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PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 1 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Planejamento e Controle de Obras Para um gerenciamento completo, da planta ao acabamento, muitas etapas compõem a agenda de um gestor de obras – várias delas bem longas, repletas de detalhes e improvisos. Tenha em mente, no entanto, que cada uma dessas etapas forma um mundo à parte, com direito a várias outras ações a serem desempenhadas dentro do respectivo escopo. Planejamento físico-financeiro Toda obra requer um planejamento físico-financeiro que deve ser cumprido nos primeiros está- gios. Este fornece uma visão geral e inclui não apenas questões relacionadas a prazos e obrigações, como também o orçamento destinado a contratação de serviços e compra de materiais. Sendo assim, para otimizar o processo de gerenciamento, o ideal é dividir este primeiro passo em alguns processos distintos. Primeiro, faça um orçamento. Todos os custos envolvidos na obra devem constar aqui – os diretos (insumos e mão de obra) e os indiretos (administração geral). Nesta fase, é preciso listar todas as atividades previstas e atuar no levantamento quantitativo. Depois, vamos à fase de planejamento e controle de obras. Planejar nada mais é do que antecipar-se, evitando falhas e imprevistos e, com isso, otimizando também a produtividade. Deve incluir todas as fases da construção, a duração de cada uma, as datas de início e fim, os materiais e os serviços ne- cessários. Não deixe de considerar todas as etapas relacionadas ao canteiro de obras e aos projetos hidráulicos, estruturais, ambientais, arquitetônicos e emergenciais. Certifique-se, ainda, de que tudo esteja docu- mentado e seja distribuído aos responsáveis, com amplo alcance. Aquisição de serviços e materiais Este segundo passo é um pouco menos exigente, mas igualmente relevante. Afinal, não adianta fazer somente o planejamento físico-financeiro. A organização deve ser repassada a todos os outros estágios do projeto e seguida à risca pelos envolvidos em cada processo. Então, é chegada a hora de adicionar pessoal e matéria-prima. Para este fim, o gestor deve trabalhar com uma programação adiantada, estando pelo menos uma etapa à frente dos procedimentos já pré- estabelecidos. Isso significa que você deve atentar-se à estimativa de entrega. Ademais, verifique quan- tidades, custos e antecipe-se em caso de imprevistos. Durante a compra de materiais, é importante calcular o espaço para armazenamento, assim como a validade dos produtos. O prejuízo com perdas de materiais por vencimento ou má acomodação pode ser alto, além de invalidar o que foi anteriormente planejado. Com relação à contratação e/ou terceirização de outros profissionais, o planejamento segue a mesma linha: quanto mais detalhado, maior será a facilidade na aquisição de serviços. Tenha em mente que a equipe está diretamente relacionada com a qualidade da entrega. Portanto, a seleção cuidadosa é fundamental quando objetiva-se garantir bons resultados. Faça uma lista por função, tempo de contrato e etapa do projeto – isso te ajudará com uma visão mais ampla. Em muitos casos, é indicado contar com o auxílio de um empreiteiro ao invés da procura pelo especialista de cada setor, por exemplo. Gerenciamento Logístico E Operacional O planejamento e controle de obras logístico e operacional deve ser realizado com muita antecedência. Levando em conta o canteiro, o fluxo de pessoas e materiais e a dimensão das instalações provisórias, bem como a escolha dos equipamentos. Essa é a hora de acompanhar tudo o que acontece durante a execução. PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 2 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Dito isto, a disciplina e o pulso firme são essenciais em meio a gestão. Adotar um diário de obras pode ser uma boa alternativa, pois ali ficam todos os registros sobre o que está sendo feito. Além do que planejamento para a próxima etapa e também quais foram as intempéries encontradas pelo caminho. Quando todas as informações estão registradas, torna-se mais fácil enxergar o andamento das ações e antecipar possíveis erros. Utilizar a tecnologia a seu favor também é uma ótima maneira de obter dados em tempo real e compará-los ao planejamento, a fim de verificar se tudo está de acordo com o previsto. Ao realizar este processo de gerenciamento com antecedência, é possível identificar fatores que agre- gam oportunidades ou ameaças para o andamento da construção, com o intuito de planejar-se e agir rapidamente. Gerenciamento das atividades Também faz parte dos processos de gerenciamento estabelecer um controle rigoroso sobre as ativida- des. Para obter resultados eficazes, faz-se necessário métodos de avaliação da produtividade. Dessa forma, você é capaz de analisar a qualidade dos serviços prestados e minimizar o desperdício de ma- teriais e tempo, o que evita prejuízos financeiros. Assim, acompanhe de perto o desenrolar dos processos. Com logística e operacionalidade garantidas, preste atenção aos aspectos do planejamento e controle de obras: • Mantenha o ambiente limpo e organizado; • Verifique o uso de equipamentos de segurança; • Garanta a segurança do entorno; • Não deixe materiais espalhados pelo local; • Siga as normas e licenças regulamentares. A exemplo da etapa anterior, a implementação de um software de gestão pode ajudar (e muito) com a manutenção do controle das operações. Adaptação do planejamento físico-financeiro A retroalimentação do planejamento físico-financeiro consiste em analisar todo e qualquer processo durante a execução da obra. É preciso adotar medidas para corrigir possíveis falhas e amenizar seus impactos, com o objetivo de cumprir com as metas de custo e prazo. Ao longo da fase de planejamento e controle de obras, é ainda comum que imprevistos aconteçam. Por mais que desejemos ver a programação seguida à risca, existe a possibilidade de atrasos ou indispo- nibilidades na entrega de materiais. Como exemplo disso, podemos citar doenças ou incapacidades temporárias por parte dos colaboradores, mudanças e/ou instabilidades climáticas, entre outros. Contornar situações e adaptar o seu plano é imprescindível para garantir o bom andamento de um projeto da construção civil. É claro que gerir o negócio só é possível se a construtora mensurar a efici- ência e o modus operandi da equipe. Sendo assim, a gestão de indicadores contribui para isso. Licitação Licitação é o processo por meio do qual a Administração Pública contrata obras, serviços, compras e alienações. Em outras palavras, licitação é a forma como a Administração Pública pode comprar e vender. Já o contrato é o ajuste entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares, em que há um acordo para a formação de vínculo e a estipulação de obrigações recíprocas. As etapas incluídas na fase preliminar à licitação são de fundamental importância para a tomada da decisão de licitar, apesar de, muitas vezes, serem menosprezadas. Elas têm o objetivo de identificar necessidades, estimar recursos e escolher a melhor alternativa para o atendimento dos anseios da sociedade local. Passar para as demais fases de uma licitação sem a sinalização positiva da viabilidade PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 3 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR do empreendimento – obtida na etapa preliminar – pode resultar no desperdício de recursos públicos pela impossibilidade de execução da obra, por dificuldades em sua conclusão ou efetiva futura utiliza- ção. Edital De Licitação O edital de licitação é o documento que contém as determinações e posturas específicas para deter- minado procedimento