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DIREITO PROCESSUAL CIVIL 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
 
 
 
 
 Pág. 2 de 57 
 
Sumário 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS ................................................................................................................ 3 
1. Introdução ....................................................................................................................................... 3 
2. Técnicas de especialização do procedimento .................................................................................... 5 
CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO – Art. 344 e ss cc/02 e art. 539 a 549, cpc ......................................... 6 
CONSIGNAÇÃO POR DÚVIDA QUANTO AO CREDOR (art. 547 e ss, CPC) .............................................. 10 
CONSIGNAÇAO DE ALUGUEL E ENCARGOS DA LOCAÇÃO (art. 67 da Lei nº 8.245/91): ........................ 11 
AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS: ..................................................................................................... 13 
AÇÃO MONITÓRIA – ART. 700 A 702. ................................................................................................. 15 
Possessórias (artigos 554 a 568 do CPC) ............................................................................................. 22 
EMBARGOS DE TERCEIRO ................................................................................................................... 30 
OPOSIÇÃO (artigos 682 a 686 do CPC) ................................................................................................ 34 
INVERTÁRIO E PARTILHA (artigos 610 a 673 do CPC) .......................................................................... 38 
INVERTÁRIO E PARTILHA (artigos 610 a 673 do CPC) .......................................................................... 40 
AÇÕES DA LEI DO INQUILINATO ......................................................................................................... 44 
AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO DE ALUGUERES E OUTROS ENCARGOS: ....................................................... 49 
 
 
 
 
 
 
 
 Pág. 3 de 57 
SUMÁRIO 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
1. Introdução 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
1. Introdução 
 
Processo = Relação jurídica processual + procedimento 
 
O procedimento é a sequência ordenada de atos que visa a tutela jurisdicional. Todo processo tem que ter uma 
sequência de atos, que pode variar dependendo do caso. 
 
Os procedimentos especiais são o processo de conhecimento, com uma sequência de atos diferenciados para 
atender as peculiaridades do direito material discutido. Atende ao princípio da instrumentalidade. O art. 318, CPC, 
os procedimentos especiais são excepcionais e só quando a lei prevê expressamente, pois a regra é procedimento 
comum. 
 
“Art. 318. Aplica-se a todas as causas o procedimento comum, salvo 
disposição em contrário deste Código ou de lei. 
Parágrafo único. O procedimento comum aplica-se subsidiariamente 
aos demais procedimentos especiais e ao processo de execução.” 
 
As normas do procedimento comum serão aplicadas supletivamente na falta de regras específicas, quando 
compatível (para não descaracterizar o procedimento especial). 
 
Ex.: na ação de alimentos de procedimento especial da lei nº 5.478/68, em que o procedimento visa celeridade, 
apesar do silêncio da lei, não cabe reconvenção, sob pena de violar a celeridade pretendida 
 
Pelo CPC, há duas espécies de procedimentos especiais (quanto ao objeto): 
a) Procedimentos especiais de jurisdição contenciosa (art. 539 até o art. 718, CPC) - LIDE 
 
b) Procedimentos especiais de jurisdição voluntária (art. 719 até 770, CPC), aqui o objeto é uma situação jurídica 
de interesse comum. 
 
Obs.: Todas as ações que não estivem prevista na lei como procedimento especial seguem o procedimento comum. 
 
Ex.: usucapião, nunciação de obra nova, ação de depósito (essas ações no CPC anterior tinham procedimentos 
especiais, hoje por falta de previsão legal tem procedimento comum). 
 
A doutrina subdivide os procedimentos especiais em duas espécies: 
I - procedimentos especiais genuínos: são aqueles verdadeiramente diferenciados, ou seja, ele é totalmente 
diferente (ex.: inventário). 
II – procedimento especial falso (pseudo procedimento especial): é aquele que previsto em lei como 
procedimento especial, mas quando analisado com detalhe embora tenha alguma variação no começo, um ato as 
 
 
 
 
 Pág. 4 de 57 
vezes, mas num todo ele segue a estrutura do procedimento comum (em regra, a partir da resposta é procedimento 
comum). 
 
Essa distinção é fundamental para verificar a possibilidade ou não de cumulação de pedidos: se um pedido tiver 
procedimento especial genuíno, é vedada a cumulação; 
 
Ex.: ação de inventário e partilha, não pode ser cumulada com qualquer outro pedido. 
 
 
 
 
 
 Pág. 5 de 57 
SUMÁRIO 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
2. Técnicas de especialização do procedimento 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
Mas se for procedimento especial falso, é possível cumular pedidos, adotando o procedimento comum sem 
prejuízo das técnicas especiais ou diferenciadas (art. 327, § 2º, CPC). Ex.: a consignação em pagamento e a 
possessória permitem cumulação com outro pedido, sem prejuízo do depósito (na consignação) ou da 
liminar/audiência de justificação na possessória. 
 
2. Técnicas de especialização do procedimento 
 
I – Regra especial de competência: por exemplo, a consignação em pagamento é no foro do local do pagamento; 
a possessória é no foro do imóvel; 
 
II – Iniciativa: alguns procedimentos especiais de jurisdição voluntária podem sem iniciados de ofício (ex.: art. 738, 
744 e 746, todos do CPC); às vezes, temos a legitimidade, que em algumas hipóteses será concorrente e outras 
subsidiárias (ex.: para requeres abertura do inventário, conforme disposto no art. 616, CPC). 
 
“Art. 738. Nos casos em que a lei considere jacente a herança, o juiz 
em cuja comarca tiver domicílio o falecido procederá imediatamente 
à arrecadação dos respectivos bens. 
 
 Art. 744. Declarada a ausência nos casos previstos em lei, o juiz 
mandará arrecadar os bens do ausente e nomear-lhes-á curador na 
forma estabelecida na Seção VI, observando-se o disposto em lei. 
 
Art. 746. Recebendo do descobridor coisa alheia perdida, o juiz 
mandará lavrar o respectivo auto, do qual constará a descrição do bem 
e as declarações do descobridor. 
§ 1º Recebida a coisa por autoridade policial, esta a remeterá em 
seguida ao juízo competente. 
§ 2º Depositada a coisa, o juiz mandará publicar edital na rede mundial 
de computadores, no sítio do tribunal a que estiver vinculado e na 
plataforma de editais do Conselho Nacional de Justiça ou, não 
havendo sítio, no órgão oficial e na imprensa da comarca, para que o 
dono ou o legítimo possuidor a reclame, salvo se se tratar de coisa de 
pequeno valor e não for possível a publicação no sítio do tribunal, caso 
em que o edital será apenas afixado no átrio do edifício do fórum. 
§ 3º Observar-se-á, quanto ao mais, o disposto em lei. 
 
Art. 616. Têm, contudo, legitimidade concorrente: 
I - o cônjuge ou companheiro supérstite; 
II - o herdeiro; 
III - o legatário; 
IV - o testamenteiro; 
V - o cessionário do herdeiro ou do legatário; 
 
 
 
 
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VI - o credor do herdeiro, do legatário ou do autor da herança; 
VII - o Ministério Público, havendo herdeiros incapazes; 
VIII - a Fazenda Pública, quando tiver interesse; 
IX - o administrador judicial da falência do herdeiro, do legatário, do 
autor da herança ou do cônjuge ou companheiro supérstite.” 
 
III – Prazos diferentes: aqui temos prazos mais curtos e outros mais longos; 
 
IV – Atos diferenciados: por exemplo, o depósito prévio na consignação em pagamento, audiência de justificação 
e a liminar nas possessórias; 
 
V – Possibilidade de liminar (com requisitos específicos): ex.: possessórias de força nova; ação de alimentos. 
 
VI – Limitação da cognição:seja quanto a matéria que pode ser alegada, ex.: possessória não se discute domínio. 
As vezes limita-se quanto ao tipo de prova cabível, ex.: mandando de segurança os se admite prova documental, 
e na ação monitória só admite prova literal ou já documentada. 
 
VII – Caráter dúplice: permite ao réu fazer pedido na própria contestação, ex.: possessória. 
 
Obs.: caráter dúplice pode decorrer do Direito Material que é dúplice OU da LEI PROCESSUAL que permite ao réu 
fazer pedido na própria contestação. 
 
VIII- Sincretismo: vários procedimentos especiais dos códigos anteriores ao atual já geram sentença executivas Lato 
sensu, que poderiam ou são executadas de ofício no mesmo processo (antes isso só ocorria nos procedimentos 
especiais e hoje foi generalizado). 
 
 
CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO – Art. 344 e ss cc/02 e art. 539 a 549, cpc 
 
Instituto é híbrido, porque ele é de direito material, é uma forma de pagamento; é direito processual, isto é, uma 
forma de pagamento, em regra, exercida via processo. 
 
Temos pelo menos quatro formas de consignação no mundo civil, quais sejam: 
a) consignação extrajudicial; 
b) consignação judicial por recusa ou obstáculo do credor (eu quero pagar, e o credor não quer receber); 
c) consignação judicial por dúvida quanto ao credor; 
d) consignação de aluguéis e outros encargos da locação (lei 8.245/91); 
 
A – CONSIGNAÇÃO EXTRAJUDICIAL (§§ Art. 539, CPC): 
 
Art. 539. Nos casos previstos em lei, poderá o devedor ou terceiro requerer, com efeito de pagamento, a 
consignação da quantia ou da coisa devida. 
 
“§ 1º Tratando-se de obrigação em dinheiro, poderá o valor ser 
depositado em estabelecimento bancário, oficial onde houver, situado 
no lugar do pagamento, cientificando-se o credor por carta com aviso 
de recebimento, assinado o prazo de 10 (dez) dias para a manifestação 
de recusa. 
 
 
 
 
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§ 2º Decorrido o prazo do § 1º, contado do retorno do aviso de 
recebimento, sem a manifestação de recusa, considerar-se-á o 
devedor liberado da obrigação, ficando à disposição do credor a 
quantia depositada. 
§ 3º Ocorrendo a recusa, manifestada por escrito ao estabelecimento 
bancário, poderá ser proposta, dentro de 1 (um) mês, a ação de 
consignação, instruindo-se a inicial com a prova do depósito e da 
recusa. 
§ 4º Não proposta a ação no prazo do § 3º, ficará sem efeito o 
depósito, podendo levantá-lo o depositante.” 
 
É um caminho facultativo = é uma opção. Ela só será utilizada quando o objeto, obrigação for pecuniária (dinheiro), 
porque ela é feita por meio de banco. 
 
Só será possível fazer a consignação se existir um banco no local do pagamento e exige o endereço do credor. O 
credor será comunicado por meio de banco que o dinheiro está à disposição dele. 
 
 
 
 
 
 
 Pág. 8 de 57 
SUMÁRIO 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
Procedimento da consignação extrajudicial: 
a) o devedor deposita o total devido em uma conta remunerada em banco no local do pagamento, a lei exige banco 
oficial, caso não for oficial, deve ser no mínimo autorizado a funcionar; 
 
b) o banco cientificará o credor por aviso de recebimento (AR) da existência do depósito e de prazo de 10 dias para 
manifestar recusa escrita ao banco; 
 
c) se não houver recusa, o devedor fica liberado e o comprovante de depósito vale como quitação. 
 
Obs.: isso não impede o credor de levantar o depósito e cobrar em juízo eventual diferença de valor. 
 
d) se houver recusa escrita, o devedor terá um mês para ajuizar a consignação judicial em pagamento. 
 
Obs.: o prazo é para manter a eficácia liberatória do depósito extrajudicial, porque se houve deposito no banco o 
credor não impugnou resolveu a obrigação, se ele impugnar o devedor deverá entrar com a ação dentro de um mês 
e pedir ao juiz o aproveitamento do deposito que já está no banco dentro do processo, assim, desde o dia do 
depósito realizado no banco o devedor se librar dos encargos do contrato, ex.: multa de 1% ao mês, multa + juros 
etc. 
 
O STJ entende que a consignação extrajudicial, também se aplica para aluguel e outros encargos da locação. 
 
Consignação judicial por recusa ou obstáculo do credor (art. 539 a 546, CPC): 
 
Competência: é o foro do local do pagamento ou se houver, do foro de eleição. 
 
Objeto: pode ter objeto quantia certa ou coisa. 
 
Peculiaridades: 
a) há o depósito, após a admissão da petição inicial; 
 
b) a lei tanta limitar as matérias da contestação (art. 544, CPC); 
 
“Art. 544. Na contestação, o réu poderá alegar que: 
I - não houve recusa ou mora em receber a quantia ou a coisa devida; 
II - foi justa a recusa; 
III - o depósito não se efetuou no prazo ou no lugar do pagamento; 
IV - o depósito não é integral. 
Parágrafo único. No caso do inciso IV, a alegação somente será 
admissível se o réu indicar o montante que entende devido.” 
 
c) Caráter dúplice, só quando alegada insuficiência do depósito gera caráter dúplice, ou seja, se faltar $$ no depósito 
e o réu alegar na contestação pode gerar na sentença que o réu execute o autor, por este motivo diz que possui 
caráter dúplice. 
 
Procedimento: 
 
 
 
 
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1)Petição inicial: requerendo autorização o depósito ou aproveitamento do depósito extrajudicial (art. 542, CPC): 
 
“Art. 542. Na petição inicial, o autor requererá: 
I - o depósito da quantia ou da coisa devida, a ser efetivado no prazo 
de 5 (cinco) dias contados do deferimento, ressalvada a hipótese 
do art. 539, § 3º ; 
II - a citação do réu para levantar o depósito ou oferecer contestação. 
Parágrafo único. Não realizado o depósito no prazo do inciso I, o 
processo será extinto sem resolução do mérito.” 
 
