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Morfomacro e Morfomicro | Rhaira Casalvara 
 
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Morfofuncional e RC SP5 
hipersensibilidade E TRANSPLANTES 
CONCEITOS 
• Hipersensibilidade: Exposições repetidas ao mesmo antígeno que desencadeiam uma reação patológica. 
Existe susceptibilidade genética relacionada a hipersensibilidade. 
• Antígenos exógenos: poeira, pólens, alimentos, drogas, micróbios, substâncias químicas e alguns derivados 
do sangue usados na prática clínica 
• Antígenos endógenos: autólogos (pertencem ao nosso próprio corpo). Ex: doenças autoimunes. 
TIPOS DE HIPERSENSIBILIDADE 
Tipos de 
Hipersensibilidade 
Mecanismo 
Imunopatológico 
Mecanismo de Lesão Tecidual e 
Doença 
Imediata (tipo 1) IgE Mastócitos e seus mediadores 
(aminas vasoativas, mediadores lipídicos e 
citocinas) 
Mediada por Ac (tipo 2) IgM e IgG contra Ag de 
superfície ou da MEC 
Opsonização e fagocitose; 
Recrutamento e ativação de leucócitos 
mediados por receptor Fc e complemento; 
Anormalidades nas funções celulares 
Mediada por Imunocomplexos 
(tipo 3) 
Complexos de Ag circulantes 
e Ac IgM e IgG 
Recrutamento e ativação de leucócitos 
mediados por receptor Fc e complemento 
Mediada por células T (tipo 4) Células T CD4; CTL CD8 Recrutamento e ativação de leucócitos; Morte 
celular direta, inflamação mediada por 
citocinas 
Hipersensibilidade Imediata (tipo 1) 
É uma reação imunológica rápida (minutos) 
Reação imediata 
− Exposição do indivíduo ao alérgeno exógeno, que culminará em: 
vasodilatação, extravasamento vascular, espasmo muscular e secreções 
glandulares (alguns casos) 
− Histologia: Presença de grande quantidade de mastócitos degranulados, 
edema e congestão vascular 
Reação Tardia 
− Perpetuação da resposta inflamatória 
− Infiltração de tecidos com eosinófilos, neutrófilos, basófilos, monócitos e 
linfócitos T CD4+ 
− Destruição tecidual, sob a forma de lesão celular epitelial da mucosa 
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− IL-5: ativador de EO → enzimas proteolítica; leucotrieno C4 e PAF (fator de ativação plaquetária) → 
sustentação da resposta inflamatória 
− IL-3, IL-5 e GM-CSF): estimulam a sobrevivência e a permanência de EO nos tecidos 
Fases 
1) Fase de sensibilização: Exposição a um alérgeno 
• Indivíduos atópicos: tendem a ter níveis séricos mais altos de IgE e mais células TH2 produtoras de IL-4 
Ex de distúrbios causados por hipersensibilidade imediata: asma brônquica; rinite alérgica; alergias 
alimentares. 
Hipersensibilidade Imediata (tipo 2) 
Causada por anticorpos que reagem com antígenos presentes nas superfícies celulares ou na matriz 
extracelular. 
 
Reconhecimento do Ac + Ag → imunocomplexo → ativação do sistema complemento → ativação de receptor 
de C3b e reconhecimento pelo fagócito → formação de complexo de ataque a membrana (MAC) → permite 
a hidrólise celular (saída de H2O). 
Exemplos clínicos: reações transfusionais; doença hemolítica do RN; anemia hemolítica autoimune; 
agranulocitose; trombocitopenia; reações à drogas 
 
Exemplo clínico: Sd. Guillan-Barré 
 
Ação inibitória: miastenia gravis: disfunção de contração muscular: Ac se ligam nos receptores de Ach. 
Ação estimulatória: hipertireoidismo: muito T3 e T4: essa ação de elevação esta sendo mediada por Ac 
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Hipersensibilidade mediada por imunocomplexos (tipo 3) 
Etapa 1) ligação de Ag (próprio ou exógeno) + Ac → formação do imunocomplexo 
Etapa 2) ativação do sistema complemento → porção Fc do neutrófilo reconhece o imunocomplexo 
Etapa 3) liberação de enzimas proteolíticas → lesão ao tecido → agregação plaquetária → 
→ Necrose fibrinoide: 
destruição de toda a parede endotelial do vaso sanguíneo e destruição da camada muscular 
parede necrótica do vaso é substituída por material fibrinoide (eosinifílico) 
ex: glomerulonefrite; vasculite 
Hipersensibilidade mediada por CÉLULAS (tipo 4) 
 
