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<p>Aula 13</p><p>Direito Tributário p/ AFRFB - 2016 (com videoaulas)</p><p>Professor: Fábio Dutra</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋5∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>AULA 13: Simples Nacional</p><p>SUMÁRIO PÁGINA</p><p>Observações sobre a aula 01</p><p>Simples Nacional 02</p><p>Lista das Questões Comentadas em Aula 38</p><p>Gabarito das Questões Comentadas em Aula 45</p><p>Observações sobre a Aula</p><p>Olá, amigo(a), tudo bem?</p><p>Na aula de hoje, estudaremos um assunto bastante importante para</p><p>nossa prova. É o tema Simples Nacional, regulamentado pela Lei</p><p>Complementar 123/2006!</p><p>Vamos começar? ☺</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋3∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>1 – SIMPLES NACIONAL</p><p>Em relação ao Simples Nacional, eu tenho uma boa notícia para você: o</p><p>tema não costuma ser cobrado aprofundadamente em provas de concurso</p><p>público. Fizemos uma análise das questões anteriores sobre o tema, e vamos</p><p>trabalhar em cima do que é importante e mais provável de ser cobrado em</p><p>prova.</p><p>Não faz muito sentido ficarmos nos aprofundando em detalhes que têm</p><p>poucas chances de serem cobrados na sua prova. A minha dica é que você</p><p>foque em outros pontos mais importantes da matéria, como o estudo do</p><p>crédito tributário, por exemplo.</p><p>Vamos começar?</p><p>Em decorrência do princípio da isonomia, cuja essência consiste em</p><p>tratar desigualmente os desiguais, não seria justo que as pequenas empresas,</p><p>ao iniciar suas atividades, se submeterem à mesma carga tributária das</p><p>grandes empresas.</p><p>O mesmo raciocínio se aplica em relação ao cumprimento das obrigações</p><p>acessórias, já que não se compara a estrutura administrativa de uma</p><p>multinacional com o boteco do Seu João, correto?</p><p>Desse modo, existe previsão constitucional (desde a sua promulgação</p><p>em 1988) para que se institua tratamento diferenciado às microempresas</p><p>(ME) e às empresas de pequeno porte (EPP), em seu art. 179 (no capítulo que</p><p>cuida dos princípios gerais da atividade econômica):</p><p>Art. 179. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios</p><p>dispensarão às microempresas e às empresas de pequeno porte,</p><p>assim definidas em lei, tratamento jurídico diferenciado, visando a</p><p>incentivá-las pela simplificação de suas obrigações administrativas,</p><p>tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou</p><p>redução destas por meio de lei.</p><p>De acordo com o STF (ADI 1.643/UF), “não há ofensa ao princípio da</p><p>isonomia tributária se a lei, por motivos extrafiscais, imprime tratamento</p><p>desigual a microempresas e empresas de pequeno porte de capacidade</p><p>contributiva distinta (...)”. Percebe-se, portanto, que o tratamento</p><p>diferenciado para as ME e EPPs já foi chancelado pelo STF.</p><p>Vamos sintetizar isso pra fins de concurso público? Guarde assim:</p><p>•! Todos os entes federativos dispensarão tratamento diferenciado;</p><p>•! A lei definirá o conceito de ME e EPP;</p><p>•! Tratamento jurídico diferenciado: simplificação, eliminação ou redução.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋≅∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Palavras-chave: simplificação, eliminação ou</p><p>redução.</p><p>O problema é que cada ente federativo criou um sistema próprio,</p><p>concedendo tratamento diferenciado às MEs e EPPs, de forma que não havia</p><p>qualquer uniformidade nas normas. Ou seja, a simplificação acabou se</p><p>tornando uma “bagunça”.</p><p>Diante disso, o legislador constituinte providenciou alteração no texto</p><p>constitucional, por intermédio da Emenda Constitucional 42/2003, incluindo a</p><p>alínea “d” ao art. 146, III, cuja redação é a seguinte:</p><p>Art. 146. Cabe à lei complementar:</p><p>(...)</p><p>III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária,</p><p>especialmente sobre:</p><p>(...)</p><p>d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as</p><p>microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive</p><p>regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art.</p><p>155, II, das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da</p><p>contribuição a que se refere o art. 239.</p><p>Observação: os tributos a que se refere esse dispositivo são os seguintes:</p><p>" ICMS;</p><p>" Contribuição previdenciária do empregador e da entidade a ele equiparada</p><p>pela lei;</p><p>" Contribuição para o PIS/Pasep;</p><p>Veja que a situação mudou completamente de figura. A partir da EC</p><p>42/03, cabe à lei complementar estabelecer normas gerais sobre o</p><p>tratamento diferenciado e favorecido às MEs e EPPs, da mesma forma</p><p>como o CTN cuidou da decadência e da prescrição, por exemplo. Isso significa</p><p>que o objetivo do art. 179 da CF/88 será cumprido, mas terá que seguir os</p><p>parâmetros definidos na lei complementar.</p><p>Não satisfeito, o legislador ainda acrescentou o par. único ao art. 146, no</p><p>qual está prescrito o seguinte:</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋Φ∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Parágrafo único. A lei complementar de que trata o inciso III, d, também</p><p>poderá instituir um regime único de arrecadação dos impostos e</p><p>contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos</p><p>Municípios, observado que: (Incluído pela Emenda Constitucional nº 42,</p><p>de 19.12.2003)</p><p>I - será opcional para o contribuinte;</p><p>II - poderão ser estabelecidas condições de enquadramento</p><p>diferenciadas por Estado;</p><p>III - o recolhimento será unificado e centralizado e a distribuição da</p><p>parcela de recursos pertencentes aos respectivos entes federados será</p><p>imediata, vedada qualquer retenção ou condicionamento;</p><p>IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser</p><p>compartilhadas pelos entes federados, adotado cadastro nacional</p><p>único de contribuintes.</p><p>Agora deve ter ficado bastante simples de entender qual é a real</p><p>intenção do legislador, em relação ao tratamento diferenciado a ser conferido</p><p>às MEs e EPPs.</p><p>Diante do exposto, é possível concluir também que o Simples Nacional é</p><p>um regime único de arrecadação de diversos tributos (federais, estaduais</p><p>e municipais), o que não se confunde com imposto único.</p><p>Nessa linha, também podemos dizer que o objetivo da criação desse</p><p>mecanismo é reduzir a burocracia e também a carga tributária a que estão</p><p>sujeitas as empresas menores.</p><p>A sistemática do Simples Nacional não se confunde</p><p>com a cobrança de imposto único.</p><p>Objetivo do Simples Nacional: redução de</p><p>burocracia e carga tributária.</p><p>Outro aspecto interessante é que o legislador também acrescentou o</p><p>art.94 no ADCT (ao final da CF/88), estabelecendo que, a partir do momento</p><p>em que a lei complementar definida no art. 146, III, d, da CF/88 entrar em</p><p>vigor, cessarão todos os regimes especiais criados pelos entes para as</p><p>MEs e EPPs. Surge, então, a eminente Lei Complementar 123/2006, já tendo</p><p>sido modificada diversas vezes a partir de então.</p><p>Observação: Com o advento da LC 123/2006, o Simples Federal, existente</p><p>até então pela Lei 9.317/1996, foi extinto, com base no art. 94 do ADCT,</p><p>surgindo o Simples Nacional. Atualmente, considere errada qualquer</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋Γ∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>questão que fale na vigência do Simples Federal.</p><p>O mais interessante é que, com o que vimos até o momento, você já é</p><p>capaz de acertar mais de 50% das questões que versam sobre o Simples</p><p>Nacional. Portanto, grave tudo,</p><p>no art. 14, da LC</p><p>123/2006, ficando excetuados os valores pagos aos sócios ou titular a título de</p><p>pró-labore, aluguéis ou serviços prestados. Questão correta.</p><p>Questão 15 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014</p><p>Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples</p><p>Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte que possua débito</p><p>com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas</p><p>Federal, Estadual ou Municipal, ainda que estejam com a exigibilidade</p><p>suspensa.</p><p>Comentário: De fato, esta é uma das vedações parciais, impedindo que a ME</p><p>ou EPP venha recolher os impostos e contribuições na forma do Simples</p><p>Nacional. Contudo, tal vedação apenas se aplica se tais débitos não estiverem</p><p>com a sua exigibilidade suspensa. Questão errada.</p><p>Questão 16 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014</p><p>Os processos relativos a impostos e contribuições abrangidos pelo Simples</p><p>Nacional serão ajuizados em face da União, que será representada em juízo</p><p>pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.</p><p>Comentário: É exatamente o que consta no art. 41, caput, da LC 123/2006:</p><p>Os processos relativos a impostos e contribuições abrangidos pelo Simples</p><p>Nacional serão ajuizados em face da União, que será representada em juízo</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋≅≅∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Questão correta.</p><p>Questão 17 - FCC/TJ-CE-Juiz/2014</p><p>Um contribuinte do ICMS do Estado do Ceará adquire, de contribuinte do ICMS</p><p>localizado na região Sul do país, mercadoria destinada a uso e consumo no seu</p><p>estabelecimento, localizado em Fortaleza. A alíquota interna cearense das</p><p>mercadorias adquiridas é de 17%. Considerando que esse adquirente cearense</p><p>está enquadrado no Simples Nacional, de acordo com o disposto na Lei</p><p>Complementar n° 123/06 e no artigo 155 da Constituição Federal,</p><p>relativamente a essa aquisição, ele</p><p>a) não terá de pagar o ICMS, pois a entrada de mercadoria no</p><p>estabelecimento, proveniente de outra unidade federada, com a finalidade de</p><p>comercialização, industrialização, integração no ativo imobilizado ou uso e</p><p>consumo do estabelecimento não é, via de regra, fato gerador desse imposto.</p><p>b) terá de pagar o ICMS referente ao diferencial entre a alíquota interna e</p><p>interestadual, calculada com base nas alíquotas aplicáveis às pessoas jurídicas</p><p>optantes pelo Simples Nacional.</p><p>c) não terá de pagar o ICMS, pois o recolhimento mensal, mediante</p><p>documento único de arrecadação, exclui eventual incidência desse imposto na</p><p>referida aquisição interestadual.</p><p>d) terá de pagar o ICMS, pois o recolhimento mensal, mediante documento</p><p>único de arrecadação, não exclui a incidência do ICMS devido a título de</p><p>diferencial de alíquota, desde que as mercadorias adquiridas não estejam</p><p>sujeitas ao regime de antecipação do recolhimento do imposto.</p><p>e) não terá de pagar o ICMS, pois contribuintes enquadrados no Simples</p><p>Nacional estão dispensados desse pagamento.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 13, § 1º, XIII, “h”, da LC 123/2006, o</p><p>regime de tributação do Simples Nacional não exclui a incidência do ICMS</p><p>devido nas aquisições em outros Estados e no Distrito Federal de bens ou</p><p>mercadorias, não sujeitas ao regime de antecipação do recolhimento do</p><p>imposto, relativo à diferença entre a alíquota interna e a interestadual. Logo, o</p><p>contribuinte terá que pagar o ICMS.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>Questão 18 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014</p><p>O regime de apuração do Simples, apesar de dispensar aos seus optantes um</p><p>regime tributário mais favorável, impede o direito ao aproveitamento de</p><p>créditos relativos ao IPI e ao ICMS.</p><p>Comentário: Em decorrência do disposto no art. 23, caput, da LC 123/2006,</p><p>as ME e EPP optantes pelo Simples Nacional não podem se beneficiar do</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋≅Φ∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>crédito de IPI e ICMS, incidentes sobre as mercadorias por elas adquiridas.</p><p>Questão correta.</p><p>Questão 19 - CESPE/Auditor-TCE-ES/2012</p><p>Com base no disposto na Lei Complementar n.º 123/2006, julgue o item a</p><p>seguir: As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes pelo</p><p>SIMPLES Nacional não podem utilizar ou destinar qualquer valor a título de</p><p>incentivo fiscal.</p><p>Comentário: Conforme prevê o art. 24 da LC 123/2006, as microempresas e</p><p>as empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional não poderão</p><p>utilizar ou destinar qualquer valor a título de incentivo fiscal. Questão correta.</p><p>Questão 20 - CESPE/MPE-PI-Promotor/2012-Adaptada</p><p>Com relação ao que dispõe a Lei Complementar n.