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Conformação nativa • Proteína dobrada em conformação funcional • Dobramento espacial se dá principalmente por interações fracas – principalmente hidrofóbicas– principalmente hidrofóbicas – Ligações de H e iônicas são otimizadas em estruturas termodinamente mais favoráveis • Estabilidade estrutural – Tendência a manter a conformação nativa Estrutura de uma treptavidina, proteína modificada a partir da estreptavidina humana que funciona biotecnologicamente para ligar outras moléculas, como a biotina. Formada apenas por folhas beta e loops (2Y3E) Computer-simulated folding pathway of a 36-residues protein. https://www.youtube.com/watch?v=meNEUTn9 AtgAtg Enovelamento das proteínas � Enovelamento das proteínas pode ser Enovelamento das proteínas pode ser Enovelamento das proteínas pode ser Enovelamento das proteínas pode ser descrito pelo funil da energia livredescrito pelo funil da energia livredescrito pelo funil da energia livredescrito pelo funil da energia livre �Busca aleatória inviável para a escala de Busca aleatória inviável para a escala de Busca aleatória inviável para a escala de Busca aleatória inviável para a escala de tempo biológicatempo biológicatempo biológicatempo biológica �Necessidade de um processo Necessidade de um processo Necessidade de um processo Necessidade de um processo ordenado=intermediáriosordenado=intermediáriosordenado=intermediáriosordenado=intermediários � Proteínas têm regiões flexíveis, de baixa Proteínas têm regiões flexíveis, de baixa Proteínas têm regiões flexíveis, de baixa Proteínas têm regiões flexíveis, de baixa estabilidade, que acarretam alterações estabilidade, que acarretam alterações estabilidade, que acarretam alterações estabilidade, que acarretam alterações conformacionais essenciais para suas funçõesconformacionais essenciais para suas funçõesconformacionais essenciais para suas funçõesconformacionais essenciais para suas funções �Quanto maior a proteína, mais rugosa a Quanto maior a proteína, mais rugosa a Quanto maior a proteína, mais rugosa a Quanto maior a proteína, mais rugosa a superfíciesuperfíciesuperfíciesuperfíciesuperfíciesuperfíciesuperfíciesuperfície �NucleaçãoNucleaçãoNucleaçãoNucleação Processo ou sequência de processos em que os arranjos espaciais de uma cadeia polipeptídica são transformadas pa ra arranjos mais desordenados. Desnaturação de proteínas configuração e n e r g i a proteína original proteína desnaturada configuração e n e r g i a proteína original proteína desnaturada Desnaturação de proteínas • Condições diferentes das celulares levam as proteínas à desnaturação • Perda da estrutura leva também à perda da função • Calor, pHs extremos, temperatura, solventes orgânicos, detergentes Adaptabilidade conformacional estrutura desnaturada Qualquer Qualquer Qualquer Qualquer alteração no ambientealteração no ambientealteração no ambientealteração no ambiente irá forçar a proteína a assumir irá forçar a proteína a assumir irá forçar a proteína a assumir irá forçar a proteína a assumir um novo um novo um novo um novo equilíbrioequilíbrioequilíbrioequilíbrio estruturalestruturalestruturalestrutural DESNATURAÇÃO estrutura nativa �Qualquer modificação na estrutura que não seja acompanhada por ruptura de ligações peptídica �Consiste na perda das interações NATIVAS - interações polares, hidrofóbicas e iônicas- com alteração das estruturas quaternárias, terciárias e secundárias � destruição de interações de natureza físico-químicas NATIVAS. Desnaturação de proteínas interações de natureza físico-químicas NATIVAS. �Após destruição das interações físico-químicas nativas, espera-se que novas interações sejam estabelecidas, o que implica no aparecimento de uma “nova ordem” estrutural. �Reversível ou irreversível Efeitos da desnaturação: � Perda da atividade biológica � Alteração da capacidade de ligar água� Alteração da capacidade de ligar água � Destruição de toxinas � Aumento/diminuição da digestão � Alteração das propriedades funcionais �Físico-químicos � Químicos Agentes Desnaturantes � Físicos oDesnaturação térmica oAlta pressão oForça mecânica pH pH < pIaumenta a solubilidade diminui a solubilidadepH <<< pI O H H+ HO H H + H O H H O H H+ H + + + + solubilidade pH > pI aumenta a solubilidade O H H O H H H - - - - O H H H -+ + + + - --- - ++ pH = pI diminui a solubilidade pH < pI + + + - O H H O H H O H H O H H O H H O H H O H H O H H • pH<<<<pI �ácido forte + T � desaminação.....hidrólise de ligações peptídicas • pH>>>>>>>• pH>>>>>>> �Modificações químicas (beta-eliminação do enxofre) � pH muito elevado + T� hidrólise de peptídeos �Solventes orgânicos Alterações na Constante Dielétrica do Solvente �Solventes apolares � Penetram a região hidrofóbica �Aumentam a interação eletrostática�Aumentam a interação eletrostática �Enfraquecem as interações hidrofóbicas http://www.youtube.com/wa tch?v=-N_iuEvi6HA Desnaturação por pH e cte dielétrica http://www.youtube.com/watch ?v=EOu394F8gIA Desnaturação