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APOSTILA TUDO SOBRE:APOSTILA TUDO SOBRE: INTRODUÇÃO À IMUNOLOGIA INTRODUÇÃO À IMUNOLOGIA INTRODUÇÃO À IMUNOLOGIA A imunologia é a área da ciência que estuda os mecanismos de defesa do organismo contra agentes estranhos ou potencialmente perigosos, como bactérias, vírus, fungos, parasitas e até células tumorais. O sistema imunológico é responsável por reconhecer esses invasores (chamados de antígenos) e montar uma resposta apropriada para eliminá-los, protegendo o corpo contra infecções e desequilíbrios internos. Esse sistema é composto por órgãos, tecidos, células e moléculas, que atuam de maneira coordenada em dois grandes níveis de resposta: imunidade inata e imunidade adaptativa. Além disso, ele possui a incrível capacidade de distinguir entre o que é "próprio" (células saudáveis do organismo) e o que é "não próprio" (antígenos), evitando que ataque seus próprios tecidos — embora falhas nesse processo possam gerar doenças autoimunes. ImunologiaImunologia 📌 A imunologia moderna também estuda fenômenos como: A vacinação, que prepara o sistema imune contra possíveis infecções. As alergias, onde há uma resposta exagerada a substâncias inofensivas. As doenças autoimunes, onde o organismo ataca suas próprias células. As imunodeficiências, como o HIV, onde a defesa está comprometida. 🧬💉🔍 APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 1.1 Barreiras Físicas e Químicas 1.1 Barreiras Físicas e Químicas ImunologiaImunologia 1. BARREIRAS DE DEFESA – IMUNIDADE INATA 1. BARREIRAS DE DEFESA – IMUNIDADE INATA 1. BARREIRAS DE DEFESA – IMUNIDADE INATA A imunidade inata é a primeira linha de defesa do corpo contra agentes invasores. Ela é rápida, não específica e está presente desde o nascimento. Seu papel é impedir a entrada e disseminação de microrganismos até que o sistema adaptativo seja ativado. Pele: atua como uma barreira física resistente, com pH ácido e secreção de substâncias antimicrobianas (ex: suor e sebo). Mucosas: presentes nas vias respiratórias, digestivas e urogenitais, produzem muco que aprisiona microrganismos. Secreções: como lágrimas, saliva, suco gástrico e enzimas (ex: lisozima) que quebram paredes celulares de bactérias. Reflexos fisiológicos: tosse, espirro, vômito e diarreia ajudam a expulsar os invasores. 1.2 Células da Imunidade Inata 1.2 Células da Imunidade Inata As células inatas reconhecem padrões comuns em patógenos através de receptores (ex: TLRs – T oll-like receptors) e ativam respostas imediatas: Fagócitos (macrófagos e neutrófilos): englobam e digerem microrganismos invasores. Células NK (natu ral killers): matam células infectadas ou tumorais sem necessidade de ativação prévia. Células dendríticas: capturam antígenos e os apresentam a os linfócitos T, iniciando a resposta adaptativa. 1.3 Moléculas e Proteínas 1.3 Moléculas e Proteínas Sistema complemento: conjunto de proteínas plasmáticas que promovem a lise de patógenos, opsonização (marcação para fagocitose) e recrutamento celular. Citocinas: mensageiros químicos que coordenam as resp ostas inflamatórias e a comunicação entre células imunes. 📌 Importante: A imunidade inata não cria memória imunológica, mas prepara o terreno para que a resposta adaptativa ocorra com mais p recisão e eficácia. 