licitatório, obedece à legislação em vigor. O art. 40 da Lei nº 8.666/1993 relaciona os elementos e as informações que devem constar deste documento. Além disso, o TCU vem formulando determinações para que o edital de licitação exija que as empresas licitantes apresentem. • composições unitárias dos custos dos serviços de todos os itens da planilha orçamentária;• composição da taxa de BDI; • composição dos encargos sociais. As informações contidas no edital devem ser perfeitamente estudadas e justificadas, pois, alterações posteriores à sua publicação exigirão ampliação dos prazos, de forma a permitir que os licitantes façam os devidos ajustes em suas propostas.30 Além disso, é fundamental que a documentação e os aspec- tos concernentes ao processo de licitação sofram análise bastante criteriosa, visto que decisões toma- das nessa fase influenciarão em muito o modo de conduzir o empreendimento até sua conclusão. O edital deve ser elaborado de modo a afastar as empresas sem condições técnicas e financeiras de executar a obra, mas evitar restringir o número de concorrentes. É importante observar que a minuta do edital de licitação, bem como as do contrato, acordo, convênio ou ajuste, devem ser previamente examinadas e aprovadas pela assessoria jurídica da Administração. Modalidades de Licitação O edital deve definir a modalidade de licitação em conformidade com o que estabelece o art. 22 da Lei nº 8.666/1993: • Concorrência: é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que, na fase inicial de habili- tação preliminar, comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no edital para exe- cução de seu objeto; • Tomada de preços: é a modalidade de licitação entre interessados devidamente cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas, observada a necessária qualificação; • Convite: é a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao seu objeto, cadastrados ou não, escolhidos e convidados em número mínimo de três pela unidade administrativa, a qual afixará, em local apropriado, cópia do instrumento convocatório e o estenderá aos demais cadastrados na cor- respondente especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até vinte e quatro horas da apresentação das propostas; • Concurso: é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na imprensa oficial com antecedência mínima de quarenta e cinco dias; • Leilão: é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para a venda de bens móveis inser- víveis para a Administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados, a quem oferecer o maior lance, igual ou superior ao da avaliação. Além disso, para aquisição de bens e serviços comuns, poderá ser adotada a licitação na modalidade de pregão, que é regida pela Lei nº 10.520/2002. Importa destacar que a jurisprudência do TCU posi- ciona-se no sentido da necessidade de realização de pregão eletrônico para a contratação de serviços PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 4 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR de engenharia cujos padrões de desempenho e qualidade possam ser objetivamente definidos no edital por meio de especificações usuais no mercado – os chamados serviços comuns. A escolha da modalidade de licitação para obras e serviços de engenharia deve ser feita em razão do valor estimado para o empreendimento: • convite: até R$ 150.000,00; • tomada de preços: até R$ 1.500.000,00; • concorrência: acima de R$ 1.500.000,00. • A complexidade da obra também deve ser levada em consideração quando da definição da modali- dade da licitação: quanto mais complexa a obra ou serviço a ser contratado, tanto maiores devem ser as exigências de habilitação, o que influencia diretamente na modalidade a ser escolhida. Projeto Projeto Básico O projeto básico é o elemento mais importante na execução de obra pública. Falhas em sua definição ou constituição podem dificultar a obtenção do resultado almejado pela Administração. O projeto básico deve ser elaborado anteriormente à licitação e receber a aprovação formal da autori- dade competente. Ele deve abranger toda a obra e possuir os requisitos estabelecidos pela Lei das Licitações: • possuir os elementos necessários e suficientes para definir e caracterizar o objeto a ser contratado; • ter nível de precisão adequado; • ser elaborado com base nos estudos técnicos preliminares que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento; • possibilitar a avaliação do custo da obra e a definição dos métodos executivos e do prazo de execu- ção. O Estatuto das Licitações determina, ainda, que o projeto básico contenha, entre outros aspectos: • a identificação clara de todos os elementos constitutivos do empreendimento; • as soluções técnicas globais e localizadas; • a identificação e especificações de todos os serviços materiais e equipamentos a incorporar à obra; • orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de serviços e forneci- mentos propriamente avaliados. • É importante lembrar que a inconsistência ou inexistência dos elementos que devem compor o projeto básico poderá ocasionar problemas futuros de significativa magnitude, tais como: • falta de efetividade ou alta relação custo/benefício do empreendimento, devido à inexistência de es- tudo de viabilidade adequado; • alterações de especificações técnicas, em razão da falta de estudos geotécnicos ou ambientais ade- quados; • utilização de materiais inadequados, por deficiências das especificações; • alterações contratuais em função da insuficiência ou inadequação das plantas e especificações téc- nicas, envolvendo negociação de preços. PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 5 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Essas consequências podem acabar por frustrar o procedimento licitatório, dadas as diferenças entre o objeto licitado e o que será efetivamente executado, e levar à responsabilização daqueles que apro- varam o projeto básico que se apresentou inadequado. Elaboração do projeto básico O projeto básico de uma licitação pode ser elaborado pelo próprio órgão. Nesse caso, deverá ser de- signado um responsável técnico a ele vinculado, com inscrição no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) estadual ou no Conselho de Arquitetura e Urbanismo estadual (CAU), que efetuará o registro das Anotações de Responsabilidade Técnica (ARTs) ou Registro de Responsabilidade Téc- nica (RRTs), respectivamente, referentes aos projetos. No caso de o órgão não dispor de corpo técnico especializado, ele deverá fazer uma licitação específica para contratar empresa para elaborar o projeto básico. O edital para contratação desse projeto deverá conter, entre outros requisitos, o orçamento estimado dos custos dos projetos e o seu cronograma de elaboração. Concluído o projeto, os orçamentos e estimativas de custos para a execução da obra, a relação de desenhos e os demais documentos gráficos deverão ser encaminhados ao órgão licitante para exame e aprovação, sempre acompanhados de memória de cálculo e justificativas. Etapas de um projeto de construção Veja, abaixo, as etapas de um projeto de construção para organizar um planejamento de obras efici- ente. Análise do local e levantamento de informações Um projeto de construção, seja ele arquitetônico, estrutural, de instalações elétricas ou hidráulicas, deve sempre considerar as informações de campo, como dados e aspectos do terreno e seus arredo- res. Caso contrário, problemas podem ocorrer durante a execução da edificação. Concepção do projeto arquitetônico Nessa etapa, há contato direto com o arquiteto responsável para chegar a um consenso em relação aos desejos e às possibilidades dentro do orçamento