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2Estratégia Concursos | Resumo de Simples Nacional - parte 1E-BOOK
APRESENTAÇÃO
 Olá, pessoal! 
Sejam muito bem-vindos ao nosso Curso Completo de Simples Nacional. Neste curso, abordaremos os 
principais pontos para concursos, tanto da Constituição Federal como da Lei Complementar 123/06, em relação 
ao Regime diferenciado e favorecido dado às microempresas (MEs) e empresas de pequeno porte (EPPs).
Para quem não me conhece, meu nome é Fernando Maurício, sou Auditor Fiscal do Estado de São Paulo, 
fui aprovado no concurso de 2009 e trabalho atualmente na Delegacia Tributária de Jundiaí/SP. Também sou 
Professor de Direito Tributário aqui no Estratégia Concursos e é com imenso prazer que trago a vocês este curso, 
em PDF, sobre o Simples Nacional, assunto que tem cada vez sido cobrado com maior ênfase nas provas de 
concurso!
Assim, conhecer profundamente os principais pontos da Lei Complementar n° 123/06 (e da CF/88) é 
fundamental para um bom resultado nas provas de Concurso da atualidade!
Ahhh... já anote aí meus Contatos:
 @proffernandom Tributário FM
Então, sem perder tempo, vamos ao que interessa, que é conhecer super bem o assunto de Simples 
Nacional!
Que Deus nos acompanhe e nos abençoe nesta caminhada! 
Um grande abraço e ótimos estudos!
Professor Fernando Maurício
Estratégia Concursos
@estrategia.concursos
@estrategiaconcursos
Estrategia Concursos
https://www.youtube.com/EstrategiaCursos
https://www.tiktok.com/@estrategia.concursos
https://www.instagram.com/estrategiaconcursos/
https://web.facebook.com/EstrategiaConcursos
E-BOOK
3Estratégia Concursos | Resumo de Simples Nacional - parte 1
INTRODUÇÃO DA AULA
Olá, Alunos, sejam bem-vindos ao Curso Completo de Simples Nacional! 
Nesta aula, vamos ver as previsões Constitucionais do Simples Nacional, assim como os tópicos iniciais da Lei 
Complementar n° 123/06 (também chamada de “Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno 
Porte”), abordando suas Disposições Preliminares (Arts. 1º e 2º), assim como a definição de Microempresa e 
Empresa de Pequeno Porte (Art. 3º).
1. SIMPLES NACIONAL – PREVISÃO CONSTITUCIONAL 
Em decorrência do Princípio da Isonomia Tributária, em que se deve aplicar um tratamento desigual entre 
sujeitos passivos que estejam em situações desiguais, na medida de suas desigualdades, a Constituição Federal 
trouxe, desde sua promulgação em 1988, previsão de tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às 
Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP). É o que se afirma no Artigo 179 da CF/88:
Art. 179. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios dispensarão 
às microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei, 
tratamento jurídico diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de 
suas obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou 
pela eliminação ou redução destas por meio de lei. [grifou-se]
Assim, podemos verificar de imediato 3 pontos que são importantes para concurso:
• Todos os Entes tributantes devem conceder tratamento diferenciado às Microempresas (ME) e 
Empresas de Pequeno Porte (EPP);
• A Lei é quem define o conceito de ME e EPP;
• O incentivo a essas empresas será dado através de Simplificação, Eliminação e/ou Redução de 
obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias.
E como a Constituição Federal previu benefícios especificamente destinados às microempresas (ME) e 
empresas de pequeno porte (EPP), diversas empresas que não se enquadravam como tal entraram com ações no 
judiciário, alegando violação ao princípio da isonomia, com a expectativa de também poderem usufruir desses 
benefícios.
E-BOOK
4Estratégia Concursos | Resumo de Simples Nacional - parte 1
Porém o STF, na ADI 1.643, trouxe o seguinte entendimento:
E muita atenção aqui, pessoal! Diferentemente do que muita gente pensa, o tratamento diferenciado e 
favorecido dado às MEs e EPPs não é apenas de ordem tributária (em que elas recolherão valores em geral 
menores e em uma guia única de pagamento), mas também apresenta benefícios em relação às obrigações 
administrativas, previdenciárias, creditícias, entre outras.
