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APOSTILA TUDO SOBRE:APOSTILA TUDO SOBRE: 
INTRODUÇÃO À IMUNOLOGIA INTRODUÇÃO À IMUNOLOGIA INTRODUÇÃO À IMUNOLOGIA 
A imunologia é a área da ciência que estuda os mecanismos de defesa do organismo contra
agentes estranhos ou potencialmente perigosos, como bactérias, vírus, fungos, parasitas e
até células tumorais. O sistema imunológico é responsável por reconhecer esses invasores
(chamados de antígenos) e montar uma resposta apropriada para eliminá-los, protegendo
o corpo contra infecções e desequilíbrios internos. 
Esse sistema é composto por órgãos, tecidos, células e moléculas, que atuam de maneira
coordenada em dois grandes níveis de resposta: imunidade inata e imunidade adaptativa.
Além disso, ele possui a incrível capacidade de distinguir entre o que é "próprio" (células
saudáveis do organismo) e o que é "não próprio" (antígenos), evitando que ataque seus
próprios tecidos — embora falhas nesse processo possam gerar doenças autoimunes. 
ImunologiaImunologia 
📌 A imunologia moderna também estuda fenômenos
como: 
A vacinação, que prepara o sistema imune contra
possíveis infecções. 
As alergias, onde há uma resposta exagerada a
substâncias inofensivas. 
As doenças autoimunes, onde o organismo ataca
suas próprias células. 
As imunodeficiências, como o HIV, onde a defesa
está comprometida. 
🧬💉🔍 
APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 
1.1 Barreiras Físicas e
Químicas 
1.1 Barreiras Físicas e
Químicas 
ImunologiaImunologia 
1. BARREIRAS DE DEFESA –
IMUNIDADE INATA
1. BARREIRAS DE DEFESA –
IMUNIDADE INATA 
1. BARREIRAS DE DEFESA –
IMUNIDADE INATA
A imunidade inata é a primeira linha de
defesa do corpo contra agentes invasores. Ela
é rápida, não específica e está presente desde
o nascimento. Seu papel é impedir a entrada
e disseminação de microrganismos até que o
sistema adaptativo seja ativado. 
 Pele: atua como uma barreira física
resistente, com pH ácido e secreção de
substâncias antimicrobianas (ex: suor e sebo). 
 Mucosas: presentes nas vias respiratórias,
digestivas e urogenitais, produzem muco que
aprisiona microrganismos. 
 Secreções: como lágrimas, saliva, suco
gástrico e enzimas (ex: lisozima) que quebram
paredes celulares de bactérias. 
 Reflexos fisiológicos: tosse, espirro, vômito e
diarreia ajudam a expulsar os invasores. 
1.2 Células da Imunidade
Inata 
1.2 Células da Imunidade
Inata 
As células inatas reconhecem padrões comuns
em patógenos através de receptores (ex: TLRs 
– T oll-like receptors) e ativam respostas
imediatas: 
Fagócitos (macrófagos e neutrófilos):
englobam e digerem microrganismos
invasores. 
Células NK (natu ral killers): matam
células infectadas ou tumorais sem
necessidade de ativação prévia. 
Células dendríticas: capturam antígenos
e os apresentam a os linfócitos T,
iniciando a resposta adaptativa. 
1.3 Moléculas e Proteínas 1.3 Moléculas e Proteínas 
 Sistema complemento: conjunto de
proteínas plasmáticas que promovem a lise de
patógenos, opsonização (marcação para
fagocitose) e recrutamento celular. 
 Citocinas: mensageiros químicos que
coordenam as resp ostas inflamatórias e a
comunicação entre células imunes. 
📌 Importante: 
A imunidade inata não cria memória
imunológica, mas prepara o terreno para que
a resposta adaptativa ocorra com mais 
p recisão e eficácia. 