º 123/2006, que institui o</p><p>Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, julgue a</p><p>assertiva a seguir: a microempresa optante do SIMPLES Nacional poderá</p><p>utilizar ou destinar qualquer valor a título de incentivo fiscal.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 24 da LC 123/2006, as microempresas e</p><p>as empresas de pequeno porte optantes pelo Simples Nacional não poderão</p><p>utilizar ou destinar qualquer valor a título de incentivo fiscal. Questão errada.</p><p>Questão 21 - CESPE/MPE-PI-Promotor/2012-Adaptada</p><p>Com relação ao que dispõe a Lei Complementar n.º 123/2006, que institui o</p><p>Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, julgue a</p><p>assertiva a seguir: o recolhimento mensal, mediante documento único de</p><p>arrecadação de impostos e contribuições sociais, de empresa de pequeno porte</p><p>incluída no Simples Nacional não exclui a incidência do imposto sobre serviços</p><p>nem a do ICMS, que deverão ser pagos separadamente, sendo a possibilidade</p><p>de unificação restrita a impostos da União.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 13 da LC 123/2006, o recolhimento</p><p>mensal, mediante documento único, inclui tanto o ICMS como o ISS. Essa é a</p><p>regra. Questão errada.</p><p>Questão 22 - CESPE/MPE-PI-Promotor/2012-Adaptada</p><p>Com relação ao que dispõe a Lei Complementar n.º 123/2006, que institui o</p><p>Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, julgue a</p><p>assertiva a seguir: o ato de desenquadramento de sociedade simples como</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋≅Γ∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>empresa de pequeno porte implica restrições a contratos que tenham sido</p><p>anteriormente firmados pela empresa.</p><p>Comentário: O enquadramento e desenquadramento de ME ou EPP não</p><p>influenciam nos contratos por elas já firmados. Questão errada.</p><p>Questão 23 - CESPE/MPE-PI-Promotor/2012-Adaptada</p><p>Com relação ao que dispõe a Lei Complementar n.º 123/2006, que institui o</p><p>Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, julgue a</p><p>assertiva a seguir: a empresa de pequeno porte que pretenda participar de</p><p>licitação pública deverá comprovar a regularidade fiscal para efeito de</p><p>recebimento de sua proposta.</p><p>Comentário: A ME ou EPP que pretenda participar de processo licitatório</p><p>somente fica obrigada a comprovar regularidade fiscal no momento da</p><p>assinatura do contrato, isto é, caso tenha sido vencedora da licitação. Questão</p><p>errada.</p><p>Questão 24 - CESPE/MPE-PI-Promotor/2012-Adaptada</p><p>Com relação ao que dispõe a Lei Complementar n.º 123/2006, que institui o</p><p>Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, julgue a</p><p>assertiva a seguir: empresa de pequeno porte que requerer o arquivamento,</p><p>nos órgãos de registro, de seus atos constitutivos estará dispensada da prova</p><p>de quitação, de regularidade ou de inexistência de débito referente a tributo de</p><p>qualquer</p><p>natureza para a realização do referido arquivamento.</p><p>Comentário: De fato, a LC 123/2006, em seu art. 9º, § 1º, dispensou a</p><p>exigência de prova da quitação de tributos, no que se refere ao arquivamento</p><p>de seus atos constitutivos nos órgãos de registro. Questão correta.</p><p>Questão 25 - FGV/SEAD-AP-Fiscal da Receita Estadual/2010</p><p>A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 179 (Título VII - Da Ordem</p><p>Econômica e Financeira) impõe, de forma expressa, que o legislador</p><p>infraconstitucional conceda tratamento jurídico diferenciado às "micro e</p><p>pequenas empresas". A respeito do preceito constitucional citado é correto</p><p>afirmar que a obrigação de dispensar tratamento jurídico diferenciado às</p><p>"micro e pequenas empresas" recai exclusivamente sobre a União e,</p><p>consequentemente, envolve apenas os tributos sob sua competência.</p><p>Comentário: O art. 179 da CF/88 determina que não só a União, como</p><p>também os Estados, o DF e os Municípios, dispensarão tratamento jurídico</p><p>diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋≅6∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou</p><p>redução destas por meio de lei. Questão errada.</p><p>Questão 26 - FGV/SEAD-AP-Fiscal da Receita Estadual/2010</p><p>A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 179 (Título VII - Da Ordem</p><p>Econômica e Financeira) impõe, de forma expressa, que o legislador</p><p>infraconstitucional conceda tratamento jurídico diferenciado às "micro e</p><p>pequenas empresas". A respeito do preceito constitucional citado é correto</p><p>afirmar que o tratamento jurídico diferenciado exigido pelo texto constitucional</p><p>se manifestará principalmente por meio da simplificação de obrigações</p><p>administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, podendo ocorrer até</p><p>mesmo efetiva eliminação de algumas destas obrigações.</p><p>Comentário: Quando o legislador constituinte previu tratamento jurídico</p><p>diferenciado, quis dizer, basicamente, o seguinte: simplificação, eliminação ou</p><p>redução de obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e</p><p>creditícias. Questão correta.</p><p>Questão 27 - FGV/SEAD-AP-Fiscal da Receita Estadual/2010</p><p>A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 179 (Título VII - Da Ordem</p><p>Econômica e Financeira) impõe, de forma expressa, que o legislador</p><p>infraconstitucional conceda tratamento jurídico diferenciado às "micro e</p><p>pequenas empresas". A respeito do preceito constitucional citado é correto</p><p>afirmar que o artigo 179 confere imunidade tributária às "micro e pequenas</p><p>empresas".</p><p>Comentário: Não se trata de imunidade, mas sim de previsão para que as</p><p>MEs e EPPS obtenham simplificação, eliminação ou redução de suas obrigações</p><p>administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias. Questão errada.</p><p>Questão 28 - FGV/SEAD-AP-Fiscal da Receita Estadual/2010</p><p>A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 179 (Título VII - Da Ordem</p><p>Econômica e Financeira) impõe, de forma expressa, que o legislador</p><p>infraconstitucional conceda tratamento jurídico diferenciado às "micro e</p><p>pequenas empresas". A respeito do preceito constitucional citado é correto</p><p>afirmar que o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e</p><p>Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte,</p><p>conhecido como Simples Nacional, não tem qualquer relação com o artigo 179</p><p>da Constituição Federal.</p><p>Comentário: Na realidade, desde a promulgação da CF/88 existe a previsão</p><p>do tratamento jurídico diferenciado no art. 179 da CF/88. A instituição do</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋≅Η∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Simples Nacional ocorreu após a EC 42/03, com o objetivo de definir</p><p>parâmetros uniformes ao “tratamento jurídico diferenciado”. Portanto, não se</p><p>pode negar a relação entre o art. 179 e o art. 146, III, d, ambos da CF/88.</p><p>Questão errada.</p><p>Questão 29 - FGV/SEAD-AP-Fiscal da Receita Estadual/2010</p><p>A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 179 (Título VII - Da Ordem</p><p>Econômica e Financeira) impõe, de forma expressa, que o legislador</p><p>infraconstitucional conceda tratamento jurídico diferenciado às "micro e</p><p>pequenas empresas". A respeito do preceito constitucional citado é correto</p><p>afirmar que o artigo 179 estabelece um tratamento discriminatório ao impor</p><p>tratamento mais benéfico às "micro e pequenas empresas", violação já</p><p>reconhecida pelo próprio Supremo Tribunal Federal.</p><p>Comentário: O STF entende que o tratamento diferenciado às MEs e EPPs não</p><p>viola o princípio da isonomia. Questão errada.</p><p>Prof. Fábio Dutra</p><p>Email: fabiodutra08@gmail.com</p><p>Facebook: https://www.facebook.com/ProfFabioDutra</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋≅Ι∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>2 – LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA</p><p>Questão 01 - ESAF/AFRFB/2014</p><p>A Lei Complementar n. 123/2006 prevê tratamento tributário diferenciado para</p><p>Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, que consiste em um regime</p><p>especial unificado de arrecadação de tributos e contribuições devidos por estas</p><p>entidades, denominado Simples Nacional. Sobre este, é incorreto afirmar que</p><p>para fins do Simples Nacional, considera-se receita bruta o produto da venda</p><p>de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços</p><p>prestados e o resultado nas operações em conta alheia, excluídas as vendas</p><p>canceladas e os descontos incondicionais concedidos.</p><p>Questão 02 - ESAF/AFRFB/2014</p><p>A Lei Complementar n. 123/2006 prevê tratamento tributário diferenciado para</p><p>Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, que consiste em um regime</p><p>especial unificado de arrecadação de tributos e contribuições devidos por estas</p><p>entidades, denominado Simples Nacional. Sobre este, é incorreto afirmar que o</p><p>Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento único</p><p>de arrecadação, de um conjunto de tributos e contribuições. Todavia, mesmo</p><p>em relação a algum destes tributos e contribuições, há situações em que o</p><p>recolhimento dar-se-á à parte do Simples Nacional.</p><p>Questão 03 - ESAF/PGFN-Procurador/2012 - Adaptada</p><p>A Constituição Federal permitiu o tratamento tributário diferenciado e</p><p>favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte.</p><p>Assim, editou-se a Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. De</p><p>acordo com esta lei, julgue a assertiva a seguir: para a classificação como</p><p>microempresa, a lei estabeleceu determinado valor máximo auferido por ano-</p><p>calendário a título de receita bruta.</p><p>Questão 04 - ESAF/PGFN-Procurador/2012 - Adaptada</p><p>A Constituição Federal permitiu o tratamento tributário diferenciado e</p><p>favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte.</p><p>Assim, editou-se a Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. De</p><p>acordo com esta lei, julgue a assertiva a seguir: o conceito de receita bruta</p><p>compreende o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta</p><p>própria, não incluídas as vendas canceladas e quaisquer descontos concedidos.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋≅ϑ∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Questão 05 - ESAF/PGFN-Procurador/2012 - Adaptada</p><p>A Constituição Federal permitiu o tratamento tributário diferenciado e</p><p>favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte.</p><p>Assim,</p><p>editou-se a Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. De</p><p>acordo com esta lei, julgue a assertiva a seguir: também integram o conceito</p><p>de receita bruta o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações</p><p>em conta alheia.</p><p>Questão 06 - ESAF/PGFN-Procurador/2012 - Adaptada</p><p>A Constituição Federal permitiu o tratamento tributário diferenciado e</p><p>favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte.</p><p>Assim, editou-se a Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. De</p><p>acordo com esta lei, julgue a assertiva a seguir: o enquadramento como</p><p>microempresa ou empresa de pequeno porte, bem como o seu</p><p>desenquadramento, não implicarão alteração, denúncia ou qualquer restrição</p><p>em relação a contratos por elas anteriormente firmados.</p><p>Questão 07 - ESAF/PGFN-Procurador/2012 - Adaptada</p><p>A Constituição Federal permitiu o tratamento tributário diferenciado e</p><p>favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte.</p><p>Assim, editou-se a Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. De</p><p>acordo com esta lei, julgue a assertiva a seguir: no caso de início de atividade</p><p>no próprio ano- calendário, o limite (valor máximo no caso de microempresa;</p><p>valores mínimo e máximo no caso de empresa de pequeno porte) será</p><p>proporcional ao número de meses em que a microempresa ou a empresa de</p><p>pequeno porte houver exercido atividade, inclusive as frações de meses.</p><p>Questão 08 - ESAF/Advogado - IRB/2006</p><p>Lei complementar poderá instituir regime único de arrecadação dos impostos e</p><p>contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.</p><p>Questão 09 - ESAF/Advogado - IRB/2006</p><p>Uma vez instituído o regime único a que se refere o art. 146, parágrafo único</p><p>a Constituição, poderá o contribuinte optar ou não por ele.