Já no ano de 2003, com o objetivo de uniformizar as opções de Simples que cada ente federado propunha 
(pois, à época, existia o Simples Paulista, o Simples Mineiro, o Simples Baiano, o Simples Federal, etc....), foi 
promulgada a Emenda Constitucional n° 42/2003, conforme vemos a seguir:
CF/88 Art. 146. Cabe à lei complementar:
III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, 
especialmente sobre:
d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as microempresas 
e para as empresas de pequeno porte, inclusive regimes especiais ou 
simplificados no caso do imposto previsto no art. 155, II, e 156-A, das 
contribuições previstas no art. 195, I e V, e § 12 e 13, e da contribuição a que 
se refere o art. 239.
§ 1º A lei complementar de que trata o inciso III, d, também poderá instituir 
um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, observado que: 
I - será opcional para o contribuinte; 
II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas 
por Estado; 
III - o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela 
de recursos pertencentes aos respectivos entes federados será imediata, 
vedada qualquer retenção ou condicionamento; 
Entendimento importante do STF sobre o Assunto:
ADI 1.643/UF
“Não há ofensa ao princípio da isonomia tributária se a lei, por motivos 
extrafiscais, imprime tratamento desigual a microempresas e empresas de 
pequeno porte de capacidade contributiva distinta.”
E-BOOK
5Estratégia Concursos | Resumo de Simples Nacional - parte 1
IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas 
pelos entes federados, adotado cadastro nacional único de contribuintes.
§ 2º É facultado ao optante pelo regime único de que trata o § 1º apurar e 
recolher os tributos previstos nos arts. 156-A e 195, V (IBS e CBS), nos termos 
estabelecidos nesses artigos, hipótese em que as parcelas a eles relativas não 
serão cobradas pelo regime único. (Incluído pela EC 132/2023)
§ 3º Na hipótese de o recolhimento dos tributos previstos nos arts. 156-A e 
195, V (IBS e CBS), ser realizado por meio do regime único de que trata o § 1º, 
enquanto perdurar a opção: (Incluído pela EC 132/2023)
I - não será permitida a apropriação de créditos dos tributos previstos nos arts. 
156-A e 195, V (IBS e CBS), pelo contribuinte optante pelo regime único; e
II - será permitida a apropriação de créditos dos tributos previstos nos arts. 
156-A e 195, V (IBS e CBS), pelo adquirente não optante pelo regime único 
de que trata o § 1º de bens materiais ou imateriais, inclusive direitos, e de 
serviços do optante, em montante equivalente ao cobrado por meio do 
regime único.
Aqui, vemos que a própria Constituição Federal determinou que caberá a uma Lei Complementar 
estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, no que se refere à definição de tratamento 
diferenciado e favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte, e já aproveitou para 
estabelecer alguns princípios que essa Lei Complementar deve dispor, conforme apresentado a seguir:
O tratamento diferenciado e favorecido dispensado às MEs e EPPs:
• deverá ser opcional para o contribuinte; 
• a ME e/ou EPP escolherá se quer optar pela sistemática do Simples Nacional, ou permanecer no 
Regime Normal de tributação (que se aplica às demais empresas).
• poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas por Estado; 
• é possível que Estados com menor participação no PIB nacional (Estados mais “pobres”) possuam 
condições diferenciadas de enquadramento no Regime do Simples Nacional.
• o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da parcela de recursos pertencentesaos 
respectivos entes federados será imediata, vedada qualquer retenção ou condicionamento; 
• o recolhimento dos tributos das empresas optantes pelo Simples Nacional será unificado (uma única 
guia de recolhimento para os diversos tributos nela incluídos, tanto da União como dos Estados, DF e 
Municípios), mas com repasse imediato aos respectivos entes federados, vedada qualquer retenção 
ou condicionamento por parte da União (que é quem recebe inicialmente estes pagamentos).