🚨 Exemplo prático: 
 Ao se cortar com um objeto contaminado, a
pele (barreira física) é rompida. As bactérias
entram, e rapidamente neutrófilos e
macrófagos migram até o local da infecção,
englobando os microrganismos. Essa resposta
causa vermelhidão, calor e inchaço — sinais
típicos de inflamação inata. 
APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 
 2.1 Células da Imunidade
Inata 
 2.1 Células da Imunidade
Inata 
ImunologiaImunologia 
2. CÉLULAS DO SISTEMA
IMUNOLÓGICO 
2. CÉLULAS DO SISTEMA
IMUNOLÓGICO 
2. CÉLULAS DO SISTEMA
IMUNOLÓGICO 
As células do sistema imunológico são os
principais executores das respostas de defesa.
Elas circulam no sangue, linfa e estão
presentes em tecidos linfoides, formando
uma verdadeira rede de vigilância contra
agentes estranhos. Essas células podem ser
divididas em dois grandes grupos: células da
imunidade inata e células da imunidade
adaptativa. 
São as primeiras a entrar em ação diante de
uma ameaça. Reconhecem estruturas comuns
a grupos de patógenos e respondem de forma
rápida e inespecífica. 
Macrófagos: 
Derivam dos monócitos que migram do
sangue para os tecidos. 
Realizam fagocitose e digerem
microrganismos, resíduos celulares e
células mortas. 
Prod uzem citocinas pró-inflamatórias e
apresentam antígenos aos linfócitos T. 
Neutrófilos: 
Células mais abundantes no sangue
periférico. 
Atuam de forma rápida em infecções
bacterianas. 
Realizam fagocitose e liberam enzimas e
espécies reativas de oxigênio. 
Células dendríticas: 
Especializadas em capturar antígenos e
apresentá-los aos linfócitos T. 
Estão presentes principalmente na pele,
mucosas e linfonodos. 
Fazem a ponte entre a imunidade inata e
adaptativa. 
Células NK (natural killers): 
Responsávei s por destruir células
infectadas por vírus e células tumorais. 
Reconhecem a ausência de moléculas do
MHC e liberam grânulos citotóxicos. 
APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 
2.2 Células da Imunidade
Adaptativa 
2.2 Células da Imunidade
Adaptativa 
ImunologiaImunologia 
Atuam de forma específica, com memória
imunológica. São ativadas por apresentação
de antígenos pelas células inatas. 
Linfócitos T: 
Produzidos na medula óssea e maturados
no timo. 
Reconhecem antígenos apresentados por
moléculas de MHC. 
Subtipos principais: 
C D4+ (auxiliares): coordenam a
resposta imune, ativam linfócitos B e
macrófagos. 
CD8+ (citotóxicos): destroem células
infectadas o u anormais. 
Regulatórios: suprimem respostas
exageradas, prevenindo
autoimunidade. 
Linfócitos B: 
Produzidos e maturados na medula óssea. 
Quando ativados, se diferenciam em
plasmócitos, que produzem anticorpos. 
Responsáveis pela imunidade humoral. 
Também podem atuar como células
apresentadoras de antígeno (APCs). 
Células de memória: 
Tanto T quanto B podem gerar células de
memória após uma infecção ou
vacinação. 
Essas células garantem uma resposta
mais rápida e intensa na reexposição ao
mesmo antígeno. 
3. IMUNIDADE ADAPTATIVA 3. IMUNIDADE ADAPTATIVA 3. IMUNIDADE ADAPTATIVA 
A imunidade adaptativa é o ramo do sistema
imunológico que entra em ação após a
resposta inata e é caracterizado por sua
especificidade e memória. Ou seja, é capaz de
reconhecer e responder de forma precisa a
um antígeno específico e lembrar-se dele em
exposições futuras, promovendo respostas
mais rápidas e eficazes. 
D iferente da imunidade inata, que responde
da mesma forma a qualquer agressor, a
imunidade adaptativa evolui com o tempo e
se aprimora após cada exposição ao mesmo
agente, por meio da seleção clonal e expansão
de células específicas. 