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋Φ4∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Questão 10 - ESAF/Advogado - IRB/2006</p><p>Uma vez instituído o regime único a que se refere o art. 146, parágrafo único</p><p>a Constituição, nele não poderão ser estabelecidas condições de</p><p>enquadramento diferenciadas por Estado.</p><p>Questão 11 - ESAF/Advogado - IRB/2006</p><p>Os entes federados poderão, no regime único, adotar cadastro único de</p><p>contribuintes.</p><p>Questão 12 - ESAF/PFN/2006</p><p>Uma norma geral poderá, a pretexto de definir tratamento diferenciado e</p><p>favorecido para as micro e pequenas empresas, instituir regime único de</p><p>arrecadação de impostos e contribuições dos entes federados.</p><p>Questão 13 - FCC/TJ-RR-Juiz Substituto/2015</p><p>Jonas, funcionário de empresa de assessoria comercial e tributária localizada</p><p>em Caracaraí/RR, foi consultado por um de seus clientes a respeito da</p><p>possibilidade de enquadrar sua empresa no SIMPLES NACIONAL. Jonas, depois</p><p>de analisar cuidadosamente as indagações que lhe foram feitas, forneceu as</p><p>seguintes respostas:</p><p>I. A pessoa jurídica, que tenha sócio domiciliado no exterior, não poderá se</p><p>beneficiar do tratamento jurídico diferenciado previsto na Lei Complementar n°</p><p>123/06, mesmo que a receita bruta global não ultrapasse o limite de R$</p><p>360.000,00.</p><p>II. É considerada microempresa, a empresa individual de responsabilidade</p><p>limitada que aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a</p><p>R$ 360.000,00.</p><p>III. O Simples Nacional implica o recolhimento mensal de vários impostos,</p><p>mediante documento único de arrecadação, dentre os quais se encontram o</p><p>IPI, o IRPJ e o ISS.</p><p>IV. Mediante adesão expressa da União, dos Estados e dos Municípios à</p><p>disciplina estabelecida pelo Comitê Gestor do Simples Nacional, o recolhimento</p><p>anual do ITR, do IPVA e do IPTU poderá ser feito mediante documento único</p><p>de arrecadação.</p><p>V. A pessoa jurídica, cujo sócio participe com mais de 10% do capital de outra</p><p>empresa não beneficiada pela Lei Complementar n° 123/06, não poderá se</p><p>beneficiar do tratamento jurídico diferenciado previsto na referida Lei</p><p>Complementar, mesmo que a receita bruta global não ultrapasse o limite de R$</p><p>3.600.000,00.</p><p>Com base na Lei Complementar n° 123/06, está correto o que foi afirmado por</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋Φ5∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Jonas em</p><p>a) I, II, III, IV e V.</p><p>b) I, III, IV e V, apenas.</p><p>c) I e IV, apenas.</p><p>d) II e III, apenas.</p><p>e) II, IV e V, apenas.</p><p>Questão 14 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014</p><p>Consideram-se isentos do imposto de renda, na fonte e na declaração de</p><p>ajuste do beneficiário, os valores efetivamente pagos ou distribuídos ao titular</p><p>ou sócio da microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples</p><p>Nacional, salvo os que corresponderem a pró-labore, aluguéis ou serviços</p><p>prestados.</p><p>Questão 15 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014</p><p>Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples</p><p>Nacional a microempresa ou a empresa de pequeno porte que possua débito</p><p>com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou com as Fazendas Públicas</p><p>Federal, Estadual ou Municipal, ainda que estejam com a exigibilidade</p><p>suspensa.</p><p>Questão 16 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014</p><p>Os processos relativos a impostos e contribuições abrangidos pelo Simples</p><p>Nacional serão ajuizados em face da União, que será representada em juízo</p><p>pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.</p><p>Questão 17 - FCC/TJ-CE-Juiz/2014</p><p>Um contribuinte do ICMS do Estado do Ceará adquire, de contribuinte do ICMS</p><p>localizado na região Sul do país, mercadoria destinada a uso e consumo no seu</p><p>estabelecimento, localizado em Fortaleza. A alíquota interna cearense das</p><p>mercadorias adquiridas é de 17%. Considerando que esse adquirente cearense</p><p>está enquadrado no Simples Nacional, de acordo com o disposto na Lei</p><p>Complementar n° 123/06 e no artigo 155 da Constituição Federal,</p><p>relativamente a essa aquisição, ele</p><p>a) não terá de pagar o ICMS, pois a entrada de mercadoria no</p><p>estabelecimento, proveniente de outra unidade federada, com a finalidade de</p><p>comercialização, industrialização, integração no ativo imobilizado ou uso e</p><p>consumo do estabelecimento não é, via de regra, fato gerador desse imposto.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋Φ3∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>b) terá de pagar o ICMS referente ao diferencial entre a alíquota interna e</p><p>interestadual, calculada com base nas alíquotas aplicáveis às pessoas jurídicas</p><p>optantes pelo Simples Nacional.</p><p>c) não terá de pagar o ICMS, pois o recolhimento mensal, mediante</p><p>documento único de arrecadação, exclui eventual incidência desse imposto na</p><p>referida aquisição interestadual.</p><p>d) terá de pagar o ICMS, pois o recolhimento mensal, mediante documento</p><p>único de arrecadação, não exclui a incidência do ICMS devido a título de</p><p>diferencial de alíquota, desde que as mercadorias adquiridas não estejam</p><p>sujeitas ao regime de antecipação do recolhimento do imposto.</p><p>e) não terá de pagar o ICMS, pois contribuintes enquadrados no Simples</p><p>Nacional estão dispensados desse pagamento.</p><p>Questão 18 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014</p><p>O regime de apuração do Simples, apesar de dispensar aos seus optantes um</p><p>regime tributário mais favorável, impede o direito ao aproveitamento de</p><p>créditos relativos ao IPI e ao ICMS.</p><p>Questão 19 - CESPE/Auditor-TCE-ES/2012</p><p>Com base no disposto na Lei Complementar n.º 123/2006, julgue o item a</p><p>seguir: As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes pelo</p><p>SIMPLES Nacional não podem utilizar ou destinar qualquer valor a título</p><p>de</p><p>incentivo fiscal.</p><p>Questão 20 - CESPE/MPE-PI-Promotor/2012-Adaptada</p><p>Com relação ao que dispõe a Lei Complementar n.º 123/2006, que institui o</p><p>Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, julgue a</p><p>assertiva a seguir: a microempresa optante do SIMPLES Nacional poderá</p><p>utilizar ou destinar qualquer valor a título de incentivo fiscal.</p><p>Questão 21 - CESPE/MPE-PI-Promotor/2012-Adaptada</p><p>Com relação ao que dispõe a Lei Complementar n.º 123/2006, que institui o</p><p>Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, julgue a</p><p>assertiva a seguir: o recolhimento mensal, mediante documento único de</p><p>arrecadação de impostos e contribuições sociais, de empresa de pequeno porte</p><p>incluída no Simples Nacional não exclui a incidência do imposto sobre serviços</p><p>nem a do ICMS, que deverão ser pagos separadamente, sendo a possibilidade</p><p>de unificação restrita a impostos da União.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋Φ≅∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Questão 22 - CESPE/MPE-PI-Promotor/2012-Adaptada</p><p>Com relação ao que dispõe a Lei Complementar n.º 123/2006, que institui o</p><p>Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, julgue a</p><p>assertiva a seguir: o ato de desenquadramento de sociedade simples como</p><p>empresa de pequeno porte implica restrições a contratos que tenham sido</p><p>anteriormente firmados pela empresa.</p><p>Questão 23 - CESPE/MPE-PI-Promotor/2012-Adaptada</p><p>Com relação ao que dispõe a Lei Complementar n.º 123/2006, que institui o</p><p>Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, julgue a</p><p>assertiva a seguir: a empresa de pequeno porte que pretenda participar de</p><p>licitação pública deverá comprovar a regularidade fiscal para efeito de</p><p>recebimento de sua proposta.</p><p>Questão 24 - CESPE/MPE-PI-Promotor/2012-Adaptada</p><p>Com relação ao que dispõe a Lei Complementar n.º 123/2006, que institui o</p><p>Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, julgue a</p><p>assertiva a seguir: empresa de pequeno porte que requerer o arquivamento,</p><p>nos órgãos de registro, de seus atos constitutivos estará dispensada da prova</p><p>de quitação, de regularidade ou de inexistência de débito referente a tributo de</p><p>qualquer natureza para a realização do referido arquivamento.</p><p>Questão 25 - FGV/SEAD-AP-Fiscal da Receita Estadual/2010</p><p>A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 179 (Título VII - Da Ordem</p><p>Econômica e Financeira) impõe, de forma expressa, que o legislador</p><p>infraconstitucional conceda tratamento jurídico diferenciado às "micro e</p><p>pequenas empresas". A respeito do preceito constitucional citado é correto</p><p>afirmar que a obrigação de dispensar tratamento jurídico diferenciado às</p><p>"micro e pequenas empresas" recai exclusivamente sobre a União e,</p><p>consequentemente, envolve apenas os tributos sob sua competência.</p><p>Questão 26 - FGV/SEAD-AP-Fiscal da Receita Estadual/2010</p><p>A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 179 (Título VII - Da Ordem</p><p>Econômica e Financeira) impõe, de forma expressa, que o legislador</p><p>infraconstitucional conceda tratamento jurídico diferenciado às "micro e</p><p>pequenas empresas". A respeito do preceito constitucional citado é correto</p><p>afirmar que o tratamento jurídico diferenciado exigido pelo texto constitucional</p><p>se manifestará principalmente por meio da simplificação de obrigações</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋ΦΦ∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, podendo ocorrer até</p><p>mesmo efetiva eliminação de algumas destas obrigações.</p><p>Questão 27 - FGV/SEAD-AP-Fiscal da Receita Estadual/2010</p><p>A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 179 (Título VII - Da Ordem</p><p>Econômica e Financeira) impõe, de forma expressa, que o legislador</p><p>infraconstitucional conceda tratamento jurídico diferenciado às "micro e</p><p>pequenas empresas". A respeito do preceito constitucional citado é correto</p><p>afirmar que o artigo 179 confere imunidade tributária às "micro e pequenas</p><p>empresas".</p><p>Questão 28 - FGV/SEAD-AP-Fiscal da Receita Estadual/2010</p><p>A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 179 (Título VII - Da Ordem</p><p>Econômica e Financeira) impõe, de forma expressa, que o legislador</p><p>infraconstitucional conceda tratamento jurídico diferenciado às "micro e</p><p>pequenas empresas". A respeito do preceito constitucional citado é correto</p><p>afirmar que o Regime Especial Unificado de Arrecadação de Tributos e</p><p>Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte,</p><p>conhecido como Simples Nacional, não tem qualquer relação com o artigo 179</p><p>da Constituição Federal.</p><p>Questão 29 - FGV/SEAD-AP-Fiscal da Receita Estadual/2010</p><p>A Constituição Federal de 1988, no seu artigo 179 (Título VII - Da Ordem</p><p>Econômica e Financeira) impõe, de forma expressa, que o legislador</p><p>infraconstitucional conceda tratamento jurídico diferenciado às "micro e</p><p>pequenas empresas". A respeito do preceito constitucional citado é correto</p><p>afirmar que o artigo 179 estabelece um tratamento discriminatório ao impor</p><p>tratamento mais benéfico às "micro e pequenas empresas", violação já</p><p>reconhecida pelo próprio Supremo Tribunal Federal.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋ΦΓ∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>3 – GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA</p><p>1 ERRADA 11 CORRETA 21 ERRADA</p><p>2 ERRADA 12 CORRETA 22 ERRADA</p><p>3 CORRETA 13 LETRA D 23 ERRADA</p><p>4 ERRADA 14 CORRETA 24 CORRETA</p><p>5 CORRETA 15 ERRADA 25 ERRADA</p><p>6 CORRETA 16 CORRETA 26 CORRETA</p><p>7 CORRETA 17 LETRA D 27 ERRADA</p><p>8 CORRETA 18 CORRETA 28 ERRADA</p><p>9 CORRETA 19 CORRETA 29 ERRADA</p><p>10 ERRADA 20 ERRADA - CORRETA</p><p>09890389479</p><p>caro aluno(a)!!!</p><p>Em suma, o Simples Nacional é o regime único de arrecadação dos</p><p>impostos e contribuições da União, dos Estados, do DF e dos Municípios.</p><p>Embora se trate de um sistema de recolhimento único, a alíquota total</p><p>consiste na soma das alíquotas dos respectivos tributos que compõem a</p><p>sistemática do Simples Nacional. Tais alíquotas são escalonadas de forma</p><p>progressiva com base no faturamento da empresa, dentro dos limites por nós</p><p>estudados</p><p>Visto os conceitos constitucionais acerca do Simples Nacional, passemos</p><p>ao estudo específico da LC 123/2006.