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tratamento – Sanarflix
Resumo de osteoporose: epidemiologia, fisiopatologia, quadro
clínico, diagnóstico e tratamento – Sanarflix
Redação Sanar 31/08/2020
Índice 
1. Definição
2. Epidemiologia   
3. Fisiopatologia do osteoporose
4. Quadro clínico da osteoporose
5. Diagnóstico de osteoporose  
6. Tratamento de osteoporose 
7. Mapa mental
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Definição
A osteoporose é uma condição clínica caracterizada por perda progressiva de massa óssea e
deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, sendo a principal causa de fraturas na população
acima de 50 anos. É uma doença silenciosa que afeta especialmente as mulheres na pós-menopausa
e idosos e tem elevada taxa de morbimortalidade. O principal objetivo no diagnóstico e tratamento
precoce é a prevenção das fraturas. 
Epidemiologia   
A osteoporose e afeta mais de 200 milhões de pessoas em todo o mundo e é uma das principais
causas de morbidade e mortalidade em idosos. Ocorre mais comumente em mulheres na pós-
menopausa. Estima-se que cerca de 50% das mulheres e 20% dos homens com idade igual ou
superior a 50 anos sofrerão uma fratura osteoporótica ao longo da vida. 
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Há morbimortalidade acentuada associada às fraturas em pessoas com idade avançada,
principalmente de quadril. Aproximadamente 5% desses indivíduos que apresentam fratura morrem
durante a internação hospitalar, 12% morrem nos 3 meses subsequentes e 20% morrem no ano
seguinte ao da fratura, conforme dados norte-americanos. 
No Brasil, são escassos os dados precisos sobre a prevalência da osteoporose e incidência de
quedas e fraturas, assim como sobre custos relacionados a esses eventos. Estimativas revelam que
a população brasileira propensa a desenvolver osteoporose aumentou de 7,5 milhões, em 1980, para
15 milhões, em 2000. 
Outros fatores de riscos incluem hipogonadismo, terapia com glicocorticóides, doenças
gastrointestinais, de�ciência de vitamina D, terapia com drogas anticonvulsivantes, hipercalciúria e
abuso de álcool. 
Fisiopatologia do osteoporose
A característica óssea de indivíduos com osteoporose incluem tamanho ósseo pequeno,
microarquitetura desfavorável (por exemplo, comprimento aumentado do colo femoral),
microarquitetura rompida e porosidade cortical. 
Indivíduo normal (painel esquerdo) e um paciente com osteoporose (painel direito). Fonte: UptoDate
Indivíduo normal (painel esquerdo) e um paciente com osteoporose (painel direito). 
Outro aspecto importante na osteoporose é a viabilidade diminuída de osteócitos. Essas células são
antigos osteoblastos enterrados dentro osso mineralizado que sente e responde a mudanças nas
forças mecânicas. Com a depleção dessas células, o osso vai perdendo sua capacidade de ganhar
resistência. 
A obtenção do pico de massa óssea varia de acordo com o gênero, etnia, tamanho do corpo e região
óssea. Em meninas saudáveis, o período de pico de acúmulo de massa óssea ocorre entre as idades
de 11 e 14 anos. A perda óssea começa antes da menopausa, conforme ilustrado por vários estudos
prospectivos que relataram vários graus de perda óssea durante a transição da menopausa, mais
frequentemente em mulheres com distúrbios de ovulação subclínicos ou sintomas da
perimenopausa. 
Nos homens, o pico da densidade óssea espinhal é alcançado em aproximadamente 20 anos,
enquanto o pico da densidade do rádio e diá�se femoral é alcançado um pouco mais tarde  perdem
aproximadamente 30% do osso trabecular e 20% do osso cortical durante a vida. A perda óssea
trabecular parece começar na vida adulta jovem, enquanto a perda óssea cortical é menos
pronunciada ou começa mais tarde na vida. No entanto, a perda da densidade óssea é menos
acentuada nos homens. 