estabelecido. Geralmente, são criadas soluções para as demandas existentes, explicando eventuais diferenças entre o solicitado e o que pode ser, de fato, desenhado. O projeto arquitetônico deve atender não só as vontades do cliente, mas as leis e o plano diretor local. É necessário respeitaras normas e ter em mente que cada lugar exige requisitos diferentes para a cons- trução. Isso, muitas vezes, inviabiliza que um mesmo projeto seja usado em cenários distintos (não somente pela questão do terreno, mas, principalmente, por aspectos jurídicos). Elaboração dos desenhos Após a concepção, o projeto de construção deve ser montado com a ajuda de ferramentas computaci- onais, de acordo com a escolha do cliente, do arquiteto e do executor da obra. Os desenhos devem ser elaborados sempre levando em consideração a realização da edificação, con- tendo o máximo de detalhamento e de informações possível para que se possa seguir o que foi acor- dado entre arquiteto e proprietário, e não deixando espaços para dúvidas e erros. Os projetos de construção também devem apresentar um material descritivo incluindo todos os itens que devem ser utilizados na execução. Esse documento pode ter dados básicos, como a especificação de quais salas devem possuir paredes brancas, por exemplo, e mais detalhados, como a marca de tinta a ser usada. Revisão e aprovação PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 6 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Revisões no projeto de construção podem ser solicitadas para a retirada de dúvidas e correção de erros ou imperfeições antes da realização da obra. Isso também pode acontecer em caso de confrontamento de dois projetos, como o estrutural e o arquitetônico não alinhando o local de construção dos pilares, por exemplo. É muito importante que todos os projetos sejam analisados em conjunto para evitar erros que podem, inclusive, prejudicar a integridade estrutural da edificação, como tubulações passando no meio de vi- gas. Legalização da obra Muitas vezes, utilizando o projeto base, já é possível preparar a documentação da obra para apresentar à prefeitura. Por isso, na fase de concepção, é fundamental alinhar-se ao plano diretor ou qualquer outra diretriz da cidade para que o projeto seja aprovado sem problemas. Durante esse processo, também devem ser pagas algumas taxas, de acordo com as leis locais. A execução da obra só pode começar a partir da aprovação da prefeitura, portanto, essa etapa deve ser bem planejada e conduzida, com toda a documentação devidamente organizada. Caso contrário, todo o andamento e o início da construção podem atrasar, e a edificação pode sofrer embargos. A legalização da obra começa antes da realização e continua durante essa etapa. Ao final (ou perto do fim), é solicitada uma visita do Corpo de Bombeiros para conferir questões de segurança e obter o Habite-se. Definição de prazos Algo imprescindível na construção é a definição de prazos. A edificação deve ter um planejamento para sua data final, assim como para a execução de cada serviço, com data de entrada e saída de equipes. Nessa etapa, portanto, é criado um calendário de realização da obra. Com um projeto de construção bem feito e realista, não são necessárias revisões durante o andamento, e o cronograma estabelecido não é atrasado. Orçamentação de materiais e mão de obra É preciso um tempo para que o custo da construção seja estabelecido, através de um orçamento de obra. Dentro desse orçamento, uma das etapas são os gastos com materiais e mão de obra, junto com o levantamento de quantidade dos mesmos. A relação entre o custo e a quantidade de materiais e mão de obra, taxas e outras despesas resulta no custo final da edificação. Execução e acompanhamento É nessa etapa que a construção finalmente toma forma. A execução não é isolada das fases anteriores: pode haver revisões de projetos, prazos, custos e mudanças na legalização da obra. Apesar disso, com um planejamento e um orçamento bem feitos e projetos bem consolidados, a realização tende a ser facilitada. Cada vez mais, as tecnologias têm sido utilizadas para simplificar a elaboração das etapas de um pro- jeto de construção. Como o volume de informações é muito grande, o uso de tecnologia na constru- ção pode ajudar a melhorar a comunicação e a identificação de problemas, além de outras melhorias. Esses avanços também auxiliam o diálogo entre diversos setores e colaboradores para a elaboração de projetos. Especificações As especificações técnicas (ET) descrevem, de forma precisa, completa e ordenada, os materiais e os procedimentos de execução a serem adotados na construção. Por exemplo, a forma de execução da cerâmica de piso: tipo de cerâmica, marca, tamanho, cor, forma de assentamento, traço da arga- massa e junta. Têm como finalidade complementar a parte gráfica do projeto. São muito importantes, pois a quantidade de informações a serem gerenciadas ao longo de uma obra facilmente provoca con- fusão, esquecimento ou modificação de critérios, ainda mais se existem vários profissionais envolvidos. PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 7 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR A definição clara da qualidade, tipo e marca dos materiais é fundamental, assim como a forma de exe- cução dos serviços. As partes que compõem as ET são: generalidades (objetivo, identificação da obra, regime de execução da obra, fiscalização, recebimento da obra, modificações de projeto e classificação dos serviços), materiais de construção (insumos utilizados) e discriminação dos serviços. Tipos – existem variações nas ET, conforme a finalidade. O texto pode ser mais ou menos deta- lhado, conforme seja destinado a obras de empreitada, por administração ou executadas pelo próprio dono. Redação das ET – existem alguns princípios de redação, visando a clareza e objetividade. Natural- mente, o texto deve ser bem escrito, em língua portuguesa correta, papel de tamanho normalizado (A4), formatado e sem rasuras. Eventualmente poderá ser necessária a tradução para outra língua (inglês, espanhol), o que deve ser feito com muito cuidado, por causa do vocabulário técnico. A nume- ração e classificação dos serviços e materiais deve ser clara e bem determinada, para não provocar confusões. As exigências são as normais para qualquer texto técnico. Partes das ET – generalidades, materiais de construção, discriminação de serviços. Assunto das especificações técnicas na construção civil a. Generalidades – incluem o objetivo, identificação da obra, regime de execução da obra, fiscaliza- ção, recebimento da obra, modificações de projeto, classificação dos serviços (ordenamento adotado na terceira parte das ET). Havendo caderno de encargos, este englobará quase todos estes aspectos. b. Especificação dos materiais – pode ser escrito de duas formas: genérica (aplicável a qualquer obra) ou específica (relacionando apenas os materiais a serem usados na obra em questão). Com o uso de sistemas informatizados, não há dificuldade em usar um ou outro método, pois o sistema pode emitir o relatório completo ou apenas dos materiais que aparecem na lista gerada no orçamento. c. Discriminação dos serviços – especifica como devem ser executados os serviços, indicando traços de argamassa, método de assentamento, forma de corte de peças, etc. Também podem ser compila- dos de forma completa ou específica. Contratos O contrato de prestação de serviços é uma ferramenta essencial no âmbito da construção civil, devido, principalmente, à complexidade dos serviços que envolvem obras e demais construções. Assim, além de garantir direitos e deveres às partes envolvidas, o contrato oferece segurança jurídica no sentido de que aquilo que foi