</p><p>1.1 – Definição de Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte</p><p>(EPP)</p><p>A definição de ME e EPP foi realizada pelo art. 3º, da LC 123/2006, com</p><p>base no volume da receita bruta das empresas. Antes de partirmos para os</p><p>números, é necessário entender o que vem a ser receita bruta, de acordo com</p><p>a LC 123/06 (e isso é muito importante para nossa prova!!!):</p><p>Art. 3º - (...):</p><p>§ 1º Considera-se receita bruta, para fins do disposto no caput deste</p><p>artigo, o produto da venda de bens e serviços nas operações de</p><p>conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado nas</p><p>operações em conta alheia, não incluídas as vendas canceladas e</p><p>os descontos incondicionais concedidos.</p><p>No conceito de receita bruta não estão incluídas as</p><p>vendas canceladas e os descontos incondicionais</p><p>concedidos.</p><p>Observação: O desconto incondicional é aquele concedido</p><p>independentemente de qualquer evento posterior à emissão da nota fiscal de</p><p>venda, ou seja, eles já constam na própria nota fiscal.</p><p>Agora sim, você está pronto para ver os valores estipulados pelo</p><p>legislador para definir o conceito de ME e EPP:</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋6∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Art. 3º Para os efeitos desta Lei Complementar, consideram-se</p><p>microempresas ou empresas de pequeno porte, a sociedade</p><p>empresária, a sociedade simples, a empresa individual de</p><p>responsabilidade limitada e o empresário a que se refere o art. 966</p><p>da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), devidamente</p><p>registrados no Registro de Empresas Mercantis ou no Registro Civil de</p><p>Pessoas Jurídicas, conforme o caso, desde que:</p><p>I - no caso da microempresa, aufira, em cada ano-calendário, receita</p><p>bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil</p><p>reais); e</p><p>II - no caso da empresa de pequeno porte, aufira, em cada ano-</p><p>calendário, receita bruta superior a R$ 360.000,00 (trezentos e</p><p>sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00 (três</p><p>milhões e seiscentos mil reais).</p><p>Podem ser consideradas ME ou EPP:</p><p>•! Sociedade empresária;</p><p>•! Sociedade simples;</p><p>•! Empresa individual de responsabilidade limitada</p><p>(EIRELI);</p><p>•! Empresário.</p><p>Observação: Se as atividades da empresa se iniciaram no próprio ano-</p><p>calendário, os valores são proporcionais ao número de meses (inclusive</p><p>as frações de meses) em que a ME ou EPP houver exercido a atividade (LC</p><p>123/06, art. 3º, § 2º).</p><p>Esquematizando:</p><p>Com base nisso, se uma empresa quiser se enquadrar como EPP,</p><p>iniciando suas atividades em Outubro (ignoremos as frações de meses), o</p><p>limite da receita bruta a ser auferida até o término do ano-calendário do início</p><p>das atividades é de R$ 900.000,00 (3 x R$ 300.000,00).</p><p>“E se a receita bruta exceder o valor de R$ 3.600.000,00 ou o valor</p><p>proporcional ao número de meses (R$ 900.000,00 no nosso exemplo)?”</p><p>ME " Receita Bruta ! R$ 360.000,00</p><p>EPP " R$ 360.000,00 Receita Bruta ! R$ 3.600.000,00</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋Η∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Bom, nesse caso, é importante analisar se isso ocorreu no ano de início</p><p>das atividades da empresa ou não.</p><p>Se tiver ocorrido no ano de início das atividades da empresa, e a receita</p><p>bruta anual ou proporcional a esta tiver superado mais de 20% do limite (R$</p><p>300.000,00 x nº de meses), ou seja, acima de R$ 360.000,00 x nº de meses,</p><p>a empresa fica excluída do Simples Nacional, com efeitos retroativos ao</p><p>início das atividades.</p><p>Se, por outro lado, a receita bruta anual tiver excedido o limite em até</p><p>20% deste, ficará excluída do Simples Nacional, sem, contudo, haver</p><p>efeitos retroativos sobre os meses anteriores.</p><p>Vamos supor, agora, que a empresa tenha excedido o limite fora do ano</p><p>de início das suas atividades. Neste caso, em qualquer caso, não há que se</p><p>falar em efeitos retroativos. Sendo assim, se o valor exceder o limite em</p><p>até 20%, a exclusão só produzirá efeitos a partir do próximo ano-calendário.</p><p>Por outro lado, se a receita bruta exceder mais do que 20% do limite, a</p><p>exclusão ocorre a partir do mês seguinte.</p><p>A título de ilustração do último caso apresentado, se no mês de Junho a</p><p>empresa já tiver acumulado receita bruta superior a R$ 4.320.000,00 (R$</p><p>3.600.000,00 + 20%), a exclusão ocorrerá a partir do mês de Julho. Caso</p><p>contrário, a empresa deixará de participar do Simples Nacional, no ano</p><p>subsequente.</p><p>E se a situação for inversa, ou seja, se a EPP faturar menos de R$</p><p>360.000,00 no ano calendário? Passa, a partir do ano seguinte, à condição de</p><p>ME. Semelhantemente, se a ME se desenvolver e superar o teto previsto para</p><p>a sua categoria, passa à condição de EPP, a partir do ano seguinte, salvo se</p><p>ultrapassar o teto de R$ 3.600.000,00, hipótese em que se aplicam as regras</p><p>expostas acima.</p><p>Destaque-se que, para fins de enquadramento como EPP, a empresa</p><p>pode auferir receitas de R$ 3.600.000,00 no mercado interno e,</p><p>adicionalmente, receitas decorrentes de exportação de mercadorias,</p><p>dentro do mesmo limite. Ou seja, são dois limites iguais: R$ 3.600.000,00</p><p>para o mercado interno somado a R$ 3.600.000,00 para exportação.</p><p>A LC 147/2014 promoveu alterações na LC 123/2006, de</p><p>modo que a partir de janeiro de 2015, o limite extra</p><p>também será aplicável às receitas decorrentes de</p><p>exportação de serviços. Antes, o limite só se</p><p>aplicava à exportação de mercadorias.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋Ι∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Ressaltamos que se considera exportação ainda que realizada por meio</p><p>de empresa comercial exportadora ou da sociedade de propósito específico,</p><p>prevista no art. 56 da LC 123/2006 (art. 3º, § 14).</p><p>Outro ponto digno de nota é que, em caso de empresa que venda</p><p>internamente e exporte mercadorias, para fins de definição da base de</p><p>cálculo e da alíquota aplicável, serão consideradas separadamente as</p><p>receitas brutas auferidas no mercado interno e aquelas decorrentes da</p><p>exportação (art. 3°, § 15, com redação dada pela LC 147/2014).</p><p>Ademais, cabe destacar também que, na hipótese de a ME ou EPP</p><p>auferir receitas sujeitas a substituição tributária ou decorrentes de</p><p>exportação, deverá informar essas receitas destacadamente de modo</p><p>que o aplicativo de cálculo (PGDAS-D) as desconsidere da base de cálculo dos</p><p>tributos objeto de substituição (no caso de a ME ou EPP se encontrar na</p><p>condição de substituída tributária) ou exportação. Ressalte-se, porém, que</p><p>essas receitas continuam fazendo parte da base de cálculo dos demais</p><p>tributos abrangidos pelo Simples Nacional.</p><p>Observação: O Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples</p><p>Nacional - Declaratório (PGDAS-D) é um sistema eletrônico para a realização</p><p>do cálculo do Simples Nacional para os períodos de apuração a partir de</p><p>janeiro de 2012, conforme determinam a Lei Complementar nº 123, de 14 de</p><p>dezembro de 2006 (e alterações) e a Resolução CGSN nº 94, de 29 de</p><p>novembro de 2011.</p><p>Por fim, é muito relevante citar o que</p><p>foi previsto no § 3º, do art. 3º, da</p><p>LC 123/2006: O enquadramento do empresário ou da sociedade simples ou</p><p>empresária como microempresa ou empresa de pequeno porte bem como o</p><p>seu desenquadramento não implicarão alteração, denúncia ou qualquer</p><p>restrição em relação a contratos por elas anteriormente firmados. !</p><p>Enquadramento e desenquadramento de ME ou EPP não</p><p>influenciam nos contratos por elas já firmados.</p><p>1.2 – Enquadramento diferenciado por Estado, Distrito Federal ou</p><p>Município</p><p>Você se lembra que uma das características estabelecidas pelo legislador</p><p>constituinte, no art. 146, par. único, II, é que poderão ser estabelecidas</p><p>condições de enquadramento diferenciadas por Estado?</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋ϑ∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Em cumprimento a este preceito constitucional, a LC 123/2006</p><p>estabeleceu algumas regras que iremos sintetizar na tabela abaixo, a fim de</p><p>facilitar a sua compreensão:</p><p>% de Participação no PIB Nacional Percentual do limite da EPP</p><p>% de Partic. PIB ӊ 1% Até 35% ou até 50% ou até 70%</p><p>1% <% de Partic. PIB < 5% Até 50% ou até 70%</p><p>% de Partic. PIB ≥ 5% Obrigatório obedecer os limites padrões</p><p>Observação:</p><p>•! O limite da EPP, como visto, é de R$ 3.600.000,00;</p><p>•! As regras da tabela se aplicam ao Distrito Federal;</p><p>•! A exclusão do Simples ocorrerá no mês seguinte ou no ano</p><p>seguinte, a depender do valor que exceder o limite estadual (regra</p><p>dos 20%);</p><p>•! A participação no PIB é apurada levando em consideração o último</p><p>resultado do IBGE ou outro órgão que o substitua.</p><p>As empresas localizadas nos Estados que optarem pelas faixas</p><p>diferenciadas, quando excederem o teto, passarão a contribuir com o ICMS e o</p><p>ISS (sim, o ISS também!) do mesmo modo que as demais empresas que não</p><p>se enquadram no Simples Nacional.</p><p>Quando um Estado opta pelas faixas diferenciadas,</p><p>TODOS os Municípios nele localizados adotam,</p><p>obrigatoriamente, o mesmo limite estadual.</p><p>Daí o fato de dizer que o ISS também é recolhido por</p><p>“fora”.</p><p>Como já foi visto, a alíquota do Simples Nacional não é nada mais do que</p><p>a soma das alíquotas individuais (e reduzidas) de cada tributo incluído na</p><p>sistemática. Sendo assim, da somatória total de alíquotas (que representam</p><p>todos os tributos incluídos na sistemática) será subtraído os percentuais do ISS</p><p>e do ICMS, caso a empresa optante supere o limite estadual estabelecido.</p><p>1.3 – Vedações à opção pelo Simples Nacional</p><p>A LC 123/2006 estabeleceu duas distintas vedações: vedação plena e</p><p>vedação parcial.</p><p>A vedação plena diz respeito ao impedimento total de participar do</p><p>regime diferenciado e favorecido do Simples Nacional. A vedação</p><p>parcial, por outro lado, impede apenas que as pessoas recolher os</p><p>tributos e contribuições na forma do Simples Nacional.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋54∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Vamos entender melhor: a LC 123/2006 concede tratamento jurídico</p><p>diferenciado às MEs e EPPs, além de um regime único e favorecido de</p><p>arrecadação tributária.</p><p>Quando a pessoa se encontra nas hipóteses de vedação plena, não pode</p><p>se beneficiar nem do tratamento jurídico diferenciado, nem do regime de</p><p>tributação favorecido. Por outro lado, quando a vedação é parcial, a empresa</p><p>só fica impedida de recolher os tributos conforme as regras do Simples</p><p>Nacional. Entendido?</p><p>Em relação às hipóteses de vedação plena e vedação parcial, não vamos</p><p>ficar aqui transcrevendo páginas da LC 123/06. Vou apenas dizer onde está</p><p>localizado, e você vai lá fazer uma leitura atenta! Trata-se de mera decoreba,</p><p>que não cai tanto assim em provas, mas é importante ter uma noção por</p><p>precaução.</p><p>Vedação Plena " LC 123/2006, art. 3º, §§ 4º, 5º e 6º.</p><p>Em suma, você deve memorizar o seguinte:</p><p>Não poderá se beneficiar do tratamento jurídico diferenciado (Simples</p><p>Nacional),para nenhum efeito legal (vedação plena), a pessoa jurídica:</p><p>I - de cujo capital participe outra pessoa jurídica;</p><p>II - que seja filial, sucursal, agência ou representação, no País, de pessoa</p><p>jurídica com sede no exterior;</p><p>III - de cujo capital participe pessoa física que seja inscrita como empresário</p><p>ou seja sócia de outra empresa que receba tratamento jurídico diferenciado</p><p>nos termos desta Lei Complementar, desde que a receita bruta global</p><p>ultrapasse o limite de que trata o inciso II do caput deste artigo;</p><p>IV - cujo titular ou sócio participe com mais de 10% (dez por cento) do</p><p>capital de outra empresa não beneficiada por esta Lei Complementar, desde</p><p>que a receita bruta global ultrapasse o limite de R$ 3.600.000,00;</p><p>V - cujo sócio ou titular seja administrador ou equiparado de outra pessoa</p><p>jurídica com fins lucrativos, desde que a receita bruta global ultrapasse o</p><p>limite de que trata o inciso II do caput deste artigo;</p><p>VI - constituída sob a forma de cooperativas, salvo as de consumo;</p><p>VII - que participe do capital de outra pessoa jurídica;</p><p>VIII - que exerça atividade de banco comercial, de investimentos e de</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋55∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>desenvolvimento, de caixa econômica, de sociedade de crédito, financiamento</p><p>e investimento ou de crédito imobiliário, de corretora ou de distribuidora de</p><p>títulos, valores mobiliários e câmbio, de empresa de arrendamento mercantil,</p><p>de seguros privados e de capitalização ou de previdência complementar;</p><p>IX - resultante ou remanescente de cisão ou qualquer outra forma de</p><p>desmembramento de pessoa jurídica que tenha ocorrido em um dos 5 (cinco)</p><p>anos-calendário anteriores;</p><p>X - constituída sob a forma de sociedade por ações.