Os hormônios desempenham papel fundamental na patogênese da osteoporose, por isso mulheres
pós-menopausa são grupo de risco. Os estrogênios e androgênios diminuem a reabsorção óssea,
restringem a taxa de remodelação óssea e ajudam a manter um equilíbrio focal entre a formação e
reabsorção óssea. Esses efeitos são o resultado de in�uências hormonais na taxa de nascimento de
osteoclastos e progenitores de osteoblastos na medula óssea, bem como efeitos pró-apoptóticos em
osteoclastos e efeitos antiapoptóticos em osteoblastos maduros e osteócitos.
Quadro clínico da osteoporose
A osteoporose geralmente geralmente permanece assintomática até que haja uma fratura. Esse é um
fato importante porque muitos pacientes sem sintomas presumem incorretamente que não devem
ter osteoporose. Por outro lado, os pacientes que sentem dores em quadris ou pés presumem
erroneamente que suas queixas se devem à osteoporose, mas isso é improvável sem que fraturas
ocorram. Em comparação, a dor é comum na osteomalácia na ausência de fraturas ou outras
deformidades ósseas. 
A fratura vertebral é a manifestação clínica mais comum da osteoporose. A maioria dessas fraturas é
assintomática, sendo diagnosticados como um achado incidental na radiogra�a de tórax ou
abdominal. As manifestações clínicas da fratura vertebral sintomática incluem dor ao movimento e
diminuição do tamanho.
As fraturas de quadril também são relativamente comuns na osteoporose, afetando até 15% das
mulheres e 5% dos homens até os 80 anos de idade. Além disso, podem ocorrer fraturas do rádio
distal (fraturas de Colles). As fraturas de Colles são mais comuns em mulheres logo após a
menopausa, enquanto o risco de fratura de quadril aumenta exponencialmente com a idade. 
Diagnóstico de osteoporose  
O diagnóstico da osteoporose pode ser clínico, nos casos de indivíduos com fatores de risco que
apresentam fratura osteoporótica. Também pode ser estabelecido com base na medida de baixa
densidade mineral óssea por densitometria óssea (DMO). A DMO é expressa em termos de grama de
mineral por centímetro quadrado analisado (g/cm2 ).
Quando a DMO do indivíduo é comparada à de adultos jovens normais do mesmo sexo, obtém-se o
escore T. Quando comparada com a esperada para pessoas normais da mesma idade e sexo, obtém-
se o escore Z. 
Com base na relação semelhante entre DMO e fratura em homens e mulheres, a Organização Mundial
da Saúde (OMS) recomenda o uso de limiares diagnósticos semelhantes para osteoporose em
homens com 50 anos ou mais e em mulheres pós-menopausa. Esses limiares diagnósticos tem
como base as medições de DMO do quadril: 
CATEGORIA  ESCORE T 
Normal Até -1
Osteopenia  Entre -1 e -2,5
Osteoporose  Igual ou inferior a -2,5
Osteoporose estabelecida  Igual ou inferior a -2,5 associada a fratura por fragilidade óssea
Tratamento de osteoporose 
Mudanças no de estilo de vida são essenciais para diminuir risco de fraturas em pacientes com
osteoporose, principalmente mulheres pós-menopausa e outros grupos de risco. As medidas de
estilo de vida incluem ingestão de cálcio e vitamina D adequados, exercícios físicos, parar de fumar,
prevenção de quedas e evitar o uso pesado de álcool. Em geral, recomenda-se 1200mg de cálcio
elementar diariamente e 800 UI de vitamina D diariamente. Se a ingestão for conseguida através da
alimentação, não há necessidade de suplementação. 
Além da terapia não farmacológica, recomenda-se para pacientes com osteoporose estabelecida
(pontuação T ≤-2,5) ou com histórico de fratura osteoporótica que sejam tratadas com um agente
farmacológico. Os bifosfonatos orais, como alendronato de sódio, risedronato de sódio e
pamidronato dissódico, são os medicamentos de primeira escolha no tratamento da osteoporose.
Eles reduzem eventos futuros de fraturas osteoporóticas e possuem estudos de até 10 anos de
seguimento publicados que comprovam e�cácia e segurança.  A maioria dos estudos que embasam
o uso de medicamentos na prevenção de fraturas osteoporóticas tem seguimento de 3-5 anos.Para pacientes que apresentam falha terapêutica aos bifosfonatos ou possuam distúrbio da
deglutição, a utilização de raloxifeno, estrógenos conjugados ou calcitonina deve ser considerada. 
Mapa mental
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