran percebeu que nas empresas haviam eventos que boa parte das observações eram causadas por 3 ou 4 fontes vitais de defeitos e outras classificações triviais. Encaremos os gráficos abaixo como defeitos já diagnos- ticados, e as causas deste defeito marcadas por A, B, C [...] Pelo que mostra o primeiro gráfico, notamos que a causa A é considerada vital enquanto as outras triviais, desta forma, Juran percebeu que em uma organização temos poucas cau- sas vitais de defeitos e muitas triviais. Então, para efeito de melhoria, é mais interessante abraçar as causas vitais e se debruçar em remediá-las do que se perder tentando erradicar as causas triviais. SSee aapplliiccaa NNããoo ssee aapplliiccaa SSee aapplliiccaa NNããoo ssee aapplliiccaa Então, atenção! Veja se a empresa realmente tem o princípio de Pareto ou não. Também há a possibilidade de fazer uma estratificação diferente: Usar duas variáveis classificatórias para aplicar o Pareto. Por exemplo: 2) Gráfico de Tendência ● Esse gráfico é simplesmente um registro gráfico de uma medida ou característica ao longo do tempo; Tipo de erro VVeennddaass RRHH MMaannuuff.. EEnngg.. FFiinnaann..TTrreeiinn.. TToottaall FFaallttaa aassssiinnaattuurraa Funcionário 2 3 3 2 10 Gerente 25 1 40 1 2 1 70 V.P. 2 2 2 6 FFaallttaa rreecciibboo Táxi 3 1 3 1 8 Refeição 3 3 6 Estacion. 33 26 1 60 Comb. 2 2 1 5 TToottaall ddee eerrrrooss 68 3 76 9 6 3 165 EErrrrooss eemm rreellaattóórriioo ddee ddeessppeessaass ● O gráfico de tendência fornece uma visão de um processo ou atividade em um período de tempo; ● Ele pode revelar ciclos, tendências ou mudanças de desem- penho ao longo do tempo; ● Algum tipo de gráfico de tendência deve sempre fazer par- te do estudo da variação em um processo ou sistema. O Gráfico de Tendência é facil e simples de construir. O Eixo Horizontal corresponde ao tempo e o Eixo Vertical é a variá- vel que está sendo monitorada: 10.3.6 Case de controle estatístico de processo - Manutenção de um processo químico 10.3.6.1 Passo a passo para o CEP 1. Defina o seu problema e sua metrica: Atividades: Descobrir qual é a caracteristica de qualidade que queremos controlar. Como: O que queremos analisar?; Qual o período de tempo que vamos observar?; Arvore CTC. Saídas: Indicador claro a ser analisado. 2. Colete dados sobre o problema: Atividades: Caso o indicador não esteja sendo monitorado, coletar dados sobre o processo para fazer nosso controle es- tatístico. Como: Formulários de Coleta de dados; Folha de verificação; Banco de dados. Saídas: Dados do problema tabulados. 3. Avalie a distribuição e o tipo de gráfico a ser usado Atividades: Escolher entre os diversos modelos estatísticos, qual é o correto para a sua análise. Como: Conhecendo os tipos de grafico de controle; Histo- grama ou gráfico probabilístico normal a Transformação de variáveis Saídas: Planejamento da Análise. 4. Construa o seu gráfico de controle Atividades: Calcular a linha média e os limites de controle. Como: Com a ajuda de softwares: Minitab, Excel (para alguns casos) Saídas: Gráfico de Controle Plotado. 5. Analise a variação Atividades: Identificar onde estão as causas comuns e tomar ações! Como: Regras para a identificação de causas especiais. Saídas: Instabilidades descobertas. 6. Tome ações Atividades: Tome as ações necessárias para melhorar o processo. Como: Restabelecendo as condições básicas do processo; obtendo insi- ghts sobre o que fazer; Quantificando estatisti- camente ações. Saídas: Plano de ação! Passo 1 - Contextualizando Efluentes Tanque Reagentes Efluentes Tratados Uma indústria alimentícia deve limpar seus efluentes an- tes de voltá-los à natureza. Para fazer isso, ela deixa parte do efluente em um tanque, junto com uma série de outros reagentes, de maneira a neutralizar os componentes mais tóxicos. Simultaneamente, a parte inferior do tanque é len- tamente drenada, de maneira a retirar o efluente já tratado (separação por densidade). Um problema com este processo é o controle do pH, que se não estiver adequado, inviabiliza o processo. A inserção do agente de correção de pH é manual. Efluentes Tanque Reagentes Efluentes Tratados Tomada de Ph no meio do tanque. Amostragem: 1 em 1 minuto Como controlar essa compensação? Passo 1 - parte 2: escolhendo