 
Rejeição de transplantes e aloenxertos 
• Via Direta: 
 LT CD8+; 
 a célula que apresenta o Ag veio do doador; 
 LT CD8+ reconhece Ag via MHC-1 → ativo → danifica o endotélio → endolelite 
 estimulada diretamente por células imunológicas do tecido enxertado 
 
• Via Indireta: 
 LT CD4+ reconhece Ag via MHC-2 → 
 a célula que apresenta o Ag veio do receptor 
 LT CD4 → reconhece Ag via MHC-2 → liberação de ITF-gama ou ativação de LB (macrófago – 
agranulócitos, ou seja, tem menor poder de destruição do tecido) → formação de imunocomplexos 
depositados nos tecidos → ativação de sistema complemento → neutrófilos → lesão → vasculite. 
 
 
 
 
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Asma brônquica 
Caso Clínico 
 
Paciente do sexo feminino, 8 anos, é levado a UBS 
com história de febre, dispneia, que piora durante a 
madrugada. No exame físico: FR 35rpm, FC 
110bpm, sibilando difusamente, lucida orientada, 
porém com falta de ar, saturação de O2 92% em ar 
ambiente com melhora dos níveis, após instalação 
do cateter de O2. 
→ HD: asma brônquica 
→ Eventos celulares que acontecem em uma 
resposta alérgica: sensibilização, resposta imediata 
e resposta tardia 
→ Tríade clássica: sibilo + tosse + dispneia 
 
Retração de fúrcula + retração de arcos costais (uso 
de musculatura acessória) + baixa saturação de O2 
→ Critérios de intubação (sinais de gravidade) 
 
Definição 
 
É uma inflamação crônica com hiper-reatividade 
crônica. A mucosa, quando em contato com algum 
fator 
desencadeante, gera uma hiper-reatividade crônica 
dos alvéolos, gerando dispneia 
 
Fatores desencadeantes 
 
Fármacos, exercício físico, mudanças de 
temperatura, alérgenos, cigarro, contato com 
animais de estimação 
 
Fisiopatologia 
 
Contato com fatores desencadeantes → Hiper 
produção de muco → Broncoconstrição → 
Recrutamento de eosinófilos 
 
➔ SENSIBILIZAÇÃO 
 
Antígeno → fagocitado por células dendríticas → 
expressão do antígeno na superfície da MP (MHC 
II) → reconhecimento pelo LT CD4+ 
(responsáveis pela ativação imunológica) → IL-4 e 
IL-5 → produção de LB → produção de IgE 
 
OBS: IL-4 estimula a proliferação e a diferenciação 
de mastócitos e IL-5 estimula a proliferação e a 
diferenciação de eosinófilos 
 
Exemplo: alergia ao camarão 
 
➔ RESPOSTA IMEDIATA 
 
Mastócito sensibilizado → reexposição ao mesmo 
antígeno → liga-se ao IgE (superfície dos 
mastócitos) → degranulação → liberação de 
histamina, leucotrienos e bradicinina → induzem: 
broncoconstrição, vasodilatação e produção de 
muco 
 
Ausculta: sibilos expiratórios 
 
➔ RESPOSTA TARDIA 
 
Recrutamento de neutrófilos, linfócitos 
 
Tipos de Asma 
• Alérgica (70%) 
• Não alérgica (20-25%) 
• Criptogênica 
 
Quadro Clínico 
• Dispneia 
• Tosse 
• Sibilância 
• Eventualmente: sensação de dor no peito e 
desconforto respiratório 
 
Tratamento 
• Crise aguda: corticoide (hidrocortisona ou 
prednisolona) EV + broncodilatador 
Paciente que não reage aos medicamentos → 
necessário intubação
 
 
 
 
 
