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CLASSIFICAÇÃO E NOMENCLATURA Prof. Dr. Diniz Júnior Distúrbios e Alterações do crescimento e da diferenciação celular Distúrbios da Diferenciação celular Adaptativos • Alteração do volume celular – Hipertrofia (hiper = aumento; trofia = nutrição); – Hipotrofia (hipo = diminuição; trofia = nutrição); – Distrofia (dis=degeneração; trofia = nutrição); doença degenerativa sistêmica. • Alteração da taxa de divisão celular – Hiperplasia (hiper = maior; plasia = formação); – Hipoplasia (hipo = menor; plasia = formação); • Alteração da diferenciação – Metaplasia (meta = conversão, mudança na constituição; plasia = formação). Distúrbios da Diferenciação celular Não Adaptativos • Alteração do crescimento e divisão celular – (Neo)plasia (neo = novo), proliferação (duplicação/desordenada) celular anormal; plasia = formação – (A)plasia – Ausência de proliferação celular (falha no desenvolvimento); plasia = formação – (Ana)plasia - desdiferenciação celular (desvio da normalidade); plasia= formação – (Dis)plasia - organização celular anormal (anomalia); envolve alterações fenotípica e genotípicas; plasia = formação – Agenesia – ausência de tecido ou órgão, mal desenvolvimento, esterilidade – Atresia – ausência de um orifício natural ALTERAÇÕES CELULARES Diminuição do tamanho (volume) e função da célula Alteração da diferenciação celular Aumento do tamanho (volume) da célula Aumento do número de células (Hipo)trofia = Atrofia Metaplasia Hiperplasia Hipertrofia Neoplasia Proliferação celular anormal TROFIAS = NUTRIÇÃO Alterações na taxa de divisão celular HIPOTROFIA/ATROFIA HIPERTROFIA HIPOPLASIA HIPERPLASIA Alterações de Volume celular Alterações da taxa de divisão celular Nutrição - catabolismo Nutrição - anabolismo No. de células metabolismo em que, após a ocorrer a digestão, as substâncias são recompostas e incorporadas nas células (assimilação – construção muscular). metabolismo em que ocorre a degradação pelo organismo das macromoléculas nutritivas, com liberação de energia (perda – degeneração muscular). ↑ No. de células ALTERAÇÕES CELULARES Alterações do volume celular Qual é a Diferença Entre Anabolismo e Catabolismo? Anabolismo e catabolismo são estados diferentes que descrevem se o corpo está construindo ou perdendo tecido muscular. ANABOLISMO (HIPERTROFIA) = GANHO DE MASSA MUSCULAR CATABOLISMO (HIPOTROFIA) = PERDA DE MASSA MUSCULAR Formação de substâncias completas a partir de substâncias simples Degradação de substancias completas em substâncias simples Aceitação e consumo de energia Perda e liberação de energia Hipotrofia (-) Célula com volume menor caso sofra agressão que resulta em diminuição da nutrição, do metabolismo e da síntese necessária para renovação de suas estruturas Alterações do volume celular • Hipertrofia (+) – Célula sofre estímulo excessivo, aumentando a síntese de seus constituintes básicos e seu volume (o aumento do volume é acompanhado por aumento das funções celulares). HIPERTROFIA (hiper = excesso; trofia = nutrição): É o aumento do volume (tamanho) das células, o que conduz consequentemente a aumento do volume do órgão. O do volume celular é resultante de maior síntese protéica. Pode ser classificado como: Hipertrofia fisiológica Ex: •Aumento do útero na gravidez induzido por hormônios estrogênicos; •Aumento da musculatura em trabalhadores braçais, atletas e fisiculturistas. •Aumento das fibras do coração por esforço físico Hipertrofia (+) Hipertrofia fisiológica (+) HIPERTROFIA DO MIOCÁRDIO Normal Hipertrofia Ex: - Hipertrofia patológico do ventrículo esquerdo por esforço e pelo aumento de trabalho necessário para vencer um obstáculo criado por estenose da valva aórtica. - Decorre devido a estímulos patológicos. Hipertrofia patológica (+) - Hipertrofia do macrófago devido ao aumento da atividade