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6Estratégia Concursos | Resumo de Simples Nacional - parte 1
• a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser compartilhadas pelos entes federados, adotado 
cadastro nacional único de contribuintes;
• os entes federados poderão compartilhar a arrecadação, a fiscalização e a cobrança em relação 
às empresas do Simples Nacional. Assim, tanto um Auditor Fiscal do Estado como um do 
Município, ou mesmo um Auditor da Receita Federal, podem fiscalizar uma empresa optante 
pelo Simples Nacional.
A grande novidade aqui veio com a Reforma Tributária (EC n° 132/2023), que deixou a critério da empresa 
optante pelo Simples Nacional escolher se recolheria ou não o IBS e a CBS juntamente com os demais tributos 
incluídos no regime simplificado.
Caso a empresa optante pelo Simples Nacional escolha não recolher o IBS e a CBS juntamente com os 
demais tributos do regime, ela deverá recolher esses tributos de forma separada, assim como as demais empresas 
não optantes pelo regime simplificado fazem.
Já se a empresa do Simples Nacional optar por recolher o IBS e a CBS conjuntamente com os demais tributos 
incluídos no regime simplificado (recolhimento em uma guia única de pagamento), a Constituição Federal, no § 
3º do Art. 146, determinou que a empresa do Simples Nacional não terá direito a se creditar de nenhum valor 
relativo ao IBS e CBS, porém assegurou o direito de o adquirente, não optante pelo Simples Nacional, de se 
creditar dos valores de IBS e CBS efetivamente recolhidos pela empresa do Simples Nacional. 
Assim, resumidamente, podemos dizer que, caso a Empresa do Simples Nacional opte por recolher o IBS 
e a CBS conjuntamente com os demais tributos do regime, ela não poderá se creditar de nenhum valor desses 
tributos, mas seus clientes, desde que não sejam optantes pelo Simples Nacional, poderão se creditar dos valores 
de IBS e CBS efetivamente recolhidos pela empresa do Simples Nacional.
E aqui cabe reforçar um ponto importante: no Simples Nacional, além das diversas simplificações e 
vantagens concedidas às ME e EPP, não ocorre a cobrança de um imposto único, mas sim a existência de um 
regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do DF e dos Municípios, em 
que a alíquota total cobrada consiste na soma das alíquotas dos respectivos tributos que compõem a sistemática 
do Simples Nacional.
2. LEI COMPLEMENTAR 123/06 – DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Em 2006, foi publicada a Lei Complementar prevista no Artigo 146 da Constituição Federal para tratar das 
Normas Gerais sobre o Simples Nacional, oferecendo tratamento diferenciado e favorecido para as Microempresas 
e para as Empresas de Pequeno Porte, como começaremos a ver agora.
A Lei Complementar 123/06 também é chamada de “Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de 
Pequeno Porte”. Vejamos o que ela afirma em seu Art. 1º:
E-BOOK
7Estratégia Concursos | Resumo de Simples Nacional - parte 1
Art. 1º Esta Lei Complementar estabelece normas gerais relativas ao 
tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às microempresas e 
empresas de pequeno porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, 
do Distrito Federal e dos Municípios, especialmente no que se refere:
I - à apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos 
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, mediante regime único de 
arrecadação, inclusive obrigações acessórias;
II - ao cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias, inclusive 
obrigações acessórias;
III - ao acesso a crédito e ao mercado, inclusive quanto à preferência nas 
aquisições de bens e serviços pelos Poderes Públicos, à tecnologia, ao 
associativismo e às regras de inclusão. 
IV - ao cadastro nacional único de contribuintes a que se refere o inciso IV do 
parágrafo único do art. 146, in fine, da Constituição Federal. 
Vejam que interessante, pessoal! O Artigo 1º da LC 123/06 já deixa bem claro que o tratamento diferenciado 
e favorecido a ser dado às MEs e EPPs vai muito além dos benefícios tributários, passando por benefícios de 
ordem trabalhista, previdenciária, facilitação na obtenção de créditos (empréstimos), preferência na contratação 
com o Poder Público, etc....