o indicador Este é um caso clássico do controle estatístico de pro- cessos! Se temos o controle em tempo real do pH, podemos saber quando há uma instabilidade e controlar o processo. Para isso, devemos controlar a medida de pH. Passos 2 e 3 - Coletando os dados e escolhendo os gráficos A cada medida, tínhamos o valor do ph. Com isso, podería- mos saber se essas medições estavam ou não estavam fora do controle. O valor do pH é uma variável continua, portanto deve ser analisada com o Gráfico de Individuais, após checa- da a normalidade. Para isso, uma amostra dos dados na esta- bilidade foi avaliada com o gráfico de probabilidade normal. Passo 4 - Construindo o gráfico O monitoramento passou, então, a ser controlado com o gráfico de individuais como você poderá ver a seguir: Passo 5 - Analise a variação Identifique onde estão as causas comuns e especiais para tomar ações em seguida. Passo 6 - Tome ações. A avaliação era feita constantemente, segundo o princí- pio. Ca pí tu lo 4 A na ly se Clique para voltar ao Índice 11. Fase Analyse A fase Analyse é a terceira do roteiro DMAIC. Nele, como o próprio nome já diz, vamos analisar o que aprende- mos durante as etapas de medição e também desenvolve- mos mudanças sobre o processo, de maneira a melhorar o seu desempenho. A grande saída da fase do Analyse são as mudanças desenvolvidas. Para chegar lá, iremos explorar 4 estratégias, em detalhes: ● A análise crítica do processo; ● O uso de tecnologia; ● O uso da criatividade; ● O uso dos conceitos de mudança. No Analyze iremos desenvolver as mudanças de segunda ordem que vão gerar as melhorias. ● 4 estratégias: Análise Crítica, Uso da Tecnologia, Uso da Criatividade, Conceitos de Mudança. ● Como no Measure, podemos usar técnicas para propor as mudanças baseadas nos dados e nos processos. ● As técnicas de processos visam melhorar os procedimentos e suas sequências. Exemplo: Poka-Yokes, Análise de Valor, eli- minação de desperdícios, etc. ● As técnicas de dados visam estabelecer um pensamento ma- temático de causalidade: Y = f(x). Exemplos: análise do banco de dados (regressão, etc.) e planejamento de experimentos. ● Ao final do Analyze, vamos ter várias mudanças que podem gerar melhorias. 11.1. Passo a passo do Analyse 11.2 Quais são as categorias de mudanças? AAttiivviiddaaddeess Entender o que se pode mudar no fluxo de maneira a gerar melhorias Entender o que se pode mudar nas atividades para deixá-las melhores e mais rápidas. Buscar no banco de dados correlações entre variáveis para entender o que se pode variar no processo de maneira a gerar um resultado melhor. Aprenda mais sobre as correlações de variáveis com experimentos planejados Priorizar as mudanças propostas para a realização de testes de mudança FFeerrrraammeennttaass Desconexões, análise de valor, ECRS, Criatividade, Conceitos de Mudança Poka-Yokes, Diagrama de Ishikawa, Análise de Tempo, Tecnologia, Benchmarking, Criatividade Gráficos de dispersão, Análises de Regressão, Testes de hipóteses, Tabelas de contingência, Gráficos de Barras Planejamento de experimentos; Experimentos Fatoriais; Experimentos Dicotômicos; etc. Ciclo PDSA; Matriz de Impacto Esforço. SSaaííddaass Mudanças para melhorar o fluxo Mudanças para melhorar as atividades Alterações nos parâmetros de entrada que vão gerar melhoria Alterações nos parâmetros de entrada que vão gerar melhoria Plano de testes das mudanças desenvolvidas. Formate suas mudanças Investigue os experimentos Analise seu banco de dados Analise os procedimentos Analise os processos CCaatteeggoorriiaass 11ªª OOrrddeemm 22ªª OOrrddeemm SSiisstteemmaa Não é alterado É alterado PPeerrcceeppççããoo ddoo cclliieennttee Solução do problema Melhoria PPrraazzoo Imediato, curto Médio, longo Mudanças de primeira ordem: São mudanças que são feitas no sistema e não alteram suas configurações básicas, apenas o re- toma para sua ordem estrutural. Ex: Troca de pneu. Mudanças de segunda ordem: São mudanças onde há alteração no sistema, e por isso, o prazo pode ser mais longo. Ex: Turbo no motor do carro. 