2) Deferido o depósito, o autor terá 5 dias para realizá-lo, sob pena de indeferimento da inicial. 
 
Obs.: trata-se de um pressuposto específico, que alguns autores chamam de condição de procedibilidade; 
 
3) Feito o depósito, o réu será citado para levantar ou contestar. 
 
Obs.: o prazo para contestação é de 15 dias; o levantamento do depósito sem qualquer ressalva é reconhecimento 
do pedido; 
 
Art. 544, CPC, lista o que pode ser alegado pelo réu, mas tem-se entendido que esse rol é exemplificativo. 
 
4) se na contestação, o réu alegar insuficiência do depósito: 
 
a) o autor terá 10 dias para complementar o depósito (mesmo que complemente, a ação será improcedente e o 
autor arcará com os honorários); 
 
b) se não houver o complemento a ação passa a ter caráter dúplice; 
 
c) cabe reconvenção, salvo para cobrar a insuficiência do depósito. 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
5) Após a instrução, haverá sentença e se concluir pela insuficiência do depósito (ação será improcedente) e 
declarará o valor devido e será título contra o autor. 
 
Obs.: é possível cumular pedidos com a consignação (ex.: pedido de revisão de cláusula ou de valor da dívida). 
 
No caso de prestações periódicas, (ex.: prestação de um veículo), deferido o depósito inicial, é possível consignar 
as vincendas desde que depositadas no prazo de até 5 dias, contados do vencimento de cada parcela (até o trânsito 
em julgado o STJ). 
 
C – CONSIGNAÇÃO POR DÚVIDA QUANTO AO CREDOR (art. 547 e ss, CPC) 
 
“Art. 547. Se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber 
o pagamento, o autor requererá o depósito e a citação dos possíveis 
titulares do crédito para provarem o seu direito. 
 
Art. 548. No caso do art. 547 : 
I - não comparecendo pretendente algum, converter-se-á o depósito 
em arrecadação de coisas vagas; 
II - comparecendo apenas um, o juiz decidirá de plano; 
III - comparecendo mais de um, o juiz declarará efetuado o depósito e 
extinta a obrigação, continuando o processo a correr unicamente 
entre os presuntivos credores, observado o procedimento comum. 
 
Art. 549. Aplica-se o procedimento estabelecido neste Capítulo, no 
que couber, ao resgate do aforamento.” 
 
Esse procedimento poderá ter duas fases conformeo comportamento dos réus. 
 
Peculiaridades: 
a) Haverá litisconsórcio passivo entre os prováveis credores; 
b) o procedimento varia conforme o comportamento dos réus. 
 
Procedimento: 
a) Petição inicial; 
b) depósito; 
c) citação dos credores. 
 
I – se nenhum deles comparecer, converte-se o procedimento em arrecadação de coisa vaga; 
 
II – se comparecer só um credor, provando sua condição de credor, ocorrerá a simplificação (uma fase só): superado 
eventual debate, o juiz decidirá, reconhecendo que o direito é do réu; 
 
 
 
 
 
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III – se comparecer mais de um réu (credor) reivindicando o crédito, haverá duas fases procedimentais. 
 
A primeira fase, é igual à da consignação por recusa; 
A segunda fase, inicia-se após o trânsito em julgado da decisão que libera o devedor, e tramita somente entre os 
prováveis credores até a sentença que decidirá o verdadeiro credor. 
 
D – CONSIGNAÇAO DE ALUGUEL E ENCARGOS DA LOCAÇÃO (art. 67 da Lei nº 8.245/91): 
 
“Art. 67. Na ação que objetivar o pagamento dos aluguéis e acessórios 
da locação mediante consignação, será observado o seguinte: 
I - a petição inicial, além dos requisitos exigidos pelo art. 282 do Código 
de Processo Civil, deverá especificar os aluguéis e acessórios da 
locação com indicação dos respectivos valores; 
II - determinada a citação do réu, o autor será intimado a, no prazo de 
vinte e quatro horas, efetuar o depósito judicial da importância 
indicada na petição inicial, sob pena de ser extinto o processo; 
III - o pedido envolverá a quitação das obrigações que vencerem 
durante a tramitação do feito e até ser prolatada a sentença de 
primeira instância, devendo o autor promover os depósitos nos 
respectivos vencimentos; 
IV - não sendo oferecida a contestação, ou se o locador receber os 
valores depositados, o juiz acolherá o pedido, declarando quitadas as 
obrigações, condenando o réu ao pagamento das custas e honorários 
de vinte por cento do valor dos depósitos; 
V - a contestação do locador, além da defesa de direito que possa 
caber, ficará adstrita, quanto à matéria de fato, a: 
a) não ter havido recusa ou mora em receber a quantia devida; 
b) ter sido justa a recusa; 
c) não ter sido efetuado o depósito no prazo ou no lugar do 
pagamento; 
d) não ter sido o depósito integral; 
VI - além de contestar, o réu poderá, em reconvenção, pedir o despejo 
e a cobrança dos valores objeto da consignatória ou da diferença do 
depósito inicial, na hipótese de ter sido alegado não ser o mesmo 
integral; 
VII - o autor poderá complementar o depósito inicial, no prazo de cinco 
dias contados da ciência do oferecimento da resposta, com acréscimo 
de dez por cento sobre o valor da diferença. Se tal ocorrer, o juiz 
declarará quitadas as obrigações, elidindo a rescisão da locação, mas 
imporá ao autor-reconvindo a responsabilidade pelas custas e 
honorários advocatícios de vinte por cento sobre o valor dos 
depósitos; 
VIII - havendo, na reconvenção, cumulação dos pedidos de rescisão da 
locação e cobrança dos valores objeto da consignatória, a execução 
desta somente poderá ter início após obtida a desocupação do imóvel, 
caso ambos tenham sido acolhidos. 
Parágrafo único. O réu poderá levantar a qualquer momento as 
importâncias depositadas sobre as quais não penda controvérsia.” 
 
 
 
 
 
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Peculiaridades: 
 
a) são de competência o foro do imóvel ou de eleição; 
 
b) não tem caráter dúplice: para cobrar a diferença ou pedir o despejo é necessário reconvenção; 
 
c) o deposito inicial é em 24 horas. 
 
d) se alegado insuficiência de depósito, o autor será intimado para se quiser complementar o valor, em 5 dias com 
multa de 10%. 
 
É possível depositar no mesmo processo as prestações vincendas: 
 
I – deverá ocorrer no dia do vencimento (do aluguel); 
 
II – só é possível até a sentença de primeiro grau. 
 
Nas ações de inquilinato os honorários de sucumbência são pré-fixados na lei em 20%. 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS: 
 
Art. 550 a 553, CPC. 
 
Espécies 
No CPC/73 havia três espécies: 
Ação de exigir a prestação de contas por parte do gestor. 
Ação de oferta de prestação de contas ao titular do patrimônio. 
A prestação de contas incidental. 
 
No CPC/15 – Temos apenas duas espécies: 
Ação de exigir a prestação de contas. 
Ação prestação de contas incidental. 
 
A ação de oferta de prestação de contas ainda continua existindo como um procedimento comum. 
 
Obs.: todas as ações que já mencionaram no passado e que não estão no rol das ações de procedimento especial, 
bem como ações que surgirem agora e no código não estão em procedimento especial, na falta de previsão 
expressa do procedimento especial, seguirão procedimento comum. É o que ocorre na oferta de prestação de 
contas. 
 
Cabimento: quando alguém gere coisa alheia. 
 
A ação de exigir contas: poderá ter duas fases (depende do comportamento do réu). 
a) 1ª fase - discute se há o dever de prestar contas. 
b) 2ª fase – julgamento das contas – é de caráter dúplice. 
 
1ª fase: 
 
“Art. 553. As contas do inventariante, do tutor, do curador, do 
depositário e de qualquer outro administrador serão prestadas em 
apenso aos autos do processo em que tiver sido nomeado. 
Parágrafo único. Se qualquer dos referidos no caput for condenado a 
pagar o saldo e não o fizer no prazo legal, o juiz poderá destituí-lo, 
sequestrar os bens sob sua guarda, glosar o prêmio ou a gratificação a 
que teria direito e determinar as medidas executivas necessárias à 
recomposição do prejuízo.” 
 
1. petição inicial 
2. Citação do réu para prestar contas ou contestar: réu prestar contas, ocorre uma simplificação em que o réu 
reconhece o dever de prestar contas, passando a análise das contas – direto na segunda fase; revelia = é possível 
 
 
 
 
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julgar antecipado a primeira fase, sendo determinado que réu preste contas; contestação – seguir com a primeira 
fase. 
3. Eventual replica e, se necessário, haverá instrução. 
4. Decisão de mérito: improcedente = sentença – Procedente = interlocutória. 
 
Haverá 2ª fase – após a decisão que condenou a prestar contas tornar-se exigível ou da simplificação. 
1) Intimação do réu para prestar contas em 15 dias: 
a) Prestar contas; 
b) Silencia. 
2) O autor terá 15 dias para se manifestar sobre as contas prestadas ou para prestá-las – obs.: o réu não poderá 
impugnar. 
3) Se necessário haverá instrução. 
4) Sentença = se reconhecer saldo é título em favor do credor. 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
AÇÃO DE PRESTAÇÃO DE CONTAS: 
 
3) se necessário haverá instrução – perícia contábil e outros meios. 
 
4) Sentença = julgas as contas - se reconhecer saldo é título em favor do credor. 
 
Sentença – recurso apelação – efeito suspensivo – gera coisa julgada – execução. 
 
Prestação de contas incidental – art. 553. 
 
“Art. 553. As contas do inventariante, do tutor, do curador, do 
depositário e de qualquer outro administrador serão prestadas em 
apenso aos autos do processo em que tiver sido nomeado. 
Parágrafo único. Se qualquer dos referidos no caput for condenado a 
pagar o saldo e não o fizer no prazo legal, o juiz poderá destituí-lo, 
sequestrar os bens sob sua guarda, glosar o prêmio ou a gratificação a 
que teria direito e determinar as medidas executivas necessárias à 
recomposição do prejuízo.” 
 
Por dependência ao juízo da ação anterior = tramita em apenso. 
NJ se determinada pelo juiz de ofício ou a requerimento do MP incidente processo. 
Se requerida pela parte interessada = ação autônoma 
Reconhecido o débito e não pago no prazo legal cabe às medidas do parágrafo único do art. 553. 
“Parágrafo único. Se qualquer dos referidos no caput for condenado a 
pagar o saldo e não o fizer no prazo legal, o juiz poderá destituí-lo, 
sequestrar os bens sob suaguarda, glosar o prêmio ou a gratificação a 
que teria direito e determinar as medidas executivas necessárias à 
recomposição do prejuízo.” 
 
 
AÇÃO MONITÓRIA – ART. 700 A 702. 
 
A ação monitória é uma ação de conhecimento de procedimento especial (de cobrança) baseado em tutela de 
evidência, que visa à rápida formação do título judicial – permite a formação de CJ baseada em cognição sumária. 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
Objeto: qualquer obrigação. 
“Art. 700. A ação monitória pode ser proposta por aquele que afirmar, 
com base em prova escrita sem eficácia de título executivo, ter direito 
de exigir do devedor capaz: 
I - o pagamento de quantia em dinheiro; 
II - a entrega de coisa fungível ou infungível ou de bem móvel ou 
imóvel; 
III - o adimplemento de obrigação de fazer ou de não fazer.” 
 
Requisito básico = prova literal (escrita que pode ser documentada ou documental) sem eficácia de título executivo. 
 
“Art. 785. A existência de título executivo extrajudicial não impede a 
parte de optar pelo processo de conhecimento, a fim de obter título 
executivo judicial.” 
 
Julgado STJ: 
RECURSO ESPECIAL Nº 1.759.364 - RS (2018/0201250-3) RELATOR : MINISTRO MARCO AURÉLIO BELLIZZE 
RECORRENTE : CONDOMINIO EDIFICIO ESPLANADA DO SOL ADVOGADOS : MARA ANÁLIA URRUTIA NÓBREGA - 
RS037169 MARIA DO CARMO JUTAHY - RS036072 AIDA LIMA SEVERO BUJES E OUTRO(S) - RS065892 RECORRIDO : 
RUTH ROSANE OLIVEIRA LEDESMA RECORRIDO : PAULO RICARDO PRATES RECORRIDO : ROZAURA OLIVEIRA 
LEDESMA ADVOGADO : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000M EMENTA RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE 
EXECUÇÃO DE COTAS CONDOMINIAIS. INCLUSÃO DAS PARCELAS VINCENDAS NO DÉBITO EXEQUENDO. 
POSSIBILIDADE. PREVISÃO LEGAL CONTIDA NOS artigos 323 E 771, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CÓDIGO DE PROCESSO 
CIVIL DE 2015. DÉBITOS ORIGINADOS DA MESMA RELAÇÃO OBRIGACIONAL. AUSÊNCIA DE DESCARACTERIZAÇÃO 
DOS REQUISITOS DO TÍTULO EXECUTIVO (LIQUIDEZ, CERTEZA E EXIGIBILIDADE) NA HIPÓTESE. HOMENAGEM AOS 
PRINCÍPIOS DA EFETIVIDADE E ECONOMIA PROCESSUAL. RECURSO PROVIDO. 
 