estipulado deverá ser cumprido. A pergunta que surge é: qual é o melhor contrato a ser adotado em uma obra? Não há uma resposta certa, pois tudo depende das características do serviço que será realizado, das condições e prazos previamente estabelecidos e dos detalhes do ajuste, entre outros fatores. Neste post, veremos os principais tipos de contratos na construção civil, as características, as vanta- gens e a importância da sua formalização. Acompanhe! Preço Fechado Ou Empreitada Por Preço Global É o contrato mais prático e o que oferece menos riscos. Nesse tipode transação, o cliente realiza o pagamento de um valor fixo pré-determinado e, dessa forma, a construtora executa a obra completa, do início até o acabamento. É importante que o objeto-fim e os procedimentos durante o decorrer de toda a obra estejam definidos e incluídos no ajuste. Qualquer alteração que não esteja prevista no acordo poderá onerar o cliente, gerando, assim, o desgaste da relação entre as partes. A desvantagem desse tipo de contrato é a carga tributária imposta, fator que encarece todos os servi- ços. A nota fiscal emitida pela construtora inclui diversos impostos sobre o preço da obra, tais como PIS, COFINS e ISS. PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 8 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Preço de custo ou construção por administração Esse tipo de contrato é utilizado quando há uma ideia definida do projeto como um todo — projeto básico —, mas seus detalhes ainda não foram decididos e serão definidos no decorrer da obra. Assim, a construtora deve executar a obra e angariar uma taxa de administração fixa mensal ou então variável entre 8% a 25% sobre os custos com material e mão de obra, conforme tipo e tamanho do serviço que será realizado. Dessa maneira, como a construtora não tem como prever o orçamento final do serviço por causa da falta de detalhes da obra prevista no contrato, é estimado um preço fixo. E no decorrer do procedimento, por exemplo, com a inclusão de revestimentos ou acabamentos, o cliente pagará a taxa de administra- ção para garantir a margem de capital da construtora. Assim, quanto mais cara a obra for ficando, mais a construtora lucrará. O nome “contrato de custo” ou “contrato de construção por administração” faz jus ao seu trâmite, já que o cliente sabe exatamente o custo de cada item utilizado na obra. Esse empreendimento sofre críticas pelo risco que o cliente corre em função da incerteza sobre o limite da obra e o custo total incerto que será gasto pelo serviço completo. Preço máximo garantido (PMG) É um contrato híbrido entre o preço fechado e a construção por administração, ou seja, é uma forma de aproveitar os benefícios e as vantagens do contrato por preço fechado, sem arcar com a alta carga tributária. Nesse tipo de avença, a construtora elabora um orçamento aberto e uma taxa de remuneração. Se o empreendedor concordar com o que foi estabelecido, o contrato é assinado. É importante que esse acordo tenha duas condições a depender do custo final do serviço. Assim, se o custo for menor do que o esperado, construtora e empreendedor dividirão o lucro proveniente dessa economia. Por outro lado, se o custo da obra for maior, a construtora assumirá o prejuízo do negócio. Esse contrato é considerado uma ótima solução para construtora e cliente por poder conciliar interes- ses mútuos e, assim, evitar o estouro do orçamento previsto. Ressalte-se que, muitas vezes, a construtora superestima os custos para aumentar suas chances de economizar, diminuindo o risco de prejuízos caso o custo da obra seja maior do que o previsto. Dessa forma, é essencial que o cliente esteja atento às condições e aos valores antes de fazer o acordo. Tomada de preços ou empreitada por preço unitário Esse contrato é muito comum em obras de infraestrutura, manutenção e reformas, em que há poucos serviços e grandes quantidades. Assim, o preço final da construção é a soma do preço dos serviços realizados multiplicado pela quantidade. Assim, cada serviço executado para construir o projeto possui um preço determinado por unidade de medida, como metro quadrado de assentamento de piso, quilos de estrutura de aço etc. Terceirização (contrato civil entre prestadora e tomadora) A nova lei permitiu de forma expressa a terceirização de todas as atividades em todos os setores econômicos. Dessa maneira, a empresa terceirizada poder ser contratada para executar qualquer ati- vidade da construtora ou incorporadora, inclusive a atividade-fim (principal). Porém, não há vínculo empregatício entre os empregados da terceirizada e a empresa tomadora. Essa é uma das principais mudanças trazidas pela Reforma Trabalhista no que diz respeito à terceiri- zação. O trabalhador executará os serviços para a construtora; contudo, será contratado e pago pela emprei- teira. Para isso, a empresa deverá ter capital social suficiente e compatível com o número de empre- gados. Assim, a terceirizada remunera seus trabalhadores com direitos trabalhistas assegurados. PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 9 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Nesse mesmo sentido, é possível haver a subcontratação de outras empresas para realização dos serviços, procedimento chamado de quarteirização. A importância da formalização em todos os tipos de contrato na construção civil O principal motivo para fazer um contrato é garantir a segurança tanto do contratado quanto do contra- tante, pois, na sua própria essência, é um acordo com consentimento mútuo. O documento garante que as partes tenham ciência de suas responsabilidades e obrigações com relação ao serviço a ser prestado. É comum as pessoas cometerem erros, como deixar de especificar o objeto detalhado do contrato, não fazer referência a projetos e memoriais descritivos, não especificar as datas de entrega das etapas da obra ou contratar empreiteiros sem a documentação legal da empresa ou funcionários sem registro. A falta de consideração e atenção no momento do ajuste pode gerar desentendimentos e processos judiciais. Por isso, existem muitos detalhes e situações a serem observados e definidos com atenção durante a realização de um bom contrato. O acordo também oferece proteção jurídica para a empresa e o cliente, pois serve de prova jurídica, caso seja necessário. Considerando essa situação extrema, um contrato verbal seria um ponto nega- tivo, pois é mais difícil de ser comprovado. Apesar de ser um instrumento simples, um contrato de prestação de serviços é um documento consen- sual com validade jurídica. Logo, é muito importante contar com a assessoria de um advogado especi- alizado que orientará da melhor maneira possível a parte interessada. Como podemos ver, existem diversos tipos de contratos na construção civil. Cabe aos interessados identificar as suas necessidades e interesses e, com base nisso, escolher o ajuste mais conveniente. Levantamento de Quantidades O levantamento de quantitativos é o processo de determinar a quantidade de cada um dos serviços de um projeto, tendo como objetivo dar informações para a preparação do orçamento. Pode-se dizer que levantar quantitativos é o ponto inicial da elaboração do orçamento da obra, deman- dando muito trabalho e precisão do orçamentista, já que este terá que estudar e conferir todo o projeto. A quantificação como, em geral, é feita de forma manual pode conter muitos erros e deficiências. Mas fique atento: você verá que existem novas ferramentas para facilitar tal tarefa. Determinando os quantitativos, eu aprendi que não basta saber somente quais são os serviços que compõem um projeto, mas quanto há de cada um deles. Num projeto de construção civil é preciso, por exemplo, estimar as horas que serão necessárias para a administração da obra, seja do engenheiro, seja do arquiteto e do mestre de obras. Deve-se também estimar a área de pintura, o volume de concreto, os metros lineares de meio fio, entre outros. Como fazer? 