11.3 Os 7 desperdícios do Lean Um dos maiores objetivos do Lean é eliminar desperdícios do processo produtivo. Desperdício: Toda atividade que consome energia e recurso sem agregar valor ao cliente, ou seja, aquilo que fazemos mas o cliente não está disposto a pagar. EEnntteennddeerr ee aannaalliissaarr ccrriittiiccaammeennttee oo pprroocceessssoo aattuuaall UUssaarr TTeeccnnoollooggiiaa UUssaarr CCrriiaattiivviiddaaddee UUssaarr ooss CCoonncceeiittooss ddee MMuuddaannççaa 11.3.1 Ouvir o cliente é essencial Parece simples, entretanto, encontrar estas atividades que geram desperdícios pode ser difícil. Pensando nisso, vá- riosautores experientes na prática do Lean listaram 7 des- perdícios visuais, que podem ser facilmente identificados e quantificados em uma visita ao Gemba (chão de fábrica). 11.3.2 Os sete desperdícios clássicos Um dos maiores objetivos do Lean é eliminar desperdí- cios do processo produtivo. Mas, o que são desperdícios? Desperdício é toda a atividade que consome energia e re- cursos sem agregar valor ao cliente, ou seja, aquilo que fa- zemos mas que o cliente não está disposto a pagar. Tudo a ver com análise de valor! Identificar os desperdícios pode parecer uma tarefa fá- cil, entretanto encontrar essas atividades pode ser difícil. Pensando nisso, vários autores experientes na prática do Lean listaram sete desperdícios visuais, que podem ser facil- mente identificados e quantificados em uma visita ao Gem- ba (chão de fábrica). As tabelas a seguir mostram a descrição de cada um dos desperdícios: Tipo de Desperdício DDeeffiinniiççããoo EExxeemmppllooss CCaauussaass MMuuddaannççaass EExxcceessssoo ddee PPrroodduuççããoo Produzir mais itens do que cliente necessita neste momento Produzir mais para reduzir setups Processamento em lotes grandes Previsões incorretas Setups demorados Erros no processo Programação puxada Redução de tamanho de lote Nivelamento da carga Redução do tempo de setup TPMTipo de Desperdício DDeeffiinniiççããoo EExxeemmppllooss CCaauussaass MMuuddaannççaass EEssppeerraa Tempo ocioso porque materiais, pessoas, equipamentos ou informações não estão prontos Espera por peças Espera pela inspeção Espera por máquinas Espera por informação Espera pelo reparo da máquina Produção empurrada Trabalho desbalanceado Inspeção centralizada Falta de prioridade Falta de comunicação Sincronização do fluxo de trabalho Implantação de células Balanceamento nas etapas de carga/descarga Produção no takt time TPM Tipo de Desperdício DDeeffiinniiççããoo EExxeemmppllooss CCaauussaass MMuuddaannççaass TTrraannssppoorrttee Movimento de partes que não agrega valor Movendo peças para dentro e fora do estoque Movendo material de uma estação de trabalho para outra Produção em lotes grandes Produção empurrada Estoque Layout não funcional Sistema puxado Kanban Optimização de layout Tipo de Desperdício DDeeffiinniiççããoo EExxeemmppllooss CCaauussaass MMuuddaannççaass MMoovviimmeennttaaççããoo Movimento de pessoas que não agregam valor Procura por peças, ferramentas, desenhos, etc Escolher material Área de trabalho desorganizada Itens faltantes Design ruim da estação de trabalho Área de trabalho sem segurança 5S Quadro de ferramentas One-piece flow Layout da estação de trabalho Tipo de Desperdício DDeeffiinniiççããoo EExxeemmppllooss CCaauussaass MMuuddaannççaass IInnvveennttáárriioo ((eessttooqquuee)) Mais materiais, peças ou produtos disponíveis do que o Cliente necessita neste momento Matéria-prima Produto em elaboração Produto acabado Suprimentos de consumíveis Componentes Lead-times dos fornecedores Setups longos Lead-times longos Papéis e formulários em processo Ordem no processamento Kanban Desenvolvimento do fornecedor Fluxo contínuo (one- piece flow) Redução de setup Tipo de Desperdício DDeeffiinniiççããoo EExxeemmppllooss CCaauussaass MMuuddaannççaass DDeeffeeiittooss Trabalho que contém erros, retrabalho, enganos ou falta de alguma coisa necessária Sucata Retrabalho Correção Falha em campo Necessidade de inspeção Falha do processo Falta de carregamento da peça Processo em grandes lotes Instruções de trabalho insuficientes Melhoria dos procedimentos Melhoria de projeto Criação de poka-yokes Tipo de Desperdício DDeeffiinniiççããoo EExxeemmppllooss CCaauussaass MMuuddaannççaass EExxcceessssoo ddee pprroocceessssaammeennttoo Esforço que não agrega valor do ponto de vista do cliente Múltiplas limpezas das peças Preenchimento de folhas Tolerâncias apertadas demais Ferramenta ou peça de difícil manuseio Atrasos entre os processos Sistema empurrado Voz do cliente não compreendida Layout ruim Linhas em fluxo Fluxo contínuo 4Ps Design enxuto 11.4 Diagrama de Ishikawa - Causa e efeito Como organizar suas hipóteses para entender as causas de um problema. 