RECURSO ESPECIAL Nº 1.748.849 - SP (2018/0147055-0) RELATOR : MINISTRO HERMAN BENJAMIN RECORRENTE : 
MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROCURADOR : RAQUEL SAJOVIC JORGE FERRAZ E OUTRO(S) - SP142009 RECORRIDO : 
WILSON VILLELA DE OLIVEIRA ADVOGADO : LAHYRE NOGUEIRA NASCIMENTO - SP101097 EMENTA PROCESSUAL 
CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA PELA FAZENDA PÚBLICA. COBRANÇA DE CRÉDITO FISCAL NÃO TRIBUTÁRIO. MULTA DE 
TRÂNSITO. POSSIBILIDADE. INTERESSE DE AGIR CARACTERIZADO. 
3. Nesse sentido, o enunciado 446 do Fórum Permanente de Processualistas Civis: "Cabe ação monitória mesmo 
quando o autor for portador de título executivo extrajudicial". Ainda, o enunciado 101 da I Jornada de Direito 
Processual Civil, do Conselho da Justiça Federal: "É admissível ação monitória, ainda que o autor detenha título 
executivo extrajudicial" 
 
 
 
 
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OBS.: Mesmo que tenha eficácia de título extrajudicial é possível entrar com ação monitoria. 
Título de dívida prescrita também pode ser objeto de ação monitoria, ex..: cheque. 
Outro requisito -réu ou devedor deve ser capaz, não cabendo ação monitoria em face de incapaz. 
 
Procedimento – varia conforme o comportamento do réu: 
1. Petição inicial - devedor capaz e prova literal. 
2. Atitudes do juiz além das comuns: 
a) determinar a emenda da inicial para transformar em ação de procedimento comum (art. 700, § 5°); 
“§ 5º Havendo dúvida quanto à idoneidade de prova documental 
apresentada pelo autor, o juiz intimá-lo-á para, querendo, emendar a 
petição inicial, adaptando-a ao procedimento comum.” 
b) determinar a citação com mandado de cumprimento da obrigação em 15 dias (art. 701, caput). 
“Art. 701. Sendo evidente o direito do autor, o juiz deferirá a expedição 
de mandado de pagamento, de entrega de coisa ou para execução de 
obrigação de fazer ou de não fazer, concedendo ao réu prazo de 15 
(quinze) dias para o cumprimento e o pagamento de honorários 
advocatícios de cinco por cento do valor atribuído à causa.” 
3. O réu citado poderá: 
a) Cumprir a obrigação voluntariamente – o processo é extinto, honorário advocatícios é reduzido de 10% para 5% 
e isento de custas. 
b) Se o réu silenciar, não cumprindo a obrigação e não apresentou defesa – forma-se o título judicial, 
automaticamente. 
c) Embargar (embargos a monitória) = o procedimento é convertido em comum. 
NJ dos embargos: x defesa incidental (contestação) 
Embargos: 
“Art. 702. Independentemente de prévia segurança do juízo, o réu 
poderá opor, nos próprios autos, no prazo previsto no art. 701 , 
embargos à ação monitória. 
§ 1º Os embargos podem se fundar em matéria passível de alegação 
como defesa no procedimento comum. 
§ 2º Quando o réu alegar que o autor pleiteia quantia superior à 
devida, cumprir-lhe-á declarar de imediato o valor que entende 
 
 
 
 
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correto, apresentando demonstrativo discriminado e atualizado da 
dívida. 
§ 3º Não apontado o valor correto ou não apresentado o 
demonstrativo, os embargos serão liminarmente rejeitados, se esse 
for o seu único fundamento, e, se houver outro fundamento, os 
embargos serão processados, mas o juiz deixará de examinar a 
alegação de excesso. 
§ 4º A oposição dos embargos suspende a eficácia da decisão referida 
no caput do art. 701 até o julgamento em primeiro grau. 
§ 5º O autor será intimado para responder aos embargos no prazo de 
15 (quinze) dias. 
§ 6º Na ação monitória admite-se a reconvenção, sendo vedado o 
oferecimento de reconvenção à reconvenção. 
§ 7º A critério do juiz, os embargos serão autuados em apartado, se 
parciais, constituindo-se de pleno direito o título executivo judicial em 
relação à parcela incontroversa. 
§ 8º Rejeitados os embargos, constituir-se-á de pleno direito o título 
executivo judicial, prosseguindo-se o processo em observância ao 
disposto no Título II do Livro I da Parte Especial , no que for cabível. 
§ 9º Cabe apelação contra a sentença que acolhe ou rejeita os 
embargos. 
§ 10. O juiz condenará o autor de ação monitória proposta 
indevidamente e de má-fé ao pagamento, em favor do réu, de multa 
de até dez por cento sobre o valor da causa. 
§ 11. O juiz condenará o réu que de má-fé opuser embargos à ação 
monitória ao pagamento de multa de até dez por cento sobre o valor 
atribuído à causa, em favor do autor.” 
- suspende a eficácia do mandado monitório; 
- autor será intimado para se manifestar em 15 dias; 
- transforma o procedimento em comum: cabe reconvenção, do réu contra o autor, e todos os meios de prova até 
sentença. 
Obs.: os embargos nesta ação é mera contestação, então pode reconvir. 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
O réu da ação monitoria ao embargar também pode reconvir, mas não se admite reconvenção da reconvenção. 
“§ 6º Na ação monitória admite-se a reconvenção, sendo vedado o 
oferecimento de reconvenção à reconvenção.” 
 
Se forem embargos parciais: diz a lei, 
- poderão ser autuados em apenso, porque não atrapalha o andamento da monitoria. 
- Forma-se título quanto a parte não impugnar; 
Obs.: se for alegado excesso, deve indicar o valor correto apresentando planilha de cálculo, sob pena de não serem 
analisados ou rejeitados. 
Rejeitados os embargos, forma-se título judicial, automaticamente, art. 702, §§ 8° e 9°: 
“§ 8º Rejeitados os embargos, constituir-se-á de pleno direito o título 
executivo judicial, prosseguindo-se o processo em observância ao 
disposto no Título II do Livro I da Parte Especial , no que for cabível. 
§ 9º Cabe apelação contra a sentença que acolhe ou rejeita os 
embargos.” 
 
Obs.: se o autor abusou do uso da ação monitoria, situação em que não era caso de ação monitória ele será 
condenado a multa por litigância de má-fé de até 10% do valor da causa. Do mesmo jeito, se rejeitado os embargos, 
ficando evidente que o réu embargoupor má-fé, ele arcará com multa de 10% em favor do autor. 
 
Regras da monitória: 
ü cabe monitória contra fazenda pública – sum 339 STJ e art. 700, § 6°; 
“§ 6º É admissível ação monitória em face da Fazenda Pública.” 
 
"Súmula 339 - É cabível ação monitória contra a Fazenda Pública. 
(Súmula 339, CORTE ESPECIAL, julgado em 16/05/2007, DJ 30/05/2007 
p. 293)(DIREITO PROCESSUAL CIVIL - AÇÃO MONITÓRIA)" 
ü mesmo que não haja sentença, haverá remessa necessária/contra a decisão de admissibilidade – art. 701, 
§4° 
“§ 4º Sendo a ré Fazenda Pública, não apresentados os embargos 
previstos no art. 702 , aplicar-se-á o disposto no art. 496 , observando-
se, a seguir, no que couber, o Título II do Livro I da Parte Especial." 
 
ü essa decisão inicial gera coisa julgada – art. 701, §3° permite ação rescisória. 
 
 
 
 
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“§ 3º É cabível ação rescisória da decisão prevista no caput quando 
ocorrer a hipótese do § 2º.” 
 
ü cabe todos os meios de citação art. 700, §7° e súmula 282 STJ – Edital. 
“§ 7º Na ação monitória, admite-se citação por qualquer dos meios 
permitidos para o procedimento comum. 
Súmula 282 - Cabe a citação por edital em ação monitória. (Súmula 
282, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 28/04/2004, DJ 13/05/2004 p. 
201)(DIREITO PROCESSUAL CIVIL - AÇÃO MONITÓRIA) 
 
STJ: 
Súmula 247 - O contrato de abertura de crédito em conta-corrente, 
acompanhado do demonstrativo de débito, constitui documento hábil 
para o ajuizamento da ação monitória. (Súmula 247, SEGUNDA SEÇÃO, 
julgado em 23/05/2001, DJ 05/06/2001 p. 132)(DIREITO PROCESSUAL 
CIVIL - AÇÃO MONITÓRIA) 
 
A reconvenção é cabível na ação monitoria, após conversão do 
procedimento em ordinário. (Súmula 292, corte especial, julgado em 
05/05/2004, DJ 13/05/2004, p.183). 
 
Súmula 292 - A reconvenção é cabível na ação monitória, após a 
conversão do procedimento em ordinário. (Súmula 292, CORTE 
ESPECIAL, julgado em 05/05/2004, DJ 13/05/2004 p. 183)(DIREITO 
PROCESSUAL CIVIL - AÇÃO MONITÓRIA). 
 
Súmula 299 - É admissível a ação monitória fundada em cheque 
prescrito. (Súmula 299, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 18/10/2004, DJ 
22/11/2004 p. 425)(DIREITO PROCESSUAL CIVIL - AÇÃO MONITÓRIA). 
 
Súmula 384 - Cabe ação monitória para haver saldo remanescente 
oriundo de venda extrajudicial de bem alienado fiduciariamente em 
garantia. (Súmula 384, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 27/05/2009, DJe 
08/06/2009).” 
 
O prazo para ajuizamento de ação monitória em face do emitente de cheque sem força executiva é quinquenal, 
conta do dia seguinte à data de emissão estampada na cártula. 
O cheque prescreve em 6 meses, mas o credito prescreve em 5 anos. 
“Súmula 503 - O prazo para ajuizamento de ação monitória em face do 
emitente de cheque sem força executiva é quinquenal, a contar do dia 
seguinte à data de emissão estampada na cártula. (Súmula 503, 
SEGUNDA SEÇÃO, julgada em 11/12/2013, DJe 10/02/2014)(DIREITO 
PROCESSUAL CIVIL - AÇÃO MONITÓRIA). 
 
Súmula 504 - O prazo para ajuizamento de ação monitória em face do 
emitente de nota promissória sem força executiva é quinquenal, a 
contar do dia seguinte ao vencimento do título. 
 
 
 
 
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(Súmula 504, SEGUNDA SEÇÃO, julgada em 11/12/2013, DJe 
10/02/2014)(DIREITO PROCESSUAL CIVIL - AÇÃO MONITÓRIA). 
 
Súmula 531 - Em ação monitória fundada em cheque prescrito 
ajuizada contra o emitente, é dispensável a menção ao negócio 
jurídico subjacente à emissão da cártula. (Súmula 531, SEGUNDA 
SEÇÃO, julgado em 13/05/2015, DJe 18/05/2015)(DIREITO 
PROCESSUAL CIVIL - AÇÃO MONITÓRIA).” 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL- PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
1. Possessórias 
1.1. Introdução 
1.2. Interditos possessórios (ações possessórias típicas) 
1.3. Classificação da posse 
1.4. Características comuns dos interditos 
 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL - PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
1. Possessórias (artigos 554 a 568 do CPC) 
 
1.1. Introdução 
 
O Código Civil adota a teoria objetiva da posse, que diz que para ser possuidor basta que o sujeito se comporte 
como dono, ou seja, que o sujeito tenha atitudes que exteriorizam poder sobre a coisa, ainda que não seja dono. 
 
A teoria objetiva da posse gera dois efeitos jurídicos importantes: 
 
a-) Autotutela: defesa direta da posse ou desforço físico imediato. 
 
Observação: se houver abuso será ilícita. 
 
b-) Interditos possessórios ou possessórias típicas. 
 
• Reintegração de Posse; 
• Manutenção de posse; 
• Interdito proibitório. 
 
Autonomia da tutela da posse, que é um direito diferente do direito de propriedade. 
 
Com a existência das possessórias atestamos a escolha do sistema jurídico de proteger a posse como um direito 
autônomo. Porque se não fosse a vontade da lei de reconhecer que a posse é um direito a ser protegido, não seriam 
necessárias as possessórias, bastaria defender o direito de propriedade. 
 
1.2. Interditos possessórios (ações possessórias típicas) 
 
São ações que tutelam diretamente o direito de posse, ou seja, o “ius possessionis”. A causa de pedir é o direito de 
posse e o pedido é a proteção possessória. 
 
São três os interditos e variam conforme o tipo de violação, a saber: 
 
a) Interdito proibitório: cabível diante da ameaça de turbação ou esbulho. É ação preventiva típica de caráter 
inibitório (é antes da violação e vida impedir o comportamento); 
b) Ação de manutenção de posse: Cabível no caso de turbação. A turbação é a violação possessória que atrapalha 
o exercício da posse, sem impedi-lo, isto é, sem perda da posse; 
 
 
 
 
 
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c) Ação de reintegração de posse: Cabível no caso de esbulho. O esbulho priva da posse (perda da posse). 
 
Observação: Existem outras ações que também servem para defesa da posse, isto é, indiretamente protegem a 
posse, mas não são possessórias. 
 