O Tratamento diferenciado e favorecido aplica-se à/ao:
• apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos 
Municípios, mediante regime único de arrecadação, inclusive obrigações acessórias;
• cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias, inclusive obrigações acessórias;
• facilidade de obtenção de créditos, inclusive quanto à preferência nas contratações com o Poder 
Público (preferência nas licitações);
• previsão de implementação do cadastro nacional único de contribuintes, conforme previsto no 
parágrafo único do art. 146 da Constituição Federal.
Já os Parágrafos do Artigo 1º da LC 123/06 trazem alguns conceitos preliminares a serem aplicados às MEs 
e EPPs, conforme vamos a seguir:
Art. 1º § 1º Cabe ao Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) apreciar 
a necessidade de revisão, a partir de 1º de janeiro de 2015, dos valores 
expressos em moeda nesta Lei Complementar. 
E-BOOK
8Estratégia Concursos | Resumo de Simples Nacional - parte 1
Ponto “decoreba”, que afirma que cabe ao CGSN - Comitê Gestor do Simples Nacional analisar a necessidade 
de atualização dos valores financeiros ($) apresentados na LC 123/06 (o que é algo bastante razoável, já que a Lei 
é de 2006, e, com o passar dos anos, os valores ali presentes merecem ser reavaliados, para se verificar a eventual 
necessidade de atualização).
Vamos seguindo!
Art. 1º § 3º Ressalvado o disposto no Capítulo IV (Dos Tributos e Contribuições 
que as Empresas do SN estão sujeitas), toda nova obrigação que atinja 
as microempresas e empresas de pequeno porte deverá apresentar, no 
instrumento que a instituiu, especificação do tratamento diferenciado, 
simplificado e favorecido para cumprimento. 
§ 4º Na especificação do tratamento diferenciado, simplificado e favorecido 
de que trata o § 3º, deverá constar prazo máximo, quando forem necessários 
procedimentos adicionais, para que os órgãos fiscalizadores cumpram as 
medidas necessárias à emissão de documentos, realização de vistorias e 
atendimento das demandas realizadas pelas microempresas e empresas de 
pequeno porte com o objetivo de cumprir a nova obrigação.
§ 5º Caso o órgão fiscalizador descumpra os prazos estabelecidos na 
especificação do tratamento diferenciado e favorecido, conforme o disposto 
no § 4º, a nova obrigação será inexigível até que seja realizada visita para 
fiscalização orientadora e seja reiniciado o prazo para regularização. 
§ 6º A ausência de especificação do tratamento diferenciado, simplificado e 
favorecido ou da determinação de prazos máximos, de acordo com os §§ 3º 
e 4º, tornará a nova obrigação inexigível para as microempresas e empresas 
de pequeno porte.
§ 7º A inobservância do disposto nos §§ 3º a 6º resultará em atentado aos 
direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional da atividade 
empresarial. 
O parágrafo 3º do Artigo 1º da LC 123/06 traz algo bem interessante para as MEs e EPPs! Ele afirma que 
toda nova obrigação que atinja essas empresas deverá apresentar tratamento diferenciado, simplificado e 
favorecido para cumprimento. Isso se aplica a, por exemplo, a Reforma Tributária, em que novos tributos foram 
previstos na CF/88, e que, no caso das MEs e EPPs, elas terãotratamento diferenciado, simplificado e favorecido 
para cumprimento. 
E-BOOK
9Estratégia Concursos | Resumo de Simples Nacional - parte 1
Já quando for necessária a implementação de algum procedimento adicional pelos órgãos fiscalizadores 
para que a nova obrigação seja cumprida pela ME ou EPP (desenvolvimento de algum sistema, ou funcionalidade 
no Portal do Simples Nacional, por exemplo), na especificação do tratamento diferenciado e favorecido, deverá 
constar prazo máximo para que os órgãos fiscalizadores implementem esses procedimentos.