fagocitária (inflamatório, aterosclerose (células esponjosas). - Coração e megaesôfago chagásico. (a) Coração normal e Hipertrofia do músculo cardíaco em resposta a uma valvulopatia (doença chagas/hipertensão). (b) Cortes histológicos de tecido cardíaco normal. (c) Histologia do músculo cardíaco hipertrofiado. Hipertrofia patológica Hipertrofia patológica (+) O músculo e o cérebro: BDNF O exercício leva ao aumento sérico de BDNF. O aumento de BDNF leva à... Hipertrofia e novos mioblastos (regeneração muscular) Doenças neurodegenerativas O BDNF (brain-derived neurotrophic factor) é uma neurotrofina (proteína) encontrada em altas concentrações no hipocampo e córtex cerebral, sendo considerada molécula- chave na manutenção da plasticidade sináptica e na sobrevivência das células neuronais. Progesterona, estrogênio e DHEA são necessários para produzir BDNF. Hipotrofia/atrofia (-) Caquexia (severa) • Redução no volume e na função de uma célula ou órgão. • as células encolhem. Se uma quantidade suficiente de células diminui de tamanho, todo o órgão se atrofia. Essa geralmente é uma alteração normal causada pelo envelhecimento que pode ocorrer em qualquer tecido, sendo mais comum no músculo esquelético, coração, cérebro e órgãos sexuais secundários (como as mamas). • Resultante da resposta adaptativa da célula ao estresse persistente. de suas funções. do volume. Caquexia é a perda de tecido adiposo e músculo ósseo Hipotrofia/atrofia (-) Pode ser causado por: • Desuso ou diminuição de trabalho • Diminuição do Suprimento sanguíneo • Insuficiência de nutrição (prisioneiros, fome África) • imobilização de um membro engessado • Interrupção de sinais tróficos (hormônios) Estrógeno, FSH, testosterona. • Envelhecimento • Por Compressão (neoplasias) • doenças degenerativas (poliomielite) • Traumas na medula (interrupção fluxo sanguíneo). Poliomielite Repouso prolongado Hipotrofia (por desuso) DESNUTRIÇÃO MISTA = Marasmus (má nutrição severa)Anorexia Hipotrofia (por nutrição) O testículo à direita sofreu atrofia e é muito menor do que o normal no testículo esquerdo. (HORMONAL) Hipotrofia (hormonal) HIPOTROFIA (POR DEGENERAÇÃO) Doença de Alzheimer Doença de Parkinson Hipotrofia patológica DISTROFIA PATOLÓGICA Sintomas: • Dificuldade para levantar quando deitado ou sentado • Grandes músculos da panturrilha • Dificuldades de aprendizagem • Fadiga • Deformidades em articulações e na coluna (escoliose severa) • Fraqueza que piora com o tempo. DISTROFIA MUSCULAR DE DUCHENNE Só os meninos desenvolvem essa enfermidade, que se caracteriza pela ausência de uma proteína essencial para a integridade do músculo, que vai degenerando progressivamente. PLASIAS = FORMAÇÃO Alterações no formato celular HIPERPLASIA (hiper = excesso; plasia= formação): Aumento do número de células parenquimatosas, que mantêm seu tamanho e funções normais. Porém, o tecido ou órgão hiperplásico tem seu volume aumentado, bem como sua função. Comum em células lábeis ou estáveis. Ex: Reação inflamatória; Processo regenerativos; Estímulos Hormonais; Estímulos de Trabalho. Obs: Hiperplasia e hipertrofia podem ocorrer juntas pelos mesmos estímulos externos. Está bastante relacionado com a hipertrofia. Podem ser FISIOLÓGICAS e PATOLÓGICAS. Hiperplasia Fatores de Crescimento celular (Ex. calo) Estimulação excessiva de hormônios (progesterona, estrógeno, testosterona, TSH, PSA) Hiperplasia Patológica Irritação crônica, infecção, desequilíbrio nutricional (deficiência de zinco, vitamina D, iodo) HIPERPLASIA HIPERTROFIA Aumento do número de células em um tecido, decorrente de divisão celular aumentada Aumento no tamanho das células em um tecido, seguido de aumento da capacidade funcional Hipertrofia fisiológica do músculo esquelético em resposta ao exercício. x Pode ser classificado como: • Fisiológica ou hormonal; • Compensatória ou