1. Para estabelecer um quantitativo criterioso, você deve ter em mãos todos os projetos que envolvem aquela obra, desde o arquitetônico até o projeto do sistema preventivo de incêndio; 2. Separe os serviços conforme suas especificações técnicas. Você deve separar piso cerâmico de piso vinílico, selador de pintura e projeto estrutural e seus serviços de projeto elétrico. Cada um desses itens é único e específico e terá um impacto diferente no orçamento do projeto; 3. Não esqueça da memória de cálculo! Está aqui uma dica importantíssima. Cada cálculo que você fizer para determinar um quantitativo deveconstar na memória de cálculo. Isso permite a conferência posterior, alteração com simplicidade, facilidade para ajustes e transparência no processo; 4. Para facilitar, crie uma planilha ou formulário específico com essa finalidade, padronizando o levan- tamento de quantidades dos seus projetos; PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 10 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 5. Não esqueça, tudo que você quantificar gerará um custo (preço). Então, a unidade que for usada (m2, unidade, m3, Kg) deve estar diretamente relacionada ao que se pratica no mercado. Estabelecendo Quantitativos O método de quantificação abrange dois processos distintos: • Quantificação dos insumos A quantificação dos insumos baseia-se no levantamento de todos os insumos necessários para a exe- cução do projeto (obra), que podem ser categorizados em mão de obra, materiais e equipamentos. • Composição dos custos unitários dos serviços A composição de custos unitários é baseada nos serviços a serem executados. custo de cada serviço é obtido por meio da utilização de composições unitárias de custos, que relacionam o consumo de materiais, mão de obra e equipamentos necessários à execução de uma unidade de serviço. A tabela abaixo mostra a composição de custos unitários para o serviço de revestimento cerâmico com placas de porcelanato contida no SINAPI. Com a tabela, pode-se perceber que a quantificação do serviço de revestimento cerâmico é feita com base na área (m2) a ser revestida. Inserido neste serviço, estão os insumos (rejunte, argamassa) e a mão de obra (azulejista, servente). O coeficiente refere-se ao consumo, no caso dos materiais, e à produtividade, para a mão de obra, para a execução de uma unidade do serviço. Por exemplo, na tabela abaixo note que para ser execu- tado um metro quadrado de revestimento cerâmico são usados 8,62 Kg de argamassa. A medida do coeficiente pode ser realizada na própria obra ou a partir de dados históricos obtidos de obras similares. Normalmente, os fabricantes de produtos utilizados na construção civil fornecem o consumo de cada material, sendo este o coeficiente. O levantamento de quantidades pode envolver elementos de diversas naturezas: 1. Lineares: tubulação, meio fio, cercamento, sinalização horizontal, rodapé, entre outros. 2. Área: forma, vidros, pintura, revestimento cerâmico, revestimento vinílico, impermeabilização, plan- tio de grama, alvenaria. 3. Massa: armaduras, estrutura metálica, argamassa, rejunte. PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 11 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR 4. Volume: concreto, aterro, escavação, graute, lastro, passeio em concreto. 5. Adimensionais: serviços que requerem a simples contagem, como instalação de portas, placas, por- tões. Levantamento de Recursos Planejar uma obra é uma atividade desafiadora que envolve a escolha de tecnologias, atribuição de funções, estimativa de mão de obra, materiais, equipamentos, além das possíveis interações entre essas recursos. Um planejamento ideal evita surpresas no tempo de execução e no orçamento da obra. Existem várias maneiras de realizar um planejamento de obras. Dentre essas possibilidades podemos citar duas delas. A primeira é baseada nos custos do projeto, e a segunda se refere ao cronograma de execução. Neste texto listamos cinco sugestões gerais, úteis para que o gestor planeje a execução da obra da melhor forma. Organização das atividades e serviços Esta é a etapa que deve preceder as demais. Nela ocorre a definição do método construtivo e do cronograma da obra como um todo, com todos seus detalhes. Com o método construtivo definido é hora de dividir e sequenciar a obra em etapas e tarefas. Durante o cálculo do tempo necessário uma dica é acrescentar uma margem de segurança para eventuais diversidades. Por mais difícil que seja, evite organizar atividades que tenham total dependência de outras (atividades com precedência). Caso uma delas falhe, as chances de atrasar todo um setor da obra aumentam bastante. Após a divisão e sequenciamento é realizado o levantamento dos serviços a serem executados. Du- rante a definição desses serviços, o gestor pode chamar os responsáveis por cada frente de trabalho para obter medidas mais realistas de tempo de execução e de recursos necessários. A criação da hierarquia ainda dilui a responsabilidade e favorece a cobrança por cumprimento de pra- zos. Levantamento dos quantitativos Após o identificação dos serviços realizado na etapa anterior, é necessário levantar as quantidades de cada serviço. Esse levantamento serve de base para o orçamento dos insumos, tais como materiais, mão de obra, dimensionamento de equipes e equipamentos. O levantamento pode ser feito no local no caso de uma reforma ou pelo projeto arquitetônico no caso de uma construção. Este é um processo trabalhoso, que exige bastante atenção e organização, pois um erro nesta etapa, pode acabar se propagando por todo o planejamento. Uma dica é manter a me- mória dos cálculos, visando facilitar o entendimento e identificar possíveis erros. Custos Diretos Após o levantamento dos serviços e de suas respectivas quantidades, é hora de levantar os custos diretos. Para isso deve-se multiplicar as quantidades de serviços pelas suas composições de custos unitários. Dessa forma, será possível encontrar uma estimativa de custos com mão de obra, materiais e equipamentos para cada serviço e para a obra toda. Cronograma físico O cronograma é a estimativa de tempo que as atividades da obra levarão para serem finalizadas. Nesse cronograma também estão inclusos o sequenciamento, baseado nas datas de início e fim das ativida- des. Esta etapa, apesar de estar ligada ao levantamento de quantitativos, possui um aspecto gerencial. Sua criação envolve decisões quanto à relação tempo-custo tanto para elaboração quanto para o acompa- nhamento da obra. PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 12 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR É importante lembrar que dificilmente o cronograma ocorre como planejado, ocasião que entra a habi- lidade de quem está no controle das decisões. Por exemplo, pode faltar algum tipo de material por algum motivo, tornando necessárias alterações no sequenciamento de alguma parte da obra. Cronograma financeiro Um cronograma financeiro é elaborado em função do cronograma físico e da disponibilidade financeira da empresa. É importante para facilitar a visualização do calendário de receitas e despesas do projeto. Seguindo esse cronograma a empresa pode se preparar financeiramente e controlar as entradas de receitas e os pagamentos das despesas. Dessa forma é possível verificar os períodos de superávit ou déficit no fluxo de caixa. Lembramos que para pequenas reformas alguns dos passos são de mais fácil realização que outros. Convém também