</p><p>XI - cujos titulares ou sócios guardem, cumulativamente, com o contratante</p><p>do serviço, relação de pessoalidade, subordinação e habitualidade.</p><p>(Incluído pela Lei Complementar nº 147, de 2014)</p><p>Vedação Parcial " LC 123/2006, art. 17.</p><p>Como são muitas as hipóteses, inseriremos abaixo as mais importantes,</p><p>sendo muito importante que você abra a LC 123/2006 e faça uma atenta</p><p>leitura as demais:</p><p>Não poderão recolher os impostos e contribuições na forma do Simples</p><p>Nacional (Vedação Parcial) a microempresa ou a empresa de pequeno porte:</p><p>I - que explore atividade de prestação cumulativa e contínua de serviços de</p><p>assessoria creditícia, gestão de crédito, seleção e riscos, administração de</p><p>contas a pagar e a receber, gerenciamento de ativos (asset management),</p><p>compras de direitos creditórios resultantes de vendas mercantis a prazo ou de</p><p>prestação de serviços (factoring);</p><p>II - que tenha sócio domiciliado no exterior;</p><p>III - de cujo capital participe entidade da administração pública, direta ou</p><p>indireta, federal, estadual ou municipal;</p><p>V - que possua débito com o Instituto Nacional do Seguro Social - INSS, ou</p><p>com as Fazendas Públicas Federal, Estadual ou Municipal, cuja exigibilidade</p><p>não esteja suspensa;</p><p>VI - que preste serviço de transporte intermunicipal e interestadual de</p><p>passageiros, exceto quando na modalidade fluvial ou quando possuir</p><p>características de transporte urbano ou metropolitano ou realizar-se sob</p><p>fretamento contínuo em área metropolitana para o transporte de estudantes</p><p>ou trabalhadores; (Redação dada pela Lei Complementar nº 147, de 2014)</p><p>VII - que seja geradora, transmissora, distribuidora ou comercializadora de</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋53∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>energia elétrica;</p><p>VIII - que exerça atividade de importação ou fabricação de automóveis e</p><p>motocicletas;</p><p>IX - que exerça atividade de importação de combustíveis;</p><p>X - que exerça atividade de produção ou venda no atacado de: cigarros,</p><p>cigarrilhas, charutos, filtros para cigarros, armas de fogo, munições e</p><p>pólvoras, explosivos e detonantes, bebidas alcoólicas e refrigerantes,</p><p>inclusive cervejas sem álcool;</p><p>XII - que realize cessão ou locação de mão-de-obra;</p><p>XIII - que realize atividade de consultoria;</p><p>IV - que se dedique ao loteamento e à incorporação de imóveis.</p><p>!</p><p>!</p><p>Antes da LC 147/2014, todos os que prestavam serviços</p><p>de transporte intermunicipal e interestadual de</p><p>passageiros não podiam recolher os tributos na forma</p><p>prevista no Simples. Atualmente, há algumas exceções,</p><p>previstas no inciso VI acima!</p><p>Observação: Em caso de vedação plena, os efeitos se iniciam a partir do</p><p>mês seguinte àquele no qual ocorreu a situação impeditiva.</p><p>É muito importante se atentar às alterações promovidas pela LC 147/2014, já</p><p>que há mais possibilidade de virem a ser cobradas em prova.</p><p>1.4 – Opção pelo regime do Simples Nacional</p><p>Em relação à opção pelo regime do Simples Nacional, consideram-se</p><p>automaticamente optantes aquelas MEs e EPPs que já eram optantes</p><p>pelo Simples Federal (Lei 9.317/96) desde 2007.</p><p>No que concerne às demais empresas, a opção por esse regime</p><p>diferenciado e favorecido deve ser feita no mês de janeiro, até seu último</p><p>dia útil, hipótese que produz efeitos a partir do primeiro dia do ano-</p><p>calendário da opção. Pode acontecer de a opção produzir efeitos desde o</p><p>início das atividades da empresa, desde que exercida nos termos, prazo e</p><p>condições a serem estabelecidos no ato do Comitê Gestor.</p><p>Observação: O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN) constitui</p><p>uma das instâncias gestoras do Simples Nacional, cuja atribuição é</p><p>regulamentar a opção, exclusão, tributação, fiscalização, arrecadação,</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋5≅∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>cobrança, dívida ativa, recolhimento e demais itens relativos ao regime único</p><p>de tributação.</p><p>Cabe destacar, ainda, que é o Comitê Gestor regulamentará a opção</p><p>automática acima citada. Além disso, também é atribuição do Comitê</p><p>Gestor regulamentar a forma como o indeferimento da opção pelo</p><p>Simples Nacional será efetuado, mediante ato da Administração Tributária.</p><p>1.5 – Exclusão do regime do Simples Nacional</p><p>A exclusão do regime do Simples Nacional pode ser feita tanto de ofício</p><p>como mediante comunicação das empresas optantes. Como vimos na</p><p>observação do tópico anterior, cabe ao CGSN regulamentar tanto a opção</p><p>como também as regras de exclusão.</p><p>Vejamos as situações em que ocorre exclusão de ofício (LC 123/2006,</p><p>art. 29):</p><p>I - verificada a falta de comunicação de exclusão obrigatória;</p><p>II - for oferecido embaraço à fiscalização, caracterizado pela negativa</p><p>não justificada de exibição de livros e documentos a que estiverem</p><p>obrigadas, bem como pelo não fornecimento de informações sobre bens,</p><p>movimentação financeira, negócio ou atividade que estiverem intimadas</p><p>a apresentar, e nas demais hipóteses que autorizam a requisição de</p><p>auxílio da força pública;</p><p>III - for oferecida resistência à fiscalização, caracterizada pela negativa</p><p>de acesso ao estabelecimento, ao domicílio fiscal ou a qualquer outro</p><p>local onde desenvolvam suas atividades ou se encontrem bens de sua</p><p>propriedade;</p><p>IV - a sua constituição ocorrer por interpostas pessoas;</p><p>V - tiver sido constatada prática reiterada de infração ao disposto nesta</p><p>Lei Complementar;</p><p>VI - a empresa for declarada inapta, na forma dos arts. 81 e 82 da Lei no</p><p>9.430, de 27 de dezembro de 1996, e alterações posteriores;</p><p>VII - comercializar mercadorias objeto de contrabando ou descaminho;</p><p>VIII - houver falta de escrituração do livro-caixa ou não permitir a</p><p>identificação da movimentação financeira, inclusive bancária;</p><p>IX - for constatado que durante o ano-calendário o valor das despesas</p><p>pagas supera em 20% (vinte por cento) o valor de ingressos de recursos</p><p>no mesmo período, excluído o ano de início de atividade;</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋5Φ∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>X - for constatado que durante o ano-calendário o valor das aquisições</p><p>de mercadorias para comercialização ou industrialização, ressalvadas</p><p>hipóteses justificadas de aumento de estoque, for superior a 80%</p><p>(oitenta por cento) dos ingressos de recursos no mesmo período,</p><p>excluído o ano de início de atividade;</p><p>XI - houver descumprimento reiterado da obrigação contida no inciso I</p><p>do caput do art. 26;</p><p>XII - omitir de forma reiterada da folha de pagamento da empresa ou de</p><p>documento de informações previsto pela legislação previdenciária,</p><p>trabalhista ou tributária, segurado empregado, trabalhador avulso ou</p><p>contribuinte individual que lhe preste serviço.</p><p>Sem nos aprofundar nos detalhes, perceba que, em todas as hipóteses</p><p>acima citadas, compete à autoridade administrativa promover a</p><p>exclusão de ofício das empresas optantes pelo Simples Nacional.</p><p>Já a exclusão do regime mediante comunicação das próprias MEs e</p><p>EPPs, ocorre nos seguintes casos (LC 123/2006, art. 30):</p><p>I - por opção;</p><p>II - obrigatoriamente, quando elas incorrerem em qualquer das situações</p><p>de vedação previstas nesta Lei Complementar; ou</p><p>III - obrigatoriamente, quando ultrapassado, no ano-calendário de início</p><p>de atividade, o limite proporcional de receita bruta de que trata o § 2o</p><p>do art. 3o;</p><p>IV - obrigatoriamente, quando ultrapassado, no ano-calendário, o limite</p><p>de receita bruta previsto no inciso II do caput do art. 3o, quando não</p><p>estiver no ano-calendário de início de atividade.</p><p>Percebe-se que a exclusão por comunicação deve ser feita pela</p><p>empresa, quando ela desejar não mais ser tributada pelo regime do Simples</p><p>Nacional ou quando se enquadrar em hipótese que a impeça de continuar no</p><p>regime (limite de faturamento ou outras situações vedatórias).</p><p>1.6 – Tributação no Simples Nacional</p><p>A opção pelo regime de tributação do Simples Nacional acarreta, para as</p><p>MEs e EPPs, o recolhimento mensal, mediante documento único de</p><p>arrecadação de diversos impostos e contribuições. Este documento é</p><p>denominado Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS).</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋5Γ∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Somente alguns impostos e contribuições estão</p><p>incluídos na sistemática do Simples Nacional.</p><p>Não se inclui nesse regime as demais espécies</p><p>tributárias.</p><p>É importante salientar também que, muito embora os cálculos dos</p><p>tributos sejam feitos com base na receita auferida no mês (regime de</p><p>competência), a LC 123/06 permite, na forma regulamentada pelo</p><p>Comitê Gestor, que a empresa opte do cálculo pelo regime de caixa,</p><p>considerando as receitas efetivamente recebidas no mês.</p><p>Observação: Para determinação da faixa de alíquotas aplicável, o sujeito</p><p>passivo deverá continuar utilizando o regime de competência. A receita</p><p>mensal recebida (regime de caixa) será utilizada para efeito de determinação</p><p>da base de cálculo mensal na apuração dos valores devidos, ou seja, o valor</p><p>sobre o qual irá incidir as alíquotas dos tributos incluídos na sistemática do</p><p>Simples Nacional.</p><p>Outro detalhe a ser destacado é que, em cumprimento ao postulado da</p><p>isonomia, as alíquotas são progressivas, diretamente em função do volume de</p><p>receitas. Ou seja, aqueles que vendem mais, possuem incidência mais</p><p>gravosa.</p><p>Ademais, também em decorrência</p><p>do princípio da isonomia, há</p><p>distinção entre as alíquotas, conforme a atividade exercida pela</p><p>empresa.</p><p>Vamos ver, então, quais são os tributos incluídos na sistemática do</p><p>Simples Nacional:</p><p>Art. 13. O Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante</p><p>documento único de arrecadação, dos seguintes impostos e</p><p>contribuições:</p><p>I - Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica - IRPJ;</p><p>II - Imposto sobre Produtos Industrializados - IPI, observado o disposto</p><p>no inciso XII do § 1o deste artigo;</p><p>III - Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSLL;</p><p>IV - Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social - COFINS,</p><p>observado o disposto no inciso XII do § 1o deste artigo;</p><p>V - Contribuição para o PIS/Pasep, observado o disposto no inciso XII</p><p>do § 1o deste artigo;</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋56∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>VI - Contribuição Patronal Previdenciária - CPP para a Seguridade Social,</p><p>a cargo da pessoa jurídica, de que trata o art. 22 da Lei nº 8.212, de 24</p><p>de julho de 1991, exceto no caso da microempresa e da empresa</p><p>de pequeno porte que se dedique às atividades de prestação de</p><p>serviços referidas no § 5º-C do art. 18 desta Lei Complementar;</p><p>VII - Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e</p><p>Sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e</p><p>Intermunicipal e de Comunicação - ICMS;</p><p>VIII - Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza - ISS.</p><p>Observação: Serviços excepcionados da inclusão da CPP no Simples</p><p>Nacional:</p><p>•! Construção de imóveis e obras de engenharia em geral, inclusive sob a</p><p>forma de subempreitada, execução de projetos e serviços de paisagismo,</p><p>bem como decoração de interiores;</p><p>•! Serviço de vigilância, limpeza ou conservação;</p><p>•! Serviços advocatícios (Incluído pela LC 147/2014).