Caso o órgão fiscalizador descumpra esses prazos estabelecidos, a nova obrigação será inexigível até que 
seja realizada visita para fiscalização orientadora e seja reiniciado o prazo para regularização
E se, por acaso, a nova obrigação criada não tiver previsão de ser mais benéfica para as MEs e EPPs, 
ou se não tiver determinação de prazos máximos para os órgãos fiscalizadores implementarem os eventuais 
procedimentos necessários ao cumprimento das obrigações, a nova obrigação será considerada inexigível.
Art. 2º O tratamento diferenciado e favorecido a ser dispensado às 
microempresas e empresas de pequeno porte de que trata o art. 1º desta Lei 
Complementar será gerido pelas instâncias a seguir especificadas:
I - Comitê Gestor do Simples Nacional, vinculado ao Ministério da Economia, 
composto de 4 representantes da União, 2 dos Estados e do Distrito Federal, 
2 dos Municípios, 1 do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas 
Empresas (Sebrae) e 1 das confederações nacionais de representação do 
segmento de microempresas e empresas de pequeno porte referidas no 
art. 11 da Lei Complementar nº 147, de 7 de agosto de 2014, para tratar dos 
aspectos tributários; 
II - Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, com 
a participação dos órgãos federais competentes e das entidades vinculadas 
ao setor, para tratar dos demais aspectos, ressalvado o disposto no inciso III 
do caput deste artigo;
III - Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da 
Legalização de Empresas e Negócios - CGSIM, vinculado à Secretaria da Micro e 
Pequena Empresa da Presidência da República, composto por representantes da 
União, dos Estados e do Distrito Federal, dos Municípios e demais órgãos de apoio 
e de registro empresarial, na forma definida pelo Poder Executivo, para tratar do 
processo de registro e de legalização de empresários e de pessoas jurídicas. 
§ 1º Os Comitês de que tratam os incisos I e III do caput deste artigo serão 
presididos e coordenados por representantes da União.
§ 2º Os representantes dos Estados e do Distrito Federal nos Comitês referidos 
nos incisos I e III do caput deste artigo serão indicados pelo Conselho Nacional 
de Política Fazendária - CONFAZ e os dos Municípios serão indicados, um pela 
entidade representativa das Secretarias de Finanças das Capitais e outro pelas 
entidades de representação nacional dos Municípios brasileiros. 
E-BOOK
10Estratégia Concursos | Resumo de Simples Nacional - parte 1
O Artigo 2º da LC 123/06 traz as instâncias que irão gerir tratamento diferenciado e favorecido previsto na 
Lei. São elas:
• Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) composto de:
• 4 representantes da União;
• 2 dos Estados e do Distrito Federal;
• 2 dos Municípios;
• 1 do Sebrae; e 
• 1 das Confederações nacionais de representação do segmento de ME e EPP.
• Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte:
• com a participação dos órgãos federais competentes;
• e das entidades vinculadas ao setor.
• Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e 
Negócios – (CGSIM) composto de:
• representantes da União, Estados, Distrito Federal e Municípios;
• e representantes dos demais órgãos de apoio e de registro empresarial.
Para facilitar a sua vida, de forma esquematizada, temos o seguinte:
CGSN FÓRUM PERMANENTE CGSIM
COMPOSIÇÃO
10 membros, sendo:
- 4 União;
- 2 Estados/DF
- 2 Municípios
- 1 Sebrae
- 1 Confederações
- Órgãos federais 
competentes
- Entidades vinculadas ao 
setor
- Representantes dos 
Entes Federados;
- Demais órgãos de apoio 
e de registro empresarial
FINALIDADE
- Tratar de aspectos 
tributários;
- Regulamentar a opção, 
exclusão, tributação, 
fiscalização, arrecadação, 
cobrança, dívida ativa, 
recolhimento;
- Demais itens relativos ao 
Simples Nacional
- Orientar e assessorar 
a formulação e 
coordenação da 
política nacional de 
desenvolvimento das 
MEs e EPPs
- Acompanhar e avaliar a 
sua implantação
- Tratar do processo de 
registro e de legalização 
de empresários e de 
pessoas jurídicas. 