3.1 Características
principais 
3.1 Características
principais 
Especificidade: capacidade de reconhecer
estruturas moleculares únicas (epítopos). 
Diversidade: grande repertório de
receptores capazes de reconhecer
diferentes antígenos. 
Memória: permite resposta mais rápida e
pot ente em reinfecções. 
Auto-regulação: controle da intensidade
da resposta para evitar danos ao próprio
organismo. 
APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 
3.2 Componentes
celulares da imunidade
adaptativa 
3.2 Componentes
celulares da imunidade
adaptativa 
ImunologiaImunologia 
 Linfócitos T CD4+ (auxiliares): ativam outras
células imunológicas, como linfócitos B e
macrófagos. 
 Linfócitos T CD8+ (citotóxicos): reconhecem
e matam células infectadas p or vírus ou
células tumorais. 
 Linfócitos B: produzem anticorpos
específicos, neutralizam toxinas e promovem
opsonização. 
 C élulas apresentadoras de antígeno (APCs):
como macrófagos e células dendríticas, que
processam os antígenos e os "apresentam" aos
linfócitos T, ativando a resposta adaptativa. 
4. ANTICORPOS E
IMUNOGLOBULINAS 
4. ANTICORPOS E
IMUNOGLOBULINAS 
Os anticorpos, também chamados de
imunoglobulinas(Ig), são glicoproteínas
produzidas pelos linfócitos B ativados (ou
plasmócitos) em resposta a antígenos. Eles
circulam no sangue, linfa e fluídos mucosos,
ligando-s e especificamente ao antígeno que
os estimulou, neutralizando patógenos e
facilitando sua eliminação pelo sistema
imune. 
3.3 Etapas da resposta
adaptativa 
3.3 Etapas da resposta
adaptativa 
 Reconhecimento do antígeno: 1.
 As APCs capturam e apresentam fragmentos
do antígeno no MHC (I ou II) para os
linfócitos T. 
 2. Ativação clonal: 
O linfócito ativado se prolifera e diferencia
em células efetoras (que combatem) e células
de memória. 
 3. Eliminação do antígeno: 
Linfócitos T citotóxicos matam células
infectadas. Linfócitos B produzem anticorpos
que neutralizam ou marcam os patógenos. 
 4. Contração e memória: 
Após a eliminação do antígeno, a maioria das
células efetoras morre, mas as células de
memória permanecem. 
📌 Exemplo prático: 
Ao ser vacinado contra o vírus da gripe,
antígenos virais inativados são introduzidos
no organismo. As células apresentadoras
ativam linfócitos T e B específicos, que se
multiplicam e produzem anticorpos. Células
de memória permanecem no organismo e, ao
entrar em contato com o vírus real
futuramente, a resposta será muito mais
rápida e intensa — evitando a doença ou
diminuindo seus sintomas. 
4.1 Estrutura dos
anticorpos 
4.1 Estrutura dos
anticorpos 
Um anticorpo é formado por quatro cadeias
polipeptídicas:
2 cadeias leves (idênticas entre si) 
2 cadeias pesadas (também idênticas
entre si) 
Essas cadeias se organizam em forma de "Y",
com duas regiões principais: 
Classe Nome Função principal Onde atua
IgG Imunoglobulina G
Principal do sangue. Passa pela
placenta. Resposta imune secundária. Plasma, líquido intersticial
IgA Imunoglobulina A
Protege mucosas. Encontrada em
secreções.
Saliva, lágrimas, leite, secreções respiratórias e
intestinais
IgM Imunoglobulina M
Primeira a ser produzida. Forte na
ativação do complemento.
Sangue e linfa
IgE Imunoglobulina E
Envolvida em alergias e parasitas.
Liga-se a mastócitos e basófilos.
