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“Autismo e Síndrome de Asperger” Transtorno de Espectro Autista (TEA) F 84.0 299.00 Primeiro contato Autismo, terminologia derivada do grego onde: Autos = si mesmo Ismos = disposição / orientação. O termo “Autismo” foi introduzido na psiquiatria por Plouller, em 1906, como item descritivo do sinal clínico de isolamento (encenado pela repetição da autorreferência) frequente em alguns casos. Em 1943, Kanner reformulou o termo como distúrbio autístico do contato afetivo, escrevendo uma síndrome com o mesmo sinal clínico de isolamento, então observado num grupo de crianças com idades variando entre 2 anos e 4 meses a 11 anos . No Brasil, até 2000, estima-se existir cerca de 600 mil pessoas afetadas por esta síndrome. Inicialmente, era caracterizado como um tipo de Esquizofrenia. Atualmente, é visto como um Distúrbio Global de Desenvolvimento (pelo DSM – IV), Transtorno Invasivo do Desenvolvimento (pelo CDI – 10) e Transtorno de Espectro Autista (DSM – V) https://www.youtube.com/watch?v=DTJWarlyBVc Conceito CID - 10 “Grupo de transtornos caracterizados por anormalidades qualitativas em interações sociais recíprocas e em padrões de comunicação e por um repertório de interesses e atividades restrito, estereotipado e repetitivo; essas anormalidades qualitativas são um aspecto invasivo do funcionamento do indivíduo em todas as situações, embora possam variar em grau, na maioria dos casos, o desenvolvimento é anormal desde a infância e, com apenas poucas exceções, as condições se manifestam nos primeiros cinco anos de vida, é usual, mas não invariável, haver algum grau de comprometimento cognitivo, mas os transtornos são definidos em termos do comportamento que é desviado em relação a idade mental” (cid-10 F 84-0) DSM V – Transtorno de Neurodesenvolvimento Déficits persistentes na comunicação social e na interação em múltiplos contextos: - Na reciprocidade socioemocional (abordagem social anormal, dificuldade para estabelecer uma conversa normal e compartilhamento reduzido de interesses, emoções ou afeto, dificuldade para iniciar ou responder a interações sociais; - No comportamento comunicativo não verbal utilizado na interação social (comunicação pouco integrada, anormalidade no contato visual e linguagem corporal, deficiência na compreensão e uso de gestos, ausência total de expressões faciais e comunicação não verbal); - No desenvolvimento, manutenção e compreensão de relacionamentos (dificuldade em ajustar o comportamento para se adequar a contextos sociais diversos, dificuldade em compartilhar brincadeiras imaginativas ou fazer amigos, ausência de interesse por pares). B) Padrões restritos e repetitivos de comportamentos, interesses ou atividades, conforme manifestado por pelo menos dois elementos: 1. Movimentos motores, uso de objetos ou fala estereotipados ou repetitivos (alinhas brinquedos ou girar objetos, estereotipias motoras simples, ecolalia, frases idiossincráticas); 2. Insistências nas mesmas coisas, adesão inflexível a rotinas ou padrões ritualizados de comportamento verbal (sofrimento extremo em relação a pequenas mudanças, dificuldade com transições, padrões rígidos de pensamento, rituais de saudação, necessidade de fazer o mesmo caminho ou ingerir os mesmos alimentos diariamente); 3. Interesses fixos ou altamente restritos que são anormais em intensidade ou foco (forte apego ou preocupação com objetos incomuns, interesses excessivamente circunscritos ou perseverativos); 4. Hiper ou hiporreatividade a estímulos sensoriais ou interesse incomum por aspectos sensoriais do ambiente (indiferença a dor/temperatura, reação contrária a sons ou texturas específicas, cheirar ou tocar objetos de forma excessiva, fascinação visual por luzes ou movimentos). C) Os sintomas devem estar presentes precocemente no período do desenvolvimento (mas podem não se tornar plenamente manifestos até que as demandas sociais excedam as capacidades limitadas ou pode ser mascarados por estratégias aprendidas mais tardes na vida; D) Os sintomas causam prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, profissional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo no presente; E) Essas perturbações não são mais bem explicadas por deficiências intelectuais ou por atraso global no desenvolvimento. REVISÃO – vídeo 01 - https://www.youtube.com/watch?v=pUvOjmZIjwc&pbjreload=10 vídeo 02 - Como se sente um autista? 