Exemplos: Ações petitórias que têm como causa de pedir o direito à posse e decorre do direito de propriedade – 
a doutrina chama de “ius possidendi”; ação reivindicatória, de imissão na posse (casos em que o proprietário nunca 
teve a posse do bem, como na compra de um apartamento através da construtora que, por sua vez, nunca entregou 
a chave ao comprador/proprietário); embargos de terceiro proprietário ou possuidor quando houver constrição ou 
ameaça de constrição judicial indevida (penhora, arresto, sequestro, etc.). 
 
1.3. Classificação da posse 
 
A rigor, só tem direito aos interditos quem tem posse justa. 
 
a) Posse justa: é aquela que não padece de nenhum dos vícios. 
 
b) Posse injusta: é aquela que tem um dos seguintes vícios: 
 
- Clandestina = Contrária de pública, feita às escondidas, oculta. 
 
- Violenta = Contrária de pacífica. 
 
- Precária = Já passou do prazo. 
 
Observação: Posse precária é aquela que foi cedida por um prazo que já expirou e o bem não foi devolvido. 
 
O conceito de posse justa ou injusta é relativo, pois deve ser analisado em relação a alguém, isto é, deve ser visto 
a partir do réu da ação possessória. 
 
Exemplo: A expulsa B do Imóvel mediante violência física. Em relação a B, a posse de A é injusta, mas, em relação 
a C ou qualquer outra pessoa, ela é justa. 
 
Conforme o Direito Civil prevê, os vícios da violência e da clandestinidade são vícios que se sanam depois de passado 
1 ano e dia da violência ou da clandestinidade, deixa de ser injusta a posse. 
 
1.4. Características comuns dos interditos 
 
a) Variam conforme a espécie de violação possessória. 
 
b) Fungibilidade: Ajuizada uma das possessórias típicas, o juiz pode conceder outra tutela possessória. 
 
Exemplo: autor pede a manutenção e a sentença da reintegração. 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL- PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
1.4. Características comuns dos interditos (continuação) 
1.5. Competência 
1.6. Legitimidade 
1.7. Procedimento nas ações de manutenção e reintegração de posse (procedimento especial) 
 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL - PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
1.4. Característicascomuns dos interditos (continuação) 
 
Justificativas para a fungibilidade: 
 
- Posse é situação de fato e sua violação pode ser dinâmica. 
- Por vezes, há situações limítrofes. 
 
A fungibilidade é exceção ao princípio da adstrição, correlação ou congruência. 
 
Ela é técnica de efetividade, pois permite ao juiz dar a tutela jurisdicional adequada no momento da decisão. 
 
c) Possibilidade de cumulação de outros pedidos, mantendo o procedimento especial: O autor pode, além do 
pedido possessório, pedir condenação em perdas e danos, indenização dos frutos e ainda medidas para evitar nova 
turbação ou esbulho (artigo 555 do CPC). 
 
d) Caráter dúplice: As possessórias típicas são dúplices pelo procedimento ou por força da lei, isto é, graças ao 
artigo 556 do CPC, que permite ao réu pedir, na contestação, proteção possessória e/ou indenização. 
 
Observação: Se o réu esquecer de pedir, terá que ajuizar ação autônoma depois, ou seja, não é automático. 
 
e) Proibição de exceção de domínio: Durante a possessória, as partes não podem propor ação visando o 
reconhecimento do domínio (entre si) – artigo 557 do CPC + súmula 487 do STF. 
 
f) Possibilidade de exigir caução: Antes de conceder a liminar, o juiz pode exigir caução (artigo 559 do CPC). Se o 
réu provar, em qualquer tempo, que o autor provisoriamente mantido ou reintegrado na posse carece de 
idoneidade financeira, ressalvada a impossibilidade da parte economicamente hipossuficiente. 
 
g) Possibilidade de liminar nas possessórias de força nova (quando a ameaça ou violação data menos de um ano 
e dia). 
 
São dois os requisitos para liminar na possessória (artigo 562 do CPC), a saber: 
 
- Prova da possa; 
- Prova da violação ou ameaça recente. 
 
Observação: Se a liminar for contra a Fazenda Pública, só será admitida após a oitiva do seu representante judicial 
(artigo 562, parágrafo único do CPC). 
 
Observação: Só cabe possessória contra a Fazenda Pública enquanto não houve obra, depois disso, em razão da 
“teoria do fato consumado ou consolidado”, só caberá ação de desapropriação indireta (pedido de indenização). 
 
 
 
 
 
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h) Citações e intimações necessárias nas invasões coletivas: os invasores não identificados serão citados por edital 
(artigo 565 do CPC). 
 
Haverá tentativas de mediação antes de apreciação da liminar. O Ministério Público será intimado como fiscal da 
ordem jurídica (sempre). 
 
A Defensoria pública intervirá se houver algum beneficiário da gratuidade (“custus vulnerabilis”). 
 
Serão intimados para audiência os órgãos responsáveis pela política urbana ou agrária. 
 
1.5. Competência absoluta 
 
Se a ação possessória for sobre bem imóvel, o foro do imóvel tem competência absoluta (artigo 47, parágrafo 2° 
do CPC). 
 
Se a ação possessória for sobre bem móvel, a competência é do foro de domicílio do réu (competência relativa - 
artigo 46 do CPC). 
 
1.6. Legitimidade 
 
a) Ativa: Do possuidor (mesmo que ele tenha perdido a posse em razão do esbulho). 
 
b) Passiva: É de quem ameaça ou viola a posse, inclusive a Fazenda Pública se a obra não foi concluída. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL- PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
1.8. Interdito Proibitório 
1.9. Ação de manutenção e de reintegração de posse 
 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL - PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
1.8. Interdito Proibitório (artigos 567 a 568 do CPC) 
 
“Art. 567, CPC. O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio 
de ser molestado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da 
turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que 
se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o 
preceito.” (grifo nosso) 
 
É ação preventiva (antes da violação) e inibitória (impede o comportamento ilícito). 
 
Impõe obrigação de não fazer e multa cominatória (em valor expressivo, fixo e incide uma única vez). 
 
A causa de pedir é a ameaça de violação da posse (ameaça fundada, séria e grave). Deve ter risco de violação 
iminente. 
 
Cabe liminar e que, tanto na sentença, como na liminar, há imposição de obrigação de não fazer e cominação de 
multa cominatória. 
 
A multa periódica, também chamada de astreinte, é medida coercitiva e pode ser elevada, reduzida e até 
perdoada depois de cumprida a obrigação: É fixada em valor razoável e vai aumentando dia a dia (período a 
período. 
 
Já a multa cominatória é diferente, pois esta é fixada em valor elevado e fixo, incidindo uma vez só e se a 
obrigação for descumprida. É uma sanção que visa inibir o descumprimento (essa sentença sempre depende da 
vontade do réu para a satisfação específica). 
 
1.9. Ação de manutenção e de reintegração de posse 
 
São ações repressivas, pois posteriores a violação do direito e reparatórias, visam desfazer a violação, impondo 
obrigação de fazer ou não fazer. 
 
Para a maioria, a sentença é executiva “lato sensu”, motivo pelo qual ainda que não haja conduta voluntária do réu 
é possível efetivar a obrigação específica (o oficial de justiça, com força policial, retira o invasor). 
 
O artigo 565 do CPC traz como peculiaridades no litígio coletivo: 
a) Todos os invasores serão réus e os que não forem identificados serão citados por edital; 
 
b) Se a violação datar mais de ano e dia (força velha), antes de apreciar eventual liminar, haverá mediação 
(Ministério Público, órgãos e Defensoria Pública). 
 
c) Concedida a liminar, se ela não for executada em um ano, terá que ocorrer audiência de mediação ou conciliação; 
(Ministério Público, órgãos e Defensoria Pública). 
 
 
 
 
 
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d) Serão intimados para a audiência o Ministério Público (sempre), os órgãos da política urbana ou agrária (sempre) 
e a Defensoria Pública só quando houver vulnerável (beneficiário da justiça gratuita). 
 
Procedimento: 
 
1. Petição inicial: narrar a posse, violação ou ameaça e sua data, informando se estou na posse ou não. 
 
2. Se for ação de força nova, cabe liminar, de plano com ou sem caução e, se necessário prova oral para a liminar, 
precedida de audiência de justificação; 
 
3. Da citação ou intimação da liminar, o réu terá 15 dias para responder (contestar e/ou reconvir). 
 
4. Réplica. 
 
5. Saneador. 
 
6. Instrução 
 
7. Sentença 
 
O juiz determinará: 
 
a) manutenção de posse → que o réu desocupe o imóvel e/ou cesse o comportamento que atrapalha a posse do 
autor. 
 
b) Reintegração → que o réu desocupe ou devolva o bem e o entregará ao autor, colocando-o na posse. 
 
O ente público detém legitimidade e interesse para intervir, inicialmente, na ação possessória entre particulares, 
podendo deduzir qualquer matéria defensiva, inclusive, se for o caso, o domínio. (Súmula 637, Corte Especial, 
julgado em 06/11/2019; DJe 11/11/2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL- PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
1.8. Interdito Proibitório 
1.9. Ação de manutenção e de reintegração de posse 
 
DIREITO PROCESSUAL CIVIL - PROCEDIMENTOS ESPECIAIS 
 
1.8. Interdito Proibitório (artigos 567 a 568 do CPC) 
 
“Art. 567, CPC. O possuidor direto ou indireto que tenha justo receio 
de ser molestado na posse poderá requerer ao juiz que o segure da 
turbação ou esbulho iminente, mediante mandado proibitório em que 
se comine ao réu determinada pena pecuniária caso transgrida o 
preceito.” (grifo nosso) 
 
É ação preventiva (antes da violação) e inibitória (impede o comportamento ilícito). 
 
Impõe obrigação de não fazer e multa cominatória (em valor expressivo, fixo e incide uma única vez). 
 
A causa de pedir é a ameaça de violação da posse (ameaça fundada, séria e grave). Deve ter risco de violação 
iminente. 
 
Cabe liminar e que, tanto na sentença, como na liminar, há imposição de obrigação de não fazer e cominação de 
multa cominatória. 
 
A multa periódica, também chamada de astreinte, é medida coercitiva e pode ser elevada, reduzida e até 
perdoada depois de cumprida a obrigação: É fixada em valor razoável e vai aumentando dia a dia(período a 
período. 
 
Já a multa cominatória é diferente, pois esta é fixada em valor elevado e fixo, incidindo uma vez só e se a 
obrigação for descumprida. É uma sanção que visa inibir o descumprimento (essa sentença sempre depende da 
vontade do réu para a satisfação específica). 
 
1.9. Ação de manutenção e de reintegração de posse 
 
São ações repressivas, pois posteriores a violação do direito e reparatórias, visam desfazer a violação, impondo 
obrigação de fazer ou não fazer. 
 
Para a maioria, a sentença é executiva “lato sensu”, motivo pelo qual ainda que não haja conduta voluntária do réu 
é possível efetivar a obrigação específica (o oficial de justiça, com força policial, retira o invasor). 
 
O artigo 565 do CPC traz como peculiaridades no litígio coletivo: 
a) Todos os invasores serão réus e os que não forem identificados serão citados por edital; 
 
b) Se a violação datar mais de ano e dia (força velha), antes de apreciar eventual liminar, haverá mediação 
(Ministério Público, órgãos e Defensoria Pública). 
 
c) Concedida a liminar, se ela não for executada em um ano, terá que ocorrer audiência de mediação ou conciliação; 
(Ministério Público, órgãos e Defensoria Pública). 
 
 
 
 
 
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d) Serão intimados para a audiência o Ministério Público (sempre), os órgãos da política urbana ou agrária (sempre) 
e a Defensoria Pública só quando houver vulnerável (beneficiário da justiça gratuita). 
 
Procedimento: 
 
1. Petição inicial: narrar a posse, violação ou ameaça e sua data, informando se estou na posse ou não. 
 
2. Se for ação de força nova, cabe liminar, de plano com ou sem caução e, se necessário prova oral para a liminar, 
precedida de audiência de justificação; 
 
3. Da citação ou intimação da liminar, o réu terá 15 dias para responder (contestar e/ou reconvir). 
 
4. Réplica. 
 
5. Saneador. 
 
6. Instrução 
 
7. Sentença 
 
O juiz determinará: 
 
a) manutenção de posse → que o réu desocupe o imóvel e/ou cesse o comportamento que atrapalha a posse do 
autor. 
 
b) Reintegração → que o réu desocupe ou devolva o bem e o entregará ao autor, colocando-o na posse. 
 
O ente público detém legitimidade e interesse para intervir, inicialmente, na ação possessória entre particulares, 
podendo deduzir qualquer matéria defensiva, inclusive, se for o caso, o domínio. (Súmula 637, Corte Especial, 
julgado em 06/11/2019; DJe 11/11/2019) 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
EMBARGOS DE TERCEIRO 
1. Embargos de terceiro 
2. 2. Requisitos 
3. Procedimento 
 
EMBARGOS DE TERCEIRO 
 
1. Embargos de terceiro 
 
É uma ação de conhecimento em processo autônomo, incidental de procedimento especial que visa evitar ou 
desfazer uma constrição judicial em processo do qual o embargante não é parte. 
 
Incidental = Pressupõe outro processo em que houve determinada a constrição judicial indevida. 
 
Evita = Pode ser preventivo. 
Desfazer = Pode ser repressivo. 
 
A doutrina diz que ele combate o “esbulho processual” (determinado pelo juiz num processo). 
 
2. Requisitos 
 
a) Ato de apreensão judicial: Constrição judicial indevida – penhora, arresto, sequestro... 
 