Tecidos conjuntivos da pele e mucosas
IgD Imunoglobulina D
Função menos conhecida. Participa
da ativação dos linfócitos B.
Superfície de linfócitos B imaturos
APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 
ImunologiaImunologia 
Reg ião variável (Fab): 
Localizada nas extremidades dos
braços d o Y. 
É a parte que reconhece e se liga a o 
antíge no de forma específica. 
Altamente diversa entre os diferentes
anticorpos. 
Região constante (Fc): 
Parte inferior do Y. 
Responsável por recrutar outras
partes do sistema imunológico, como
macrófagos e complemento. 
4.2 Funções dos
anticorpos 
4.2 Funções dos
anticorpos 
Neutralização: bloqueiam toxinas ou vírus,
impedindo sua ação. 
Opsonização: facilitam a fagocitose ao
“marcar” o patógeno. 
Ativação do complemento: iniciam a cascata
do sistema complemento, levando à lise do
patógeno. 
Aglutinação: unem vários antígeno s, 
facilitando sua remoção. 
Citotoxicidade dependente de anticorpos
(ADCC): atraem células NK para destruir
células-alvo. 
📌 Exemplo prático: 
 Quando um anticorpo se liga a um vírus, ele
pode impedir que ele entre nas células
(neutralização), ou marcá-lo para ser
fagocitado (opsonização). 
 4.3 ClasSes de Imunoglobulinas 4.3 ClasSes de Imunoglobulinas 
APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 
ImunologiaImunologia 
5. CITOCINAS E RESPOSTA
IMUNE 
5. CITOCINAS E RESPOSTA
IMUNE 
Interferons (IFNs): 
Atu am principalmente em resposta a
infecções virais. 
Induzem um “estado antiviral” nas
células vizinhas. 
Existem IFN-alf a, IFN-beta e IFN-gama. 
📌 Exemplo: 
O IFN-gama é produzido por linfócitos T
e NK e ativa macrófagos. 
As citocinas são proteínas sinalizadoras
produzidas por diversas células do sistema
imunológico — como macrófagos, linfócitos T
e B, células dendríticas e outras — que atuam
na comunicação intercelular, regulando a
intensidade e duração da resposta imune.
Elas são fundamentais para coordenar a
ativação, proliferação, diferenciação e
migração de células imunes. 
Pense nas citocinas como uma espécie de
"linguagem química" entre as células do
sistema imunológico. 
5.1 Principais grupos de
citocinas 
5.1 Principais grupos de
citocinas 
Interleucinas (ILs): 
Regulam o crescimento, ativação e
diferenciação de linfócitos. 
São numeradas (ex: IL-1, IL-2, IL-4...), e
cada uma tem um pap el específico. 
📌 Exemplo: 
IL-2: estimula a proliferação de
linfócitos T após ativação. 
IL-4: promove a ativação de linfócitos B
e produção de IgE. 
Fatores de Necrose Tumoral (TNF): 
Ex: TNF-alfa, produzido por macrófagos. 
Promove inflamação, febre e apoptose de
células infectadas. 
Está as sociado a doenças inflamatórias
crônicas (ex: artrite reumatoide). 
Quimiocinas: 
Citocinas responsáveis por atrair células
imunes ao local da infecção
(quimiotaxia). 
Direcionam o tráfego de leucócitos entre
sangue e tecidos. 
📌 Exemplo: 
Durante uma infecçã o bacteriana,
quimiocinas atraem neutrófilos para o foco
infeccioso. 
5.2 Ações das citocinas 5.2 Ações das citocinas 
As citocinas podem atuar de três formas
diferentes: 
APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 
ImunologiaImunologia 
6.1 Sinais clásSicos da
inflamação aguda 
6.1 Sinais clásSicos da
inflamação aguda 
A inflamação aguda apresenta cinco sinais
clínicos clássicos, descritos desde a
antiguidade. Abaixo, cada um deles com sua
causa fisiológica principal: 
👉 Rubor (vermelhidão) 
 Devido à vasodilatação local e ao aumento
do fluxo sanguíneo na região afetada. 