1 minuto de sensações do autista https://www.youtube.com/watch?v=s4BlYqg2Z78 Como o autista percebe o mundo https://www.youtube.com/watch?v=GaRu2gBLhec E para trabalhar sobre a recepção destas crianças em sala de aula Legislação Vídeos educativos – Turma da Mônica Cartilha sobre o autismo - Professores O que você deveria saber sobre essa criança Uma história real A empatia – trabalho com os pais A rotina diária Autismo tem cura? Conheça alguns autistas Pessoas com a síndrome Síndrome de Asperger – TEA Leve É um transtorno definido pela presença de desenvolvimento anormal e/ou comprometido nas áreas de interação social, de comunicação e comportamento, que se manifesta antes dos 3 anos de idade. Assim, a Síndrome de Asperger seria a forma menos severa do Autismo. Incidência 4:2 meninos (Quando as meninas são afetadas isso ocorre de forma mais severa). Em geral, 70% dos casos apresenta deficiência mental* 25% - inteligência normal – com maior habilidade em tarefas de execução do que escala verbal 5% - apresentam habilidades específicas superiores – realizar cálculos mentais complexos, decorar listas de dados, desenhar com perfeição etc). * Uma vez que a interação para uma avaliação mais precisa é prejudicada pela falta de interação social entre as partes envolvidas Características A criança negligencia, ignora ou recusa tudo o que vem do meio exterior. Atraso na aquisição da fala e do uso não-comunicativo da mesma (a fala consistia para nomear objetos, adjetivos indicativos de cores, alfabeto, canções, lista de animais, combinações de frases ouvidas e repetidas como “papagaio” – ecolalia. Falam sobre si mesmo na terceira pessoa. A entonação nem sempre combina com o contexto. Bom potencial cognitivo. Ausência no comprometimento do plano físico. Dificuldade na atividade motora global mas surpreendente habilidade na motricidade fina. Insistência obsessiva na manutenção da rotina. Limitação na variedade de atividades espontâneas. Necessidade de não serem perturbadas. Tudo que é trazido do meio exterior, que altera o seu meio externo ou interno representa uma intrusão assustadora. Medos e fortes reações a ruídos, objetos em movimento ou quebrados/incompletos, as repetições nas atividades, rituais altamente elaborados, brinquedo estereotipado e provado de criatividade e espontaneidade, problemas com introdução a novos alimentos. Tudo aquilo que não é alterado quanto a sua aparência e posição, que conserva a sua identidade e não ameaça o isolamento da criança, não somente é tolerado como passa a ser objeto de interesse, com o qual poderia passar horas brincando pois lhe remete a uma sensação gratificante de onipotência e controle. Uma simples mudança de itinerário, tentativa de troca de roupa, trocar objeto de lugar pode desencadear uma forte crise que pode resultar em agressões e outros comportamentos que podem ser classificados como incompreensíveis. Atentam-se a parte dos objetos e não necessariamente pelo todo (ex.: a roda do carrinho). Reage de forma desproporcional a um evento: não chora quando cai e se machuca consideravelmente mas chora quando o tocam para abraça-lo. Interesse por fotografias de pessoas ou animais mas falta do mesmo pelo seu contato “ao vivo”. Insistência em alinhar e organizar os objetos por cor, formas, tamanhos etc. Comportamento dos pais: frios, extremamente intelectualizados, muito verbais, rígidos e emocionalmente comprometidos. Dificuldade das crianças em fixar o olhar durante as situações sociais. Presença de olhar periférico breve. Carentes de gestos eexpressões. Forma ingênua e inapropriada de se aproximar das pessoas. Recebem uma informação exatamente da forma como lhe é dito. A expressão “chover canivetes” pode lhe causar estado de pânico devido sua interpretação. Síndrome de Asperger A chamada síndrome de Asperger, transtorno de Asperger ou desordem de Asperger é uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. Sobre a síndrome (TEA leve) Dificuldade em compreender as mensagens transmitidas por meio da linguagem corporal - pessoas com SA geralmente não olham nos olhos, e quando olham, não conseguem "ler". Interpretar as palavras sempre em sentido denotativo - indivíduos com SA têm dificuldade em identificar o uso de coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas. Ser considerado grosso, rude e ofensivo - propensos a comportamento egocêntrico, Aspergers não captam indiretas e sinais de alertas de que seu comportamento é inadequado à situação social. Aperceber-se de erros sociais - à medida que os Aspergers amadurecem e se tornam cientes de sua "cegueira emocional", começam a temer cometer novos erros no comportamento social, e a autocrítica em relação a isso pode crescer a ponto de se tornar fobia. Desinteresse - desinteresse em ter de fazer coisas novas, ou passar por outras experiências Exaustão - quando um indivíduo