</p><p>Vamos ver, então, os impostos e contribuições não submetidos ao</p><p>Simples Nacional:</p><p>I - Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas</p><p>a Títulos ou Valores Mobiliários - IOF;</p><p>II - Imposto sobre a Importação de Produtos Estrangeiros - II;</p><p>III - Imposto sobre a Exportação, para o Exterior, de Produtos Nacionais</p><p>ou Nacionalizados - IE;</p><p>IV - Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural - ITR;</p><p>V - Imposto de Renda, relativo aos rendimentos ou ganhos líquidos</p><p>auferidos em aplicações de renda fixa ou variável;</p><p>VI - Imposto de Renda relativo aos ganhos de capital auferidos na</p><p>alienação de bens do ativo permanente;</p><p>VII - Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de</p><p>Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira - CPMF;</p><p>VIII - Contribuição para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço -</p><p>FGTS;</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋5Η∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>IX - Contribuição para manutenção da Seguridade Social, relativa</p><p>ao trabalhador;</p><p>X - Contribuição para a Seguridade Social, relativa à pessoa do</p><p>empresário, na qualidade de contribuinte individual;</p><p>XI - Imposto de Renda relativo aos pagamentos ou créditos efetuados</p><p>pela pessoa jurídica a pessoas físicas;</p><p>XII - Contribuição para o PIS/Pasep, Cofins e IPI incidentes na</p><p>importação de bens e serviços;</p><p>XIII - ICMS devido:</p><p>a) nas operações ou prestações sujeitas ao regime de substituição</p><p>tributária;</p><p>b) por terceiro, a que o contribuinte se ache obrigado, por força da</p><p>legislação estadual ou distrital vigente;</p><p>c) na entrada, no território do Estado ou do Distrito Federal, de petróleo,</p><p>inclusive lubrificantes e combustíveis líquidos e gasosos dele derivados,</p><p>bem como energia elétrica, quando não destinados à comercialização ou</p><p>industrialização;</p><p>d) por ocasião do desembaraço aduaneiro;</p><p>e) na aquisição ou manutenção em estoque de mercadoria</p><p>desacobertada de documento fiscal;</p><p>f) na operação ou prestação desacobertada de documento fiscal;</p><p>g) nas operações com bens ou mercadorias sujeitas ao regime de</p><p>antecipação do recolhimento do imposto, nas aquisições em outros</p><p>Estados e Distrito Federal:</p><p>1. com encerramento da tributação, observado o disposto no inciso IV do</p><p>§ 4º do art. 18 desta Lei Complementar;</p><p>2. sem encerramento da tributação, hipótese em que será cobrada a</p><p>diferença entre a alíquota interna e a interestadual, sendo vedada a</p><p>agregação de qualquer valor;</p><p>h) nas aquisições em outros Estados e no Distrito Federal de bens</p><p>ou mercadorias, não sujeitas ao regime de antecipação do</p><p>recolhimento do imposto, relativo à diferença entre a alíquota</p><p>interna e a interestadual;</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋5Ι∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>XIV - ISS devido:</p><p>a) em relação aos serviços sujeitos à substituição tributária ou retenção</p><p>na fonte;</p><p>b) na importação de serviços;</p><p>XV - demais tributos de competência da União, dos Estados, do Distrito</p><p>Federal ou dos Municípios, não relacionados nos incisos anteriores.</p><p>Observação: A CPMF já foi extinta.</p><p>A maneira mais eficaz de memorizar os impostos e contribuições que</p><p>estão incluídos no regime do Simples Nacional é lembrar que, com exceção</p><p>da Contribuição Patronal Previdenciária, todos os demais citados</p><p>guardam alguma relação com o faturamento da empresa. Ademais,</p><p>como foi dito, elimine qualquer alternativa de prova que cite outras espécies</p><p>tributárias, que não os impostos e contribuições.</p><p>Acrescentamos, por fim, que os valores efetivamente pagos ou</p><p>distribuídos ao ∀#∀∃%&∋! (∃! )∗+#(! ,&! −#+∋(.−/∋.)&! (∃! .−/∋.)&! ,.! /.0∃.1(! /(∋∀.!</p><p>optante pelo Simples Nacional são isentos de Imposto de Renda da Pessoa</p><p>Física (IRPF), salvo os que corresponderem a pró-labore, aluguéis ou</p><p>serviços prestados. Isso significa que a remuneração por serviços prestados</p><p>pelo sócio sofre tributação, e a remuneração decorrente de distribuição de</p><p>lucros é isenta!</p><p>Observação: Esta isenção não é um benefício exclusivo das empresas</p><p>optantes pelo Simples Nacional, já que tal isenção também ocorre em</p><p>relação às demais empresas não optantes pelo Simples Nacional, em</p><p>decorrência do disposto no art. 10, da Lei 9.249/1995.</p><p>Distribuição de lucros " isenção de IRPF</p><p>Remuneração por pró-labore, aluguéis ou serviço</p><p>prestado " Tributação por IRPF</p><p>1.7 – A não cumulatividade do ICMS e IPI e o Simples Nacional</p><p>O estudo da não cumulatividade do ICMS na sistemática do Simples</p><p>Nacional envolve vários detalhes. Novamente, vamos nos ater ao que é mais</p><p>importante para a sua prova.</p><p>Sendo assim, eu pergunto: é possível recuperar o ICMS devido na etapa</p><p>anterior da cadeia de produção e comercialização de mercadorias, quando uma</p><p>ou ambas partes são optantes pelo Simples Nacional? A resposta é: depende.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋5ϑ∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>A regra geral está prevista no caput do art. 23 da LC 123/2006:</p><p>Art. 23. As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes</p><p>pelo Simples Nacional não farão jus à apropriação nem transferirão</p><p>créditos relativos a impostos ou contribuições abrangidos pelo</p><p>Simples Nacional.</p><p>Contudo, o § 1º, do art. 23, prevê o direito a crédito para as</p><p>empresas não optantes do Simples Nacional quanto estas adquirirem de</p><p>MEs e EPPs optantes, correspondente ao valor incidente de ICMS sobre a</p><p>aquisição, desde que as mercadorias sejam destinadas à comercialização e</p><p>industrialização.</p><p>Explique-se melhor: somente as empresas não optantes do Simples</p><p>Nacional podem registrar crédito</p><p>de ICMS. As optantes não podem fazê-lo.</p><p>Isso é fato! O que se permite no § 1º é o crédito (pela adquirente) do que foi</p><p>pago pela optante do Simples, quando vendeu mercadorias para outra</p><p>empresa não optante do referido regime.</p><p>Destaque-se que o § 4º do art. 23, da LC 123/06, não permite o</p><p>registro do crédito que acabamos de estudar, nas seguintes situações:</p><p>I - a microempresa ou empresa de pequeno porte estiver sujeita à</p><p>tributação do ICMS no Simples Nacional por valores fixos mensais;</p><p>II - a microempresa ou a empresa de pequeno porte não informar a</p><p>alíquota de que trata o § 2º deste artigo no documento fiscal;</p><p>III - houver isenção estabelecida pelo Estado ou Distrito Federal que</p><p>abranja a faixa de receita bruta a que a microempresa ou a empresa de</p><p>pequeno porte estiver sujeita no mês da operação.</p><p>IV - o remetente da operação ou prestação considerar, por opção,</p><p>que a alíquota determinada na forma do caput e dos §§ 1o e 2o do art.</p><p>18 desta Lei Complementar deverá incidir sobre a receita recebida no</p><p>mês.</p><p>Se você entendeu bem como funciona a aplicação do princípio da não</p><p>cumulatividade, nas aulas anteriores, deve ter percebido que nem tudo o que</p><p>foi pago está sendo compensado!</p><p>Imagine o caso de uma indústria optante pelo Simples Nacional. Devido</p><p>à sua opção, não pode creditar o ICMS pago nas operações anteriores.</p><p>Portanto, na aquisição de insumos, o que foi pago de ICMS não pode ser</p><p>compensado.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋34∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Ainda que a empresa adquirente (quando não optante) possa se creditar</p><p>do ICMS pago pela indústria que optou pelo Simples Nacional, você viu que o</p><p>ICMS relativo aos insumos deixou de ser recuperado.</p><p>Pensando nisso, o legislador previu no § 5º, do mesmo art. 23, a</p><p>seguinte regra:</p><p>§ 5º Mediante deliberação exclusiva e unilateral dos Estados e do</p><p>Distrito Federal, poderá ser concedido às pessoas jurídicas e àquelas a</p><p>elas equiparadas pela legislação tributária não optantes pelo Simples</p><p>Nacional crédito correspondente ao ICMS incidente sobre os</p><p>insumos utilizados nas mercadorias adquiridas de indústria</p><p>optante pelo Simples Nacional, sendo vedado o estabelecimento</p><p>de diferenciação no valor do crédito em razão da procedência</p><p>dessas mercadorias.</p><p>Pela redação do dispositivo supracitado, perceba que deve haver</p><p>deliberação exclusiva e unilateral dos Estados e do DF para que o crédito se</p><p>torne possível. Ademais, o benefício somente é aplicável quando a optante</p><p>é indústria.</p><p>•! O optante pelo Simples Nacional nunca credita.</p><p>•! O adquirente (se for não optante) pode creditar</p><p>o valor pago pelo alienante optante pelo</p><p>Simples.</p><p>•! É possível creditar também o valor relativo aos</p><p>insumos, quando houver deliberação exclusiva</p><p>dos Estados e DF.</p><p>Peraí, professor! E quanto ao IPI? É possível escriturar o crédito?</p><p>Ao IPI aplica-se a mesma regra geral do caput do art. 23, da LC</p><p>123/2006: as microempresas e as empresas de pequeno porte optantes pelo</p><p>Simples Nacional não farão jus à apropriação nem transferirão créditos</p><p>relativos a impostos ou contribuições abrangidos pelo Simples Nacional. Sendo</p><p>o IPI imposto abrangido pelo Simples Nacional, as ME e EPP optantes</p><p>por tal regime não podem se beneficiar do crédito de IPI!</p><p>Por fim, deve ser ressaltado que as MEs e EPPs optantes pelo Simples</p><p>Nacional não podem utilizar ou destinar qualquer valor a título de incentivo</p><p>fiscal:</p><p>Art. 24. As microempresas e as empresas de pequeno porte optantes</p><p>pelo Simples Nacional não poderão utilizar ou destinar qualquer</p><p>valor a título de incentivo fiscal.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋35∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Observação: Memorize esse dispositivo, pois ele já caiu em provas!!!</p><p>1.8 – Microempreendedor Individual - MEI</p><p>A figura do Microempreendedor Individual – MEI – surgiu com o advento</p><p>da LC 128/2008, lei complementar que promoveu alterações na LC 123/2006.</p><p>O MEI é um benefício criado com o objetivo de que aquelas pessoas que</p><p>possuem negócios pequenos se formalizem.</p><p>A sistemática do MEI se baseia no recolhimento dos impostos e</p><p>contribuições do Simples Nacional em valores fixos mensais, seja qual for a</p><p>receita bruta auferida, respeitado, é claro, o limite para enquadramento como</p><p>MEI, que por sinal é muito mais restrito do que o das MEs e EPPs: R$</p><p>60.000,00 anual.</p><p>Os valores fixos a serem pagos pelo MEI são os seguintes:</p><p>•! Contribuição para seguridade social, relativa ao empresário: R$</p><p>45,65;</p><p>•! ICMS: R$ 1,00, caso seja contribuinte desse imposto;</p><p>•! ISS: R$ 5,00, caso seja contribuinte desse imposto.</p><p>Destaque-se que o MEI é isento dos seguintes tributos: IR. CSLL, IPI,</p><p>CPP (exceto se contratar um empregado), do PIS e da COFINS.</p><p>No que se refere às vedações, foi estabelecido que não pode optar pelo</p><p>recolhimento do Simples Nacional em valores fixos o MEI:</p><p>I – cuja atividade seja tributada pelos Anexos IV ou V desta Lei</p><p>Complementar, salvo autorização relativa a exercício de atividade isolada</p><p>na forma regulamentada pelo Comitê Gestor;</p><p>II - que possua mais de um estabelecimento;</p><p>III - que participe de outra empresa como titular, sócio ou</p><p>administrador; ou</p><p>IV - que contrate empregado.</p><p>Embora a regra seja a vedação a que o MEI venha contratar empregado,</p><p>a própria LC 128/2008 previu a exceção, que permite contratar um único</p><p>empregado, recebendo 01 salário-mínimo ou o piso salarial da categoria</p><p>profissional.</p><p>Se houver a contratação do citado empregado, o MEI deixa de estar</p><p>isento da CPP, devendo recolhê-la, após o cálculo da alíquota de 3%</p><p>sobre o valor do salário de contribuição.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋33∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>1.9 – Obrigações acessórias</p><p>Nos arts. 25, 26 e 27 da LC 123/2006, o legislador estabeleceu as</p><p>obrigações acessórias que ficaram a cargo do optante pelo Simples Nacional.</p><p>Inicialmente, cabe evidenciar a necessidade de prestação de declarações</p><p>anuais à Receita Federal do Brasil:</p><p>Art. 25. A microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo</p><p>Simples Nacional deverá apresentar anualmente à Secretaria da Receita</p><p>Federal do Brasil declaração única e simplificada de informações</p><p>socioeconômicas e fiscais, que deverá ser disponibilizada aos órgãos de</p><p>fiscalização tributária e previdenciária, observados prazo e modelo</p><p>aprovados pelo CGSN e observado o disposto no § 15-A do art. 18.