Pode ocorrer na execução ou no processo de conhecimento com liminar. 
 
b) Qualidade de senhor: Proprietário ou possuidor (674, parágrafo 1° do CPC). 
 
c) Qualidade de terceiro ou equiparado: Terceiro não é parto no processo em que é ordenada a constrição. 
 
O artigo 674, parágrafo segundo do CPC fala que terceiro por equiparação: 
 
• Cônjuge ou companheiro quando defende a posse de bens próprios ou de sua meação, salvo no caso do 
artigo 843 do CPC; 
• Adquirente de bens em frente à execução; 
• Credor com garantia real para impedir a expropriação caso não tenho sito intimado. 
 
Observação: Na primeira hipótese, intimado da penhora de bem imóvel, o cônjuge do devedor pode adotar duas 
posturas em conjunto ou isoladamente: 
 
Ø Entrar com embargos à execução ou impugnação ao cumprimento de sentença; 
Ø Oferecer embargos de terceiro quando for bens exclusivamente dele ou para preservar sua meação. 
 
Observação: A fraude à execução não torna nulo o negócio jurídico, mas ineficaz. 
d) Prazo / Tempestividade. 
 
Se o processo principal for de execução, é até cinco dias após a expropriação e antes da assinatura da carta de 
arrematação/ adjudicação. 
 
 
 
 
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Se o processo principal for de conhecimento, o prazo é até antes do trânsito em julgado da sentença (artigo 675 
do CPC). 
 
Caso o processo seja sincrético, até cinco dias após a expropriação. 
 
Observação: A natureza jurídica do prazo é controversa. O professor Araken de Assis fala que ele é decadencial. Já 
para a maioria (Humberto Teodoro e Marinoni), ele é preclusivo. 
 
Observação: Se o prazo fosse decadencial, não caberia mais discussão sobre a constrição judicial indevida. Se ele 
for preclusivo, atinge apenas os embargos de terceiro, mas não o direito material (podendo discutir a constrição 
indevida por outros meios). 
 
3. Procedimento 
 
a) Petição inicial: A legitimidade ativa é do terceiro (proprietário ou possuidor). A legitimidade passiva é do 
beneficiário da constrição (autor ou exequente da ação principal). 
 
Observação: O litisconsórcio com o réu ou devedor só quando ele indicou o bem. 
 
Deve haver prova do direito sobre a coisa e da condição de terceiro. Também rol de testemunhas. 
 
É possível na inicial requerer liminar com ou sem justificação prévia. 
 
b) Distribuição por dependência: Ao juízo do processo principal (onde determina a constrição) e será autuado em 
apartado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
EMBARGOS DE TERCEIRO 
3. Procedimento (continuação) 
 
EMBARGOS DE TERCEIRO 
 
3. Procedimento (continuação) 
 
Observação: por isso a inicial deve ser instruída com cópias da ação. 
 
c) Atitudes do juiz: 
 
- Conceder a liminar de plano, cessando a constrição; 
 
- Designar audiência de justificação prévia para o autor provas os requisitos da liminar; 
 
- Determinar a citação. 
 
Observação: Se o juiz entender necessário, poderá exigir que o autor preste caução. 
 
Observação: A audiência de justificação prévia, em regra, será acompanhada pelo réu, salvo se o conhecimento da 
medida liminar pretendida permitir frustrá-la. 
 
 O réu não produz provas, apenas exerce seu direito de contraditório face às provas do autor. 
 
d) O embargado será citado para contestar em quinze dias: Artigo 679 do CPC. 
 
Em regra, a citação será por meio do advogado do embargado (artigo 677, parágrafo 3° do CPC). 
 
Observação: Só será pessoal se não tiver advogado constituído. 
 
O prazo de quinze dias para contestar poderá dobrar se for o MP, Fazenda Pública ou no caso do artigo 229 do CPC. 
 
e) Após a contestação, segue o procedimento comum: 
 
Haverá réplica, saneador, instrução e sentença. 
 
Pode ter liminar, caução e audiência de justificação. 
 
Se faltar o rol de testemunhas, ocorrerá a especificação de provas. Nada impede a reconvenção. 
 
Atenção! A inicial deve ser instruída com cópias da ação principal. 
A competência para os embargos de terceiro é funcional do juízo da ação principal. 
 
O artigo 676, parágrafo único do CPC diz que na execução por carta precatória os embargos serão oferecidos no 
juízo deprecado, salvo se o bem foi indicado pelo juízo deprecante ou se a carta já tiver sido devolvida. 
 
É comum o adquirente entrar com embargos de terceiro e o exequente contestar alegando fraude contra credores 
(súmula 195 do STJ). 
 
 
 
 
 
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Súmula 195 do STJ: Em embargos de terceiro não se anula ato jurídico, por fraude contra credores. 
 
É necessária ação pauliana. 
 
Nos embargos de terceiro pode ser reconhecida fraude à execução, mas não a fraude contra credores. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
OPOSIÇÃO 
1. Introdução 
2. Conceito 
3. Espécies 
4. Competência 
5. Procedimento 
 
OPOSIÇÃO (artigos 682 a 686 do CPC) 
 
1. Introdução 
 
No CPC DE 1.973 ele era intervenção de terceiro.No NCPC é ação de conhecimento em processo autônomo, incidental, com procedimento especial. 
 
Incidental = Pressupõe processo anterior entre os opostos. 
 
2. Conceito 
 
Ação autônoma e incidental, em processo próprio, na qual alguém reivindica para si um direito, que é objeto de 
outra ação. 
 
Incidental = Pressupõe uma ação em andamento. 
 
3. Espécies 
 
→ Quanto ao objeto: 
 
Oposição total = Reivindica todo o objeto da ação anterior. 
 
Oposição parcial = Reivindica parte do objeto da ação anterior. 
 
4. Competência 
 
É funcional do juízo da ação principal ou anterior (conexão por objeto). Será distribuída por dependência ao juízo 
da ação. 
 
5. Procedimento 
 
a) Petição inicial: Distribuída por dependência (e autuada em apenso). 
 
Observação: Ajuizada antes da audiência de instrução, serão instruídas em conjunto com a ação principal (apenso). 
 
Ajuizada depois do início da audiência de instrução, o processo principal será suspenso após o fim da instrução para 
julgamento conjunto, salvo se o juiz entender que a instrução conjunta atende melhor a duração razoável do 
processo. 
 
 
 
 
 
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b) Citação: Os opostos serão citados, por meio dos advogados, para contestar em quinze dias, salvo se uma das 
partes estiver sem advogado (a citação será pessoal). 
 
Admite-se a reconvenção e o prazo para os opostos não dobra. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
OPOSIÇÃO 
5. Procedimento (continuação) 
6. Pontos comuns entre a oposição e os embargos de terceiro 
7. Diferenças entre embargos de terceiro e a oposição 
 
OPOSIÇÃO 
 
5. Procedimento (continuação) 
 
c) Reconhecimento do pedido: Se um dos pedidos opostos reconhecer o pedido, a “oposição segue só contra o 
outro”. 
 
Observação: A sentença será única no final do processo, mas aquele que reconheceu o pedido fica inerte (aguarda 
a sentença). 
 
O comportamento da parte na oposição não lhe prejudica na ação. 
 
d) Sentença: Após as respostas, a oposição segue o procedimento da ação principal, ambas serão julgadas na 
mesma sentença (primeiro a oposição e depois a ação, em razão da prejudicialidade). 
 
O limite temporal da oposição: até (antes) da sentença de primeiro grau na ação principal. 
 
Observação: Cabe tutela provisória. 
 
Contra o indeferimento da inicial da oposição cabe apelação (extingue o processo da oposição). 
 
6. Pontos comuns entre a oposição e os embargos de terceiro 
 
a) São ações de conhecimento; 
 
b) Criam um processo autônomo de procedimento especial; 
 
c) São incidentais pressupõem ação anterior; 
 
d) Estrão sujeitas a prazo preclusivo. 
 
7. Diferenças entre embargos de terceiro e a oposição 
 
EMBARGOS DE TERCEIRO OPOSIÇÃO 
Pressupõem constrição judicial indevida, que pode ser 
no processo de execução ou de conhecimento com 
liminar. 
Pressupõe sempre processo de conhecimento anterior 
(entre os opostos). 
Visam evitar ou desfazer a constrição judicial indevida. Visa o reconhecimento/declaração de que o direito ou 
a coisa é do oponente. 
O direito sobre a coisa é a causa de pedir. O direito sobre a coisa é o pedido. 
 
 
 
 
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Em regra, não há nos embargos litisconsórcio no polo 
passivo, salvo se o réu ou executado indicou o bem. 
Na oposição, sempre há litisconsórcio ente o autor e 
réu da ação anterior (opostos). 
Acolhidos, prejudica só a contrição judicial e não a 
ação. Acolhida, prejudica a ação que será improcedente. 
Tramitam em apartado. Tramita em apenso. 
O prazo para os embargos, se for na execução, até 
cinco dias após expropriação, antes de assinada a carta 
e, se for processo de conhecimento, até o trânsito em 
julgado. 
Até antes da sentença de primeiro grau. 
 
Observação: Quando o executado ou devedor indica o bem para ser penhorado ou objeto de constrição, é 
necessário o litisconsórcio no polo passivo dos embargos. Se os embargos forem improcedentes, quem arca com a 
sucumbência o réu ou executado que no processo principal indicou o bem de terceiro erroneamente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
INVERTÁRIO E PARTILHA 
1. Conceito 
2. Espécies de inventário 
 
INVERTÁRIO E PARTILHA (artigos 610 a 673 do CPC) 
 
1. Conceito 
 
O inventário visa identificar, listar a herança e os herdeiros (levantamento dos bens). 
 
A partilha é a divisão da herança entre os sucessores. 
 
Pelo Direito Civil, no exato momento da morte dos autos da herança os bens passam aos herdeiros. 
 
O inventário visa levantar a situação patrimonial, identificando os bens e quais são os herdeiros. 
 
A partilha especifica o quinhão de cada herdeiro. 
 
2. Espécies de inventário 
 
a) Extrajudicial (feito por escritura pública): artigo 610, parágrafos 1° e 2° do CPC. 
 
“Art. 610, CPC. Havendo testamento ou interessado incapaz, 
proceder-se-á ao inventário judicial. 
§ 1º Se todos forem capazes e concordes, o inventário e a partilha 
poderão ser feitos por escritura pública, a qual constituirá documento 
hábil para qualquer ato de registro, bem como para levantamento de 
importância depositada em instituições financeiras. 
§ 2 o O tabelião somente lavrará a escritura pública se todas as partes 
interessadas estiverem assistidas por advogado ou por defensor 
público, cuja qualificação e assinatura constarão do ato notarial.” 
 
Possui como requisitos: 
 
• Partes capazes; 
• Acordo (quando à partilha); 
• Representação por advogado. 
 
Pelo CPC, haveria mais um requisito negativo, qual seja, a inexistência de testamento. 
 
Observação: A corregedoria do TJ/SP tem um provimento autorizando o inventário extrajudicial mesmo com 
testamento, se houver acordo. 
b) Judicial solene/completo: Exige todas as etapas procedimentais. 
 
c) Judicial – Arrolamento de pequenas heranças: Pode ser usado quando os bens do espólio forem igual ou inferior 
a mil salários mínimos (artigo 664 do CPC). 
 
 
 
 
 
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Na própria petição de abertura, indica-se o inventariante que, independente de assinatura de termo de 
inventariante, apresenta as declarações de bens indicando os valores dos bens e uma proposta de partilha. 
 
Só haverá avaliação em juízo se ocorrer impugnação. 
 
Depois de pagos os impostos, o juiz julga a partilha. 
 
Observação: O critério único da lei é o valor da herança, sendo irrelevante o fato de ter incapaz, inclusive o artigo 
665 do CPC prevê que aplica-se esse procedimento mesmo existindo incapazes, desde que todas as partes 
concordem e o MP também (concordes em relação ao valor dos bens). 
 
d) Judicial - Arrolamento sumário/amigável: Estabelecido nos artigos 659 do CPC. 
 
Desde que as partes sejam capazes e haja consenso quanto à partilha. 
 
Nesse caso, o valor da herança é irrelevante. É procedimento de jurisdição voluntária, pois não há conflito. 
 
Em tese, pode ser resumido em uma única petição, onde se descreve os bens, os herdeiros e a partilha amigável. 
 
Se todos os herdeiros estiverem representados por advogados, não precisa intimar ninguém. Basta o juiz conferir 
e homologar. 
 
Observação: Neste inventário, não se discute o valor dado aos bens e nem questões tributárias, pois o recolhimento 
do tributo é feito administrativamente, o que será conferido pelo cartório de imóveis ou pelo DETRAN. 
e) Judicial - Alvará: Substitui o inventário quando só há valores depositados em instituição financeira, FGTS, verbas 
rescisórias e etc. (lei n° 6.858/ 1.980). 
 
Nestes casos, basta uma petição pedindo um alvará (autorização) para o levantamento dos valores. 
 
Observação: Mesmo quando o dinheiro está no FGTS ou depositado na Caixa Econômica Federal, o pedido de alvará 
é sempre na justiça estadual. 
 
Observação: Se todos os herdeiros forem capazes, basta mencionar que estão de acordo com a divisão do valor, 
desde que todos tenham procuração nos autos. 
 