🚨 Exemplo prático: Ao se cortar com um objeto contaminado, a pele (barreira física) é rompida. As bactérias entram, e rapidamente neutrófilos e macrófagos migram até o local da infecção, englobando os microrganismos. Essa resposta causa vermelhidão, calor e inchaço — sinais típicos de inflamação inata. APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 2.1 Células da Imunidade Inata 2.1 Células da Imunidade Inata ImunologiaImunologia 2. CÉLULAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICO 2. CÉLULAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICO 2. CÉLULAS DO SISTEMA IMUNOLÓGICO As células do sistema imunológico são os principais executores das respostas de defesa. Elas circulam no sangue, linfa e estão presentes em tecidos linfoides, formando uma verdadeira rede de vigilância contra agentes estranhos. Essas células podem ser divididas em dois grandes grupos: células da imunidade inata e células da imunidade adaptativa. São as primeiras a entrar em ação diante de uma ameaça. Reconhecem estruturas comuns a grupos de patógenos e respondem de forma rápida e inespecífica. Macrófagos: Derivam dos monócitos que migram do sangue para os tecidos. Realizam fagocitose e digerem microrganismos, resíduos celulares e células mortas. Prod uzem citocinas pró-inflamatórias e apresentam antígenos aos linfócitos T. Neutrófilos: Células mais abundantes no sangue periférico. Atuam de forma rápida em infecções bacterianas. Realizam fagocitose e liberam enzimas e espécies reativas de oxigênio. Células dendríticas: Especializadas em capturar antígenos e apresentá-los aos linfócitos T. Estão presentes principalmente na pele, mucosas e linfonodos. Fazem a ponte entre a imunidade inata e adaptativa. Células NK (natural killers): Responsávei s por destruir células infectadas por vírus e células tumorais. Reconhecem a ausência de moléculas do MHC e liberam grânulos citotóxicos. APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 2.2 Células da Imunidade Adaptativa 2.2 Células da Imunidade Adaptativa ImunologiaImunologia Atuam de forma específica, com memória imunológica. São ativadas por apresentação de antígenos pelas células inatas. Linfócitos T: Produzidos na medula óssea e maturados no timo. Reconhecem antígenos apresentados por moléculas de MHC. Subtipos principais: C D4+ (auxiliares): coordenam a resposta imune, ativam linfócitos B e macrófagos. CD8+ (citotóxicos): destroem células infectadas o u anormais. Regulatórios: suprimem respostas exageradas, prevenindo autoimunidade. Linfócitos B: Produzidos e maturados na medula óssea. Quando ativados, se diferenciam em plasmócitos, que produzem anticorpos. Responsáveis pela imunidade humoral. Também podem atuar como células apresentadoras de antígeno (APCs). Células de memória: Tanto T quanto B podem gerar células de memória após uma infecção ou vacinação. Essas células garantem uma resposta mais rápida e intensa na reexposição ao mesmo antígeno. 3. IMUNIDADE ADAPTATIVA 3. IMUNIDADE ADAPTATIVA 3. IMUNIDADE ADAPTATIVA A imunidade adaptativa é o ramo do sistema imunológico que entra em ação após a resposta inata e é caracterizado por sua especificidade e memória. Ou seja, é capaz de reconhecer e responder de forma precisa a um antígeno específico e lembrar-se dele em exposições futuras, promovendo respostas mais rápidas e eficazes. D iferente da imunidade inata, que responde da mesma forma a qualquer agressor, a imunidade adaptativa evolui com o tempo e se aprimora após cada exposição ao mesmo agente, por meio da seleção clonal e expansão de células específicas. 3.1 Características principais 3.1 Características principais Especificidade: capacidade de reconhecer estruturas moleculares únicas (epítopos). Diversidade: grande repertório de receptores capazes de reconhecer diferentes antígenos. Memória: permite resposta mais rápida e pot ente em reinfecções. Auto-regulação: controle da intensidade da resposta para evitar danos ao próprio organismo. APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE 3.2 Componentes celulares da imunidade adaptativa 3.2 Componentes celulares da imunidade adaptativa ImunologiaImunologia Linfócitos T CD4+ (auxiliares): ativam outras células imunológicas, como linfócitos B e macrófagos. Linfócitos T CD8+ (citotóxicos): reconhecem e matam células infectadas p or vírus ou células tumorais. Linfócitos B: produzem anticorpos específicos, neutralizam toxinas e promovem opsonização. C élulas apresentadoras de antígeno (APCs): como macrófagos e células dendríticas, que processam os antígenos e os "apresentam" aos linfócitos T, ativando a resposta adaptativa. 