com Síndrome de Asperger começa a entender o processo de abstração, precisa treinar um esforço deliberado e repetitivo para processar informações de outra maneira. Isto muito frequentemente leva a exaustão mental. Crítica - frequentemente crítica tudo o que vê pela frente, também pode-se fazer uma autocrítica psíquica, sem dizer o que crítica. Dificuldades em relacionamentos - sente dificuldade em fazer amigos, conseguir parceiros para uma relação, podendo passar anos sem se relacionar com ninguém ou até mesmo nunca, demostrando desintesse sëxual e afetivo por outrem. Exatas - facilidade extrema em mexer com números e lógica. Comportamento Variável - muitas vezes o portador da síndrome de Asperger pode se portar como uma pessoa adulta ou como uma criança variando aleatoriamente. Paranoia - por causa da "cegueira emocional", pessoas com SA têm problemas para distinguir a diferença entre atitudes deliberadas ou casuais dos outros, o que por sua vez pode ser erroneamente interpretado pelos de fora como paranoia. Lidar com conflitos - ser incapaz de entender outros pontos de vista pode levar a inflexibilidade e a uma incapacidade de negociar soluções de conflitos. Uma vez que o conflito se resolva, o remorso pode não ser evidente. Consciência de magoar os outros - uma falta de empatia em geral leva a comportamentos ofensivos ou insensíveis não-intencionais. Consolar os outros - como carecem de intuição sobre os sentimentos alheios, pessoas com Síndrome de Asperger têm pouca compreensão sobre como consolar alguém ou fazê-los se sentirem melhor. Reconhecer sinais de enfado - a incapacidade de entender os interesses alheios pode levar Aspergers a serem incompreensíveis ou desatentos. Na mão inversa, pessoas com Síndrome de Asperger geralmente não percebem quando o interlocutor está entediado ou desinteressado. Introspecção e autoconsciência - indivíduos com Síndrome de Asperger têm dificuldade de entender seus próprios sentimentos ou o seu impacto nos sentimentos alheios. Vestimenta e higiene pessoal - pessoas com Síndrome de Asperger tendem a ser menos afetadas pela pressão dos semelhantes do que outras. Como resultado, geralmente fazem tudo da maneira que acham mais confortável, sem se importar com a opinião alheia. Isto é válido principalmente em relação à forma de se vestir e aos cuidados com a própria aparência. Amor e rancor recíproco - como Aspergers reagem mais pragmaticamente do que emocionalmente, suas expressões de afeto e rancor são em geral curtas e fracas. Compreensão de embaraço e passo em falso - apesar do fato de pessoas com Síndrome de Asperger terem compreensão intelectual de constrangimento e gafes, são incapazes de aplicar estes conceitos no nível emocional. Lidar com críticas - pessoas com Síndrome de Asperger sentem-se forçosamente compelidas a corrigir erros, mesmo quando são cometidos por pessoas em posição de autoridade, como um professor ou um chefe. Por isto, podem parecer imprudentemente ofensivos. Velocidade e qualidade do processamento das relações sociais - como respondem às interações sociais com a razão e não intuição, portadores de Síndrome de Asperger tendem a processar informações de relacionamentos muito mais lentamente do que o normal, levando a pausas ou demoras desproporcionais e incômodas. Etiologia De uma forma geral, não podemos ainda apontar a causa mais básica do autismo, mas sabemos que ele pode se associar a um número muito grande de condições, tais como deficiências mental, epilepsia, síndrome de Down, síndrome do x-frágil etc. Embora não podemos afirmar que o autismo seja causado por uma dessas situações, pode-se aceitar a hipótese provável que vários tipos de insultos cerebrais, afetando certas estruturas do cérebro, poderão determinar, ao lado dos outros sinais do referido insulto, o quadro de autismo. Presença de elevados níveis de testosterona (Função neuronal) Eletroencefalograma (Elevado índice de anormalidades bioelétricas e epilepsia.) Potenciais evocados auditivos do tronco cerebral. (Transmissão mais lenta de estímulos sonoros recebidos e identificados). Tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética (Redução do volume do cerebelo devido a hipoplasia (desenvolvimento incompleto de um órgão ou parte dele).; perda das células de Purkinje os únicos neurônios do cerebelo capazes de transmitir impulsos formados no córtex cerebelar (isso por questões genéticas)). Região parieto-occipital esquerda menor que a direita Redução na substância branca dos lobos parietais e adelgaçamento de corpo caloso. Tomografia por Emissão de Pósitrons Aumento na utilização de glicose no córtex frontal, temporal