11.4.1 Exemplo do diagrama 11.4.2 Quais as vantagens em elaborar um diagrama de Ishikawa? ● Muito de seu valor está em sua elaboração: partes inte- ressadas se reúnem e organizam conhecimentos; ● Redução da tendência de achar uma “verdadeira” causa; ● Meio efetivo para compartilhar conhecimento. 11.4.3. Cuidados ao elaborar o diagrama ● As causas nem sempre são reais (precisa ser testadas); ● Podemos focar em soluções não tão práticas; ● Use-o para desenvolver mudanças no processo (as sub- -causas devem ser “palpáveis” na hora de desenvolver a mu- dança) 11.4.4 Passo a passo do diagrama de Ishikawa 1) Definir o efeito a ser estudado; 2) Selecionar as pessoas envolvidas para o brainstorm (quem pode contribuir para esse assunto); 3) Definir as macrocausas para o início do brainstorm; 4) Dinâmica do brainstorm: Explorar em grupo as microcau- sas 5) Investigar as microcausas definidas na reunião de brains- torm; 6) Tomar ações efetivas. Exemplo real: Hotel 11.5 A ferramenta dos 5 porquês A ferramenta dos 5 porquês consiste em analisar um evento desfavorável perguntando 5 vezes o motivo pelo qual ele acontece. HHOOSSPPEEDDEESS IINNSSAATTIISSFFEEIITTOOSS AAPPAARRTTAAMMEENNTTOORREECCEEPPÇÇÃÃOO RREESSTTAAUURRAANNTTEECCOOMMOODDIIDDAADDEESS OOccuuppaaddoo FFuummaannttee TTVV qquueebbrraaddaa LLiimmppeezzaa FFrriioo VViissttaa rruuiimm JJaanneellaa EExxaauussttoorreess CCoorrttiinnaa CCoobbeerrttoorreess TTooaallhhaass AAllaarrmmee ÁÁgguuaa qquueennttee RReeffeeiiççããoo SSeerrvviiççoo ddee QQuuaarrttoo SSeemm CCaafféé ddaa mmaannhhãã FFrriiaa PPoouuccaa VVaarriieeddaaddee HHoorráárriioo rruuiimm LLeennttoo SSeemm eessttaacciioonnaammeennttoo AAcceessssoo ddiiffíícciill CChhaavvee eerrrraaddaa BBaaggaaggeemm ppeerrddiiddaa AAtteennddiimmeennttoo LLeennttoo FFuummaannttee//NNããoo ffuummaannttee RReesseerrvvaa DDaattaass CCaammppaaiinnhhaa CCoommppuuttaaddoorr 11.5.1 E como se aprofundar? 11.5.2 Cuidados Ao usar o “Por que?” atente-se para o fato de que a res- posta em cada estágio corresponde a um determinado nível de entendimento do problema. E, para aumentar o enten- dimento, são necessárias investigações e testes. Não é um exercício de chutes numa sala fechada feito em 30 minutos. Para cada nível de entendimento do problema há uma mu- dança correspondente. ▪ Porque não está na tomada Por que o computador não está funcionando? ▪ Porque o cabo foi puxado da tomada Por que não está? ▪ Porque o cabo está no meio da passagem das pessoas Por que foi puxado? ▪ Porque é muito longo Por que o cabo está no chão? ▪ Não sei.. Por que é muito longo? ▪ Reduzir o comprimento do cabo ▪ Fixar o cabo na tomada melhor ▪ Colocar o computador perto da parede Soluções 11.5.3 Exemplo real: Uma poça de óleo no chão 11.5.4 Cuidado! Você conhece o RNC ? NNíívveell ddee eenntteennddiimmeennttoo ddee uumm pprroobblleemmaa NNíívveell ddaa mmuuddaannççaa ccoorrrreessppoonnddeennttee Há uma poça de óleo no chão. Limpe o óleo. PPoorr qquuee hháá uummaa ppooççaa ddee óólleeoo nnoo cchhããoo?? Porque está vazando óleo da máquina. PPoorr qquuee eessttáá vvaazzaannddoo óólleeoo ddaa mmááqquuiinnaa?? Porque a junta se estraga fácil. Troque a junta (temos várias em estoque) PPoorr qquuee aa jjuunnttaa ssee eessttrraaggaa ffáácciill?? Porque é a pior do mercado. Compre melhores (e jogue fora as outras) PPoorr qquuee aaddqquuiirriimmooss aa ppiioorr?? Porque fizemos um bom negócio com elas. PPoorr qquuee éé ccoonnssiiddeerraaddoo uumm bboomm nneeggóócciioo aa ccoommpprraa ddee uumm iitteemm qquuee ddáá pprroobblleemmaa nnoo uussoo?? Porque o setor de Compras é avaliado pela economia feitano momento da compra. Mude a política. É muito comum encontrarmos os famosos Relatório de Não Conformidade (RNCs) em empresas auditadas pela ISO. E, neste relatório há um Ishikawa e uma análise dos 5 porquês para ser preenchida sobre a não conformidade encontrada. Problema: muitas vezes, por motivo de prazo ou desinfor- mação, as pessoaspreenchem este relatório com teorias não testadas sobre o que eles acham serem as causas. Isto é erra- do. Uma investigação de causas como vimos, envolve testes, definição de hipóteses e muita investigação antes de preen- chermos o RNC. Preenchê-lo em “30 minutos” causará um aumento de custos e perda de validade na análise. 