4. ANTICORPOS E IMUNOGLOBULINAS 4. ANTICORPOS E IMUNOGLOBULINAS Os anticorpos, também chamados de imunoglobulinas(Ig), são glicoproteínas produzidas pelos linfócitos B ativados (ou plasmócitos) em resposta a antígenos. Eles circulam no sangue, linfa e fluídos mucosos, ligando-s e especificamente ao antígeno que os estimulou, neutralizando patógenos e facilitando sua eliminação pelo sistema imune. 3.3 Etapas da resposta adaptativa 3.3 Etapas da resposta adaptativa Reconhecimento do antígeno: 1. As APCs capturam e apresentam fragmentos do antígeno no MHC (I ou II) para os linfócitos T. 2. Ativação clonal: O linfócito ativado se prolifera e diferencia em células efetoras (que combatem) e células de memória. 3. Eliminação do antígeno: Linfócitos T citotóxicos matam células infectadas. Linfócitos B produzem anticorpos que neutralizam ou marcam os patógenos. 4. Contração e memória: Após a eliminação do antígeno, a maioria das células efetoras morre, mas as células de memória permanecem. 📌 Exemplo prático: Ao ser vacinado contra o vírus da gripe, antígenos virais inativados são introduzidos no organismo. As células apresentadoras ativam linfócitos T e B específicos, que se multiplicam e produzem anticorpos. Células de memória permanecem no organismo e, ao entrar em contato com o vírus real futuramente, a resposta será muito mais rápida e intensa — evitando a doença ou diminuindo seus sintomas. 4.1 Estrutura dos anticorpos 4.1 Estrutura dos anticorpos Um anticorpo é formado por quatro cadeias polipeptídicas: 2 cadeias leves (idênticas entre si) 2 cadeias pesadas (também idênticas entre si) Essas cadeias se organizam em forma de "Y", com duas regiões principais: Classe Nome Função principal Onde atua IgG Imunoglobulina G Principal do sangue. Passa pela placenta. Resposta imune secundária. Plasma, líquido intersticial IgA Imunoglobulina A Protege mucosas. Encontrada em secreções. Saliva, lágrimas, leite, secreções respiratórias e intestinais IgM Imunoglobulina M Primeira a ser produzida. Forte na ativação do complemento. Sangue e linfa IgE Imunoglobulina E Envolvida em alergias e parasitas. Liga-se a mastócitos e basófilos. Tecidos conjuntivos da pele e mucosas IgD Imunoglobulina D Função menos conhecida. Participa da ativação dos linfócitos B. Superfície de linfócitos B imaturos APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE ImunologiaImunologia Reg ião variável (Fab): Localizada nas extremidades dos braços d o Y. É a parte que reconhece e se liga a o antíge no de forma específica. Altamente diversa entre os diferentes anticorpos. Região constante (Fc): Parte inferior do Y. Responsável por recrutar outras partes do sistema imunológico, como macrófagos e complemento. 4.2 Funções dos anticorpos 4.2 Funções dos anticorpos Neutralização: bloqueiam toxinas ou vírus, impedindo sua ação. Opsonização: facilitam a fagocitose ao “marcar” o patógeno. Ativação do complemento: iniciam a cascata do sistema complemento, levando à lise do patógeno. Aglutinação: unem vários antígeno s, facilitando sua remoção. Citotoxicidade dependente de anticorpos (ADCC): atraem células NK para destruir células-alvo. 📌 Exemplo prático: Quando um anticorpo se liga a um vírus, ele pode impedir que ele entre nas células (neutralização), ou marcá-lo para ser fagocitado (opsonização). 