E-BOOK
11Estratégia Concursos | Resumo de Simples Nacional - parte 1
3. LEI COMPLEMENTAR 123/06 – LIMITES DE RECEITA BRUTA
A Lei Complementar 123/2006, em seu artigo 16, afirma que a opção pelo Simples Nacional da pessoa 
jurídica enquadrada na condição de ME e/ou EPP se dará na forma a ser estabelecida pelo Comitê Gestor, sendo 
irretratável para todo o ano-calendário. Assim, caso a ME/EPP opte pelo Regime do Simples Nacional, ela terá 
que permanecer pelo ano todo da opção (até 31/dez.) nesse regime, podendo retornar ao regime normal, caso 
deseje, somente a partir do ano seguinte.
Inclusive, o Parágrafo 1º do Artigo 16 da Lei prevê que, para efeito de enquadramento no Simples Nacional, 
será considerada microempresa ou empresa de pequeno porte aquela cuja Receita Bruta no ano-calendário 
anterior ao da opção esteja compreendida dentro dos limites previstos no art. 3º desta Lei Complementar, o qual 
passaremos a estudar agora:
Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se microempresas 
ou empresas de pequeno porte, a sociedade empresária, a sociedade simples, 
a empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário a que se 
refere o art. 966 da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), 
devidamente registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro 
Civil de Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que:
I - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita bruta 
igual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais); e
II - no caso da empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-calendário, 
receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) e igual 
ou inferior a R$ 4.800.000,00 (quatro milhões e oitocentos mil reais). 
Agora, vamos lá comentar os pontos importantes do artigo 3º da Lei Complementar 123/06!
Primeiramente, no caput do Artigo, o legislador estabelece que tipos empresariais podem ser considerados 
ME ou EPP para fins dos benefícios relativos ao tratamento diferenciado e favorecido previsto na LC 123/06, a saber:
• Sociedade Empresária;
• Sociedade Simples;
• Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)*; 
• Empresário.
*Uma observação importante: a Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) deixou de existir 
em agosto de 2021, sendo substituída automaticamente pela Sociedade Limitada Unipessoal – SLU, que também 
pode aderir ao Simples Nacional.
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/portaria-gm/ms-n-3.418-de-31-de-agosto-de-2022-426206193
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/folder/esquema_profilaxia_raiva_humana.pdf
https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/cgzv-deidt-svs-ms-protocoloraiva-100322.pdf
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12Estratégia Concursos | Resumo de Simples Nacional - parte 1
Já em relação à Receita Bruta, a legislação afirma que se consideram Microempresas aquelas que possuem 
Receita Bruta anual de até R$ 360.000,00 e Empresa de Pequeno Porte aquelas que possuem Receita Bruta 
anual de mais de R$ 360.000,00, até o limite de R$ 4.800.000,00.
Mas aqui cabe uma observação importantíssima!!!! Esse limite de faturamento de R$ 
4.800.000,00 trazido pela LC 155/2018 é válido apenas para os Tributos Federais, mantendo 
o teto antigo de R$ 3.600.000,00 para o ICMS e o ISS. 
Assim, em relação aos TributosFederais, como o IPI, o IRPJ, a CSLL, PIS/Pasep e Cofins, que são a maioria 
dos tributos incluídos no Simples Nacional, o limite de Receita Bruta para que o contribuinte se beneficie do 
tratamento diferenciado e favorecido da LC 123/06 é realmente de R$ 4.800.000,00.
 Já no tocante aos tributos de competência dos Estados e DF (ICMS) e dos Municípios e DF (ISS), foi 
mantido o limite anterior de R$ 3.600.000,00. Assim, se uma empresa do Simples Nacional tiver Receita Bruta 
entre R$ 3.600.000,00 e R$ 4.800.000,00, ela irá calcular os tributos federais incluídos no Simples pela sistemática 
simplificada, PORÉM o ICMS e o ISS, caso sejam devidos, serão calculados conforme ocorre com as demais 
empresas não incluídas no Simples Nacional.