Quando há herdeiro incapaz, é comum que, a pedido do MP, o juiz determine que o quinhão do incapaz fique 
depositado em conta no nome do incapaz. 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIOINVERTÁRIO E PARTILHA 
2. Espécies de inventário 
3. Inventário judicial 
 
INVERTÁRIO E PARTILHA (artigos 610 a 673 do CPC) 
 
2. Espécies de inventário 
 
Excepcionalmente, quando o valor é baixo e mal dá para o custeio das despesas do funeral, libera-se a parte do 
menor. 
 
3. Inventário judicial 
 
a) Peculiaridades: 
 
Ø Hipótese de jurisdição nacional exclusiva (artigo 23, inciso II do CPC). 
 
Ø Competência (artigo 48 do CPC) = Regra especial de competência relativa e que pode ser concorrente. 
 
“Art. 48, CPC. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o 
competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o 
cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou 
anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o 
espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro.” 
 
Os bens que estão no Brasil, obrigatoriamente serão inventariados no Brasil, independente da nacionalidade ou 
último domicílio do autor da herança. 
 
É competente o foro do último domicílio do falecido ou no foro dos bens imóveis; se os imóveis estiverem em 
comarcas diferentes, em qualquer delas; se não há imóvel, é no foro dos outros bens. 
 
Se não tinha domicílio no Brasil e não houver bens, o inventário negativo será qualquer comarca no Brasil, fixando 
a competência por prevenção. 
 
Observação: O inventário negativo é criação da doutrina e aceito pela jurisprudência para documentar que o 
falecido não deixou bens ou que os bens foram insuficientes para quitar as dívidas. 
 
Ø É um procedimento especial documental, pois só admite prova documental. 
 
Observação: A doutrina clássica chama de “questões de alta indagação” a controvérsia que exige outras provas 
além da documental, as quais não poderão ser decididas no inventário e serão remetidas para as vias ordinárias. 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
INVERTÁRIO E PARTILHA 
3. Inventário judicial 
 
INVERTÁRIO E PARTILHA (artigos 610 a 673 do CPC) 
 
3. Inventário judicial 
 
Ø Prazos = abertura, é de dois meses depois da morte / conclusão, é de até doze meses após a abertura 
(prorrogável). 
 
Não há sanção processual caso os prazos não sejam observados. Poderá haver, conforme a lei estadual, sanções 
tributárias, ou seja, multa sobre o imposto causa mortis. 
 
Ø Valor da causa = é igual ao monte-mor, ou seja, igual a herança mais a meação do viúvo. 
 
A meação entra no inventário só para ser discriminada, mas só a herança será partilhada. 
 
Ø Representação do espólio pelo inventariante (artigo 75, inciso VII e parágrafo primeiro do CPC). 
 
“Art. 75, CPC. Serão representados em juízo, ativa e passivamente: 
(...) 
VII - o espólio, pelo inventariante;(...).” 
§ 1º Quando o inventariante for dativo, os sucessores do falecido serão 
intimados no processo no qual o espólio seja parte.(...)” 
 
Antes da nomeação do inventariante o espólio é administrado pelo administrador provisório (quem de fato está 
na posse da herança). 
 
b) Legitimidade ativa: Para requerer a abertura do inventário (artigo 615 do CPC – quem estiver na posse da 
herança). 
 
Observação: O requerimento será instruído com a certidão de óbito dos autos da herança. 
 
O artigo 616 do CPC fixa a legitimidade ativa concorrente de vários sujeitos: 
 
I. o cônjuge ou companheiro supérstite; 
II. o herdeiro; 
III. o legatário; 
IV. o testamenteiro; 
V. o cessionário do herdeiro ou do legatário; 
VI. o credor do herdeiro, do legatário ou do autor da herança; 
VII. o Ministério Público, havendo herdeiro incapaz; 
VIII. a Fazenda Pública, quando tiver interesse; 
IX. o administrador judicial da falência do herdeiro, do legatário, do autor da herança ou do cônjuge ou 
companheiro supérstite. 
 
O Ministério Público se houver incapaz. 
 
O testamenteiro se houver testamento. 
 
 
 
 
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A Fazenda Pública se tiver interesse. 
 
Atenção: O juiz não pode iniciar de ofício. 
 
c) Fases do procedimento: 
 
Ø Abertura, nomeação do inventariante e primeiras declarações; 
 
Ø Citações e impugnações (nessa etapa, são citados e intimados todos os interessados para, se quiserem, 
impugnar as primeiras declarações). 
 
Ø Apuração da herança, cálculo do imposto e pagamento (dos credores); 
 
Ø Pagamento do imposto e partilha. 
 
d) Procedimento: 
 
Ø Petição inicial de abertura (em princípio, basta a certidão de óbito, mas, quanto melhor instruída, mais 
célere o procedimento). 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
INVERTÁRIO E PARTILHA 
3. Inventário judicial 
 
INVERTÁRIO E PARTILHA (artigos 610 a 673 do CPC) 
 
3. Inventário judicial 
 
Ø Nomeação do inventariante, o qual prestará compromisso em cinco dias: 
 
Há três espécies de inventariante: 
 
• Os legítimos (têm vínculo com o falecido – artigo 617, incisos I a VI do CPC). 
 
• O judicial (artigo 617, inciso VII do CPC – servidor do Judiciário). 
 
• Dativo (artigo 617, inciso VI, do CPC – é o particular de confiança do juiz). 
 
O artigo 618 do CPC – deveres do inventariante que, descumpridos, enseja a remoção do inventariante (artigo 622 
a 625 do CPC – é uma sanção, diferente de destituição a pedido ou por conveniência). 
 
“Artigo 622, CPC. O inventariante será removido de ofício ou a requerimento: 
 
I - se não prestar, no prazo legal, as primeiras ou as últimas 
declarações;(...)” 
 
Ø Primeiras declarações; 
 
Ø Citações e impugnações (artigos 626/629 – 627, todos do CPC) – Prazo comum de 15 dias; 
 
Ø Avaliação e cálculo do imposto (artigos 630/638, todos do CPC); 
 
Ø Partilha - artigos 647/658, CPC; Emenda - art. 656, CPC (erro); anulação -- art. 657, CPC (vício em partilha 
amigável); rescisória - art. 658, CPC (vício na partilha decidida pelo juiz), CPC; Sobrepartilha - art. 671, CPC 
(descoberto bem que não constou da partilha). 
 
Observação: poderá ter a fase de colação (artigos 639/641, CPC) e de pagamento das dívidas (artigos 642/646, 
CPC). 
 
Ø Só se pode arguir sonegação ao inventariante depois de encerrada a descrição dos bens, com a declaração, 
por ele feita, de não existirem outros por inventariar (artigo 621, CPC). 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
AÇÕES DA LEI DO INQUILINATO 
 
AÇÕES DA LEI DO INQUILINATO 
 
A Lei do inquilinato (Lei n. 8.245/91) se trata de uma lei moderna, embora tenha aproximadamente 30 anos. Ações 
Locatícias – artigos 46/57 e 58/75). São ações disciplinadas na Lei n. 8.745/1.991 que regra a locação de imóveis 
urbanos, com exceções previstas no parágrafo único do artigo 1º. Alcance da Lei: 
 
Parágrafo único. Continuam regulados pelo Código Civil e pelas leis especiais: 
a) as locações: 
1. de imóveis de propriedade da União, dos Estados e dos Municípios, de suas autarquias e fundações públicas; 
2. de vagas autônomas de garagem ou de espaços para estacionamento de veículos; 
3. de espaços destinados à publicidade; 
4. em apart- hotéis, hotéis - residência ou equiparados, assim considerados aqueles que prestam serviços 
regulares a seus usuários e como tais sejam autorizados a funcionar; 
b) o arrendamento mercantil, em qualquer de suas modalidades. 
 
Os artigos 46 a 57 trazem os requisitos materiais para as ações (direito material). 
 
Os aspectos processuais estão previstos nos artigos 58 ao 75. 
 
Espécies de ações: 
 
a) Despejo: fixada nos artigos 59 - 66 da lei em comento; 
 
b) Consignação de aluguel e outros encargos: artigo 67; 
 
c) Revisional: artigos 68 - 70; 
 
d) Renovatória: artigos 71 usque 75. 
 
*Características processuais comuns: 
 
- Competência: Será a do foro do imóvel; A lei permite foro de eleição, mas na falta dele será o foro do imóvel; 
Trata-se de ações pessoais, cuida-se de competência relativa. 
 
- As ações não são suspensas nas férias forenses. 
 
- Valor da causa: Em regra, 12 (doze) alugueres. Exceção: despejo por extinção do contrato de trabalho. Nesse 
caso, o valor da causa será de 03 (três) salários mínimos (exemplo: caseiro). 
 
- Há possibilidade de comunicação pelo correio. A lei permitia,inclusive, o meio de uso eletrônico pensando no 
fac-símile e na web. 
 
 
 
 
 
 
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- Os recursos não têm efeito suspensivo, apenas devolutivo. Admite-se a execução provisória. Não há 
impedimentos para que o Relator dê efeito suspensivo se entender presentes os respectivos requisitos. 
 
- Os honorários de sucumbência são prefixados em lei, no caso em voga, 20% (artigo 61). 
 
*AÇÃO DE DEPEJO (artigos 59-66). 
 
“Art. 59. Com as modificações constantes deste capítulo, as ações de 
despejo terão o rito ordinário. 
§ 1º Conceder - se - á liminar para desocupação em quinze dias, 
independentemente da audiência da parte contrária e desde que 
prestada a caução no valor equivalente a três meses de aluguel, nas 
ações que tiverem por fundamento exclusivo: 
I - o descumprimento do mútuo acordo (art. 9º, inciso I), celebrado por 
escrito e assinado pelas partes e por duas testemunhas, no qual tenha 
sido ajustado o prazo mínimo de seis meses para desocupação, 
contado da assinatura do instrumento; 
II - o disposto no inciso II do art. 47, havendo prova escrita da rescisão 
do contrato de trabalho ou sendo ela demonstrada em audiência 
prévia; 
III - o término do prazo da locação para temporada, tendo sido 
proposta a ação de despejo em até trinta dias após o vencimento do 
contrato; 
IV - a morte do locatário sem deixar sucessor legítimo na locação, de 
acordo com o referido no inciso I do art. 11, permanecendo no imóvel 
pessoas não autorizadas por lei; 
V - a permanência do sublocatário no imóvel, extinta a locação, 
celebrada com o locatário. 
VI – o disposto no inciso IV do art. 9o, havendo a necessidade de se 
produzir reparações urgentes no imóvel, determinadas pelo poder 
público, que não possam ser normalmente executadas com a 
permanência do locatário, ou, podendo, ele se recuse a consenti-
las; (Incluído pela Lei nº 12.112, de 2009) 
VII – o término do prazo notificatório previsto no parágrafo único do 
art. 40, sem apresentação de nova garantia apta a manter a segurança 
inaugural do contrato; (Incluído pela Lei nº 12.112, de 2009) 
VIII – o término do prazo da locação não residencial, tendo sido 
proposta a ação em até 30 (trinta) dias do termo ou do cumprimento 
de notificação comunicando o intento de retomada; (Incluído pela Lei 
nº 12.112, de 2009) 
IX – a falta de pagamento de aluguel e acessórios da locação no 
vencimento, estando o contrato desprovido de qualquer das garantias 
previstas no art. 37, por não ter sido contratada ou em caso de 
extinção ou pedido de exoneração dela, independentemente de 
motivo. (Incluído pela Lei nº 12.112, de 2009) 
§ 2º Qualquer que seja o fundamento da ação dar - se - á ciência do 
pedido aos sublocatários, que poderão intervir no processo como 
assistentes. 
§ 3o No caso do inciso IX do § 1o deste artigo, poderá o locatário evitar 
a rescisão da locação e elidir a liminar de desocupação se, dentro dos 
15 (quinze) dias concedidos para a desocupação 
 
 
 
 
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do imóvel e independentemente de cálculo, efetuar depósito judicial 
que contemple a totalidade dos valores devidos, na forma prevista no 
inciso II do art. 62. (Incluído pela Lei nº 12.112, de 2009)” 
 
Rito ordinário, que, por conseguinte, com a derrogação do CPC/1973, atualmente, seguirá o Procedimento 
Comum. Objeto: Não resta como sendo tão somente a desocupação do imóvel, mas igualmente, a rescisão 
contratual. 
 
O artigo 9º fixa as causa ou motivos de extinção da locação – são os motivos ou fundamentos da ação de despejo. 
 
“Art. 9º A locação também poderá ser desfeita: 
I - por mútuo acordo; 
II - em decorrência da prática de infração legal ou contratual; 
III - em decorrência da falta de pagamento do aluguel e demais 
encargos; 
IV - para a realização de reparações urgentes determinadas pelo Poder 
Público, que não possam ser normalmente executadas com a 
permanência do locatário no imóvel ou, podendo, ele se recuse a 
consenti-las.” (grifo nosso) 
 
O artigo 46 permite o despejo imotivado (ou “denúncia vazia”). Admite-se o despejo sem motivo se o contrato for 
por escrito e por prazo igual ou superior a 30 (trinta) meses. 
 