4.3 ClasSes de Imunoglobulinas 4.3 ClasSes de Imunoglobulinas APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE ImunologiaImunologia 5. CITOCINAS E RESPOSTA IMUNE 5. CITOCINAS E RESPOSTA IMUNE Interferons (IFNs): Atu am principalmente em resposta a infecções virais. Induzem um “estado antiviral” nas células vizinhas. Existem IFN-alf a, IFN-beta e IFN-gama. 📌 Exemplo: O IFN-gama é produzido por linfócitos T e NK e ativa macrófagos. As citocinas são proteínas sinalizadoras produzidas por diversas células do sistema imunológico — como macrófagos, linfócitos T e B, células dendríticas e outras — que atuam na comunicação intercelular, regulando a intensidade e duração da resposta imune. Elas são fundamentais para coordenar a ativação, proliferação, diferenciação e migração de células imunes. Pense nas citocinas como uma espécie de "linguagem química" entre as células do sistema imunológico. 5.1 Principais grupos de citocinas 5.1 Principais grupos de citocinas Interleucinas (ILs): Regulam o crescimento, ativação e diferenciação de linfócitos. São numeradas (ex: IL-1, IL-2, IL-4...), e cada uma tem um pap el específico. 📌 Exemplo: IL-2: estimula a proliferação de linfócitos T após ativação. IL-4: promove a ativação de linfócitos B e produção de IgE. Fatores de Necrose Tumoral (TNF): Ex: TNF-alfa, produzido por macrófagos. Promove inflamação, febre e apoptose de células infectadas. Está as sociado a doenças inflamatórias crônicas (ex: artrite reumatoide). Quimiocinas: Citocinas responsáveis por atrair células imunes ao local da infecção (quimiotaxia). Direcionam o tráfego de leucócitos entre sangue e tecidos. 📌 Exemplo: Durante uma infecçã o bacteriana, quimiocinas atraem neutrófilos para o foco infeccioso. 5.2 Ações das citocinas 5.2 Ações das citocinas As citocinas podem atuar de três formas diferentes: APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE ImunologiaImunologia 6.1 Sinais clásSicos da inflamação aguda 6.1 Sinais clásSicos da inflamação aguda A inflamação aguda apresenta cinco sinais clínicos clássicos, descritos desde a antiguidade. Abaixo, cada um deles com sua causa fisiológica principal: 👉 Rubor (vermelhidão) Devido à vasodilatação local e ao aumento do fluxo sanguíneo na região afetada. 👉 Calor Resulta do aumento da perfusão e da atividade metabólica no local da inflamação. 👉 Tumor (inchaço) Causado pelo acúmulo de fluido (edema) no espaço intersticial devido à permeabilidade aumentada dos vasos. 🧬 1. Ação autócrina: Na ação autócrina, a citocina atua sobre a própria célula que a secretou, funcionando como um sinal de reforço ou auto-estímulo. 📌 Exemplo prático: O linfócito T, ao ser ativado por um antígeno, começa a produzir IL-2, que se liga a seus próprios receptores de IL-2, promovendo sua própria prol iferação clonal. Esse é um mecanismo essencial para a amplificação da resposta imune adaptativa. 🌐 2. Ação parácrina: Aq ui, a citocina atua em células vizinhas, geralmente do mesmo tecido ou em seu microambiente, promovendo a ativação ou modulação da resposta local. 📌 Exemplo prático: Durante uma inflamação local, os macrófagos liberam TNF-α, que age nas células endoteliais próximas, promovendo a expr essão de moléculas de adesão e facilitando a migração de leucócitos para o tecido inflamado. 💉 3. Ação endócrina: Neste t ipo, a citocina entra na corrente sanguínea e atua em células distantes, como um hormônio. Essa ação geralmente ocorre quando a resposta inflamatória precisa ser sistemicamente coordenada. 📌 Exemplo prático: A IL-1 e o TNF-α produzidos durante uma infecção sistêmica viajam pelo sangue até o hipotálamo, onde estimulam o aumento da temperatura corporal (febre), alteram o apetite e promovem a produção de proteínas de fase aguda no fígado. 