 
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COMPLEXO PRINCIPAL DE HISTOCOMPATIBILIDADE (MHC) 
Definição e Função: 
• São moléculas de superfície da célula com função de histocompatibilidade. 
• Está ligado com o reconhecimento de peptídios próprios e não próprios/estranhos (antígeno). 
• Tem a tarefa de exibir peptídeos associados a uma célula do hospedeiro para serem reconhecidos por 
células T CD4+ e T CD8+ (Sistema imune adaptativo). 
• MHC humano = HLA: Human Leucocyte Antigen (Antígenos Leucocitários Humanos) 
• Vários genes diferentes codificando diversas proteínas MHC. 
• Os Genes estão localizados no cromossomo 6. 
Padrão de codominânica: genes polimórficos 
pai AB mãe CD: AC; AD; BC; BD ⇨ Chance de 25% de seu irmão ser igual. 
Genes polimórficos: gama extensa de variabilidade genética, que complica os transplantes. 
MHC se apresenta na superfície da célula pelo tempo mínimo necessário para executar a sua funçãoe 
apenas se estiver ligado a um Ag proteico. 
 2 tipos mais importantes: 
MHC 1: células nucleadas (exclui hemácias) ⇨ apresentação ao LTCD8 (resposta citotóxica). 
 Composto por 3 subunidades alfa e 1 subunidade beta 2 microglubilina, com uma fenda em sua 
entre as unidades alfa, onde o antígeno vai se encaixar e distinguir o self do não self, ou seja, o próprio 
do não próprio. Ex: um vírus infectando a célula e exterioriza para o LTCD8, ele vai entender que é não 
próprio e que a célula está infectada. O MHC é importante para detecção de parasitas intracelulares, 
como por exemplo o vírus, que precisa invadir uma célula para fabricar suas proteínas. TODOS OS VÍRUS 
SÃO ASSIM. Algumas bactérias têm ação intracelular. Células neoplásicas. 
Nota: nos transplantes é extremamente difícil achar alguém que tenho um MHC1 parecido com o nosso, 
por isso a dificuldade de transplantar um órgão, mesmo com um irmão gêmeo. Na pratica procuração 
alguém com MHC1 parecido, mas mesmo assim deve-se fazer o uso de imunossupressor por toda a vida. 
Por que é tão fácil doar sangue? MHC1 só tem em células nucleadas, hemácias são anucleadas. 
Anatomicamente é composto por: membrana plasmática, citosol com suas organelas: complexo de golgi, 
ubiquitina (proteína reguladora, marca proteínas não próprias para processa-las no proteossoma), 
proteossoma; núcleo; reticulo endoplasmático rugoso com seus ribossomos de superfície: calnexina 
(une as duas subunidades alfa), calreticulina (traz a beta 2 microgobulina). 
Vírus no citosol ⇨ invade ⇨ cria suas próprias proteínas ⇨ ubiquitina marca as proteínas do vírus ⇨ 
processadas no proteossoma ⇨ lise 
Antígenos virais ⇨ empurradas para o reticulo endoplasmático pelo TAP (proteínas responsáveis por 
tampar a fenda do MHC1 ⇨ Ag viral se posiciona na fenda ⇨ MHC1 especifico para esse vírus ⇨ 
complexo de golgi ⇨ superfície ⇨ interação com LTCD8. 
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MHC 2: células APC ⇨ macrófagos, neutrófilos, células dendríticas, linfócitos B apresentação ao LTCD4 
Composto por 2 subunidades alfa e 2 subunidades beta 2 microglubilina. Sendo que, a fenda é 
composta por alfa 1 e beta 1. Apenas apresentados em APCs, além disso serve basicamente para gentes 
extracelulares, excluindo, portanto, vírus e células neoplásicas. 
Bactéria com metabolismo próprio ⇨ APCs fagocitada ⇨ bactéria no fagossomo ⇨ lisossomo se une ao 
fagossomo ⇨ lise da bactéria ⇨ Ag pequenos representando a digestão dessa bactéria ⇨ MHC2 
formado, já esta envolopado no citosol aguando um Ag para interagir, enquanto não tem Ag ele fica 
associado a uma cadeia invariante como coloca um clipe na fenda para impedir que ele interaja ⇨ união 
as vesículas ⇨ saída do clipe ⇨ vesícula exteriorizada ⇨ pronto para interagir com LTCD4. 
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