por aquecimento Agentes químicos uréia (até 8 M), hidrocloreto de guanidinio, NaHCO 3 (sol. 4%) quebra ligações H estruturais forma novas pontes com soluto e solvente desnaturação ao nível de estrutura secundária solubilização Detergentes tipo SDS (0,1%) quebra interações de Van der Waals penetra nas regiões hidrofóbicas liga às cadeias laterais não polaresliga às cadeias laterais não polares desnaturação solubilidade em meio polar �Salting in � Proteínas são solúveis em soluções salinas� Sais se associam aos grupos carregados � Aumenta a hidratação de proteínas Força Iônica � Aumenta a hidratação de proteínas �Salting out � desidratação das proteínas Salting in Efeito solubilizante Adição de pequenas quantidades de sal Sais interagem com as cargas iônicasSais interagem com as cargas iônicas aumenta interação água-proteína acrescentando água a superfície da proteína SaltingSalting outout precipitação de proteínas, com pouca desnaturação aumento na condutividade do solvente competição dos grupos competição dos grupos solvatados pelas ligações de H coalescência das moléculas proteícas � Velocidade depende da temperatura �� Aumento de temperatura:Aumento de temperatura: Afeta a estrutura terciária Desnaturação térmica �� Ao resfriar:Ao resfriar: � Agregação � Aumenta a flexibilidade molecular � Ligações H começam a quebrar � interação com a água � Aumenta a ligação com a água � Aumenta a viscosidade da solução � Estrutura diferente da nativa � Perda de solubilidade � Teor de água afeta a desnaturação térmica � Outras consequências: � Quebra de pontes dissulfeto � alteração química de resíduos de aminoácidos Desnaturação térmica Facilidade a desnaturação peso molecular estrutura quaternária pontes de dissulfeto Reversível inativação de enzimas Irreversível inativação de enzimas inativação de fatores antinutricionais aumento da digestibilidade alteração das propriedades funcionais Mudança da Força Iônica e da Constante Dielétrica aas, açúcares, polialccóis mantém água de solvatação saída de água proteínas fibrilares aas, açúcares, polialccóis mantém água de solvatação saída de água proteínas fibrilares aas, açúcares, polialccóis mantém água de solvatação saída de água proteínas fibrilares Frio Quebra das Ligações de H e das Interações de Van der Waals proteínas globulares mudança de conformação proteínas globulares mudança de conformação Desnaturação Mecânica �Alterações nas estruturas quaternária e até terciária �Desnaturação Irreversível Ovoalbumina (clara do ovo) Formação do glúten Solubilidade Funcionalidade AlbuminasAlbuminas Globulinas Não formadoras do glútenNão formadoras do glúten 15-20% Albuminas Globulinas Prolaminas � Gliadinas Glutelinas � Gluteninas Globulinas Formadoras do glúten 80-85% GliadinasGluteninas “Glúten é uma rede proteica formada a partir de inte rações covalentes e não covalentes entre as cadeias de gli adinas e gluteninas presentes nas farinhas oriundas dos grão s de trigo, de centeio e de cevada. “O seu desenvolvimento ocorre durante a mistura de f arinha e água, associada ao trabalho mecânico, dando origem a uma massa coesa com características viscoelásticas” SHEWRY; TATHAM, 1997; XU et al., 2007; WIESER, 2007; DELCOUR et al., 2012; KHATKAR et al., 2013; ZHOU et al., 2014SHEWRY; TATHAM, 1997; XU et al., 2007; WIESER, 2007; DELCOUR et al., 2012; KHATKAR et al., 2013; ZHOU et al., 2014 Fonte: F. Ortolan A desnaturação ocorre na faixa de 1 a 12 kbar (100 a 1200 MPa) Pressão Hidrostática As proteínas são flexíveis e compressíveis Aplicações Inativação microbiana Gelatinização Amaciamento da carne Inativação de enzimas Desnaturação induzida pela pressão pode ocorrer a 25°C . (relação temperatura X pressão) � porque as proteínas são flexíveis e compressíveis . Proteínas globulares – espaços vazios no interior da proteína Proteínas fibrosas - em sua maioria o desprovidas de espaços vazios, são mais estáveis adesprovidas de espaços vazios, são mais estáveis a alta pressão • O efeito da alta pressão hidrostática nas estruturas das proteínas depende de fatores extrínsecos, como o pH, a temperatura e o meio iônico, e também propriedades intrínsecas da proteína (ex. ligações dissulfeto) • O desdobramento da proteína sob alta pressão ocorre principalmente devido ao rompimento de interações hidrofóbicas e eletroestáticas; as ligações covalentes e as ligações H, geralmente, são menos afetadas pela alta pressãoligações H, geralmente, são menos afetadas pela alta pressão – Isto significa que a pressão é capaz de romper as ligações que mantêm as estruturas terciárias e quaternárias das proteínas globulares, porém possui pouca influência na estrutura secundária Na faixa de 700 MPa, a pressão causa o rompimento de ligações não covalentes. As interações hidrofóbicas são as ligações mais fracas envolvidas na estabilidade de proteínas, de micelas e de lipídeos. Ligações iônicas são rompidas pela pressão e a ionização de sais, ácidos e bases e a auto-ionização da água sofrem aumento sobre pressão.