👉 Calor 
Resulta do aumento da perfusão e da
atividade metabólica no local da inflamação. 
👉 Tumor (inchaço) 
Causado pelo acúmulo de fluido (edema) no
espaço intersticial devido à permeabilidade
aumentada dos vasos. 
🧬 1. Ação autócrina: 
Na ação autócrina, a citocina atua sobre a
própria célula que a secretou, funcionando
como um sinal de reforço ou auto-estímulo. 
📌 Exemplo prático: 
 O linfócito T, ao ser ativado por um
antígeno, começa a produzir IL-2, que se liga
a seus próprios receptores de IL-2,
promovendo sua própria prol iferação clonal.
Esse é um mecanismo essencial para a
amplificação da resposta imune adaptativa. 
🌐 2. Ação parácrina: 
Aq ui, a citocina atua em células vizinhas,
geralmente do mesmo tecido ou em seu
microambiente, promovendo a ativação ou
modulação da resposta local. 
📌 Exemplo prático: 
 Durante uma inflamação local, os
macrófagos liberam TNF-α, que age nas
células endoteliais próximas, promovendo a
expr essão de moléculas de adesão e
facilitando a migração de leucócitos para o
tecido inflamado. 
💉 3. Ação endócrina: 
Neste t ipo, a citocina entra na corrente
sanguínea e atua em células distantes, como
um hormônio. Essa ação geralmente ocorre
quando a resposta inflamatória precisa ser
sistemicamente coordenada. 
📌 Exemplo prático: 
 A IL-1 e o TNF-α produzidos durante uma
infecção sistêmica viajam pelo sangue até o
hipotálamo, onde estimulam o aumento da
temperatura corporal (febre), alteram o
apetite e promovem a produção de proteínas
de fase aguda no fígado. 
6. INFLAMAÇÃO: TIPOS,
SINAIS E FISIOLOGIA 
6. INFLAMAÇÃO: TIPOS,
SINAIS E FISIOLOGIA 
A inflamação é uma resposta natural,
protetora e coordenada do organismo frente
a qualquer agente agressor — como infecções,
traumas, queimaduras, toxinas ou até mesmo
células danificadas. Seu objetivo é isolar,
neutralizar e eliminar o agente lesivo, além
de iniciar o processo de reparo tecidual. 
Embora seja essencial à sobrevivência, quando
desregulada ou crônica, a inflamação pode
causar danos teciduais importantes e
contribuir para doenças como artrite
reumatoide, asma, lúpus, Alzheimer, câncer e
até obesidade. 
APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 
ImunologiaImunologia 
👉 Dolor (dor) 
Provocada pela estimulação das terminações
nervosas sensitivas por substâncias como
bradicinina, prostaglandinas e citocinas. 
👉 Functio laesa (perda de função) 
Consequência dos efeitos combinados dos
sinais anteriores e, em alguns casos,da
destruição tecidual. 
A inflamação pode ser classificada de acordo
com sua duração, intensidade e padrão
celular predominante. Conheça os principais
tipos: 
👉 Inflamação Aguda 
Início rápido e duração curta
(geralmente poucos dias). 
Predomínio de neutrófilos na resposta
celular. 
Apresenta os cinco sinais clássicos (rubor,
calor, tumor, dolor, functio laesa). 
📌 Exemplo clínico: uma ferida cortante
recente, amigdalite ou apendicite aguda. 
👉 Inflamação Crônica 
 Início lento, duração prolongada
(semanas, meses ou anos). 
Infiltrado celular composto por
linfócitos, plasmócitos e macrófagos. 
Pode resultar em destruição tecidual,
angiogênese e fibrose. 
 📌 Exemplo clínico: artrite reumatoide, asma
crônica, tuberculose. 