6. INFLAMAÇÃO: TIPOS, SINAIS E FISIOLOGIA 6. INFLAMAÇÃO: TIPOS, SINAIS E FISIOLOGIA A inflamação é uma resposta natural, protetora e coordenada do organismo frente a qualquer agente agressor — como infecções, traumas, queimaduras, toxinas ou até mesmo células danificadas. Seu objetivo é isolar, neutralizar e eliminar o agente lesivo, além de iniciar o processo de reparo tecidual. Embora seja essencial à sobrevivência, quando desregulada ou crônica, a inflamação pode causar danos teciduais importantes e contribuir para doenças como artrite reumatoide, asma, lúpus, Alzheimer, câncer e até obesidade. APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE ImunologiaImunologia 👉 Dolor (dor) Provocada pela estimulação das terminações nervosas sensitivas por substâncias como bradicinina, prostaglandinas e citocinas. 👉 Functio laesa (perda de função) Consequência dos efeitos combinados dos sinais anteriores e, em alguns casos,da destruição tecidual. A inflamação pode ser classificada de acordo com sua duração, intensidade e padrão celular predominante. Conheça os principais tipos: 👉 Inflamação Aguda Início rápido e duração curta (geralmente poucos dias). Predomínio de neutrófilos na resposta celular. Apresenta os cinco sinais clássicos (rubor, calor, tumor, dolor, functio laesa). 📌 Exemplo clínico: uma ferida cortante recente, amigdalite ou apendicite aguda. 👉 Inflamação Crônica Início lento, duração prolongada (semanas, meses ou anos). Infiltrado celular composto por linfócitos, plasmócitos e macrófagos. Pode resultar em destruição tecidual, angiogênese e fibrose. 📌 Exemplo clínico: artrite reumatoide, asma crônica, tuberculose. 👉 Inflamação Granulomatosa Tipo especial de inflamação crônica. Formação de granulomas, que são agregados organizados de macrófagos ativados (células epitelioides), rodeados por linfócitos. Indica tentativa do corpo em conter um agente difícil de eliminar. 📌 Exemplo clínico: hanseníase, tuberculose, sarcoidose. 6.2 Fases da inflamação 6.2 Fases da inflamação 1.Fase de reconhecimento: Células imunes inatas (como macrófagos e mastócitos) detectam o agente agressor por meio de receptores como TLRs. Liberação de mediadores inflamatórios: histamina, prostaglandinas, leucotrienos, citocinas (ex: IL-1, TNF-α). 2. Fase vascular: Vasodilatação local, aumento da permeabilidade vascular. Leucócit os e proteínas plasmáticas extravasam para o tecido. 3.Fase celular: Recrutamento de leucócitos (neutrófilos primeiro, depois monócitos/macrófagos). Fagocitose de patógenos, liberação de enzimas e espécies reativas. 4.Resolução ou cronicidade: Em condições ideais, os agentes agressores são eliminados e inicia-se o reparo tecidual. Caso contrário, a inflamação se torna crônica, com infiltração de linfócitos e fibrose. 6.3 Tipos de inflamação 6.3 Tipos de inflamação 👉 Origem e maturação: Produzidos na medula óssea e maturados no timo. Durante a maturação, os linfócitos T aprendem a reconhecer o próprio MHC (seleção positiva) e a ignorar antígenos próprios (seleção negativa). 👉 Tipos e funções: CD4+ (T auxiliares): ➤ Coordenam a resposta imune, ativando linfócitos B, macrófagos e outras células. ➤ Subdividem-se em Th1, Th2, Th17 e T reguladores, cada um com função específica. CD8+ (T citotóxicos): ➤ Reconhecem células infectadas (via MHC- I) e promovem lise celular direta, liberando perforinas e granzimas. ➤ Atuam contra vírus e células tumorais. T reguladores (Tregs): ➤ Suprimem a resposta imune excessiva, mantendo a tolerância imunológica e prevenindo autoimunidade. 