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ORIENTAÇÕES GERAIS | 143
complexidade graduais. Nessa metodologia, ora os es-
tudantes interagem individualmente, ora em grupos, 
fazem pesquisas e investigam determinados temas na 
busca de possíveis soluções para o problema. 
Aprendizagem em equipe (TBL, do inglês team-
-based learning): é também um processo em que os 
estudantes aprendem de modo colaborativo, em equi-
pes de cinco a sete membros com perfis variados, pa-
ra atuar de modo permanente. Há aplicação de ativi-
dades e avaliação aos pares, para os quais eles devem 
se preparar previamente.
Há particularidades para o trabalho com as etapas da meto-
dologia ativa TBL. Para saber mais a esse respeito, leia o artigo “O 
‘Bê-Á-Bá’ da aprendizagem baseada em equipe”, publicado na 
Revista Brasileira de Educação Médica (Rio de Janeiro, v. 4, n. 4, 
out.-dez. 2016). Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.
php?script=sci_arttext&pid=S0100-55022016000400602& 
lng=en&nrm=iso. Acesso em: 24 ago. 2020.
MAIS SOBRE O ASSUNTO
Sala de aula invertida: nesta metodologia ativa, os es-
tudantes são incentivados a realizar alguns estudos antes 
das aulas. Para isso, dependendo dos objetivos de aprendi-
zagem, você também pode propor a eles que utilizem tec-
nologias digitais para realizar simulações animadas, por 
exemplo. Durante a aula, com base na preparação feita por 
eles, você pode fazer uma breve apresentação do material, 
mas, para que a aula não seja apenas expositiva, incentive-
-os também a participar trazendo questionamentos, de-
batendo, tudo isso intercalado com as atividades feitas 
“com lápis no papel”. 
Sobre essa metodologia ativa, Bacich & Moran (2018) 
afirmam:
a abordagem da sala de aula invertida não deve 
ser novidade para professores de algumas disciplinas 
[...]. Mesmo nas disciplinas das ciências exatas, muitos 
professores podem estar usando estratégias de ensino 
que têm alguma semelhança com a sala de aula in-
vertida. Eles podem não estar conscientes dessa ter-
minologia [...]. No entanto, como mencionam Berg-
mann e Sams (2012) em seu livro Flip Your Classroom: 
Reach Every Student in Every Class Every Day, baseado no 
trabalho pioneiro sobre a implantação da sala de aula 
invertida em suas disciplinas do ensino médio ameri-
cano, os professores podem iniciar com o básico sobre 
a inversão da sala de aula e, à medida que vão adqui-
rindo experiência, passar a usar a aprendizagem ba-
seada em projetos ou em investigação. Com isso, vão 
se reinventando, criando cada vez mais estratégias 
centradas nos estudantes ou na aprendizagem, em vez 
das aulas expositivas que costumavam ministrar.
BACICH, L.; MORAN. J. (org.). Metodologias ativas para uma 
educação inovadora: uma abordagem téorico-prática. Porto 
Alegre: Penso, 2018. p. 30.
Método do caso ou discussão e solução de casos 
(teaching case): esta é uma metodologia ativa que favo-
rece o desenvolvimento do pensamento crítico e analí-
tico dos estudantes, bem como a comunicação e a ar-
gumentação, pois eles realizam pesquisas de fatos 
específicos que auxiliam na análise e na discussão dos 
casos por meio de dados coletados. Dinâmicas de so-
cialização dos dados coletados e pesquisados, como 
mesa-redonda, exposições dialogadas, debates temáti-
cos, seminários, oficinas, entre outras, materializam de 
modo concreto a implementação dessa metodologia 
ativa nas aulas. 
Há outros tipos de metodologia ativa além desses comenta-
dos que você pode eleger para trabalhar nas aulas. Descubra 
mais a esse respeito no material disponível em: http://base 
nacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno- 
de-praticas/aprofundamentos/202-o-uso-de-metodologias- 
ativas-colaborativas-e-a-formacao-de-competencias-2 (acesso 
em: 24 ago. 2020).
MAIS SOBRE O ASSUNTO
 � As culturas juvenis e os estudantes 
como sujeitos autônomos dos 
próprios projetos de vida
Pensar as culturas juvenis na escola é pensar o jovem 
como sujeito do Ensino Médio sobre diferentes aspectos 
de representação: jovens que são vistos como fonte de 
vitalidade e, sem dúvida, importantes para o futuro da 
sociedade.
Isso porque os jovens vivenciam de muitas maneiras 
a participação na sociedade, até mesmo no espaço esco-
lar, fortalecendo um estreitamento das relações pessoais 
com o grupo mais próximo e formando com a participa-
ção nesse grupo uma categoria socialmente produzida. 
E cada uma dessas categorias particulares adota uma ma-
neira própria de expressar ou reinterpretar a cultura em 
que está socialmente inserida, caracterizando uma cultu-
ra juvenil.
Falamos em jovens, no plural, para indicar não apenas a 
diversidade que existe entre eles, como também nos vários 
modos que cada um deles exerce essa fase tão relevante da 
vida, que é ser jovem.
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*Acesso em: 24 ago. 2020. 
Observando indicadores sociais, é possível afirmar que 
há uma grande diversidade de realidades e de contextos 
culturais nos quais os jovens brasileiros estão inseridos. 