e occipital, no hipocampo, núcleo da base e tálamo. Menores correlações inter-hemisféricas entra as áreas do lobo frontal e parietal. Alterações nos circuitos neuronais que servem à atenção seletiva. Comportamentos Atípicos, Repetitivos e Estereotipados como Indicadores da Presença de TEA Motores Movimentos motores estereotipados: flapping de mãos; “espremer-se”; correr de um lado para o outro; dentre outros; ações atípicas repetitivas: alinhar/empilhar brinquedos de forma rígida; observar objetos aproximando-se muito deles; prestar atenção exagerada a certos detalhes de um brinquedo; demonstrar obsessão por determinados objetos em movimento (ventiladores, máquinas de lavar roupas etc.). dificuldade de se aninhar no colo dos cuidadores ou extrema passividade no contato corporal; extrema sensibilidade em momentos de desconforto (ex.: dor); dissimetrias na motricidade, tais como: maior movimentação dos membros de um lado do corpo; dificuldades de rolamento na idade esperada; movimentos corporais em bloco e não suaves e distribuídos pelo eixo corporal; dificuldade, assimetria ou exagero em retornar membros superiores à linha média; dificuldade de virar o pescoço e a cabeça na direção de quem chama a criança. Sensoriais hábito de cheirar e/ou lamber objetos; sensibilidade exagerada a determinados sons (liquidificador, secador de cabelos etc.), reagindo de forma exagerada e eles; insistência visual em objetos que têm luzes que piscam e/ou emitem barulhos, bem como nas partes que giram (ventiladores, máquinas etc.); insistência tátil: podem permanecer por muito tempo passando a mão sobre uma determinada textura. Rotinas Tendência a rotinas ritualizadas e rígidas; Dificuldade importante na modificação da alimentação. Algumas crianças, por exemplo, só bebem algo se utilizarem sempre o mesmo copo; outras, para se alimentarem, exigem que os alimentos estejam dispostos noprato sempre da mesma forma. Sentar-se sempre no mesmo lugar; assistir apenas a um mesmo DVD; e colocar as coisas sempre no mesmo lugar. Qualquer mudança de rotina pode desencadear acentuadas crises de choro, grito ou intensa manifestação de desagrado. Fala Repetem palavras que acabaram de ouvir (ecolalia imediata). Outras podem emitir falas ou “slogans/vinhetas” que ouviram na televisão, sem sentido contextual (ecolalia tardia). Pela repetição da fala do outro, não operam a modificação no uso de pronomes; Podem apresentar características peculiares na entonação e no volume da voz; A perda de habilidades previamente adquiridas deve ser sempre encarada como sinal de importância. Algumas crianças com TEA deixam de falar e perdem certas habilidades sociais já adquiridas por volta dos 12-24 meses. A perda pode ser gradual ou aparentemente súbita. (sem, no entanto, excluir outras possibilidades diagnósticas (por exemplo, doenças degenerativas)). Expressividade Expressividade emocional menos frequente e mais limitada; Dificuldade de encontrar formas de expressar as diferentes preferências e vontades, e de responder às tentativas dos adultos em compreendê-las (quando a busca de compreensão está presente na atitude dos adultos) Revisão completa Série autismo https://www.youtube.com/watch?v=OvFNiFQuGPA Tratamento O tratamento do autismo vai depender da gravidade do déficit social, de linguagem e comportamental que o indivíduo se encontra. Existem diversas abordagens, algumas muito melhor embasadas cientificamente que outras. Pais insatisfeitos com os resultados Em crianças pequenas, a prioridade do tratamento normalmente é o desenvolvimento da fala, da interação social/linguagem, educação inclusiva e suporte familiar. Já com adolescentes, o tratamento é voltado para o desenvolvimento de habilidades sociais necessários para uma boa adaptação, desenvolvimento de habilidades profissionais (terapia ocupacional) e terapia para desenvolvimento de uma sexualidade saudável. Com adultos, o foco está no desenvolvimento da autonomia, ensino de regras para uma boa convivência social e manutenção das habilidades aprendidas. De um modo geral o tratamento tem 4 objetivos: Estimular o desenvolvimento social e comunicativo; Aprimorar o aprendizado e a capacidade de solucionar problemas; Diminuir comportamentos que interferem com o aprendizado e com o acesso às oportunidades de experiências do cotidiano; e Ajudar as famílias a lidarem com o autismo. Acompanhamento Multidisciplinar A terapêutica pressupõe uma equipe multi e interdisciplinar – tratamento médico (pediatria e psiquiatria) e tratamento não-médico (psicologia, fonoaudiologia, pedagogia e terapia ocupacional), profissionalizante e inclusão social, uma vez que a