11.6 Análise de desconexões Desconexões podem ser saídas equivocadas, entradas que não são vistas, etc. Ou seja, pontos que não são expli- cados dentro das suas análise: os fios desconectados no seu processo.. Essa ferramenta já sai do mapeamento de processos. Não é necessário chegar no Analyse para começar a investi- gação. O maior problema é saber se elas existem. 11.6.1 E como encontrar essas desconexões? SSaaííddaass ▪ Está produzindo alguma saída desnecessária? ▪ Está deixando de produzir saídas para os clientes adequados? ▪ Está deixando de atender expectativas de qualidade dos clientes? de prazo? ▪ Está deixando de atender expectativas internas de produtividade? de custos? EEnnttrraaddaass ▪ Está deixando de receber alguma entrada necessária? ▪ Está recebendo alguma entrada desnecessária? ▪ Existem entradas chegando de fornecedores errados? ▪ Existem entradas deixando de atender expectativas de qualidade, prazo, custo ou produtividade? AAttiivviiddaaddeess ▪ Estão sendo realizadas na hora certa no processo? ▪ Estão sendo realizadas pelas áreas/pessoas certas? ▪ Estão criando gargalo? ▪ Agregam valor para o cliente? ▪ Apresentam redundância? ▪ É um ponto de inspeção ou de decisão? ▪ Apresentam ciclos de retrabalho? ▪ Estão sendo executados no tempo programado? 11.6.2 Depois de encontrá-las, como tratá-las? PPllaannoo ddee aattaaqquuee ààss ddeessccoonneexxõõeess DDeessccoonneexxããoo SSuuggeessttããoo 11.7 Ferramenta Poka Yoke - Processos à prova de erros e falhas Significado: À prova de erros ou de falhas. Objetivo: Eliminar ou prevenir a fabricação de produtos não conformes utilizando dispositivos ou sensores e assegurar que os mesmos estejam funcionando adequadamente. 11.7.1 Tipos de Poka-Yoke: Preventivo (Error Profing): Elimina a possibilidade de ocorrência da falha ou defeito específico, através do projeto. Detectivo (Mistake Profing): Detecta a falha ou defeito, caso ocorra, e pre- vine que a não-conformidade conti- nue no processo. 11.7.2 Exemplo de processos complicados: 11.7.3 Exemplo de Poka Yoke Preventivo ● Microondas não funciona com porta aberta; ● Moto não liga se estiver engrenada e com o pezinho abai- xado; ● Boia da caixa d’água evita que água vaze da caixa; ● Farol dos carros se apaga quando a chave é retirada do contato 11.7.4 Exemplo de Poka Yoke Detectivo ● Indicador no painel dos automóveis, que indica que o mo- torista não está usando o cinto de segurança; ● Carros que emitem som ao abrir a porta quando o farol está aceso e o veículo desligado. 11.7.5 Os 4 métodos de Poka Yoke - Para serviços Lembretes: Etiquetas, marcadores de preço para o cliente, Checklist de processo. Diferenciações: Filas separadas para etapas diferentes de processo. Restrições: O aviso que o caixa eletrônico dá ao cliente para que esse não esqueça o cartão dentro da máquina, funil. Exibições: Exibir lixo reciclável para que o cliente não esque- ça. 11.7.6 Análise de dados - Correlação : Associação entre variáveis Correlação : Como relacionar variáveis de entrada com variá- veis de saída ou resposta. O que fazer no processo para que o resultado prudente apareça. É interessante começar pelo SIPOC, pois ele facilita a visão entre os indicadores. 11.7.6.1 Sistema de causas A relação entre variáveis tem por base ajudar a encontrar quais são as causas, em termos de fatores, que estão levan- do-o a obter o resultado atual. A causa para um “não venda”, pode ser uma distorção no tempo de ligação depois que o cliente manifesta o interesse na compra. Ou ainda, no preço cobrado ao interessado. Com a análise de relação, será possível entender qual é ou quais são as variáveis que, se alteradas, vão melhorar seu resultado. Pela sua importância, vamos abordar a seguir várias técnicas estatísticas para que você consiga entender a relação entre a variável de interesse e as variáveis que in- fluenciam no seu comportamento. 