Isso é real e é fato; e ainda que se esses jovens se encon-
trem em diferentes estágios de desenvolvimento, eles pre-
cisam ser preparados para a vida adulta para que exerçam 
uma atuação ética, cidadã e responsável no mundo que 
os rodeia.
É dentro desse contexto que tanto o processo de re-
flexão a respeito do que cada jovem almeja quanto o pla-
nejamento de ações a serem desenvolvidas para construir 
esse futuro almejado podem representar uma possibili-
dade privilegiada de desenvolvimento pessoal e social. 
Trata-se da identificação do projeto de vida do jovem. 
É justamente aí que a escola assume um papel espe-
cial, pois nessa fase tão relevante da vida de uma pessoa 
é que uma série de experiências e de aprendizados pre-
cisa acontecer para que os jovens possam, de fato, se cons-
truírem como sujeitos, formando uma identidade não 
apenas pessoal, mas coletiva, por meio do pertencimen-
to a uma categoria socialmente produzida.
O Novo Ensino Médio, sendo a última etapa integran-
te da Educação Básica, carrega em si uma oportunidade 
de examinar a fundo as experiências e os aprendizados. Ao 
assumir o caráter de formação geral e ampla, na qual cada 
estudante exerce autonomia para pensar e desenvolver-se, 
possibilitamos muito mais do que o “prosseguimento dos 
estudos”. Visa também a garantia de preparação para o 
mundo do trabalho, para o exercício consciente da cida-
dania e, ainda, a capacitação deles para continuar em um 
processo permanente de formação continuada.
As culturas juvenis são realidades profundamente dia-
lógicas quanto a essa proposta de aprendizagem mais 
atrativa e a possibilidade de flexibilização dos conteúdos 
que o Novo Ensino Médio e a BNCC trazem, oportuni-
zando a representação do protagonismo dessas culturas. 
Privilegiando o trabalho com as culturas juvenis, a escola 
não apenas acolhe os estudantes, como também partici-
pa do processo deles de reconhecimento de si mesmos 
como sujeitos autônomos, com autoconhecimento das 
próprias potencialidades, jovens que experimentam a re-
levância da participação e da intervenção na sociedade 
para a concretização do próprio projeto de vida.
Cabe à escola, então, valorizar as escolhas realizadas 
pelo próprio protagonista da aprendizagem, que é o es-
tudante, vislumbrando assim que todos os estudantes 
brasileiros possam aflorar vocações. Será no ambiente 
escolar que eles poderão experimentar, de maneira in-
tencional e mediada, as interações com o mundo que 
os cerca.
O livro Juventude e Ensino Médio: sujeitos e currículos em diá-
logo, organizado por Juarez Dayrell, Paulo Carrano e Carla Linha-
res Maia (Belo Horizonte: Editora da UFMG, 2014), traz reflexões 
acerca de juventude e Ensino Médio. Os temas apresentados au-
xiliam professores na interlocução com os estudantes. Disponível 
em: https://educacaointegral.org.br/wp-content/uploads/2015/01/livro-completo_juventude-e-ensino-medio_2014.pdf. Acesso 
em: 24 ago. 2020.
MAIS SOBRE O ASSUNTO
A BNCC e a educação integral
Na BNCC, já na “In-
trodução”, página 7, é fei-
ta menção à educação 
integral como proposta 
de formação. A educa-
ção integral visa promo-
ver na escola o desenvolvimento cognitivo dos estudan-
tes e busca aliar essa formação ao desenvolvimento físico, 
social, emocional e cultural deles.
Também para a etapa do Ensino Médio é proposta 
essa extrapolação da dimensão da transmissão de con-
teúdos ou de desenvolvimento cognitivo, buscando for-
mar e entender cada estudante em todas as dimensões 
do desenvolvimento humano dele.
Para tanto, é importante entender que a juventude 
não é simplesmente um período entre a infância e a fase 
adulta, mas sim uma etapa do desenvolvimento huma-
no, com características biológicas, psicológicas, sociais e 
culturais próprias. E essas características, ainda que algu-
mas sejam comuns a todos os jovens, também apresen-
tam diversidades no universo juvenil, como diversidade 
geográfica, de hábitos, de crenças, de gostos, de interes-
ses, entre outras, e todas precisam ser respeitadas duran-
te o processo de ensino e aprendizagem.
Ainda na “Introdução” da BNCC, páginas 9 e 10, encon-
tram-se os textos das 10 competências gerais da Educação 
Básica. Acesse o documento da BNCC para conhecer os 
textos das competências gerais ou consulte-os nas páginas 
finais do Livro do Estudante. Nessas páginas, familiarize-se 
também com os códigos que utilizamos nesta coleção; por 
exemplo, CG01 se refere à competência geral 1. A seguir, 
vamos apresentar um pouco de cada uma delas. 
 � As 10 competências gerais
A primeira competência geral (CG01) é a do conhe-
cimento. Trata de fazer com que os estudantes entendam 
como o conhecimento é precioso e fundamental para 
Base Nacional Comum 
Curricular (BNCC)
Disponível em: http://base 
nacionalcomum.mec.gov.br/
images/BNCC_EI_EF_110518_
versaofinal_site.pdf.* 
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