👉 Inflamação Granulomatosa 
Tipo especial de inflamação crônica. 
Formação de granulomas, que são
agregados organizados de macrófagos
ativados (células epitelioides), rodeados
por linfócitos. 
Indica tentativa do corpo em conter um
agente difícil de eliminar. 
 📌 Exemplo clínico: hanseníase, tuberculose,
sarcoidose. 
6.2 Fases da inflamação 6.2 Fases da inflamação 
1.Fase de reconhecimento: 
Células imunes inatas (como macrófagos
e mastócitos) detectam o agente agressor
por meio de receptores como TLRs. 
Liberação de mediadores inflamatórios:
histamina, prostaglandinas, leucotrienos,
citocinas (ex: IL-1, TNF-α). 
2. Fase vascular: 
Vasodilatação local, aumento da
permeabilidade vascular. 
Leucócit os e proteínas plasmáticas
extravasam para o tecido. 
3.Fase celular: 
Recrutamento de leucócitos (neutrófilos
primeiro, depois monócitos/macrófagos). 
Fagocitose de patógenos, liberação de
enzimas e espécies reativas. 
4.Resolução ou cronicidade: 
Em condições ideais, os agentes agressores
são eliminados e inicia-se o reparo
tecidual. 
Caso contrário, a inflamação se torna
crônica, com infiltração de linfócitos e
fibrose. 
6.3 Tipos de inflamação 6.3 Tipos de inflamação 
👉 Origem e maturação: 
Produzidos na medula óssea e maturados
no timo. 
Durante a maturação, os linfócitos T
aprendem a reconhecer o próprio MHC
(seleção positiva) e a ignorar antígenos
próprios (seleção negativa). 
👉 Tipos e funções: 
CD4+ (T auxiliares): 
 ➤ Coordenam a resposta imune, ativando
linfócitos B, macrófagos e outras células. 
 ➤ Subdividem-se em Th1, Th2, Th17 e T
reguladores, cada um com função específica. 
CD8+ (T citotóxicos): 
 ➤ Reconhecem células infectadas (via MHC-
I) e promovem lise celular direta, liberando
perforinas e granzimas. 
 ➤ Atuam contra vírus e células tumorais. 
T reguladores (Tregs): 
 ➤ Suprimem a resposta imune excessiva,
mantendo a tolerância imunológica e
prevenindo autoimunidade. 
📌 Exemplo prático: nas infecções virais, os
linfócitos T CD8+ detectam células
infectadas pelo vírus e as destroe m antes que
ele se multiplique. 
APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 
ImunologiaImunologia 
7. LINFÓCITOS T E B:
FUNÇÕES E MATURAÇÃO 
7. LINFÓCITOS T E B:
FUNÇÕES E MATURAÇÃO 
Os linfócitos T e B são os protagonistas da
imunidade adaptativa, atuando de forma
altamente específica contra antígenos. Cada
um desempenha um papel único no
reconhecimento, neutralização e memória de
agentes invasores. 
A mbos se originam na medula óssea
hematopoiética, mas seguem caminhos
distintos de maturação e ação. 
7.1 Linfócitos B 💉🧫 7.1 Linfócitos B 💉🧫 
👉 Origem e maturação: 
Produzidos e maturados na medula óssea. 
Durante a maturação, os linfócitos B
desenvolvem receptores específicos para
antígenos (BCRs). 
👉 Função principal: 
Responsáveis pela produção de anticorpos
(imunoglobulinas). 
Quando ativados, diferenciam-se em
plasmócitos, que secretam grandes
quantidades de anticorpos. 
Também geram células B de memória, que
conferem resposta rápida em reinfecções. 
📌 Exe mplo prático: após vacinação contra
hepatite B, os linfócitos B produzem
anticorpos anti-HBs, que per manecem
circulando e conferem imunidade por anos. 