“Art. 46. Nas locações ajustadas por escrito e por prazo igual ou 
superior a trinta meses, a resolução do contrato ocorrerá findo o 
prazo estipulado, independentemente de notificação ou aviso. 
§ 1º Findo o prazo ajustado, se o locatário continuar na posse do 
imóvel alugado por mais de trinta dias sem oposição do locador, 
presumir - se - á prorrogada a locação por prazo indeterminado, 
mantidas as demais cláusulas e condições do contrato. 
§ 2º Ocorrendo a prorrogação, o locador poderá denunciar o contrato 
a qualquer tempo, concedido o prazo de trinta dias para 
desocupação.” (grifo nosso) 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
AÇÕES DA LEI DO INQUILINATO – LEI N. 8.245, DE 18/10/1.991 
 
AÇÕES DA LEI DO INQUILINATO – LEI N. 8.245, DE 18/10/1.991 
 
Espécies de ações: 
 
a) Despejo: fixada nos artigos 59 - 66 da lei em comento; 
 
b) Consignação de aluguel e outros encargos: artigo 67; 
 
c) Revisional: artigos 68 - 70; 
 
d) Renovatória: artigos 71 usque 75. 
 
AÇÃO DE DEPEJO (artigos 59-66): 
 
(...) 
 
Vencido o prazo, o contrato prorroga-se por prazo indeterminado e, havendo interesse na rescisão, basta notificar 
o locatário para que desocupe o imóvel em 30 (trinta) dias, não havendo a desocupação voluntária caberá o 
despejo. Na prática, como praxe, faz-se uma notificação extrajudicial (via cartório, correio com AR, ...). 
 
Como consignado, a ação seguirá o procedimento comum. Resta ainda possível, obtenção liminar para 
desocupação em 15 (quinze) dias, desde que prestada caução de 03 (três) alugueres. 
 
O artigo 59, parágrafo 2º, prevê a chamada “Assistência Provocada”, onde o juiz dará ciência aos eventuais 
sublocatários para, se quiserem, ingressarem como assistentes. *Evita que o sublocatário alegue desconhecimento. 
 
“§ 2º Qualquer que seja o fundamento da ação dar - se - á ciência do 
pedido aos sublocatários, que poderão intervir no processo como 
assistentes.” (grifo nosso) 
 
Há possibilidade de cumulação de pedidos de despejo e cobrança. Se o fundamento for “falta de pagamento”, uma 
das respostas do requerido será a purga da mora (pagamento do valor em atraso e seus respectivos encargos). 
 
A purga da mora do artigo 62, inciso II, resta como sendo uma resposta incompatível com a contestação e exige o 
pagamento do total devido, as custas processuais e honorário na ordem de 10%. Além disso, o referido benefício 
legal não poderá ter sido utilizado nos 24 (vinte e quatro) meses anteriores a propositura da ação. 
 
“Art. 62. Nas ações de despejo fundadas na falta de pagamento de 
aluguel e acessórios da locação, de aluguel provisório, de diferenças 
de aluguéis, ou somente de quaisquer dos acessórios da locação, 
observar-se-á o seguinte: (Redação dada pela Lei nº 12.112, de 2009) 
II – o locatário e o fiador poderão evitar a rescisão da locação 
efetuando, no prazo de 15 (quinze) dias, contado da citação, o 
pagamento do débito atualizado, independentemente de cálculo e 
mediante depósito judicial, incluídos: (Redação dada pela Lei nº 
12.112, de 2009) 
 
 
 
 
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a) os aluguéis e acessórios da locação que vencerem até a sua 
efetivação; 
b) as multas ou penalidades contratuais, quando exigíveis; 
c) os juros de mora; 
d) as custas e os honorários do advogado do locador, fixados em dez 
por cento sobre o montante devido, se do contrato não constar 
disposição diversa;”(grifo nosso) 
 
Viabilidade de reconhecimento jurídico do pedido “incentivado – Nesse caso, o requerido terá 06 (seis) meses para 
desocupar sem encargos, mas a sentença importará honorários de 20%, que serão devidos se o prazo não for 
respeitado. Isso apenas aplica-se à “denúncia vazia” ou despejo para uso próprio ou para demolição ou realização 
de obras. 
 
Ação. Procedimento comum: Petição inicial; Citação; audiência do artigo 334, do CPC.“Art. 334. Se a petição inicial preencher os requisitos essenciais e não 
for o caso de improcedência liminar do pedido, o juiz designará 
audiência de conciliação ou de mediação com antecedência mínima de 
30 (trinta) dias, devendo ser citado o réu com pelo menos 20 (vinte) 
dias de antecedência. 
§ 1º O conciliador ou mediador, onde houver, atuará necessariamente 
na audiência de conciliação ou de mediação, observando o disposto 
neste Código, bem como as disposições da lei de organização 
judiciária. 
§ 2º Poderá haver mais de uma sessão destinada à conciliação e à 
mediação, não podendo exceder a 2 (dois) meses da data de realização 
da primeira sessão, desde que necessárias à composição das partes. 
§ 3º A intimação do autor para a audiência será feita na pessoa de seu 
advogado. 
§ 4º A audiência não será realizada: 
I - se ambas as partes manifestarem, expressamente, desinteresse na 
composição consensual; 
II - quando não se admitir a autocomposição. 
§ 5º O autor deverá indicar, na petição inicial, seu desinteresse na 
autocomposição, e o réu deverá fazê-lo, por petição, apresentada com 
10 (dez) dias de antecedência, contados da data da audiência. 
§ 6º Havendo litisconsórcio, o desinteresse na realização da audiência 
deve ser manifestado por todos os litisconsortes. 
§ 7º A audiência de conciliação ou de mediação pode realizar-se por 
meio eletrônico, nos termos da lei. 
§ 8º O não comparecimento injustificado do autor ou do réu à 
audiência de conciliação é considerado ato atentatório à dignidade da 
justiça e será sancionado com multa de até dois por cento da 
vantagem econômica pretendida ou do valor da causa, revertida em 
favor da União ou do Estado. 
§ 9º As partes devem estar acompanhadas por seus advogados ou 
defensores públicos. 
§ 10. A parte poderá constituir representante, por meio de procuração 
específica, com poderes para negociar e transigir. 
§ 11. A autocomposição obtida será reduzida a termo e homologada 
por sentença. 
 
 
 
 
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§ 12. A pauta das audiências de conciliação ou de mediação será 
organizada de modo a respeitar o intervalo mínimo de 20 (vinte) 
minutos entre o início de uma e o início da seguinte.” 
 
Resposta do Réu. Contestação/Reconvenção/purga da mora/reconhecimento incentivado – tudo no prazo 
assinalado de resposta. 
 
*A purga da mora impede a contestação e os honorários são reduzidos em 10 (dez) por cento. 
 
*Requerida a purga da mora com o depósito, o autor será ouvido, podendo alegar a insuficiência do depósito, caso 
seja insuficiente, o réu será intimado para complementar em 10 (dez) dias, sob pena de prosseguir o despejo. Nesse 
período, se vendidos outros alugueres, o réu deve depositá-los no mesmo processo, no dia do vencimento. 
Outrossim, igualmente correto, falar em “emenda da mora”. 
 
Se necessário, haverá réplica e saneador, instrução, após sentença. *Está sentença terá natureza condenatória e 
constitutiva. 
 
Em regra, comporta julgamento antecipado da lide, visto que a prova do pagamento resta como sendo 
documental (recibo). 
 
A apelação, em regra, não tem efeito suspensivo e a execução provisória exigirá caução de 06 (seis) a 12 (doze) 
alugueres, mas não exige caução se o despejo tiver por fundamento o artigo 9º da lei em comento. 
 
Não se executa o despejo nos 30 (trinta) dias seguintes ao falecimento de cônjuge, ascendente ou descendente 
de qualquer habitante do imóvel. “Questão humanitária” 
 
Se o imóvel for abandonado no curso do processo, o Requerente poderá se imitir na posse (por cautela, resta de 
bom alvitre requerer um mandado de constatação pelo oficial de justiça). 
 
AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO DE ALUGUERES E OUTROS ENCARGOS: 
 
Estabelecida no artigo 67, abaixo, nesta ação frisa-se ressaltar que os prazos são menores que os fixados pelo 
Código de Processo Civil. 
 
 
“CAPÍTULO III 
Da Ação de Consignação de Aluguel e Acessórios da Locação 
Art. 67. Na ação que objetivar o pagamento dos aluguéis e acessórios 
da locação mediante consignação, será observado o seguinte: 
I - a petição inicial, além dos requisitos exigidos pelo art. 282 do Código 
de Processo Civil, deverá especificar os aluguéis e acessórios da 
locação com indicação dos respectivos valores; 
II - determinada a citação do réu, o autor será intimado a, no prazo de 
vinte e quatro horas, efetuar o depósito judicial da importância 
indicada na petição inicial, sob pena de ser extinto o processo; 
III - o pedido envolverá a quitação das obrigações que vencerem 
durante a tramitação do feito e até ser prolatada a sentença de 
primeira instância, devendo o autor promover os depósitos nos 
respectivos vencimentos; 
 
 
 
 
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IV - não sendo oferecida a contestação, ou se o locador receber os 
valores depositados, o juiz acolherá o pedido, declarando quitadas as 
obrigações, condenando o réu ao pagamento das custas e honorários 
de vinte por cento do valor dos depósitos; 
V - a contestação do locador, além da defesa de direito que possa 
caber, ficará adstrita, quanto à matéria de fato, a: 
a) não ter havido recusa ou mora em receber a quantia devida; 
b) ter sido justa a recusa; 
c) não ter sido efetuado o depósito no prazo ou no lugar do 
pagamento; 
d) não ter sido o depósito integral; 
VI - além de contestar, o réu poderá, em reconvenção, pedir o despejo 
e a cobrança dos valores objeto da consignatória ou da diferença do 
depósito inicial, na hipótese de ter sido alegado não ser o mesmo 
integral; 
VII - o autor poderá complementar o depósito inicial, no prazo de cinco 
dias contados da ciência do oferecimento da resposta, com acréscimo 
de dez por cento sobre o valor da diferença. Se tal ocorrer, o juiz 
declarará quitadas as obrigações, elidindo a rescisão da locação, mas 
imporá ao autor-reconvindo a responsabilidade pelas custas e 
honorários advocatícios de vinte por cento sobre o valor dos 
depósitos; 
VIII - havendo, na reconvenção, cumulação dos pedidos de rescisão da 
locação e cobrança dos valores objeto da consignatória, a execução 
desta somente poderá ter início após obtida a desocupação do imóvel, 
caso ambos tenham sido acolhidos. 
Parágrafo único. O réu poderá levantar a qualquer momento as 
importâncias depositadas sobre as quais não penda controvérsia.” 
 
- Prazo para depositar o valor devido: 24h (vinte e quatro horas) – Lei do Inquilinato; 05 (cinco) dias – CPC. 
 
 
 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
AÇÕES DA LEI DO INQUILINATO – LEI N. 8.245, DE 18/10/1.991 
 
AÇÕES DA LEI DO INQUILINATO – LEI N. 8.245, DE 18/10/1.991 
 
Espécies de ações: 
 
a) Despejo: fixada nos artigos 59 - 66 da lei em comento; 
 
b) Consignação de aluguel e outros encargos: artigo 67; 
 
c) Revisional: artigos 68 - 70; 
 
d) Renovatória: artigos 71 usque 75. 
 
AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO DE ALUGUERES E OUTROS ENCARGOS (artigo 67 – continuação): 
 
“CAPÍTULO III 
Da Ação de Consignação de Aluguel e Acessórios da Locação 
Art. 67. Na ação que objetivar o pagamento dos aluguéis e 
acessórios da locação mediante consignação, será observado o 
seguinte: 
I - a petição inicial, além dos requisitos exigidos pelo art. 282 do 
Código de Processo Civil, deverá especificar os aluguéis e acessórios da 
locação com indicação dos respectivos valores; 
II - determinada a citação do réu, o autor será intimado a, no 
prazo de vinte e quatro horas, efetuar o depósito judicial da 
importância indicada na petição inicial, sob pena de ser extinto o 
processo; 
III - o pedido envolverá a quitação das obrigações que vencerem 
durante a tramitação do feito e até ser prolatada a sentença de 
primeira instância, devendo o autor promover os depósitos nos 
respectivos vencimentos; 
IV - não sendo oferecida a contestação, ou se o locador receber 
os valores depositados, o juiz acolherá o pedido, declarando quitadas 
as obrigações, condenando o réu ao pagamento das custas e 
honorários de vinte por cento do valor dos depósitos; 
V - a contestação do locador, além da defesa de direito que 
possacaber, ficará adstrita, quanto à matéria de fato, a: 
a) não ter havido recusa ou mora em receber a quantia devida; 
b) ter sido justa a recusa; 
c) não ter sido efetuado o depósito no prazo ou no lugar do 
pagamento; 
d} não ter sido o depósito integral; 
VI - além de contestar, o réu poderá, em reconvenção, pedir o 
despejo e a cobrança dos valores objeto da consignatória ou da 
diferença do depósito inicial, na hipótese de ter sido alegado não ser 
o mesmo integral; 
VII - o autor poderá complementar o depósito inicial, no prazo 
de cinco dias contados da ciência do 
 
 
 
 
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oferecimento da resposta, com acréscimo de dez por cento sobre o 
valor da diferença. Se tal ocorrer, o juiz declarará quitadas as 
obrigações, elidindo a rescisão da locação, mas imporá ao autor-
reconvindo a responsabilidade pelas custas e honorários advocatícios 
de vinte por cento sobre o valor dos depósitos; 
VIII - havendo, na reconvenção, cumulação dos pedidos de 
rescisão da locação e cobrança dos valores objeto da consignatória, a 
execução desta somente poderá ter início após obtida a desocupação 
do imóvel, caso ambos tenham sido acolhidos. 
Parágrafo único. O réu poderá levantar a qualquer momento as 
importâncias depositadas sobre as quais não penda controvérsia.” 
 
