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HIV 
 
● A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) é a responsável por causar 
a síndrome da imunodeficiência adquirida (sida ou aids). 
 
● É uma doença que leva a uma redução dos linfócitos T CD4+, também chamados de 
linfócitos T auxiliares ou T helper. 
 
● A infecção pelo HIV com consequente redução dessas células, leva o paciente a 
uma imunossupressão com risco aumentado de diversas infecções. 
 
● É por esse motivo que o acompanhamento dos pacientes é feito com a contagem 
dos linfócitos TCD4+ (valor normal de 500 células/ mm3 a 1.400 células/mm3 ) e a 
carga viral (CV). 
 
● Com o avançar da doença, esse número vai caindo e, quando chega abaixo de 200 
células/µL, o paciente já é classificado como tendo aids. 
 
VÍRUS 
 
● Vírus que possui uma única fita de RNA e possui uma enzima chamada de 
transcriptase reversa. 
 
● Essa enzima faz a “transcrição” ao contrário, ou seja, transforma seu RNA em DNA, 
por isso ele é chamado de retrovírus; 
 
● Essas características fazem com que seja difícil curar a infecção, sendo o controle 
da replicação viral o tratamento ideal e recomendado até o momento. 
 
● Esse DNA do vírus entra no núcleo da célula hospedeira e integra-se ao seu DNA; 
 
● O vírus é constituído por proteínas principais como p24 e p7/p9, além de enzimas 
virais como protease, transcriptase reversa e integrase. O 
genoma do HIV-1 contém genes típicos de retrovírus, como gag, pol e env, além de 
genes acessórios que regulam a replicação viral e patogenicidade. 
 
● A entrada do vírus nas células ocorre por meio da ligação da glicoproteína gp120 do 
envelope viral ao receptor CD4 e aos correceptores CCR5 ou CXCR4. Isso 
desencadeia mudanças conformacionais na gp41, resultando na fusão do vírus com 
a membrana celular do hospedeiro e na entrada do genoma viral na célula. Uma vez 
dentro da célula, o RNA viral é transcrito em DNA complementar de fita dupla pela 
transcriptase reversa, e o DNA viral integrado ao genoma do hospedeiro pode 
permanecer latente ou ser transcrito para formar novas partículas virais. 
 
 
 
Quando uma pessoa se infecta com o HIV, caso o tratamento não seja iniciado, a doença 
segue seu curso e o paciente pode encontrarse em uma dessas três fases: 
 
1. Infecção aguda ou fase sintomática inicial ou síndrome retroviral aguda (SRA). 
 
● É uma doença mono-like (semelhante à mononucleose) autolimitada. A carga 
viral é elevada e os níveis de linfócitos decrescem. 
● Essa infecção ocorre nas primeiras semanas após a contágio e alguns 
pacientes podem apresentar o que chamamos de síndrome retroviral aguda 
(SRA). 
● Seus principais achados são 
 
➔ febre, 
➔ Fadida 
➔ Dor de garganta 
➔ cefaleia, 
➔ astenia, 
➔ linfadenopatia, 
➔ faringite, 
➔ exantema e mialgia, 
➔ mas também podem estar presentes perda de peso, náuseas, 
vômitos e diarreia. 
 
● O paciente com HIV pode apresentar artralgia, mas geralmente é autolimitada. A 
maioria desses sinais e sintomas desaparece ao longo de 3 a 4 semanas 
 
2. Fase de latência clínica 
 
● Essa é a fase de controle parcial da infecção com queda da carga viral (CV) 
e aumento dos LTCD4+. Com o passar dos anos, os linfócitos voltam a cair. 
 
● Nessa fase, o paciente é geralmente assintomático, exceto pela 
linfadenopatia, que pode persistir após a infecção aguda. 
 
● Esse período pode durar meses a anos e, com o passar do tempo e uma 
queda progressiva dos linfócitos, o paciente pode começar a apresentar 
alguns episódios de infecções bacterianas com mais frequência, como 
sinusites e pneumonia. 
 
3. Síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). 
 
● Nesta fase, a carga viral volta a subir e os LT CD4+ caem bastante. O que 
define se o paciente está nessa fase é a presença de linfócitos TCD4

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