ressaltar a importância da automatização desses passos com softwares especializa- dos, que não só facilitam a vida de quem está planejando e executando como também ajudam a evitar possíveis erros. A composição de custos de serviços é uma ferramenta relacionada à engenharia de custos, utilizada na elaboração de orçamentos de obras e serviços. Em geral, são considerados os índices de produti- vidade da mão de obra e o consumo de materiais e equipamentos para a execução de uma unidade de serviço. A utilização da composição de custos unitários de serviços traz muitos benefícios na elaboração do orçamentos, tais como: • Agilidade nos cálculos; • Auxílio no dimensionamento de equipes; • Auxílio na estimativa de quantitativos de materiais e equipamentos; • Estimativa de prazos de execução. Com a composição de custos, é possível se antecipar ás necessidades de insumos e estimar os custos diretos de cada serviço dentro de uma obra. Alguns orçamentistas costumam utilizar bases como referência para a composição de custos, usando banco de dados como o Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (SI- NAPI), a Tabela de Composiçõese Preços para Orçamentos (TCPO), DNIT entre outras. A função delas é servir como referência, porém sem representar uma verdade única. Pois cada composição de custos é individual e necessita ser elaborada de acordo com suas condicio- nantes, tais como: experiência e motivação da equipe, clima, dificuldades de acesso, horário de traba- lho e etc. Quanto maior a experiência, por exemplo, maior é a habilidade e, consequentemente, melhor é a produtividade. Portanto, é recomendado se basear em dados da sua empresa, apurando os índices de produtividade de mão de obra e o consumo de materiais e equipamentos nos serviços executados, a fim de criar o seu próprio banco de dados. O Que Levar Em Consideração Para Montar A Composição De Custos? Para elaborar uma composição de custos, primeiramente deve-se saber a descrição do serviço e sua respectiva unidade de referência. Em seguida deve-se levantar os insumos necessários para a realiza- ção deste serviço, são eles: as funções dos profissionais, os materiais e os equipamentos, juntamente com suas unidades de medidas e custos unitários. É importante que essas informações estejam organizadas para facilitar os cálculos. Para te ajudar, vamos apresentar como exemplo a composição do serviço “Aplicação manual de massa acrílica em paredes externas de casas, duas demãos” da base SINAPI. PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 13 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Existem ferramentas de gestão que devem ser utilizadas por construtoras e incorporadoras seja em tempos de crise ou não, e uma delas é o cronograma de obra. Esse documento é considerado uma peça-chave do planejamento de execução de empreendimentos. É nele que você lista todas as atividades necessárias para que o projeto se concretize. Mais do que isso, também ajuda a programar e organizar atividades para que sua construtora consiga cumprir prazos e ser mais produtiva e eficiente. Ele ainda fornecer subsídios para que sua empresa aprimore seus processos de forma constante. E a construção civil, como todos os segmentos, precisa planejar suas ações para manter o negócio sustentável e competitivo, profissionalizando e padronizando seus processos rumo à excelência. Listar Atividades Você deve iniciar um cronograma de obra pelo levantamento e listagem de todas as atividades neces- sárias para viabilizar a construção do empreendimento. Definir Datas Muitas vezes, os orçamentos de obra apresentam as informações agrupadas por tipo de serviços, como de alvenaria, hidráulicos ou elétricos. Na hora de passar esses dados para o cronograma de obra, você precisa seguir preferencialmente uma ordem lógica de execução. Isso facilita na hora de estipular datas para conclusão de etapas e sinalizar a interdependência entre atividades, que será o tema do próximo tópico. Relacionar Atividades Durante a construção de um empreendimento algumas atividades precisam ser finalizadas, pelo menos em parte, para que a obra evolua de forma organizada, produtiva e sustentável. Ao mesmo tempo, existem aquelas que precisam ser realizadas imediatamente depois e outras que devem acontecer ao mesmo tempo para garantir o resultado desejado. São as chamadas atividades predecessoras, sucessoras e simultâneas. Um cronograma de obra exemplar mostra todas as relações e interdependências entre as tarefas. São os pré-requisitos exigidos por cada uma delas para que possam ser realizadas com sucesso. Executar O Planejado Você já viu alguma obra que não sofreu absolutamente nenhuma alteração de projeto durante sua execução? Eu, pelo menos, nunca vi. Isso porque projetos, orçamentos, cronogramas e demais documentos destinados a planejar a cons- trução civil simulam um cenário com base na experiência da construtora. Mas os dados reais mesmo, que vão orientar os próximos passos, vão vir do dia a dia – toda obra é única e possui suas particulari- dades. Por isso, a elaboração de um cronograma de obra não acaba em hipótese alguma após a listagem, definição de datas e relacionamento de atividades. Afinal, você não investiu tanto tempo e dedicação para deixar esse documento de lado na hora em que o planejado é colocado em prática. Ele é uma ferramenta de gestão e só tem utilidade se for atualizado com as informações geradas du- rante a execução do empreendimento. É importante ter a base do cronograma muito bem feita e regis- trar tudo para fazer eventuais redimensionamentos necessários para o bom andamento da obra. Nada impede também que a empresa altere itens do documento sempre que necessário. Ao contrário do que muitos pensam, o cronograma é um organismo vivo e anda de acordo com o que acontece na obra. Medir Resultados PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 14 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Chegou o final da obra. É hora de se despedir do cronograma utilizado nela, certo? Nada disso! Você lembra que na primeira etapa, quando eu falei do levantamento e listagem de atividades, uma das fontes que podem ser utilizadas são justamente os cronogramas já realizados? As estimativas de duração das atividades também podem ser feitas com base em cronogramas anteriores. Por exemplo: se o revestimento de fachada durou dois meses em um empreendimento semelhante, você pode adotar o mesmo na obra atual. Se o piso cerâmico de um apartamento de 100 metros qua- drados foi feito em cinco dias, em um de 60 metros pode ser estimado em três dias, afinal, são ⅗ da área do anterior. A análise de resultados na construção civil é imprescindível para gerar aprendizado e aprimoramento de processos! Por isso a importância de ter todas as informações devidamente registradas e organiza- das. Essa análise te ajuda a conhecer melhor detalhes do processo construtivo em geral e de produti- vidade da sua própria construtora. Diagramas de GANTT O Gráfico de Gantt, também conhecido como Diagrama de Gantt, é uma ferramenta visual para con- trolar o cronograma de um projeto ou de uma programação de produção, ajudando a avaliar os prazos de entrega e os recursos críticos. Para gestão de um projeto, o gráfico mostra visualmente um painel com as tarefas que precisam ser realizadas, a relação de precedência entre elas, quando as tarefas serão iniciadas, sua duração, res- ponsável e previsão de término. Dessa forma fica mais simples conseguir fazer com que toda a equipe entenda suas responsabilidades, e acompanhar o andamento do projeto. Para programação da produção, o gráfico pode ser utilizado para acompanhar o atravessamento de ordens de produção, em especial nas indústrias com