 
- Prazo para depositar o valor devido: 24h (vinte e quatro horas) – Lei do Inquilinato; 05 (cinco) dias – CPC. 
 
- Prazo para depósito complementar: 05 (cinco) dias, com multa de 10% (dez por cento) sobre o restante devido 
– Lei do Inquilinato; 10 (dez) dias – CPC. 
 
- Há possibilidade de consignar as parcelas vincendas no mesmo processo até a sentença de primeiro grau, e no 
dia do vencimento; No CPC são 05 (cinco) dias a mais, além de não dizer o termo final, segundo STJ, será possível 
até o trânsito em julgado da sentença/Acórdão. 
 
- A contestação da consignação de alugueres tem limitação material/horizontal ou na extensão. 
 
- Essa consignação não tem caráter dúplice, cabe e faz-se necessária reconvenção para cobrar a diferença e pedir 
despejo; No CPC tem caráter dúplice. 
 
- Os honorários são prefixados em 20% (vinte por cento). 
 
- Procedimento: Petição inicial; deferimento do depósito (*depósito = condição de procedibilidade); depósito em 
24h; Citação do Réu; audiência do artigo 334, do CPC; Prazo para resposta (contestação/impugnação/insuficiência 
de valor/reconvenção (despejo ou cobrança); Réplica; saneador; Instrução, se necessária; e, sentença (Esta 
sentença tem natureza jurídica declaratória)). 
 
AÇÃO REVISIONAL DE ALUGUEL (artigos 68, 69 e 70): 
 
“CAPÍTULO IV 
Da Ação Revisional de Aluguel 
Art. 68. Na ação revisional de aluguel, que terá o rito sumário, 
observar-se-á o seguinte: (Redação dada pela Lei nº 12.112, de 2009) 
I - além dos requisitos exigidos pelos arts. 276 e 282 do Código 
de Processo Civil, a petição inicial deverá indicar o valor do aluguel cuja 
fixação é pretendida; 
II – ao designar a audiência de conciliação, o juiz, se houver 
pedido e com base nos elementos fornecidos tanto pelo locador como 
pelo locatário, ou nos que indicar, fixará aluguel provisório, que será 
devido desde a citação, nos seguintes moldes: (Redação dada pela Lei 
nº 12.112, de 2009) 
a) em ação proposta pelo locador, o aluguel provisório não 
poderá ser excedente a 80% (oitenta por cento) do pedido; (Incluída 
pela Lei nº 12.112, de 2009) 
 
 
 
 
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b) em ação proposta pelo locatário, o aluguel provisório não 
poderá ser inferior a 80% (oitenta por cento) do aluguel 
vigente; (Incluída pela Lei nº 12.112, de 2009) 
III - sem prejuízo da contestação e até a audiência, o réu poderá 
pedir seja revisto o aluguel provisório, fornecendo os elementos para 
tanto; 
IV – na audiência de conciliação, apresentada a contestação, que 
deverá conter contraproposta se houver discordância quanto ao valor 
pretendido, o juiz tentará a conciliação e, não sendo esta possível, 
determinará a realização de perícia, se necessária, designando, desde 
logo, audiência de instrução e julgamento; (Redação dada pela Lei nº 
12.112, de 2009) 
V – o pedido de revisão previsto no inciso III deste artigo 
interrompe o prazo para interposição de recurso contra a decisão que 
fixar o aluguel provisório. (Incluído pela Lei nº 12.112, de 2009) 
§ 1º Não caberá ação revisional na pendência de prazo para 
desocupação do imóvel (arts. 46, parágrafo 2° e 57), ou quando tenha 
sido este estipulado amigável ou judicialmente. 
§ 2º No curso da ação de revisão, o aluguel provisório será 
reajustado na periodicidade pactuada ou na fixada em lei. 
 
Art. 69. O aluguel fixado na sentença retroage à citação, e as 
diferenças devidas durante a ação de revisão, descontados os 
alugueres provisórios satisfeitos, serão pagas corrigidas, exigíveis a 
partir do trânsito em julgado da decisão que fixar o novo aluguel. 
§ 1º Se pedido pelo locador, ou sublocador, a sentença poderá 
estabelecer periodicidade de reajustamento do aluguel diversa 
daquela prevista no contrato revisando, bem como adotar outro 
indexador para reajustamento do aluguel. 
§ 2º A execução das diferenças será feita nos autos da ação de 
revisão. 
 
Art. 70. Na ação de revisão do aluguel, o juiz poderá homologar 
acordo de desocupação, que será executado mediante expedição de 
mandado de despejo.” 
 
Está tem natureza constitutiva, vez que cria um valor de aluguel/condenatória, pois impõe o dever de 
pagar/receber o valor. 
 
*Quando por algum fator econômico o aluguel encontra-se defasado (poderá ser polo ativo tanto o locador, como 
o locatário). OBJETIVO: rever o valor do aluguel adequando o valor de mercado. 
 
* Em regra, a ação será proposta pelo locador, que visa atualizar o aluguel, mas nada impede que seja proposta 
pelo locatário, almejando reduzir o aluguel. 
 
- Esta ação tem caráter dúplice. Por meio de perícia chega-se ao valor correto do aluguel, seja maior ou menor. 
 
- Na peça inicial, o autor poderá pedir liminar fixando alugueres provisórios que não pode ser superior a 80% 
(oitenta por cento) do pedido, quando visa aumentar, nem inferior a 80% do pedido, quando visar reduzir. 
 
Ver: defesa de mérito indireta/Teoria Geral do Processo Civil. 
 
 
 
 
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SUMÁRIO 
 
AÇÕES DA LEI DO INQUILINATO – LEI N. 8.245, DE 18/10/1.991 
 
AÇÕES DA LEI DO INQUILINATO – LEI N. 8.245, DE 18/10/1.991 
 
Espécies de ações: 
 
a) Despejo: fixada nos artigos 59 - 66 da lei em comento; 
 
b) Consignação de aluguel e outros encargos: artigo 67; 
 
c) Revisional: artigos 68 - 70; 
 
d) Renovatória: artigos 71 usque 75. 
 
Revisional de Aluguel: 
 
Em regra, será realizada perícia e o valor delimitado na sentença retroagirá a data da citação, sendo exigível a partir 
do trânsito em julgado. 
 
A decisão que fixa o aluguel provisório admite pedido de revisão e reconsideração, o qual interrompe o prazo 
para Agravo de Instrumento. 
 
Não cabe ação revisional durante o prazo de desocupação do imóvel. 
 
No curso da ação revisional será possível as partes fazerem acordo para desocupação do imóvel, o qual, se não 
cumprido voluntariamente, ensejará mandado de despejo no mesmo processo. 
 
 
AÇÃO RENOVATÓRIA (artigos 71 - 75) *Renovatória da locação/do contrato de locação. 
 
“CAPÍTULO V 
Da Ação Renovatória 
Art. 71. Além dos demais requisitos exigidos no art. 282 do Código de 
Processo Civil, a petição inicial da ação renovatória deverá ser 
instruída com: 
I - prova do preenchimento dos requisitos dos incisos I, II e III do 
art. 51; 
II - prova do exato cumprimento do contrato em curso; 
III - prova da quitação dos impostos e taxas que incidiram sobre 
o imóvel e cujo pagamento lhe incumbia; 
IV - indicação clara e precisa das condições oferecidas para a 
renovação da locação; 
V – indicação do fiador quando houver no contrato a renovar e, 
quando não for o mesmo, com indicação do nome ou denominação 
completa, número de sua inscrição noMinistério da Fazenda, 
endereço e, tratando-se de pessoa natural, a nacionalidade, o estado 
civil, a profissão e o número da carteira de identidade, comprovando, 
desde logo, mesmo que não haja alteração do fiador, a atual 
 
 
 
 
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idoneidade financeira; (Redação dada pela Lei nº 12.112, de 2009) 
VI - prova de que o fiador do contrato ou o que o substituir na 
renovação aceita os encargos da fiança, autorizado por seu cônjuge, 
se casado for; 
VII - prova, quando for o caso, de ser cessionário ou sucessor, em 
virtude de título oponível ao proprietário. 
Parágrafo único. Proposta a ação pelo sublocatário do imóvel ou 
de parte dele, serão citados o sublocador e o locador, como 
litisconsortes, salvo se, em virtude de locação originária ou renovada, 
o sublocador dispuser de prazo que admita renovar a sublocação; na 
primeira hipótese, procedente a ação, o proprietário ficará 
diretamente obrigado à renovação. 
 
Art. 72. A contestação do locador, além da defesa de direito que 
possa caber, ficará adstrita, quanto à matéria de fato, ao seguinte: 
I - não preencher o autor os requisitos estabelecidos nesta lei; 
II - não atender, a proposta do locatário, o valor locativo real do 
imóvel na época da renovação, excluída a valorização trazida por 
aquele ao ponto ou lugar; 
III - ter proposta de terceiro para a locação, em condições 
melhores; 
IV - não estar obrigado a renovar a locação (incisos I e II do art. 
52). 
§ 1º No caso do inciso II, o locador deverá apresentar, em 
contraproposta, as condições de locação que repute compatíveis com 
o valor locativo real e atual do imóvel. 
§ 2º No caso do inciso III, o locador deverá juntar prova 
documental da proposta do terceiro, subscrita por este e por 
duas testemunhas, com clara indicação do ramo a ser explorado, 
que não poderá ser o mesmo do locatário. Nessa hipótese, o locatário 
poderá, em réplica, aceitar tais condições para obter a renovação 
pretendida. 
§ 3º No caso do inciso I do art. 52, a contestação deverá trazer 
prova da determinação do Poder Público ou relatório pormenorizado 
das obras a serem realizadas e da estimativa de valorização que 
sofrerá o imóvel, assinado por engenheiro devidamente habilitado. 
§ 4º Na contestação, o locador, ou sublocador, poderá pedir, 
ainda, a fixação de aluguel provisório, para vigorar a partir do primeiro 
mês do prazo do contrato a ser renovado, não excedente a oitenta por 
cento do pedido, desde que apresentados elementos hábeis para 
aferição do justo valor do aluguel. 
§ 5º Se pedido pelo locador, ou sublocador, a sentença poderá 
estabelecer periodicidade de reajustamento do aluguel diversa 
daquela prevista no contrato renovando, bem como adotar outro 
indexador para reajustamento do aluguel. 
 
Art. 73. Renovada a locação, as diferenças dos aluguéis vencidos 
serão executadas nos próprios autos da ação e pagas de uma só vez. 
 
Art. 74. Não sendo renovada a locação, o juiz determinará a 
expedição de mandado de despejo, que conterá 
 
 
 
 
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o prazo de 30 (trinta) dias para a desocupação voluntária, se houver 
pedido na contestação. (Redação dada pela Lei nº 12.112, de 2009) 
 
Art. 75. Na hipótese do inciso III do art. 72, a sentença fixará 
desde logo a indenização devida ao locatário em consequência da não 
prorrogação da locação, solidariamente devida pelo locador e o 
proponente. 
 
Objeto: Forçar o locador a renovar o contrato de locação de imóvel comercial (entrelinhas, repousa a intenção de 
proteger o ponto comercial criado pelo locatário). 
 
Requisitos: 
- Locação NÃO residencial; 
- Contrato escrito e com prazo determinado; 
- Prazo mínimo do contrato ou soma de contratos de 05 (cinco) anos; 
- Exploração do mesmo ramo no local por no mínimo 03 (três) anos; 
- Ação proposta dentro do prazo de 01 (hum) ano a 06 (seis) meses do fim do contrato (PRAZO DECADENCIAL). 
 
 
A ação renovatória detém caráter dúplice. Se ela for julgada procedente renova-se o aluguel por mais um período, 
se improcedente será decretado despejo do autor em 30 (trinta) dias se houver pedido na contestação. 
 
Portanto, trata-se de ação dúplice pelo procedimento, ou seja, não resta automático, se o réu (locador) não pedir, 
não haverá o despejo e o contrato prorroga-se por prazo indeterminado (alguns chegam a falar em pedido 
contraposto, mas a lei não utiliza essa expressão). 
 
Esta ação geralmente será proposta pelo locatário, mas também poderá ser proposta pelo sublocatário e, nesse 
caso, serão citados como litisconsortes necessários o sublocador (o locatário principal) e o locador. 
 
Procedimento: Petição inicial (artigos 319, do CPC e 71, da Lei em comento); Se o autor for SUBlocatário, serão 
citados em litisconsórcio necessário o sublocador e o locador; Citação; audiência (artigo 334, do CPC); Resposta do 
Réu; contestação (artigo 72, pode ter o pedido de despejo, tem limitação horizontal a cognição e os incisos do 
caput dizem o que poderá ser alegado); eventual réplica; saneamento e organização; instrução (poderá haver 
perícia para definir o valor do novo aluguel); sentença (tem natureza constitutiva, visto que cria um novo 
instrumento contratual – ou constitutiva negativa/desconstitutiva), se a sentença for procedente criará um novo 
contrato e condenará em eventuais diferenças no novo aluguel; e for improcedente será sinal de que o contrato 
venceu e o autor poderá ser despejado, se houver pedido. 
 
*matérias fáticas relevantes: i) exercício do mesmo ramo de comércio por 3 anos; ii) valor da locação.

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