📌 Exemplo prático: nas infecções virais, os linfócitos T CD8+ detectam células infectadas pelo vírus e as destroe m antes que ele se multiplique. APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE ImunologiaImunologia 7. LINFÓCITOS T E B: FUNÇÕES E MATURAÇÃO 7. LINFÓCITOS T E B: FUNÇÕES E MATURAÇÃO Os linfócitos T e B são os protagonistas da imunidade adaptativa, atuando de forma altamente específica contra antígenos. Cada um desempenha um papel único no reconhecimento, neutralização e memória de agentes invasores. A mbos se originam na medula óssea hematopoiética, mas seguem caminhos distintos de maturação e ação. 7.1 Linfócitos B 💉🧫 7.1 Linfócitos B 💉🧫 👉 Origem e maturação: Produzidos e maturados na medula óssea. Durante a maturação, os linfócitos B desenvolvem receptores específicos para antígenos (BCRs). 👉 Função principal: Responsáveis pela produção de anticorpos (imunoglobulinas). Quando ativados, diferenciam-se em plasmócitos, que secretam grandes quantidades de anticorpos. Também geram células B de memória, que conferem resposta rápida em reinfecções. 📌 Exe mplo prático: após vacinação contra hepatite B, os linfócitos B produzem anticorpos anti-HBs, que per manecem circulando e conferem imunidade por anos. 7.2 Linfócitos T ⚔🔐 7.2 Linfócitos T ⚔🔐 8.1 Imunidade Humoral 💉🧫 8.1 Imunidade Humoral 💉🧫 👉 Quem executa? Linfócitos B ativados → se transformam em plasmócitos, que produzem anticorpos. 👉 Contra o quê? Atuam principalmente contra patógenos extracelulares, como bactérias, toxinas e vírus antes de infectarem as células. 👉 Como funciona? O linfócito B reconhece diretamente o antígeno (ou é ativado com ajuda do linfócito T CD4+). 1. Se diferencia em plasmócito e secreta anticorpos específicos. 2. Os anticorpos neutralizam toxinas, marcam patógenos para destruição (opsonização) ou ativam o sistema complemento. 3. 📌 Exemplo prático: Em um a infecção por bactéria encapsulada (como Streptococcus pneumoniae), os anticorpos revestem o patógeno e facilitam sua fagocitose por macrófagos. APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE ImunologiaImunologia 7.3 Ativação e memória 7.3 Ativação e memória 👉 Linfócitos B: Ativados pelo reconhecimento direto de antígenos livres ou por apresentação via células T auxiliares. Após ativação, se diferenciam em plasmócitos ou células de memória B. 👉 Linfócitos T: Ativados quando seu receptor T (TCR) reconhece antígenos apresentados por APCs (células apresentadoras de antígenos) sobre moléculas MHC. 👉 Memória imunológica: Após a resposta primária, células de memória (T e B) permanec e m no organismo. Em uma nova exposição ao mesmo antígeno, gar antem uma resposta secundária mais rápida, intensa e duradoura. 8. IMUNIDADE HUMORAL E CELULAR 8. IMUNIDADE HUMORAL E CELULAR A resposta imune adaptativa se divide em dois grandes eixos funcionais: A imunidade humoral, mediada pelos linfócitos B e seus anticorpos. A imunidade celular, coordenada pelos linfócitos T, especialmente os T citotóxicos e auxiliares. Cada uma tem mecanismos distintos, mas ambas atuam de form a integrada para garantir a eliminação de patógenos e células anormais. 8.2 Imunidade Celular 🔬⚔ 8.2 Imunidade Celular 🔬⚔ 👉 Quem executa? Linfócitos T CD8+ (citotóxicos) e T CD4+ (auxiliares). 👉 Contra o quê? Atua principalmente contra patógenos intracelulares (vírus, alguns parasitas, bactérias que vivem dentro das células), células tumorais e células transplantadas. 👉 Como funciona? Cé lulas apresentadoras de antígeno (APCs) mostram fragmentos do patógeno nas moléculas MHC. 1. Linfócitos T reconhecem esses fragmentos através do TCR. 2. CD8+ mata células infectadas diretamente. 3. CD4+ secreta citocinas que ativam macrófagos, linfócitos B e potencializam a resposta. 4. 