produção sob encomenda com muitos níveis na lista de materiais dos produto, e que precisa acompanhar o atravessamento de ordens pais e filhas. O gráfico de Gantt também pode ser utilizado para acompanhar as operações programadas em cada máquina na fábrica, em especial na programação da produção com capacidade finita, entender os gar- galos e as máquinas ociosas da fábrica. Neste artigo vou explicar um pouco da história do Gráfico de Gantt, listar os benefícios, mostrar exem- plos e finalmente explicar como montar o seu. Descubra: Qual A Origem Do Gráfico De Gantt? A primeira versão do gráfico era conhecida como Harmonogram e foi desenvolvida pelo engenheiro polonês Karol Adamiecki no início do século XIX. O Harmonogram era um documento capaz de acom- panhar, de maneira visual, o fluxo de trabalho. Mas foi um século depois, no século XX, que o norte americano Henry Gantt se inspirou no modelo de Ademiecki para criar o Gráfico de Gantt como conhecemos hoje. O objetivo era evitar atrasos na pro- dução das fábricas americanas, auxiliando os supervisores industriais. Atualmente o gráfico é usado amplamente no gerenciamento de projetos e na gestão da programação da produção por todo tipo de empresa e indústria. Quais são os benefícios do Gráfico de Gantt? Como falei acima, o principal benefício do Gráfico de Gantt é mostrar de maneira clara e visual como está o andamento das tarefas em um projeto e das operaçõesdas ordens de produção em uma fábrica, e assim facilitar a compreensão de todos os envolvidos no trabalho. Esse objetivo é alcançado através de barras ou linhas que representam a linha do tempo e mostram a duração de cada tarefa e o tempo total que será necessário para cumprir todo o projeto ou a fabricação de um produto no caso de uma indústria. Outros benefícios do Gráfico de Gantt: PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 15 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR • Segmentar tarefas: a ferramenta desmonta um objetivo complexo em várias tarefas menores e assim torna a análise do que deve ser feito, por quem deve ser feito e quando deve ser feito, muito mais simples. • Distribuir responsabilidades: você pode incrementar o gráfico com informações dos responsáveis por cada tarefa ou operação facilitando a comunicação entre as pessoas. • Interdependência de atividades: com uma visão geral mais clara do projeto considerando a relação de interdependência entre as tarefas e operações, você poderá conscientizar sua equipe deixando claro que o cumprimento do prazo de uma tarefa ou operação é fundamental para a execução do próximo passo, e para o cumprimento do prazo de entrega do projeto ou de uma ordem de produção. • Definir prazos de entrega: o Gráfico de Gantt auxilia na definição de prazos, já que você terá uma visão geral de todas as tarefas, suas durações, relações de interdependência, e poderá assim definir prazos de entrega realistas para seus clientes, e realizar ações para reduzir os prazos de entrega. • Acompanhar o andamento: você pode usar a ferramenta também para permitir que toda sua equipe acompanhe o andamento do projeto ou de uma ordem de produção. PERT/COM O Método do Caminho Crítico (em inglês Critical Path Method, CPM) surgiu, inicialmente, para geren- ciar projetos mais extensos e complexos, como a fabricação de produtos que necessitam de grande infraestrutura e geralmente são construídos no sistema de layout fixo (navios e aviões por exemplo). Porém, a técnica é uma metodologia muito versátil, que pode tranquilamente ser utilizada para geren- ciar qualquer tipo de projeto e até mesmo linhas de produção. O método é utilizado em conjunto com o diagrama de redes PERT (do inglês: Program Evaluation and Review Technique), organizando em conjunto as tarefas e etapas do projeto para visualizar melhor as atividades e encontrar o tempo total de duração do projeto ou atividade. Com o CPM PERT, é possível determinar melhor quanto tempo um projeto levará para ser finalizado e compreender melhor quais atividades precisam ser feitas, bem como em que ordem elas terão de ser executadas. O método também auxilia a direcionar melhor os recursos que serão utilizados. Como funciona? O método procura representar a execução do projeto de forma gráfica, utilizando o diagrama de redes mostrar a ligação e dependência das tarefas. Para fazer isso, a metodologia utiliza os seguintes sím- bolos: Setas As setas representam as tarefas que precisam ser executadas durante o projeto. Geralmente são no- meadas por letras. Ainda nas setas, é preciso colocar o tempo que as tarefas levarão para ser execu- tadas. No exemplo abaixo, a tarefa A levará 5 dias para ser executada. Setas Pontilhadas (Atividade Imaginária Ou Fantasma) As setas pontilhadas são utilizadas para indicar o que o método chama da atividade imaginária ou fantasma. Essa atividade na verdade não existe, não está presente no projeto, porém marca um ajuste de programação, mostrando que determinadas atividades tem dependência de outras atividades. Ex- plicarei melhor isso mais a frente, quando mostrar um exemplo. PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 16 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Círculos São chamados de “nós” e simbolizam a transição entre as tarefas, ou seja, o término de uma atividade e o início de outra. Aos círculos se ligam as setas, sejam normais ou as pontilhadas, podem ser o ponto de partida da seta ou o destino a que ela indica. Os nós são enumerados para facilitar a identificação dos momentos do projeto. O que é “Caminho Crítico? No CPM, caminho é a ordem em que as tarefas são feitas, indicando uma sequência a ser seguida. Caminho Crítico é, então, a sequência que leva mais tempo para ser finalizada, indicando o tempo máximo que um projeto levará. Vejamos um exemplo de diagrama de projeto preenchido. O gráfica representa um projeto com 6 tarefas a serem executadas (A, B, C, D, E e F) e deve ser inter- pretado da esquerda para a direita. Dessa forma, percebemos que a atividade A é a inicial, e as ativi- dades B e C são as próximas a serem executadas. Do mesmo modo, para que as atividades B e C se- jam realizadas, primeiramente é necessário realizar a atividade A. Neste exemplo, temos 2 caminhos para chegar à conclusão do projeto: O 1º seria executando as atividades A, B, D e F. Somando os tempos que cada tarefa leva para ser feita, teríamos um caminho com 16 dias de duração. O 2º seria executando as atividades A, C, E e F. Somando os tempos que cada tarefa leva para ser feita, teríamos um caminho com 14 dias de duração. Nesse caso, o Caminho Crítico para a execução do projeto seria ABDF, pois é o que leva mais termo para ser finalizado. Nessa metodologia, o Caminho Crítico é utilizado para estimar a duração do projeto, PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 17 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR sendo o Tempo do Caminho Crítico Igual ao tempo de execução do projeto. No nosso exemplo, o tempo estimado para o término do projeto é, então, de 16 dias. Atividade imaginária Vamos alterar só um pouquinho o nosso exemplo anterior, analise este diagrama e tente encontrar o Caminho Crítico: Agora, imaginemos que, para executar a tarefa E, nós precisamos que a tarefa B e a tarefa e a ta- refa C estejam finalizadas. Nesse caso utilizamos uma seta pontilhada para identificar a dependência entre as tarefas. A seta pontilhada não é uma tarefa do projeto, somente indica que para que a ta- refa E seja executada, precisamos que a B e a C sejam concluídas. Sem a atividade imaginária (seta pontilhada), a tarefa E só precisaria da finalização da tarefa C para começar. Dessa forma, devido as atividades B e C terem tempos diferentes (3 dias para a tarefa B; e 2 dias para a C), a tarefa E não pode começar imediatamente após o término da C, pois precisaria espe- rar 1 dia para que a atividade B fique pronta. Folgas de atividades As folgas são o tempo ocioso entre as atividades que estão fora do caminho crítico. Pegando como exemplo o diagrama do tópico anterior, vimos que por causa da dependência entre as atividades, após o término da atividade C, é preciso esperar 1 dia para que a atividade B fique pronta e, só então, realizar a atividade E. Esse tempo de 1 dia “ocioso” entre as tarefas é uma folga no projeto. É interessante calcular as folgas pois, elas indicam a prioridade e importância das atividades. Por exem- plo, caso a atividade B atrase 1 dia, ainda sim o projeto estará no prazo, pois ela tinha uma folga de 1 dia para a execução da tarefa E. Isso não ocorre com a tarefa C, caso ela atrase vai atrasar todo o projeto pois não há folga na sua execução. NEOPERT A diferença mais evidente entre a rede PERT e a rede NEOPERT reside na forma de representação do evento, transferido para a atividade (do conector para o NÓ) extraindo-se da rede a representação da atividade em andamento, e eventos fantasmas (dummy), simplificando bastante a geração e admi- nistração de uma rede de precedências. Entretanto, para representações mais simples e redes não complexas, o NEOPERT é notável pela facilidade de representação, programação, revisão e gerência. Curva S A busca por melhores resultados na gestão de projetos faz parte da rotina dos gestores. Em tempos de crise econômica e financeira, a necessidade de reduzir custos e aumentar a produtividade é ainda maior. Há algumas ferramentas que dão suporte ao gerente de projetos parafundamentar suas decisões. A Curva “S” é um dos recursos mais difundidos entre os profissionais da área. Sua aplicação visa melho- rar o custo-benefício e tornar os projetos mais assertivos. PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 18 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Com a possibilidade de mensurar os custos e os atrasos da obra, há uma melhoria contínua no relaci- onamento com os stakeholders, o que resulta em mais oportunidades e amplia a participação da em- presa no mercado. Neste artigo, você vai encontrar a definição de Curva “S”, as principais vantagens e aplicações da ferramenta e sua utilização na gestão eletrônica de documentos (GED). Definição da Curva “S” A Curva “S” também é conhecida como curva “Previsto x Realizado”. A ferramenta permite que os gestores controlem o andamento do projeto e verifiquem se cada etapa está de acordo com a linha base definida na etapa de planejamento. Uma característica comum em projetos de engenharia é que o trabalho nas fases iniciais é considera- velmente menor do que o realizado nas fases intermediárias. Por isso, os valores acumulados resultam em um gráfico no formato da letra “S”. No livro “Planejamento e Controle de Obras”, o engenheiro e consultor Aldo Mattos ressalta importância da Curva “S” como ferramenta de gestão e pontua as principais características da ferramenta: • É uma curva única que mostra o desenvolvimento do projeto do começo ao fim. • É aplicável a projetos simples e pequenos a empreendimentos complexos e extensos. • Permite visualizar o parâmetro acumulado (trabalho ou custo) em qualquer época do projeto. • Aplica-se o detalhamento de engenharia por homem-hora, quantidade de serviço executado, uso de recurso ou valores monetários. • É uma ótima ferramenta de controle previsto x realizado. • É de fácil leitura e permite apresentação rápida da evolução do projeto. • Serve para decisões gerenciais sobre desembolsos e fluxo de caixa. Do ponto de vista matemático, a curva representa valores acumulados de algo que está sendo produzido (eixo vertical) pelo tempo (eixo horizontal). É o somatório da variável que está sendo analisada (custos, documentos tramitados etc.) a cada uni- dade de tempo em que o projeto foi dividido. É determinada pela fórmula: Principais vantagens da Curva “S” na gestão de projetos Um dos papeis fundamentais das ferramentas de gestão é antecipar cenários e reduzir a margem de erro dos empreendimentos. No livro “Gerenciamento de Projetos: Estabelecendo Diferenciais Compe- titivos”, o especialista em gestão de projetos Ricardo Vargas afirma que o custo de promover mudanças no projeto é pequeno nas fases iniciais, crescendo exponencialmente com o progresso das atividades. Por isso, é tão importante ter acesso a instrumentos de controle desde o início. Ao analisar o formato da Curva “S”, os gestores podem identificar se a concentração das atividades está dividida de acordo com o que foi estabelecido no planejamento. Trata-se de um instrumento de análise especialmente relevante em projetos complexos e de longa du- ração, como a construção de uma usina hidrelétrica. Em projetos desse porte, é comum que os gestores tenham acesso a diversas curvas “S”. Por meio da análise de desvios entre valores que foram planeja- dos e sua realização, o gerente do projeto apoia a tomada de decisão em dados concretos. PLANEJAMENTO E CONTROLE DE OBRAS 19 WWW.DOMINACONCURSOS.COM.BR Aplicações da Curva “S” No início de um projeto, durante o processo de planejamento, os gestores elaboram o que chamamos de “baseline” com os números que serão, como o termo sugere, a base do que será entregue em cada etapa. Após estabelecer a linha base de execução, uma nova linha é criada a partir do que realmente está sendo colocado em prática. É como se fosse uma fotografia que compara aquilo que se acredita que será realizado com o que foi possível executar. A diferença entre o planejamento e a execução resulta no conhecido formato “boca de jacaré”. Quanto maior a abertura, mais atrasada está a obra. Com esse retrato, os gestores podem identificar tendên- cias de redução ou aumento da capacidade da equipe de realizar a entrega da obra em tempo hábil. Por ser uma curva de acumulação, permite acompanhar de forma periódica a evolução de qualquer variável do projeto (custos, recursos materiais, atividades executadas, documentos tramitados), verifi- car a evolução do cronograma e os impactos gerados por eventuais atrasos ou adiantamento das ati- vidades. Com os dados obtidos neste processo, é possível criar parâmetros de comparação entre o desempenho esperado referente ao andamento físico ou progresso dos serviços (consumo de homem-hora, materi- ais, equipamentos e custos) com o desempenho realizado. A representação gráfica do andamento do projeto e alocação dos recursos é uma das formas de veri- ficar os eventuais impactos gerados pela falta de conformidade entre o planejamento e a execução. Em um paper sobre o tema, o engenheiro civil Antonio Victorino Avila elenca as principais aplicações da curva “S”: • Definir o montante dos recursos financeiros necessários à realização de um projeto, a serem aplica- dos dentro do tempo programado. • Em cada unidade de tempo, definir os limites máximo e mínimo dos recursos financeiros a serem investidos e necessários a atender os prazos contratuais. • Subsidiar a aplicação dos métodos de controle de produção e desempenho a exemplo do ID – Índice de Desempenho e do Método do Valor do Trabalho Realizado. • Verificar se o orçamento em realização atende ao que foi programado e se está ocorrendo aplicações de recursos acima ou a menor do que foi programado. • Mostrar a necessidade de um replanejamento dada à evidência de possível ultrapassagem de prazos contratuais e o descumprimento dos custos planejados, mantido o desempenho em curso. _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________ _________________________________________________________________________________