</p><p>Consoante o disposto no § 1º, do art. 25, a mencionada declaração</p><p>constitui confissão de dívida e instrumento hábil e suficiente para a</p><p>exigência de tributos e contribuições que não tenham sido recolhidos</p><p>resultantes das informações nela prestadas.</p><p>Você deve se lembrar do que estudamos na aula sobre crédito tributário,</p><p>acerca dos efeitos das declarações prestadas pelo contribuinte, quando há</p><p>verdadeira confissão de dívida sem o correspondente pagamento, correto? A</p><p>consequência é a constituição do crédito tributário, sem que haja</p><p>procedimento administrativo ou notificação ao contribuinte, dando início,</p><p>então, ao prazo prescricional.</p><p>Além disso, caso a empresa optante pelo Simples Nacional também</p><p>esteja em situação de inatividade, deve informar tal fato na declaração</p><p>anual prestada à RFB, na forma regulamentada pelo Comitê Gestor.</p><p>Considera-se situação de inatividade quando a ME ou EPP não</p><p>apresentar mutação patrimonial e atividade operacional durante todo</p><p>o ano-calendário.</p><p>Destacamos também as seguintes obrigações acessórias, a cago das</p><p>optantes pelo Simples</p><p>Nacional:</p><p>•! Emitir documento fiscal de venda ou prestação de serviço, de acordo com</p><p>instruções expedidas pelo Comitê Gestor;</p><p>•! Manter em boa ordem e guarda os documentos que fundamentaram a</p><p>apuração dos impostos e contribuições devidos e o cumprimento das</p><p>obrigações acessórias a que se refere o art. 25 da LC 123/2006 enquanto</p><p>não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes</p><p>sejam pertinentes.</p><p>•! Manter o livro-caixa em que será escriturada sua movimentação financeira e</p><p>bancária.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋3≅∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>No que se refere ao MEI, a comprovação da receita bruta será feita</p><p>mediante apresentação do registro de vendas ou de prestação de</p><p>serviços na forma estabelecida pelo CGSN, ficando dispensado da</p><p>emissão do documento fiscal citado como obrigação acessórias para os</p><p>demais optantes do Simples Nacional, salvo quando a emissão for</p><p>obrigatória.</p><p>O MEI só está obrigado a emitir documento fiscal, em</p><p>vendas destinadas a quem possua CNPJ. Fica, portanto,</p><p>dispensado da emissão da “nota fiscal”, quando o</p><p>destinatário é consumidor final.</p><p>Em tempo, a LC 123/2006 estabelece ao MEI que devem ser anexados</p><p>ao registro de vendas ou de prestação de serviços, na forma regulamentada</p><p>pelo Comitê Gestor, os documentos fiscais comprobatórios das entradas de</p><p>mercadorias e serviços tomados referentes ao período, bem como os</p><p>documentos fiscais relativos às operações ou prestações realizadas</p><p>eventualmente emitidos.</p><p>Com o intuito de promover a simplificação dos procedimentos a serem</p><p>adotados pelas MEs e EPPs, o art. 27 da LC 123/06 previu a opção de que os</p><p>optantes venham adotar contabilidade simplificada para os registros e</p><p>controles das operações realizadas:</p><p>Art. 27. As microempresas e empresas de pequeno porte optantes pelo</p><p>Simples Nacional poderão, opcionalmente, adotar contabilidade</p><p>simplificada para os registros e controles das operações</p><p>realizadas, conforme regulamentação do Comitê Gestor.</p><p>Por último, dispõe o art. 26, § 4º, da LC 123/06, que cabe ao Comitê</p><p>Gestor estabelecer outras obrigações acessórias:</p><p>§ 4º - As microempresas e empresas de pequeno porte referidas no § 2o</p><p>deste artigo ficam sujeitas a outras obrigações acessórias a serem</p><p>estabelecidas pelo Comitê Gestor, com características nacionalmente</p><p>uniformes, vedado o estabelecimento de regras unilaterais pelas</p><p>unidades políticas partícipes do sistema.</p><p>Observação: Veja que o legislador se posicionou no sentido da possibilidade</p><p>de instituição de obrigações acessórias, por meio de atos infralegais</p><p>(regulamentação pelo Comitê Gestor).</p><p>1.10 – Responsabilidade tributária dos sócios</p><p>Antes da LC 147/2014, o titular, sócio ou administrador de ME e EPP que</p><p>se encontrava sem movimento há mais de 12 meses poderia solicitar baixa nos</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋3Φ∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>registros dos órgãos públicos federais, estaduais e municipais,</p><p>independentemente do pagamento de débitos tributários, taxas ou</p><p>multas devidas pelo atraso na entrega das respectivas declarações</p><p>nesses períodos.</p><p>O que era bom ficou ainda melhor: com o advento da supracitada lei</p><p>complementar. Atualmente, a solicitação de baixa pode ocorrer a qualquer</p><p>tempo, ou seja, foi eliminado o requisito temporal de 12 meses sem</p><p>movimentação.</p><p>Portanto, o sócio da ME ou EPP pode solicitar a baixa nos registros dos</p><p>órgãos públicos federais como estaduais e municipais, a qualquer tempo,</p><p>mesmo que não tenha pago os débitos tributários.</p><p>Nesse ponto, vamos fazer uma breve recordação: nós havíamos visto,</p><p>quando do estudo da responsabilidade tributária, que a responsabilidade do</p><p>sócio não ocorre pelo simples fato de ser sócio, mas sim quando este assume a</p><p>gestão da empresa, praticando atos com excesso de poderes ou infração da lei,</p><p>contrato social ou estatutos. O sócio-gerente também pode ser</p><p>responsabilizado por dissolução irregular da empresa.</p><p>Com base nesse raciocínio, a princípio não seria possível cobrar as</p><p>dívidas do sócio, já que o próprio legislador o eximiu da prova de quitação dos</p><p>tributos devidos. Contudo, vamos ver o que foi estabelecido nos §§ 4º e 5º do</p><p>art. 9º:</p><p>§ 4o - A baixa do empresário ou da pessoa jurídica não impede que,</p><p>posteriormente, sejam lançados ou cobrados tributos,</p><p>contribuições e respectivas penalidades, decorrentes da falta do</p><p>cumprimento de obrigações ou da prática comprovada e apurada em</p><p>processo administrativo ou judicial de outras irregularidades praticadas</p><p>pelos empresários, pelas pessoas jurídicas ou por seus titulares, sócios</p><p>ou administradores.</p><p>§ 5º - A solicitação de baixa do empresário ou da pessoa jurídica</p><p>importa responsabilidade solidária dos empresários, dos</p><p>titulares, dos sócios e dos administradores no período da</p><p>ocorrência dos respectivos fatos geradores.</p><p>Observação: A responsabilidade estabelecida nesse dispositivo difere</p><p>daquela que estudamos no art. 135, III, porque não se limita aos que</p><p>exercem a gestão sobre a pessoa jurídica, bem como não exige que haja</p><p>infração à legislação.</p><p>Sendo assim, fica o Fisco autorizado a constituir créditos tributários</p><p>posteriormente à data do encerramento da empresa. Caso contrário, seria</p><p>aberta uma grande brecha para os mal intencionados.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋3Γ∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Destaque-se que, havendo baixa diante de existência de obrigações</p><p>tributárias, haverá responsabilidade solidária dos respectivos titulares,</p><p>sócios e dos administradores.</p><p>Ademais, também ficou estabelecido no § 1º do art. 9º, da LC 123/06 o</p><p>seguinte:</p><p>§ 1o O arquivamento, nos órgãos de registro, dos atos constitutivos de</p><p>empresários, de sociedades empresárias e de demais equiparados que se</p><p>enquadrarem como microempresa ou empresa de pequeno porte bem</p><p>como o arquivamento de suas alterações são dispensados das</p><p>seguintes exigências:</p><p>I - certidão de inexistência de condenação criminal, que será substituída</p><p>por declaração do titular ou administrador, firmada sob as penas da lei,</p><p>de não estar impedido de exercer atividade mercantil ou a administração</p><p>de sociedade, em virtude de condenação criminal;</p><p>II - prova de quitação, regularidade ou inexistência de débito</p><p>referente a tributo ou contribuição de qualquer natureza.</p><p>Por último, é válido acrescentar mais um benefício conferido às MEs e</p><p>EPPs:</p><p>Art. 42. Nas licitações públicas, a comprovação de regularidade fiscal</p><p>das microempresas e empresas de pequeno porte somente será</p><p>exigida para efeito de assinatura do contrato.</p><p>Isso significa que mesmo que as MEs e EPPs tenham débitos fiscais</p><p>poderão participar do processo licitatório, somente sendo exigida a</p><p>comprovação de regularidade fiscal na assinatura do contrato.</p><p>Somente se exige a comprovação da regularidade</p><p>fiscal, se a ME ou EPP sagrar-se vitoriosa no</p><p>processo licitatório, no momento da assinatura do</p><p>contrato.</p><p>Já as demais pessoas jurídicas, devem comprovar a regularidade fiscal</p><p>como condição para se habilitar no processo licitatório, ocorrendo, como regra,</p><p>antes mesmo da análise das propostas.</p><p>Observação: O estudo aprofundado do art. 42 e seguintes é feito no Direito</p><p>Administrativo, quando se estuda as licitações públicas. O objetivo da</p><p>inclusão do art. 42 na nossa aula é apenas demonstrar mais uma vantagem</p><p>conferida às optantes do Simples Nacional.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋36∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>1.11 – Do Processo Judicial</p><p>É interessante saber que, diante da ausência de pagamento dos débitos</p><p>pelo sujeito passivo, este fica sujeito à execução fiscal da dívida. Os processos</p><p>de execução relativos a impostos e contribuições abrangidos pelo Simples</p><p>Nacional serão ajuizados em face da União, que será representada em juízo</p><p>pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.</p><p>Veja que interessante! Os tributos submetidos à sistemática do Simples</p><p>Nacional não são apenas federais, mas também estaduais, distritais e</p><p>municipais. Mesmo assim, a execução desses tributos (impostos e</p><p>contribuições) serão ajuizados em face da União, representada pela PGFN!</p><p>Mas não podemos desprezar a obrigação dos Estados, Distrito Federal e</p><p>Municípios de prestar auxílio à PGFN, em relação aos tributos de sua</p><p>competência, conforme previsto no art. 41, § 1º, da LC 123/2006, transcrito</p><p>abaixo:</p><p>Art. 41. Os processos relativos a impostos e contribuições abrangidos</p><p>pelo Simples Nacional serão ajuizados em face da União, que será</p><p>representada em juízo pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional,</p><p>observado o disposto no § 5º deste artigo.</p><p>§ 1o Os Estados, Distrito Federal e Municípios prestarão auxílio à</p><p>Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, em relação aos tributos de sua</p><p>competência, na forma a ser disciplinada por ato do Comitê Gestor.</p><p>§ 2º Os créditos tributários oriundos da aplicação desta Lei</p><p>Complementar serão apurados, inscritos em Dívida Ativa da União e</p><p>cobrados judicialmente pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional,</p><p>observado o disposto no inciso V do § 5º deste artigo.</p><p>§ 3o Mediante convênio, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional</p><p>poderá delegar aos Estados e Municípios a inscrição em dívida ativa</p><p>estadual e municipal e a cobrança judicial dos tributos estaduais e</p><p>municipais a que se refere esta Lei Complementar.</p><p>Observação: É interessante saber que o inciso V, do § 5º, do art. 41, refere-</p><p>se ao ICMS e ISS devidos pelo MEI – Microempreendedor Individual.</p><p>1.12 – Gestão do Simples Nacional</p><p>A LC 123/2006 estabeleceu a criação de três instâncias que têm como</p><p>competência gerir o Simples Nacional. São elas:</p><p>•! Comitê Gestor do Simples Nacional – CGSN;</p><p>•! Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte;</p><p>•! Comitê para Gestão da Rede Nacional para Simplificação do Registro e da</p><p>Legalização de Empresas e Negócios.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋3Η∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>O CGSN fica vinculado ao Ministério da Fazenda, tendo por</p><p>competência regulamentar a opção, exclusão, tributação, fiscalização,</p><p>arrecadação, cobrança, dívida ativa e outros itens relativos ao regime</p><p>de tributação do Simples Nacional.</p><p>O Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte</p><p>tem por finalidade orientar e assessorar a formulação e coordenação da</p><p>política nacional de desenvolvimento das microempresas e empresas</p><p>de pequeno porte, bem como acompanhar e avaliar a sua implantação.