7.2 Linfócitos T ⚔🔐 7.2 Linfócitos T ⚔🔐 
8.1 Imunidade Humoral
💉🧫 
8.1 Imunidade Humoral
💉🧫 
👉 Quem executa? 
Linfócitos B ativados → se transformam
em plasmócitos, que produzem anticorpos. 
👉 Contra o quê? 
Atuam principalmente contra patógenos
extracelulares, como bactérias, toxinas e
vírus antes de infectarem as células. 
👉 Como funciona? 
O linfócito B reconhece diretamente o
antígeno (ou é ativado com ajuda do
linfócito T CD4+). 
1.
Se diferencia em plasmócito e secreta
anticorpos específicos. 
2.
Os anticorpos neutralizam toxinas,
marcam patógenos para destruição
(opsonização) ou ativam o sistema
complemento. 
3.
📌 Exemplo prático: 
 Em um a infecção por bactéria encapsulada
(como Streptococcus pneumoniae), os
anticorpos revestem o patógeno e facilitam
sua fagocitose por macrófagos. 
APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 
ImunologiaImunologia 
7.3 Ativação e memória 7.3 Ativação e memória 
👉 Linfócitos B: 
Ativados pelo reconhecimento direto de
antígenos livres ou por apresentação via
células T auxiliares. 
Após ativação, se diferenciam em
plasmócitos ou células de memória B. 
👉 Linfócitos T: 
Ativados quando seu receptor T (TCR)
reconhece antígenos apresentados por
APCs (células apresentadoras de
antígenos) sobre moléculas MHC. 
👉 Memória imunológica: 
Após a resposta primária, células de
memória (T e B) permanec e m no
organismo. 
Em uma nova exposição ao mesmo
antígeno, gar antem uma resposta
secundária mais rápida, intensa e
duradoura. 
8. IMUNIDADE HUMORAL E
CELULAR 
8. IMUNIDADE HUMORAL E
CELULAR 
A resposta imune adaptativa se divide em
dois grandes eixos funcionais: 
A imunidade humoral, mediada pelos
linfócitos B e seus anticorpos. 
A imunidade celular, coordenada pelos
linfócitos T, especialmente os T
citotóxicos e auxiliares. 
Cada uma tem mecanismos distintos, mas
ambas atuam de form a integrada para
garantir a eliminação de patógenos e células
anormais. 
8.2 Imunidade Celular 
🔬⚔ 
8.2 Imunidade Celular 
🔬⚔ 
👉 Quem executa? 
Linfócitos T CD8+ (citotóxicos) e T CD4+
(auxiliares). 
👉 Contra o quê? 
Atua principalmente contra patógenos
intracelulares (vírus, alguns parasitas,
bactérias que vivem dentro das células),
células tumorais e células
transplantadas. 
👉 Como funciona? 
Cé lulas apresentadoras de antígeno
(APCs) mostram fragmentos do patógeno
nas moléculas MHC. 
1.
Linfócitos T reconhecem esses
fragmentos através do TCR. 
2.
CD8+ mata células infectadas
diretamente. 
3.
CD4+ secreta citocinas que ativam
macrófagos, linfócitos B e potencializam
a resposta. 
4.
📌 Exemplo prático: 
 N a infecção por vírus da dengue, os
linfócitos T CD8+ destroem as células
infectadas para impedir a replicação viral. 
APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 
ImunologiaImunologia 
Integração entre as duas
respostas 🔄 
Integração entre as duas
respostas 🔄 
A imunidade humoral e a celular não
atuam isoladamente. 
Muitas vezes, ambas são ativadas
simultaneamente para lidar com
diferentes aspectos da infecção. 
Os linfócitos T CD4+ (Th) são essenciais
ness a integração, pois regulam e
intensificam ambas as respostas por meio
de citocinas. 