Destaca-se também o fato que esses limites de faturamento anual são para empresas que já se encontram 
em atividade desde anos anteriores. No caso de empresas que iniciam suas atividades no próprio ano-calendário, 
esses limites serão proporcionais ao número de meses em que a microempresa ou a empresa de pequeno 
porte houver exercido atividade, inclusive as frações de meses, conforme o Parágrafo 2º do Artigo 3º:
Art. 3º. § 2º No caso de início de atividade no próprio ano-calendário, o limite 
a que se refere o caput deste artigo será proporcional ao número de meses 
em que a microempresa ou a empresa de pequeno porte houver exercido 
atividade, inclusive as frações de meses.
E-BOOK
13Estratégia Concursos | Resumo de Simples Nacional - parte 1
 Assim, temos que pensar da seguinte forma: atualmente, para uma empresa poder optar pelo Simples 
Nacional, sua Receita Bruta máxima anual não pode ser superior a R$ 4.800.000,00, ou seja, uma média de R$ 
400.000,00 por mês. Logo, uma empresa que iniciou suas atividades dia 23 de setembro de 2023, poderá faturar 
neste ano calendário no máximo 4 x R$ 400.000,00 = R$ 1.600.000,00, tendo em vista que temos 3 meses inteiros 
(outubro, novembro e dezembro) e uma fração de setembro, que, conforme versa a parte final do § 2º do Artigo 
3º acima, também é considerada como um mês inteiro, totalizando, assim, 4 meses de faturamento. Essa conta 
também pode ser feita da seguinte forma: 4/12 de 4.800.000 = 1.600.000,00, dá na mesma...
 Só para fins de curiosidade, uma empresa que inicia suas atividades no dia 31 de janeiro de 2024, por 
exemplo, poderá faturar no ano até R$ 4.800.000,00 e ainda continuar no Regime do Simples Nacional, pois, neste 
caso, temos uma pequena fração de janeiro e mais 11 meses inteiros pela frente, ou seja, 12 x R$ 400.000,00 
(pode se pensar também como 12/12 de 4.800.000).
 Mas, pelo amor de DEUS, não confunda.... o Limite máximo de faturamento das empresas do Simples 
Nacional é POR ANO, e não por mês, ok? Assim, nada impede uma empresa do Simples Nacional ter Receita 
Bruta de, por exemplo, R$ 1.000.000,00 no mês de janeiro, R$ 800.000,00 no mês de fevereiro e depois ficar o 
restante do ano tendo Receitas de R$ 10.000,00 por mês (deve vender sorvete na praia, sei lá). O que importa é 
o faturamento anual!!!! 
Aquele valor que utilizamos de R$ 400.000,00 por mês é apenas uma média para ser aplicada ao cálculo 
da Receita Bruta total de uma empresa que está iniciando suas atividades no próprio ano calendário de adesão 
do Simples Nacional, ok?!!
“E, professor, me tira uma dúvida: o que compõe a Receita Bruta?”
Bom, vejamos o que afirma o Parágrafo 1º do Artigo 3º da LC 132/06:
Art. 3º § 1º Considera-se receita bruta, para fins do disposto no caput deste 
artigo, o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta própria, 
o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações em conta alheia, 
não incluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos.
Assim, considera-se Receita Bruta para fins de enquadramento como ME/EPP:
• Venda de bens e serviços nas operações de conta própria (as vendas e as prestações de serviços 
normais que a empresa realiza);
• O resultado nas operações em conta alheia (comissões de consignação, por exemplo);
• Não incluídas as vendas canceladas e os descontos incondicionais concedidos (atenção a este 
ponto!!!).
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14Estratégia Concursos | Resumo de Simples Nacional - parte 1
Ahhh, e vocês lembram-se do Inciso II do Artigo 146 da CF/88? Então, vamos relembrar:
CF/88 Art. 146 – Parágrafo único.
......