11.7.6.2 E como fazer? Correlacionar variáveis é entender como uma variável de entrada em nosso banco de dados (X) influência em nossa variável de interesse (Y). Fornecedores ((ssuupppplliieerrss)) Entradas ((iinnppuuttss)) Processo ((pprroocceessss)) Saídas ((oouuttppuuttss)) Clientes ((cclliieennttss)) Variáveis de input Variáveis de processo Variáveis de output X1, X2, X3, ..., Xk Y Y = f(X1, X2, X3, ..., Xk) Exemplo: a quantidade de farinha (X1) e a temperatura de assar o bolo (X2) influenciam em seu sabor (Y)? Para descobrir essas correlações, temos uma série de ferramentas. Elas podem ser simples (para amostras) ou en- tão mais avançadas (para correlacionar populações). Para começar as análises, classifique as variáveis sob dois as- pectos: ● A variável é Y ou X? É numérica ou categórica? Y: Variáveis de saída do processo cujo comportamento você quer explicar e obter um modelo. Nomenclatura: variáveis resposta, variáveis dependentes ou itens de controle. X: 1) Variáveis de processo ou de entrada, candidatas a expli- car o comportamento das variáveis resposta. Nomenclatura: variáveis explicativas, variáveis independentes, fatores, itens de verificação; 2) Variáveis de estratificação Em seguida, identifique a técnica a ser utilizada na tabela abaixo: YY nnuumméérriiccaa YY ccaatteeggóórriiccaa XX nnuumméérriiccaa Simples: gráfico de dispersão Avançada: Análise de Regressão Simples: histograma estratificado Avançada: Regressão Logística XX ccaatteeggóórriiccaa Simples: histograma estratificado Avançada: testes de hipótese/ANOVA Simples: Pareto, gráfico de barras; Avançadas: testes de hipótese para proporção 11.7.6.3 O que é o gráfico de dispersão? São gráficos que plotam de maneira cartesiana um con- junto de variáveis, de maneira a buscar correlações entre 2 ou mais variáveis. São extremamente simples, mas extrema- mente importantes. Eles foram o embrião de toda a estatís- tica de correlação, como as famosas análises de regressão e outras análises multivariadas. Exemplos: 11.8 Case: Exemplo de análise com Gráfico de Dispersão em Serviços 11.8.1 Passo a passo para gráfico de dispersão Passo 1 - Modele seu problema: Uma empresa vende sensores para seus clientes. A ven- da é sempre uma venda técnica, que consiste em enviar um técnico até a fábrica do cliente para analisar quais sensores ele precisa e, em seguida, fornecer um orçamento. Caso o cliente aceite o orçamento, a empresa faz o “faturamento”. Acontece que, em alguns casos, esse processo é muito custoso. Há uma série de vendas com excesso de visitas e custos de prospecção altos para faturamentos relativamente baixos. A empresa vai analisar o seu processo comercial: ● Variável Y: faturamento de cada conta; ● Variáveis X’s: número de visitas e custos com a visitação. ● Qual é o melhor tipo de cliente e como melhorar ainda mais o processo de vendas? Passo 2 - Coletar dados sobre seu problema A empresa coletava os seguintes dados sobre seus problemas: Passo 3 - Construa o gráfico Construa o gráfico a partir dos dados coletados. Passo 4 - Entenda as correlações O total gasto é totalmente correlacionado ao número de vi- sitas. Ele é explicado em 86% pelo número de visitas: Não há uma clara correlação entre o número de visitas e o número de vendas: O faturamento éimpactado pelo número de vendas, porém dois grupos aparecem... O tipo de produto n° 2 é um produto muito mais atrativo para se vender. Ele tem o maior faturamento por vendas. Passo 5 - Tome ações ● Descobrimos que os custos dependem das visitas, mas o faturamento não. ● O faturamento depende do número de vendas. ● Um tipo de produto possui uma boa relação faturamento/ vendas, outros nem tanto. ● Devemos então focar nossos esforços nesse produto que tem boa relação faturamento/venda 11.8.2 Cuidado ao utilizar o gráfico de dispersão Atenção para não confundir medidas estatísticas com medidas causais: Correlação x Causalidade. Escutar rádio causa loucura? Esse é um exemplo que ocor- reu na década de 1930. Hoje, sabemos que rádio não causa loucura, portanto essa é uma relação estatística e não causal. Ca pí tu lo 4 Im pr ov e e co nt ro l Clique para voltar ao Índice Essa é a quarta fase do roteiro DMAIC. Objetivo: No Improve, escolhemos quais mudanças são mais promissoras e realizamos os testes para saber quais de fato vão gerar me- lhorias: ● Temos que priorizar as mudanças e estruturar nossos tes- tes. ● A partir dos testes, usando o ciclo PDSA, podemos enten- der melhor os detalhes e falhas em nossas hipóteses e predi- ções. ● Aqui também devemos ir aumentando gradualmente a es- cala e o escopo dos testes. ● Ao final, teremos uma boa convicção de quais mudanças vão de fato ser melhorias. Às vezes já até as implementamos durante a fase de testes (um ciclo para implementar). 