9. APLICAÇÕES CLÍNICAS
DA IMUNOLOGIA 
9. APLICAÇÕES CLÍNICAS
DA IMUNOLOGIA 
A imunologia não está apenas nos livros: ela é
essencial na prevenção, diagnóstico e
tratamento de inúmeras condições. A seguir,
você verá como o conhecimento sobre o
sistema imunológico se traduz em aplicações
práticas que impactam milhões de pessoas
todos os dias. 
9.1 Vacinas 💉🧬 9.1 Vacinas 💉🧬 
As vacinas são uma das maiores conquistas
da medicina moderna. Elas funcionam ao
estimular o sistema imunológico adaptativo a
reconhecer antígenos de um patógeno, sem
causar a doença. 
👉 Como funcionam: 
Introduzem um antígeno (vivo atenuado,
inativado ou sintético). 
Ativam linfócitos T e B, gerando células
de memória. 
Na exposição futura ao patógeno real, a
resposta é mais rápida, intensa e
ef iciente. 
📌 Exemplo: A vacina contra o sarampo
utiliza o vírus vivo atenuado, promovendo
imunidade de longa duração com alta
eficácia. 
9.2Alergias 🤧🔬 9.2 Alergias 🤧🔬 
As alergias são reações hipersensíveis e
exageradas do sistema imune contra
substâncias inofensivas (alérgenos), como
pólen, poeira, alimentos e picadas de insetos. 
👉 Mecanismo: 
IgE específica se liga ao alérgeno. 
Ativação de mastócitos → liberação de
histamina e outros mediadores. 
Causa espirros, coceiras, edema,
broncoconstrição (asma) ou até
anafilaxia. 
📌 Exemplo: Em um indivíduo com rinite
alérgica, a exposição ao pólen desencadeia
produção de IgE que ativa mastócitos nas
vias respiratórias. 
APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 
ImunologiaImunologia 
9.4 Imunodeficiências
⚠🛡 
9.4 Imunodeficiências
⚠🛡 
Podem ser primárias (congênitas) ou
secundárias (adquiridas), caracterizadas por
deficiências em uma ou mais partes do
sistema imune. 
👉 Exemplos: 
SCID (imunodeficiência combinada
grave): defeito genético em linfócitos T e
B (congênita). 
H IV/AIDS: o vírus ataca os linfócitos T
CD4+, levando a imunossupressão
(adquirida). 
📌 Importância clínica: Pessoas
imunodeficientes são mais suscetíveis a
infecções oportunistas e ne cessitam de
cuidados específicos, como esquemas vacinais
modificados e uso de imunoglobulinas. 9.3 Doenças autoimunes
🔁🧠🧬 
9.3 Doenças autoimunes
🔁🧠🧬 
Nessas doenças, o sistema imune perde a
capacidade de distinguir o “eu” do “não-eu” e
atac a tecidos saudáveis, gerando inflamação
crônica e destruição celular. 
👉 Exemplos comuns: 
Lúpus eritematoso sistêmico (LES):
produção de autoanticorpos contra DNA. 
Diabetes tipo 1: destruição autoimune das
células beta do pâncreas. 
Artrite reumatoide: inflamação
autoimune crônica das articulações. 
📌 Aplicação clínica: Terapias
imunossupressoras e biológicos (ex: anti-TNF)
são usados para controlar a hiperatividade
imune. 
9.5 Imunoterapia e
terapias-alvo 🎯💊 
9.5 Imunoterapia e
terapias-alvo 🎯💊 
A manipulação controlada do sistema imune
tem se tornado uma ferramenta poderosa no
tratamento de diversas doenças. 
👉 Exemplos: 
Câncer: imunoterapias como os inibidores
de checkpoint (anti-PD-1, anti-CTLA-4)
reativam a resposta imune contra células
tumorais. 
Vacinas terapêuticas: usadas para
estimular o sistema imune con tra células
tumorais ou vírus crônicos. 
Terapias biológicas: uso de anticorpos
monoclonais para neutralizar citocinas
(ex: anti-TNF na artrite).

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