📌 Exemplo prático: N a infecção por vírus da dengue, os linfócitos T CD8+ destroem as células infectadas para impedir a replicação viral. APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE ImunologiaImunologia Integração entre as duas respostas 🔄 Integração entre as duas respostas 🔄 A imunidade humoral e a celular não atuam isoladamente. Muitas vezes, ambas são ativadas simultaneamente para lidar com diferentes aspectos da infecção. Os linfócitos T CD4+ (Th) são essenciais ness a integração, pois regulam e intensificam ambas as respostas por meio de citocinas. 9. APLICAÇÕES CLÍNICAS DA IMUNOLOGIA 9. APLICAÇÕES CLÍNICAS DA IMUNOLOGIA A imunologia não está apenas nos livros: ela é essencial na prevenção, diagnóstico e tratamento de inúmeras condições. A seguir, você verá como o conhecimento sobre o sistema imunológico se traduz em aplicações práticas que impactam milhões de pessoas todos os dias. 9.1 Vacinas 💉🧬 9.1 Vacinas 💉🧬 As vacinas são uma das maiores conquistas da medicina moderna. Elas funcionam ao estimular o sistema imunológico adaptativo a reconhecer antígenos de um patógeno, sem causar a doença. 👉 Como funcionam: Introduzem um antígeno (vivo atenuado, inativado ou sintético). Ativam linfócitos T e B, gerando células de memória. Na exposição futura ao patógeno real, a resposta é mais rápida, intensa e ef iciente. 📌 Exemplo: A vacina contra o sarampo utiliza o vírus vivo atenuado, promovendo imunidade de longa duração com alta eficácia. 9.2Alergias 🤧🔬 9.2 Alergias 🤧🔬 As alergias são reações hipersensíveis e exageradas do sistema imune contra substâncias inofensivas (alérgenos), como pólen, poeira, alimentos e picadas de insetos. 👉 Mecanismo: IgE específica se liga ao alérgeno. Ativação de mastócitos → liberação de histamina e outros mediadores. Causa espirros, coceiras, edema, broncoconstrição (asma) ou até anafilaxia. 📌 Exemplo: Em um indivíduo com rinite alérgica, a exposição ao pólen desencadeia produção de IgE que ativa mastócitos nas vias respiratórias. APOSTILA TUDO SOBREAPOSTILA TUDO SOBRE ImunologiaImunologia 9.4 Imunodeficiências ⚠🛡 9.4 Imunodeficiências ⚠🛡 Podem ser primárias (congênitas) ou secundárias (adquiridas), caracterizadas por deficiências em uma ou mais partes do sistema imune. 👉 Exemplos: SCID (imunodeficiência combinada grave): defeito genético em linfócitos T e B (congênita). H IV/AIDS: o vírus ataca os linfócitos T CD4+, levando a imunossupressão (adquirida). 📌 Importância clínica: Pessoas imunodeficientes são mais suscetíveis a infecções oportunistas e ne cessitam de cuidados específicos, como esquemas vacinais modificados e uso de imunoglobulinas. 9.3 Doenças autoimunes 🔁🧠🧬 9.3 Doenças autoimunes 🔁🧠🧬 Nessas doenças, o sistema imune perde a capacidade de distinguir o “eu” do “não-eu” e atac a tecidos saudáveis, gerando inflamação crônica e destruição celular. 👉 Exemplos comuns: Lúpus eritematoso sistêmico (LES): produção de autoanticorpos contra DNA. Diabetes tipo 1: destruição autoimune das células beta do pâncreas. Artrite reumatoide: inflamação autoimune crônica das articulações. 📌 Aplicação clínica: Terapias imunossupressoras e biológicos (ex: anti-TNF) são usados para controlar a hiperatividade imune. 9.5 Imunoterapia e terapias-alvo 🎯💊 9.5 Imunoterapia e terapias-alvo 🎯💊 A manipulação controlada do sistema imune tem se tornado uma ferramenta poderosa no tratamento de diversas doenças. 👉 Exemplos: Câncer: imunoterapias como os inibidores de checkpoint (anti-PD-1, anti-CTLA-4) reativam a resposta imune contra células tumorais. Vacinas terapêuticas: usadas para estimular o sistema imune con tra células tumorais ou vírus crônicos. Terapias biológicas: uso de anticorpos monoclonais para neutralizar citocinas (ex: anti-TNF na artrite).