II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento diferenciadas 
por Estado;”
Conforme dispõe o Art. 19 da LC 123/2006, caso um Estado possua participação no PIB nacional até 1%, ele 
pode optar pela aplicação do sublimite de R$ 1.800.000,00 para o recolhimento do ICMS à sistemática do Simples 
Nacional. E, caso esse Estado opte pelo sublimite para o recolhimento do ICMS, automaticamente os Municípios 
adotarão o mesmo limite para fins de recolhimento do ISS. É o que afirmam os Artigos 19 e 20 da LC 123/06:
Art. 19. Sem prejuízo da possibilidade de adoção de todas as faixas de receita 
previstas nos Anexos I a V desta Lei Complementar, os Estados cuja participação 
no Produto Interno Bruto brasileiro seja de até 1% (um por cento) poderão 
optar pela aplicação de sublimite para efeito de recolhimento do ICMS na 
forma do Simples Nacional nos respectivos territórios, para empresas com 
receita bruta anual de até R$ 1.800.000,00.
Art. 20. A opção feita na forma do art. 19 desta Lei Complementar pelos 
Estados importará adoção do mesmo limite de receita bruta anual para efeito 
de recolhimento na forma do ISS dos Municípios nele localizados, bem como 
para o do ISS devido no Distrito Federal.
Mas atenção: esse sublimite de R$ 1.800.000 para o recolhimento do ICMS (e do ISS) na sistemática do 
Simples Nacional não tem aplicação automática. Ele só ocorrerá caso o respectivo Estado realize sua opção.
Curiosidade: Estados que atualmente possuem participação no PIB nacional de até 1% são RO, AC, RR, AP, 
TO, PI, RN, PB, AL e SE.
Assim, segundo a LC 123/06, caso um desses Estados opte, formalmente, pela utilização desse sublimite, 
em relação aos Tributos Federais incluídos no Simples Nacional, nada muda, sendo esses recolhidos de forma 
unificada, da maneira tradicional prevista no Regime. Já para o ICMS e o ISS, em relação àqueles contribuintes 
optantes pelo Simples Nacional localizados no Estado optante pelo sublimite, caso tenham Receita Bruta anual 
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15Estratégia Concursos | Resumo de Simples Nacional - parte 1
acima de R$ 1.800.000,00, deverão apurar esses impostos da mesma maneira que ocorre com as demais empresas 
não incluídas no Simples Nacional. Mas, se a Receita Bruta Anual for até o valor do sublimite (R$ 1.800.000,00), 
aí tanto o ICMS como o ISS também farão parte do recolhimento unificado do Simples Nacional.
Observação: apesar de o Artigo 19 da Lei Complementar prever a possibilidade do sublimite de R$ 
1.800.000,00 para fins de recolhimento do ICMS e do ISS para os Estados com participação no PIB de até 1%, a 
Portaria CGSN 43/2023 determina que esse sublimite é, na prática, de R$ 3.600.000,00 no mesmo molde que já 
se aplica aos demais Estados. Vejamos o texto da Portaria:
Portaria CGSN 43/2023
Art. 2º Vigorará o sublimite de R$ 3.600.000,00 (três milhões e seiscentos mil 
reais) para os Estados e o Distrito Federal, de acordo com o disposto no art. 
9º da Resolução CGSN nº 140, de 2018.
Assim, para prova, caso uma questão pergunte a respeito do sublimite “segundo a previsão da Lei 
Complementar 123/06”, aí você deve levar em consideração a possibilidade desse sublimite de R$ 1.800.000,00 
para os Estados que participem com até 1% do PIB brasileiro. Já no caso de a questão perguntar desse sublimite 
tendo por base a legislação infralegal (Portaria, no caso), aí o sublimite é único para todos os Estados, respeitando 
a Receita Bruta Anual de até R$ 3.600.000,00
Tudo bem até aqui, pessoal?
Bom, por enquanto é isso aí! Vimos, até aqui, diversas regras importantes sobre o Regime simplificado e 
favorecido dispensado às MEs e EPPs,tanto na Constituição Federal como na parte inicial da Lei Complementar 
123/06. Na próxima aula, avançaremos mais um pouco na LC 123/06. Vocês não podem perder! Espero por vocês!
Um grande abraço, fiquem com Deus e até a próxima aula!
Prof. Fernando Maurício

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