12.2 O ciclo PDSA Na página seguinte analisaremos o ciclo PDSA: Preparar a implementação AAttiivviiddaaddeess Realizar os testes para confirmar suas hipóteses, verificando se as suas mudanças se transformaram de fato em melhorias. Uma vez que o grau de confiança é suficiente, resumir os aprendizados da etapa de testes e compartilhar com o grupo. Planejar as etapas de implementação. FFeerrrraammeennttaass Ciclo PDSA, Planejamento de Experimentos, Treinamentos Iniciais, Matriz de Habilidades Ciclos PDSA, Apresentação do projeto de Melhoria Plano de implementação SSaaííddaass Aumento do Grau de Convicção das suas mudanças Nivelamento do conhecimento da etapa de testes. Plano de implementação preenchido. Compilar o aprendido Testar, aprendendo e aumentando a escala e o escopo CCoonnhheecciimmeennttoo pprrooffuunnddoo CCoonnhheecciimmeennttoo eessppeeccííffiiccoo nnoo aassssuunnttoo ((mmééttooddoo cciieennttííffiiccoo)) CCaappaacciiddaaddee ddee ggeerraarr mmeellhhoorriiaass aauummeennttaaddaa ● A ferramenta se baseia na ideia de construção de conheci- mento específico. ● Gerar melhorias requer conhecimento profundo e também conhecimento específico. ● O melhor método de adquirir o conhecimento específico é aprofundar o método científico. 12.3 O método científico 1) Tudo começa quando analisamos ou observamos um fato ou fenômeno. 2) Após a observação, fazemos uma análise para entender o fenômeno. O entendimento ao final da análise aparece na forma de uma hipótese, ou teoria, que explica o fenômeno observado. 3) Com base na hipótese, elaboramos uma predição: por exemplo, como o processo vai se comportar após a mudança. 4) Com base nas predições, realizamos um experimento para observar os fatos reais. Será que eles são iguais às predições? Após realizado o experimento, observamos os fatos reais e elaboramos uma segunda versão de nossa hipótese. Para completar o método, repetimos este ciclo até termos uma hipótese sólida. Lembrem-se: nenhuma hipótese explica tudo, mas algumas hipóteses são úteis. 12.4 Case PDSA Projeto: Geração de negócios PDSA: Exemplo 1 - Data: 15/10/2010 Objetivo: Verificar se a publicação de um artigo na revista XY aumenta o indicador número de visitas no site da empresa. Plan Questões: 1) A publicação do artigo irá aumentar o número de acessos ao site? 2) Algum leitor do artigo irá entrar em contato via e-mail? Predições: 1) Sim. Deve aumentar em pelo menos 10%, pois as pessoas irão ler o artigo e irão entrar no site para saber mais sobre o assunto. 2) Sim. Ao ler o artigo, pelo menos 5 pessoas irão enviar um e-mail, para discutir o assunto. Dicas: • Faça um plano de coleta de dados (Quem, O que, Onde, Quando, Como). • Construa um formulário de coleta de dados. • Antecipe os gráficos e as técnicas que serão usados para analisar os dados. • Prepare-se para anotar e observar. Dados: Serão anotados: Número de acessos ao site. Este valor é medido através da ferramenta Google Analytics e o responsável por medi-lo é o Marquinho. Os dados serão coletados uma vez por semana, durante duas semanas após a publicação do artigo na revista. Número de e-mails. Marquinho ficará responsável por acom- panhar o número de e-mails enviados para a caixa da empre- sa. O acompanhamento será diário, porém o indicador será analisado semanalmente. Para a análise do gráfico será utilizado um gráfico de tendên- cia, pois atualmente o número médio de visitas diárias ao site é de 1. Dashboard: Estudar Não houve mudança significativa com a publicação do artigo na revista. As alterações no número de visitas ao longo do mês de outubro são todas causas comuns. Ao contrário de nossas predições, a resposta para a questão 01 foi não, pois o número de acessos ao site não se alterou com a publi- cação na revista. O segundo indicador analisado também