vicariante; • Patológica; • Reacional e; • Congênita; Só ocorre emórgãos que contenham células lábeis ou estáveis Decorrente de estímulo fisiológico, como ação hormonal. Ex: - hiperplasia da mama e do útero durante a puberdade e a gravidez. - Crescimento do endométrio após o período menstrual. Hiperplasia (fisiológica ou hormonal) Estrógeno (hiperplasia canicular) Progesterona Crescimento loboalveolar Hiperplasia compensatória ou vicariante (ocorre quando parte de um órgão é removido, o outro órgão sofre processo de hipertrofia e hiperplasia para suprir a deficiência). Ex: Hepatectomia (regeneração) parcial do fígado; - Nefroctomia unilateral (retirada de um dos rins) - Orquiectomia (remoção cirúrgica do testículos). Prometeu Hiperplasia (compensatória) Aumento do número de células devido a ação de alguma má formação ou agente invasor (Ex: microrganismos) Ex: Hiperplasia do tecido conjuntivo- vascular na cicatrização (proliferação de fibroblastos e vasos capilares) Hiperplasia do epitélio formando verrugas na pele e na mucosa, devido a infecção do HPV. Hiperplasia Congênita Aparecem durante a vida intra-uterina como a macrossomia fetal (excesso de peso). Hiperplasia (reacional) Hiperplasia patológica Geralmente são resultantes de estimulação hormonal excessiva. A hiperplasia patológica é solo fértil para PROLIFERAÇÃO CANCEROSA. Ex: - Hiperplasia nodular da próstata (baixo nível de testosterona e aumento de estrógeno); - Neoplasia benigna em glândulas endócrinas controladas pela hipófise, sofre hiperplasia quando entra em hiperfunção; - Endometriose: ocorre devido a um desequilíbrio entre estrogênio e progesterona, com consequente hiperplasia das glândulas endometriais. Hiperplasia (patológica) Útero. Hiperplasia e hemorragia do endo- métrio (metrorragia) Hiperplasia nodular da próstata Hipoplasia Diminuição do volume de um órgão ou tecido devido a redução do número de células (mal desenvolvimento de um órgão ou tecido). • Embriogênese – defeito de formação, ocorre durante o desenvolvimento normal (hipoplasia pulmonar, renal, etc). • Diminuição no ritmo de renovação (celular x aumento da taxa de morte celular). Hipoplasia do esmalte dentário Hipoplasia da glândula tireóide (Hipotireoidismo) Etiologia: agressões mecânicas: próteses, calor, alimentos quentes, inflamações crônicas, agentes químicos : fumo, suco gástrico Alterações na taxa de divisão celular • Aplasia = imperfeição; A = negação; plasia = formação – Ausência de proliferação celular, ocasionando desenvolvimento imperfeito ou incompleto de órgão (disdeferenciação). • Anaplasia = Ana = falta de diferenciação. – Quando a formação celular tem um desvio da normalidade. Depois que se caracteriza uma anaplasia é que se deve dar certeza de uma neoplasia maligna. • Displasia: dis = imperfeito, irregular, anormal; plasia = formação – Distúrbio na formação (marcador biológico para adenocarcionomas). Proliferação celular, redução, maturação ou ausência de diferenciação. Displasia Proliferação celular e redução ou ausência de diferenciação (do gr. dys = imperfeito, irregular). • Condição adquirida caracterizada por alterações no crescimento e da diferenciação celular acompanhadas de redução ou perda da diferenciação das células afetadas. • Displasias mais importantes: de mucosas como a do colo uterino, a dos brônquios e a gástrica. Alterações da diferenciação celular • METAPLASIA: meta= conversão, variação, mudança; plasia = formação • Variação na mudança de um tipo celular adulta e madura (epitelial ou mesenquimal) em outro da mesma linhagem. • Ela representa uma substituição adaptativa de células sensíveis ao estresse por tipos celulares mais capazes de suportar o ambiente hostil. • Considerado um processo pré-maligno. Pode ser precursora de NEOPLASIA. • Tipos: – Transformação de epitélio pavimentoso não queratinizado em