intervenção apropriada resulta em considerável melhora no prognóstico. O sucesso do tratamento depende não só do empenho e qualificação dos profissionais que se dedicam ao atendimento destes indivíduos, como também dos estímulos feitos pelos cuidadores no ambiente familiar. Quanto mais os cuidadores souberem sobre o tratamento do autismo, melhor para o desenvolvimento global da criança. Dentre os fatores mais importantes para o prognóstico do funcionamento social geral e desempenho escolar destacam-se o nível cognitivo da criança, o grau de desenvolvimento na linguagem e o desenvolvimento de habilidades adaptativas, como as de auto-cuidado. A demora no processo de diagnóstico e aceitação é prejudicial ao tratamento, uma vez que a identificação precoce deste transtorno global do desenvolvimento permite um encaminhamento adequado e influencia significativamente na evolução da criança. Os atendimentos precoces e intensivos podem fazer uma diferença importante no prognóstico do autismo. O quadro de autismo não é estático, alguns sintomas modificam-se, outros podem amenizar-se e vir a desaparecer, porém novas características poderão surgir com a evolução do indivíduo. É aconselhável avaliações sistemáticas e periódicas. Análise do Comportamento Aplicada (ABA) Um dos tratamentos mais populares, eficazes e sem prejuízos é o ABA. ABA é uma sigla que significa, Analysis of behavior applied, que em português significa, Análise do Comportamento Aplicada. Análise do Comportamento Aplicada é uma área de pesquisa de novas tecnologias embasadas na psicologia comportamental, sendo uma delas o tratamento do autismo. Essa eficácia levou a uma legislação que obriga os serviços de saúde americanos, que utilizam terapias baseadas em evidências, a disponibilizarem esse tratamento. Dentre as técnicas da terapia analítico-comportamental utilizadas incluem: Procedimentos de treino incidental, análises de tarefas, encadeamento, tentativas instrucionais embutidas em atividades e treino de tentativas discretas. Aprensetação 01 Apresentação 02 https://www.youtube.com/watch?v=KCkaEoQ-HLM https://www.youtube.com/watch?v=3Dtr6cRbIpQ Picture Exchange Communication System (PECS) Um recurso popular para ajudar no desenvolvimento da linguagem é o PECS (Picture Exchange Communication System), um sistema baseado em figuras com figuras que refletem as necessidades e/ou o interesse individuais. Este sistema facilita tanto a comunicação quanto a compreensão, quando se estabelece a associação entre a atividade/símbolos. https://www.youtube.com/watch?v=vIgcujNnTwc Método TEACCH O método TEACCH (Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children) é um técnica muito popular no mundo que combina diferentes estímulos visuais e auditivos com o objetivo de aperfeiçoar a linguagem, melhorar o aprendizado e reduzir comportamentos inapropriados. Áreas, objetos, palavras, recipientes de cores diferentes e a fala do terapeuta são utilizados para instruir as crianças sobre suas atividades diárias de forma a emparelhar o símbolo com o respectivo objeto, local ou atividade no mundo real. O desenvolvimento da criança é avaliado regularmente pelo PEP-R (Psychoeducational Profile-Revised) para verificar os resultados da abordagem. https://www.youtube.com/watch?v=VsjbbTEdeSI Trabalho na AMA https://www.youtube.com/watch?v=h4Nc7TI22mc Farmacoterapia A farmacoterapia continua sendo componente importante em um programa de tratamento, porém nem todos indivíduos necessitarão utilizar medicamento. Medicamentos que atuam na dopamina e na serotonina podem ajudar a reduzir alguns sintomas como redução de estereotipias, retraimento social e comportamento agressivo ou auto-agressivo. Inclusão Escolar Existem casos em que crianças com autismo em escola normal tiveram melhor desenvolvimento de habilidades sociais do que as crianças em escolas especiais, porém isso não ocorre na maioria dos casos. É importante que cada caso deve seja tratado individualmente, focando nas necessidades e potencialidades da criança. Existem inúmeras vantagens de se levar a criança com autismo a conviver com aquelas sem comprometimento e de estimular que ela aprenda com as outras por meio da imitação, mas também não esquecer o risco de que ela seja vítima de bullying dos colegas. Já na escola especial é provável que ela tenha uma atenção especial de profissionais melhor treinado e conheçam outras crianças com problemas semelhantes. Cabe aos pais decidirem qual a melhor opção para seu filho. image2.png image3.png image4.png image5.png image6.png image7.png image8.png image9.gif image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.jpeg