se mostrou di- ferente das predições, já que não houve nenhum contato via e-mail. Nenhum leitor se manifestou via e-mail, o que o grau de repercussão estimado (5 pessoas) estava errado. Ação Quais ações serão tomadas? Há duas maneiras de pu- blicar na revista, uma por meio do envio de artigos gratuitos e outra pelo envio de artigos pagos (1 página = R$ 3.500,00). Nós fizemos o teste sem custo, já que conseguimos aprovar o artigo pela modalidade gratuita, porém, poucos artigos da revista são publicados desta maneira. Se conseguíssemos contatos por meio da publicação que nos trouxessem lucros maiores que 3,5 K, seria interessante pagar para termos os artigos publicados, porém, os dados nos mostraram que para o nosso negócio, esta modalidade não compensa. 13. Fase Control Essa é a quinta fase do roteiro DMAIC. Objetivo: Imple- mentar mudanças. ● Na fase do Control, nós vamos implementar as mudanças, finalizar o projeto e estabilizar os processos. ● É a hora onde mais se usa a Psicologia e se realiza a Gestão da Mudança. ● Devemos preparar as mudanças para serem lógicas e ali- nhadas com a cultura da empresa, trabalhando o racional e o emocional das pessoas envolvidas no processo. ● Também estruturamos o plano de implementação com base nas etapas: 1.Padronização, 2.Documentação, 3. Treinamen- to e 4. Implementação. ● Por fim, compilamos os ganhos, apresentamos os resulta- dos e celebramos. 13.1 Passo a passo do Control AAttiivviiddaaddeess Definir exatamente como serão os novos procedimentos e criar as instruções que serão desdobradas para a equipe do processo. Treinar a equipe com a finalidade de desenvolver neles as habilidades necessárias para executar o processo. Por treinamento entendemos uma série de atividades supervisionadas, não só aulas expositivas. Desdobrar o plano de ação para a mudança do jeito velho para o novo. Monitorar o desempenho do processo para avaliar se tudo está saindo conforme planejado. Resumir o aprendizado, apresentar os resultados, fazer as recomendações futuras e celebrar. FFeerrrraammeennttaass Formulários de trabalho padrão; Relatórios de Testes, Fluxogramas. Plano de treinamento, Andragogia, Matriz de Habilidades 5W2H, Gestão de Projetos, Ciclos PDSA. Ciclos PDSA, Gráficos de Controle, formulários de coleta de dados. Apresentação de encerramento. SSaaííddaass Desenho claro, lógico e justificado do novo processo. Pessoal treinado no novo processo. Novo processo funcionando de fato na organização. Evidências de Melhoria Finalizaçãoformal do projeto TTrreeiinnaammeennttooPPaaddrroonniizzaaççããoo ee ddooccuummeennttaaççããoo IImmpplleemmeennttaaççããoo CCoonnttrroollee FFiinnaalliizzaaççããoo 13.2 Desenvolvimento do plano de implementação Ao iniciar a fase de implementação, é importante identificar quem e o quê será afetado pelas mudanças, bem como onde e quando serão afetados. ● O Checklist de implementação pode ser útil na identifica- ção das áreas que precisam ser abordadas; ● A complexidade do seu plano depende, em parte, da exten- são das mudanças que estão sendo implementadas; ● É necessário um plano para implementar até mesmo uma pequena mudança. Caso contrário, você poderá omitir deta- lhes importantes e colocar em risco o sucesso da iniciativa de melhoria; ● O 5W2H é uma técnica a ser considerada para gerenciar atividade necessárias para a implementação de mudança; 13.3 5W2H - Exemplo de tabela OO qquuee ((WWhhaatt)) QQuueemm ((WWhhoo)) QQuuaannddoo ((WWhheenn)) OOnnddee ((WWhheerree)) PPoorrqquuee ((WWhhyy)) CCoommoo ((HHooww)) PPoorr qquuaannttoo ((HHooww mmuucchh)) 13.4 Etapas da Implementação - Checklist Para finalizar o curso, vamos repassar algumas ações im- prescindíveis: 1 - Padronize: Qual será a maneira que os novos processos serão conduzidos? Aqui é o olhar no detalhe de toda mudan- ça. 2 - Documente: Precisa-se documentar as implementações, além das instruções e objetivos. Esse documento será neces- sário para justificar as mudanças e treinar os funcionários. 3 - Treine: Nessa etapa é essencial um treinamento eficiente. Não deve ser somente uma série de aulas, as etapas de “mão na massa” também são necessárias. 4 - Meça: Implementação e controle.Avaliar os indicadores para garantir que a mudança fora feita de forma eficiente.