epitélio queratinizado; – Transformação de epitélio glandular endocervical em epitélio escamoso (formação de cistos); – Transformação de epitélio gástrico em epitélio intestinal. – Transformação do epitélio respiratório colunar para epitélio escamoso (ocasionado pelo excesso de fumo). (grego carcinos = Caranguejo) METAPLASIA Metaplasia escamosa da bexiga urinária devido a cálculos urinários Epitélio escamoso estratificado Epitélio de transição Metaplasia maturação celular anormal (anomalia)conversão (mudança/diferenciação) de tipo celular Neoplasias Neoplasias • Neoplasia (gr. "neo" + "plasis" = formação): Proliferação local celular anormal, descontrolada e autônomo (fora do controle dos mecanismos que regulam a multiplicação celular), irreversível (persistente mesmo após a cessação dos estímulos que determinaram a alteração), as células reduzem ou perdem a capacidade de se diferenciar em consequências de alterações nos genes que regulam o crescimento e diferenciação celulares. • Tumor: qualquer lesão expansiva ou intumescimento localizado que tem como consequência aumento de volume…pode ser uma inflamação localizada ou um Edema, que é considerado também um tumor (inchaço). • Câncer: normalmente este termo é usado para identificar qualquer neoplasia maligna. • Oncologia/cancerologia: Ramo da patologia que estuda as neoplasias (tumores cancerígenos). Características de uma célula neoplásica Autossuficiência na proliferação celular Aumento do volume do núcleo Alteração do número e da forma das organelas celulares Perda de diferenciação Alteração dos receptores de membrana citoplasmática Neoplasia Normal Perda de adesão à matriz extra-celular e de contacto com outras células Proliferação descontrolada Insensibilidade aos inibidores da proliferação celular (P-53) e apoptose Defeitos no sistema de reparo de DNA Angiogênese (surgimento de novos vasos sanguíneos) Invasão e metástase Como nosso corpo está organizadoCâncer Tumores são massas de células formadas a partir de células que multiplicam-se sem controle e são malignos. Câncer é o nome genérico de doenças em que tumores malignos invadem tecidos, podendo se espalhar pelo corpo por meio da circulação sanguínea, gerando as metástases. Células entram em divisão descontrolada podendo invadir os tecidos adjacentes e/ou distantes. Pode ser causado por mutações, ação de vírus ou bactérias. célula cancerosa Entre as células normais surge uma célula cancerosa... vaso sanguíneo tumor ... que se divide sem parar, originando outras células. Se as células cancerosas caírem nos vasos sanguíneos, podem se espalhar pelo corpo. METÁSTASE Metástase = mudança de lugar é a disseminação e crescimento das células neoplásicas em locais distantes da sua origem, sem continuidade entre as duas. Tumor secundário. Processos: 1. Destacamento das células da massa tumoral 2. Deslocamento pela matriz extracelular 3. Invasão de vasos linfáticos ou sanguíneos 4. Adesão ao endotélio do vaso no órgão alvo 5. Saída do vaso 6. Proliferação no tecido alvo. Vias das Metástases 1. VIA LINFÁTICA: A via linfática é via mais comum de disseminação de carcinomas. Os tumores não possuem vasos linfáticos em seu interior, mas apenas ao seu redor. Células metastáticas que por ventura tomem essa via podem chegar ao “linfonodo sentinela”. 2. VIA HEMATOGÊNICA: É via a mais comum de disseminação de sarcomas. Na via hematogênica, devido à espessura da parede das artérias elas são comumente menos penetradas que as veias. Portanto, a via de disseminação venosa é mais comum e ocorre com o desprendimento de células metastática que alcançam o primeiro leito capilar que encontram. 