</p><p>No que se refere Comitê para Gestão da Rede Nacional para</p><p>Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios, compete a</p><p>este, na forma da lei, regulamentar a inscrição, cadastro, abertura,</p><p>alvará, arquivamento, licenças, permissão, autorização, registros e</p><p>demais itens relativos à abertura, legalização e funcionamento de</p><p>empresários e de pessoas jurídicas de qualquer porte, atividade econômica ou</p><p>composição societária.</p><p>Questão 01 - ESAF/AFRFB/2014</p><p>A Lei Complementar n. 123/2006 prevê tratamento tributário diferenciado para</p><p>Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, que consiste em um regime</p><p>especial unificado de arrecadação de tributos e contribuições devidos por estas</p><p>entidades, denominado Simples Nacional. Sobre este, é incorreto afirmar que</p><p>para fins do Simples Nacional, considera-se receita bruta o produto da venda</p><p>de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços</p><p>prestados e o resultado nas operações em conta alheia, excluídas as vendas</p><p>canceladas e os descontos incondicionais concedidos.</p><p>Comentário: Esse é exatamente o conceito de receita bruta, extraído do art.</p><p>3º, § 1º, da LC 123/2006. Como foi dito que o conceito está incorreto, a</p><p>questão está errada.</p><p>Questão 02 - ESAF/AFRFB/2014</p><p>A Lei Complementar n. 123/2006 prevê tratamento tributário diferenciado para</p><p>Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, que consiste em um regime</p><p>especial unificado de arrecadação de tributos e contribuições devidos por estas</p><p>entidades, denominado Simples Nacional. Sobre este, é incorreto afirmar que o</p><p>Simples Nacional implica o recolhimento mensal, mediante documento único</p><p>de arrecadação, de um conjunto de tributos e contribuições. Todavia, mesmo</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋3Ι∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>em relação a algum destes tributos e contribuições, há situações em que o</p><p>recolhimento dar-se-á à parte do Simples Nacional.</p><p>Comentário: De fato, a opção pelo Simples Nacional implica o recolhimento</p><p>mensal, mediante documento único de arrecadação, de um conjunto de</p><p>tributos. Há tributos, contudo, que em algumas situações ficam excluídos da</p><p>sistemática, como é caso do ISS, quando incidente sobre importação de</p><p>serviços. Sendo assim, por ter sido afirmado que o conceito está incorreto (o</p><p>que não é verdade), a questão está errada.</p><p>Questão 03 - ESAF/PGFN-Procurador/2012 - Adaptada</p><p>A Constituição Federal permitiu o tratamento tributário diferenciado e</p><p>favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte.</p><p>Assim, editou-se a Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. De</p><p>acordo com esta lei, julgue a assertiva a seguir: para a classificação como</p><p>microempresa, a lei estabeleceu determinado valor máximo auferido por ano-</p><p>calendário a título de receita bruta.</p><p>Comentário: A classificação como microempresa foi estabelecida no art. 3º, I,</p><p>da LC 123/06, segundo o qual é considerada microempresa aquela que aufira,</p><p>em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00. Ou</p><p>seja, este é o limite máximo para classificar uma empresa como</p><p>microempresa. Questão correta.</p><p>Questão 04 - ESAF/PGFN-Procurador/2012 - Adaptada</p><p>A Constituição Federal permitiu o tratamento tributário diferenciado e</p><p>favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte.</p><p>Assim, editou-se a Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. De</p><p>acordo com esta lei, julgue a assertiva a seguir: o conceito de receita bruta</p><p>compreende o produto da venda de bens e serviços nas operações de conta</p><p>própria, não incluídas as vendas canceladas e quaisquer descontos concedidos.</p><p>Comentário: Dispõe o § 1º, do art. 3º, da LC 123/06, que não se incluem no</p><p>conceito de receita bruta apenas os descontos incondicionais concedidos.</p><p>Questão errada.</p><p>Questão 05 - ESAF/PGFN-Procurador/2012 - Adaptada</p><p>A Constituição Federal permitiu o tratamento tributário diferenciado e</p><p>favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte.</p><p>Assim, editou-se a Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. De</p><p>acordo com esta lei, julgue a assertiva a seguir: também integram o conceito</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋3ϑ∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>de receita bruta o preço dos serviços prestados e o resultado nas operações</p><p>em conta alheia.</p><p>Comentário: Conforme previsão no art. 3º, § 1º, da</p><p>LC 123/06, considera-se</p><p>receita bruta, para fins do disposto no caput deste artigo, o produto da venda</p><p>de bens e serviços nas operações de conta própria, o preço dos serviços</p><p>prestados e o resultado nas operações em conta alheia. Questão correta.</p><p>Questão 06 - ESAF/PGFN-Procurador/2012 - Adaptada</p><p>A Constituição Federal permitiu o tratamento tributário diferenciado e</p><p>favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte.</p><p>Assim, editou-se a Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. De</p><p>acordo com esta lei, julgue a assertiva a seguir: o enquadramento como</p><p>microempresa ou empresa de pequeno porte, bem como o seu</p><p>desenquadramento, não implicarão alteração, denúncia ou qualquer restrição</p><p>em relação a contratos por elas anteriormente firmados.</p><p>Comentário: Consoante o disposto no art. 3º, § 3º, da LC 123/06, o</p><p>enquadramento e desenquadramento de ME ou EPP não influenciam nos</p><p>contratos por elas anteriormente firmados. Questão correta.</p><p>Questão 07 - ESAF/PGFN-Procurador/2012 - Adaptada</p><p>A Constituição Federal permitiu o tratamento tributário diferenciado e</p><p>favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte.</p><p>Assim, editou-se a Lei Complementar n. 123, de 14 de dezembro de 2006. De</p><p>acordo com esta lei, julgue a assertiva a seguir: no caso de início de atividade</p><p>no próprio ano- calendário, o limite (valor máximo no caso de microempresa;</p><p>valores mínimo e máximo no caso de empresa de pequeno porte) será</p><p>proporcional ao número de meses em que a microempresa ou a empresa de</p><p>pequeno porte houver exercido atividade, inclusive as frações de meses.</p><p>Comentário: Se as atividades da empresa se iniciaram no próprio ano-</p><p>calendário, os valores são proporcionais ao número de meses (inclusive as</p><p>frações de meses) em que a ME ou EPP houver exercido a atividade (LC</p><p>123/06, art. 3º, § 2º). Questão correta.</p><p>Questão 08 - ESAF/Advogado - IRB/2006</p><p>Lei complementar poderá instituir regime único de arrecadação dos impostos e</p><p>contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.</p><p>Comentário: É exatamente o que estabelece o par. único do art. 146, da</p><p>CF/88. Questão correta.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋≅4∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Questão 09 - ESAF/Advogado - IRB/2006</p><p>Uma vez instituído o regime único a que se refere o art. 146, parágrafo único</p><p>a Constituição, poderá o contribuinte optar ou não por ele.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 146, par. único, I, da CF/88, o regime</p><p>único de arrecadação será opcional para o contribuinte. Questão correta.</p><p>Questão 10 - ESAF/Advogado - IRB/2006</p><p>Uma vez instituído o regime único a que se refere o art. 146, parágrafo único</p><p>a Constituição, nele não poderão ser estabelecidas condições de</p><p>enquadramento diferenciadas por Estado.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 146, par. único, II, da CF/88, no regime</p><p>único de arrecadação poderão ser estabelecidas condições de enquadramento</p><p>diferenciadas por Estado. Questão errada.</p><p>Questão 11 - ESAF/Advogado - IRB/2006</p><p>Os entes federados poderão, no regime único, adotar cadastro único de</p><p>contribuintes.</p><p>Comentário: De acordo com o art. 146, par. único, IV, da CF/88, no regime</p><p>único de arrecadação a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão ser</p><p>compartilhadas pelos entes federados, adotado cadastro nacional único de</p><p>contribuintes. Questão correta.</p><p>Questão 12 - ESAF/PFN/2006</p><p>Uma norma geral poderá, a pretexto de definir tratamento diferenciado e</p><p>favorecido para as micro e pequenas empresas, instituir regime único de</p><p>arrecadação de impostos e contribuições dos entes federados.</p><p>Comentário: De acordo com o par. único do art. 146, da CF/88, a norma</p><p>geral que venha conceder tratamento diferenciado e favorecido para as</p><p>microempresas e para as empresas de pequeno porte também poderá instituir</p><p>um regime único de arrecadação dos impostos e contribuições da União, dos</p><p>Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Questão correta.</p><p>Questão 13 - FCC/TJ-RR-Juiz Substituto/2015</p><p>Jonas, funcionário de empresa de assessoria comercial e tributária localizada</p><p>em Caracaraí/RR, foi consultado por um de seus clientes a respeito da</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋≅5∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>possibilidade de enquadrar sua empresa no SIMPLES NACIONAL. Jonas, depois</p><p>de analisar cuidadosamente as indagações que lhe foram feitas, forneceu as</p><p>seguintes respostas:</p><p>I. A pessoa jurídica, que tenha sócio domiciliado no exterior, não poderá se</p><p>beneficiar do tratamento jurídico diferenciado previsto na Lei Complementar n°</p><p>123/06, mesmo que a receita bruta global não ultrapasse o limite de R$</p><p>360.000,00.</p><p>II. É considerada microempresa, a empresa individual de responsabilidade</p><p>limitada que aufira, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a</p><p>R$ 360.000,00.</p><p>III. O Simples Nacional implica o recolhimento mensal de vários impostos,</p><p>mediante documento único de arrecadação, dentre os quais se encontram o</p><p>IPI, o IRPJ e o ISS.</p><p>IV. Mediante adesão expressa da União, dos Estados e dos Municípios à</p><p>disciplina estabelecida pelo Comitê Gestor do Simples Nacional, o recolhimento</p><p>anual do ITR, do IPVA e do IPTU poderá ser feito mediante documento único</p><p>de arrecadação.</p><p>V. A pessoa jurídica, cujo sócio participe com mais de 10% do capital de outra</p><p>empresa não beneficiada pela Lei Complementar n° 123/06, não poderá se</p><p>beneficiar do tratamento jurídico diferenciado previsto na referida Lei</p><p>Complementar, mesmo que a receita bruta global não ultrapasse o limite de R$</p><p>3.600.000,00.</p><p>Com base na Lei Complementar n° 123/06, está correto o que foi afirmado por</p><p>Jonas em</p><p>a) I, II, III, IV e V.</p><p>b) I, III, IV e V, apenas.</p><p>c) I e IV, apenas.</p><p>d) II e III, apenas.</p><p>e) II, IV e V, apenas.</p><p>Comentário:</p><p>Item I: Na realidade, o fato de a ME ou EPP ter sócio domiciliado no exterior</p><p>apenas a impede de recolher os tributos na forma do Simples Nacional. Assim</p><p>sendo, não há vedação total ao enquadramento no Simples Nacional. Item</p><p>errado.</p><p>Item II: De fato, o enquadramento como microempresa, para fins de opção</p><p>pelo Simples Nacional, é que, além de outros requisitos, a empresa que auferir</p><p>em cada ano-calendário receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00. Está</p><p>incluída neste rol de empresas a empresa individual de responsabilidade</p><p>limitada. Item correto.</p><p>Item III: De fato, o recolhimento do Simples Nacional é realizado mediante</p><p>documento único de arrecadação (DAS), realizado mensalmente, estando nele</p><p>inclusos os valores correspondentes a IPI, IRPJ e ISS. Item correto.</p><p>09890389479</p><p>!∀#∃∀%&∋(#∀)∗%+#∀&∋,−#−∋./0/1∋2∋3456∋</p><p>7∗#8&∋9∃∋(∃&#∀−∋∃∋:∗∃8%;∃8∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋2∋.∗?−∋5≅∋</p><p><#&=>∋/+)∀&∋!∗%#−∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ΑΑΑ>∃8%#−%∃Β∀−Χ&∆Χ∗#8&8>Χ&Ε>)#∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋ <+Β∀∆−∋≅3∋9∃∋ΦΓ∋</p><p>Item IV: O IPVA, IPTU e ITR não foram incluídos na sistemática do Simples</p><p>Nacional, razão pela qual não se admite o seu recolhimento por meio de</p><p>documento único de arrecadação. Item errado.</p><p>Item V: Neste caso, apenas há vedação à opção pelo Simples Nacional, se a</p><p>receita bruta global ultrapassar o limite de R$ 3.600.000,00. Item errado.</p><p>Gabarito: Letra D</p><p>Questão 14 - FCC/SEFAZ-PE-Auditor Fiscal do Tesouro Estadual/2014</p><p>Consideram-se isentos do imposto de renda, na fonte e na declaração de</p><p>ajuste do beneficiário, os valores efetivamente pagos ou distribuídos ao titular</p><p>ou sócio da microempresa ou empresa de pequeno porte optante pelo Simples</p><p>Nacional, salvo os que corresponderem a pró-labore, aluguéis ou serviços</p><p>prestados.</p><p>Comentário: Tal isenção de fato existe e foi prevista</p>