3. VIA IMPLANTAÇÃO: Pode ocorrer em processos cirúrgicos e o local mais atingido é a cavidade peritoneal. As células metastáticas que aderem à superfície ou cavidade acometida podem permanecer aderidas sem penetrar ou podem penetrar e gerar um novo tumor. Neoplasias Neoplasia benigna: (não câncer) crescem apenas localmente e NÃO SE ESPALHAM por invasão ou metástase.Neoplasia maligna: (câncer) INVADEM OS TECIDOS VIZINHOS (ESPALHAM), por meio dos vasos sanguíneos provocando metástase para locais diferentes do corpo. CÉLULAS ATUAM NAS METÁSTASES Linfócitos B (plasmócitos) Monócitos (macrófagos) EosinófiloNeutrófilo Basófilo (histamina) Leucócitos Granulócitos Leucócitos agranulócitos Linfócitos T Linfócitos NK MACROFAGOS: são responsáveis pela remoção de ‘debris’ (células mortas) assim como pela defesa contra certos tipos de invasores. Modo Transformer Quimiotáxicos e fagocíticos Monócitos MacrófagosTECIDOSSANGUE LINFÓCITO T CITOTÓXICOS: Reconhece células estranhas: células cancerígenas; parasitas multicelulares; fungos; células infectadas por vírus; enxertos e transplantes. CÉLULAS NK (natural killer): Matam certos microrganismos e células cancerosas; produzem algumas citocinas, substâncias mensageiras, que regulam certas funções dos linfócitos T, dos linfócitos B e dos macrófagos. Marcadores Tumorais São substâncias que podem ser encon- tradas em quantida- des acima do normal no sangue, urina ou tecidos do corpo de alguns pacientes com certos tipos de câncer, sendo produz- zido pelo próprio tumor ou pelo corpo, em resposta à presença do tumor. Neoplasias glândulares Invasão local • Tumor benigno • Crescimento lento e expansive; • Menos agressivo; • Cápsula fibrosa ou pseudocápsula; • Ciclo celular típico (mitoses); • Não invadem outros tecidos. Não infiltram; • Não metastizam; • Não sangram; • Necrose rara; • Não recidivam; • Não trazem danos a saúde (se tratados); • Podem ser removidos, sem complicações. • Tumor maligno • Crescimento rápido, acelerado e infiltrativo; • Mais Agressivo; • Não encapsulados; • Invasão vascular, linfática e perineural; • Ciclo celular atípico (mitoses frequentes/Pleomorfismo); • Metastizam; • Invadem outros tecidos. São Infiltrativos; • Sangram ; • Necrose frequente; • Recidivam; • Danos à saúde, podendo levar a morte. Neoplasias TECIDO EPITELIAL (com base nas características micro/macromorfológica do tecido) • BENÍGNOS (sufixo “OMA” = TUMOR) • MALÍGNOS (sufixo “CARCINOMA (grego carcinos = Caranguejo) + órgão de origem”) tipo de câncer mais comum DO EPITÉLIO DE REVESTIMENTO: a) Benignas denominadas "papilomas“ na superfície epitelial (epitélio escamoso) b) Malignas denominadas "carcinomas“ no epitélio superficial DO EPITÉLIO GLANDULAR: a) Benignas são denominadas "adenomas" Ex: cistoadenoma b) Malignas denominadas "adenocarcinomas". TECIDO MESENQUIMAL (CONJUNTIVO) OSSOS, MÚSCULOS OU CARTILAGEM • BENÍGNOS (sufixo “OMA”=TUMOR) • MALÍGNOS (sufixo “SARCOMA”; SAR = Carnoso) b) não-hematopoiéticas: incluem todas as células mesenquimais não derivadas do tecido hematopoiético (sanguíneo). c) hematopoiéticas: incluem as células que são exportadas para o sangue (principalmente com relação aos glóbulos brancos). A grande maioria tem comportamento maligno. ORIGEM COMPORTAMENTO TIPO DE TECIDO BENÍGNO MALÍGNO Epitélio revestimento Sufixo OMA Sufixo CARCINOMA Epitélio glandular Sufixo OMA Sufixo CARCINOMA Mesenquimal Sufixo OMA Sufixo SARCOMA Para os tumores BENÍGNOS acrescenta-se o sufixo “OMA” = TUMOR, ao termo que o originou; mas há exceções. Geralmente os tumores terminados com sufixo “CARCINOMA” OU “SARCOMA” são malignos OBS: GRANULOMA (processo inflamatório crônico). HEMATOMA (hemorragia tecidual) Neoplasias Geralmente os tumores terminados com sufixo “OMA” são benignos. Exceções: SÃO NEOPLASIAS MALIGNAS E FOGEM À REGRA. LINFOMA = câncer que afeta os linfócitos T e B. MELANOMA = câncer de pele MIELOMA = câncer da medula óssea PLASMOCITOMA = câncer dos plasmócitos (linfócitos B) TERATOMA = câncer dos tecidos embrionários (Terato = monstro) SEMINOMA = câncer dos testículos HEPATOMA = câncer dos hepatócitos (fígado) HIPERNEFROMA (ADENOCARCINOMA RENAL) = Câncer dos rins SARCOMA = câncer dos tecidos conjuntivos EPITELIOMA ou CARCINOMA= câncer do tecido epitelial ADENOMA = crescimento gandular (não maligno). Com associação –CARCINOMA (malígnos). LEUCEMIA = neoplasia das células hematopoiéticas. Neoplasias EXCEÇÕES: USO DE EPÔNIMOS: Nome do autor que as estudaram pela primeira vez. Estão em desuso. Exemplos: "Tumor de Brenner" (ovário / benigno); “Tumor de Krukenberg” (adenocarcinoma metastático ovário) "Tumor de Wilms" (rim / maligno); "Tumor de Codmam" (osso / benigno); "Linfoma de Burkitt" (linfócitos / maligno) ; "Doença de Hodgkin" (linfócitos / maligno); "Sarcoma de Kaposi" (pele / maligno / imunodeprimidos); LINFEDEMA Corresponde ao inchaço (edema) dos tecidos devido à acumulação de linfa intersticial. Resulta da deficiente drenagem feita pelo sistema linfático e pode ocorrer nos membros inferiores, nos braços ou em outras partes do corpo. Podendo apresentar-se de forma congénita ou adquirida. Doenças do sistema linfático Linfomas e Leucemias LINFOMA Trata-se de um cancro do sistema linfático. Inicia-se com a transformação maligna de linfócitos (um tipo de leucócito) e pode ocorrer num único gânglio linfático, num grupo de gânglios ou noutras partes do sistema linfático, como o baço. Pode ter origem genética ou ser provocado por certos compostos químicos presentes, por exemplo, em pesticidas. Doenças do sistema linfático LEUCEMIA • Proliferação e/ou acúmulo de leucócitos (glóbulos brancos) no sangue periférico e medulla óssea. • Origem: Medula óssea. • Tipos: Mielóide ou linfóide Aguda ou crônica • Proliferação e/ou acúmulo de linfócitos (glóbulos brancos) no linfonodos e tecidos linfóides. • Origem: Linfonodos e tecidos linfóides • Tipos: Hodgkin Não Hodgkin LINFOMA Além dos linfonodos, quais são os outros órgãos que podem estar comprometidos pelo linfoma ? Linfomas de Hodgkin (LH) acometem predominantemente linfonodos, baço e medula óssea Linfomas Não-Hodgkin (LNH) ou Linfoma de Burkitt, podem apresentar manifestações extra-nodais em aproximadamente 25% dos casos: – estômago – pele – cavidade oral – intestino delgado – sistema nervoso central (SNC) Origem do tumor: • Linfócitos B • Linfócitos T Comportamento biológico do tumor: Indolentes Agressivos Doença de Hodgkin Forma de tratamento sistémico. Consiste na introdução de substâncias químicas (medicamentos), isolados ou combinados, com o objetivo de destruir as neoplasias malignas (células anormais/tumorais). As células que mais sofrem a acção da quimioterapia são aquelas que crescem e se dividem muito, como as células neoplasicas. Mas há outras células do nosso organismo também têm estas características e também vão ser atingidas, acarretando os efeitos colaterais ou indesejados do tratamento. Quimioterapia A radioterapia se baseia no emprego da radiação para tratamento, utilizando vários tipos de energia que podem atingir o local dos tumores ou áreas do corpo onde se alojam as enfermidades, com a finalidade de destruir suas células. A célula dos organismos vivos tem 3 componentes principais. Membrana, citoplasma e núcleo. As energias da radiação interagem com as moléculas Água, Proteínas, Ácido nucléico, Lipídios e Carboidratos. Radioterapia Morte celularDano Radiação Doença de Hodgkin Neoplasias A neoplasia mais comum é o nevo (pinta pigmentada) da pele, e a maioria das pessoas tem muitos, podemos ver neste peitoral. Neoplasias Carcinoma epidermóide em boca. Dentre as neoplasias malignas em boca, o carcinoma epidermóide é o mais freqüente, sendo bastante prevalente na população brasileira. Sua presença atualmente tem sido correlacionada a hábitos de uso de fumo e álcool. SINTOMATOLOGIA A,B,C do Melanoma BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA: